Digimon Synthesis

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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Ferdinand em Sex Nov 10 2017, 17:51

Meu deus to adorando essa fanfic, não pare.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 10 2017, 18:32

Ferdinand escreveu:Meu deus to adorando essa fanfic, não pare.

Lol. Sério? É que é difícil saber se está ficando num nível considerável. Para mim que estou escrevendo nunca parece fluída o suficiente e sempre fico me perguntando se não estou deixando muitos furos.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 10 2017, 20:01

Acabei de ler o capitulo . Meu Deus . A Ellada declarou guerra formalmente contra o mundo humano . E mandou justo um Digimon Nível Mega para liderar o ataque a tal da Medusamon . Interessante o neoarchangemon do deviantart também imaginou uma Digimon Medusa chamada M-Dusamon . Esta. Imagino que a sua Medusamon seja nesse estilo mas também diferente Pines . Esta segunda agência do governo japones a tal da Morpheus ( Deus Maior do Sonho superior a Hypnus e pai de Orpheus ) parece ter recursos tecnologicos fantasticos a sua disposisão como capacidade de emergir fisicamente tecnicos dentro do espaço virtual e a tal da AISA mas não conseguiram impedir a chegada de DarkTyranomon e de Medusamon . E Liam a Professora Noriko e a tal de Sana acompanharam a invasão impossibilitados de reagir . A Sana parece ser um tipo de Koushiro jogadora de games em rede . E além do Hagurumon ela tem um Loupmon em seu apartamento . O momento que ela zoou a Professora Noriko porque foi atender a porta só com calcinha e sutia aparecendo por entre a roupa foi hilario . O momento que a voz ameaçadora ecoou me fez lembrar claramente do momento em que os Deva declararam guerra contra o mundo humano em Digimon Tamers . Achei fantastico que Terriermon já pudesse evoluir para sua forma nível Ultimate / Perfect de Rapidmon eu só achei que para diferenciar ele um pouco do Rapidmon de Digimon Tamers poderia ser um " Rapidmon ( Gold ) uma evolução de Armadura pelo Digimental do Destino . Este. Para ele poder ter um pouco mais de chances na luta contra Medusamon . E para piorar a situação Daiki e Daniel e seus Digimon devido a longa viagem de volta que tiveram que fazer estavam impossibilitados de ajudar e acabou sobrando para Mako e SlashAgumon segurarem praticamente sozinhos a invasão de monstros em Tokio . O momento em que SlashAgumon na sua forma de Sgarfirdramon confronta DarkTyranomon me lembrou nitidamente a luta de Greymon contra Parrotmon em Digimon o Filme e quando Mako caiu fulminada pela maldição e foi justo a Sachi quem veio ajuda-la gritando e batendo contra a varanda da janela de seu apartamento gritanto " – RESISTA, MAKO! " e esta ouvia a voz de SlashAgumon, não de Sgarfirdramon e ouvia também o batimento de um coração foi epico lemrando-me a batalha de Growlmon contra Mihiramon e a visão de Takato e o momento em que Mako pisou firme no chão, como se andasse a algum lugar resistindo a uma grande força contrária e fez o movimento de um empurrão e Sgarfirdramon destruiu DarkTyranomon foi epico igual o momento em que Takato fazia sua a força de seu Digimon e usando o elo que ambos partilhavam derrotou Mihiramon no topo do prédio da Hypnus e no final parece que a maldição rogada em Mako foi vencida pois quando SlashAgumon veio ao seu encontro ela pensou " Era como se algo a prendesse antes, como se houvessem correntes em seus pulsos. Ela quebrou as correntes e se sentia livre, mas demoraria a parar de sentir a dor dos ferimentos das algemas. Mas o pior havia passado. Ela abraçou o parceiro." E no final a Sachi acabou auxilindo Mako e SlashAgumon a escaparem ela abriu a saída dos fundos de um prédio de poucos andares e Mako e seu Digimon correram até ela. A Sachi ficou entre o medo e a excitação de finalmente ver SlashAgumon assim de perto, mas pensou que se ele não era perigoso para Mako, confiou que fosse bom.E quando Mako lhe agradeceu e disse que ela escutou sua voz e isso lhe deu forças e ela responder "–  Ah, Mako... Não faz isso. –  As lágrimas começavam a escorrer por debaixo da armação dos óculos. –  Que eu... sniff... fico toda... sentimental. –  Tirou os óculos para esfregar os olhos. Mako o pegou das mãos da outra e a abraçou." E no final Liam viu e se lembrou quando a encontrara quando lutara contra o Flarerizamon e que ela salvara a cidade . Otimo capitulo Pines . Aguardo mais .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 10 2017, 20:21

AAAAAHHH, pois bem. Morpheus é a correção. Eu havia confundido Morpheus (que é o deus grego dos sonhos) e Orpheus (que na verdade é um músico e poeta, provavelmente filho de Apolo). Os nome são mesmo muito parecidos. A Morpheus, como eu já disse antes, não é uma organização do governo Japonês e ela foi dissolvida anos atrás. Até o momento conhecemos os membros Noriko, Sana e Liam, mas haviam muitos outros e de muitas nacionalidades.
Aquilo que vemos emergindo os agentes para observar que tipo de ameaça vinha em direção a terra eram de uma divisão do governo especializada em lidar com os Digimon. O AISA é um projeto desenvolvido pelos seus cientistas para apagar os Digimon que estão na Terra, fechar o caminho entre a rede e o plano físico e, num futuro, apagar a própria rede -- tomando por rede o Mundo Digital, é claro, nada de apagar a internet em si.
Mesmo com a tecnologia deles, porém, não foi possível prever que DarkTyrannomon não vinha sozinho.
E o Terriermon evoluiu justamente para o Rapidmon (gold), só não gosto de ficar deixando esse nome de variação entre aspas então apenas descrevi que era um corpo dourado, mas como estava distante de Mako, ela não pôde observar claramente a sua forma.
A luta foi realmente recheada de referências a Tamers e ao filme de Adventure em que Greymon luta com Parrotmon. Por um momento eu até pensei em utilizar o próprio Parrotmon, mas sendo ele um nível acima do Sgarfirdramon, mudei de ideia. Achei que seria um pouco forçado o Sgarfirdramon vencê-lo sozinho. O Rapidmon poderia ajudar, é fato, mas como eu planejava colocar um pouquinho da Medusamon nesse capítulo e já dar um motivo para que todos desejem ir ao Mundo Digital, achei que seria inconsistente.
Assim, Rapidmon usa as suas forças para atrair Medusamon para o Mundo Digital e Mako só tem de lutar com DarkTyrannomon. É claro que não era planejado que Medusa entrasse em batalha, mas Terriermon não sabia dos planos da Ellada e ainda havia a possibilidade de ela retalhar ao perceber que haviam tamers resistindo ao ataque de DarkTyrannomon.

Mas para a aparência de Medusamon (nessa forma, pois ela tem uma evolução especial), eu imaginei algo mais Fate, isso por achar que a representação de Fate da Medusa me lembra bastante Digimon como a Sakuyamon e tenho alguns motivos para querer algo que tenha pontos em comum com Sakuyamon.


Afinal, os mitos citam a Medusa como um ícone de beleza.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 10 2017, 20:57

Tudo bem Pines eu compreendi essa parte não ligo de você ter trocado Morpheus por Orpheus é um erro até compreensivel visto que foneticamente os nomes são quase iguais . Eu adorei as referências que você colocou a Digimon O Filme e ao episódio em que Mihiramon luta contra os Digimon dos Tamers e acaba por ser vencido pelo Digimon de Takato .O momento em que Mako " quebra os grilhões da dor " foi epico . Nem tinha percebido que era um Rapidmon ( Gold ) a forma de Terriermon . Como ele conseguiu evoluir para essa forma ? Pergunta : a Sachi vai ser um tipo de Jeri Katou da sua fanfic ? Enfim ficou muito legal o capitulo . Estou gostando muito de acompanhar sua fanfic continue assim sempre .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 10 2017, 21:02

KaiserLeomon escreveu:Tudo bem Pines eu compreendi essa parte não ligo de você ter trocado Morpheus por Orpheus é um erro até compreensivel visto que foneticamente os nomes são quase iguais . Eu adorei as referências que você colocou a Digimon O Filme e ao episódio em que Mihiramon luta contra os Digimon dos Tamers e acaba por ser vencido pelo Digimon de Takato .O momento em que Mako " quebra os grilhões da dor " foi epico . Nem tinha percebido que era um Rapidmon ( Gold ) a forma de Terriermon . Como ele conseguiu evoluir para essa forma ?  Pergunta : a Sachi vai ser um tipo de Jeri Katou da sua fanfic ? Enfim ficou muito legal o capitulo . Estou gostando muito de acompanhar sua fanfic continue assim sempre .


Não planejo nenhum tipo de tragédia para a Sachi. Como existem mais personagens a caminho, você pode começar a se perguntar se algum deles vai passar por algo assim.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sex Nov 10 2017, 21:45

Uma sugestão no caso de Terriermon . Você poderia chamar sua evolução Ultimate / Perfect de " GoldRapidmon " pois se existe " BlackWarGreymon " não vejo problemas em se referir a Terriermon como " GoldRapidmon " na sua forma Ultimate / Perfect . Honestamente Pines ? Eu não desejo o que aconteceu para Katou para ninguém . Ela foi a grande sacaneada pelos roteiristas de Digimon Tamers . Ela de uma menina alegre que poderia ter se tornado uma das personagens principais da historia num estalar de dedos teve sua vida arruinada . Tudo bem que no final ela até superou ... Mas que foi uma tremenda sacanagem o que fizeram com ela foi sim . Eu honestamente espero que se por acaso tiver um personagem que sofra uma tragedia igual a ela que tenha um final muito mais feliz e digno que o de Katou . Mas enfim tudo bem .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sex Nov 10 2017, 23:33

KaiserLeomon escreveu:Uma sugestão no caso de Terriermon . Você poderia chamar sua evolução Ultimate / Perfect de " GoldRapidmon " pois se existe " BlackWarGreymon " não vejo problemas em se referir a Terriermon como " GoldRapidmon " na sua forma Ultimate / Perfect . Honestamente Pines ? Eu não desejo o que aconteceu para Katou para ninguém . Ela foi a grande sacaneada pelos roteiristas de Digimon Tamers . Ela de uma menina alegre que poderia ter se tornado uma das personagens principais da historia num estalar de dedos teve sua vida arruinada . Tudo bem que no final ela até superou ... Mas que foi uma tremenda sacanagem o que fizeram com ela foi sim . Eu honestamente espero que se por acaso tiver um personagem que sofra uma tragedia igual a ela que tenha um final muito mais feliz e digno que o de Katou . Mas enfim tudo bem .

O ponto é, as coisas acontecem. Leomon não foi o primeiro trauma de Kato e sorrir para todos e se esforçar tanto para ser gentil e alegre era a carapaça da personagem, a sua defesa. Leomon foi o golpe que rompeu com isso e abriu a fraqueza dela, tornando-a um alvo fácil para o D-Reaper. Não posso julgar o final dela como indigno. Em Tamers, nem tudo acabou bem. Todos foram forçados a se separar de seus parceiros, mas todos eles superaram os problemas causados pelo D-Reaper e a própria Kato superou os próprios problemas. Sem dúvidas isso poderia ainda a perturbar de alguma forma, mas é o que dizem "shit happens, but you're doing well". 

E ela é uma das personagens principais da história. Tamer ou não, a importância dela na trama está no mesmo patamar da importância dos três tamers protagonistas. 

De qualquer forma, Kato e Impmon realmente entram fácil para a lista de personagens mais desgraçados de Digimon.

(Rei Ayanami + Lain + Nia = Katou????)
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sab Nov 11 2017, 03:18

Capítulo 12: O pesadelo.


Uma mulher alta, vestida em trajes tradicionais japoneses, caminhou pelo piso de madeira. Bateu levemente contra a porta de correr, mas não houve resposta. Uma de suas filhas passava pelo corredor e viu a mãe.
– O Daiki ainda não acordou. – Disse a mãe.
– Eu acho que ele não está. – A menina levantava a perna para arrumar o tênis esportivo. – Estou saindo.
– Espere. Por que acha que ele não está?
– Ele tinha dito no jantar, não? – A menina parou no fim do corredor. – Uma amiga dele está doente. Ele deve ter saído cedo.
– Mas o Daiki sempre honra os avós. – A mulher levou a mão à boca. – Ele não acendeu o incenso.
– Ele podia estar com pressa. – Olhou para cima. – Ele parece se preocupar bastante com ela.
– Sabe o nome dela?
– Hamasaki Mako, eu acho.
– Hamasaki... Mako? – A filha desapareceu no extremo do corredor. Ela continuou ali pensando. – Será a filha daquela Hamasaki? O mundo não é terrivelmente pequeno? – Suspirou. – Não, não deve ser. Hamasaki só pode ser o sobrenome do pai.
 
 
 
 
Os dois meninos estavam esparramados nos bancos duros do hall daquele hospital. Mais que preocupados, estavam com sono. Os olhos tão moles que quase escorriam pela face, as olheiras tão grandes que pareciam mais bolsas roxas dependuradas nos rostos jovens. Daniel resmungou, jogou o tronco para frente e apoiou a cabeça com uma das mãos.
– Não dá pra ficar aqui. Isso tá me matando.
– Mas e se ela voltar pra cá?
– Dorumon pode encontrar a Mako. Ele conhece o cheiro dela. Eu não aguento esse tédio. – Se colocou em pé. As pernas e o estômago ardiam, indicativo de que tinha de se jogar numa cama macia e dormir até a noite cair.
– Você é confuso. – Disse Lunamon. Poucas pessoas estavam por perto para procurar pela voz feminina.
– E a Mako é... – O moreno apertou os punhos.
– Irresponsável? – A princesa levantou o rosto, ainda no colo de Daiki. – É verdade. Não deveria lutar naquela situação.
– Como ela pode ter sumido assim? – Seus olhos apontaram para a rua. Uma van preta estava estacionada. Homens em macacões cinzentos saíam para a rua movimentando os seus aparatos. Nas costas era possível ler “Secretaria da Defesa” e “Governo do Japão”.
– Daiki, talvez o Daniel esteja certo.
Mas quando o japonês balançou a cabeça afirmativamente, começando a concordar, duas meninas apontaram na entrada. Ele soltou um bocejo muito antes de conseguir se levantar. Os dois apertaram os olhos, que se tornaram muito sensíveis à luz por culpa da noite sem dormir. Mako e Sachi.
Sachi mexeu nos óculos, depois, inclinando-se na direção de Mako, arrumou o cabelo da menina que estava um pouco desalinhado. A empurrou com as mãos. Ela caminhou lentamente na direção dos meninos e Sachi seguiu logo atrás, mudando de direção ao ver Lunamon no sofá.
– Meu deus! Você é tão fofa! – Começou a apertar Lunamon que apenas gemia tentando reagir e escapar dos braços da garota.
– Sachi? – Daniel franziu as sobrancelhas.
– Ela sabe. – Falou Mako. – Ela viu o DarkTyrannomon. Todos viram.
Tinha razão. A TV noticiava a queda de um viaduto de Shinjuku a poucos quilômetros do hospital. Os moradores disseram ter visto duas criaturas gigantes brigando. Novamente inúmeras teorias eram transmitidas, inclusive a de que tudo não passava de uma jogada de Marketing para um novo filme japonês envolvendo kaijus.
– Não tem como conseguirem esconder dessa vez. – Disse Daniel.
Mako balançou a cabeça em afirmação. Lembrou-se do homem que a confrontara num estacionamento. Já faziam mais de duas semanas. Ainda não conseguiram resgatar Lazulitemon. A menina não queria ser quem conta sobre o sumiço de Terriermon também. Era um fardo muito pesado para ela contar algo tão desagradável a eles.
– Nós não conseguimos te salvar. – O moreno continuava a apertar os punhos. Mako não entendeu o motivo de ele fazer isso. Daiki apenas baixou os olhos.
– Pessoal, vocês não precisaram... – Tentou os animar, abriu um sorriso no rosto. – Eu e o Agu... Nós superamos isso. Eu me sinto... melhor. Muito melhor!
– Mas... – O alto ergueu o rosto. – Nós não fomos capazes...
– Do que estão falando.
– Twilimon. – Prosseguiu Daniel. – Esse Digimon estava em Trailmon. Ele brincou com a gente. Nem mesmo Masha conseguiu derrota-lo. E... – Teve um flashback, o momento em que suas mãos alcançam um rosto, o instante em que joga o capuz para trás e o cabelo escuro esvoaça. Um rosto. – Havia um outro, mas ele não era um Digimon. Ela era uma pessoa.
– Ela? – Lunamon escorregou pelos braços de Sachi. – Você não nos disse que...
– Porque eu não tenho certeza.
– De qualquer forma... – Daiki levantou o dedo indicativo, como se quisesse chamar a atenção do grupo. – Onde está o SlashAgumon.
– Eu o escondi em casa. – Sachi se espremeu entre os dois meninos para atravessar para o meio do círculo. – Ninguém vai descobrir ele, não precisam nem se preocupar.
Naquele momento a mãe da menina adentrava o quarto com as roupas dobradas. Ao se aproximar do guarda-roupas, percebeu que a porta tremia. Levantou uma sobrancelha, levou a mão lentamente e, antes que pudesse abrir, algo vestido numa pilha de roupas caí sobre ela. Começa a gritar.
– Você tem certeza? – Desconfiou Daniel.
– Sim! Melhor lugar possível! – A garota fechou os olhos numa expressão de convencimento. Até mesmo tirou os óculos em pose para melhor expressão de seu pensamento.
– Então... – Daiki enrubesceu. – Mako, você vai ficar no hospital ou... – Suas mãos tremiam. – Quero dizer... Se quiser... Bem, eu... Sabe...
Daniel deu um longo suspiro. Sachi o acompanhou nisso.
– Eu poderia ir com você para casa e...
– Meu avô pode ficar preocupado se souber que estava fora do hospital, mas.
– Nós... digo, eu e a Lunamon ajudamos a convencer ele de que recebeu alta e... – Gesticulava com as mãos. – E aí nós a levamos porque você... porque você...
– Não aguentava mais o tédio desse lugar. – O moreno manteve uma expressão de enfado ao levantar uma mão sugerindo.
– Se assim for, o Daniel vai ter que me levar. – Apontou Sachi. – Não quero ir sozinha.
– Todo mundo sabe que você mora pertinho daqui, Sachi.
– Não é verdade. São mais de quatro quarteirões se contei bem.
– Olha, nem pensar. Eu vou logo para casa. Estou morto de sono.
– Mas...!
O menino se afastava esticando os braços. Sachi deu alguns passos na direção dele, esticou um dos braços como se tentasse pegar algo no ar.
– Hey, Daiki, até mais. Tchau Mako... e... Sachi.
Enfiou a mão nos bolsos e continuou o caminho.
– Ele... Não acredito que ele... – Sachi bateu os pés no chão. – E ele quase não me deu um tchau. – Pulou estalando os sapatos no piso. – E foi tipo, o pior tchau!
Mako abafou um risinho ao colocar a mão na boca. Envolveu o ombro da amiga com uma das mãos.
– Tudo bem, vou precisar de mais do que um Daiki para convencer o meu avô.
– Mas eu vou ter mesmo que segurar uma v... – Interrompeu o que iria dizer.
– Segurar o que? – Gritou Daiki confuso.
– Não é nada.
Os dois olhavam com estranheza para ela.
– Ora, esses dois!
 
 
 
 
Um homem velho batia massa de pão. Mais dois empregados, muito jovens, o ajudavam. Estavam ali por um emprego de meio-período. Quando terminou, pediu que os dois continuassem o trabalho. Limpou as mãos e adentrou a casa por uma porta que havia no fundo da padaria, subiu as escadas e parou por um momento no quarto da filha, mesmo quarto em que sua neta, Mako, dormira durante aquele mês.
Fechou uma das mãos. Se perguntava o que poderia fazer em relação às duas. Queria que a esposa ainda estivesse viva para o ajudar naquilo. Não havia nada mais difícil para ele do que ver os problemas da filha e o quanto isso atingia a neta sem que pudesse fazer nada para mudar as coisas. E agora a menina estava doente. Se arrependeu do castigo que a deu.
Se entristecia em pensar que Mako parecia esconder algo dele, mas não a podia culpar. Não conseguia imaginar o quão difícil deveria ser para ela estar naquela situação. Qualquer comportamento que ele pudesse julgar como ruim era facilmente explicado pelo modo brusco com que a menina fora tirada do lar em Seattle para voltar ao Japão. Ter de se adaptar a um novo país, uma nova escola onde não conhecia ninguém.
 
 
 
 
Liam olhou para a tela do celular, o aplicativo de troca de mensagens aberto. O nome de Noriko aparecia no topo, junto de uma miniatura redonda de uma foto onde a professora aparecia olhando para o lado, a boca semiaberta. Não conseguia entender como ela podia ser tão bonita. Desde adolescente vivera entre pessoas de tantos lugares diferentes, mas ainda assim pensava que não havia alguém que pudesse a superar.
Talvez os seus sentimentos por ela fossem o que o impedisse de ver o quanto outras pessoas poderiam ser ainda mais belas. Tentava reprimir aquilo, mas só lhe fazia doer o peito. Usava os mais variados truques para convencer a si próprio de que não poderia continuar a amando, mas isso fazia doer ainda mais. Ele nunca fora a primeira escolha dela. A primeira escolha fora o irmão. A primeira escolha fora Finn, não Liam. Ainda assim a amava. Por quê?
Checou o endereço e o número do apartamento nas mensagens. Olhou em volta, viu a quantidade de pessoas entrando e saindo das lojas de tecnologia lá embaixo. Tomou forças e bateu na porta. Ninguém o atendeu. Bateu de novo. Escutou os passos apressados. Noriko abriu a porta, tinha os olhos muito cansados.
Logo atrás dela veio Sana, ainda se esforçava para vestir um short. Ele não pode controlar o impulso de a olhar dos pés à cabeça, se concentrando muito nas pernas pálidas e nuas que apareciam quase por completo naquela roupa. Noriko resmungou, bateu-lhe no peito.
– Idiota. – Disse baixinho. – É melhor parar de olhar pra ela desse jeito. Eu não vou aceitar que alguém como você toque na Sana.
– Ela é a Sana? – Se lembrou da menininha franzina dos tempos da Morpheus. Ela havia crescido muito, observou, talvez não tanto quanto a Noriko em altura, mas havia algum lugar em que crescera muito mais que Noriko. Os olhos se semicerraram ao olhar para o busto da outra.
– Eu já disse!
– Mas quantos anos ela tem?
– Eu? – Sana inclinou o pescoço por detrás de Noriko. – Tenho dezessete. – Deu um pulinho, levantou o dedo indicativo, sua expressão demonstrava a mais pura confiança mesmo com aquelas olheiras das noites mal dormidas. – Você deve se perguntar: e por que uma menina tão jovem vive sozinha em seu próprio apartamento com toda a liberdade de ir e vir sem a ditadura horrível de um pai, uma mãe ou um mentor qualquer? E a resposta é, essa menina tão jovem é extremamente responsável pelos próprios atos e ama a liberdade e o direito de ir e vir, não sobrando alternativa para os ditadores das regras familiares e patriarcais e os totalitários de todas as nações, escravos dos imperialistas americanos, senão a libertar com uma emancipação!
– Esquisita. – Sibilou ele.
– Que?
 
 
 
 
Mako parou na frente da casa do avô. Respirou fundo antes de abrir a porta. Atrás dela, Daiki se decepcionava consigo mesmo. A caminhada toda pensara em como poderia chamar a menina e falar sobre os seus sentimentos, mas em momento algum conseguiu. A todo instante Lunamon o cutucava e sussurrava sobre isso, pois tinha sido uma promessa no dia em que lutaram contra Ignifatumon. Já Sachi, o ficava beliscando e soprando algumas palavras, mas ele não entendeu nada.
Ficou olhando para o corpo da garota se movendo para dentro de casa, totalmente sem reação, até que Sachi o empurrou. Entraram logo atrás. Largaram os sapatos ali e subiram as escadas usando apenas as meias. O homem velho escutou o barulho e veio apressado pelo corredor que terminava na cozinha. Ficou paralisado ao ver a neta ali.
– Desculpe... É que... Eles me deram alta e...
– Nós a ajudamos a fugir do hospital... – Disse Sachi. – Estava muito chato lá. Ela foi na minha casa jogar videogame, tomar um banho quente e comer comida de verdade!
– Você fugiu do hospital?
A menina fechou os olhos com força.
– Senhor...?
– Hamasaki.
– Senhor Hamasaki, por favor, não fique bravo com a Mako. – Daiki fechou os olhos, inclinou o corpo em sinal de respeito e gritou o seu pedido. – Ela não fez nada de errado. Ela não teria saído se nós não tivéssemos insistido.
Mas o velho já se aproximava da menina, impetuosidade se manifestando nos passos. Ela abriu os olhos, um tremor percorreu o corpo, os olhos se arregalaram. Só não era esperado que ele a abraçasse. Aquele cheiro de um perfume amadeirado misturado à manteiga e à farinha que usava para fazer os pães.
– Vovô? – O avô começou a chorar. Os outros dois deram alguns passos para trás. – Por que você está chorando? – Mako fechou os braços nas costas dele. – Eu estou bem, não está vendo? Não está...vendo? – Em algum momento, nem mesmo ela conseguiu se conter. – Me desculpa por tudo... Eu sei que não sou uma boa menina...
 
 
 
 
– O que é a evolução? – Sussurrou Daniel. Olhava para as árvores do parque. Dorumon deitava como um cão, ali no chão. Levantou as orelhas na direção do parceiro.
– Por que está perguntando isso?
– Não sei. – Deu uma longa aspiração. Quando soltou o ar dos pulmões, continuou: – Estive tão confuso esses dias. Eu me pergunto sobre a natureza de tudo, mas então eu não encontro nenhuma resposta, eu só encontro mais perguntas.
– Isso tem a ver com a nossa última luta?
– Também, mas... Aruraumon, me lembro de quando a confrontamos antes de conhecermos a Mako. Tudo que ela desejava era ficar mais forte para proteger a Ellada. E então ela evoluiu, mas isso não a fez se sentir melhor. Ela apenas queria buscar mais e mais... – Apertou o tecido grosso da calça. – Ela forçou Lazulitemon por querer ficar mais forte, por querer evoluir mais. Quero dizer, é assim a vida dos Digimon.
– Nascemos para lutar e evoluir. – A voz de Dorumon parecia triste ao dizer isto.
– E será assim a vida dos humanos também?
Se levantou.
– Por quê?
– Talvez seja porque só sabemos viver assim.
Entendeu que o amigo estava certo. Só sabiam viver daquele jeito, só sabiam viver buscando o inalcançável. Seria isso a evolução? Então o sentimento que o acometia de tentar encontrar a pessoa encapuzada poderia ser também o sentimento de buscar a evolução de alguma forma?
Não compreendeu por qual razão se encontrava pensando naquele momento em que empurrara o capuz. A cena se repetia sem parar em sua cabeça. Não era medo, não. Não era um temor, embora se assemelhasse muito. Estava tão confuso com tudo aquilo.
– Então sempre que eu buscar por algo, estarei buscando a evolução.
– Acho que sim... – Sibilou o Digimon. – Mas nem toda evolução é boa, não é mesmo?
Também tinha aquela incerteza. O que poderia acontecer se, ao lutar junto de Dorumon, conseguisse evoluir mais, como fizera Masha, a menina russa, junto de Kudamon? No fundo, algo lhe assustava na aparência de Dorugrowlmon, então será que o amigo se perderia de alguma forma, teria uma evolução que o transformasse em algo completamente diferente daquilo que era agora, afastando tudo que os fez se aproximar um do outro?
Não gostava de pensar em nada daquilo, não gostava de pensar no sentido da evolução, nos resultados da evolução e nem mesmo na pessoa de capuz. Queria apenas dormir e esquecer de tudo.
–  Eu vou para casa.
–  Tudo bem. –  O Digimon balançou a cabeça.
–  Quer que eu vá com você até a escola?
–  Não precisa. –  Abaixou as orelhas. –  Eu vou sozinho. Não precisa se preocupar, ninguém vai me ver.
–  Uhmm... Certo.
Daniel percorreu a trilha em direção à saída do parque. Ao chegar na rua, olhou para cima. Mesmo ali de Shibuya era possível ver o prédio do governo, o lugar onde as nuvens se concentraram, o lugar onde Mako lutou e venceu um inimigo enorme e destrutivo. Há algum tempo pensara que a menina fosse frágil demais. Estava errado, ele era o único frágil demais.
 
 
 
 
– Hey, Daiki! – A menina de óculos tinha irritação na voz. – Por que você não falou? Por que você não falou?
– O que eu não falei?
– Você sabe muito bem, Daikiiiii! – Empurrou o ombro do menino.
– E por que você queria que o Daniel a levasse pra casa?
A menina parou de andar. Baixou a cabeça. O garoto deu alguns passos antes de se voltar para ela. Lunamon se agitou em sua mochila.
– Qual é o problema daquele... – Bateu o pé. – Depois ele vem dizer que ninguém gosta dele! É isso que ele vem dizer!
– O que?
– Ah, você me diz uma coisa dessas! – Levantou o rosto, se inclinou na direção do garoto, deu um soquinho no peito dele com a parte de baixo da mão. – Agora vem falando como se não soubesse?
– Você...?
– Sim... Eu acho.. Eu não sei, tá bem? – O menino a fitou nos olhos. – É só que, mesmo que ele seja daquele jeito, ele sempre escuta a gente como ninguém, não é? É o amigo que todos precisam e não sabem.
Daiki sentiu uma pontada. Era culpa? Não soube dizer. Franziu as sobrancelhas, a boca se abriu um pouco. Ficaram parados ali, os dois, aquelas expressões que ninguém sabia definir o que eram.
– Esquece. – Retomou o passo, passou pelo garoto. – Não precisa vir comigo.
– Se você está indo para o parque... Bem, eu moro em Shibuya.
– Você tem que ir.
– Por quê?
– Você passou a noite inteira fora. Que tipo de aluno e filho exemplar é você?
A mesma pontada. Ficou ali, paralisado, enquanto Sachi se afastava.
– Exemplar... – Parando para pensar, realmente obedecia a todas as convenções. Fez tudo para que os pais se sentissem orgulhosos dele e mesmo quando tinha um pensamento contrário ao dos amigos, nunca se manifestou, nunca defendeu o seu ponto. Era por isso que Daniel o odiava, era por isso que Daniel o culpava. Ele assistiu a tudo e não fez nada.
– Daiki... – Chamou Lunamon.
– Sim? – Esfregou os olhos, sorriu para a princesa por cima dos ombros.
– Não é nada. Deixa pra lá. – Ela balançou a cabeça.
 
 
 
 
Quando Daniel chegou em casa, ainda eram onze horas. Foi para o quarto e se deitou de bruços, o rosto afundou no travesseiro, os pensamentos não cessavam de forma alguma. Quando sua visão se apagou, sonhou com Mako e SlashAgumon vencendo Twilimon, mas depois a menina se desmanchou e a pessoa encapuzada apareceu e a máscara de Twilimon saltou de dentro dela, um riso frio o fez congelar a espinha. Olhou para as mãos e estavam atadas, imóveis.
O Digimon desapareceu e havia um espelho, no espelho ele não via o próprio rosto. Ele não sabia o que via, mas não era o próprio rosto. Então Dorumon gritava, mas ele não entendia o que Dorumon gritava. Tantas vozes familiares passaram por ele, incluindo Daiki e Sachi. No fim ele era apenas um menino chorando e umedecia as pernas de Noriko, ela acariciava a sua cabeça.
Acordou assustado. Ouviu o pai gritando algo.
– Esse menino fica o dia inteiro dentro dessa casa e não faz nada.
Queria voltar a dormir, mas não conseguiria. Se levantou e checou o horário no celular, foi até a cozinha e preparou o prato com o que encontrou. Quando voltava pelo corredor, a mãe surgiu, atônita, era baixa e morena, como ele, o cabelo liso escorria sobre os ombros.
– O que você está fazendo?
– Vou jantar no quarto.
– Jantar no quarto? – Ela o balançou para que a olhasse no rosto. – O seu pai está...
– Eu sei. Ele está desanimado comigo, não é mesmo? Está desanimado com o péssimo filho que tem!
Se virou rápido, correu para o quarto e bateu a porta. Pousou a comida sobre a mesa do computador. Ligou o aparelho, pensou se iria jogar. Desistiu. Abriu o navegador da internet e acessou um site, a interface toda roxa e branca. Se chamava Twitch. Pink LopLop estava ao vivo naquele momento.
A menina apareceu no canto superior do vídeo assim que conseguiu carregar a transmissão. Ela tinha pintado listras rosa nas maçãs do rosto para se parecer com D.Va, personagem de Overwatch. Por um breve momento pensou ter visto um Digimon muito semelhante ao Terriermon no quarto da moça, mas se convenceu de que estava errado. Provavelmente era apenas algum brinquedo de pelúcia baseado em um coelho.
Se perguntou onde é que Terriermon estava. Não o via desde ontem. Quando terminou de comer, se deitou. O vídeo ainda estava aberto e ele o assistia dali da cama. Via os movimentos da garota dentro do jogo e a o seu rosto, ouvia sua voz, sempre muito expressiva, sempre esbravejando ou brincando sobre as jogadas dela e dos outros.
Sentiu um vento fresco entrar. A cortina se balançou. Nem havia percebido que a janela estava aberta. Se levantou para fechar, mas se deparou com olhos púrpura o observando através de um capuz. Seu coração se acelerou, não soube como reagir à invasão.
– Como você me encontrou? –  Ela se estremeceu quando as suas mãos se ergueram. Não compreendia, ele é quem deveria estar com medo. –  Por que está aqui?
Estava imóvel na frente dele. Respirou fundo, começou a se aproximar, mas ela se afastou. A voz de Pink ecoava pelo quarto, os sons dos tiros dentro do jogo contribuíam para o agitar. “Vai explodir!” gritava um dos personagens. A explosão se seguia. A pessoa encapuzada quase pulou para trás ao escutar.
– Não chegue perto de mim... – Disse. Não tentou disfarçar a voz. – Não toque em mim... – Levantou as mãos. – Não fique em cima de mim também... Eu não gosto. Não gosto. – Levou as mãos a cabeça. – Eu não gosto!
Saltou na direção dela, forçou a mão contra onde pensava estar a boca. Olhou para a porta, ninguém havia escutado. Se aliviou, a soltou. Agora via nitidamente os olhos. Pareciam escuros da outra vez, mas eram púrpuras.
– Eu disse pra... não chegar... perto de mim... – Deu um, dois, três passos. – Quem você pensa que é?
– Ei, dá um tempo... – Franziu o cenho. Fitou os olhos grandes e de cor incomum. – O que há com você.
– Comigo? Eu... não sei.
– Você está bem?
– Eu não tinha ninguém para... procurar. Eu não deveria estar aqui...
– Ei, certo. Não se preocupa. Nada contra você descobrir o meu endereço e invadir o meu quarto. – Balançava as mãos lentamente tentando acalmá-la. – Não é grande coisa... – Levantou as sobrancelhas, balançou o rosto. – Mesmo. – Foi chegando mais perto. – Se você não tem ninguém ou... se quer conversar... sei que estamos dispostos a fazer isso sem violência, não é? – Ergueu os ombros enquanto questionava.
– Onde eu estou? – Parecia acordar de um transe. – Você! – Fechou os punhos. – Você!
– O que? – Teve de se desviar rápido quando ela pegou algo no criado e jogou nele. Tinha pouquíssimo espaço no quarto, mas fez o que pode para se aproximar. Segurou o braço da pessoa encapuzada.
– Twilimon! Twilimon!
Seu coração acelerou ainda mais. Sentiu como se uma pedra de gelo fosse posta dentro de suas roupas e escorregasse de uma extremidade até a outra extremidade das costas. Não demorou muito para que um vulto vermelho brotasse da sombra no teto e girasse no ar, caindo abaixado, todo espremido. Encarou a máscara tremendo. O cavaleiro enrolou a menina em sua capa e afundou. Onde ele estava ficou apenas o ar frio, como se a própria morte tivesse respirado o ar de seu quarto.
Caiu de joelhos, apertou o peito com as mãos. Arfou. Tudo em torno dele parecia se distorcer, a imagem do criado, da cama, da cadeira e da mesa. Ao virar o rosto, viu que o vídeo de Pink LopLop também se distorcia, a voz dela também se distorcia. Toda a realidade se distorcia. Se levantou, foi trôpego até a cama, afundou o rosto no travesseiro.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sab Nov 11 2017, 07:04

Capítulo 13: As Crianças de Tokyo.


Mako acordou num sobressalto com o despertador. Já faziam alguns dias desde que SlashAgumon batalhara contra DarkTyrannomon. As escolas de Shinjuku já haviam voltado a funcionar normalmente há algum tempo, mas logo viriam as férias de verão. O calor não mentia.
Enquanto tirava as roupas para o banho, a menina pensava em como as coisas estiveram calmas nos últimos dias. Daiki a estava tratando como sempre, atencioso e calmo, Sachi estava alegre e brincalhona, apenas Daniel era distante. Talvez o menino sempre tenha sido assim, só não teve antes um tempo para recuperar o fôlego e observar com mais atenção.
Seja como for, não deve ter trocado mais que duas palavras com ele na semana toda, mas no grupo criado por Sachi no aplicativo de mensagens, ele avisou que tinha algo importante para falar. Se reuniriam com a professora Noriko depois da escola. Como ponto de encontro decidiram o clube de cinema.
Ela afundava metade do rosto na água morna da banheira. Assoprou, as bolhas de ar subiram e expandiram a espuma do sabão. O que viria a seguir?
 
 
 
 
Daniel rabiscava aleatoriamente durante a aula de história. Mako olhou por cima, conseguiu ver algumas figuras históricas aparecendo num traço todo exagerado, como se sua ideia fosse realmente a de torna-las cômicas. Na mente dele, não havia nada daquilo, só o fazia porque não sabia ficar sem fazer. O último sinal tocou.
Ela ficou esperando no corredor até a multidão de alunos se dissipar. Ficaram apenas Mako, Daniel, Daiki, Sachi e... Uma outra menina os observava. Saíra de outra sala. Tinha a mesma idade deles. Ela deu um sorriso e acenou. Daiki pensou em levantar a mão, mas não o fez, Sachi só balançou a cabeça, Daniel foi o único que realmente acenou de volta, embora parecesse totalmente alheio.
Mako ficou pensando se deveria ou não, mas, quando se decidiu, a menina já havia se virado. Caminhava em direção as escadas para descer até o térreo. A mão da garota ficou ali, levantada atoa, sem balançar nem nada. Puxou a mão de volta e sentiu-se arrepiar ao imaginar que todos poderiam estar olhando para ela.
Os quatro seguiram em silêncio para a sala do clube de cinema. Sachi ficava se espremendo entre cada um deles e dando pulinhos. Ela queria mesmo quebrar o gelo, mas não sabia se era um bom momento. Quando chegara, professora Noriko já esperava. Conversava com Dorumon. SlashAgumon também estava lá e comia enquanto Lunamon descansava em suas costas.
– Ah, então era você... – Olhou para Daiki.
– Eu? – O menino olhou para trás pensando que a professora pudesse estar falando com outro.
– Ah. – Ela coçou a cabeça e fechou os olhos, deu um sorriso sem jeito e retomou. – Só pensei que havia mais um menino. Não imaginava que poderia ser você.
– Mas professora, você não deve ter visto, eles três sempre guardando segredos! – Gritou Sachi. – Eles não queriam me contar.
– A Sachi viu o SlashAgumon lutar contra o DarkTyrannomon. – Disse o dragão amarelo.
– É, ela nos viu. – Mako se sentou.
– É normal que eles não quisessem contar. – Fitou Sachi. – Deve ter percebido pelo estrago que o DarkTyrannomon fez o quanto isso tudo pode ser perigoso.
– Sim, mas... – Sachi abaixou os olhos. – Eu queria fazer parte também. Eu não queria ser deixada de lado.
Mako nunca pensou que a menina se sentisse deixada de lado por alguém e não gostava de a fazer se sentir daquele jeito. A entristecia saber que manter os Digimon em segredo tinham parte naquele sentimento. Ela não podia ter contado a amiga. Era impossível fazer isso.
– Mas eu vou me tornar uma... Uma... – Olhou para cima. – Qual é o nome disso?
– Bem... Nós não sabemos também. – Mako deu de ombros.
– Dentro da Morpheus nós chamávamos de tamers aqueles que tinham um vínculo com os Digimon concretizado através de um Digivice. Sei que um termo que signifique domador pode parecer estranho, mas sempre pensei que isso era basicamente porque os Digimon que não viviam ao lado de humanos estavam sempre lutando compulsivamente para obter dados.
– Então vou me tornar uma tamer e vou ser ainda mais forte que a Mako!
– Eu não sei se sou forte como você pensa.
– É claro que você é. – Lunamon escorregava pela cauda de SlashAgumon, ele a jogava de volta num impulso e ela repetia o movimento.
– Se nós formos uma equipe, a Mako é o elo mais forte. – Daiki balançou a cabeça.
– De qualquer forma, será que isso ainda é válido? – Todos se viraram para Daniel. O menino estava quieto há tanto tempo que o único a lembrar que ele estava presente era Dorumon que o observava desde que chegaram. – Digo, os Digimon parecem estar muito organizados.
– De fato. – Noriko se levantou, ficou atrás de Daniel e botou as mãos nos ombros dele. – E então, por que nos reunimos aqui?
– Isso não é comigo.
Dorumon se levantou. SlashAgumon e Lunamon pararam de brincar.
– Primeiramente, eu consegui localizar a Ignifatumon. Ela está em alguma parte do Mundo Digital, o que facilita as coisas para nós que seríamos obrigados a voltar ao nosso mundo. – As orelhas balançavam. Não tirava os olhos de Daniel. – E minha mensagem foi finalmente respondida. O nosso ponto de coleta é na cabana abandonada nos fundos da escola. Eu, Lunamon e SlashAgumon partiremos no próximo domingo às dez da manhã.
– No domingo? – Mako apertou o pano da saia entre os dedos. – Está tão perto.
– SlashAgumon queria mais tempo para ficar com Mako.
– Eu também queria mais tempo para estar com o Daiki.
– E o que vai ser depois? – O moreno ergueu a voz.
– Como assim? – Mako o encarou nos olhos.
– Será que não pensam em... como farão para evoluir?
– Os Digimon tem a capacidade de evoluir naturalmente. – Respondeu Dorumon. Depois balançou a cabeça muito arrependido de ter dito.
– E acha mesmo que os inimigos que você fez irão esperar você juntar dados e evoluir para virem até você? – O menino bateu as mãos sobre a mesa.
– Daniel... – Daiki tentou tocá-lo, mas o menino logo afastou as mãos do japonês que, desajeitado sobre as pernas compridas, quase caiu.
– O que é? – Gritou para o outro garoto.
– Nós também estamos tristes com isso. – Mako abaixou a cabeça. – Não precisa falar assim com a gente.
– Se estão todos tristes com isso, por que não fazem nada? – Virou a mesa. A menina se afastou rápido, pulando da cadeira. A mesa estralou no chão ao cair.
– Como você pode dizer isso? – A menina não conseguia entender o que a levou àquilo. O que a levou a apontar o dedo daquela forma para Daniel, o braço tão firme, a postura tão agressiva. – Nós só temos o nosso próprio jeito de responder a isso.
– Vocês não entenderam nada. – Se inclinou sobre Mako, a menina estremeceu por um instante, mas Sachi interveio se colocando na frente da menina. – Eu não vou ficar aqui parado. Eu já me decidi.
– Daniel, por favor. Não só você, os três. Não, os quatro. – Suspirou. Apontou Daniel com o indicador, balançou a cabeça e o dedo oscilou para Mako e Daiki também, enfim se lembrou de Sachi, onde seu dedo parou. – Vocês fizeram tudo o que podiam. Vocês defenderam seus amigos e essa cidade. Se não fosse a Mako, por exemplo, estaríamos numa crise ainda maior. – Baixou os olhos, depois os levantou de novo. Ergueu o queixo. – Mas agora é hora de deixar isso como os Digimon e os adultos.
– E o que os adultos podem fazer? – Era a primeira vez que Daniel levantava a voz para falar com a professora. Ela sentiu uma pontada no peito. Não queria que as coisas fossem assim, não queria agir como o Liam, ainda mais porque ela também duvidava que os adultos seriam capazes de fazer alguma coisa em relação a tudo aquilo que ocorria, incluindo a declaração de guerra da Ellada. –
– Ele está certo. – Sibilou Daiki.
– Sim. Ele está. – Mako também levantou o queixo. – Os nossos parceiros precisam da nossa força para lutarem contra a Ellada.
– E o Mundo Real precisa da nossa força para resistir a Ellada. – Continuou a princesa. – Agora somos interdependentes.
– Nós vamos para o Mundo Digital. Nós vamos para o Mundo Digital juntos de nossos amigos Digimon. – A voz de Mako saiu forte, ela se parecia com aquela Noriko que surgia para dar rumo as coisas, para comandar os alunos. – Nós vamos lutar ao lado deles!
– Nem ferrando que vou ficar aqui enquanto vocês lutam. – Daniel olhava para Dorumon.
– Eu também vou. – Daiki cerrou os punhos. – Nós vamos vencer a Ellada juntos.
 
Quando saíram da sala e Noriko se despediu, Mako se lembrou de Terriermon. Teria de dizer agora, antes que não tivesse mais chance. Ela parou enquanto os outros caminhavam e Sachi foi a primeira a notar, mas logo a menina chamou e todos eles se viraram.
– Pessoal...
– Mako? – Daniel franziu as sobrancelhas. Talvez aquele fosse mesmo um costume dele, pensou a menina. Segurou um riso.
– Sim? – Daiki já a encarava também.
– O Terriermon...
– Quem?
– O que tem ele? – Disse Dorumon. – Ele está um pouco sumido, mas logo ele aparece.
– Sim. Ele tem dessas. – Completou Daniel. – Logo ele está de volta.
– DarkTyrannomon não foi o único que desceu do céu de Shinjuku naquele dia. – A menina se lembrou do momento em que levantou o Digivice e viu o nome do Digimon que Terriermon confrontara ao evoluir. – Havia um outro Digimon. O Digimon que trouxe a declaração de guerra da Ellada. Medusamon.
– Você só pode estar de brincadeira... – O rosto rosado de Lunamon empalideceu.
– De todos, logo ela... – Os dentes de Dorumon ringiram. – A mais temida dos Cinco Generais da Ellada. A queridinha do rei.
– Ela é o único Digimon de nível mega dentro da cidade além do capitão da muralha, Wargreymon. Ou ao menos era quando eu ainda vivia nos palácios. – Lunamon levou a mão ao queixo. – Mas já faz uns dois anos. As coisas certamente mudaram muito entre eu ser retirada dos palácios e buscar refúgio no Mundo Real.
– Mas o que aconteceu com o Terriermon? – A boca de Daiki se abriu. – Não vai me dizer que ele...
– Eu não sei... Eu não sei...
– O Terriermon evoluiu e levou a Medusamon para o outro lado. – SlashAgumon tomou a dianteira de Mako.
– É! Ele atingiu a forma perfeita e atacou a Medusamon.
– Isso é mais um motivo para irmos. O Terriermon é nosso amigo. – Apontou Daniel. – Se não fosse por ele, as coisas teriam piorado muito com Ignifatumon.
 
 
 
 
 
O menino não sabia exatamente como faria para se despedir dos pais, sabia apenas que tinha de bolar uma forma. No sábado de manhã bateu no quarto da irmã, ela se trocava para sair com alguma amiga. A abraçou e ela não entendeu.
Nunca havia confrontado os pais, então decidiu que escreveria sobre tudo. Fez uma carta onde contava sobre Lunamon, o tempo que ela passara ali, a mensagem de Dorumon para ela que era uma princesa, a chegada de Mako e SlashAgumon e as batalhas perigosas em que estiveram para defender os amigos e a cidade.
Pediu a irmã que entregasse a carta, mas, para ela, ele decidiu contar. Para que a menina acreditasse nele, trouxera Lunamon até o quarto.
– O que você está dizendo, Daiki? – A menina o olhava assustado.
– Tudo o que ele diz, é verdade. – Olhou assustada para a voz infantil e feminina, viu a Digimon coelha arrastando as barras de um vestido pelo chão. Mesmo com o impulso inicial de gritar, se comoveu com a aparência fofa dela. – E agora nós todos estamos indo ao Mundo Digital. Nós iremos salvar a Terra o derrubar a Ellada.
– Mas se essa Ellada é tão poderosa... Se essa Medusamon é tão forte... E aquele Twillimon... – Os olhos da menina começaram a se umedecer. – Você não pode ir, Daiki. O meu irmãozão não pode ir.
– Desculpe, Tamiko. – Abraçou a irmã. – Eu tenho mesmo que ir.
– Eu sei que eu fui muito má com você... Eu sei que sempre reclamei com a mamãe e o papai por gostarem mais de você, mas eu nunca quis que você fosse embora. Você tem que ficar, nii-san...
 
 
 
 
– É, parece que sou mesmo um péssimo filho.
Daniel não tinha ideia de como poderia dizer aos pais. Decidiu fazer o que sempre fizera com tudo em sua vida: guardar para si. Cada problema pelo qual passou, passou sozinho. Por que é que agora teria de ser diferente? Os pais nunca lhe deram ouvidos mesmo. Abriu a mochila, começou a dobrar as roupas e guardar, deixando um espaço para colocar alguma coisa para que ele e Dorumon comessem antes de encontrarem comida no Mundo Digital.
Quando terminou, respirou fundo. Sempre pensara em fugir de casa, a ideia não parecia ser só libertadora, como romântica. Fazer aquilo que vira algumas vezes retratado nos seus livros e mangás era uma ideia que o deixava bastante excitado. Era assim que encararia a sua viagem ao Mundo Digital. Estava fugindo de casa. Quem foge de casa não conta aos pais.
Escreveu apenas um bilhete muito curto para os pais. Sabia que aquilo seria completamente distorcido quando lido, mas mesmo que enchesse de detalhes não conseguiria fazer com que entendessem. Naquela noite iria para a cama cedo, acordaria com tempo de sobra para preencher a bolsa com comida, mas faria isso indo nas lojas de Shibuya, não queria dar nenhum sinal aos pais.
 
 
 
 
– Vovô. – Mako chamou o avô enquanto ele via TV.
– Diga, Mako. – O avô olhou para ela, ainda sentado.
– O que estão dizendo sobre os monstros na TV?
– Disseram muitas coisas sobre eles. – Se inclinou para pegar a xícara de chá. – Por quê?
– Você não acredita que eles existam? – Se sentou ao lado dele, juntou as mãos e apertou os dedos.
– Não tenho certeza. – Bebeu um gole do chá. – Algum problema, Mako.
– Desculpe por esconder isso de você... – Levantou o rosto. SlashAgumon apontava no corredor. – Um deles é meu amigo. Quando eu saí do hospital, na verdade eu fiquei a madrugada toda fora. Nós lutamos juntos para vencer um invasor. Ele queria destruir essa cidade, ele queria machucar as pessoas. – Os olhos dela estavam trêmulos.
– Do que você está... – Antes que terminasse, avistou o réptil. Seu corpo todo foi acometido por um choque. – É... é ele?
– Sim. – Balançou a cabeça. Os olhos cerrados. – O monstro que as pessoas viram naquele dia era a sua evolução. Acontece quando eu e ele unimos nossas forças através do meu Digivice.
O velho levantou devagar, se aproximou de SlashAgumon que o encarava com um olhar inocente, os olhos verdes seguindo cada movimento do avô de Mako.
– Qual é o seu nome?
– Eu sou SlashAgumon.
– Tem mais uma coisa. – Se pôs de pé. – O SlashAgumon e eu, nós vamos para o mundo de onde aquele monstro veio.
– O que?
– SlashAgumon vai proteger a Mako. Vai proteger a Mako com a própria vida.
– Eu sei que isso pode ser difícil, mas preciso que confie em mim e que não diga nada para a mamãe ainda. – Os olhos desceram ao chão.
– Então era isso o tempo todo...
– Eu tenho de deixar claro, você não pode me impedir de ir. Eu já decidi. Eu não posso... deixar... você ou a mamãe... me impedirem.
As lágrimas rolaram. A menina percorreu a sala e atravessou o corredor esfregando os olhos, SlashAgumon queria a seguir. Acenou para o avô da menina e foi atrás. Fecharam a porta do quarto. O velho não sabia o que fazer. Eram informações demais para que ele processasse sozinho. Ficou pensando novamente na esposa, como gostaria que ela estivesse ali.
Mako, ainda chorarando, começou a arrumar as mochilas, aquela que Daniel havia pego no parque antes de se conhecerem e uma outra em que colocaria apenas comida. SlashAgumon dissera que a ajudaria a carregar. Quando terminara, ela apagou as luzes e se enrolou nos lençóis. Cansada como estava pegou logo no sono. Nem mesmo viu quando o avô adentrou o quarto e acariciou a sua cabeça. Não a queria deixar ir. Não queria. Ela tinha de ficar ali, onde estava segura.
 
 
 
 




Se aproximava das dez horas da manhã quando Sachi chegou à escola. Foi a primeira. Se dirigiu logo para os fundos com um pão na boca e uma caixinha de leite na outra mão. A mochila da garota era enorme e muito cheia, do tipo que ninguém entendia como a menina faria para carregar. O próximo a chegar foi Daniel, acabara de terminar de comprar tudo o que julgava necessário. Dorumon o aguardava deitado na beira da cabana.
– Ei, Dani-chan! – Sachi acenou.
– Oi... Sachi... – O menino desviou o rosto, mas retribuiu o aceno. – O que você tá fazendo aqui?
– Eu já não disse que não quero ficar de fora da gangue de vocês? – A menina levantou os óculos sorrindo e piscou ao que o menino fez uma cara de enfado. – Eu vou ser uma tamer igual a vocês... Você vai ver.
– Isso não é uma brincadeira, Sachi?
– Dorumon, acha que estou pensando que é uma brincadeira. – O Digimon fora tirado de seu transe quando a garota chamou seu nome. – O seu tamer realmente pensa assim! Como ele pode?
– Hey! Hey! – Daiki chegou correndo com Lunamon nas costas. – Está quase na hora, não é? – Puxou o celular para verificar.
– Wow... Todos aqui... –  A princesa apareceu sobre o ombro do japonês. Só falta a Mako e o Agu.
– Não. Não falta ninguém! – Mako derrapou os pés sobre o gramado. SlashAgumon fez o mesmo, mas tombou caindo de queixo. Ela deu um gritinho de susto antes de o ajudar a se levantar. – Ei, tudo bem?
– SlashAgumon está bem, não foi nada.
– É, estamos prontos! – Sachi levantou o braço, o punho fechado. – Vamos com tudo para o Mundo Digital!
– Ei, Daiki, o que é isso? – Daniel apontava para as roupas de Daiki.
– O que tem?
– Sério... Espero que tenha outro tipo de roupa. Essas suas calças de líder religioso e essa sua camisa vão te segurar muito.
Mako e Sachi começaram a rir.
– Líder... religioso? – Franziu o cenho. – Isso não vai ser nenhum problema. É você quem usa calças apertadas...
– As minhas calças não são...
As meninas continuaram rindo.
– Vocês duas, o que foi? – Gritaram os dois em uníssono.
– No fundo os meninos são todos iguais. – Lançou um olhar insinuativo sob os óculos, Aiko respondeu com o mesmo olhar.
– Tem toda a razão.
– Olha lá! – SlashAgumon apontou para um círculo de luz que surgia, os padrões aparecendo no ar.
Estavam prestes a entrar quando escutaram uma voz.
– Vocês vão mesmo sem se despedir de mim?
– Professora Noriko! – Gritaram todos.
– Por favor, retornem. – Puxou algo no bolso. – Isso é para vocês. – Jogou um aparelho no ar. – Temo que celulares não irão funcionar.
Mako conseguiu agarrar o objeto.
– Mas isso... ele foi feito para isso.
O nome “Morpheus” estava gravado em grandes letras prateadas do lado de trás do aparelho.
– Obrigada. – A menina parou de frente para Noriko, um sorriso de agradecimento no rosto.
– Ei, menina, vamos. – Noriko fechou os olhos. – Já está na hora. Boa sorte.
Mako balançou a cabeça afirmativamente, se juntou aos outros. Todos acenaram antes de entrarem no círculo de luz. Quando entraram, todas as coisas começaram a se distorcer e perder a forma, jamais poderiam esquecer de uma viagem tão turbulenta quanto aquela.
– Então é isso. As novas crianças. – Liam tocou no ombro de Noriko. – Espero que esteja certa sobre isso.
– Eles darão conta. Eu sei que darão. – A mulher apertou as mãos. – Agora vamos. Temos muito trabalho para fazer.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 10:45

Mr. Pines escreveu:O ponto é, as coisas acontecem. Leomon não foi o primeiro trauma de Kato e sorrir para todos e se esforçar tanto para ser gentil e alegre era a carapaça da personagem, a sua defesa. Leomon foi o golpe que rompeu com isso e abriu a fraqueza dela, tornando-a um alvo fácil para o D-Reaper. Não posso julgar o final dela como indigno. Em Tamers, nem tudo acabou bem. Todos foram forçados a se separar de seus parceiros, mas todos eles superaram os problemas causados pelo D-Reaper e a própria Kato superou os próprios problemas. Sem dúvidas isso poderia ainda a perturbar de alguma forma, mas é o que dizem "shit happens, but you're doing well". 

E ela é uma das personagens principais da história. Tamer ou não, a importância dela na trama está no mesmo patamar da importância dos três tamers protagonistas. 

De qualquer forma, Kato e Impmon realmente entram fácil para a lista de personagens mais desgraçados de Digimon.

(Rei Ayanami + Lain + Nia = Katou????)

Tudo bem Pines eu não estou discutindo a respeito disso apenas penso que ninguem merecia passar por tudo que Katou passou eu até entendo que era algo necessario do ponto de vista da trama de Digimon Tamers fazer com que ela se lembra-se e trouxesse a tona todas as varias crises e golpes sofridos pela personagem ao longo de sua vida porem isso não deixa de me parecer extremamente cruel com uma menina e um fardo grande demais para alguém tão jovem  . Atormentar ela com toda a carga de tristezas que ela carregava foi algo tremendamente perverso da parte da Toei-Bandai quase o mesmo que submeter uma menina real a tortura e tormento psicologico e honestamente eu penso que nem com um cachorro eu faria isso . E perder Leomon foi a canalhice suprema que poderiam fazer com ela . Indiferente das minhas opiniões pessoais sobre Leomon ele não era apenas " seu companheiro Digimon " era muito mais do que isso ... ele era a porção mais sagrada dela a outra metade de sua alma ... E ela o perdeu para sempre . E o que me deixa mais p* é que " matar Leomon " só serviu para tornar Beelzebumon popular . Todo mundo fala que ele é um " Digimon irado " , " um Digimon mega fodonico " , " um Digimon rock and roll" acham ele incrivel ... adoram seu visual de motociclista heavy metal ... nas listas dos Digimon mais populares Beelzebumon sempre aparece como um dos favoritos ... nem parece que ele matou friamente o Digimon de um dos protagonistas da historia de Digimon da qual participou pela maneira como Beelzebumon é adorado ... Já Leomon todo mundo zoa e diz que ele é chato pra danar , que ele é um pé no saco , que ele é o maior mala que jamais viram nas series de Digimon , que adoraram quando Beelzebumon matou ele ... Era para ser algo triste mas acabou virando motivo de piadas no fandom ... No final " matar Leomon " só serviu para tornar Beelzebumon super amado pelos fãs de Digimon ...E o final de Digimon Tamers foi um dos mais tristes que eu vi . Os Tamers conseguiram com muito custo salvar o mundo humano do D-Reaper apenas para acabarem perdendo para sempre seus companheiros . Isso foi uma freaking falta de sacanagem da Toei com todos eles . Fazerem tanto para no final perderem seus amigos queridos para sempre ... Mas ok eu compreendo se por acaso houver isso na sua fanfic .


Última edição por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 14:34, editado 7 vez(es)
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 11:52

Sobre o episódio " O Pesadelo " que que tem a mãe da Mako cujo nome é Hamasaki ? Ela por acaso fez alguma coisa ou teve envolvimento em algo grave no passado ? Achei interessante que Daiki fosse um menino que seguia fielmente os costumes e tradições japonesas como honrar os antepassados toda manhã junto com sua avó . E achei muito engraçado quando Sachi chegou ao hospital acompanhada de Mako e SlashAgumon e foi logo apertando Lunamon como uma boneca e dizendo " Meu Deus como você é fofa ! " e o Digimon de Mako disse " Ela sabe. – Falou Mako. – Ela viu o DarkTyrannomon. Todos viram." desta vez tinha se tornado algo de tal dimensão que era impossivel para o governo japones esconder o ocorrido e de seus amigos ficarem tristes por não terem conseguido ajudar ela igual Daiki falou e quando Daniel se lembrou do estranho com o capuz e da sensação estranha que ver seu rosto lhe provocara . Por acaso o estranho humano de capuz é um Tamer também só que no caso seria um " Tamer das Trevas " que tem um Digimon Negro o tal de Twilimon como companheiro ? E achei simplesmente assustadora a cena do pesadelo de Daniel e o fato dele começar a pensar que a evolução dos Digimon poderia acabar fazendo com que ele perdesse Dorumon . Pior ele começar a duvidar das suas próprias capacidades como Tamer e começar a pensar que ele na verdade era fraco . E o Encapuzado o encontrou e apareceu em seu quarto . Isso foi real ou fazia parte do pesadelo de Daniel . O que ele quer ? Esse episódio me lembrou o episódio do pesadelo de Katou quando ela era prisioneira do D-Reaper muito interessante por mostrar o lado psicologico fragil dos personagens . O Terriermon não voltou será que ele acabou sendo tragado de volta para o Digital World durante a luta contra Medusamon ? E quando o avô de Mako a abraça e chora foi tocante . Otimo episodio Pines . Segue meu comentario sobre o episódio seguinte ...
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 12:43

Agora sobre o capitulo " As Crianças de Tokyo " . Finalmente os Tamers decidiram ir para o Digital World combaterem a Ellada . A maneira como cada Tamer se mostrou absolutamente convicto de auxiliar naquilo que fosse possivel seus Digimon e não abandona-los para lutarem sozinhos contra inimigos muito mais poderosos que não poderiam conseguir vencer sozinhos foi algo comovente e que me lembrou a partida dos Tamers para o Digital World em Digimon Tamers . E ao saberem de Medusamon e do que havia acontecido de Terriermon ter a enfrentado apenas serviu para deixa-los ainda mais convictos em irem com os Digimon para o Digital World para encontrarem o amigo desaparecido . Pergunta : GoldRapidmon vai chegar a evoluir para um " GoldSaintGargomon " ? Ou você tem outro nível Mega imaginado para ele ? Falando em Medusamon eu não pensava que ela era assim tão importante . " A ' Queridinha do Imperador ' " .A mais temida dos Cinco Generais da Ellada . E quem são esses Generais ? Me lembraram os " Generais da Morte " de Digimon Xros Wars . E a Sachi acabou virando o Hirokazu e o Kenta do grupo ela não quer deixar os amigos para traz e quer ser ainda mais forte que a Mako por isso decidiu acompanhar os amigos mesmo sem ter absolutamente nenhum Digimon . Questão ele vai conseguir um parceiro Digimon no decorrer da historia ? E a cena de cada um dos Tamers se despedindo cada qual ao seu modo particular e pessoal de seus familiares foi tocante . Principalmente Mako que contou toda verdade sobre ela para seu avô que ficou sem reação diante da verdade . Me lembrou a reação dos pais de Takato diante da revelação do filho sobre Guilmon . E kkkkkk comedia quando chamaram Daiki de " lider religioso " . E a professora Noriko como sempre deu um jeito de ajudar seus alunos lhes entregando um dos comunicadores da Morpheus para que pudessem se comunicar com o mundo humano . Agora só resta saber o que vai acontecer com nossos heróis no Digital World e se eles terão forças para superarem suas limitações e darem mais força aos seus parceiros Digimon no combate . Otimo capitulo Pines aguardo mais .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sab Nov 11 2017, 13:46

KaiserLeomon escreveu:Sobre o episódio " O Pesadelo " que que tem a mãe da Mako cujo nome é Hamasaki ? Ela por acaso fez alguma coisa ou teve envolvimento em algo grave no passado ? Achei interessante que Daiki fosse um menino que seguia fielmente os costumes e tradições japonesas como honrar os antepassados toda manhã junto com sua avó . E achei muito engraçado quando Sachi chegou ao hospital acompanhada de Mako e SlashAgumon e foi logo apertando Lunamon como uma boneca e dizendo " Meu Deus como você é fofa ! " e o Digimon de Mako disse  " Ela sabe. – Falou Mako. – Ela viu o DarkTyrannomon. Todos viram." desta vez tinha se tornado algo de tal dimensão que era impossivel para o governo japones esconder o ocorrido e de seus amigos ficarem tristes por não terem conseguido ajudar ela igual Daiki falou e quando Daniel se lembrou do estranho com o capuz e da sensação estranha que ver seu rosto lhe provocara . Por acaso o estranho humano de capuz é um Tamer também só que no caso seria um " Tamer das Trevas " que tem um Digimon Negro o tal de Twilimon como companheiro ? E achei simplesmente assustadora a cena do pesadelo de Daniel e o fato dele começar a pensar que a evolução dos Digimon poderia acabar fazendo com que ele perdesse Dorumon . Pior ele começar a duvidar das suas próprias capacidades como Tamer e começar a pensar que ele na verdade era fraco . E o Encapuzado o encontrou e apareceu em seu quarto . Isso foi real ou fazia parte do pesadelo de Daniel . O que ele quer ? Esse episódio me lembrou o episódio do pesadelo de Katou quando ela era prisioneira do D-Reaper muito interessante por mostrar o lado psicologico fragil dos personagens . O Terriermon não voltou será que ele acabou sendo tragado de volta para o Digital World durante a luta contra Medusamon ? E quando o avô de Mako a abraça e chora foi tocante . Otimo episodio Pines . Segue meu comentario sobre o episódio seguinte ...  


Isso tinha mais a ver com o fato de a mãe de Daiki conhecer alguém com o sobrenome Hamasaki, o que a faz se perguntar se seria a mãe de Mako essa conhecida. E o Daiki não só segue os costumes tradicionais de honrar os avós no altar que existe em sua casa, como por muito tempo seguiu rigidamente a disciplina imposta pelos seus pais e professores. Talvez o fato de ele ter as notas mais altas da sala seja um reflexo da sua obediência e esforço para agradar aos pais. As coisas só começaram a desandar em sua rotina de estudos quando a ZSC começou a atacar. Em alguns momentos do capítulo, Daiki deixa um sinal de que não entende o que acontece consigo mesmo, nunca havia desrespeitado as regras de seus pais antes. Passar toda a madrugada fora era uma transgressão enorme.

Mas o SlashAgumon não estava na cena do hospital. Sachi, antes de sair de casa com Mako (que dormiu e tomou banho na casa da amiga, além de pegar roupas emprestadas), vestiu todas as roupas que tinha disponíveis e que conseguiu em SlashAgumon e o fechou no guarda-roupa. Quando estão no hospital e a menina fala que escondeu SlashAgumon no melhor lugar possível, eu inseri uma cena em que a mãe de Sachi entra no quarto trazendo roupas dobradas pra colocar no guarda-roupas, mas aí, quando tenta abrir, o monte de roupas em que SlashAgumon estava vestido caí sobre ela. A ideia era dar um alívio cômico no momento.

E o pesadelo de Daniel realmente pode revelar muito daquilo que o aflige no momento, como o medo de não ser bom e forte o bastante, o de ser um péssimo filho, a perturbação que lhe vem ao pensar no misterioso encapuzado e ainda a sensação de que, no fim, ele não passa de um bebê chorão. Mas, por mais que isso possa ter passado pela cabeça dele, o momento em que o encapuzado entra em seu quarto e começa e dizer coisas sem sentido já não era sonho, era real. Quando Twillimon é chamado e desaparece nas sombras com aquela pessoa, Daniel acaba tendo um ataque de pânico e por isso tudo parecia se distorcer em torno dele enquanto o peito doía e os pensamentos se emaranhavam.


KaiserLeomon escreveu:Agora sobre o capitulo " As Crianças de Tokyo " . Finalmente os Tamers decidiram ir para o Digital World combaterem a Ellada . A maneira como cada Tamer se mostrou absolutamente convicto de auxiliar naquilo que fosse possivel seus Digimon e não abandona-los para lutarem sozinhos contra inimigos muito mais poderosos que não poderiam conseguir vencer sozinhos foi algo comovente e que me lembrou a partida dos Tamers para o Digital World em Digimon Tamers . E ao saberem de Medusamon e do que havia acontecido de Terriermon ter a enfrentado apenas serviu para deixa-los ainda mais convictos em irem com os Digimon para o Digital World para encontrarem o amigo desaparecido . Pergunta : GoldRapidmon vai chegar a evoluir para um " GoldSaintGargomon " ? Ou você tem outro nível Mega imaginado para ele ? Falando em Medusamon eu não pensava que ela era assim tão importante . " A ' Queridinha do Imperador ' " .A mais temida dos Cinco Generais da Ellada . E quem são esses Generais ? Me lembraram os " Generais da Morte " de Digimon Xros Wars . E a Sachi acabou virando o Hirokazu e o Kenta do grupo ela não quer deixar os amigos para traz e quer ser ainda mais forte que a Mako por isso decidiu acompanhar os amigos mesmo sem ter absolutamente nenhum Digimon . Questão ele vai conseguir um parceiro Digimon no decorrer da historia ? E a cena de cada um dos Tamers se despedindo cada qual ao seu modo particular e pessoal de seus familiares foi tocante . Principalmente Mako que contou toda verdade sobre ela para seu avô que ficou sem reação diante da verdade . Me lembrou a reação dos pais de Takato diante da revelação do filho sobre Guilmon . E kkkkkk comedia quando chamaram Daiki de " lider religioso " . E a professora Noriko como sempre deu um jeito de ajudar seus alunos lhes entregando um dos comunicadores da Morpheus para que pudessem se comunicar com o mundo humano . Agora só resta saber o que vai acontecer com nossos heróis no Digital World e se eles terão forças para superarem suas limitações e darem mais força aos seus parceiros Digimon no combate . Otimo capitulo Pines aguardo mais .


Eu acho que tamers mostrou como nenhum outro a relação entre os tamers e aqueles que estavam a sua volta, como o fato de ir ao Mundo Digital os afetou. É claro que Adventures também é bastante significativo nesse quesito, como vemos após a derrota de Myotismon, quando os escolhidos retornam ao Digimundo antes de se depararem com os Lords das Trevas. E eu queria fazer algo assim, que começasse a mostrar o efeito que a situação causaria aos que são próximos dos tamers. 

E como lembrado por Lunamon, Medusamon é um Digimon extremamente poderoso. Eles temem pela vida de Terriermon, mas na esperança de que o amigo está vivo, sentem-se ainda mais na obrigação de ir ao Mundo Digital e procurar por ele e Lazulitemon. Não sei o quanto o Rapidmon poderá suportar numa batalha direta contra Medusamon, então espero que ela não tenha o desejo de matá-lo. Agora, melhor pararmos de falar sobre o Terriermon e coisas relacionadas a ele ou estarei entregando toda a trama. 

Os Cinco Generais seriam quatro se eu não precisasse tanto da Medusamon. Na verdade eles são baseados nos personagens em que Xros Wars se baseou... Pois é, eu sempre falo das referências de Xros Wars a Gurren Laggan. Pois bem, os generais do rei Lordgenome, os Four Supreme Generals, são a referência para construir esses personagens. 

(esse menino aqui é o Lordgenome e os animais que foram transformados em generais e homens fera pela sua força espiral)

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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 14:15

Ahhhhh ! Desculpe-me Pines eu sabia que tinha esquecido de comentar essa cena em que a Mako vestiu todas as roupas que tinha disponíveis e que conseguiu em SlashAgumon e o fechou no guarda-roupa. Quando estão no hospital e a menina fala que escondeu SlashAgumon no melhor lugar possível, e a mãe de Sachi entra no quarto trazendo roupas dobradas pra colocar no guarda-roupas, mas aí, quando tenta abrir, o monte de roupas em que SlashAgumon estava vestido caí sobre ela. Realmente achei engraçado é que eu estava pensando nas outras partes do capitulo . Enfim os Tamers partiram para o Digital World para ajudarem seus Amigos e lutarem contra a Ellada agora resta ver como devera ser o Digital World daquela realidade e se os Tamers conseguirão evoluir seus Digimon para suas formas maiores . Mako e seus Amigos estão numa tremenda desvantagem quando comparados com Takato e Cia pois seus Digimon ainda nem atingiram as formas nível Ultimate / Perfect e eles vão ter que lutar contra inimigos muito mais poderosos . Enfim foram excelentes capitulos Pines aguardo mais .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sab Nov 11 2017, 17:32

Não acho que é uma desvantagem tão grande. Os inimigos dentro da Ellada estão em maioria em nível adulto e perfeito. Poucos são aqueles que superam o nível perfeito, o que Lunamon deixa a entender quando diz que, no tempo em que vivia nos palácios, só haviam dois Digimon de nível mega para defender a Ellada. Talvez o número tenha aumentado, mas muita coisa pode acontecer.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sab Nov 11 2017, 17:34

Capítulo 14: A Poderosa LadyPumpkinmon.


Mako sentiu como se sua pele estivesse se desprendendo do corpo, como se os olhos e o coração fossem saltar dela em algum momento, girou tantas vezes que se esqueceu de tudo, se esqueceu quem era e o que fazia. Quando tudo parecia estar bem, veio aquela sensação de ter uma espiral no estomago, de o corpo se esticar e de fato era isso que acontecia num primeiro olhar. O corpo de todos parecia se esticar e se comprimir diante dela.
Sachi foi a única que encontrou diversão naquilo e embora Lunamon e Dorumon parecessem habituados, também se enjoavam um tanto com a situação. Daiki começou a azular. Mako e Daniel arregalaram os olhos, começaram a gritar “não!”, mas era tarde, o jato esverdeado voava da boca do menino. SlashAgumon se impulsionou no espaço e empurrou todos para longe do vômito.
Um suspiro de alívio.
– Estamos entrando no Limbo! – Lunamon apontou, havia um enorme espaço vazio e lá embaixo, muitos quilômetros abaixo, estava o padrão que lembrava uma placa de computador. Parecia sólido. Mako fechou os olhos com força, ao que a princesa tocou em seu ombro. – Calma. Aquela barreira não é sólida.
Ao menos, naquele momento já não sentiam mais as sensações estranhas de antes. Seguiam por aquele caminho, um feixe de luz azul que os guiava para algum lugar que ela não sabia ao certo o que seria. Olhou para trás e viu o vômito de Daiki se desmanchando em dados, como faziam os Digimon. Aquilo intrigou muito a garota.
– Aconteça o que acontecer, continuem dentro da rota. – Dorumon esticou braços e pernas para trás, caía como uma de suas bolas de canhão. – Ninguém sabe onde irão parar se acabarem se desviando.
– Ei, está escurecendo! – Sachi apontou para a luz que atravessava o padrão de placa de computador. Ela se apagava lentamente.
– É noite? – Daniel estremeceu. – Droga... É noite!
Mako o alcançou, segurou seu pulso.
– Ei, o que tem? – Mal escutou a própria voz, tamanha era a resistência que recebiam ao se aproximarem da placa.
– Não sei. Um sentimento ruim.
Assim que ele terminou de falar, um vulto vermelho atravessou perpendicularmente à rota. Se infiltrou no meio deles, a capa girou revelando o Digimon mascarado.
– Não! – O moreno agarrou logo o Digivice. – Twillimon!
Dorumon se impulsionou para cima, na direção de Twillimon, num instante as asas laminosas de sua evolução se abriam, seu corpo pesado acertava o cavaleiro negro com força, a boca metálica se abrindo muito próxima do oponente e soltando as esferas de metal quebradas e explosivas.
Os dois foram lançados pelo impacto. Giraram no espaço.
– Continuem na rota! – Dynalepmon irrompeu, o martelo girando para atingir o mascarado.
– Agu! – Mako puxou o Digivice.
– Não! – Gritou Daniel. – Ele vai ficar grande demais, vai jogar todo mundo pra fora!
Mas a menina não teve tempo de cessar, Sgarfirdramon já surgia atirando uma espiral de fogo contra Twillimon. Naquele momento, Daiki e Dynalepmon foram lançados para fora. Twillimon aproveitou o momento em que os dois gritavam para acertar os pés contra Sgarfirdramon. Quando o Digimon negro passou por Mako, ela teve certeza de ver alguém se agarrando nas costas dela, nessa distração, fora atirada também para fora da rota azul junto de Sgarfirdramon. Um corte enorme se abrira atravessando todo o tronco do parceiro e seu corpo se instabilizou.
Quando Sgarfirdramon se desmanchou e Mako segurou a pata de SlashAgumon, rodando para conseguir trazer o corpo até ela, percebeu que não conseguiria voltar para a rota sozinha. Gritou para Dorugrowlmon e Daniel, os últimos dentro da rota além de Sachi, mas eles também não puderam ajudar, se confrontavam agora com Twillimon, vazaram os dois para fora da rota e caíram juntos. Mako já não conseguia ver ninguém.
– Não, a Sachi! – Se lembrou que a amiga era a única que restou dentro da rota. Estava sozinha. Como poderiam iniciar aquela jornada daquele jeito?
Atravessou a placa. Uma onda elétrica atravessou todo o seu corpo. Ao ver a altura que restava cair, desmaiou.
 
 
 
 
Quando Mako se levantou no meio da areia quente, já era de manhã. Alguns pássaros voavam muito ao longe e ela não sabia se eram Digimon ou não. Não sabia nada sobre aquele mundo, o que poderia esperar daquele lugar e que tipo de habitantes ele tinha. Não tinha mesmo certeza se só Digimon viviam ali.
Ergueu a cabeça, cuspiu o monte de areia que se acumulava dentro da boca e se levantou. Tinha areia em todos os lugares de seu corpo. Começou a balançar e espalmar até se sentir ao menos um pouco mais limpa. Depois disso, tampando o rosto com um dos braços, foi contra o vento até uma duna. Olhou em torno. Procurava por SlashAgumon, mas não o via.
Percebeu algo se mexer ali perto, pouco abaixo da duna. Os olhos grandes e verdes se abriram. Tudo o que a dificultou de encontrar o parceiro naquele monte dourado de areia fora a sua cor e a luz forte do Sol. Do Sol? Olhou para cima com dificuldade, a mão acima dos olhos para não confrontar a luz diretamente. Haviam duas grandes estrelas aparecendo e ainda um globo verde muito distante.
– O que é aquilo? – Se lembrou que havia trazido um binóculo, mas se o usasse com tanta luz poderia acabar cega. Desistiu da ideia. Se inclinou para trás e deslizou até o fim da duna, muita areia se levantando atrás dela e sendo dissipada pela ventania forte que vinha de onde pensou ser o Norte.
– Mako! – SlashAgumon a ajudou a parar quando ela chegou bem perto. A menina deitou de costas na areia quente e ofegou. – Desculpe Mako, eu não pude te defender dele...
– Tá tudo bem... – Mako acariciou a cabeça do réptil. – O Daiki e o Daniel disseram mesmo que Twillimon era muito forte.
O dragão rugiu quando um daqueles pássaros passou voando. Seu corpo, muito parecido com o de um águia, incluindo as penas marrons, avermelhadas e a cabeça branca, mas era demasiadamente grande e tinha chifres que se curvavam se projetando para frente. As asas contribuíram com a ventania e levantaram uma nuvem de poeira. Por sorte, o Digimon ou os ignorou, ou não os notou. Apenas continuou o seu caminho em direção ao horizonte.
Mako se aliviou, afrouxou os dedos que já pegavam firmes no Digivice, como que por instinto. Soltou todo o ar dos pulmões, depois se levantou, ainda com dificuldade para caminhar na areia.
– Espero que eles estejam bem... – Lhe vinha a última imagem de Dorugrowlmon, todo emaranhado contra o Digimon mascarado. Depois se lembrou de Sachi. – A Sachi! Consegue sentir o cheiro dela?
SlashAgumon ergueu o queixo. Com o focinho apontado para o céu, começou a farejar. Coçou a ponta do nariz esfregando as mãos. Depois baixou, olhou para a parceira, aqueles olhos castanhos com esperança na resposta do amigo.
– SlashAgumon não consegue farejar a Sachi.
– Ah.
– SlashAgumon queria ajudar a encontrar a Sachi.
– Está tudo bem, Agu. – Procurou o celular no bolso do short. – Vamos ver se... – Então percebeu o quão idiota era aquela ideia. – Ah, é mesmo. – Baixou o aparelho, sem esperança. – Eu só consigo localizar Digimon e Digivices com isso.
– Então tenta achar o Daniel e o Daiki.
– É mesmo! – Acendeu a tela. A maioria das funções do celular pareciam estar bloqueadas. Se lembrou de quando Noriko disse que os celulares não funcionariam. Contudo, o aplicativo ainda funcionava, embora cheio de bugs, notou a menina. Além de pontos vermelhos indicando Digimon lotarem a sua tela, encontrou os pontos azuis que representavam Daniel e Daiki muito distantes dela e num mapa vazio. – Não tem nenhum mapa... – Ficou olhando para a tela na esperança de alguma coisa carregar, mas não acontecia. – Não tem mesmo nenhum mapa... Como vou saber a distância? Como vou saber como chegar?
Com isso, parte de sua esperança se foi. Só lhe restava caminhar.
– Tem um aglomerado de Digimon por perto... Eu acho que é por perto. – Disse com nenhuma noção das escalas daquele aplicativo. – Nessa direção. – Apontou ao nordeste. – Talvez a gente encontre alguma coisa que nos ajude por lá.
SlashAgumon balançou a cabeça. Ela começou a caminhar, os pés sempre afundando nas areias. Era uma caminhada extremamente difícil, o calor a fazia suar muito, ter dor de cabeça e ainda muita sede. O vento não ajudava, sempre resistindo contra o avanço dos dois e empurrando areia em seus olhos.
Quando avistaram pela primeira vez a silhueta de umas casinhas de madeira, algo ao estilo velho-oeste, o Sol avermelhado já subia ao meio do céu, o sol azulado permanecia um pouco atrás sempre menor que o primeiro. Pensou ela que deveria estar mais distante, mas não conseguia entender como deveria ser o comportamento de um planeta que gira em torno de duas estrelas.
Talvez não girasse em torno das estrelas. E se fossem as estrelas que giravam em torno daquele mundo? Poderia esperar qualquer coisa daquele lugar. No caminho mesmo vira estruturas gigantes lembrando teclados saindo da areia, outras vezes cabos conectados aos terminais coloridos. Muito distante dela estavam as silhuetas, azuladas pelo horizonte, de pirâmides metálicas de ponta cabeça. Algumas pareciam flutuar no céu.
O deserto começava a mudar conforme se aproximava do vilarejo. Surgiram estradas, as dunas baixaram, levantaram-se cactos, alguns formados por pequenos cubos, como se feitos de pixels. No horizonte estavam as estranhas formações de pedra que vira quando viajara com a mãe para Nevada.
Os dois alcançaram o arco de madeira da entrada da cidade. Não havia ninguém nas ruas, apenas esferas luminosas que eram sopradas pelo vento como se fossem emaranhados de poeira e restos de vegetação. Atravessaram pelo meio da cidade fantasma. Ao menos encontraram uma fonte, onde beberam água.
Mako aproveitou para trocar a água de sua garrafa, que da noite para o dia havia se aquecido. Torceu para que a garrafa térmica demorasse a ganhar temperatura ao guardar novamente o vidro dentro da bolsa.
– Seja lá o que procura, não irão encontrar aqui. – Vasculharam todo o espaço com os olhos, buscando pelo autor da frase. SlashAgumon, utilizando o seu faro para o encontrar, apontou para o Digimon baixinho que se deitava relaxado sobre um telhado. Ele era roxo e usava luvas e um lenço no pescoço vermelhos. Os chifres tortos se projetavam como o chapéu de um bobo da corte. Seus olhos verdes, dentro daquele rosto branco, a expressão brincalhona e malvada, encontraram os de Mako. A menina sentiu um gelo na espinha. – Ninguém mais vive aqui. A Ellada destruiu aqueles que não adotaram o seu modo de vida.
– Impmon. – Leu ela no Digivice.
– Ao seu dispor. – Deu um sorriso. SlashAgumon rosnou. – Controle o seu cãozinho, humana.
– Sabe onde eu posso ir?
– Como uma humana? A nenhum lugar. Os minions da Ellada irão te devorar viva.
– Mako, SlashAgumon não confia nele.
– Certo... Então... – Se lembrou da pessoa de que Daniel falara, aquela que estava junto de Twillimon. Ela se disfarçava de Digimon. – E seu eu me disfarçar.
– Uma loja ambulante passou por aqui esses dias. Não devem estar longe.
– Mako... – O réptil continuava rosnando.
– Eu também não sei se ele é bom, Agu... – A menina olhou para cima, franziu o cenho. O encarou de modo firme. – Mas nós podemos fazer um acordo para ele nos guiar.
– Guiar vocês? Vão precisar me dar alguma coisa muito boa para me convencer.
– Bem... Eu posso te dar um... – Abriu a bolsa, começou a vasculhar, não achava nada de interessante além de sua comida. Decidiu pegar o binóculo. – Isso!
– Hmmm... – Impmon pulou do telhado, o som de seus pés batendo contra o chão soou como o barulho de um brinquedo de borracha com apito. – O que essa coisa faz? Isso pode me fazer evoluir?
– Não, mas pode te ajudar. – Mako olhou através do binóculo. Viu nitidamente os sinais que haviam nas pirâmides. – Você sempre poderá enxergar além do alcance de seus olhos. Vai poder prever quase qualquer inimigo!
– Deixa eu ver! – O diabinho púrpuro se aproximou dela. Colocou o binóculo nos olhos dele e ele ficou boquiaberto. A garota puxou o objeto de volta e SlashAgumon rosnou. – Um acordo é um acordo! – Levantou a sua mão. Mako balançou a cabeça em afirmação e apertou sobre a luva vermelha do pequeno demônio.
A partir dali o Digimon começou a guia-los na direção em que, teoricamente, a loja ambulante teria ido. Mako tinha esperança em encontrar algum Digimon sem ligação com a Ellada, que a ajudasse a se disfarçar. Começou a montar em sua mente as inúmeras possibilidades de como faria para se parecer com um Digimon. Na verdade, aquela ideia era bastante divertida, o que levantou o seu ânimo e refletiu em SlashAgumon, que gostava de ver a amiga comentando com ele sobre aquilo, sempre sorrindo.
O céu começara a se pintar de alaranjado quando avistaram um outro vilarejo, havia, no extremo, uma estranha casa que não se encaixava. Seja lá do que era feita, parecia um grande cogumelo amarelado, o topo era lilás com bolinhas brancas. Tinha enormes rodas encostadas em uma das paredes e uma tenda se estendia na entrada.
– Estão vendo. Trato é trato. – Impmon esticou a mão para receber o seu pagamento, como combinado.
– Hm... – Mako hesitou, mas concordou que era justo entregar o binóculo. O fez. Os dois apertaram as mãos novamente e depois Impmon começou a caminhar em direção ao deserto até que sua silhueta roxa desaparecesse em meio a areia levantada por aquela ventania.
– Vamos, Mako. – SlashAgumon a puxou na direção da loja. A menina não suportava mais andar, as panturrilhas fervendo e a cabeça doendo muito. Os joelhos pareciam com máquinas sem graxa e óleo, estralavam a cada movimento, resistindo aos passos ada garota.
Quando SlashAgumon forçou-a a vir junto dele, os dois caíram sob a tenda. Ali havia um tapete. A menina agradeceu por não ter engolido areia novamente. Três Digimon muito parecidos com gatos apontaram, tinham o corpo em três cores: marrom, preto e branco, sendo o branco, que tomava toda a parte frontal, a metade debaixo do rosto e os braços, a cor dominante. As luvas, porém, eram marrons. A cauda com a ponta muito peluda balançava de forma rítmica, miaram ao mesmo tempo, como se aquilo fosse um sinal de boas-vindas.
– Mikemon. – A menina já estava com o Digivice na mão para descobrir o que eram aqueles Digimon. – Está brincando que eles são adultos?
– Ela veio.
– Ela veio mesmo.
– Com certeza veio.
– Nos disseram que ela viria.
– Que viria uma humana.
– Mas faz tanto tempo que disseram...
– ...não é mesmo?
– Que estranho que logo agora...
– ...uma humana apareça.
– Depois de tantos anos.
– Mas ela é bem-vinda...
– ...com toda a certeza.
– A heroína da Morpheus!
Mako não compreendeu bem o que estava acontecendo. Tinha certeza de que não poderiam se referir a ela com suas frases ritmadas. A primeira vez que vira o nome Morpheus fora no comunicador que Noriko a entregou logo antes de entrarem no Mundo Digital.
– Desculpem, mas eu não sei o que é Morpheus... – A menina levantou uma das mãos, muito sentida em decepcionar os gatos.
– Você não sabe? – Franziu as sobrancelhas, as garras surgiram das luvas.
– Como você não sabe? – Eriçaram os pelos.
– Você é igual a ela, não é? Aquela humana com o Twillimon! – Contraíram os joelhos, prontos para saltar. SlashAgumon tomou a dianteira da parceira.
– N-não! Esperem. – Mako segurou o parceiro. – Nós fomos atacados pelo Twillimon. Só não sabia que havia uma menina com ele.
– Mas há! E se ela anda com aquele Digimon, ela não é nada decente!
– Mas se não está com eles, então está tudo bem.
– Sim. Está tudo bem.
– Vovó! – Gritaram os três. Uma velha de boca costurada apontou na porta. A franja grisalha cobria os olhos, se é que existiam olhos. Uma manta verde e muito grossa cobria o corpo baixinho, um avental colorido descendo por debaixo dos colares montados em esferas exageradamente grandes. As mãos azuladas e nodosas, com unhas que de tão longas se curvavam, apertavam uma vassoura.
– Uma menina... – A velha ficou boquiaberta. – É mesmo uma menina humana?
“Babamon, Digimon antigo do tipo vírus. Nível Mega.”
– M-mega? – A menina empalideceu.
– Não é problema. Essa velha é muito velha para lutar! – Um dos Mikemon levantou a pata. Assim que terminou de dizer, levou uma vassourada na cabeça.
– Vamos, entre. Entre para um chá! – A velha sinalizou. – A noite pode ficar muito perigosa nessa região. Os guerreiros do lixo costumam saquear nesses horários.
– Guerreiros do lixo?
– É só um nome pelo qual os chamo. – Babamon entrou, os três gatos a seguiram. Mako viu logo um paralelo entre ela e as mulheres velhas e solteiras de seu mundo que enchiam suas casas de gatos. Segurou o riso antes de acompanhar Babamon e os Mikemon junto de SlashAgumon.
Percebera antes que a casa de cogumelo era bastante grande, mas não esperava por nada como aquilo. Além de o lugar ser amplo, a primeira sala estava abarrotada de roupas em prateleiras e fantasias dependuradas em todos os lugares: teto, cabides e muito mais. Além disso, também haviam os manequins que se moviam como que animados por magia.
– O que exatamente a trouxe aqui, querida? – Babamon continuou até uma porta, se sentou numa poltrona, os Mikemon deitaram aos seus pés. Apontou para outras duas poltronas que haviam de frente com ela, separadas dela apenas por uma mesinha de centro com uma bandeja, xícaras, pires e uma chaleira de porcelana muito brilhante e bonita.
– Nós viemos atrás dos nossos amigos, Lazulitemon e Terriermon... Digo, Rapidmon. – Ela percebeu que o clima ali dentro era totalmente ameno mesmo que a noite nem tivesse chegado de vez para resfriar o deserto.
– Hmmm... Lazulitemon. – A velha se inclinou, pegou uma xícara, encheu de chá, encheu mais duas, empurrou com os pires na direção da menina e do réptil. – As Lazulitemon são muito raras e só nascem dentro da Ellada, comentou. São sempre tão lindas e graciosas.
– Elas são sempre... Meninas?
– Sim. São sempre “meninas”. – Levou a xícara até a boca, que mais parecia um rasgo num espantalho. – Agora, veja bem, esse Rapidmon, ele era dourado?
– Sim, ele era... – Uma preocupação acometeu a menina. – Você o viu? Aconteceu alguma coisa?
– O vi há alguns dias. O pobrezinho estava muito machucado, mas se esforçou para voar em direção ao norte.
– Por que ele iria ao norte? – A mão da menina tremeu, o chá escapou pelas beiradas da xícara e se acumulou no pires, um pouco se espirrou nos braços dela. Ela deu um gemido quando o líquido quente entrou em contato com a pele.
– Não sei. Ele parecia perseguir um dos Cinco Generais da Ellada. – A velha devolveu o pires e a xícara à mesa. – Coisa muito perigosa de se fazer, embora eu não duvide do poder de uma evolução tão bela quanto um Rapidmon de corpo dourado. Afinal, só um dos generais excedeu o nível perfeito.
– Foi o que Lunamon disse, Makoooo. – SlashAgumon engoliu todo o conteúdo da xícara de uma vez, tamanha era a sua boca.
– Nós precisamos da sua ajuda para atravessar o Mundo Digital. – A menina se levantou. – Você tem muitas fantasias, se puder me emprestar alguma.
– Eu não vou lhe emprestar nada, querida.
– Ham? – O rosto de Mako se contorceu, a sua esperança se esgotava. Sentiu que estava prestes a chorar. Mas não queria sempre chorar em qualquer ocasião. Cerrou os punhos.
– Só se empresta aquilo que se pretende receber de volta. – Babamon deu um sorriso. – Receba isso como um presente, minha filha.
– S-sério? – A menina levantou as mãos na frente do rosto, como se apertasse algo ali. Deu um sorriso e se soltou sobre o corpo baixinho de Babamon, a abraçou. – Obrigada.
– Está tudo bem, menina. – Quando a garota se afastou, Babamon continuou: – Tenha uma boa-noite de sono e amanhã pensamos em como vamos disfarçar você. – E apontou para os Mikemon. – Preparem um banho quente e camas macias para nossos convidados.
Os gatos saíram correndo de quatro aos tropeços e subiram as escadas até o segundo andar.
– B-banho quente?
– Sei que pode estranhar por causa do calor do deserto, mas aqui dentro esse problema não existe. Tenho certeza de que vai ser muito agradável.
 
 
 
 
A poeira se levantava. Os Digimon em forma de javalis corriam com inúmeros cavaleiros em suas costas, todos de aparências estranhas, muitas vezes grotescas. Eram sujos e suas roupas e armas, cheias de metais enferrujados, pareciam ter sido retiradas do lixo. Liderava um que tinha um corpo de homem: era magricela, mas de músculos muito definidos, pernas compridas como ninguém e usava aquelas calças bege que pareciam balões em suas pernas. Seu rosto, porém, era coberto por pano, como um espantalho, olhos cor de fogo brilhavam através dos furos.
Os javalis derraparam. O líder se pôs em pé em cima da montaria e, colocando a mão sobre os olhos e inclinando o corpo para a frente, observou o horizonte dali, daquele barranco de pedra vermelha em que estava.
– Dessa vez atacaremos pela manhã!
Todos balançaram as mãos e gritaram.
– Esses miseráveis já nos acham coisa fácil? Vamos mudar os hábitos e vamos deixá-los tão limpos quanto nunca fomos!
 
 
 
 
 
SlashAgumon aguardava dentro da banheira enquanto Mako retirava as roupas para entrar. Ela afundou o corpo ali, as pernas, braços, pescoço e rosto ardendo pelo Sol. Sempre se considerou um pouco clara demais e, se pensasse positivamente, aquilo era a chance de ela conseguir o bronzeado que não conseguira nas praias da América.
De certa forma, tivera sorte. Tivera sorte de o Impmon não a trair e de Babamon ser boa e deixa-la passar a noite ali. Ficou se perguntando como estavam os outros, principalmente Daniel que continuou na rota junto de Twillimon e provavelmente a garota encapuzada. Depois seu pensamento vagou até Sachi. Sachi não tinha um parceiro Digimon. Estava sozinha agora.
– Mako. SlashAgumon vai encontrar a Sachi, vai sim. – O Digimon a encarava com aqueles grandes olhos verdes e inocentes, aquilo sempre a comovia.
– Eu sei que vai. – Ignorando qualquer pudor, se achegou e apertou o parceiro num abraço. Ele também envolveu seus braços nela, mas ele não tinha nenhuma hesitação em fazer isso, pois ele não tinha os mesmos pudores de um humano.
 
 
 
 
 
Mako foi acordada muito cedo. Os Mikemon se aninhavam em cima dela. Começou a espirrar por causa dos pelos e os Digimon gatos saltaram assustados, os pelos muito eriçados. Grudaram no teto com as suas garras afiadas. A menina rolou da cama antes que eles começassem a cair e acabassem por arranhá-la.
Saiu no corredor, não sabia se Babamon estava acordada. Viu uma porta entreaberta e de lá vinha uma canção muito bonito, numa voz doce como nenhuma outra. Também era de lá que vinha o ringido de uma velha cadeira de madeira balançando. Os Mikemon pararam atrás da menina, imóveis, expressões duvidosas.
A menina começou a caminhar até a porta, ao que eles tentaram segurar os seus pés, errando por pularem todos juntos e baterem um contra o outro, voltando para trás como um bolo de gatos. A menina empurrou a porta e viu uma mulher muito alta e alva, o corpo coberto apenas por um leve tecido branco que muitas vezes revelava suas formas sinuosas, ela estava encolhida, a cabeça, com um capacete de metal tampando metade do rosto, pendia para baixo. A cabeleira dourada escorria e se espalhava pelo chão.
Quando a menina chegou mais perto, viu que haviam cicatrizes horríveis nas costas daquela Digimon, entendeu então o motivo de ela estar nua e só aquele tecido cobrir o seu corpo. Foi acometida por uma forte vontade de chorar, um aperto no peito sem igual. As mãos frias de Babamon tocaram em seus ombros que se encolheram. A menina começou a soluçar.
– Uma Angewomon tão linda. – Os braços da velha se cruzaram sobre a menina, a abraçando detrás. – Sua voz ainda é doce.
– O que aconteceu com ela?
– A vingança de um dos Cinco Generais da Ellada. – Foi interrompida por um soluço da menina. – Ela era da família real e de repente não era mais nada.
– Não tem um jeito de curar as cicatrizes dela?
– Precisaríamos saber que tipo de arma fez essas cicatrizes. – Babamon a soltou. – Eu nunca vi nada igual antes. Apenas depois...
– Como assim? – Mako se virou para visualizar a velha, ela apontava para SlashAgumon. O réptil estava paralisado, o corpo tremendo muito, um som gutural superando a boca e os dentes cerrados. – Agu... – Olhou para a cicatriz dele.
A menina, antes de ir escolher o seu disfarce, se ajoelhou perto de Angewomon. Apertou o Digivice entre as mãos e desejou que a mulher de aparência angelical se recuperasse. Depois, ainda hesitante em abandonar aquele quarto, abandonar o canto de Angewomon, desceu as escadas junto do parceiro, Babamon, e os três Mikemon.
Babamon pediu que ela retirasse todas as roupas de cima e então ficou zanzando por toda a loja procurando por algo. Jogou para a menina o que pareciam ser roupas íntimas pretas, depois veio arrastando o macacão alaranjado e sem mangas com botas de mesma cor e algo que se parecia com uma coleira. A menina se perguntou se a Babamon a queria transformar num Punk. Enfim vieram as manoplas, a longa espada vermelha que Mako duvidou que conseguiria erguer e uma máscara de abóbora.
– Isto vai ficar perfeito.
– M-mas isto? – A menina apontou para o macacão aberto, e as roupas pretas. – Mas, eu... vou ficar...
– Ora, vamos... – A velha esfregou os ombros em Mako, que cruzava os braços tampando toda a região do busto. – Você não deveria ter tanto medo. Duvido que tantas meninas humanas tenham um corpo tão bonito quanto esse.
– Mas... – Encontrou os olhos verdes de SlashAgumon. – Agu...?
O Digimon franzia o cenho.
– Vamos, se vista! Experimente.
Babamon e os Mikemon empurraram a menina para o provador, onde ela trocou as roupas debaixo pelas novas e vestiu o macacão. Seu busto e barriga ficavam amostra e isso a incomodava.
– Deixe que eu cuido disso! – Babamon abriu o provador.
– O-o que? – A ponta do dedo dela brilhou, e onde o macacão ficava aberto, surgiu um zíper. A menina se aliviou.
– Só não vá querer se encher de roupas enquanto usa isso. Pode acabar ficando muito quente, mesmo que os tecidos sejam especiais.
– E essas coisas? – Apontou para a espada de lâmina vermelha e as manoplas.
– Eu não sei mesmo o efeito em humanos, mas isso pode acabar te ajudando a se defender. – E ajudou a menina a encaixar as manoplas na mão. Apesar de a roupa ser tão grande, tão grossa, era bastante leve e fresca. Ao colocar as manoplas, a menina se sentiu mesmo mais forte, se perguntou se era apenas imaginação, mas era como se pudesse percorrer quilômetros antes de sentir sede e cansaço. Encaixou a espada numa bainha nas costas e colocou a máscara de abóbora.
– Ficou... bom, Agu?
– Ficou muito bom em Mako.
– A menina sorriu.
– Isso não vai dar certo. – Babamon abaixou o zíper até a barriga de Mako aparecer.
– E-ei!
– Agora sim... – Estralou os dedos. – LadyPumpkinmon!
– Certamente mais alta e bonita que um Pumpkinmon de verdade! – Disseram os Mikemon entre miados.
– Poderosa! – Mako não via os olhos de Babamon, mas sentia como se a velha tivesse piscado para ela.

– Poderosa... é... – Abriu um sorriso por debaixo da máscara. – Poderosa!


Nota:

Arte de Pomodorosa. Claro que a aparência da personagem não é essa, mas é exatamente como eu gostaria que fosse a roupa.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 20:15

Mr. Pines escreveu:Não acho que é uma desvantagem tão grande. Os inimigos dentro da Ellada estão em maioria em nível adulto e perfeito. Poucos são aqueles que superam o nível perfeito, o que Lunamon deixa a entender quando diz que, no tempo em que vivia nos palácios, só haviam dois Digimon de nível mega para defender a Ellada. Talvez o número tenha aumentado, mas muita coisa pode acontecer.

Bom Pines então nesse caso eu devo dizer que seria uma novidade inesperada uma fanfic em que os Digimon inimigos não excederam ainda o nível Ultimate / Perfect e que só existem uns pouquissimos contados Digimon nível Mega no Digital World . Eu realmente estou acostumado a ver adversarios absurdamente poderosos enfrentando os heróis das series de Digimon seria uma coisa totalmente inesperada se os inimigos fossem só do nível Champion e Ultimate/ Perfect e só houvessem pouquissimos Mega Levels.


Última edição por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 20:51, editado 1 vez(es)
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Sab Nov 11 2017, 20:41

E mais um capitulo . Desse jeito eu fico sem folego de tanto ler . Mas estou adorando =D . E a travessia do espaço virtual foi algo bastante diferente de tudo que estamos acostumados a ver nas series de Digimon . Achei interessante o efeito da distorção na estrutura do espaço . Kkkkkkk Daiki vomitar durante a transição foi hilario . Mas o que aconteceu a seguir não foi nada agradavel . Eles foram atacados em pleno cyberespaço por Twillimon e o coitado do SlashAgumon ao evoluir para Sgarfirdramon para tentar ajudar Daniel e Dorumon atirou todos para fora do feixe de dados fazendo com que os Tamers fossem separados e lançados em locais diferentes do Digital World . Mako e SlashAgumon acabaram por cair num deserto com um monte de Aquilamons selvagens voando pelo céus e as ignorando e tiveram que atravessa-lo a pé . Fiquei surpreso quando eles chegaram na cidade assombrada e se encontraram com o Impmon solitario . Eu por um momento cheguei a pensar que esse Impmon fosse trai-las mas graças a " troca " que ele fez com Mako de guia-las até o acampamento onde tinha visto um monte de roupas usadas pelo binoculo de Mako elas conseguiram alcançar o acampamento das Mikemons . As Digimon Gatas Rajadas parece que confundiram ela com a Professora Noriko . Não sabia nem imaginava que ela tinha sido uma especie de " heroina " para os Digimon oprimidos no passado que acreditavam que ela voltaria para derrotar a Ellada . Muito gentil Babamon como uma atenciosa vovó Digimon . Eu sempre tive a imagem de que as Babamons eram todas velhinhas muito sabias e atenciosas cujo maior " poder " esta na sua sabedoria . Por outro lado fiquei triste com a Angewomon . Pelo que você descreveu me parece que os Soberanos da Ellada arrancaran-lhe suas asas de Anjo Digimon o que para uma Angewomon deve ser um castigo horrivel . Morri de rir com a escolha das roupas do " disfarce " da Mako em LadyPumpkinmon me lembrou Ohanamon de Digimon Xros Wars . Agora resta saber como ela fara para encontrar Daiki , Daniel e Sachi . Otimo capitulo Pines .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Sab Nov 11 2017, 21:39

KaiserLeomon escreveu:Bom Pines então nesse caso eu devo dizer que seria uma novidade inesperada uma fanfic em que os Digimon inimigos não excederam ainda o nível Ultimate / Perfect e que só existem uns pouquissimos contados Digimon nível Mega no Digital World . Eu realmente estou acostumado a ver adversarios absurdamente poderosos enfrentando os heróis das series de Digimon seria uma coisa totalmente inesperada se os inimigos fossem só do nível Champion e Ultimate/ Perfect e só houvessem pouquissimos Mega Levels.

Bem... O que estou fazendo é não deixar de lado inimigos como eram os Deva em Digimon Tamers. Uma coisa de cada vez. E vamos parar de falar sobre o nível de evolução de cada grupo da Ellada para evitar entregar a trama.

Em mente que a maior parte dos oponentes em Digimon Adventure e Tamers se encontravam em nível adulto e perfeito. Tirando alguns poucos como Babamon, Jijimon, Belzebumon e as 4 Bestas Sagradas (posso estar me esquecendo de alguns), quem é que tinha nível mega antes do Culumon liberar o cheat de evolução pra geral?

KaiserLeomon escreveu:E mais um capitulo . Desse jeito eu fico sem folego de tanto ler . Mas estou adorando =D . E a travessia do espaço virtual foi algo bastante diferente de tudo que estamos acostumados a ver nas series de Digimon . Achei interessante o efeito da distorção na estrutura do espaço . Kkkkkkk Daiki vomitar durante a transição foi hilario . Mas o que aconteceu a seguir não foi nada agradavel . Eles foram atacados em pleno cyberespaço por Twillimon e o coitado do SlashAgumon ao evoluir para Sgarfirdramon para tentar ajudar Daniel e Dorumon atirou todos para fora do feixe de dados fazendo com que os Tamers fossem separados e lançados em locais diferentes do Digital World . Mako e SlashAgumon acabaram por cair num deserto com um monte de Aquilamons selvagens voando pelo céus e as ignorando e tiveram que atravessa-lo a pé . Fiquei surpreso quando eles chegaram na cidade assombrada e se encontraram com o Impmon solitario . Eu por um momento cheguei a pensar que esse Impmon fosse trai-las mas graças a " troca " que ele fez com Mako de guia-las até o acampamento onde tinha visto um monte de roupas usadas pelo binoculo de Mako elas conseguiram alcançar o acampamento das Mikemons . As Digimon Gatas Rajadas parece que confundiram ela com a Professora Noriko . Não sabia nem imaginava que ela tinha sido uma especie de " heroina " para os Digimon oprimidos no passado que acreditavam que ela voltaria para derrotar a Ellada . Muito gentil Babamon como uma atenciosa vovó Digimon . Eu sempre tive a imagem de que as Babamons eram todas velhinhas muito sabias e atenciosas cujo maior " poder " esta na sua sabedoria . Por outro lado fiquei triste com a Angewomon . Pelo que você descreveu me parece que os Soberanos da Ellada arrancaran-lhe suas asas de Anjo Digimon o que para uma Angewomon deve ser um castigo horrivel . Morri de rir com a escolha das roupas do " disfarce " da Mako em LadyPumpkinmon me lembrou  Ohanamon de Digimon Xros Wars . Agora resta saber como ela fara para encontrar Daiki , Daniel e Sachi . Otimo capitulo Pines .

Roupas usadas?

Bem, bem... Não é a primeira vez que um Impmon cumpre (ou tenta cumprir) um acordo. 

E a história é a seguinte, alguém chegou até eles e falou sobre essa menina que viria. Ela nunca apareceu. Eles ainda tinham a história em mente e pensaram que seria a Mako. Talvez em algum momento tenham começado a encarar a coisa toda como uma profecia. De qualquer forma, as coisas se explicam. Só lembrando que esses Mikemons eram todos masculinos. 

E desde que vi o desenho de Pomodorosa eu pensei, eu tinha que ver uma personagem que usasse isso. E caiu bem em Mako que precisa de um modo para passar desapercebida pelo Mundo Digital. Difícil é a vida para aqueles que não tiveram a mesma ideia que ela.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Dom Nov 12 2017, 00:03

Ah os Mikemons eram " machos " ? Quem diria eu não consigo olhar para Digimons da classe de Tailmon e suas subespecies e não pensar que são todas fêmeas . Igual Renamon não conseguiria acreditar que as Renamons não sejam todas femininas . Mas tudo bem pines eu compreendo que já tem muita coisa esquematizada na sua fanfic . É legal já ter em mente como todas as coisas serão na historia que esta contando . Um abraço .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Dom Nov 12 2017, 04:07

Capítulo 15: O Digimon Tocado pela Sombra. 



Quatro corpos caíam do céu do mundo Digital em direção ao deserto. O cavaleiro negro, Twilimon, foi o primeiro a atingir o solo, impulsionado pelo golpe de Dorugrowlmon. Assim que o Digimon tocou o chão, este último abriu a boca de sua máscara metálica e cuspiu inúmeras esferas. A explosão levantou um monte de areia e impulsionou o corpo de Dorugrowlmon para cima. Daniel pisou sobre ele e, em pé, conseguiu agarrar o corpo da pessoa encapuzada. Assim que o fez, o dragão azul meia-noite girou no ar, recomeçou a descer e deu uma guinada quando chegava perto da areia.
Twilimon ressurgiu das sombras, rodopiou acertando um chute por baixo do queixo de Dorugrowlmon. Os três caíram. Daniel tentava ao máximo imobilizar a pessoa encapuzada enquanto o parceiro lutava contra o mascarado. Daniel sabia que estavam em desvantagem ao lutar durante a noite. Temia que a qualquer momento o Digimon poderia aparecer atrás dele, as lâminas de rubi já apertando o seu pescoço, sussurrando com aquela voz fria.
Agora mesmo ele saltava, as duas espadas desenhando a luz vermelha do ar e atingindo a barriga de Dorugrowlmon com um corte superficial. Daniel gritou. Os pés do guerreiro tocaram o chão, os braços cruzados, na prontidão de se abrirem passando as lâminas com precisão cirúrgica na barriga do dragão.
– The Bowel Destroyer! – O menino ainda não conseguia evitar. Aquela voz sempre se manifestava como o gelo tocando a sua pele, fazendo todos os nervos reagirem, os músculos se contraírem. Um intenso brilho emanou das lâminas, começou a abrir os braços. Daniel via tudo em câmera lenta, se distraiu, permitindo que o encapuzado o chutasse e rolasse escapando.
Antes que o golpe de Twilimon se concluísse, entretanto, surgiram fortes roncos de motor. A poeira se levantava no horizonte, fazendo com que mesmo o mascarado parasse intrigado com o que ocorria.  Logo podiam escutar os solos de uma guitarra, as batidas de uma bateria e um grave barulho de um baixo entoando uma música lenta de heavy metal.
Os estranhos veículos, com suas rodas desproporcionalmente grandes, enfim, estavam pertos o bastante para que pudessem ver a figura de um homem gigante, muito musculoso. Vestia calças de couro onde foram estampados desenhos de chamas, as botas terminavam em grandes caveiras prateadas. No lugar do rosto tinha uma máscara de metal com uma abertura que pensaram ser a boca, dela vinha um riso numa voz grossa. O cabelo, todo arrepiado para trás era escuro. Os olhos vermelhos se iluminaram através do metal, seu tronco robusto, onde se enrolavam as correntes, começou a brilhar, seguido dos braços que balançavam as mesmas correntes. Parecia estar em chamas.
Chamas azuis.
– Agora estamos no MadMax?
– Vamos! Toquem a minha música! – As correntes começaram a rodar, de quando em quando as pontas tocavam o solo e enormes faíscas surgiam. – Go! Go! Go!
Os joelhos se flexionaram, o veículo quase empinou para frente, tamanho o seu peso. Pulou, caiu muito perto de Twilimon que já tentava assassinar aquele Digimon com as suas espadas de rubi, mas foi impedido porque as correntes se enrolaram em seus braços. Então tentou se desmanchar em sombras, mas a luz do fogo o impedia de afundar no chão de areia.
“DeathMeramon, Digimon chama do tipo data. Nível perfeito.”
– Huuuurray!!! – Puxou as correntes. Twilimon girou e caiu de frente com o chão de areia. Tentou se levantar, mas as botas calçaram em suas costas.
Outros muito parecidos com ele desceram dos veículos. Eram todos mais baixos ou mais esguios, alguns deles não tinham uma aparência masculina, mas sim feminina. Todos batiam as correntes, saltavam e cercavam o grupo. Alguns até carregavam pacotes de papel com enormes garrafas de bebidas alcoólicas e, de tempos em tempos, levavam aquilo até a boca, bebiam e balançavam a cabeça.
–  Twi...twi...twi... –  Estava tremendo muito. A imagem do cavaleiro negro sendo pisado por aquele enorme DeathMeramon era perturbadora.
–  Olha o que temos aqui! –  Uma DeathMeramon com os seios tapados por cinturões de couro se aproximou, empurrou o capuz e revelou um rosto assustado de menina. O cabelo que mal passava da altura do queixo, muito escuro e liso, refletia a luz azul do fogo de DeathMeramon. Do maior DeathMeramon, que pisava em Twilimon.
–  Twilimon! –  Gritou. Os dedos afundaram nos cabelos e ela foi se retraindo até cair de joelhos, toda torta.
Twilimon fez esforço para se soltar, não conseguiu. Tentaria de outra forma. As mãos começaram a brilhar e um padrão geométrico foi se espalhando pelo chão. Daniel se lembrou do que aconteceu quando Twilimon fizera aquilo com Trailmon que ficou sob seu controle.
–  Nem pensar, baby!
Vários DeathMeramons se juntaram em torno dele. Não conseguiam mais ver o que acontecia ali, apenas escutavam o barulho das correntes e a voz fria de Twilimon ao soltar o ar sempre que recebia um novo golpe.
– Twilimon! – A menina continuava gritando de desespero, as lágrimas escorriam sobre o rosto contorcido, os olhos púrpura se distorciam, trêmulos sob as lágrimas.
– Dorugrowlmon.
Dorugrowlmon tentou levantar voo. Sua boca se abriu liberando mais projéteis do que poderiam contar. Desceu ofegante. As correntes começavam a ser atiradas contra ele. Se enrolavam em suas pernas e braços, mas ele resistia. Os pés foram se arrastando pela areia enquanto suas lâminas retrateis se abriam e seus dentes ringiam ao morder algumas das correntes na tentativa de as quebrar.
Com a distração de seus tiros, Twilimon conseguira se livrar os pés de DeathMeramon. A multidão começava a se abrir para um círculo maior, apenas os quatro ali no meio e alguns corpos de DeathMeramon que começavam a se distorcer antes de se desmancharem em dados.
– Então você é durão? – O maior entrou novamente no círculo. Um soco colocou o cavaleiro de joelhos, o segundo soco o fez cair de vez ao chão. – Você só não morre aqui... – Desceu o pé sobre o pescoço do Digimon. – ...porque você vale mais no coliseu!
– Dorugrowlmon! – O menino gritou.
O dragão abriu as asas e levantou voo com dificuldade, saiu arrastando todos aqueles DeathMeramon. Sua voz artificial veio nos moldes de um rugido, um rugido de botar os cabelos arrepiados daqueles inimigos ainda mais em pé. Ganhava altitude, os oponentes já não conseguindo tocar os pés no chão.
– AAAAAAHHHH! – Os pés de Daniel pisaram forte, afundaram na areia batida. – AAAAAAAAAHHH!
A cauda de Dorugrowlmon se abriu e um forte relâmpago roxo desceu pelas correntes, atirando os DeathMeramon para longe, com exceção do maior que permanecia firme com seu pé sobre o pescoço de Twilimon, cada vez apertando mais ao que os sons guturais atravessavam a máscara.
Começou a rir do esforço dos dois Digimon. Um riso alto. Todos davam pulos e batiam nas pernas, o som de heavy metal começou a ficar mais alto. A mente de Twilimon já parecia não funcionar, a sua voz fria se foi e um rosnado atravessou a máscara. A mãos seguraram na bota de couro de DeathMeramon, começou a empurrar.
– Twilimon!
DeathMeramon pendeu para trás com o empurrão. As espadas de rubi, recuperadas a tempo de um novo golpe, partiram as correntes e deixaram o seu peito nu. Depois entraram as duas, ao que o Digimon começou a urrar. Suas mãos envolveram o pescoço de Twilimon, mas antes que pudessem fazer qualquer coisa contra ele, DoruGrowlmon desceu rodopiando. As lâminas retráteis manifestaram uma grande descarga e DeathMeramon estourou em dados.
A multidão se silenciou, os veículos pararam de roncar e até mesmo os instrumentos cessaram. Daniel olhou em volta, Twilimon ofegante, muito debilitado por ter de lutar contra tantos Digimon de nível perfeito ao mesmo tempo, DoruGrowlmon também cansado, o tronco se expandindo e se contraindo rápido com aquele com inorgânico de respiração.
Agarrou a mão daquela menina e a puxou, ela se levantou cambaleando, ainda perdida. Olhou com estranheza para ele, que desviou o rosto para a multidão de DeathMeramon. Sabia que eles não deixariam assim. O líder deles estava morto. O líder deles foi destruído. Eles não deixariam algo assim barato.
Puxou a garota e ela resistiu. Puxou mais forte.
– Vem!
Ela se deixou levar por um momento. Saltaram os dois contra Dorugrowmon e conseguiram se segurar nas costas dele. Os pés se levantaram do chão e foi muito rápido para a direção contrária a que os veículos haviam chegado. Twilimon, segurando as costelas, saltou com dificuldade e se segurou nos pés do dragão.
Quando começaram a ganhar distância, os fogos azuis se espalharam pelo céu guiados pelas correntes e explodiram contra o grupo. Eles caíram, mas os DeathMeramon não viram onde exatamente. Correram para os veículos. E saíram em disparada.
 
 
 
 
Twilimon havia desaparecido. Era como se a menina tivesse ordenado que fizesse aquilo. De certa forma entendia o que ela fez, pois o fez para salvar ao parceiro. Por mais que fossem inimigos, ele faria o mesmo, ordenaria que fosse para um lugar seguro, que se recuperasse antes de voltar. Pois ela, ela já estava segura. Confiava nisso, pois o seu inimigo interveio e a salvou da gangue de DeathMeramon.
Daniel, apesar de tudo, não queria quebrar o gelo. Lutava contra a vontade que tinha de perguntar o nome dela. Se perturbava com o seu pensamento que volta e meia se encontrava nela, na batalha que tiveram no Mundo Real, no momento em que ela invadiu o seu quarto. Sempre soube que era ela, apenas tinha medo de confirmar, porque tinha medo do que ele mesmo estava sentindo.
Caminharam em silêncio, o menino e o Dorumon muito machucados por terem sido atingidos pelas correntes, a menina com algumas escoriações. Chegaram a uma estação aparentemente abandonada. Daniel se impressionou com o fato de haverem máquinas vendendo bebidas por ali.
– Isso não é refrigerante. – A menina sibilou. Estava de braços cruzados, o rosto virado para o outro lado.
– O que é? – Ela não respondeu.
– Nós nunca soubemos. – Dorumon encostou o focinho na máquina. – Essas coisas só brotam do chão como se fossem árvores. Aparecem em todo tipo de lugar. Nunca sabemos que sabor esperar quando pegamos uma.
– Como eu faço pra comprar? – Não encontrava nenhum lugar em que pudesse colocar dinheiro.
– Com bits. O dinheiro oficial desde que a Ellada se expandiu. – O dragão se virou para o amigo. – É estranho que não saibamos quando essas coisas surgiram, mas saibamos quando é que começamos a usar dinheiro. Mesmo assim a maior parte dos Digimon ainda vivem de modo menos organizado e esse tipo de bebida não existe para eles.
– O Mundo Digital é estranho. – O menino começou a enxergar aquilo como um algoritmo. Naquele caso era como um sistema de condições, de eventos. A condição de aquela bebida existir era o Digimon saber o uso do dinheiro. – Mas por que eu consigo ver a bebida?
– Porque no seu mundo as pessoas usam dinheiro. – Se entreolharam. Ela desviou o rosto depois de um soluço. – Não... é óbvio?
– Por quanto tempo ficaremos com ela? – Dorumon soprou para o parceiro.
– Vocês não pre...
– Nós ficaremos com ela até o Twilimon voltar. – Colocou a mão acima dos olhos, observou as a areia vermelha que os cercava e as estranhas pirâmides invertidas que não pareciam estar muito longe.
– Mas, Daniel.
 
 
 
 
 
Dynalepmon demorou a alcançar a orla. Assim que o fez, fatigada e arfante, abandonou Daiki sobre a areia e se deitou ao lado dele. Não demorou para que seu corpo se desmanchasse em cubos coloridos. Lunamon virou-se para o dono. Nadara a noite toda e ele... Temia pela vida dele. E se tiver se afogado. Por que não acordava.
Seus olhos estavam muito moles, a qualquer momento sentia que iria fechá-los e não abriria antes de umas doze horas de sono. Mas não poderia dormir agora. Não sabia o real estado do parceiro e não conhecia bem aquela região.  Que tipo de perigos poderiam estar escondidos ali entre as palmeiras, as vegetações tropicais. A única coisa familiar eram as pirâmides, mas a cor azulada que tomavam era decorrente de um fato: estavam longe demais. Nunca as poderia alcançar com Daiki desacordado.
Infelizmente seus olhos se fecharam. Tudo se apagou por um breve momento. Acordou depois do Sol de meio-dia. Para seu alívio, estava balançando nas costas de alguém. Daiki retirara os sapatos e dobrara a barra da calça, mas a roupa ainda estava encharcada.
– Você vai se resfriar, Daiki.
– Está tudo bem. Está quente. – O menino continuo andando. – Desculpe por deixar você sozinha.
– Eu fiquei muito preocupada.
– Mas vai tudo acabar bem. – Mesmo que, esperançoso, dissesse aquilo, um forte temor invadia o seu coração. Daniel ficara na rota e de alguma forma cairia próximo de algum objetivo do grupo de Dorumon, mas ainda assim, ficara com Twilimon.
– Lazulitemon gostam de praias como essas. – Lunamon relaxou o rosto no pescoço de Daiki. – Será que ela poderia estar por aqui? Qual a chance?
– É isso! – Daiki puxou o Digivice. – O Dorumon não tinha conseguido rastrear?
– Os dados. Eu também tenho os dados!
Balançou o Digivice e o aparelho começou a reagir.
– Por aqui! – Apontou para a mata aberta que se iniciava ali. – Ele pede uma linha reta, mas a gente tem que contornar aquele rochedo.
Começou a caminhar na direção das árvores e palmeiras. Percebeu que haviam esferas coloridas presas no topo de algumas delas, talvez fossem coqueiros.
– Essas coisas são comestíveis? – Apontou.
– Sim. E são muito boas. – A princesa esfregou o rosto no cabelo do parceiro. – Mas são muito difíceis de quebrar. Se eu pudesse evoluir, faria isso fácil. Se eu fosse um Guilmon, mandaria um Rock Crusher com uma dessas na mão e também seria fácil. Mas sou só uma Lunamon. Sou frágil demais para a batalha.
– Mas quando você evolui, você é poderosa. – Apalpou as mãos de Lunamon. – Você salvou a todos de Ignifatumon, se lembra. E você com certeza vai libertar a Lazulitemon.
– Por que eles queriam capturar o Agu? Por que queriam capturar a Lazulitemon? Nada disso faz sentido para mim.
– Mas nós vamos descobrir logo. Estamos perto.
Lunamon balançou a cabeça, mesmo que não estivesse totalmente confiante de que estavam chegando ao fim, ao ponto onde todas as perguntas eram respondidas. Será que realmente havia um ponto assim em alguma história ou era uma invenção dos contadores mais românticos?
 
 
 
 
 
A armadura se curvou, caiu de joelhos. Se arrastava pelos corredores escuros com dificuldade. Uma porta entreaberta, a luz que vinha dali denunciou a presença de alguém. Ele sentia a luz sobre o seu corpo, sentia as vibrações vindo de dentro do quarto, o calor. Seguiu naquela direção, ainda segurando as costelas, ainda com os pés dificilmente saindo do chão.
As costas estavam num estado horrível. A armadura estava partida e um líquido viscoso e vermelho vasava por ali. Quando se distanciava demais dos ferimentos, era desintegrado. Os dados eram a única coisa brilhante naquele corredor.
Esticou o braço e tocou na porta. Era pesada. Aproximou o rosto. Tentou distinguir quem eram através das vibrações. Mas logo teve a resposta sem necessidade de tanta concentração. As botas bateram e um corpo sinuoso se formou no epicentro do som, outro corpo estava logo atrás daquele. Eram corpos femininos.
– Jeannemon, me perdoe. Me perdoe. – Se colocou de joelhos. – Tem que me escutar.
– Não sei se posso lhe escutar. – Ouviu o tilintar de uma armadura, os fios de uma cabeleira se desprendendo, escorregando, desenhando as costas magras. – Você não selou apenas o meu destino com suas ações. Você também selou o meu destino. – O rosto se abaixou. – E o meu destino... – O que era aquilo? A vibração indicava uma forma líquida, era quente e tinha alta concentração. Estava chorando? – ...é ser julgada diante dos Cinco Generais da Ellada e ser petrificada diante do poder de Medusamon.
Deu um de seus suspiros frios. A segunda figura, que se ajoelhava, não reagiu, mas a outra, a figura quente e imponente de Jeannemon, essa se moveu.
– Quem está aí?
Ouviu o tin tin tin da armadura. A mão tocando sobre a superfície lisa da tinta que cobria aquela porta de madeira. Um som abafado se espalhando pelo interior da porta e chagando até ele. Se escondeu atrás quando a porta ringiu e a luz invadiu o corredor. Não tinha forças, mas teve de tentar se esconder nas sombras.
Sentiu a gravidade pesar sobre o seu corpo e afundou. Era um só com aquele meio. Era fluido como água. Todas as vibrações do mundo chegavam até ele de alguma forma. Ali conseguia definir imagens e cores com facilidade mesmo que não tivesse o dom da visão. Viu o rosto de Jeannemon. Era bela, o cabelo era prateado e uma tiara brilhante o fazia se projetar para trás, onde descia solto até as tranças que haviam nas pontas. A armadura dela também era bela.
Ela era uma existência linda e aquilo o horrorizava. Se lembrou de quando era apenas um Digimon criança, mas não conseguia saber nem mesmo que Digimon fora. Então pensou que aquela memória era criação de sua imaginação, ele sempre fora assim, cego. Um Digimon tocado pelas sombras e ao qual recai todo o dever que nenhum Digimon belo como Jeannemon poderia carregar. O dever de fazer a voz do rei, a voz do deus dos elladianos ser ouvida sem interferências.
Fazia o que era preciso.
Jeannemon olhou para as sombras, teve a impressão de que ela olhava para ele. Era impossível, nenhum Digimon como ela poderia enxergar através das sombras. Só havia um membro da corte, com exceção do rei, que conseguia ver através das sombras. Um Digimon que também fora banhado nas sombras, mas este continuava belo, apesar de, como ele, enxergar apenas aqueles borrões ao receber as vibrações, o calor e as ondas de luz.
A única coisa bela que um dia realmente olhara para ele foi uma humana. Os humanos que tinha de ensinar a Ellada a odiar. Afinal, esse era o seu dever. Continuaria a fazer aquilo, por mais que soubesse que a humana era boa. Instigar o medo e a aversão aos humanos tinha um motivo. O seu rei apenas queria proteger a todos. E ele fazia parte disso como peça chave.
Sondou a garota. Ela estava junto do inimigo, o humano e o Digimon. Sentiu uma pontada quando a humana fitou o humano. Que tipo de olhar era aquele com que olhavam quando o outro não via. Saiu das sombras novamente, estava em outro ponto do palácio. Foi se apoiando na parede, até que caiu. O som de sua armadura ecoou.
Sentiu a vibração através do chão de pedra, do tapete. Os passos. Os passos de Digimon da nobreza. Ele fora visto por um Digimon da nobreza? Não deveria ser visto. Lembrou das palavras de Jeannemon. Ele também estava condenado agora.
Escutou o tilintar. Seria ela? Seria Jeannemon.
– Deixem-no. – Disse. Não era Jeannemon. – Sabem que todos os Digimon tocados pelas sombras são de meu exército.
– E o que ele faz aqui?
– Ele acaba de retornar de uma batalha difícil.
– Se isso ocorrer novamente, Medusamon, iremos reportar ao rei.
– Pois desafio que reportem.
Sentiu o seu corpo afundar nas sombras novamente, mas não o fez por conta própria. Fora induzido pelo poder de Medusamon. Ressurgia sobre uma enorme maca. Escutou o ringir do metal. O doutor se aproximou dele, o cientista que controlava a evolução do reino sob o plano do rei.
– Steelmon... preciso... proteger a Misaki...
– Não se preocupe. O outro humano está a caminho.
– Outro... humano? Por quê?
– Mas isso é um segredo nosso.
 
 
 
 
 
 
Daiki e Lunamon conseguiram ir através da mata. No caminho o menino se impressionou com os Digimon que viviam por ali, como aquela estranha bola de pelos roxa com asas de morcego e quatro patas que Lunamon apontou ser um Tsukaimon e um anfíbio verde com uma membrana laminosa e vermelha sobre o corpo que descobriu ser um Betamon.
Também haviam os Piximon, Digimon fada de corpo redondo e rosa, as asas pareciam muito com as asas de um inseto. Estavam sempre com uma lança em mãos e pareciam apreciar a presença de um Digimon como ela. Ela disse que isso acontecia porque ambos eram Digimon mágicos. No reino de que as Lunamon vieram, haviam muitos Piximon. Mas ela não sabia muito sobre esse lugar, pois quando nasceu, a Ellada já controlava todo o território.
Ao descerem o caminho de pedras lisas em direção a outra praia, perceberam que havia uma cabana. A fumaça subia por uma chaminé toda torta e com ela vinha o cheiro de peixe assado. O estômago dos dois começou a roncar. Tinha comida na bolsa, mas era apenas comida comprada em lojas, não era como algo feito na hora, não era como a comida que servem na mesa de casa quando se sentam em família.
Foram abeirando a cabana muito devagar, desconfiados. Quando a alcançaram, perceberam que a porta estava semiaberta. O Digivice de Daiki começou a reagir de dentro do bolso.
– Não vai me dizer que...
– Daiki! – Lunamon saltou, o menino foi tropeçando para trás até cair de costas na areias. Alguém abriu a porta da cabana para observar o que acontecia.
Uma estrutura enorme de água começou a se erguer e, quando a água escorreu, ali estava a fusão grotesca entre Ignifatumon e Lazulitemon. De tempos em tempos Lunamon escutava um sopro, era a voz de Lazulitemon que resistia dentro daquele corpo.
Daiki apertou o Digivice desejando que a parceira evoluísse para lutar. Mas não teve resultado. A princesa ficou olhando para as mãos enquanto aquela coisa se arrastava para fora da água, agora com quatro pernas e dois braços aparecendo no corpo disforme. O cabelo prateado que caía desalinhado e cobria o rosto era igual ao de Ignifatumon. Não soube dizer se haviam olhos, só viram uma boca enorme com mais dentes do que alguém poderia contar.
O monstro abominável vinha na direção dos dois quando algo saltou metros acima da água. O pano vermelho se agitou na forte brisa da praia e os estalos podiam ser ouvidos dali. As roupas brancas giraram no ar junto de uma estranha lança onde se via uma lâmina em forma de meia lua numa das pontas e o que parecia ser algum tipo de metralhadora na outra. A armadura de escamas verdes se assentou sobre a cabeça da fera, o cabelo verde caiu sobre a bandana vermelha e o bico amarelo.
“Shawjamon, Digimon homem demônio do tipo vírus. Nível perfeito.”
Os braços compridos de Shawjamon agarraram na cabeleira e com um gesto de força, a voz se levantando num gemido, girou o monstro no ar o devolvendo metros e metros mar adentro. O Digimon guerreiro, muito alto, se aproximou de Daiki e Lunamon. O menino não sabia realmente se ele olhava para eles, já que em lugar de olhos enxergava apenas aquela bandana vermelha.
– Essa coisa tem sido um problema para o reino dos mares. Espero que não tenham se machucado.
– Aquilo... Faz muito tempo que está aqui? – Daiki tentou bater a areia do corpo, mas foi impossível. Sua roupa estava úmida, ao cair, a areia grudou toda nele.
– Não. Faz poucos dias. – Se virou. – Nunca vi tantos humanos num só lugar.
– Tantos humanos? – Daiki olhou em volta confuso. Avistou uma garota na porta da cabana, ela observava tudo com suas mexas louras ao vento.
– Vejo vocês mais tarde, eu espero. – Shawjamon saltou no mar.
– Espera! Precisamos de ajuda! A nossa amiga! A Lazulitmon! Precisa libertar ela dessa coisa! – Mais foi em vão. Shawjamon já nadara para muito longe. A princesa desanimou.
A outra menina chegou até eles. Daiki e ela ficaram se encarando por um bom tempo, até que ela acenou com a mão e caiu na gargalhada.
– Por que está rindo?
– Desculpa... É que... a sua cara... – E recomeçou a rir até ficar roxa e sem ar. – A sua cara foi hilária!
– Não sabia que haviam outros como nós por aqui.
– Como nós? – A menina se inclinou. – Isso depende muito. Você diz, crianças humanas ou tamers? Eu não sou um tamer.
– Não é um tamer?
– Então o que faz aqui? – Lunamon tomou a dianteira, encarou a menina dos pés à cabeça. Estava apenas numa camiseta longa e branca. Como a roupa estava úmida, um biquíni azul-marinho era visível além da pele rosada e sardenta dela.
– Eu só estou procurando por alguém. – Baixou. O cabelo louro escuro desceu sobre Lunamon. Ela se irritaria se não pensasse que aquele cheiro fosse tão bom. – Eu sou Amélie LeBlanc, e vocês, quem são?
– Sou Ishikawa Daiki. – O menino se curvou levemente, depois voltou. A menina segurava um riso.
– Sou Lunamon.
– Os japoneses são mesmo como dizem.
– Você é francesa?
Oui, je suis. Ravi de vous rencontrer.
– O Digivice não deveria traduzir tudo o que ela disse? – Encarou Lunamon. – Por que eu não entendi nada?
– Isso não funciona com quem não tem um Digivice. – Ela sorriu.
– Então estava falando japonês o tempo todo?
– É o que parece... –  Se inclinou na direção dele. – Causei uma boa impressão por ser fluente em japonês?
 
 
 
 
 
 
O Trailmon começou a passar pela estação, mas não parou. Apenas diminuiu a velocidade.
– Os trens não param em estações como essas. – Explicou Dorumon. – Temos que saltar para dentro deles.
A menina já começara a correr na direção do trem, os dois a acompanharam. Então ouviram os roncos de motor, a nuvem de areia vermelha que se levantava ao longe e foi expandindo conforme se aproximava. Durante a noite não perceberam que haviam tantos veículos. Alguns DeathMeramon já saltavam balançando suas correntes para acertar os três fugitivos.
– Vai você primeiro! – Daniel empurrou a menina para dentro do trem. Percebeu tarde demais que o fizera apertando as nádegas. Ela, caída para dentro, bem na beira do Trailmon, olhava para ele com os olhos muito arregalados e o rosto muito vermelho. Ele próprio ficou vermelho também. Desviou o rosto e apertou o Digivice.
– Precisamos atrasá-los.
– Não! – Gritou a menina. Não compreendeu. – Você vai morrer!
Era verdade. O que ela disse era verdade. Não havia chances de eles vencerem aquela multidão de DeathMeramon. E já estavam tão perto. As correntes zuniram no ar e desceram flamejantes contra Daniel e Dorumon. Não viram mais nada.
– Twilimon! – Gritou a menina. – Twilimon!
Twilimon saltou das sombras e, agarrando os dois, os lançou para dentro do vagão. Puxou as espadas e feriu os DeathMeramon mais próximos antes de saltar sobre a sombra da estação abandonada e desaparecer.
Ressurgiu dentro do vagão. Embainhou as espadas e recolocou a capa vermelha. O rosto de Misaki estava quente, muito quente. Mas não era febre. Se localizava apenas nas bochechas. Não sabia o que era aquilo. A única vez que vira a menina ficando tão quente foi por ela estar com febre.
Agora ela se esforçava para colocar Dorumon e Daniel lado a lado nos bancos do Digimon trem. Parou, fadigada e se deixou afundar contra a poltrona do Trailmon. Twilimon se sentou encolhido ao lado dela e puxou o capuz da garota, lhe ofereceu o pano preto para cobrir o rosto. Não podia deixar que sempre soubessem que era humana. Deveria ser Digimon o tempo todo, humana apenas quando o seu rei decidisse que era necessário.
– Deveríamos eliminá-los. Esse é o desejo do rei.
– N-não! Não podemos.
– Por quê?
– Porque eles nos salvaram.
– Por que você... – As vibrações do Trailmon lhe davam formas e cores estranhas para o mundo. Não conseguia enxergar a expressão de Misaki nem mesmo como um borrão. – O que te faz ser assim com esse garoto.
– Não há nada com esse menino. – Ela balançou a cabeça? Não conseguia mesmo. Seria culpa do trem ou dele mesmo que não se concentrava o suficiente nos sinais que o mundo lhe mandava. – Mas não quero... dever nada a ele. Vamos deixa-lo na próxima estação. A estação de Zonian.
– Não deveria fazer isso.

– Por favor... Que diversão haverá em mata-lo agora? – Sim, ela balançava a cabeça. Também apertava os tecidos da roupa entre os dedos. Também o coração dela batia muito rápido. Também o cérebro dela se consumia pela doença.  E ele não sabia o que deveria fazer. Cumprir o seu dever como servo do rei, ou se devotar à garota? – Nós pagamos a nossa dívida e o esperamos ficar mais forte, então brincamos com ele.
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Dom Nov 12 2017, 11:35

Puxa dessa vez você não economizou na ação Pines . DoruGrowlmon praticamente caiu do céu no Digital World lutando contra Twilimon . Mas apesar de lutarem furiosamente eles acabaram por ser interrompidos por um bando de DeathMeramons punks que fizeram um estrago devastador tanto em DoruGrowlmon quanto em Twilimon apesar de no final o Digimon das Sombras ter conseguido destruir o líder do bando de DeathMeramons e escapar . O que é este " Coliseu " do qual o lider dos  DeathMeramons falou ? E eis que a identidade da misteriosa menina Tamer parceira de Twilimon é revelada . Quem é a misteriosa Misaki como foi que ela conheceu e se tornou Tamer de Twilimon . Sera que o Guerreiro das Sombras é um Digimon mais ou menos igual a Beelzebumon digo um Digimon que apesar de " amoral " tem um codigo de honra próprio , particular e muito próprio ? E quem era aquela Jeannemon a Digimon que havia sido transformada em pedra por Medusamon ? E finalmente sabemos qual é o nome do Digimon Cientista da Ellada que cria as evoluções dos Digimon que servem ao imperador o tal do Steelmon . Ele é um Digimon Maquina Androide ? Um Digimon Cyborg ? Como ele se parece ? E o que ele quis dizer com " outro humano esta a caminho " ?Enquanto isso Daiki e Dynalepmon cairam no mar e a Digimon teve que nadar carregando Daiki até a praia . E acabaram por se depararem com Ignifatumon numa cabana na praia . Daiki não pode evoluir Lunamon para lutar porque sua Digimon estava sem forças e com muita fome o que a impossibilitava de evoluir para enfrentar Ignifatumon . Se Shawjamon não tivesse surgido para auxilia-los no ultimo instante tenho medo do que poderia ter acontecido . E mais uma menina humana ? E ainda por cima Francesa ? Quem é essa Amélie LeBlanc como conseguiu chegar no Digital World se como ela mesmo disse ela não é uma Tamer e quem é esta pessoa que ela esta procurando . E eis que Daniel e Dorumon conseguiram escapar da gangue de DeathMeramons Punks num Trailmon e ainda com a cituação constrangedora de Daniel empurrar as nadegas da menina para que ela pulasse primeiro no vagão do Trailmon . E Twilimon voltou a tempo de salvar sua Tamer que o impediu de matar Daniel e Dorumon . E agora a misteriosa Misaki parece que vai fazer um jogo perigoso com o Tamer e seu Digimon já que ela disse ao final " Nós pagamos a nossa dívida e o esperamos ficar mais forte, então brincamos com ele." . Excelente capitulo Pines .
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por Mr. Pines em Dom Nov 12 2017, 12:17

KaiserLeomon escreveu:Puxa dessa vez você não economizou na ação Pines . DoruGrowlmon praticamente caiu do céu no Digital World lutando contra Twilimon . Mas apesar de lutarem furiosamente eles acabaram por ser interrompidos por um bando de DeathMeramons punks que fizeram um estrago devastador tanto em DoruGrowlmon quanto em Twilimon apesar de no final o Digimon das Sombras ter conseguido destruir o líder do bando de DeathMeramons e escapar . O que é este " Coliseu " do qual o lider dos  DeathMeramons falou ? E eis que a identidade da misteriosa menina Tamer parceira de Twilimon é revelada . Quem é a misteriosa Misaki como foi que ela conheceu e se tornou Tamer de Twilimon . Sera que o Guerreiro das Sombras é um Digimon mais ou menos igual a Beelzebumon digo um Digimon que apesar de " amoral " tem um codigo de honra próprio , particular e muito próprio ? E quem era aquela Jeannemon a Digimon que havia sido transformada em pedra por Medusamon ? E finalmente sabemos qual é o nome do Digimon Cientista da Ellada que cria as evoluções dos Digimon que servem ao imperador o tal do Steelmon . Ele é um Digimon Maquina Androide ? Um Digimon Cyborg ? Como ele se parece ? E o que ele quis dizer com " outro humano esta a caminho " ?Enquanto isso Daiki e Dynalepmon cairam no mar e a Digimon teve que nadar carregando Daiki até a praia . E acabaram por se depararem com Ignifatumon numa cabana na praia . Daiki não pode evoluir Lunamon para lutar porque sua Digimon estava sem forças e com muita fome o que a impossibilitava de evoluir para enfrentar Ignifatumon . Se Shawjamon não tivesse surgido para auxilia-los no ultimo instante tenho medo do que poderia ter acontecido . E mais uma menina humana ? E ainda por cima Francesa ? Quem é essa Amélie LeBlanc como conseguiu chegar no Digital World se como ela mesmo disse ela não é uma Tamer e quem é esta pessoa que ela esta procurando . E eis que Daniel e Dorumon conseguiram escapar da gangue de DeathMeramons Punks num Trailmon e ainda com a cituação constrangedora de Daniel empurrar as nadegas da menina para que ela pulasse primeiro no vagão do Trailmon . E Twilimon voltou a tempo de salvar sua Tamer que o impediu de matar Daniel e Dorumon . E agora a misteriosa Misaki parece que vai fazer um jogo perigoso com o Tamer e seu Digimon já que ela disse ao final " Nós pagamos a nossa dívida e o esperamos ficar mais forte, então brincamos com ele." . Excelente capitulo Pines .

Bem, não tinha outro jeito de começar a parte de Daniel, afinal, ele ficou junto de Twilimon. Ao cair, a luta se seguiu. Foram surpreendidos, porém, por esse bando que parecia ter saído de MadMax. Uma curiosidade sobre a gangue de DeathMeramon é que eles capturam Digimon que julgam fortes e jogam num coliseu para lutarem pela sua vida. Basicamente é assim que conseguem tudo que é necessário para sobreviverem no deserto vermelho da região de Zonian.

Jeannemon não foi transformada em pedra, mas sim teme que seja petrificada como pena pelo seu julgamento diante do rei e dos Cinco Generais da Ellada. Ela fez algo que julgava justo, mas que vai contra os interesses do rei. Sua serva acabou por entregá-la e por isso ela pensa que será logo intimada e julgada.

O Steelmon tem uma aparência baseada no gênero Steam Punk, isso por seu nome vir do músico Doctor Steel, a persona de Rion Vernon que sempre aparece em suas mídias como um cientista louco que anseia por dominar o mundo e se tornar seu ditador. Por um momento ele seria algo como Steinmon, mas decidi que o uso do Victor Frankenstein estava muito saturado em todo tipo de  história. 

A Amélie é assunto para outro momento e por isso quero dizer capítulo 17. Já darei uma explicação sobre a origem da menina por ali, embora não com tantos detalhes. 

E a Misaki, coitadinha, está completamente confusa. Exatamente como o Daniel está. Por dever são inimigos, mas... E aí?
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Re: Digimon Synthesis

Mensagem por KaiserLeomon em Dom Nov 12 2017, 15:59

Interessante saber disso tudo Pines . Pela sua descrição eu imagino o Steelmon como um tipo de " Golem a Vapor " só que mais pequeno e fragil com um corpo apropriado para um cientista . E realmente a coisa esta complicada . Mas essa situação do vilão ou vilã que acaba ficando próximo do inimigo é bastante comum em animes .
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