Digimon Truth
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Re: Digimon Truth
meu! isso é tão FODA! *.* o megi é um must a ownar tudo e todos, sou fã!! xD
eu sabia que o dante não podia morrer, ele é foda demais para morrer tão depressa! xDD
a aparição aqui da resistência foi mt win para entender melhor a sam e o gustavo que, antes, pareciam ter saído do nada paraum SUPRISE BUTTSEX os confrontar e agr tudo pareceu bem mais óbvio xD
MAS, o que me matou mesmo... FOI O FIM! TT.TT QUE COISA LINDA ESSE FINAL! descobri o lado sensível e fofinho do dragão da américa do sul! auahauhauahuahua e me gusta! ;D
VENHA LOGO O PRÓXIMO, A JE NAM AGUENTA! T.T
eu sabia que o dante não podia morrer, ele é foda demais para morrer tão depressa! xDD
a aparição aqui da resistência foi mt win para entender melhor a sam e o gustavo que, antes, pareciam ter saído do nada para
MAS, o que me matou mesmo... FOI O FIM! TT.TT QUE COISA LINDA ESSE FINAL! descobri o lado sensível e fofinho do dragão da américa do sul! auahauhauahuahua e me gusta! ;D
VENHA LOGO O PRÓXIMO, A JE NAM AGUENTA! T.T

dmem4e- Baby 2 (Younenki II)

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Localização: NOUTRA DIMENSÃO!
Re: Digimon Truth
THIS
Finalmente li tudo xD
Bom cara achei beeeem legal. Bem legal mesmo. Por mais que toda a história seja bem previsível, é de certa forma reconfortante ter as expectativas nutridas conforme a leitura avança. As lutas estão sendo bem narradas, e isso é um ponto forte da fic, muitas questões ficaram em aberto, visto que a cada resposta você cria mais umas três perguntas, mas esse suspense também é rox, e me faz querer mais hahaha
Sem dúvida é a unica fic com personagens originais que eu já tenha apreciado. Muito bom!
Finalmente li tudo xD
Bom cara achei beeeem legal. Bem legal mesmo. Por mais que toda a história seja bem previsível, é de certa forma reconfortante ter as expectativas nutridas conforme a leitura avança. As lutas estão sendo bem narradas, e isso é um ponto forte da fic, muitas questões ficaram em aberto, visto que a cada resposta você cria mais umas três perguntas, mas esse suspense também é rox, e me faz querer mais hahaha
Sem dúvida é a unica fic com personagens originais que eu já tenha apreciado. Muito bom!

Petyr Baelish- Baby 2 (Younenki II)

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Re: Digimon Truth
Quero pedir desculpas a todos pela demora ^^' Eu passei por um processo de mudança em minha vida. Mudei de cidade, comecei a faculdade... Precisei de um tempo para me adaptar a nova rotina. Só acho que esse tempo demorou demais hauahahauh Bem, aí está. Acho que é o maior que escrevi até agora, enjoy o/
Capítulo 7 – Mr Anderson
Dante e Miguel caminhavam pelos corredores do esconderijo secreto após o apagar das luzes. Apenas algumas luzes no teto davam uma fraca iluminação, suficiente para alguém que quisesse andar pelos corredores à noite, mas que deixava tudo com o clima sombrio de um filme de suspense. Os dois discutiam os rumos que o mundo tomaria de agora em diante, o momento chave estava chegando.
-Então quer dizer que a Digital Hazard planeja uma espécie de atentado terrorista em Nova York? – Perguntou Dante puxando uma cadeira e se sentando perto de Miguel.
-Si señor, mas ainda não sabemos o que esses pendejos estão pensando.
-Todos os ataques hostis acontecem nessa cidade, é impressionante. Aliens, terroristas, seres dimensionais, acho que eles vão pra lá passar férias e causam o caos no processo.
-Bem, se quer provocar um evento que ganhe proporções mundiais. – Disse Miguel ainda rindo das comparações de Dante. – Este és el local perfeito para isso. Mas claro, nós vamos contra-atacar.
-Como exatamente?
-No dia em que estes cabróns planejam agir, nós vamos agir antes. É uma pequena peripécia que tengo planejado por meses. Primeiro vamos começar a soltar na internet todo tipo de informação sobre digimons, sobre a DH e sobre as organizações que temos armazenado por anos. Uma vez na rede, essa información no poderá más ser silenciada. – Miguel fez uma pequena pausa com um sorriso de satisfação. – Em uma hora determinada, nossos agentes com digimons espalhados por todo globo vão começar a sair das sombras e fazer aparições públicas. Mi amigo, agora entra a parte más ambiciosa: Vamos invadir los sistemas locais de televisão e enviar imagens na tela produzidas por nós, ao vivo, de cada grande centro urbano onde conseguirmos posicionar um hombre. Tudo isso de forma coordenada.
-Isso é bem... Ambicioso. Mas não se apoiaria em uma base muito fraca? – Perguntou Dante desconfiado.
-Amigo, teremos la populación ao nosso lado! Se conseguirmos fazer com que el povo simpatize com nossa causa, la fuerza más poderosa do mundo estará ao nosso favor. Governos, espiões, agentes secretos, nem a MIB poderá silenciar la populación del mundo inteiro. Nuestra intención não é mostrar quanto conhecimento temos ou quanto sabemos, si mostrar para la populación a informação que não querem que eles saibam.
-Uma espécie de Revolução Francesa em escala global...
-Exato! E se ainda sim eles quiserem nos dar algum regalo, eu, você e a señorita Angel vamos estar lá para mostrar nuestra hospitalidade.
-Agora sim você falou minha língua hahaha – Dante parecia se divertir com o plano de seu amigo. – E quando exatamente isso vai acontecer?
-Dentro de três meses, no exato dia em que eles planejam fazer o atentado. Consegue ficar inteiro até lá?
-É tempo suficiente. Mas por que arriscar tanto e agir exatamente no mesmo dia? Não poderíamos fazer isso sei lá... Semana que vem?
-Ah, só para trollar eles um pouco. Além disso, teremos um convidado especial em nuestra festa.
-Quem seria essa pessoa tão importante?
-La Señora Eva Dumont. Ela é el caso mais antigo que se tem registrado de um humano ligado a um Digimon. Señora será nuestra porta-voz nessa causa. Mas ela está mantida sob custódia de las autoridades canadenses. Esses três meses serão necessários para orquestrar uma fuga. Nosotros seremos los guarda-costas dela após isto e a levaremos a Nova York.
-Adoro seu jeito de pensar. Ok então, a operação “Pílula Vermelha” começa em três meses.
-Haha gostei do nome!
Era uma típica noite fria canadense, onde o vento vindo do norte soprava sobre as copas das árvores fazendo com que elas se balançassem num balé sincronizado.
Nesse cenário, uma figura cruzava velozmente as estradas, rompendo a sinfonia do barulho do vento com o ronco de uma moto de corrida. A moto preta era pilotada por alguém vestindo um macacão de couro preto, que usava um capacete preto que cobria completamente o seu rosto.
A moto seguiu em velocidade até encontrar um posto policial escondido entre as árvores, de onde um oficial já acenava ordenando que ele parasse. A moto desacelerou e parou a poucos metros do policial.
-Vou ter que pedir que o senhor dê meia volta, apenas pessoal autorizado a partir desse ponto. – Disse o oficial. O ser da moto tirou o capacete num gesto espalhafatoso, revelando longos cabelos ruivos. Logo após abriu o zíper que estava fechado até o pescoço revelando um decote matador, e penetrou até na alma do policial com vibrantes olhos azuis. O pobre homem ficou automaticamente desconcertado.
-Mas nem se eu pedir com jeitinho? – Disse ela apoiando o capacete no corpo da moto.
-Ah-eh bem hmm... Se no caso você tiver uma autorização, pode seguir em frente.
-Eu não tenho nenhuma autorização, mas se você quiser me dar uma – Disse a moça dando uma piscada na direção do policial. – Sou apenas uma viajante que não é desse país viajando por estradas que não conhece. Pensei que poderia usar essa estrada para chegar à cidade mais próxima.
-Er.. Não senhora, sem autorização não pode passar. – Disse o homem ficando corado.
-Não tem nada que eu possa fazer para você me deixar passar? – Disse ela inclinando o corpo para frente, tornando o decote mais visível. O oficial da policia sentiu um arrepio percorrendo todo seu corpo. Não era todo dia que algo assim acontecia.
-Não senhora, infelizmente não.
-Então será que você pelo menos poderia me informar como chegar na cidade mais próxima?
-Claro, venha comigo. – O homem caminhou em direção ao posto policial, seguido pela sedutora mulher de macacão de couro. Após entrarem, ele apontou uma cadeira para que ela pudesse se sentar, o que ela fez cruzando as pernas de forma sensual. Nesse instante, outro oficial entrou no recinto.
-O que está acontecendo aqui?
-A moça está perdida, precisa de informação. – Disse o primeiro policial.
-Entendo... Melhor olhar no mapa então. – Disse o segundo policial, estudando as formas da convidada. A mulher sorriu e acenou para ele.
-Hmm.. Se ela voltar pela estrada e pegar o primeiro desvio a esquerda então vai poder... – Enquanto os dois oficiais estudavam o mapa, envolvidos por pensamentos pecaminosos com a convidada sentada a poucos metros, não perceberam quando um quarto individuo entrou na sala. O homem vestido com o que parecia ser uma roupa camuflada para andar na floresta a noite se esgueirou vagarosamente por detrás dos dois policiais.
-Bye bye – Disse ele injetando uma seringa no pescoço de cada um deles. Os dois caíram apagados instantaneamente. – Vamos lá, já neutralizei todos os outros guardas daqui.
-Tudo bem então, nós temos vinte minutos até o horário onde eles trocam de turno. Vamos esconder os policiais na floresta para dar a impressão que eles já voltaram para a penitenciária quando os guardas chegarem para a troca de turno. Se nós chegarmos lá a tempo, vão achar que nós somos os guardas que vieram do posto e nos deixarão entrar sem problemas. Os documentos falsos e os disfarces estão prontos?
-Fiz o melhor que pude – disse ele retirando a touca e mostrando ser um jovem asiático. – Aparentemente tem um subgrupo de registro de pessoal que não é usado há muitos anos. Qualquer numero de identificação que caia nesse registro não vai encontrar conflitos.
-Esse é meu asiático preferido. Eu vou usar um quepe e uma peruca para esconder o cabelo, mas não posso esconder a voz. Qualquer pergunta que fizerem, você responde. – Disse a moça se levantando e indo em direção aos desacordados.
-Eu sabia que minhas aulas de teatro iam servir para alguma coisa.
-Vamos nos trocar agora. – A ruiva começou a puxar o zíper de seu macacão, que ia até a virilha, revelando não estar usando nada por baixo.
-Oi oi Marina-san, vamos fazer isso aqui mesmo? – Perguntou o asiático com o rosto vermelho.
-Nós não temos tempo para procurar um provador Daisuke. Vai me dizer que você nunca viu um corpo feminino desprovido de vestimentas. Na internet não vale.
-Cala a boa. – Retrucou Daisuke, envergonhado. Os dois vestiram roupas roubadas dos guardas desacordados, Marina usou um colete a prova de balas para disfarçar as curvas de seu corpo.
Os dois seguiram pela estrada em direção à penitenciária. Pouco tempo depois eles passaram por um carro igual ao que eles haviam roubado, como Marina havia premeditado, tudo correndo dentro do plano. Em pouco tempo eles chegaram até uma grade metálica alta e extensa, com arame farpado eletrificado no topo. Uma pequena cabine como se fosse um pedágio estava posicionada ao lado da parte que parecia ser móvel, o policial lá dentro parecia entediado. O carro parou logo ao lado.
-Coronel Marston solicitando liberação de entrada soldado. Viemos para a transferência de prisioneiro. – Disse Daisuke, com voz firme. Marina continuou olhando para frente.
-Não fui informado de nenhuma transferência. – Respondeu o soldado da cabine.
-Ordens superiores soldado.
-Segurança nacional? – Daisuke apenas fez um gesto apontando para cima. – Interpol?
-Um pouco mais acima.
-Senhor, me perdoe senhor. Entrada liberada. – Perdendo a compostura, o soldado levantou a cancela e abriu o portão automático.
Os dois foram recebidos na entrada da penitenciária por dois soldados portando armas de grande porte. Os dois tinham sido encarregados de escolta-los pelas instalações, até que o diretor se apresentasse.
A prisão era um local melancólico e depressivo como se espera que um lugar destes seja. Corredores escuros, cheios de celas onde pessoas eram isoladas do mundo. Alguns gemidos podiam ser ouvidos, como se os presos estivessem se contorcendo em remorsos por seus próprios crimes. Alguns olhavam curiosos para os visitantes, outros nem mesmo se preocupavam em demonstrar reação. Era um cenário desolador, onde nenhum ser humano estaria por vontade própria. Marina se perguntava como uma senhora de idade tinha parado em um lugar assim.
Após caminhar por alguns minutos, os quatro pararam em frente a uma porta reforçada com uma pequena abertura onde pouca ou nenhuma luz entrava.
-O diretor pediu que aguardassem a chegada dele aqui. – Disse um dos soldados.
-Pois vá e diga ao seu diretor que é uma extrema falta de educação deixar um superior esperando.
-Senhor...
-Agora. – Disse Daisuke, em tom sério. Quando os dois homens começaram a se retirar, Daisuke voltou a falar. – Antes, abra a cela. Quero ver a prisioneira enquanto o incompetente do seu diretor não se apresenta.
-Mas Senhor...
-Vai questionar ordens de um superior, soldado? – O soldado relutante abriu a porta da cela, e se distanciou na companhia do outro. Dentro do espaço apertado, onde apenas tinha espaço para uma cama, um vaso sanitário e uma cadeira caindo aos pedaços, uma senhora aguardava pacientemente. Ela estava sentada na cadeira, com as pernas juntas e as mãos cruzadas sobre o colo. Um pequeno gato branco, que tinha um anel dourado na cauda e as pontas das orelhas azuis, dormia tranquilamente sobre suas pernas. A senhora usava um vestido cinza desbotado, tinha uma aparência serena, cabelos brancos presos no alto da cabeça e olhava curiosa para as pessoas na porta.
-Senhora, viemos libertá-la. – Disse Marina falando pela primeira vez desde que tinha colocado a roupa de oficial.
-Temos que tirá-la daqui antes que a força de segurança volte. – Complementou Daisuke.
-Eu sabia que este dia chegaria. Obrigado por se lembrarem desta velha senhora. – A mulher se levantou com cuidado para não acordar seu gato, e continuou carregando-o enquanto caminhava pelos corredores. Alguns presos olhavam surpresos a figura de uma mulher como aquela, e carregando um gato, andando por uma prisão federal. Eles voltaram pelo mesmo caminho que tinham feito, com Daisuke expressando toda sua habilidade teatral enquanto exibia seus documentos forjados.
Eles já estavam do lado de fora, dentro do veículo roubado quando a sirene tocou. O barulho agudo ecoou por toda floresta como um grito desesperado, enquanto Daisuke acelerava o carro ao máximo e disparava pela estrada antes que qualquer oficial pudesse ter alguma reação.
Três veículos passaram a segui-los de perto, tentando acertar a lateral do carro para fazê-lo rodopiar e perder a velocidade.
Mas Daisuke jogou o carro em direção à floresta, se movimentando entre as árvores e perdendo rapidamente seus perseguidores de vista. Eles seguiram até um ponto determinado onde em uma clareira um caminhão baú esperava para socorrê-los. Os três fugitivos entraram com carro e tudo dentro do compartimento de carga do caminhão, que era revestido com espelhos para dar a impressão de vazio, assim como nos truques de mágica onde um objeto some misteriosamente dentro de uma caixa.
-Dante vai pirar quando souber que conseguimos facilmente resgatar a senhora. – Disse Marina retirando o quepe e a peruca. – Soube que ele explodiu uma base militar inteira só para sair de lá com a Angel.
-Senhora, meu nome é Daisuke e a animada aqui se chama Marina. Nós somos amigos.
Num quarto sem janelas, uma garota dormia profundamente. O corpo nu apenas coberto por um lençol branco, a pele clara levemente arrepiada pela temperatura do ar-condicionado, os cabelos bagunçados espalhados sobre um travesseiro onde uma segunda pessoa parecia ter se deitado até pouco tempo atrás.
A garota deixou a claridade do quarto pouco a pouco iluminar sua visão enquanto ela abria vagarosamente os olhos. Ao passar a mão pela cama, percebeu apenas um espaço vazio.
Ela se sentou na cama, esfregando os olhos sonolenta, observando o quarto vazio. A pequena mesa de refeição para dois, o sofá, a televisão, ele não estava em lugar nenhum. Teria sido tudo um sonho?
A garota se levantou, revelando seu belo corpo nu sob a luz branca. Ela abriu o armário e se cobriu com um roupão. Um banho ia ajudar a por a cabeça no lugar. Enquanto ela se dirigia para o banheiro, a porta de metal do quarto se abriu, revelando o que para ela era uma visão dos deuses. O olhar profundo, o sorriso bobo, o ar de menino que acabou de aprontar. Nem as bandagens enroladas ao redor da cintura dele podiam tirar sua beleza. Ele carregava uma bandeja de prata cheia de diferentes tipos de comida. Ele caminhou como se estivesse flutuando no ar e colocou a bandeja sobre a mesa, e fez um gesto como se fosse um garçom de um restaurante francês.
-Está servida, mademoiselle?
-Seu idiota, achei que você tinha me deixado sozinha aqui! – Disse ela correndo e se lançando nos braços dele com um pequeno salto. Seus rostos estavam a centímetros um do outro, ambos sorriam de forma radiante.
-Eu queria te fazer uma surpresa depois da nossa primeira noite juntos. Queria... Sei lá, fazer você ficar feliz depois de acordar.
-Dante, você me aceitou e me amou, não tem como eu ser mais feliz.
-Mas talvez você possa ME deixar um pouco mais feliz... – Dante rodeou a mesa e pegou da bandeja de prata uma pequena caixinha preta, escondida no meio de alguns recipientes de comida. Ele voltou a ficar frente a frente com Angel, segurou uma mão dela e se ajoelhou. O rosto de Angel começou a ficar corado, pequenas lágrimas brotaram nos cantos de seus olhos. – Amanhã nós vamos mudar o mundo. E eu sinceramente não sei como as coisas vão correr de agora em diante, por isso eu não ia me perdoar se eu perdesse essa chance.
-Idiota, não fale como se nós fossemos morrer! – A voz de Angel já estava embargada.
-Angel, quer se casar comigo? – Dante abriu a caixa, revelando um anel de ouro branco com um diamante incrustrado.
-É claro que eu quero! – Angel disse quase gritando, puxando Dante pelos ombros, e o beijando de forma intensa. – Onde você conseguiu esse anel?
-Eu tive três meses para descobrir como conseguir um. Ei, ajuda a tirar essas bandagens agora? Não aguento mais ficar com isso enrolado no corpo.
-Tem certeza que já pode tirar?
-Qual é, já tem três meses, eu vou sobreviver. – Angel desenrolou o curativo como se Dante fosse feito de vidro e se quebraria com um movimento brusco. Depois que todos os panos já tinham sido retirados, apenas podia se ver a cicatriz rosa em relevo no local onde a bala havia entrado. A garota passou os dedos por cima da cicatriz, as lembranças do dia em que ela havia sido feita fluindo em sua mente. – Eu achei que fosse te perder nesse dia.
-Mas eu estou aqui não é? Nós estamos aqui. – Dante puxou Angel para junto de si. Aos poucos os dois se aproximaram da cama e se recostaram mais uma vez, envolvidos em um beijo apaixonado. A mão do rapaz fez todo o contorno da perna de Angel, passando pela sua coxa, até parar sobre a sua cintura. – Angel...
-Que foi? – Disse ela de olhos fechados.
-A comida vai esfriar.
-A comida pode esperar.
Os preparativos foram tomados. A resistência montou um caminhão com o compartimento de carga revestido por material isolante, para que os digimons pudessem viajar sem serem detectados. Na cabine, Miguel estava ao volante com Dante ao seu lado. Eva e Angel estavam nos assentos traseiros. Desta forma, os quatro seguiram para Nova York, a capital do mundo.
Angel nunca tinha visto de perto um centro urbano tão grande, com tantas pessoas reunidas sempre parecendo apressadas para algum compromisso. O grupo passou por arranha-céus, prédios comerciais, até chegar em Times Square. O carro foi estacionado a poucos metros do cruzamento principal, no local onde os taxistas geralmente esperam com seus carros.
-Qual é o plano com a Times Square? – Perguntou Angel.
-No momento certo, iremos tomar o controle simultâneo de todos os telões. Nuestros hombres que já estão na cidade devem estar cuidando disto neste exato momento. A imagem e a voz de la Señora Eva ira ganhar todas as telas daqui.
-É um prazer poder ajudar. – Disse a senhora, em tom suave.
-A esta altura a parte online do plano já deve ter tido inicio, e a informação deve estar se espalhando pelo mundo. Cada país ira receber as informações em sua própria língua... Só precisamos ter paciência agora. – Disse Dante. A ação seria cronometrada ao redor do mundo, ocorrendo simultaneamente em todos os pontos possíveis. Os minutos se arrastavam parecendo horas, a tensão no ar podia se cortar com uma faca. Aqueles quatro estavam a minutos do evento mais importante de suas vidas.
De repente, um estrondo que fez as janelas do carro balançarem. Os quatro revolucionários se entreolharam, assustados. Dante saiu rapidamente para ver o que acontecia, conseguiu enxergar somente um mar de gente correndo em todas as direções. O que tinha acontecido?
-Dante! – Gritou Angel.
-Fiquem no carro! – Respondem ele. Dante subiu na carroceria para poder enxergar melhor. Percebeu que todas as pessoas estavam se afastando de um ponto em comum: O centro da Times Square. Lá, algo como um fio preto de dezenas de metros de altura pairava no ar. O fio aos poucos começou a aumentar sua largura. Dante já havia visto aquilo, era um portal para o mundo digital. – Draco, está vendo isso?
-Sim! – Disse o dragão saindo do digivice e aparecendo ao lado de Dante na carroceria. – Mas o que pode passar por um portal tão grande assim?
-Não sei amigo, e tenho medo de descobrir. – Dante pulou do lado da porta em que Angel estava. – A Digital Hazard agiu. De alguma forma eles abriram um portal digital gigante bem no meio da Times Square. Eu vou impedi-los!
-Iremos com você! – disse Miguel, começando a abrir a porta.
-Não, vocês tem que ficar a proteger a senhora Eva!
-Você não vai me convencer a ficar aqui! – Disse Angel saindo do carro. – Eu não vou te deixar sozinho de novo!
-Mas Angel...
-Mas Angel nada! Quem quase morreu foi você, não tem direito de querer mandar em mim!
-Vão, eu protejo la señora Eva! – Disse Miguel, com urgência na voz.
-Boa sorte meninos! – Disse Eva, enquanto Dante e Angel já se afastavam.
Os dois corriam no fluxo contrário da multidão, que tentava se afastar, Draco voava por cima da cabeça deles. O portal já tinha se aberto o suficiente para um carro passar por ele e continuava a se expandir. Angel segurou firmemente a mão de Dante enquanto corria, o anel de brilhante reluzindo em seu dedo. Quando os dois chegaram bem ao centro da Times Square, a população já havia se dispersado, eram apenas eles e o portal gigante. Angel sentiu que havia algo estranho dentro dela. Megidramon estava inquieto.
-Dante, eu tenho um mau pressentimento sobre isso...
-Não precisa falar Angel, eu e Draco estamos tendo maus pressentimentos para uma sessão inteira no psicólogo.
-Dante... está vindo. – Quando o portal atingiu uma enorme extensão, Draco se colocou em posição de batalha. Seus músculos haviam se contraído, as presas estavam à mostra. Um rugido ecoava da garganta do dragãozinho. Então, do vazio negro que parecia ser o interior do portal, surgiu um par de olhos vermelhos. Dois braços enormes, com grandes garras se apoiaram no chão, enquanto metade do corpo do ser se projetou para fora, revelando uma estrutura que emitia uma luz amarela presa as suas costas, com o que pareciam ser dois canhões enormes. – Millenniummon!
-Milen o que? – Perguntou Angel, assustada com o enorme Digimon.
-Millenniummon. O Digimon que destruiu a vila onde Draco morava e matou o irmão dele. – disse Dante, sério. – Quem diria que nos encontraríamos aqui não é mesmo?
-Eu vou fazer você pagar por tudo que você fez! – Disse Draco rapidamente se transformando em Examon e investindo contra Millenniummon.
-Não seria melhor procurar os responsáveis por isso? – Perguntou Angel.
-Seria exatamente o que eles querem. Angel, nesse momento, só nós podemos impedir que esse monstro acabe com centenas, talvez milhares de vida. Eu nunca achei que diria isso para você, mas é hora de lutar.
-Entendido. – Respondeu Angel, Megidramon rapidamente se materializou sobre a sua cabeça.
Os dois dragões iniciaram uma batalha feroz contra a besta que tentava se libertar do portal. Draco e Megidramon voavam ao redor de Millenniummon disparando ataques, que tentava acertá-los com um segundo par de braços que não estava apoiado no chão. Draco acertou um poderoso golpe com a lança no rosto de Millenniummon que o fez recuar gritando na direção do dragão.
O monstro começou a formar uma esfera negra em sua boa, que foi lançada na direção de Draco. O dragão desviou, mas a esfera acertou o chão poucos metros ao lado de Dante a Angel. Mas a esfera não explodiu, ela parecia ser maciça, feita de matéria.
-Cuidado com isso! – Draco gritou. Megidramon voou rapidamente e tirou os dois humanos de perto da esfera, que explodiu após outro grito de Millenniummon. Draco começou a realizar disparos com sua lança enquanto Millenniummon tentava acertá-lo
Megidramon lançou um poderoso jato de chamas incandescentes na direção do inimigo. Millenniummon parecia ficar mais furioso e mais forte, os ataques pareciam fazer menos efeito.
Ao longe Miguel viu as luzes da batalha. Os dois dragões voavam e atacavam simultaneamente um ponto único dentro do buraco negro. Ele tinha que chegar mais perto e ver o que estava acontecendo.
-Pablito, tome conta da señora Eva. Eu vou tentar ajudar.
Miguel viu quando um helicóptero sobrevoou a área em direção ao buraco negro. Aquilo estava prestes a ganhar proporções épicas.
O helicóptero passou a plainar sobre o local da batalha. Em segundos, imagens ao vivo direto da
Times Square entraram no ar para todos os lares americanos, ao mesmo tempo em que eram exibidas nos telões.
-Aqui é Melina Blair da CNN ao vivo direto da Times Square onde um evento cinematográfico está tomando lugar. Três monstros estão se enfrentando numa batalha sangrenta neste que há poucos instantes era um dos locais mais populosos do mundo. Não se sabe o envolvimento dos dois jovens que permanecem na cena. – Disse a repórter enquanto a câmera focalizava Dante e Angel. – Não se sabe a origem de tais criaturas ou por que eles escolherem esse local para o confronto. As autoridades locais ficaram congestionadas nos últimos minutos com inúmeras ligações desesperadas, mas não sabem que atitudes tomar diante das circunstâncias.
A câmera focalizou quando o dragão com uma lança no braço acertou um golpe certeiro bem no queixo do monstro que estava no buraco negro. Este que por sua vez, mirou os grandes canhões em suas costas a disparou contra o helicóptero.
O piloto tentou desviar, mas o ataque acertou a cauda da aeronave, que começou a rodopiar em direção ao solo. Draco voou na direção da aeronave , tentando fazer com que ele pousasse em segurança.
Miguel chegou ao campo de batalha pouco depois que o helicóptero tinha começado a transmitir as noticias. Todos os telões da Times Square agora transmitiam ao vivo a luta que eles vivenciavam.
Ao longe, Miguel viu uma figura conhecida. Escondido atrás de um carro, era o câmera que ia trabalhar com eles.
-Ei, você está aqui hombre! Cadê os outros muchachos?
-Todos eles fugiram de medo Miguel!
-E por que você continuou?
-Por que eu não tenho forças para correr! – Respondeu o rapaz desesperado.
-Amigo, você vai ser muito importante ahora!
-Como assim?
-Eu preciso que você estabeleça la conexión que nós íamos fazer nesse exato instante!
-Mas eu não tenho certeza se...
-VAMOS HAMILTON, IMAGENS NA TELA, AHORA!
-Sim senhor! – O rapaz espalhou os equipamentos pelo chão e começou a digitar em um pequeno computador. O suor escorria da testa do jovem, enquanto Miguel observava os ataques que lançavam clarões de luz da troca intensa de golpes. Após alguns minutos, o rapaz ajeitou a câmera e disse que estava ligada. Os telões agora transmitiam a figura de um homem hispânico, com uma camisa colorida amarrotada. Ao fundo, a violenta batalha.
-Digimons são reais! – Gritou Miguel, quando uma rajada de energia atingiu o helicóptero. A câmera focalizou Draco salvando o helicóptero do impacto com o solo. – Digimons são reais! Neste momento existem digimons por todo globo sendo oprimidos junto com seus parceiros humanos! E estes aqui estão arriscando as vidas deles para tentar salvar a de vocês! Sim, existem digimons selvagens que podem tentar nos fazer mal, mas a grande maioria deles são nossos amigos, nossos companheiros, nossos irmãos! Abram seus olhos para essa realidade, não se deixem enganar!
Um movimento rápido, um forte urro de dor. A câmera focalizou quando um braço saindo de dentro do buraco negro agarrou Draco em pleno ar, e começou a esmagar o dragão com força bruta. Draco gritava cada vez mais enquanto a conexão aos poucos era perdida.
-A verdade... Digimons... reais! – Foi a última coisa que o telespectador que estava assistindo aquela cena conseguiu ouvir, em meio a estrondos e gritos, logo antes de a tela escureceu e a seguinte mensagem ser exibida “Fora do ar por problemas técnicos”.
Continua...
Alguém aí disse cliffhanger?
Capítulo 7 – Mr Anderson
Dante e Miguel caminhavam pelos corredores do esconderijo secreto após o apagar das luzes. Apenas algumas luzes no teto davam uma fraca iluminação, suficiente para alguém que quisesse andar pelos corredores à noite, mas que deixava tudo com o clima sombrio de um filme de suspense. Os dois discutiam os rumos que o mundo tomaria de agora em diante, o momento chave estava chegando.
-Então quer dizer que a Digital Hazard planeja uma espécie de atentado terrorista em Nova York? – Perguntou Dante puxando uma cadeira e se sentando perto de Miguel.
-Si señor, mas ainda não sabemos o que esses pendejos estão pensando.
-Todos os ataques hostis acontecem nessa cidade, é impressionante. Aliens, terroristas, seres dimensionais, acho que eles vão pra lá passar férias e causam o caos no processo.
-Bem, se quer provocar um evento que ganhe proporções mundiais. – Disse Miguel ainda rindo das comparações de Dante. – Este és el local perfeito para isso. Mas claro, nós vamos contra-atacar.
-Como exatamente?
-No dia em que estes cabróns planejam agir, nós vamos agir antes. É uma pequena peripécia que tengo planejado por meses. Primeiro vamos começar a soltar na internet todo tipo de informação sobre digimons, sobre a DH e sobre as organizações que temos armazenado por anos. Uma vez na rede, essa información no poderá más ser silenciada. – Miguel fez uma pequena pausa com um sorriso de satisfação. – Em uma hora determinada, nossos agentes com digimons espalhados por todo globo vão começar a sair das sombras e fazer aparições públicas. Mi amigo, agora entra a parte más ambiciosa: Vamos invadir los sistemas locais de televisão e enviar imagens na tela produzidas por nós, ao vivo, de cada grande centro urbano onde conseguirmos posicionar um hombre. Tudo isso de forma coordenada.
-Isso é bem... Ambicioso. Mas não se apoiaria em uma base muito fraca? – Perguntou Dante desconfiado.
-Amigo, teremos la populación ao nosso lado! Se conseguirmos fazer com que el povo simpatize com nossa causa, la fuerza más poderosa do mundo estará ao nosso favor. Governos, espiões, agentes secretos, nem a MIB poderá silenciar la populación del mundo inteiro. Nuestra intención não é mostrar quanto conhecimento temos ou quanto sabemos, si mostrar para la populación a informação que não querem que eles saibam.
-Uma espécie de Revolução Francesa em escala global...
-Exato! E se ainda sim eles quiserem nos dar algum regalo, eu, você e a señorita Angel vamos estar lá para mostrar nuestra hospitalidade.
-Agora sim você falou minha língua hahaha – Dante parecia se divertir com o plano de seu amigo. – E quando exatamente isso vai acontecer?
-Dentro de três meses, no exato dia em que eles planejam fazer o atentado. Consegue ficar inteiro até lá?
-É tempo suficiente. Mas por que arriscar tanto e agir exatamente no mesmo dia? Não poderíamos fazer isso sei lá... Semana que vem?
-Ah, só para trollar eles um pouco. Além disso, teremos um convidado especial em nuestra festa.
-Quem seria essa pessoa tão importante?
-La Señora Eva Dumont. Ela é el caso mais antigo que se tem registrado de um humano ligado a um Digimon. Señora será nuestra porta-voz nessa causa. Mas ela está mantida sob custódia de las autoridades canadenses. Esses três meses serão necessários para orquestrar uma fuga. Nosotros seremos los guarda-costas dela após isto e a levaremos a Nova York.
-Adoro seu jeito de pensar. Ok então, a operação “Pílula Vermelha” começa em três meses.
-Haha gostei do nome!
–//////--
Era uma típica noite fria canadense, onde o vento vindo do norte soprava sobre as copas das árvores fazendo com que elas se balançassem num balé sincronizado.
Nesse cenário, uma figura cruzava velozmente as estradas, rompendo a sinfonia do barulho do vento com o ronco de uma moto de corrida. A moto preta era pilotada por alguém vestindo um macacão de couro preto, que usava um capacete preto que cobria completamente o seu rosto.
A moto seguiu em velocidade até encontrar um posto policial escondido entre as árvores, de onde um oficial já acenava ordenando que ele parasse. A moto desacelerou e parou a poucos metros do policial.
-Vou ter que pedir que o senhor dê meia volta, apenas pessoal autorizado a partir desse ponto. – Disse o oficial. O ser da moto tirou o capacete num gesto espalhafatoso, revelando longos cabelos ruivos. Logo após abriu o zíper que estava fechado até o pescoço revelando um decote matador, e penetrou até na alma do policial com vibrantes olhos azuis. O pobre homem ficou automaticamente desconcertado.
-Mas nem se eu pedir com jeitinho? – Disse ela apoiando o capacete no corpo da moto.
-Ah-eh bem hmm... Se no caso você tiver uma autorização, pode seguir em frente.
-Eu não tenho nenhuma autorização, mas se você quiser me dar uma – Disse a moça dando uma piscada na direção do policial. – Sou apenas uma viajante que não é desse país viajando por estradas que não conhece. Pensei que poderia usar essa estrada para chegar à cidade mais próxima.
-Er.. Não senhora, sem autorização não pode passar. – Disse o homem ficando corado.
-Não tem nada que eu possa fazer para você me deixar passar? – Disse ela inclinando o corpo para frente, tornando o decote mais visível. O oficial da policia sentiu um arrepio percorrendo todo seu corpo. Não era todo dia que algo assim acontecia.
-Não senhora, infelizmente não.
-Então será que você pelo menos poderia me informar como chegar na cidade mais próxima?
-Claro, venha comigo. – O homem caminhou em direção ao posto policial, seguido pela sedutora mulher de macacão de couro. Após entrarem, ele apontou uma cadeira para que ela pudesse se sentar, o que ela fez cruzando as pernas de forma sensual. Nesse instante, outro oficial entrou no recinto.
-O que está acontecendo aqui?
-A moça está perdida, precisa de informação. – Disse o primeiro policial.
-Entendo... Melhor olhar no mapa então. – Disse o segundo policial, estudando as formas da convidada. A mulher sorriu e acenou para ele.
-Hmm.. Se ela voltar pela estrada e pegar o primeiro desvio a esquerda então vai poder... – Enquanto os dois oficiais estudavam o mapa, envolvidos por pensamentos pecaminosos com a convidada sentada a poucos metros, não perceberam quando um quarto individuo entrou na sala. O homem vestido com o que parecia ser uma roupa camuflada para andar na floresta a noite se esgueirou vagarosamente por detrás dos dois policiais.
-Bye bye – Disse ele injetando uma seringa no pescoço de cada um deles. Os dois caíram apagados instantaneamente. – Vamos lá, já neutralizei todos os outros guardas daqui.
-Tudo bem então, nós temos vinte minutos até o horário onde eles trocam de turno. Vamos esconder os policiais na floresta para dar a impressão que eles já voltaram para a penitenciária quando os guardas chegarem para a troca de turno. Se nós chegarmos lá a tempo, vão achar que nós somos os guardas que vieram do posto e nos deixarão entrar sem problemas. Os documentos falsos e os disfarces estão prontos?
-Fiz o melhor que pude – disse ele retirando a touca e mostrando ser um jovem asiático. – Aparentemente tem um subgrupo de registro de pessoal que não é usado há muitos anos. Qualquer numero de identificação que caia nesse registro não vai encontrar conflitos.
-Esse é meu asiático preferido. Eu vou usar um quepe e uma peruca para esconder o cabelo, mas não posso esconder a voz. Qualquer pergunta que fizerem, você responde. – Disse a moça se levantando e indo em direção aos desacordados.
-Eu sabia que minhas aulas de teatro iam servir para alguma coisa.
-Vamos nos trocar agora. – A ruiva começou a puxar o zíper de seu macacão, que ia até a virilha, revelando não estar usando nada por baixo.
-Oi oi Marina-san, vamos fazer isso aqui mesmo? – Perguntou o asiático com o rosto vermelho.
-Nós não temos tempo para procurar um provador Daisuke. Vai me dizer que você nunca viu um corpo feminino desprovido de vestimentas. Na internet não vale.
-Cala a boa. – Retrucou Daisuke, envergonhado. Os dois vestiram roupas roubadas dos guardas desacordados, Marina usou um colete a prova de balas para disfarçar as curvas de seu corpo.
Os dois seguiram pela estrada em direção à penitenciária. Pouco tempo depois eles passaram por um carro igual ao que eles haviam roubado, como Marina havia premeditado, tudo correndo dentro do plano. Em pouco tempo eles chegaram até uma grade metálica alta e extensa, com arame farpado eletrificado no topo. Uma pequena cabine como se fosse um pedágio estava posicionada ao lado da parte que parecia ser móvel, o policial lá dentro parecia entediado. O carro parou logo ao lado.
-Coronel Marston solicitando liberação de entrada soldado. Viemos para a transferência de prisioneiro. – Disse Daisuke, com voz firme. Marina continuou olhando para frente.
-Não fui informado de nenhuma transferência. – Respondeu o soldado da cabine.
-Ordens superiores soldado.
-Segurança nacional? – Daisuke apenas fez um gesto apontando para cima. – Interpol?
-Um pouco mais acima.
-Senhor, me perdoe senhor. Entrada liberada. – Perdendo a compostura, o soldado levantou a cancela e abriu o portão automático.
Os dois foram recebidos na entrada da penitenciária por dois soldados portando armas de grande porte. Os dois tinham sido encarregados de escolta-los pelas instalações, até que o diretor se apresentasse.
A prisão era um local melancólico e depressivo como se espera que um lugar destes seja. Corredores escuros, cheios de celas onde pessoas eram isoladas do mundo. Alguns gemidos podiam ser ouvidos, como se os presos estivessem se contorcendo em remorsos por seus próprios crimes. Alguns olhavam curiosos para os visitantes, outros nem mesmo se preocupavam em demonstrar reação. Era um cenário desolador, onde nenhum ser humano estaria por vontade própria. Marina se perguntava como uma senhora de idade tinha parado em um lugar assim.
Após caminhar por alguns minutos, os quatro pararam em frente a uma porta reforçada com uma pequena abertura onde pouca ou nenhuma luz entrava.
-O diretor pediu que aguardassem a chegada dele aqui. – Disse um dos soldados.
-Pois vá e diga ao seu diretor que é uma extrema falta de educação deixar um superior esperando.
-Senhor...
-Agora. – Disse Daisuke, em tom sério. Quando os dois homens começaram a se retirar, Daisuke voltou a falar. – Antes, abra a cela. Quero ver a prisioneira enquanto o incompetente do seu diretor não se apresenta.
-Mas Senhor...
-Vai questionar ordens de um superior, soldado? – O soldado relutante abriu a porta da cela, e se distanciou na companhia do outro. Dentro do espaço apertado, onde apenas tinha espaço para uma cama, um vaso sanitário e uma cadeira caindo aos pedaços, uma senhora aguardava pacientemente. Ela estava sentada na cadeira, com as pernas juntas e as mãos cruzadas sobre o colo. Um pequeno gato branco, que tinha um anel dourado na cauda e as pontas das orelhas azuis, dormia tranquilamente sobre suas pernas. A senhora usava um vestido cinza desbotado, tinha uma aparência serena, cabelos brancos presos no alto da cabeça e olhava curiosa para as pessoas na porta.
-Senhora, viemos libertá-la. – Disse Marina falando pela primeira vez desde que tinha colocado a roupa de oficial.
-Temos que tirá-la daqui antes que a força de segurança volte. – Complementou Daisuke.
-Eu sabia que este dia chegaria. Obrigado por se lembrarem desta velha senhora. – A mulher se levantou com cuidado para não acordar seu gato, e continuou carregando-o enquanto caminhava pelos corredores. Alguns presos olhavam surpresos a figura de uma mulher como aquela, e carregando um gato, andando por uma prisão federal. Eles voltaram pelo mesmo caminho que tinham feito, com Daisuke expressando toda sua habilidade teatral enquanto exibia seus documentos forjados.
Eles já estavam do lado de fora, dentro do veículo roubado quando a sirene tocou. O barulho agudo ecoou por toda floresta como um grito desesperado, enquanto Daisuke acelerava o carro ao máximo e disparava pela estrada antes que qualquer oficial pudesse ter alguma reação.
Três veículos passaram a segui-los de perto, tentando acertar a lateral do carro para fazê-lo rodopiar e perder a velocidade.
Mas Daisuke jogou o carro em direção à floresta, se movimentando entre as árvores e perdendo rapidamente seus perseguidores de vista. Eles seguiram até um ponto determinado onde em uma clareira um caminhão baú esperava para socorrê-los. Os três fugitivos entraram com carro e tudo dentro do compartimento de carga do caminhão, que era revestido com espelhos para dar a impressão de vazio, assim como nos truques de mágica onde um objeto some misteriosamente dentro de uma caixa.
-Dante vai pirar quando souber que conseguimos facilmente resgatar a senhora. – Disse Marina retirando o quepe e a peruca. – Soube que ele explodiu uma base militar inteira só para sair de lá com a Angel.
-Senhora, meu nome é Daisuke e a animada aqui se chama Marina. Nós somos amigos.
–//////--
Num quarto sem janelas, uma garota dormia profundamente. O corpo nu apenas coberto por um lençol branco, a pele clara levemente arrepiada pela temperatura do ar-condicionado, os cabelos bagunçados espalhados sobre um travesseiro onde uma segunda pessoa parecia ter se deitado até pouco tempo atrás.
A garota deixou a claridade do quarto pouco a pouco iluminar sua visão enquanto ela abria vagarosamente os olhos. Ao passar a mão pela cama, percebeu apenas um espaço vazio.
Ela se sentou na cama, esfregando os olhos sonolenta, observando o quarto vazio. A pequena mesa de refeição para dois, o sofá, a televisão, ele não estava em lugar nenhum. Teria sido tudo um sonho?
A garota se levantou, revelando seu belo corpo nu sob a luz branca. Ela abriu o armário e se cobriu com um roupão. Um banho ia ajudar a por a cabeça no lugar. Enquanto ela se dirigia para o banheiro, a porta de metal do quarto se abriu, revelando o que para ela era uma visão dos deuses. O olhar profundo, o sorriso bobo, o ar de menino que acabou de aprontar. Nem as bandagens enroladas ao redor da cintura dele podiam tirar sua beleza. Ele carregava uma bandeja de prata cheia de diferentes tipos de comida. Ele caminhou como se estivesse flutuando no ar e colocou a bandeja sobre a mesa, e fez um gesto como se fosse um garçom de um restaurante francês.
-Está servida, mademoiselle?
-Seu idiota, achei que você tinha me deixado sozinha aqui! – Disse ela correndo e se lançando nos braços dele com um pequeno salto. Seus rostos estavam a centímetros um do outro, ambos sorriam de forma radiante.
-Eu queria te fazer uma surpresa depois da nossa primeira noite juntos. Queria... Sei lá, fazer você ficar feliz depois de acordar.
-Dante, você me aceitou e me amou, não tem como eu ser mais feliz.
-Mas talvez você possa ME deixar um pouco mais feliz... – Dante rodeou a mesa e pegou da bandeja de prata uma pequena caixinha preta, escondida no meio de alguns recipientes de comida. Ele voltou a ficar frente a frente com Angel, segurou uma mão dela e se ajoelhou. O rosto de Angel começou a ficar corado, pequenas lágrimas brotaram nos cantos de seus olhos. – Amanhã nós vamos mudar o mundo. E eu sinceramente não sei como as coisas vão correr de agora em diante, por isso eu não ia me perdoar se eu perdesse essa chance.
-Idiota, não fale como se nós fossemos morrer! – A voz de Angel já estava embargada.
-Angel, quer se casar comigo? – Dante abriu a caixa, revelando um anel de ouro branco com um diamante incrustrado.
-É claro que eu quero! – Angel disse quase gritando, puxando Dante pelos ombros, e o beijando de forma intensa. – Onde você conseguiu esse anel?
-Eu tive três meses para descobrir como conseguir um. Ei, ajuda a tirar essas bandagens agora? Não aguento mais ficar com isso enrolado no corpo.
-Tem certeza que já pode tirar?
-Qual é, já tem três meses, eu vou sobreviver. – Angel desenrolou o curativo como se Dante fosse feito de vidro e se quebraria com um movimento brusco. Depois que todos os panos já tinham sido retirados, apenas podia se ver a cicatriz rosa em relevo no local onde a bala havia entrado. A garota passou os dedos por cima da cicatriz, as lembranças do dia em que ela havia sido feita fluindo em sua mente. – Eu achei que fosse te perder nesse dia.
-Mas eu estou aqui não é? Nós estamos aqui. – Dante puxou Angel para junto de si. Aos poucos os dois se aproximaram da cama e se recostaram mais uma vez, envolvidos em um beijo apaixonado. A mão do rapaz fez todo o contorno da perna de Angel, passando pela sua coxa, até parar sobre a sua cintura. – Angel...
-Que foi? – Disse ela de olhos fechados.
-A comida vai esfriar.
-A comida pode esperar.
–//////--
Os preparativos foram tomados. A resistência montou um caminhão com o compartimento de carga revestido por material isolante, para que os digimons pudessem viajar sem serem detectados. Na cabine, Miguel estava ao volante com Dante ao seu lado. Eva e Angel estavam nos assentos traseiros. Desta forma, os quatro seguiram para Nova York, a capital do mundo.
Angel nunca tinha visto de perto um centro urbano tão grande, com tantas pessoas reunidas sempre parecendo apressadas para algum compromisso. O grupo passou por arranha-céus, prédios comerciais, até chegar em Times Square. O carro foi estacionado a poucos metros do cruzamento principal, no local onde os taxistas geralmente esperam com seus carros.
-Qual é o plano com a Times Square? – Perguntou Angel.
-No momento certo, iremos tomar o controle simultâneo de todos os telões. Nuestros hombres que já estão na cidade devem estar cuidando disto neste exato momento. A imagem e a voz de la Señora Eva ira ganhar todas as telas daqui.
-É um prazer poder ajudar. – Disse a senhora, em tom suave.
-A esta altura a parte online do plano já deve ter tido inicio, e a informação deve estar se espalhando pelo mundo. Cada país ira receber as informações em sua própria língua... Só precisamos ter paciência agora. – Disse Dante. A ação seria cronometrada ao redor do mundo, ocorrendo simultaneamente em todos os pontos possíveis. Os minutos se arrastavam parecendo horas, a tensão no ar podia se cortar com uma faca. Aqueles quatro estavam a minutos do evento mais importante de suas vidas.
De repente, um estrondo que fez as janelas do carro balançarem. Os quatro revolucionários se entreolharam, assustados. Dante saiu rapidamente para ver o que acontecia, conseguiu enxergar somente um mar de gente correndo em todas as direções. O que tinha acontecido?
-Dante! – Gritou Angel.
-Fiquem no carro! – Respondem ele. Dante subiu na carroceria para poder enxergar melhor. Percebeu que todas as pessoas estavam se afastando de um ponto em comum: O centro da Times Square. Lá, algo como um fio preto de dezenas de metros de altura pairava no ar. O fio aos poucos começou a aumentar sua largura. Dante já havia visto aquilo, era um portal para o mundo digital. – Draco, está vendo isso?
-Sim! – Disse o dragão saindo do digivice e aparecendo ao lado de Dante na carroceria. – Mas o que pode passar por um portal tão grande assim?
-Não sei amigo, e tenho medo de descobrir. – Dante pulou do lado da porta em que Angel estava. – A Digital Hazard agiu. De alguma forma eles abriram um portal digital gigante bem no meio da Times Square. Eu vou impedi-los!
-Iremos com você! – disse Miguel, começando a abrir a porta.
-Não, vocês tem que ficar a proteger a senhora Eva!
-Você não vai me convencer a ficar aqui! – Disse Angel saindo do carro. – Eu não vou te deixar sozinho de novo!
-Mas Angel...
-Mas Angel nada! Quem quase morreu foi você, não tem direito de querer mandar em mim!
-Vão, eu protejo la señora Eva! – Disse Miguel, com urgência na voz.
-Boa sorte meninos! – Disse Eva, enquanto Dante e Angel já se afastavam.
Os dois corriam no fluxo contrário da multidão, que tentava se afastar, Draco voava por cima da cabeça deles. O portal já tinha se aberto o suficiente para um carro passar por ele e continuava a se expandir. Angel segurou firmemente a mão de Dante enquanto corria, o anel de brilhante reluzindo em seu dedo. Quando os dois chegaram bem ao centro da Times Square, a população já havia se dispersado, eram apenas eles e o portal gigante. Angel sentiu que havia algo estranho dentro dela. Megidramon estava inquieto.
-Dante, eu tenho um mau pressentimento sobre isso...
-Não precisa falar Angel, eu e Draco estamos tendo maus pressentimentos para uma sessão inteira no psicólogo.
-Dante... está vindo. – Quando o portal atingiu uma enorme extensão, Draco se colocou em posição de batalha. Seus músculos haviam se contraído, as presas estavam à mostra. Um rugido ecoava da garganta do dragãozinho. Então, do vazio negro que parecia ser o interior do portal, surgiu um par de olhos vermelhos. Dois braços enormes, com grandes garras se apoiaram no chão, enquanto metade do corpo do ser se projetou para fora, revelando uma estrutura que emitia uma luz amarela presa as suas costas, com o que pareciam ser dois canhões enormes. – Millenniummon!
-Milen o que? – Perguntou Angel, assustada com o enorme Digimon.
-Millenniummon. O Digimon que destruiu a vila onde Draco morava e matou o irmão dele. – disse Dante, sério. – Quem diria que nos encontraríamos aqui não é mesmo?
-Eu vou fazer você pagar por tudo que você fez! – Disse Draco rapidamente se transformando em Examon e investindo contra Millenniummon.
-Não seria melhor procurar os responsáveis por isso? – Perguntou Angel.
-Seria exatamente o que eles querem. Angel, nesse momento, só nós podemos impedir que esse monstro acabe com centenas, talvez milhares de vida. Eu nunca achei que diria isso para você, mas é hora de lutar.
-Entendido. – Respondeu Angel, Megidramon rapidamente se materializou sobre a sua cabeça.
Os dois dragões iniciaram uma batalha feroz contra a besta que tentava se libertar do portal. Draco e Megidramon voavam ao redor de Millenniummon disparando ataques, que tentava acertá-los com um segundo par de braços que não estava apoiado no chão. Draco acertou um poderoso golpe com a lança no rosto de Millenniummon que o fez recuar gritando na direção do dragão.
O monstro começou a formar uma esfera negra em sua boa, que foi lançada na direção de Draco. O dragão desviou, mas a esfera acertou o chão poucos metros ao lado de Dante a Angel. Mas a esfera não explodiu, ela parecia ser maciça, feita de matéria.
-Cuidado com isso! – Draco gritou. Megidramon voou rapidamente e tirou os dois humanos de perto da esfera, que explodiu após outro grito de Millenniummon. Draco começou a realizar disparos com sua lança enquanto Millenniummon tentava acertá-lo
Megidramon lançou um poderoso jato de chamas incandescentes na direção do inimigo. Millenniummon parecia ficar mais furioso e mais forte, os ataques pareciam fazer menos efeito.
–//////--
Ao longe Miguel viu as luzes da batalha. Os dois dragões voavam e atacavam simultaneamente um ponto único dentro do buraco negro. Ele tinha que chegar mais perto e ver o que estava acontecendo.
-Pablito, tome conta da señora Eva. Eu vou tentar ajudar.
Miguel viu quando um helicóptero sobrevoou a área em direção ao buraco negro. Aquilo estava prestes a ganhar proporções épicas.
–//////--
O helicóptero passou a plainar sobre o local da batalha. Em segundos, imagens ao vivo direto da
Times Square entraram no ar para todos os lares americanos, ao mesmo tempo em que eram exibidas nos telões.
-Aqui é Melina Blair da CNN ao vivo direto da Times Square onde um evento cinematográfico está tomando lugar. Três monstros estão se enfrentando numa batalha sangrenta neste que há poucos instantes era um dos locais mais populosos do mundo. Não se sabe o envolvimento dos dois jovens que permanecem na cena. – Disse a repórter enquanto a câmera focalizava Dante e Angel. – Não se sabe a origem de tais criaturas ou por que eles escolherem esse local para o confronto. As autoridades locais ficaram congestionadas nos últimos minutos com inúmeras ligações desesperadas, mas não sabem que atitudes tomar diante das circunstâncias.
A câmera focalizou quando o dragão com uma lança no braço acertou um golpe certeiro bem no queixo do monstro que estava no buraco negro. Este que por sua vez, mirou os grandes canhões em suas costas a disparou contra o helicóptero.
O piloto tentou desviar, mas o ataque acertou a cauda da aeronave, que começou a rodopiar em direção ao solo. Draco voou na direção da aeronave , tentando fazer com que ele pousasse em segurança.
–//////--
Miguel chegou ao campo de batalha pouco depois que o helicóptero tinha começado a transmitir as noticias. Todos os telões da Times Square agora transmitiam ao vivo a luta que eles vivenciavam.
Ao longe, Miguel viu uma figura conhecida. Escondido atrás de um carro, era o câmera que ia trabalhar com eles.
-Ei, você está aqui hombre! Cadê os outros muchachos?
-Todos eles fugiram de medo Miguel!
-E por que você continuou?
-Por que eu não tenho forças para correr! – Respondeu o rapaz desesperado.
-Amigo, você vai ser muito importante ahora!
-Como assim?
-Eu preciso que você estabeleça la conexión que nós íamos fazer nesse exato instante!
-Mas eu não tenho certeza se...
-VAMOS HAMILTON, IMAGENS NA TELA, AHORA!
-Sim senhor! – O rapaz espalhou os equipamentos pelo chão e começou a digitar em um pequeno computador. O suor escorria da testa do jovem, enquanto Miguel observava os ataques que lançavam clarões de luz da troca intensa de golpes. Após alguns minutos, o rapaz ajeitou a câmera e disse que estava ligada. Os telões agora transmitiam a figura de um homem hispânico, com uma camisa colorida amarrotada. Ao fundo, a violenta batalha.
-Digimons são reais! – Gritou Miguel, quando uma rajada de energia atingiu o helicóptero. A câmera focalizou Draco salvando o helicóptero do impacto com o solo. – Digimons são reais! Neste momento existem digimons por todo globo sendo oprimidos junto com seus parceiros humanos! E estes aqui estão arriscando as vidas deles para tentar salvar a de vocês! Sim, existem digimons selvagens que podem tentar nos fazer mal, mas a grande maioria deles são nossos amigos, nossos companheiros, nossos irmãos! Abram seus olhos para essa realidade, não se deixem enganar!
Um movimento rápido, um forte urro de dor. A câmera focalizou quando um braço saindo de dentro do buraco negro agarrou Draco em pleno ar, e começou a esmagar o dragão com força bruta. Draco gritava cada vez mais enquanto a conexão aos poucos era perdida.
-A verdade... Digimons... reais! – Foi a última coisa que o telespectador que estava assistindo aquela cena conseguiu ouvir, em meio a estrondos e gritos, logo antes de a tela escureceu e a seguinte mensagem ser exibida “Fora do ar por problemas técnicos”.
Continua...
Alguém aí disse cliffhanger?

Sir Dragon- Adult (Seijukuki)

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Re: Digimon Truth
UM FUCKING CLIFFHANGER, LOGO NESTE INSTANTE?!!! PORRA DRAGÃO, PORRA
ASEKHJAERHKE
xDDDD Mas eu curti, e morri de rir com a personagem da Eva. A citação bíblica tem algo a ver com a promiscuidade da moça?? E ainda mais a reacção do Daisuke.
Super curiosa sobre o papel da velhota que eles salvaram! Esperava tudo menos uma idosa com uma Tailmon ao colo (lol).
Now, se estavas com receio sobre o dia D, só tenho a declarar: CONTINUA PORRA!
A caracterização dos personagens continua dos coisas mais foda da fanfic - vê bem, até com aquele desgraçado da câmara que não fugiu por excesso de medo dá para simpatizar. xDD
Temos, portanto:
- um Millenniummon à solta pela cidade de NY, for the sake of the world wide wisdom.... #megusta
- um objectivo final: Dante e Angel, casarem, no fim de LA REVOLUCION
- uma velhinha misteriosa aehuaeuhae
CONTINUA!! xDD
ASEKHJAERHKE
xDDDD Mas eu curti, e morri de rir com a personagem da Eva. A citação bíblica tem algo a ver com a promiscuidade da moça?? E ainda mais a reacção do Daisuke.
Super curiosa sobre o papel da velhota que eles salvaram! Esperava tudo menos uma idosa com uma Tailmon ao colo (lol).
Now, se estavas com receio sobre o dia D, só tenho a declarar: CONTINUA PORRA!
A caracterização dos personagens continua dos coisas mais foda da fanfic - vê bem, até com aquele desgraçado da câmara que não fugiu por excesso de medo dá para simpatizar. xDD
Temos, portanto:
- um Millenniummon à solta pela cidade de NY, for the sake of the world wide wisdom.... #megusta
- um objectivo final: Dante e Angel, casarem, no fim de LA REVOLUCION
- uma velhinha misteriosa aehuaeuhae
CONTINUA!! xDD
Re: Digimon Truth
HAVERÁ MELHOR LUGAR PARA UMA CENA FODEROSA COMO ESTA ACONTECER DO QUE O NO CORAÇÃO DO MUNDO, TIMES SQUARE? MALDITOS CLIFFHANGERS, NÃO ME DEIXAM CONTINUAR A VER OS MOVIMENTOS DA HISTÓRIA! auahuahauahau
tb ia morrendo qnd o dante pediu a angel em casamento... that. was. so. cute. *.* amo o dante, nem mais auhauahuahua
curti a personagem eva, o daisuke tem piada, gostei de ver a interacção entre eles os 2 xDDD
sério... não tenho palavras para descrever isso... apenas tem PDL a mais para parar agr! encomenda mais e depressa, please! *.*
tb ia morrendo qnd o dante pediu a angel em casamento... that. was. so. cute. *.* amo o dante, nem mais auhauahuahua
curti a personagem eva, o daisuke tem piada, gostei de ver a interacção entre eles os 2 xDDD
sério... não tenho palavras para descrever isso... apenas tem PDL a mais para parar agr! encomenda mais e depressa, please! *.*

dmem4e- Baby 2 (Younenki II)

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Re: Digimon Truth

Capítulo interessante! Muito embora eu ache que a velinha foi solta com certa facilidade xD O clichê da mulher gostosa é meio batido demais, acho que poderia ter sido mais original sem perder o alto grau de ero-sennindade AUEHUAH
Quero ver o desfecho dessa luta!

Petyr Baelish- Baby 2 (Younenki II)

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Re: Digimon Truth
Matou a protagonista logo no 5ª cap, como os figurantes vão se deslocar agora? Vão comprar uma Vincent Black Shadow? kk
A fic em si é cheia de clichês por juntar muitas referências, mas não deixa de ter a sua graça e dava até pra deixar a porra mais séria se o Dante tivesse morrido...
PS- curti a ideia de o Megidramon só ser um fracasso nas mãos do Takato riariariariaria
A fic em si é cheia de clichês por juntar muitas referências, mas não deixa de ter a sua graça e dava até pra deixar a porra mais séria se o Dante tivesse morrido...
PS- curti a ideia de o Megidramon só ser um fracasso nas mãos do Takato riariariariaria

aswq- Baby 2 (Younenki II)

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Re: Digimon Truth
Holy fuck aswq postou numa fic!
Agora entendi porque você colocou tanta mulher pelada...
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Re: Digimon Truth
HAUHAUAHAUHAUH Todos os meus movimentos são friamente calculados!



Sir Dragon- Adult (Seijukuki)

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Re: Digimon Truth
Vocês sabem que eu não resisto a um bom fanservice kk

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Re: Digimon Truth
Ótima fanfic em minha opinião. Parabéns, Dragon. Acho que foi a primeira fanfic não-RPGística que realmente curti.
P.S.: Adorei o estilo do Dante. xD ^^
P.S.: Adorei o estilo do Dante. xD ^^
Re: Digimon Truth
Aêêêê \õ/ Depois de conseguir fazer até o Fonseca comentar, aqui está mais um capítulo \õ/
Não precisam se preocupar em me corrigir, eu sei que meios de comunicação, exército e equipes de reportagem não são/trabalham desse jeito. É tudo pelo bem da história xD Aí está, enjoy!
Capítulo 8 – Why so British?
O monstro com múltiplos braços esmagava Draco como se este fosse um brinquedo de apertar. Os urros de dos do dragão ecoavam pelas ruas vazias como um filme de terror assustador.
Megidramon permanecia em posição de defesa perto dos humanos, que observavam a cena horrorizados.
-Draco!! – Gritou o humano. Ele tentou ir na direção de seu Digimon, mas Angel segurou em seu braço o impedindo.
-Daan.. aan.. teeee!! – O dragão berrou. – Praaaa tráááás!
Dante se sentiu fraco naquele momento. Sua vontade era correr loucamente para ajudar seu parceiro, destruir Millenniummon com as próprias mãos. Draco encontraria o seu fim nas mãos do Digimon que ele jurou destruir?
Ao redor do mundo o caos se espalhava de forma generalizada. Por toda Europa, Ásia, África e América telefones da policia e de redações de jornais locais foram congestionados com relatos de estranhas criaturas. Alguns relatavam ter a forma de mamíferos, outros de dinossauros, plantas, peixes, até o cúmulo de monstros que tinham a forma de objetos inanimados, como revolveres, peças de lego e estrelas.
No youtube pipocavam aos montes vídeos com nomes estranhos, codificados, cheios de números. “E626L15T2” “E690L23T5”, ao clicar em tais vídeos os internautas viam pequenos monstros aparentemente indefesos sendo submetidos a todo tipo de teste e exame. Alguns eram fortes demais, como a sequência que mostrava um ser que aparentava ser uma raposa amarela sendo dissecada ainda viva, provocando náuseas e fazendo com que muitos usuários deixassem de assistir.
Relatórios extensos, narrando detalhadamente grandes operações engrenadas para lidar com grandes monstros em áreas restritas, testes em humanos e até casos de tortura física e psicológica. Documentos secretos de governos, agências, pessoas que agiam nas sombras, que agora estavam sendo lidos por pessoas do mundo inteiro de forma que negar a existência de tais coisas seria impossível.
A histeria coletiva ao redor dos chamados “Digimons” crescia na mesma medida que a curiosidade das pessoas. Aliens? Monstros assassinos? Criados pelo homem? De outra dimensão? Armas de guerra? O que seriam aquelas coisas?
De repente as atenções de todo o mundo se voltaram para os veículos de comunicação de massas. Canais de televisão, estações de rádio, sites da internet foram invadidos de forma simultânea e perfeitamente coordenada. Os porta vozes da revolução então começavam seu discurso de paz para aqueles que se dispusessem a ouvir. Em inglês, português, chinês, japonês, espanhol, francês, italiano, alemão, todas as vozes se uniam em uma só mensagem: “Digimons são reais”.
As tevês dos EUA agora acompanhavam a luta de um lagarto vermelho para se livrar de um abraço mortal. A equipe de reportagem que estava no helicóptero saiu da aeronave danificada e transmitia ao vivo para todo o país as imagens de Draco sendo esmagado. A repórter permanecia muda diante da cena. Outras equipes de reportagem não tinham coragem de se aproximar, tentavam pegar cenas da luta de longe, eventualmente filmando algo. Aquela brava equipe que tinha sido alvo de Millenniummon era o único meio de informação dos cidadãos dos EUA naquele exato instante.
Draco então se sentiu sem forças. Sentiu que ia perder para a pressão colossal que estava sentindo sobre seus membros. Nada que ele fizesse seria capaz de livrá-lo naquele momento. A câmera focalizou em close quando um raio de energia no formato de uma lâmina decepou o braço de Millenniummon que estava segurando o Draco e seguiu ferozmente até se chocar contra alguns dos telões da Times Square. O gigantesco Digimon inimigo gritava de dor enquanto sangue escorria do local onde seu braço esteve preso até poucos instantes atrás. Draco estava livre, e a câmera teve tempo de filmar enquanto o grande cavaleiro branco chegava ao campo de batalha.
-Lan- celot? – Disse Draco, surpreso e machucado, provavelmente tinha alguns ossos quebrados.
-Não se dê por vencido ainda, temos uma batalha dura pela frente. – O Digimon branco tinha um ar imponente e sublime. Seu parceiro, Andrew, correu pela rua até encontrar Dante e Angel.
-Andrew?!? O que faz aqui? – Perguntou Dante, surpreso.
-O meu trabalho, caçando terroristas. Infelizmente, não pude chegar a tempo, como podem ver.
-Você conhece o loiro amor? – Perguntou Angel.
-Ele é o líder dos Cavaleiros Reais. – Respondeu Dante.
-Eu devia te matar sabia! – Disse Angel, ríspida.
-Deixe para me matar depois que dermos um jeito nesse cara. Vidas estão em jogo. Mas por que o outro dragão não ajudou o parceiro de Dante?
-Megidramon protege Angel acima de tudo... – Respondeu o rapaz. – É uma longa história.
-Tudo bem, teremos tempo para longas histórias. Agora vamos lá, Lancelot! – O Digimon partiu para o ataque com sua afiada espada, pronto para decepar mais alguns braços de Millenniummon.
-Draco, você não vai ser o cabeça dura que eu conheço se não se levantar e voltar para a luta!
-Nem que todos os ossos do meu corpo estivessem quebrados! – O dragão pegou sua lança caída no chão e partiu para o ataque.
-Megidramon!... Chuta a bunda desse miserável! – O dragão deu um pequeno grunhido e voltou para a ofensiva.
A linha de defesa agora era composta por três digimons, mas Millenniummon ainda tinha um braço para cada um. Os três humanos correram para procurar abrigo quando o Digimon lançou mais uma vez a esfera de energia maciça de sua boca, se escondendo atrás de carros que permaneciam intactos. Megidramon revidou dando um poderoso soco na cara de Millenniummon enquanto ele estava distraído, fazendo o Digimon perder o equilíbrio.
Lancelot atirou com seu canhão acertando o peito de Millenniummon, que revidou com seus canhões duplos. Os digimons desviaram, mas o disparo seguiu na direção de um prédio onde os últimos corajosos assistiam de camarote a luta. Draco fez um disparo com sua lança que acertou os projéteis, os fazendo explodir poucos antes de atingirem o prédio.
-É perigoso demais continuar lutando com ele aqui. – Disse Andrew. – Pessoas podem morrer se esses ataques descoordenados dele acertarem algum dos prédios ao redor.
-O que você pensa fazer então? – Perguntou Angel. – Não é como se pudéssemos simplesmente pegar ele no colo e levar para outro lugar.
-Omega inForce! – Lancelot se moveu rapidamente com o que pareciam ser vários clones seus. Cada um dos clones acertou Millenniummon repetidamente com golpes de espada. Dezenas de cortes se formaram na pele do Digimon, que urrava de modo ensurdecedor enquanto seu sangue fazia uma poça no chão de asfalto. Millenniummon agora parecia ainda mais irritado. Ele pouco a pouco começou a sair do portal, indo em direção aos seus três inimigos. O portal ia fechando aos poucos enquanto o enorme Digimon cruzava a barreira para o mundo real. Agora o assustador Digimon estava completamente no mundo humano, cada um de seus passos fazia o chão tremer enquanto ele tentava acertar Lancelot, Draco e Megidramon.
As cenas transmitidas ao vivo da Times Square começaram a ganhar o mundo através dos canais de televisão, a medida que as emissoras recuperavam o sinal que havia sido roubado pelos revolucionários. A mensagem que deveria ser passada já estava circulando o mundo, não havia mais nada que pudesse ser feito. Agora o mundo todo acompanhava ao vivo a luta. Pessoas de todas as partes do mundo suaram frio quando os disparos de Millenniummon se dirigiram para o prédio, e quando Draco salvou aquelas pessoas, os espectadores passaram a perceber quem estava do lado deles.
-Gambatte Ryuu-san! – Crianças numa escola do Japão vibravam e gritavam palavras de incentivo a cada movimento de Draco.
-C’mon guys. You can’t give up. – Pessoas na Inglaterra assistiam caladas e apreensivas, murmurando comentários entre uma ação e outra.
-Vamo lá caralho! Não deixem esse chupacabra super crescido botar medo em vocês – No Brasil, torcidas organizadas se formavam para assistir a luta pela internet.
- Lotta, lucertole maledetti! Non mollare! – Os italianos se envolveram profundamente na batalha, gritando, praguejando e fazendo gestos em direção a suas TV’s.
O mundo inteiro estava unido em torno de uma única causa. Muitas pessoas se mostravam preocupadas a respeito dos três jovens que pareciam estar envolvidos na batalha ajudando os digimons. As autoridades tinham medo de se envolver e encontrar problemas com o governo americano. As forças armadas norte americanas sugeriram um bombardeio da Times Square, que foi negado diante do risco de inúmeras mortes. A solução seria pequenos batalhões se dirigirem por terra até o local.
Mas no momento, o destino dependida de Dante, Angel e Andrew.
-Eu vou embora daqui! – Gritou Hamilton, tremendo.
-Ainda não hombre!
-Sem chance, não tem nada que eu possa fazer! Eu tenho amor pela minha vida! – O jovem rapaz disparou pela rua correndo na direção oposta da batalha, largando tudo que tinha consigo para trás.
Miguel teve que sair rapidamente de onde ele estava quando Millenniummon arremessou um carro em sua direção. Talvez Hamilton estivesse certo e fosse hora de procurar abrigo. Não havia mesmo muita coisa que ele pudesse fazer agora, sua parte já estava cumprida. Miguel resolveu voltar para o carro e ver como Eva e Pablito estavam.
Do carro, Eva observava enquanto as luzes da batalha se tornavam mais intensas. Ela não podia mais ficar sentada ali sem fazer nada.
-Bem, acho que uma velha senhora não pode deixar todo o trabalho para os jovens não é mesmo? – disse ela se levantando e saindo do carro com seu pequeno gato nos braços.
-Mas señora, usted não deve ir até lá. És perigoso! – O pequeno V-mon mexicano estava agitado e inquieto, não gostava de ficar longe de seu parceiro.
-Vamos lá pequenino, não adianta nada ficar aqui. – Eva passou a mão na cabeça do Digimon azul com um sorriso gentil, e começou a andar na direção da batalha. Algum tempo depois ela se encontrou com Miguel, que voltava correndo o mais rápido que podia.
-Señora Eva, por favor, fique longe. Correrás risco de vida indo até lá! –Disse Miguel, tentando convencer a mulher.
-Eu sou uma velha senhora, já vivi o suficiente. – Respondeu Eva, ainda com um sorriso gentil. A mulher voltou a caminhar, e Miguel resolveu segui-la. Pablito logo os alcançou e os seguiu.
A batalha seguia feroz. Os três digimons atacavam por todos os lados, enquanto Millenniummon revidava com toda força que tinha. Pouco a pouco eles empurraram o inimigo para o centro do cruzamento, onde poderiam se movimentar livremente sem correr o risco de colocar a vida de humanos em perigo. Ao redor deles o cenário estava cada vez mais destruído. O asfalto estava derretido e contorcido pelo calor e violência das explosões, o sangue de Millenniummon fazia um rastro pelo caminho do Digimon. Carros destruídos, postes arrancados, crateras abertas no chão. Os três humanos estavam abrigados atrás de um ônibus de turismo onde estariam seguros.
-Eu não queria ter que apelar para isso... Lancelot, use aquele ataque! – Ordenou Andrew.
-“Aquele ataque”? – Perguntou Dante.
-O ataque mais poderoso dele. Não gosto de usa-lo pelos efeitos que pode provocar, mas essa situação não pode se estender mais.
Lancelot voou e parou de frente para Millenniummon, o encarando. O cavaleiro branco ergueu sua espada para o céu em um gesto sublime, e pouco a pouco as inscrições da lâmina começaram a brilhar.
-Saiam da frente! – Gritou Lancelot para os outros dois digimons. – All...
Algo estranho aconteceu. Subitamente todo o corpo de Lancelot começou a brilhar. O Digimon parecia estar diminuindo de tamanho. Quando o brilho se dissipou, ele tinha se transformado em um dragão humanoide laranja usando armaduras pesadas e duas armas nos braços com grandes garras. Ao lado dele um pequeno Digimon que tinha a aparência de um cachorro, mas parecia estar usando um casaco de pele branco com listras azuis. O pequeno cachorro começou a cair, inerte. Antes de tocar o solo ele se desfez em dados, restando apenas o pequeno digitama no lugar.
-War...Greymon? – Andrew disse em uma voz fraca, pouco antes de cair de joelhos no chão. Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto em um choro contido, mas que parecia rasgar seu peito. Ele sabia que, em algum lugar da Inglaterra, sua esposa havia dado seu último suspiro.
-O-Oh que aconteceu? – Perguntou Angel, perdida.
-O Metal Garurumon que estava fundido com o War Greymon dele... Era da esposa dele.
-Isso quer dizer que... Oh meu Deus... Oh Andrew... – Angel correu e abraçou o homem loiro que parecia estar desabando bem em frente aos seus olhos. Andrew então começou a chorar amargamente com o rosto enterrado no ombro de Angel.
Mas Millenniummon não estava comovido pela cena. O Digimon apontou seus canhões e acertou em cheio Lancelot, que não teve tempo de reagir. O guerreiro dragão foi de encontro ao solo com muitas peças de sua armadura destroçadas e fumaça saindo de seu corpo.
Millenniummon partiu para cima do Digimon caído, impiedosamente. Ele tentou agarrá-lo com suas mãos poderosas. Pouco antes de alcança-lo, Draco se colocou no caminho de Millenniummon. Ele perfurou a mão do Digimon com sua grande lança se colocando entre ele e Lancelot
-Não tão rápido! – O dragão vermelho segurava a lança com todas as suas forças lutando contra a pressão descomunal que Millenniummon estava fazendo do outro lado. O Digimon maligno então arrancou a lança das mãos de Draco usando outro de seus braços, e esmagou a arma enquanto a retirava de sua mão. Millenniummon então lançou a esfera de energia maciça que saia de sua boca na direção de Draco e Lancelot, que explodiu machucando severamente os dois digimons. – AAAARGH!
-DRACO! – Dante só pode ficar observando enquanto os dois digimons caiam no chão. Millenniummon parecia ter perdido o interesse neles e agora avançava na direção dos humanos. Andrew não reagia e Angel tentava ajuda-lo de alguma forma. A única defesa agora era Megidramon, que permanecia feroz entre os humanos e o Digimon maligno.
Megidramon rugiu de forma ensurdecedora, mas isso não abalou Millenniummon. O Digimon apontou seus canhões na direção do dragão e consequentemente na direção dos humanos. O dragão-serpente vermelho abriu suas asas como se tentasse formar um escudo com elas, estava pronto para receber o ataque.
Então algo misterioso aconteceu. Millenniummon parou de se mexer como se estivesse sendo impedido por uma força superior, consequentemente parando o ataque. O Digimon grunhia e rosnava, mas não conseguia sair do lugar. O campo de batalha pouco a pouco começou a ser inundado por uma chuva de luzes que parecia pequenos flocos de neve que reluziam e brilhavam. Algo parecido com uma aurora boreal se formou por cima do local, e era de lá que a “chuva” estava vindo. Seja lá o que fosse, aquilo estava travando completamente os movimentos de Millenniummon.
Os humanos então viram uma cena esplêndida. Se aproximando do campo de batalha, um lindo anjo com longos cabelos loiros, trajando uma armadura verde e portando uma grande lança. Caminhando junto com o anjo, estavam Eva, Miguel e Pablito.
-O-o que está acontecendo aqui? – Perguntou Dante, atônito.
-Não se preocupe meu rapaz. – Disse Eva, gentilmente. – Considere esse o meu voto de confiança de que juntos podemos construir um mundo melhor.
-Ela é um Digimon? – Disse Dante apontando para o anjo.
-Eu e Tailmon tivemos muito tempo juntas para melhorar nossas técnicas. Mas vocês precisam derrotar esse monstro agora, não sei por quanto tempo a técnica vai durar.
-Amigo, que grande fiesta ustedes estão dando aqui!
-Põe festa nisso amigo. Andrew, vamos lá. Eu sei que o que você está passando agora é uma dor insuportável. Eu não imagino o que faria se eu perdesse a Angel. Mas seu parceiro precisa de você mais do que nunca. Lancelot confia em você com a própria vida, não desperdice essa confiança.
-Você tem razão Dante... Lancelot está vivo, e está aqui. Ele precisa de mim.
-Tudo bem então, vamos acabar com isso de uma vez por todas! – Disse Dante pegando do bolso seu digivice preto e dourado. – Andrew, Angel!
-Vamos lá! – Andrew também pegou seu digivice, branco e dourado.
-Sim, vamos!
Com Millenniummon parado, os helicópteros de reportagem agora exibiam vários ângulos do campo de batalha. As autoridades se aproximavam por solo e chegariam a qualquer minuto com rifles, fuzis, morteiros, bazucas, e todo tipo de armamento pesado.
Dante e Andrew realizaram juntos a técnica que tinham utilizado um contra o outro. Suas auras intensas brilhavam ao redor de seus corpos fazendo suas roupas tremularem, enviando energia para seus digivices. Pessoas de todo mundo vibraram quando os dois dragões se ergueram da cratera onde tinham sido enterrados por escombros. Machucados, feridos, mas renovados, Draco e Lancelot voaram com novo ânimo em direção a Millenniummon, como duas fênix ressurgindo das cinzas.
Megidramon juntou suas mãos como se fossem um martelo e deu um golpe tão poderoso na cabeça de Millenniummon que mandou uma onda de choque até onde os humanos estavam. A terra tremeu quando o enorme corpo de Millenniummon foi de encontro ao solo.
Lancelot, posicionado acima do inimigo, formou uma gigantesca esfera laranja de energia sobre sua cabeça. O guerreiro dragão lançou a esfera na direção do inimigo. O ataque era tão grande que englobou todo o corpo de Millenniummon no que parecia ser uma esfera de pura energia condensada.
-Depois de tudo o que você causou, o mundo humano vai ser o seu túmulo. – Draco formou em sua mão uma lança de pura energia azul, que parecia ser feita inteiramente da aura que saia do corpo de Dante. – Volte para o buraco de onde você nunca deveria ter saído!
O dragão vermelho lançou seu ataque. A lança azul de energia cortou o espaço entre os dois digimons com velocidade assustadora, até ir de encontro ao ataque lançado por Lancelot. A colisão dos dois ataques provocou uma grande explosão, que quebrou os vidros de carros e janelas próximas à área de combate com a onda de choque. Megidramon protegeu os humanos de receber o impacto.
Quando a nuvem de poeira baixou, lá estava o corpo de Millenniummon. Destroçado, apenas uma leve semelhança a aquilo que ele já tinha sido. Mas estranhamente, ele não havia virado um ovo.
Os dados de Millenniummon pareciam estar tentando se reorganizar, como se ele estivesse tentando obter uma nova forma.
-Ophanimon. – Disse Eva, em tom de seriedade. A Digimon anjo criou um cristal com coloração roxa em suas mãos. O cristal flutuou até onde o corpo de Millenniummon estava, e sugou todos os dados do Digimon, os aprisionando.
-Acabou... – Disse Angel, caindo de joelhos, com o corpo e a mente exaustos. – Eu não quero passar por isso de novo.
-Está tudo bem agora. – Dante se abaixou, abraçou e beijou sua noiva.
Megidramon desapareceu no ar como sempre fez. Os outros dois digimons dragões pousaram perto de seus parceiros. Draco voltou a ser Dracomon, e Lancelot passou a ser um pequeno tiranossauro amarelo com grandes olhos verdes, do mesmo tamanho de Draco.
-E-eu preciso ir embora. Tenho... Coisas a resolver. – Disse Andrew, um tanto perdido.
-Amigo, você não precisa estar sozinho. Pode contar comigo para qualquer coisa. – Dante se levantou e estendeu a mão para Andrew.
-Eu sei mas... Eu preciso ir. – Andrew apertou a mão de seu mais novo amigo.
-Entendo sua situação...
-Mas preste atenção Dante, essa é a sua chance. Hora de mudar o mundo. – Andrew recolheu Lancelot e o digitama de Metal Garurumon para o seu digivice e partiu, deixando os outros humanos e seus digimons. Ophanimon voltou a ser Tailmon e se repousou nos ombros de Eva, enrolando sua cauda no pescoço da humana.
Pouco tempo depois que Andrew sumiu de vista, novos convidados chegaram a área da festa. O batalhão fortemente armado encontrou apenas uma área destruída, quatro humanos e três digimons inofensivos. O local então foi inundado com centenas de microfones, câmeras e repórteres de todas as emissoras de Tevê da América do Norte.
-Senhores, eu sei que tem muitas perguntas e que querem informações sobre o que aconteceu aqui hoje. Peço humildemente que escutem o que esta senhora tem a falar, acredito que muitas de suas dúvidas serão respondidas. – Disse Dante, passando os holofotes para Eva. A mulher foi cercada por dezenas de câmeras e microfones. Outros repórteres tentavam falar com Dante, Miguel e Angel. Outros tentavam entrevistar Draco. Eva então começou seu discurso.
-Meu nome é Eva Dumont, e eu sou uma sobrevivente.
Continua...
É isso aí galera, até a próxima xD
Não precisam se preocupar em me corrigir, eu sei que meios de comunicação, exército e equipes de reportagem não são/trabalham desse jeito. É tudo pelo bem da história xD Aí está, enjoy!
Capítulo 8 – Why so British?
O monstro com múltiplos braços esmagava Draco como se este fosse um brinquedo de apertar. Os urros de dos do dragão ecoavam pelas ruas vazias como um filme de terror assustador.
Megidramon permanecia em posição de defesa perto dos humanos, que observavam a cena horrorizados.
-Draco!! – Gritou o humano. Ele tentou ir na direção de seu Digimon, mas Angel segurou em seu braço o impedindo.
-Daan.. aan.. teeee!! – O dragão berrou. – Praaaa tráááás!
Dante se sentiu fraco naquele momento. Sua vontade era correr loucamente para ajudar seu parceiro, destruir Millenniummon com as próprias mãos. Draco encontraria o seu fim nas mãos do Digimon que ele jurou destruir?
–//////--
Ao redor do mundo o caos se espalhava de forma generalizada. Por toda Europa, Ásia, África e América telefones da policia e de redações de jornais locais foram congestionados com relatos de estranhas criaturas. Alguns relatavam ter a forma de mamíferos, outros de dinossauros, plantas, peixes, até o cúmulo de monstros que tinham a forma de objetos inanimados, como revolveres, peças de lego e estrelas.
No youtube pipocavam aos montes vídeos com nomes estranhos, codificados, cheios de números. “E626L15T2” “E690L23T5”, ao clicar em tais vídeos os internautas viam pequenos monstros aparentemente indefesos sendo submetidos a todo tipo de teste e exame. Alguns eram fortes demais, como a sequência que mostrava um ser que aparentava ser uma raposa amarela sendo dissecada ainda viva, provocando náuseas e fazendo com que muitos usuários deixassem de assistir.
Relatórios extensos, narrando detalhadamente grandes operações engrenadas para lidar com grandes monstros em áreas restritas, testes em humanos e até casos de tortura física e psicológica. Documentos secretos de governos, agências, pessoas que agiam nas sombras, que agora estavam sendo lidos por pessoas do mundo inteiro de forma que negar a existência de tais coisas seria impossível.
A histeria coletiva ao redor dos chamados “Digimons” crescia na mesma medida que a curiosidade das pessoas. Aliens? Monstros assassinos? Criados pelo homem? De outra dimensão? Armas de guerra? O que seriam aquelas coisas?
De repente as atenções de todo o mundo se voltaram para os veículos de comunicação de massas. Canais de televisão, estações de rádio, sites da internet foram invadidos de forma simultânea e perfeitamente coordenada. Os porta vozes da revolução então começavam seu discurso de paz para aqueles que se dispusessem a ouvir. Em inglês, português, chinês, japonês, espanhol, francês, italiano, alemão, todas as vozes se uniam em uma só mensagem: “Digimons são reais”.
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As tevês dos EUA agora acompanhavam a luta de um lagarto vermelho para se livrar de um abraço mortal. A equipe de reportagem que estava no helicóptero saiu da aeronave danificada e transmitia ao vivo para todo o país as imagens de Draco sendo esmagado. A repórter permanecia muda diante da cena. Outras equipes de reportagem não tinham coragem de se aproximar, tentavam pegar cenas da luta de longe, eventualmente filmando algo. Aquela brava equipe que tinha sido alvo de Millenniummon era o único meio de informação dos cidadãos dos EUA naquele exato instante.
Draco então se sentiu sem forças. Sentiu que ia perder para a pressão colossal que estava sentindo sobre seus membros. Nada que ele fizesse seria capaz de livrá-lo naquele momento. A câmera focalizou em close quando um raio de energia no formato de uma lâmina decepou o braço de Millenniummon que estava segurando o Draco e seguiu ferozmente até se chocar contra alguns dos telões da Times Square. O gigantesco Digimon inimigo gritava de dor enquanto sangue escorria do local onde seu braço esteve preso até poucos instantes atrás. Draco estava livre, e a câmera teve tempo de filmar enquanto o grande cavaleiro branco chegava ao campo de batalha.
-Lan- celot? – Disse Draco, surpreso e machucado, provavelmente tinha alguns ossos quebrados.
-Não se dê por vencido ainda, temos uma batalha dura pela frente. – O Digimon branco tinha um ar imponente e sublime. Seu parceiro, Andrew, correu pela rua até encontrar Dante e Angel.
-Andrew?!? O que faz aqui? – Perguntou Dante, surpreso.
-O meu trabalho, caçando terroristas. Infelizmente, não pude chegar a tempo, como podem ver.
-Você conhece o loiro amor? – Perguntou Angel.
-Ele é o líder dos Cavaleiros Reais. – Respondeu Dante.
-Eu devia te matar sabia! – Disse Angel, ríspida.
-Deixe para me matar depois que dermos um jeito nesse cara. Vidas estão em jogo. Mas por que o outro dragão não ajudou o parceiro de Dante?
-Megidramon protege Angel acima de tudo... – Respondeu o rapaz. – É uma longa história.
-Tudo bem, teremos tempo para longas histórias. Agora vamos lá, Lancelot! – O Digimon partiu para o ataque com sua afiada espada, pronto para decepar mais alguns braços de Millenniummon.
-Draco, você não vai ser o cabeça dura que eu conheço se não se levantar e voltar para a luta!
-Nem que todos os ossos do meu corpo estivessem quebrados! – O dragão pegou sua lança caída no chão e partiu para o ataque.
-Megidramon!... Chuta a bunda desse miserável! – O dragão deu um pequeno grunhido e voltou para a ofensiva.
A linha de defesa agora era composta por três digimons, mas Millenniummon ainda tinha um braço para cada um. Os três humanos correram para procurar abrigo quando o Digimon lançou mais uma vez a esfera de energia maciça de sua boca, se escondendo atrás de carros que permaneciam intactos. Megidramon revidou dando um poderoso soco na cara de Millenniummon enquanto ele estava distraído, fazendo o Digimon perder o equilíbrio.
Lancelot atirou com seu canhão acertando o peito de Millenniummon, que revidou com seus canhões duplos. Os digimons desviaram, mas o disparo seguiu na direção de um prédio onde os últimos corajosos assistiam de camarote a luta. Draco fez um disparo com sua lança que acertou os projéteis, os fazendo explodir poucos antes de atingirem o prédio.
-É perigoso demais continuar lutando com ele aqui. – Disse Andrew. – Pessoas podem morrer se esses ataques descoordenados dele acertarem algum dos prédios ao redor.
-O que você pensa fazer então? – Perguntou Angel. – Não é como se pudéssemos simplesmente pegar ele no colo e levar para outro lugar.
-Omega inForce! – Lancelot se moveu rapidamente com o que pareciam ser vários clones seus. Cada um dos clones acertou Millenniummon repetidamente com golpes de espada. Dezenas de cortes se formaram na pele do Digimon, que urrava de modo ensurdecedor enquanto seu sangue fazia uma poça no chão de asfalto. Millenniummon agora parecia ainda mais irritado. Ele pouco a pouco começou a sair do portal, indo em direção aos seus três inimigos. O portal ia fechando aos poucos enquanto o enorme Digimon cruzava a barreira para o mundo real. Agora o assustador Digimon estava completamente no mundo humano, cada um de seus passos fazia o chão tremer enquanto ele tentava acertar Lancelot, Draco e Megidramon.
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As cenas transmitidas ao vivo da Times Square começaram a ganhar o mundo através dos canais de televisão, a medida que as emissoras recuperavam o sinal que havia sido roubado pelos revolucionários. A mensagem que deveria ser passada já estava circulando o mundo, não havia mais nada que pudesse ser feito. Agora o mundo todo acompanhava ao vivo a luta. Pessoas de todas as partes do mundo suaram frio quando os disparos de Millenniummon se dirigiram para o prédio, e quando Draco salvou aquelas pessoas, os espectadores passaram a perceber quem estava do lado deles.
-Gambatte Ryuu-san! – Crianças numa escola do Japão vibravam e gritavam palavras de incentivo a cada movimento de Draco.
-C’mon guys. You can’t give up. – Pessoas na Inglaterra assistiam caladas e apreensivas, murmurando comentários entre uma ação e outra.
-Vamo lá caralho! Não deixem esse chupacabra super crescido botar medo em vocês – No Brasil, torcidas organizadas se formavam para assistir a luta pela internet.
- Lotta, lucertole maledetti! Non mollare! – Os italianos se envolveram profundamente na batalha, gritando, praguejando e fazendo gestos em direção a suas TV’s.
O mundo inteiro estava unido em torno de uma única causa. Muitas pessoas se mostravam preocupadas a respeito dos três jovens que pareciam estar envolvidos na batalha ajudando os digimons. As autoridades tinham medo de se envolver e encontrar problemas com o governo americano. As forças armadas norte americanas sugeriram um bombardeio da Times Square, que foi negado diante do risco de inúmeras mortes. A solução seria pequenos batalhões se dirigirem por terra até o local.
Mas no momento, o destino dependida de Dante, Angel e Andrew.
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-Eu vou embora daqui! – Gritou Hamilton, tremendo.
-Ainda não hombre!
-Sem chance, não tem nada que eu possa fazer! Eu tenho amor pela minha vida! – O jovem rapaz disparou pela rua correndo na direção oposta da batalha, largando tudo que tinha consigo para trás.
Miguel teve que sair rapidamente de onde ele estava quando Millenniummon arremessou um carro em sua direção. Talvez Hamilton estivesse certo e fosse hora de procurar abrigo. Não havia mesmo muita coisa que ele pudesse fazer agora, sua parte já estava cumprida. Miguel resolveu voltar para o carro e ver como Eva e Pablito estavam.
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Do carro, Eva observava enquanto as luzes da batalha se tornavam mais intensas. Ela não podia mais ficar sentada ali sem fazer nada.
-Bem, acho que uma velha senhora não pode deixar todo o trabalho para os jovens não é mesmo? – disse ela se levantando e saindo do carro com seu pequeno gato nos braços.
-Mas señora, usted não deve ir até lá. És perigoso! – O pequeno V-mon mexicano estava agitado e inquieto, não gostava de ficar longe de seu parceiro.
-Vamos lá pequenino, não adianta nada ficar aqui. – Eva passou a mão na cabeça do Digimon azul com um sorriso gentil, e começou a andar na direção da batalha. Algum tempo depois ela se encontrou com Miguel, que voltava correndo o mais rápido que podia.
-Señora Eva, por favor, fique longe. Correrás risco de vida indo até lá! –Disse Miguel, tentando convencer a mulher.
-Eu sou uma velha senhora, já vivi o suficiente. – Respondeu Eva, ainda com um sorriso gentil. A mulher voltou a caminhar, e Miguel resolveu segui-la. Pablito logo os alcançou e os seguiu.
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A batalha seguia feroz. Os três digimons atacavam por todos os lados, enquanto Millenniummon revidava com toda força que tinha. Pouco a pouco eles empurraram o inimigo para o centro do cruzamento, onde poderiam se movimentar livremente sem correr o risco de colocar a vida de humanos em perigo. Ao redor deles o cenário estava cada vez mais destruído. O asfalto estava derretido e contorcido pelo calor e violência das explosões, o sangue de Millenniummon fazia um rastro pelo caminho do Digimon. Carros destruídos, postes arrancados, crateras abertas no chão. Os três humanos estavam abrigados atrás de um ônibus de turismo onde estariam seguros.
-Eu não queria ter que apelar para isso... Lancelot, use aquele ataque! – Ordenou Andrew.
-“Aquele ataque”? – Perguntou Dante.
-O ataque mais poderoso dele. Não gosto de usa-lo pelos efeitos que pode provocar, mas essa situação não pode se estender mais.
Lancelot voou e parou de frente para Millenniummon, o encarando. O cavaleiro branco ergueu sua espada para o céu em um gesto sublime, e pouco a pouco as inscrições da lâmina começaram a brilhar.
-Saiam da frente! – Gritou Lancelot para os outros dois digimons. – All...
Algo estranho aconteceu. Subitamente todo o corpo de Lancelot começou a brilhar. O Digimon parecia estar diminuindo de tamanho. Quando o brilho se dissipou, ele tinha se transformado em um dragão humanoide laranja usando armaduras pesadas e duas armas nos braços com grandes garras. Ao lado dele um pequeno Digimon que tinha a aparência de um cachorro, mas parecia estar usando um casaco de pele branco com listras azuis. O pequeno cachorro começou a cair, inerte. Antes de tocar o solo ele se desfez em dados, restando apenas o pequeno digitama no lugar.
-War...Greymon? – Andrew disse em uma voz fraca, pouco antes de cair de joelhos no chão. Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto em um choro contido, mas que parecia rasgar seu peito. Ele sabia que, em algum lugar da Inglaterra, sua esposa havia dado seu último suspiro.
-O-Oh que aconteceu? – Perguntou Angel, perdida.
-O Metal Garurumon que estava fundido com o War Greymon dele... Era da esposa dele.
-Isso quer dizer que... Oh meu Deus... Oh Andrew... – Angel correu e abraçou o homem loiro que parecia estar desabando bem em frente aos seus olhos. Andrew então começou a chorar amargamente com o rosto enterrado no ombro de Angel.
Mas Millenniummon não estava comovido pela cena. O Digimon apontou seus canhões e acertou em cheio Lancelot, que não teve tempo de reagir. O guerreiro dragão foi de encontro ao solo com muitas peças de sua armadura destroçadas e fumaça saindo de seu corpo.
Millenniummon partiu para cima do Digimon caído, impiedosamente. Ele tentou agarrá-lo com suas mãos poderosas. Pouco antes de alcança-lo, Draco se colocou no caminho de Millenniummon. Ele perfurou a mão do Digimon com sua grande lança se colocando entre ele e Lancelot
-Não tão rápido! – O dragão vermelho segurava a lança com todas as suas forças lutando contra a pressão descomunal que Millenniummon estava fazendo do outro lado. O Digimon maligno então arrancou a lança das mãos de Draco usando outro de seus braços, e esmagou a arma enquanto a retirava de sua mão. Millenniummon então lançou a esfera de energia maciça que saia de sua boca na direção de Draco e Lancelot, que explodiu machucando severamente os dois digimons. – AAAARGH!
-DRACO! – Dante só pode ficar observando enquanto os dois digimons caiam no chão. Millenniummon parecia ter perdido o interesse neles e agora avançava na direção dos humanos. Andrew não reagia e Angel tentava ajuda-lo de alguma forma. A única defesa agora era Megidramon, que permanecia feroz entre os humanos e o Digimon maligno.
Megidramon rugiu de forma ensurdecedora, mas isso não abalou Millenniummon. O Digimon apontou seus canhões na direção do dragão e consequentemente na direção dos humanos. O dragão-serpente vermelho abriu suas asas como se tentasse formar um escudo com elas, estava pronto para receber o ataque.
Então algo misterioso aconteceu. Millenniummon parou de se mexer como se estivesse sendo impedido por uma força superior, consequentemente parando o ataque. O Digimon grunhia e rosnava, mas não conseguia sair do lugar. O campo de batalha pouco a pouco começou a ser inundado por uma chuva de luzes que parecia pequenos flocos de neve que reluziam e brilhavam. Algo parecido com uma aurora boreal se formou por cima do local, e era de lá que a “chuva” estava vindo. Seja lá o que fosse, aquilo estava travando completamente os movimentos de Millenniummon.
Os humanos então viram uma cena esplêndida. Se aproximando do campo de batalha, um lindo anjo com longos cabelos loiros, trajando uma armadura verde e portando uma grande lança. Caminhando junto com o anjo, estavam Eva, Miguel e Pablito.
-O-o que está acontecendo aqui? – Perguntou Dante, atônito.
-Não se preocupe meu rapaz. – Disse Eva, gentilmente. – Considere esse o meu voto de confiança de que juntos podemos construir um mundo melhor.
-Ela é um Digimon? – Disse Dante apontando para o anjo.
-Eu e Tailmon tivemos muito tempo juntas para melhorar nossas técnicas. Mas vocês precisam derrotar esse monstro agora, não sei por quanto tempo a técnica vai durar.
-Amigo, que grande fiesta ustedes estão dando aqui!
-Põe festa nisso amigo. Andrew, vamos lá. Eu sei que o que você está passando agora é uma dor insuportável. Eu não imagino o que faria se eu perdesse a Angel. Mas seu parceiro precisa de você mais do que nunca. Lancelot confia em você com a própria vida, não desperdice essa confiança.
-Você tem razão Dante... Lancelot está vivo, e está aqui. Ele precisa de mim.
-Tudo bem então, vamos acabar com isso de uma vez por todas! – Disse Dante pegando do bolso seu digivice preto e dourado. – Andrew, Angel!
-Vamos lá! – Andrew também pegou seu digivice, branco e dourado.
-Sim, vamos!
Com Millenniummon parado, os helicópteros de reportagem agora exibiam vários ângulos do campo de batalha. As autoridades se aproximavam por solo e chegariam a qualquer minuto com rifles, fuzis, morteiros, bazucas, e todo tipo de armamento pesado.
Dante e Andrew realizaram juntos a técnica que tinham utilizado um contra o outro. Suas auras intensas brilhavam ao redor de seus corpos fazendo suas roupas tremularem, enviando energia para seus digivices. Pessoas de todo mundo vibraram quando os dois dragões se ergueram da cratera onde tinham sido enterrados por escombros. Machucados, feridos, mas renovados, Draco e Lancelot voaram com novo ânimo em direção a Millenniummon, como duas fênix ressurgindo das cinzas.
Megidramon juntou suas mãos como se fossem um martelo e deu um golpe tão poderoso na cabeça de Millenniummon que mandou uma onda de choque até onde os humanos estavam. A terra tremeu quando o enorme corpo de Millenniummon foi de encontro ao solo.
Lancelot, posicionado acima do inimigo, formou uma gigantesca esfera laranja de energia sobre sua cabeça. O guerreiro dragão lançou a esfera na direção do inimigo. O ataque era tão grande que englobou todo o corpo de Millenniummon no que parecia ser uma esfera de pura energia condensada.
-Depois de tudo o que você causou, o mundo humano vai ser o seu túmulo. – Draco formou em sua mão uma lança de pura energia azul, que parecia ser feita inteiramente da aura que saia do corpo de Dante. – Volte para o buraco de onde você nunca deveria ter saído!
O dragão vermelho lançou seu ataque. A lança azul de energia cortou o espaço entre os dois digimons com velocidade assustadora, até ir de encontro ao ataque lançado por Lancelot. A colisão dos dois ataques provocou uma grande explosão, que quebrou os vidros de carros e janelas próximas à área de combate com a onda de choque. Megidramon protegeu os humanos de receber o impacto.
Quando a nuvem de poeira baixou, lá estava o corpo de Millenniummon. Destroçado, apenas uma leve semelhança a aquilo que ele já tinha sido. Mas estranhamente, ele não havia virado um ovo.
Os dados de Millenniummon pareciam estar tentando se reorganizar, como se ele estivesse tentando obter uma nova forma.
-Ophanimon. – Disse Eva, em tom de seriedade. A Digimon anjo criou um cristal com coloração roxa em suas mãos. O cristal flutuou até onde o corpo de Millenniummon estava, e sugou todos os dados do Digimon, os aprisionando.
-Acabou... – Disse Angel, caindo de joelhos, com o corpo e a mente exaustos. – Eu não quero passar por isso de novo.
-Está tudo bem agora. – Dante se abaixou, abraçou e beijou sua noiva.
Megidramon desapareceu no ar como sempre fez. Os outros dois digimons dragões pousaram perto de seus parceiros. Draco voltou a ser Dracomon, e Lancelot passou a ser um pequeno tiranossauro amarelo com grandes olhos verdes, do mesmo tamanho de Draco.
-E-eu preciso ir embora. Tenho... Coisas a resolver. – Disse Andrew, um tanto perdido.
-Amigo, você não precisa estar sozinho. Pode contar comigo para qualquer coisa. – Dante se levantou e estendeu a mão para Andrew.
-Eu sei mas... Eu preciso ir. – Andrew apertou a mão de seu mais novo amigo.
-Entendo sua situação...
-Mas preste atenção Dante, essa é a sua chance. Hora de mudar o mundo. – Andrew recolheu Lancelot e o digitama de Metal Garurumon para o seu digivice e partiu, deixando os outros humanos e seus digimons. Ophanimon voltou a ser Tailmon e se repousou nos ombros de Eva, enrolando sua cauda no pescoço da humana.
Pouco tempo depois que Andrew sumiu de vista, novos convidados chegaram a área da festa. O batalhão fortemente armado encontrou apenas uma área destruída, quatro humanos e três digimons inofensivos. O local então foi inundado com centenas de microfones, câmeras e repórteres de todas as emissoras de Tevê da América do Norte.
-Senhores, eu sei que tem muitas perguntas e que querem informações sobre o que aconteceu aqui hoje. Peço humildemente que escutem o que esta senhora tem a falar, acredito que muitas de suas dúvidas serão respondidas. – Disse Dante, passando os holofotes para Eva. A mulher foi cercada por dezenas de câmeras e microfones. Outros repórteres tentavam falar com Dante, Miguel e Angel. Outros tentavam entrevistar Draco. Eva então começou seu discurso.
-Meu nome é Eva Dumont, e eu sou uma sobrevivente.
Continua...
É isso aí galera, até a próxima xD

Sir Dragon- Adult (Seijukuki)

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