Digimon Truth

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Digimon Truth

Mensagem por Sir Dragon em Qui Set 22, 2011 6:28 pm

Ok, na verdade eu sou orivel para apresentar minhas idéias então vou deixar vocês descobrirem a fic a medida que lêem. Vou só fazer uma introdução básica ;P

A fic se passa num universo onde poucos humanos tem conhecimento do que são digimons. Nesse mundo, organizações foram criadas para conter digimons que eventualmente pudessem aparecer no mundo real e não deixar que a população tome conhecimendo de tais criaturas.
Mas nesse mundo acontece algo estranho: alguns Humanos e Digimons nascem ligados pelo espírito, a força da vida, partilhando da mesma força vital. Esses digimons, que nascem no mundo humano, nunca chegam a conhecer o mundo digital e são usados como armas pelas organizações. Eu sei que a premissa não é criativa nem inovadora mas... Ah, leiam pra entender xP

Um aviso: Esse capítulo contem cenas pesadas. Nada de pornográfico, nem de palavras de baixo calão, apenas leia com cuidado se você tiver coração fraco o.o Depois não digam que eu não avisei.

Prólogo:

Era uma noite tranquila de primavera, onde uma brisa fresca soprava continuamente. Mas não havia vegetação para que as folhas fossem balançadas, apenas um vasto deserto cheirando a morte no estado do Arizona. As praticamente infinitas planícies desertas eram cortadas por uma precária faixa de asfalto, uma estrada que praticamente não era usada por ninguém. Naquela lugar desolador isolado do mundo, uma carreta cortava a noite e vencia o frio do deserto seguindo em direção ao seu destino.
Não era difícil dirigir naquele lugar, era basicamente uma imensa linha reta que seguia por quilômetros e quilômetros. O caminhão, grande e aparentemente robusto balançava um pouco com as imperfeições da estrada, e seus faróis eram a única fonte de iluminação disponível.

Então um outro barulho marcou presença no frio da noite. Era um ronco potente e constante, que se aproximava do caminhão rapidamente. Era uma moto aparentemente customizada, parecia ser uma moto de corrida preta que rodava com os faróis apagados.
O piloto, vestido também completamente de preto guiou a moto até se aproximar da traseira do caminhão, e estabilizou a moto para manter a velocidade. Então ele tirou do bolso da jaqueta um pequeno aparelho vermelho e branco, parecido com um iPod e apertou o botão do meio. Uma pequena luz apareceu enquanto um ser parecendo um pequeno dragão verde com asas vermelhas se materializou na garupa da moto.

-Draco, assuma o controle. Eu vou tomar a carreta. - Disse o motoqueiro, com a voz abafada pelo capacete.
-Ok! Esses idiotas nem vão ver o que os acertou! - Disse o pequeno lagarto.
-Literalmente. - Disse o piloto enquanto se levantava na moto em movimento e se jogava contra a porta traseira do caminhão.

–//////--


-Ei, você ouviu um barulho estranho? - Disse o motorista para o homem sentado no banco do carona.
-Deixa de ser paranóico! Nós estamos numa estrada no meio do nada, não tem como ninguém nos descobrir aqui. - Foram as ultimas palavras do passageiro antes da porta ser aberta e ele ser atirado do veículo em movimento. O motoqueiro negro pulou para dentro da cabine para a surpresa do motorista.
-Eita po... - Tentou dizer o motorista antes de ser atingido em cheio por um soco do invasor de cabines, e ter sua própria cabeça golpeada contra o volante, realizando uma buzinada involuntária. O piloto da moto misteriosa abriu a outra porta e jogou o motorista para fora da cabine, assumindo o controle da carreta. Ele estabilizou o veículo e diminuiu a velocidade lentamente, parando o caminhão depois de poucos metros. O dragão falante estacionou a moto logo atrás da porta traseira da carroceria ainda rindo da cena dos dois homens jogados para fora do veículo.
-E então, o que achou? - Disse o piloto arrancando toda fiação por debaixo do painel e saltando da cabine enquanto arranca o capacete, revelando chamativos cabelos vermelhos e um enorme sorriso no rosto de pele clara.
-Você não seria digno de ser meu parceiro se fizesse menos que isso! - Disse o dragão correndo ao encontro dele e batendo na mão levantada do ruivo. - Vamos pegar nossa encomenda agora, você arrancou os circuitos do caminhão mas não vai demorar para nos encontrarem.

Os dois andaram em direção a porta traseira da caçamba do caminhão, o rapaz misterioso segurando o capacete e o pequeno lagarto o seguindo alegremente. O pequeno dragão ligou os faróis da moto enquanto o motoqueiro abria a porta revelando o grande compartimento interno da carreta. A silhueta do rapaz foi projetada à frente, até perto de algo que parecia ser uma grade de contenção eletrificada. Uma pequena figura estava acorrentada com as mãos para trás e os cabelos jogados sobre o rosto. Quando ouviu o som da porta se abrindo, ela olhou para frente revelando um rosto feminino iluminado pela luz dos faróis da moto.

-Me deixem em paz! - Ela gritou com toda força dos pulmões, enquanto um enorme dragão vermelho surgia sobre a cabeça dela arrebentando o teto e jogando a grade para longe. Um dragão menor, pouco maior que o motoqueiro e de cor azul, com chifres vermelhos, impediu que a grade acertasse o piloto ruivo. A garota pareceu extremamente surpresa com o aparecimento do segundo dragão, então o dragão vermelho sumiu no ar da mesma forma que havia antes aparecido. O dragão azul se transformou no dragão verde que havia se materializado do iPod estranho enquanto a grade caía pesadamente sobre o chão. O motoqueiro soltou as correntes que prendiam a garota e a carregou até do lado de fora, a colocando sentada sobre a garupa da moto.

-Ei, quem disse que eu vou com você! - Tentou discutir ela.
-Se preferir posso te deixar aqui no meio do nada jogada a própria sorte. - Era uma lógica que ela não podia refutar.

Capítulo 1 – É agora que as coisas ficam estranhas

A porta da ampla sala revestida de chapas de aço se abriu. Um rapaz alto, de cabelos ruivos vestindo jaqueta de couro preta entrou despreocupadamente, atrás dele um pequeno réptil verde com chifres vermelhos, com ar de confiança. O rapaz caminhou ao longo da parede lateral e encostou-se nela, cruzando as pernas que vestiam jeans escuro e cruzando os braços na frente do peito, o pequeno lagarto fez o mesmo.
Os dois fixaram o olhar em uma figura feminina no extremo oposto da sala, de aparência frágil e assustada. Ela vestia um roupão bege parecido com o que pacientes usam em hospitais, mas preso com um cordão pela cintura. Sentada no chão com os pés descalços e joelhos a altura do rosto, seus longos cabelos negros caíam sobre a face.

-Então, achei que podíamos tomar um drink e nos conhecer um pouco. - Disse o rapaz com um sorriso no rosto, o lagarto deu uma risadinha.
-Suma daqui. - Disse a garota sem se mexer. O rapaz podia jurar que os olhos dela estavam fixos nele por detrás das mexas de cabelo.
-Mal nos conhecemos e já está me dispensando? - Disse ele descruzando os braços e os levantando em sinal de súplica – Nem tive tempo de saber seu nome!

A garota levantou levemente a cabeça com ar de desconfiada, como se quisesse analisar o rapaz de cabelos vermelhos. Ela estava muito mais do que acuada naquela situação.

-Não teve graça. - Respondeu ela com uma dureza surpreendente.
-O nome é Dante, caso queira saber.
-Não me interessa. - Ela tinha rispidez na voz.

Dante se desencostou da parede, e caminhou devagar até a metade da sala, parando de novo com os braços cruzados. O lagarto o observava de longe.

-Olha, eu acho melhor a gente começar a cooperar. Eu fiquei responsável por você aqui dentro, o que significa que eu posso melhorar muito a sua vida, ou acabar com ela. O que estamos fazendo agora não é nenhum bicho de sete cabeças, só preciso que você chame seu bichinho pra fora para que meu amigo lá em cima – Dante apontou para uma espécie de redoma no telhado alto da sala revestida de aço – Possa medir o nível de energia dele. Vamos lá, seja uma boa menina.
-Eu nunca pedi para que vocês me trouxessem aqui. - Essas palavras penetraram como uma agulha no ego de Dante.
-Tudo bem. Mas se você não invocar aquela coisa, terei que presumir que você não pode controlá-lo, o que não justificaria os gastos da operação de resgate que no caso é o meu salário. Você passaria a ser uma dívida ambulante para a operação, então teríamos que nos livrar de você, provavelmente te soltar em uma esquina qualquer parecida com a que você saiu. - Nesse momento, Dante descruzou os braços e colocou uma mão segurando o queixo, como se quisesse dizer que tinha tido uma ideia – Se bem que você é até bonitinha. Se ficar provado que você é uma completa inútil, acho que vou deixar você ficar aqui pra ser minha “acompanhante” se é que me entende. Claro, você vai ter que me tratar muuuuito bem.

De repente, a garota começou a se levantar, olhando para o chão. A afirmação de Dante parecia ter servido de ignição para alguma coisa dentro dela. Uma luz vermelha começou a emanar de todo corpo, fluindo como se fosse um liquido subindo em direção a sabe-se lá o que.

-Parece que finalmente a nossa garotinha resolveu brincar! - Disse Dante jogando a jaqueta de couro no chão, ficando apenas com a camiseta branca e o cordão dog tag prateado – Draco, se prepare!
- Ok! - Disse o lagarto ficando em posição de combate logo atrás de Dante. A menina se levantou de uma forma estranha, meio contorcida. Ficou de pé com as costas curvadas, o olhar transparecendo pura ira direcionado à Dante.
-Você! - Disse ela apontando um dedo para o ruivo, logo após fechando a mão em forma de punho. - Eu vou arrancar a alma do seu corpo!

O rapaz sentiu uma hostilidade sobrenatural emanando daquele corpo frágil e delicado. Ele sentia uma pressão, um desejo assassino vindo daquela garota que ele nunca havia sentido antes. Aquilo de certa forma o assustava. Então, a luz que saia do corpo dela começou a se projetar um pouco acima da cabeça, adquirindo forma aos poucos. A luz se transformou num enorme dragão vermelho com corpo de serpente e asas amarelas, que rugiu ferozmente na direção de Dante e se lançou num ataque violento ao rapaz ruivo.

O pequeno dragão verde pulou brilhando por cima de Dante, transformando-se em um dragão vermelho com peito branco, com dois majestosos pares de asas também vermelhos. Os dois se chocaram no exato centro da grande sala, gerando uma onda de choque tão grande que fez com que Dante desse um passo à trás automaticamente.

O rapaz ruivo já não conseguia ordenar os pensamentos. A frágil garota de nome desconhecido parecia estar possuída por algo maligno. Dois enormes lagartos vermelhos se engalfinhavam com uma fúria tão grande que podia ser sentida, desferindo mordidas e ataques com as garras.
Por um instante, Dante se perguntou como foi parar no meio de tudo aquilo. Ele observou com enorme surpresa a garota disparar correndo na direção dele ainda mais enfurecida, parecendo estar disposta a realmente arrancar a alma dele ou morrer tentando. Aquela criatura delicada que ele havia salvado poucas horas antes tinha se transformado num monstro assassino correndo em sua direção. Como aquela situação tinha chegado nesse ponto?

Dante caminhou na direção da garota, sem muita pressa. Quando ela ficou ao alcance dos braços dele, o rapaz a abraçou com força, abaixando a cabeça e encostando no ombro dela. A menina sem nome cravou as unhas nos ombros de Dante, então ele falou ao ouvido dela “Por favor, me desculpe”.

A garota deixou os braços caírem ao lado do corpo e o dragão serpente sumiu no ar sem deixar vestígios. Dante continuou segurando-a contra o seu corpo, enquanto a garota afundou o rosto no peito dele e começou a chorar inconsolavelmente, agora abraçando o rapaz com toda força que pudia, o que parecia dezenas de vezes mais suave que a cravada de unhas que ele havia levado antes.

-O teste acabou. - Disse Dante olhando para a cúpula, que tivera alguns vidros rachados na violência do combate. - Tragam uma maca para a garota, examinem-na para ver se ela está bem.

Dois enfermeiros entraram quase automaticamente com uma maca. Dante tentou colocá-la deitada, mas ela parecia não querer soltá-lo. O dragãozinho verde voltara a sua forma original e estava ao lado do ruivo.

-Está tudo bem agora, eles não vão te machucar. Vá com eles, te visito depois. - E assim terminou o que Dante classificou como o encontro mais estranho de toda vida dele.

–//////--


O rapaz pegou a jaqueta que estava jogada no chão da sala. As feridas provocadas pelo ataque da garota doeram no esforço de se abaixar e levantar a pesada peça de roupa. Draco o esperou junto a porta, e saiu mancando atrás de Dante quando este deixou o recinto. Um par de enfermeiros o esperava do lado de fora, para cuidar dos ferimentos no ombro. Após uma rápida desinfecção e de passar um cicatrizante nas feridas, os dois correram na mesma direção dos enfermeiros que haviam saído com a maca. Parecia que a garota era bem mais interessante.

-Tudo bem parceiro? - Perguntou Dante. O lagarto além de mancar estava com um par de cortes nos dois braços, provavelmente onde o outro dragão havia segurando.
-Não foi nada, aquele cara não é grandes coisa. - Respondeu Draco com um sorriso confiante. - Amanhã eu estou inteiro de novo.

O rapaz e o monstrinho caminharam calmamente pelos corredores da instalação. A luta deles havia provocado alvoroço, mas todos queriam ver a “garota possuída”, não ligavam para o que tinha acontecido à Dante.
Os dois pararam na frente de uma porta automática com um grande D que parecia ter sido pintado com tinta spray. Quando ela abriu, revelou o que parecia ser o quarto de Dante. Ele jogou a jaqueta em cima de uma cadeira, tirou os tênis sem se abaixar e arrancou a camisa branca do corpo.
Os buracos das unhas da garota estavam visíveis, e pequenas rodas de sangue indicavam que o ferimento tinha sido um pouco mais sério do que ele esperava. Quando Draco deitou-se na pequena cama redonda destinada a ele, Dante se jogou em sua própria cama tomado por pensamentos. Ele repassou as cenas da luta na memória até desmaiar de cansaço.

Acordou cedo no outro dia, o relógio em sua cabeceira indicavam 6 da manhã. Draco dormia profundamente, as feridas em seu braço já quase haviam se fechado. O ruivo vestiu uma camisa não rasgada e saiu do quarto sem incomodar seu parceiro, indo em direção a ala médica.
O corredor para pacientes especiais da ala médica dispunha de grandes janelas que poderiam funcionar como espelhos se acionadas, o que permitiria que os médicos acompanhassem os pacientes sem se arriscar. Um homem usando um sobretudo branco estava parado na frente de uma dessas janelas, fazendo anotações em uma prancheta. Ele ajeitou os óculos redondos quando viu Dante se aproximando.

-O que te fez acordar assim tão cedo, molhou a cama? - Perguntou o doutor, ajeitando os cabelos castanhos levemente grisalhos.
-Muito engraçado Gustavo. - Respondeu Dante simulando uma risada sem som. - Estou aqui pelo mesmo motivo que imagino que você esteja.
-A incrível garota demoniaca. - Disse ele com todo sarcasmo do mundo.
-Exato. Como ela está?
-Se tratando de coisas humanas. - Disse Gustavo fazendo uma pausa. - Ela está muito bem. Fiz todos os testes possíveis e impossíveis nela, a garota está apenas um pouco desnutrida e com um principio de anemia.
-E se tratando de coisas sobrenaturais? - Dante disse a ultima palavra imitando um tom de voz fantasmagórico.
-Digamos que foi bom você ter parado a luta, para o bem de Draco.
-Como assim?
-Os níveis de energia daquela coisa. - Ele fez uma pausa. - Megidramon como foi apelidado, são bem altos.
-Doutor, diga logo, qual o nível de energia do Megidramon?
-Esta fora das escalas. - Disse Gustavo, com seriedade. O impacto daquelas palavras deixaram Dante atônito.
-Isso deve ser um engano, aqueles aparelhos devem estar quebrados!
-Dante, ouso dizer que se aquela luta tivesse continuado, essa garota ia explodir todo esse complexo.

A menina sem nome se revirou na cama, como se tivesse escutado que estavam falando dela. Os dois homens olharam para ela por alguns instantes, em silêncio.

-Tem algo mais estranho ainda Dante. Aquele não é um monstro qualquer.
-Quer dizer, ele é como o Draco?
-Não, diferente até dele. A garota e o Megidramon estão ligados em um nível completamente diferente. Normalmente, até mesmo para você e Draco, os tamers são ligados aos seus parceiros pelo espirito. Quanto mais seu espirito se fortalece, mais energia o tamer pode mandar para o parceiro, e mais forte ele fica. - Gustavo deu uma pausa e respirou fundo. - Mas a ligação daqueles dois é muito mais profunda. Dante, Megidramon é a ALMA daquela garota.
-Alma?!? Como assim? - Perguntou Dante confuso.
-O espirito é a energia vital de um ser. Parceiro e Tamer nascem dividindo o mesmo espirito, a mesma força de vida. Mas a alma é a essência do seu ser. Megidramon não nasceu junto com ela, ele nasceu dela. Quanto mais forte Megidramon fica, mais forte ela também fica, e os sentimentos dela se refletem nele. Acredito que seja por isso que ela não tenha nenhuma doença grave. Dante, essa garota é única em todo universo.

Nesse momento a desconhecida se esticou na cama, e sentou-se preguiçosamente, olhando para os lados.

-Doutor, deixa que eu vou falar com ela. - Gustavo fez um sinal positivo com a cabeça e Dante entrou no quarto. Os olhos curiosos da garota brilharam ao ver a figura dele entrando e se dirigindo a ela. - Como você está?
-Como um rato de laboratório. - Respondeu ela. A voz dela não estava ríspida e grosseira como antes, era doce e suave.
-Se está bem o suficiente para fazer piadas, está bem o suficiente para dar uma volta. - Dante pegou um roupão no armário e entregou para ela. - Vamos, o doutor Dante receitou um café da manhã para você.

–//////--


A garota sem nome esperava o retorno de Dante num banco afastado da cafeteria. As poltronas eram confortáveis e forradas com couro vermelho, tinham espaço para duas pessoas e ficavam em pares, com uma mesa de metal ao centro. Pouca gente frequentava a cafeteria naquela hora da manhã, então eles teriam tempo para conversar.
Dante voltou com dois copos de café. Os cabelos negros da garota emolduravam o rosto de pele clara, dando um aspecto sereno, principalmente àquela hora da manhã. Dante entregou um copo para ela e se sentou na frente da garota, dando um gole em seu café.

-Então, você vai me dizer seu nome ou vou ter de te embebedar com café para descobrir? - A garota deu um riso contido.
-Meu nome é Ironia. - Respondeu ela. Quando viu que Dante não tinha rido de sua piada, respondeu – Angel. Eu disse, é uma ironia.
-E eu me chamo Dante, é quase um demônio. Estamos em casa aqui. Mas então, Angel – Dante pronunciou vagarosamente cada sílaba do nome. - Que emoção falar seu nome pela primeira vez. O que te trouxe a este lugar aconchegante?
-Um motoqueiro de cabelo vermelho. - Desta vez, Dante riu. - Você não quer saber realmente a minha história.
-Eu só quero te entender melhor. Saber a sua história é um bom começo. - Estas palavras pegaram Angel desprevenida. Ela não sabia se era pela sua fragilidade emocional, mas ela se sentiu tocada pelas palavras do rapaz. Nunca ninguém havia se interessando pela história dela.
-Bem, até certo ponto minha vida foi normal... Morava sozinha com a minha mãe, não tínhamos muito dinheiro, mas dava pra viver. Mas aí minha mãe se casou... Aquele homem, meu padastro, fez de tudo pra atormentar a minha vida e a da minha mãe. Quando eu fiz quinze anos, ele disse para mim que eu deveria pagar para morar naquela casa, e ele queria que eu pagasse com o meu corpo. E disse que se eu contasse para minha mãe que ele ia me molestar, ele matava a nós duas antes mesmo de nós chegarmos a polícia. - Angel dizia isso passando o dedo levemente na boca do copo, sem demonstrar emoção.
-E então, o que você fez?
-Eu fugi de casa. - Respondeu ela levantando as sobrancelhas e pressionando os lábios. - Achei que era o melhor a fazer, que ninguém sairia ferido. Mas eu era uma adolescente, não tinha pra onde ir, não conhecia nada do mundo... Acabei parando nas ruas, dormindo em calçadas e todas aquelas coisas que a gente vê na TV.
-Nossa. E aí, como você se virava? - Disse Dante, concentrado nas palavras da moça, apoiando os braços sobre a mesa.
-No começo era fácil até. Uma esmola, pedir dinheiro no sinal, roubar um pão de vez em quando, a vida era uma aventura. Mas dizem que tudo que pode dar errado vai dar né? Uma bela noite, eu fui cercada por um grupo de outros mendigos. Eles disseram que eu estava invadindo o espaço deles, roubando o dinheiro deles, e que eles iam me dar uma surra para que eu aprendesse a lição. Mas aí o líder deles apareceu no meio do grupo e me fez uma proposta. Ele iria me defender daquele grupo e de qualquer outro grupo que tentasse algo contra mim... Mas em troca eu tinha que fazer sexo com ele. E então o que eu fugi de casa para não ser obrigada a fazer, fui obrigada a fazer nas ruas... Dante, aquele nojento miserável vinha todos os malditos dias, e me estuprava todos os dias! As vezes ele trazia plateia pra assistir ele tendo sexo comigo, e eu tinha que aguentar toda aquela humilhação calada... Quer dizer, isso quando ele não me obrigava a gemer. - Angel segurava o copo com as duas mãos, a cabeça baixa. Lágrimas escorriam de seu rosto e pingavam em seu colo, enquanto parecia que ela ia quebrar o copo com a força das mãos.

Dante estava chocado com aquela história, ele não tinha nenhuma reação diante das palavras de Angel. A garota chorava de forma contida, tentando prosseguir com a história.

-Cada maldito dia eu tinha que sentir as mãos nojentas daquele miserável me agarrando, a pele dele encostando na minha. E quando ele trazia os amigos pra ver ele comendo a putinha dele, ainda tinha que escutar os comentários daqueles infelizes. Era isso ou ser espancada até a morte, e algumas vezes eu pensei na segunda alternativa. Uma noite ele chegou, tirou minhas roupas, me virou de costas para ele e encostou minhas mãos na parede. Então ele segurou meu cabelo e foi inclinando meu corpo devagar. Aí ele se inclinou também e disse no meu ouvido: Hoje vamos tentar o outro buraco. - Angel levantou a cabeça e inclinou ela para trás, rindo nervosamente, as lágrimas ainda escorrendo. - Nesse exato momento eu senti toda frustração e toda raiva dentro de mim fluindo pelo meu corpo, como se fosse uma coisa viva. Foi a primeira vez que aquela coisa... Megidramon como vocês o chamaram... apareceu. Eu me virei para frente, e vi enquanto Megidramon levantou aquele maldito uns três metros no ar e o partiu no meio, da cintura pra baixo, jogando as duas metades no chão, na minha frente. Os outros fugiram correndo de medo, mas eu fiquei ali sentada no chão... Rindo de satisfação. “O único buraco que você vai experimentar é o do inferno seu maldito” eu pensei... Algum tempo depois, apareceu um cara dizendo ser o irmão mais velho da minha primeira vítima, ele falou que ia me matar para se vingar. Megidramon apareceu de novo e... simplesmente... o... devorou

A ultima palavra saiu quase num sussurro. Dante se lembrou do monstro que ele esteve cara a cara, e agora ele podia até mesmo sentir os olhos da criatura fixos nele, ou escutar o rugido, era como se ela realmente estivesse ali.
Angel abaixou cabeça e olhou diretamente nos olhos de Dante. Seu olhar era vidrado e ela estampava um sorriso nervoso.

-Eu sou um monstro Dante... Um monstro assassino! - O rapaz nunca tinha escutado uma história tão forte e ao mesmo tempo revoltante. Mas apesar do sentimento de confusão na mente dele, o ruivo sentia uma afeição profunda por aquela garota que ele acabara de conhecer. Ele podia sentir a vulnerabilidade, a fraqueza emocional, a necessidade de amor, carinho e compaixão dentro do coração dela. E naquele mesmo instante, ele viu que tinha que preencher essas lacunas. Dante se inclinou sobre a mesa, segurou as duas mãos de Angel entre as suas e falou olhando nos olhos dela.
-Eu prometo que eu NUNCA vou te abandonar. E eu prometo que enquanto eu estiver junto com você, ninguém NUNCA MAIS encosta em um fio do seu cabelo. Eu vou te proteger Angel, não importa o que aconteça! - Ainda segurando nas mãos da menina, ele deu a volta na mesa e a abraçou. Angel mais uma vez enterrou o rosto no peito de Dante e chorou inconsolavelmente. Mas desta vez era diferente. Desta vez, ela sentia como se o calor do corpo do ruivo pudesse chegar até o seu coração.

Continua?

Comentem, critiquem, xinguem minha mãe a mãe de vocês, enfim xD Só um aviso, eu costumo demorar pra escrever o.o Não digam que eu não avisei²


Última edição por Dragon em Qui Set 22, 2011 10:32 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Qui Set 22, 2011 6:36 pm

esta fic e EPIC desde a primeira vez que a li e tem mt pano pra mangas!! o/

MEGIDRAMON A PARTIR PESSOAS AO MEIO E 110% FTW!!! curto mt o dante e o draco... parecem ser uma dupla inseparavel! a historia da angel e chocante, quero ver ate aonde isto vai! xDD

WELL DONE RAFA! *.* podes mandar vir mais! LOL (e depressa senao vou atras de ti >.> lool jk xD)

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Sir A7ac4ma em Qui Set 22, 2011 7:19 pm

dmem4e escreveu:esta fic e EPIC desde a primeira vez que a li e tem mt pano pra mangas!! o/

MEGIDRAMON A PARTIR PESSOAS AO MEIO E 110% FTW!!! curto mt o dante e o draco... parecem ser uma dupla inseparavel! a historia da angel e chocante, quero ver ate aonde isto vai! xDD

WELL DONE RAFA! *.* podes mandar vir mais! LOL (e depressa senao vou atras de ti >.> lool jk xD)

[2]
PQP, a cena do Megidramon partir o tipo ao meio foi demais! xD

Ah, e não deixei de reparar nisto:
Dragon escreveu:-Doutor, diga logo, qual o nível de energia do Megidramon?
-Esta fora das escalas. - Disse Gustavo, com seriedade. O impacto daquelas palavras deixaram Dante atônito.
-Isso deve ser um engano, aqueles aparelhos devem estar quebrados!



Era mais de oito mil? XD

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Sir Dragon em Qui Set 22, 2011 10:41 pm

Era MUITO MAIS DE OITO MIL xDD Megidramon é um digimon fodão, temos que dar dignidade a ele u_u

Obrigado pelos comentários @_@ E me pegue se puder Maf ;P

Que bom que ninguém reparou que eu coloquei dois nomes diferentes pro médico

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Qui Set 22, 2011 11:45 pm

Muito foda!!! Caraca! Sério, to vibrando aqui Very Happy . O começo achei meio confuso, mas a historia meio que se explica com o correr dos acontecimentos. E a história da Angel é tensa, hein? Hehe Razz . Devia ser duro pra ela ser comida "violentada" todos os dias assim, contra a vontade 8) . Nem preciso dizer que o Megidramon teve uma presença foderosa na fic também!

-Cada maldito dia eu tinha que sentir as mãos nojentas daquele miserável me agarrando, a pele dele encostando na minha. E quando ele trazia os amigos pra ver ele comendo a putinha dele, ainda tinha que escutar os comentários daqueles infelizes. Era isso ou ser espancada até a morte, e algumas vezes eu pensei na segunda alternativa. Uma noite ele chegou, tirou minhas roupas, me virou de costas para ele e encostou minhas mãos na parede. Então ele segurou meu cabelo e foi inclinando meu corpo devagar. Aí ele se inclinou também e disse no meu ouvido: Hoje vamos tentar o outro buraco. - Angel levantou a cabeça e inclinou ela para trás, rindo nervosamente, as lágrimas ainda escorrendo. - Nesse exato momento eu senti toda frustração e toda raiva dentro de mim fluindo pelo meu corpo, como se fosse uma coisa viva. Foi a primeira vez que aquela coisa... Megidramon como vocês o chamaram... apareceu. Eu me virei para frente, e vi enquanto Megidramon levantou aquele maldito uns três metros no ar e o partiu no meio, da cintura pra baixo, jogando as duas metades no chão, na minha frente. Os outros fugiram correndo de medo, mas eu fiquei ali sentada no chão... Rindo de satisfação. “O único buraco que você vai experimentar é o do inferno seu maldito” eu pensei... Algum tempo depois, apareceu um cara dizendo ser o irmão mais velho da minha primeira vítima, ele falou que ia me matar para se vingar. Megidramon apareceu de novo e... simplesmente... o... devorou


Esse trecho é mt win, foderoso ao extremo. Sem palavras Smile , adorei.

P.S.: Coloquei uma classificação de idade na descrição da fic, devido a certos temas "adultos" abordados na fic, só pra cumprir o protocolo mesmo Razz .

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Sir Dragon em Sex Set 23, 2011 12:03 am

Thanks man xD Só espero conseguir manter o nível né HAUAHUAHA Difícil xD Mas que bom que gostou.

E sem problemas quanto a classificação de idade, é bom que não pega o povo desavisado o.o

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Sir Dragon em Qua Set 28, 2011 8:28 pm

Galera, muito obrigado a todos que leram ^^ Como eu já respondi pessoalmente, não vou falar muito antes do capítulo, só deixou um desafio: Vamos ver quem vai ser capaz de encontrar a referência secreta a Dragon Ball que eu fiz dessa vez hauahuahauha

Capítulo 2 – A megalomania do autor fica evidente

Em uma grande sala de reunião, vários homens carrancudos estavam sentados ao redor de uma mesa redonda. A mesa ampla possuía uma abertura no centro, que a fazia parecer um tribunal inquisitório. Dante estava sentado no centro, tendo todas as atenções voltadas para si.

-É bom estar aqui sem levar bronca. - Disse o rapaz, girando distraidamente na cadeira.
-Por favor, peço o foco dos senhores para esta reunião. Isto não é uma confraternização, mas sim uma reunião para discutir o futuro do Objeto de Testes Número 16. - Disse um homem de cabelos brancos com um espesso bigode.
-Ela é um ser humano. E tem um nome. - Retrucou Dante.
-Prosseguindo...
-É Angel.
-Já basta agente Dante. Se não se comportar de acordo com a situação, pedirei que se retire imediatamente, e tomaremos nossa decisão independentemente do seu relatório. - Disse o homem grisalho em tom sério.
-Tudo bem...
-Pelos resultados das leituras da sala de testes já sabemos que o monstro que reside dentro daquela garota é de extrema importância para nossa organização. Por favor inicie seu relatório.
-Eu gostaria de começar dizendo que nunca tinha visto um digimon tão assustador como aquele. Ele com certeza não é um digimon comum e possui uma força sobrenatural. E acima de tudo, ele é perigoso. Mas ele é muito mais perigoso para Angel do que para qualquer pessoa que esteja ao redor dela. Eu não sei que efeitos ele pode ter sobre ela, nem se um dia ele poderia se virar contra ela. - Dante estava blefando. Ele já tinha aprendido o padrão de comportamento de Megidramon. Ele protegeu Angel em todas suas aparições. O dragão demoníaco não representa o mínimo perigo para a garota, ao contrário das pessoas ao seu redor.
-Precisamos achar o melhor meio de aproveitar a força deste “Megidramon” como os especialistas o nomearam. Como o Objeto 16 parece não ter controle sobre ele, acredito que todos os senhores concordem em começar imediatamente os testes, para que possamos forçá-lo para fora. - O homem se dirigia para todos os presentes. Era isso que Dante temia. Os testes eram cruéis, praticamente inumanos.
-Senhor, por favor, me permita um adendo.
-Prossiga agente.
-Eu acho que ele seria melhor aproveitado se Angel conseguisse obter controle sobre ele, claro está também seria a maneira mais fácil e econômica. Eu peço então senhor, que me permita treiná-la para que ela possa se desenvolver da melhor forma. - O “mandante” da reunião parecia estar pensando nas palavras do rapaz ruivo, como se as pesasse cuidadosamente.
-Quanto tempo seria necessário para obter resultados?
-Um ano senhor. - Os homens permaneciam inexpressivos, observando Dante. Com um leve movimento de cabeça, eles concordaram.
-Você tem um ano. Dispensado.

–//////--




Seis meses se passaram. Dante e Angel treinavam exaustivamente para alcançar seu objetivo. O rapaz havia conseguido protegê-la daquela vez, mas eles precisavam apresentar resultados. Com os treinos e a alimentação que recebia pouco a pouco o corpo de Angel deixou de ser frágil e sua beleza se acentuou. Dante vivia a cada dia escutando as batidas de um relógio invisível, enquanto o período de tempo que ele pediu chegava a sua metade.

De volta a sala de testes, a ampla sala revestida de chapas metálicas onde os dois tinham tido seu “encontro explosivo”, os dois jovens se encontravam vestidos com roupas de ginástica.
Dante e Angel estavam afastados um do outro. Draco pairava voando acima da cabeça de Dante transformado em sua forma vermelha enorme, tendo um olhar apreensivo. Dante parecia impassível, com os braços cruzados olhando sem emoção para Angel.
A garota, na outra extremidade do local, estava ofegante. Seus cabelos presos atrás da cabeça mostravam que a pele clara estava vermelha pelo esforço, enquanto suor escorria pelo seu rosto. A camisa estava molhada pela transpiração e ela permanecia com as pernas arqueadas. O chão ao redor dos dois tinha fogo espalhado, como se alguém tivesse usado um lança chamas.

-O que mais você precisa para se sentir ameaçada? - Disse o rapaz ruivo, sem emoção. - Você está quase morta já.
-Eu não consigo te ver como uma ameaça Dante! Não você – Angel respondeu enquanto apoiava as mãos nos joelhos. - Por mais que você tente.
-Ambrosius! – Ordenou Dante. Draco levantou sua mão direita e materializou uma enorme lança em seu braço. O dragão então se lançou num ataque direto contra Angel. A garota permaneceu parada, sem reação. Draco rugiu com toda força dos pulmões enquanto sua lança cortava o espaço entre os dois. A ponta da lança parou a poucos centímetros da testa de Angel. A garota caiu sentada, exausta.
-Você me fez confiar em você Dante. Não é algo que possa ser quebrado por um lagarto metido a besta com uma arma gigante. - Disse ela, arfando com dificuldade. - Sem ofensas Draco.
-Sem problemas. - Disse ele com uma risada enquanto voltava a sua forma pequena. - Vamos parar com isso por enquanto Dante, eu também estou exausto.

Dante sabia que Draco estava mentindo. O dragão estava preocupado com Angel na verdade. Ele nunca tinha concordado com essa forma de treinamento. Na verdade, a ideia de ameaçar Angel com um dragão voador enorme não agradava a Dante também, mas aquela era a forma mais rápida.

-Nós temos que nos esforçar mais. - Disse ele, se aproximando dos dois que já estavam sentados no chão.
-Claro, amanhã me coloque pendurada acima de uma plataforma cheia de tubarões tendo apenas um fio dental para salvar minha vida. - Respondeu a garota.
-Não faça gracinhas Angel, tem muita coisa em jogo aqui, coisas que dependem de você conseguir invocar Megidramon ou não.
-Tipo o quê?
-O futuro. - Dante lançou um olhar penetrante na direção da garota, a forçando a olhar em outra direção. O rapaz então começou a se dirigir para fora da sala acompanhado de seu digimon.
-Espera Dante, que história é essa? Eu não quero ser nenhuma super-heroína ou coisa do tipo eu...
-Pro chuveiro recruta. - Respondeu ele, jogando uma toalha na cara de Angel e interrompendo o protesto da moça.

–//////--


-O futuro depende de você! - Disse Angel imitando o tom de voz de Dante, logo depois soltando um suspiro curto. A garota saiu da sala enquanto limpava o suor do rosto com a toalha, seguindo em direção ao seu alojamento. No caminho, ela encontrou um rapaz jovem empurrando um carrinho com vários fracos e objetos cirúrgicos.
-Você é a … - Ele disse abordando Angel.
-Sim, a garota demônio, saia do meu caminho se não quiser ser amaldiçoado. - Ela passou direto por ele, sem prestar atenção. A moça tinha se tornado um tipo de celebridade dentro da instalação. Aparentemente, as pessoas achavam que ela podia realizar fenômenos sobrenaturais como entortar colheres e ler pensamentos.

Angel entrou em seu alojamento, o primeiro quarto no qual ela pode dormir em muito tempo. Para alguém que havia se acostumado a dormir nas ruas, aquilo era o máximo do conforto.
Ela entrou no banheiro que ficava dentro do quarto e atirou suas roupas sujas num canto, sem se importar onde elas iam aterrissar e entrou debaixo do chuveiro. A sensação da água quente batendo no seu corpo era revigorante.

Enquanto a água escorria pelo seu corpo, Angel começou a pensar sobre as coisas que estavam acontecendo nos últimos dias. Dante tinha sido a melhor coisa que havia acontecido na vida dela em anos, mas ultimamente ele estava estranho. Ele parecia sempre nervoso, apreensivo. Ele estava escondendo alguma coisa, algo que ele não queria que Angel soubesse. De olhos fechados, a garota levantou o rosto em direção à água que caía sobre sua cabeça, colocando as mãos em volta do pescoço.

-Dante... Você me fez confiar em você... Mas será que você não confia em mim?

–//////--


Dante praticamente não tinha saído do lugar durante toda sessão de treinamento. Ele só precisou trocar a roupa por algo mais comum e estava pronto para qualquer coisa novamente. Mas ele não tirava Angel da cabeça. A garota tinha sido levada ao limite de suas forças desta vez, Dante temia que ela tivesse se machucado. Ele deixou Draco causando seu prejuízo diário na cozinha e se dirigiu ao quarto da moça.

Chegando à porta, aperto o intercomunicador que ficava junto a entrada.

-Sou eu, posso entrar? - A resposta veio com barulho de água correndo ao fundo.
-Pode, só espera eu terminar de tomar banho. - O rapaz entrou no quarto e se espreguiçou na cama de Angel, como se fosse sua própria. Após alguns minutos, o barulho de água parou, e ele se sentou na cama. Angel apareceu na porta de entrada do banheiro secando com uma toalha os cabelos pretos molhados, usando uma camisa comum branca e uma calça cinza que parecia fazer parte de um pijama. - Essas roupas que me dão aqui me fazem parecer uma dona de casa aposentada.
-Pode voltar a usar o avental sexy da ala médica se quiser.
-Ha há. Veio aqui só abusar da minha dignidade ou tem um motivo mais importante?
-Só queria saber se você está bem. Parecia bem acaba lá na sala de treinamento.
-Bem. - Angel deu um suspiro como se estivesse tentando juntar as palavras. - Apesar de suas seguidas tentativas de me matar, estou bem. Um pouco sem forças, mas só preciso dormir um pouco. Mas já que você está aqui, preciso te perguntar algo. Eu sinto que existem coisas que eu deveria saber e que você não quer me contar. Estou certa?
-Sim, existem muitas coisas que se encaixam nessa categoria.
-Por exemplo? - Angel disse isso fazendo um gesto com a mão, indicando para ele continuar a falar.
-A Área 51 é um boato criado pelo governo para esconder essa organização. E os celulares são modelos reprovados de digivices. - Disse Dante, dando seriedade a suas afirmações.
-Agora vai me dizer que as fotos de ovinis que aparecem na internet são fotos de digimons, e que você conhece o abominável homem das neves. - Respondeu Angel, com todo sarcasmo que podia.
-Bem, a maioria dessas fotos são exatamente o que parecem ser: Balões meteorológicos e bolas brilhantes de gás. - Dante deu um sorriso besta. - E o Fred é um cara legal, só é mal compreendido.
-Fred? - Perguntou Angel, levantando uma sobrancelha
-O Abominável Homem das Neves. Na verdade é um Mojyamon, um digimon que vive na neve. - Angel se aproximou e sentou na cama ao lado de Dante, olhando com reprovação para ele.
-Dá pra parar de zoar com a minha cara?
-Tudo isso que eu te falei é sério! - O rapaz respondeu fazendo tom de ofendido em sua voz.
-Tá, pode ser, mas você sabe que não é isso que eu perguntei.
-Não preocupe sua cabeça com coisas desnecessárias, descanse ok? - Dante levantou da cama, mas Angel passou os braços em volta do seu pescoço e colocou o rosto apoiado no ombro dele.
-Você confia em mim? - Ela perguntou, com a voz abafada pelo corpo do rapaz.
-Com a minha vida. - Ele respondeu. Angel o soltou, e ele olhou dentro dos olhos azuis da garota, eles pareciam lacrimejados. Dante odiava a ideia de estar ferindo os sentimentos de Angel.

Ele saiu do quarto sem dizer mais nada.

–//////--


Ele voltou para seu quarto com passos pesados, sentindo o mundo sobre as suas costas. Ao entrar, ele reparou em um pedaço de papel jogado e cima da cama. Era um pequeno bilhete que dizia: “O dia está bonito lá fora, por que não vamos respirar um pouco de ar puro?”

A letra era de Gustavo e Dante sabia o que aquela mensagem significava. Todas as conversas que aconteciam dentro do complexo subterrâneo eram gravadas e monitoradas vinte e quatro horas por dia. Aquele era o código que os dois amigos haviam combinado utilizar quando precisassem conversar sem serem monitorados. Alguma coisa grave havia acontecido.

-Que aconteceu? - Disse Draco, que acabara de entrar no quarto.
-Vamos respirar ar fresco.

Os dois seguiram apressadamente até o hangar de veículos. Lá foram atendidos por um homem negro que parecia entediado.

-Eu vou pegar minha moto de motocross. - Disse Dante ao homem.
-Ei ei, eu preciso ter autorização prévia para liberar um veículo, e preciso ver a sua autorização para deixar a base.
-Calma calma, hoje é meu dia de folga, ninguém vai sentir minha falta. Se alguém perguntar, eu te ameacei com uma faca de cortar pão. - Dante recolheu Draco para dentro do digivice e deu partida na moto vermelha com detalhes brancos. A moto barulhenta passou rapidamente pelos portões assim que eles foram abertos, e seguiu vencendo os obstáculos do terreno árido e cheio de pedras do Arizona. A tarde estava terminando e o vento começava a soprar sem parecer ter saído de uma sauna.

A moto seguiu zunindo e balançando correndo pelo terreno acidentado, até se aproximar de um local onde duas grandes pedras faziam uma sombra extensa. Escondido embaixo das pedras, estava Gustavo andando de um lado a outro impaciente. Dante estacionou ao lado dele e retirou o capacete.

-Você demorou. - Disse Gustavo, sério.
-Desculpa, estava preso no banheiro.
-Isso é muito sério Dante. As noticias que eu recebi não são nada boas.
-Noticias estas que seriam... ?
-É informação confidencial, só o pessoal da parte de pesquisas sabe. É sobre um novo digivice.
-E o que esse novo digivice faz?
-Ele pode prender um monstro nele. Esse monstro pode ser liberado e recolhido de novo de acordo com a vontade do utilizador. Na teoria, ele serviria para capturar mais facilmente os selvagens, mas na prática...
-Você pode usar o digimon de alguém a força.
-Dante, eles vão extrair o Megidramon da Angel.
-Impossível, como eles vão forçá-lo pra fora?
-Você não me ouviu direito – Disse Gustavo, com um riso nervoso. - Eu disse extrair, assim como se tira sangue de uma pessoa. Dante, eles vão arrancar a alma daquela garota do corpo dela.
-Mas isso vai...
-Matá-la, exatamente.
-Mas... mas... - Dante estava desolado. - Eles tinham me dado um ano! Só se passaram seis meses!!
-Eles consideram Angel como sendo um peso morto diante do progresso nulo de vocês dois. Numa reunião secreta da diretoria, eles chegaram a conclusão que ela é inútil. - Inútil. Aquelas palavras cortaram o coração de Dante como uma navalha.
-E quando eles pretendem fazer isso?
-Hoje a noite. - Respondeu Gustavo com pesar na voz. Dante olhou assustado para o sol que praticamente já tinha sumido no horizonte. Ele enfiou o capacete na cabeça com forma, e acelerou com tanta violência que jogou várias pedras para trás.
-Draco, hoje a festa vai rolar a noite toda! - Disse Dante enquanto acelerava a moto até o máximo que podia.
-Haha achei que nunca íamos fazer isso! - Respondeu Draco de dentro do digivice. - Hoje eles vão ver quem é realmente o melhor digimon daquele lugar!

–//////--


Dante saltou da moto assim que entrou no hangar de veículos, deixando a moto cair em qualquer lugar e ignorando o que o encarregado falava.
Ele tentou andar andar normalmente pelos corredores, mas não conseguiu se controlar e em pouco tempo estava dando passos longos e apressados em direção ao quarto de Angel. Sua respiração estava pesada, e ele estava começando a transpirar. Mil coisas passavam pela sua cabeça, mas ele só esperava não ser tarde demais.
Quando ele virou no corredor que dava acesso ao quarto de Angel, teve um sobressalto ao perceber dois homens altos e fardados montando guarda na porta do quarto.

-Pronto para diversão? - Perguntou Dante ao seu digimon.
-Como nunca! - Ele respondeu do digivice.

Dante se aproximou calmamente dos dois homens, dando a entender que passaria direto pelo corredor. Ao se aproximar do primeiro, golpeou a testa dele com toda força que podia usando o capacete como arma. O homem bateu as costas na parede e caiu no chão inconsciente. O segundo segurança apontou uma arma na direção do rapaz, mas Dante atirou o capacete contra a cabeça dele, arrancou a arma que ele tinha na mão e golpeou o nariz do homem com a coronha da arma.

Depois de desacordar os dois seguranças, ele abriu a porta do quarto para encontrar Angel assustada dentro do local.

-Dante, o que está acontecendo?!? Esses dois idiotas me puxaram e me trancaram aqui dentro, disseram que eu não podia sair!
-Não tenho tempo de explicar, vamos embora!
-É melhor arrumar tempo para se explicar então!
-Escuta Angel, ou você sai daqui nesse exato instante ou você morre! - Disse Dante segurando a garota pelo braço. - Vem! Quando eu disse que o futuro dependia de você conseguir controlar Megidramon, eu quiz dizer que o SEU futuro dependia disso!

Ao sair do quarto puxando Angel, ele escutou barulho de passos se aproximando. O ruivo arrancou o digivice do bolso enquanto liberava Draco, que parecia estranhamente empolgado com a situação.

-Faça sua mágica. - Disse Dante. - Da forma como combinamos.
-Roger! - Draco brilhou e se transformou em sua versão maior e azul. Assim que um pequeno contingente de soldados apareceu no corredor, Ele lançou fogo na direção deles para que se afastassem. Dante segurou na mão de Angel e saiu em disparada com ela pelos corredores.
-Por que você não fez o Draco virar aquela forma vermelha com a lança enorme? - Perguntou Angel enquanto corriam. - É a forma mais forte dele não é?
-Examon é muito grande. - Respondeu Dante puxando Angel pela mão. - Draco precisa de mobilidade para executar o plano.
-E o plano seria?
-Ele vai limpar os corredores para que a gente possa seguir em frente. - Quando o rapaz disse isso, quatro soldados acompanhados de digimons em forma de cachorros, dois pareciam um doberman enquanto os outros dois pareciam lobos com pelagem roxa, se posicionaram na frente dos dois. - Droga! Draco!

Um quinto soldado foi arremessado contra os soldados que bloqueavam o caminho dos dois, realizando um strike humano. Draco apareceu voando rapidamente e acertou os quatro digimons com sua cauda, deixando todos inconscientes.

-Você está atrasado!
-Desculpe, apareceram três caras usando Tyrannomons, demorei um pouco para acabar com eles. - Enquanto Draco pronunciava estas palavras, um sinal de alerta começou a ecoar por toda base, e luzes vermelhas começaram a piscar.
-Atenção! Estado de alerta máximo! Fugitivos em fuga, repito, fugitivos em fuga! O agente de codinome KKR8 cometeu crime de alta traição, e está em fuga com o Objeto de Testes 16! O suspeito é considerado armado e perigoso!
-É agora que a coisa fica boa! Vai Draco vai! - O dragão se transformou num borrão azul se movendo em alta velocidade. - Eles esperam que a gente tente sair pelo hangar de veículos, então já devem ter mais de oito mil soldados nos esperando lá.
-Então por onde nós vamos sair? - Perguntou a menina assustada.
-Pelo hangar de aviões. - Respondeu Dante com confiança. - A pista de pouso é nivelada, dá pra sair usando meu brinquedo.
-O por que eles não esperam que a gente saia por lá?
-Por que a porta do hangar é de ferro maciço e pesa umas três toneladas! - Respondeu Dante com confiança. - Eles não esperam que nós sejamos tão idiotas!
-Oh Deus, pelo visto nós somos!

A estratégia de fuga era simples. Draco limpava os corredores derrotando tudo que se colocasse em seu caminho, como se estivesse abrindo passagem até o hangar de veículos. Dante e Angel davam algumas voltas pelos corredores, esperando Draco fazer seu trabalho.
Quando toda a segurança fosse redirecionada para o hangar de veículos, Os fugitivo rapidamente entrariam no hangar de aviões e começariam a fase final do plano.

Draco parecia um rolo compressor em forma de lagarto, esmagando e arremessando qualquer coisa que ficasse em pé na sua frente. Muitos soldados eram derrotados sem nem perceber o que havia acontecido, sendo atingidos subitamente por um digimon voador arremessado pelo dragão azul.

Depois de alguns minutos de porradaria descontrolada, Dante e Angel entraram no enorme galpão que compreendia o hangar das aeronaves, local repleto de aviões que haviam custado milhares de dólares para o governo. Ele puxou Angel até um canto onde havia uma caixa relativamente grande aparentemente esquecida.

-Me ajuda a abrir, rápido! - Dante entregou um pé de cabra para Angel e começou a forçar a lateral da caixa usando outro pé de cabra. Quando os dois conseguiram abrir, Angel viu dentro da caixa uma moto Harley Davidson customizada preta, com a parte interior das rodas em vermelho.
-Desde quando isto está aqui? - Ela perguntou, atônita.
-Um homem prevenido vale por uma uma organização inteira. - Enquanto os dois tiravam a moto de dentro da caixa, um vulto vermelho passou zunindo por eles. Era Draco, agora transformado em Examon. O dragão se dirigiu para a rampa de entrada, que estava fechada pela imensa porta de ferro. O lagarto materializou sua imensa lança e a apontou em direção à porta.
-Avalon's Gate! – Da ponta da lança começaram a ser disparados inúmeros projéteis que se chocavam e explodiam com violência, que fizeram com que Angel cobrisse os ouvidos. Dante posicionou a moto de frente para o portão e fechou a entrada por onde ele, Angel e Draco haviam passado, ignorando o barulho. Ele se sentou na moto, e Angel se sentou logo atrás passando as mãos em volta de sua cintura. Dante acelerava a moto impaciente e Angel olhava apreensiva por cima de seus ombros, enquanto Draco continuava a atacar ferozmente a porta.

De repente, vários carros começaram a sair detrás dos aviões. Uma frota de cerca de vinte veículos, incluindo jipes, carros pequenos para duas pessoas e outros tipos de veículos maiores se posicionaram na frente da motocicleta, impedindo a passagem. A espinha de Dante gelou diante daquela visão, e ele sentiu as mãos de Angel apertarem com força seu peito. Teria tudo acabado ali?

-Draco! - Gritou ele em desespero.
-Ou uma coisa ou outra! Não posso arrombar a porta e cuidar desses inúteis ao mesmo tempo! - Dante sentiu quando suor frio escorreu de sua testa. Os soldados que estavam saindo dos veículos apontavam armas na direção dos dois, liberavam seus digimons e gritavam palavras de ordem. Naquele momento, o ruivo sentiu que ia morrer. Ele fechou os olhos, esperando ser alvejado por uma rajada de tiros vinda de todas as direções, enquanto sentia a cabeça de Angel afundar em suas costas.
-AAAAAAAAAAAH!!! - Ecoou o grito abafado da menina. Ela apertava o peito de Dante com tanta força que agora ele tinha dificuldade de respirar. O rapaz foi forçado a abrir os olhos, para ver que todos os soldados estavam horrorizados e todos os digimons tinham medo estampado em suas faces. Megidramon, o grande dragão demoníaco, agora pairava imponente sobre as cabeças do casal na motocicleta. Dante olhou para ele com receio por alguns segundos, mas subitamente o monstro se lançou num ataque.

Com velocidade impressionante, o monstro chocou suas enormes garras contra tudo aquilo que estava no centro da barreira, atirando veículos, digimons e soldados tão longe quanto estes puderam voar. O dragão serpente então deu um rugido tão poderoso que causou uma onda de choque, jogando os soldados para trás. Agora no meio da fileira de carros dividida em duas, ele levantou o primeiro carro e o arremessou com tanta força contra o carro da frente que este atingiu mais três carros, arrastanto soldados e digimons junto com ele.
Megidramon então atacou os soldados com um poderoso jato de fogo que saia de sua boca, estes que bateram em retirada junto com seus parceiros digimons.

-É monstruoso demais! - Gritou um deles enquanto tentava salvar sua vida.
-É literalmente um demônio! - Gritou outro, correndo o máximo que podia para longe do lagarto com sede de sangue. Dante observou toda aquela cena, impressionado com o tamanho da destruição causada por aquele ser assustador. Megidramon olhou diretamente nos olhos de Dante e desapareceu no ar, deixando um grande espaço na extinta barreira de carros.

Um grande estrondo ecoou por todo hangar enquanto as portas explodiam, lançando grandes pedaços de metal no deserto. Dante acelerou a moto ao máximo que podia, passando rapidamente pelos destroços dos veículos e voando por cima dos escombros da porta. A moto realizou um salto quando saiu da rampa, aterrissando na pista de decolagem e seguindo em alta velocidade.

-Yaaahooo!!! - Gritava o piloto ruivo enquanto a moto corria pela pista de decolagem. - Isso foi demais!
-Emoção demais pro meu pobre coração. - Disse Angel, respirando aliviada, ainda abraçada ao peito de Dante.
-Só mais uma coisa. - Disse o rapaz tirando o digivice do bolso. Ele olhou para ele por uns segundos e o arremessou longe, com toda força que tinha.
-Ficou maluco!?! E o Draco?!? - Dante deu um sorriso enquanto tirava um segundo digivice, desta ver preto e dourado, e o balançava na frente do rosto de Angel.
-HAHA quero ver nos encontrarem agora! - Disse Draco, voando por cima das cabeças do casal.
-É informação demais pra mim... - Respondeu Angel.
-Vamos lá Draco, ao infinito e além! - O dragão vermelho segurou a moto com as mãos, e saiu voando pelo céu sem nuvens carregando Dante, Angel e a motocicleta secreta.

Continua...

Eu disse que sou megalomaniaco xD

Comentem aí o/

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Re: Digimon Truth

Mensagem por dmem4e em Qui Set 29, 2011 4:03 pm

MEGALOMANIAQUICE E QUE E FTW!!! \o/
this is foderoso!! tou a gostar imenos de ler esta fic! *.* ate ja virei fa da dupla dante e draco! dupla insanamente imbativel! auahuahuahuha
a parte mais win foi o resgate... esta gente do tribunal gosta de se mostrar superior, e mts vezes sem pensar nas coisas na pratica... o heroi teve que salvar a donzela em perigo e um classico que cai sempre bem, especialmente se tem digimons fodoes que nem o examon ou o megidramon a mistura!! *.* btw... digivice novo fodao que ele tem LOL

VENHA MAIS!! *.*

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Rayana Wolfer em Qui Set 29, 2011 5:46 pm

PQP, que coisa épica. xDDD Dante e Draco são uma espécie de Masaru e Agumon versão melhorada! UHEAIUHAEUIH WIN!!

Mas mais do que o registo OVER 9 THOUSAND, a escrita continua tão fluída e original como sempre! Sabe bem ler algo assim refrescante para variar! E ao contrário de 99% das fics originais, que me aborrecem, esta entrou a matar logo de cara e puxou interesse logo do começo.

Angel lembrou-me uma certa personagem de outra série... #COUGH Talvez por isso, gostei ainda mais dela. xDD
Outro ponto a favor: os diálogos, tão fluídos quanto as descrições.

Dragon, continua! Tou curiosa para ver onde isto vai dar! lol

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Qui Set 29, 2011 8:06 pm

Megalomania ao extremo! Me gusta muito Razz , hehe. Bom, sobre a 2ª parte da fic, tenho a dizer que está ainda melhor que a 1ª parte, as cenas de luta ficaram incríveis, e o Megidramon salvando a pele deles no final foi win! Haha! Gostei de vários trechos, mas se fosse comentar cada um deles, o comentário ficaria enorme Embarassed . Aguardando ansiosamente pelos próximos capítulos bounce .

Bom, de sugestões, acho que seria interessante colocar alguns momentos mais cômicos, daria um tempinho pra respirar entre uma luta e outra Very Happy , no mais, tudo excelente. Parabéns! o/

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Sir Dragon em Seg Nov 07, 2011 9:58 pm

@Maf: Eu inventei o digivice dourado antes de Xros Wars e você está de prova HAUAHUAHUAH Anyway, que bom que gostou xDD

@Ray: É uma versão mais inteligente do Masaru HAUHAUAHUAAH E que bom que gostou Ray, estou me esforçando para fazer algo que seja realmente novo e criativo xD E a Angel virou minha preferida dos personagens que eu já criei xD

@TK: Esse capítulo tem menos luta, acho que vai dar para respirar xD E tomare que eu continue melhorando @_@

Bem, aqui está o capítulo depois de mais de um mês o/ Eu pessoalmente achei que a escrita dele ficou meio inconsistente, por que eu escrevi ele num espaço de tempo muito longo. No meio ele fica extremamente formal, e pro final ele perde toda formalidade xD Mas vamos ver o que vocês acham o/ Qualquer referência a memes não é mera coincidência.

Capítulo 3 – Live free or try hard

Draco carregou a moto e os dois humanos enquanto sobrevoava a fronteira com o estado do Novo México, só parando ao chegar na fronteira com o Texas. O digimon voltou a sua forma pequena e se recolheu dentro do dispositivo digital que Dante carregava no bolso. A organização não tinha a capacidade de rastrear Draco especificamente, mas um digimon atravessando três estados em alta velocidade chamaria atenção. Agora eles precisavam ser discretos.

Deitado numa cama de um pequeno hotel a beira da estrada, no interior do Texas, Dante repassava mentalmente os fatos. Ele não pretendia fugir das instalações subterrâneas tão de repente, mas a situação agora era irremediável. Os rostos dele e de Angel a esta altura estavam em todos os bancos de procurados do país. Draco, que havia ficado cansado depois de tanta diversão descansava dentro do digivice preto e dourado, onde não poderia ser rastreado. Angel estava no quarto ao lado, provavelmente dormindo também. Pela primeira vez depois de muito tempo, Dante sentia a desolação de estar sozinho e perdido no mundo. A vida daqui para frente não seria nada fácil, a luta pela sobrevivência estava apenas começando.

As divagações do ruivo foram interrompidas por algumas batidas rápidas na parede fina, vindas do outro quarto. Dante achou que estava ouvindo coisas, mas quando elas se repetiram ele rapidamente se levantou para prestar atenção.

-Você está acordado? - Soou a voz doce de Angel, abafada pelas paredes finas de material pouco confiável. - Não consigo dormir.
-Nem eu – Respondeu Dante. - Imagino que pelo mesmo motivo. Quer conversar?
-Claro. - Dante saiu de seu quarto como se não quisesse acordar uma criança. Que idiotice pensou ele, era óbvio que Draco não ia se incomodar pelo barulho da porta. Ele foi até a porta do quarto de Angel e deu três batidas rápidas. A aparência da garota era cansada quando ela o atendeu, ela claramente não estava acostumada a esse tipo de ação. Os dois se sentaram na cama com espaço para uma pessoa, um de frente para o outro. - O que vamos fazer agora Dante?
-Vamos fugir do país. Aqui nós entramos na lista dos mais procurados da américa, em outros países nós sequer existimos. - Respondeu Dante sem exitar. - Eu tenho um contato na Flórida que trabalha com imigração ilegal, ele vai nos ajudar.
-Parece que você tinha tudo preparado com antecedência. Quer dizer, aquela moto não se materializou sozinha.
-Eu sempre soube que um dia eu teria que fugir daquele lugar, só não imaginava que ia entrar outra pessoa no plano. - Respondeu Dante sorrindo. - Um dia eles iriam querer transformar Draco na cobaia de laboratório numero um deles.
-Depois que eles terminassem de brincar com a garota demônio né. - Disse Angel em tom sarcástico. - Você nunca me contou sua história com Draco. Por que ele é especial?

Dante se esticou na cama, colocando as mãos atrás da cabeça e se acomodando, como se fosse começar uma história muito longa.

-Acho que agora podemos conversar em paz. Bem, o Draco é o que se pode chamar “puro sangue”. Ele é um digimon nascido no mundo digital, que viveu naquele mundo antes de me conhecer. - Dante passou a falar em tom sério, fazendo questão que Angel entendesse a gravidade da situação. - É hora de você entender com quem estamos lidando. O local onde estávamos e que eu trabalhava é uma organização sem nome, sem registros, sem rastros e sem evidências que apenas os altos escalões do governo tomam conhecimento. Nosso trabalho era controlar incidentes envolvendo digimons por todo EUA. Tecnicamente, eramos os bonzinhos. Agora, o pessoal do qual eu te salvei, aqueles são os loucos de verdade. São uma facção terrorista chamada Digital Hazard, que encaram os digimons como a maior ameaça já sofrida pela humanidade. Os planos deles incluem a total erradicação dos digimons e de seu mundo. Um dia interceptamos uma comunicação codificada dizendo que estariam transportando uma nova arma, e foi aí que nos conhecemos. Nesse exato momento, os dois estão atrás de nossas cabeças.
-Aventura para uma vida toda! - Respondeu Angel tentando demonstrar excitação. - Pelo menos temos a esperança que os dois se batam até a morte e nos deixem em paz.
-Não é uma hipótese que eu descartaria. Mas voltando ao assunto de como eu conheci Draco, os meus pais faziam parte da Digital Hazard. Eram um casal de cientistas trabalhando em uma forma de abrir um portal para o mundo dos digimons, com o objetivo que você já deve imaginar. O que eles não sabem, é que meus pais conseguiram abrir o portal. - Dante fez uma pequena pausa e respirou profundamente. - Eu passei toda minha infância dentro das instalações da Digital Hazard, brincando entre experimentos e vendo digimons sendo usados como cobaias. Uma noite, enquanto eu esperava meus pais terminarem o novo projeto deles, uma especie de portal se abriu bem na minha frente. De dentro dele, saiu um pequeno ser parecido com um dragão que não tinha braços nem pernas. O portal dos meus pais tinha funcionado, e aquele pequeno digimon passou por ele. O dragãozinho se identificou como Petitmon. Ele disse que estava fugindo de um digimon extremamente forte e perigoso que estava atacando o local onde ele vivia e no meio do caos entrou no portal.
-Quer dizer então que você só encontrou o Draco por causa dos seus pais?
-Exatamente. Se eles não tivessem conseguido abrir o portal naquela noite provavelmente Draco teria morrido em seu mundo e eu provavelmente estaria até hoje na Digital Hazard.
-E depois disso? Draco apareceu no meio de uma organização terrorista e..? - Angel expressava extrema curiosidade na voz.
-Calma calma, o contador de histórias aqui sou eu. Com muito choro e muita pirraça eu convenci meus pais a não entregar Draco, na época Petitmon. Para mim digimons eram bichos de estimação. Mas o inocente Petitmon mudou a forma como meus pais viam os digimons. Ele não era uma ameaça, de forma alguma, e meus pais começaram a questionar a ideologia da facção. Mas havia um problema, Petitmon ficava cada vez maior e mais forte graças ao meu espirito e em pouco tempo não daria mais para escondê-lo. Meus pais então criaram o digivice preto e dourado que você viu, que é capaz de ocultar completamente a presença do Draco. Mas já era tarde demais, meus pais foram intimados a comparecer numa audiência com a alta cúpula da DH, eles sabiam que daquela reunião eles não retornariam. Na noite anterior eles destruíram cada pequeno pedaço da pesquisa deles, incendiaram o laboratório e me esconderam num caminhão de lixo para fugir dali. Depois desse dia eu nunca mais os vi. - Uma lágrima furtiva rolou pelo rosto do ruivo. Era a primeira vez que Angel escutava a história de Dante e também se sentiu emocionada. A garota enxugou a pequena lágrima teimosa com a ponta dos dedos e sorriu docemente para o rapaz.
-Não se preocupe, eu sei como é.
-Petitmon evolui para Dracomon poucos dias depois. Eu comecei a chamá-lo de Draco quando ele me disse que cada vez que evoluísse ele mudaria de nome. Seriam muitos nomes para se lembrar. O resto, é história. - Dante endireitou o corpo e sentou na beirada da cama, preparando para se levantar. - Acho que depois dessa bela história você consegue dormir e sonhar com pôneis cor de rosa.
-Obrigado por ter vindo me fazer companhia. - Disse Angel passando o dedo pelos cabelos vermelhos do rapaz. Ela deu um beijo na bochecha de Dante. - Agora volta pro seu quarto, antes que comecem a falar sobre a gente.

O rapaz voltou para o seu quarto caminhando sobre as nuvens, e dormiu tranquilo como um bebê.

–//////--


Em uma loja de roupas um rapaz de cabelo preto e olhos verdes sentava impaciente numa poltrona de frente a um provador. Ele parecia estar cansado de esperar quem quer que seja sair da cabine de roupas.

-Ei, você vai demorar muito ainda? - Disse ele apoiando o cotovelo no braço da cadeira e deixando o queixo cair sobre a palma da mão aberta.
-Quase saindo já! - De dentro do provador saiu Angel em trajes completamente novos. Ela estava vestindo calças de couro, botas de cano alto, camiseta vermelha e jaqueta jeans de cor escura. - E então, o que acha?
-Agora sim você vai passar despercebida! - Respondeu o rapaz com certo sarcasmo.
-Fala sério Dante, você só queria me ver usando calça de couro. Era realmente necessária essa produção toda? E por que você mudou a cor do seu cabelo? Eu gostava tanto.
-Se você estiver procurando por um motoqueiro ruivo, você tem uma descrição bem exata. Agora, se você está procurando por um homem de cabelo preto, alto e de pele branca, você está procurando por metade da população dos estados unidos. Você usando essas roupas, nós parecemos um casal qualquer em viagem. Antes parecia que eu tinha ajudado uma adolescente maluca a fugir de casa.
-Meus pais nunca vão te perdoar!
-Eles vão quando souberem que eu salvei sua vida. - Brincou Dante enquanto se levantava e seguia para o caixa. Ele tirou um maço de dinheiro do bolso e entregou para o dono, logo após indo embora com Angel.
-Eu não sabia que você tinha tanto dinheiro assim.
-Eu tenho muito mais dinheiro do que você pode colocar numa única conta de banco. - Disse Dante com um leve sorriso.
-Dá pra você falar sério por um minuto?
-Eu já disse, eu estava me preparando para esse dia há anos! Tenho pilhas de dinheiro guardadas em vários bancos ao redor do mundo, em várias contas diferentes. Não podemos nem sequer sonhar em usar outra coisa que não seja dinheiro vivo, então eu fiz um bom estoque.
-Me sinto andando com um criminoso profissional.
-Criminoso não, profissional sim. Agora veja bem Angel, nos temos que chamar o mínimo de atenção possível. Isso significa que se virmos um lugar que parece ter dinheiro para ter câmeras de segurança, vamos passar direto. E também que você precisa controlar suas emoções.
-Quer dizer que o pobre Megy não vai poder sair pra respirar ar fresco? - Brincou Angel.
-Megy? - Perguntou Dante, levantando uma sobrancelha.
-O que, não posso dar nome pro meu digimon?
-Se isso te deixa feliz garota demônio, o que eu posso fazer?
-E te catar, você vai?
-Depois, vamos almoçar agora. - Dante e Angel entraram num pequeno restaurante. Por um instante Dante imaginou como seria ter uma vida normal. Conhecer Angel em circunstâncias menos drásticas, viajar por aí apenas por diversão e não para salvar suas vidas. Após algum tempo, o rapaz concluiu que seria um tédio.

–//////--



Dois dias após, evitando os grandes centros urbanos, os fugitivos se aproximavam da fronteira com a Louisiana. Os dois entraram em uma cidade de porte médio, onde poderiam comer e descansar. Angel queria tomar banho, e Draco reclamava a cada cinco minutos que estava morrendo de fome. O grupo então se separou para buscar os objetivos. Angel iria tentar encontrar um hotel para repousarem, enquanto Dante procuraria um restaurante discreto para que eles pudessem fazer uma refeição.

A garota andou a esmo por alguns minutos pelas ruas da cidade. Angel estava atordoada, era a primeira vez em muito tempo que ela experimentava a sensação plena de liberdade, ou pelo menos a impressão dela. Enquanto ela caminhava distraidamente, pensamentos começaram a inundar sua cabeça, coisas que ela nunca tinha pensado antes. Será que ela teria que fugir pelo resto da vida? Mais importante, será que ela ficaria para sempre junto de Dante e Draco? Ela com certeza apreciava a companhia dos dois, mas aquele questionamento fazia com que ela pensasse em Dante de outra forma. O ex-ruivo mexia com os sentimentos dela, quando estava ao lado dele era sempre como se ela estivesse voltando a vida depois de experimentar até onde a crueldade e devassidão humana poderiam chegar. Mas ao imaginar o seu corpo indo de encontro ao do rapaz, os seus lábios tocando os dele, um arrepio percorria a espinha de Angel. Ela ainda tinha cicatrizes muito profundas de tudo aquilo que vivenciou. Aos poucos ela tentava quebrar essas barreiras, com um abraço, um pequeno beijo na lateral do rosto, pequenos gestos de carinho. Confortava seu coração pensar que Dante a enxergava com os mesmos sentimentos, e não a olhava como um pedaço de carne.
Será que todo o carinho que o rapaz já demonstrara anteriormente por ela era a forma que Deus encontrara para pagar por tudo que ela já havia sofrido?

De repente as divagações de Angel foram interrompidas por algo que chamava sua atenção. Em uma esquina, num pequeno estacionamento de carros, um barulho estranho e insistente destoava com os sons da cidade. Um chiado estranho, como de um bater de asas insistente, do tipo de insetos fazer ao ficarem presos em um vidro ou uma porta.
A garota atravessou a rua e se aproximou do lugar, tentando identificar a origem do som. Estranhamento, o barulho parecia estar vindo do nada. Angel caminhou até o centro do espaço, onde parecia ter ficado logo abaixo da fonte do barulho. Repentinamente, um buraco se abriu no ar, grande o bastante para um ônibus passar por ele. Assustada, a jovem correu e se escondeu atrás de um carro, poucos instantes antes de dois insetos de proporções monstruosas serem arremessados do portal.

-É o cúmulo da falta de sorte! - Pensou Angel tentando não fazer nenhum movimento que pudesse denunciar sua localização. Os dois digimons, um parecendo uma abelha gigante, e o outro um besouro vermelho com grandes presas, se encaravam ferozmente. Angel sentiu uma gota de suor frio escorrer pelo seu rosto, enquanto seu coração começava a bater tão forte que parecia querer saltar do peito. - Se controla! Se controla! Megidramon não pode causar o caos aqui! Lembre-se do que Dante disse!

Enquanto Angel repetia mentalmente estas palavras, ela escutou os pedestres horrorizados com as aparições. Alguns saíram correndo imediatamente, outros pareciam querer ver o desfecho do embate.

-Que tipo de bruxaria é essa?!? - Perguntou um homem parado na calçada.
-Santa mãe de Deus! - Exclamou uma mulher enquanto tirava os óculos escuros, para poder enxergar melhor.

A tensão no ar foi cortada quando a abelha avançou ferozmente contra o besouro. O digimon abelha lançou seu ferrão na direção do besouro como se fosse um arpão. O besouro vermelho desviou, e o arpão acertou um táxi que passava pela rua, destruindo o assento traseiro.
Quando o motorista finalmente conseguiu sair do carro, todos os pedestres em volta já haviam corrido, gritando desesperador. Alguns gritavam que eram as bestas do apocalipse, outros que eram aliens assassinos. Mas nenhum deles quis esperar para descobrir.

Quando os dois insetos levantaram voo trocando golpes e ferroadas, Angel achou seguro sair de seu esconderijo. Do meio da rua, ela teve uma visão clara dos dois digimons lutando no céu, voando desengonçadamente como duas mariposas tentando alcançar uma lampada. Angel simplesmente não sabia como reagir a aquela situação.


–//////--



Dante estava acostumado a chamar a atenção por onde quer que andasse, com seu chamativo cabelo vermelho. Era engraçado passar despercebido no meio de tantas pessoas atarefadas com seus afazeres, ele tinha certeza de que se um policial perguntasse por ele naquela cidade todos iriam responder que nunca tinham visto seu rosto antes. No final do que parecia ser uma avenida, o rapaz localizou o que parecia ser uma lanchonete, perfeita para o seu propósito de comprar comida sem ser flagrado em alguma câmera indiscreta.

Ele caminhou tranquilamente em direção ao seu objetivo, até que começou a perceber uma movimentação estranha. As pessoas que passavam por ele não pareciam mais distraídas por suas preocupações, elas estavam assustadas e tentando fugir de alguma coisa.

-É um monstro! - Exclamou uma mulher que passou correndo por ele.
-Oh Deus, será que Angel arrumou confusão? - Ele falou se voltando para tentar entender de onde vinha o fluxo de pessoas.
-Me deixe sair, posso seguir o cheiro dela! - Disse Draco de dentro do digivice. Nesse momento, dois enormes insetos passaram voando sobre as cabeças deles, fazendo barulho como se fossem dois helicópteros.
-Acho que não será necessário. - O rapaz começou a perseguir os dois alegres insetos barulhentos. Talvez não fosse a atitude mais sensata, mas Dante estava cansado de monotonia.


–//////--



Os digimons voavam mais rápido do que Angel conseguia acompanhar. O fato de não seguirem um traçado exato só deixava a perseguição mais divertida ainda. Por um momento a garota se perguntou que tipo de idiota ela era, para estar correndo sem rumo atrás de dois monstros voadores. Decidiu pensar nisso depois.

Os dois digimons seguiram para uma pequena área residencial com casas feitas de madeira. Logo que começaram a sobrevoar o local, as pessoas se dispersaram. Agora eram apenas os digimons disputando seja lá o que for que digimons precisem disputar, e a pequena intrusa observando a batalha.

Quando o digimon abelha voou por sobre a cabeça de Angel, o besouro vermelho notou sua presença e começou um rasante em direção da moça. O monstro se aproximava mais e mais, e Angel sentiu como se Megidramon estivesse enfurecido, lutando para ser liberado. E talvez essa fosse a única opção... Angel estava a ponto de relaxar e deixar o réptil voador fazer o trabalho, quando um borrão azul agarrou o besouro vermelho e o arremessou em direção ao céu.

-São apenas um Kuwagamon e um Flymon, você não deve ter problemas com eles em sua forma de Coredramon. - Soou a voz familiar. - Mas não use nenhum ataque especial, não vamos arriscar colocar fogo nas casas.
-Roger! - Respondeu Draco, avançando contra o Kuwagamon.
-O que você está fazendo aqui? Tentando se suicidar em grande estilo? - Perguntou Dante se aproximando rapidamente de Angel.
-Tive o pressentimento que te encontraria por aqui. - Respondeu ela, ainda tentando controlar suas emoções. - Achei que você os seguiria também. O que aconteceu com “nada de digimons enquanto estivermos fugindo”?
-Se tem uma coisa que eu aprendi no meu trabalho, é que humanos morrem muito mais facilmente que digimons. - Dante respondeu com seriedade, eram raros esses momentos. - eu não me perdoaria se esses digimons machucassem alguém, sendo que eu poderia impedi-los facilmente. Não sei quanto tempo vai demorar para agentes da organização chegarem até aqui.
-A honra de um soldado. - Brincou Angel. A presença de Dante de certa forma a trazia conforto. Aquela era a primeira batalha real contra digimons selvagens que ela presenciava.

Draco estava voando por cima de Kuwagamon. O dragão azul investiu contra o besouro vermelho em grande velocidade, acertando a cauda no corpo do inimigo. Kuwagamon perdeu altitude até chegar ao chão, e ao mesmo tempo Draco aterrisou com força nas costas da barata mutante. O digimon dragão agarrou as duas pinças em forma de tesoura de Kuwagamon e as arrancou, usando-as como espadas e as enfiando na cabeça do inimigo. Kuwagamon deu um guinchado estridente e se desfez em dados, deixando um pequeno ovo no lugar.

-Dante cuidado! - Ao se virar para seu parceiro, Draco percebeu que Flymon avançava contra os dois humanos pelas costas, aproveitando a distração de todos os envolvidos na batalha. Draco começou a voar com toda velocidade que tinha na direção de Dante e Angel, tentando interceptar o digimon que os atacava, mas era tarde demais. Flymon estava a poucos metros dos dois.

Pouco antes de Flymon poder atingir qualquer um dos dois humanos, Megidramon apareceu como um relâmpago, acertou o que pareceu ser o tapa mais forte do mundo no digimon abelha e desapareceu imediatamente como um fantasma. Flymon voou como um meteoro, provocando um enorme estrondo ao atingir um carro estacionado no meio fio e explodindo em dados com o impacto, deixando outro ovo no lugar.

-Wow o que foi isso?!? - Perguntou Dante assustado olhando para trás.
-Er... Acho que Megy usou um mata moscas gigante naquele ali. - Disse Angel atônita, apontando na direção do carro que agora estava totalmente destruído.
-Caramba, já estou devendo duas para esse cara! - Disse Draco se aproximando dos humanos, enquanto voltava a ser Dracomon.
-Angel, você sabe o que essa nossa pequena aventura significa não é? - Perguntou Dante a garota que ainda estava meio assustada.
-Hmm... Que nós temos que correr para as colinas. - Respondeu Angel. - Caramba, um tiro de bazooka teria sido mais delicado.
-Eu acredito que nesse exato momento a organização está mandando cada agente disponível para este lugar, precisamos sair rápido daqui. A partir de agora eles vão estar tão na nossa cola que vamos sentir a respiração deles nos nosso ouvidos.
-Bem, vamos fazer com que isso aconteça apenas na sua imaginação e vamos sair daqui logo então?
-Dante, eu ainda não comi nada!! - Disse Draco deitando no chão, fingindo desmaiar de fome.

E assim os três fugitivos se puseram na estrada de novo, embalados pela trilha sonora dos roncos da barriga de Draco.

Continua...

É isso aê galerë comenta aí o/ A participação do Megidramon foi reduzida por que o Atacama estava cobrando um cachê muito caro

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Re: Digimon Truth

Mensagem por Takuya em Ter Nov 08, 2011 5:00 pm

Ahh, gostei, e não achei inconsistente. Continuou bem a história dos 2 primeiros capítulos, tá tendo um desenvolvimento bacana, e a história tá ficando mais e mais interessante Very Happy . E sem contar os trechos impagavelmente engraçados, como esses aqui:

Alguns gritavam que eram as bestas do apocalipse, outros que eram aliens assassinos. Mas nenhum deles quis esperar para descobrir.


Agora eram apenas os digimons disputando seja lá o que for que digimons precisem disputar, e a pequena intrusa observando a batalha.


Draco estava voando por cima de Kuwagamon. O dragão azul investiu contra o besouro vermelho em grande velocidade, acertando a cauda no corpo do inimigo. Kuwagamon perdeu altitude até chegar ao chão, e ao mesmo tempo Draco aterrisou com força nas costas da barata mutante. O digimon dragão agarrou as duas pinças em forma de tesoura de Kuwagamon e as arrancou, usando-as como espadas e as enfiando na cabeça do inimigo. Kuwagamon deu um guinchado estridente e se desfez em dados, deixando um pequeno ovo no lugar.


Pouco antes de Flymon poder atingir qualquer um dos dois humanos, Megidramon apareceu como um relâmpago, acertou o que pareceu ser o tapa mais forte do mundo no digimon abelha e desapareceu imediatamente como um fantasma.


-Wow o que foi isso?!? - Perguntou Dante assustado olhando para trás.
-Er... Acho que Megy usou um mata moscas gigante naquele ali. - Disse Angel atônita, apontando na direção do carro que agora estava totalmente destruído.


E como assim, o A7ac4ma tá cobrando tão caro assim pra liberar o Megidramon? Que presepada é essa? Faz um desconto aí, ou parcela ao menos Suspect -q

Esperando pelo próximo capítulo, espero que saia antes do Natal Razz .

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