Digimon Truth

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Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Qui Set 22, 2011 5:28 pm

Ok, na verdade eu sou orivel para apresentar minhas idéias então vou deixar vocês descobrirem a fic a medida que lêem. Vou só fazer uma introdução básica ;P

A fic se passa num universo onde poucos humanos tem conhecimento do que são digimons. Nesse mundo, organizações foram criadas para conter digimons que eventualmente pudessem aparecer no mundo real e não deixar que a população tome conhecimendo de tais criaturas.
Mas nesse mundo acontece algo estranho: alguns Humanos e Digimons nascem ligados pelo espírito, a força da vida, partilhando da mesma força vital. Esses digimons, que nascem no mundo humano, nunca chegam a conhecer o mundo digital e são usados como armas pelas organizações. Eu sei que a premissa não é criativa nem inovadora mas... Ah, leiam pra entender xP

Um aviso: Esse capítulo contem cenas pesadas. Nada de pornográfico, nem de palavras de baixo calão, apenas leia com cuidado se você tiver coração fraco o.o Depois não digam que eu não avisei.

Prólogo:

Era uma noite tranquila de primavera, onde uma brisa fresca soprava continuamente. Mas não havia vegetação para que as folhas fossem balançadas, apenas um vasto deserto cheirando a morte no estado do Arizona. As praticamente infinitas planícies desertas eram cortadas por uma precária faixa de asfalto, uma estrada que praticamente não era usada por ninguém. Naquela lugar desolador isolado do mundo, uma carreta cortava a noite e vencia o frio do deserto seguindo em direção ao seu destino.
Não era difícil dirigir naquele lugar, era basicamente uma imensa linha reta que seguia por quilômetros e quilômetros. O caminhão, grande e aparentemente robusto balançava um pouco com as imperfeições da estrada, e seus faróis eram a única fonte de iluminação disponível.

Então um outro barulho marcou presença no frio da noite. Era um ronco potente e constante, que se aproximava do caminhão rapidamente. Era uma moto aparentemente customizada, parecia ser uma moto de corrida preta que rodava com os faróis apagados.
O piloto, vestido também completamente de preto guiou a moto até se aproximar da traseira do caminhão, e estabilizou a moto para manter a velocidade. Então ele tirou do bolso da jaqueta um pequeno aparelho vermelho e branco, parecido com um iPod e apertou o botão do meio. Uma pequena luz apareceu enquanto um ser parecendo um pequeno dragão verde com asas vermelhas se materializou na garupa da moto.

-Draco, assuma o controle. Eu vou tomar a carreta. - Disse o motoqueiro, com a voz abafada pelo capacete.
-Ok! Esses idiotas nem vão ver o que os acertou! - Disse o pequeno lagarto.
-Literalmente. - Disse o piloto enquanto se levantava na moto em movimento e se jogava contra a porta traseira do caminhão.

–//////--


-Ei, você ouviu um barulho estranho? - Disse o motorista para o homem sentado no banco do carona.
-Deixa de ser paranóico! Nós estamos numa estrada no meio do nada, não tem como ninguém nos descobrir aqui. - Foram as ultimas palavras do passageiro antes da porta ser aberta e ele ser atirado do veículo em movimento. O motoqueiro negro pulou para dentro da cabine para a surpresa do motorista.
-Eita po... - Tentou dizer o motorista antes de ser atingido em cheio por um soco do invasor de cabines, e ter sua própria cabeça golpeada contra o volante, realizando uma buzinada involuntária. O piloto da moto misteriosa abriu a outra porta e jogou o motorista para fora da cabine, assumindo o controle da carreta. Ele estabilizou o veículo e diminuiu a velocidade lentamente, parando o caminhão depois de poucos metros. O dragão falante estacionou a moto logo atrás da porta traseira da carroceria ainda rindo da cena dos dois homens jogados para fora do veículo.
-E então, o que achou? - Disse o piloto arrancando toda fiação por debaixo do painel e saltando da cabine enquanto arranca o capacete, revelando chamativos cabelos vermelhos e um enorme sorriso no rosto de pele clara.
-Você não seria digno de ser meu parceiro se fizesse menos que isso! - Disse o dragão correndo ao encontro dele e batendo na mão levantada do ruivo. - Vamos pegar nossa encomenda agora, você arrancou os circuitos do caminhão mas não vai demorar para nos encontrarem.

Os dois andaram em direção a porta traseira da caçamba do caminhão, o rapaz misterioso segurando o capacete e o pequeno lagarto o seguindo alegremente. O pequeno dragão ligou os faróis da moto enquanto o motoqueiro abria a porta revelando o grande compartimento interno da carreta. A silhueta do rapaz foi projetada à frente, até perto de algo que parecia ser uma grade de contenção eletrificada. Uma pequena figura estava acorrentada com as mãos para trás e os cabelos jogados sobre o rosto. Quando ouviu o som da porta se abrindo, ela olhou para frente revelando um rosto feminino iluminado pela luz dos faróis da moto.

-Me deixem em paz! - Ela gritou com toda força dos pulmões, enquanto um enorme dragão vermelho surgia sobre a cabeça dela arrebentando o teto e jogando a grade para longe. Um dragão menor, pouco maior que o motoqueiro e de cor azul, com chifres vermelhos, impediu que a grade acertasse o piloto ruivo. A garota pareceu extremamente surpresa com o aparecimento do segundo dragão, então o dragão vermelho sumiu no ar da mesma forma que havia antes aparecido. O dragão azul se transformou no dragão verde que havia se materializado do iPod estranho enquanto a grade caía pesadamente sobre o chão. O motoqueiro soltou as correntes que prendiam a garota e a carregou até do lado de fora, a colocando sentada sobre a garupa da moto.

-Ei, quem disse que eu vou com você! - Tentou discutir ela.
-Se preferir posso te deixar aqui no meio do nada jogada a própria sorte. - Era uma lógica que ela não podia refutar.

Capítulo 1 – É agora que as coisas ficam estranhas

A porta da ampla sala revestida de chapas de aço se abriu. Um rapaz alto, de cabelos ruivos vestindo jaqueta de couro preta entrou despreocupadamente, atrás dele um pequeno réptil verde com chifres vermelhos, com ar de confiança. O rapaz caminhou ao longo da parede lateral e encostou-se nela, cruzando as pernas que vestiam jeans escuro e cruzando os braços na frente do peito, o pequeno lagarto fez o mesmo.
Os dois fixaram o olhar em uma figura feminina no extremo oposto da sala, de aparência frágil e assustada. Ela vestia um roupão bege parecido com o que pacientes usam em hospitais, mas preso com um cordão pela cintura. Sentada no chão com os pés descalços e joelhos a altura do rosto, seus longos cabelos negros caíam sobre a face.

-Então, achei que podíamos tomar um drink e nos conhecer um pouco. - Disse o rapaz com um sorriso no rosto, o lagarto deu uma risadinha.
-Suma daqui. - Disse a garota sem se mexer. O rapaz podia jurar que os olhos dela estavam fixos nele por detrás das mexas de cabelo.
-Mal nos conhecemos e já está me dispensando? - Disse ele descruzando os braços e os levantando em sinal de súplica – Nem tive tempo de saber seu nome!

A garota levantou levemente a cabeça com ar de desconfiada, como se quisesse analisar o rapaz de cabelos vermelhos. Ela estava muito mais do que acuada naquela situação.

-Não teve graça. - Respondeu ela com uma dureza surpreendente.
-O nome é Dante, caso queira saber.
-Não me interessa. - Ela tinha rispidez na voz.

Dante se desencostou da parede, e caminhou devagar até a metade da sala, parando de novo com os braços cruzados. O lagarto o observava de longe.

-Olha, eu acho melhor a gente começar a cooperar. Eu fiquei responsável por você aqui dentro, o que significa que eu posso melhorar muito a sua vida, ou acabar com ela. O que estamos fazendo agora não é nenhum bicho de sete cabeças, só preciso que você chame seu bichinho pra fora para que meu amigo lá em cima – Dante apontou para uma espécie de redoma no telhado alto da sala revestida de aço – Possa medir o nível de energia dele. Vamos lá, seja uma boa menina.
-Eu nunca pedi para que vocês me trouxessem aqui. - Essas palavras penetraram como uma agulha no ego de Dante.
-Tudo bem. Mas se você não invocar aquela coisa, terei que presumir que você não pode controlá-lo, o que não justificaria os gastos da operação de resgate que no caso é o meu salário. Você passaria a ser uma dívida ambulante para a operação, então teríamos que nos livrar de você, provavelmente te soltar em uma esquina qualquer parecida com a que você saiu. - Nesse momento, Dante descruzou os braços e colocou uma mão segurando o queixo, como se quisesse dizer que tinha tido uma ideia – Se bem que você é até bonitinha. Se ficar provado que você é uma completa inútil, acho que vou deixar você ficar aqui pra ser minha “acompanhante” se é que me entende. Claro, você vai ter que me tratar muuuuito bem.

De repente, a garota começou a se levantar, olhando para o chão. A afirmação de Dante parecia ter servido de ignição para alguma coisa dentro dela. Uma luz vermelha começou a emanar de todo corpo, fluindo como se fosse um liquido subindo em direção a sabe-se lá o que.

-Parece que finalmente a nossa garotinha resolveu brincar! - Disse Dante jogando a jaqueta de couro no chão, ficando apenas com a camiseta branca e o cordão dog tag prateado – Draco, se prepare!
- Ok! - Disse o lagarto ficando em posição de combate logo atrás de Dante. A menina se levantou de uma forma estranha, meio contorcida. Ficou de pé com as costas curvadas, o olhar transparecendo pura ira direcionado à Dante.
-Você! - Disse ela apontando um dedo para o ruivo, logo após fechando a mão em forma de punho. - Eu vou arrancar a alma do seu corpo!

O rapaz sentiu uma hostilidade sobrenatural emanando daquele corpo frágil e delicado. Ele sentia uma pressão, um desejo assassino vindo daquela garota que ele nunca havia sentido antes. Aquilo de certa forma o assustava. Então, a luz que saia do corpo dela começou a se projetar um pouco acima da cabeça, adquirindo forma aos poucos. A luz se transformou num enorme dragão vermelho com corpo de serpente e asas amarelas, que rugiu ferozmente na direção de Dante e se lançou num ataque violento ao rapaz ruivo.

O pequeno dragão verde pulou brilhando por cima de Dante, transformando-se em um dragão vermelho com peito branco, com dois majestosos pares de asas também vermelhos. Os dois se chocaram no exato centro da grande sala, gerando uma onda de choque tão grande que fez com que Dante desse um passo à trás automaticamente.

O rapaz ruivo já não conseguia ordenar os pensamentos. A frágil garota de nome desconhecido parecia estar possuída por algo maligno. Dois enormes lagartos vermelhos se engalfinhavam com uma fúria tão grande que podia ser sentida, desferindo mordidas e ataques com as garras.
Por um instante, Dante se perguntou como foi parar no meio de tudo aquilo. Ele observou com enorme surpresa a garota disparar correndo na direção dele ainda mais enfurecida, parecendo estar disposta a realmente arrancar a alma dele ou morrer tentando. Aquela criatura delicada que ele havia salvado poucas horas antes tinha se transformado num monstro assassino correndo em sua direção. Como aquela situação tinha chegado nesse ponto?

Dante caminhou na direção da garota, sem muita pressa. Quando ela ficou ao alcance dos braços dele, o rapaz a abraçou com força, abaixando a cabeça e encostando no ombro dela. A menina sem nome cravou as unhas nos ombros de Dante, então ele falou ao ouvido dela “Por favor, me desculpe”.

A garota deixou os braços caírem ao lado do corpo e o dragão serpente sumiu no ar sem deixar vestígios. Dante continuou segurando-a contra o seu corpo, enquanto a garota afundou o rosto no peito dele e começou a chorar inconsolavelmente, agora abraçando o rapaz com toda força que pudia, o que parecia dezenas de vezes mais suave que a cravada de unhas que ele havia levado antes.

-O teste acabou. - Disse Dante olhando para a cúpula, que tivera alguns vidros rachados na violência do combate. - Tragam uma maca para a garota, examinem-na para ver se ela está bem.

Dois enfermeiros entraram quase automaticamente com uma maca. Dante tentou colocá-la deitada, mas ela parecia não querer soltá-lo. O dragãozinho verde voltara a sua forma original e estava ao lado do ruivo.

-Está tudo bem agora, eles não vão te machucar. Vá com eles, te visito depois. - E assim terminou o que Dante classificou como o encontro mais estranho de toda vida dele.

–//////--


O rapaz pegou a jaqueta que estava jogada no chão da sala. As feridas provocadas pelo ataque da garota doeram no esforço de se abaixar e levantar a pesada peça de roupa. Draco o esperou junto a porta, e saiu mancando atrás de Dante quando este deixou o recinto. Um par de enfermeiros o esperava do lado de fora, para cuidar dos ferimentos no ombro. Após uma rápida desinfecção e de passar um cicatrizante nas feridas, os dois correram na mesma direção dos enfermeiros que haviam saído com a maca. Parecia que a garota era bem mais interessante.

-Tudo bem parceiro? - Perguntou Dante. O lagarto além de mancar estava com um par de cortes nos dois braços, provavelmente onde o outro dragão havia segurando.
-Não foi nada, aquele cara não é grandes coisa. - Respondeu Draco com um sorriso confiante. - Amanhã eu estou inteiro de novo.

O rapaz e o monstrinho caminharam calmamente pelos corredores da instalação. A luta deles havia provocado alvoroço, mas todos queriam ver a “garota possuída”, não ligavam para o que tinha acontecido à Dante.
Os dois pararam na frente de uma porta automática com um grande D que parecia ter sido pintado com tinta spray. Quando ela abriu, revelou o que parecia ser o quarto de Dante. Ele jogou a jaqueta em cima de uma cadeira, tirou os tênis sem se abaixar e arrancou a camisa branca do corpo.
Os buracos das unhas da garota estavam visíveis, e pequenas rodas de sangue indicavam que o ferimento tinha sido um pouco mais sério do que ele esperava. Quando Draco deitou-se na pequena cama redonda destinada a ele, Dante se jogou em sua própria cama tomado por pensamentos. Ele repassou as cenas da luta na memória até desmaiar de cansaço.

Acordou cedo no outro dia, o relógio em sua cabeceira indicavam 6 da manhã. Draco dormia profundamente, as feridas em seu braço já quase haviam se fechado. O ruivo vestiu uma camisa não rasgada e saiu do quarto sem incomodar seu parceiro, indo em direção a ala médica.
O corredor para pacientes especiais da ala médica dispunha de grandes janelas que poderiam funcionar como espelhos se acionadas, o que permitiria que os médicos acompanhassem os pacientes sem se arriscar. Um homem usando um sobretudo branco estava parado na frente de uma dessas janelas, fazendo anotações em uma prancheta. Ele ajeitou os óculos redondos quando viu Dante se aproximando.

-O que te fez acordar assim tão cedo, molhou a cama? - Perguntou o doutor, ajeitando os cabelos castanhos levemente grisalhos.
-Muito engraçado Gustavo. - Respondeu Dante simulando uma risada sem som. - Estou aqui pelo mesmo motivo que imagino que você esteja.
-A incrível garota demoniaca. - Disse ele com todo sarcasmo do mundo.
-Exato. Como ela está?
-Se tratando de coisas humanas. - Disse Gustavo fazendo uma pausa. - Ela está muito bem. Fiz todos os testes possíveis e impossíveis nela, a garota está apenas um pouco desnutrida e com um principio de anemia.
-E se tratando de coisas sobrenaturais? - Dante disse a ultima palavra imitando um tom de voz fantasmagórico.
-Digamos que foi bom você ter parado a luta, para o bem de Draco.
-Como assim?
-Os níveis de energia daquela coisa. - Ele fez uma pausa. - Megidramon como foi apelidado, são bem altos.
-Doutor, diga logo, qual o nível de energia do Megidramon?
-Esta fora das escalas. - Disse Gustavo, com seriedade. O impacto daquelas palavras deixaram Dante atônito.
-Isso deve ser um engano, aqueles aparelhos devem estar quebrados!
-Dante, ouso dizer que se aquela luta tivesse continuado, essa garota ia explodir todo esse complexo.

A menina sem nome se revirou na cama, como se tivesse escutado que estavam falando dela. Os dois homens olharam para ela por alguns instantes, em silêncio.

-Tem algo mais estranho ainda Dante. Aquele não é um monstro qualquer.
-Quer dizer, ele é como o Draco?
-Não, diferente até dele. A garota e o Megidramon estão ligados em um nível completamente diferente. Normalmente, até mesmo para você e Draco, os tamers são ligados aos seus parceiros pelo espirito. Quanto mais seu espirito se fortalece, mais energia o tamer pode mandar para o parceiro, e mais forte ele fica. - Gustavo deu uma pausa e respirou fundo. - Mas a ligação daqueles dois é muito mais profunda. Dante, Megidramon é a ALMA daquela garota.
-Alma?!? Como assim? - Perguntou Dante confuso.
-O espirito é a energia vital de um ser. Parceiro e Tamer nascem dividindo o mesmo espirito, a mesma força de vida. Mas a alma é a essência do seu ser. Megidramon não nasceu junto com ela, ele nasceu dela. Quanto mais forte Megidramon fica, mais forte ela também fica, e os sentimentos dela se refletem nele. Acredito que seja por isso que ela não tenha nenhuma doença grave. Dante, essa garota é única em todo universo.

Nesse momento a desconhecida se esticou na cama, e sentou-se preguiçosamente, olhando para os lados.

-Doutor, deixa que eu vou falar com ela. - Gustavo fez um sinal positivo com a cabeça e Dante entrou no quarto. Os olhos curiosos da garota brilharam ao ver a figura dele entrando e se dirigindo a ela. - Como você está?
-Como um rato de laboratório. - Respondeu ela. A voz dela não estava ríspida e grosseira como antes, era doce e suave.
-Se está bem o suficiente para fazer piadas, está bem o suficiente para dar uma volta. - Dante pegou um roupão no armário e entregou para ela. - Vamos, o doutor Dante receitou um café da manhã para você.

–//////--


A garota sem nome esperava o retorno de Dante num banco afastado da cafeteria. As poltronas eram confortáveis e forradas com couro vermelho, tinham espaço para duas pessoas e ficavam em pares, com uma mesa de metal ao centro. Pouca gente frequentava a cafeteria naquela hora da manhã, então eles teriam tempo para conversar.
Dante voltou com dois copos de café. Os cabelos negros da garota emolduravam o rosto de pele clara, dando um aspecto sereno, principalmente àquela hora da manhã. Dante entregou um copo para ela e se sentou na frente da garota, dando um gole em seu café.

-Então, você vai me dizer seu nome ou vou ter de te embebedar com café para descobrir? - A garota deu um riso contido.
-Meu nome é Ironia. - Respondeu ela. Quando viu que Dante não tinha rido de sua piada, respondeu – Angel. Eu disse, é uma ironia.
-E eu me chamo Dante, é quase um demônio. Estamos em casa aqui. Mas então, Angel – Dante pronunciou vagarosamente cada sílaba do nome. - Que emoção falar seu nome pela primeira vez. O que te trouxe a este lugar aconchegante?
-Um motoqueiro de cabelo vermelho. - Desta vez, Dante riu. - Você não quer saber realmente a minha história.
-Eu só quero te entender melhor. Saber a sua história é um bom começo. - Estas palavras pegaram Angel desprevenida. Ela não sabia se era pela sua fragilidade emocional, mas ela se sentiu tocada pelas palavras do rapaz. Nunca ninguém havia se interessando pela história dela.
-Bem, até certo ponto minha vida foi normal... Morava sozinha com a minha mãe, não tínhamos muito dinheiro, mas dava pra viver. Mas aí minha mãe se casou... Aquele homem, meu padastro, fez de tudo pra atormentar a minha vida e a da minha mãe. Quando eu fiz quinze anos, ele disse para mim que eu deveria pagar para morar naquela casa, e ele queria que eu pagasse com o meu corpo. E disse que se eu contasse para minha mãe que ele ia me molestar, ele matava a nós duas antes mesmo de nós chegarmos a polícia. - Angel dizia isso passando o dedo levemente na boca do copo, sem demonstrar emoção.
-E então, o que você fez?
-Eu fugi de casa. - Respondeu ela levantando as sobrancelhas e pressionando os lábios. - Achei que era o melhor a fazer, que ninguém sairia ferido. Mas eu era uma adolescente, não tinha pra onde ir, não conhecia nada do mundo... Acabei parando nas ruas, dormindo em calçadas e todas aquelas coisas que a gente vê na TV.
-Nossa. E aí, como você se virava? - Disse Dante, concentrado nas palavras da moça, apoiando os braços sobre a mesa.
-No começo era fácil até. Uma esmola, pedir dinheiro no sinal, roubar um pão de vez em quando, a vida era uma aventura. Mas dizem que tudo que pode dar errado vai dar né? Uma bela noite, eu fui cercada por um grupo de outros mendigos. Eles disseram que eu estava invadindo o espaço deles, roubando o dinheiro deles, e que eles iam me dar uma surra para que eu aprendesse a lição. Mas aí o líder deles apareceu no meio do grupo e me fez uma proposta. Ele iria me defender daquele grupo e de qualquer outro grupo que tentasse algo contra mim... Mas em troca eu tinha que fazer sexo com ele. E então o que eu fugi de casa para não ser obrigada a fazer, fui obrigada a fazer nas ruas... Dante, aquele nojento miserável vinha todos os malditos dias, e me estuprava todos os dias! As vezes ele trazia plateia pra assistir ele tendo sexo comigo, e eu tinha que aguentar toda aquela humilhação calada... Quer dizer, isso quando ele não me obrigava a gemer. - Angel segurava o copo com as duas mãos, a cabeça baixa. Lágrimas escorriam de seu rosto e pingavam em seu colo, enquanto parecia que ela ia quebrar o copo com a força das mãos.

Dante estava chocado com aquela história, ele não tinha nenhuma reação diante das palavras de Angel. A garota chorava de forma contida, tentando prosseguir com a história.

-Cada maldito dia eu tinha que sentir as mãos nojentas daquele miserável me agarrando, a pele dele encostando na minha. E quando ele trazia os amigos pra ver ele comendo a putinha dele, ainda tinha que escutar os comentários daqueles infelizes. Era isso ou ser espancada até a morte, e algumas vezes eu pensei na segunda alternativa. Uma noite ele chegou, tirou minhas roupas, me virou de costas para ele e encostou minhas mãos na parede. Então ele segurou meu cabelo e foi inclinando meu corpo devagar. Aí ele se inclinou também e disse no meu ouvido: Hoje vamos tentar o outro buraco. - Angel levantou a cabeça e inclinou ela para trás, rindo nervosamente, as lágrimas ainda escorrendo. - Nesse exato momento eu senti toda frustração e toda raiva dentro de mim fluindo pelo meu corpo, como se fosse uma coisa viva. Foi a primeira vez que aquela coisa... Megidramon como vocês o chamaram... apareceu. Eu me virei para frente, e vi enquanto Megidramon levantou aquele maldito uns três metros no ar e o partiu no meio, da cintura pra baixo, jogando as duas metades no chão, na minha frente. Os outros fugiram correndo de medo, mas eu fiquei ali sentada no chão... Rindo de satisfação. “O único buraco que você vai experimentar é o do inferno seu maldito” eu pensei... Algum tempo depois, apareceu um cara dizendo ser o irmão mais velho da minha primeira vítima, ele falou que ia me matar para se vingar. Megidramon apareceu de novo e... simplesmente... o... devorou

A ultima palavra saiu quase num sussurro. Dante se lembrou do monstro que ele esteve cara a cara, e agora ele podia até mesmo sentir os olhos da criatura fixos nele, ou escutar o rugido, era como se ela realmente estivesse ali.
Angel abaixou cabeça e olhou diretamente nos olhos de Dante. Seu olhar era vidrado e ela estampava um sorriso nervoso.

-Eu sou um monstro Dante... Um monstro assassino! - O rapaz nunca tinha escutado uma história tão forte e ao mesmo tempo revoltante. Mas apesar do sentimento de confusão na mente dele, o ruivo sentia uma afeição profunda por aquela garota que ele acabara de conhecer. Ele podia sentir a vulnerabilidade, a fraqueza emocional, a necessidade de amor, carinho e compaixão dentro do coração dela. E naquele mesmo instante, ele viu que tinha que preencher essas lacunas. Dante se inclinou sobre a mesa, segurou as duas mãos de Angel entre as suas e falou olhando nos olhos dela.
-Eu prometo que eu NUNCA vou te abandonar. E eu prometo que enquanto eu estiver junto com você, ninguém NUNCA MAIS encosta em um fio do seu cabelo. Eu vou te proteger Angel, não importa o que aconteça! - Ainda segurando nas mãos da menina, ele deu a volta na mesa e a abraçou. Angel mais uma vez enterrou o rosto no peito de Dante e chorou inconsolavelmente. Mas desta vez era diferente. Desta vez, ela sentia como se o calor do corpo do ruivo pudesse chegar até o seu coração.

Continua?

Comentem, critiquem, xinguem minha mãe a mãe de vocês, enfim xD Só um aviso, eu costumo demorar pra escrever o.o Não digam que eu não avisei²


Última edição por Dragon em Qui Set 22, 2011 9:32 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Qui Set 22, 2011 5:36 pm

esta fic e EPIC desde a primeira vez que a li e tem mt pano pra mangas!! o/

MEGIDRAMON A PARTIR PESSOAS AO MEIO E 110% FTW!!! curto mt o dante e o draco... parecem ser uma dupla inseparavel! a historia da angel e chocante, quero ver ate aonde isto vai! xDD

WELL DONE RAFA! *.* podes mandar vir mais! LOL (e depressa senao vou atras de ti >.> lool jk xD)
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Re: Digimon Truth

Mensagem por A7ac4ma em Qui Set 22, 2011 6:19 pm

dmem4e escreveu:esta fic e EPIC desde a primeira vez que a li e tem mt pano pra mangas!! o/

MEGIDRAMON A PARTIR PESSOAS AO MEIO E 110% FTW!!! curto mt o dante e o draco... parecem ser uma dupla inseparavel! a historia da angel e chocante, quero ver ate aonde isto vai! xDD

WELL DONE RAFA! *.* podes mandar vir mais! LOL (e depressa senao vou atras de ti >.> lool jk xD)
[2]
PQP, a cena do Megidramon partir o tipo ao meio foi demais! xD

Ah, e não deixei de reparar nisto:
Dragon escreveu:-Doutor, diga logo, qual o nível de energia do Megidramon?
-Esta fora das escalas. - Disse Gustavo, com seriedade. O impacto daquelas palavras deixaram Dante atônito.
-Isso deve ser um engano, aqueles aparelhos devem estar quebrados!


Era mais de oito mil? XD
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Qui Set 22, 2011 9:41 pm

Era MUITO MAIS DE OITO MIL xDD Megidramon é um digimon fodão, temos que dar dignidade a ele u_u

Obrigado pelos comentários @_@ E me pegue se puder Maf ;P

Que bom que ninguém reparou que eu coloquei dois nomes diferentes pro médico
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Qui Set 22, 2011 10:45 pm

Muito foda!!! Caraca! Sério, to vibrando aqui :D . O começo achei meio confuso, mas a historia meio que se explica com o correr dos acontecimentos. E a história da Angel é tensa, hein? Hehe :P . Devia ser duro pra ela ser comida "violentada" todos os dias assim, contra a vontade 8) . Nem preciso dizer que o Megidramon teve uma presença foderosa na fic também!

-Cada maldito dia eu tinha que sentir as mãos nojentas daquele miserável me agarrando, a pele dele encostando na minha. E quando ele trazia os amigos pra ver ele comendo a putinha dele, ainda tinha que escutar os comentários daqueles infelizes. Era isso ou ser espancada até a morte, e algumas vezes eu pensei na segunda alternativa. Uma noite ele chegou, tirou minhas roupas, me virou de costas para ele e encostou minhas mãos na parede. Então ele segurou meu cabelo e foi inclinando meu corpo devagar. Aí ele se inclinou também e disse no meu ouvido: Hoje vamos tentar o outro buraco. - Angel levantou a cabeça e inclinou ela para trás, rindo nervosamente, as lágrimas ainda escorrendo. - Nesse exato momento eu senti toda frustração e toda raiva dentro de mim fluindo pelo meu corpo, como se fosse uma coisa viva. Foi a primeira vez que aquela coisa... Megidramon como vocês o chamaram... apareceu. Eu me virei para frente, e vi enquanto Megidramon levantou aquele maldito uns três metros no ar e o partiu no meio, da cintura pra baixo, jogando as duas metades no chão, na minha frente. Os outros fugiram correndo de medo, mas eu fiquei ali sentada no chão... Rindo de satisfação. “O único buraco que você vai experimentar é o do inferno seu maldito” eu pensei... Algum tempo depois, apareceu um cara dizendo ser o irmão mais velho da minha primeira vítima, ele falou que ia me matar para se vingar. Megidramon apareceu de novo e... simplesmente... o... devorou

Esse trecho é mt win, foderoso ao extremo. Sem palavras :) , adorei.

P.S.: Coloquei uma classificação de idade na descrição da fic, devido a certos temas "adultos" abordados na fic, só pra cumprir o protocolo mesmo :P .
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Qui Set 22, 2011 11:03 pm

Thanks man xD Só espero conseguir manter o nível né HAUAHUAHA Difícil xD Mas que bom que gostou.

E sem problemas quanto a classificação de idade, é bom que não pega o povo desavisado o.o
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Qua Set 28, 2011 7:28 pm

Galera, muito obrigado a todos que leram ^^ Como eu já respondi pessoalmente, não vou falar muito antes do capítulo, só deixou um desafio: Vamos ver quem vai ser capaz de encontrar a referência secreta a Dragon Ball que eu fiz dessa vez hauahuahauha

Capítulo 2 – A megalomania do autor fica evidente

Em uma grande sala de reunião, vários homens carrancudos estavam sentados ao redor de uma mesa redonda. A mesa ampla possuía uma abertura no centro, que a fazia parecer um tribunal inquisitório. Dante estava sentado no centro, tendo todas as atenções voltadas para si.

-É bom estar aqui sem levar bronca. - Disse o rapaz, girando distraidamente na cadeira.
-Por favor, peço o foco dos senhores para esta reunião. Isto não é uma confraternização, mas sim uma reunião para discutir o futuro do Objeto de Testes Número 16. - Disse um homem de cabelos brancos com um espesso bigode.
-Ela é um ser humano. E tem um nome. - Retrucou Dante.
-Prosseguindo...
-É Angel.
-Já basta agente Dante. Se não se comportar de acordo com a situação, pedirei que se retire imediatamente, e tomaremos nossa decisão independentemente do seu relatório. - Disse o homem grisalho em tom sério.
-Tudo bem...
-Pelos resultados das leituras da sala de testes já sabemos que o monstro que reside dentro daquela garota é de extrema importância para nossa organização. Por favor inicie seu relatório.
-Eu gostaria de começar dizendo que nunca tinha visto um digimon tão assustador como aquele. Ele com certeza não é um digimon comum e possui uma força sobrenatural. E acima de tudo, ele é perigoso. Mas ele é muito mais perigoso para Angel do que para qualquer pessoa que esteja ao redor dela. Eu não sei que efeitos ele pode ter sobre ela, nem se um dia ele poderia se virar contra ela. - Dante estava blefando. Ele já tinha aprendido o padrão de comportamento de Megidramon. Ele protegeu Angel em todas suas aparições. O dragão demoníaco não representa o mínimo perigo para a garota, ao contrário das pessoas ao seu redor.
-Precisamos achar o melhor meio de aproveitar a força deste “Megidramon” como os especialistas o nomearam. Como o Objeto 16 parece não ter controle sobre ele, acredito que todos os senhores concordem em começar imediatamente os testes, para que possamos forçá-lo para fora. - O homem se dirigia para todos os presentes. Era isso que Dante temia. Os testes eram cruéis, praticamente inumanos.
-Senhor, por favor, me permita um adendo.
-Prossiga agente.
-Eu acho que ele seria melhor aproveitado se Angel conseguisse obter controle sobre ele, claro está também seria a maneira mais fácil e econômica. Eu peço então senhor, que me permita treiná-la para que ela possa se desenvolver da melhor forma. - O “mandante” da reunião parecia estar pensando nas palavras do rapaz ruivo, como se as pesasse cuidadosamente.
-Quanto tempo seria necessário para obter resultados?
-Um ano senhor. - Os homens permaneciam inexpressivos, observando Dante. Com um leve movimento de cabeça, eles concordaram.
-Você tem um ano. Dispensado.

–//////--



Seis meses se passaram. Dante e Angel treinavam exaustivamente para alcançar seu objetivo. O rapaz havia conseguido protegê-la daquela vez, mas eles precisavam apresentar resultados. Com os treinos e a alimentação que recebia pouco a pouco o corpo de Angel deixou de ser frágil e sua beleza se acentuou. Dante vivia a cada dia escutando as batidas de um relógio invisível, enquanto o período de tempo que ele pediu chegava a sua metade.

De volta a sala de testes, a ampla sala revestida de chapas metálicas onde os dois tinham tido seu “encontro explosivo”, os dois jovens se encontravam vestidos com roupas de ginástica.
Dante e Angel estavam afastados um do outro. Draco pairava voando acima da cabeça de Dante transformado em sua forma vermelha enorme, tendo um olhar apreensivo. Dante parecia impassível, com os braços cruzados olhando sem emoção para Angel.
A garota, na outra extremidade do local, estava ofegante. Seus cabelos presos atrás da cabeça mostravam que a pele clara estava vermelha pelo esforço, enquanto suor escorria pelo seu rosto. A camisa estava molhada pela transpiração e ela permanecia com as pernas arqueadas. O chão ao redor dos dois tinha fogo espalhado, como se alguém tivesse usado um lança chamas.

-O que mais você precisa para se sentir ameaçada? - Disse o rapaz ruivo, sem emoção. - Você está quase morta já.
-Eu não consigo te ver como uma ameaça Dante! Não você – Angel respondeu enquanto apoiava as mãos nos joelhos. - Por mais que você tente.
-Ambrosius! – Ordenou Dante. Draco levantou sua mão direita e materializou uma enorme lança em seu braço. O dragão então se lançou num ataque direto contra Angel. A garota permaneceu parada, sem reação. Draco rugiu com toda força dos pulmões enquanto sua lança cortava o espaço entre os dois. A ponta da lança parou a poucos centímetros da testa de Angel. A garota caiu sentada, exausta.
-Você me fez confiar em você Dante. Não é algo que possa ser quebrado por um lagarto metido a besta com uma arma gigante. - Disse ela, arfando com dificuldade. - Sem ofensas Draco.
-Sem problemas. - Disse ele com uma risada enquanto voltava a sua forma pequena. - Vamos parar com isso por enquanto Dante, eu também estou exausto.

Dante sabia que Draco estava mentindo. O dragão estava preocupado com Angel na verdade. Ele nunca tinha concordado com essa forma de treinamento. Na verdade, a ideia de ameaçar Angel com um dragão voador enorme não agradava a Dante também, mas aquela era a forma mais rápida.

-Nós temos que nos esforçar mais. - Disse ele, se aproximando dos dois que já estavam sentados no chão.
-Claro, amanhã me coloque pendurada acima de uma plataforma cheia de tubarões tendo apenas um fio dental para salvar minha vida. - Respondeu a garota.
-Não faça gracinhas Angel, tem muita coisa em jogo aqui, coisas que dependem de você conseguir invocar Megidramon ou não.
-Tipo o quê?
-O futuro. - Dante lançou um olhar penetrante na direção da garota, a forçando a olhar em outra direção. O rapaz então começou a se dirigir para fora da sala acompanhado de seu digimon.
-Espera Dante, que história é essa? Eu não quero ser nenhuma super-heroína ou coisa do tipo eu...
-Pro chuveiro recruta. - Respondeu ele, jogando uma toalha na cara de Angel e interrompendo o protesto da moça.

–//////--

-O futuro depende de você! - Disse Angel imitando o tom de voz de Dante, logo depois soltando um suspiro curto. A garota saiu da sala enquanto limpava o suor do rosto com a toalha, seguindo em direção ao seu alojamento. No caminho, ela encontrou um rapaz jovem empurrando um carrinho com vários fracos e objetos cirúrgicos.
-Você é a … - Ele disse abordando Angel.
-Sim, a garota demônio, saia do meu caminho se não quiser ser amaldiçoado. - Ela passou direto por ele, sem prestar atenção. A moça tinha se tornado um tipo de celebridade dentro da instalação. Aparentemente, as pessoas achavam que ela podia realizar fenômenos sobrenaturais como entortar colheres e ler pensamentos.

Angel entrou em seu alojamento, o primeiro quarto no qual ela pode dormir em muito tempo. Para alguém que havia se acostumado a dormir nas ruas, aquilo era o máximo do conforto.
Ela entrou no banheiro que ficava dentro do quarto e atirou suas roupas sujas num canto, sem se importar onde elas iam aterrissar e entrou debaixo do chuveiro. A sensação da água quente batendo no seu corpo era revigorante.

Enquanto a água escorria pelo seu corpo, Angel começou a pensar sobre as coisas que estavam acontecendo nos últimos dias. Dante tinha sido a melhor coisa que havia acontecido na vida dela em anos, mas ultimamente ele estava estranho. Ele parecia sempre nervoso, apreensivo. Ele estava escondendo alguma coisa, algo que ele não queria que Angel soubesse. De olhos fechados, a garota levantou o rosto em direção à água que caía sobre sua cabeça, colocando as mãos em volta do pescoço.

-Dante... Você me fez confiar em você... Mas será que você não confia em mim?

–//////--

Dante praticamente não tinha saído do lugar durante toda sessão de treinamento. Ele só precisou trocar a roupa por algo mais comum e estava pronto para qualquer coisa novamente. Mas ele não tirava Angel da cabeça. A garota tinha sido levada ao limite de suas forças desta vez, Dante temia que ela tivesse se machucado. Ele deixou Draco causando seu prejuízo diário na cozinha e se dirigiu ao quarto da moça.

Chegando à porta, aperto o intercomunicador que ficava junto a entrada.

-Sou eu, posso entrar? - A resposta veio com barulho de água correndo ao fundo.
-Pode, só espera eu terminar de tomar banho. - O rapaz entrou no quarto e se espreguiçou na cama de Angel, como se fosse sua própria. Após alguns minutos, o barulho de água parou, e ele se sentou na cama. Angel apareceu na porta de entrada do banheiro secando com uma toalha os cabelos pretos molhados, usando uma camisa comum branca e uma calça cinza que parecia fazer parte de um pijama. - Essas roupas que me dão aqui me fazem parecer uma dona de casa aposentada.
-Pode voltar a usar o avental sexy da ala médica se quiser.
-Ha há. Veio aqui só abusar da minha dignidade ou tem um motivo mais importante?
-Só queria saber se você está bem. Parecia bem acaba lá na sala de treinamento.
-Bem. - Angel deu um suspiro como se estivesse tentando juntar as palavras. - Apesar de suas seguidas tentativas de me matar, estou bem. Um pouco sem forças, mas só preciso dormir um pouco. Mas já que você está aqui, preciso te perguntar algo. Eu sinto que existem coisas que eu deveria saber e que você não quer me contar. Estou certa?
-Sim, existem muitas coisas que se encaixam nessa categoria.
-Por exemplo? - Angel disse isso fazendo um gesto com a mão, indicando para ele continuar a falar.
-A Área 51 é um boato criado pelo governo para esconder essa organização. E os celulares são modelos reprovados de digivices. - Disse Dante, dando seriedade a suas afirmações.
-Agora vai me dizer que as fotos de ovinis que aparecem na internet são fotos de digimons, e que você conhece o abominável homem das neves. - Respondeu Angel, com todo sarcasmo que podia.
-Bem, a maioria dessas fotos são exatamente o que parecem ser: Balões meteorológicos e bolas brilhantes de gás. - Dante deu um sorriso besta. - E o Fred é um cara legal, só é mal compreendido.
-Fred? - Perguntou Angel, levantando uma sobrancelha
-O Abominável Homem das Neves. Na verdade é um Mojyamon, um digimon que vive na neve. - Angel se aproximou e sentou na cama ao lado de Dante, olhando com reprovação para ele.
-Dá pra parar de zoar com a minha cara?
-Tudo isso que eu te falei é sério! - O rapaz respondeu fazendo tom de ofendido em sua voz.
-Tá, pode ser, mas você sabe que não é isso que eu perguntei.
-Não preocupe sua cabeça com coisas desnecessárias, descanse ok? - Dante levantou da cama, mas Angel passou os braços em volta do seu pescoço e colocou o rosto apoiado no ombro dele.
-Você confia em mim? - Ela perguntou, com a voz abafada pelo corpo do rapaz.
-Com a minha vida. - Ele respondeu. Angel o soltou, e ele olhou dentro dos olhos azuis da garota, eles pareciam lacrimejados. Dante odiava a ideia de estar ferindo os sentimentos de Angel.

Ele saiu do quarto sem dizer mais nada.

–//////--

Ele voltou para seu quarto com passos pesados, sentindo o mundo sobre as suas costas. Ao entrar, ele reparou em um pedaço de papel jogado e cima da cama. Era um pequeno bilhete que dizia: “O dia está bonito lá fora, por que não vamos respirar um pouco de ar puro?”

A letra era de Gustavo e Dante sabia o que aquela mensagem significava. Todas as conversas que aconteciam dentro do complexo subterrâneo eram gravadas e monitoradas vinte e quatro horas por dia. Aquele era o código que os dois amigos haviam combinado utilizar quando precisassem conversar sem serem monitorados. Alguma coisa grave havia acontecido.

-Que aconteceu? - Disse Draco, que acabara de entrar no quarto.
-Vamos respirar ar fresco.

Os dois seguiram apressadamente até o hangar de veículos. Lá foram atendidos por um homem negro que parecia entediado.

-Eu vou pegar minha moto de motocross. - Disse Dante ao homem.
-Ei ei, eu preciso ter autorização prévia para liberar um veículo, e preciso ver a sua autorização para deixar a base.
-Calma calma, hoje é meu dia de folga, ninguém vai sentir minha falta. Se alguém perguntar, eu te ameacei com uma faca de cortar pão. - Dante recolheu Draco para dentro do digivice e deu partida na moto vermelha com detalhes brancos. A moto barulhenta passou rapidamente pelos portões assim que eles foram abertos, e seguiu vencendo os obstáculos do terreno árido e cheio de pedras do Arizona. A tarde estava terminando e o vento começava a soprar sem parecer ter saído de uma sauna.

A moto seguiu zunindo e balançando correndo pelo terreno acidentado, até se aproximar de um local onde duas grandes pedras faziam uma sombra extensa. Escondido embaixo das pedras, estava Gustavo andando de um lado a outro impaciente. Dante estacionou ao lado dele e retirou o capacete.

-Você demorou. - Disse Gustavo, sério.
-Desculpa, estava preso no banheiro.
-Isso é muito sério Dante. As noticias que eu recebi não são nada boas.
-Noticias estas que seriam... ?
-É informação confidencial, só o pessoal da parte de pesquisas sabe. É sobre um novo digivice.
-E o que esse novo digivice faz?
-Ele pode prender um monstro nele. Esse monstro pode ser liberado e recolhido de novo de acordo com a vontade do utilizador. Na teoria, ele serviria para capturar mais facilmente os selvagens, mas na prática...
-Você pode usar o digimon de alguém a força.
-Dante, eles vão extrair o Megidramon da Angel.
-Impossível, como eles vão forçá-lo pra fora?
-Você não me ouviu direito – Disse Gustavo, com um riso nervoso. - Eu disse extrair, assim como se tira sangue de uma pessoa. Dante, eles vão arrancar a alma daquela garota do corpo dela.
-Mas isso vai...
-Matá-la, exatamente.
-Mas... mas... - Dante estava desolado. - Eles tinham me dado um ano! Só se passaram seis meses!!
-Eles consideram Angel como sendo um peso morto diante do progresso nulo de vocês dois. Numa reunião secreta da diretoria, eles chegaram a conclusão que ela é inútil. - Inútil. Aquelas palavras cortaram o coração de Dante como uma navalha.
-E quando eles pretendem fazer isso?
-Hoje a noite. - Respondeu Gustavo com pesar na voz. Dante olhou assustado para o sol que praticamente já tinha sumido no horizonte. Ele enfiou o capacete na cabeça com forma, e acelerou com tanta violência que jogou várias pedras para trás.
-Draco, hoje a festa vai rolar a noite toda! - Disse Dante enquanto acelerava a moto até o máximo que podia.
-Haha achei que nunca íamos fazer isso! - Respondeu Draco de dentro do digivice. - Hoje eles vão ver quem é realmente o melhor digimon daquele lugar!

–//////--

Dante saltou da moto assim que entrou no hangar de veículos, deixando a moto cair em qualquer lugar e ignorando o que o encarregado falava.
Ele tentou andar andar normalmente pelos corredores, mas não conseguiu se controlar e em pouco tempo estava dando passos longos e apressados em direção ao quarto de Angel. Sua respiração estava pesada, e ele estava começando a transpirar. Mil coisas passavam pela sua cabeça, mas ele só esperava não ser tarde demais.
Quando ele virou no corredor que dava acesso ao quarto de Angel, teve um sobressalto ao perceber dois homens altos e fardados montando guarda na porta do quarto.

-Pronto para diversão? - Perguntou Dante ao seu digimon.
-Como nunca! - Ele respondeu do digivice.

Dante se aproximou calmamente dos dois homens, dando a entender que passaria direto pelo corredor. Ao se aproximar do primeiro, golpeou a testa dele com toda força que podia usando o capacete como arma. O homem bateu as costas na parede e caiu no chão inconsciente. O segundo segurança apontou uma arma na direção do rapaz, mas Dante atirou o capacete contra a cabeça dele, arrancou a arma que ele tinha na mão e golpeou o nariz do homem com a coronha da arma.

Depois de desacordar os dois seguranças, ele abriu a porta do quarto para encontrar Angel assustada dentro do local.

-Dante, o que está acontecendo?!? Esses dois idiotas me puxaram e me trancaram aqui dentro, disseram que eu não podia sair!
-Não tenho tempo de explicar, vamos embora!
-É melhor arrumar tempo para se explicar então!
-Escuta Angel, ou você sai daqui nesse exato instante ou você morre! - Disse Dante segurando a garota pelo braço. - Vem! Quando eu disse que o futuro dependia de você conseguir controlar Megidramon, eu quiz dizer que o SEU futuro dependia disso!

Ao sair do quarto puxando Angel, ele escutou barulho de passos se aproximando. O ruivo arrancou o digivice do bolso enquanto liberava Draco, que parecia estranhamente empolgado com a situação.

-Faça sua mágica. - Disse Dante. - Da forma como combinamos.
-Roger! - Draco brilhou e se transformou em sua versão maior e azul. Assim que um pequeno contingente de soldados apareceu no corredor, Ele lançou fogo na direção deles para que se afastassem. Dante segurou na mão de Angel e saiu em disparada com ela pelos corredores.
-Por que você não fez o Draco virar aquela forma vermelha com a lança enorme? - Perguntou Angel enquanto corriam. - É a forma mais forte dele não é?
-Examon é muito grande. - Respondeu Dante puxando Angel pela mão. - Draco precisa de mobilidade para executar o plano.
-E o plano seria?
-Ele vai limpar os corredores para que a gente possa seguir em frente. - Quando o rapaz disse isso, quatro soldados acompanhados de digimons em forma de cachorros, dois pareciam um doberman enquanto os outros dois pareciam lobos com pelagem roxa, se posicionaram na frente dos dois. - Droga! Draco!

Um quinto soldado foi arremessado contra os soldados que bloqueavam o caminho dos dois, realizando um strike humano. Draco apareceu voando rapidamente e acertou os quatro digimons com sua cauda, deixando todos inconscientes.

-Você está atrasado!
-Desculpe, apareceram três caras usando Tyrannomons, demorei um pouco para acabar com eles. - Enquanto Draco pronunciava estas palavras, um sinal de alerta começou a ecoar por toda base, e luzes vermelhas começaram a piscar.
-Atenção! Estado de alerta máximo! Fugitivos em fuga, repito, fugitivos em fuga! O agente de codinome KKR8 cometeu crime de alta traição, e está em fuga com o Objeto de Testes 16! O suspeito é considerado armado e perigoso!
-É agora que a coisa fica boa! Vai Draco vai! - O dragão se transformou num borrão azul se movendo em alta velocidade. - Eles esperam que a gente tente sair pelo hangar de veículos, então já devem ter mais de oito mil soldados nos esperando lá.
-Então por onde nós vamos sair? - Perguntou a menina assustada.
-Pelo hangar de aviões. - Respondeu Dante com confiança. - A pista de pouso é nivelada, dá pra sair usando meu brinquedo.
-O por que eles não esperam que a gente saia por lá?
-Por que a porta do hangar é de ferro maciço e pesa umas três toneladas! - Respondeu Dante com confiança. - Eles não esperam que nós sejamos tão idiotas!
-Oh Deus, pelo visto nós somos!

A estratégia de fuga era simples. Draco limpava os corredores derrotando tudo que se colocasse em seu caminho, como se estivesse abrindo passagem até o hangar de veículos. Dante e Angel davam algumas voltas pelos corredores, esperando Draco fazer seu trabalho.
Quando toda a segurança fosse redirecionada para o hangar de veículos, Os fugitivo rapidamente entrariam no hangar de aviões e começariam a fase final do plano.

Draco parecia um rolo compressor em forma de lagarto, esmagando e arremessando qualquer coisa que ficasse em pé na sua frente. Muitos soldados eram derrotados sem nem perceber o que havia acontecido, sendo atingidos subitamente por um digimon voador arremessado pelo dragão azul.

Depois de alguns minutos de porradaria descontrolada, Dante e Angel entraram no enorme galpão que compreendia o hangar das aeronaves, local repleto de aviões que haviam custado milhares de dólares para o governo. Ele puxou Angel até um canto onde havia uma caixa relativamente grande aparentemente esquecida.

-Me ajuda a abrir, rápido! - Dante entregou um pé de cabra para Angel e começou a forçar a lateral da caixa usando outro pé de cabra. Quando os dois conseguiram abrir, Angel viu dentro da caixa uma moto Harley Davidson customizada preta, com a parte interior das rodas em vermelho.
-Desde quando isto está aqui? - Ela perguntou, atônita.
-Um homem prevenido vale por uma uma organização inteira. - Enquanto os dois tiravam a moto de dentro da caixa, um vulto vermelho passou zunindo por eles. Era Draco, agora transformado em Examon. O dragão se dirigiu para a rampa de entrada, que estava fechada pela imensa porta de ferro. O lagarto materializou sua imensa lança e a apontou em direção à porta.
-Avalon's Gate! – Da ponta da lança começaram a ser disparados inúmeros projéteis que se chocavam e explodiam com violência, que fizeram com que Angel cobrisse os ouvidos. Dante posicionou a moto de frente para o portão e fechou a entrada por onde ele, Angel e Draco haviam passado, ignorando o barulho. Ele se sentou na moto, e Angel se sentou logo atrás passando as mãos em volta de sua cintura. Dante acelerava a moto impaciente e Angel olhava apreensiva por cima de seus ombros, enquanto Draco continuava a atacar ferozmente a porta.

De repente, vários carros começaram a sair detrás dos aviões. Uma frota de cerca de vinte veículos, incluindo jipes, carros pequenos para duas pessoas e outros tipos de veículos maiores se posicionaram na frente da motocicleta, impedindo a passagem. A espinha de Dante gelou diante daquela visão, e ele sentiu as mãos de Angel apertarem com força seu peito. Teria tudo acabado ali?

-Draco! - Gritou ele em desespero.
-Ou uma coisa ou outra! Não posso arrombar a porta e cuidar desses inúteis ao mesmo tempo! - Dante sentiu quando suor frio escorreu de sua testa. Os soldados que estavam saindo dos veículos apontavam armas na direção dos dois, liberavam seus digimons e gritavam palavras de ordem. Naquele momento, o ruivo sentiu que ia morrer. Ele fechou os olhos, esperando ser alvejado por uma rajada de tiros vinda de todas as direções, enquanto sentia a cabeça de Angel afundar em suas costas.
-AAAAAAAAAAAH!!! - Ecoou o grito abafado da menina. Ela apertava o peito de Dante com tanta força que agora ele tinha dificuldade de respirar. O rapaz foi forçado a abrir os olhos, para ver que todos os soldados estavam horrorizados e todos os digimons tinham medo estampado em suas faces. Megidramon, o grande dragão demoníaco, agora pairava imponente sobre as cabeças do casal na motocicleta. Dante olhou para ele com receio por alguns segundos, mas subitamente o monstro se lançou num ataque.

Com velocidade impressionante, o monstro chocou suas enormes garras contra tudo aquilo que estava no centro da barreira, atirando veículos, digimons e soldados tão longe quanto estes puderam voar. O dragão serpente então deu um rugido tão poderoso que causou uma onda de choque, jogando os soldados para trás. Agora no meio da fileira de carros dividida em duas, ele levantou o primeiro carro e o arremessou com tanta força contra o carro da frente que este atingiu mais três carros, arrastanto soldados e digimons junto com ele.
Megidramon então atacou os soldados com um poderoso jato de fogo que saia de sua boca, estes que bateram em retirada junto com seus parceiros digimons.

-É monstruoso demais! - Gritou um deles enquanto tentava salvar sua vida.
-É literalmente um demônio! - Gritou outro, correndo o máximo que podia para longe do lagarto com sede de sangue. Dante observou toda aquela cena, impressionado com o tamanho da destruição causada por aquele ser assustador. Megidramon olhou diretamente nos olhos de Dante e desapareceu no ar, deixando um grande espaço na extinta barreira de carros.

Um grande estrondo ecoou por todo hangar enquanto as portas explodiam, lançando grandes pedaços de metal no deserto. Dante acelerou a moto ao máximo que podia, passando rapidamente pelos destroços dos veículos e voando por cima dos escombros da porta. A moto realizou um salto quando saiu da rampa, aterrissando na pista de decolagem e seguindo em alta velocidade.

-Yaaahooo!!! - Gritava o piloto ruivo enquanto a moto corria pela pista de decolagem. - Isso foi demais!
-Emoção demais pro meu pobre coração. - Disse Angel, respirando aliviada, ainda abraçada ao peito de Dante.
-Só mais uma coisa. - Disse o rapaz tirando o digivice do bolso. Ele olhou para ele por uns segundos e o arremessou longe, com toda força que tinha.
-Ficou maluco!?! E o Draco?!? - Dante deu um sorriso enquanto tirava um segundo digivice, desta ver preto e dourado, e o balançava na frente do rosto de Angel.
-HAHA quero ver nos encontrarem agora! - Disse Draco, voando por cima das cabeças do casal.
-É informação demais pra mim... - Respondeu Angel.
-Vamos lá Draco, ao infinito e além! - O dragão vermelho segurou a moto com as mãos, e saiu voando pelo céu sem nuvens carregando Dante, Angel e a motocicleta secreta.

Continua...

Eu disse que sou megalomaniaco xD

Comentem aí o/
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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Qui Set 29, 2011 3:03 pm

MEGALOMANIAQUICE E QUE E FTW!!! \o/
this is foderoso!! tou a gostar imenos de ler esta fic! *.* ate ja virei fa da dupla dante e draco! dupla insanamente imbativel! auahuahuahuha
a parte mais win foi o resgate... esta gente do tribunal gosta de se mostrar superior, e mts vezes sem pensar nas coisas na pratica... o heroi teve que salvar a donzela em perigo e um classico que cai sempre bem, especialmente se tem digimons fodoes que nem o examon ou o megidramon a mistura!! *.* btw... digivice novo fodao que ele tem LOL

VENHA MAIS!! *.*
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Rayana em Qui Set 29, 2011 4:46 pm

PQP, que coisa épica. xDDD Dante e Draco são uma espécie de Masaru e Agumon versão melhorada! UHEAIUHAEUIH WIN!!

Mas mais do que o registo OVER 9 THOUSAND, a escrita continua tão fluída e original como sempre! Sabe bem ler algo assim refrescante para variar! E ao contrário de 99% das fics originais, que me aborrecem, esta entrou a matar logo de cara e puxou interesse logo do começo.

Angel lembrou-me uma certa personagem de outra série... #COUGH Talvez por isso, gostei ainda mais dela. xDD
Outro ponto a favor: os diálogos, tão fluídos quanto as descrições.

Dragon, continua! Tou curiosa para ver onde isto vai dar! lol
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Qui Set 29, 2011 7:06 pm

Megalomania ao extremo! Me gusta muito :P , hehe. Bom, sobre a 2ª parte da fic, tenho a dizer que está ainda melhor que a 1ª parte, as cenas de luta ficaram incríveis, e o Megidramon salvando a pele deles no final foi win! Haha! Gostei de vários trechos, mas se fosse comentar cada um deles, o comentário ficaria enorme :oops: . Aguardando ansiosamente pelos próximos capítulos :bounce: .

Bom, de sugestões, acho que seria interessante colocar alguns momentos mais cômicos, daria um tempinho pra respirar entre uma luta e outra :D , no mais, tudo excelente. Parabéns! o/
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Seg Nov 07, 2011 6:58 pm

@Maf: Eu inventei o digivice dourado antes de Xros Wars e você está de prova HAUAHUAHUAH Anyway, que bom que gostou xDD

@Ray: É uma versão mais inteligente do Masaru HAUHAUAHUAAH E que bom que gostou Ray, estou me esforçando para fazer algo que seja realmente novo e criativo xD E a Angel virou minha preferida dos personagens que eu já criei xD

@TK: Esse capítulo tem menos luta, acho que vai dar para respirar xD E tomare que eu continue melhorando @_@

Bem, aqui está o capítulo depois de mais de um mês o/ Eu pessoalmente achei que a escrita dele ficou meio inconsistente, por que eu escrevi ele num espaço de tempo muito longo. No meio ele fica extremamente formal, e pro final ele perde toda formalidade xD Mas vamos ver o que vocês acham o/ Qualquer referência a memes não é mera coincidência.

Capítulo 3 – Live free or try hard

Draco carregou a moto e os dois humanos enquanto sobrevoava a fronteira com o estado do Novo México, só parando ao chegar na fronteira com o Texas. O digimon voltou a sua forma pequena e se recolheu dentro do dispositivo digital que Dante carregava no bolso. A organização não tinha a capacidade de rastrear Draco especificamente, mas um digimon atravessando três estados em alta velocidade chamaria atenção. Agora eles precisavam ser discretos.

Deitado numa cama de um pequeno hotel a beira da estrada, no interior do Texas, Dante repassava mentalmente os fatos. Ele não pretendia fugir das instalações subterrâneas tão de repente, mas a situação agora era irremediável. Os rostos dele e de Angel a esta altura estavam em todos os bancos de procurados do país. Draco, que havia ficado cansado depois de tanta diversão descansava dentro do digivice preto e dourado, onde não poderia ser rastreado. Angel estava no quarto ao lado, provavelmente dormindo também. Pela primeira vez depois de muito tempo, Dante sentia a desolação de estar sozinho e perdido no mundo. A vida daqui para frente não seria nada fácil, a luta pela sobrevivência estava apenas começando.

As divagações do ruivo foram interrompidas por algumas batidas rápidas na parede fina, vindas do outro quarto. Dante achou que estava ouvindo coisas, mas quando elas se repetiram ele rapidamente se levantou para prestar atenção.

-Você está acordado? - Soou a voz doce de Angel, abafada pelas paredes finas de material pouco confiável. - Não consigo dormir.
-Nem eu – Respondeu Dante. - Imagino que pelo mesmo motivo. Quer conversar?
-Claro. - Dante saiu de seu quarto como se não quisesse acordar uma criança. Que idiotice pensou ele, era óbvio que Draco não ia se incomodar pelo barulho da porta. Ele foi até a porta do quarto de Angel e deu três batidas rápidas. A aparência da garota era cansada quando ela o atendeu, ela claramente não estava acostumada a esse tipo de ação. Os dois se sentaram na cama com espaço para uma pessoa, um de frente para o outro. - O que vamos fazer agora Dante?
-Vamos fugir do país. Aqui nós entramos na lista dos mais procurados da américa, em outros países nós sequer existimos. - Respondeu Dante sem exitar. - Eu tenho um contato na Flórida que trabalha com imigração ilegal, ele vai nos ajudar.
-Parece que você tinha tudo preparado com antecedência. Quer dizer, aquela moto não se materializou sozinha.
-Eu sempre soube que um dia eu teria que fugir daquele lugar, só não imaginava que ia entrar outra pessoa no plano. - Respondeu Dante sorrindo. - Um dia eles iriam querer transformar Draco na cobaia de laboratório numero um deles.
-Depois que eles terminassem de brincar com a garota demônio né. - Disse Angel em tom sarcástico. - Você nunca me contou sua história com Draco. Por que ele é especial?

Dante se esticou na cama, colocando as mãos atrás da cabeça e se acomodando, como se fosse começar uma história muito longa.

-Acho que agora podemos conversar em paz. Bem, o Draco é o que se pode chamar “puro sangue”. Ele é um digimon nascido no mundo digital, que viveu naquele mundo antes de me conhecer. - Dante passou a falar em tom sério, fazendo questão que Angel entendesse a gravidade da situação. - É hora de você entender com quem estamos lidando. O local onde estávamos e que eu trabalhava é uma organização sem nome, sem registros, sem rastros e sem evidências que apenas os altos escalões do governo tomam conhecimento. Nosso trabalho era controlar incidentes envolvendo digimons por todo EUA. Tecnicamente, eramos os bonzinhos. Agora, o pessoal do qual eu te salvei, aqueles são os loucos de verdade. São uma facção terrorista chamada Digital Hazard, que encaram os digimons como a maior ameaça já sofrida pela humanidade. Os planos deles incluem a total erradicação dos digimons e de seu mundo. Um dia interceptamos uma comunicação codificada dizendo que estariam transportando uma nova arma, e foi aí que nos conhecemos. Nesse exato momento, os dois estão atrás de nossas cabeças.
-Aventura para uma vida toda! - Respondeu Angel tentando demonstrar excitação. - Pelo menos temos a esperança que os dois se batam até a morte e nos deixem em paz.
-Não é uma hipótese que eu descartaria. Mas voltando ao assunto de como eu conheci Draco, os meus pais faziam parte da Digital Hazard. Eram um casal de cientistas trabalhando em uma forma de abrir um portal para o mundo dos digimons, com o objetivo que você já deve imaginar. O que eles não sabem, é que meus pais conseguiram abrir o portal. - Dante fez uma pequena pausa e respirou profundamente. - Eu passei toda minha infância dentro das instalações da Digital Hazard, brincando entre experimentos e vendo digimons sendo usados como cobaias. Uma noite, enquanto eu esperava meus pais terminarem o novo projeto deles, uma especie de portal se abriu bem na minha frente. De dentro dele, saiu um pequeno ser parecido com um dragão que não tinha braços nem pernas. O portal dos meus pais tinha funcionado, e aquele pequeno digimon passou por ele. O dragãozinho se identificou como Petitmon. Ele disse que estava fugindo de um digimon extremamente forte e perigoso que estava atacando o local onde ele vivia e no meio do caos entrou no portal.
-Quer dizer então que você só encontrou o Draco por causa dos seus pais?
-Exatamente. Se eles não tivessem conseguido abrir o portal naquela noite provavelmente Draco teria morrido em seu mundo e eu provavelmente estaria até hoje na Digital Hazard.
-E depois disso? Draco apareceu no meio de uma organização terrorista e..? - Angel expressava extrema curiosidade na voz.
-Calma calma, o contador de histórias aqui sou eu. Com muito choro e muita pirraça eu convenci meus pais a não entregar Draco, na época Petitmon. Para mim digimons eram bichos de estimação. Mas o inocente Petitmon mudou a forma como meus pais viam os digimons. Ele não era uma ameaça, de forma alguma, e meus pais começaram a questionar a ideologia da facção. Mas havia um problema, Petitmon ficava cada vez maior e mais forte graças ao meu espirito e em pouco tempo não daria mais para escondê-lo. Meus pais então criaram o digivice preto e dourado que você viu, que é capaz de ocultar completamente a presença do Draco. Mas já era tarde demais, meus pais foram intimados a comparecer numa audiência com a alta cúpula da DH, eles sabiam que daquela reunião eles não retornariam. Na noite anterior eles destruíram cada pequeno pedaço da pesquisa deles, incendiaram o laboratório e me esconderam num caminhão de lixo para fugir dali. Depois desse dia eu nunca mais os vi. - Uma lágrima furtiva rolou pelo rosto do ruivo. Era a primeira vez que Angel escutava a história de Dante e também se sentiu emocionada. A garota enxugou a pequena lágrima teimosa com a ponta dos dedos e sorriu docemente para o rapaz.
-Não se preocupe, eu sei como é.
-Petitmon evolui para Dracomon poucos dias depois. Eu comecei a chamá-lo de Draco quando ele me disse que cada vez que evoluísse ele mudaria de nome. Seriam muitos nomes para se lembrar. O resto, é história. - Dante endireitou o corpo e sentou na beirada da cama, preparando para se levantar. - Acho que depois dessa bela história você consegue dormir e sonhar com pôneis cor de rosa.
-Obrigado por ter vindo me fazer companhia. - Disse Angel passando o dedo pelos cabelos vermelhos do rapaz. Ela deu um beijo na bochecha de Dante. - Agora volta pro seu quarto, antes que comecem a falar sobre a gente.

O rapaz voltou para o seu quarto caminhando sobre as nuvens, e dormiu tranquilo como um bebê.

–//////--

Em uma loja de roupas um rapaz de cabelo preto e olhos verdes sentava impaciente numa poltrona de frente a um provador. Ele parecia estar cansado de esperar quem quer que seja sair da cabine de roupas.

-Ei, você vai demorar muito ainda? - Disse ele apoiando o cotovelo no braço da cadeira e deixando o queixo cair sobre a palma da mão aberta.
-Quase saindo já! - De dentro do provador saiu Angel em trajes completamente novos. Ela estava vestindo calças de couro, botas de cano alto, camiseta vermelha e jaqueta jeans de cor escura. - E então, o que acha?
-Agora sim você vai passar despercebida! - Respondeu o rapaz com certo sarcasmo.
-Fala sério Dante, você só queria me ver usando calça de couro. Era realmente necessária essa produção toda? E por que você mudou a cor do seu cabelo? Eu gostava tanto.
-Se você estiver procurando por um motoqueiro ruivo, você tem uma descrição bem exata. Agora, se você está procurando por um homem de cabelo preto, alto e de pele branca, você está procurando por metade da população dos estados unidos. Você usando essas roupas, nós parecemos um casal qualquer em viagem. Antes parecia que eu tinha ajudado uma adolescente maluca a fugir de casa.
-Meus pais nunca vão te perdoar!
-Eles vão quando souberem que eu salvei sua vida. - Brincou Dante enquanto se levantava e seguia para o caixa. Ele tirou um maço de dinheiro do bolso e entregou para o dono, logo após indo embora com Angel.
-Eu não sabia que você tinha tanto dinheiro assim.
-Eu tenho muito mais dinheiro do que você pode colocar numa única conta de banco. - Disse Dante com um leve sorriso.
-Dá pra você falar sério por um minuto?
-Eu já disse, eu estava me preparando para esse dia há anos! Tenho pilhas de dinheiro guardadas em vários bancos ao redor do mundo, em várias contas diferentes. Não podemos nem sequer sonhar em usar outra coisa que não seja dinheiro vivo, então eu fiz um bom estoque.
-Me sinto andando com um criminoso profissional.
-Criminoso não, profissional sim. Agora veja bem Angel, nos temos que chamar o mínimo de atenção possível. Isso significa que se virmos um lugar que parece ter dinheiro para ter câmeras de segurança, vamos passar direto. E também que você precisa controlar suas emoções.
-Quer dizer que o pobre Megy não vai poder sair pra respirar ar fresco? - Brincou Angel.
-Megy? - Perguntou Dante, levantando uma sobrancelha.
-O que, não posso dar nome pro meu digimon?
-Se isso te deixa feliz garota demônio, o que eu posso fazer?
-E te catar, você vai?
-Depois, vamos almoçar agora. - Dante e Angel entraram num pequeno restaurante. Por um instante Dante imaginou como seria ter uma vida normal. Conhecer Angel em circunstâncias menos drásticas, viajar por aí apenas por diversão e não para salvar suas vidas. Após algum tempo, o rapaz concluiu que seria um tédio.

–//////--


Dois dias após, evitando os grandes centros urbanos, os fugitivos se aproximavam da fronteira com a Louisiana. Os dois entraram em uma cidade de porte médio, onde poderiam comer e descansar. Angel queria tomar banho, e Draco reclamava a cada cinco minutos que estava morrendo de fome. O grupo então se separou para buscar os objetivos. Angel iria tentar encontrar um hotel para repousarem, enquanto Dante procuraria um restaurante discreto para que eles pudessem fazer uma refeição.

A garota andou a esmo por alguns minutos pelas ruas da cidade. Angel estava atordoada, era a primeira vez em muito tempo que ela experimentava a sensação plena de liberdade, ou pelo menos a impressão dela. Enquanto ela caminhava distraidamente, pensamentos começaram a inundar sua cabeça, coisas que ela nunca tinha pensado antes. Será que ela teria que fugir pelo resto da vida? Mais importante, será que ela ficaria para sempre junto de Dante e Draco? Ela com certeza apreciava a companhia dos dois, mas aquele questionamento fazia com que ela pensasse em Dante de outra forma. O ex-ruivo mexia com os sentimentos dela, quando estava ao lado dele era sempre como se ela estivesse voltando a vida depois de experimentar até onde a crueldade e devassidão humana poderiam chegar. Mas ao imaginar o seu corpo indo de encontro ao do rapaz, os seus lábios tocando os dele, um arrepio percorria a espinha de Angel. Ela ainda tinha cicatrizes muito profundas de tudo aquilo que vivenciou. Aos poucos ela tentava quebrar essas barreiras, com um abraço, um pequeno beijo na lateral do rosto, pequenos gestos de carinho. Confortava seu coração pensar que Dante a enxergava com os mesmos sentimentos, e não a olhava como um pedaço de carne.
Será que todo o carinho que o rapaz já demonstrara anteriormente por ela era a forma que Deus encontrara para pagar por tudo que ela já havia sofrido?

De repente as divagações de Angel foram interrompidas por algo que chamava sua atenção. Em uma esquina, num pequeno estacionamento de carros, um barulho estranho e insistente destoava com os sons da cidade. Um chiado estranho, como de um bater de asas insistente, do tipo de insetos fazer ao ficarem presos em um vidro ou uma porta.
A garota atravessou a rua e se aproximou do lugar, tentando identificar a origem do som. Estranhamento, o barulho parecia estar vindo do nada. Angel caminhou até o centro do espaço, onde parecia ter ficado logo abaixo da fonte do barulho. Repentinamente, um buraco se abriu no ar, grande o bastante para um ônibus passar por ele. Assustada, a jovem correu e se escondeu atrás de um carro, poucos instantes antes de dois insetos de proporções monstruosas serem arremessados do portal.

-É o cúmulo da falta de sorte! - Pensou Angel tentando não fazer nenhum movimento que pudesse denunciar sua localização. Os dois digimons, um parecendo uma abelha gigante, e o outro um besouro vermelho com grandes presas, se encaravam ferozmente. Angel sentiu uma gota de suor frio escorrer pelo seu rosto, enquanto seu coração começava a bater tão forte que parecia querer saltar do peito. - Se controla! Se controla! Megidramon não pode causar o caos aqui! Lembre-se do que Dante disse!

Enquanto Angel repetia mentalmente estas palavras, ela escutou os pedestres horrorizados com as aparições. Alguns saíram correndo imediatamente, outros pareciam querer ver o desfecho do embate.

-Que tipo de bruxaria é essa?!? - Perguntou um homem parado na calçada.
-Santa mãe de Deus! - Exclamou uma mulher enquanto tirava os óculos escuros, para poder enxergar melhor.

A tensão no ar foi cortada quando a abelha avançou ferozmente contra o besouro. O digimon abelha lançou seu ferrão na direção do besouro como se fosse um arpão. O besouro vermelho desviou, e o arpão acertou um táxi que passava pela rua, destruindo o assento traseiro.
Quando o motorista finalmente conseguiu sair do carro, todos os pedestres em volta já haviam corrido, gritando desesperador. Alguns gritavam que eram as bestas do apocalipse, outros que eram aliens assassinos. Mas nenhum deles quis esperar para descobrir.

Quando os dois insetos levantaram voo trocando golpes e ferroadas, Angel achou seguro sair de seu esconderijo. Do meio da rua, ela teve uma visão clara dos dois digimons lutando no céu, voando desengonçadamente como duas mariposas tentando alcançar uma lampada. Angel simplesmente não sabia como reagir a aquela situação.


–//////--


Dante estava acostumado a chamar a atenção por onde quer que andasse, com seu chamativo cabelo vermelho. Era engraçado passar despercebido no meio de tantas pessoas atarefadas com seus afazeres, ele tinha certeza de que se um policial perguntasse por ele naquela cidade todos iriam responder que nunca tinham visto seu rosto antes. No final do que parecia ser uma avenida, o rapaz localizou o que parecia ser uma lanchonete, perfeita para o seu propósito de comprar comida sem ser flagrado em alguma câmera indiscreta.

Ele caminhou tranquilamente em direção ao seu objetivo, até que começou a perceber uma movimentação estranha. As pessoas que passavam por ele não pareciam mais distraídas por suas preocupações, elas estavam assustadas e tentando fugir de alguma coisa.

-É um monstro! - Exclamou uma mulher que passou correndo por ele.
-Oh Deus, será que Angel arrumou confusão? - Ele falou se voltando para tentar entender de onde vinha o fluxo de pessoas.
-Me deixe sair, posso seguir o cheiro dela! - Disse Draco de dentro do digivice. Nesse momento, dois enormes insetos passaram voando sobre as cabeças deles, fazendo barulho como se fossem dois helicópteros.
-Acho que não será necessário. - O rapaz começou a perseguir os dois alegres insetos barulhentos. Talvez não fosse a atitude mais sensata, mas Dante estava cansado de monotonia.


–//////--


Os digimons voavam mais rápido do que Angel conseguia acompanhar. O fato de não seguirem um traçado exato só deixava a perseguição mais divertida ainda. Por um momento a garota se perguntou que tipo de idiota ela era, para estar correndo sem rumo atrás de dois monstros voadores. Decidiu pensar nisso depois.

Os dois digimons seguiram para uma pequena área residencial com casas feitas de madeira. Logo que começaram a sobrevoar o local, as pessoas se dispersaram. Agora eram apenas os digimons disputando seja lá o que for que digimons precisem disputar, e a pequena intrusa observando a batalha.

Quando o digimon abelha voou por sobre a cabeça de Angel, o besouro vermelho notou sua presença e começou um rasante em direção da moça. O monstro se aproximava mais e mais, e Angel sentiu como se Megidramon estivesse enfurecido, lutando para ser liberado. E talvez essa fosse a única opção... Angel estava a ponto de relaxar e deixar o réptil voador fazer o trabalho, quando um borrão azul agarrou o besouro vermelho e o arremessou em direção ao céu.

-São apenas um Kuwagamon e um Flymon, você não deve ter problemas com eles em sua forma de Coredramon. - Soou a voz familiar. - Mas não use nenhum ataque especial, não vamos arriscar colocar fogo nas casas.
-Roger! - Respondeu Draco, avançando contra o Kuwagamon.
-O que você está fazendo aqui? Tentando se suicidar em grande estilo? - Perguntou Dante se aproximando rapidamente de Angel.
-Tive o pressentimento que te encontraria por aqui. - Respondeu ela, ainda tentando controlar suas emoções. - Achei que você os seguiria também. O que aconteceu com “nada de digimons enquanto estivermos fugindo”?
-Se tem uma coisa que eu aprendi no meu trabalho, é que humanos morrem muito mais facilmente que digimons. - Dante respondeu com seriedade, eram raros esses momentos. - eu não me perdoaria se esses digimons machucassem alguém, sendo que eu poderia impedi-los facilmente. Não sei quanto tempo vai demorar para agentes da organização chegarem até aqui.
-A honra de um soldado. - Brincou Angel. A presença de Dante de certa forma a trazia conforto. Aquela era a primeira batalha real contra digimons selvagens que ela presenciava.

Draco estava voando por cima de Kuwagamon. O dragão azul investiu contra o besouro vermelho em grande velocidade, acertando a cauda no corpo do inimigo. Kuwagamon perdeu altitude até chegar ao chão, e ao mesmo tempo Draco aterrisou com força nas costas da barata mutante. O digimon dragão agarrou as duas pinças em forma de tesoura de Kuwagamon e as arrancou, usando-as como espadas e as enfiando na cabeça do inimigo. Kuwagamon deu um guinchado estridente e se desfez em dados, deixando um pequeno ovo no lugar.

-Dante cuidado! - Ao se virar para seu parceiro, Draco percebeu que Flymon avançava contra os dois humanos pelas costas, aproveitando a distração de todos os envolvidos na batalha. Draco começou a voar com toda velocidade que tinha na direção de Dante e Angel, tentando interceptar o digimon que os atacava, mas era tarde demais. Flymon estava a poucos metros dos dois.

Pouco antes de Flymon poder atingir qualquer um dos dois humanos, Megidramon apareceu como um relâmpago, acertou o que pareceu ser o tapa mais forte do mundo no digimon abelha e desapareceu imediatamente como um fantasma. Flymon voou como um meteoro, provocando um enorme estrondo ao atingir um carro estacionado no meio fio e explodindo em dados com o impacto, deixando outro ovo no lugar.

-Wow o que foi isso?!? - Perguntou Dante assustado olhando para trás.
-Er... Acho que Megy usou um mata moscas gigante naquele ali. - Disse Angel atônita, apontando na direção do carro que agora estava totalmente destruído.
-Caramba, já estou devendo duas para esse cara! - Disse Draco se aproximando dos humanos, enquanto voltava a ser Dracomon.
-Angel, você sabe o que essa nossa pequena aventura significa não é? - Perguntou Dante a garota que ainda estava meio assustada.
-Hmm... Que nós temos que correr para as colinas. - Respondeu Angel. - Caramba, um tiro de bazooka teria sido mais delicado.
-Eu acredito que nesse exato momento a organização está mandando cada agente disponível para este lugar, precisamos sair rápido daqui. A partir de agora eles vão estar tão na nossa cola que vamos sentir a respiração deles nos nosso ouvidos.
-Bem, vamos fazer com que isso aconteça apenas na sua imaginação e vamos sair daqui logo então?
-Dante, eu ainda não comi nada!! - Disse Draco deitando no chão, fingindo desmaiar de fome.

E assim os três fugitivos se puseram na estrada de novo, embalados pela trilha sonora dos roncos da barriga de Draco.

Continua...

É isso aê galerë comenta aí o/ A participação do Megidramon foi reduzida por que o Atacama estava cobrando um cachê muito caro
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Ter Nov 08, 2011 2:00 pm

Ahh, gostei, e não achei inconsistente. Continuou bem a história dos 2 primeiros capítulos, tá tendo um desenvolvimento bacana, e a história tá ficando mais e mais interessante :D . E sem contar os trechos impagavelmente engraçados, como esses aqui:

Alguns gritavam que eram as bestas do apocalipse, outros que eram aliens assassinos. Mas nenhum deles quis esperar para descobrir.


Agora eram apenas os digimons disputando seja lá o que for que digimons precisem disputar, e a pequena intrusa observando a batalha.


Draco estava voando por cima de Kuwagamon. O dragão azul investiu contra o besouro vermelho em grande velocidade, acertando a cauda no corpo do inimigo. Kuwagamon perdeu altitude até chegar ao chão, e ao mesmo tempo Draco aterrisou com força nas costas da barata mutante. O digimon dragão agarrou as duas pinças em forma de tesoura de Kuwagamon e as arrancou, usando-as como espadas e as enfiando na cabeça do inimigo. Kuwagamon deu um guinchado estridente e se desfez em dados, deixando um pequeno ovo no lugar.


Pouco antes de Flymon poder atingir qualquer um dos dois humanos, Megidramon apareceu como um relâmpago, acertou o que pareceu ser o tapa mais forte do mundo no digimon abelha e desapareceu imediatamente como um fantasma.


-Wow o que foi isso?!? - Perguntou Dante assustado olhando para trás.
-Er... Acho que Megy usou um mata moscas gigante naquele ali. - Disse Angel atônita, apontando na direção do carro que agora estava totalmente destruído.

E como assim, o A7ac4ma tá cobrando tão caro assim pra liberar o Megidramon? Que presepada é essa? Faz um desconto aí, ou parcela ao menos :suspect: -q

Esperando pelo próximo capítulo, espero que saia antes do Natal :P .
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Rayana em Qua Nov 09, 2011 3:35 pm

AWESOME!!! Meu, não sei se já disse isto, mas eu nunca dei a mínima para fics originais de digimon. Declaro oficialmente que esta é a minha única excepção, até ao momento. xDD Carisma da escrita e dos personagens no geral = WIN!

Não aconteceu muita coisa aqui, ou se calhar o texto flui tão bem que pareceu pouco; foi um capítulo bom para contextualizar os personagens. A forma como o Draco apareceu, e a forma como planejaste a existência do Digivice preto, e por que ele convenientemente oculta a presença do Draco... acho que isto bem planeado!

Now, fiquei um bocado curiosa com o nome do projecto Digital Hazard. O Megidramon tem esse símbolo, não é? E de certo modo dá pistas para todo o protagonismo da Angel e o seu dragãozinho vermelho de estimação... (ou seja, Megid, segura os cavalos que isto promete; cobra para depois que acho que vai valer a pena xDD) Engraçado é que os pensamentos da Angel ao pensar no Dante seguiram uma trilha bem típica de mulher (LOL), e menos de digimon, portanto ela não é só um monstro não!

-Se você estiver procurando por um motoqueiro ruivo, você tem uma descrição bem exata. Agora, se você está procurando por um homem de cabelo preto, alto e de pele branca, você está procurando por metade da população dos estados unidos.

Ri-me aqui por alguma razão. Talvez seja a forma como o Dante fala, não sei, ele tem sentido de oportunidade (tal como o escritor, porque né... LOL). Assim como me ri dos memes. xDDDD Nice!

Now, sobre a luta dos digimons e a chegada da organização a qualquer momento, deu um feeling muito similar a Savers (o que é bom xD). Não acho que o discurso do capítulo tenha mudado a meio; acho que ficou fluído, tanto quanto a conversa entre o Angel e o Dante, que continuo a apreciar!

Draco... so, ele foi enviado por acaso, ou será que não foi bem assim?
Isto tem aqui pano para mangas. o.o Dragon, continua e impressiona-nos!! xDD
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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Sex Nov 11, 2011 8:45 pm

estou a adorar esta fic, nem mais auahuauahau
curto imenso o dante (ainda mais agr que ta de cabelo preto xD) e a dupla dante e draco sao FTW juntos!
curti a explicaçao do dante sobre o seu passado, pra ajudar a situar e pra ficar a conheçe-lo melhor!
qnt a luta... a luta foi AWESOME!!! ainda mais pk teve o bichinho de estimaçao da angel, o megy fodao! LOOOL
EPIC! qnd voltares da viagem! maos a obra ok? e uma ordem! ò.ó (jk xD)
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Sab Nov 19, 2011 8:05 pm

@TK, eu costumo ser super exigente comigo mesmo huahauhah E esses atores que querem explorar no cachê, vou te contar viu u_u

@Ray, a gente já conversou bastante no twitter, mas mais uma vez obrigado por gastar seu tempo fazendo essa análise, eu gostei muito e achei muito especial *-* Só respondendo a duvida sobre a Digital Hazard, eu achei que o nome seria perfeito já que ele indica "Perigo Elevado" no contexto da Digital World. Vou seguir tranquilo minhas idéias e não deixar pontas soltas xD

@Maf, escrevi esse cap em TEMPO RECORD xDD A gente já conversou também então não tem muito o que comentar.

Esse cap veio com bônus, leiam até o final pra descobrir o/

Capítulo 4 – Prelúdio da tempestade

Parados em um pequeno posto de gasolina, Dante e Angel pareciam mudos pelo silêncio da noite. O rapaz abastecia a moto na bomba, enquanto a moça permanecia encostada no assento da moto, com os braços cruzados.

-Acha que nós agimos errado? - Angel rompeu o silêncio com a voz fraca. Ela sentia que se não tivesse se colocado em uma situação arriscada talvez as coisas tivessem sido diferentes.
-E deixar aqueles projetos de feira de ciências super crescidos matarem sei lá quantas pessoas?
-Então... por que estamos parecendo que acabamos de sair de um velório? - Dante precisou pensar por alguns segundos antes de responder. Afinal, por que ele estava se sentindo mal?
-Sabe Angel, você já se sentiu mal por fazer a coisa certa?
-Tipo denunciar o colega depois que a professora voltou do banheiro? - Dante sorriu com o canto dos lábios.
-É, tipo isso. Eu sei que era o certo a se fazer, mas acho que não é o que eu deveria ter feito. - Dante colocou a mangueira de gasolina de volta no suporte, pagou a quantia e voltou para perto da moto.
-Dante... - A voz de Angel era fraca, quase um sussurro. - Você acha que nós vamos morrer?
-Nós vamos conseguir. - Angel tinha um dom latente de atravessar o coração de Dante com suas palavras como se fossem navalhas. Ele não queria expor a ela suas próprias inseguranças, nem queria que ela se preocupasse. Era ele que devia defendê-la, não o contrário. - Um passo de cada vez.

Os dois subiram na motocicleta e voltaram para a estrada, envoltos pelo silêncio esmagador da noite, apenas quebrado pelo ronco do motor. - Nós vamos conseguir Angel, eu te prometo.


–//////--


O casal de fugitivos agora se aproximavam do rio Mississípi, que separa o estado de mesmo nome do estado da Louisiana. Uma vez que conseguissem sair da região central do país, seria muito mais difícil seguir seus rastros, mas agora era uma corrida contra o tempo. Angel e Dante se encontravam numa das muitas cidades que se estabeleceram nas margens no rio, numa das poucas paradas que fizeram desde o incidente na Louisiana.

-Ande com a cabeça abaixada Angel. Vamos tentar não chamar atenção, estou com um mau pressentimento.
-Não acha que se nos separássemos de novo conseguiríamos agir mais rápido e sair daqui mais rápido também?
-Não, vamos ficar juntos pelo menos por enquanto, para evitar que algo dê terrivelmente errado. - O medo de Dante era como Angel reagiria se fosse cercada de capangas com digimons. Claro, ela poderia matar todos eles com a força do Megidramon, mas não seria muito difícil sedá-la com alguns calmantes enquanto ela estivesse distraída em meio a carnificina.

O pensamento fez Dante voltar ao dia em que se conheceram, onde Angel explodiu o compartimento de carga de um caminhão blindado. No momento em que a viu, ainda frágil e assustada ele percebeu que a garota não era uma ameaça, mas era uma vítima das circunstâncias.
As coisas pelas quais Angel passou ainda davam calafrios em Dante mesmo após mais de seis meses de convivência diária, e ele sentia que sua experiência de perder os pais era infinitamente menos traumática. De certa forma ele admirava a garota pela capacidade de continuar de pé e seguindo em frente. Mas Angel fazia com que seus sentimentos balançassem. A forma com que ela olhou para ele, praticamente uma súplica, enquanto era levada numa maca no primeiro dia em que se conheceram, e a forma doce com que ela falava na primeira vez que se encontraram contrastando com a besta assassina dentro dela ficaram marcados na cabeça do rapaz.

Mas com o passar do tempo essa pequena semente plantada num dia extremamente estranho brotou e criou raízes. Com o tempo ele passou a reparar na forma com que ela falava, andava, na entonação de sua voz, na forma como os olhos dela brilhavam quando estavam juntos, na serenidade de seu rosto enquanto dormia, e agora estava ele atravessando o país com essa garota que tentou matá-lo meia hora depois de se conhecerem. “Que tipo de idiota eu sou?” Pensou o rapaz enquanto apertava o passo.

Mas um veículo de vidros escuros estava chamando a atenção de Dante. Ele tinha a certeza que tinha visto o mesmo veículo algumas esquinas atrás, e lá estava ele de novo. Quando o carro de quatro portas acelerou, Dante empurrou Angel contra a parede e aproximou seu corpo do dela.

O rosto de Dante estava tão próximo do de Angel que ela podia sentir a respiração do rapaz batendo no seu rosto. Os lábios dos dois estavam assustadoramente próximos um do outro, e a garota sentiu um arrepio descer a espinha enquanto suas mãos começavam a suar e a pulsação acelerava. Tão repentinamente quanto havia feito isso, o rapaz a soltou e voltou para seu lado.

-O-o que foi isso tão de re-repente? - Disse a garota gaguejando sem querer.
-O carro de vidros pretos que acabou de passar pela gente, você viu?
-Vi... - Ela não havia visto nada, estava muito ocupada para isso.
-Eles estavam nos seguindo. Acho que são da organização.
-Isso significa que...
-Que temos que sair daqui AGORA. - Os dois tentaram andar num passo rápido, sem chamar atenção, mas em pouco tempo já estavam correndo. Eles se dirigiram para a viela onde tinham deixado a moto e saíram em disparada.
-Acha que eles nos reconheceram? - Disse Draco de dentro do digivice, depois que eles já haviam se afastado das pessoas. Incomodava o pequeno dragão o fato de não poder se manifestar nem agir mais durante a empreitada pelo país. Ele entendia que se ficasse falando as pessoas poderiam desconfiar, e que se saísse ao ar livre seria capturado por um radar eventual. Mas a impotência de estar confinado dentro do digivice era vergonhosa.
-Não sei. - Respondeu Dante, a voz abafada pelo capacete. - Eles aceleraram para tentar passar a nossa frente e enxergar nossos rostos, não sei se conseguiram.
-O que vamos fazer agora? - Perguntou Angel.
-Mudar nossas cores de cabelo e nos vestir como hippies.
-Não teve graça! - Angel deu um tapa na parte de trás do capacete de Dante.
-Ai! Desculpa Angel, estou pensando ainda! Não posso te por em risco!
-Nós vamos continuar juntos não é mesmo?
-Nós vamos continuar juntos? – Perguntou Dante a si mesmo. - Eu te prometi que nunca te abandonaria não é?

Naquele momento Dante não sentiu confiança em suas palavras. Ele sentiu um aperto no peito quando Angel encostou o rosto coberto pelo capacete em suas costas, e o abraçou. “Deus, como eu vim parar no meio disso?


–//////--


Enquanto se dirigia por estradas praticamente desertas, o piloto de fuga mais procurado da América começou a pensar como seria se ele não estivesse com peso extra na bagagem. Provavelmente ele seria bem mais rápido, pararia menos, chegaria a Flórida na metade do tempo ou menos.

Afastou rapidamente estes pensamentos, ele não devia culpar a garota. Salvar Angel foi uma decisão, não um acaso do destino, e agora ele tinha que arcar com as consequências. Se ele não a tivesse tirado das instalações subterrâneas, a essa hora o corpo da garota estaria apodrecendo no deserto.

-Dante, tem alguém parado no meio da pista ou é uma miragem por causa desse capacete apertado?
-Se é uma miragem, ela é coletiva por que eu também estou vendo. - Seria isso, teriam sido encontrados? Acabaria ali a grande escapada?
-Eu estou pronto, é só dar a ordem! - Falou Draco, em tom sério.
-É bom ficar preparado. - A medida que se aproximavam, Dante viu que era uma mulher de cabelos loiros, usando roupas escuras sem nenhum detalhe especial. O cabelo estava preso atrás da cabeça e ela estava encostada no mesmo carro que tinham visto antes. Ela aparentava ter trinta e poucos anos.

A moto parou a cerca de 5 metros da desconhecida. Ela parecia relaxada e tranquila em estar ali. Ela retirou um digivice azul do bolso e sem pensar duas vezes invocou uma digimon que usava roupa de latex vermelha e tinha metade do rosto coberta por uma rosa. Ela usava botas de cano alto pretas e tinha um chicote de espinhos nas mãos, com as costas cobertas por uma capa.

-Forbidden Temptation! – A digimon ganhou um brilho rosa e disparou um raio de energia em direção a Dante e Angel, que foi defendido por um par de enormes asas vermelhas colocadas ao redor deles como escudos.
-Examon continua magnífico como sempre! - Exclamou a mulher com uma voz firme e confiante.
-Você nem imagina o quanto! - Disse Dante descendo da moto e tirando o capacete. Angel estava perdida naquela situação.
-Ouvi dizer que ele arrombou uma porta de ferro, é verdade? - perguntou a mulher.
-A porta do hangar de aviões. Demorou um tempo, mas eles tiveram que comprar outra. - Respondeu Dante, orgulhoso pelo feito de seu digimon. A digimon adversária atacou com o chicote de espinhos, mas Draco colocou sua lança gigante na frente, então o chicote se enrolou e se prendeu nela.
-Rosemon! - Disse Draco, segurando o chicote de Rosemon. - Não vai ser dessa vez que você vai conseguir usar isso em mim.
-Ah, que pena! Você está tão forte e musculoso, adoraria me divertir um pouco com você... Ou com seu parceiro. - Disse Rosemon colocando o indicador sobre os lábios, dando um sorriso indiscreto.
-Vadia! – Pensou Angel sem sair do lugar, tirando o capacete. Estava nítido que aqueles quatro se conheciam.
-Então essa é a garota que você está jogando a vida fora para salvar! - Disse a mulher, quando Angel tirou o capacete. - Achei que você fosse mais esperto Dante!
-Angel tem... Um grande potencial dentro de si. - Brincou o rapaz. Aquela parecia até uma reunião casual.
-Ah Draco, garanto que com o incentivo certo você vai se curvar para mim! Thorn Whip! – A lança de Draco se desmaterializou antes que a onda elétrica o atingisse.
-Ambrosius! – A lança retornou enquanto o dragão avançava contra a dominatrix. Rosemon pareceu usar um chicote igual a um florete para contra atacar.
-Não se preocupe Draco, eu vou cuidar muito bem de você! Roses Rapier!

Os dois digimons se enfrentavam numa batalha ferrenha, mas aparentemente não estavam levando a sério. Aquilo estava dando um nó na cabeça já confusa de Angel.

-Você não veio aqui só para me oferecer um café com biscoitos não é mesmo?
-Claro que não. Eu vim te convencer a parar com essa insanidade Dante. Você tem consciência que tanto você quanto essa garota vão morrer não é?
-É um risco que eu estou disposto a correr Sam.
-E será que vale a pena?
-Qual é Sam! Você está lá a mais tempo que eu. Se você tivesse uma chance de ter uma vida normal, o que preferiria? Ser um cão do governo o resto da vida ou ter uma casa, uma família, coisas do tipo?
-E você pretende construir uma família com ela? - Disse Sam sem pensar duas vezes, apontando para Angel. O rosto da moça corou imediatamente. Dante tentou encontrar as palavras certas, mas sua mente estava limpa como o céu do meio dia.
-Er.. Não é sobre isso que estamos conversando. - Tentou conversar o rapaz.
-Então você só a tirou da organização para levar ela até o Disney World?
-Dá para gente se concentrar no que é realmente importante aqui?
-Claro que sim, o importante é que você recobre o juízo e veja que está desperdiçando sua vida. Você não é mais um garoto Dante, sabe que seus atos vão ter consequências! Eles estão dispostos a deixar que você retorne como um agente de nível inferior, desde que prometa manter distância dessa garota.
-Eu não trocaria um fio de cabelo dela por uma chance de voltar para aquele ninho de cobras! - Respondeu o jovem, levantando a voz. - E essa garota tem um nome! Parem de tratá-la como se ela fosse um objeto!
-Então tudo é por causa dela não é mesmo? Rosemon! - Sam usou um tom autoritário para chamar sua digimon. Rosemon investiu contra Angel com seu “chicote-espada” apontado para ela, mas Draco rapidamente se colocou no caminho da digimon com uma flor na cabeça.
-Acredite, você não vai querer fazer isso. - Disse ele, agarrando o florete e o arrancando da mão de Rosemon. - A coisa que tem dentro dessa menina pode arrancar as pétalas da sua cabeça uma por uma.

Rosemon recuou e se colocou atrás de sua parceira. Dante recuou também, se colocando ao lado de Angel. Ambos estavam em posição defensiva agora.

-Samantha! - Dante falava com seriedade. - Você sabe que Rosemon não é páreo para o Draco, e que se eu quisesse já teria te derrotado. Você sabe que não vai conseguir me fazer voltar atrás. Ou me deixa passar, ou eu passo a força.
-Não seja tão dramático. - Samantha falava em tom de descaso. - Eu só não quero que meu melhor pupilo se torne um criminoso.
-Você sabe que eu não fiz mal a uma mosca desde que fugi. Pelo menos até agora.
-Ok, ok, já que não vou conseguir te arrastar de volta pra lá, vou pelo menos impedir que sua burrice te assassine. A central de inteligência traçou um padrão para a sua fuga, tomando a trajetória que você fez voando assim que fugiu, o ponto em que foi registrado uma atividade de digimons em Louisiana e as poucas câmeras que te flagraram até aqui. Foi seguindo esse padrão que eu te achei.
-Já entendi, tenho que seguir por outros caminhos agora.
-Dante, tem mais uma coisa. - Sam agora tinha um olhar sério e sombrio. - Os Cavaleiros Reais foram convocados.
-Vou estar preparado quando eles chegarem. - Respondeu Dante dando partida na moto e colocando o capacete.
-E vê se não morre ok, pirralho.
-Tente me acompanhar, vovó. - Dante recolheu Draco para o digivice, pronto para partir.
-Até mais bonitinho, tomara que possamos fazer coisas mais... divertidas da próxima vez. - Disse Rosemon dando um beijo no ar em direção ao rapaz.
-Vadia. - Sussurrou Angel no ouvido de Dante, colocando o capacete. O rapaz acelerou, e em pouco tempo haviam perdido Samantha de vista.


–//////--


-Então, quem era a loira prepotente com a digimon oferecida? - Indagou Angel. Ela tinha permanecido calada durante a viagem, tentando entender que diabos tinha acontecido, mas quando eles pararam para abastecer mais uma vez ela não conseguiu se conter.
-Samantha é uma amiga de longa data. - Respondeu Dante.
-Só isso? - Insistiu a garota.
-Foi ela que me treinou quando eu era criança, me ensinou a ser um agente.
-E não ensinou mais nada?...
-Angel, ela estaria mais interessada em você do que em mim.
-Como assim?
-Ela é lésbica. - Disse Dante sorrindo. Angel sentiu o rosto ficar vermelho de vergonha.
-Desculpa. - Angel queria se enfiar no chão de vergonha. Ela não conseguia se desculpar por ter sentido ciúmes de Dante e ainda mais por ter expressado isso tão claramente.
-Sem problemas. - Respondeu o rapaz, colocando a mangueira no lugar. - Você fica bonita quando está com ciúmes.

O comentário quase provocou uma parada cardíaca em Angel. Dante caminhava tranquilamente olhando ao redor. Aquele posto de gasolina era um pouco melhor que o outro e tinha um pequeno hotel anexado, com alguns veículos no estacionamento. Ele precisava bolar algo para tirar Angel da linha de fogo, mas a única ideia que ele tinha não o agradava.

-Mas... quem são esses “Cavaleiros Reais”? - Perguntou a garota, assim que Dante voltou para perto dela.
-Eles são três agentes da Inglaterra com digimons extremamente poderosos. Costumam ser chamados pelas outras agências do mundo para resolver situações caóticas ou problemas muito graves. Nem preciso dizer como ganharam esse nome né.
-Quer dizer que estamos encrencados?
-Eu diria que sim.
-E como vamos resolver isso?
-Vou cuidar disso agora. - Disse Dante andando em direção a pequena loja de conveniências do posto. Ele voltou um tempo depois com um cabide de roupas feito de arame em mãos.

O rapaz foi em direção a um utilitário estacionado que parecia ter cambio automático. Abriu o capô do veículo e arrancou o pequeno auto falante do alarme que iria disparar quando ele arrombasse a porta. Depois, mostrando toda sua habilidade como meliante, Dante entortou o cabide de arame e abriu a porta do carro com ele. As luzes piscaram, mas nenhum som foi emitido.

-Você está ficando louco?!? O dono do posto vai ver! - Disse Angel tentando não gritar, enquanto corria para perto do veículo.
-A única coisa que o dono do posto está vendo agora são dois mil dólares em cima do balcão dele.
-E o que você pretende fazer com esse carro?
-Você vai dirigir ele.
-Mas Dante, eu não sei dirigir!
-Eu sei disso! Foi por isso que arrombei um com câmbio automático! É só acelerar e freiar, não tem segredo! - Respondeu o rapaz sorrindo. - Olha, o plano é esse. Você vai seguir pelo sul do Alabama direto para a Flórida, e eu vou dar a volta pela Geórgia servindo de isca para que você possa passar. Vá em direção a Miami pela estrada secundária, a uns trinta minutos do perímetro urbano você vai ver uma estrada de chão que sai da estrada de asfalto, siga por ela. Depois vá para a direita, direita, esquerda, direita de novo e siga reto, você vai chegar numa cabana no meio de uma floresta. Se você chegar primeiro, me espere lá, se não, vou estar te esperando.
-Mas... - Angel deu a volta no carro e ficou perto de Dante. - Você prometeu que não ia me abandonar.

Eram aquelas palavras que ele temia. A voz de Angel era baixa e fraca, desanimada, embargada. O rapaz jurou que viu pequenas lágrimas se formando nos cantos dos olhos dela mesmo na escuridão da noite. Ele a abraçou, envolvendo completamente o corpo da garota em seus braços. Angel apertou o rosto contra o peito do rapaz e abraçou o abraçou com força.

-Mas eu não vou! Eu prometo!
-Eu não consigo sem você Dante.
-Nós vamos conseguir, juntos. Mas temos que fazer alguns sacrifícios. Olha, eu prometo que quando você chegar na cabana eu vou estar lá te esperando para que a gente possa sair desse inferno. - Sem dizer mais nada, Angel o soltou e sentou no banco do motorista. Dante deu algumas instruções básicas sobre direção e sobre estradas, e a garota se pôs a caminho. - Desculpa...

Ali, em pé, vendo o carro se distanciar e as luzes sumirem na noite, Dante pensou nas coisas que tinha feito nos últimos seis meses. Agora ele estava prestes a se fazer de isca e correr direto para a boca do lobo, para que aquela garota pudesse ficar em segurança. Naquele instante, Dante descobriu que estava apaixonado.

Continua...


Bônus: Achei por bem compartilhar com vocês a história original da fic, para que possam entender melhor o processo de criação da idéia e dos personagens xD
Pois bem, a idéia original era um pouco diferente do resultado que está saindo hoje. Era a história sobre um Beelzebumon caçador de recompensas, um mercenário que fazia trabalhos por dinheiro. Ele é contratado por ninguem mais ninguem menos que Lucemon para capturar um digimon e levá-lo como prisioneiro até a Dark Area.
Beelzebumon então descobre que o seu alvo era uma Angewomon e que os anjos também estavam atrás dela. Angewomon carregava dentro de si tanto o atributo vírus quanto o atributo vacina, e por isso era considerada ua abominação. Lucemon teve seus dados vírus selados por Seraphimon, e por isso queria a Angewomon para voltar a ser Lucemon Falldown Mode e se vingar dos três arcanjos. Beelzebumon então passaria a proteger Angewomon. O plano para o final da fic era os dois fugirem para o mundo humano e passarem a viver como humanos xD Mas garanto que o final da Digimon Truth não tem nada haver com isso o/

A partir daí é só pensar um pouco. Dante foi inspirado em Devil May Cry onde o protagonista é um demônio, além da óbvia referência a divina comédia. Foi pra mim o nome mais interessante que remetesse a um demônio. A personalidade foi inspirada mesmo em um Beelzebumon que leva a vida como um caçador de recompensas, o protagonista original. Draco só foi surgir muito depois xD

Angel é uma referência a Angewomon, e Megidramon foi pra mim a escolha perfeita para representar a escuridão interior que era representada pela digimon Angelical com atributo vírus. Também teve influência da Kisara de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, que era uma menina que tinha dentro dela o espirito do Dragão Branco de Olhos Azuis. Além claro que eu achei que ia ficar interessante a combinação Dante/Angel xD

E claro, Lucemon virou a organização, Digital Hazard seriam os anjos. E assim uma fanfic despretensiosa virou algo muito mais grandioso \õ/
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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Sab Nov 19, 2011 8:33 pm

OMG o.O nada a ver a ideia inicial com o que apareceu agr mas, por outro lado, tem tudo a ver! o.o que analogia WIN! mt bem! =D
alsoooo... once again, capitulo mt foda! *.* essa rosemon sabe muito! digifilia FTW e... a tia maf nao gosta so de yaoi, ela apoia a 100% casais heteros ta? tipo dante x angel! o dante apaixonado e tao querido! *.* rafa... qnd e que escreves uma cena bem romantica entre os dois numa noite de lua cheia? auhauhauahahua #RUNZ

MT BOOOM! WELL DONE! \o/
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Rayana em Sab Nov 19, 2011 9:02 pm

Nada como umas referências hipertextuais para apimentar uma narrativa; eu tinha encucado com o "anjo/demónio" e "dante", mas não tinha feito a associação com os digimons correspondentes LOL! Gostei!

Meu, eu achei divertida a parte em que o Dante vai e comenta que a Sam é Lesbian. xDDD E ela lembrou-me muito a Mai de YGO, por alguma razão (Rosemon seria a Harpy Lady do cenário) #random Talvez pela pose de durona, mas no fundo, bondosa.... (bom, digo bondosa porque ela apareceu mais para ajudar o casal do que exactamente para o capturar... a menos que seja uma armadilha, o que seria tenso - dado que ela foi tutora do protagonista)

A insegurança do Dante passou-me a sensação de mau presságio, aquele em que eles vão falhar quase de certeza. o.o" Tipo, é que não dá mesmo para imaginar o que diabo vem a seguir na fic; o Dante parece do tipo que faz o que é certo no momento, consegue até ser fodão e planear uns recursos convenientes para a fuga, mas sem nada estipulado a longo prazo. Quem consegue viver assim? Deixa uma sensação meio tensa...

Bom, vamos ver como corre agora; o medo da Angel confunde-me. Ela parece acreditar nele, mas ao mesmo tempo, imagino-a facilmente ludibriada pela primeira pessoa que tentar desacreditá-lo aos olhos dela. Basta que ele não compareça no local como prometido...

Dragon, UPDATE! xDD
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Dom Nov 27, 2011 9:48 am

Humm, que vadia essa Rosemon 8) -q

Enfim, mais um ótimo capítulo, e a fic cada vez melhorando mais :D . E cheio de momentos românticos nesse capitulo, quem diria... A parte da Sam e Rosemon foi a mais engraçada, principalmente pela Rosemon bitch, haha :P . E a Angel com ciúme é muito engraçado, kkkkkkkkk.

Sobre o bônus, foi bom você ter explicado, porque nunca nessa vida eu iria imaginar que a fic originalmente seria sobre Beelzebumons, Angewomons e Lucemons -q. E pela descrição da proposta original, nem achei tão despretensiosa assim, haha :) .

Anyway, aguardando o proxímo capítulo. Espero continue com bastante ação e que tenha cenas "calientes" -q.
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Seg Nov 28, 2011 4:56 pm

@Maf Esse capítulo tem menos romance e mais PORRADA, pra equilibrar sabe huahauhauh E eu até lembrei de quando a gente dizia que o Dark Knightmon tinha intenções sinistras com a Nene na primeira temporada de xros xDD

@Ray, nem tinha como eu esperar que alguém chegasse a essa conclusão sozinho xD Mas sim, tudo foi mudado para apimentar a narrativa e deixar mais interessante *w* Foi uma tirada muito bem sacada não é? E seria uma ironia incrível se eles eles fossem pegos justamente por essa conversa não acha? HAUHAUAHAUHAUHA Como eu disse tento deixar o Dante mais Masaru com cérebro do que Taiki rebelde, acho que é o tipo que vai improvisando pelo caminho xD E aqui está o update \õ/

@TK, Você gostou da Rosemon né? xDd E que bom que estou melhorando *w* Eu quis dizer despretenciosa por que a narrativa original envolve menos elementos, menos história, etc etc. E aqui está ele o/

Pra vocês se localizarem melhor, esse capítulo começa no exato momento do término do outro ^^ E ele ficou gigante huahahauah é o maior até agora. E por isso fiquei com preguiça de reler para achar os erros xD A Maf teve uma participação muito importante, já que foi ela que escolheu os nomes dos personagens que aparecem nesse capítulo, estou quase colocando ela como co-autora.




Capítulo 5 – God Save the Queen, God Bless America and God help us all

-E então, o que nós fazemos agora? - Perguntou Draco de dentro do digivice.
-Agora meu amigo, nós temos uma promessa para cumprir. - Dante deu um sorriso quase malicioso. - Vamos mostrar para o mundo do que nós somos capazes.
-hahaha é assim que se fala! - Draco parecia não se conter de empolgação. - Vamos botar pra quebrar e passar por cima de qualquer um que fique em nosso caminho!
-Sabe Draco, se isso aqui fosse um filme ou um anime... - Disse Dante colocando o capacete e dando partida na moto. - Seria o momento perfeito para começar a tocar Highway to Hell.

Ele acelerou tanto a moto que ela empinou, deixando um rastro de pneu queimado para trás, e rapidamente se misturando com a paisagem noturna. Naquele momento Dante sentiu um súbito sentimento de liberdade enquanto o vento frio da noite fazia suas roupas tremularem. “Peguem-me se puderem, malditos!”


–//////--


De repente tudo parecia vazio e o silêncio da noite era sólido e esmagador como uma rocha colocada sobre os ombros de Angel. A garota não pode se conter quando as lágrimas começaram a escapar de seus olhos e escorrer pelo seu rosto. Ela queria enxugá-las, mas tinha medo de tirar as mãos do volante. Seria engraçado morrer num acidente automobilístico depois de tudo que ela já havia passado.
Não havia nem dez minutos que eles tinham se afastado mas Angel já sentia falta dos comentários sarcásticos de Dante e da bagunça de Draco. “Que idiota emotiva eu sou!” Pensou ela, dando um sorriso em meio as lágrimas. Ela começou a perceber um ronco forte, alto, se aproximando em alta velocidade. Ronco este que Angel reconheceu instintivamente, e olhou para o lado a tempo de ver a tão conhecida motocicleta ficar lado a lado com o carro que ela estava dirigindo. O motoqueiro apontou na direção da garota e então colocou a mão fechada sobre o peito, logo após acelerou a motocicleta e se distanciou facilmente do carro.

-Te encontro lá. - Sussurrou a garota. Os dois agora estavam separados, mas unidos por um mesmo objetivo.


–//////--


Agora era tudo ou nada, Dante estava apostando a própria vida nesse plano portanto era bom que não falhasse. Enquanto Angel seguiria discretamente por uma rota alternativa, Dante iria causar quanta confusão fosse possível e chamar o máximo de atenção que conseguisse. Era basicamente uma reedição do plano que ele usou para fugir da base subterrânea, mas agora em larga escala.

Dante descartou o plano original de passar por pequenas cidades e se dirigiu diretamente para os centros urbanos de maior movimento, voando como um míssil por eles. Em pouco tempo ele começou a notar pequenas movimentações pelas cidades, pessoas reparando nele e observando atentamente enquanto ele cruzava ruas e esquinas.

O plano deu certo e como abelhas enfurecidas os membros da organização passaram a segui-lo. Ao passar por uma autoestrada, Dante foi cercado por quatro carros, cada um de um lado de sua motocicleta. Eles pretendiam desacelerar aos poucos, para forçá-lo a parar e dizer onde Angel estava se escondendo.

-Draco, tá na hora do pau! - Disse ele levantando o digivice. O enorme dragão vermelho se materializou no ar.
-Estive esperando por isso! - Respondeu Draco, transbordando excitação. O réptil alado se colocou na frente do carro que bloqueava a passagem de Dante, segurou no para-choque do veículo e o arremessou por cima do motoqueiro. O carro girou no ar passando a poucos centímetros da cabeça do rapaz e caiu em cima do carro que vinha logo atrás, tirando os dois da perseguição.

O jovem motoqueiro acelerou, saindo do meio dos outros dois carros e então Draco golpeou a lateral de um deles com toda a força de sua cauda, fazendo com que o veículo fosse a toda velocidade em direção ao outro. Os dois carros se chocaram com força, e o carro que recebeu todo o impacto se descontrolou, bateu na mureta de proteção e caiu fora da rodovia.
O último veículo havia se recuperado da pancada e tentava se aproximar da moto por trás, para fazer com que Dante caísse dela. Draco lançou uma pequena bola de fogo no chão, que fez com que os pneus do automóvel derretessem e este perdesse o controle.
O digimon voltou a sua forma de Dracomon e pousou no banco do carona de Dante.

-Você quase acertou a minha cabeça com aquele carro seu retardado! - Esbravejou o motoqueiro, sem conseguir parecer muito sério.
-Eu confio nos seus reflexos! - Respondeu Draco, enquanto olhava para o estrago atrás de si. - Estranho eles não terem mandando nenhum digimon para nos enfrentar.
-Isso é por que eles não querem assustar as pessoas com monstros assassinos! Nós somos os alvos dos Cavaleiros Reais, eles confiam cegamente nesses caras.
-E isso é bom?
-É o que nós vamos descobrir! - Respondeu Dante soltando uma gargalhada e acelerando ainda mais. - Olhe lá, é o bloqueio que eles fizeram! Use aquele ataque supersônico do Wingdramon para abrir o caminho.
-Roger! - Draco se transformou num dragão azul com grandes asas e uma lança presa a suas costas. O réptil acelerou assustadoramente rápido deixando rapidamente a moto que estava em alta velocidade para trás. - Wing Blast!

Draco passou voando pelo bloqueio composto por alguns carros e alguns trilhos colocados na estrada para furar os pneus da motocicleta. A velocidade com que ele voava era tão grande que criou uma onda de choque que arrastou junto com ela os elementos do bloqueio, permitindo assim que Dante passasse no meio dos escombros.

-Strike! - Gritou o rapaz levantando um braço para o alto.
-Ei, eu preciso voltar para o Digivice? Está tão bom o clima aqui fora.
-Sei lá... Acho que agora isso não faz diferença...


–//////--


Devagar se vai ao longe, era esse o lema da Angel nesse momento. Enfrentando todos os contratempos de uma novata na direção ela atravessava o Alabama como uma tartaruga destemida. Aqui e ali ela escutava notícias sobre grandes engavetamentos e acidentes de grande porte em autoestradas, tendo assim certeza de que Dante estava agindo.
Ela também viu um jornal relatando o “Misterioso caso dos aliens da Louisiana” e o nascimento de uma nova lenda urbana, “A mulher com uma flor na cabeça”. Mas todos eram pequenos jornais sensacionalistas buscando um pouco de atenção, qualquer luz dos holofotes que os casos isolados de digimons podiam receber da grande mídia parecia censurado e abafado pelo poder do governo. Angel imaginava como eles faziam para que todas as pessoas que presenciavam tais fatos continuassem caladas, mas preferiu não perder muito tempo com isso afinal tinha muita estrada pela frente.


–//////--


A cena se repetiu algumas vezes, mudando poucos elementos. Um caminhão bloqueado as duas pistas da estrada que foi partido ao meio pela lança de Draco, ou motoqueiros que tentavam impedir Dante de continuar mas que eram facilmente derrubados com um soco bem colocado ou um pequeno empurrão de um certo lagarto voador.
A situação da organização era difícil, mesmo eles estando atrás de um único homem. Eles não podiam contar com a ajuda de autoridades locais na captura por que para isso teria que esclarecer quem era o fugitivo e por que ele estava sendo procurado.
Nem poderiam provocar uma grande confusão envolvendo digimons e outros agentes, por que não teriam como abafar o caso posteriormente. Se matassem Dante, nunca saberiam onde Angel estava escondida, e com certeza não conseguiriam derrotar Draco sem usar uma legião de outros digimons.
O único recurso que possuíam era mandar onda após onda de agentes motorizados para tentar parar ou pelo menos atrasar a fuga do rapaz. Eles nunca imaginaram que um agente seria capaz de fugir das instalações, quanto mais estender a fuga por todo país. Não havia protocolo para lidar com esse tipo de situação e era por isso que Dante tinha a vantagem.

O cenário começou a mudar quando ele atravessou uma cidade do área mais habitada da Geórgia. Desta vez não havia centenas de veículos, não havia perseguição, era quase como se estivessem desistindo. Depois de certo tempo Dante percebeu que estava sendo seguido de longe por uma moto de corrida customizada vermelha, mas a motocicleta não se aproximava, apenas mantinha uma distância constante. A espinha de Dante gelou quando ele entendeu do que se tratava.

-Quer que eu ataque? - Perguntou Draco.
-Não... era por isso que estávamos esperando. - Eles saíram das estradas principais e se dirigiram por uma antiga estrada de terra batida quase deserta. Depois que os sinais de civilização não podiam ser mais vistos, a moto misteriosa repentinamente acelerou até ficar poucos metros atrás de Dante e Draco. O rapaz pode ver pelo retrovisor quando o desconhecido levantou um digivice amarelo, que materializou um grande ser meio homem meio dragão que usava armadura branca e tinha asas roxas. De súbito, uma grande aura que parecia ser feita de fogo branco envolveu o digimon e logo após se disparou contra os fugitivos. - Draco agora!!

Draco automaticamente se transformou em Examon e saiu voando com Dante nos braços, pouco antes da moto ser consumida pela estranha aura com formato de dragão e cair inutilizada no chão. Draco voou para o meio das árvores e pousou numa grande clareira. O motoqueiro desconhecido chegou logo após, seguido de perto pelo digimon que era seu parceiro. Ele estacionou a moto e retirou o capacete, revelando ser um homem de cabelos castanhos e traços tipicamente britânicos.

-Cara, eu amava aquela moto! - Gritou Dante.
-Você deve ser louco não é garoto? - disse o homem balançando os cabelos castanhos que caíam sobre a face. - Tem ideia do caos que está provocando?
-Olha, eu não sei como são as coisas lá na Inglaterra, mas aqui é um país livre.
-Não me provoque, por que eu não vou exitar em mandar Dynasmon acabar com você.
-Esquentado e com um Dynasmon, você deve ser o Bryan não é?
-Quem eu sou não importa pra você. O que importa é que a sua aventura termina aqui e agora. Vai Dynasmon! - O cavaleiro dragão avançou contra Dante, mas foi interceptado por Draco. Os dois digimons agarram um os punhos do outro com ferocidade enquanto se encaravam.
-Não tão rápido branca de neve, você vai ter de passar por mim primeiro.
-É o que eu estava pretendendo fazer. Dragon's Roar! – Uma grande rajada de energia foi disparada das duas esferas vermelhas nas mãos de Dynasmon, pegando Draco desprevenido e sem ter como reagir. Após ser atingido em cheio o dragão vermelho conseguiu se soltar.
-Então é assim que você quer fazer não é? Eu vou abrir uma peneira nessas suas asas de dragão metrossexual! Avalon's Gate! – Draco materializou sua lança e começou a fazer disparos consecutivos. Com impressionante velocidade, Dynasmon esquivava dos ataques sem nenhum ferimento.
-Olha quem fala! Você tem mais enfeites que uma odalisca! - Dynasmon parou perto de Draco e se preparou para usar novamente seu Dragon's Roar, mas Draco acertou um forte golpe com a sua lança no peito do digimon, que o mandou voando de encontro as árvores.
-Dante, não importa o quanto você lute, você nunca ira vencer! Acha mesmo que um único homem consegue derrotar sozinho todas as organizações de controle a digimons do mundo?
-Ah, meu plano não é derrotar, é só me tornar invisível mesmo.
-E dá pra ver que vai dar certo não é mesmo? Afinal ninguém percebeu a bagunça que você está fazendo. - Os digimons continuavam a lutar enquanto Dante e Bryan conversavam. Os tiros disparados pela grande lança de Draco faziam o solo tremer, enquanto o Breath of Wyvern de Dynasmon passava zunindo por cima da cabeça dos dois humanos.
-Você nunca entenderia Bryan. Eu tenho uma razão para lutar. - Respondeu Dante, calmamente.
-Ah, então tudo é por causa daquela garota? - Disse Bryan com um sorriso irônico. - Não se preocupe, logo não vai mais ter razão nenhuma.
-Como assim?
-Noah, nosso rastreador estava seguindo vocês desde antes de se separarem. A essa altura sua namorada já deve estar acorrentada e a caminho do quartel general mais próximo.


–//////--


Longe dali, em algum lugar do estado do Alabama o cenário era completamente diferente. Um caminhão havia bloqueado a estrada e impedido um utilitário de seguir viagem. Haviam algumas pessoas caídas no chão, aparentemente desmaiadas, e algumas outras escondidas atrás do caminhão, todas usando um mesmo uniforme cinza.

O chão estava salpicado de fogo e com sinais de explosões por todo lado, e algumas árvores estavam em chamas. Uma garota permanecia de pé, com o rosto sério, enquanto um imenso dragão vermelho com corpo de serpente pairava sobre sua cabeça.
Alguns metros a diante, um homem alto e de cabelos escuros também de pé com um semblante perplexo, parecia estar sendo protegido por um cavaleiro de armadura cor de rosa, que carregava um escudo amarelo. O escudo era enfeitado com uma cruz rosada e tinha uma esfera azul no centro. O cavaleiro estava em posição de guarda, protegendo seu parceiro com o escudo.
-Crusademon, tome cuidado, esse não é um digimon normal. - Disse o homem. - Ele fez com que todos aqueles agentes caíssem inconscientes apenas com um rugido.
-Seu meu amo. - Respondeu Crusademon. - Eu o derrotarei, pela honra dos cavaleiros reais. Urgent Fear!

O cavaleiro rosado investiu contra Megidramon usando seu escudo como arma. Uma pequena ponta do escudo se projetou para frente como um gatilho e Crusademon parecia que ia usá-lo para acertar Megidramon.
O dragão parou o ataque com suas grandes garras, segurando firmemente na ponta do escudo. A poderosa onda de choque disparada pelo impacto não fez com que ele recuasse. Crusademon parecia estar fazendo força para prosseguir com o ataque. Megidramon apertava cada vez mais o escudo, até que provocou uma rachadura nele e Crusademon tentou recuar, mas estava preso pelas garras de Megidramon. As garras do outro braço do digimon dragão foram envoltas em uma chama cintilante, e ele acertou um poderoso golpe no peito de Crusademon que o arremessou para longe.

-Crusademon! - Gritou Noah, assustado com o ataque que seu digimon acabara de receber.
-Eu estou bem amo... - Respondeu Crusademon, se levantando com certa dificuldade. Angel permanecia séria, sem mover um único músculo.
-Se você está esperando Megidramon se afastar para me atacar diretamente, vai ficar desapontado. - Finalmente ela disse, com confiança. - E aqueles medrosos atrás do caminhão também não vão conseguir fazer nada. Eu já fui capturada assim uma vez, não caio na mesma armadilha de novo.
-Você parece bem confiante senhorita. - Disse Noah, cordialmente.
-Apenas tenho um motivo pelo qual lutar.
-Vamos ver quem de nós tem o motivo mais forte então. - Crusademon mais uma vez investiu contra Megidramon, e foi recebido com uma rajada de fogo poderosa.


–//////--


-Vocês subestimam Angel, só por que ela parece frágil. Não sabem do que ela é capaz. - Disse Dante. Draco atacava Dynasmon com uma sequência rápida de estocadas com a lança, que o digimon inimigo esquivava rapidamente. Dynasmon segurou a lança de Draco e o arremessou contra o solo. Pouco antes de atingir o chão, Draco abriu suas poderosas asas e provocou uma forte rajada de poeira. Ele voou em alta velocidade de volta na direção de Dynasmon, que o atacou com suas garras. As garras de Dynasmon acertaram a lança de Draco fazendo um ruído metálico.
-Não sei quem está subestimando quem aqui garoto. Nós somos os cavaleiros reais! Vocês não podem com a gente!
-Então você vai se surpreender com o que Angel pode fazer... Com o que NÓS podemos fazer. Nós iremos ser livres, nem que eu tenha que provocar uma revolução no mundo inteiro para isso.
-Livres?!? - Bryan deu uma risada debochada, achando graça da colocação de Dante. - Você não sabe mesmo o seu lugar no mundo não é mesmo? Liberdade não é um conceito que se aplique a nós, pessoas ligadas a esses monstros.
-Pode ser, se nós lutarmos por isso!
-O lugar de aberrações como aquela garota é num laboratório, servindo como material de testes e sendo dissecada. - Bryan parecia apresentar repulsa por Angel na voz. - Aberrações como ela não merecem nem mesmo ser enterradas depois que a vida miserável que elas tem acabe. Ela nunca deveria ter nem nascido!
-Não fale de Angel como se ela fosse um objeto!
-Não fale você dela como se ela fosse um ser humano, por que ela está longe disso! Todos nós estamos! - As palavras daquele homem provocaram um ódio intenso em Dante. Ele sentia repulsa pela voz dele. Dante nunca tinha conhecido alguém tão frio e tão baixo. A onda quente de ira inundou todo o corpo do rapaz, e ele tirou o digivice do bolso, o segurando com força na altura do rosto.
-Você parece não gostar nem um pouco do seu digimon. - Uma aura azul começava a emanar do corpo de Dante. Começou fraca, mas logo reluzia num azul sublime, como se envolvesse todo o corpo do rapaz. Aos poucos a aura começou a ser direcionada para o digivice, e a pequena tela do aparelho começou a brilhar. - Então eu vou te livrar da sua maldição. Draco, acabe com isso AGORA!

Como se fosse um raio, Draco apareceu atrás de Dynasmon que não percebeu a presença do digimon. Dynasmon foi atravessado no peito pela lança de Draco, que começou a subir cada vez mais alto no céu com o digimon dragão preso a ponta de sua lança, até que sumiram da vista dos dois humanos.
Quando reapareceram, Draco estava indo a toda velocidade em direção ao solo enquanto disparava freneticamente toda a munição que possuía dentro de sua imensa lança. Os dois desciam como um meteoro e os tiros de Draco atravessavam Dynasmon impiedosamente.

-Pendragon's Execution!! – Ecoou o grito do digimon dragão. Bryan observou perplexo enquanto os dois digimons batiam no solo com um impacto tão grande que fez a terra tremer e provocou uma imensa nuvem de poeira que cobriu completamente sua visão. Ele não pode perceber quando Dante cruzou a cortina de poeira e acertou um potente soco bem no nariz do britânico, que o atirou ao chão com o rosto coberto de sangue.
-Nunca.... Mais... Fale... Sobre... A Angel! - Dante tinha se ajoelhado sobre o corpo caído de Bryan e intercalava um grito cheio de ira e ódio com um poderoso soco na cara do pobre coitado que havia despertado sua ira.

O rapaz deixou sei adversário com o rosto recém-deformado caído no chão inconsciente e se afastou. Draco voltou trazendo na mão um pequeno ovo, presumidamente pertencente a Dynasmon. Dante flexionava os dedos, que haviam ficado doloridos após os socos que ele havia dado.

-Você tem razão. - Disse Draco com a voz ofegante. - Eu não consigo fazer isso duas vezes num dia.
-Nem eu. - Respondeu Dante também ofegante. - Acho que toda minha energia foi embora só nesse ataque. Imagina a quantidade de jornais que irão noticiar o “Terremoto da Geórgia”.
-Seria um bom nome se eu fosse um lutador de luta livre. - Draco tentou rir, mas estava cansado demais pra isso. - E aquele dorminhoco ali?
-Pela quantidade de vezes que eu soquei ele, só amanhã ele acorda. - Dante deu um sorriso com o canto dos lábios, satisfeito por ter descarregado sua raiva no homem.
-Não se preocupe, Bryan é resistente. - A voz desconhecida colocou Dante e Draco automaticamente em estado de alerta. Do meio das árvores surgiu um rapaz alto, loiro, de olhos azuis e expressão calma. Ele vestia roupas casuais e parecia tranquilo de estar ali. O tom de sua voz era respeitoso e ele tinha um forte sotaque britânico. - Prazer, eu sou Andrew. Finalmente estou conhecendo o famoso Dante, e o infame Draco.
-Eu vou acabar com esse palhaço agora! - Bradou Draco atirando para longe o ovo de Dynasmon e apontando a lança para Andrew.
-Não tão rápido grandão, eu sei como me defender. - Andrew tirou um digivice branco do bolso da calça. Do digivice saiu um imponente digimon de armadura branca que vestia capa vermelha. Um braço dele era laranja e a mão parecia ser a cabeça de um dragão, e o outro braço era azul e parecia ser a cabeça de um lobo. Uma espada saia da “boca” do dragão e estava apontada para Draco da mesma forma que ele ameaçava Andrew. - Esse é meu parceiro, Lancelot.

A visão do cavaleiro tomou Dante de súbito. Lancelot tinha a fama de ser o mais forte digimon parceiro que se tem notícia, nascido da fusão plena de dois outros digimons. Lancelot era imponente, poderoso e grandioso, apesar disso Draco não parecia intimidado.

-Parece que estamos num Impasse Mexicano aqui. - Comentou o lagarto. Lancelot permaneceu calado.
-Vocês lutam bem Dante, e também Draco. Eu estive observando sua luta com Bryan. Você parece ser alguém bem determinado e com um idealismo bem forte. Admiro isso. - Andrew permanecia calmo e cordial como sempre.
-Obrigado Sir Andrew, é uma honra ouvir isso de um dos poucos homens que realmente receberam o título de cavaleiro concedido pela rainha.
-Títulos são apenas palavras Dante, não podem fazer muito além de enfeitar seu nome. Mas você parece conhecer muito sobre nós, os cavaleiros reais.
-Eu fiz meu dever de casa. - Disse ele com um sorriso. - Sabia que um dia ou outro nos encontraríamos.
-Bem, você parece ser um homem inteligente e que não volta atrás em suas escolhas. Que tal um pequeno duelo?
-E o que exatamente eu ganharia com isso? - Dante estava desconfiado da atitude de Andrew.
-Noah já cercou Angel e impediu que ela continuasse a viajar. Eu estou aqui com você. Bem, se você ganhar, vocês poderão seguir em frente e nós nunca nos encontramos. Se você perder, os dois serão levados como prisioneiros.
-Hmm... Parece sensato. Acha que aguenta mais um round parceiro? - Ele olhava para Draco, que continuava a apontar sua lança para Andrew.
-Nós temos uma promessa para cumprir. - Respondeu Draco. Lancelot saiu da posição de guarda, e os dois digimons subiram ao céu acima das cabeças dos dois humanos. Quando os digimons se colocaram de costas um para o outro, uma luz piscou na cabeça de Dante: Nem sequer passava pela cabeça de Andrew a ideia de perder, ele tinha certeza que ia vencer. Uma tensão tão poderosa se instalou no ar que era possível tocá-la, enquanto os dois digimons permaneciam de costas uma para o outro. A perfeição do primeiro movimento seria crucial.
-Ambrosius! – Draco rompeu o silêncio investindo contra Lancelot em velocidade.
-Grey Sword! – O cavaleiro branco reagiu imediatamente com a espada que saía de sua mão. A lança e a espada colidiram provocando uma onda de choque que fez o topo das árvores balançarem.

Lancelot apontou seu outro braço, o que tinha o formato da cabeça de um lobo, na direção de Draco, e dele saiu um grande canhão. Pouco antes do canhão disparar uma ameaçadora rajada de energia Draco deu um backflip por cima da cabeça de Lancelot e se posicionou atrás dele.

Lancelot tentou acertar um golpe com a espada na altura do pescoço de Draco, mas o dragão saltou para trás e interceptou com a lança. Os dois combatentes começaram então a trocar uma rápida sequência de golpes com a espada e a lança, intercalados por tiros de canhão e pelos disparos que a grande lança Ambrosius era capaz de fazer. Nenhum dos dois cedia nem um centímetro enquanto os estrondos da batalha ecoavam.

-Você não pretende nos deixar ir não é mesmo Andrew? - Perguntou Dante, com seriedade.
-Apenas não creio que seu digimon possa derrotar Lancelot. - Respondeu Andrew, mantendo a compostura.
-Você mais do que ninguém deveria entender por que eu estou fazendo isso.
-O que quer dizer Dante?
-A história sobre Lancelot, é verdade não é?
-Se é verdade ou não, isso não te interessa. - Agora Andrew apresentava frieza.
-O Metal Garurumon que está fundido com o seu War Greymon pertence a sua esposa Helena, você só continua lutando por ela não é mesmo?!? - Andrew agora contraía os punhos com força e tinha as sobrancelhas franzidas. - Você sabe o que é lutar por amor a alguém!
-Não pense que você sabe pelo que eu estou passando, não mesmo. - O homem britânico tentava manter a calma. - Se você sabe tanto sobre nós, sabe que Helena está em coma e não tem chance de acordar. Eu luto para honrar a memória dela.
-E eu luto para poder viver ao lado de Angel, não é tão diferente assim! O que nós estamos fazendo aqui não tem sentido, nós estamos do mesmo lado Andrew, não somos inimigos! Nós queremos as mesmas coisas!
-O mundo não é tão simples assim Dante. Antes de tudo acontecer... Antes que Helena entrasse em coma permanente por causa de um atentado da Digital Hazard eu pensava como você, em viver com liberdade. Mas meus sonhos de liberdade morreram junto com a esperança de ver minha Helena de pé novamente.
-Nós ainda podemos conseguir Andrew, juntos! Veja tudo o que eu sozinho consegui! Imagine aquilo que nós, unidos, podemos realizar! Podemos até mesmo acabar com a Digital Hazard, coisa que a organização tem medo de fazer! - Lancelot disparou um ataque certeiro com seu canhão, mas as asas de Draco se colocaram como um escudo na frente do digimon. O estrondo soou como um forte trovão. Draco estava ofegante, e suas asas soltavam fumaça e fumegavam após o ataque. A situação fez com que o dragão investisse com ainda mais vontade e mais força contra Lancelot, que foi pego de surpresa pela ferocidade dos ataques de Draco. O cavaleiro estava tendo dificultades para manter sua posição.
-Liberdade é um conceito que foi roubado de nós Dante, no dia em que nascemos.
-Não seja covarde! - O grito de Dante ecoou por toda floresta. Os digimons pararam momentaneamente seu embate e passaram a olhar para o rapaz. - Chega de ser um cão do governo! Chega de viver por baixo de mentiras e mais mentiras! Eu disso isso para o seu amigo e vou repetir quantas vezes forem necessárias, eu vou ser livre nem que eu tenha que mudar o mundo inteiro para isso! Eu vou dar a Angel a vida que ela nunca pôde ter!
-Se você a ama tanto... Vamos ver se vai poder protegê-la. - Andrew agora tinha o rosto sombrio, como se Dante tivesse levado a memória dele lembranças que há muito tempo ele guardava. Seu corpo começou a emanar uma aura branca, da mesma forma que Dante tinha feito contra Bryan. A aura de Andrew era tão intensa que fazia suas roupas tremularem. Ele segurou ao digivice branco na altura do rosto. - Estou vendo que vou ter que mudar seu pensamento a força rapaz.
-Vai ter de se esforçar muito para isso. - A aura brilhante azul envolvia mais uma vez o corpo de Dante. Ele não sabia se conseguiria resistir por muito tempo, mas agora era tudo ou nada.

Subitamente os dois digimons pareciam ter suas forças renovadas, apesar de Draco ainda ofegar levemente. Lancelot balançou a espada no ar e uma onda de energia no formato de uma lâmina foi em direção a Draco. O digimon dragão se lançou a toda velocidade aos céus, enquanto a lâmina passava direto por ele e derrubava algumas árvores a alguns metros do local onde os dois humanos estavam. Draco havia mais uma vez sumido no azul do céu.

-DRACOOO!!! - Dante gritou com toda força dos pulmões, como que ordenando o momento certo para o ataque.
-Pendragon's Glory!! – Draco descia em alta velocidade logo acima de Lancelot como um foguete indo em direção ao solo. A lança do digimon disparava uma sequência de raios de energia que vista de longe parecia ser uma imensa chuva de meteoros.
-LANCELOT!! - Da mesma forma que Dante, Andrew parecia dar o sinal que seu digimon precisava para agir.
-Omega in Force! – O digimon cavaleiro começou a se mover tão rápido que provocava uma ilusão de ótica, como se houvessem vários dele no campo de batalha. Todas as réplicas deslizavam por entre a chuva estrelas cadente provocada por Draco e atiravam de volta no digimon dragão com seu canhão.

Os dois digimons continuaram trocando ataques furiosamente, até que Draco se aproximou de Lancelot. As réplicas fizeram um movimento tão rápido que foi praticamente imperceptível, mas as asas do dragão haviam sido cortadas fora, e agora ele estava em queda livre.
Draco bateu no chão como uma rocha a poucos metros de Dante e Andrew. A grande cauda do digimon dragão se movimentou com a força do impacto e atingiu Dante, que foi jogado de costas contra uma árvore. Ambos estavam no chão agora, digimon e humano.

O rapaz escutou os passos de Andrew se aproximando. Ele queria reagir, mas se sentia sem forças para levantar. Parecia que ele tinha sido drenado, e agora estava machucado. Andrew ficou em pé bem ao lado de Dante.

-Eles lutaram bem. - Soou a voz de Lancelot. - Não sei qual seria o resultado se eles estivessem com cem por cento da força.
-Eu me vejo mais novo nele Lancelot. Toda essa vontade e idealismo.
-Iremos leva-los como prisioneiros?
-Não, o mundo ira se encarregar de quebrar esse idealismo. Ou não... Quem sabe ele realmente possa provocar uma revolução mundial. Dante, eu sei como você se sente, e irei te dar a chance de proteger Angel. Não a desperdice. - Foram as últimas palavras que Dante ouviu, antes de ficar inconsciente.

Andrew se afastou e recolheu Lancelot, Draco havia ficado inconsciente e voltado a forma de Dracomon. O rapaz loiro pegou um celular do bolso e discou rapidamente um número.

-Noah, você está com a garota aí?
-Sim. - Respondeu a voz de Noah em meio a ruidos e barulhos.
-Deixe-a ir Noah, nós não temos nada haver com esses dois.
-Com todo respeito Andrew, eu acho mais fácil ELA nos deixar ir embora.
-Como assim Noah?!?


–//////--


Megidramon segurou Crusademon pelos armamentos amarelos que se prendiam as cosas do digimon, o rodopiou no ar e o atirou na direção de Noah. O digimon rosado bate com as costas no chão, quicou, voou por cima de Noah e se colocou em pé de novo. Ele era determinado, voltou a ofensiva logo após se recuperar. Mas a paciência de Megidramon parecia ter acabado, o digimon dragão segurou a cabeça de Crusademon com as grandes garras. Crusademon tentou se soltar, realizando golpes com o escudo amarelo, mas o efeito era quase nulo. Quanto mais o cavaleiro rosado tetava se soltar atacando Megidramon de todas as formas possíveis, mais megidramon apertava a cabeça do indefeso digimon.

-Recolha Crusademon, se quiser usar ele em outra batalha. - Disse Angel com seriedade. - Megidramon não vai parar até esmagar a cabeça dele. E você sabe, eu não tenho controle sobre ele.
-Tudo bem tudo bem. - Noah desligou o celular e estendeu o digivice roxo para seu digimon. - Eu nunca enfrentei um adversário tão demoníaco como esse seu digimon.
-É o que dizem, Garota Demônio – Disse Angel apontando para o próprio rosto. Crusademon desapareceu no ar, mas Noah permanecia pasmo com a cena. - O que te fez mudar de opinião?
-Parece que o seu amigo derrotou um de meus companheiros e só Deus sabe o que ele fez com o outro. Só sei que eu recebi ordens do nosso chefe para deixar você ir. Só não sei como vou fazer para esses agentes calarem a boca sobre isso.
-Quer dizer, esses que fugiram de medo a meia hora atrás? - Disse Angel com um sorrisinho apontando para o caminhão. - Acho que não vai ter muito trabalho além de colocar os belos adormecidos dentro do caminhão.
-Você não é uma pessoa perigosa não é mesmo? Por que estão dando tanta enfase na sua captura? - Perguntou Noah.
-Acho que é meu charme.


–//////--


Dante acordou recostado a uma árvore com Draco ao seu lado. As costelas doíam, ele parecia ter quebrado uma ou duas. Na verdade todo corpo doía. O corpo de Bryan no chão havia sumido, e não havia o menor sinal de Andrew ou Lancelot. O rapaz se lembrou então das palavras de Andrew.

Dante se levantou com alguma dificuldade. O peso da jaqueta de couro deixava sua respiração pesada então ele a tirou e deixou jogada no chão. Ao longe viu a moto de Bryan, no mesmo lugar que ele tinha deixado. Se aproximou com alguma dificuldade dela, imaginando por que ela estaria ali. Tinha um bilhete colado ao assento, onde estava escrito “Não gosto de motos, fique com essa para você -Andrew”

-Aquele loiro do sotaque esquesito, era um cara legal no final das contas. - Dante tentou rir, mas a dor lembrou das suas costelas. - Draco, está acordado?
-Mais ou menos... - Respondeu o dragãozinho.
-Temos estrada pela frente. - Dante recolheu o dragão e se pôs à estrada novamente.

Seu corpo doía a cada curva, e quando gotas de chuva começaram a bater sobre a pele dos braços do rapaz parecia que navalhas estavam sendo jogadas contra ele. Dante sentia que nem ele nem Draco poderiam levantar um único dedo para lutar contra mais alguém, então ele viajou o tempo todo por estradas semi-desertas, de terra batida. A chuva as tornavam estradas lamacentas, onde a moto poderia facilmente capotar. Agora Dante estava quase chegando a seu destino.

Ele subiu a estrada inclinada que levava até a pequena cabana no meio do nada e parou a moto perto da varanda. Não havia nenhum sinal de Angel... Era de se esperar de alguém que nunca havia pegado num volante.
Ele atravessou espaço que separava a cabana de um moinho, a chuva fria caindo sobre o corpo. A sensação era boa, apesar de todos os ferimentos. Um raio cortou o céu iluminando todo local. Duas silhuetas observavam ao longe.

-Não não não não! Agora não – Ele pensou em desespero enquanto as duas silhuetas se aproximavam. Eram dois homens, um negro e um asiático, vestindo roupas completamente pretas e iguais. - O que vocês querem aqui?
-Nós queremos exterminar uma parte importante da infestação que assola nossa mundo. - Disse o homem negro.
-Digital Hazard... Então vocês são urubus que pegam carniça dos outros.
-Nós somos oportunistas Dante. Tem muito tempo que nós estamos te vigiando, esperando o momento certo. O momento chegou. - Disse ele, com um sorriso maldoso.
-Eu não vou deixar! - Coredramon saiu de dentro do digivice rosnando. O dragão azul parecia machucado e estava sem uma das asas. - Desculpe Dante, é o máximo que eu consigo nesse estado.
-Eu sei que você se esforçou muito parceiro. - Disse Dante colocando a mão em seu digimon.
-Nós viemos preparado para você. Foi difícil, mas conseguimos esses dois parar usarmos como armas. - Os dois homens de preto levantaram dois dispositivos que pareciam digivices, mas eram muito diferentes do digivice de Dante. - Saiam de suas prisões, suas bestas desmioladas.

Um digimon parecido com um lobisomen, mas possuindo braços metálicos e aparentemente um óculos de sol foi materializado ao lado de um monte de ossos que tinha a forma de um mamute.
Draco tentou lutar contra eles, mas estava fraco e lento. O lobisomem imobilizou o dragão passando os braços robóticos ao redo dos ombros de Draco. O esqueleto de mamute começou a acertar o corpo do dragão com a tromba. Draco gritava de dor, enquanto Dante via seu parceiro sendo torturado. Ele pensou em atacar os dois homens, mas mal podia andar quanto mais lutar. Aquele era o final.

-Diga boa noite rapaz. - O homem negro apontou uma pistola para Dante. - Entre nós, não existe coisa parecida com honra.


–//////--


O carro de Angel deslizava e derrapava na lama, e ela dirigia ainda mais devagar e com mais cuidado. “Direita, direita, esquerda, direita de novo e siga reto” repetia ela mentalmente. Angel estava animada por finalmente se encontrar com Draco e Dante. Haviam poucos dias que eles se separaram, mas pareciam meses. Um raio seguido de um trovão a assustou, fazendo ela dar um pulo.

Angel já podia ver a parte de trás da cabana ao longe, começou a andar um pouco mais rápido para chegar lá. De repente mais dois barulhos, os trovões pareciam estar fortes naquela noite.
Quando ela ficou de frente para o terreno ao redor da cabana não conseguiu acreditar no que estava vendo. Draco estava sendo espancado, dois homens de preto em pé na frente de Dante, e o rapaz caia aos poucos.

Angel freiou com força, o carro espalhou lama por todo lado. Desesperada ela abriu a porta, arrancou o cinto e correu na direção de Dante que estava caído no chão. O sangue se espalhava ao redor dele. Tudo tinha acabado ali, naquele instante.

Continua?

Peço humildemente agora um minuto de silêncio pelo personagem extremamente importante que infelizmente faleceu.
Spoiler:

Notas do autor: Pendragon's Execution foi um ataque criado por mim combinando dois ataques já existentes de Examon (Avalon's Gate e Draconic Impact) quem tiver curiosidade de ver o perfil dele na Wikimon ou na Digimon Wiki vai ver que o ataque tem elementos dos dois "pais" xD E deixo aqui meu protesto: Por que diabos o ataque Dragon's ROAR do Dynasmon é lançado pelas MÃOS???

É isso aí galerë, comentem o/
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Rayana em Ter Nov 29, 2011 1:14 pm

DANE-SE O MINUTO DE SILÊNCIO (apesar de ser fã da linha Harley Davidson aeuhaeuhae) OUTRO FUCKING CLIFFHANGER?!!PORRAAAAA!!
Dragon, isto está WIN!! As lutas, os diálogos, e agora este final! Parece que a Angel afinal era a menor das preocupações aqui, ela ownou vidas AUHEAUHAEUHE mas em compensação fiquei super ansiosa para saber o que aconteceu ao Dante!

Este capítulo passou-me várias sensações familiares, que misturam Fullmetal Alchemist e Digimon V-Tamer (por causa do Lancelot, lembrou-me um bocado o Hideto vs Taichi, e a conversa sobre o ideal do Neo sobre reconstruir a DW, mas neste caso, num contexto vagamente diferente).

Eu desta vez não tenho nada mirabolante para dizer, I want a freaking update, NOW! Os cavaleiros reais parece que deram o benefício da dúvida aos fugitivos (sei lá, não parecem tão corrompidos quanto e dizia), mas estes dois personagens MIB pipocarem do nada, não estava nada a contar com eles!

Dragon!!! òwó Update!!
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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Sex Dez 02, 2011 6:48 pm

meu filho! so ha duas maneiras de uma historia acabar: ou o principal morre, ou ela casa-se com o cavalo... a angel nao casou com cavalo nenhum... quanto ao dante... ano pode ter morrido, ELE E FODAO DEMAIS T.T eu gosto dele ç.ç
essa fic tem um PDL de... *quebra scouter* INCALCULAVEL! LOL eu ja tinha opinado sobre ela mas ja agora... as lutas com os cavaleiros reais foram muito fodas, especialmente a do andrew que foi mt boss ao dar mais uma oportunidade ao dante mesmo depois de ele ter perdido! e dificil escolher uma parte favorita mas diria que talvez tenha sido essa! *.*
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Merz em Seg Dez 19, 2011 10:03 pm

Aqui eu posso comentar! HÁ! #likeaboss

Bom muito embora ache que esta fic já deve ter mais de ... ... 7.000 capítulos (~le troll) vou comentar o primeiro pois acabei de começar a ler.

A princípio realmente achei que fosse uma história parecida com a Digimon Fate do Leonardo Polli que li há um tempão atrás, mas o enredo acabou se mostrando bem diferente conforme avançava na leitura. Como sempre você joga muito bem com o humor em determinados pontos, deixando a narrativa mais leve, mas eu acho que o maior ponto a ser melhorado é a descrição. Vejo você repetir muitos adjetivos, as vezes até para sujeitos diferentes, o que acaba deixando o texto um pouco confuso, dois dragões, com duas enormes asas, enfim, você entendeu.

Achei interessante a proposta dos Digimons ligados aos tamers pelo "espírito". Me lembrou algo como a coleção Fronteiras do Universo, conhece? O primeiro livro é a Bússula de Ouro, e lá toda pessoa tem um animal que é ligado a ela mais ou menos dessa mesma maneira. É bem legal. Vamos ver como você vai trabalhar isso mais pra frente.

Confesso que fiquei surpreso com esse pulo enorme na relação do Dante com a Angel nos últimos parágrafos, até achei que foi um pouco.. rápido demais o.o'

Mas vamos lá, são as raras as histórias que começam perfeitas e pelas indicações do pessoal posso imaginar que só tem a melhorar. Quando ler os outros eu comento! ;D

EDIT:
Gostei de ver!

O segundo chap melhorou bastante mesmo, como o pessoal apontou nos comentários! Por mais que a linha de acontecimentos ainda seja muito previsível, a ação foi muito bem narrada e ficou bem daora. Maldito Draco apelão dos infernos, ele é quase Dragon UAHEUAHEU Quando tiver tempo continuo a ler!

Eu fui pegando os errinhos gramaticais e alguns outros trechos aqui aí te mando uma PM depois pra vc dar uma olhada. =)

@admin/mmod : Se fosse um EDIT eu teria colocado EDIT e não outro post. Fiz posts diferentes pois eram comentários diferentes sobre capítulos diferentes, não era flood pra vc unir os posts #fikdik


Última edição por Kiba em Qua Dez 28, 2011 9:36 am, editado 1 vez(es)
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Dragon em Ter Jan 03, 2012 2:06 pm

Não vou responder aos comentários por que tipo assim, estou morrendo de preguiça. Mas agradeço a paciência de todos que estão esperando por esse capítulo desde o ano passado xD

Aí vai /o/

Capítulo 6 – For all the wrong reasons


Angel permaneceu parada, ajoelhada sobre o sangue de Dante que se misturava a água e a lama. O tempo parecia passar em câmera lenta enquanto o chão sumia ao redor da garota e ela caia para sempre num abismo infinito.
Os homens de preto estavam falando algo, matraqueando. Angel não podia distinguir as palavras, mas a voz deles a irritava. Eles pareciam distantes, como se estivessem a quilômetros de distância. Ela não conseguia mais ouvir os gritos de dor de Draco, sendo espancado por dois outros digimons. Já não sentia mais a chuva batendo no seu rosto.
Os braços da garota cruzados sobre os próprios ombros, como se ela tentasse segurar os últimos pedaços de si que não haviam sido destruídos. Tudo, tudo que os dois juntos haviam vivido escapava por entre os dedos dela. As lágrimas queriam brotar, mas ela tentava se segurar e impedir que a sua mente entrasse em colapso.

De repente um sentimento quente percorreu todo seu corpo. Como uma descarga de adrenalina que deixou todo seu corpo mole, mas ela sentiu algo mais ali. Uma presença, uma voz, o sussurro do demônio trazendo a tentação aos seus ouvidos. Os homens de preto já não podiam ser ouvidos. Ela se sentia sozinha no vazio com aquele monstro que fechava suas garras ao redor de sua sanidade. Ela tentou resistir, mas fraquejou. Tentou fugir, mas a besta era mais rápida que ela.
Não, ela não queria fugir... ela não queria resistir. Angel então se entregou ao monstro dentro dela, sem se importar com as consequências. Não foi um duelo mental, foi quase uma constatação. Ela só queria acabar com aquilo.

A garota parecia estar desmoronando sobre si mesma. Os dois homens se aproximaram calmamente, rindo da situação. Os dois digimons haviam soltado Draco, que se transformou no pequeno Dracomon e caiu desmaiado no chão, agora rondavam como feras assassinas querendo a próxima vitima. Eles tinham cumprido o objetivo, era hora de voltar para casa com os despojos da batalha.

-Levanta garota! - Disse rispidamente o homem negro. Angel não reagiu. - Não temos a noite toda!
-Acha melhor sedá-la chefe? - Perguntou o asiático.
-É melhor. Não sabemos quando ela pode ter um acesso de loucura. - Uma luz vermelha começou a emanar do corpo de Angel. Começou fraca, como numa vela quase se apagando, mas foi ganhando intensidade rapidamente. A luz começou a se soltar do corpo da garota como se fossem particulas sólidas e se ajuntar logo acima do corpo dela. Os dois homens estavam paralisados. - Rápido, injete agora!
-Ah nós chegamos muito longe para perder aqui. - O asiático sacou uma seringa e rapidamente tentou injetar no pescoço de Angel. A mão da garota agarrou com força o pulso do subordinado. - Argh! Ela vai quebrar meu pulso!

A respiração dela agora era pesada, descompassada. A luz vermelha acima da cabeça dela explodiu num clarão e dele emergiu o poderoso dragão demoníaco. O pobre rapaz asiático tentava se soltar, mas Angel o segurava com força sobrenatural.
Megidramon deu um forte rugido que jogou o homem negro para trás, o asiático também foi jogado assim que Angel o soltou.

O dragão parecia ainda mais enfurecido, sua boca irradiava uma chama vermelha e seus olhos estavam vidrados de ira. Com as imponentes asas abertas, ele parecia multiplicar várias vezes o seu tamanho.
Angel se levantou lentamente, os dois digimons inimigos em posição defensiva ao redor dela. A menina possuída se colocou de pé, com as costas arqueadas e o cabelo molhado jogado sobre o rosto, ainda olhando para baixo. O ronco de Megidramon que parecia vir do fundo do peito do dragão se misturava ao barulho da chuva e dos trovões.

-Ataquem seus vermes inúteis! - Ordenou o homem negro com arrogância aos dois digimons. O asiático parecia em choque, segurando o pulso machucado. O lobisomem com braços robóticos avançou contra Megidramon, que o acertou com sua cauda de cobra e o mandou para longe na escuridão.

O monstro alado se virou lentamente para o esqueleto de mamute que parecia paralisado como um pequeno rato frente a frente com um leão. As garras de Megidramon foram envolvidas em uma chama incandescente e ele atacou com ferocidade o digimon, o esmagando instantaneamente. O digimon dragão então pegou o pequeno ovo deixado no lugar, levando pedaços de terra junto. Megidramon esmagou o digiovo até que esse explodisse em dados e deixasse de existir. Mas a fúria do lagarto demoníaco ainda não havia sido aplacada.

-Mach Gaogamon, onde está você seu pedaço inútil de merda! Venha acabar com essa besta! - Ordenou o homem negro, perdendo a compostura. O lobo voou do meio da escuridão tentando acertar um poderoso soco em seu adversário, mas o soco foi parado pelas garras de Megidramon, provocando um forte estrondo. Angel ainda não havia mexido um músculo.

Megidramon agarrou a mão de Mach Gaogamon e puxou com tanta força que arrancou fora o braço do lobo. O digimon nem teve tempo de sentir dor, pois começou a ser espancado impiedosamente com o próprio braço. Depois de uma sessão de brutalidade, Megidramon usou as lâminas nas laterais de seus braços para decepar a cabeça do digimon lobisomem, que se desfez em dados antes de tocar o chão.

-DESAPAREÇA SEU MONSTRO!! - Finalmente o asiático teve uma reação. Ele pegou uma arma com a mão que não estava machucada e começou a atirar contra o digimon assassino. As balas amassavam contra o peito do dragão como se fossem tiros de confete, Megidramon parecia não estar nem tomando conhecimento do fato. Ele se aproximou lentamente do homem que disparava com mais voracidade. A arma que ele estava usando então emperrou, desesperado o homem tentou recarregar. - AAAAAAAAAAAH!

Megidramon acertou um soco com toda força que possuía, mandando o homem como um torpedo em direção ao horizonte e deixando apenas o sangue escorrendo em suas garras. Ele então deslizou vagarosamente, serpenteando na direção do último inimigo que faltava ser destruído. O homem negro nunca havia experimentado um horror tão grande em sua vida, estava indefeso na frente da criatura. Encontraria ali o seu fim.

-O-O QUE É VO-VOCÊ?!? - Gritou ele em meio ao medo. Angel o olhou com frieza e desprezo, com um sorriso quase psicótico no rosto.
-Eu? Sou um monstro sem coração. - Respondeu ela friamente. Megidramon lançou suas chamas na direção do homem que começou a ser carbonizado vivo enquanto gritava de dor e desespero. Ele o acertou com a cauda, transformando o homem num meteoro flamejante voando pelo céu.

Como que saindo de um transe, Angel voltou a si no meio do caos que tinha provocado. Megidramon tinha desaparecido, agora só o insistente barulho da chuva permanecia no ar. Angel caiu mais uma vez de joelhos espirrando água e barro para os lados. As lágrimas agora desciam pelo seu rosto se misturando com a chuva e os cabelos pregados na face. Ela apertou os punhos contra os joelhos, suas emoções prestes a transbordar.

-DANTE! NÃO MORRA! - Gritou ela finalmente, olhando para o rosto imóvel do rapaz. - VOCÊ FOI A ÚNICA COISA BOA QUE ACONTECEU PARA MIM EM TODOS ESSES ANOS, NÃO OUSE MORRER AGORA SEU MALDITO! VOCÊ NÃO PODE MORRER POR QUE EU... EU TE AMO! EU TE AMO DANTE! VOCÊ ME ENSINOU DE NOVO O QUE É VIVER, E AGORA EU NÃO POSSO VIVER SEM VOCÊ!

Em meio ao choro e ao turbilhão de emoções, Angel sentiu um toque leve no seu peito. Uma mão havia acabado de se repousar ali.

-Eu... consigo sen..tir algo ba...tendo aqui. - Disse Dante com dificuldade, sua voz fraca. - Você não é... um mons..tro. É um anjo...minha Angel.
-DANTE! - A garota agarrou a mão do rapaz e chorou inconsolavelmente. - Pare de falar e de se esforçar seu idiota! Temos que procurar um médico! Aah como eu vou conseguir isso no meio do nada!
-Eu não vou deixar que ele morra aqui! - O pequeno dragão verde se levantava com dificuldade, se apoiando nos braços. Ele brilhou e se transformou em Coredramon. - Nós vamos voando.
-Mas Draco vo...
-AGORA ANGEL! NÃO TEMOS TEMPO! - O réptil fraquejou e caiu apoiado nos joelhos. Draco se levantou novamente e tomou Dante nos braços com todo cuidado que um lagarto de três metros podia ter. - Suba nas minhas costas!

Angel hesitou, mas subiu. Ela não conseguia organizar os pensamentos ainda, tudo tinha acontecido muito rápido. Draco decolou e se pôs a voar o mais rápido que podia em seu atual estado.

–//////--

-Eu vou deixar vocês a alguns metros do hospital. Você vai pegar o telefone no bolso de Dante e ligar para a emergência. Por favor Angel, invente uma história convincente! E dane-se se alguém vai me ver ou não! – Esbravejou o dragão. Draco voou sobrevoando uma cidade pequena nos arredores de Miami, e pousou no cruzamento entre duas ruas. Ele reverteu de forma, mas não voltou a ser Dracomon. Ele se tornou uma pequena bola azul, sem braços ou pernas. Angel presumiu que fosse Petitmon, enquanto a pequena bolinha com olhos desmaiava de cansaço e exaustão. Angel procurou o celular de Dante, enquanto lia os nomes que estavam escritos na placa de sinalização. Seus dedos estavam trêmulos, ela teve dificuldade para digitar os números. Uma voz respondeu do outro lado da linha.
-Socorro! Um rapaz baleado! Assalto! - A voz de Angel também estava trêmula e assustada. - Rua 236 cruzamento com a avenida principal!

A ambulância chegou em pouco tempo e parou perto dos dois jovens.

-Localizem e estanque o sangramento! - Ordenou uma enfermeira que saia da cabine.
-Preciso de um colar cervical aqui! - Um enfermeiro tinha saído da parte de trás e já tinha começado os atendimentos. Dante foi imobilizado e rapidamente colocado dentro da ambulância.

–//////--

Na branca e luminosa sala de espera do hospital, Angel estava sentada de frente para o balcão de atendimento. Com as mãos juntas e os pés cruzados, ela esperava uma noticia qualquer que pudesse amenizar sua angústia. A balconista atendia ligações e manuseava papéis, aquele não parecia ser um hospital muito movimentado.
Angel estava sozinha na recepção, aguardando infinitamente. Cada segundo parecia demorar horas. Um homem alto de máscara e luvas cirúrgicas, avental e touca se aproximou calmamente enquanto retirava a máscara.

-É você que está com o rapaz baleado? - Perguntou o médico.
-Sim doutor, eu mesma.
-Qual seu grau de parentesco com ele? Irmã? Prima?
-Nenhum doutor.
-Namorados?
-Amigos.
-Entendo. Não é da minha conta de qualquer forma. A cirurgia foi complicada, ele recebeu um tiro no abdômen e um segundo tiro passou de raspão na lateral do crânio na altura da sobrancelha. Ele tem muita sorte de estar vivo, se o atendimento tivesse demorado mais alguns segundos o sangramento teria sido fatal. É um pena que nossa pequena cidadezinha esteja tão violenta, é o segundo caso de roubo seguido de tentativa de assassinato essa semana.
-E agora como ele está?
-Nós retiramos a bala que tinha se alojado no abdômen e os fragmentos que estavam logo acima da orelha direita e foi necessária uma transfusão devido a perda de sangue. O estado dele é delicado, mas é estável. Ele está entubado, só podemos esperar agora.

–//////--

Cinco dias de espera interminável se passaram. Dante não teve nenhuma complicação de seu quadro médico, então foi mandado para um quarto individual, mas estava sendo mantido constantemente sedado. Os dias para Angel eram longos e monótonos, a maior parte deles passado ao lado da cama de Dante esperando alguma reação. Pela televisão ela viu noticias sobre os misteriosos corpos encontrados no meio do nada a uma distância de quase um quilômetro um do outro, um com a parte dianteira totalmente esmagada e o outro carbonizado. Tudo tinha acontecido logo agora que estavam tão perto de seu objetivo... Mas pessoas não são como brinquedos que se tira e coloca peças conforme elas vão estragando, era necessário ter paciência e fé.
Dessa vez Angel não sentia culpa ou remorso pelas mortes que provocara. “Eles mereceram” repetia para si mesma. Era a sentença deles por ter tentado tirar a vida de Dante.

-Angel – Disse Draco de dentro do digivice. - nós vamos conseguir.
-Eu sei que vamos amigo.
-Deixa eu te contar uma história. Eu morava no mundo digital antes de vir para esse mundo e encontrar com Dante.
-É, eu sei, ele me falou uma vez.
-Mas ele não falou que eu tinha um irmão não é?
-Não...
-Pois é, eu tinha um irmão gêmeo. Nós morávamos num pequeno vilarejo que é apenas habitado por digimons pequenos e alguns poucos adultos, um lugar para ficar até crescer e poder se aventurar por aí. Nós eramos inseparáveis, fazíamos tudo juntos. Mas um dia, um digimon extremamente poderoso que estava provocando destruição por todo mundo digital chegou a nossa pequena aldeia... Não preciso dizer o que aconteceu. Meu irmão morreu nesse dia.
-Que triste Draco, eu não posso nem imaginar como você deve ter se sentido.
-Sem problema, eu carrego uma parte dele comigo. Quer dizer, literalmente. Antes de ele morrer, meu irmão me deu o digicore dele, que é o núcleo de um digimon. “Deixe que eu veja o mundo através dos seus olhos” Foram as últimas palavras dele... Eu sempre sinto que ele está comigo toda vez que evoluo para Examon. Mas enfim, não é isso que eu quero dizer. O que eu quero dizer é, eu nasci num lugar muito diferente daqui. Lá eu tinha amigos, família... No meio daquele caos eu vi uma estranha porta que parecia levar a um lugar muito diferente, onde nada daquilo estava acontecendo... Era o portal que os pais de Dante tinham aberto. Ele tem sido minha família desde então.
-Parece que vocês estavam destinados e se encontrar. - Disse Angel com um sorriso.
-Talvez... Mas no começo foi tudo muito difícil. Aquele lugar estranho com gente estranha, eu estava assustado. Mas Dante fez uma promessa pra mim “Um dia Petitmon, nós vamos juntos para o seu mundo, e vamos derrotar esse malvado que atacou sua casa!” - Disse Draco imitando o tom de voz de Dante, mas fazendo parecer infantil e inocente. - Até hoje procuramos uma forma de fazer isso, apesar de não ter muito êxito. Mas eu tenho certeza Angel, Dante não vai morrer enquanto ele não cumprir nossa promessa!
-Bem, ele me fez uma promessa também... É melhor esse idiota não morrer, ou vai deixar muitas dívidas para trás.

–//////--

Quatro dias após, enquanto voltava da cafeteria do hospital, Angel viu que um homem estranho estava ao lado da cama de Dante. O homem tinha traços hispânicos e se vestia com roupas casuais. Seu cabelo era raspado e não parecia ter barba. Ele olhava para Dante parecendo estar envolto em pensamentos.

-Quem é você? O que você quer aqui? - Perguntou Angel enquanto entrava rapidamente no quarto.
-Calma calma señorita! Sou amigo!
-Como posso saber se isso é verdade?
-Eu não encostei um dedo nele até agora não é mesmo? Yo soy Miguel, mucho gusto – Disse Miguel estendendo a mão para cumprimentar Angel. A garota ignorou o gesto do rapaz, que recolheu timidamente a mão – Sou o agente de viagem que ia ajudar nas suas férias.
-Férias? … - Um pequeno estalo ocorreu na cabeça de Angel.
-É ele mesmo Angel, nós e Miguel nos conhecemos há certo tempo. - Disse Draco, do digivice.
-Será que poderíamos ir para um local mais reservado para discutir nosso itinerário? - Miguel deu uma piscadela enquanto dizia essa frase. Os dois seguiram até o pequeno estacionamento do lado de fora do prédio. - Madrecita! Que aconteceu aqui? Não, melhor eu não saber, demorou muito tempo para achar vocês.
-Como diabos você nos achou, por falar nisso?
-Vocês não estavam en el ponto de encontro, que aliás estava bem destruído. Depois de procurar em cada necrotério dos arredores de Miami, comecei a olhar nos hospitais. Palpite de sorte.
-Mas como você pode ver, não estamos em condições de fugir agora.
-Ah chica, mas terão que fugir! O cerco está se fechando, seus dois admiradores secretos estão quase achando esse lugar. Você e Dante precisam sair daqui e ir para um lugar seguro.
-Já é incrível que a gente tenha chegado até aqui, quanto mais fugir!
-Não se preocupe, o papi aqui já cuidou de tudo. Esteja preparada para sair daqui amanhã de madrugada.
-Olhe, eu não vou fazer nada que coloque o Dante em perigo.
-Não se preocupe, vocês estão sobre cuidados de profissionais agora. Agora preciso ir. Foi um prazer señorita, nos vemos amanhã! - Miguel foi embora tão repentinamente quanto havia aparecido. Aquele homem por algum motivo tinha muita confiança em si mesmo.

Como no combinado, às 2 da manhã da madrugada seguinte o plano foi posto em prática. Miguel entrou vestido de enfermeiro, com mais duas mulheres disfarçadas, fingindo estar encaminhando Dante par um hospital em Miami. Eles levaram a maca até a entrada de ambulâncias, onde uma ambulância roubada os esperava. Angel deu a volta pelos fundos e entrou também. Dentro da ambulância ela se sentiu segura, apesar de não fazer a mínima ideia de para onde estavam indo. Pelas pequenas janelas nas portas ela pode perceber que eles não estavam indo em direção a Miami, mas sim se dirigindo por rotas pouco usadas, uma cena que já era rotina na vida de Angel.
A ambulância parou, e Angel pode ver que eles estavam no meio do nada. Mas de repente o carro andou, e começou a ir para baixo. Eles estavam descendo uma espécie de rampa que levava para o fundo do solo.

Quando a ambulância parou, Angel saiu rapidamente para tentar entender o que diabos estava acontecendo. Eles estavam no que parecia ser uma garagem subterrânea onde vários outros veículos, provavelmente roubados, também estavam estacionados. Carros da policia, do corpo de bombeiros, da cruz vermelha e até mesmo do exército da salvação.
Aos poucos várias pessoas começaram a se aglomerar ao redor da ambulância, o que de certa forma assustou Angel. Mas o que realmente a assustou é que repentinamente vários digimons pequenos começaram a se mostrar espontaneamente. Lagartos, pássaros, cachorros, peixes, verdes, azuis, vermelhos, todo tipo de digimon andando livremente como se estivessem em casa.

-Señor Draco, pode sair agora! - Disse Miguel, saindo da ambulância. A pequena bolinha saltou para fora e se misturou no meio dos outros digimons. - Señorita Angel, bem vinda a Resistência!
-Resistência?!? Como assim?!? Dá pra me explicar o que está acontecendo aqui?
-Depois! Agora precisamos abrir caminho para o ferido! - Os humanos e digimons formaram um corredor para que a maca de Dante pudesse passar, como se fosse o retorno de um herói de guerra. A mente de Angel estava dando um nó.

–//////--

-Señorita Angel, eu disse que agora vocês estavam nas mãos de profissionais! - Disse Miguel sorrindo largamente, agora vestindo roupas normais. Os dois estavam no que parecia ser um refeitório. - Não se preocupe com Dante, ele vai ficar bem. A unidade médica daqui não é boa o suficiente para cuidar de um ferimento a bala, mas com certeza podemos manter ele estável até se recuperar. Tome, pegue um café. Brasileño, muito bom!
-Primeiro, onde diabos eu estou. Segundo, o que caralhos é a “Resistência”? Terceiro, por Deus, isso não parece ser uma ocupação de um coiote!
-Isto aqui é uma antiga base militar anti radiação nuclear, construída na época da guerra fria por causa do medo da guerra atômica. As pessoas importantes de Miami seriam trazidas para cá caso a União Soviética lançasse um ataque contra os EUA. Mas você sabe, na União Soviética as bombas se escondem de VOCÊ! - Miguel esperou alguma reação a sua piada, que não aconteceu. - Ok, não teve graça. Com o fim da guerra fria essa base foi completamente abandonada, até que nós a achamos. A Resistência é uma questão político-ideológica. Se existem situação, no caso as organizações espalhadas pelo mundo, e oposição representada pela Digital Hazard, deve haver alguém que se oponha as duas. Anarquia quem sabe? Nosso objetivo é mostrar o mundo a verdade sobre os digimons señorita Angel. Tornar digimons livres, reconhecidos por todos, o que por consequência traria liberdade aos humanos que estão ligados a eles. Nosso objetivo é mudar o mundo! Hahaha
-Não parece algo meio ambicioso demais? Quer dizer, eu e Dante lutamos contra essa gente, não parece ser muito fácil derrotá-los.
-Mas veja o que vocês sozinhos conseguiram! Quer dizer, quase sozinhos não é mesmo? - Disse Miguel com um sorriso sacana.
-Como assim quase sozinhos?
-Acho que se encontraram com Samantha não é mesmo? Nossa melhor espiã dentro da organização americana!
-Quer dizer, a loira metida?!? - Angel estava em choque. - Aquela arrogante trabalha pra vocês?!?
-Ah não fale assim da señora Samantha, ela é uma boa mulher! Quando ouviu que a organização estava chegando perto de vocês nada a impediu de ir ajudar. E aquele médico amigo do Dante – Miguel dava a entender que fazia uma vaga idéia de quem fosse, queria que Angel completasse a frase.
-Gustavo?
-Isso, Gustavo! Sem as informações que ele passa de dentro da base da organização, nunca poderíamos ter chegado até aqui. Outro bom espião. Nós temos homens e mulheres infiltrados nas organizações de todo mundo, inclusive dentro da Digital Hazard. Infelizmente não conseguimos interceptar os planos deles para vocês dois antes que fosse tarde demais, perdoe-me señorita Angel.
-Está tudo bem agora... Mas Dante sabe que ele estava cercado de espiões desde o início?
-Não não, estava esperando o momento certo para contar a ele sobre a Resistência. Não podia colocar em risco nossos planos. Respondendo sua última pergunta, Dante disse que eu trabalho com imigração ilegal, mas não disse que tipo de imigrantes. Aqui nessa base, pessoas de todos los continentes encontram um refúgio. Essas paredes reforçadas contra radiação impedem que qualquer equipamento possa rastrear os digimons aqui em baixo. Estamos seguros.
-Mas o que quer dizer com “esperar o momento certo”? O que exatamente você está planejando?
-Veja bem señorita Angel, desde o inicio eu tinha intenção de colocar Dante no esquema. Mas eu precisava de una oportunidade em que tudo ficasse claro. E agora, vocês dois são vistos como heróis por essa gente, como pessoas que realmente lutaram contra a opressão. Se puderem nos ajudar, sua ajuda será muy buena!
-Então vamos mudar o mundo. - Disse uma voz conhecida na porta. Quando Angel se virou para olhar viu Dante em pé na porta do refeitório, escorado nos beirais para não cair. Ele estava vestindo uma calça de moletom preta, tinha faixas enroladas no abdômen e na cabeça e parecia cansado. Mas mesmo assim, soou determinado.
-Dante! - Gritou Angel, numa mistura de alegria e preocupação.
-Ai caramba señor Miguel! Perdón perdón! Senõr Dante acordou do nada, eu não pude manter ele na cama! - Exclamou um pequeno digimon azul que entrou por baixo do braço escorado de Dante, parecendo amedrontado.
-Sem problemas Pablito. Dante gosta de acordar cedo! - Respondeu Miguel, sorrindo ao ver o amigo de pé. - Este és Pablito, meu Veemon. Diga olá para señorita Angel, Pablito.
-Mucho gusto señorita. - Disse o digimon estendendo a mão para Angel. A garota mal podia acreditar na surrealidade da cena que estava vivendo.
-Dante, sente conosco e nos conte como você conseguiu sobreviver. Sua amiga aqui não parece saber muchos detalhes. – Disse Miguel apontando uma cadeira para Dante. O rapaz se sentou com um pouco de dificuldade, colocando a mão na lateral do corpo. O pequeno digimon azul o ajudou e permaneceu ao seu lado.
-Bem, aqueles malditos sabiam de algum jeito que nós íamos para aquele ponto de encontro. Talvez eles tenham feito cálculos de física quântica para prevê o futuro ou algo assim. Quando eu vi que o homem negro ia disparar, tentei dar uma de Matrix e desviar... É, idiota eu sei. – Disse Dante com um sorriso besta.
-Você quase morreu, não fique fazendo piadas. – Retrucou Angel com seriedade.
-Enfim, eu tentei sair da mira. Obviamente não consegui. No exato momento que ele disparar contra a minha cabeça, caiu um raio. Eu já estava em movimento, e acho que o clarão fez ele perder a mira. Depois disso escutei Angel chegar... E tudo passa a ser borrões e pedaços de memórias... Ai – Dante levou a mão ao ferimento da cabeça, com dor. – Angel, como você escapou?
-Eu não fiz nada, foi o Megidramon. – Disse ela com um sorriso sem graça. – Foi tudo muito rápido, eu estava um pouco... chateada.
-O importante é que você está bem. – Respondeu Dante com um sorriso. – Eu poderia te dar um abraço, mas você está do meu lado machucado.
-Já que está tão bem disposto, vou pedir às enfermeiras que mostrem o seu quarto Dante, e aproveitar para te dar alguns analgésicos. Trate de descansar, depois nós conversaremos sobre nossos planos. Señorita Angel, esta outra enfermeira irá te mostrar o seu quarto. - Angel seguiu atordoada o caminho que a mulher lhe indicou. Ela não podia acreditar no surrealismo e na aleatoriedade de tudo que estava vivendo naquele momento. Parecia que ela estava no meio de uma fanfic.

–//////--

Angel caminhou na direção do quarto de Dante. Apenas depois de ser deixada sozinha no seu quarto é que a ficha foi cair: Ela tinha feito uma declaração de amor desesperada há uma semana atrás. O que ele ia pensar dela agora? Será que ele pensaria que ela era uma mulher fácil, se atirando nos braços dele? Será que eles partilhavam o mesmo sentimento? Ele sequer se lembraria? Agora era a hora da verdade e encarar o rapaz recém despertado. Ela chegou na porta do quarto e chamou.

-Dante?
-Pode entrar Angel. - Ela sentiu um arrepio quando ele disse seu nome. Lembrou-se imediatamente do que ele havia falado naquele dia, na chuva. Angel abriu a porta, para entrar no quarto de tamanho moderado, com poucos móveis e uma segunda porta que devia ser um banheiro. Dante estava sentado na cama nos mesmos trajes que tinha aparecido na porta do refeitório, com um sorriso convidativo no rosto.
-Como está se sentindo? - Disse Angel, se aproximando e sentando ao lado dele na cama.
-Como se tivesse levado um tiro. - Ele tentou rir, mas levou a mão na lateral do corpo. - Nota mental: Contar piadas é uma péssima ideia.
-Pare de me tentar fazer rir, já me fez chorar o suficiente estes dias.
-Ah, me desculpe Angel... Tudo isso foi tão rápido e estranho eu não sabia que eles estavam me esperando... Nem sei como conseguiram.
-Esta bem, é que eu fiquei tão... preocupada. - As lágrimas começavam a brotar.
-Ei, não chore. Está tudo bem agora. - Disse o rapaz, secando gentilmente as lágrimas dos olhos de Angel, e então segurando a mão da garota entre as suas. - Eu me lembro do que você disse.
-Ah Dante não quero que pense que... - O rapaz colocou o indicador sobre os lábios de Angel, para que ela parasse de falar.
-Está tudo bem, por que eu te amo muito também. - O olhar de Dante penetrava fundo nos olhos de Angel, parecendo enxergar até o interior de sua alma. Ele gentilmente puxou a garota para perto de si, e se aproximou cuidadosamente. Antes que ela pudesse perceber, seus lábios estavam ligados em um beijo apaixonado, Dante segurava delicadamente o queixo da moça.

Naquele momento o mundo deixou de existir para Angel. Tudo que ela queria era aproveitar a sensação de seus lábios se encontrando com os de Dante, o calor do corpo dele fluindo diretamente para o dela. As barreiras haviam sido rompidas uma a uma até chegar este momento, em que ela pôde se entregar ao amor que sentia por ele. O coração de Angel batia forte, a pulsação acelerava, e o beijo se intensificava.
Quando Dante pousou a mão livre sobre a cintura da moça, ela recuou instintivamente.

-Me desculpa, é que eu... - Angel tentou se explicar, mas foi interrompida.
-Tudo bem, eu não teria condição de ir muito mais além mesmo. - Respondeu Dante antes que ela pudesse terminar a frase, fazendo uma arma com as mãos e disparando dois tiros imaginários contra si mesmo. - Nada vai nos separar agora Angel.

E ali começou outro beijo.

Continua

OUTRA FUCKING REVIRAVOLTA, DEAL WITH IT! E todo meu carinho para aquele que providenciar a foto de um Veemon usando um bigode mexicano.
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Re: Digimon Truth

Mensagem por Rayana em Ter Jan 03, 2012 7:20 pm

Meu, eu parto-me a rir com isto, na boa. xDDDDDD E tens razão, ficou foderoso, seria uma pena reescrever porque ia perder-se muita coisa!

Ae!! Forma bem fluída de salvar um catraio baleado e uma fera LOL! (acho que nunca antes o Megidramon me pareceu tão rox... just saying) A aparição da Resistência foi agradável, gostei de saber que ela justifica atitudes como as da Sam. Acho que só podia ser mesmo algo parecido com isto para os salvar sem parecer demasiado conveniente, funcionou até muito bem! E simpatizei de alguma forma com o teu careca mexicano, LOL também para o V-mon dele!! Ri-me quando citaste Matrix, porque ele fez-me lembrar justamente o Morpheus ar confiante e salvador de um herói que é levado em convalescença para o território dele, né? E ainda há aqueles "agentes"... Well...? xDD

Então, temos a explicação para várias coisas, não apenas os "espiões" mas como a própria evolução do Examon. Ficou também bem pensado. Embora isso levante outra questão: quem atacou a aldeia do Draco e o com que intenções em concreto?

E finalmente... THE ROMANCE :D Embora, ok, nem há o que comentar nessa parte, mas só fico a questionar que tipo de final este casal terá. Final feliz, final subentendido, tragédia ou...? Bah, melhor seguir a história mesmo spoilers de fic não tẽm graça mesmo.

Dragon!! Thanks pelo upload *w* SEGUE!!!

...e só não prometo um v-mon pq sou horrivel pra promessas, mas se sair, já sabem de onde ele veio lol
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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Qua Jan 04, 2012 10:31 am

meu! isso é tão FODA! *.* o megi é um must a ownar tudo e todos, sou fã!! xD
eu sabia que o dante não podia morrer, ele é foda demais para morrer tão depressa! xDD
a aparição aqui da resistência foi mt win para entender melhor a sam e o gustavo que, antes, pareciam ter saído do nada para um SUPRISE BUTTSEX os confrontar e agr tudo pareceu bem mais óbvio xD
MAS, o que me matou mesmo... FOI O FIM! TT.TT QUE COISA LINDA ESSE FINAL! descobri o lado sensível e fofinho do dragão da américa do sul! auahauhauahuahua e me gusta! ;D

VENHA LOGO O PRÓXIMO, A JE NAM AGUENTA! T.T
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