The book of Wish [Oneshots]

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The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Seg Out 10, 2011 11:54 pm

The Book Of Wish

Tecnicamente. Este pequeno espaço reserva não só histórias únicas criadas no momento de inspiração.
A idéia não é só criar, mas também dar novo ponto para outras já existentes.

Neste lugar, neste pequeno livro... Não existe apenas criação. Também está contido um outro olhar, uma versão nova de algo já existente.
O ponto de vista de outra pessoa, uma dimensão paralela... A recriação e revolução de algo.

Simplesmente. Um espaço onde não existe apenas oneshots, mas também poesia, fragmentos, lyrics e releituras/recriações.
São como anotações. O que está no livro original você resume com suas próprias palavras, do jeito seu jeito.

Aqui estão não só aventuras, mas como romances, tragédias, mistérios, comédias, dramas, etc.


Welcome to my little shrine.


★ Fanfics próprias:

[Hinode] [Kiseki no Tenshi no Michi e no Tobira] ["Dammit. Novato na área." =n=]
[Troca de Cartas] [Pesadelo e Sonho] [Digimon Adventure dot Three] [Anotações.]


★ Sobre o Livro:


O nome vem de uma relíquia da minha fanfic Digimon Adventure dot Three, cujo é um livro mágico com o símbolo do brasão do Desejo. A personagem que é guardiã desta relíquia é a Geijutsushi Nina daquela fic (não a mesma de Hinode ou de outra fic minha), cujo é uma menina sonhadora e que carrega consigo sempre um caderno para desenhar ou escrever alguma anotação, conto, etc.

A Mari ali em cima combina perfeitamente com essa descrição, pois foi inspirada no manual dela que eu tive a idéia da relíquia do Desejo ser um livro o.o

Este livro, como no pequeno texto ali em cima diz, não é só oneshots (em geral), pois algumas destas oneshots são versões diferentes de algo já existente, uma releitura. Outras são como poesias ou lyrics. É algo bem diversificado.

★ Páginas do livro:


Última edição por Daisuke Kaizaa em Qua Set 19, 2012 6:30 pm, editado 28 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Ter Out 11, 2011 12:22 am

Iniciando a tópico com uma recente, uma das penúltimas postadas na DD. Foi um trabalho na aula de Literatura (e eu tirei nota máxima, e o professor perguntou se não queria colocar algum conto meu num livro que ele fará com os trabalhos dos alunos o.0)

Resumindo, ela é inspirada no rpg do twitter. Não lembro a data ORIGINAL dela, apenas de quando copiei para o word do cachê do google.
Btw, enjoy:




★ Amor... Impossível?

Personagens: Daisuke, Taichi, Sora (ou melhor: @Dai_Motomiya, @Yagami_Taichi e @Takenochi_Sora)
Base: DA02, RPG [Twitter]
Tema: amor, comédia
Classificação: K


[Ignorem os erros. Repassei o texto diretamente pra cá]



Definitivamente... Ele, que era uma pessoa mais espoleta, mais travessa, mais aventureira e cheio de paixonites; mudara. Mas mudara tanto que para uns o serelepe estudante havia enlouquecido ou ficado doente, para outros aquilo tudo os preocupava.
Trocou o dia pela noite; as algazarras dos amigos pelos livros e música clássica; o visual mais descolado pelos trajes um pouco mais formais.
O que diabos tinha acontecido?! Para chegarmos na região do problema, vamos voltar atrás, no dia em que ocorreu tudo isto:

Uma bela festa de sua amiga. Uma amiga de longas datas, desde os seus oito anos.
Sempre a via como uma garota estranha e menos atraente, do tipo mais nerd e uma gênia da computação.
Mas naquele dia, esta mesma estava tão diferente! Não a viu se vestir daquela forma tão simples e estranha, tinha uma aura tão incandescente com tal vestido que surpreendeu boa parte do pessoal! E atraía tantos olhares que respondia a todos com uma postura mais alegre e atrevida. A jovem mantinha seus modos e educação, mas tais visões novas obtidas por nosso pobre rapaz... Ah... Aquilo o deixou maluco. Louquinho. Delirado.
O cupido acertou em cheio a flecha! O rapaz, de vinte anos, estava caidinho pela moça, um ano mais velha que si.

O problema principal é que tal dama não imaginaria que seu melhor amigo de infância poderia algum dia se apaixonar por ela. Por quê? Porque os dois, mesmo sendo amigos, viviam em pé de guerra um com o outro! Para ela, o garoto era imaturo, burro, exagerado, dramático e preguiçoso.
Para ele, a garota era sabichona, irritante, chiliquenta e exigente demais.
Oh, quantas brigas eles tiveram, quantos tapas que trocaram, quantas palavras "carinhosas" disseram.

Mas esta coisa toda agora parecia comportamento de criança. Ela era tão empenhada nos estudos, era a presidente da sala de informática da faculdade, fazia curso de design gráfico... E gostava de outro cara.
E esse cara... Poutz! Este era seu melhor amigo! E tinha um perfil tão intelectual! E ainda... O moço era o mais popular da faculdade. Também era uma pessoa humilde, gentil e culta.
Claro, era um par perfeito. Duas pessoas semelhantes.

E quanto ao nosso pobre estudante?
Este era "mais ou menos" nos estudos, preferia jogar futebol do que ler poesia; música boa era rock, metal rock, heavy metal, punk rock...; A agitação era o sinônimo de festa; paquerar garotas era um hobby; Esporte era sua praia e a matemática vivia conspirando contra si.
Amamante de aventura, queria viver uma vida como a dos filmes de ação.
Esse era o perfil dele. Um "aventureiro".

Mas a súbita flechada do amor o fizera mudar! O garoto perdeu o juízo e desejou tê-la. Trocou tudo! Tudo em nome do amor!
E essa maluquice toda fez com que as pessoas ao seu redor notasse! Diga-se aos pais, a irmã, aos amigos e aos professores do guri!

Certa noite, nosso rapaz melancólico andava pelas ruas, lendo um livro de Shakespere e indo de volta para casa. Passos depois, chegando na extremidade da esquina, viu por cima do livro um rapaz conhecido, três anos mais velho que si. Andava acompanhado de uma garota da mesma idade. O cara viu o menino e com um sorriso maroto, dirigiu-se:

- Ei! E aí? Se divertindo muito?
- Ah... Sim - respondeu, sem desgrudar de sua leitura.
- Esteve fazendo o que hoje? Não tinha te visto no treino.
- Estive contispado. Não pude comparecer a tal atividade extracurricular que nós temos após a faculdade.
- Hein?! - a forma culta do amigo o deixou confuso.
- Quis dizer que peguei uma gripe e não pude ir ao treino.

- Licença, preciso voltar para meus aposentos e estudar para as aulas do curso de amanhã. Suponho que vossa mestrada de língua inglesa venha a cobrar a leitura da obra de Shakespere. - voltou a falar de forma pólida.

- Tás louco? Nunca te vi tão...

- Meu caro companheiro, estou disposto a fazer loucuras em nome do belo anjo que desejo tanto ao meu lado. Oh! O amor pode mudar tudo, pessoas, destinos, desejos...

- Bebeu demais outra vez?!
- Bebi as águas da paixão. Sinto-me vivo! Como se tivesse renascido com os beijos imaginários que recebo desta dama em meus sonhos!
- Estás bêbado - supôs, dando um suspiro longo.
- Mas ele pode estar apaixonado por alguém! - contrariou a acompanhante.
- Se for... Então pirou de vez! - voltou-se ao rapaz mais novo - Ainda é a minha irmã? Agora sua paixonite por ela piorou?!

- Sua adorável irmã resplandece sua luz bela. Porém agora há outra dama deslumbrante em meu coração. Não desprezo sua irmã, mas sinto algo mais forte por outra!

- Só pode estar brincando! - arregalou os olhos, incrédulo - Desde os onze anos que tu eras louco por ela! Tanto que brigava com todos os outros amigos dela!

- Mas era uma paixão infantil! E como foi doloroso! Ela não atendia aos meus sentimentos mais profundos! Ela ria de mim, mas não importava. O sorriso e riso dela confortavam minhas lágrimas! Pois agora fui conquistado por outra. E esta possui uma carapaça, por trás dela está uma preciosa jóia que poucos vêem devido a sua proteção! Meu elementar amigo do peito, serei eu quem irá conquistar tal jóia! Por isso...

- Você está bem? Tem certeza que não bebeu demais?!
- Mas ela gosta de outro. Outro melhor que eu. Se ela não me ver, trancarei-me no quarto até o fim dos dias!
- E se ela já estiver namorando?

- Será o fim! O que sinto por este anjo é maior do que senti por sua irmã ou por outra! Oh! Destino cruel que nos separa por agora! Como pode me afastar desta deusa?! Morrerei virgem! Morrerei de amor!

- Não... - acenou negativamente a cabeça - Estás bêbado e não tenho mais dúvidas.
- Como pode não perceber meu estado?! - disse, indignado.
- Vejo perfeitamente que estás bêbado.
- Não bebi, senhor.
- Mas estás mais delirado que o Yamato!
- São os delírios do fogo da paixão.
- Estás louco por outra garota mesmo?
- O cupido flechou-me em cheio.
- Quem é?

- A dama mais bela de todas, aquela que se esconde para que sua frágil face não seja ferida pelos brutos que possam quebrá-la. Somente os homens de mãos delicadas conseguirão tocar neste cristal magnífico.

- Qual o nome dela?
- Segredo.
- Não confias em mim?
- O nome não é importante. Perdão senhor.
- Por que está me chamando assim?!
- Minha deusa não gostará se eu for rude e falar informalmente.
- Estás usando óculos?!
- Minha vista sofreu com minha falta de cuidados. Acabei por adquirir uma miopia.
- Miopia?
- Devido minha imprudência. Graças aos videogames. Minha deusa deverá me perdoar por isso.
- Hein?!
- Licença. Preciso voltar para casa e dedicar-me à leitura.
- Espera!
- Pois não, senhor?
- Não quer descontrair um pouco e comer um ramen?
- Não. Agradeço ao convite, mas preciso evitar minhas tentações.
- Pirou completamente... Você... IGNORANDO AQUILO QUE MAIS AMAS NA VIDA?! - balbuciou, boquiaberto.
- Eu a amo mais que o ramen.
- Tem certeza que não estás...
- Não estou. Tenho certeza. Estou bêbado de amor. Somente disso.
- Espera... Espera!

O jovem "delirado" retomou a andar. Os outros dois olharam-se. O amigo do garoto exclamou à jovem ruiva:

- O que diabos deu nele?!




★Nota da autora:

Daisuke bêbado = epic win.
Assim como Taichi tarado é ftw também.


Última edição por Nina Geijutsushi em Ter Out 11, 2011 12:23 am, editado 2 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Qua Out 12, 2011 12:15 pm

Un, eu queria começar o livro com algo novo... Pena que não tinha nada pronto ainda #orz Enfim, devido às novidades de Xros Wars e Sonic Generations (vai sair pra PC e tem meu ouriço favorito... SILVER *-* ), escrevi uma oneshot baseada em ambos lol.

Até me lembrei da primeira fez que o Sonic encontra com um de seus rivais (Knuckles, Shadow, Jet ou Silver) e começa aquela batalha @_@
Sou ruim nessas dinâmicas ainda... Espero um feedback >///< E sim, estas duas personagens estarão quase juntas neste livro de agora em diante.




★ DigiXros

Personagens: Tagiru Akashi, Gumdramon, ???
Base: Digimon Xros Wars II
Tema: --
Classificação: K




Foi muito rápido. Aquilo começou de uma forma estranha e prosseguiu por dias e dias. Ninguém notou muito esta quebra de rotina.
Antigamente ele passaria mais tempo ali, infernizando a amiga enquanto a mesma trabalhava e organizava prateleiras... Ou passar tempo com o melhor amigo falando de futebol, jogos, como a "matemática parecia querer sempre arrasar suas notas"...

Mas agora... Agora era outra história. Tinha acontecido algo com ele? Algum problema? Alguma doença? Alguma tragédia? Algum tratamento? Alguma notícia que o fez mudar do nada?!

Não... Talvez fosse mais o caso de ninguém ter percebido que... Durante algum tempo, todos começaram a se tornar mais ocupados. E com isso, não perceberam quando aconteceu. E como aconteceu. E onde também. E o tempo que aquilo durou.

Só se sabe que aconteceu.

- Time Shift.

O menino de 13 anos, Tagiru Akashi, cabelos castanhos claros com um tufo avermelhado no meio (dando o aspecto que seu cabelo era uma chama); olhos da cor amarelo dourado; camisa azul de mangas curtas com uma lua e uma estrela (por cima da meia-lua) na frente e nas costas, e um sol no ombro esquerdo (os três desenhos na cor amarela); com goggles na cabeça; calça jeans cinza azulado; tênis esportivo da cor azul e munhequeiras azuis com uma estrela na parte superior, entrou numa área da DigiQuartz.

O ambiente assemelhava-se ao local cujo se localiza o Big Sight. Para os que não se lembram, em outra história este foi o palco de uma das batalhas de sete crianças e seus parceiros, onde tinham de proteger a oitava criança de ser eliminada pelo inimigo. Neste mesmo local estava um indivíduo, e este três anos depois integraria ao grupo... E nasceria um sub-grupo, totalizando doze crianças destinadas.


- Tagiru... O que viemos procurar aqui... Não acha que aquele Panjyamon veio para cá... Ou acha...?

A voz vinha de uma pequena criatura draconiana de cor turquesa, de olhos de cor ciano. usava uma armadura no peito na cor vermelha com dois "botões" amarelos. Em sua cauda, que a ponta assemelhava-se a um martelo, tinha um anel dourado. Sua cabeça tinha dois espinhos grandes e um pequeno no meio, formando um "W". Nas laterais da cabeça, três pontas (e atrás tinha 7 espinhos do mesmo tamanho destes). Na testa tinha uma cicatriz branca, que formava um "X". Possuía três listras nos braços e na cauda. A ponta das patas eram brancas. Seu fucinho parecia com o de V-mon, com exceção que este pequenino aqui não tinha o chifre do outro. Atrás um par de asas amarelas e pequenas.

- Sim... Eu acho que ele veio para cá, Gumdramon. - afirmou o menino.
- Se você diz... Ok então...

A dupla prosseguiu andando pelo ambiente. várias mesas quebradas, cadeiras destruídas... Ah, a Digi-Quartz realmente parecia um "futuro em ruínas", com musgo digital cobrindo tudo... Dados sendo perfeitamente visualizados em buracos nos prédios, no asfalto, etc.

Cerca de meia hora, Gumdramon ouviu algo. Olhou para a direita e teve a leve impressão de ter visto algo movimentar-se rapidamente entre os escombros daquela ala do Big Sight. Só não disse nada, pois o Akashi deu um grito alegre. O caçador encontrou o que procurava e saiu às presas, puxando seu parceiro.
As sombras que os observavam mantiveram-se no anonimato. Não saíram de seu esconderijo, continuando seu caminho na penumbra.

- Ali está ele! - gritou Taigru, com um sorriso ambicioso no rosto.
- Whoa! Não é mesmo que ele veio para cá?!
- Yosh...! Vamos pegá-lo! - ordenou, sacando o Xros Loader carmim - Gumdramon! Chou Shinka!


Enquanto o garoto realizava a evolução, um súbito flash acertou mortalmente o Panjyamon. Ambos ficaram perplexos, será que Ryouma estava lá e veio roubar a sua presa?!

- Heh. Nada mal... Não acha? Desde que cheguei aqui... Acho que aprendi como as regras funcionam.

Tagiru arregalou os olhos. A voz não era reconhecida pelos seus ouvidos. Se não era o seu rival... Nem Taiki, nem Yuu ou Ren... Quem seria?!

- Quem é você?! 

- Ore? - pronunciou-se, sem sair de seu esconderijo - Talvez uma pessoa que você não conheça. Ou... Ainda não conheceu. Esta é nosso primeiro encontro... Não é mesmo?

- Responda a minha pergunta! - vociferou o guri.
- Como ousa roubar a nossa caça?! - rugiu Arresterdramon - Nós estávamos seguindo este Panjyamon muito antes de você!

- Ah... Seria estúpido dizer que estão nos acusando à toa? Ele também estava na nossa mira. - deu um pequeno riso, não sarcástico ou seco. Foi uma risada mais descontraída e amigável - Não querem criar inimizades entre escolhidos, ou querem?

- Escolhidos?! - exclamaram os dois - Q-quem é você?!

- Um dos doze escolhidos. O líder do subgrupo. - apresentou-se, mostrando-se no alto de um entulho de mesas e cadeiras velhas e cobertas de musgo - Motomiya. Daisuke Motomiya.

Tagiru jamais ouviu falar de "dose escolhidos", nem tinha idéia do que a silhueta falava. Aproximou-se mais e finalmente teve uma visão melhorada da pessoa com quem falava. O sujeito tinha uma pele pouco mais escura que a sua; olhos castanhos e cabelo despenteado e ia até os ombros, na coloração castanho avermelhado. Também usava goggles, mas elas no momento estavam em uso, ou seja, em seu rosto. usava uma jaqueta com pompom alaranjado no colarinho (e esta estava aberta, podendo ver a camisa que usava por baixo dela), com a parte de cima na cor carmim, linha amarelo-alaranjado formando chamas e separando o vermelho (tijolo refratário) da parte inferior. Esta não possuía mangas e havia um capuz/hoodie incluso, no qual estava em sua cabeça. A camisa era de manga curta, na cor preta. Nela tinha uma faixa cinza azulada. A calça passava um pouco dos joelhos, tinha bolsos e era da cor marrom acinzentado. Meias lavanda, tênis na cor tijolo refratário e eram semelhantes aos alaranjados que usava aos onze anos. Nestes tinha um detalhe em amarelo na sola.

- Eh? O que é um escolhido...? - perguntou Tagiru, curioso - Esse cara tem um estilo interessante... - comentou consigo mesmo e mentalmente

- Ah... Parece que está por fora do assunto... - suspirou o rapaz, cujo agora deveria ter uns 18 anos ou mais (máximo 20 anos). Saltou do alto, foi pego por uma segunda sombra, que o colocou no chão. Em seguida a criatura mutante (um digimon híbrido com XV-mon e Stingmon), voltou à forma anterior: Um dragão azul, sem asas. Olhos vermelhos, dois espinhos (ou orelhas) em formato de raio, na parte superior da cabeça. Um "V" amarelo na testa. Usava um lenço vermelho no pescoço, tinha um arranhão no olho esquerdo. A palma de suas mãos eram protegidas por ataduras.

- Então diga! Pare com essa pose de convencido e explique! - resmungou o mais jovem.

- Parece com você, quando tinha onze anos - comentou o digimon azulado.
- Devo admitir... - concordou o escolhido - Mas não estou afim de explicar quase nada... Tenho que continuar o que vim fazer aqui.

- Eh?! Veio fazer o que aqui?! - o parceiro do Akashi interrogou-o.

- Não é da sua conta. - respondeu de forma sentata - Apenas não quero incomodar vocês... Heh. E não tentem brigar comigo, sou experiente nesse quesito - provocou-o. Deu as costas à Tagiru & Arresterdramon e saiu andando.

- Ah é?! - gritaram os dois - Então mostre seu poder! - desafiaram-no.

Daisuke parou de andar, virou-se para trás e devolveu o mesmo olhar. Tirou o hoodie, colocou as goggles na cabeça e sorriu. Claro, ele vivia de provocação. E se estava andando pela Digi-Quartz sem alguma razão... Qual o problema de ser desafiado por um outro "escolhido"?

- Ok... Vocês querem. - soltou outro riso, pouco animado - Então vocês terão...! - sacou do bolso um Xros Loader azul celeste - V-mon! Chou Shinka!

V-mon Chou Shinka! XV-mon!

Prosseguiu, realizando mais um movimento:

- Digixros! XV-mon! Stingmon!

Digixros! Xros Up! Paildramon!

- Saa... - colocou-se em posição de luta - Mostre-me seu potencial... Qual seu nome, garoto?

- Akashi. Tagiru Akashi! - apresentou-se, fazendo também um Digixros entre Arresterdramon e MetalTyranomon - E nós vamos dar o nosso melhor!

- Heheh... Acho que gostei de você...


Os digimons partiram um pra cima do outro. E assim iniciou-se a batalha.

"Atsui Battle Okose!"




★Nota da autora:

Imaginei algo assim para desenhar... Mas não tive tempo de rascunhar as idéias... Queria tentar imaginar como seria o encontro destes dois o.o
Imaginei algo assim, meio "Sonic-like". Com o Tagiru por acaso se encontrar com um outro garoto mais velho que ele (afinal, se eles forem mudar o design, creio que a idade do Daisuke vai ser alterada também... Talvez para 14 anos, 18 anos ou no máximo 20 o.o) repentinamente enquanto "jogava" (Tagiru é besta mesmo, ainda acha que aquilo é um jogo ._. ). Não quis dizer o que levou o Daisuke a ir para lá, pois fiquei sem idéias deixei ao cargo do leitor mesmo. Idem à batalha.

Ah sim... O Daisuke ficou meio "Sonic-like" quando provoca o Tagiru xDD Essa lembrou as provocativas que o Sonic faz ao Knuckles em Sonic X e em diversos jogos xDD

E.. Sim, a última linha é o último verso da Target ~Akai Shougeki~.


Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Out 15, 2011 3:15 pm, editado 3 vez(es) (Razão : erros gramaticais corrigidos. Isso que dá escrever de madrugada x'DDDD)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Qua Out 12, 2011 11:17 pm

Outro trabalho na escola, feito no dia 7/abr/2011. Período de Português, onde tivemos produção textual.
O trabalho original termina em uma pergunta, e não diz exatamente quais são as personagens. A versão que postei na DD e no LJ é adaptada para esta oneshot.




★ Chance.

Personagens: Daisuke Motomiya, Miyako Inoue
Base: Digimon Adventure ZeroTwo
Tema: Drama (?)
Classificação: K




Corre pelo asfalto, desviando das pessoas nesta multidão, procurando por algo. Cabelos ao vento, olhos determinados... Sua mente se focava em encontrar.

Não tinha medo, não se desmotivava. Em seu peito ardia uma chama, a ardente coragem que alastrava e espantava os medos.
A busca era árdua, mas isso não o afastaria de seu objetivo.
O tempo não para. A vida não para.

Sentia ter errado. Sentia que deveria voltar atrás. Mesmo que fosse inútil, seu otimismo transbordava pelo seu corpo.
O cintilar do sol em seus goggles (que sempre estavam em sua cabeça como um acessócio, como um símbolo da amizade que tinha com aquele quem o presenteara com aquilo), refletia o brilho determinante de sua alma.

Corria mais do que depressa. Corria na sua direção.
Não aguentava mais. Aquele sentimento era mais forte.

E diante dela, sorriu feito um cavaleiro que tivesse enfrentado vários desafios pela sua longa jornada até a sua amada.
Recuperou o fôlego, juntou sua coragem e disse:

- Eu te amo, Miyako-chan!

A reação dela foi de surpresa. Olhos arregalados, face corada. Ainda lhe corria um sentimento, aquele que ela nunca teve chances de revelar. Aquele amor que tinha escondido dele, por temer uma rejeição.

E pensou ela, perplexa:

"Milagre?!"

Os olhos do garoto encontraram-se com os dela, que sentiu um calor emanar nele. Aquilo veio de coração puro, um sentimento verdadeiro e oculto, medo de não ser correspondido.

Apenas sorriu de volta, e balbuciou bem baixo:

- Eu também te amava... Porém, você só tinha interesse nela.

Eis que ele aproximou-se mais, pegou em suas mãos e roubou-lhe um beijo. Tal ato suicida o fez receber um tapa da moça.

- FICOU MALUCO, DAISUKE?!

Ela tinha se irritado com a atitude dele. Como ousaste beijá-la depois de tanto tempo gostar de outra? Por que justo agora ele viria se declarar, e ainda, beijá-la tão rapidamente?!

Ele só passava a mão no tapa, expressando dor. O amor dói, o amor machuca. É preciso ter paciência e força para conseguir se dar bem no amor.
Mas isso não importava. Um tapa ou não, foi o que seu coração mandou fazer. Gostava da garota errada, a irmã do melhor amigo não era quem seu coração escolheu.

- Miyako...

Sussurrou o rapaz, ainda não perdera o otimismo. Muito menos iria se deixar desanimar.

- Eu gosto do Ken! E nós... Nós somos namorados agora. Entenda, por favor.

Respondeu ela, arrumando os óculos, virando o rosto para o lado direito e colocando a mão na boca. No fundo pressintia ter gostado daquilo. Não, ela realmente o amava ainda. Mas...

- Já teve sua chance. Agora é tarde.

Tinha sido em vão. Calçadas percorridas por nada. Onde antes tinha uma cara alegre e esperançosa, agora tinha uma expressão chocada e desacreditada.

- Mas, você é forte. Ainda virá alguém que te ame. Só não perca essa oportunidade quando vier.

E foi a última coisa que ela disse, encerrando o diálogo e deixando-o sozinho ali.
Era tarde. Não tinha mais volta.

Porém...
O que ela tinha dito, soou como um consolo. E aquele consolo serviu para que melhorasse aquela cara depressiva.
Alguém. Alguém um dia iria amá-lo. Alguém que ele faria de tudo para não perder.
Para não cometer o mesmo erro.

E com esse pensamento em sua cabeça, o rapaz voltou para casa. Podia ter perdido aquela chance, mas esperava pela próxima que teria.




★Nota da autora:

Essa é uma das oneshots cujo tento explorar esse pairing desde que passei a gostar de Daiyako. E eu acredito que este par não é "crack pairing", sendo que existe inúmeras evidências dele no anime e em Hurricane Touchdown/Supreme Evolution. Adoraria que a Toei tivesse dado uma ênfase na amizade destes dois, ao menos para sabermos mais ou menos como eles se conheceram...

Ah, isso vai ser a próxima oneshot que pretendo fazer...

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Hatake em Qui Out 13, 2011 12:45 am

Baaaaw ;_;

Coitado DDDDD:
E lol, Miyako ftw <3 *SHOT*

Aliás, gosto de quando as coisas são tratadas dessa forma, acho que sou meio masoquista, ou sei lá, mesmo assim, sinto pena dele XD
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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidad em Qui Out 13, 2011 12:15 pm

Gostei da segunda, Daisuke x Tagiru :3
Nossa ele realmente ficou bem amadurecido, mas me lembrou uma mistura de Taiki com o Ryouma xD
Mas só um detalhe, tinha pequeninos erros de português, mas mesmo assim o que conta é a história, achei foda e engraçado parece que Jogress Shinka virou DigiXros @_@'

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Sex Out 14, 2011 9:46 pm

@Hatake: Masoquista e_e Nah, eu não tenho saco pra romancecinho kisu kisu love love mesmo. Dá pra ver QUANTAS fanfics românticas que eu escrevi e quantas terminaram em algum parzinho lindo e todo feliz.

@Peach: Corrigido u_u Isso que dá escrever de madrugada... Preciso de café para escrever mais durante a madrugada e evitar erros.

BEM.
Isso aqui é graças a isso aqui que a Juny fez. E como hoje não tinha mais nada pra fazer na aula, resolvi fazer essa oneshot idiota.
Espero que gostem, e malz aê pelos fails... Não manjo de Tamers e então vai ficar uma droga.

Also... quem disser que aquele rpg do twitter não rende em nada merece apanhar de todos os digimons Kyuukyokutais.




★ Fall in Love

Personagens: Daisuke & Takato (respectivamente: @Dai_Motomiya & @M_Takato)
Base: RPG [Twitter]
Tema: amor, comédia
Classificação: K


[Ignorem os erros. Repassei o texto diretamente pra cá]



Ok. Eu admito. Depois de muito tempo em convívio com ela, seja na escola ou no grupo, confesso que sinto algo pela Miyako. Até consegui ter algum tipo de relacionamento por alguns meses. E vocês sabem. Sempre tem algum obstáculo me impedindo de conseguir o que quero. Se com a Hikari-chan era o Takeru... O meu principal problema foi...

- Ken... Tem algo de errado?
- Não, Motomiya. Só estou exausto dos trabalhos da faculdade.

Ele não me parecia bem... comigo. E de uma hora pra outra... E por mera coincidência logo depois que nós, Miyako e eu, termos começado a namorar.

- Quer ajuda? - ofereci-me - Podemos ser de salas diferentes, mas é o mesmo professor e curso...

- Não. - Negou-me, acenando com a cabeça. E seu sorriso era meio forçado. Sentia que ele escondia algo - Agradeço a ajuda, mas quero ficar sozinho. Preciso de um tempo para relaxar e refletir um pouco.

- Uh... Ok. Qualquer coisa, tamos aí! - Sorri ao Ichijouji, sem compreender aquela frase.
- Certo...

E aquilo continuou por semanas. Antes ele me chamava pelo meu nome, já que somos grandes amigos. Mas agora só ouvia "Motomiya" ou "Motomiya-kun". O contato com ele também ficou mais restrito. E sempre que a Miyako estava conosco, sentia que ele sofria repressão e incomodação. Parecia que o mal-estar era causado pelo meu namoro com a Miya-chan. Parecia não... Era isso mesmo.

Passou alguns meses... Ouve desentendimentos entre nós três... E aí decidi. Terminei com ela.
Mas... Eu me sinto péssimo agora.


- Eu te entendo, Dai...
- Entende, Takato...?
- Ah, você viu o twitter. - respondeu - Ainda gosto da Juri.
- Vi... E ela também viu. Talvez tenha um jeito de vocês se entenderem...
- E quanto a você e a Miyako-san? Acha que não dá para resolver?
- Sei lá! Vivo gostando das garotas que já tem um cara.
- Por que não tenta?
- Acha que vai adiantar? Tentar eu tento, mas o Ken não vai aprovar. Ele também gosta da Miyako...
- É... E eu também acho que vai dar na mesma o meu caso...

Suspiraram desanimadamente. Ambos dividiam a mesma mesa de um Cyber Café. O Matsuda e o Motomiya tomavam, respectivamente, café e leite com mel, acompanhado de dois cupcakes para cada um deles.

- Acho que somos azarados no quesito amor... Só o senpai e o Taiki que se deram bem.
- É mesmo... E quanto ao Takuya e ao Daimon-sama?
- Troll Kanbara nem liga, pega a Izumi de qualquer jeito. E eu não sei quanto ao Masaru. E prefiro não descobrir. Aquele cara mete medo.
- Ah... E então... Quer fazer alguma coisa? Suas aulas acabaram cedo hoje, né?
- É, acabaram. O professor das duas últimas aulas está afastado... *sigh* E fazer o quê, Takato...?
- Ué, dar uma volta... Jogar bola com nossos parceiros...

Daisuke deitou o queixo na mesa, resmungo algo em voz baixa. Não, Takato não estava incomodando-o. Era seus sentimentos. Ele sabia que lá no fundo gostava de duas garotas... Que não conseguiu conquistá-las. Ou melhor, conseguiu uma, mas foi por pouco tempo. O amigo (e goggle boy também) pegou seu portátil da mochila e voltou ao trabalho... Enquanto não ouvia a resposta do outro rapaz.

- Takato... O que elas vêem nesses caras...? - perguntou Dai, olhando para o Matsuda por cima de seus óculos.
- O Ken e o Hirokazu...? Ahn... Não sei também.

- Muita sacanagem...! A gente se mata dando o nosso melhor, fazendo loucuras, trabalhando e tentando tornar um cara mais "decente"... E elas preferem outro, que são tão sem-graça que... Nah. Vou parar por aqui. O Ken é meu amigo! E eu não devia ficar com ciúmes dele... E vice-versa.

- Bom, o Kazu não é tão sem-graça... Acho que ele engraçado demais até... Não sei o que a Juri viu nele... E eu também não devia estar falando dele pelas costas... Somos amigos...!

- Amigos e estamos simplesmente esquecendo disso... - suspiraram a dupla em conjunto.
- Ei... Takato... - Daisuke sentou-se normalmente agora na cadeira.
- Diga... - falou, mas sem tirar os olhos do que fazia ali no portátil.
- Tá afim de andar por Akihabara...? Talvez um ar fresco nos faça bem.
- E o trabalho...?
- Folga hoje... Ela e eu. O sr. Inoue nos dispensou devido ao exames da faculdade...
- Ok... Acho que posso dar uma pausa nisso aqui e terminar assim que chegar em casa...

Levantaram-se da mesa, foram ao caixa e racharam a conta. Em seguida saíram pela calçada, carregando Chibimon e Gigimon em seus braços. Estava indo tudo bem, até passarem por uma lanchonete. Continuaria tudo legal se não vissem suas amadas lá dentro...
E seria muito melhor se não tivessem visto aqueles rapazes quem falavam minutos atrás.

Os dois goggle boys ficaram parados, olhando a cena em silêncio mortal. Um olhou para o outro depois, e retomaram a observar a cena.
Três minutos depois, sem sair daquele choque...

- E-Eu preciso de c-café... - gaguejou Takato.
- P-Preciso comprar r-ramen... - grunhiu Daisuke.
- Daisuke? Takato? - disseram os dois digimons ali, olhando para seus parceiros.
- Doushite?! - soltaram ao ar, choramingando.
- ...




★Nota da autora:

Juny, eu mudei o treco do motel pq acho que "motel" não tem nada a ver com o "conceito errado" que empregamos aqui no Brasil u_u;

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidad em Sab Out 15, 2011 12:09 am

Nossa amo Kenyako, mas agora deu pena do Dai-san D:
Takato também, nossa isso veio durante suas madrugadas? @_@'
Pobre Daisuke e Takato T_T'

E Takuya já devia estar namorando a Izumi LOL'

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Hinata Plusle em Sab Out 15, 2011 12:36 am

Lol... Agora notei uma coisa: já são três versões do mesmo acontecimento O.o

Do Twitter: Takato, sozinho, em Akihabara, por onde passava por acaso, vê Juri com um rapaz desconhecido num café bar. Juri recusa o pedido do tal rapaz.
Do DA: Takato e Daisuke veem Juri e Miyako com Hirokazu e Ken na frente de um motel.
Da DZ: Takato e Daisuke, em Akihabara, onde foram afogar as mágoas, veem Juri e Miyako com Hirokazu e Ken em uma lanchonete.

Agora me digam... Qual delas é a oficial? XD

Spoiler:
E... Psiu, mas o Hirokazu já tem outra garota. #simeusoumaluca
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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Jyunirii em Sab Out 15, 2011 3:24 pm

DikPeach92 escreveu:Nossa amo Kenyako, mas agora deu pena do Dai-san D:
Takato também, nossa isso veio durante suas madrugadas? @_@'
Pobre Daisuke e Takato T_T'

E Takuya já devia estar namorando a Izumi LOL'

DEVIA. Mas ela quer mesmo é o Kouji (vide CD-Drama)

Hinata Plusle escreveu:Lol... Agora notei uma coisa: já são três versões do mesmo acontecimento O.o

Do Twitter: Takato, sozinho, em Akihabara, por onde passava por acaso, vê Juri com um rapaz desconhecido num café bar. Juri recusa o pedido do tal rapaz.
Do DA: Takato e Daisuke veem Juri e Miyako com Hirokazu e Ken na frente de um motel.
Da DZ: Takato e Daisuke, em Akihabara, onde foram afogar as mágoas, veem Juri e Miyako com Hirokazu e Ken em uma lanchonete.

Agora me digam... Qual delas é a oficial? XD

Spoiler:
E... Psiu, mas o Hirokazu já tem outra garota. #simeusoumaluca

A da nina. Ficou mais churros.

Spoiler:
Shuichon não conta, ela ainda é uma pré-adolescente que gosta de SHINee

Nina, não preciso dizer que gostei de todas, mas última me fez até sentir dó dos dois. Ficou bem escrita, todas elas.
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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Marty em Dom Out 16, 2011 4:44 pm

Gostei de todas, mas a minha favorita foi de longe a DigiXros. Sempre imaginei um encontro entre o Tagiru e o Daisuke diferente, mas na sua perspectiva ficou bem melhor o3o. BTW, amei o novo visual do Veemon na fic. <3
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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Sab Out 22, 2011 12:04 pm

Again. E nem ligo se é real ou não. Apenas quero dar ponta pra algo que pode ou não vir a ocorrer no anime.




★ Whisper

Personagens: Tagiru Akashi, Gumdramon, ???
Base: Digimon Xros Wars II, continuação de DigiXros.
Tema: --
Classificação: K





O tempo continuava estranho. Parecia que ia chover. Apenas alguém notou. E este resolveu agir.
...

- Tagiru...! Por aqui...!
- Ok, Gumdramon!


A dupla de caçadores prosseguia em sua costumeira rotina de caçar digimons fortes, preparando-se antecipadamente para o que viria em breve. Eles não sabiam, mas tinham a noção de que todos os casos de digimons ocorridos no mundo real e o repentino encontro com um misterioso garoto denomidado de "Escolhido do Milagre" não foi mera coincidência. Algo estaria por trás de tudo.

E provavelmente este indivíduo seria o problema "X" da questão, e era isso mesmo que indagava Taiki Kudou e Yuu Amano. Os dois companheiros de Tagiru, estavam naquele lance de caçar digimons apenas com o intuito de investigar e proteger tanto os monstrinhos quanto os humanos. Enquanto o Akashi apenas pensava em ser um joguinho divertido e emocionante, logo ele descobrirá a verdade. E pode ser um choque e tanto a ele, por isso que o Kudou andava pensando em como guiar o mais novo e fazê-lo parar de achar que tudo era uma "diversão".

- Ele sumiu! E agora, Tagiru?!
- Estou procurando-o com o meu Xros Loader! Mas nada até agora!


Não é todo ser humano que percebe logo de começo quando algo está errado. E Tagiru não percebia ainda que ir atrás daquela criatura poderia ser um erro fatal. Ainda mais estando sozinho e com poucos recursos. Digixros só pode ser feito com apenas dois digimons, isto se não tiver mais um Xros Loader para realizar um Digixros duplo. Também não tirou da cabeça a tal luta contra o "escolhido", onde acabou de uma forma misteriosa: A luta foi interrompida. Nem ele e nem o seu oponente sabiam o que tinha acontecido, mas foi tal estrondo chamativo que os fez perder a concentração.

"Deixemos nosso amistoso para outro dia. Tenho mais o que fazer."

Essas foram as palavras do misterioso Daisuke, que logo após terminar a frase saltou no ombro de Paildramon e desapareceu num piscar de olhos, deixando Tagiru e Arresterdramon ali.

Esse flash veio na cabeça do nosso pequeno hunter, fazendo-o abaixar a guarda. Uma silhueta sorriu ao perceber este mínimo detalhe, e ordenou algo a outra, que por sua vez obedeceu ao comando. Enquanto Tagiru estava ocupado com as dúvidas que surgiam em sua cabeça, nas sombras moviam-se outras criaturas.


- Tagiru... O que estamos mesmo procurando...? - perguntou Gumdramon. Depois de tanto silêncio, precisou falar algo estúpido para ver se conseguia assegurar que o seu parceiro estava mesmo atento à caçada.

- Aquele digimon... Que apareceu naquele dia, após o tal Daisuke sair às pressas... - respondeu, sem dar conta que o pequenino já sabia disso - Podemos não ter visto sua aparência, mas... A presença é a mesma...!

- Sim. Eu sei. Só queria ver se estava ligado ou voando entre as nuvens...
- EI! - resmungou Tagiru - Estou concentrado sim!
- Certeza...?
- Sim! - insistiu, embirrado.
- Okay... - riu a dragãozinho roxo - Não precisa bufar feito touro...!

Tagiru bufava que nem um mesmo naquela hora. E isso era distração perfeita. Muito mais do que perfeita, era o momento certo de dar mais um passo...

- Excelente.
- ...
- Melhor aproveitarmos que estão de baixa guarda. Fica mais fácil de derrotá-los...
- ...
- Essa oportunidade pode ser a única agora, já que nem nos perceberam ainda.


Passou-se dois a cinco segundos. A única coisa que o Akashi viu foi o Gumdramon atirar-se contra si e derrubá-los ao chão. Nesse meio tempo, o dragão viu passar por cima deles uma rajada flamejante na cor azul. O guri deu um esporro, reclamando do empurrão e da dor que sentia por ter sido atirado contra o terreno, que era mais musgo... O local assemelhava-se a um parque de diversões, com direito à Roda-Gigante, Casa Mal-assombrada, Montanha Russa e outras atrações. Ah, também estava cheia de folhagens que cobriam alguns pontos mais verdes do ambiente.

- GUMDRAMON!
- Shhh! - este fez o sinal de silêncio - Tem alguém aqui!
- Eh?!
- Sim. Nós não estamos sozinhos!

Ao dizer "não estamos sozinhos", saltou da penumbra uma incógnita. Olhos amarelos encararam os de Tagiru e os belos olhos azul ciano de Gumdramon.

- Tagiru Akashi. - disse uma voz, que parecia vir do ombro daquele monstro desconhecido - Você estava... Procurando-nos?

- C-como sabe meu nome?! - gaguejou o menino, espantado.
- "Procurando-nos"? - exclamou Gumdramon - Então você está acompanhado?!

- Ah. Mas isso não interessa... Não é mesmo? - mal terminou a sentença e soltou um riso - Uma pena ter vindo atrás de nós. Só vai se machucar.

- Não irei... - levantou-se do chão, pergou o Xros Loader carmim do bolso - Gumdramon! Vamos!
- Certo! - sorriu confiante o draconiano.

- Que idiota... Irá se arrepender de ter cruzado nosso caminho... - respondeu. Em seguida estalou os dedos e apontou para Tagiru.
- Apollomon... Ataque-o!

- Apollomon?! - os dois ficaram incrédulos. Esse não era lá o nome daquele digimon cujo Taiki falou antes? O Apollomon que foi um dos Death Generals com quem a Xros Heart confrontou?!

Mas essas intrigas e surpresas eram tudo para dar vitória ao súbito oponente. Outra rajada de fogo azul veio em sua direção, só não os acertou... Pois algo rápido os tirou da mira. Ao aterrissar no chão, Tagiru e Gumdramon olharam melhor quem havia feito tal resgate. Se pensaram ter sido Taiki, erraram.

- O que é que vocês estão fazendo aqui?! E ainda perseguindo eles?!
- D-Daisuke...?! - o menino lembrou do nome daquele rapaz rapidamente. A voz era a mesma e, sim... Era o Motomiya.
- Saiam daqui agora. Esse assunto é meu...! - ordenou o Goggle Boy.
- Mas... Por quê?! - contestou Gumdramon - Que assunto é esse?!

O Motomiya ficou meio receioso em falar. Demonstrava estar escondendo algo. A insistência daquela dupla jovial fazia-o lembrar de quando era mais jovem, daquela idade ali mesmo. Ou quando tinha onze anos e se tornou um dos doze escolhidos.
Ele suspirou, olhou para Apollomon, cujo sua aparência era diferente (era azul, com armadura em detalhes amarelo-ouro azul e roxo), e voltou-se aos nosso heróis:

- Aconteceu algo em meu mundo... E isso me trouxe até aqui. Aquele quem está no ombro do Apollomon é o meu melhor amigo. Ele desapareceu misteriosamente, e ninguém percebeu... Com a minha exceção. Dias depois vim parar aqui, nem sei como... E eu o vi com esse digimon leão sinistro. Desde aquele dia, meu digivice transformou-se em um Xros Loader e decidi vir atrás dele. Se não quiserem se ferir, aconselho que saiam daqui e deixem isso comigo.

- Você nunca foi de dizer coisas assim. - interferiu Paildramon - Os tempos mudaram?
- Não estou afim de envolver os outros nisso! - rebateu Daisuke.
- Nem pensar! - negou Tagiru - Se você enfrentá-lo sozinho... Não vai adiantar. Ele se lembra de você?
- Não... - suspirou, essa resposta saiu em um tom desanimado - E nem consegui falar com ele.
- Então vamos tirar o Apollomon de ação! - sugeriu Gumdramon - Assim poderemos fazê-los voltarem ao normal!
- Trabalho em equipe, huh? - sorriu o Motomiya.
- Yosh! Vamos lá! - gritou Tagiru.

Os dois se aprontaram e ficaram cara-a-cara com Apollomon Whispered e com o indivíduo que estava segurando-se em seu ombro direito.
Passados minutos depois... Três digimons confrontavam com o intuito de resolver aquilo.

E ao fundo, quem sabe, algo ou alguém estava a observar aquele combate.




★Nota da autora:

Não ligo se é ou não real. Aquela imagem me deixou curiosa...... Mesmo que quase ninguém tenha percebido aquela sombra estúpida devido à qualidade da scan. E idéias podem aparecer, não podem...?

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Marty em Dom Out 23, 2011 1:58 am

Adorei a narrativa e o aproveitamento do Daisuke na história, é bom vêlo maduro. BTW, mesmo sabendo quem eram eles por causa das teorias, gostei muito da Fic, espero que continue. :3
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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Qua Out 26, 2011 3:54 pm

Escrevendo aqui pois estou sem saco pra escrever noutro lugar, wheee... Btw, Fauntleroy... Se calhar continuo a cirar oneshots assim ao decorrer de Xros Wars II.




★ Digi-halloween: Night of the Lightnimon

Personagens: Daisuke Motomiya, Miyako Inoue, Ken Ichijouji
Base: Digimon Adventure ZeroTwo [Hinode fanfic], baseado no curta Night of the Werehog
Tema: Comédia
Classificação: K




"Aaah. Hoje não tá muito escuro...?!"
"Ah. Não tenha medo... Bem... Até que está meio escuro..."
"Ouviu algo?"
"Não...?"


Duas crianças, uma garota de cabelos violetas, trajada em uma roupa de bruxa na cor vermelha (ou melhor... estava caracterizada de Arachnemon human form), e um garoto quase da sua altura, vestido com uma roupa semelhante ao do Digimon Kaiser (era apenas similar a ela, mas as cores eram mais escuras) e com o cabelo normal (e sem os óculos), andavam pelas ruas de Odaíba numa noite de 31 de Outubro do ano 2004.

- Depois de tudo que passamos no início do ano... - comentou Miyako ao Ichijouji - Até agora estou meio... Atenta a tudo.
- Sensação de que poderia aparecer algo? - indagou Ken.
- É. E ainda mais nós deixamos nossos parceiros com o Izumi-senpai e com a Carol-chan...
- Mas está tudo bem agora. - sorriu a ela - Não precisa temer.
- Sim... Mas... - o moreno colocou a mão em seu ombro, consolando-a. Miyako continou a frase - Mas fiquei numa terrível dúvida naquelas vezes...
- Já passou, Miyako-san. Já passou...

A garota olhou dentro de seus olhos, e aos poucos abriu um sorriso. Logo ela e o escolhido da Bondade riram enquanto andavam, falando de várias coisas. Até que eles passaram por um beco. Ambos pararam, pois ouviram alguma coisa vinda dali. Miyako olhou para Ken e vice-versa, e em seguida voltaram alguns passos. Encararam o escuro por minutos.

- Ken, não tem nada aqui...
- Impossível. Se você ouviu e eu também...
- Será um fantasma?!
- Você acredita nisso?!
- B-Bem... Bakemons não são digimons fantasmas...?
- Miyako-san... - suspirou.
- Bom... Vamos logo! - balbuciou ela, meio nervosa - Ou os outros vão conseguir mais doces que nós...!
- Sim... Talvez tenha sido só um gato.

Viraram-se e continuaram em frente. Um passo dado e um riso maquiavélico ecoou pelas costas deles. Agora os dois tremiam de medo, sabendo que tal "gato" poderia ser algo mais aterrorizante.

- K-Ken... Tem alguma coisa nesse beco!
- Talvez seja de algum filme... - supôs ele, olhando para os prédios ao redor.

- Oh. I see... My little children... Do you understand...? I'm here. Beware. - murmurou uma voz, falando em um perfeito inglês.

- Q-que filme de terror teria essa frase...?! - Miyako já estava praticamente agarrada no amigo.
- Talvez um novo...? - Ken tentava manter a calma. Por mais que fosse difícil.

- Nah. Vocês são muito inteligentes... Heheh... Será? Filmes de terror falam com quem está pernambulando pela rua...?! Kukukukuku - proferiu tal voz agora, porém em japonês ao nossos escolhidos.

- F-filme...?! - a Inoue ficava mais pálida a cada frase. Enquanto o rapaz mantinha-se "calmo". Agora ele conseguiu descobrir algo.
- Eu acho que estou reconhecendo essa voz... - falou alto e direcionado ao misterioso indivíduo.
- S-sabe...?!
- Sim... - acenou positivamente com a cabeça, e na sequência voltou-se para o beco - Daisuke, não adianta me enganar. Passei muito tempo com você e conheço seus truques!
- Da... Daisuke?! - ela piscou rapidamente, com um ar de confusa.

Mas não se ouviu nada mais. Outra troca de olhares. Ken chamou pelo garoto outra vez. E nada. A garota pensou que teria sido uma piração deles, e logo o Ichijouji pensou o mesmo. Então viraram-se e saíram de novo. Até que ouviram mais uma vez um barulho e pararam.
Desta vez ao se virarem, toparam com uma careta aterrorizante e um riso sinistro... E até mesmo o menino assustou-se. Miya e Ken abraçaram-se um ao outro e gritaram muitíssimo alto.

- Haha! Gotcha! - eis que sai do escuro, desligando uma lanterna que segurava...

- DAISUKE! SEU...!
- Miyako! C-Calma! - E o escolhido da Bondade segurava a mais velha.

... o serelepe escolhido, que estava caracterizado como Lighdramon (sem o elmo. A roupa assimilava ao digimon), com uma capa preta para completar o visual.

- Deviam ver a cara que vocês dois fizeram...! Foi tão hilário! - e este ria enquanto os amigos ainda tremiam devido ao susto.

- ISSO NÃO TEVE GRAÇA! - bravejaram os dois, meio chateados.

- Ahn... Vocês sabem, minha parte favorita desse dia é essa - riu inocentemente - Desculpem, não pude resistir. Com o Takeru foi tão... Boring...

- Desde quando você passou a falar tão bem inglês...? - questionou Miyako.
- Desde as férias de inverno, lembra...? - respondeu Ken antes do goggle boy - quando ele...

- Ow. Vamos logo. - interrompeu o Motomiya - A barriga tá roncando e eu nem peguei as gostosuras, só fiz as travessuras...

- Ok... Se bem que também quero alguns docinhos... - comentou Miyako.

O trio saiu pelas ruas, batendo nas portas e realizando tal ritual do Halloween. A cestinha de plástico em formato de abóbora dos três estavam cheiinhas de guloseimas em poucas horas. Mas um deles não guardava quase nada. Daisuke mal recebia um doce e já detonava a gostosura logo em seguida. Os dois restantes apenas assistiam. Miyako reclamou umas dez (ou mais) vezes das atitudes do menino... Enquanto Ken mantinha-se em silêncio. Aquilo não o incomodava, não mesmo. Até achava engraçado.

Passou mais algumas horas, e o grupo deparou-se, em uma rua misteriosa e que nunca tinham visto antes, uma casa meio estranha. Aliás... Parecia uma casa típica dos filmes de terror. O Motomiya olhou para a moradia, Miyako também, Ken imitou-os. As três crianças pararam naquela rua e não moveram um dedo sequer. Nem disseram nada, muito menos entre si.

Porém, não durou muito e alguém correu direto para a porta da casa bizarra. A Inoue e o Ichijouji ficaram meio perplexos... Mas nada surpresos com sua atitude. Estes não se moveram, e foram provocados:

- Estão com medinho, é? Haha, vocês com medo de uma casa sinistra que parece ter pipocado magicamente?! Hahahaha! A Miyako até tem justificativa... Mas você Ichijouji... Pfff... Hahahaha!

- Ah é, Motomiya?! - bufaram ambos os citados - Eu NÃO tenho medo de NADA!

Dizendo isso, o trio avançou pelo jardim supostamente vazio e com grama morta, chegando na porta de madeira velha e corroída por cupins com maçaneta enferrujada. O mais valente deles, que era o goggle boy, abriu a porta e todos espiaram para dentro da mesma. Misteriosamente começou... A chover naquela rua. Porém era somente naquela rua. Isso obrigou que eles entrassem, sem mesmo perguntarem ao dono da casa.

A entrada era...
Tadicionalmente como o de uma casa mal-assombrada. Assoalho velho que rangia ao andar, paredes de madeira antiga e cheia de irregularidades, uma escadaria do mesmo tipo de madeira, quadros de paisagens e indivíduos assustadores... Movéis velhos e empoeirados... Sem iluminação alguma, apenas a luz que vinha do exterior e da lanterna do Motomiya.
Ken fechou a porta, por ter sido o último a entrar. Os escolhidos acharam tão interessante a existência daquela casa (e daquela rua) que nem se deram conta de que estava chovendo apenas naquele pedaço, e não em toda a região de Odaíba ou até mesmo em Tóquio.

- Parece uma daquelas casas... Hohoho. - riu o serelepe menino, olhando para a mais velha do pequeno grupo.
- D-Daisuke... Não quero acreditar que estamos em uma casa mal-assombrada cheia de monstros que não são digimons...
- Miyako, Miyako, Miyako... É só uma casa... Are you afraid? Huhuhu.
- P-pára com isso! - gaguejou ela.
- Ah, como se fosse aparecer alguma coisa sobrenatural aqui... Pfft... Onde está sua coragem?

- Motomiya - interveio Ken - Não é legal ficar assustando os outros. Nem todo mundo é tão corajoso como você é...!

- Isso quer dizer que você está com medo disso também, Ken-chan? - debochou.
- Ei! Não fale assim com o Ken, ok?! - bronqueou a mocinha.
- Haha. É só uma casa. Vamos esperar a chuva passar. Só isso. Foi mal aí, não estou com a intenção de causar brigas. Ora, é halloween e eu só quero me divertir.
- Mas metade das suas "brincadeiras" no halloween são provocativas - manifestou-se o Ichijouji.
- Isso mesmo - concordou ela.

E ele nem ligou pra isso. Subiu a escadaria, e atrás vinha os dois amigos. Miyako olhou para um quadro e viu os olhos da gravura acompanharem seus movimentos. Já Ken nem prestou atenção nisso, apenas nos de Daisuke, que provavelmente poderia aprontar alguma para eles. Subiram para o segundo andar (nota: A casa tinha uns três andares.) e seguiram pelo corredor.

- Que estranho... - murmurou Miyako - Podia crer que vi os quadros nos vigiarem... Estou vendo coisas...?!
- Miyako-san...? Você está bem?
- Ah?! S-sim, Ken! Não se preocupe! Haha... - riu de uma forma desajeitada. E ainda tentando disfarçar os arrepios que sentia.
- Ahn, eu vou mais a frente... Tenho que cuidar um certo "Lighdramon" humano.
- O-ok...

Mas nem tinha como o "inocente" Daisuke fazer nada. O mesmo estava ocupado em vasculhar aquela "maravilha". Miya ficou pra trás, mas não tão perdida dos outros garotos. O trio entrou em um quarto... Onde tinha um espelho.

Daisuke passou pelo espelho. Nada aconteceu. Ken passou logo depois. Nada também.
Miyako passou depois... Olhou para o mesmo... Fixou os olhos ali e...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!

- Mas que raios...?! - Daisuke voltou correndo para lá, acompanhado de Ken.

Os dois só viram a escolhida sentada no chão e mais branca que um vampiro. E tremia mais do que antes! Petrificada pelo medo, assustou-se logo que sentiu o tocar da mão do Goggle Boy em seu ombro. Outro grito foi soltado pela Inoue, e automaticamente enfiou a cestinha na cabeça do rapaz.

- Sua maluca! - rosnou Dai - Sou eu, ok?! E eu juro que não fiz NADA de errado agora!
- Daisuke?! - finalmente ela voltou a si, e viu apenas o amigo com aquela cesta na cabeça - Ah! Desculpa! - tirou a abóbora-cesta da cabeça de Daisuke... E falou mais uns "desculpa" antes de deixar que o outro falasse.

- Miyako-san, o que aconteceu? - perguntou o moreno, enquanto o outro guri juntava os doces que a doida da Inoue derrubou no chão.
- Eu vi... Um fantasma! - disse ela, atônita.
- Miyako... Não foi um Bakemon...? - grunhiu um Daisuke ainda atordoado pelo golpe de guloseimas que recebeu na cabeça.
- Não! Não era digimon!
- Tem certeza? - desta vez Ken falou a próxima pergunta do companheiro.
- Sim! Era um fantasma mesmo! E ele... Ele...!
- Ele o quê? - disseram os rapazes em coro.
- TIROU UMA FOTO MINHA!

Silêncio~
Dai olhou pra Ken... E os dois caíram na risada. Um fantasma fotógrafo?! Onde já se viu isso?!
Miyako ficou meio enfurecida e jurou ter sido fotografada por um fantasma.

- Ah, pára Miyako... - falou o goggle boy - Como se fosse possível existirem fantasmas...
- Mas você mesmo não conversou com um através de um espelho...? - lançou ela, lembrando dos relatos dele próprio.
- Isso foi OUTRA coisa. Não foi uma assombração. - rebateu.
- Ahn... Pessoal - Ken interferiu outra vez numa discussão deles - Que tal procurarmos pelo dono ou dona desta moradia...?
- É. Era isso que eu estava fazendo... Até que uma maluca deu um grito como se tivesse visto um fantasma com cabeça de abóbora e capa preta.

- M-Mas foi isso que eu vi...!
- Miyako-san, deve ter sido sua imaginação...

Deu as costas para os amigos e continuou xeretando pela casa. Ichijouji ajudou Miyako a se levantar e eles seguiram-no.
Passou algum tempo, e eles estavam a andar pelo corredor mais uma vez.

- Tsc... Como se isso fosse uma casa mal-assombrada... - resmungava Daisuke.
- Daisuke... - Ken chamou-o - Da onde tirou aquele "fantasma com cabeça de abóbora e capa preta"?
- De um jogo... Até curtia aquela fase... - respondeu - Nem era assustadora assim...! Tinha uma música estilo halloween... E esses fantasminhas chatos viviam atrapalhando.

- D-de um jogo...?! - gaguejou Miyako - S-seria...
- Miyako, deixa de ser medrosa! - irritou-se um pouco Daisuke - Não tem nada de mais nessa casa!
- Não?!
- Não! Agora chega desse papo e vamos procurar o dono disso aqui.

- Não acha que está sendo duro demais com ela...? - falou Ichijouji, mas o garoto nem o ouviu.
- Ele tem razão... - a Inoue mudou o tom de voz. Ficou séria agora - Eu estou com medo de algo que não existe!
- Uh... Se você diz...

E ela saiu na frente, deixando Ken para trás. Este andava tranquilamente atrás dos outros escolhidos...
Até que sentiu algo cutucar seu ombro. Um arrepio correu pela sua espinha. Virou-se lentamente para trás e...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!

O grio ecoou pelo corredor. Daisuke bufou mais uma vez e voltou.

- MIYAKO, EU JÁ DISSE QUE-- Ken?! - arregalou os olhos e viu seu melhor amigo caído no chão, com as mãos na cabeça e totalmente arrepiado.

- O que foi?! - Miyako pipocou de uma sala de uma das portas daquele lugar.
- Eu vi... Algo... A-assustador. - contou um Ken trêmulo.
- O que? - perguntou Daisuke - Viu a Miyako no escuro e pensou que ela era a Arachnemon real?

É preciso dizer que Motomiya levou um tapa na cara da Miyako pelo comentário idiota?
Ok. Então foi isso mesmo que aconteceu.

- Miyako! Isso dueu!
- Que bom que doeu! Assim você para de tirar sarro dos outros!

- N-Não...! Eu vi o mar...! - respondeu o moreno.
- Ah não, TU TAMBÉM COM ESSE LANCE DE "O MARRRRRRRRRRRRRRR ESTÁ ME CHAMANDOOOOOOOO"?! - ironizou.
- O Mar das Trevas...! Ghn...!
- Ken, pensei que teu trauma tinha passado... - suspirou Dai - Sai dessa e vamos continuar, ok? Ok.
- E ele... Ele tirou uma foto minha...!
- Cara, tás pirando feito a Miyako?! Fantasmas fotógrafos?! Nossa, era mais fácil encontrar um Bakemon dançando Yatta...
- É...? - duvidaram os dois.
- Bakemons são estúpidos... Ok... Let's go, you guys.

Prosseguiu andando. Enquanto isso, os dois que ficaram pra trás passaram boa parte do tempo sendo atormentados por fantasmas.
Sim, e o Daisuke sem ter medo de absolutamente nada. Queriam o quê? Ele milagrosamente escapou das ilusões de Belial Vamdemon uma vez, enfrentou diversas coisas bizarras e que se ele contasse, maioria do pessoal não acreditaria (menos os escolhidos e duas garotas em especial)

Em um outro cômodo da casa... Existiam SIM fantasmas. Uma fantasma-garota de cabelo loiro e longo, usando um colar de pérolas... Olhos verdes... E dois pequenos fantasmas... Um de cabelos loiros e olhos cinza azulados... E um de cabelo branco e olhos verdes. O loiro usava uma gravata amarela e o outro um lenço branco no pescoço.

Esses quem aterrorizavam nossos escolhidos. A fantasminha olhava para as fotos e admirava os rostos assustados de Miyako e Ken.
Estava contente até que... Opa! Ela achou algumas fotos que não eram nada "agradáveis". Um terceiro indivíduo não se assustava. Esse só ria, fazia careta e demonstrava não ter medo ALGUM.

Ela ficou amuada com seus fotógrafos e retirou-se da salinha, indo para trás de uma cortina. Os outros dois entreolharam-se, como se podéssemos traduzir aquelas expressões para "Vou dar um jeito de fazer aquele garoto de cabelo bagunçado ficar totalmente arrepiado a ponto de colocar seus fios rebeldes em pé!"

Quanto ao tal sujeito...

- Booooooooooooooooooooooooring.......................
- Ah cara, pensei que ia ser divertido isso! tsc! Deviamos ter continuado a recolher doces e assustar criancinhas... - falava consigo mesmo.

Atrás vinha os outros dois, que agora andavam coladinhos um no outro... E de olho em tudo que estava ao seu redor.
Daisuke olhou pra trás... Achou que seria divertido... Mas pressentiu algo perto deles.

- Miyako... Ken... Sinto uma presença... - notificou aos amigos, sem virar para trás.
- Daisuke, não venha com essas suas brincadeiras! - reclamaram ambos.
- Não estou brincando - falou seriamente.
- N-não?! - Os dois engoliram a seco.

De repente, Miya e Ken sentiram algo atrás deles. Viraram-se lentamente... E viram um cavaleiro sinistro de armadura enferrujada e com olhos verdes. Berraram mais alto possível e passaram como um raio por Daisuke, e ao dobrarem o corredor... Outro cavaleiro assustador, de olhos cinza azulados. Voltaram imediatamente, passando pelo Motomiya mais uma vez. Só que estavam encurralados.

Pra completar a festa... Eles não perceberam um detalhe a mais... Só depois, quando viram a lanterna de Daisuke, que estava a ser usada pelo próprio, começar a piscar frenéticamente e... Percorrer fagulhas azuis pela mão que a segurava...?!
O cabelo do menino mudou de cor e ficou mais longo, até as costas. Seus olhos ficaram vermelhos como os de um digimon bestial e até surgiram presas em sua arcária dentária. E se não bastasse, naquela escuridão toda... Sua aparência era assustadoramente medonha.

- So... Do you want to play with me...? - provocou todos ali, desferindo um olhar medonho e que só era possível ver o brilho sinsitro que eles tinham.

Aquilo assustou mais os fantasmas do que os próprios amigos de Daisuke. As criaturas fantasmagóricas, que não sabiam daquela "forma" do goggle boy, Estes (os fantasmas) atrapalharam-se todo tentando fugir daquela aberração. Nessas tentativas, capotaram, caíram e até tiraram foto de si mesmos... Com expressões de medo daquele estranho de pompom prateado. Vazaram dali em instantes...

Daisuke, Miyako e Ken olharam entre si. Sem entender coisa alguma.

- Uh... O que foi? Aconteceu algo...?
- Daisuke... Você se transformou de novo... - notificou a Inoue.
- Eeeeh?! C-como assim, Miyako?!
- Tornou-se o Lightnimon... Mas... Como conseguiu fazer isso?! - indagou Ken.
- S-sei lá...! Vai ver que tou meio "lobisomem" hoje...
- Haha... - rio ironicamente Miyako - Não ouse nos assustar, seu engraçadinho.
- Meh... A Geijutsushi não tinha medo de mim, por mais vilânico que eu parecesse...
- Mas nós tínhamos - argumentou ela - Ok?
- Oh... Mas era caídinha por mim não era...? - desta vez o Motomiya falou no tom do Lightnimon.

Miyako corou, e o Ken ficou meio chateado com as atitudes do outro.
Enquanto eles ainda exploravam a moradia...

- Hahahahahahahaha! Hahahahahahahahahahaha!

A fantasminha ria e ria das fotos dos seus fotógrafos... Gritando feito menininhas ou chorando de medo da criatura sinistra.
E estes dois olharam para a pilha de fotos. O loiro olhou para o de cabelos brancos e... Selaram uma união para conseguir mostrar sua ferdadeira força.


- Miyako.............

A voz de Daisuke saía meio abafada, já que ele enfiava a cabeça numa almofada velha e rasgada... Enquanto estava atirado num sofá velho.

- Não. Ninguém mandou comer todos os seus doces de uma só vez.
- Por favor... Só um!
- Negativo!

- Vocês deviam parar de brigar...! - resmungou um Ichijouji pouco rabujento, enquanto lia um livro que tirou de uma estante velha. Ele queria descobrir o que tinha acontecido com seu amigo ali, e por muita sorte achou um livro que lhe chamou a atenção devido ao título. Falava justo do assunto, sobre os híbridos entre digimonianos e humanos. Talvez existisse uma explicação para o caso do Motomiya ainda conseguir transformar-se em Lightnimon.

- Miyakoooo... Por favooor...

E ele nem ligava pra isso. Daisuke estava infernizando sua amiga. Insistia. Ela negava. Continuava na insistência. E ela continuava negando.
Até que a jovem levantou-se e cedeu... uma almofada na cara dele. Aí começou uma verdadeira guerra de almofadas. Mas, não era mais uma briguinha idiota. Ambos riam enquanto um jogava uma almofada no outro. Mas a alegria passou tão rápido...

Primeiramente... O fogo da lareira, que existia naquela sala de estar assombrosa, apagou-se.
Segundo... As velas que iluminavam o local também.
Terceiro... A porta de acesso abriu-se num estrondo gigantesco e fez com que tudo tremesse ali.
Quarto... Não tem piada com esse número aqui.

- O que foi isso? - peguntou a menina.
- Un... - Daisuke olhou para um ponto da sala - Talvez foi aquela coisa gigantesca que parece com um... Leomon roxo-zumbi que tá bufando e nos encarando--
- O... O QUÊ?!

Um Mad Leomon, que é um Leomon roxo com algumas partes esqueléticas por fora de seu corpo, cheio de retalhos, aparência sinistra e sombria, avançou contra o trio. Motomiya empurrou Miyako para cima de Ken e recebeu um soco forte que o jogou contra a parede.

A sorte que, durante o percurso, conseguiu transformar-se para a forma Armor e sua armadura absorveu boa parte do impacto.
Caiu no chão, apoiando-se por um joelho. Logo deu um salto pra cima do inimigo, e começaram a lutar.

Ao fundo, Ken continuava pesquisando e... Miyako só assistindo o confronto, comendo pipoca doce (que tinha recebido de uma idosa).
E o nosso goggle boy... Levando uma senhora surra. O oponente era rápido. Era forte. E ainda... Quando Dai tentava acertá-lo, seus punhos, chutes, unhas, relâmpagos, etc., atravessavam Mad Leomon... E este também conseguia ficar invisível.

- Hey! - o gatuno chamava a atenção dos outros dois humanos - Poderiam dar uma... Ajudinha aqui?! - e ele continuava a apanhar e a lutar sem sucesso algum.

- M-mas como?! - a mocinha quis auxiliar o guerreiro - O que posso fazer?!
- Sei lá! Miyako! Você... É inteligente-- Ack! - e lá foi ele pelos ares de novo.
- Eu... Eu...

Ela correu os olhos pelo cenário, até que uma hora... Lightnimon acertou um golpe sortudo com suas garras e conseguiu arrancar a câmera que o Mad Leomon carregava em seu pescoço. a mesma caiu no chão de um jeito que acionou o botão e tirou uma foto do seu portador. A câmera era daqueles modelos que saía instantaneamente a foto, então ao perceber aquilo... A Inoue sacou o item do chão e seguiu a batalha.

E esse confronto continuava em outra ala, longe de Ken e o livro. Daisuke foi arremessado outra vez contra o chão, que caiu dolorosamente ali (sorte que a armadura protegia seu corpo). Miyako aproximou-se e atirou a câmera, que caiu alguns metros do amigo. Ele olhou para o objeto e depois para quem o jogou.

- Daaaaaaaaaaai-chan! - acenou, fez gestos que traduziam a seguinte frase: "Tire uma foto! Olhe a foto! E depois lute!".

- I see...! - riu ele, e fez o sinal de positivo com a mão esquerda (o tradicional "Jóinha").

E o o que ele fez. Tirou uma foto do local e olhou para ela. Mas ainda estava sem imagem... E naquela demora, foi arremessado contra ao ar outra vez. Insistiu naquela estratégia e... Não adiantava tanto assim. O menino vôos por quase todos os cantos da casa.

- Un... Não... Não... Também não...

E Ken ainda lia aquele livro. Bem que ele poderia pegar o D-terminal e contatar Koushiro para que enviasse seus pareceiros até lá.
Só que ele preferia ler bendito livro. Em pleno vôo, Daisuke encarou o seu melhor amigo, cruzou os braços e até grunhiu algo do tipo:

"Grande Ichijouji... LENDO UM LIVRO AO INVÉS DE AJUDAR AQUI...!"

O Mad Leomon pegou o gatuno no último lançamento e arremessou-o contra a parede de novo. Como já espancado demais o oponente, aproximou-se e pegou a câmera das mãos de Dai.... Quando ia tirar uma foto...

- DEIXA O MEU DAI-CHAN EM PAZ!

Veio uma Inoue enfurecida, armada com uma mesa de canto. A valente escolhida desceu com tudo a mesinha de madeira velha nas costas do Leomon zumbi. Este não sentiu quase nada e encarou a menina com um olhar mortífero. Miyako arrependeu-se da sua atitude e estava prestes a receber um poderoso golpe, mas a sorte foi que algo pegou o Mad Leomon pelos pés. A força descomunal que o garoto adquiriu (devido àquela forma) fez com que pudesse arremessar aquele digimon fantasmagórico para bem longe dali.

- Ninguém bate nos meus amigos! - rosnou o mascarado - Principalmente quando eles me denfendem dos outros...!
- Miyako-san... Obrigado - agradeceu-a - Se não fosse por você, sabe lá o que iria acontecer comigo.

- Serio...? - ela olhou-o.
- Bem... Sim, já que seu ataque de loucura quem fez golpear o Leomon zumbi com aquela mesa...
- Ahn... Não foi nada...! - corou.
- Vamos sair dessa casa antes que apareça algum outro digimon zumbi por aí...!
- Ok!

E o Ichijouji continuava a ler na mais profunda concentração que quase ninguém conseguiria ter enquanto rola alguma briga ao fundo, mas conhecendo o moreno tão bem quanto Miyako e Daisuke... Ken quando tá EXTREMAMENTE intrigado em algo, consegue ignorar tudo ao seu redor.

- Oi. Ken... Sai do transe de geek "Koushiro 2.0" aê.

Um toque da mão de Dai no ombro do amigo... Fez com que recebesse um livro na cara. E o Livro, com umas 200 páginas por aí e de capa dura... Ai, aquilo deve ter doído muito... Já que o derrubou sentado no chão. E sem falar que ele ainda estava detonado da batalha de minutos atrás... Ou deveríamos dizer de horas atrás?

- Ah não... Não doeu quase nada... - ironizou o Motomiya (em relação ao meu comentário).

- D-desculpe Daisuke! - falou Ken, ao perceber quem tinha encostado em seu ombro - Huh? Armor Mode...?
- Vai me dizer que não viu a treta que rolou lá atrás... - fez outra ironia o nosso goggle boy.
- Não... Estive pesquisando sobre o que aconteceu com você...
- Deixa isso pra lá! - levantou-se do chão em um salto - Vamos sair daqui logo!
- O que foi? Viu algum fantasma e agora está com medo...? - provocou Ichijouji.
- Nem. Só não estou afim de lutar contra mais digimons zumbis que conseguem ficar invisíveis e que não recebe quase dano físico algum.
- OK, ok... Deixe eu colocar esse livro no lugar e...

Um rugido assustador foi ouvido. Tanto Ken quanto Miyako olharam de cara feia pro mais novo ali. Daisuke não entendeu nada. Afinal, ele podia estar usando uma máscara... Mas jurou não ter feito tal piadinha sem graça. Até para acreditarem, removeu a máscara e ficou em silêncio. Ouviram outra vez... E não tinha sido o amigo.

- Uh... Acho que está ficando tarde... - disfarçou Ken.
- É... - idem os outros dois - Preciso voltar pra casa...
- E-eu também...

O terceiro rugido... e um "CORRE!" foi solto alto e claro pelo trio. Saíram pela porta mais rápido que um relâmpago.
No final das contas... Tinha um digimon dragão azul turquesa com asas amarelas e olhos cianos (um quarto fantasma lá) sentado na cozinha... E preparando um sanduíche.

O barulho sinistro tinha sido o estômago dessa criaturinha adorável.
Mas quem iria perder o tempo para descobrir isso...?!




★Nota da autora:

Ok. Meti links em quase todo o texto para terem idéia do que estava a imaginar. Ignorem o fato de quem não leu a Hinode ainda, já que vivo postando spoilers da mesma.

* O jogo no qual Daisuke se refere é o Sonic Heroes, cujo existe dois níveis com o tema halloween (Hang Castle e Mystic Mansion)

**Ah sim, fantasmas:

Garota = Izumi Orimoto (Digimon Frontier)
Loiro = Yuu Amano (Digimon Xros Wars II)
Garoto de cabelo branco = Ryouma Mogami (Digimon Xros Wars II)
Digimon draco = Gumdramon (Digimon Xros Wars II)


E crianças... Nunca assistam especiais de halloween que sejam cômicos. Podem influenciar em suas idéias.


Última edição por Nina Geijutsushi em Seg Nov 07, 2011 2:04 pm, editado 1 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Marty em Qua Out 26, 2011 6:26 pm

Gostei bastante da história, não imaginava que aquele ova poderia ficar tão bom se adaptado pra uma fic de Digimon! Btw, queria saber o que tinha naquele livro, lol.
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Spooky Time! O ataque do Pumpkin Master

Mensagem por Convidado em Sex Nov 04, 2011 6:00 pm

Vou por no formato da The Book of Wish... Poderiam movê-la depois de uma semana para lá? Obrigada ^^
(postei como enviei, ou seja, sem correção alguma. Na próxima semana corrijo os errinhos XP)

Btw, obrigada >///< Escrevi isso mais pra postar no LJ e no livro, pois achei que nem ia conseguir terminar a tempo pro concurso lol.




★ Spooky Time! O ataque do Pumpkin Master

Personagens: Taiki, Tagiru, Yuu, Daisuke, Ken, Takato e Takuya
Base: Crossover // Digimon twitter RPG (por causa do design deles, das relações, etc...)
Tema: Comédia/Terror
Classificação: K

Obs.: Viciada em Sonic e Digimon só pode dar numa coisa: MISTURA DE ELEMENTOS, YAY.




- Tagiru... Vamos...? Está ficando tarde! Vamos ser os últimos a chegar! E todos já terão comido os doces! E terão ido recolher mais! Tagiru! Por favor! Eu quero comer docinhos e assustar pessoas...!
- Espera aí, espera aí! Gumdramon! Estou quase passando dessa parte...!
- Tagiru... Por favor... Logo o Taiki e o Yuu vão ligar pra cá...!
- Aah! Aquele robô idiota me acertou e eu caí! Droga!

Gumdramon aproximou-se a encostou no ombro de Tagiru. O garoto olhou para trás, ignorando o videogame. Subitamente a tela piscou, fazendo com que a dupla desviasse sua atenção para a televisão. Mas nada, foi apenas um pisque. O digimon draco ignorou tal fato e voltou a insistir.

- Tagiru, vamos logo ou não sobrará nenhuma guloseima para nós! Por favor, depois você joga isso!
- Ah... Mas eu só queria... - tentou justificar o menino. Mas ele sorriu e mudou de idéia - Ok, Gumdramon! Vamos nos divertir juntos!
- Yosh! Vou pegar a abo-abodona... Abobora... Ahn...
- Abóbora - riu o Akashi.

Este levanta-se para desligar o videogame e a televisão... Quando algo acontece. Gumdramon, que tinha ido até a sala da casa do menino, ouve o grito e volta correndo. Só que quando chega lá...

- TAGIRU?! Tagiru?!

... Ele não estava mais lá.

- OH YEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! ADORO ESSE DIA! ADORO! UHUL!
- Daisuke, vai com calma. Tagiru ainda não chegou.
- Qual é, senpai! Bem... O que mais adoro no Halloween não são os doces... Heheh... Mas sim as...

O Motomiya, caracterizado de uma espécie de Lighdramon humano, porém com orelhas de lobo e uma capa preta. Aproximou lentamente de Takato, que estava vestido de mago e desenhando quietinho num canto da festa. Pegou a cesta em formato de abóbora (e vazia), colocou na cabeça e saltou por trás do Matsuda. O menino tomou um gigantesco susto que saiu correndo sem perceber que era apenas mais uma das vítimas do escolhido do Milagre.

- ... Travessuras. - completou Dai, tirando a máscara improvisada - Ow, Takato...? - olhou para o mais novo, que estava embaixo de uma mesa, tremendo de medo – Ei. Foi só uma brincadeira... N-não fica assim...!
- Tsc... E ele acha que assusta alguém? - debochou um Takuya, de vampiro, que bebia refrigerante de groselha só para parecer que estava se deliciando com sangue - Ah, ele não assusta nem uma mosca.
- Takuya... Não arranje briga com o Daisuke, por favor. - pediu um Taiki, que estava com o uniforme do time de basquete Xros Heart, porém com algumas cicatrizes feitas de lápis de maquiar. Logo ele era um jogador-zumbi.

Masaru não usava fantasia alguma. Ele era temido sem uma, pra quê então se caracterizar? Já o Yagami parecia um verdadeiro mafioso. Sabe lá onde ele quis se vestir assim, mas o terno preto caiu perfeitamente bem. As demais personagens espalhadas pelo parque da torre de Tóquio eram ou fantasmas; personagens de jogos/animes; bruxas; lobisomens; múmias; zumbis ou até fantasias inspiradas em alguns digimons, como por exemplo a roupa da Hikari, que era inspirada na Nefertimon. Tudo estava enfeitado de uma forma horripilante, com caveiras, túmulos, abóboras, cruzes, etc.
A festa estava bonita e quase todos estavam lá se divertindo. Sim, quase todos.

Pois faltavam... Tagiru e Yuu.

- Taiki-san! - correu uma voz pelo ambiente. O Kudou olhou ao longe e reconheceu a voz e a silhueta que se aproximava correndo. Quando esta parou diante dele, o loiro vestido de ninja "a lá Tsuwamon" foi revelado como Yuu Amano.
- Tagiru desapareceu! - berrou um Gumdramon, direto do Xros Loader do Amano.
- Desapareceu?! - Taiki saltou para trás, perplexo. Os que estavam próximo dele, Daisuke e Taichi, também ficaram no mesmo estado.
- Mas onde esse maluco foi?! - balbuciou o Motomiya.
- Não vamos ficar parados... - interveio o Yagami - Ele faz parte do grupo.

- Oh yeah! - seus olhos brilharam e o jovem Dai voltou-se diretamente para o azulzinho que por alguma idéia wtf estava fantasiado de seu próprio parceiro - V-mon, vamos achar o doido do Tagiru!
- E-eh?! O Tagiru?! - Vee parou de conversar com Shoutmon, Kouichi e Monodramon para ir até o parceiro.
- É. Vamos lá.
- Se você for, vai precisar de alguém que tenha intelecto... - brincou Ken, aproximando-se deles. O Ichijouji estava... Bem, com as roupas do Digimon Kaiser (logo que uma vez curado do "trauma", o moreno vestia-se assim nessa data) - E duas cabeças pensam melhor que uma.

Taiki recolheu Shoutmon e decidiu que também deveria ir. Takato e Takuya também se ofereceram. Taichi até iria, se não fosse pelo fato de uma bruxa ruiva de vestido vermelho o raptar para trás de uma moita. Então o grupo de resgate ficou por conta deles.
O General Vermelho era o líder; Yuu e Ken eram os "detetives"; Daisuke, Takato e Takuya o grupo de apóio.
Nosso time improvisado saiu da festa, dirigindo-se para os aposentos do Akashi.

Ao chegar lá, viram tudo normal. Um videogame ligado, uma tela passando a abertura de tal jogo...
E uma estranha faísca que saía da tela... Faísca?
Taiki logo pegou o Xros Loader vermelho e usou o comando do Time Shift. Eis que o cenário muda e eles vão parar na Digi-Quartz. Os demais questionam-se “Por que Tagiru estaria na Digi-Quartz?!” e o Kudou apenas analisa pacientemente a cena. Yuu e Ken começam a fazer o mesmo. E por último os três restantes.

- Ei, o que o Tagiru faria uma hora dessas na Digi-Quartz? – comentava Takato com Daisuke e Takuya.
- E ainda sem o Gumdramon... – emendou o Motomiya, meio intrigado com aquilo.
- Nah, aquele maluco pode ter fechado a passagem antes mesmo do parceiro dele entrar – debochou o Kanbara.
- Você devia procurar mais e trollar menos, Trollkuya! – rosnou Dai.
- Ta bravinho? Ih, calma... Esqueci que o maluco é teu pupilo heheh.
- Vocês poderiam... Parar de brigar? – intrometeu-se o Matsuda.
- Seria uma boa se não perdessem tempo – Taiki acabou com aquela conversa idiota, com um tom sério – Temos que trabalhar em conjunto agora, deixem as cutucadas para depois.
- Digo o mesmo – concordou o Ichijouji – Tratando-se da Digi-Quartz, pode ser que ele tenha sido capturado ou algo do tipo.
- Exatamente – acenou positivamente o Amano – Ele está sem o Gumdramon, precisamos encontrá-lo o mais rápido que pudermos!

Todos calaram e se focaram em procurar pelo novato. Passou horas e horas... Nada. Até que um vulto passou correndo para o lado de fora da casa. Takuya percebeu e chamou os outros, que logo se reuniram com o guerreiro do fogo no exterior da residência. Do lado de fora... Encontraram uma espécie de portal (?), cujo nossos heróis se aproximaram e... Foram sugados pelo mesmo.

O vórtice (AKA portal) abriu-se em uma sala com uma decoração assombrada. Papel de parede sinistro e desgastado, podendo ver a própria parede que era coberta, um piso de mármore com um tapete carmim... Estátuas, quadros horripilantes. Um candeladro enorme no centro e... Uma escadaria.
Os garotos foram jogados do alto, caindo um por cima do outro. Taiki era a “base” e o topo era o sortudo Daisuke.

- Oww... Minha cabeça dói... – grunhiu o goggle boy.
- SAIA DE CIMA DE NÓS, DAISUKE! – gritaram os outros em coro.
- Hein?! – O rapaz arrumou seus óculos e viu o resto do pessoal sendo amassado um pelo outro.

- Haha! Que cena hilária!

- DAISUKE, NÃO É HORA PRA TIRAR SARRO! – berrou um Takuya irritado.
- Mas não fui eu! – respondeu, saindo de cima de Yuu, que saiu de cima de Takato e assim por diante.
- E-então quem foi?! – perguntou o Matsuda.
- Sei lá! – Dai olhou ao redor. Aquele cenário lhe era familiar – Mystic Mansion... Impressão minha ou viemos parar no jogo?
- Que jogo? – indagaram os outros.
- Ah, um jogo que joguei em 2003 e 2004... Fazia tempo que não via essa “stage”.
- Se não foi o Daisuke quem falou aquilo – desviou o assunto nosso general vermelho – Só pode ter sido o...
- TAGIRU! – berrou Gumdramon, saindo do Xros Loader amarelo e fitando uma silhueta no final da escadaria. E este draconiano criança não pensou duas vezes e pôs se a correr atrás da sombra.

- Gumdramon! Não faça isso! – tentou alertar Daisuke – Pode ser uma armadilha!
- Volta aqui! – gritou Vee, que saiu atrás do pequeno.
- V-mon...! Oh droga! – o Motomiya saiu atrás deles. Idem ao restante.
- Vocês não deviam se separar! – bronqueou Yuu – Esse lugar é suspeito demais!
- Mas o Daisuke parece conhecê-lo melhor que nós...! – comentou o Ichijouji.
- Então seremos obrigados a seguir as ordens desse idiota? – mais uma vez o “Trollkuya” cutucou o sub-leader da máfia-- digo, dos Leaders.

Daisuke parou e encarou o Kanbara. Seus olhos pareciam até vermelhos em tal ângulo. Não, ele não ia partir pra cima do jovem, mas apenas abriu sua boca e falou poucas verdades:

- Oh sim, e por acaso você já jogou ANTES?! Eu tirei ranking “A” em todas as missões! E por três anos comemorei meu Halloween jogando por meia hora ambas as “stages” com os quatro times! Ou seja, eu sei tudo sobre este lugar! Sei o que fazem os interruptores bizarros, que as estátuas e pinturas ganham vida e há fantasmas cabeça-de-abóboras nos testando a paciência a todo custo, como esse que está atrás de vocês...!

- Fantasma...?! – Takato continuava meio assustado.
- Daisuke... – o moreno encarou-o – Não vamos cair nessa.
- Até parece que mentiria justo agora! – protestou este.

- Hah. Vocês estão fazendo barulho. Calem-se. – a misteriosa incógnita estalou os dedos. Todos ouviram.

- Aquela voz voltou... – notificou Guilmon.
- E ela parece mesmo com a do Tagiru – emendou Shoutmon.
- É ele... – confirmou Taiki.
- Pessoal... – interrompeu o Motomiya – Melhor corrermos... E não olhem para trás... *glup*
- Por quê? – falou o troll dos leaders – Tem algo aterrorizante atrás de nós?

A curiosidade falou mais alto e todos se viraram para trás. O grupo viu uma criatura gigantesca com cabeça de abóbora, capa preta e mãos flutuantes. Daisuke estranhou aquele tipo de fantasma, já que no jogo estes tinham tamanhos pequenos (e num modo chamado “Hard Mode”, eles ficavam maiores) e não possuíam mãos. O monstro atacou-os, e focou-se diretamente no Matsuda. Mas Takuya enpurrou-o, fazendo “efeito dominó” nos demais. Logo quem fora capturado foi ele próprio.

O vampiro do fogo tentou soltar-se. Mas era inútil, e nem tinha como usar a evolução Spirit para lutar em sua defesa. Este apenas gritou aos demais para que fugissem antes que fossem pegos. Os cinco subiram a escadaria, passando por uma porta e chegando a outro salão. Porém este era mais extenso, e tinha uma esfera numa elevação no final da sala, diante de quadros de monstros robóticos.

- Não toquem naquilo – ordenou o escolhido do Milagre – Ou as estátuas e os quadros criarão vida.
- Acho melhor ouvirmos esse conselho – falou o parceiro de Daisuke – Já o vi jogando isso.
- Certo... – concordaram todos.
- Aonde foi o Gumdramon? – perguntou-se Damemon.
- Continuou seguindo a sombra – disse Taiki – Será que o Tagiru está querendo nos pregar uma peça ou...
- Pode até ser, Taiki-san. Mas o Gumdramon disse ter ouvido um grito antes de ele desaparecer.
- E eu também não acho que ele faria isso, Yuu... Tagiru aprendeu a controlar seus impulsos.
- Coisa que alguém deveria – Ichijouji aproveitou e soltou uma indireta.
- Ora... Não que seja por isso... – respondeu um Daisuke sarcástico – Avisei do fantasmão, agora sou o culpado?!
- Será que o Takuya está bem...?! – Takato tentou desviar o assunto e evitar alguma discussão ali.
- Deve estar... – Shoutmon confortou-o – Precisamos encontrar logo o Tagiru e sair daqui.
- I-isso... Isso aqui está me dando arrepios... – Wormmon abraçou o ombro de Ken. O anelídeo estava tremendo de medo.
- Tsc. Qualquer coisa Daisuke-sama dará um jeito aqui. – gabou-se o Motomiya.
- Ah claro... – ironizou Ken – Isto se você não causar problemas para nós antes, não é?
- Como se EU fosse! – bufou, amuado – Joguei isso diversas vezes e sei os resultados!

- Crianças. Falem mais baixo... Quero ver o show. Mwhahahahahah!

- Tagiru, seu idiota! – irritou-se Yuu – Quer parar de brincar conosco?!
- Isso não é nada bom... Dame dame...
- Perder a calma agora não vai trazer bons resultados – murmurou o Matsuda.

- Odeio quando interrompem algo divertido... – no final da sala surgiram olhos vermelhos sanguinários. Gumdramon, que estava um pouco mais na frente, caiu sentado no chão ao ver aquele olhar maligno.

Um flash acerta o objeto redondo que flufuava sob uma roda de pedra. Tal interruptou brilha e clareia toda a sala. Quando a visão volta a tona aos nossos cinco rapazes, as estátuas e pinturas tornaram-se reais. Mas, diferente do tal jogo, não eram robôs. Eram gárgulas imensas. Elas partiram pra cima, e instantaneamente Wormmon e Damemon evoluíram. Yuu e Ken começaram a lutar juntos. O Amano disse para que eles continuassem. Taiki e Daisuke queriam protestar, mas foram empurrados por Tsuwamon para a próxima sala, cujo sua entrada estava no quadro central. A passagem fechou-se e eles só puderam prosseguir por um corredor de pedra.

No caminho, Taiki continuava sem compreender o que raios teria dado no Akashi para fazer aquilo. Mas tinha a impressão de não ser nenhuma brincadeira, talvez fosse outra razão. A mesma que intrigava o mais velho ali. Takato estava em total silêncio, apenas olhando ao redor e esperando que não houvesse mais nenhuma armadilha ou algo do tipo. E ainda: Estava preocupado com Takuya, e agora começava a ter com o loiro e com o escolhido da Bondade. Os digimons restantes também estavam quietos, mas observando cada movimento suspeito. O único que parecia estar focado demais em seguir a voz de “Tagiru” era Gumdramon.

- Então estamos sozinhos, andando num corredor fantasmagórico e... Sendo vítimas de um serial killer metido à Joker.
- N-Não me assuste, D-Dai...! Por favor...!
- Calma Takato... – olhou para trás e deu um sorriso – Não vou deixar que nenhum fantasma ou armadilha te peguem.

- Aww... Que coisa mais “cute”, como diria uma loira com manias de caçar digimons fofos...!

- Tagiru...! – gritou Gumdramon – Onde você está?!
- É ele... – confirmou Taiki – Mas... Que estranho...
- Não... Esse não é o Tagiru que eu conheço...! – vociferou o dragãozinho roxo.
- Oi. Tagiru! – chamou o Motomiya – O que há de errado contigo?!
- Não acham que deveríamos ficar quietos e apenas segui-lo? – opinou o Matsuda.
- Não estamos provocando como os outros – discordou V-mon.
- Mas mesmo assim poderia ser perigoso, guil.

- É. Podem estar me irritando... Sabiam? Acho que posso dar um fim em vocês três logo. Hohoho!

Subitamente as paredes começam a se aproximar. Essa parte não existia no jogo, e era isso mesmo que o expert naquela mansão mal-assombrada pensava. Rapidamente Daisuke sacou o D-3, usou o Digimental da Amizade e evoluiu V-mon para Lighdramon. Taiki colocou Gumdramon, Guilmon e Shoutmon em seu Xros Loader e montou no parceiro do Motomiya, idem a Takato.

Lighdramon disparou como um relâmpago, correndo a toda velocidade pelo corredor. Tudo isso para não ser esmagado, e nem deixar que seus amigos fossem também. Daisuke suou a frio quando viu as paredes se aproximando mais e mais... Porém, por sorte (e milagre) todos saíram ilesos de lá.

Vee voltou ao normal assim que chegaram numa sala esquisita e com três altares. Aquela ala era reconhecida pelo goggle boy mais velho. Era a parte final da “stage”. E geralmente vinha cheia de desafios. Cada altar era de uma respectiva cor. Isso foi passado aos outros dois companheiros.
Taiki olhou a fundo para cada um e associou à cor dos seus digivices.

- Takato, você deve ir pelo altar amarelo, já que o D-Arc é dessa cor. Daisuke, você vai pelo azul, devida essa cor do seu D-3. Eu vou no altar da direita, pois meu Xros Loader é vermelho.
- Não deveríamos nos separar aqui! – contestou o Motomiya – Esta parte era a mais chata de todas...!
- Concordo com o Daisuke... – manifestou-se Takato.
- Então vamos todos um altar por um! – sugeriu Gumdramon, via Xros Loader.

- Ora. Vão se mover ou não...? Hahah... Duvido que consigam me alcançar!

- Kouhai está me tirando pra besta, huh? – fechou o punho com força.
- Calma, Daisuke...! – Taiki e Takato perceberam o sangue de Daisuke ferver.
- Vamos lá, pessoal! – Gumdramon saltou do Xros Loader e foi diretamente para o altar da cor amarela.

Ao chegarem no altar amarelo, o fundo, que era uma espécie de água em um fundo totalmente negro, mudou diretamente para a cor amarela. O ambiente, agora iluminado por tal cor, chamou a atenção do trio (e dos quatro digimons) para o que parecia ser uma plataforma única. A ponte que ligava o altar com o central desapareceu e só tinha várias plataformas flutuando ali.
“Como iremos atravessar?” , pensaram os goggle boys. Até que Kudou deu um estalo em suas goggles e sacou o Xros Loader vermelho. Mas este nem funcionou. Daisuke tentou evoluir V-mon, mas também não houve reação alguma do aparelho azul.

Estes olharam para Takato, cujo D-arc correspondia à cor amarela. E como mentalmente o general supôs: somente o digivice da respectiva cor funcionaria ali. Taiki pediu que ele tentasse evoluir Guilmon, e Daisuke reforçou e disse que seria melhor se ele realizasse a Bio-merge, já que Dukemon poderia carregar todos eles até o outro lado.

O Matsuda não recusou a idéia. E sabia que seria o único ali a conseguir evoluir o parceiro. Sacou o digivice do bolso e fez exatamente o que lhe pediram. Agora, com Dukemon ali seria fácil passar. O cavaleiro real pegou os outros com seu escudo, usando-o como uma cesta, e saltou em cada uma das plataformas. Prosseguiu nesse ritmo até voltarem para o altar principal. E lá sugiu um... Clone negro de Dukemon (?!), emergindo do centro. Takato (dentro de Dukemon) olhou para os dois e disse que cuidaria daquilo. Taiki e Daisuke posseguiram, pois se encontrassem Tagiru depressa, poderiam parar aquiilo a tempo antes de Takuya, Yuu, Ken e Takato se ferirem ou até morrerem.

Eis que eles se dirigem para o altar azul. O cenário muda novamente, e o fundo amarelo sofre uma mutação e torna-se azulado. O ambiante ficou num azul luminoso e tranquilo. Mais uma vez estavam isolados do altar principal.

- Daisuke, agora é com você.
- Eu sei... mas... De que forma nós atravessaremos?! Que eu lembre, nessa parte do jogo aparecia fantasminhas e era preciso usar o “Homming Attack” para atravessar. V-mon pode ser azul, mas não tem essa habilidade!
- Isso é um problema... Espera... – o mais novo apontou para o “vazio” – Será que essa parte foi “alterada” pelo Tagiru?
- Talvez... – o Motomiya deu uma olhada melhor. Ao invés de fantasmas, apareciam pequenas porta-tochas dos dois lados. Tal como se fossem uma...
- Plataforma invisível! – Daisuke estalou os dedos, entendendo o que fazer – V-mon, Evolua para Fladramon e acenda essas tochas!

O plano foi bem sucedido. Fladramon acendeu as tochas. Taiki não entendeu bem de primeira, e até teve um calafrio quando o seu companheiro de equipe pôs o pé no ar (?!). Daisuke riu e tirou uma com o Kudou, dizendo que ele podia flutuar. Mas o general vermelho tinha entendido a jogada logo que Dai assoprou “plataforma invisível”. Os cinco seguiram a ponte sobrenatural e voltaram para o altar principal.

No entanto, ao chegarem lá, Daisuke deparou-se com um inimigo familiar. Ah sim, surgiu das sombras um Cherubimon maligno, o mesmo que ele e Wallace enfrentaram anos atrás. Isso significava que não conseguiriam chegar ao final sem passarem por este enorme coelho macabro. O Motomiya sacou o D-3, fez V-mon voltar à forma criança e por último usou o trunfo: O digimental do Milagre. Magnamon apareceu e emanou uma poderosa luz sagrada. A luta ficaria por conta deles e Taki, Shoutmon e Gumdramon seguiriam em frente, para o último altar.

Taiki e os dois digimons deixaram a dupla 2-top ali e foram direto para o último desafio. O lendário herói chegou ao altar e o azul virou vermelho. Porém... Diferente das outras vezes, havia uma ponte e no final dela um altar maior e com alguém no centro dele. Gumdramon recusou pensar em mais nada. Seus pensamentos estavam perturbados com tamanha preocupação com Tagiru que nem refletiu em ser ou não uma armadilha. Os outros dois não puderam conter o pequenino, e foram forçados a correr atrás dele.

- Parece que Taiki-san foi o único que restou, não é...?

A voz era sim do menino desaparecido. Taiki arregalou os olhos, sem ainda compreender o que estava acontecendo com o Akashi. Quais as razões dele fazer aquilo?!

- Tagiru! – o dragãozinho de asas amarelas aproximou-se da sombra – O que houve com você?! Não... O que você fez ao Tagiru?!

- Gumdramon! Pode ser perigoso, saia daí! – ordenou o Digimon King, mas foi ignorado pelo seu irmãozinho.
- Tagiru é nosso amigo... Não podemos lutar contra ele...! – proferiu um Taiki sério, mas disposto a evitar confrontos.

- Vocês não entendem?! – gritou Gumdramon – Ele... Ele não é o Tagiru!
- Certo... – disse o Akashi, com um sorriso sarcástico – Você não vai me atacar. Já que sou seu “amigo”, não é...? Não é, Taiki-san...?
- Tagiru! Pare com isso agora! – pediu educadamente o Kudou – Isso não é um jogo! Os outros estão em perigo!
- ELE NÃO É O TAGIRU! – insistia Gumdramon – É um digimon! O Tagiru não sorri desse jeito...!
- Mas... Não podemos lutar... – Shoutmon olhava para o seu companheiro, que tentava parar o outro sem batalhas físicas, apenas com as palavras.
- Mesmo assim não podemos atacá-lo! – recusava o outro menino.
- Se vocês não lutarem... Eu lutarei! Para salvar o Tagiru, eu lutarei contra todos...! – declarou o parceiro de Tagiru, lacrimejando um pouco.

Gumdramon ignorou os outros e partiu pra cima da silhueta derramando lágrimas. Se Taiki e o rei recusavam a confrontar com tal incógnita, ele mesmo faria aquilo. O dragão criança atirou sua cauda-martelo contra o suposto Tagiru e arriscou um golpe. Foi bloqueado por uma... Garra?!

- Gumdramon... Como ousa atacar o seu parceiro?! - Os olhos amarelos de Tagiru mudaram para um vermelho luminoso – Vai pagar por isso...! – o vulto atacou-o com as garras, jogando o pequenino para os pés da dupla Xros Heart. Taiki deu um olhar de indignação para o seu “colega” de equipe (o Tagiru, não o Shoutmon), até que percebeu alguma coisa diferente nele.

Tagiru finalmente aproximou-se e revelou sua aparência. Podes descrevê-lo com um terno semelhante ao de Astamon, só que este era um azul marino bem escuro ao invés de roxo. Suas mãos tinham garras assustadoras, e sua cabeça era uma abóbora, mas o “sorriso” dela permitia ver um pouco do seu rosto. Entre os olhos tinha uma abertura que se assemelhava ao tufo vermelho do cabelo do garoto. E nos olhos da abóbora eram apenas visíveis seus olhos vermelhos reluzentes.

- Não é o Tagiru...! – teimava o pequenino, levantando-se do chão – Ele nunca me machucaria! Nem aos outros! Nem ao Taiki! Nem ao Yuu! Nem ao Daisuke, ao Takato, ao Ken e Takuya!

- Taiki... O que faremos? – perguntou Shoutmon, olhando para o garoto.
- Não podemos lutar! Ele é o Tagiru...!
- Não é...! – rugiu o outro digimon.

- Sou sim, Gumdramon... Haha, nem me reconhece mais?! – disse Tagiru, encarando o trio – E agora, o que vão fazer? Seus amiguinhos estão presos, se não lutarem vão se dar mal... Inclusive vocês.

- Mentira...! – avançou outra vez, mas era inútil. Foi repelido por outro ataque de garras.

- Taiki... Se não arranjarmos um modo de pará-lo, ele vai destruir o Gumdramon... E matar os outros! – falou o rei dos digimons em um tom extremamente sério.
- Mas... O Tagiru...! Ghn...! – Taiki continuava a negar – Não! Não posso lutar...!

- Taiki... Tagiru está sendo controlado por um digimon...!

Uma nova voz surgiu no palco. O garoto pegou o Xros Loader e olhou para um rosto negro de olhos redondos e amarelos. Era Wisemon. A frase do digimon ecoou em sua cabeça. Mas o transe foi quebrado quando ouviu Gumdramon alegar outra vez:

- Você não é o Tagiru...! Eu... Eu irei salvá-lo de você! Pois eu estou ouvindo a voz dele! Ele quer que o salve dessa forma! E para isso preciso te derrotar primeiro, para que ele seja solto!

- Forma...?! – repetiu Taiki, processando as informações obtidas até o momento – Então um digimon está usando o Tagiru para nos atacar?!

- Exatamente. – confirmou Wisemon – Vocês precisam fazer o Tagiru recuperar o controle de si. Só assim o digimon irá aparecer...!

- Então... – Shoutmon fitou Gumdramon, e antes que este pudesse realizar outro movimento, segurou-o.
- Me solta, rei! Eu tenho que salvar o Tagiru!
- Gumdramon... – Taiki atropelou o que o Digimon King iria falar (óbvio que ia ser outro sermão de irmão pra irmãozinho) – Se lutarmos, iremos ferir o Tagiru também! Nossa única opção é pará-lo e fazê-lo tomar controle dele mesmo!
- Se resistirmos... Os outros vão...!

- ESCUTE O QUE O TAIKI ESTÁ DIZENDO! – odernou Shoutmon, com uma postura de soberano.
- Não adianta lutar, Tagiru irá sofrer os danos causados... Quer acertar um ponto fatal e matá-lo? – o dragão vermelho olhou para o pequeno draco roxo.
- N-Não... – abaixou a cabeça este.
- Então devemos evitar confrontos físicos – alertou Taiki – Eu acredito que o Tagiru possa inverter a sua situação. E os outros também acreditam nisso, e estão a salvos. Não se preocupe Gumdramon.

O sorriso de Taiki confortou-o. E misteriosamente também afetava o monstro assustador ali.
O general vermelho colou seus olhos nos do “Jack-o’Lantern” Tagiru e andou até lá. Sem medo algum, parou a dois passos antes. Estendeu a mão, como se dissesse em um simples gesto “Não quero lutar contra você. Somos amigos e sempre estarei ao seu lado”.
A criatura deu passos para trás, temendo algo. Por dentro, o Akashi tentava impulsionar o seu corpo para frente, para alcançar a mão do companheiro. Mas não estava conseguindo ainda. Havia algo que o impedia. Algo que ainda o dominava.

Por mais que ele tentasse negar, Tagiru tinha certa inveja de como o Taiki era. De como todos gostavam dele, do Yuu ser bem mais próximo, dos demais parceiros do grupo geral sempre o tratarem com respeito e levá-lo a sério. A inveja quem alimentava o digimon que impedia de se mover facilmente. E foi essa inveja que o fez ser capturado e dominado com facilidade. Escorregou feio, o deslize que nem se preocupava em evitar. Estava mais concentrado em querer ser um astro do que cuidar para que tal ciúme e inveja não se tornassem fonte de alimento de algum digimon mais cedo ou mais tarde.

Infelizmente, só agora que ele lembrava desse detalhe. Já era tarde demais para evitar aquilo.
Mas não tão tarde para assumir o erro e corrigi-lo.

- Tagiru!

A voz de Taiki entrou em seu coração. O tom que este usava era mais firme, de confiança. Taiki confiava nele, e nem ligava em ser invejado ou algo do tipo. O que mais importava ao Kudou era o seu amigo e nada mais. Nada mais. E esse sentimento consolidou seu sentimento de culpa. Logo o Akashi conseguiu mais força para lutar contra o digimon não-identificado e dar um passo a frente.

- Tagiru!

A outra era justo de seu inseparável melhor amigo Gumdramon. Aquele quem compartilhava sonhos semelhantes, como o de se tornar mais forte que Taiki e Shoutmon. E por mais que sentisse péssimo por ter o ferido antes, conseguiu perceber que este adorável monstrinho não se sentia magoado por aquilo. Sua confiança também confortou sua mente. Tagiru forçou a erguer o braço e tentar dar a mão ao outro rapaz.

- Você consegue Tagiru...! – disseram os três em conjunto.

- Tai...ki... Shout...mon... Gum...dra...mon...! – a voz dele saiu de outra forma, não mais sombria e maquiavélica, mas sim a voz energética e amigável que ele sempre teve.

- Só você pode parar isso! – disse Taiki, ainda olhando-o no fundo dos olhos – Se não parar, irá matar os outros, que vieram atrás de você para te procurar!

- Ma...tar...?! – seus arregalaram. E os mesmos voltaram a ser amarelos e inocentes que tinha.
- Por favor, Tagiru! – implorou o seu parceiro – Pare antes que aconteça algo ruim!
- Não... posso... dei...xar... que... isso... acon...te...ça...!

Por último, o Xros Loader carmim brilhou no bolso. O guri jogou seu corpo para frente e conseguiu tocar na mão de Taiki, e em seguida caiu nos braços do mesmo, exausto. No lugar ficou flutuando um pano branco, com uma cabeça de abóbora. Tagiru e Taiki olharam para a criatura e ouviram Wisemon identificá-la:

- É um Soulmon. Era ele quem estava controlando os movimentos de Tagiru e até quem transformou-o em um verdadeiro monstro.

- E-essa coisinha...?! – exclamou Gumdramon.
- Essa coisinha estava me usando feito marionete! – resmungou Tagiru. Aparentemente, a roupa que ele usava era a própria vestimenta para a festa. E sem máscara alguma.

- Se não derrotarmos essa coisa, vamos continuar presos aqui – lembrou Shoutmon – Taiki! Tagiru!
- Yosh! É hora de caçar! – Gumdramon pulou de alegria.

- Caçar esse digimon...?! – bufou Akashi.
- Quer que ele cause mais problemas...? – o olhar de Taiki não foi agradável, foi sério e como se fosse um sermão.
- Ok, ok...

Shoutmon e Gumdramon nem precisaram evoluir para isso. Apenas atacaram em conjunto o pequenino fantasma. Mas o danado era rápido e zarpou dali antes mesmo de ser pego. O bom é que a mansão desfragmentou-se e todos perceberam que era apenas ilusão gerada pelo controle do Soulmon.
Takuya, Yuu, Ken, Takato e Daisuke aparecerem ao lado dos outros dois meninos num passe de mágica.
Todos estavam bem, sem arranhões ou machucados.

- Huh?! Cadê aquele fantasma idiota que queria me esmagar?! – resmungou um Takuya ainda amuado com aquele bicho.
- As gárgulas também sumiram – notificou Ken – Eram ilusões?!
- Parece que sim... – ponderou Yuu – E o bom é que nossos ferimentos também eram ilusões de ótica.
- *phew* Ainda bem... – disseram em coro Dai e Takato – Não foi nada legal aquilo...!

- Haha... Vocês parecem assustados...! – riu Tagiru, sem perceber ainda o sufoco que o restante passou.
- Tagiru... Aconselho a não fazer esses comentários... *gota*
- Por que, Taiki-san?

- TAGIRU! – gritaram os cinco em coro, todos irritados ao extremo – NUNCA MAIS FAÇA ISSO!
- F-fazer o quê...?! – e também, parecia não se lembrar de nada.

- Eh? Ele não se lembra? – estranhou Shoutmon.
- Acho melhor que ele não saiba – preferiu o “irmão” do rei.

- Aquele Soulmon não teria pegado o Tagiru por acaso... – pensou o Kudou – Será que foi alguma coincidência ou alguém quem quis raptá-lo?

Enquanto o grupo voltava para o mundo humano, Taiki olhou para trás. Como se sentisse estar sendo observado ou algo do tipo. Porém seguiu os outros jovens, ainda recapitulando tudo que aconteceu ali.




Última edição por Nina Geijutsushi em Seg Jan 02, 2012 1:44 pm, editado 5 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Dom Nov 06, 2011 3:14 pm

Fauntleroy escreveu: Gostei bastante da história, não imaginava que aquele ova poderia ficar tão bom se adaptado pra uma fic de Digimon! Btw, queria saber o que tinha naquele livro, lol.

spoilers:
Meio baseada na Hinode. Contém informações sobre uma "terceira raça" que existia anos atrás, quando a DW e o mundo humano eram o mesmo. Inclusive sobre como esta terceira nasceu e os seus efeitos.

Também não imaginei... Apenas tentei me inspirar nele xDDD
E não é que saiu algo legal...?

btw...
Eu deixei indícios de que faria isso em uma próxima oneshot. Mas eu menti: este trecho estará numa fanfiction, porém postarei aqui como uma oneshot.
Quis inventar essa cena, queria mesmo explorar quando estes dois se conheceram. E foi o que fiz.




★ Começo.

Personagens: Daisuke Motomiya, Miyako Inoue
Base: Antes de Digimon Adventure ZeroTwo, após os ocorridos de "Bokura no War Game"
Tema: --
Classificação: K




- Oi! Devolvam-me! Eu paguei por esse sorvete! E as minhas goggles...! Por favor!

- Ah seu menino idiota! Como ousa roubar o lugar da Takenouchi-san?! Você não joga nada! Como o time irá seguir adiante?!

Naquele dia, aconteceram coisas inevitáveis. A primeira foi o jovem Motomiya, de oito anos (isso ocorreu em 2000, após os eventos do primeiro ataque de Diablomon), querer entrar para o time de futebol após ter visto Taichi jogando. Além do mais, tinha tornado-se amigo dele e de sua irmã caçula, colega de turma de Daisuke. Seus olhinhos brilhavam, mas... Não foi aceito por ter um time completo, e nem como reserva conseguiu.

Uma ruiva, que jogava no time, viu aquele menininho... E decidiu fazer algo que ninguém esperava:
Sora Takenouchi, uma das estrelas do time ao lado do Yagami, fingiu ter torcido a perna. Mais tarde, após os treinos, ela reuniu-se com o técnico daquela época e pediu para sair do time.
Nisso, um pequenino de goggles olhou-a e estranhou tal atitude. Mas, como ninguém tinha percebido, o homem foi até Daisuke e o colocou no time. Este ficou feliz, muitíssimo feliz. E Sora, vendo aquele sorriso brilhante e contente, também sorriu. Nesse dia ele também conheceu-a melhor e... Digamons que após alguns meses ela viria a contar ao Dai que saiu do time para que ele pudesse ter uma chance.

Só que nem todos gostaram daquela atitude. Culparam-no pela saída da garota. E alguns ficaram até implicando com o coitado. Arrancaram-lhe as goggles (as que ele usava até o dia em que seriam quebradas e receberia as de Taichi como um presente do próprio) e correram pela calçada. Daisuke correu atrás deles, até parar diante de um mercado, próximo da escola.
Ali, um dos garotos o derrubou no chão e todos riram. Chamaram-no de incapaz, de fracasso, e de outras coisas. Até que...

- Ei. Licença... Que tal vocês se meterem com alguém da idade de vocês?!

Sim. O jovem futuro líder do grupo ZeroTwo era o mais novo de todo o time de futebol (agora, pois antes era um outro) em comparação aos seus outros colegas de equipe. Uma jovem, um ano mais velha que ele (e possivelmente da mesma idade que um dos três garotos ali, e mais nova que os outros dois), ouviu a confusão e deixou o balcão. Ao averiguar o que estava havendo ali, viu Daisuke sentado em frente a porta da loja e a encarar três rapazes.

Subitamente todos a olharam, e viram uma menina de lenço lilás na cabeça, usando um avental com um triângulo e um “i” minúsculo dentro deste. Ela usava óculos, tinha vestimentas em rosa desbotado e vermelho (uma espécie de “saia”), olhos cor de mel e cabelo violeta.

- Não é legal arranjar confusão na frente do mercado dos meus pais! E também não posso permitir que vocês maltratem este menino! Quanta ousadia! - encarou-os - Parem agora ou...

- Ih, é a maluca da Inoue! - disse o mais novo.
- Dizem que ela é estranha... - comentou o do meio - Melhor deixarmos esse idiota aqui mesmo.
- Deu sorte, Motomiya... - falou o último, deixando as goggles caírem no chão e dando meia volta, saidno em disparada com os outros dois cúmplices.

As goggles só não quebraram devido a “maluca” ter pego rapidamente antes que batessem na laje da calçada. Daisuke até ficou com medo, graças às informações dadas sobre a garota.

- Você está bem...? - perguntou ela, devolvendo as goggles.
- S-sim...
- Não tenha, medo... - sorriu - Não vá atrás daqueles três, eles vivem a fazer esse tipo de coisa em frente ao mercado.
- S-sério...?
- É. Bem... Meu nome é Miyako. Miyako Inoue. Miyako escreve-se como o “Kyo” de Quioto, porém lê-se “Miyako”. E você...?
- Dai... Daisuke Motomiya... - respondeu, meio tímido.

Uma rápida olhada pelo cenário e viu um pequeno borrão marrom com uma casquinha quebrada graças ao pisoteamento da mesma. Deduziu que os garotos, além de terem pego um pertence do pequenino ali, também tinham derrubado o sorvete que este tomava.

- Eles te machucaram? - o olhar dela correu pelo corpo do mais novo, com um ar de preocupação.
- Não... - negou, balançando a cabeça - Apenas me tiraram as goggles, me empurraram e estragaram meu sorvete...
- Ah! Então... - o ajudou a se levantar - Vem comigo, vou te dar outro, por conta da casa.
- J-Jura...?! - ele continuou envergonhado, e gaguejando pelo sinal.
- Aquelas garotos quem deviam ser obrigados a pagar um novo! - bufou Miyako, olhando para a esquina que os meninos pegaram - Mas, é melhor assim. Depois explico aos meus pais sobre o ocorrido.

Foi naquele dia que eles ficaram amigos. E grandes amigos. E... Bem, um implicava com o outro, mas de forma saudável. Eles riram juntos, compartilharam tristezas, alegrias...
Maluquices, videogames...




★Nota da autora:

Apenas o comentário da própria Inoue ao recordar desta cena: "Bons tempos... Bons tempos..."


Última edição por Nina Geijutsushi em Seg Nov 07, 2011 1:22 pm, editado 1 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Jyunirii em Dom Nov 06, 2011 3:23 pm

Juny se levanta e bate palmas. EXCELENTE!

Gostei mesmo, se tivesse estrelinhas pra favoritar, seria favoritada JÁ!
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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Qua Nov 09, 2011 5:50 pm

Juny_Lee escreveu:Juny se levanta e bate palmas. EXCELENTE!

Gostei mesmo, se tivesse estrelinhas pra favoritar, seria favoritada JÁ!

Thank you >///< Tem outros trechinhos assim dentro da fic... Acho que vou postá-los aqui como oneshots~releituras (pois trata-se do que penso acontecer "fora" dos episódios e "fora" do anime/OVA...)

Essa oneshot é uma das que me sinto obrigada em re-publicar na nova versão do livro. Principalmente por ela ser uma releitura de uma das cenas que eu gosto e, com todo o respeito e sinceridade, acho que deveria ter sido dada ao Motomiya e não ao Takaishi.




★ Opostos.

Personagens: Daisuke Motomiya, Ken Ichijouji (Digimon Kaiser)
Base: DA02 (Episódio 19 -- A cena da luta entre o Takeru e o Kaiser)
Tema: drama (?)
Classificação: K




Entrou logo que conseguiu embarcar na fortaleza. Essa grande sorte veio quando a gigantesca nave passou perto do rio, saltando com o Lighdramon em uma das portas, que estava aparentemente aberta.

Logo depois de alguns minutos passados, o mais novo do grupo e Submarimon infiltraram-se, quando a base do inimigo estava submergida no oceano.

- Daisuke-san! Como...
- Shh, não fale nada! - sussurrou para Iori - Tenho a impressão que eles estão por perto. Se fomos pegos, tudo isso terá sido em vão.
- Ah... Ok - respondeu, no mesmo tom que o Motomiya.

Os dois, juntamente de seus parceiros, esgueiraram-se pelo corredor. A "casa" do imperador era sombria: Aspecto metalizado e algumas partes não possuíam uma iluminação decente, sendo que às vezes era escuro demais ou a luz não clareava direito em outros cômodos.

Enquanto corriam pelas escadas, Armadimon percebe algo. Eles voltam e vêem uma sala estranha, em um abismo de metal.

- O que é aquilo, dagyaa?
- Deve ser a sala de energia. - deduziu o Hida.
- Devemos destruí-la?
- Não, vamos dar uma olhada ao redor mais um pouco - disse Daisuke.
- Ok.
- Pessoal... Vocês não estão com frio? - comentou V-mon.
- Não... - responderam as crianças.
- Eu... Eu estou sentindo uns calafrios, dagyaa...


Prosseguiram, até chegar em outra sala.
Lá viram vários digimons engaiolados, presos em celas totalmente escuras e talvez úmidas.

Aquela visão era assustadora aos quatro. Adentraram mais na sala, e começaram a abrir as grades de metal que os prendiam naqueles cubículos. O Melhor para o trabalho era Digmon, enquanto os outros três ajudavam a colocá-las no chão, sem que fizessem barulho para revelar sua missão.

Enquanto faziam aquilo, uma tela chamou a atenção deles. Um redemoinho sinistro era mostrado pelo ecrã.

- O que é aquilo? - perguntou-se Iori.

Enquanto assistiam, a fortaleza entrava no redemoinho. Logo após, sentiram que pararam de se mover. Fitaram novamente a tela e apareceram alguns Mechanorimons mergulhando no infinito negro e sinistro.

Iori e Digmon continuaram, assim como V-mon. Mas o goggle boy ficou "hipnotizado" pela tela.

Viu os digimons metálicos serem sugados para a imensidão sombria. E também conseguia ouvir os gritos do insano "escolhido" a reclamar, chamando os Mechanorimons de "insetos", "fracassados", etc.

Sentiu seu sangue ferver. Queria ir até lá e fazer alguma coisa. Até iria, se o Digimon Kaiser não tivesse saído da fortaleza, dentro de um Mechanorimon, e descido até o fundo do redemoinho.

Lá... A cena prosseguiu de uma forma assustadora. Na tela apareceu um digimon negro sinistro, com face demoníaca. Aquele era o primeiro inimigo de Taichi & cia.
Lembrou-se imediatamente do mais velho contando, no Memorial Day, da primeira aventura que tiveram em 1999. Associou aquele monstro com Devimon, e lembrou como o Takeru reagia ao ouvir aquele nome e ao relato feito pelos outros seis veteranos.

Devimon... Aquele que Angemon lutou e se sacrificou para que as trevas não vencessem. O anjo que Patamon se transformara para proteger o pequeno Takaishi, as crianças escolhidas, e a ilha.

Podia não ter tido aquela experiência... Mas só de ouvir... Só de ver nos olhos do seu "rival no amor"... Sentia, sentia que não deveria permitir mais aquilo.

- Ele... Ele não sabe de nada! - vociferou, enquanto em sua mente lembrava das lágrimas derramadas pelo escolhido da Esperança. Lágrimas que ele fez de tudo para que ninguém visse, mas Daisuke acidentalmente as viu.

- Huh? Daisuke-san? - Iori o olhou.

- Idiota! - tirou a mochila das costas, soltando-a no ar e deixando que caísse no chão gélido - Ele não sabe... Não posso mais deixar que isso continue! Aguentei o suficiente! - enquanto dizia isso, outro flash passou pela cabeça: Agora eram os pais do moreno a chorar desesperadamente de preocupação, querendo acreditar que o filho seria encontrado e que estava bem - Eles estão sofrendo... Não só os digimons que estão sentindo dor! A sua família também está, seu idiota!

- Daisuke?! - V-mon virou-se para o parceiro, surpreso ao vê-lo daquele jeito.

O Motomiya não disse mais nada. Apenas saiu andando da sala. O mais novo gritou, perguntando o que ele iria fazer.
E a resposta, veio recebida pelo D-terminal. Ela mandava o Hida tirar todos os digimons de lá e evacuasse a base enquanto ele resolveria aquilo.

E o azulzinho... Assim que ouviu o menino de olhos verdes ler a mensagem, saiu atrás do parceiro.

Aquele tempo todo, do percurso sendo seguido pela grandiosa escadaria, passando por corredores escuros... Deu tempo para que Ichijouji completasse sua criação: Chimeramon.

E esta aberração foi lançada para fora da nave, iniciando um confronto entre Miyako, Hikari e Takeru.

Cerca de vinte minutos se passaram.

- Daisuke! Daisuke! Espera! O que você vai fazer?! - perguntava V-mon.
- Chega! Não suporto mais!
- Não... Não podemos deixar isso para depois?!
- Não... Não mais! Se ele continuar assim--

- Quanta coragem você tem... Ao andar livremente pela base do Digimon Kaiser, aquele que controla o poder das trevas.

A dupla 2-top olha para frente, e se deparam com o garoto. Sorria, a vitória contra os escolhidos já estava garantida, pois tinha em mãos um poderoso recurso.

Mas o Motomiya não sentia medo ou intimidado. Encarou-o nos olhos, com aquela brava chama que ardia dentro de seus olhos castanhos, fechou os punhos com força:

- Ichijouji... Você deveria parar com isso. Não sabe com o que está lidando. Aliás... Quem VOCÊ PENSA QUE É para desperdiçar a vida daqueles Mechanorimons daquela forma?! Quem VOCÊ PENSA QUE É para maltratar esses digimons?! Como PODE fazer essas coisas?! Como?!

Acalmou-se. Fez um breve silêncio e depois continuou:

- Não acha que eles não sofrem? Que eles não têm vida própria? Até quando vai querer ferir os digimons... E ferir também àqueles que te amam, como seus pais? Você não sente nada por eles? Não percebe o que está fazendo?

- Cale-se!

- Até quando vai bancar o imperador, Ichijouji? Quando é que você vai acordar e perceber que a Digital World é um mundo assim como o nosso, e que os digimons são os habitantes dele assim como nós habitamos o mundo humano?

- Está na hora de você refletir sobre isso... Ichijouji. - falou com muita calma agora, mas sem perder a seriedade.

O outro não se conteve. Sentiu-se totalmente ofendido. Ofendido e magoado.
Mágoas? Mágoas sobre o quê? Sobre ter deixado que o garoto dos goggles falasse aquilo na maior liberdade dentro de seus próprios domínios?!

- CALE-SE! CALE-SE! - vociferou o Kaiser - Vocês são insetos! Insetos! Insetos Insetos!

- Isso é tudo... Que tem a dizer? - não mudou a expressão facial. Continuava sério - Você não entende...? Ou está tentando se esconder da verdade...?

- CALA A BOCA!

E nessa última frase... O chicote foi lançado contra o rapaz. Este não moveu, já que não esperava aquilo, e levou o golpe. V-mon soltou um grunhido de surpreso, enquanto Daisuke nada fez. Sentiu a dor, mas ela não incomodava... Não como a dor que sentia ao relembrar dos escolhidos mais velhos falando de Devimon, das lágrimas de Takeru e dos pais do outro menino.

Já o outro... Expressou uma cara de arrependimento. Só tinha coragem de chicotar digimons... Mas agora... Agora chicoteou alguém da sua própria raça. Chicoteou o garoto com quem enfrentara no jogo de futebol, que o machucou no tornozelo e que se desculpou por aquilo! O mesmo que o fez se humilhar diante de seus pés, enganando-os com Bakemons disfarçados de seus parceiros. E que quando descobriu a verdade, saltou como um tigre enfurecido em cima dele, fazendo com que rolassem desfiladeiro abaixo.

Tudo tinha passado dos limites. Inclusive aquela chicotada.

O chicote escorregou pelo ombro de Daisuke, caindo no chão suavemente. O Motomiya passou a mão no ferimento, como se não fosse nada de mais. Massageou, e olhou depois para sua mão, via um pouco de sangue ali... Um pouquinho mesmo.

- Quando não consegue argumentar... Você apela para a violência... - comentou, voltou a olhar para Ken - Não tenho ressentimentos pelo que me fizeste antes, naquele dia do jogo de futebol... Não entenda isso como algo pessoal...

- N-Não! - gritou.
- Não? - abaixou as mãos - Isso não importa agora...
- Cale--
- CALE-SE VOCÊ! - gritou, e desferiu um soco na cara do outro, com toda sua força.

O imperador foi atirado ao chão. Aquele murro... Não, não foi um Daisuke rancoroso.
Na verdade, aquele soco foi dado como uma tentativa de colocar o outro garoto na realidade. Estava farto já. Farto de ver digimons escravizados, farto de ver as criaturinhas sendo maltratadas, de ver a tristeza na face dos pais de Ken.

Não agüentava mais. Era o basta.

- Ichijouji. - Esticou sua mão, para que ele pudesse se levantar - Minha intenção não é essa. Não te bati por raiva, mas sim... Para que você se tocasse do que está fazendo! Acorde!

Mas já era tarde. Não tinha mais como voltar atrás.
Não mais.

A base começou a tremer, um raio esverdeado perfurou o canto superior da sala. Naquele buraco, Daisuke viu Chimeramon atacando seus amigos.

E sem dizer mais nada, pegou o D-3, apontou para V-mon e o fez evoluir para Lighdramon. Montou no digimon quadrúpede e saiu às pressas dali, dando apenas um olhar sério com uma preocupação profunda em sua mente:

- Ichijouji...




★Nota da autora:

Comentários no spoiler.
Spoiler:
Bom, vocês devem se perguntar "por que a Nina acha que essa cena deveria ter sido dada ao Daisuke?"

► Bem, desde que ele descobre que o Ken é o Digimon Kaiser, notem que as atitudes do Motomiya mudam. O sentido que ele age é mais por querer acordá-lo desta estúpida idéia de que a Digital World é um jogo.

 Os pontos que mais percebo isso é justo nos episódios 20 e 21. Principalmente quando ele está montado no Pegasmon (enquanto o grupo abandonava a base), onde o Daisuke olha pra trás e você ouve ele soltar mentalmente um "Ichijouji" ou "Ken Ichijouji" na versão brazuca o.o

► Outra coisa que me faz pensar é... Se o Ken teria acordado como ele acordou no episódio 26, depois de levar o tapa do Daisuke e ouvir aquele sermão todo. Acredito que sim, ele iria se tocar disso e logo o Kaiser estaria arrependido mais cedo do que a cena em que ele perde e o pessoal diz que aquilo não é um jogo e que digimons são criaturas vivas e de carne e osso.

Talvez colocar o Takeru ali, por ser uma pessoa que SOFREU com o sacrifício do seu próprio parceiro, tenha sido uma justificativa para que o Ken continuasse como o Kaiser por mais dois episódios (alguém nota como o Daisuke fica meio apagado no episódio 19?!), do que pôr o Motomiya logo de cara dialogando e tentando fazê-lo ver a realidade.

Algo que fica BEM claro no anime, após a saga do Kaiser e depois do Ken salvar o Iori do Digimon-torre negra Thunderballmon, é que o Daisuke não guarda ressentimentos. Não guarda rancor, nem mágoas.

Lembrando disso, volto a ressaltar aquele olhar de preocupação que ele emite no episódio 21 e quando ele diz ao Ken, com o Chibimon em seu colo: "Volta pra casa, tem pessoas preocupadas com você! Volta pra casa!"

E quando ele pede que o Ichijouji peça desculpas aos digimons e ao grupo pelo que ele tinha feito, para que eles o perdoassem. O Daisuke mostra perfeitamente ali que não guardou ressentimentos do que o Ken fez aos outros, principalmente a ele (lembram? Episódio 8, Fazendo o goggle boy se humilhar...)

Portanto, se o Daisuke estivesse no lugar do Takeru naquela cena... Ele não iria dar um soco na cara do Kaiser por ódio ou mágoas, mas sim com a intenção de querer que ele percebesse tudo isso.

E creio que ele também não iria lá se atirar em cima do Ken e dar muitos e muitos socos. É desnecessário isso (tanto que o Daisuke só deu um tapa na cara do Ken e não uma porrada de socos feito o Takeru.)

Ele mostra-se por horas mais "calmo" e "compreensível" que os demais. Mais companheiro e até demonstra que suas intenções são de querer ajudar os outros, e que não liga pro que fazem a ele (e isso fica tão claro quanto a relação Ken-Daisuke. O grupo INTEIRO o trata de uma forma no início, como se ele fosse idiota e incapacitado para ser o "líder", mas no final TODOS começam a considerá-lo.)

► Para que tivesse uma 'razão' pro Daisuke sair dali e querer falar pessoalmente com o Ken, tal como o Takeru teve (ao olhar o Devimon no ecrã e se lembrar do que ele presenciou três anos atrás), usei o contexto do episódio 17, onde os veteranos contam ao trio (e à Hikari, que só entrou no grupo após o arco do Vamdemon) sobre a primeira aventura pela DW.

Aqui meti mais a imaginação e usei mais o Daisuke do filme "Hurricane Touchdown" e do CD Drama "Natsu e no Tobira".
Ver o Angemon se sacrificando deve trazer más lembranças ao Takeru, logo creio que ele poderia sentir algum receio ao se lembrar disso... Ou até derramar algumas lágrimas, mas escondê-las do grupo.

E pra ter mais fundamento, e auxiliar mais nessa atitude, inclui a cena do episódio 18, onde o Daichan, a Jun e a mãe deles assistem ao noticiário sobre o desaparecimento do Ken. Naquela cena aparece os pais do moreno chorando.

Essa mesma cena que o Daisuke lembra depois do Wormmmon morrer nas mãos do Ken. E é ela mesma que o faz berrar "VOLTA PRA CASA".


Well, espero que tenham entendido um pouco a minha forma de ver o Daisuke nesta oneshot o.o

E não... Eu não acredito que o Takeru deveria ter pego esta cena. Não mesmo XP


Última edição por Nina Geijutsushi em Qua Nov 09, 2011 5:51 pm, editado 2 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Seg Nov 21, 2011 10:08 am

Outro trecho de uma fic que postarei aqui como uma oneshot. Essa cena também foi inventada, já que estou "complementando" certas cenas de DA02 na Hinode.
Eis uma delas. Haverá outra desse tipo, quando o Taichi descobre que o Daisuke foi uma das crianças raptadas pelo Vamdemon.

Ah, o estilo de narrativa aqui é em duas formas: Uma é o próprio Daisuke a narrar e a outra é a narrativa em 3ª pessoa, para as ações e etc que ocorrem dentro deste trecho. É um flashback, portanto é assim que eu os faço... Ao estilo "anime" mesmo.




★ 3 de Agosto de 1999 ~Side D~

Personagens: Daisuke Motomiya, Jun Motomiya
Base: durante Digimon Adventure, final do arco Vamdemon.
Tema: --
Classificação: K




"Naquele dia, em 1999, minha família e eu estávamos em Odaíba."
"Tínhamos chegado em casa, depois de termos feito as compras no supermercado..."
"Jun e eu ajudávamos a guardar as compras..."
"Quando..."


- AAAAAAAAAAAAAAAH!!

Um grito é ouvido da sala, o menino, que estava em outro cômodo da casa, corre para lá e se depara com estranhas criaturas que usavam um lençol branco por cima de seus corpos – Bakemon – segurando os outros três integrantes da família Motomiya, que tentavam se soltar.

- Mamãe! Papai! Jun-neechan! – gritou o menino, incrédulo.
- D-Dai-chan!! – gritou a mãe, olhando-o como se transmitisse a ordem de sair de lá o mais rápido possível.
- Corra! Antes que eles te peguem também! – o pai reforçou a idéia do olhar da esposa.
- Não fica aí parado! Fuja! – berrou a irmã do garotinho.

"Eles foram imobilizados pelos Bakemons. E... Eu não consegui me mover."
"Estava assustado. Petrificado pelo medo... Quando me dei por conta, fui pego."


Tentou fugir, mas não dava mais. Outros Bakemons invadiram a morada e o pegaram enquanto ainda estava naquele estado.
Ao perceber que estavam segurando seu braço, gritou:

- Ei ei! Me solta! – movia os braços, tentando se soltar - M-mãe! Pai...! Neechan!! - olhava para a família, que continuava a tentar resistir em serem levados.
- Soltem-nos! – gritava Dai, quase chorando já - Deixe-nos em paz!!

"Nos levaram para o mesmo local onde estavam outras crianças e suas famílias, além de outras pessoas: Big Sight"
"Jun estava apavorada. Minha mãe tentava acalmá-la, abraçando-a."
"Meu pai estava nervoso. E quanto a mim..."
"Eu estava com medo. E muito mais, quando em seguida... Os Bakemons me separaram deles."
"..."


- Mãe! Pai! Jun-neechan! – gritava ele, enquanto os fantasmas o levavam dali - N-Não! Me solta! Me solta! – tentava se soltar, esperniando e batendo nos monstros.
- Dai-chan! N--!! – a sra. Motomiya grita, desesperada e querendo correr atrás dele, mas outros Bakemons a impediram.

...
Os digimons o levaram para uma fila, cheia de crianças. Colocaram-no lá e saíram. A fila era monitorada por outros Bakemons.
O garoto olha ao seu redor, muito mais espantado. Pensava:

- Por quê...?
- O que eles querem comigo?
- O que eles querem fazer com essas outras crianças?
- O que irá acontecer conosco?

"Fui colocado em uma fila, onde havia milhares de crianças..."
"Todas elas iam direto para o local onde estava Vamdemon e seus servos."
" ... Para que Tailmon, que estava sob custódia dele, identificasse a oitava criança, ou seja, a sua parceira..."


Aproximava-se sua vez na fila. Daisuke continuava a olhar para todos os lados, apavorado.

- Não tem como sair daqui e voltar para os meus pais? – perguntava-se mentalmente.
- Ei você aí! Ande logo! – disse um Bakemon, empurrando-o para frente de Tailmon.
- A-aah!! Não empurra! – reclamou ele, mas logo calou-se depois de ver um olhar atravessado do digimon fantasmagórico.
- Esse garoto é a criança? – Phantomon pergunta à Tailmon, colocando a foice na frente do menino.
- ...! *glup* – Daisuke fica mais apavorado ainda.
- Não... – respondeu a gata desanimadamente, negando com a cabeça.

"Depois disso, eles me empurraram para o grupo dos que já tinham passado pela identificação."
"Foi quando, depois de mais umas quatro ou cinco crianças passarem por ali..."


O vampiro de pele azul, olhos azuis e cabelo loiro lança um olhar mortal à felina, e diz:

- Tailmon... Você sabe que se mentir... Todas essas crianças morrerão.

- M-Morrer?! – Dai engole a seco, muito mais aterrorizado do que antes e trêmulo.

Um burburinho de crianças começou logo seguida de ouvirem aquela frase. O mais novo do casal Motomiya suava frio só de ter ouvido aquilo.

"Depois de algumas horas, encontrei a Jun ali, naquele mesmo grupo. E tentamos fugir dali, para encontrarmos nossos pais."

- Neechan! Neechan! – avistou-a logo depois de um casal de gêmeos, passou por eles e atirou-se em seus braços, chorando.

- Dai! V-você está bem! – disse ela, retribuindo o abraço – E-eu estive preocupada com você!

- O-onde... estão os... nossos pais? E... E... E-eu não quero morrer! Não quero...! – tremia de nervosismo.
- Calma, calma... – tentava tranqüilizá-lo – Está tudo bem, calma.
- ... Jun.

Soltou-se dela, enxugou as lágrimas com o braço e a olhou. Um olhar diferente do anterior. Um olhar quente, flamejante.
Ela percebeu aquela mudança repentina de estado. Seu corpo havia parado de tremer, suas mãos estavam fechadas, e ele apertava os punhos.

- ... Daisuke?
- Neechan, nós temos que sair daqui. – disse ele – Nós temos que encontrar nossos pais!
- M-mas... Os fantasmas...!
- Tem alguém aqui que... Aquele vampiro está procurando! E... E eu não acho que ele seja uma boa pessoa.
- O que você... Você quer fazer?! T-tá maluco?!
- Jun, temos que encontrar nossos pais, e escapar daqui! Depois podemos avisar a polícia, ou sei lá quem puder ajudar! – apertou mais os punhos.
- C-como? Como podemos sair?
- Eu não quero que ninguém morra! N-não quero! – ignorava-a.
- Daisuke! – chamou a atenção – Como que poderemos sair daqui?! Me ajuda a pensar!


“Naquele instante, Estava meio nervoso ainda. Mas sentia que queria fazer alguma coisa para nos salvar.”
“Para todos nós não morrermos, seja quem me conhecia ali ou não.”

“Parei e observei ao redor, os Bakemons que empurravam os que passavam pela Tailmon eram os mesmos que vigiavam.”
“Então...”


- Jun. Quando eles forem... Vamos fugir por trás deste grupo!
- Ahn? Você quer dizer passarmos entre esse mar de crianças?!
- Isso! Podemos escapar assim, podemos?
- Tirou isso de algum lugar, certo?
- Ahh... Do meu programa favorito hehe... *gota*
- *sigh* Impressionante sua criatividade, maninho...

Os irmãos esperaram o momento certo, e assim que os Bakemons se viraram para separar mais uma criança, Dai e Jun deram as mãos e se misturaram na multidão de crianças.

Prosseguiam por ali, até saírem do outro lado. Então saíram em disparada, escondendo-se se misturando novamente no aglomerado logo que viram um Bakemon a passar por eles.

Quando o digimon passou, retomaram a fuga, até passarem de fininho por todos eles.
No meio do caminho, uma estranha menina chamou sua atenção. Cabelos castanhos, olhos cor de mel e uma aura tão inocente e pura.

Foi por um momento, pois a Motomiya logo o despertava do transe.

- Anda logo ou eles vão nos pegar! – disse ela, puxando-o pela mão ainda.
- Aaah! T-to indo! – o menino apertou o passo.

Esconderam-se atrás de uma mesa, tinha mais uns fantasmas ali.

- Viu? Se você não tivesse demorado, nós teríamos chegado logo! – bronqueou a menina.
- D-desculpe... Eu... Eu me distraí...
- Bem... Vamos tentar de novo.
- Certo.
- Ok... – seguia os movimentos dos bakemons, até que eles foram para outro lado – Agora!

Os dois se moveram rapidamente detrás da mesa e correram, com cautela.

"De certa forma, conseguimos numa segunda tentativa. Os guardas se distraíram e seguimos para o local onde estávamos antes de nos separarem de nossos pais."
"Só que, quando chegamos lá..."
"Eles já estavam desacordados, como os demais familiares daquelas crianças e outras pessoas."





★Nota da autora:

Esse trecho também complementa a história da Geijutsushi na fic. E também uma justificativa pra ela ter o Fragmento do Desejo. Aliás, ela não é citada no relato do Motomiya, pois ele não sabia que estava estava lá também. Só depois, quando o Lightnimon (ou seja, o Daisuke) a salva dos Bakemons, cujo é um trauma dela (e anteriormente dele. Isso será explicado no próximo flashback) devido à invasão de Vamdemon, que ela conta sobre este dia, mas em seu ponto de vista. Aqui fica meio claro que a Ni viu o Dai, mas não o conhecia naquela época. Portanto ela não fazia idéia de que mais tarde viriam a se conhecer e até "tornar-se amigos".


Última edição por Nina Geijutsushi em Qui Nov 24, 2011 6:37 pm, editado 1 vez(es)

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidad em Ter Nov 22, 2011 12:27 pm

Adorei como uma pequena aparição da sua personagem causou na história :DD

E claro o sufoco que o Dai-kun sofreu quando era pequeno ^^'

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Qui Nov 24, 2011 6:36 pm

Peach... A Geijutsushi não foi citada. Apenas nas notas. Btw, sei que não devia fazer isso, mas acho que a anterior precisa de outro ponto de visão.
Sim, a versão da garota citada.





★ 3 de Agosto de 1999 ~side N~

Personagens: Nina Geijutsushi
Base: durante Digimon Adventure, final do arco Vamdemon.
Tema: --
Classificação: K




"Em agosto daquele ano..."
"Eu estava na casa dos meus tios. Saí para brincar no parquinho do condomínio e..."
“Aconteceu aquilo que mudaria minha vida...”
“Foi o primeiro contato que tive com um digimon...”


Uma menininha de seis anos andava no balanço alegremente, ouvindo os sons costumeiros que o tal brinquedo faz.

Ali também brincavam outras crianças, mas ela nem interagia com as meninas e meninos dali.

De repente, um estouro de lençóis voadores começou a afugentá-los.
Uns corriam, outros tentavam se esconder.

“Eu nem os percebi, já que estava de olhos fechados e curtindo aquela brisa agradável que batia em meu rosto...”

“Foi quando o choro das crianças me acordou para a realidade.”


- Minna?!
- Pra onde foi todo mundo?

Um Bakemon surge por trás, para o balanço e a agarra pelos braços.

“E os fantasmas me capturaram.”

- Aaah! M-Me solta!! Me solta!! – gritou, enquanto tentava se libertar.
- Socorro! Socorro! – berrou, mas quase ninguém ouvia.

“Eles me levaram para um lugar onde estava repleto de crianças...”
“O nome? Bem, na época não sabia... Mas depois fiquei sabendo.”

“O lugar para onde todos os fantasmas levaram... O Big Sight.”


- Onde estou?! O que... O que está acontecendo?!
- Eu quero voltar pra casa... – começou a chorar – Quero meus pais...
- Não quero ficar aqui! Não quero!

“Estava com medo. Segurei no meu pingente, que foi um presente da minha avó antes dela voltar pra o Japão...”

- N-Não... Não posso chorar. Isso... Isso não vai ajudar em nada...

“E me acalmei.”

- Tenho que fugir daqui... Tenho que...!

Os lacaios de Vamdemon a colocaram na fila, nela ela viu milhares de crianças.
A sua frente, depois de uma menina loira e uma outra de cabelos encaracolados, estava um menininho de sete anos de cabelo castanho avermelhado bagunçado, olhos castanhos, pele um pouco mais escura que a dela.

A pequena Nina olhou para este menino. E seus olhos uma hora se cruzaram.
Ela, tímida, escondeu-se atrás da loira, mais alta (e velha) que ela.

“Todas as crianças passaram por uma gata branca de olhos azuis.”
“Inclusive eu.”
“Aquela gata... Eu não sabia que ela era a parceira de uma criança.”
“Uma criança... A oitava criança.”


Tailmon mostrava desânimo em suas respostas. Acenava negativamente, dizia “não” a cada criança que parava a sua frente.
Esta negou quando foi a vez da Geijutsushi.

“Fui parar em um aglomerado de crianças...”
“E lá... vi duas delas fugirem.”

“Foi quando decidi seguir o exemplo delas...”
“E escapar de lá também!”


A garotinha saiu pelos fundos do grupo de crianças, e encontrou por danada sorte, um pano que parecia com os Bakemons. Pegou-o e utilizou como um disfarce.

Passou normalmente pelos fantasmas. E até foi confundida com um pelos irmãos Motomiya, que se esconderam atrás de uma mesa.

Depois de muito custo, e sem conhecer muito bem o local...”
“Cheguei a um lugar onde... estavam muitas pessoas.”
“Fiquei por lá... Até que apareceu um aluno da minha avó e um irmão dele.”





★Nota da autora:

Esse trecho narra o ocorrido da oneshot anterior, porém na visão de outra personagem. Sim, Nina foi uma daquelas crianças e viu o Daisuke naquele dia. Essa parte explica o motivo dela ter o fragmento do Desejo na Hinode (além de outras razões, incluindo dela estar interligada ao Motomiya, mesmo que ela não saiba).

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidad em Qui Nov 24, 2011 7:12 pm

Mesmo assim, bem com a versão dela ficou bem mais entendido :D

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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Dom Dez 18, 2011 1:16 am

Oi, isso é apenas algo que imaginei para uma possível AU de Digimon Hunters.
Desculpem, Daisuke & V-mon oneshot (de novo)




★ Digi-Quartz

Personagens: Daisuke Motomiya, V-mon, ???
Base: Digimon Adventure ZeroTwo; em uma AU de Digimon Xros Wars II
Tema: --
Classificação: K




Passou muito tempo depois da batalha contra Vamdemon (2002) e Diablomon (2003). Os escolhidos voltaram a ter vidas normais, todos eles.
Diferente da última vez, os digimons puderam continuar em contato com seus parceiros, vivendo ao lado deles diariamente (porém com várias restrições, o que não deixava metade daqueles monstrinhos satisfeitos)

Várias reviravoltas ocorreram também. Sora acabou o namoro com Yamato e começou um com Taichi. Yamato nem se importou e seguiu sua carreira com a sua banda, Teenage Wolves. Iori mudou radicalmente seu estilo: Passou a ter cabelo comprido (ao estilo do que era o do Daisuke em comprimento, e ao estilo de Takeru), e a usar roupas mais descoladas. Claro, graças a influência de Miyako e Daisuke. Ah, Ken também mudou e se tornou mais amigo de todos do grupo. Os 4 novos integrantes (ou seja, Dai-Miya-Iori-Ken) estavam mais próximos um dos outros do que anos atrás.

E isso fez com que eles guardassem seus digivices. A missao de proteger a DW estava, finalmente, encerrada.
E os pequeninos ali podiam curtir o mundo humano com tranqüilidade agora.

Até um certo dia.


- Daisuke-senpai, você vai fazer algo esta noite?
- Eh? Não sei ainda... "senpai"?! Que deu em você, Iori?!
- Eh? Desculpe... É que...
- Isso soou tão estranho. Mas... Sem problemas - riu.

- Ele não está acostumado a ouvir isso vindo de você - disse uma terceira voz, que parou alguns metros deles.
- Ichijouji-san! - exclamou Iori.
- Ah, Ken! - Dai acenou para o amigo - Nem te vi chegando. E aí, quais as novas?
- . . . Daisuke, nada de saídas esta noite. - aproximou-se dele e entregou uma folha - A professora do curso de publicidade quer falar urgentemente contigo.
- Eeeeeh?!
- Não sabia que estava fazendo publicidade - comentou o Hida.
- B-bem... - olhou-o Daisuke - Até que parece interessante... E resolvi seguir essa carreira e...
- Por causa da Hikari-san - entregou Ken - Só faço por interesse. Mas talvez mude para algo que se encaixe melhor com a minha personalidade.
- Como...? - disseram os dois ali.
- *ahem* Psicologia.

Silêncio. Logo depois algumas risadas dos mais novos (Ken é meses mais velho que Daisuke). Ichijouji ficou meio aborrecido, mas não disse absolutamente nada. Quando as risadas pararam:

- Já acabaram de tirar sarro da minha cara? - perguntou num tom ranzinza.
- D-desculpa... - disseram em um coro inocente.
- É meio difícil imaginar você... Ahn... Cursando psicologia - respondeu o Motomiya.
- Difícil? Só pelo fato de eu ter tido um problema psicológico causado pela Dark Seed?! Ou por ter sido o Digimon Kaiser?!
- C-calma, Ichijouji-san! - pediu Iori - Foi só uma brincadeira...!
- É, Ken. Relaxa! Foi só uma piada inocente. - idem a Daisuke.
- Sei... - Ken olhou-os ainda irritado, mas sem mágoas mais - melhor ir logo, Motomiya. Aí está o endereço.

Olhou para o papel outra vez. havia um endereço, o nome da tal professora. Abaixo disto tinha o nome de um prédio, o ander e número da sala.
Por alguma razão, pipocou da mochila de esportes a cabeça de Chibimon.

Ah, uma pequena informação: Iori estava aprendendo a jogar futebol com Daisuke, logo todos os sábados os dois iam para aquele mesmo campo onde em 2002 o time de Daisuke enfrentou o de Ken, e passavam cerca de duas a três horas treinando, conversando e passando um tempo juntos.

- O que foi, Daisuke? - perguntou o pequenino.
- Não sei... Mas parece que a professora quer falar comigo... Será que foi algo que esqueci de fazer? Algum trabalho ou exame?
- Só vamos descobrir se formos lá.
- Yosh. - pegou a mochila, despediu-se dos amigos e saiu de lá.

Naquele dia, Daisuke tinha pego, pela primeira vez depois de tanto tempo, o seu D-3. Não sabia por qual motivo o levaria junto, mas o levou.
E chegando em frente ao tal prédio, não reparou numa sombra que o seguia através dos becos.

Nem foi preciso fazer nada. Ao tocar na porta do prédio para entrar... O cenário subitamente mudou e eles estavam em um lugar misturado com ruínas, musgo e um céu rosa. Chibimon evoluiu diretamente para V-mon ao entrar em contato com aquele ambiente ao sair da mochila.
Daisuke olhou ao redor, surpreso com o que tinha acontecido. Teria sido enviado para a Digital World de uma forma tão inusitada?!

- Isso é a DW?! - exclamou a dupla.

- Talvez fosse. Mas não. isto é chamado Digi-Quartz. - ecoou uma voz pelo ambiente.

- Digi... Quartz? - repetiram os dois.

- E para vossas ilustres convidadas estarem aqui... É por serem preciosas. Especiais. E possuem algo que queremos. Algo... Peculiar.

- Daisuke.. Não estou gostando disso...
- Nem eu, Vee.

Fez-se silêncio de novo. Naquele período, o Motomiya notou que suas roupas haviam mudado: usava uma jaqueta com pompom alaranjado no colarinho (e esta estava aberta, podendo ver a camisa que usava por baixo dela), com a parte de cima na cor carmim, linha amarelo-alaranjado formando chamas e separando o vermelho (tijolo refratário) da parte inferior. Esta não possuía mangas e havia um capuz/hoodie incluso. A camisa era de manga curta, na cor preta. Nela tinha uma faixa cinza azulada. A calça passava um pouco dos joelhos, tinha bolsos e era da cor marrom acinzentado. Meias lavanda, tênis na cor tijolo refratário e eram semelhantes aos alaranjados que usava aos onze anos. Nestes tinha um detalhe em amarelo na sola.

E desta vez, V-mon também tinha ganhado um estilo: Usava um lenço vermelho no pescoço, um anel na orelha esquerda e um cinto na cintura.

- Vee! Você ficou diferente! Wow - exclamou Dai.
- Nossa, você também! Ficou maneiro! - elogiou V-mon.

Mas a distração foi perfeita para o inimigo atacá-los. A única coisa que ouviu foi Vee berrar e logo empurrá-lo contra o solo. Algo veloz atacou V-mon e o atirou contra a parede do prédio. Daisuke levantou-se e correu para a mochila, mas foi pego de surpresa pelo oponente misterioso e jogado para longe da mesma.

Vee logo levantou do chão e partiu pra cima do desconhecido digimon. Apanhou mais uma vez. Daisuke tentou ajudá-lo, pegando um pedaço de madeira que viu por ali e arriscou golpeá-lo com isto. Foi em vão, pois a criatura quebrou a arma improvisada e o capturou. Com sua mão esquerda, o inimigo atacava e contra-atavaca o parceiro do Motomiya.

- Hahah! E eu pensei que vocês eram fortes...! São tão fracos!
- M-Me solta! - o garoto (ok, ele tem 20 anos) tentou se soltar, mas não conseguia.
- Incrível. Esse é o poder dos doze escolhidos daquele mundo...?
- N-não M-me... S-Subestime!!

- Daisuke! - gritou o pequenino, levantando-se do chão com dificuldade.
- Gh... Eu preciso... Protegê-lo...! - colocou a mão no ombro esquerdo, grunhindo de dor.

- Tão fraco. Heheh. - gabou-se a sombra.
- Não chame o meu parceiro assim, seu idiota! - vociferou Daisuke.

- Meu dever é proteger meu parceiro humano, meu amigo. Meu... Melhor amigo! - avançou com tudo, apostando em um...
- V-MON HEAD!!

- Insolente!

O monstro desconhecido desferiu um ataque com suas garras, acertando o draconiano azulado em cheio. O golpe além de dar vários arranhões, também criou uma cicatriz em seu olho esquerdo. V-mon caiu de barriga no chão, e devido ao seu gasto de energia, não conseguia mais se levantar.
Daisuke arregalou os olhos, temendo que a criatura tivesse matado o seu amigo. Lágrimas nos olhos, encheu os pulmões de ar e soltou um grito que poderia ser mais como um rugido de fúria.

O D-3 na mochila começou a reagir. E o mesmo saiu de lá e emitiu uma luz forte na mão que prendia Daisuke. O inimigo berrou de dor, e soltou o goggle boy. Dai saltou e pegou o seu digivice, que começava a ser coberto por uma luz estranha. Logo o mesmo tomou outra forma. Manteve a sua cor original, mas o formato assemelhava a um aparelho mais moderno. O D-3 havia evoluído para um Xros Loader.

- O O que é isso..?! - exclamou, assustado.

- Interessante... Um Xros Loader.

Automaticamente, V-mon virou um feixe de luz e entrou no tal Xros Loader. Daisuke olhou para seu digivice, ainda espantado. Depois de um tempo, A criatura esperou e finalmente pronunciou algo ao escolhido:

- Ele deve estar recuperado agora. Diga "Reaload", e o nome de seu digimon.

- Reaload! V-mon! - apontou o Xros Loader para o chão, e dali saiu uma luz. O feixe atingiu o chão e materializou V-mon de pé e restaurado.
- Eh? O que aconteceu? - Vee olhou para si mesmo, tinha alguns arranhões e cicatrizes, mas nada mais do que isso - Estou melhor...

- Agora. Você se tornou um Digimon Hunter, Motomiya Daisuke. Espero que, de agora em diante, e nesse mundo, você saiba o que fazer.

- Digimon hunter...?! - disse a dupla 2-Top em um coro confuso.

Mas nada lhe foi explicado. A silhueta desviou o assunto:

- Agora, você precisa voltar para o mundo real. Diga "Time Shift" e vocês voltarão.

Daisuke o fez, e eles voltaram....
Porém, ambos perceberam algo diferente.

- Daisuke... Isso aqui não parece ser...
- Vee... Não estamos em casa. Acho que viemos parar em outro mundo. Mas... Aqui é o Japão, não é?! Então...?!

Eles voltaram.
Mas não para o mundo deles.

Estavam justo em Odaíba, mas não na Odaíba do mundo deles.




★Nota da autora:

Ok. Acho que isso daria uma boa fic AU de Hunters ne...?

Convidado
Convidado


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Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Dom Jan 29, 2012 9:23 pm

DESCULPA LÁ, MAS ESSA AQUI É OBRIGADA SER RE-POSTADA NO FÓRUM!!
Leiam e vejam como aquele CD Drama influencia em cerca de 95% do que eu escrevo sobre digimon.




★ A Aposta

Personagens: Team ZeroTwo, Agumon
Base: Digimon Adventure ZeroTwo
Tema: Comédia, Paródia à faixa 4 de “Michi e no Armor Shinka”
Classificação: K (maioria das idades)

Uma breve nota da escritora:

“Essa é uma das mil idéias loucas que me fluíram na cabeça. Tecnicamente, GRAÇAS A ESTE CD DRAMA CITADO muitas oneshots, projetos, desenhos e etc. vieram depois de ter ouvido-o e... De ter mostrado a algumas pessoas.”

“Aviso que... A mente da escritora é um lugar desconhecido pela ciência e também fornece perigos aos personagens que são utilizados em seus contos.”

“... Mas isso não tem muito a ver com a oneshot, quis escrever só para começar a escrever pra PEGAR RITMO, CORAGEM E POR A IDÉIA PRA FORA.”

“Gomenasai por isso. Esta nota não pertence à fic.”
“Obrigada por ler (?)”

“cofcofsóumaloucapraquererescreveralgoparodizandoumCDDramaloucocomooMichienoArmorShinkamesmocofcof”




Um dia qualquer, dois amigos estavam dando uma volta por Odaíba, acompanhados de seus inseparáveis parceiros. Eles iam conversando sobre várias coisas que aconteceram anteriormente. Relembrando de bons momentos, péssimos momentos, etc...

- A Digital World agora está tão quieta... Isso é bom, mas também um tanto chato! – comentou um deles, o que usava goggles na cabeça.
- Mas Motomiya... Nós também não tínhamos muito descanso. – disse o outro, de cabelo moreno-azulado liso.
- Nah, A única batalha que tenho agora é contra a matemática e suas matérias aliadas...
- Se quiser posso te ajudar. Talvez assim possa retribuir pelo que fez por mim.
- Ainda com aquela história toda? Ken... Relaxa. O bom é que finalmente está livre daquela besta ilusão de que a DW era um joguinho... E também não era legal ver você com aquele cabelo-samambaia.
- ..... M-Motomiya...
- E aquela roupa era mais ridícula que a da Miyako.....
- Motomiya!
- Ahn, acho que a única coisa “cool” mesmo era aqueles óculos com lente roxa...
- MOTOMIYA!! – berrou alto o garoto.
- Hein?! O que foi? – Daisuke parou e o olhou.

Eis que veio uma multidão feminina enlouquecida pra cima deles... Que passaram como um raio pelo serelepe Daisuke e o empurraram metros longe do Ichijouji.

Quando o rapaz voltou a si, viu vários cartazes declarando amor ao amigo. E o pior disso... Era ouvir gritos histéricos que elas davam. E várias folhas de caderninhos de anotações voando pelas ruas.

Wormmon pegou um megafone e controlava a fila. Sim, essa cena era familiar.

- O que... O que ele tem que eu não tenho, Chibimon?! – olhou para o ombro, onde se encontrava aquela criaturinha fofa e adorável.

- Bem... Ele é um gênio, bonito, esportivo... Gentil, educado... A fama por ter sido o perverso Digimon Kaiser... – respondeu inocentemente o digimon azul.

- Não agüento mais! Ele é uma celebridade e eu um nada! Alguém me reconhece aqui?! Ou...

- Ei você! – falou uma pessoa randômica.
- Hein? Eu? – Motomiya levantou-se do chão e olhou para uma garotinha de 5 anos.
- É, você aí.
- Ahn, oi?
- Você é o Taichi Yagami?
- Err, Não.
- Ah, então deixa pra lá. É que pelos goggles achei que fosse. Mas é só outro fan maluco dele que arranja acessórios pra seguir o ídolo. – e saiu andando.

- ... Ah cara, até o senpai tem fama! E eu tenho o que?!
- Hm... – pensou Vee – As acusações de que é um “Wannabe-Taichi”, ou um “Gary Stu”, ou um “Cara sem carisma”...
- Obrigado pela sinceridade, Chibimon... – respondeu, cerrando os dentes.

- Por favor, fila. Fila... – a voz de Wormmon no megafone chegava até ali.
- Ahn, obrigado... – Ken dizia, enquanto assinava – Obrigado pelo carinho... Err... – assinava outro papel – Ahn... obrigado...

- EI! DÁ PRA PARAR DE ASSISNAR ISSO AÍ E ME RESPONDER UMA COISA?! – gritou o goggle boy.

- Uh, desculpem... Não posso dar autógrafo a todas vocês... – desculpou-se.
- Awwww... – disseram o fã-clube dele, desanimadas.

Então elas foram pedir pro Wormmon. E quem disse que o próprio parceiro conseguia chegar até ele?

- C-calma!! Espera!! Ahn... – a minhoca verde começava a assinar diversas folhas, usando quatro de suas patas.

A dupla 2-top foi até Ken... E Daisuke puxou-o pelo colarinho da camisa e o encarou:

- O que é que você tem de tão atraente pra ter tanta garota na tua cola?!
- E-eu não sei muito bem... – respondeu – A-acho que isso é conseqüência de quando eu estava sob o efeito da semente das trevas e...
- Ichijouji... – chegou bem perto dos olhos do moreno – Eu... Eu aposto que consigo ser melhor que você!

Meio mundo parou pra olhar aquilo. As fangirls encararam o cabelo de cabelo desarrumado com... Olhos em chamas flamejantes... E partiram pra cima dele.

Não, elas não iam pedir autógrafo. Era pra bater nele por estar “ameaçando” o ídolo delas.

Depois daquele exército de Ken-fans ter deixado-o em paz, ele voltou a desafiar o moreno:

- Eu aposto que me saio melhor no teu lugar!
- Ahn? No meu lugar?! – perguntou o outro, confuso.
- É! Eu aposto que consigo ser melhor que o Digimon Kaiser!
- Er... Não acha que está exagerando? E-eu não gostava de ser o Kaiser...

- Daisuke está... naquele modo de novo – cochichou Chibimon ao Wormmon.
- Isso não é bom... Daquela vez, se o Ken não tivesse transformado o brasão da Bondade no Digimental...

Lembraram os dois daquela bagunça toda. E causada pelo mesmo ataque de fãs enlouquecidas... Uma coisa que ficava clara era... Daisuke não sabia desistir. E não aceitava perder para seus “rivais”, Takeru e Ken.

- Exagero?! Não! Eu só quero mostrar que eu consigo isso! – bufou o goggle boy.
- Mas... Mas não faz sentido! Lembra o que aconteceu da última vez?!
- Ah, mas aquilo foi um erro meu! Em tentar me tornar o que acham maneiro.
- Então sabe que foi idiotice sua, certo?
- Mas desta vez quero fazer diferente! Quero provar que também posso dar uma de vilão e ser muito melhor que você!
- Motomiya... – suspirou – Não entendo pra quê fazer isso... É um “ícone” meu. Infelizmente estou destinado a ser considerado o maligno Digimon Kaiser por essas garotas...
- Não interessa! Eu quero, e eu preciso mostrar que eu posso também ser mal!
- Não. Não aceito, pois isso é errado ok? Controle seu ciúme besta! Não tem como fazer isso sem envolver os outros, e os digimons.

Ah, isso era verdade. Uma aposta estúpida como aquelas não resultaria em nada bom.
Principalmente se envolver a Digital World e os outros escolhidos.

- É... Mas... E se for brincadeira? Bem, não ser nada real... Só uma atuação pra ver quem é o melhor? – sugeriu o garoto, depois de ter pensado melhor.
- U-uma atuação?! Bom... Aí não vejo problemas em aceitar seu desafio...

- Espera aí! – disse o dragãozinho – Se for uma atuação não adiantará de nada! Já que o pessoal saberá de tudo!
- Mas... – contestou o outro digimon – Se eles não souberem as coisas podem ficar confusas e... Até problemáticas!
- Ahn... Era só deixar isso em segredo entre nós e os digimons da DW. Assim quem irá “julgar” a atuação fica sendo...

- O resto do grupo?! – exclamou Ken e Daisuke, um meio preocupado e outro satisfeito com a idéia dada.
- É! Assim fica mais fácil e evita problemas. – completou o azulzinho.
- Mas... Deveriamos avisar aos outros digimons do grupo? Ou eles também... Vão ser os jurados? – indagou o digimon anelídeo.
- Ahn, é só eles não contarem aos parceiros deles...
- E aí, ainda acha que é uma má idéia, Ichijouji? – Daisuke olhou-o, demonstrando ainda querer levar aquilo adiante.
- Ok... Então, o que iremos apostar nisso?
- Ahn... O perdedor paga uma pizza. Ok?
- Tá... Combinado.

Apertaram as mãos, como forma de afirmar a aposta feita. Nisso ficou estabelecido que eles iriam inverter os papéis. Ken seria o líder do time enquanto Daisuke o oponente deles.

No dia seguinte... Que era uma data especial... Pois tinha vários pares apaixonados e caixas de bombons sendo entregues para seus namorados/maridos...


- Aaaaaaah!! É hoje, hoje, hoje, hoje!! – berrava uma voz feminina, ao lado de dois rapazes, um loiro com um chapéu branco na cabeça, e um mais novo de cabelo curto castanho.

- Miyako-san... – dizia uma bola de penas rosadas, nas mãos na menina – Acalme-se!
- Poromon, hoje é o dia mais feliz da minha vida! Hoje irei dar ao Ken-kun a prova do meu amor! – puxava e amassava o pequenino.
- Ahn... M-Miyako-san... Está m-me machucando!!

- Ahn... Iori... O que íamos fazer mesmo, dagyaa? – perguntou Upamon, que era levado pelo menino.
- Nós vamos ir à Digital World comemorar o dia dos Namorados! – respondeu a Inoue, animada.
- M-Mas... só nós? Taichi-san e os outros não virão? – perguntou Iori.
- Não sei, talvez. Mas Acho que eles já devem estar ocupados com seus pares! – riu ela.
- Espero que esteja tudo bem por lá – comentou Takeru – Depois de tantas ameaças que a DW passou no passado...
- Ih nem esquenta, Takeru! Não há mais inimigo algum para se preocupar! – confortou Patamon.

Eles chegaram à frente da escola. Lá estava Hikari e.............

- Ken?! – exclamou Miyako.
- Uh? O que você está fazendo aqui? – perguntou Takaishi, surpreso.
- Ué, não me convidaram pra vir junto? Então.... Aqui estou. – respondeu, estranhando a pergunta do garoto.
- Mas... Pensávamos que você usaria o portal de seu quarto e não o da nossa escola... – explicou Hida, que também se surpreendeu ao vê-lo.

- Hikari… - disse o rapaz loiro – Onde está o Daisuke? Ele não chegou ainda?
- Eu não sei… Não o vi desde que saí de casa para nos encontrarmos.
- Hmpf… Atrasado como sempre! – resmungou a mais velha do grupo.
- Que estranho… Daisuke-san não ter vindo acompanhado da Hikari-san? – questionou-se o mais novo.
- Vamos esperá-lo ou…

Nesse instante o D-terminal dos cinco tocam. Todos pegaram o aparelho de seus bolsos, mochilas ou bolsas e leram a mensagem.

Era um SOS.

O grupo troca olhares. Eles deveriam ir sem o Motomiya ou avisá-lo para que se apressasse?

Foi aí que Ken assumiu o papel de líder. Mesmo que os outros (tirando os parceiros digimons, que sabiam da aposta graças à Chibimon e Wormmon) não soubessem de nada.

- Pessoal, devemos agir sem o Motomiya-kun mesmo. Se ele não aparecer, iremos chegar tarde demais!
- Mas… O Daisuke… - contestou Hikari.
- Eu tenho certeza que ele diria o mesmo. Estamos em cinco, não será tão difícil! E também, posso avisá-lo pelo terminal que estamos lá.
- Eu concordo com o Ken-kun! – manifestou-se a garota de óculos – Daisuke pode aparecer mais tarde e nos ajudar caso não tenhamos resolvido!
- Ok… Então vamos. – falou Iori, concordando com os dois.
- Não temos escolha… É um SOS, não podemos demorar… - falou Takeru.


E os cinco entraram, dirigiram-se para a sala de informática e abriram o portal.
Indo imediatamente para o lar do digimons.

Assim que chegaram, depararam no local. Era o mesmo aonde Miyako e Iori chegaram à sua primeira ida, um campo aberto com montanhas ao longe, dando um toque agradável à paisagem. O grupo logo deparou com umas cinco criaturinhas exaustas e um pouco feridas.

Ao se aproximarem, as identificaram – Eram Piyomon e Gomamon junto de outros dois Gazemons e um Elecmon. Miyako não se conteve e perguntou antes de todos o que tinha acontecido. A resposta veio do digimon de Jou:

“Um estranho apareceu aqui e está tentando controlar a DW inteira...”
“Não sabemos como e da onde ele surgiu..”
“E... Ele pegou os outros...”


A foquinha desmaia assim que termina de relatar, seguido dos outros companheiros.

A cena desencadeou em um sentimento de raiva nos quatro. Ken só analisava os ocorridos seriamente.

- Ah não! Quem seria tão cruel em fazer uma coisa dessas?! – falou a escolhida da Luz com um tom de indignação.
- Seja quem for... Temos que pará-lo. – respondeu Iori – Não podemos deixar que isso continue assim.
- Exatamente! Vamos logo!! Esse ataque repentino estragou meu dia! – praguejou a Inoue.
- Pessoal – chamou Patamon – acho que estou vendo algo para lá!
- Então vamos agora mesmo!! – berrou ela.

Takeru concordou com eles e os quatro saíram, o moreno foi o último a segui-los. Pois achou estranho aquela conversa toda. Piyomon abriu um olho e perguntou se já tinham ido. Wormmon confirmou e então todos se levantaram.

Claro, aquilo fazia parte. Não era machucados e sim poeira em seus corpinhos. Respirou aliviado o Ichijouji, vendo que estava tudo sob controle.

- KEEEEEEEEN!! – berrou uma voz, vinda da direção em que os outros foram – VOCÊ NÃO VEM?!

- Miyako está nos chamando, Ken-chan... – sussurrou Wormmon.
- Ah... Então vamos. – saiu correndo naquela direção.

Enquanto se distanciavam, um par de olhos cintilando os observava do alto de uma colina. E este montou em uma sombra maior e quadrúpede, partindo para o mesmo local onde se encontrava o quarteto agora.


- E então, Patamon? – indagou o escolhido da Esperança.
- Ah... A-acho que perdi de vista! – o porquinho voador virou-se para o loiro, com uma expressão de desânimo.

- Nossa... Até parece que foi mais ou menos aqui que nossos D-3 começaram a reagir para encontrarmos os nossos parceiros e digimentais, né Iori? – comentou. O grupo já estava dentro de uma floresta que tinha logo depois daquele campo todo, seguindo a direção do digimon de Takeru.

- Sim. Foi aqui perto... – confirmou ele – Talvez nosso inimigo esteja se escondendo naquela pirâmide maia...


- Gente, não acham que está muito calmo por aqui? – questionou-se a Yagami.
- Geralmente é nessas horas que aparece algum inimigo e nos ataca, certo? – Ken olhava ao seu redor, meio preocupado.
- Não sei por que, mas isso soou um tanto com o Daisuke-kun.
- Sério?
- Ele faria um comentário desses... – a garota de cabelo violeta interveio no assunto – Falando nele, onde é que se meteu nosso “líder”?
- Isso está me deixando nervosa... Será que aconteceu algo com ele? – a outra pegou o seu D-terminal.

Estava prestes a enviar uma mensagem quando Ken e Takeru olham para trás e vêem algo se aproximando a toda, nisso eles empurram os três e se atiram imediatamente ao chão. Algo passa rapidamente por cima do quinteto.

Sem compreender o que era, miraram para frente, e viram apenas os arbustos se moverem.

- O que foi isso? – perguntaram-se em coro.

- Hah... Então vocês são as crianças escolhidas, certo? – ecoou uma voz pela vasta flora.

- Quem disse isso?! – espantou-se Miyako, abraçando Ken enquanto Hikari fazia o mesmo em Takeru.
- Quem está aí?! – vociferou Iori, encarando o horizonte.

- Quem? Vocês ainda perguntam? Saiam daqui agora. A DW me pertence e não quero mais nenhuma criancinha metida a herói pisando nos meus domínios!

- M-Mas! Como pode dizer uma coisa dessas?! – contestou a escolhida da Luz – Este lugar pertence aos digimons!
- Isso é imperdoável! – bravejou o Takaishi – Atacar nossos amigos e capturá-los! O que pretende fazer com eles?! Solte-os agora!!
- COMO É QUE VOCÊ PODE ESTRAGAR O MEU DIA?! E EU SÓ PENSANDO EM ANDAR DE MÃOS DADAS COM O KEN-KUN!! – gritou raivosamente a outra menina do time.

Certamente, ela deixou quase todo mundo surdo... Inclusive o estranho que falava com eles.

- Argh... Meus ouvidos...! – murmurou baixinho, um pouco zonzo – A-- Ah é!
- Seus amigos? Fala dos digimons que pertencem ao grupinho estúpido de vocês??
– voltou a falar, em um tom alto e arrogante.
- Seus amiguinhos pertencem a mim de agora em diante. E os outros também.

Os heróis ficaram tensos e nervosos além de indignados. Foi então que o escolhido da Bondade se levantou do chão, parou na frente dos outros e apontou para onde seus admiráveis olhos roxo-azulados fitavam.

- Seu insolente! Apareça agora e lute como um verdadeiro homem! Não nos subestime, pois... Pois nós temos força! Somos cinco dos doze escolhidos! E nós não iremos permitir que continue com isso!

- O Ichijouji tá agindo de uma maneira tão estranha... – cochichou Takeru aos demais.
- Sim, é como se ele fosse o Daisuke! – respondeu Miyako.
- E onde ele está? – indagou a Yagami mais uma vez.
- Não sei, mas não deveriamos deixar o Ichijouji-san enfrentar algo desconhecido sozinho... – disse o mais novo deles.

- Hmm... A garotinha de cabelo moreno-azulado está desafiando o mais temido de toda a DW? – debochou a entidade, que começou a se aproximar do grupo.

No horizonte da floresta via-se uma sombra mais ou menos da altura de Takeru, um pouco mais baixo que Ichijouji e mais alto que Iori.

- Então... Aceitarei seu desafio, menina. – finalizou seu discurso, estalando os dedos e surgindo outras cinco silhuetas a sua frente.

- T-Takeru!! Aqueles n-não são... – exclamou a guria de cabelos castanho-claros.
- Agumon?! Gabumon?! Tentomon?! Palmon?! – completou a felina.
- E... E tem um Gotsumon com eles, dagyaa... – reparou Armadimon.

- São cinco. Quatro são nossos companheiros. Devemos lutar? – Hawkmon pediu a opinião dos outros.
- Se não fizermos isso... Eles continuarão sob o controle dele! – pronunciou Wormmon.
- Isso mesmo, Wormmon! – reforçou o moreno.
- Então vamos derrotá-los e libertá-los do controle deste estranho!
- Ok! – afirmaram os digimons restantes, acenando positivamente com a cabeça.

Os cinco parceiros avançaram contra os seus oponentes. E começou a batalha.
Aos olhos das crianças, era uma tradicional disputa entre o bem e o mal... Porém tinha alguma coisa diferente.

Todos não precisaram evoluir... E trocavam apenas ataques físicos, que mais pareciam ser artificiais do que patadas e arranhões sérios.

E para tornar tudo mais estranho possível, os cinco – Wormmon, Hawkmon, Armadimon, Patamon e Tailmon – são derrotados pelo time rival.

Caídos quatro no chão e o anelídeo verde com alguns “arranhões”, a sombra misteriosa riu da “força” citada pelo “líder” de seus inimigos.

- Só? É isso que chama de “força”? Onde está essa “força”, menina? – provocou-o.

- Ora... ora seu...! – o rapaz fechava os punhos, e abaixava a cabeça. Sentia o sangue ferver.
- Tailmon! Patamon! Hawkmon! Armadimon! – gritaram desesperadamente os demais, correndo para socorrê-los.

- Tsc, tsc... Que fracos! E eu pensando que eram mais poderosos... – desprezou-os a silhueta, dando um bocejo logo em seguida.

Ken ergueu a cabeça em instantes, encarou-o e sacou de seu bolso um D-terminal.
Depois olhou para seu inseparável amigo esverdeado, que o devolveu.

- Vamos, Wormmon! – deu o grito de guerra, tradicional dele.
- Ah!

- O que... O que eles vão fazer? – perguntou-se Miyako.
- O Ken não está pensando em usar a evolução Armor para combatê-los, certo?! – exclamou Hikari – Mas...
- Puchiemon pode ser útil! – discordou o Hida – Ele pode libertá-los do controle dele!
- Sim! – concordou o loiro – Puchiemon é perfeito para essa ocasião!

- Estão enganados... – disse o inimigo – Os digimons só obedecem a mim agora. E logo seus parceiros também irão.

- Chega! – esbravejou Ichijouji – Venha até aqui e mostre-se, covarde! Chega de usar nossos amigos como seus peões!

- E o que você fazia não era o mesmo? – resmungou bem baixinho.
- Tá afim de um mano-a-mano, hein? Não pega bem bater em uma menina... – falou alto e claro.

- Eu não sou menina! Sou um garoto! Venha até aqui e lute de forma justa!

Fez-se um silêncio. A única coisa que se ouviu minutos depois foi o andar da incógnita.
Quanto mais se aproximava, mais se via sua aparência. E quando parou na frente de Ken, todos o viram.

O vilão usava roupas que lembrava um Lighdramon.

Usava trajes totalmente pretos, com os desenhos em amarelo na camisa de mangas curtas e rasgadas, que possuía em seus ombros o mesmo detalhe em vermelho que o digimon tinha.
No peito estava o símbolo da amizade. E nas laterais aqueles triângulos amarelados que pareciam dentes (tais como aparecem no próprio digimon inspirado nesta vestimenta) por baixo uma malha preta que ia até o pulso, e suas mãos eram protegidas por luvas pretas com “garrinhas” em cada um dos dedos.
A camisa tinha pedaços mais longos nas laterais, sendo comprida atrás e tendo três faixas pretas costuradas nas costas, todas no mesmo comprimento e passavam dos joelhos.
Sua calça também imitava as patas traseiras do monstrinho, sendo curtas e rasgadas. Nas laterais tinha o mesmo detalhe das patas. Por baixo dela, uma calça de malha preta até os calcanhares, escondida por tênis de cano longo pretos.
E pra completar, escondia seu rosto com um elmo idêntico ao de Lighdramon.

A única coisa visível era seu cabelo castanho avermelhado desarrumado, sua boca, nariz, seus olhos castanhos e seu pescoço, que indicava que sua pele era um pouco mais escura que a de Ken.

- Ele é aquela sombra...?! M-Mas parece ser um humano que nem nós! – espantou-se Takeru.

- Hm... Acho que vocês não entenderam ainda, né? Esse lugar é meu agora. Eu sou um escolhido, uma pessoa de nível superior ao de vocês! – desprezou-os mais uma vez.

- Escolhido? Um escolhido destruindo a Digital World e fazendo dos digimons os seus escravos?! Você... Você me irrita! – vociferou o Ichijouji.

Outra vez, os quatro restantes se entreolharam e comentaram entre si. Parecia que Ken tinha assumido o posto de Daisuke... Não, estava agindo perfeitamente como o goggle boy.

Falando nisso... Onde estaria o serelepe escolhido? Eles não sabiam ainda.


- Você quem me irrita. A presença de vocês aqui só me fazem pensar que somos iguais, de mesma capacidade! – fechou os punhos, e envenenava-os com um olhar gélido.
- Vou dar um fim nisso e já! – ele virou-se para trás e gritou bem alto – VENHA, LIGHDRAMON!!

Do meio das folhagens, saltou uma figura veloz como um trovão. Parou atrás da versão “miniatura-humana”

- LIGHDRAMON?! – Todos, sem exceção alguma, ficaram chocados ao ver aquele digimon.
- M-Mas... Seria possível este ser o... Lighdramon do Daisuke-san?! – exclamou Iori.
- Se fosse… O que ele está fazendo com esse estranho menino?! – indagou a escolhida da Luz.

- O que deseja, mestre DaiLighdramon? – disse o digimon azul, vidrado em suas presas.
- Acabe com eles! – ordenou-o.

- DaiLighdramon?! Ele é como se... Como se ele fosse o chefe de uma matilha de lobos ou coisa parecida?! – encucou a garota de óculos.
- Deve ser, pelo jeito que ele se veste igual a um Lighdramon... – supôs Takeru.

- Pessoal, deixem isso comigo... Ok? – pediu Ichijouji, ainda com o D-terminal em mãos.
- Mas hein? Vai enfrentar esse cara sozinho?! Isso não é perigoso? – Hikari demonstrou certa preocupação.
- Não se preocupem, seus parceiros estão feridos para enfrentá-lo. Wormmon e eu podemos dar conta do recado. Por vocês, pelos nossos amigos e pela Digital World!

- Cara... não sei se ele é pior sendo o Kaiser ou sendo o líder... – praguejou bem baixinho o DaiLighdramon.

- Certo... Vamos, Wormmon!
- Ok!

O D-3 negro brilha, enquanto Ken proferia a palavra de ativação do Digimental.

- DIGIMENTAL UP!!

A luz era diferente. Era vermelha. Não seria Puchiemon que o moreno usaria?!

Wormmon evolução Armor para...

Chamas cobriram o anelídeo. Sua forma alterou-se e delas saiu um digimon inseto, com uma armadura semelhante à de Fladramon, porém sem o chifre e com asas detalhadas em chamas.

... A Sombra da Coragem Ardente! Shadramon!!


Foram surpreendidos. Wormmon evoluiu com um digimental... Porém... Aquele D-terminal não era o do escolhido e sim o de Daisuke?!

Isso gerou mais uma confusão mental no quarteto, que só assistia a luta. E o que aconteceu anteriormente voltou a se repetir.

Não atacavam a sério. Eram apenas tapas fracos. Golpes que nem pareciam doer nem nada.

E pra completar mais ainda aquela batalha sem-sentido algum, Ken e DaiLighdramon também começaram a se tapear.
Uma coisa que nunca viram era o rapaz do brasão da Bondade bater em alguém. O Kaiser só usava um chicote, mas nunca chegou a agredir com as mãos.

E nem era tapa de verdade, assemelhava-se com cenas típicas feitas nos teatros, uma encenação total.
Segundos depois, um agarrou o outro pela camisa e ameaçavam socar o rival.


Aquilo tudo estaria perfeito (e confuso) se não houvesse uma intervenção inesperada gerada por um impulso:

- Ei, Daisuke! Já acabou? Estou com fome...

...
E essa intervenção chamava-se “Agumon” e seu impulso de “fome”.


TODOS pararam de fazer qualquer coisa. Tanto de “lutar” quanto observar aquele confronto sem sentido, e de fingir estar desmaiado.

- ... DAISUKE?! – Os quatro olharam para os dois rapazes e gritaram em um tom surpreso.

- O que é que deu em você?! – berrou a Inoue, confusa.
- Espera... Daisuke-kun estava o tempo todo aqui e... nos enganando?! – exclamou Hikari.
- E por que ele está vestido assim? – perguntou Takeru.
- Não estou entendo nada..... – confessou o mais novo do grupo.

- Espera aí! – interrompeu a mais velha – Tem algo de estranho aqui! Sou a única que acha muito suspeito o Daisuke pirar e tentar se apossar da DW?!
- E o Ken agir exatamente como se fosse o Daisuke?! E aquela luta toda...
- ... Eu não acredito que vocês dois armaram essa pra gente! Não combinamos que no dia dos namorados iríamos curtir o clima romântico, fazer um adorável piquenique e até conquistar o coração daqueles que amamos?!
- Como é que foram capazes de estragar meu--

- Vou ir comer! – anunciou Agumon, olhando pros dois jovens que ainda estavam congelados naquela mesma pose.
- Ah, desculpe se eu não fiz certinho... Espero que ainda possa ganhar a aposta.

- Agumon!! – exclamaram os outros digimons, e os dois escolhidos.

- A-Aposta?! – os óculos de Miyako escorregaram enquanto olhava-os com cara de tacho.
- Hein?! – disseram os restantes.
- Isso tudo não passou de uma aposta?! – agora a Inoue juntou-se ao coral, e todos encaravam os dois amigos.

- Er... N-nós podemos explicar... – disse a dupla, já um do lado do outro e constrangidos com aqueles olhares.

- Então expliquem! O que é que apostaram nessa brincadeira idiota?! – interrogou-os a Inoue enraivecida.

- Tenho certeza que se contarmos... – o goggle boy nem terminou a frase.

- Bom... Motomiya e eu... Trocamos de lugar para ver quem se saia melhor no lugar do outro... – explicou o moreno.
- Então... Viemos mais cedo aqui e contamos aos digimons, para que não houvesse problemas... Enquanto Wormmon e V-mon tinham aos seus parceiros ontem mesmo.
- Depois disso trocamos nossos terminais e eu voltei pelo portal da escola de vocês... Antes mesmo da Hikari-san aparecer.

- Foi tudo bem planejado... – resumiu o outro.

- Ah... E o engraçado é que avisaram aos outros, mas não a nós! – resmungou Miyako.

- Err... É que... – gaguejaram os rapazes.
- Quem decidiria o vencedor da aposta seriam vocês! E o perdedor pagava uma pizza, né? – falou o dinossauro laranja.

- Agumon!! – novamente os digimons junto de Daisuke e Ken exclamaram.

- Uma... Uma... – O grupo continuava a olhar atravessado para os dois meninos cada vez mais.

- Acho que seria perigoso demais perguntar quem venceu... – comentou Lighdramon com o Shadramon.

- Olha... Foi muita sacanagem a de vocês... – Miyako deu um sorriso sarcástico – Mas agora vão dizer “ah, se vocês soubessem não iria dar muito certo e tinha de parecer real”...

- E não é que ela adivinhou que eu ia dizer isso mesmo? – cochichou para Ken o amigo.

- Então... Deixa-me consultar os outros “jurados” e decidirmos quem venceu ok? – a Inoue virou-se e reuniu os outros três, que falavam entre si e de um modo que ninguém os ouvisse.

- Ken... Tou com uma leve sensação de que esse sorriso da Miyako não significa coisa boa.
- Como é que fui concordar em me meter numa dessas suas apostas, Motomiya...?! – deu um tapa na testa.
- Mas... Que foi divertido isso, foi não é? – riu.
- A-acho que... Acho que sim – sorriu para ele – Eu nunca fiz algo assim antes...

- Só que eles não parecem ter gostado não... – notificou Shadramon.
- Pela cara deles, aí vem bomba... – complementou o Lighdramon.

O quarteto virou-se, olhando seriamente para os dois jovens. A mais velha falou por todos:

- Olha... O “júri” decidiu que não fica tão legal o Ken como líder e o Daisuke como inimigo... Até porque... Ia ficar tão estranho.
- Mas devo admitir... Só podia ser coisa do Daisuke – bufou.
- Não foi legal nos envolver indiretamente numa aposta! E Ainda prefiro o Kaiser! E o Dai-chan como nosso parceiro.
- Portanto, a conclusão final é....

Fez uma pausa. Os dois engoliram a seco. Pelo discurso da Miyako e com aqueles rostos esboçando seriedade... Coisa boa não podia vir da decisão.

A garota de óculos olhou para o trio atrás dela e soltaram risinhos. Aquilo era mesmo a confirmação: Vai vir bomba.

- Ninguém venceu. – disseram em coro.

- O-O que?! – com aquela resposta, os dois arregalaram os olhos (sendo que Dai teve de tirar o elmo antes de fazer isso).

- Isso tudo ficou tão estranho, tão superficial! E tava na cara algumas coisas. – explicou ela.
- Sem falar que o Ken com o D-terminal do Daisuke também entregou algumas pistas.

- E também ele estava agindo de forma estranha desde o começo – informou o garoto mais novo.
- E... As lutas foram tão suspeitas – complementava a outra menina do grupo.
- E o Daisuke era o único que não tínhamos visto. Só não pensamos que estaria aqui desde cedo... – concluiu Takeru.

- Então ninguém venceu... – suspiraram.
- Bom, olha por um lado Ichijouji! – Dai sorriu ao amigo – Não precisaremos arcar com a pizza e...

- Ah não, tem mais uma coisinha... – interrompeu Miyako outra vez.

- *doki* O-o que? – perguntaram, sentindo um frio na espinha.

- Hm... Como estragaram o nosso dia, vocês poderiam pagar uma pizza pra gente.

- ........... M-Mas...! N-nós pagarmos?!

- Isso mesmo. – desferiu um olhar de congelar a alma – Ou querem resolver isso de outra forma?
- Uh... Desculpem por me intrometer na conversa... – Hawkmon levantou-se e voou até os dois meninos – Mas acho que não deveriam contestá-la... Ou... Não sei o que poderia rolar.

Dai e Ken se olharam, morrendo de medo do que Miyako planejaria para dar o troco neles por terem estragado o seu dia perfeito...

E não hesitaram em aceitar aquela proposta.


Voltaram para o mundo humano e mais tarde fizeram exatamente isso, na casa do moreno.
A única coisa foi que os quatro que comeram e os dois só tiveram que um lavar os pratos e outro enxugar.

- Ahn... Daisuke, pelo menos isso não deve ser pior que o que a Miyako-san teria pensado... – Ken tentava consolá-lo.
- ........ É, é... – resmungava – Pagamos com o nosso dinheiro e não tivemos direito a fatia alguma! Sacanagem!
- M-mas... F-foi divertido, não foi?
- Quer lavar esses pratos duma vez?! Eu tenho que ir pra casa!
- Uh... O-ok!

E assim terminou aquele dia. Depois daquilo, nenhum dos dois resolveu fazer apostas que envolvessem outras pessoas de forma indireta.

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~ Lições de moral com Hawkmon ~
(sério, eu tinha de por isso no final *SHOT*)

- Olá, eu sou Hawkmon, e esse é um pequeno canto para a reflexão da história de hoje.

- Como podem ver, incluir amigos indiretamente em uma aposta pode gerar em um grande caos e até em mal-entendidos ou em casos extremos, brigas perigosas.

- Por isso, lembrem-se. Se forem apostar algo, não inclua os outros sem antes notificá-los.

- HAWKMON! EU VOU COMER A SUA PARTE SE NÃO VIR LOGO!! – gritou alguém lá da mesa dos Ichijouji.

- Aah! Bem... E assim se encerra mais um “Lições de moral”! Até a próxima!

A ave sai voando e berrando: “E-espera Miyako-san!!”

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~ Omake: final alternativo ~
(fanservice... e MOAR cômico *SHOT*)

[...]

O grupo se reúne e decide:

- Ninguém venceu. – disseram em coro.

- O-O que?! – com aquela resposta, os dois arregalaram os olhos (sendo que Dai teve de tirar o elmo antes de fazer isso).

Takeru se faz de porta-voz do “júri”.

- Ok! Nenhum de vocês dois venceram! Já que... todo mundo sabe que o bem sempre triunfa.
- Tanto que o Ken pode comprovar isso. Nenhum inimigo irá vencer enquanto nós estivermos aqui!

- Eu concordo com o Takeru-kun! – disse Hikari.
- Eu também – manifestou Iori.
- O Takeru até que daria um bom líder... – comentou Miyako.

Daisuke e Ken se olharam, ofendidos com aquilo.

- Ah é, Takeru? – disseram em tom baixo, com brilho sinistro em seus olhos.

Num piscar de olhos, Ken tinha mudado suas roupas para a outfit do Digimon Kaiser.
E Daisuke colocou outra vez o elmo em seu rosto.

- LIGHDRAMON/SHADRAMON!! – apontou a dupla pro Takeru.

- H-Hein?! O que...?!

- PEGA! – ordenaram.

E sem hesitar, os digimons deles avançaram pra cima do escolhido da Esperança. Naquele ato inesperado do Motomiya e do Ichijouji, Takeru derrubou o D-3 no chão enquanto saía correndo.

Os outros três só olhavam praquilo, com cara de tacho.

- Isso é por ficar me atrapalhando de conquistar a Hikari-chan!! – vociferou o DaiLighdramon.
- E isso é pela surra que você deu em mim dentro da minha própria fortaleza! – praguejou o Digimon Kaiser.

- Olha, acho que se é assim... Os dois são melhores como nossos companheiros de equipe do que como nossos inimigos – opinou Miyako ao Iori e à Hikari.
- C-concordo... – respondeu Hikari, engolindo a seco.
- I-idem... – o mesmo se diz de Iori.


~fim do omake~




★Nota da autora:

#1 - Inicialmente pensei em fazer com que a história se passasse em 1º de Abril... Mas ia ficar muito na cara x’DD

#2 - O nome “DaiLighdramon” (ダイライドラモン ; DaiRaidoramon) é uma junção de Daisuke com Lighdramon, mas como aprendi algumas coisas... Dai (大 ) = grande...
So... Por isso que a Miyako pensa mais na hipótese dele não ser o goggle boy, mas sim o chefe de alguma matilha de Lighdramons :’D

#3 - "Doki" é uma onomatopéia japonesa pra expressar batida de coração, geralmente ansiedade/surpreso/choque.

#4 – Wormmon é um anelídeo (lol, aplicando a aula de Biologia nas fics wat/), pois ele é uma minhoca... Logo o Ken tá errado em chamá-lo de verme no anime. *shot*


Última edição por Daisuke Kaizaa em Dom Jan 29, 2012 9:50 pm, editado 1 vez(es)

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