Digimon Abenteuer: Rápsodia

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Digimon Abenteuer: Rápsodia

Mensagem por Marty em Ter Jan 03, 2012 12:21 am

::Info
Autor: Fauntleroy / Mark
Gênero:Aventura, drama, dia à dia
Sinopse: Em uma pequena ilha artificial próxima ao Japão, Granada, todo e qualquer jovem está fadado á viver o pior pesadelo de qualquer um: Tédio constante. Aos poucos isso muda quando a nova - porém popular - empresa Japonesa Digital Zone resolve utilizar a ilha como base. Pouco tempo depois, o novo MMORPG da empresa, Digital World, faz sucesso mundo afora, e a ilha passa a se desenvolver rapidamente. A estória começa quando o jovem Miyamoto Shion, de 15 anos, presencia cena que mudaria a rotina dele e, futuramente, da própria ilha para sempre.

::Nota do Autor:
Pra começar, irei explicar os conceitos utilizados.
Abenteuer = Aventura em Alemão.
Rapsódia: É uma justaposição, de escassa unidade formal de melodias populares e de temas conhecidos, extraídos com frequência de óperas e operetas. Também pode ser associada a uma peça próxima ao improviso, com fulcro em temas de inspiração folclórica (como podemos ainda ver na literatura, em Macunaíma, de Mário de Andrade); recitação de um poema (épico, geralmente), como ocorria na Grécia antiga; episódio de poema homérico.(fonte: Wikipédia)
Ou seja, podemos traduzir o título para o inglês como Digimon Adventure. Apesar do título, não é uma continuação de Adventure, utilizei o nome por combinar com o estilo da fanfic. Já Rapsódia é usado de outra forma. Como o resumo da palavra explica, Rapsódia é algo que pode ser associado a algo próximo ao improviso, que retira poucas referências de melodias populares. Por combinar com o objetivo da fanfic (criar algo utilizando características e referências não só das 7 temporadas do Anime, mas também dos jogos e mangas, mas sem perder a independência e improviso).
Ao longo da Fic, pretendo abordar temas pouco utilizados ao longo da franquia, mas do meu próprio jeito. Ao mesmo tempo, pretendo trabalhar minhas próprias idéias livremente, dando à fic traços comuns da franquia Digimon sem perder meu próprio estilo. Espero que aproveitem ao máximo a leitura, e que eu receba críticas não só positivas quanto negativas, pra poder melhorar e alcançar o meu objetivo como escritor, que é agradar aos leitores das minhas obras.

❖ Arco Granada Island
Arquivo 01: Descoberta (Parte 1)

Ilha Granada. Uma pequena ilha artificial criada pelo governo japonês durante a segunda guerra mundial, usada como base e refúgio daqueles que não conseguiram sair do país.
Com o tempo, ela se tornou uma ilha turística pelas suas características, e com o passar dos anos várias culturas acabaram se misturando ali, tornando o que a princípio era uma comunidade Japonesa em algo semelhante ao Brasil. Apesar da maioria ainda ser o povo Japonês, temos fortes características das culturas Americanas e Européias. Conhecida pelos resquícios do que um dia já foi uma grande base, hoje em dia abriga um grande parque de diversões que cobre quase que ¼ da ilha, uma pequena cidade local, uma região montanhosa que abriga antigas minas de carvão e uma instalação do governo que mal é usada.
Na pequena cidade da ilha, a rotina é sempre a mesma. De casa pra escola, sair pras poucas lojas disponíveis na zona comercial da ilha e repetir o ciclo sem fim. Era tudo um tédio, até que uma empresa nova, chamada Digital Zone estourou por aqui. Eles resolveram usar essa ilha, por seu grande espaço livre, ser desconhecida pelo resto do mundo (mesmo sendo turística) e sua ausência de outras empresas pra tomar a concorrência como a base da empresa. Desde então a ilha começou a se desenvolver rapidamente. Shoppings foram criados, a cidade aumentou, fliperamas com o novo MMORPG da Digital Zone, Digital World, se espalharam em cada canto da ilha, o que fez com que praticamente todos os jovens entre 9 à 17 anos tivessem um V-Pet, um pequeno aparelho menor que um celular que permitia a criação de um Digital Monster (Apelidado de Digimon pelos fãs) para cuidar de seu Digimon e conectá-lo no Digital World.
Meu nome é Shion, Miyamoto Shion. Tenho 15 anos e estou no primeiro ano na escola local. Não tenho muita coisa pra fazer por aqui, meus pais não me deixam trabalhar e meus amigos, se posso chamá-los assim, não são muito de sair. Meus dias só não são um tédio completo por culpa desse brinquedo novo, o V-Pet. Ganhei o meu do meu pai, que trabalha na Digital World. V-Pet: ADVENTURE, uma série nova que só ia sair duas semanas depois, o que causou um estardalhaço na escola em que estudo, whatever.

- Shion chan, desce aqui!
- O que foi, mãe?
- Você pode ir na casa do seu primo e levar esse embrulho pra mim?
- Embrulho.. o que é isso?
- São alguns doces que eu fiz pra sua prima Julie, ela tem ficado doente constantemente por culpa desse clima.. Enfim, pode fazer isso pra mim?
- Não tenho mais nada pra fazer mesmo. Enfim, volto em uma meia hora.

Pegar a sacola, calçar os sapatos, porta afora, rua, andar. A mesma rua de sempre, levemente iluminada pela luz que escapava das janelas dos vizinhos e de um ou outro poste de luz espalhado pela calçada. Percebi o que minha mãe havia dito sobre o clima e me arrependi de não ter trazido um casaco comigo. A casa dos meus tios não ficava muito longe, mas eu gostava de enrolar um pouco pelo caminho passar em frente a minha antiga casa, onde eu morava até que meu pai conseguiu um emprego bom na Digital Zone e nos mudarmos pra uma casa maior.

- Eai, Cientista.
Sakurai Ren, 15 anos, um colega de classe e meu amigo de infância. Alto, olhos azuis e um cabelo loiro-branco, somos vizinhos desde criança. Assim como o meu pai, o seu também obteve um emprego na Digital Zone, e ele se mudou pra casa ao lado da minha. Desde criança nós cultivamos os apelhidos Jardineiro e Cientista, ele é o Jardineiro por sua paixão pela natureza e estar sempre cuidando dos outros como se fossem seu próprio jardim, e eu sou o Cientista por ser curioso até demais.
- Hey, Jardineiro. O que está fazendo por aqui a essa hora?
- A essa hora? São só 20h, eu não agüentava ficar em casa e resolvi vir pegar um pouco de ar fresco aqui no parque. Mas e você? Ultimamente você só fica no seu quarto jogando V-Pet.
- Aqui, olhe. – Apontando para a sacola – Minha mãe pediu pra levar isso pra Jubs, que está doente. Como eu estava entediado aceitei.
- A Jubs, hum? Bom, você não é o único entediado por aqui, posso ir junto?
- Desde que não faça piadas de mal gosto com ela. Você sabe, ela não esqueceu sua pequena brincadeirinha da semana passada.
- Não é justo, você também participou. Vamos logo, tá esfriando e eu não vou te emprestar minha jaqueta.

Continuamos nosso caminho atravessando o parque. A essa hora, você consegue ser irritado facilmente pelo barulho dos grilos e a perseguição das Corujas que te olham pelo caminho. Com a pouca iluminação, esse é um ótimo lugar pra coisas ruins acontecerem com dois garotos indefesos de 15 anos. Isso, claro, se isso fosse um manga shoujo onde esse tipo de coisa ocorre, e não em uma ilha desconhecida onde você conhece todo mundo de tão pequena que a cidade é.

- Hey, quem é aquela? – Ele aponta pra um ponto na mata, onde uma neblina se erguia –
- Huh?

Onde ele apontou, em meio a algumas árvores, havia uma garota em pé. A neblina não permitia uma visão decente dela, mas pude notar que ela usava uma jaqueta de couro com um tom entre marrom e preto, calças jeans escuras. Ela aparentava ser bem branca, e seus cabelos eram ruivos e estavam presos em um rabo de cavalo. Ela olhava fixamente para dentro da neblina, e, um segundo depois, desapareceu.

- O que foi isso?
- Não sei.. Quer ir verificar?
- Melhor não. Além do mais, ela parecia muito mais qualificada pra lidar com alguma coisa ruim do que nós dois, convenhamos.
- Não precisa jogar na cara. Hunf
O resto do percurso foi normal. Chegamos na casa da minha tia e entregamos os doces pra minha prima, Jules, e pegamos o caminho devolta pra casa.

- Ei.. Quem será que ela aquela garota?
- Não sei, Ren.. Ela não se parecia com ninguém que eu conheça ou já tenha visto poraí.
- Ela parecia aflita com alguma coisa..
- Se isso realmente te incomoda podemos ir até o parque amanhã depois da escola pra verificar. Mas não agora, está muito tarde pra ficarmos investigando uma menina que vimos na neblina.
- Se você diz.. Bem, te vejo amanhã na escola, então.

Entrei em casa, ainda pensando naquilo. Minha mãe tava na cozinha, tirando alguma coisa da geladeira. Então eu notei uma foto esquecida em um dos porta-retratos espalhados pela estante da sala. Corri pro quarto, precisava organizar melhor meus pensamentos.

- Entregou as coisas pra sua prima?
- Sim, mãe. Acho que vou ir dormir.
- Agora? Você não costuma dormir tão cedo. Aconteceu alguma coisa?
- Nada demais, o frio me deixou com vontade de me jogar nos cobertores.
- Se você diz.. Eu separei alguns doces que sobraram pra você, se não estiver com fome eu os guardo pra amanhã.
- Hm, obrigado, mas vou ir dormir mesmo.

Era mentira. Algo tinha acontecido. Eu me lembrei quando cheguei em casa e vi aquela foto na estante.. Eu já tinha visto aquela garota. Kobayashi Aiko, ela era filha de algum amigo do meu pai que morava no Japão. 3 anos atrás, quando eu e meus pais visitamos o Japão, ficamos na casa deles.. Mas por que ela está aqui?
Acordei cedo e fui pra escola, sem sequer parar pra comer. Eu tinha que chegar logo na escola pra dividir a minha descoberta com o Ren, até porque nem mesmo eu consegui bolar uma explicação para uma garota japonesa com uma vida estabilizada vir morar em uma Ilha tediosa como essa.

- Hey, Ren, tenho que falar com você.
- Huh? O que quer falar a essa hora?
- Lembra da garota de ontem? No parque? Ren?
- ... Ela? – Eu me virei pra onde ele havia apontado e vi ela, de pé bem ali na minha frente, usando o uniforme da nossa escola. Antes que eu pudesse falar algo, o professor a presentou.
- Classe, essa é Kobayashi Aiko, uma aluna transferida do Japão. Seus pais tiveram que se mudar por causa do trabalho, então sejam bonzinhos com ela, sim?
- Miyamoto Shion.
- Huh? Você conhece o Shion, Aiko?
- Fazia tempo que não nos víamos, Cientista. – Ela veio em minha direção e se sentou no lugar vago ao meu lado. – Pare de me encarar, a aula já começou.
O resto das aulas foi estranho. Eu e Ren ficávamos a encarando, enquanto ela fazia amizade com as garotas da sala. Toda vez que tentávamos nos aproximar ela mudava de assunto com as meninas, e eu simplesmente não conseguia entender. Resolvi só ir pra casa e tentar esquecer aquilo, mas não foi tão fácil.

- Então, Cientista.
- Então, Astronauta.

No tempo que eu passei na casa dela, passei à chamar ela por esse apelido. Ela simplesmente adorava aventuras, estando sempre pensando em ir à lugares novos. Uma Astronauta, que não é afetada pela gravidade das pessoas normais. Uma exploradora, que não tem medo de confrontar o desconhecido. Kobayashi Aiko, a Astronauta Japonesa que eu conheci nas férias de verão.

- O que a trás aqui pra essa Ilha inútil?
- Você ouviu o Professor, meus pais conseguiram um emprego na Digital Zone e com o tempo foram transferidos pra cá.
- Uma bela coincidência você vir parar na mesma vizinhança que eu, na mesma escola que eu, na mesma classe que eu..
- Não precisa de toda essa ironia, é claro que meus pais arranjaram isso tudo. E eles pediram pra você me acompanhar de volta pra casa, eles estão com saudades.
- Ha, ha, ha. Ok, eu vou.

Depois de explicar pro Ren, eu a segui para sua nova casa. Era basicamente uma rua de distância da minha, um percurso de uns cinco minutos. Revi seus pais, conversamos um pouco e almoçamos, então eu voltei pra casa e contei o ocorrido pra minha mãe, meu pai ainda demoraria pra chegar. Tomei banho e passei o resto do dia na casa do Ren.

- Então, Cientista, me conte mais sobre a Astronauta. Ela é sua namorada ou o quê?
- Nah, é só uma amiga. Éramos muito novos pra um interesse desses ocorrer, mas quem sabe no futuro.
- Huh, é difícil você sustentar um namoro quando tiver que explicar do seu casamento com o seu V-Pet.
- Não torra, vai.
- Falando no V-Pet, eu comprei um. Amanhã você me ensina à usar esse troço?
- Ok, mas agora eu tenho que ir. Você sabe, minha mãe e sua frescura com doenças sempre que alguém da família adoece.
- Ok, vai lá.

Segui para casa, jantei e fui pra cama. Não queria dormir, só.. pensar. Aquela neblina estranha no parque.. Porque a Aiko estava lá? De algum modo, eu sinto que tenho que verificar aquilo. Talvez eu consiga ir e voltar antes do meu pai chegar, mas eu tenho que tentar.. Sinto que algo estranho aconteceu por lá.

- Hey Mãe, vou sair, volto em uns 40 minutos.
- Agora? Bem, leve um casaco e um guarda-chuva, o inteiro esteve nublado. Você sabe, só por precaução.
- Certo, certo. Voltarei antes do Pai chegar.

Não demorou muito pra chegar ao parque sem a companhia do Ren. Em 10 minutos já estava lá, e segui pelo mesmo caminho. Assim como ontem, os grilos barulhentos voltaram a me irritar, então eu acelerei o passo. Cheguei no mesmo lugar de ontem e, como imaginei, a neblina estava lá.

- Ver essa quantidade de névoa no parque uma vez já é estranho, mas dois dias seguidos? Que merda é essa..?

Tirei do bolso um par de óculos de natação que havia separado no caso da névoa estar muito forte, os coloquei no rosto e adentrei. Depois de caminhar por um à dois minutos na neblina chego num espaço aberto onde era possível enxergar sem os óculos, e então a avistei. Com a mesma roupa de ontem, estava Sakurai Aiko com sua jaqueta de couro preta e suas calças azul-escuras, calçando um clássico all star vermelho de cano médio e com os cabelos ruivos bem alaranjados soltos. Ela usava um tipo de relógio estranho no seu pulso, e então eu pude perceber para o que ela olhava. A sua frente, haviam duas criaturas. A menor lembrava um cachorro da raça Labrador, tinha o pelo branco com as orelhas e calda numa coloração rosa-cereja e olhos azuis. Parecia bravo com o segundo monstro, uma espécie de dinossauro negro com uma textura xadrez no seu corpo, e portava uma espécie de armadura, além de uma arma. Então eu os reconheci, eram os mesmos Digimon da nova série de V-PET's que só ia sair daqui à um mês.

- Labramon..?! Black Commandramon..?! – Eu encarei os Digimon que estavam na minha frente. - Que merda é essa!?
- Shion..!? O que você tá fazendo aqui? Como.. Como você entrou no Digital Field?
- Digital Field?! Afinal de contas, o que está acontecendo?
- Hm, pelo visto você entrou acidentalmente.. Só fique quietinho aí enquanto eu cuido disso e depois eu te explido, Ok? Labramon, Do it.

O Digimon reconheceu sua ordem, desviou dos tiros do BLKCommandramon e então saltou para trás deste, aparentemente esse era seu ponto fraco.

- Retriever Bark! - Seu latido oscilou pelo local, ecoando pelo parque. Então o BLKCommandramon estava tentando cobrir seus ouvidos, mas não adiantou. Seu corpo tremeu e então uma luz branca-esverdeada o cobriu em alguns flashes, então ele se desmaterializou em data que foi absorvida pelo outro Digimon.
- Isso foi.. uma batalha? Mas..Como? Digimon não deveriam existir..!
- Se aquiete, garoto. Eu te explico isso mais tarde, vamos sair daqui.
- Mas..!
- Calado. Isso é estranho, eu derrotei o Black Commandramon, então por quê o Digital Field não se dissipou?

Ainda aflito com a cena que presenciei, eu notei uma movimentação nas moitas ao redor de Aiko. Então eu percebi o que significava e me joguei sobre ela a tempo de impedir que ela fosse cortada em duas por uma espada que veio voando em nossa direção, mas que desapareceu pouco depois de errar o golpe.

- Mas qu.. Que merda foi essa, Miyamoto?!
- A moita. Tem algo lá.
- Labramon!

O Digimon rumou para a moita, e, aproximadamente um minuto depois este foi arremessado contra uma árvore, caindo no chão. Ele tentou se levantar, mas logo desmaiou, o deixando inconciente. Ele já estava cansado pela última batalha e, pelo visto, o que o atingiu era forte o suficiente pra esgotar suas energias.

- Labramon! – Aiko correu em socorro ao pequeno Digimon, o segurando em seu colo – Você tá bem? Ei! Labramon!
- Quem é você?
- Você é bem furtivo pra um garoto. Você pode me chamar de Vannor e, como pode ver, sou um Black Veemon.
- Por que você nos atacou?
- Horas, vocês mataram meu soldado, eu não posso deixar isso passar, não é?
- Seu..!
- Não seja idiota, ele é um Digimon. O que você pode fazer contra ele, Miyamoto! Use a cabeça!
- Acho melhor escutar a sua amiguinha ou você terá problemas. Como você não foi o responsável pelo ocorrido, eu posso deixar você ir. Mas eles vem comigo.
- Não seja idiota, eu não vou deixar você levar minha amiga embora sem saber o que está acontecendo.
- Então é só por isso.. hunf.
- Bem, então vou acabar com você antes disso. Uma pena, não gosto de atacar pessoas inocentes. V-Sword! – Uma espada se materializou em sua mão. Era relativamente grande, mas fina. Sua lâmina e base eram negras, com enfeites brancos. – Diga adeus.

Então ele avançou contra mim e eu fechei meus olhos, mas ainda estava vivo. Ao abrir meus olhos, percebi que um brilho branco saia do meu bolso, e havia parado as ações do Digimon. Então eu percebi que vinha do meu V-Pet. Retirei o do local e olhei a tela, um símbolo estranho brilhava na cor azul e, logo após, um brilho azulado saiu do aparelho e se materializou no chão a minha frente. O brilho assumiu uma forma felpuda, com pelos azuis e brancos e um M azul estampado na testa. Eu o reconheci, era o Wanyamon que eu estava criando à um mês no V-Pet.

- V-você.. Como..?!
- Eu vim salvar sua vida, você podia pelo menor me agradecer, you know.
- Isso.. Um Digimon? Isso pode ser interessante. – Aiko observava de longe, enquanto tentava reanimar seu Digimon desmaiado – Hey, Miyamoto. Lute com ele.
- Lutar..?! Mas o Wanyamon é um Youneki , o BLKVeemon é um Seichouki! É impossível eu ganhar!
- Eu não esperava por isso, mas como você disse, é impossível que você ganhe. Mas com isso as circunstancias mudam, pelo visto terei que levar vocês quatro comigo.
- Não brinque comigo! Eu não vou perder tão fácil, muito menos deixar que você nos leve com você!
- Muito bem, então eu terei que matar você e levar os outros três. – Ele avançou contra o Wanyamon, o golpeando com a espada. O pequeno Digimon voou e então caiu no chão.
- Ainda vivo? Até que você é resistente, criança. – Então ele foi até onde o Digimon estava e o agarrou pela calda, levantando a espada. – Muito bem, irei te matar com um só golpe dessa vez.
- Ugh.. Shion..!
- Wanyamon! Droga, eu não consigo lidar com tanta coisa ao mesmo tempo.. Será que não dava pra isso acabar logo?!
- Sua mão, isso é.. Digisoul? – No momento que Aiko disse isso eu olhei para minhas mãos. Em uma estava o V-Pet, enquanto a outra queimava em um tipo de fogo azul. A única diferença é que aquilo não era fogo, mas sim um amontoado de dados. Eu podia sentir aquilo queimando, o calor em minha mão aumentava cada vez mais. Mas não doía.
-Digi..Soul?
- Rápido, idiota. Concentre isso no seu V-Pet se quiser salvar sua bola de pelos.
- No V-Pet? Assim?
Sem ter tempo para pensar, eu coloquei a mão que queimava em Digisoul sobre a que segurava o V-Pet. Então pensei em passar aquilo para o aparelho, e aconteceu. Um brilho azul saiu de minha mão, iluminando o local mesmo dentro da densa neblina, e então foi diminuindo e se concentrando em minha mão, formando uma espécia de bola de luz. Então ela passou para meu braço e tomou a forma do mesmo tipo de relógio que eu vi no braço da Aiko, porém enquanto o dela era preto com detalhes brancos, o meu era preto com azul escuro.

- Digivice.. Interessante! – Ao dizer isso, o Digimon arremessou o Wanyamon em minha direção. Em um pulo arriscado, eu consegui agarrá-lo antes que ele caísse no chão, e então o Digimon apontou a espada em minha direção. – Vamos, me divirta.
- Wanyamon, você tá bem?
- Shion, seu braço.. Então você é mesmo.. meu Tamer.. ugh..
- Não se esforce demais, burro.
- É assim quem você trata quem apanhou por você? Hunf. – Ao dizer isso, ele se livra das minhas mãos e salta para o chão, em direção ao Vannor. – Certo, vamos fazer isso.
- Mas.. como?!
- Hey, idiota. Se quiser salvar seu amigo, concentre suas energias na sua mão, como você fez antes, para que seu DigiSoul apareça. Então tente usá-lo com o Digivice.
- Meu Digisoul..? – Tentei fazer o que ela mandou, e me surpreendi quando as chamas acenderam em minha mão esquerda. Então iluminei o tal Digivice com a mão esquerda, a tela brilhou e eu pude ver o tal Digisoul em volta do corpo do Wanyamon.
- Eu Consigo sentir.. A força de vontade do Shion, queimando dentro de mim..! Isso é.. Evolução?!
- Incrível, conseguir manipular a evolução tão rápido.. Hohoho.
- Wanyamon, você tá pronto?
- Idiota, eu vim pra cá preparado pra isso.

Então eu apontei o braço com o Digivice na direção de Wanyamon e me concentrei. A Digisoul passou da minha mão esquerda para o aparelho, e então foi lançada na forma de um raio de luz azul na direção da bola felpuda, a encobrindo numa luz azul. Eu pude ouvir a frase Digital Evolution vinda do Digivice, e aconteceu.

- Wanyamon.. Shinka! – A luz azul cobriu completamente o corpo do Digimon, formando uma espécie de bola de energia azul que flutuava sobre o chão. Então a bola aumentou de tamanho e eu pude ver o reflexo de um urso brilhando em sua superfície. Então a uma aura de energia branca encobriu a esfera e então esta a absorveu, e eu pude ver uma rachadura se formando. Antes que eu pudesse assimilar aquilo, a esfera se quebrou e uma silhueta brilhante que lembrava um urso estava de pé na minha frente. Então os pedaços da esfera se tornaram dados e encobriram o corpo da criatura, criando pele e roupa. Eu percebi que a evolução havia terminado quando de pé, na minha frente, se encontrava um urso negro trajando um boné de baseball virado de costas. Era azul escuro com “Bears” escrito na frente,e ele usava um amontoado de fivelas da mesma cor como luvas, além de uma espécie de cinto que cobria seu corpo dos ombros até a cintura. Seus olhos azuis curiosos olhavam de mim para o inimigo e, ao se lembrar do que estava acontecendo, assumiu uma posição de batalha, com suas garras em frente ao peito. – .. Bearmon.
Eu não tive muito tempo para contemplar aquilo porque, antes que eu pudesse me adaptar com a nova forma, os Digimon já haviam avançado um contra o outro.
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Re: Digimon Abenteuer: Rápsodia

Mensagem por Takuya em Seg Jan 09, 2012 2:01 pm

Humm, interessante isso aqui. Gostei da sinopse, nunca vi nada igual em outras fics (Digital Zone é o nome da empresa, lool :P). A apresentação também está ótima, muito agradável visualmente, e o texto não tem erros de português notáveis. Descrição dos personagens, desenvolvimento da história está indo bem também. E o final ficou em aberto, preparando terreno pro proximo capitulo, gostei disso. A proposito, você pretende continuar? Tá muito bacana a fic. Continue! \o/
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Re: Digimon Abenteuer: Rápsodia

Mensagem por Marty em Seg Jan 09, 2012 2:30 pm

Obrigado pelas criticas o/
Sim, eu pretendo continuar. Eu tinha bolado esse enredo pra um jogo que eu pretendia criar no tempo que eu usava o RPG Maker(um programa pra criação de jogos da Enterbrain), mas como não deu certo reaproveitei pra essa fic. Já o nome da Digital Zone é uma homenagem pro forum mesmo ~
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Re: Digimon Abenteuer: Rápsodia

Mensagem por Super FOG em Seg Jan 09, 2012 5:02 pm

Gostei do nome do personagem principal, Shion Miyamoto (não gosto de ordem oriental de nomes), seria isso uma homenagem indireta ao game designer Shigeru Miyamoto???

EDIT: ZOMG!! Ren Sakurai??? Um encontro de Game Designers???
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Re: Digimon Abenteuer: Rápsodia

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