Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

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Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Convidado em Qua Set 21, 2011 1:05 am

Se estiver na área errada, poderiam mover pra certa? ;A;

Well... A Ni-chan tava esses dias olhando pra um desenho peculiar dela e............ Surgiu uma idéia linda e maravilhosa.
Ok, não tão linda e maravilhosa... Mas é pra ser algo "vilânico" mwhahahaha~♥

Okay. Alguém se lembra deste desenho aqui?
Nina Geijutsushi escreveu:

Aliança?

"Sim ou não?"


Lembram?
No deviant Art saí fazendo perguntinhas sobre o mesmo, até a Carol avisou na primeira enquete "Ela não está perguntando isso sem nenhuma razão. Haverá conseqüências. Sérias conseqüências."

Sim, E TERÁ. Começando pelo que já tinha decidido (essas perguntinhas foram só pra ver quem apoiaria a idéia ou não kukuku~ ), e posto na Hinode.
..........
CALMA AÍ, isso não tem nada a ver com minha fic. Claro, pois o intuito deste mini-contest é dar um motivo (uma origem) a esta união, uma outra origem.

Isso vai estragar um pouquinho da Hinode, mas who cares? Tava na cara aquilo já -n-

Na Hinode, o Lightnimon (sim, aquele do lado do Digimon Kaiser) é uma evolução especial do Daisuke. Mas essa forma não significa que ele vira um digimon, pois o certo é "híbrido" das duas raças. Lightnimon é como uma outra personagem no enredo, como um "alter-ego" do próprio Daisuke. É diferente dele e muitas vezes isso que confude a cabeça do pessoal (que ficam pensando se é ele ou não é). Agora como, quando, e a razão desta forma eu não conto. Isso é estragar a fic *SHOT*

Mas... eu quero algo AQUI, FORA DO CONTEXTO DA FIC! Por isso que... Abro esse desafio aos membros >:3
E o vencedor poderá surrupiar de mim um CHIBI!

Exemplos:

(clica pra ampliar q)


Agora, as regrinhas básicas~

  1. Somente membros do fórum e/ou da deviant art poderão participar (sim, o mini-constest será aberto lá também)

  2. O mini-contest ocorrerá em três categorias: desenho & descrição [deviant art], oneshot em inglês [deviant art]. A 3ª categoria é a oneshot em português, ou seja, só será aceita por membros do fórum.

  3. As entradas devem ser enviadas por PM (categoria do fórum) ou por Note (categorias da deviant art)

  4. Será aceito desenhos, porém deverá vir obrigatoriamente com uma descrição sobre como essa união surgiu [apenas no deviant art]

  5. Deve apresentar, além do começo desta aliança, a origem do Lightnimon (come on, ele não pipocou do nada...! Sejam criativos!)

  6. A oneshot deverá ter no mínimo 20 linhas, máximo 40. Número de páginas: min: 2 max: 4

  7. Vocês sabem que o Lightnimon original é uma OC minha, mas neste desafio ele deverá ser obrigatoriamente o Daisuke. Ou seja, um alter-ego dele.

  8. Pode sim conter outras personagens da franquia e OCs, mas por favor... foquem-se apenas no Daisuke e no Ken.

  9. Nada de parzinhos, por favor. Nem Daiken, Kensuke, Daizer e Kaisuke (respectivamente: Daisuke x Ken, Ken x Daisuke, Daisuke x Digimon Kaiser, Digimon Kaiser x Daisuke).


Ok. Algo a mais? Ah sim, vocês não precisam "criar" o alter-ego, pois isso já será entregue a vocês.

Info:


Lightnimon (ライトニモン [Raitonimon]; Lightni de Lightning (「ライトニング」 ) ) é um digimon híbrido do tipo armor (especificamente nível child armor // aamaa seichouki ) cujo possui as cracterísticas de Lighdramon. No entanto estamos a falar a segunda forma que ele possui, a Armor Mode.
Lightnimon Armor Mode (ライトニモンアーマーモード [Raitonimon Aamaa Moodo]), no qual sua aparência é distinta do digimon citado acima, mas continua com certas semelhanças em sua armadura.

• Descrição aprimorada:

[Aparência física]

- A aparência física dele assemelha-se a de Daisuke, porém seu cabelo é um pompom prateado gigante que vai até as costas (ao estilo de Agnimon), olhos vermelhos idênticos ao de V-mon (devido à influência de Lighdramon nesta forma). No rosto, na região das maçãs/bochechas há duas tiras na cor azul aço claro, referência ao desenho apresentado no elmo de Lighdramon (e também da forma thief de Lightnimon). Ele não possui cauda ou orelhas de digimon, mas pode apresentar presas afiadas. As garrinhas são própriamente das luvas, não exatamente de suas mãos.

Lightnimon (normal & armor mode) é do tipo vírus.

[Outfit/armadura/design]

- Máscara negra, sem o chifre e com o losango no lugar e maior, com as duas listras também ampliadas. A máscara não o cobre totalmente a visão, pois esta parte onde deveria ter alguma abertura, tem uma lente que só era reparada quando se via tal elmo bem perto. Também não dificulta sua respiração, pois tem uma abertura bem discreta.

- A armadura do digimon desconhecido assemelha-se a uma versão “metálica” da forma thief. Só que com alguns detalhezinhos a mais. As ombreiras não possuíam o detalhe índigo que corresponde ao que o Lighdramon possui, suas luvas ganharam uma falsa manga rasgada, cobrindo as costas das mãos (e nestas mangas tinham nas costas o mesmo desenho que se tem na máscara nova), com pulseiras divididas ao meio por uma linha em índigo. Também tinha botões azuis aço claro, e no canto pra fora, o detalhe que Lighdramon possui nas patas traseiras. Na parte mais pro abdômen, tinha o desenho de dois dentes, um em uma extremidade, e na mesma cor índigo.
Recebeu um cinto, cuja fivela tinha no canto inferior dois dentes na cor índigo, um em uma extremidade, imitando o detalhe da armadura. Nas laterais do mesmo, tinha o detalhe das patas traseiras do digimon que foi inspirado tal design. A armadura revestia-o até os tornozelos, repetindo as listas das laterais.
Nos pés... O mesmo par de tênis da forma thief. E tinha o lenço em seu pescoço.

• Personalidade:

Ele é como um alter-ego do Daisuke, ou seja, sua forma de falar e de pensar são quase distintas. Lightnimon herda um pouco do sarcasmo e ironia do Daisuke normal. Também se atrapalha como o goggle boy tem o mesmo habito de resmungar. Porém ele é sarcástico e irônico com quase todo mundo (há raríssimas exceções.), demonstra também ter um pouco de insanidade. Adora irritar os inimigos, mas não os subestima. Possui um raciocínio razoável, esboçando sempre planos e planos de emergência. Também é esperto e imprevisível, quase não se sabe o que ele está tramando e/ou irá fazer. Sua fala geralmente é bem discreta e cheia de mensagens envolvidas, sendo meio complicado de se decodificá-las. Tal forma de comunicação é feita para que não descubram suas verdadeiras intenções e conseguir completar suas missões com sucesso. Pode ser rude e insensível às vezes, e poucos conseguem ver que tem coração mole e frágil, podendo até arriscar-se por aqueles quem acredita ser fiel a si ou ser seus amigos.

Lightnimon tem costume de usar referência à alguns memes:



Também tem o costume de falar algumas frases em inglês, ou palavra inglesas tipo So (Então), Good (bom/boa), Nice (legal), Shut up (Cala a boca), Ladies (Senhoras; geralmente ele diz isso às garotas lol).

Usa algumas em japonês também: Daijoubu (Tudo Bem), Ore (Eu, referindo-se a si; obs.: É a mesma forma como Daisuke se refere a si mesmo), Omae (você; porém esta é uma forma mais "grosseira" e informal (Hinata/Ray me corrijam plz não sou boa em explicar isto #orz) A forma educada e correta é referir-se às pessoas por "Kimi").

Outra coisa importantíssima: Lightnimon odeia ser contestado. Sim, ele detesta agir em grupo justo por este motivo: discórdia. Isso só o faz trabalhar sozinho e/ou com poucas pessoas (e já sai no alerta: "jamais conteste minhas ordens" ). Além disso, apresenta arrogância; critica, ironiza e até debocha dos outros.

• Habilidades/Técnicas:

Antes, o estilo de luta dele é baseado em movimentos das classes thief dos rpgs. Ou seja, ele é ágil e até "ninja". É costumeiro ouvir referirem a ele como "gatuno", "lãdrão" (ou "thief") e "mercenário". Ao adquirir a forma Armor, ele torna-se um pouco mais veloz e silencioso (apelidado de Silent Knight/ Cavaleiro Silencioso), sendo até referido como "assassino" (uma classe tipica também nos rpgs)


[Habilidades exclusivas]

  • Lightning Nail // ライトニングネイル (Raitoningu Neiru) - Desfere um rápido ataque elétrico com suas garras. Tal ataque pode paralisar o inimigo temporariamente.

  • Inazuma Tornado // イナズマトルネード (Inazuma Toruneedo) [ 稲妻 Inazuma = Lightning ] - Ataque efetuado por três rodopios: No primeiro descarrega sua eletricidade no inimigo; no segundo faz com que essas faíscas gerem um tornado elétrico, enviando-o diretamente contra o oponente; e no terceiro desfere um ataque normal com suas garras, finalizando o golpe.

  • Speculum Persona // スペキュラムペルソナ (Supekyuramu Perusona) [Supeculum [lat] = espelho; Persona [lat] = Pessoa, Máscara,Personagem] - Habilidade de imitar a aparência de um indivíduo, mas esta técnica não o permite copiar seus poderes/habilidades especiais



[Habilidades herdadas]

  • Dash // ダッシュ (Dasshu) - Realiza uma esquiva rápida. Também usado para uma fuga mais eficaz.

  • Blue Thunder // ブルーサンダー (Buruu Sandaa) - Habilidade original de Lighdramon, porém adaptada por si mesmo. Nesta versão, Lightnimon une suas mãos, concentrando toda sua eletricidade na palma delas. Quando pronto, arremeça os relâmpagos formados contra o inimigo. Tal golpe paralisa o oponente por um determinado tempo.

  • Lightning Blade // ライトニングブレード (Raitoningu Bureedo) - Habilidade original de Lighdramon, porém adaptada por si mesmo. Nesta versão, Lightnimon gera vários relâmpagos e os atira contra o inimigo, ao estilo da habilidade especial de Renamon (Koyousetsu). Também pode criar estas fagulhas e lançá-las manualmente de suas mãos. Ou criar uma espécie de "adaga" elétrica e utilizá-la em um combate à curta-distância.

  • Thunderbolt // サンダーボルト (Sandaa Boruto) - Ataque normal. Carrega toda sua eletricidade e discarrega-a contra o inimigo

• Exemplos de como ele fala/age e seu estilo de luta:
#1: Interação
#2: Habilidades


Bem...
Por enquanto é só~

A data de entrega das entries será postada após ter aberto o contest na deviantart! Mas, vocês já podem me enviar.
Obs.: Se você participar aqui, não poderá participar nas categorias da deviant art, pois serão três Chibis.

Qualquer dúvidas, mandem PM ou postem aqui.


Última edição por Nina Geijutsushi em Qua Set 28, 2011 11:35 pm, editado 6 vez(es)

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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Takuya em Qua Set 21, 2011 1:39 am

Tô tentando entender a coisa toda aqui Oo. A união à que você se refere é a do Kaiser + Lightnimon? É pra criar uma historinha através de one-shot ou desenhos de como essa união vai acontecer? É isso? To confuso Oo #sofree...
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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Convidado em Qua Set 21, 2011 1:42 am

TakeruTK escreveu:Tô tentando entender a coisa toda aqui Oo. A união à que você se refere é a do Kaiser + Lightnimon? É pra criar uma historinha através de one-shot ou desenhos de como essa união vai acontecer? É isso? To confuso Oo #sofree...

Exatamente xD
A idéia do desafio era criar a origem da união entre o Lightnimon (Daisuke) e o Digimon Kaiser (Ken).
Mas no caso do fórum, só vale oneshot.

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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Takuya em Qua Set 21, 2011 1:51 am

Nina Geijutsushi escreveu:
TakeruTK escreveu:Tô tentando entender a coisa toda aqui Oo. A união à que você se refere é a do Kaiser + Lightnimon? É pra criar uma historinha através de one-shot ou desenhos de como essa união vai acontecer? É isso? To confuso Oo #sofree...

Exatamente xD
A idéia do desafio era criar a origem da união entre o Lightnimon (Daisuke) e o Digimon Kaiser (Ken).
Mas no caso do fórum, só vale oneshot.

Humm, entendi... achei interessante :D . Acho que vou pensar em alguma coisa a respeito também ^^.
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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Hinata Plusle em Qua Set 21, 2011 3:27 pm

#amuaechora Por que eu não li Hinode mais cedo?...

Ah, sim, "kimi" é beeem mais respeitoso que "omae", mas ainda está longe de ser polido, ok?
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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Convidado em Qua Set 21, 2011 3:51 pm

A Ni esqueceu de umas info inportantes do Lightnimon-sama u_u; Bom, já add.

Enfim, também vou adicionar este post no primeiro como exemplo de como ele age e fala.
Tá, é mais copy + paste da Hinode.

• Fala + Interação com outros invidívuos

[normal: irônico, temperamental, sarcástico, arrogante, provocativo]

exemplo 1 (V-mon):
- Heh... Não adianta vocês lutarem contra eles sem ter necessidade de sobrevivência. Escolhidos, os tempos mudaram. Dois anos atrás a missão era fácil... Agora as coisas estarão difíceis daqui por diante. – proferiu.

- Você está agindo como se já fosse experiente nisso... – disse a outra, suspirando.
- Cale-se e vamos logo. – bronqueou – Antes que aquela ave apareça e descubra tudo.
- Ok...
exemplo 2 (Frostmon):
- M-Mestra! – disse ele, atônito – Os escolhidos destruíram o Esquadrão 1A. E os reforços do Esquadrão 1B.

- C-como?! – deu um tapa poderoso na guarda da poltrona, congelando-a em instantes – Como foi possível um esquadrão ter sido destruído?!

- O Agumon foragido apareceu! – encurtou toda a história.
- Apareceu?! Então... Aquele... Aquele...

- Aquele...? Ficou gaga, Lady Frostmon? – uma terceira voz surgiu no ambiente.

- SEU FAJUTO! – insultou-o, apontando diretamente para o digimon negro que pipocou ali.

Este deu um pequeno riso. Lançou um olhar superior e com um tom arrogante disse:

- Tenha calma... Não queria encontrá-lo? Então... Aí está ele.
- Idiota! Ele deveria ter sido destruído antes mesmo que encontrasse os escolhidos!
- Ops... Acho que nossa linha de raciocínio é bem diferente, não acha?
- O que queres dizer com isso? – encarou-o de perto, encostando seu elmo no do da criatura pequena.

O Were Garurumon apenas dava um olhar desconfiado para o estranho. E quanto a ele...
Afastou-se dela, andou um pouco pela sala e começou a explicar:

- Não acha que seria melhor pegá-los todos juntos? Incluindo o dino alaranjado?
- Hmm... Prossiga. – ordenou.

- Então... Creio que o Agumon do escolhido irá contar sobre o que aconteceu à cidade. Logo o grupo inteiro irá tomar a decisão de querer tirá-la de vossas mãos.

Parou, ficou se costas pra ela.

- No momento em que eles vierem... É só bolar uma armadilha e capturá-los. Assim, você fica livre do Agumon do escolhido... – vira-se para ela – E terá a sua mercê todos os seus inimigos.

A ave ficou impressionada com a idéia. Esboçou um sorriso, satisfeita. Era um plano perfeito, e parecia não haver muitas falhas.

- Meu caro... Essa idéia é esplêndida! – elogiou – O mestre irá ficar satisfeito com isso!
- Nem precisa agradecer - disse ele, convencido.

- Certo, certo... – fitou o lobo negro – Ordene que o Esquadrão 1C prepare-se para um ataque surpresa aos nossos inimigos!
- Sim, mestra! – bateu continência.

Eis que o dono do plano sai andando calmamente, dá uma espiada para trás de forma muito discreta e ri tão baixo que ninguém ouve.

- Keikaku doori – murmurou, enquanto um brilho em seus olhos tornava-os de outra cor.
exemplo 3 (Black Were Garurumon):
- Heheh... Bom trabalho, crianças. – murmurou tal sombra, saltando de telhado em telhado, até chegar ao solo. Lá encontrou o mesmo Were Garurumon vírus que o encarou lá naquela sala.

- Você... Você é o culpado disso tudo! Sabia que não era de confiança! – acusou-o.

- Você sabia que não sou de confiança, principalmente por andar sozinho e até... Ser um gatuno, certo? – rebateu o digimon mascarado.

- Frostmon-sama ficará sabendo disso, e ela irá te destruir!

- Sério? Quem irá contar que fui eu quem sabotou os planos dela? – perguntou, estalando os dedos e aparecendo olhos vermelhos vibrantes de um beco.

O lobo negro olhou para trás, com um frio na espinha.

- O q-que é isso?!

- Não é da sua conta. Aliás, nem ligo em eliminar vocês... Já que estão do lado deles. – aproximou-se da fera.
- Não se preocupe, você e os seus outros companheiros tomados pelas trevas irão renascer na Cidade do Princípio... – cochichou em seu ouvido.

Afastou-se dali e uma rajada de fogo acertou o digimon, que virou dados.

- Ah... Os outros devem estar naquela ilha que vimos pelo caminho. – ele supôs – Espero que os escolhidos tenham como se dirigir para lá. Vamos logo, e não ouse contestar minhas ordens.

E os dois digimons misteriosos saíram de lá, sem deixar vestígios.
exemplo 4 (Burning Fladramon/V-mon):
Não muito longe dali, aquela dupla que seguia os escolhidos pousou no chão.
Espreguiçou o pequeno, bocejou também. Olhou para a sombra maior e “sorriu”

- Pensei que eles iam demorar pra chegar aqui... *phew*
- Não entendo ainda qual é a sua...
- E precisa? – falou com pouco caso.
- Claro que precisa... Eu preciso compreender isso tudo.
- Já disse que não é para contestar as minhas ordens. – levantou um pouco a voz.

O grandão suspirou, sabia que o seu “companheiro” (para não dizer “chefe”) era meio temperamental e “não gostava” (para não dizer “detestava muito”) que ele o contestasse.

- Sim, sim... – acenou com a cabeça, com um pouco de desânimo.
- Ok... Então... Algum sinal deles?
- Nada ainda.
- Certo. Nem dos digimons dos escolhidos que ainda estão espalhados por aí?
- Nada ainda também.

Praguejou bem baixinho, não queria receber aquele tipo de resposta.
Sentou-se no chão e concentrou-se. Talvez conseguisse detectar algo, talvez a natureza pudesse ajudá-lo em seus objetivos.

Retirou a máscara que cobria sua boca, fechou os olhos e respirou fundo; liberou o ar pela boca e passou a prestar atenção nos sons ao seu redor.

A silhueta ali atrás o observou em silêncio. Queria até dizer alguma coisa, mas não falou nem uma sílaba.
A audição do “companheiro” era ótima, e isso os ajudaria muito no que eles queriam fazer. Portanto, atrapalhá-lo agora seria um erro, fatal até.

Cerca de dez minutos se passaram e nada. Até que algo desperta seus sentidos e o faz se levantar do chão, cobrir sua boca outra vez e dirigir uma ordem a outra incógnita:

- Eu sei onde eles estão. Vamos logo, antes que estes tipos encontrem-nos.
- Certo...
- Ah, não se esqueça... – encarou-o, com aqueles olhos vermelhos e misteriosos:

“Não conteste minhas ordens.”
exemplo 5 (Nina + V-mon):
- E o que é que você está fazendo com este cara ali? – apontou para Lightnimon por cima do ombro, com o polegar direito.

- Este “cara” devia ter deixado a “mocinha” ser pega pelos Bakemons. – resmungou o outro.


- V-mon... – sussurrou para o amigo digimon – Eu sei que isso pode parecer um tanto equivocado, mas... Por acaso o Lightnimon e você não ajudaram o Agumon, Palmon e Gomamon às escondidas?

- Hein?! – exclamou – Mas... Mas eu não fiquei sabendo disso.

- O que não ficou sabendo? – Lightnimon aproximou-se e interveio na conversa particular. Encarou a humana, como se ela soubesse de algo.

- Foi você quem ajudou os parceiros do Yagami, da Tachikawa e do Kido? – perguntou diretamente.
- Quem? Está falando dos escolhidos?
- Isso. Você está com o V-mon, e ele está com as goggles do Motomiya. E a descrição que os digimons deles disseram batem com a sua!

Peitou-o. Olho por olho... Dente por “presa”.

- Está dizendo que eu me intrometi nesses acontecimentos?! – rosnou.
- Vamos! Está na cara que sabe de algo! Diga-me, o que você sabe? E por que está com o V-mon?!
- E quem disse que eu estou com ele? Não faço ninguém de refém, ok? E nem gosto de companhias.
- Então o que ele está fazendo aqui?!

- Eu... Eu quem estou com ele, Ni-chan... – encurtou a história – Eu decidi segui-lo...
- Mas... Mas por quê?! – ficou surpresa, fitando-o.
- Por que... Ele me encontrou. E... E disse que iria me ajudar a encontrar o Daisuke.

- Eu já te disse pra ficar calado quanto a isto! – bronqueou o guerreiro.

- Nós também viemos procurar por vocês! – disse ela – Talvez pudéssemos unir forças e procurá-los juntos!

- É isso que eu queria dizer com “atrapalhar”, entendeu?

- Ué, o que isso tem de mal? – fez uma cara de confusa.
- Não que isso seja “mal”... – V-mon resolveu falar antes que o outro respondesse de forma grosseira – É que... Ele não é muito de trabalhar em conjunto...
- Então por que está com ele?

- Esse digimon aí é uma exceção. – apontou para o baixinho – Não faço parceria com qualquer um.

- Ei! Está dizendo que... – sentiu-se ofendida.

- Não, e cale a sua boca. Não pergunte mais nada. E tudo que você ouviu e viu aqui fica em sigilo. Ou...

- Ou o quê? Vai me matar ou algo do tipo?!
- Espera... Você não faria isso... – Vee o olhou – Faria?

- Se ela não fosse sua amiga... Faria sim. – virou-se de costas pros dois.

- Não entendo então... Por que me salvou? Se você não gosta dos humanos--

- Não é nada disso. – encarou-a – Eu tenho meus próprios objetivos aqui, e não quero que nada e ninguém ousem atravessar meu caminho.

- Não acha que está sendo um pouquinho rude? – inocentemente o pequenino interveio.

- Rude?! E o que tem de “rude” em dizer que não quero que ninguém estrague meus planos?!

- Você está do nosso lado, não é? – Nina continuou interrogando-o.
- Eu não tenho lado algum. Nesse conflito quero é ficar de fora.
- Mas... Por que ajudou os parceiros dos escolhidos?
- Eles são digimons, como todos aqui são. Exceto você e os escolhidos.
- Isso não te faz estar do mesmo lado?
- É diferente “estar a favor de vocês” e “ajudar e proteger os digimons inocentes que estão envolvidos nessa história”.
- Então por que resolveu me ajudar?
- Por que eu já te falei... Não podia deixar que aqueles Bakemons te pegassem!
- Por quê? Isso pra mim não parece uma boa justificativa.
- Por que você não cala a boca? Essas suas perguntas me irritam!

- Lightnimon... Calma... A Ni-chan só está um pouco confusa... Ahn, não seria melhor contar a ela?

- Contar?! – exclamaram os dois.

- O que você está querendo com isso?! – pegou-o pelo pescoço, mas não com força.

- Ghn!

- V-mon! Ei... Solta ele, seu... – bravejou a garota.

- Lembra do que eu te disse quando te encontrei? O que foi que você me prometeu?! – falou em um tom sério, encostou seus olhos nos olhos do monstrinho.

- Que... Que eu não iria contestar suas ordens... Kh... E não iria revelar vossos planos...

- Em troca disso te ajudava a encontrar aquela criança e te protegeria daqueles que acham ter matado o seu parceiro, não foi?

- I-Isso...

- Então, aí está a sua resposta pra sua sugestão imbecil. – soltou-o no chão “delicadamente”.

- Vee, você está bem? – Ni foi até ele, agachou-se no chão e o abraçou.
- S-Sim... Não se preocupe, Ni... – deu uma pequena risada sem-graça – Ele é assim mesmo... Meio difícil de convencer.

- Não sei pra onde foram os escolhidos... Por enquanto você ficará aqui com o V-mon. E fará o que eu disser, e não conteste minhas ordens.
exemplo 6 (Nina + V-mon):
Ouvem-se então as folhagens dali se mexerem. Lightnimon imediatamente salta em Ni e Vee, derrubando-os no chão. Quando os mesmos tentaram perguntar, o gatuno tapou as suas bocas e murmurou para que ficassem calados.

Levantou-se em seguida e aproximou dos arbustos. Abriu uma pequena “janela” deles e viu Bakemons passando pelo “corredor” do lado.

- Encontrou-a? – perguntou um Bakemon a outro.
- Não... Mas podia jurar que ouvi um grito... – respondeu.
- A Mestra Ranamon quer aquela humana... Mas pra quê?
- Eu não sei, só vamos descobrir assim que a capturarmos.

- Ranamon? – pensou o digimon mascarado, voltou pra perto dos dois “companheiros”.

- Valeu pelos berros, menina – agradeceu ironicamente, em voz baixa – Por pouco eles não nos encontraram.
- Ei! – bufou ela.
- Shh! – tapou sua boca – Aqueles fantasmas são servos da Ranamon, e ela tem algum interesse em você. Então, se não quiser descobrir o que ela tanto deseja com “vossa majestade”, cale a boca e vamos sair daqui agora.

Os três saíram com cautela da área, pé por pé e evitando fazer o menor barulho possível.
exemplo 7 (V-mon):
- Lightnimon? – V-mon aproximou-se dele, olhou-o – Aconteceu alguma coisa? Está se sentindo bem?

- Ah... – acenou positivamente com a cabeça – Estou bem... Só... Só um pouco... Pensativo.
- Está pensando em como ajudá-los a encontrar o Daisuke também?
- Eles conseguem fazer isso sem a minha ajuda... Você quem precisa... – virou o rosto para o lado.
- Está se sentindo mal por não querer contar a Ni-chan...
- Aquela humana não precisa saber de nada. Nem dos meus propósitos aqui.
- Mas... Eu consigo ver isso em seus olhos.
- Cala a boca! Se eu fizer isso, terei de mudar meus planos.
- Por quê?
- Porque eu pensei nisto tudo bem antes, não há como incluir outro individuo neles.
- E é tão difícil assim?
- Um deslize... E tudo estará perdido, lembra? Você sabe das minhas intenções aqui.
- Mas...
- JÁ DISSE QUE NÃO É PARA CONTRARIAR MINHAS ORDENS ENQUANTO ESTIVER COMIGO! – rosnou para ele, encarando-o bem perto dos olhos vermelhos do dragãozinho.

O pequenino caiu sentado, meio assustado com aquela reação.
E o outro... Reagiu de outra forma, arrependido:

- Desculpe, V-mon... *sigh* deve ter sido ruim ter visto o seu parceiro morrer diante de seus olhos, não foi? Eu deveria ser... Mais gentil contigo, e não te tratar dessa maneira.

- E-eu que... Esqueci... Do nosso trato... – desculpou-se, meio choroso.
exemplo 8 (Sora + Piyomon):
Ao dar mais alguns passos, uns sete... Algo agarrou a ruiva pela esquerda, tapando sua boca e mobilizando-a com a outra. O autor disto a puxou rapidamente para trás, voltando para o esconderijo. Atirou-a rapidamente ao chão, enquanto se apoiava em um joelho só, colocando a luva antes que ela visse sua mão.

- Quem--
- Shh! Quieta! – murmurou a ela, fazendo o sinal de silêncio – Não se mova!
- Huh?

Dentro de alguns instantes, Sora viu a silhueta de um enorme digimon pássaro passar por eles. Era aquela que tinha dito que Daisuke estava morto.
O que ela estava fazendo lá?! Será que estaria atrás de alguma coisa?

- Eu pensei ter visto aquela garota vir por aqui... – comentou consigo mesma Frostmon, enquanto voltava a vasculhar – Vamos, onde ela está?!

Distanciou de lá, até desaparecer no horizonte sombrio da selva. O digimon mascarado colocou a cabeça por cima da moita cuidadosamente, verificando se a inimiga já havia ido embora.

- Ufa... – suspirou aliviado – Ela se foi.
- Quem é você?! – interrogou a escolhida do Amor.

- Ahn? – virou-se para ela – Isso não importa agora. O que pensa que está fazendo em sair sozinha por aí, sem ter encontrado ainda a sua parceira digimon?! – bronqueou-a.

- Eu ouvi a voz dela! – contestou Sora – E eu preciso ir ajudá-la! Ela está em perigo!

- Eu sei, eu sei... – balançou a cabeça positivamente – E sorte sua que te encontrei a tempo, imagina se a Frostmon tivesse te pego? Só iria complicar mais ainda a situação de vocês.

- O que você sabe?! E como sabe que a minha parceira está em apuros?!
- Não é hora para interrogatórios, Sora-san – olhou-a seriamente – Veja o sinal de Piyomon e diga onde ela está agora.
- Como sabe meu nome?
- Chega de perguntas! Faça logo o que eu estou mandando! A não ser que queira que a Piyo-chan seja capturada e destruída.

Imediatamente mostrou o digivice do Amor a ele. Olharam em conjunto, e visualizaram a localização. Piyomon estava perto dali, movendo-se próximo do lago.
Talvez tivesse tido a idéia de voar para lá na esperança de encontrar alguma das crianças.

- Yosh... Vamos. – pegou-a pela mão, estalou os dedos e saiu puxando a Takenouchi.
- E-ei! – ela ainda não compreendeu aquilo, porém... Sentia que aquele estranho não era inimigo algum dela.

Mas... Por que ele estalou os dedos?
Óbvio, era uma mensagem codificada. Isso significava que V-mon, que ainda estava escondido no alto daquela árvore, deveria seguir os dois em total sigilo e sem levantar suspeita.




- Acho que vocês conseguem encontrar os outros sozinhas, certo?
- Quem é você?! – Sora continuou a insistir naquela pergunta.
- Por que quer saber, Sora-san?
- Como sabe o meu nome?! – olhou atravessado.
- Acha que ninguém sabe? Eu sei o nome de todos vocês.
- O que... O que você quer da gente?! – interveio Piyomon, séria.
- Nada, apenas o mesmo que vocês, heheh.
- O que?! Como pode dizer isso?! Se... Se você mandou aquele estranho digimon matar o Cerberumon?!

- Oh? É por isso que vocês estão tão sérias assim comigo? – olhou para trás, percebendo que alguém conhecido tinha chegado e estava esperando-o num galho – Não tenho a mínima intenção de matar esses digimons por gosto ou por ser um vilão. Não me comparem com o Digimon Kaiser, meninas. – voltou sua atenção a elas, e “sorriu” outra vez – O inimigo de vocês não conseguiu colocar as mãos na Cidade do Princípio. Não ainda. Ela está sob proteção de um digimon em especial. E essa é a única alternativa que temos para que não os machuquem caso falhem sem suas missões.

Elas se entreolharam, depois voltaram a prestar atenção nele.

- Por isso é a única alternativa que temos para protegê-los. Ou é eles renascendo... Ou é serem destruídos por aquele maldito que está tentando convencer aos digimons que ele é a única forma deles finalmente vivem em paz e sem se preocuparem mais com as trevas ou com o medo de algum escolhido novamente tentar usar o poder sagrado para dominar a Digital World ao invés de usá-lo para a proteção dele... Isso é mentira! Se acontecer algo desse tipo outra vez, os demais escolhidos e os próprios digimons iriam impedir que mais um “Digimon Kaiser” nascesse.

- Mas... Então... – Sora intrometeu-se – Se não fizermos isso, esses digimons irão sofrer e não poderão renascer?!

- Exato, Sora-san. Não pensem que sou inimigo de vocês, mas também não somos amigos. – encarou-a, falou com um tom mais sério – Nossos objetivos são semelhantes, mas não pense que serei bonzinho se vocês vierem interferir.

- Se você tentar atacar a Sora--

- Calma, Piyo-chan... – riu baixinho – Não interesso em confrontar os protetores da Digital World. Apenas dei um aviso amistoso. Temos objetivos semelhantes, mas um não vai querer atrapalhar o outro, não é?

- Não importa! Eu irei protegê-la caso você venha a ser nosso oponente!

- Talvez sejamos... – desferiu um olhar sério a ela – Se houver algo em vosso grupo que me interesse... Ou se vocês ousarem atrapalhar meus planos.

- ... Quem é você?!

- Ah... Tenho que ir, já dei informações demais a vocês. Não posso facilitar o caminho. Acho melhor encontrarem o Taichi-san e os outros logo, antes que os cachorrinhos venham e peguem vocês duas. Até, meninas.

- Espera! – gritou Sora, mas ele já havia saltado direto para o topo das árvores, sumindo em instantes – Ah... E agora?!
- Não sei, Sora... – respondeu a pequena Piyomon.

Decidiram então seguir o sinal do digivice de Hikari e Jou, voltando cautelosamente pelo caminho.
exemplo 9 (Nina + V-mon):
- Droga... Tenho de tomar cuidado com aquela garota dos olhos verdes... – sussurrou para si mesmo.
- Lightnimon... – V-mon, que estava no solo enquanto o “parceiro” ficava empoleirado num galho robusto, murmurava – O que você quer mesmo com a Bunni?
- Você entendeu, não? – respondeu, olhando para o brilho das goggles e os olhos vermelhos do azulzinho – O que eu quero é--

- Ok, por que você tentou atacar o Yagami e os outros?! – pipocou uma Geijutsushi atrás de V-mon, se apoiou na cabeça do dragãozinho e encarou os olhos cintilantes do guerreiro.

- O que raios você está fazendo aqui?! – falou ele.
- Eu quem deveria perguntar isso, não é?! – retrucou ela.
- Ni-chan... Poderia falar mais baixo?! – pediu Vee.
- Vamos, me diga! O que te deu na cabeça?!
- Essa idiota vai estragar meus planos... – bufou Lightnimon, descendo da árvore, pegando-a pelo braço e ordenando que V-mon os seguisse.
- Ei! O que você--
- Cale a boca. Eu sei que vou me arrepender disso depois, mas se eu não fizer isso...
- O quê?!
- Não, sua humana idiota, eu não vou te matar.
- V-Vai fazer o quê então?!
- Estou sendo obrigado a te explicar. Mas se você deixar que escape, assim como você deixou escapar o meu nome... Aí sim que eu te mato.
- Eeeei! Foi um acidente! Sério!
- Lightnimon... – V-mon interveio – Ela não tem culpa! Por favor...
- E você fica na tua, ouviu?! – rosnou o “chefe”.
- S-Sim...
exemplo 10 (Tentomon + Vee + Escolhidos + Ni & Carol):
Parou e escondeu-se nos galhos das árvores, bem lá no fundo, camuflando-se com as folhas. Ali sentiu alguém tocar em seu ombro. Virou sua cabeça lentamente e viu uma figura preta de olhos vermelhos e um tufo prateado gigante.

- Não faça barulho, Tento-san – sussurrou.
- Quem é você? – perguntou em um tom baixo.
- Meu nome não é importante agora. – respondeu – Digamos que estejamos do mesmo lado.
- Por que devo confiar em você?
- Porque sei onde está o Koushiro-san.
- Como sabe que eu tenho um parceiro e que ele...
- Perguntas demais. Quer ou não encontrar os escolhidos?
- Sabe onde eles estão?
- Sei. Eles estão aqui, nesta ilha. Procurando por você e pela Piyomon.
- Então...

- Tentomon – falou sério – Sua única chance de sobreviver é me seguir, sem questionar minhas ordens. Estes digimons estão a sua procura para te eliminarem. Os seis digimons dos seis escolhidos veteranos estão sendo caçados para serem destruídos por completo, sem que possam voltar como Digitamas. Eu sei que não pareço nem um pouco “simpático”, mas por dentro... Você sabe que eu não sou seu inimigo. Todos vocês sabem disso.

- Você... Não me parece ser mal, por que está dizendo isso?

- Acredite ou não, nossos encontros talvez não sejam amigáveis. E quando esses encontros desagradáveis chegarem, vocês terão de ver além das aparências. E também compreender a mensagem codificada das minhas ações.

- Mensagem... codificada...?

- Vamos logo, antes que eles nos encontrem! – pegou-o pela cintura e saiu saltando pelos galhos, escapando dos cães e dos ursos.

...

- Ele não deve estar muito longe... O sinal está perto! – alertou o ruivo.
- Será que ele não está fugindo? – supôs Iori.
- Se estiver... Os digimons inimigos estarão vindo atrás dele – comentou Nina.
- Não deveriamos se pessimistas... – bronqueou Carol – O Parceiro do Koushiro-san deve estar com problemas e nós precisamos ajudá-lo!

O “beep” do digivice roxo começou a tocar mais rápido e forte. O grupo apertou o passo, tendo uma impressão que o Hida estava certo.

Na direção oposta vinha ele e o parceiro do Izumi. E atrás deles, Waru Monzaemons.
Olhou para trás e viu os “ursinhos carinhosos” indo pela mesma rota em que estavam aqueles seis e os quatro monstrinhos.

Estalou os dedos e um vulto passou por cima deles, e escondeu-se na fileira de árvores do outro lado.
O misterioso mascarado então saltou do galho e ficou no meio da trilha. Soltou a joaninha metálica e a ordenou que corresse enquanto deteria os digimaus.

Não contestou e saiu voando. Até encontrar as crianças. Um abraço forte foi dado pelo Koushiro, mas Tentomon logo soltou-se de seus braços e falou sobre o indivíduo.

Olharam-se e decidiram: Seja lá quem fosse, iriam ajudar.
Continuaram em frente, até avistarem uma silhueta.

Já o outro digimon, o que ajudara o pequeno, não gostou muito daquela atitude...

- Droga... Eu não posso deixar que eles se aproximem...

Estalou os dedos e proferiu algo ao “cúmplice”.
E este ficou meio intrigado com a ordem.

- Você está maluco?! E se eu acertar alguém?!
- Não irá... E o que foi que eu falei sobre me contestar?!
- Mas... Eles não estão por perto?
- Nem tanto! E a posição deles não permitirá que se machuquem.
- E se eu te acertar?
- Vai me dizer que tá com medinho de me ferir? Só se for burro mesmo.
- Mas...
- Onde está sua coragem? Ande logo! Eles vão ser pegos se não impedirmos a passagem!

Meio receoso, o grandão lançou uma rajada de fogo alguns metros a frente do pequeno, criando uma barreira de fogo. Isso fez com que os escolhidos parassem por ali mesmo.
Pensaram em como passar, e discutiram sobre isso, até que uma mancha preta era vista de frente pra eles.

- Vocês não devem passar por aqui – disse – Voltem imediatamente e encontrem os outros sete escolhidos.

- Quem é você?! – vociferou o Yagami.

- Não interessa. – o tom de sua voz tornou-se mais sério – SAIAM DAQUI OU EU MESMO TEREI DE DAR MOTIVOS PARA ISSO!

- Não... Não deveriamos arriscar – disse a Choujutsushi – Os digimons não parecem estar em forma para lutar contra esse inimigo.
- E não me parece estar querendo bloquear a passagem para nos atrapalhar. – argumentou Ni.

- CLARO QUE NÃO, DUH! Se quiserem que os Waru Monzaemons os capturem, eu deixo que passem.

- Waru Monzaemons?! – exclamaram.

- O tempo é precioso demais para gastarem desta forma! Andem logo, antes que eu mude de idéia!

A garota cujo tinha um colar com uma pedra brilhando reconheceu aquela “educação” toda. Sorriu sem que ninguém visse e falou:

- Vamos, vamos depressa. Foi muita sorte nossa termos sido avisados! Talvez os outros estejam em outro canto! Rápido, rápido! – empurrou Iori e Taichi, enquanto os outros iam atrás.

O Ichijouji achou muito suspeito aquilo. Uma parede de fogo... Um alerta...
Sacou o D-3 negro e fitou o visor. Viu o sinal de outros sete aparelhos piscando.
E um oitavo sinal passou despercebido pelo jovem detetive.

Assim que todos partiram, a parede de fogo apagou-se.
Revelando aquele mesmo ser que atacou a caverna.

Virou-se para a direita e deu a ordem para começarem o ataque.
E a gigante sombra emergiu do alto das folhagens e começou a bombardear pelo ar os ursos tenebrosos com suas rajadas flamejantes.
exemplo 11 (Frostmon):
Ela ficou sabendo de suas ações. Só não contou a Ranamon por mera rivalidade.
Sim, a ave do leste aproveitou disso para ter mais chances de derrotar os heróis e subir no conceito do mago maquiavélico.


- Maldito... Onde ele está?! – bufava, apertando o punho com força.
- APAREÇA! Eu sei que você está se escondendo por aí! – vociferou, fazendo com que sua voz ecoasse por todo o terreno. Diversas árvores mantinham-se lado a lado, formando “paredes” de um labirinto ao ar livre. As folhas das mesmas tapavam em alguns “setores”, deixando a luminosidade clarear os corredores.

- Estava te procurando... Lady Frostmon. – pairou uma voz do canto superior da direita.

- VOCÊ AÍ! NÃO ME FAÇA DE TOLA! – gritou, encarando-o com todo seu ódio.

Saltou dali e pousou na frente da criatura penosa. Com muito estilo, e um ar esnobe, voltou a falar:

- Tola? Eu acho que ainda não compreendeu bem minhas táticas...
- Foi você quem destruiu os meus soldados! Não me--
- Destruí? Ahn? Não fiz nadinha...! Juro!
- C-Como assim?! Não fez nada?!
- Claro que não... Estive na cola dos escolhidos o tempo todo, observando o melhor meio de atacá-los.
- Então... Q-quem os destruiu?!
- Olha, você não viria para cá sem uma razão... O que te trouxe aqui?
- Meus soldados restantes do esquadrão 1B reportaram ter visto um digimon com asas flamejantes deixar a baía após os escolhidos terem partido para esta ilha.

Fez um olhar de surpresa. Então retomou:

- Isso é interessante...! Parece então que o tal garoto que ouvi os escolhidos falarem está vivo, não está?!
- O QUE?! – berrou ela, incrédula.
- Como estive ocupado este tempo todo... Só posso supor que quem destruiu os seus soldados foste ele. E por que essa carinha? Parece até que viu um fantasma.
- E-Ele está...?!
- Ou... Pode ser que outra criança escolhida esteja na Digital World, além daqueles treze.
- Mas... Mas... – Frostmon travou feito um disco riscado.
- É a única coisa que sei...
- O que mais você sabe?! – encarou-o.
- O que ganho em troca se te contar? – disse com ar de interesseiro.
- O que você quer? Não teria vindo aqui sem um interesse...
- Só umas coisinhas sobre o continente onde se localiza a cidade de Santa Geria.
- Eh? Por que quer saber?
- Curiosidade... Só sei de você e Ranamon... Sabe... Um mercenário ajuda sempre em troca do que lhe é precioso. Para mim, estas informações são preciosas.
- Santa Geria, huh? Aquele continente não tem nenhum domínio. Mas acho que a Lekismon quem está encarregada de procurar pelo tal Gabumon pertencente a uma criança escolhida.

- Lekismon? – pensou – Nunca vi este digimon antes... Então são três digimons fêmeas que trabalham praquele cara...

- Ela não compartilha as mesmas informações conosco. E possui uma excelente estratégia, a ponto de ter sido a única a concluir sua missão anterior.

- Coisa que tanto você quanto a Ranamon não conseguiram, ou é só impressão minha? – debochou.
- M-Mas como se atreve...! Espera, como sabe disso?!
- Do jeito que vocês estão agindo desesperadamente... Dá pra ver isso perfeitamente.
- Certo... Mais alguma pergunta...?
- O que tem de tão interessante naquela Younenki II que anda com o grupo?
- Hein?
- Uma coelha rosa de olhos verdes e de orelhas longas, que as crianças chamam por ChibiBunnymon ou apenas por “Bunni”.
- Ah! Ela?! Ela... É o poder que ela carrega. Esta praga pode despertar o poder dos fragmentos... Mas, pelo que ouvi o mestre falando uma vez... É o colar que ela carrega. Aquilo possui toda a magia usada por um mago da época dele...

- Bingo... – pensou – Então é por isso que estão atrás dela. Não pela própria, mas sim pelo pingente...!

- Isso tem a ver com tais fragmentos citados pela Lady Ranamon? – perguntou o guerreiro, interessado.
- Sim, essa magia selada é a dos quatorze fragmentos. A mesma que reúne todos os fragmentos e faz o Milagre ocorrer... E pode até alterar o Destino.
- Oh... I see... Então por isso que ela estava atrás daquela orelhuda...
- Sim. Agora me diga o que você sabe.

Olhou para os lados, como se certificasse que não o ouviriam. Logo fez a sua parte da troca de informações:

- Os escolhidos já encontraram Piyomon e Tentomon. Heh. Parece que os soldadinhos da Ranamon são tão fracos e burros! – riu sarcasticamente.
- C-Como?! Eles já encontraram estes dois?! – exclamou totalmente surpreendida.
- Sim, sim... Digamos que estou querendo cooperar contigo e fiz um favorzinho. Já que lealdade a uma criatura tão generosa como você... Que me salvou a pele naquele dia e até ouviu meus conselhos...
- Você... Você fez alguma coisa?!
- Promete que não contará a ela, certo?
- Prometo, você está sendo justo comigo...
- Estou do seu lado, Frost-chan. Eu ajudei aqueles dois digimons... Mas é uma questão de tempo, minha cara... – “sorriu” – Afinal, é preferível pegar os escolhidos todos juntos, incluindo seus parceiros... Ou fazer o trabalho da forma mais difícil?

Ela nada respondeu, apenas refletiu sobre aquilo. Enquanto isso, os olhos vermelhos de Lightnimon a olhavam serenamente. No fundo dizia em sua mente: Keikaku doori.

Ou seja... “De acordo com o plano”.

- Mas... Eles poderão evoluir se estiverem com os escolhidos! – contestou.

- É uma questão de tempo... Basta só tirar a energia dos digimons, claro. A evolução é algo que gasta as energias, não é mesmo? – solucionou – Então o verdadeiro problema pode ser resolvido de uma forma tão simples... Faça-os evoluir para a forma Kanzentai, deixem que lutem normalmente. Quando estiverem sem forças para voltar a este nível... Aí estará a chance que querias tanto, Frost-chan.

- Você é um tanto esperto...! Mas, por que este plano falhou anteriormente?! – encarou-o.

- Porque você não soube administrar isto. – retrucou – Te dei minhas idéias, mas se não souber como manejá-las, serão um fracasso total.

- Se esse é o problema... – apontou para ele – Quero que você cuide desses detalhes.
- Ore? Quanta honra. Isso é pela minha fidelidade, huh?
- Até agora pensei que você estivesse me fazendo de palhaça, mas agora sinto que posso te dar um pouco de confiança.

- Claro... Pode confiar em mim... Então sugiro que saia daqui e vá para o próximo continente... Farei com que vossos inimigos se dirijam para lá também. Esperemos que encontrem o Gabumon e então... Pegamos todos eles, juntos.

Um sorriso maligno brotou na face dela. Finalmente poderia fazer com que a sua “amiga” anfíbia calasse e a respeitasse. Tinha tudo em mãos, e uma criatura tão viva quanto uma raposa.

- Ok. Espero que não me enganes.
- Sem problemas, não irei te enganar.
- Até o nosso próximo encontro. – abriu as asas e saiu voando pelos céus, sumindo em questão de segundos.

- Até... – sussurrou – cérebro de passarinho.
exemplo 12 (Gabumon + Vee):
Nas sombras surgiu ele, V-mon e o misterioso digimon mascarado. A segurança tinha sido reforçada, depois que um dos garurumons negros reportou a informação antes de exilarem Gabumon em prol do mesmo e de Santa Geria. Logo, Lightnimon era conhecido como aliado de Frostmon, uma das responsáveis pelos ataques ao vilarejo do outro continente.
Aquelas informações foram descobertas quando a matilha de Were Garurumons negros se juntou com a ave próximo dos arredores da cidade.
Então era óbvio que o guerreiro da noite não poderia aparecer em público.

Agora... Como fazer para juntar Gabumon com o Yamato... E falar com o Takeru?


- Isso não é muito bom... *sigh* Será que ela não tem um cérebro?! – resmungou – Dessa forma é óbvio que o plano não daria certo, nem mesmo se eu o tramasse!

- Lightnimon... – Gabumon olhou-o – Se é o que eu acho, está tentando pensar num modo de me devolver ao Yamato... E como falar com o Takeru sem chamar atenção, não é?

- Exato. Mas com isso tudo... Creio que minha única alternativa é afastá-los de Santa Geria. E eu tenho que resolver umas coisas com a Frostmon depois.

- O que você está pensando em fazer? – V-mon sentiu um receiozinho daquela sentença.
- Está na hora, V-mon. – voltou-se a ele – Enquanto os escolhidos terminam com o restante do exército dela, nós vamos dar o golpe final.
- Nós... Mas isso não iria estragar tudo?!
- Não. Porque ela não terá tempo de reportar a eles.
- Ela é forte...! Não acha que está se precipitando demais?!
- Você mesmo sabe que temos de fazer isso. Ela quer isso. Está sendo forçada a fazer essas coisas! – contestou.
- Mesmo assim... Ela pode acabar fugindo! E você estará na mira deles por minha causa!
- Cale-se, eu já disse pra não questionar minhas ordens! – rosnou.

- O que aconteceu com ele afinal? – comentou consigo Gabumon.
- Estou tentando entender... – disse Vee.
- Não aconteceu nada. Essas são as minhas condições para cooperarmos. – respondeu o “chefe”.
- Se eu for até eles, irão contar sobre seu plano com a Frostmon – ponderou o digimon amarelo coberto por uma pele de lobo – Talvez assim possa atrair a atenção do Takeru.
- Também irá atrair os outros... E se...! Acho que... Tive uma idéia.
- Teve? – disseram os outros dois.
exemplo 13 (Takeru):
Pararam um longe do outro. Como se fosse uma luta. Talvez Lightnimon, por saber tanto sobre eles (e isso ainda era outra coisa que confundia os heróis), tinha uma pequena noção que o menino iria apelar para aquele lado mais sombrio.

- Takaishi, você sabe por que seu parceiro não conseguiu evoluir para Holy Angemon até agora?
- O que você sabe a respeito disso? – foi seco com o outro.
- Não sabe, não é mesmo? Então... Isso significa que você perdeu a noção do seu significado.
- Perdi....? – fez pouco caso – Eu sei o que representa meu brasão. E é o que estou fazendo agora mesmo! Tendo esperanças em que posso encontrar o Daisuke-kun, ajudar a Digital World e tudo isso ter um final feliz!

Cruzou os braços, abaixou a cabeça: - Takeru, você percebeu suas palavras de agora? Está entendendo o que digo quando falei... “Você perdeu a noção do que significa o seu brasão”?

- Como eu perdi?! – respondeu, indignado.

- Você se diz amigo das pessoas... Mas esse seu sorriso não é nem um pouco sincero às vezes. Tentar confortar os outros é uma coisa, agora mentir para os outros e pra si mesmo é outra.

- Mentir?! O que...

- TAKAISHI! – gritou, levantou a cabeça e descruzou os braços – Se não entender isso agora, a esperança jamais irá surtir efeito em suas palavras! Jamais irá ser esperançoso como você era antes! O Takeru de antes, de oito anos, tinha muito mais esperança e pureza que você! Será que você ENTENDEU agora?!

- Pureza... Está dizendo que eu não sou mais digno de usar o brasão da Esperança?
- Certamente, garoto humano. Até que me prove o contrário.
- Bem... E então por que você está agindo sozinho e se escondendo...?
- Não mude de assunto...!
- Você não olha diretamente nos olhos dos outros por medo? O que você está escondendo?

De fato, Lightnimon nunca olhava diretamente nos olhos dos escolhidos. Nem de seus parceiros. A única exceção foi Gabumon.

- Já disse para não mudar de assunto!
- Como quer que eu acredite em você se não pode fazer isso?!
- Tenho minhas prioridades! Meus objetivos são semelhantes aos de vocês!
- Semelhantes? O que tem de semelhante em nos ajudar e nos atacar depois?!
- Você não percebeu. Você não perceberá enquanto pensar errado sobre o seu poder.
- Eu não estou pensando errado! Você atacou o meu irmão, a Sora, a Miyako, o Jou, a Mimi e os nossos parceiros! Tudo só para... Falar para a Hikari liberar o poder dela?!

- Engraçado... – encarou-o, seriamente – Como que a escolhida da Luz conseguiu compreender tudo, uma menina que não vivenciou tudo que vocês sete vivenciaram antes na DW, pode ter tanta responsabilidade e atitude que você?! E ainda se diz “veterano”?! Por que você é o único que continua a choramingar e a fingir ter mudado, Takeru?! Perder o Angemon foi doloroso a você... Não foi? Claro que foi.

- Seu...! Quem você pensa que é para falar disso abertamente?! – aproximou-se dele, pegou-o pela roupa e encarou-o no fundo dos olhos – Me diga! Quem você é!

- Esse mesmo poder que foi concedido a você pode ser usado para destruir aqueles quem você ama caso perca o controle de suas emoções... – continuou – Ou melhor, se não houver esperança, não haverá vitória para vocês. E também... Patamon poderia ser destruído de novo, e nunca mais renascer--

Aquela última frase o fez socar o digimon, arremessando-o contra o chão. O elmo caiu, mas por extrema sorte o loiro não conseguiu ver seu rosto. Pegou-o do chão e o colocou, levantou-se.

- Não fale disso... Nem ouse citar. Patamon... Patamon se sacrificou naquela vez! Não fale disso como se fosse algo si--

Takeru mal pode terminar sua frase, pois recebeu um soco igual àquele que deu no gatuno. Quando Takaishi olhou para ele, percebeu que escorria algo de sua face. Também notou que ele havia tirado a máscara que cobria sua boca, podendo ver assim sua verdadeira pele.

- Você é um IDIOTA Takeru! Um IDIOTA! Como se eu estivesse brincando com isso! Você não sabe o quão difícil é falar com você! Não sabe o quão dói ser excluído! Nos dois sentidos... Nos sentidos. Não falo do sacrifício de Patamon como se fosse uma piada! Se eu fosse citar isso ao Ken Ichijouji, ele teria pelo menos noção de que estou alertando para que não aconteça outra vez!

- Você... Você está... Chorando? - percebeu o loiro

- Acha que me sentiria bem se... Se eu fosse humano e alguém viesse falar comigo, citando algo que aconteceu ao meu parceiro e fizesse um alerta... Eu iria ignorar isso? Arriscar perder meu parceiro, meus amigos e minha própria vida?! Você tem IDÉIA do que verdadeiramente estou fazendo?! Não sabe o quão árduo é ter de agir dessa forma, para que os inimigos não percebam?! Estou arriscando minha vida com tudo isso. Eu destruí os soldados de Frostmon e Ranamon. Eu procurei pelos seus parceiros e os levei até vocês! Estou fazendo isso não com segundas intenções... Mas pelo mesmo objetivo que vocês têm!

- Por que então você... O que você...

- Isso é um fardo pesado. É algo que não deveria fazer, mas estou fazendo... E você não percebe seu erro. Não percebe e quer continuar a agir feito o sabichão. Tão imaturo quanto era o Daisuke Motomiya dois anos atrás...! E talvez... Um pouco de imaturidade que ele tenha hoje... Um pouco...

- Eu não entendo aonde você quer chegar...!

- Takeru. Seu brasão é o da Esperança. – levantou o elmo, enxugou as lágrimas no braço, e depois o colocou de volta – Justiça pelas próprias mãos não é o certo. O jeito que você age agora é errado. Isso apaga seu brilho. Seu verdadeiro poder. Você não é a verdade, e Holy Angemon não deve ser usado para esse propósito. Você não deve condenar os outros. Você não é o Unmei. Você é o escolhido da Esperança.

- Unmei...?

- Takeru. Você deve usar seu brasão pra isso. E deve alimentar as esperanças do grupo. Você age como a determinação do Motomiya. Ele transpassa sua determinação aos demais, e você deve fazer os outros acreditarem, a terem esperanças.

- Você... Seus olhos são... Familiares...

- Se você compreendeu isso... Prove para mim. Prove com suas palavras que detectou seu erro! ... E pára de desviar do assunto!

- D-Desculpe... E pelo soco também... Não consegui controlar minhas emoções... Mas... Mas agora eu consigo perceber que... Eu agi de outra forma... Porque... Eu era o mais experiente dos cinco... Não conseguia entender as razões do Taichi-san ter dito naquele dia em que entregou os goggles ao Daisuke-kun que ele seria o seu sucessor... Mas, agora compreendo... Ele tem algo que eu não tenho... É aquela determinação dele, aquela coragem, e aqueles laços de amizade que nos uniu como um verdadeiro time. Graças a isso, ele conseguiu escapar da ilusão do Belial Vamdemon. Nunca pensei que... Talvez ele se sentisse excluído no começo, pelo fato dos restantes me darem mais ouvidos pela minha experiência... Acho que deveria... Falar com ele assim que nós o encontrarmos.

- Heh... Quais são seus objetivos? – perguntou novamente.
- Nós iremos encontrar o Daisuke-kun, e salvar a Digital World desses que estão perturbando a paz!
- Esse é o verdadeiro... Takeru Takaishi que fez seu brasão brilhar cinco anos atrás. – sorriu.
exemplo 14 (Escolhidos + Ni):
Um pouco afastado dali, olhos vigiavam-nos. Num rápido salto passou dos mocinhos e posicionou-se uma árvore de onde teriam uma boa visualização dele.
Eis que iniciou tal plano:

- Ei, escolhidos! – gritou Lightnimon, olhando-os.

- Você de novo?! – Um Yamato enraivecido tentou avançar, mas foi segurado por Takeru e Taichi.
- O que você quer agora?! – falou uma ousada Miyako, cerrando os dentes e apontando para o digimon negro.

- Nada de mais... Só vim avisar que os lobos estão à solta, esperando para começar a grande caçada. – riu-se ironicamente. Estalando os dedos, o tal sinal que os soldados esperavam, pipocaram vários lupinos negros.

- SEU CAFAJESTE! – insultou uma Geijutsushi, mas fez aquilo para despistar. Sabia que no fundo deveria ter alguma artimanha do guerreiro, ao invés dele ser mesmo um traidor.
- O que está a fazer?! – sussurrou ela para o digimon.
- Cala a boca e não estraga meu plano! – respondeu no mesmo tom que a mocinha.
exemplo 15 (Ken + Wormmon):
O golpe foi rápido e acertou-o em cheio. Ele foi congelado pelo gelo negro. O escolhido da Bondade tentou se aproximar, mas lembrou-se do que os outros disseram a respeito daquilo: Se encostar na área ou no gelo negro, ficará preso também.

A mamífera rosada ignorou a chance de finalizar o inimigo, dando prioridade à companheira paralisada. Pegou-a pela cintura e fugiu de lá, sem que vissem a direção tomada.

- Perdoe-me, Ken-chan... – um Stingmon decepcionado olhou para o menino.
- Não foi sua culpa... – confortou-o com um sorriso tímido – Nós sabemos que elas são inimigas mais fortes...

- Exatamente, escolhido da Bondade.

Uma nova voz invadiu o cenário. A seriedade voltou a face do Ichijouji, que se virou imediatamente para as moitas.

- Quem está aí?!

Silêncio. Nenhuma resposta foi obtida. Apenas viu uma faísca azulada sair dali e acertar o gelo negro, destruindo-o. Porém, tal golpe fez com que o digimon verde voltasse à forma infantil.

- Você já deve saber. – finalmente respondeu – És um “detetive”, não é? Então o que achas de usar suas táticas para descobrires, hm?

- Ken-chan... Essa voz não te soa familiar? – comentou Wormmon, sendo pego no colo pelo garoto.
- Familiar...?
- Não se parece com aquele...
- Lightnimon?

Palmas são ouvidas. Mas não se via onde o mercenário estava.

- Oh, finalmente começou a usar a cabeça, não é mesmo? – riu ironicamente.

- O que você quer?! – vociferou Ken.
- Não gosto nem um pouco dele, Ken-chan! – Wormmon encarou o arbusto.

- O que eu quero? – falou de uma forma inocente – Sei que está pensando numa hipótese. Gostaria de procurar pela confirmação de suas teorias, grande detetive Ichijouji? – voltou ao tom sarcástico.

- Ou seja, quer que eu te siga. – ponderou.
- Isso pode ser perigoso! – contestou o digimon verdinho.
- Não acha nada disso estranho, Wormmon? – olhou para o pequeno – Mensagem codificada. Eu creio que... Lightnimon queira falar sobre alguma coisa, mas em código.

- Não é só por isso. – interveio o gatuno – Vocês estão longe do grupo. E aqueles Black Gaogamons devem ainda estar por perto. Se não quiserem virar comida deles, melhor falarmos disso em outro lugar.

- Só irei por uma condição – respondeu o rapaz.
- Qual? – o parceiro e o misterioso digimon mascarado perguntaram.
- Que responda às minhas perguntas, sem mentir. Está de acordo?

- Yosh... – concordou – Não teria como mentir a você... Não é mesmo?

- Se mentir... Saiba que não serei bonzinho com você.

- Irônico... Não acha? Seu brasão é da Bondade.

- Irônico... – repetiu – É o que você está fazendo. – rebateu a ironia.


Uma faísca azulada apareceu no ar, e segundos depois saiu correndo. Ken e Wormmon seguiram-na, antes que a mesma se perdesse de vista.

[Insanidade - irônico, sarcasmo, arrogante, frio, provocativo]

exemplo 1 (Ken + Wormmon ) // hab: Speculum Persona:
Ouviu segundos depois o som de um dos galhos, logo vidrou num arbusto que havia se movido em seguida. Lançou a teia contra lá e... Acertou-o no pulso direito.
Lightnimon saiu dali e revelou sua nova aparência ao jovem.

- Nice Catch. – elogiou-o, com aquele ar arrogante.
- Por que você quis que eu fizesse isso? – interrogou Ken.
- Queria ver se você era um ótimo observador, e se sabia manejar tal arma. – respondeu.
- Só isso...?
- Oh... Esqueci que você era o Digimon Kaiser.
- Não sou mais!
- Antes foi, não é mesmo?
- Por que...--

- O bom é que... – interrompeu-o outra vez – Depois daquela desgraça toda que te aconteceu e te levou a ser o Digimon Kaiser, você finalmente descobriu o seu brasão. Conseguiu vencer o passado que te assombrava, e por fim recebeu o perdão dos digimons, dos escolhidos e de si mesmo.

- O que está querendo dizer com isso? Pra que fazer um histórico da minha vida...?

- Seu brasão... – segurou a teia com as mãos – Ele nunca foi utilizado pra nada. Logo o seu fragmento também nunca irá reagir desta forma. Quem sabe... Ainda tenha algum receio em seu coração, huh?

- Receio?!
- O que você quer dizer?! – enfrentou Wormmon.

- I see. – riu – Sabia que os brasões são ativados quando seus portadores conseguem ativar sua “virtude”? Por que ainda sua bondade não ativou o seu brasão? Ou melhor... O seu fragmento, já que transformou o brasão no Digimental.

- E eu já usei o Digimental da Bondade. Então ele foi ativado já. – argumentou Ken.

- Claro... Mas o Fragmento da Bondade não. Estranho, não? Acho que tem alguma coisa te incomodando... Algum medo de acontecer uma catástrofe caso o ative... Talvez, que o Kaiser volte e transforme tudo que conquistou em ruínas?

- Ele... Ele não vai voltar! – gritou – Não deixarei! Nem o Wormmon, nem o Daisuke!

- Gritar não é uma boa forma de vencer seus obstáculos, Ichijouji. – olhou para a teia – Assim como chorar não vai adiantar. Eu disse isso pra ela, ok? Infelizmente, você veio querer saber qual minha relação com aquela humana, certo?

- Você...?!

- Então te afirmo... – voltou a olhá-lo – A garota não sabe de nada. Somente das coisas que vocês já sabem. Ela só sabe que quero o mesmo que vossos escolhidos; que ajudei vossos parceiros a encontrá-los... E o meu nome. Nada mais além disso.

- Não acha que está suspeitando demais dela, hm? – aproveitou o silêncio do moreno para perguntar.

- Suspeitando...?

- Não adianta mentir. Eu vejo isso. Quem sabe é pelo motivo dela não querer que vossos salvadores não me matem por agir assim, hm? Não sou inimigo de vocês... Digamos que possamos ser chamados de “rivais”. Estou sendo bonzinho demais em deixá-la que me siga e a mantenha em segurança até que a leve para vocês.

- Ela... Ela está te seguindo?!

- Sim, Ichijouji. A menina é bem mais inteligente que todos vocês. Ela vê além das aparências, entende o que digo e sabe muito bem que não os ataco por ser o “vilão”. Estou meio decepcionado com suas skills de detetive. Uma lástima que também me veja como vilão... Saiba que não sou uma versão nova do Digimon Kaiser, e não me tornarei uma.

- O que você disse?! Que... Que os outros não entendem?! Você nos atacou antes! Tentou matar Taichi, Agumon e ChibiBunnymon! – vociferou Wormmon.

- Tentei? – fez-se de ingênuo – Tentei eliminar o líder de vocês e o parceiro dele, além da coelha que veio de outra dimensão? – riu outra vez, sarcasticamente agora – Não acham que estão se precipitando um pouco?

O pequeno não se segurou mais e pulou contra o digimon negro, que o acertou com um Lightning Nail veloz, que nem foi percebido por ele ou pelo companheiro. Wormmon caiu no chão, paralisado. Voltou-se diretamente ao Ichijouji, e baixou a mão esquerda.

- Desculpe, não posso deixar que seu vermezinho me atrapalhe.
- Ele não é verme...!
- Eu sei. Ele é um anelídeo. Ah, não há nada que você possa fazer...
- C-como assim?! – tentou-se mover, mas não conseguia – O que...!
- Só por precaução... No entanto, se for um ótimo detetive... Vai saber.
- Saber...? – olhou para a teia, e percebeu. A mão que a segurava não me movia, pois foi acertada pelo ataque paralisante.
- Heheh.
- Por que está fazendo isso?
- É o único modo de agir livremente, Ken. Tenho alguns probleminhas que me forçam a andar desta forma.
- Problemas...?
- Não posso falar isso diretamente... – puxou-o pela teia, segurou-o pelo ombro.
- O que exatamente você quer de mim?!
- Que não tenha medo. – murmurou em seu ouvido – Nem me veja como uma versão nova do Kaiser. Eu sei que você sabe, de que suspeita de mim.
- H-Hein?!
- Isso parece familiar, Ken? Talvez sim, mas no outro ponto de vista.
- Familiar?!
- Não guardo ressentimentos, hehe... Mas ainda lembro desta cena.
- C-Cena?!
- Creio que a você... posso lhe apresentar uma coisa. A resposta, talvez.
- Resposta?!
- Se prometer... que não irá falar nada disso a mais ninguém.
- P-Prometer?!

Afastou-se dele, estalou os dedos. Num piscar de olhos, tornou-se uma cópia idêntica de Ken.

- See? – sorriu – Posso fazer isso... E isso – estalou outra vez e transformou-se no Daisuke de dois anos atrás – Seria engraçado se eu aparecesse assim diante de vocês, não é?

- Quem você é?! – falou um Ichijouji sério – Está brincando comigo?!

- Ken... – voltou ao normal, aproximou-se dele – Lamento não poder lhe dizer mais nada. Ou falar isso de uma forma menos estranha possível. Ah, acho legal você resolver usar seu talento com o chicote em prol do bem.
exemplo 2 (Ranamon) // hab: Lightning Blade - adaptação #3:
Enquanto isso...
A dupla já conhecida devido às suas polêmicas e seus mistérios, seguida com seus planos.
Isto significa...

- V-você?!
- Heheh... Já deveria saber que daria o troco, não é?

A mesma cena. Os mesmos indivíduos. A única coisa que mudava era que desta vez quem fora imobilizado antes...

- K-kh!
- Acho que passei a me chamar de “Cavaleiro Silencioso”, huh?

...agora a imobilizava. E mantinha em seu pescoço uma lâmina criada pelas faíscas azuis.

- C-como?! – gritava, incrédula.
- Se for boazinha e responder minhas perguntas, talvez possamos terminar logo com isso.
- Acha que irá retirar informações de mim?! N-Nunca! S-Seu...!
- Frost-chan foi tão legal comigo... Por que quer pelo modo mais difícil?
- Você está no lado daqueles vermes! Não é mesmo?!
- Ore? Eu do lado dos escolhidos?! – riu ironicamente – Só por ajudá-los? E eu não as ajudei antes? É divertido confundir a cabecinha de vocês.
- O que pretende fazer?!
- Se me ajudar, talvez possa te contar. Temos um trato?
- A-Ajudar?! Ajudar no que?!
- Dei as condições. Vai aceitar ou não? À sua escolha, Rana-chan.

Vontade de saber. Mas temia. Temia ter o mesmo fim que os Black Gaogamons, e o mesmo que levou Frostmon.
Só não sabia ainda que sua “amiga” cedeu ao mercenário, concedeu a ele a imunidade ao gelo negro, e voltou ao estágio digitama para proteger as informações trocadas entre eles.

- Se aceitar, posso te contar qual o pedido que a Frost-chan me fez...

Aproximou-se, sussurrou o resto de sua frase em seu ouvido:

- ... antes dela mesma retornar ao nível digitama por vontade própria.

Arregalou os olhos, petrificada. Sua amiga fez aquilo por escolha própria?!
Se pudessem ver, o digimon mascarado sorriu com tal reação da guerreia da água.
O seu plano corria bem. E como corria bem!

- Frostmon fez isso mesmo?! – indagou.
- Fez. E estou dando uma escolha. Faça-a logo.
- Irá me matar depois, não vai?!
- Você ouviu bem, não ouviu? Ela mesma regrediu. Não fiz nada.
- O que fizeste à Frost-chan?! Diga-me!
- Nada... Só conversamos. Nada de mais...
- S-Só?! Só isso?!
- Vamos... Não dificulte as coisas.
- Dizer o que sei?! “Pandora” é um menino.
- Isso eu já sei. Fale tudo. Agora.
- O mestre está treinando-o para usar a Lux Fatum. E está concedendo a ele tudo o que desejar!
- Hm... E onde está o garoto?
- No castelo do mestre.
- Onde fica?
- Acha que vou dizer?
- Se não disser... – assobiou, e da copula das árvores surgiu um par de olhos vermelhos assustadores.

Um rugido alto e furioso ecoou pela região. Isso fez com que Ranamon ficasse pálida e mais apavorada. Engoliu a seco, e pensando primeiramente em sua vida do que na fidelidade à Umbra, respondeu:

- Está localizado em uma região montanhosa, leva cerca de dois a quatro dias, dependendo do meio que utilizar.

- Mas você tem outro método... Não é mesmo? Afinal, demorar esse tempo todo para ir até lá quando seu mestre lhe ordena deve irritá-lo, não é? – encostou a sua face mascarada ao lado do rosto de Ranamon – Não é?

- Sim... Existe uma forma de ir até lá... Porém... O que você quer com esse garoto?!
- Assuntos pessoais... Não lhe interessam. – respondeu direto.
- Disse que iria contar--
- Ah sim, meu plano? Não inclui essa criança. Só quero falar com ela por mera curiosidade...
- E quais são os seus planos?!
- Meus objetivos são o mesmo que o de vocês – riu sarcasticamente – Devo dizer que até somos “rivais” nisso.
- Rivais?!
- Vamos, vamos...! Mostre-me. Não quero perder tempo. A menos que deseja conversar com meu amiguinho ali... Ou perder o pescoço...

Hesitou por alguns momentos... Mas cedeu ao perceber que a lâmina ficava mais e mais perto de seu pescoço. Os dois então saíram andando em direção oeste. Vee seguiu-os secretamente pelas sombras.
exemplo 3 (Ranamon):
Ficaram diante de uma trilha que ligava à montanha. Soltou-a, pisou em seu pé com força, a fez gritar de dor e... Paralisou a língua da guerreira da água, fazendo com que atingisse suas cordas vocais rapidamente, tornando-a muda.

Encostou sua face coberta pela máscara no canto do rosto dela, e serenamente disse:

- Faremos assim, você fica de boca fechada sobre isso e poderá voltar a falar. Caso contrário terá de acostumar a ser muda. Sabe? Não gosto de linguarudos.

Ali atirado atrás de algumas rochas e moitas, tinha um V-mon meio incrédulo.
Não se sabia o que o espantava tanto, mas era justamente a cena que via.

- Você enlouqueceu agora...? – murmurou extremamente baixo o azulzinho.

- Ah, outra coisa... – falou o mercenário à Ranamon – Não adianta vir me atacar. Seus movimentos são tão previsíveis e lerdos que não são páreo para a minha velocidade. E atualmente, nesta nova forma, estou mais ágil que antes.

Ela nada pode falar. Nem reagir. Talvez fosse uma boa idéia ficar quieta e evitar ser eliminada pelo tal “rival”.

Isso estava começando a deixar o pequenino preocupado.

Ranamon seguiu direto pela escadaria que levava ao portão majestoso e sombrio do castelo, ainda como refém do mercenário. Atrás dela, pelas sombras, movimentava-se V-mon.

- Ah, você adoraria perguntar... O que irei fazer se deparar com seu mestre ou com a Lekismon, certo? – falou ele, ainda com aquele tom sarcástico – Não se preocupe, Rana-chan... Eu não sou bobo de ficar parado. Também não se esqueça que sou um astuto mercenário. Ou seja, consigo me ocultar perfeitamente e passar despercebido.

Colocou a mão em seu ombro direito, e ela olhou-o. Por dentro sentia raiva, mas também estava domada pelo medo. Aquele digimon de antes se tornou sombrio, algo que ela não tinha percebido da primeira vez.
A nova forma de Lightnimon a assustava mais. Não via mais seus olhos e aquela máscara realmente completava o visual mais arrepiante, fora a armadura que já fazia o favor de pôr calafrios nos que cruzassem seu caminho.

Aquela forma também tinha outro nome.
Se a antiga era chamada de “forma gatuna” ou “Night Thief”...
A “Armor Mode” possuía a denominação de “Silent Knight” ou “forma assassina”.

Esse codinome deixava Vee mais nervoso ainda. Não se tinha muita idéia do motivo dele se preocupar tanto com o seu “chefe”, mas tudo indicava que era porque ele teria adquirido alguma amizade com o gatuno.

[continua no post seguinte]


Última edição por Nina Geijutsushi em Qua Set 21, 2011 4:01 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Convidado em Qua Set 21, 2011 3:52 pm

[Continuação do post anterior pq não deu pra postar tudo u_u Maldito limite.]

• Habilidades + estilo de luta:

Cooperativo: Burning Fladramon #1 (vs Cerberumons):
Do outro lado daquela área, uma intensa batalha era travada contra os exércitos de Ranamon.

Um ataque repentino de rajadas flamejantes... Soldados paralisados subitamente...
Vários digimons inimigos sendo transformados em meros dados digitais.

E tudo isso... para defender as avezinhas (Penmons, Muchomons, Falcomons, etc), insetos (tipo Wormmons, Kunemons, etc)
As tropas procuravam por Piyomon, que já estava ao lado de sua parceira, e Tentomon, cujo ninguém sabia seu paradeiro por enquanto.

- LIGHTNING NAIL!

“Zap”. Mais um Cerberumon foi paralisado. O gatuno apontava para uma área livre, indicando o caminho para os pequenos digimons de nível infantil pudessem se salvar.
Em seguida, o troglodita canino foi destruído por uma poderosa labareda vinda da penumbra das árvores.


- M-maldito! – rosnou um Cerberumon um pouco mais robusto que os outros três, que eram pequenos e baixinhos.

- Cale a boca! – devolveu na mesma grosseria o misterioso guerreiro da noite – Quem vocês pensam que são para atacarem estes pobres inocentes?!

- Morra... Em nome do meu esquadrão! – avançou, com suas poderosíssimas garras.

- Seu esquadrão vai voltar são e salvo na Cidade do Princípio. Não perca seu tempo lutando contra um digimon de intelecto superior. – estalou os dedos; e olhou pelo canto dos olhos para o cão.

De um canto saltou uma criatura gigantesca, com asas flamejantes e olhos vermelhos sangue brilhando violentamente.

- O QUE É ISSO?! – grunhiram os outros Cerberumons.
- Esse... Esse digimon é... é...!

- Ah? Ficaram com medinho agora, huh? Eu até os deixaria vivos, mas se eles descobrirem, temo que os eliminem e assim jamais poderão renascer num digitama.

Lightnimon olhou para o grupo de cachorros digimon, que aparentemente estavam assustados com aquela coisa que apareceu na frente deles.
E este riu. Riu de forma inocente, como se brincasse com aqueles digimons de nível perfeito.

- Não deveriam pensar que sou o vilão. Eu não sou um digimon mau. Por isso, sem ressentimentos, pessoal... – riu outra vez – Se eu fosse, os escolhidos já estariam a minha procura, impedindo que eu concretizasse meus planos.

- Q-Quem é você?! O que... O que... Quer...?!

- O mesmo que os escolhidos querem. – respondeu, seriamente – E para que possamos conseguir isso, por ser o único objetivo que temos em comum, preciso tirar vocês de cena.

Fitou o monstrengo gigantesco: – Chega de conversa, termine logo o que viemos fazer aqui...

- Ah. – respondeu. Apontou seus punhos para os caninos e, usando as chamas que faziam suas asas, carregou-os.

- E-Espera... Esses punhos... – notou o mais novo dos cães – Essa forma... Não pode ser... Isso é um Fladramon?!
- Correçãozinha – intrometeu-se Lightnimon – Burning Fladramon.
- Não é possível... ENTÃO VOCÊ É...

- Bye, bye. – o misterioso digimon negro de pompom prateado sumiu num piscar de olhos, enquanto o digimon gigantesco (que agora sabemos que é o Burning Fladramon) lançou seu poderoso ataque:

- KNUCKLE HEAT!

E as chamas intensas do digimon dragão transformaram-nos em meros dados.
Cooperativo #2 + Inazuma Tornado (vs Frostmon):
Longe dali... Lightnimon saltou de galho em galho, passando como um raio pelo bosque e parando numa clareira, na frente de uma ave azul, que vocês já sabem quem é e qual o seu nome.

- Frost-chan. Tudo está indo como eu planejei. – disse ele, se gabando.
- Ótimo! Ótimo! Bravo, Lightnimon. Você é mesmo esperto! Fiz bem em aliar a você.
- Contudo... Não me referia exatamente ao nosso plano.
- Ahn?! O que... O que você disse?!

Os olhos de seu “aliado” mudaram de cor. Tornaram-se tão familiares a ave que quase ela percebeu algo. Fez o tal movimento rápido e misterioso, no qual parecia sacar algo de seu bolso e murmurar alguma frase.

Em seguida... Frostmon sentiu uma respiração em seu ombro. Olhou pelo canto do olho e viu um focinho familiar. Logo recebeu um murro no elmo dourado que a atirou contra uma árvore.
Levantou-se e viu quem estava atrás de si. AGORA SIM. Ela reparou e disse, como uma gralha:

- VOCÊ?! VOCÊ?! O PARCEIRO DO GAROTO! BURNING FLADRAMON!

- Sim... É ele. – afirmou Lightnimon, ao pé do dragão gigantesco – Adivinha? Ele é meu cúmplice.
- E você está fora de ação agora, Frost-chan – disse o gatuno com um ar sarcástico.

- O... O quê?! O que você disse?!

- Parceiro, hora de por o fim naquela luta que você mesmo me falou.
- Sim, Lightnimon – respondeu Vee seriamente.

A dupla atacou em conjunto, A ave usava suas estacas de gelo, que eram derretidas pelos punhos ardentes do dragão de armadura rubra. Já o pequeno servia de distração, era ágil e conseguia escapar dos golpes físicos de Frostmon com precisão.

- Cretino! Não acredito que me traíste! – vociferou ela, avançando contra ele. Agarrou-o com sua pata, impedindo que ele saísse.

- Terá que fazer mais que isso para me impedir! – “sorriu” maliciosamente, enquanto seus olhos tornavam-se vermelhos de novo – Inazuma Tornado!

Rodopiou três vezes: Na primeira descarregou sua eletricidade na garra da inimiga.
Na segunda fez com que essas faíscas gerassem um tornado elétrico, fazendo com que a mão paralisada de Frostmon abrisse.
Na terceira desferiu um golpe com suas garrinhas, fazendo pouco dano à ela.

- Gh! S-Seu...! Usou a livre para lançar dardos de gelo, que poucos passaram de raspão pelo espertinho.

- Isso não é nada! Hahah! – ria, como se estivesse brincando com a criatura penosa.

O “parceiro” de Lightnimon desferiu um Fire Slash nas costas da ave, fazendo-a grunhir de dor. A mesma revidou um chute no estômago de Burning Fladramon. Fazendo colidir com as árvores que cercam a clareira, quebrando-as com seu peso.

Não esperou e partiu pra cima do outro, e desferiu um arranhão contra o ladrão, quando este estava de guarda baixa. Foi surpreendido e então... “slash”, cortou-lhe...

- Lightnimon!!

- Aaaah!

...
O elmo. Repartindo-o ao meio. E o golpe o atirou contra o chão, fazendo rolar alguns metros dela. O azulado criou suas asas com o Burning Rocket e alçou vôo, pousando atrás do pequeno.

- Você está bem?! – perguntou, olhando o corte.
- E-estou... Sorte minha que isto me protegeu. – falou, levantando-se um pouco zonzo.
Speculum Persona:
Ela continuava lá.
Esperava por obter alguma resposta. Algum esclarecimento...
Algo que desfizesse a confusão em sua mente.

A única coisa que conseguiu foi uma sombra de olhos vermelhos encarando-a.
E não era o gatuno. Era...

- Sua pestinha! Finalmente te encontrei!

Geijutsushi olhou diretamente para onde veio a tal voz e encontrou Ranamon.
A anfíbia tinha chegado ao continente, e estava a procura dos escolhidos. Foi muita sorte dela ter encontrado aquela que tinha estragado sua missão, quando ainda estavam atrás da Pandora, andando sozinha por aí.

Não tinha como fazer nada. Era tão fácil capturar uma humana assim. Nem precisaria esforço. Nem precisaria lutar. Nem precisaria...

- Afaste-se dela. Agora.

Uma segunda voz veio de sua direita. Ambas olharam para lá e viram algo assustador nas sombras. Olhos vermelhos mais aterrorizantes que os da guerreira da água. Daquela sombra surgiram dois pares de olhos, até sair dali e ficar visível pela luz do luar.

Sim, já anoitecera e o grupo estava mais longe dela agora.
Passaram-se aproximadamente uma hora e meia.

- Você...?! – exclamou Ranamon.
- Ouviu bem? – repetiu – Afaste-se dela.
- O que está fazendo aqui?! – perguntou a mocinha, olhando-o.
- O que você está fazendo aqui? – rebateu a pergunta, sério.
- Não importa, vocês dois vão pagar pelo que me fizeram! – balbuciou uma Ranamon nervosa.
- Quero ver você tentar! – desafiou-a, colocando-se a frente de Nina.

A digimá avançou contra ele, e este por sua vez esperou. No primeiro golpe desferido fisicamente pela oponente, desviou e agarrou pelo seu braço direito com uma mão, segurou-a com a livre... E finalmente atirou-a por cima de seu corpo contra o chão.

- N-Nossa...! N-Não sabia que você... – comentou a jovem, perplexa.
- Eu fazia judô. – contou – Você está bem?
- Sim, m-mas... Como você...

Pegou-a pelo braço e saiu na direção dos olhos vermelhos, que os protegeu até que encontrassem um lugar seguro.
Ranamon os seguiria, mas nem conseguiu se levantar. Não conseguia sequer mover um dedinho. E isso era muito confuso... Como um humano seria capaz se realizar um golpe daqueles e causar tanto dano assim?!
Ao menos que...


- Obrigada por me salvar, Ken! – agradeceu Nina, meio tímida.
- Sem problemas. – respondeu – Sorte sua que te encontrei a tempo! – resmungou.
- É... Foi sorte... Mas... – parou, observou-o atentamente – Você não é o Ken...!
- Se eu aparecesse na minha verdadeira forma, Ranamon me mataria. E a você também.
- Então você é o... – piscou os olhos, meio ansiosa para obter uma confirmação.
- Bingo. – estalou os dedos, e num piscar voltou a sua forma verdadeira – Speculum Persona technique.
- Wow! – disse ela, incrédula – Consegue imitar a aparência dos outros?!
- Ehh... Não é bem uma habilidade que eu domine ainda... *gota* – colocou a mão atrás da cabeça.
- Mas... Conseguiu se passar pelo Ken!
- Sim, mas só por você e a Ranamon não o conhecerem bem. Se fosse um dos outros onze escolhidos, seria descoberto na hora.
Lightning Blade - adaptação #1 (vs Black Gaogamons):
Um brilho lilás clareou o bosque. Um rugido bestial ecoou entre as árvores.
Tal grito não era de uma besta. Era de várias. Uma por uma foram retalhadas por...
...
...
Lâminas azuis geradas de faíscas elétricas. Algo tão semelhante à técnica especial de Lighdramon, Lightning Blade.

Movimentos ágeis, extremamente silenciosos. Os Black Gaogamons foram dissipando lentamente, sendo assassinados por algo em alta velocidade.
Alguns fugiram a tempo, temendo serem os próximos a fazer parte dos cadáveres digitais que iam se dissolvendo depois de caírem ao chão.

Minutos depois, o autor da chacina caiu de joelhos no chão, apoiando-se pelas mãos no solo.
Notou uma diferença em si. Percebeu estar mais rápido que antes, mais forte que antes.
E sua resistência parecia ter sido reforçada. Graças àquela armadura que vestia no instante.
Nem mesmo o mercenário entendeu o que tinha acontecido ali. Mas foi graças a tal luz lilás que o fez suas habilidades melhor, e até se safou dos cães negros que vinham atrás dele.

- O que... O que f-foi aquilo?!
- Sinto como se tivesse sido revitalizado outra vez... Porém... O poder não era o da Luz...
- Será que essa luz lilás era do...--
Blue Thunder - adaptação + Lightning Blade - adaptação #2 (vs Renamon):
Aquela frase soou mais familiar a V-mon. Seus olhos encontraram com os do gatuno, emitindo uma sensação de alívio. Este, por sua vez, pensou em pegar os goggles da cabeça do companheiro, mas alguma coisa chamou sua atenção. Ao invés disso, Lightnimon empurrou Vee ao chão, e realizou um ataque rápido. Carregou em suas mãos a eletricidade e disparou contra as árvores. O ataque era similar ao...

- Blue Thunder...? – respondeu uma voz, aparecendo do seu esconderijo.

- Quem é você? – rosnou o mercenário – O que está fazendo aqui?!
- É da sua conta...?
- Quando está a seguir-me... Sim. Eu não permito que os outros me sigam sem a minha aprovação!
- Aprovação? Quem disse que preciso de sua conscientização para andar por aí?
- Vamos, diga logo quem é e o que está fazendo em nos seguir!

A silhueta revelou-se feminina. Aproximou deles. Era um digimon raposa, amarelo com olhos azuis. Suas luvas eram até os cotovelos e tinha o desenho de yinyang na altura das costas das mãos. Nos joelhos tinha um desenho similar ao símbolo. Ela apontou diretamente para o seu oponente, respondendo sua pergunta:

- Renamon. E estarei de olho em suas ações...

- Em minhas ações?! – debochou Lightnimon – Não tenho tempo para brincar com um digimon seichouki. Tenho mais o que fazer.

- Koyousetsu!! – a digimon ergueu suas patas, criando vários pontinhos de luz, logo arremessou-as como dardos contra Lightnimon.

- Lightning Blade!! – este optou em fazer algo semelhante. Diferente do golpe tradicional de Lighdramon, o mascarado gerou várias fagulhas azuis e as arremessou como agulhas contra o ataque de Renamon.

Os golpes se chocaram e foram neutralizados. Mas se o ataque à distância falhou, era óbvio que usaria uma nova estratégia. A raposa trocou instantaneamente de lugar com V-mon, e antes mesmo que Lightnimon pudesse realizar alguma nova agulha, este levou um pontapé no rosto, arremessando-o para o ar.

- Lightnimon! – gritou um dragãozinho preocupado.
- P-parece que encontrei uma oponente rápida... – disse ele, levantando-se do chão. A máscara recebeu um arranhão no losango.

- Modéstia parte, guerreiro. – respondeu ao elogio, porém continuava séria.
Blue Thunder - adaptação (vs Stingmon):
- Se você não disser... – Miyako, levantou-se, limpou o rosto com a manga de sua roupa e encarou-o.
- ... Eu o farei dizer! – completou Wormmon. Virou-se para Ken – Ken-chan, me faça evoluir!
- Eu... Eu não sei...
- Ken-chan! Nós precisamos saber a verdade!
- Por favor... Não o machuque...
- Não o atacarei! Só não podemos deixar que ele escape e continue a esconder!
- ... Você tem razão, Wormmon.

- Eu odeio ter de fazer isso... *sigh* Mas não terei outra escolha. – soltou-se de Yamato, deu um salto mortal para trás e aterrissou em pé no chão.

Wormmon... Evolui para... Stingmon!

- Isso só vai tornar as coisas mais difíceis...! Não queria fazer isso. *sob* Eu preferia... Que não tivéssemos que... Preferia não ter de atacar vocês... – uniu as mãos, concentrando toda sua eletricidade na palma delas.

- Ele vai nos atacar?! – Palmon arregalou os olhos.
- Ele está... Chorando...? – percebeu Patamon.

- Gomenasai...

Stingmon avança pra cima do digimon, com o intuito de pegá-lo. Já o outro...

- Blue Thunder! – lança os relâmpagos gerados em suas mãos contra Stingmon. O ataque era rápido e atingiu a parte o parceiro de Ken, fazendo com que o inseto humanóide ficasse paralisado no chão.

- Blue Thunder?! Essa técnica não é do Lighdramon?! – pirragou um Taichi surpreso.
- O que está querendo dizer com isso, Taichi?! – Yamato olhou-o, espantado.

- Stingmon! – Ken correu até o seu parceiro.
Lightning Nail + Inazuma Tornado (vs Stingmon):
- Não entende... Wormmon? - aproveitou o silêncio do outro pra continuar - Se ele teme perder o controle da situação e tornar uma ameaça à Digital World, não podemos deixá-lo sozinho!

- Ah. Mas não deveríamos fazer isso sozinhos... Estaríamos fazendo o mesmo que ele...
- Eu sei... Por isso que, quando o encontrarmos, nós iremos voltar para o grupo...!

- E se ele disser que não vai voltar para o grupo...? - ecoou uma voz entre as árvores.

- Daisuke... - sussurrou - Você esteve o tempo todo aqui...?
- Ken-chan... - Wormmon chamou-o.
- Se você não voltar por bem... Te levarei à força! - gritou.

- Nunca tentei te fazer voltar dessa maneira... Ou tentei...? Que seja. Eu não quero voltar. Então tente se puder... Ken Ichijouji...

- Ikuzo, Wormmon... - pegou o digivice negro.

Wormmon evolui para... Stingmon!

O digimon humanóide parou atrás de Ken, aguardando suas próximas ordens. Enquanto isso, o oponente continuava a testar a engenhosa mente daquele que um dia foi o Digimon Kaiser.

Porém... O jovem escolhido da Bondade aparentava só estar sério. Por dentro... Sentia-se mal em ter de lutar contra o próprio amigo.

- Stingmon... Não o machuque... Mas também não pegue leve... O Da-- Lightnimon não irá facilitar as coisas pra nós...

- Certo.

- Acha que consegue vencer essa batalha sozinho... Ichijouji...? - disse com seu tom sarcástico, enquanto surgia na copula das árvores.

- Um certo alguém chamado Daisuke Motomiya me ensinou a não desistir, e a não temer tentar. - deu um sorriso sarcástico - Foi isso que me fez vir até aqui.

- Então veremos se ele foi um bom tutor à você... Ichijouji.

Stingmon avançou contra o gatuno, que atirou-se de lá. Este direcionou suas garras contra o parceiro de Ken.

- SPIKING... FINISH!
- LIGHTNING... NAIL!


Várias faíscas, “slashes”, árvores quebradas, outras tostadas.... Dois guerreiros extremamente rápido e habilidosos em uma luta interminável.

- Desista, Ichijouji...! - aconselhava Lightnimon - melhor desistirem e voltarem para o grupo! Quero ficar sozinho! Ou tudo irá ter sido em vão!

- Idiota! Eu não vou te deixar! - bravejou Ken - Não faz sentido! Você quem sempre quis que me juntasse a vocês...! Você quem sempre nos unia! Quantas vezes irá se contradizer?!

- Isso não interessa agora...! Se estivesse a ser caçado... O que faria? Colocaria seus amigos em risco?! - rugiu o outro, enquanto bloqueava o ferrão-lança dos pulsos de Stingmon.

- Não deixaríamos que te pegassem! É difícil entender?!

- Ken... Eu estaria em perigo do mesmo jeito. A Choujutsushi tem os sentimentos de vingança da Yorokobi. E eu tenho as mágoas do Lance...! - esquivou de um chute do inseto humanóide.

- Se você não calar essa boca agora...!

- Estou dando uma razão pra fugir! Recue... Ou arca com as conseqüências...! - desviou de um soco agora.

- Recuar... Vindo isso de você...? - o tom do Ichijouji ficou mais fraco, mais amuado.
- ACHA QUE EU IRIA DESISTIR AGORA?! - gritou o mais alto que podia, fechando seus punhos com força.

- O que te fiz antes foi pra te ajudar... O que você pode fazer por mim agora?! - rosnou o gatuno - Não sou um maníaco como o Digimon Kaiser! Não quero dominar a Digital World! Nem penso que isso é um jogo bobo! Ken... Eu sou diferente de você! Pare de pensar que eu me tornaria aquilo que você foi antes!

- CALE A BOCA! - ordenou o moreno.
- Daisuke... Você mesmo não está vendo que me preocupo com você?! Que não quero ser forçado a lutar contra você?! Que não quero que se torne algo mais terrível e perigoso? Algo que nós não conseguiríamos derrotar só por saber que... Que estaremos destruindo você?!

- Esqueceu que um não pode sumir do nada e o outro aparecer repentinamente?!

- Seu plano era perfeitamente esse... Mas... Você disse que não fugiria mais!

Um brilho sinistro emitiu-se do olho direito do oponente. Isso foi percebido devido ao fato de que ele lutava sem usar a máscara. A mesma estava pousada no canto esquerdo de sua gigantesca cabeleira prateada.

- Ichijouji........ - sua voz ficou mais séria e um pouco grossa - Eu nunca fugi de vocês. Eu estive o tempo todo vigiando-os. Ajudando-os!

- K-Ken...! - uma voz vinda de um arbusto chamou sua atenção - Não lute mais! Deixe-o sozinho...!
- V-mon?! - seguiu a voz e parou diante de uma das moitas da esquerda, próximo de uma árvore.
- O Daisuke... As emoções dele estão em conflito com o poder do Lighdramon...! - explicou.
- Conflito...?! - exclamou.
- Pare imediatamente... Ou o Wormmon ficará ferido...!

- Se você não quiser desistir enqunto há tempo... - começou a faíscar, parou imediatamente no chão.

Stingmon partiu pra cima, já que Ken não o tinha ordenado cessar seus ataques. E quanto este veio alertar ao parceiro... Lightnimon (ou Daisuke, como preferirem agora...) realizou o Inazuma Tornado contra ele. Um simples ataque constituído de três rodopios:

No primeiro descarregou aquelas faíscas todas em Stingmon;
No segundo reuniu a energia restante do taque e gerou um tornado, enviando-o contra o inseto humanóide;
E no terceiro e último desferiu um golpe frontar direto com suas garras, atirando Stingmon contra as árvores.

O pequenino de pompom prateado parou em frente do mesmo, quase com as mãos encostando no solo. Pernas bem separadas uma das outras... E rosnava feito um animal.

- Ainda querem competir...? Ainda querem que eu volte...? Ainda querem que eu a mate quando vier tentar me matar...?!

- Stingmon!! - disseram tanto Ken quanto Vee. E e se aproximaram do digimon, que voltou em seguida à forma criança.

- K-Ken-chan...! Ele... Ele pode ser aamaa seichouki... M-Mas... é forte..! - lamentou-se.

Fim dos spoilers.
Also, Hinata................. não é preciso ter lido a fic, pois o desafio é criar uma nova origem/razão pra esta aliança. (e n e)
Na Hinode já existe um propósito. Quero mesmo é uma razão fora do contexto da fic!

Btw, tópico atualizado com novas infos xDD
E usem estes posts como referência!


Última edição por Nina Geijutsushi em Qua Set 21, 2011 3:53 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Convidado em Seg Set 26, 2011 11:57 pm

Okay u_u;

Decidi que ficara aberto por três semanas o desafio. e.e
Quem for participar dá um toque, esqueci de dizer isso antes #orz

Inicia-se hoje: 27 de setembro
e encerra dia 21 de outubro.

Serão aceitas os docs; PMs até meia-noite (00:00), horário de Brasília (GMT -3)

Logo abrirei na deviantart o contest~♥
:3

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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

Mensagem por Convidad em Sex Out 07, 2011 11:11 pm



Tudo bem , ultimamente deixei minha fanfic de lado e estava escrevendo 7 paginas a cada capitulo, mas uma one-shot com 4 folhas no máximo.. hum... okay, mesmo que eu perca vai valer pra mim, porque estava querendo um chibi mesmo *--*
*Dando uma de patrick e pondo o cerebro pra funcionar*

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Re: Mini-contest ~ As origens de uma Aliança ~

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