Cuidado! Ela é francesa!

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Cuidado! Ela é francesa!

Mensagem por Mimi-chan em Qua Set 10, 2014 10:27 pm

Ficha Técnica:

Título: Cuidado! Ela é francesa!

Classificação: K+

Autor: Mimi-chan

Personagens: Ishida Yamato, Yagami Taichi, Takenouchi Sora, Takashi Takeru e uma pitada de Hikari.

Gênero: Aventura/Comédia

Enredo: Num dia aparentemente calmo, um furacão chega a Tóquio para infernizar a vida de Yamato. Será que a visita inesperada de sua prima francesa trará mesmo o inferno para a vida do loiro? É o que ele e Taichi irão descobrir.

Nota: fiz uma super modificação nessa primeira parte. Uma melhorada geral! Nem ia mexer nessa fic agora, mas a Juny me encorajou no twitter para continuar a história. Nem imaginava que isso aqui tinha feito algum sucesso. Aproveitem!


primeira parte


capítulo um – o favor



Era uma sexta-feira ensolarada em Tóquio e a forte onda de calor que começara no início da tarde anunciava a chegada do verão. Crianças e adolescentes mantinham um ar animador pelos corredores das escolas, já que as férias de verão se aproximavam – dentro de alguns dias estariam livres de toda a responsabilidade escolar. Entretanto, em meio a toda essa felicidade, Taichi sentara na escada do colégio e passou a folhear um livro grosso. Mantinha na face uma expressão desesperadora. Lia tudo que podia e tentava decorar os principais conceitos para a prova de história que aconteceria dentro de quinze minutos. Mordia o lápis nervoso: teve uma semana para se preparar, porém, após um empolgado convite de Daisuke para ir ao Digital World, acabou esquecendo-se de estudar. Agora suas férias poderiam estar com os dias contados se não tirasse uma boa pontuação. Concentrou-se o máximo possível e não percebera a figura de outro garoto que vinha do andar superior:

- Taichi?

Sem resposta. Taichi passara a ignorar qualquer vulto do mundo exterior. Nada importava naquele momento além da Revolução Francesa. O outro rapaz suspirou profundamente.

- Taichi? Oiieee Taichi? – franziu as sobrancelhas. Não houve resposta do amigo. Não lhe restava mais nada a fazer se não... Pegou a pasta que carregava e de supetão bateu na cabeça do outro:

- TA.I.CHI.!

- OW! Cara que susto! Isso dói sabia?!! – falou ao cuspir o lápis da boca.

Yamato não acreditava no que estava vendo. Sabia que no mínimo Taichi não tinha estudado e estava tentando decorar alguma coisa – e provavelmente, não conseguira fazer com que Sora lhe passasse as questões na hora da avaliação. O garoto sentou-se ao lado do amigo e calou-se por alguns instantes. Parecia estar no mundo da lua e isto incomodara o outro que o observava aborrecido:

- O que você quer? – indagou.

O loiro continuara quieto. Olhou para os pés e voltou a olhar o céu através da janela do corredor. Taichi estava impaciente. Para ele era um afrontamento o amigo vir-lhe amolar em uma hora tão decisiva como aquela. Yamato apoiou o cotovelo na perna e encostou a mão no rosto. Virou-se para o amigo e disse:

- Você deveria estudar com antecedência para não passar por essas situações de desespero antes de algum teste.

- Você... Você veio aqui só para me dizer isso, cretino?!!

- Na verdade... não. É outra coisa.

- Então fala logo o que você quer Ishida! Estou ocupado! – Yamato suspirou mais uma vez e finalmente disse:

- Preciso de um favor seu.

- Hãaaaaaaaa? Você e os seus favores... Não vou pra lugar nenhum, vou logo avisando! – resmungou.

- Não é nada disso. – respondeu Yamato com seriedade.

- O que é então?

- Você pode acompanhar Sora até em casa hoje?

Taichi ficou confuso. Yamato levara a namorada para casa todos os dias. E fazia questão de acompanhá-la porque nem sempre tinha tempo para vê-la nos fins de semana. Sua banda tinha algum sucesso e estavam com a agenda cheia de shows em algumas cafeterias e outros lugares que estudantes entre 14 a 18 anos costumavam frequentar. Por que razão estaria pedindo isto? Teria acontecido algo grave?

- Posso... Mas... Por que você não faz isso?

- Não posso hoje. Tenho um compromisso. Vai fazer esse favor para mim?

- Claro. Sem problemas...

- Obrigado! – disse ao forçar um sorriso.

Em seguida, levantou-se e foi em direção à sala de aula. Taichi olhou atordoado enquanto o outro se distanciava. Por fim, verificou o relógio para ver se ainda tinha algum tempo para “estudar”.

- AH NÃO! – berrou quando percebera que o tempo tinha passado tão ligeiro. Atrasara-se para o teste. Recolheu seu material e saiu correndo.

*****

“Porcaria! Porcaria! Essa não! Essa não!” – pensou enquanto corria.

Chegou em cima da hora. O professor ia fechando a porta da sala de aula quando Taichi jogou-se aos pés dele. Os outros colegas de turma riram sem parar. O homem rechonchudo de cabelos grisalhos e óculos quadrados abaixou o rosto com uma expressão ríspida:

- Yagami-kun?! Deixarei passar desta vez, mas na próxima lhe impedirei de fazer a avaliação.

O rapazinho levantou-se rápido. Curvou-se e pediu desculpas. Caminhou até seu lugar ao lado de Sora. Sorriu totalmente sem jeito para ela. Todavia, a garota olhava-o severamente. Colocara as mãos na cintura e balançava a cabeça de um lado para o outro em um sinal de desaprovação. Taichi odiava estes gestos de desaprovação a amiga.

Sentou-se e sentiu uma fina dor no joelho por causa da queda. Virou-se para os amigos – Yamato sentava atrás da namorada – e percebera que o loiro ainda permanecia sério e chateado. “O que será que aconteceu?” – perguntava-se. Mas logo este pensamento dissipou-se após ver as questões do teste.

*****

Após a prova Taichi estava exausto. Sabia que não tinha ido muito bem, mas esperava tirar uma nota que não o fizesse ter que fazer mais um curso de férias. “Ahhh... Não tenho mais fôlego para isso. Preciso ser mais responsável!” – pensou com determinação. Mas também sabia que isso era muito mais difícil que os cálculos de física que aprendera no dia anterior. Suspirou novamente. Tinha quase certeza que iria ter que fazer uma avaliação extra para passar na matéria. Suas lamúrias foram interrompidas quando viu Sora caminhando pelos corredores à procura de alguém. Lembrou-se do pedido de Yamato e aproximou-se da amiga:

- Hey! Sora!

- Taichi?! Olá! Você viu o Yamato?

- Yamato?

- Sim. Ele foi o primeiro a terminar o teste e não o estou encontrando!

- Bem... Ele pediu mais cedo para te acompanhar até em casa. Disse que tinha um compromisso.

- Foi? – perguntou a ruiva tristonha.

Taichi virou o rosto. Estava um pouco constrangido. Fazia um tempinho que não acompanhava Sora até em casa e fazer isso um pouco parecia estranho.

- Yeah! Pensei que ele tinha te avisado...

- Ele falou alguma coisa; só que não devo ter prestado atenção. Esse teste foi complicado... – falou a garota com a voz trêmula.

- É verdade! Acho que me dei mal. Mas não fica assim, Sora! Não sou uma companhia tão ruim, né? – disse ao pegar uma das mãos da amiga e tentar animá-la.

A menina sorriu e ambos saíram da escola. Conversaram sobre várias coisas: o novo hobby dela, do último jogo de futebol dele, as novidades do Digital World entre outras coisas. Chegaram a casa dela e despediram-se. Taichi continuava intrigado com o comportamento de Yamato. Ele nunca largara Sora por nenhum motivo que não fosse urgente. E também sabia que o amigo não era esse tipo de cara.

Parou no meio do caminho. Decidira que iria tirar satisfações com Yamato. Se fosse alguma coisa muito séria, o loiro não teria porquê esconder. E o ajudaria no que precisasse. Então, ligou para casa e avisou que ia chegar tarde. Atravessou a rua seguiu para o condomínio do amigo.

*****

capitulo dois – o motivo


Taichi correu o mais rápido que podia. Tinha que dar um jeito de saber se Yamato estava em casa ou não. Telefonou para Koushirou e pediu para ele checar. Não demorou muito até receber o retorno da ligação:

- Taichi-san?

- Yo! Koushirou! Conseguiu o que te pedi?

- Taichi-san... Não entendo porque você quer saber se Yamato-san está ou não em casa. Isso me intriga...

- Ahhhh! Koushirou! Não tenho tempo para te explicar agora! Só me diz se ele está ou não em casa e depois te conto tudo!

- Tudo bem... Liguei para lá e sim, ele está em casa. Mas vai sair dentro de 10 minutos. Disse que tinha um compromisso importante e não poderia faltar.

- Ah! Caramba! Ainda estou um pouco longe! Valeu Koushirou! – e desligou. Koushirou ficou olhando para o telefone tentando entender o que poderia ser. Desistiu por hora e voltou para o quarto.

Quando chegou em frente ao condomínio, Yamato já atravessava a rua todo arrumado. Ia em direção ao metrô. Taichi parou um pouco para recuperar o fôlego e logo partiu em disparada. Precisava descobrir o que tinha por trás desse compromisso misterioso. Seguiu-o de mansinho: imaginou-se como um detetive em busca de uma resposta para o seu grande mistério. Rira sozinho disso. Talvez devesse largar a matemática e investir na carreira de detetive particular. “É! Taí uma boa alternativa de vida! Hehehehe” – concluiu. Infelizmente, Taichi era sutil como uma bazuca e logo Ishida percebeu que tinha companhia. Ele parou e cruzou os braços. Os cabelos rebeldes de Taichi eram impossíveis de não reconhcer. Era sua marca registrada. E logo ambos ficaram cara a cara.

- Opa! – disse Taichi que parou. O amigo tinha lhe descoberto e agora se encontrava numa saia justa. Pensou em disfarçar e fingir que estava ali por acaso. – OW! Yamato?! Que surpresa! E aí?

- O que você está fazendo?

- Eu? Só tava passando por aqui por perto.

- Ahan... E o Jou foi ontem para uma festa e pegou todas as garotas!

- Ele fez isso?!!! CARAMBA!!! Esse Jou só tem aquela carinha de santo, mas por trás é um lobo devorador de virgens!

Yamato o fitou incrédulo e disse:

- Você não me engana! A Sora te mandou aqui?

- Não cara! Já disse que só estava de passagem. E, além disso, Sora não faria isso.

- Não me enche a paciência, tá? Vai embora!

- Estou no meio da rua! Você quer que eu vá embora da rua? Que que isso, Ishida!

- Cala a boca, Yagami! E me deixa em paz!

- Qual é o seu problema? Por que você está tão esquisito hoje?

- Isso importa?

- Claro! Se não, não tava te perguntando!

- Ai, ai... Você... – Yamato suspirou. Pensou uns alguns instantes. Virou-se para Taichi que o olhava ansioso. – Vem comigo que você vai saber.

E assim... Os dois rapazes partiram. Pegaram o trem comum e mal conversaram durante a viagem. Desceram e Yamato foi logo em direção ao mapa que indicava as linhas do trem bala. Taichi tentava manter a calma, mas o bichinho da curiosidade ficava remoendo sua mente sem parar. Agora entendia o que Koushirou sentia quando estava interessado em pesquisar alguma coisa. Aquele mistério todo, o comportamento de Yamato. Tudo parecia tão sem sentido. E pior: nem imaginava para onde o amigo iria arrastá-lo. Dá última vez, teve que fugir de fãs enlouquecidas!  

- Ei Yamato... Para onde vamos?

- Você vai ver. – o outro respondeu seco, objetivamente.

Não demorou muito para que Taichi soubesse o seu destino: primeiro pegaram a linha dois em direção a Shibuya. Desceram e tiveram que pegar outra linha. Seguiram assim para Shinjuku pela linha quatro. Era uma viagem longa e cansativa. O cabeludo tinha pouco dinheiro. Andar por todas essas linhas era torturante, ainda mais com Yamato calado ao seu lado. Parecia que quanto mais próximo do destino final, mais o loiro fechava a cara e permanecia quieto. No terminal de Shinjuku, rumaram para uma linha férria especial: a Narita Express.

Todo o organismo de Taichi cessou. Sabia que aquela linha era especial para quem iria diretamente para o Aeroporto Internacional de Narita. Fitou Yamato enquanto ele comprava as passagens. Aquilo era muito estranho. Por que iriam ao aeroporto? As aulas ainda não tinham terminado. Não haveria como Yamato fazer uma viagem no meio do período de provas. E ele não tinha nenhuma mala. Então... Então... “Ele está indo buscar alguém? Mas... quem?” – pensou.

Agora os dois permaneciam quietos. Enquanto Yamato lamentava sua sorte silenciosamente,  Taichi batia cabeça ao pensar quem poderia estar chegando ao Japão! De repente, Yamato iniciou uma conversa:

- Você está... curioso, não é? – disse calmamente.

- Quem? Euuuu? Eu não! Está sendo muito divertido gastar meu dinheiro com passagens de trem aparentemente aleatórias até o aeroporto de Narita com o meu grande amigo Yamato que não se comunicou comigo em quase nenhum momento!

- Quanto drama...

- Drama o cacete! Quer me dizer logo o que está acontecendo e o por quê estamos indo para o Aeroporto de Narita? - Yamato voltou-se para o amigo que esperava uma resposta pausível.

- Ahhh... Estamos indo buscar... a minha prima.

- Prima?! Você tem uma prima?!

- Claro que tenho uma prima! Sou uma pessoa normal! Tenho pais, irmão, primos, tios e tias! Que tipo de amigo você é?!

- Me desculpa se você nunca falou de prima nenhuma!

- Bom... Minha mãe tem uma irmã. Tia Naru. Ela mora na França junto com meus avós.

- VOCÊ. TEM. UMA. PRIMA. FRANCESA.? E NUNCA ME DISSE?! – berrou.

- E o que é essa sua empolgação? Você tá de brincadeira? Ela é uma pessoa totalmente esquecível e má! Quando éramos pequenos ela fazia as coisas erradas e sempre colocava a culpa em mim!

- Mas isso é normal! Lol

- Ela é maquiavélica! Aposto que só veio para o Japão para importunar a minha vida! É o esporte preferido dela!

- Desde quando você tem medo de garotas? Ahhh deixa pra lá! E quanto tempo ela vai ficar?

- Você por acaso ouviu o que eu disse?

- Ahan! Quanto tempo ela vai ficar? – Yamato revirou os olhos. Começara a se arrepender de trazer o amigo consigo.

- Duas semanas. Ela vai passar as férias na Austrália mas primeiro vem infernizar minha vida aqui. – Agora Taichi sabia porque Yamato estava tão sério. Ele não se dava bem com a prima e tinha que aturá-la por duas longas semanas.

- Duas semanas, hmmmm? Isso não é estranho?

- O quê?

- Sua prima deve estudar também, né? Não é estranho ela sair de férias antes das aulas acabarem...?

- Quem sabe... – respondeu Yamato desinteressado.

*****

capítulo três – Leonela Reverbel


Voo 2345 da Air France: desembarque no portão nove.

Taichi e Yamato partiram para o terminal três, onde estava localizado o portão nove. Esperaram o voo por quase uma hora. Tempo suficiente para eles lancharem, discutirem e conversar sobre coisas sem importância. Voltaram a discutir mais umas duas vezes antes de encontrarem a famigerada moça. Yagami encheu o amigo de perguntas sobre a prima:

- Que curiosidade é essa?

- Curiosidade nunca é demais, oras!

- A única coisa que você precisa saber é que ela é uma víbora e que não presta para nada. - respondeu o loiro irritado. – Ahhh... Que droga! Aí vem ela... – resmungou quando avistou a prima; acenou desgostoso.

Lá estava ela. E era mesmo a maldita. O terror da sua infância. A pior garota do mundo. Uma cobra, uma viúva negra. Uma leoa faminta. E ela era bonita. Para Yamato essa era a pior parte: normalmente, pessoas venenosas são bonitas. Assim podem atrair a presa para a armadinha e dar o bote. A pele dela era tão branca que a deixava com um aspecto pálido. Quando finalmente viu onde estava o primo, caminhou lentamente em sua direção. Vestia um vestido simples e preto, mas que valorizava as curvas do seu corpo. Os olhos eram tão azuis e intensos como os de Yamato. A diferença é que enquanto os olhos de Yamato transmitiam a tranquilidade de um calmo mar, os de Leonela transmitiam a fúria de um mar revolto, pronto para engolir a todos.

Não sorria. Estava calma, porém não se mostrava feliz. A garota deixou o cair o lenço que levava na mão. Inclinou-se num ângulo de 45º e seu chapéu caiu, revelando os longos cabelos loiros e cacheados. E à medida que ela se aproximava, Taichi sentia o coração bater como um tambor. Bom... Talvez aquela fosse a garota mais bonita que vira em seus 16 anos de vida. Fora que... Tinha uma quedinha por francesas. Ao mesmo tempo, as palavras de Yamato martelavam a sua mente: “uma pessoa má” “uma víbora” “ela não presta”. Como alguém tão linda poderia ser tão terrível?

Leonela parou em frente ao primo. Ele era apenas um pouco mais alto que ela. Trocaram-se
olhares ameaçadores por alguns segundos. Surgiu uma tensão no ar. Em seguida, encarou Taichi. Visualizou o rapaz dos pés a cabeça. Finalmente, quebrou o silêncio que dominava o ambiente:

- Vejam só! Meu primo fracassado cresceu!

- Caba a boca sua víbora! – respondeu Yamato na mesma moeda.

- Ehhhhh? Isso é jeito de tratar uma dama como eu?

- Você não é uma dama! Quem sabe... Você seja outra espécie de mulher, daquelas venenosas que passam a perna nos outros!

- Ora, ora... Sempre tentando me atingir com esse sarcasmo barato e sem classe.

- Bom... Eu não teria que usá-lo se você não estivesse sempre disposta a destruir a paz dos outros.

- HAHAHAHAHAHA! Agora você é um defensor dos fracos e oprimidos? Que idiota!

- Nãaaao. Na verdade, só tento proteger a humanidade de bruxas como você!
Taichi apenas os observava boquiaberto. Parecia que tinham esquecido sua presença. Esperara que o amigo lhe apresentasse a prima, mas Yamato e Leonela se concentraram em se ofender. Passaram alguns minutos discutindo até que se cansaram. O loiro queria ficar o mais longe possível de Leonela. E isso implicava em não deixá-la ter contatos com seus amigos. Por isso, não a apresentou a Yamagi.

No entanto, ela percebeu que o moreno estava ali. E o encarou diversas vezes. Mirou diretamente para os olhos castanhos dele. Era um olhar sério e profundo. A face de Taichi courou. De alguma forma os olhos azuis de Leonela não eram tão assustadores para ele, que abriu a boca e tentou falar. Mas ela virara o rosto. Parecia que tinha perdido o interesse. Yamato estranhara os dois: o amigo calado perante uma garota e a prima dando algum tipo de atenção a ele.
- Melhor irmos. A mamãe me deu dinheiro extra para o metrô – falou interrompendo-os.

- O quê? Não vamos de carro?

- Ehhhh... NÃO! Sou menor e não tenho habilitação – falou Yamato com algum tipo de alegria.

- N'est pas possible!

- Vamos logo ou não chegaremos no horário. A mãe está fazendo um jantar especial para a convidada de “honra”. – Leonela confrontou Yamato com os olhos cheios de cólera.

- Podemos muito bem pegar um táxi! – sugeriu com a postura inexorável de uma dama.

- Só se você pagar. Eu só trouxe dinheiro para o metrô. Nenhuma cédula ou moeda a mais.

- Seu desgraçado. Fez isso de propósito, não foi?

- Ahhhhh... Você percebeu?

- Um maldito como você faria de tudo para me atingir. Só que eu tenho classe, meu bem. Indo ou não de metrô.

- Tanto faz...

E assim o casal de primos continuou trocando farpas ao longo do caminho. Taichi ficara impressionado. Nunca vira Yamato agir daquela forma. Ainda mais com uma garota. Parecia outra pessoa. Talvez Leonela seja mesmo maquiavélica a ponto de transformar os outros.
x-x-x

Em breve a parte 2. Espero que tenham gostado! \õ/
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Re: Cuidado! Ela é francesa!

Mensagem por Jyunirii em Qui Set 11, 2014 6:42 am

ELA POSTOU, SOU FELIZ ATE QUE SAIA REBOOT DE TAMERS! OuO

Caham. Dessa vez eu vou salvar no pc pra não correr o risco de vc apagar e eu ficar sem ela de novo.

Mas enfim. Eu gosto das suas fics, Maria, porque você as deixa bem vívidas com palavras simples. É muito fácil imaginar as charas correndo, dando uns perdidos nas fangirls, falando... É o tipo de fic que eu simplesmente amo. E eu simplesmente amo a versão feminina e francesa do Piedmon. Eu adoro essa essência de maldade e Coco Chanel juntos em uma chara francesa. Essa maldade a la Maria Antonieta é a mais refinada de todas. E isso me prendeu. Um ou outro errinho de gramática aqui ou acolá mas que passa tão batido que se torna poeira no vestido Gucci da Leonela uauahauahauhauha

Eu estou no aguardo de mais Leonela e suas maldades. Apenas.
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Re: Cuidado! Ela é francesa!

Mensagem por Mimi-chan em Sex Set 12, 2014 9:10 am

Obrigadou! auhuashuashush

Bom... Vou tentar publicar por aqui os próximos capítulos o mais breve possível, quero fazer uma fics realmente boa. Pelo menos na minha cabeça tudo está traçadinho para ser surpreendente! -q :b
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Re: Cuidado! Ela é francesa!

Mensagem por Rayana em Dom Out 12, 2014 1:23 pm

Há muito tempo que não leio uma fanfic e decidi dar uma olhada aqui. Não me recordo muito bem de como costumava ser a versão anterior (só algumas partes), mas estou com a noção de que houve uma melhoria global. xDD Esta área das fanfics precisa de mais movimento; parabéns pela iniciativa~!!

Mimi-chan escreveu:O loiro continuara quieto. Olhou para os pés e voltou a olhar o céu através da janela do corredor. Taichi estava impaciente. Para ele era um afrontamento o amigo vir-lhe amolar em uma hora tão decisiva como aquela. Yamato apoiou o cotovelo na perna e encostou a mão no rosto. Virou-se para o amigo e disse:

- Você deveria estudar com antecedência para não passar por essas situações de desespero antes de algum teste.

- Você... Você veio aqui só para me dizer isso, cretino?!!

Meu, na boa... Ri-me em voz alta com esta parte; ficou o must.

Em fanfics tenho mais a preocupação de ver até onde os personagens estão fieis ao anime. Tipo, aqui senti que a personalidade dos personagens está mais próxima da primeira temporada (adventure), do que da segunda (adventure 02). Por isso imaginei que a história acontecesse algures entre os dois animes, mas depois lembrei-me que o Yamato e a Sora só começam a namorar no final de 02. Isto é uma atitude de negação parcial a 02, não é? Sei como é... (lol)

Reparei nas partes me que eles se tratam pelos apelidos ("Yagami", "Ishida") mas julgo que seja a tua interpretação pessoal da maneira como o Taichi e o Yamato se provocam um ou outro; fica meio distante do original, mas dá um toque de humor que funciona. Gosto de ver esta dupla em discussões amigaveis.

O Taichi está bem conseguido e os silêncios no metro foram bem "à lá Yamato"; o final é que me surpreendeu. A onda de insultos foi... WTF!? E pelos visto até o Taichi ficou perplexo.

Update plz!

PS: Já agora, identifiquei alguns erros de digitação; se fizeres uma releitura vais encontrá-los facilmente, ou posso enviar por PM. Terias paciência de arranjar um leitor-beta? Ajuda bastante.
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Re: Cuidado! Ela é francesa!

Mensagem por Mimi-chan em Qua Out 15, 2014 12:07 am

Obrigada pelo comentário, Ray! Bem... Ainda não comecei o outro capítulo porque não tenho tudo esquematizado. Não sei os outros, mas antes de escrever tenho os eventos principais com "início, meio e fim" na cabeça antes de digitar qualquer palavra. Mas até o fim do ano eu posto! -q

Rayana escreveu:
Em fanfics tenho mais a preocupação de ver até onde os personagens estão fieis ao anime. Tipo, aqui senti que a personalidade dos personagens está mais próxima da primeira temporada (adventure), do que da segunda (adventure 02). Por isso imaginei que a história acontecesse algures entre os dois animes, mas depois lembrei-me que o Yamato e a Sora só começam a namorar no final de 02. Isto é uma atitude de negação parcial a 02, não é? Sei como é... (lol)

Se for, foi inconsciente! Juro! Por mais que eu não goste de DA02, não nego a existência dessa temporada e sempre tento manter as coisas em seus devidos lugares. De todos os veteranos, a única personalidade que faço questão de mudar é a da Sora. Odeio a Sora sem graça e sem atitude de DA02. Os outros tento deixar como o anime mostra. -q Talvez as personalidades tenham se aproximado mais de DA porque vi a temporada recentemente. lol


Rayana escreveu:
Reparei nas partes me que eles se tratam pelos apelidos ("Yagami", "Ishida") mas julgo que seja a tua interpretação pessoal da maneira como o Taichi e o Yamato se provocam um ou outro; fica meio distante do original, mas dá um toque de humor que funciona. Gosto de ver esta dupla em discussões amigaveis.

Yeah... É porque fico imaginando como eles se tratariam na vida real e acho que seria mais ou menos como eu e meus amigos: na base do xingamento. shuashuashuashuash Na minha cabeça é perfeitamente normal e plausível uma conversa entre eles assim:

Taichi: Alô?
Yamato: Alô, Yamato falando...
Taichi: Ei, idiota! Tá em casa?
Yamato: Não... Estou na farmácia!
Taichi: ha-ha-ha. Estou morrendo de rir...
Yamato: Quem mandou ser estúpido?
Taichi: Quem você está chamando de estúpido, otário?
Yamato: Você! Pessoas estúpidas costumam fazer perguntas estúpidas!
...

Talvez seja porque eles são meio "rivais", então sempre rola uma discussãozinha com uns xingamentos básicos. Coisa normal e que não vai interferir na amizade. -q

Rayana escreveu:
PS: Já agora, identifiquei alguns erros de digitação; se fizeres uma releitura vais encontrá-los facilmente, ou posso enviar por PM. Terias paciência de arranjar um leitor-beta? Ajuda bastante.

Pode mandar! Eu agradeço muito! Qualquer ajuda para melhorar o português e evitar erros é bem-vinda! Aposto que a maioria dos erros são com vírgulas. Meu Deus! Como esse problema me persegue! ¬¬ Assim que tiver com menos problemas para resolver procurarei o leitor-beta... É uma ótima ideia...
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Re: Cuidado! Ela é francesa!

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