Digimon Synthesis

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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Seg Out 30, 2017 6:41 am

Tudo bem Kyu eu compreendo isso e aguardo para ver os próximos capitulos .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Qui Nov 02, 2017 9:37 pm

Tenho utilizado algumas músicas para me ajudar a escrever e, claro, imaginar. O primeiro, por elas ajudarem a dar ritmo para uma cena, o segundo, porque algumas delas acabam me dando ideias sobre como melhor passar algumas mensagens. Sei que não fica uma obra do Graciliano Ramos (até porque seria pesado demais para a minha fanfic, mesmo que eu goste de um drama psicológico), muito menos do James Joyce (eu devo estar de sacanagem, né? -- ler Ulysses é um desafio, não quero complicar), mas imagino que tenho apresentado alguma evolução.

Eu imagino isso como a abertura:
https://www.youtube.com/watch?v=NCqqluVhxFk

E tem algumas outras músicas. Futuramente estarei colocando as músicas que uso para escrever as lutas e as cenas de drama da fanfic. Sem obrigação de escutar enquanto lê, claro. Elas só podem dar uma pista de como interpretar cada trecho.

Ainda digo que o nome da personagem Sachi é por causa da personagem de Oyasumi Punpun. E claro que ela não tem nada a ver com a Sachi de Punpun, a nossa é extremamente mais descontraída -- a existência da personagem só me fez encontrar um nome mais rápido para a menina brincalhona da turma... Não uma mulher controladora... Não uma mulher como a outra Sachi. Já a professora Noriko tem esse nome por conta da Noriko Sonozaki de Kiznaiver. É estranho perceber que um anime tão novo é um de meus favoritos, eu que tenho uma atração forte pelo retrô, mas eu provavelmente me deixo levar pelo visual impecável que o
Studio Trigger trouxe. Ao contrário de Sachi, escolher o nome Noriko realmente tem alguma ligação com a personagem do anime, mas não acho que a personalidade será tão parecida e a trama é bastante diferente.


Quarto capítulo saí ainda essa madrugada.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Qui Nov 02, 2017 11:03 pm

Capítulo 4º: Primeira Reunião Ordinária do Clube de Cinema.

A chuva recomeçava, fazia-o mesmo sob a luz do sol. Podiam escutar as gotas estalando nas folhas. Era um lugar bastante calmo e cercado por vegetação nativa. Próximo dali havia algum templo e Mako o visitara no caminho. Não tinha certeza se acreditava em algo, mas fez uma pequena oferenda. Pediu força. O menino a observou distante.
Agora ela, o menino e os dois Digimon estavam ali. Tiraram os sapatos e se sentaram. Ela se mostrava apreensiva. Não sabia nada sobre Daniel além da sua tentativa de fugir da interação com os clubes ao se afiliar ao clube de cinema e de que tinha problemas com Daiki e Kenzou. Com Kenzou a situação era obviamente mais agressiva. Via a marca de um soco no rosto do moreno. Sabia que era apenas um, pois Kenzou tinha mãos grandes. Se perguntava qual seria o resultado se Daniel houvesse revidado.
– Ah. Claro. A briga? – Perguntou ele ao perceber que ela não parava de olhar para as marcas.
–  Você não revidou.
–  Não. A Sachi... Ela não deixaria.
–  Então você conhece a Sachi?
Pensou um bom tempo, olhando para a vegetação sob a chuva mansa além das portas de correr em estilo oriental. Um homem apareceu do outro lado de um balcão. Vestia um samuê preto. Carregou as bandejas com xícaras e um bule. O cheiro de gengibre se misturou com o aroma da madeira úmida.
Mako olhou em direção aos dois Digimon. Slashagumon que observava a chuva e Dorumon que se deitava parcialmente oculto pela cauda enrolada, abrindo os olhos só quando um som lhe chamava a atenção.
– O mestre Hisao está acostumado com os Digimon. Não precisa se preocupar.
– O que é isso... exatamente? – Ela levantou uma sobrancelha. – O meu celular diz o tempo todo, classificação: Digimon. Mas...
– O seu celular? – Daniel fez uma expressão de dúvida, depois suspirou e balançou a cabeça. – Dorumon!
As orelhas púrpuras se levantaram. Ergueu a cabeça, virou para Hisao, depois para a menina, o chá colocado entre eles e finalmente Daniel. Foi até o menino e se sentou ao seu lado.
– Ela quer saber sobre os Digimon.
– Espere. A princesa deve estar a caminho. Terriermon disse que entregou minha mensagem.
– Achei que não confiasse nele. – Se inclinou para trás numa expressão de cansaço. Esticou os braços, estavam doloridos. Já faziam vários dias que corria pela cidade junto de Dorumon.
– Ele também luta contra a ZSC. Ele tem motivos diferentes, mas não é meu inimigo.



Daiki retirou os sapatos. De meias brancas, adentrou a sala principal da enorme casa oriental. Fez reverência ao quadro dos avós, acendeu os incensos antes de continuar para o corredor. Ao abrir o quarto se deparou com uma criatura baixinha com rosto de criança. Ela apertou as enormes orelhas que caiam pelas laterais da cabeça contra o corpo, já as orelhas que se projetavam para trás, ficaram em riste e vibraram. O menino entendeu aquilo como um sinal de afeição.
Mas olhar para a fita rosa que entornava o pescoço dela e o amuleto de lua prateado o fez lembrar de sua família. Isso porque aquele amuleto era um símbolo de nobreza no mundo dela. Não era um amuleto para aquele que é nobre no tratar com outros, mas sim para aquele que é considerado importante por ter nascido com aquela condição. Daiki não era nobre, eram raras as pessoas que poderiam ser em seu tempo, quando a maior parte dos países havia abandonado completamente os sistemas baseados em hereditariedade e monarquia.
– Algum problema, Daiki? – Perguntou ela.
– Não é nada, Lunamon. – Sorriu para ela, depois tirou alguns materiais de sua bolsa antes de a guardar. Começaria a lição de casa, mesmo que tivesse muito tempo para a sua conclusão, mas Lunamon o chamou.
– Diga. –  Se ajoelhou perto dela.
– Outro Digimon esteve aqui essa manhã. – Parecia apreensiva, talvez triste.
– Não... – Daiki previu o significado. Lunamon poderia ir embora a qualquer momento. Pensou ter se acostumado com a ideia, mas a verdade é que não queria vê-la partir de forma alguma. Queria tê-la para sempre com ele. – Isso... Não...
– Os meus inimigos, eles mandaram um grupo de Digimon para procurar por alguma coisa em Tokyo. Meus amigos pensaram que eles vinham por mim e então três Digimon foram enviados em meu resgate. – Ela tinha aquela voz infantil, mas o tom sério o fazia ver não uma menina, mas uma mulher. Uma mulher da realeza falando sobre guerra e política. – Só um deles sobreviveu, e ele quer que eu me reúna com ele. Eu quero que você venha comigo, talvez possamos continuar juntos se eles perceberem que o humano designado para a minha proteção...
Ela parou subitamente. Viu a expressão dele. Não gostava que se referisse a ele daquela forma. Ele nunca escolhera por aquilo, por ser parte da missão de um grupo desconhecido de uma forma de vida que mal entendia, que fazia sua cabeça doer de pensar em como algo como aquilo poderia existir e funcionar. Ela também se distanciara muito daquele modo de pensar nos últimos meses. O humano designado era apenas fruto do conjunto de dados recolhidos para determinar quais pessoas na Terra tinham predisposição a aceitar um Digimon. Os dados poderiam errar e também poderiam não prever todas as situações.
– O que eu quero dizer é que você é como os humanos de nossas lendas. Quando eles perceberem que você não é simplesmente o humano designado, talvez eles aceitem me deixar mais tempo com você... Talvez isso os dê esperança para o que vem.
– Você sabe onde ele está?
– O Terriermon sabe. Ele vai nos levar.
Então, com a Digimon nos braços, o menino saiu novamente. Calçou os sapatos. Na rua encontrou a diminuta figura, algo advindo da fusão entre cachorro e coelho, o corpo todo esverdeado, as orelhas tão longas que se espalhavam pelo chão. Apesar da aparência fofa, ele aparentava ser de poucas palavras. Apenas ergueu as orelhas e começou a batê-las como asa, depois a usar como planadores. Daiki o seguiu.




Noriko segurava um guarda-chuva numa mão. Quando as nuvens começaram a se fechar e a chuva aumentou, ele embaçou. Toda a luz passava de forma turva. Ali no parapeito de uma passarela ela observava os prédios e as estradas. Puxava um trago de vez em quando, soltava a fumaça pela boca. Voltava a olhar.
Seria, de certa forma, melancólico observar a mulher. Apesar da aparência jovem, vivera muitas coisas e vivera tempo o bastante para acumular cicatrizes. Ali ela refletia sobre cada cicatriz, palpável ou não, que sofrera. Revia a infância e a adolescência. O episódio em que ralou os joelhos numa competição esportiva da escola, uma corrida de cem metros, ou quando seus lábios encontraram outros pela primeira vez (e ria, pois era tão nova quando a curiosidade invadiu a ela e sua melhor amiga na época). Então vinham os episódios mais dolorosos, a dificuldade dos colégios de Tóquio, a rejeição por parte daqueles que considerou amigos e...
Um homem bem vestido encostou-se ao lado dela. Um terno azul muito bem adaptado ao corpo alto e forte. Ele puxou uma caixinha amarelada do bolso do paletó, olhou para a figura de um camelo gravada ali e depois puxou um cigarro. Virou seu rosto de estrangeiro para Noriko. Um nariz levemente torto, olhos azuis, a coloração loura de um cabelo raspado e barba malfeita.
– Me dá fogo? – Disse ele.
Ela se aproximou com o cigarro entre os lábios, ele fez o mesmo com o novo que acabava de tirar da caixa. O homem começou a puxar o ar e assim o fogo, no contato entre os dois cigarros, fez com que se acendesse. Depois se afastaram um pouco, continuaram a olhar para a rodovia. Carros e mais carros. Inacabável. Enfim ele puxou um tablete encapado de dentro do paletó, abriu e começou a mexer com uma caneta.
– O que faz aqui? – A mulher se perturbava com a presença do outro.
– O de sempre. – Deu um trago, soprou. Fez anéis com a fumaça. – Vamos Noriko, o que há?
– Não quero me lembrar desse assunto. – O cigarro chegou ao fim. Ela o apagou no parapeito úmido e jogou numa lixeira. Se virou e partiu. O homem ficou por um momento. Depois também balançou o guarda-chuva, apertou o passo para não perder Noriko. Esticou o braço, pegou no dela. A camisa úmida tentou se desprender dele, mas suas mãos eram maiores e mais fortes do que ela se lembrava. –  Por favor, me deixe em paz.
Quando ela pendeu o rosto em sua direção, balançando a cabeça, percebeu que a maquiagem estava borrando. As lágrimas começavam a sair. O homem soltou, todo apreensivo, e ela limpou os olhos com a manga da camisa que ficou toda cinzenta. O guarda-chuva dela caiu, ela caiu, o céu caiu. A chuva atingiu uma proporção tão diferente e o céu era tão escuro que todos sentiam que a noite já chegava. Mas não. A noite estava longe, vindo a passos lentos.
Ele tocou nos ombros de Noriko, tentou algumas palavras encorajadoras. Mas ela não respondia a isso, não respondia aos estímulos. Estava imersa nos eventos mais sofríveis, na perda que tivera, no culpado que nunca encontrara e nos monstros. Confiou em alguns deles, mas não sabia até onde poderia continuar confiando.
Não vendo alternativa, o homem a guiou pela passarela. A botou no banco do passageiro de seu carro e ligou uma música noir. Encostou no banco e suspirou, depois ligou o motor.
– Desculpe Noriko. Apenas estou fazendo a minha parte. – Haviam muitas fotos espalhadas pelo carro, algumas delas caídas pelo tapete. Mostrava aquele mesmo homem, quando mais jovem. Havia um menino de talvez dez anos, outras vezes doze. Havia também a foto de um grupo vestindo roupas sociais escuras. No fundo estava um logo onde se lia a palavra Orpheus. Noriko e ele estavam naquela foto, lado a lado. Forçavam um sorriso, mas as linhas faciais não podiam mentir, estavam duvidosos.
– Eu preciso ir mais fundo.


A chuva aumentara de forma drástica. A vegetação não só estalava, mas balançava com as gotas grossas. Mako e Daniel já se cansavam de esperar quando escutaram algo na porta da frente. Primeiro veio a criaturinha orelhuda e Dorumon levantou uma das orelhas, como um cão e com a cabeça alta disse:
– Terriermon!
Depois disso, a silhueta de um menino alto de cabelos escuros. Ele amaldiçoava a chuva, a xingava, mas não como qualquer um faria. As palavras que usava não eram as piores, não eram as mais ofensivas.
Ao lado dele havia uma menina coelho com estranhas orelhas azuis. E ela não tinha pés. O corpo terminava como a barra de um vestido. Nascida para a realeza, pensou Mako, era assim para eles? Nasciam no formato de uma princesa caso fosse uma princesa? Eram feitos em moldes prontos? Então o que seria SlashAgumon.
Daniel ameaçou levantar. A menina notou a incredulidade em seu rosto, mas não conseguia entender o motivo do choque. Olhou para todos os lados até que o menino alto saiu da Sombra. Ela viu quem era. Ela viu que era Daiki. A própria quase caíra para trás com a reviravolta e queria esconder o rosto antes que ele a percebesse, mas ele a apontou. Disseram em uníssono:
– Daiki!
– Mako!
Daniel franziu as sobrancelhas. Se fosse um gato, e Mako adorava gatos e adorava comparar o comportamento das pessoas com os de animais, o moreno estaria com os pelos todos eriçados. Viu um gato cinza, peludo e arisco arrepiando-se. Fugiria ou arranharia?
– O que você está fazendo aqui? –  Daniel já estava colado em Daiki. O encarava debaixo. Mako pensou ter visto uma vez que os lutadores mais baixos muitas vezes têm vantagem. Percebia isso nitidamente nos movimentos de Daiki que, apesar de sempre ter postura, era um tanto desengonçado por culpa do comprimento das pernas.
O menino não sabia como responder ao outro, começou a gaguejar, mas os sons nem chegavam a dar ideia das palavras que ele queria montar. Apontou nervoso para Terriermon e Lunamon, a princesa. Depois se afastou olhando para Mako.
– D-Daniel...
Daniel não a ouviu. Mas já suspirava e dava de ombros, caía sentado como se aquilo tivesse consumido cada gota de energia que havia em seu corpo.
– Daniel? – A menina arregalou os olhos para ele e sua posição preguiçosa. Depois serrou os olhos, alternou entre ele e Daiki. Ela era sem dúvidas o meio-termo. Nunca pensara em si como meio termo, mas perto de duas pessoas que davam a aparência de serem extremamente diferentes, ela logo tivera a ideia. Começou a rir.
– O que foi? – Disse Daniel a fitando nos olhos.
– O que foi? – Daiki ficou vermelho olhando para os dois adolescentes sentados.
Pelo menos em algumas coisas, mesmo que poucas, deveriam ser iguais. Por exemplo, as notas de Daiki eram extremamente altas por ele ser muito comportado e estudioso, mas ela também não conseguia ter outra imagem de Daniel senão a de uma pessoa inteligente. Assim ela se sentia um pouco pequena perto deles.
Lunamon, que ficara impaciente com a situação, pois não conseguia entender como aqueles humanos funcionavam e como conseguiam suportar os seus hormônios, foi logo dizendo em voz infantil, mas muito firme:
– Podemos começar?
Dorumon ergueu a cabeça novamente, o que só fez com que Mako risse mais. Então os dois meninos se contagiaram e começaram a rir também. Daiki achou cômico o movimento do Digimon, parecendo um animal preguiçoso, já Mako e Daniel conseguiram ver o quanto ele e o parceiro eram semelhantes.
– A chuva está forte e não vai parar cedo. – Interrompeu Hisao. Terriermon já estava pendurado nele, usava uma das orelhas para se agarrar ao pescoço do homem. – Tomem um chá, descansem, se esquentem, relaxem. Tratem do assunto com calma. – Olhou para o Terriermon, o Digimon o olhou de volta. Era como se trocassem uma mensagem ali. – Sei que vocês têm um assunto delicado a tratar.


Noriko pedira ao homem que a deixasse numa estação. Ele se negou a fazer isso, já que ela ainda soluçava. Perguntou o endereço e a levou até o apartamento pequeno, mas bastante bonito em que ela morava. Ao entrarem, para sua surpresa ela pediu que ficasse e então preparou o chá. Ele fez cara feia ao beber, pois era amargo, não tinha nenhum pouco de açúcar. A expressão dele a fez escapar daquele humor. Ela deu um risinho abafado pela mão.
Ele a olhou sem jeito. Perto daquela mulher, sempre tão linda, voltava a ser um adolescente. Ainda mais naquele estado, a camisa branca dela úmida pela chuva que tomou, colada ao corpo. Se aproximou dela, mas não fez isso sozinho. Ela o respondeu ao encostar na parede e tocar em seus braços. O beijo veio e tinha o mesmo gosto de anos atrás, o mesmo gosto de sempre. E isso era bom, pois era nostálgico e era uma sensação à qual ela se apegou nos tempos em que eram membros da Orpheus.
O beijo os levou até o amontoado de almofadas que havia na sala. Quando Noriko se arrastou para as roupas jogadas e se vestiu, tinha um misto de sentimentos bons e ruins, mas escolheu apenas acender um cigarro no banheiro e se acalmar num banho quente. Depois disso, apertou as mãos do estrangeiro, que já vestia a camisa e a calça, ambas as peças amarrotadas, entre as dela. O beijou carinhosamente.
Ele viu a camiseta grande que ela usava. O peito ossudo aparecendo na gola larga, a sombra dos seios pequenos. Ela sorriu.
– Poderá abusar o quanto quiser de mim se dormir aqui hoje.
Gostaria de passar todo o tempo do mundo com ela. Há muito ela havia sido o seu porto seguro. Depois de tanto tempo sem vê-la e mesmo assim não deixou de ser. Queria abraça-la. Queria apertar o corpo esguio no seu. Queria sentir a pele e os cabelos da japonesa. Mas uma insegurança se apossou dele. Pensou que se as relações fossem flores, não tinha mãos de jardineiro, tinha mãos pesadas e amassava todas as pétalas, tinha mãos descuidadas e se furava com os espinhos.
– Eu tenho que ir. Sei que você não quer mais pensar nessa história, mas as coisas estão mudando.
– A Orpheus é passado.
– Mas os meus irmãos é um pensamento presente. – Ela logo franziu o cenho. – Desculpe. Sabe o que quero dizer. Sabe que não estou falando como se você não sentisse a perda... deles... todos...


Pousaram as xícaras na mesa. Hisao observava detrás do balcão, balcão este onde o Terriermon se deitava encostado na parede. As orelhas compridas e macias como travesseiros. Dorumon se ergueu, SlashAgumon se juntou a ele, mesmo que não tivesse certeza do que aquilo tudo se tratava, tendo apenas dúvidas e mais dúvidas em sua cabeça. Lunamon subiu na mesinha, era pequena demais, mas achava necessário ser notada.
– Como já sabe, um grupo da ZSC foi mandado a este mundo. Isso aconteceu há um mês. Desde então eles parecem ter perseguido inúmeros alvos. Até o momento, não conseguimos fazer nenhuma ligação entre esses alvos. É como se não houvesse um padrão. – Deu uma pausa. Olhou para SlashAgumon, depois encarou a princesa. – Inicialmente pensamos que tivesse algo a ver com você, mas as ações da ZSC provaram que não havia lógica nessa ideia. Passamos a cogitar que eles podem não ter ideia de que está aqui ou que não dão grande importância para isso. Ou talvez apenas tenham uma missão prioritária antes de irem atrás de você, majestade. – Se sentia muito estranho ao falar aquela palavra para aquela Digimon. Dorumon balançou a cabeça e retomou. – De qualquer forma, não é seguro deixa-la aqui.
Mako então se inclinou sobre a mesa.
– E o Agu? – Perguntou.
– Por que eles...? – SlashAgumon foi interrompido pela voz de Dorumon.
– O lugar de SlashAgumon também não é neste mundo. – Abaixou os olhos. – Isso somado ao fato de o estarem perseguindo... Isso nos obriga a leva-lo conosco para o Mundo Digital. Sei o quanto isso pode ser... difícil para Mako, mas é o que deve ser feito. – Daniel olhou para cima. Mako sentiu que ele estava prestes a desabar e aquele era o seu último esforço. Quando ele desceu o rosto, com uma expressão de despreocupação, ela sabia que era apenas uma casca. – O problema é que BlackAgumon foi capturado. Não sabemos o que pode ter acontecido com ele. Já o Coronamon... ele foi morto.
– Black... Agumon? – A menina estava atônita. Se lembrou das coisas que o seu celular dizia. Variação. Variação incomum. – Existem muitos outros parecidos com o SlashAgumon?
Enquanto isso, Lunamon pensava na palavra Coronamon. Todos os guardas encarregados de sua segurança eram Coronamon. Quando houve um ataque dos rebeldes ao palácio da região costeira da Ellada, foi um desses que saltou sobre ela para impedir o ataque. Mal percebeu que seu corpo e mente... Seu corpo e mente. Saber que um Coronamon fora morto a causava um grande desconforto.
– Sim e não. – Dorumon parecia bastante perdido quanto a questão levantada por Mako. – Os Agumon são muito comuns. Nascem com o objetivo de serem soldados. Os BlackAgumon surgiram após a crise dos jardins de infância. Apesar de terem o mesmo nível de força de um Agumon normal, as informações que temos dizem que eles utilizam menos recursos. Isso faz com que sejam mais difíceis de controlar. São mais agressivos. Os SnowAgumon sempre existiram. Nascem de recursos diferentes, que só se encontram no Norte da Ellada. Já os ToyAgumon são especiais. Eles têm o dever de proteger os jardins de infância. Alguns deles são enviados aos palácios para proteger os nobres, como... as Lunamon.
– E qual exatamente é a função de uma Lunamon? – Perguntou Daiki.
– O nosso dever é... – Lunamon suspirou. – Nós temos uma intuição, por assim dizer. Nós servimos aos governantes da Ellada como conselheiras. E temos o status de princesa, assim tendo a chance de um dia chegar ao topo da sociedade da Ellada. Só houve uma de nós a chegar tão longe, me contavam as minhas servas.
– Então o que exatamente está acontecendo? – A menina mais uma vez se inclinou sobre a mesa. – Vocês querem derrubar o governo da Ellada?
– Nunca foi a nossa intenção. – Disse Dorumon. – Não exatamente. Nós só nos opomos contra a Ellada por conta da... – Lunamon o encarou e ele parou. – Não é uma informação que podemos dar a vocês. Me desculpem.
– Quando seremos levados ao mundo Digital? – A princesa ainda mantinha a voz firme.
– Esse é o problema. Precisamos de um modo de nos comunicar com os nossos. Pensei em utilizar os aparelhos da ZSC. Poderíamos até usá-los como meio de transporte se não fossem os links com as fortificações da Ellada. Esses links são praticamente inquebráveis. Mas é possível mudar a frequência para entrar em ressonância com as nossas estações.
– Não será necessário. – Lunamon disse. – Lutaremos, sim, contra a ZSC enquanto estivermos aqui. Mas não precisamos da tecnologia deles. Eu ainda tenho um dos comunicadores. Ele é bastante obsoleto, mas deve servir.


Última edição por Mr. Pines em Sab Nov 04, 2017 7:11 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 03, 2017 2:23 am

Capítulo 5: A Bruxa da Água.

Mako e SlashAgumon se esgueiravam entre os carros. Estava muito escuro. A luz que tinham vinham dos postes lá embaixo, nas ruas, e os prédios cheios de anúncios coloridos e brilhantes. A Lua e as estrelas eram o tempo todo impedidas de espalhar sua luminosidade por conta das nuvens da temporada chuvosa de Tokyo. Mako gostava de chuva, mas queria um bom dia de céu aberto de vez em quando para revigorar. O professor de biologia dissera na semana passada sobre a importância da luz do Sol para que o corpo produza vitamina D.
Ao chegarem no penúltimo andar do estacionamento, se depararam com uma forte luz avermelhada. Avistaram a figura de um lagar com um capacete de metal. O seu corpo era como o tiro de um sinalizador que tinha ganhado forma e vida. Ele logo avistou a menina e o dragão, mas não fez questão de ataca-los. Esperou que eles se aproximassem mais.
Mako olhou para o visor do celular. Lembrou de uma conversa que tivera com Daniel no outro dia. O menino disse que não sabia a origem do aplicativo, mas provavelmente não tinha as mesmas funções de um Digivice. Ela não sabia exatamente o que era Digivice, mas entendeu que talvez fosse perigoso entrar em algumas batalhas sem um desses aparelhos.
Ela não entraria em batalhas. Viveria longe disso, mas sabia de como a ZSC estava perseguindo SlashAgumon. Decidiu que revidaria.
O celular logo deu o nome daquele oponente. Flarerizamon, nível adulto. Engoliu em seco ao ouvir a palavra “adulto”. Serrou os punhos. SlashAgumon avançou contra o Digimon de corpo luminoso. Se atracaram os dois e ela teve medo de que o parceiro se queimasse no corpo do outro, mas o calor não só parecia não fazer muito efeito contra ele, como também parecia ser uma fonte de força.
E por força, se entendia aquilo. A capacidade de ele bater de frente com uma criatura maior que ele e ainda demonstrar vantagem dando golpes de corpo que o faziam se afastar. Mordia e usava as garras e em cada golpe o Flarerizamon se via encurralado e gritava sobre o seu pequeno inimigo ser uma aberração.
Quando decidiu reagir e jogou o dragão contra um carro, uma nova figura surgiu. Um homem alto e forte. Veio do lado oposto do estacionamento. Percebeu que ele vestia um terno e portava uma arma. Algo que lembrava muito as armas dos jogos futuristas que vira na internet. Ele levantou a arma e apontou para Flarerizamon. O som foi estrondoso. Disparava como uma metralhadora, mas os tiros eram luminosos. Nunca vira nada como aquilo.
O Digimon se encolheu e puxou o aparelho azul. O homem recarregava, queria impedi-lo. Quando voltou a disparar, a cúpula de luz azul já envolvia o outro. Se encolheu até desaparecer. Mako correu até SlashAgumon.
– Estou bem, Mako. – Disse ele. Estava encostado no carro.
A menina se agachou ao lado do parceiro. Mesmo que estivesse com muito medo do que viria, encarou aquele homem pronta para defender o réptil.
– Ei, criança. – Parou diante dos dois. – Está se metendo num jogo perigoso, não acha? Digimon, eles não são brincadeira. Deveria voltar para as bonecas e os videogames. Essas coisas... Seus pais brigariam com você se soubesse que está andando com elas.
– J-jogo? Não... Isso não é um jogo.
– É claro que não. Mas é um crime, tenho certeza. – Chegou mais perto. – Vá para casa, menina. Deveria estar na cama. Vá antes que eu mude de ideia e ponha o amarelinho para descansar.
Mako arrepiou-se. Levantou apertando o celular. Com os olhos trêmulos, alternou entre o homem e o Digimon.
– Agu... Vamos.
Quando acordou sobre o caderno, foi com um susto. Como se visse aquele homem atirando contra SlashAgumon. Mas tudo o que havia ali eram os alunos todos rindo e olhando para ela, um quadro negro cheio de informações sobre um escritor e a professora Noriko que vinha a passos lentos. Apesar da postura firme, ela foi bastante suave ao falar com Mako. Pediu que a menina conversasse com ela na hora do intervalo.
Quando bateu o sinal, foi encontrar a mulher na sala dos professores, já vermelha por conta da situação. Abriu a porta e a viu sentada sozinha numa mesa redonda. Tomava chá.
– Pode se sentar, por favor. – Depois ergueu a xícara e balançou na direção da menina. – Quer?
Ela, toda encabulada, balançou a cabeça lentamente, negando. A professora bebericou, pousou a xícara sobre a mesa. Os lábios se contorceram, os olhos baixos. Começaria a falar, mas alguém bateu na porta. Logo depois a porta se abriu mais uma vez. Sachi entrou e Daniel ficou na porta. Atrás dele estava Daiki, destacado pelo tamanho.
– Desculpe professora Noriko. – Mako percebeu que o menino parecia muito nervoso sempre que falava com a professora. Sabia que ela era muito bonita e que os meninos concordavam com isso, mas... o que mais? Sentiu uma pontada de inveja, mesmo que nunca tivesse almejado toda a atenção. – Nós sabemos que quer falar com a Mako, mas é que tínhamos uma coisa pra fazer agora. É importante e... precisamos dela. Coisa do clube.
– Do clube de cinema. – Daiki tomou a dianteira.
– Ah, Daiki... – Noriko fitou o menino, depois fitou Daniel. – E Daniel. Entendo. – Suspirou. – Tudo bem. Só preciso de um instante.
A professora sinalizou com as mãos e os três saíram. Fecharam a porta. Os meninos se encostaram do outro lado do corredor, na parede. Daniel cruzou enfiou as mãos nos bolsos e Daiki cruzou os braços. Sachi encostou o ouvido na porta para escutar.
– Mako, sei que está com problemas. – Bebeu mais um gole do chá. – E pode contar comigo se precisar de um desabafo. Não vou lhe punir. Se outros souberem que a deixei sem uma punição, podem implicar comigo ou... Bem, coisas assim, mas não quero fazer isso. Sinto que era assim, como você, quando adolescente. Só peço que se esforce. Se acabar dormindo na aula de outro professor, não vai ser tão fácil quanto é comigo.
Ela se inclinou e pegou a mão da menina. A menina sentiu um toque de mãe. Não era a primeira vez que tinha essa sensação quando com Noriko, mas esse contato foi muito mais forte do que qualquer outro. Mako começou a soluçar. Tanta coisa se passava na sua cabeça, os pais, as batalhas de SlashAgumon e o modo como a ZSC o perseguia apareciam de tantas formas diferentes. E no fundo, bem ali, uma dúvida sobre si mesma.
Segurou as lágrimas, mas a expressão foi o bastante para Noriko se levantar. Encostou a menina nos seios pequenos, a apertou. Os cabelos dela caíam sobre a menina e o seu perfume a fazia se acalmar.
– Está tudo bem.
Quando Mako abriu a porta, Sachi deu um salto para trás seguido de um sorriso sem jeito. A menina tentou sorrir também, depois andou pelo corredor. Daiki foi logo atrás dela, mas Daniel pensou que ela precisava de um momento, então esperou. Mas não previa o que viria de Sachi.
– Ei professora.
– Diga. – Se apoiou no batente da porta.
– Quantos anos você tem?
– Ah. Eu...? – Hesitou em dizer. Que mulher de seu porte sairia por aí espalhando a idade. – Tenho vinte e cinco.
– Vinte e cinco? Tão pouco. – Sachi levantou o dedo. – Sabe que é só um pouco mais de dez anos de diferença entre você e o Dani-san, não é?
– E o que tem isso? – O menino conseguia unir uma voz irritadiça a um ritmo calmo como ninguém.
– Ora! É perfeitamente possível que vocês ainda tenham uma... relação. – A menina piscou para Noriko, que, surpresa, arregalou os olhos.
– Como assim? – Ergueu uma sobrancelha.
– Ah, você sabe, professora. Em todos esses anos, só vi o Dani-san se interessar por UMA figura FEMININA. – Usou os dedos como se estivesse contando o tempo que estudara com Daniel. – Ele até te desenhou. Ele gosta de você e todo mundo sabe disso. E você obviamente tem uma quedinha por estrangeiros. Deve ser por isso que o Kenzou não gosta do Dani-san, porque sabe que quando crescermos, ele é o único que tem chance.
– Oh.
– N-não é bem assim, ok? – O menino estava muito vermelho. Só não ficava ainda mais vermelho por conta do tom de pele jambo. – Eu desenhei porque ela pediu.
– Ah, sim. Eu pedi que o Daniel-san fizesse alguns retratos. – Sorriu. – Sei que foi um pouco narcisista pedir que fizesse um meu também, mas só queria que ele treinasse. Gosto de ver meus alunos melhorando no que gostam de fazer. – Colocou as mãos nos ombros de Sachi. – Eu queria ter sido como você quando era mais nova. Você é esperta e engraçada e tem sempre algo para nos fazer sentir bem. Pena que eu era uma dessas meninas tristes que não se encaixava nos lugares por mais espaço que tivessem. Mas eu adorava anarquismo. Você está um pouco certa, se eu tivesse a idade de vocês, provavelmente me interessaria por ele.
– Ei! – Daniel levantou o indicador em objeção. – Vocês duas estão entendendo TUUUUDO errado! Eu não sou um anarquista e nem... E nem... – Apontou para Sachi. – Você sabe!
Sachi saiu rindo pelo corredor. O menino continuou um tempo paralisado diante da professora. De fato, sentia alguma atração por ela, mas sempre pensou que fosse besteira. Sabia que não havia chance de isso acontecer, então sempre encarou como uma... fantasia? Pensar nisso o fazia continuar encabulado, o rosto pegando fogo.
– Daniel. – Ele levantou o rosto, estava atônito. – Mas é verdade. Também nunca vi você se interessando por uma das meninas.
– Bem... Talvez agora eu me interesse por uma delas. Mas não importa. – Se virou para seguir pelo corredor. Depois voltou, como se estivesse esquecendo de dizer algo. – Ah, Nori... Digo, professora.
– Olha, não precisa se importar com isso. Faz muito tempo que você pode me chamar como quiser.
– Ah... Ehhh... – Fez algumas expressões movendo os olhos e sobrancelhas, depois desviou o rosto, encabulado. – Nori-chan... Eu terminei os... desenhos. – Olhou de lado. – Posso te chamar assim, não é mesmo?
– Claro. – Ela também ia se virando. – Quando puder, passa com o Dorumon em casa.
– Ah, sim. Ok.


Como não tiveram tempo mais cedo durante o intervalo, os três se reuniram a tarde. Como desculpa tinham os clubes escolares. O problema é que Sachi logo que os avistou, abandonou as meninas e correu até eles.
– Desculpe Sachi, não podemos falar sobre... Os assuntos do clube com você. – Disse Daiki.
– Como assim? – Olhou incrédula para cada um dos três. Mako chegou a dar um passo para trás. – Eu ouvi vocês falando sobre umas coisas estranhas. Acham que não escuto? Estão falando da menina flor lá do parque, não é? Pois saibam que eu a vi primeiro. – Encostou o dedo indicador no peito de Daniel. – Não podem esconder de mim! Eu quero saber!
– Ei, por que está apontando esse dedo para mim? – O menino retesou o peito e os ombros, tentou empurrar devagar as mãos da menina de óculos.
– Ora, você é obviamente o líder. A Mako não tem essa voz de rebeldia que... – A menina virou os olhos para cima, suspirou. Daniel saltou para trás vermelho. – E o Daiki é mole demais para liderar. Ele é representante da sala por obedecer ordens, não por dar ordens.
– Voz de rebeldia...? – Mako levantava a sobrancelha.
– Eu sou... mole demais? – Ficou boquiaberto. Sachi deu um risinho.
– Mas você ao menos é... – Sachi virou os olhos de novo. – Vai, você é bonitinho. – Inclinou-se na direção de Mako. – Sabia que as meninas gostam do Daiki. Mas isso quando não tem um menino estrangeiro.
– Sempre me perguntei se as mulheres daqui gostavam de estrangeiros. – Mako começou a rir junto de Sachi.
– Mas você queria saber por estar com ciúmes da professora Noriko?
– O que? – Mako era quem saltava para trás agora.
– Aaaah não! – Desgosto era a palavra certa para resumir o rosto de Daniel.
– C-como assim? – Daiki olhou para Mako. E como gostava de olhar para Mako. Enrubescia só de olhar para a garota.
– Isso está tudo errado! – A menina apertou os punhos.
– Claro que está errado. Eu estou dizendo! – Falou o moreno.
– Do que vocês estão falando? – O alto ainda parecia muito perdido.
– De um triângulo amoroso! – Sachi levantou os óculos para dar um risinho. – Mas estou torcendo por você, Daiki.
– Por mim?


– O que está fazendo aqui, Liam?
O homem louro se encostava na porta do apartamento de Noriko.
– Ontem me disse que eu poderia ficar.
– E você não ficou! – Não conseguiu evitar a irritação em sua voz. – O que quer agora?
O homem suspirou. Descruzou os braços.
– Crianças, Noriko. – Liam começou a andar em círculos. – Mais crianças. – Aparentemente era algo que fazia quando nervoso. Pegou um isqueiro e ficou abrindo e fechando. Acendendo e apagando. – Mais crianças envolvidas com os Digimon.
Noriko levantou o rosto numa arfada. Não sabia como faria para explicar a ele, mas sabia que não tinha mais como esconder aquilo dele. Sinalizou com as mãos, abriu a porta do apartamento. Entraram os dois, ele apreensivo, vendo as almofadas onde os dois se deitaram nos outros dias. Controlava a vontade de beijá-la de novo. Tinha medo do resultado que isso poderia ter depois da forma como se despediram.
– A verdade, Liam, é que... – Ela puxa uma cadeira e se senta. Dali é possível ver toda a cozinha. O que a separava da sala era apenas um balcão. – Tem esse meu aluno e faz mês, mais ou menos, que ele está ajudando um Digimon. Quando o vi, ontem, sinceramente, não queria lhe dizer. Sabia que reagiria dessa forma, mas o Dorumon é bom. Ele está aqui pela missão dele contra a ZSC e logo retornará.
– ZSC? – Empalideceu. Buscou apoio numa parede. – Os espiões daqueles monstros malditos estão por aqui e é assim que você age? Deixando que o seu aluno se intrometa nisso?
– O que mais você espera que eu faça? Você sabe muito bem que não se pode quebrar o elo que existe entre eles.
– Se tivéssemos quebrado esse elo, se não tivéssemos compactuado com a Orpheus. – Colocou a mão no rosto. – Se tivéssemos feito algo diferente, as coisas não teriam ficado assim. E eu e você estaríamos felizes.
– Eu e você é um problema totalmente diferente, Liam. – Se encostou na cadeira ao se inclinar para trás. – Você não pode culpa-los por isso. Não por isso.
– Mas. – Ergueu a face. – Não foi um menino que eu vi. Era uma menina. Ouvi o monstro dizer... Ela se chamava Mako.
– Mako? – A mulher fitou os olhos azuis dele. – Mako? Não conheço nenhuma Mako.
– E seria muito difícil encontra-la nessa cidade. Estamos tão perdidos.
Noriko se levantou, pegou na mão grande de Liam.
– Ei, Liam.
Arrancou os sapatos num balanço de pernas. Ficou na ponta dos pés descalços e beijou o homem. Depois o abraçou. Não se sentiu bem, não dessa vez. Depois da noite anterior, os problemas entre ela e o estrangeiro não paravam de emergir. Ignorou cada um deles para proteger Mako. Já era demais revelar que um de seus alunos tinha um parceiro Digimon. Agora deveria impedir que ele soubesse sobre Mako também. E se a menina estava nessa situação, Daiki e Sachi talvez também estivessem.
– Você quer? – Pressionou o rosto contra o peito dele.
– Não, eu tenho que ir.
– Você tem certeza? – Ela abria o paletó.
– Eu...
– Liam, eu só quero que descanse. Você parece muito estressado. Fique um pouco.


Demoraram muito para despistar Sachi. Na verdade, não fizeram isso sozinhos, só estavam livres para falar sobre os Digimon porque as outras meninas chamaram-na para ir comer algo perto da escola. Agora Daiki os levava até a saída nos fundos da escola. Havia uma estrutura de madeira, ele abriu a porta de correr.
– Como foi o fim de semana? – Perguntou Mako.
– Ah, foi... Um pouco chato. – Daniel entrou. – Dorumon ficou trabalhando no comunicador na casa do... – Os olhos viajaram em semicírculo pelo lugar escuro e empoeirado até encontrarem Daiki. – Do Daiki.
– É. Ele e Lunamon ficaram tentando enviar uma mensagem de aviso para o outro mundo.
– Entendo. – Por mais que entendesse que aquilo era necessário, era desconfortante saber que a qualquer momento SlashAgumon poderia ir embora. Ela nunca mais o veria. – Conseguiram alguma coisa?
– Dorumon me disse que sim. Ele falou algo sobre a transição da mensagem do nosso plano para a rede é bastante rápida, porém nas camadas mais profundas, incluindo o plano onde os Digimon vivem, pode ter uma dificuldade.
– Sim. Eles provavelmente receberão uma mensagem com um ponto marcado em alguns dias.
– Ah. Bem. Eu consegui fazer com que o meu celular mostrasse onde vocês estavam. – Mako puxou o aparelho. – Eu fiquei a tarde toda tentando entender como funciona. Mas aí eu encontrei mais pontos no mapa.
– Mapa? Achei que era como um radar.
– Sim. Também. Quando eu escolho um ponto, o radar me guia até esse ponto.
– Estranho que não tenha um Digivice. – Daiki se sentou na beirada de madeira da estrutura. Era como uma casa oriental antiga. Devia estar abandonada há muito tempo.
– O Terriermon disse que talvez o seu celular possa se transformar em um. Que isso ainda não aconteceu porque existe algo bloqueando o elo entre você e o SlashAgumon.
– Bloqueando? – Não entendia o que podia ser. Se sentia cada vez mais ligada a ele.
– O que acham? – Daniel e Mako olharam bem para dentro da casa. – A escola abandonou esse lugar. Poderíamos limpar e então vocês não precisariam mais se preocupar em como esconder o SlashAgumon e o Dorumon. Quase ninguém passa por essa parte do pátio.
– Acho que deve servir.
Saíram para a rua. Caminhavam pela calçada quando o assunto retornou.
– Você disse que viu algo mais no mapa? – O moreno pensara muito a respeito daquilo.
– Sim. Olha. – No mapa haviam dois pontos verdes próximos dela. Ela usou os dedos para diminuir o zoom e então outros pontos foram aparecendo. – Um deles está aqui em Tokyo.
– Isso é perto da minha casa. – Notou Daiki. – Querem investigar?


Uma criança brincava no jardim da casa. Era um menino de sete anos. Quando ouviu alguém se aproximando, se assustou. Pensou em correr para chamar a mãe ou alguma coisa. Mas então viu Daiki, que conhecia da vizinhança. Gostava do outro, então correu até eles. Deu um salto, porém, quando viu SlashAgumon e Dorumon. Demorou para ver Lunamon, pois olhava muito admirado para os maiores, principalmente para SlashAgumon. Via os dinossauros com que brincava e também uma versão amigável do Gojira.
– Natsuo. – Daiki sorriu para ele. – Esses são Daniel e Mako. E eles são nossos amigos Digimon, a Lunamon, o Dorumon e o SlashAgumon.
O menino parecia muito impressionado com os dois dragões. Quase não escutara a apresentação. Mas depois prendeu a atenção em Mako. A achou bastante bonita, o olhar dela transmitia uma sensação de segurança que só pudera ver duas vezes na vida. Uma fora com a mãe.
– Você conhece algum Digimon, Natsuo? – Mako se inclinou pondo as mãos nos joelhos. Natsuo deu um sorriso e falou a palavra “Digimon”. Depois saiu correndo para dentro da casa.
Quando voltou, arrastava uma moça. Ela era toda branca, como se fosse feita de porcelana. Os olhos eram grandes com íris que brilhavam em azul, mesma cor do cabelo curto e rebelde. Usava um vestido de verão amarrado com uma fita nas costas e os pés estavam descalços.
– Mas ela se parece tanto com uma pessoa.
– O que vocês fazem aqui? – Levantou o dedo indicador, apontou para o grupo. Íris e pupila da Digimon desapareceram para dar lugar a um clarão. A voz saiu grave e a expressão demonstrava fúria. – Para trás, Natsuo.
A criança, assustada, caíra sentada e começara a se arrastar para trás. Nesse momento o celular de Mako apitou, em seguida a mesma voz artificial a que se acostumara começara a falar.
“Forma de vida digital hostil detectada. Lazulitemon. Classificação: Digimon. Nível: Adulto. Atributo: Data. Cerca de cinquenta e sete quilos, cento e vinte e cinco libras ponto seis, noventa gins ponto nove. Status: ativa. Número de série: 4.008.07530. Registros: ex-informante da ZSC, autenticação vencida.”
– Ela é da ZSC? – Dorumon se colocou na frente dos outros. SlashAgumon já inclinava seu corpo pronto para correr e se jogar contra ela.
– ZSC?! – Ela gritou e estendeu uma das mãos. Um jato de água se materializou e atingiu Dorumon. Ele caiu e tentou se levantar, mas escorregou por conta da umidade e caiu. Enquanto isso, a água se movia de acordo com os movimentos que as mãos de Lazulitemon fazia. SlashAgumon tentava se esquivar saltando, mas quando menos esperava, a água veio como um chicote para acertar seu rosto. Urrou com a dor. Não conseguia enxergar direito com aquele olho, que ardia muito. – MALDITA ZSC!
– Tear Shot! – A antena que balançava na frente da cabeça de Lunamon brilhou. Atirou um líquido prateado que congelou a água assim que entrou em contato.
Lazulitemon parecia se enfurecer ainda mais por conta de o seu ataque ter sido bloqueado. Ergueu as duas mãos para o alto e vários jatos de água se materializaram no chão. Iam para o alto, muito alto, de forma a desafiar qualquer lei da física e então se curvavam. Os jatos começaram a rodar e pela espiral se juntaram e se transformaram num enorme punho de água.
Desceu até o chão. O som estridente do golpe ecoou por toda a vizinhança. Mako, Daniel e Daiki foram atirados ao chão e arrastados pelas ondas de água que se formaram. Não conseguiam ver onde estavam os parceiros Digimon.
A onda se espalhou por toda a casa, mas encontrava resistência nos pés de Lazulitemon. Curvavam-se entorno dela. O círculo protegia apenas ela e Natsuo. O menino correu até a bruxa da água e se abraçou em suas pernas.
– Lazulitemon, para!
– Eu não posso, Natsuo! Eu tenho que proteger você!
Alguma coisa emergia da água. Lazulitemon se virou, balançou as mãos. As esferas metálicas faziam uma parábola e estavam prestes a cair sobre ela quando conseguiu erguer um novo braço, agora menor, daquele monte de água que parecia inacabável. Englobou as esferas que ficaram flutuando dentro da mão de água até estourarem fazendo bolhas.
Aquilo a fez se distrair por tempo o suficiente para que SlashAgumon saltasse de fora da água e jogasse Lunamon para cima. Agora se agarrava na bruxa impedindo que ela movesse os braços. Lá no alto, as orelhas de Lunamon começavam a balançar e brilhar. Delas surgiram incontáveis bolhas prateadas que congelavam a superfície da água ao atingir. A princesa continuaria a fazer aquilo de forma a parar toda a correnteza, mas logo estava exausta. Caiu sobre o gelo e começou a arfar.
Dorumon, agora livre da correnteza, deslizou pelo gelo mirando na cabeça de Lazulitemon. Uma bola de canhão apareceu do brilho vermelho em sua boca, fez uma trajetória reta na direção da oponente. Uma nova mão de água se levantou, mas era pequena demais para parar a esfera. Ela balançou o pé e soltou Natsuo dela a tempo de ser atingida no rosto. Caiu para trás.
– Natsuo, corre! A ZSC! A ZSC.
– Lazulitemon, por favor. – O menino começou a chorar. – Eles são amigos. Amigos Digimon. Eles também têm crianças com eles. Por favor.
Os olhos de Lazulite se apagaram. Ergueu o tronco e olhou em volta. Os três adolescentes se levantavam com dificuldade depois do golpe. Lunamon estava caída sem forças para continuar e os demais, SlashAgumon e Dorumon, estavam cheios de escoriações, principalmente o primeiro com uma marca vermelha causada pela chicotada que levara.
Lazulitemon se levantou, olhou para as próprias mãos. O que ela estava fazendo? Se continuasse, seria exatamente como os outros, aqueles que trabalhavam para a ZSC. Aqueles que a abandonaram ali. Começou a chorar, chorar pelo menino, Natsuo, que quisera proteger. Machucara a ele também, não fisicamente, mas machucara. E depois machucara aquelas crianças que o vieram ver e aqueles Digimon. Ela poderia se irritar com Dorumon, mas nenhum deles a atacou. Foi ela.
O gelo se quebrou e a água foi sugada numa esfera e começou a diminuir de proporção. Aquilo que sobrou ela guiou com as mãos até ela e moldou asas.
– Natsuo... Eu não quero... Eu não quero machucar ninguém. – Correu. Os pés descalços deixaram de tocar o chão. As asas de água batiam. Ela se afastava muito rápido.
– Dorumon, evolua! – Gritou Daniel.
– Lazulitemon! – Gritava Natsuo correndo na direção em que a Digimon voara.
– Dorumon, temos que ir atrás dela!
– Não podemos, Daniel.
– Mas... O menino.
– Eu sei. – Dorumon olhou para a silhueta de Lazulitemon, quase desaparecendo no céu de Tokyo. – Mas ela precisa de um momento.
Daniel pensou em Mako. Já Natsuo, encontrou conforto no abraço da menina que correu para acolhe-lo. Ela dizia que Lazulitemon voltaria. Que ficaria tudo bem.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 03, 2017 2:24 am

Pois sim, dois capítulos de uma vez. Que posso fazer se o sono não vem e preciso de uma coisa que me faça relaxar um pouco antes do vestibular?
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 03, 2017 7:53 am

Interessante o capitulo Pines muitas informações e pistas sobre a situação geral dos personagens . Kkkkkkk a Sachi fofoqueira pensou que a Professora Noriko , a Mako e o Daiki estavam tendo um " triangulo amoroso " mas achei muito interessante que o Digimon de Daiki seja feminino uma Lunamon eu estava crente que você iria utilizar um Aegiomon mesmo assim achei muito interessante para quebrar a tradição de que os Escolhidos Masculinos tem sempre Digimon masculinos . Achei interessante saber que Lunamon era a tal princesa . Juro que morri de pena dela quando disseram que Coronamon estava morto . Pensei que eu ia poder ver Dianamon e Apollomon e a fusão deles GraceNovamon o Digimon Galaxia . Realmente é uma pena que não . E esse tal Hisao e Terriermon qual é a deles ? ORPHEUS por acaso é uma organização tipo a HYPNUS e tipo aquela organização que monitora o Digital World de Digimon Tri ? E a Professora Noriko e o tal Liam tiveram um envolvimento com Digimon parecido com o dos Primeiros Escolhidos liderados por Daigo Nishijima e Maiki Himekawa só que muito mais profundo ao ponto de se tornar um relacionamento intimo e os dois seriam os únicos sobreviventes de seu grupo de crianças Escolhidas que teriam fracassado em sua missão no Digital World e morrido todos com a excessão de Noriko e Liam e por isso ele seria agora um agente do governo que caça Digimon e utiliza armamento apropriado para matar mostros Digitais ? E quando Sachi disse que Daiki era obviamente o lider porque a Mako era " boba demais " e eles ficaram todo embaraçados rachei de rir . Achei interessante quando Dorumon explicou que eles tinham um BlackAgumon no grupo deles e Dorumon explicou que " Os Agumon são muito comuns. Nascem com o objetivo de serem soldados. Os BlackAgumon surgiram após a crise dos jardins de infância. Apesar de terem o mesmo nível de força de um Agumon normal, as informações que temos dizem que eles utilizam menos recursos. Isso faz com que sejam mais difíceis de controlar. São mais agressivos. Os SnowAgumon sempre existiram. Nascem de recursos diferentes, que só se encontram no Norte da Ellada. Já os ToyAgumon são especiais. Eles têm o dever de proteger os jardins de infância. Alguns deles são enviados aos palácios para proteger os nobres, como... as Lunamon" e que infelizmente eles teriam que mandar de volta SlashAgumon . O que a Mako fara agora ?
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 03, 2017 8:27 am

KaiserLeomon escreveu:Interessante o capitulo Pines muitas informações e pistas sobre a situação geral dos personagens . Kkkkkkk a Sachi fofoqueira pensou que a Professora Noriko , a Mako e o Daiki estavam tendo um " triangulo amoroso " mas achei muito interessante que o Digimon de Daiki seja feminino uma Lunamon eu estava crente que você iria utilizar um Aegiomon mesmo assim achei muito interessante para quebrar a tradição de que os Escolhidos Masculinos tem sempre Digimon masculinos . Achei interessante saber que Lunamon era a tal princesa . Juro que morri de pena dela quando disseram que Coronamon estava morto . Pensei que eu ia poder ver Dianamon e Apollomon e a fusão deles GraceNovamon o Digimon Galaxia . Realmente é uma pena que não . E esse tal Hisao e Terriermon qual é a deles ? ORPHEUS por acaso é uma organização tipo a HYPNUS e tipo aquela organização que monitora o Digital World de Digimon Tri ? E a Professora Noriko e o tal Liam tiveram um envolvimento com Digimon parecido com o dos Primeiros Escolhidos liderados por Daigo Nishijima e Maiki Himekawa só que muito mais profundo ao ponto de se tornar um relacionamento intimo e os dois seriam os únicos sobreviventes de seu grupo de crianças Escolhidas que teriam fracassado em sua missão no Digital World e morrido todos com a excessão de Noriko e Liam e por isso ele seria agora um agente do governo que caça Digimon e utiliza armamento apropriado para matar mostros Digitais ? E quando Sachi disse que Daiki era obviamente o lider porque a Mako era " boba demais " e eles ficaram todo embaraçados rachei de rir . Achei interessante quando Dorumon explicou que eles tinham um BlackAgumon no grupo deles e Dorumon explicou que " Os Agumon são muito comuns. Nascem com o objetivo de serem soldados. Os BlackAgumon surgiram após a crise dos jardins de infância. Apesar de terem o mesmo nível de força de um Agumon normal, as informações que temos dizem que eles utilizam menos recursos. Isso faz com que sejam mais difíceis de controlar. São mais agressivos. Os SnowAgumon sempre existiram. Nascem de recursos diferentes, que só se encontram no Norte da Ellada. Já os ToyAgumon são especiais. Eles têm o dever de proteger os jardins de infância. Alguns deles são enviados aos palácios para proteger os nobres, como... as Lunamon" e que infelizmente eles teriam que mandar de volta SlashAgumon . O que a Mako fara agora ?

Na verdade, naquele momento em questão, o triângulo amoroso ao qual Sachi se referia era Daiki > Mako > Daniel. Ela tinha certeza de que o fato de a menina se perguntar sobre o interesse das mulheres de Tokyo por estrangeiros era fruto de algum ciúme que teve ao ver o efeito que a professora Noriko tinha no menino, então concluiu que Mako gosta de Daniel. Na verdade nem Mako e nem Daniel tem muita certeza sobre o que sentem, apenas Daiki tem uma ideia. Parece gostar de Mako desde que a viu pela primeira vez, mas é inseguro demais para falar sobre isso.

E quando foi dito que o Coronamon morreu, estavam falando sobre um Coronamon específico. Aquele que foi enviado junto de Dorumon e BlackAgumon. Existem muitos outros Coronamon, inclusive Lunamon teve um contato especialmente forte com um desses, que a protegia quando opositores da Ellada atacaram o palácio em que ela vivia. Mas no futuro darei uma descrição mais detalhada e reveladora sobre estes acontecimentos.

E Sachi também não achava que Daiki seria o líder. Para ela, Daiki era mole demais para isso e faltava algo na voz de Mako. Na visão dela, Daniel é um rebelde e carrega isso na voz. Teria como liderar os outros. Ela só não considerou que o Daniel não goste da ideia de ser um líder.

Noriko e Liam é assunto complicado. A Orpheus é bastante diferente da Hypnos, e quando eu disse que essa fanfic teria fortes referências a Overwatch foi por conta dela. Liam não é um agente do governo. Os dois nunca foram tamers, não exatamente. A Orpheus será explicada noutro arco.

Hisao é só um homem comum. Ele viveu muitas coisas e serviu aos templos da região. Com isso, acostumou-se a ver os Digimon como os espíritos da cultura japonesa. Sabe que nem todos eles são bons, mas saber que nem todos são maus é o suficiente para que tenha acolhido Terriermon. Terriermon é um ex-membro da ZSC assim como Lazulitemon, o que me leva a lembrar que parece ter deixado de lado boa parte do quinto capítulo.

E o SlashAgumon é mesmo muito diferente dos Agumon que Dorumon estava acostumado a ver. Nisso, posso adiantar, eles tem algo em comum. Dorumon não é um Digimon que nasce em grande escala nos jardins de infância. Ninguém sabe de onde veio também.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 03, 2017 8:34 am

E o sonho que Mako teve da noite enluarada com Liam combatendo um Flarerizamon e alertando Mako de que aquele " jogo " que ela estava jogando era perigoso e que ela deveria estar em casa brincando com suas bonecas e os videogames. Essas coisas... E que os pais de Mako brigariam com ela se soubessem que estáva andando com Digimon. E quando Mako balbuciou que aquilo não era " um jogo " Liam respondeu " É claro que não. Mas é um crime, tenho certeza. – Chegou mais perto. – Vá para casa, menina. Deveria estar na cama. Vá antes que eu mude de ideia e ponha o amarelinho para descansar." e Mako acordou com o caderno de desenhos na testa na sala de aulas sendo gentilmente acordada pela Professora Noriko. Achei legal Daiki demonstrar preocupação legitima com Mako dizendo que sabia que ela esta com problemas e que ele poderia contar com ela.E a Sachi acabou por se tornar a fofoqueira inconveniente da historia que não larga do pé de Mako e Daiki . Hilarias algumas das observações completamente equivocadas sobre eles . E a Professora Noriko já sabia sobre o fato de que existiam Digimon andando por Tokio e que eles provavelmente tinham alguma relação com as crianças mas que Dorumon era bondoso e provavelmente logo retornaria e que ela disse que não podia tentar quebrar o elo que os unia . Achei interessante Liam falando " Se tivéssemos quebrado esse elo, se não tivéssemos compactuado com a Orpheus. – Colocou a mão no rosto. – Se tivéssemos feito algo diferente, as coisas não teriam ficado assim. E eu e você estaríamos felizes." . Foi interessante quando Daniel disse após Mako ter falado que não tinha um Digivice que " O Terriermon disse que talvez o seu celular possa se transformar em um. Que isso ainda não aconteceu porque existe algo bloqueando o elo entre você e o SlashAgumon. " . Seria o fato de que Mako ainda não demonstrou a virtude regente dela ? E poxa perigosa esta Lazulitemon companheira do coitado do Natsuo ela me pareceu com um tipo de Digimon Nereida com asas feitas de agua . E agora Dorumon ira evoluir para dete-la . Para que Digimon ?Dorugamon ou Raptordramon ? Enfim gostei desses dois capitulos Kyu muito legais .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 03, 2017 8:41 am

Mr. Pines escreveu:Na verdade, naquele momento em questão, o triângulo amoroso ao qual Sachi se referia era Daiki > Mako > Daniel. Ela tinha certeza de que o fato de a menina se perguntar sobre o interesse das mulheres de Tokyo por estrangeiros era fruto de algum ciúme que teve ao ver o efeito que a professora Noriko tinha no menino, então concluiu que Mako gosta de Daniel. Na verdade nem Mako e nem Daniel tem muita certeza sobre o que sentem, apenas Daiki tem uma ideia. Parece gostar de Mako desde que a viu pela primeira vez, mas é inseguro demais para falar sobre isso.

E quando foi dito que o Coronamon morreu, estavam falando sobre um Coronamon específico. Aquele que foi enviado junto de Dorumon e BlackAgumon. Existem muitos outros Coronamon, inclusive Lunamon teve um contato especialmente forte com um desses, que a protegia quando opositores da Ellada atacaram o palácio em que ela vivia. Mas no futuro darei uma descrição mais detalhada e reveladora sobre estes acontecimentos.

E Sachi também não achava que Daiki seria o líder. Para ela, Daiki era mole demais para isso e faltava algo na voz de Mako. Na visão dela, Daniel é um rebelde e carrega isso na voz. Teria como liderar os outros. Ela só não considerou que o Daniel não goste da ideia de ser um líder.

Noriko e Liam é assunto complicado. A Orpheus é bastante diferente da Hypnos, e quando eu disse que essa fanfic teria fortes referências a Overwatch foi por conta dela. Liam não é um agente do governo. Os dois nunca foram tamers, não exatamente. A Orpheus será explicada noutro arco.

Hisao é só um homem comum. Ele viveu muitas coisas e serviu aos templos da região. Com isso, acostumou-se a ver os Digimon como os espíritos da cultura japonesa. Sabe que nem todos eles são bons, mas saber que nem todos são maus é o suficiente para que tenha acolhido Terriermon. Terriermon é um ex-membro da ZSC assim como Lazulitemon, o que me leva a lembrar que parece ter deixado de lado boa parte do quinto capítulo.

E o SlashAgumon é mesmo muito diferente dos Agumon que Dorumon estava acostumado a ver. Nisso, posso adiantar, eles tem algo em comum. Dorumon não é um Digimon que nasce em grande escala nos jardins de infância. Ninguém sabe de onde veio também.

Entendo . Pergunta Dorumon ira evoluir para uma forma inteiramente fã made imaginada por você ?

Existem outros como Dorumon ? Digo : Digimon X-Antibody ?

E quando SlashAgumon vai evoluir ?
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 03, 2017 8:43 am

Mr. Pines escreveu:Pois sim, dois capítulos de uma vez. Que posso fazer se o sono não vem e preciso de uma coisa que me faça relaxar um pouco antes do vestibular?

Tudo bem Pines é até legal que você faça estes capitulos quando esta cheio de inspiração pois assim as historias mantem um ritmo continuo .
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Re: Digimon Synthesis

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