Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Dom Ago 14, 2011 4:05 pm

Lady of the Castle series: Hoshi [IV] - Tobira [i] - Michi [II] - Kiseki no Tenshi [III]

デジモンアドベンチャー 02: 日の出
Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Hinode - Sunrise // Nascer do sol

Base: Digimon Adventure ZeroTwo, Lady of the Castle series
Tema: Aventura, Comédia...
Classificação: T [14+]
Nº de Capítulos: cerca de 40~50

Sequela de ZeroTwo e da série "Lady of the Castle", que narra os acontecimentos após a aventura de
Daisuke & V-mon em um mundo diferente. As quatro fics que estão relacionadas com a Hinode se encontram na fanfiction.net ( e em breve farei uma versão 'redux' e melhorada delas.)

Obs.: Chap. 30 foi co-escrito pela Carol/Carochinha.
Índice:

[#0 - December 1st, 2003]
[#1 - Neve.]
[#2 - O Anjo do Milagre, Kiseki]
[#3 - Perigo? Uma nova ameaça ronda pelas ruas!]
[#4 - Fragmentos de Luz e Esperança! Irradiando a Determinação!]
[#5 - Um enigma surge! Visões do passado]
[#6 - Revelação! O segredo por trás da Estrela de Cristal!]
[#7 - Determinação no auge! Ruja, Burning Fladramon!]
[#8 - Miyako, desperte sua Energia!]
[#9 - Energia Contagiante! Voe Alto, Fäuermon!]
[#10 - Rise up! O amadurecimento de um líder.]
[#11 - Team ZeroTwo, unam-se! Hora de levar as coisas a sério!]
[#12 - Mostre seu coração justo, Iori!!]
[#13 - Drill Digmon, proteja Iori! // Pandora finalmente é encontrada!]
[#14 - Para a Digital World! Avante, escolhidos!]
[#15 - Agumon ao resgate! A coragem flamejante que alça vôo!]
[#16 - A luta no Vilarejo da Floresta! Encontrem-nos, Palmon e Gomamon!]
[#17 - O digimon desconhecido se revela: Lightnimon!]
[#18 - Corram dos Bakemons! A Fuga pela floresta!]
[#19 - Piyomon em Perigo! Sora, salve-a!]
[#20 - Ataque no acampamento! O gatuno mostra suas presas!]
[#21 - Encontre Tentomon!]
[#22 - Holy Light: O Esplendor da escolhida da Luz!]
[#23 - Estratégia!]
[#24 - A Estação Ferroviária da ilha: Starlight!]
[#25 - O brasão da Amizade! Gabumon compreende suas ações.]
[#26 - Clash! Takeru vs. Lightnimon!]
[#27 - O último confronto com Frostmon!]
[#28 - “Quero ser sua Tamer!” O pedido inocente]
[#29 - Atraído pelo gatuno! Ken prossegue investigando]
[#30 - Transforme as lágrimas de tristeza em felicidade!]
[#31 - Movimentos.]
[#32 - Face Off!]
[#33 - O último ato!]
[#34 - Death & Rebirth: A origem de Lightnimon]
[#35 - Os fragmentos]
[#36 - Revenge! Miyako, vença Ranamon!]
[#37 - Semelhanças? Coincidências?]
[#38 - ]
[#39 - ]
[#40 - ]
[#41 - ]
[#42 - ]
[#43 - ]
[#44 - ]
[#45 - ]
[#46 - ]
[#47 - ]
[#48 - ]
[#49 - ]
[#50 - ]



Última edição por Daisuke Kaizaa em Sex Set 14, 2012 10:24 pm, editado 31 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Dom Ago 14, 2011 4:10 pm




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[2003 - 12 - 01]

“Neve... Os flocos branquinhos que caem no inverno...”
“Não é adorável? São tão bonitinhos...”

“Ah? Você nunca viu neve antes??”


“Bem... Essa é minha a primeira vez...”



A cidade estava enfeitada por estes flocos. A neve dava um clima mais sereno e suave.
Algumas pessoas curtem brincar nela. Algumas curtem admirar a paisagem coberta de branco.

- Sério mesmo?
- Ah... Sim. O país onde eu nasci não neva.
- Ah tá...
- ... Eu tenho que ir agora... – suspirou, arrumando a gola de seu casaco.
- Ok... Até mais.
- Até.

A outra pessoa saiu, deixando-o sozinho. Aquela pessoa ele tinha visto antes... E só depois de algum tempo resolveu conhecê-la melhor. Tudo isso graças a um ocorrido.

A um evento que se iniciou no dia 30 de agosto daquele ano e perdurou até 5 de outubro.
Algo que mudou sua vida, que deu razão para estar ali...

Como um dos doze escolhidos para proteger outro mundo, a Digital World.


- Queria entender... por que ela é assim...
- E parece ser só comigo... Com a Choujutsushi ela é mais... extrovertida.


Foi uma coincidência eles terem se encontrado pela rua. O que aconteceu foi que o escolhido da Coragem, enviou uma mensagem ao goggle boy, pedindo para que o encontrasse imediatamente na sala de informática.

No caminho acabou por encontrá-la. Ela, a sua colega e vizinha de aula...
Uma garota de cabelos morenos puxados para um castanho escuro, olhos castanhos e era mais nova que ele.
Como a menina sempre foi educada, cumprimentou-o e este devolveu da mesma maneira. Estavam indo na mesma direção, mas a destinos diferentes.
Ele indo para a escola...
Ela para a loja dos Inoue, comprar algo que sua mãe havia lhe pedido.
Andavam em silêncio, até que Daisuke começou a puxar assunto com ela. As respostas da jovem eram curtas e tímidas. Sentia que ela tinha alguma coisa incomodando-a.
E ouvia gaguejar algumas vezes.

Até que ela saiu daquele jeito, seguindo mais a frente. Deixando-o seguir o caminho sozinho.

- Dai? Você tá legal?? – uma coisinha azul, que estava em sua mochila, pos a cabeça pra fora e o olhou.

...Não “tão” sozinho.


- Ahn... Sim, Chibimon...
- É por causa dela?
- ... Não é o que você está pensando.
- Hein? Só achei que estava assim pela Nina ser um tanto reprimida ao conversar contigo.
- Ah! É, é...
- Afinal, não teria como você gostar de outra pessoa, né? Hikari é quem você ama...
- Nem sei ao certo... Talvez minha intenção de querer ficar perto da Hikari-chan seja... O desejo que ele tinha de ficar ao lado de sua irmã.
- Hm?
- O... O amor da vida dele era outra pessoa... Que também renasceu.

Pararam diante da porta da sala de informática. A conversa deles os distraiu tanto que quase bateram de cara.

Eis a companheira do ano passado. A Sala onde se reuniam para executar sua missão.
A mesma que quase não a utilizaram mais.

Deu uma olhada. As luzes estavam apagadas. E também... Não tinha mais ninguém na escola.
Eram mais ou menos umas nove horas da noite.

- Eu hein?!
- Não há ninguém na sala.... – comentou Vee.
- Me pergunto o que o senpai tem de urgente pra me falar...

Abriu a porta para o lado. Não tinha ninguém...

*click*

- SURPRESAA!! – ecoou um coral de vozes pela sala assim que as luzes se acenderam.
- Eh?!

... à primeira vista.


- M-mas... Espera! O que... – o menino ficou meio confuso.
- Ué, esqueceu seu próprio aniversário? – indagou Hikari.
- EEEH?! E-espera... Esqueci não... É que...

Olhou para os demais, estavam todos lá... e os parceiros dos veteranos na tela.
Logo percebeu... era apenas uma mentirinha. Não tinha nada de urgente.

Nada. Apenas era uma pequena festinha particular.

- É que... – continuou – Pensei que... fosse algo grave. O senpai sempre que envia uma mensagem com a palavra “urgente” só pode ser coisa séria.
- S-Só que... Eu...

Os outros ficaram em silêncio, ouvindo-o. O Motomiya gaguejava... Afinal, não era sempre acontecia isto. Na verdade, as demais festas de aniversário eram normais.

Essa era diferente. Totalmente diferente.
E por isso ficava emocionado, Tudo que tinha lhe acontecido naquele ano foi tão...
Inesperado.

- Eu... Eu não sei o que dizer! – desabafou.
- Acho que só posso... Agradecer por ter os conhecido.
- E por ter conhecido a Digital World, e o Chibimon...
- E os outros digimons... E ter me tornado um escolhido para defendê-la...
- Acho que... acho que só...

- Ah, chega de depoimentos e discursos! – falou Chibimon – Eu... Eu estou com fome!
- Ah, também estou Taichi! – disse Agumon, tendo sua voz engraçada saindo dos alto-falantes do computador.

- Agumon... – o parceiro o olhou dando um suspiro – Calma aí, espera só um pouco antes que isso vire uma bagunça...
- Não se esqueçam que não podemos destruir nada aqui, ok? – alertou Miyako – Só nos arranjaria mais problemas.
- Certo, certo... – Sora e Takeru tentaram acalmá-la – Não vai dar nada de errado, Miyako.

- Não seria melhor fazer isso na Digital World...? – sugeriu o aniversariante.
- É, seria uma boa idéia... Não tem como por doze pessoas e doze digimons nesta sala... – concordou Iori.

- Bem... Se não houver problemas... Também concordo que deveriamos ir lá. É melhor prevenir do que remediar, né Taichi? – cutucou-o Yamato.
- O que está querendo dizer com isso?
- Ahn... Vamos logo! – Miyako sacou o D-3 vermelho de sua mochila e apontou-o – Temos que deixar a sala de informática intacta.

- Só tem um problema... – notificou Koushiro – E se algum professor descobrir que a sala está aberta?
- Sem problemas... Pois eu consegui a chave da sala! É só fecharmos a porta e pronto.
- Miyako-san... – Poromon a olhou – Tem certeza?
- Mas é claro! Não vai haver falhas!

- Já perdemos tempo suficiente nisso... Poderíamos já estar comendo alguma coisa gostosa... – reclamou Agumon.

Decidiram então fazer a festa ali mesmo. E a mesma foi divertida e alegre.
No final daquilo, todos se despediram... Menos uma pessoa.

Uma que ficou lá. E esperava o momento certo.
Foi no pátio... que ela decidiu entregar o seu presente.

- Uh... Daisuke-kun... – ela se aproximou dele, com uma pequena caixa em mãos.
- Hikari? Você ainda está na escola??
- Bem... Eu queria te entregar isso... A sós.
- A s-sós?! – corou rapidamente.
- Também é uma forma de... Pedir desculpas pelos mal-entendidos que tivemos antes.
- Q-quais? Não lembro...
- Fui um tanto tola contigo... Quando o Takeru estava por perto...
- Ah... Tudo bem, sem ressentimentos. – sorriu.

Timidamente ergueu o embrulho a sua frente.
Ele pegou-o e abriu a caixa... E lá encontrou algo que não pensou em receber como presente.

De lá tirou um pingente de uma estrela feita de cristal.
Ele observou o presente por alguns momentos, depois fitou na Yagami.

- Feliz aniversário, Daisuke-kun... – deu um pequeno sorriso tímido.
- Hikari... Onde... – tentou perguntar.
- Ahn? Não gostou? Eu achei que combinava contigo....
- N-não entenda dessa forma! É claro que eu gostei!
- Então por que essa cara?
- É que... nunca pensei que receberia algo assim...
- Bem, está ficando tarde... Menti ao oniichan que iria na casa da Miyako.
- Ok... Até amanhã.
- Até!

Se separaram.

Daisuke olhava praquilo meio impressionado.
Seria a mesma estrela que pertenceu a ele?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:04 pm, editado 7 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Sab Ago 20, 2011 3:31 pm







“Flocos brancos...”
“O que eles fazem aqui...?”
“No meio desta escuridão?”


...

“Eu não queria estar aqui.”
“Não queria... mas fui selada neste espaço.”
“Neste fundo negro... Nas trevas.”

“Nunca soube como vim parar aqui...”
“Somente quem me aprisionou.”
“Uma criança. Uma criança que possuía uma estrela de cristal”

“Foi ela quem me atirou neste lugar.”



- Sabe o que são esses flocos, certo? – pairou uma voz naquele cenário.

- ............ Veio me amolar? Já não basta ter me trancafiado nesta solidão eterna?! – respondeu a outra, que antes jogava palavras ao vento.


- Acalme-se... Primeiro que eu vim falar com você. – respondeu a outra, aproximando-se aos poucos.
- Segundo... Sua raiva não te levará a nada.
- E terceiro... Eu sei o que você está sentindo nesse espaço vazio.

- Como sabe?!
- Como pode dizer essas coisas?!

Parou diante da figura. Seus olhos seguiram dos pés até a cabeça...
Vendo o rosto do indivíduo.


#1 - Neve.


...

- ... Não que eu queira me meter nas decisões dadas por você...
- Mas não acha que ela se sente um tanto solitária lá?

Um pequeno pedaço branco. Poderia ser o céu. Mas na verdade não era bem o céu.
Era um simples palácio branco sob as nuvens.

Se o mundo das trevas era o Oceano Negro... Saiba que o mundo da luz é um simples palacete esbranquiçado no alto, junto das massas branquinhas que parecem algodão.

Muito tinha mudado naquele mundo. Uma das coisas foi... A eleição pelas divindades de lá...
Foram eleitas três almas, que ao ver das divindades, seriam adaptas às suas funções.

A primeira seria a deusa da paz, do amor e da harmonia. Esta ficaria responsável em proteger aquele mundo, e administrar as outras duas almas escolhidas.

A segunda seria o símbolo da justiça, verdade e igualdade. Seu dever era pregar estas lições aos mortais.

E a terceira... Era um tanto diferente. Tinha um nome próprio. セ キ (Ki - se - ki)
Ela tinha a missão de ser o guardião dos mortais, e lhe dar o perdão divino... caso cometessem um crime e se arrependessem verdadeiramente dele... Para poderem renascer em outro lugar e em outro tempo.


- Lá vem você querer se intrometer de novo com ela... – comentou o outro.
- Ow! Qual o problema?


Não se podia dizer que a morada alada era tranqüila também... Pois todos tinham algum conflito de idéias. E os debates eram intensos. Demorava às vezes para que duas entrassem em consenso.


- Problema é que essa pessoa que você insiste em querer ajudar foi condenada.
- Você sabe muito bem o que ela fez.

- Claro que sei... – debateu o outro – Só não se esqueça que é errado julgar sem ao menos investigar a verdade!
- Coisa que... Eu quero fazer.

A segunda e a terceira discutiram sobre a figura sombria que residia o mundo sombrio.
Uma dizia que ela o que merecia pelos seus crimes e pecados...
A outra contestava, alegando que deveriam descobrir o que a fez cometer aquelas atitudes desumanas.

A primeira só observava-os. Esperando que ambos chegassem a um acordo.
Coisa que ia demorar pelo visto.

- Podemos continuar nosso trabalho?
- Desculpa, mas eu estou fazendo o meu serviço.

- Meninos... – interferiu naquilo – Será que podemos chegar num consenso?!

- Ahn... Senhora...
- Bem... Princesa Ai...

- Ahn... Lance... Eu não sou mais princesa. Bom, esquecendo isso... O que você quer tanto com aquela mulher?

- Ai-sama, você sabe que... Quando eu era vivo, a ouvi pedindo ajuda. E não pude recusar... No fundo sinto que... Ela foi uma vítima.

- O que?! Foi ela quem libertou as trevas anteriormente para se tornar mais poderosa! – argumentou o outro rapaz.

- Favor, Hariki... Deixe-o expor sua opinião primeiro... Lance-kun nunca me pareceu uma pessoa má como diziam... – pediu a jovem.

- Ok... Como a senhora desejar.
- Prossiga favor.

- Acho melhor resumir... Eu acredito que ela não fez aquilo por querer, assim como não a libertei sem razão alguma.
- Ajudar os outros foi o que me ensinaram. Não haveria de pedir socorro se tivesse feito aquilo intencionada, certo?
- Por favor... Deixem-me tentar falar com ela! Pedir que renunciasse seus poderes malignos ou “sei lá” o que ela tenha feito!

- Tentar? – exclamaram os dois.

- É, tentar...
- Eu sinto uma grande infelicidade vindo dela.
- Eu sei como é... estar sozinho no nada... Pois eu fiquei lá também.
- E recebi uma nova... oportunidade. Coisa que creio que ele esteja fazendo o que é certo!

- Hm, concordo com ele. – opinou Ai.
- Mas... Senhora...
- Hariki, ele tocou em um ponto. Lance já esteve naquele lugar. E conseguiu uma nova vida.

- Por que não dar a ela uma chance também? Todos merecem.
- Se eu mereci... Não acham que seria justo ela também provar merecer?

O loiro calou-se. Não tinha como continuar com aquilo... E a decisão de Ai parecia estar definida.

- Ok – pronunciou a garota – Você tem permissão para falar com ela. Só espero que... Consiga nos convencer que ela se arrependeu do que fez no passado.

Sorriu e ajoelhou-se perante a administradora.

- Não irei falhar, Ai-sama... Farei jus ao meu nome.

...
E voltamos a cena anterior. Serenamente, o garoto respondeu:

- Porque eu também passei por isso.
- Também fiquei preso neste “nada”.
- Somente lembrando e relembrando do que fiz.

- ... O que veio fazer aqui? – interrogou-o.

- Quero falar com você. Eu acredito que não tenha feito nada disso por vontade própria.
- No fundo sinto que alguma coisa te usou para conseguir isso tudo.
- Aquela “coisa” que você chama de “mestre”.

- ... Como...

- Espera. Não terminei...
- Tive meio trabalho pra vir até aqui. Sei como é... E eu não suporto ver sofrimento.
- Principalmente quando uma boa pessoa é usada pelas forças sombrias.
- Você foi marionete delas, assim como essas mesmas trevas me usaram também...
- E tudo a ponto de me eliminar, para que quando descobrisse a verdade não tivesse como reverter.

Estendeu sua mão a ela, um gesto amigável e puro. Digno dele.

- Pandora... Sei que deve ter sido tão triste viver acorrentada e guardando uma caixa...
- Queria liberdade a si, e não ao que continha no recipiente de madeira.
- Elas te disseram que a única forma de se livrar daquela angústia de guardiã das trevas era alguém abri-la, certo?
- Pois eu te digo o contrário. Há uma forma de sair daqui, ser livre. A forma correta.

- ... Que forma?
- E por que está me dizendo tudo disso...?

- Se você confessar, há como sair daqui.
- Prove sua inocência! Renuncie a este poder que te ofereceram em troca!

- ... Por que está me ajudando?
- Mesmo depois de eu ter feito aquele garoto te matar...
- E de ter tentado eliminar sua nova vida...

- Por que eu sei que você é uma pessoa boa.
- E que está arrependida disso tudo!
- ... Então, o que me diz?

Fitou a mão dele, estendida a sua frente. Seus olhos cruzavam com os seus, alcançando lá no fundo de sua alma.
Ele entendia seus sentimentos. Ele compreendia que tinha sido manipulada.

Esticou sua mão e a deu. Com isso o menino a ajudou a se levantar e também tornou aquele lugar negro em um fundo branco.
Apenas permaneceu no lugar uma fumaça negra, que tentou se apoderar da jovem...

E foi impedida por uma luz fortíssima emanada da mão direita de Lance.

Com isso, a maga traiçoeira provou que tinha sido somente um brinquedinho dos males.
E foi perdoada pelo que fez. Tendo assim a oportunidade de renascer.

- ... Você tem um bom coração, meu jovem...
- Pensei que jamais sairia daqui.

- Pensava o mesmo, mas milagres acontecem. – riu.
- Aliás, é assim que me chamam... Kiseki. Anjo do Milagre.

- Eu só tenho a te agradecer por isso...
- Obrigada, de coração e de alma.

- Você merece uma chance como qualquer outro mortal.
- Como também tive. Bom, como ele teve, já que sou apenas um fragmento que ficou aqui por razões próprias...

- Então... Aquele menino é e não é você?

- É... Exatamente isso.
- Ele é eu, mas eu não pertenço mais a ele...
- Tenho de proteger minha irmã, e a todos...

- Você gosta mesmo de ajudar...

- Ah... Isso também faz jus ao novo nome dele...

E ela dispersou daquele lugar... Renascendo em outro mundo e outra época.
Assim como aconteceu antes... com ele.

Mas...
Nem sempre tudo que acontece agrada a todos...

Algum tempo depois da feiticeira ser solta daquele lugar...
O seu mestre descobriu.

O seu outro mestre.
E este certamente não ficou nada contente em saber disso.

E o mais provável que aconteceria...
Seria...

..................................................
............................


- Aww... Enfim... me safei.
- É, se safou mesmo... – respondeu uma outra voz.
- Ahn?! – virou-se, não viu nada, olhou para baixo e o viu.

- Achei que você ia se dar mal na escola...
- Também achei, Chibimon! Acho que milagres acontecem mesmo.
- Claro, é o Escolhido do Milagre né?
- Hehe... Acho que foi mais por sorte do que por capricho de escolhido – riu.

[Local... Residência dos Motomiya – quarto do mais novo.]
[Hora... 8 am. (GMT +9)]
[Dia... 9 de janeiro de 2004.]

Era essa data que marcava no calendário que se encontrava em cima da mesa.
Ao lado tinha certo objeto que ele ganhou de presente.

- Hm? – desviou sua atenção para uma anotação na folha – AH! Hoje tem treino!
- É hoje?
- Sim, e... – olhou para o relógio, situado no mesmo cômodo – E... E-E ESTÁ QUASE NA HORA! – saiu às pressas para arrumar suas coisas.
- D-Daisuke! Espera!

Mas o menino mal terminou de fechar sua mochila e saiu. Porém volta e pega o seu presente e o coloca.
Fecha a porta e... esquece alguma coisa, que provavelmente só se lembrará mais tarde.

- DAISUKEEE!! – o digimon azulzinho olhava pra porta, boquiaberto por ter sido deixado lá.

- E agora?? O que eu faço?!
- Ele nunca me deixa sozinho.... *gota*


No apartamento do lado... morava outra família.
E outra criança...


- AH, QUE FRIOZINHO~
- Me sinto tão bem! Espera...
- Férias de inverno!
- .......... Ah droga.


Saltou da cama, trocou de roupa e começou a arrumar o seu precioso canto. Deixou impecável e pos a olhar para a mesa do computador. Lá encontrava-se seu inseparável caderno, seus lápis, suas canetas, borrachas... material artístico em geral.

Cantarolando uma melodia, a menina puxa a cadeira com rodinhas para se sentar e começar ao seu habitual ritual matinal de expor sua criatividade no papel...

... Quando ela numa sensação estranha...
Para e olha para o céu pela janela.

E de lá vê um brilho... Algo vindo numa velocidade imensa!
Esquivou e abriu rapidamente o vidro, e pegou a almofada da cadeira e arremessou contra o piso.

Bingo. Algo adentra seu quarto e faz uma aterrissagem forçada no fofo. O estranho “meteorito” desmaiou na hora.

A jovem aproximou-se cautelosamente dele e descobriu o que era. Um coelho rosado, com marcas em lilás em suas orelhas... e usava um estranho colar em seu pescoço.
A criatura logo começa a recordar a consciência e a primeira coisa que aparece em sua visão turva é...

- Kh...
- O que é isso? – a desenhista piscou rapidamente seus olhos, observando-o.
- E-eh? – fitou-a.
- ...
- ...
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!

O grito ecoou pelo quarto, e saiu pela janela. Por sorte os pais da jovem tinham ido a alguma padaria para comprar pão...

Mas os demais vizinhos ouviram. Inclusive...

- AH! Essa é a voz da... Ni! – exclamou Vee, dando um salto.
- Ela deve estar com problemas!!

E ele salta pela janela e sai a toda, chegando até a outra. Ao entrar no quarto, nota que...
Em um lado estava a tal Ni, protegendo-se com a prancheta de desenho,
Do outro estava a tal criatura, usando a almofada por onde caíra como escudo.


- Mas hein?? Ni-chan, o que houve? – perguntou-a.
- Chi-Chibimon!! – respirou aliviada, andando até a janela – Como que veio até aqui?!
- Ué, pela janela... A-Algum problema?!
- Aquela coisa rosada... – aponta para o bichinho orelhudo – C-caiu... a-aqui dentro!
- Parece... Parece um tanto comigo.

O azulzinho chegou mais perto da coisinha rosa, que o olhou nos olhos. Ficaram se encarando até que o parceiro do Motomiya pegou sua orelha e a puxou.

- EI! ISSO DÓI! – reclamou o coelho – Isso são modos com uma garota?!
- Você é um digimon? – interrogou.
- ChibiBunnymon, ok? Eu sou a digimon do Desejo.
- Digimon... do Desejo?! – exclamaram Ni e Vee.
- É. Estou aqui para falar com uma pessoa!

- Com quem? Comigo? – falou Ni, confusa.
- Não, não! Estou a procura de uma pessoa que usa um pingente!
- Pingente?
- É, em formato de estrela! Eu preciso falar com essa pessoa... e depressa!
- Eu não sei... Já vi tanto pingente assim...
- Não conhece?! Eu preciso encontrá-la antes que seja tarde! Por isso que fui...

E a pequena começou a tagarelar.
Os outros dois se entreolharam, e ignorando-a...

- Ni, pode me fazer um favor?
- Uh, depende do que for...
- Poderia me levar para o treino? O Dai-chan saiu na correria e esqueceu de me levar junto... *gota*
- Outra vez?
- Ahn, quarta já. As outras ele lembrou a tempo. Só que desta vez não...
- Ok, ok. Sabe onde é, né?
- Sei! Eu te mostro!
- Ok! Então vamos!

Pegou seu casaco e saiu do quarto, deixando a coelhinha falando lá.

- ... EI!! ME ESPEREM!!

E esta os seguiu, voando janela a fora.

...
A bola corria pelo chão, passando pelos pés de todo mundo. Voava algumas vezes, encontrando-se com o peito dos jogadores.

Só que a redonda acabava, na maioria das vezes, nas “mãos” do outro time de treino.
E quando a bola estava prestes a entrar na goleira... Num “flash” ela era tirada por um carrinho.

O tradicional movimento.

Salvou o placar. 2x1 de seu grupo. Levantou-se do chão e ouviu os companheiros comemorando. Olhou para o Yagami, que estava alguns metros à sua direita, no mesmo time, satisfeito com a partida.

Passou um tempinho e todos já estavam indo embora. Taichi e Daisuke foram os últimos a sair, e juntos até.

Estavam andando calmamente pela calçada, conversando sobre o treino, o jogo que aconteceria na terça...

Até que... Repentinamente o mais novo some. Taichi olha para os lados, procurando-o e se vira para trás, vendo ele sentado no chão, com a mão na testa e expressando dor...

- Ow! Dá pra olhar por onde anda?!
- Aaah, desculpa, desculpa!!

... E à frente dele aquela garota que conheceu no parque junto de outra.

- Isso dói! E mais ainda por causa do... Uh?? – mirou naquela com quem colidiu – G-Geijutsushi??
- Ah! Motomiya! – ela percebeu-o só depois de ter ouvido seu sobrenome – Eu estava te procurando... Ahn... Chibimon... Você o esqueceu e...
- Chibimon? – olhou direto para as mãos dela, vendo o bebê II em seu colo.
- Daisuke!! – saltou dos braços e pulou no ombro do parceiro – Esqueceu em casa, de novo.
- Se bem que percebi que a mochila tava mais levinha...
- Ei!
- Uh, como que...
- Ele pediu para que o trouxesse aqui – respondeu ela.
- B-bem... Obrigado... Espero que ele não tenha te causado problemas.
- Ow! Eu não sou tão mau assim! – resmungou Chibimon.

- VOCÊ! TE ENCONTREI!! – surgiu outra voz pela rua.

- Hein?! – exclamaram os quatro, olhando ao redor.

- Ei! Isso é um... – perguntou Taichi, olhando para uma criatura rosada que voava ao seu lado – Coelho voador?!

- EEEEEH?! Coelho voador?! – encarou-o ChibiBunnymon – Saiba que eu sou a Digimon do Desejo, ok?!

- Digimon?! – disseram os dois rapazes.
- Ah não! Ela nos seguiu?! – falaram desanimadamente Nina e Vee.
- Vocês a conhecem?! –perguntaram os escolhidos.
- Ela... caiu no meu quarto... – respondeu Geijutsushi.
- Coelhos-digimons que voam e invadem domicílios? Esse ano começou com tudo... – comentou o Yagami.

- Eu não tenho tempo pra isso! Você aí, portador da estrela... – voou até Daisuke – Preciso falar contigo, é urgente!

- C-comigo?! – engoliu a seco – O que... O que quer?
- Fui enviada para lhe pedir ajuda! Tudo corre risco se alguém lembrá-la do que aconteceu antes!
- Ahn?? – todos ficaram confusos.
- Você precisa achá-la antes de tudo e entregar isto – apontou para o colar que carregava.
- Mas... Por que eu?? – indagou o goggle boy.
- Por que você quem a selou e a libertou das trevas!
- Daisuke... O que é que tá acontecendo aqui? – perguntou Taichi.
- Espera só um instantinho...

Levantou-se, ajudou a menina a se levantar, deu a Taichi sua mochila e pediu que deixasse em sua casa, também pediu que avisasse que tinha ido dar uma volta. Seguida pegou a coelha pela cauda e a puxou.

Os outros dois humanos se entreolharam, dizendo “O que raios deu nele?!”

Afastado de lá, ele a soltou e novamente voltou a dialogar com ela:

- Ok... O que é que tá rolando agora?!
- Que história é essa?! Dá pra explicar?!

- Você... – fitou a estrela – Você é ele, certo?
- Ele quem?
- Lance-kun... O portador da estrela. Aquele que libertou Pandora das trevas.
- ...

- Ela renasceu! Ela finalmente foi salva! Mas... Está correndo perigo. Só você pode impedir que ela sofra de novo, Lance-kun! Deve encontrar a pessoa que anteriormente foi Pandora e entregar esta poção. Com isso as trevas não poderão se apossar dela outra vez!

- Eu... Eu não sei de quem você está falando. – olhou para o lado – Não sou esse tal “Lance”. Não salvei nenhuma “Pandora”.
- Agora se me der licença... Tenho mais o que fazer... – deu a volta e saiu andando.

- M-Mas!! Ei, eu não vim do outro mundo pra ser largada no meio da rua!

Vai atrás dele, para diante de seus olhos e insiste:

- Não pode ignorar! Isso é um assunto sério, ouviu?!
- ... Eu já resolvi o assunto pendente! O que mais deixei de fazer antes de renascer?!
- Isso aconteceu depois... Bem depois.
- Hein?

- Kiseki... Ele a ajudou a pedir perdão pelos pecados e a provar que tinha sido uma vítima sob o poder da escuridão... – explicou a digimon – Com isso... Ela pode obter uma nova vida. Só que, depois de algum tempo, os três notificaram um estranho ser rondando pelo Oceano Negro... E... Bem... Eu não lembro bem o resto.

- Você esqueceu do resto?! *gota*
- Ahn... Daisuke... – o parceiro entrou na discussão – Acho que deveríamos ajudá-la... Já que ela disse que o mundo corre perigo caso... Caso aconteça o que?

A coelhinha suspirou, olhou para a poção que carregava e disse:

- Seu mundo irá ser dominado pelas trevas... E ficará a mercê daquele ser. E também... Ela... Ela talvez te mate por ter selado-a.

- Mas... Mas não fui eu quem a libertou das trevas?? – franziu a sobrancelha o Motomiya.
- Então... Como que ela pode querer matar alguém que a ajudou? – idem a Vee.

- Ela... ... Ela vai diferenciar. Um a selou, o outro a libertou. É estranho isso, já que o Lance agora é... você.

- É, então... Não sou responsável por isso... – prosseguiu andando.
- É sim, só você pode impedir isso! – insistiu.
- E por que eu? Por que não pode fazer isso por conta própria?
- Porque é você quem a ajudou antes!
- Não fui eu, foi o que restou de mim naquela vida passada!
- Não pode dar às costas a ela! Não agora!

Parou outra vez. Silêncio cobriu aquela rua. Apenas olhares.
Um deles sério, outro implorando.

- Olha, coelha voadora... Eu não quero por em risco... Outras pessoas. Passei quatorze dias fora de casa, muitas dessas pessoas sofreram com meu sumiço. Algumas delas saíram a minha procura, outras descobriram onde eu estava e deram total cobertura aqui. E confiança... Não quero deixá-los preocupados. Nem mesmo a Jun, por mais que nós briguemos... Ela gosta de mim, e eu senti isso no dia em que voltei pra casa.

- Mas... Mas você não vai ter que sumir! Escuta... Seu mundo corre risco, quer deixar que as coisas se repitam?! Se no passado as trevas reinaram por muito tempo, até a hora em que você retornou para terminar o serviço... Acha certo deixar o que tem aqui agora correr o risco de ser corrompido e até... destruído?!

- Eu... Eu não... Não sei! E preciso voltar pra casa agora, antes que pensem que desapareci de novo.

E saiu andando, deixando-a parada ali.
ChibiBunnymon só o via partir, enquanto uma pena branca passava por ela.


...
Voltou pra casa, almoçou, saiu com os outros amigos e retornou no fim da tarde.

Porém... Passou o tempo todo pensando naquilo.
Pensando, pensando e repensando...

Atirou-se na cama e olhou para o teto. Estava confuso sobre aquilo. Não sabia ao certo o que deveria fazer.
Diferente de antes, onde aceitaria e enfrentaria tudo sem temer as conseqüências...

Daisuke pos em primeiro lugar tudo que tinha. Havia pensado neles e não em si mesmo e na provável diversão que seria.

Tinha aprendido a controlar seu impulso e ansiedade por aventuras. Graças ao que vivenciou naquele mundo. Naquele mundo bizarro...

Até se lembrar do dado momento em que voltaram. Daqueles minutos em que Taichi e Jou o levaram a um hospital por causa de seus ferimentos.

...
- Onde é que você estava?! E como conseguiu esses hematomas, cortes e esse ferimento no seu abdômen?! – berrou Jun enquanto os pais do menino falavam com o médico.

- I-isso?? Eu me feri pra caramba... Nem me lembro... Outch...
- É sério... O que aprontou?! Como pode ter nos deixado tão preocupados?!
- Jun... Eu vou e-explicar! Calma!

- Foi culpa minha, Motomiya-san... – adentrou Hikari no quarto, com ar de preocupada.
- Hã? Sua culpa?

- Sim... Eu tinha ido passar uns tempos na casa de uma amiga, mas não consegui avisar meus pais pois houve uma pane telefônica na região... E o meu celular estava sem bateria e esqueci o carregador em casa. – explicou ela.
- Encontramos o Daisuke-kun me procurando... Mas o cachorro dela, que geralmente é dócil com as pessoas, se assustou ao vê-lo entrar de repente no quintal...
- E o atacou. A sorte que o oniichan também esteve me procurando esse tempo todo e o salvou rapidamente.
- Então ele pegou o seu celular e ligou para a emergência...
- Desculpe, a culpa foi minha... Se eu tivesse levado a bateria do meu celular...

- Hikari-chan... Não se preocupe – sorriu ele.
- Então esse cachorro é muito feroz... – disse Jun – Já que conseguiu causar tantos ferimentos assim...
- É que também me esfolei todo pra pular a cerca!
- Por que não chamou os donos da casa?!
- Eu chamei! M-Mas nada! Aí achei que podia entrar...


“Aquele dia eu salvei a Yami e o meu antigo lar...
"E fui salvo da Jun e dos meus pais pela Hikari... Graças a aquela desculpa que ela contou..."
“...”


- Chibimon... Acha que... Eu... Eu fiz o certo? – deitou-se de barriga na cama e pos a olhar o amigo que comia uma barrinha de chocolate sentado no chão.

- Ah? Bem... Fiquei surpreso em ver que... Pensou antes na sua família e nos amigos... A escolha foi sua, certo?

- Mas... colocar o mundo em perigo... ... O que eu estou fazendo?

- Hm?

Saltou da cama para o chão, pegando o casaco, D-3, D-terminal, o pingente e o parceiro.
Abriu a porta do quarto e moveu-se para a sala...

Porém tudo parecia ter parado. Olhou para o relógio e o ponteiro de segundos não se moviam. Poderia ser problema no mesmo, se não fosse o fato da televisão estar congelada em uma imagem... E o microondas também.

- Mas... Mas o que tá acontecendo aqui??
- Hein? Parece estar tudo... congelado?!

Não hesitaram e saíram de casa.
Desceram pela escada, já que o elevador consequentemente também não se moveria...

Assim que chegaram ao térreo, o corpinho frágil de Chibimon sentiu arrepio.
Eriçou seus pêlos e seus olhos focou-se em uma estranha entidade sombria que surgiu do outro lado da rua.


- D-Daisuke... Eu sinto... p-problemas...!
- Hein?! O que é aquilo..?!

Olhos cintilantes e rubros encararam o menino... Mas vidravam-se justo na estrela que ele tinha no colar.
A estrela... O símbolo... A chave.

- Daisuke... Agora!
- Yosh! – pegou o D-3 mas nada aconteceu.
- Mas hein?!
- O digivice não... reagiu?!

Aquela sombra começou a atravessar a rua. Nisso o garoto começou a suar frio...
Tentou fugir, mas algo agarrou seus pés. Quando olhou para eles, viu que estava preso em um gelo negro.

A tensão subia, seus batimentos aceleravam mais e mais. E aquilo que parecia querer atacá-lo estava cada vez mais próximo deles.

- Daisuke! O que... o que faremos?!
- E-eu não sei! Meu pé está preso! Saia daqui Chibimon!
- Mas, mas...
- Saia e chame logo o senpai ou a Hikari! Antes que seja tarde!
- O-Ok!!

Porém assim que as patinhas dele tocaram ao chão... Chibimon também ficou com os pés presos.
Isso o deixou mais nervoso ainda. Muito mais do que antes.

E agora?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:06 pm, editado 7 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Sab Ago 20, 2011 5:10 pm






- Aah! Daisuke!! Eu fiquei preso também! E agora?!
- Kh... Droga! – murmurou Dai

Rapidamente começou a tentar mover um pé, numa tentativa de soltá-lo. E quando não conseguia um, tentava o outro.

Idem a Chibimon. Porém nenhum deles conseguiu. E a penumbra se aproximava mais e mais deles.

- E agora?? – Chibimon olhou amedrontado ao parceiro.
- E-eu..... Eu não sei! – confessou – Acho que não tem jeito!
- O que?! V-Vai desanimar agora mesmo?!
- Que?! Desanimar?! Nem pensar! Acha que vou me dar por vencido agora?!
- Não parece pelo que tinha dito antes...
- Estamos presos! Só nos resta... enfrentar aquela coisa!
- M-MAS... ENFRENTAR ASSIM?! E-esqueceu que quando saímos de lá...
- E quando é que se precisa ter “poderes” e coisas do tipo pra encarar uma situação dessas?
- ... Quando o inimigo é uma coisa desconhecida e que prende suas presas com gelo negro?
- ............
- ............
- AAAH! SOLTA, SOLTA!! – berraram desesperadamente, tentando soltar os pés, agora usando as mãos para rachar o gelo.

Quando estava já no mesmo lado da rua onde se encontravam a dupla 2-top...
Um disparo luminoso acertou a incógnita, que recuou.

As vitimas pararam suas tentativas de se soltarem... E viram uma pena branca passar por eles.

- M-mas... !! – exclamaram os dois ao verem outro indivíduo, trajado em roupas brancas, apontando a palma de sua mão para a figura maligna.

- Aquele... Espera, ele não era o “Daisuke sinistro” que apareceu pra gente aquela vez? – perguntou o dragão bebê.
- Uh... está falando do...



#2 - O anjo do Milagre, Kiseki




- ... Fragmento? – Daisuke arregalou os olhos, para ter certeza de que não era sua imaginação.
- V-você... Aqui?! – exclamou, agora tendo total certeza que era realmente ele.

- Ainda bem que chegamos a tempo, né Kiseki-sama... – suspirou aliviada a coelha, que estava ao lado de Lance.
- É... A tempo... De novo. – continuou encarando o inimigo.

- Espera... Ele está de branco?? – notificou o digimon.
- Vee... *gota*

- ChibiBunnymon, solte-os. – ordenou-a.
- Hai! (Sim)

A coelhinha uniu suas patas e lançou uma bolinha de plasma contra o gelo negro.
Que por sua vez rachou-se e libertou-os.

- Ei, valeu por nos salvar! – agradeceu o azulzinho.
- Não agradeça... É nossa obrigação protegê-los dele. – pronunciou o Kuroboshi.
- Dele? – indagou o Motomiya.
- É, daquela coisa ali que... Uh... não sei como se chama! – respondeu a digimon rosada.


A sombra pos a atacar novamente o goggle boy, e o anjo avançou contra ela.
Tais asas iluminadas que surgiam atrás de Kiseki tornaram-se outra rajada, que foi lançada contra o misterioso ser.

Este levou o golpe e o dano foi preciso. Vendo que não teria condições de encostar um dedo em Daisuke, ela foi embora.

E então tudo voltou a se mover.


- Caramba... – suspirou o escolhido – Mal começou o ano e já querem me matar!
- Desculpa, Dai-chan... Eu não consegui evoluir para te proteger... – choramingou o parceiro.
- Nah, isso não foi sua culpa... O digivice não reagiu... – pegou-o do bolso e pos a olhar – Que estranho...

- Foi por culpa dele que seu D-3 não reagiu, Motomiya. – respondeu Lance.
- E também, foi ele quem paralisou o tempo. Numa tentativa de te destruir antes que pudesse encontrá-la.

- Eh? Encontrar... a coelha-voadora? – perguntou.
- Não... – negou ele – A Pandora.
- Como é que sabe que eu iria...
- Ahn... Esqueceu de quem eu sou fragmento? *gota*
- Típico do Daisuke... – comentou Vee.
- Ei! Não era você que estava quase morto! – retrucou Dai.
- Quase morto? Ele nem chegou a te tocar!
- Bem... Mas quase ele me matou! Dava pra prever o que aquela coisa queria fazer!
- Já parou pra perceber que sempre estamos sendo ameaçados de morte?
- Já... Não sei por que disso...

- Tem certeza que temos de pedir auxílio pra esse garoto? – questionou Bunni.
- Não temos outra escolha... *sigh* Só ele pode me ver. Ele e o digimon dele.


Depois de um tempo, os quatro foram para um lugar mais apropriado para conversar...


- Então... Por que você veio até aqui pedir minha ajuda?
- E por que aquela coisa estranha queria me matar?

- Pensei que a Bunni tinha contado tudo... – o garoto olhou para ela.
- H-Hein? Mas... Mas eu contei! Só que... esqueci algumas coisinhas...
- Sabia que isso ia acontecer *sigh*

- O que aconteceu depois que a Pandora foi perdoada e pode renascer? – perguntou Daisuke.

- Ah... Não é uma história legal de se contar, quanto mais de se lembrar...
- Mas o que aconteceu foi...

...

“Depois de algum tempo, após o renascimento de Pandora...”
“Um estranho rondou pelo Oceano Negro.”

“Ele tinha ido especialmente para usá-la.”
“Para fins próprios, para ser indestrutível, para ser poderoso”
“Para controlar o mundo”

“Foi quando...”


- Ei, tem alguma coisa lá no hall do templo... – notificou Hariki.
- Mas... Seria alguma divindade vindo inspecionar nosso trabalho? – perguntou-se Ai.
- Onde está o Lance?
- Realizando seus afazeres.
- Awwn... *bocejo* Voltei... – falou o terceiro membro – Puxa, queria só um tempinho pra cochilar...
- Oi... Você não devia agir dessa forma! Pare de reclamar – o loiro encarou-o.
- Ah, calma um pouco... Não estou reclamando... *gota*
- Meninos – Ai chamou a atenção deles – Aquele estranho ser desapareceu do hall...


“Não era nenhuma divindade... e sim...”
“Aquela criatura que apareceu minutos atrás.”



O cenário é completamente pintado de vermelho e preto, com os três a lutar. Hariki empunhava a espada Iustia e partia pra cima do invasor... Enquanto Ai criava uma barreira protetora em volta dela, dele e Lance.
E por último, o anjo milagroso desferia rajadas de luz contra a criatura das sombras.

Mas era em vão, pois o inimigo era mais forte e os derrotou.
Quebrou o escudo, desarmou Hariki, jogou-o contra Lance e partiu pra cima de Ai.


“Fomos derrotados...”
“E o pior disso... Foi que ele pegou nossa mestra pelo pescoço, ergueu-a para o alto e interrogou-a.”


- Heiwa no Lady... Onde está aquela quem deveria estar selada no Oceano Negro?
- Ghn... A-aquela garota...
- DIGA!
- E-ela... Finalmente encontrou a libertação... que procurava. Ela se arrependeu dos seus... f-feitos e foi lhe concedido o milagre do renascimento...
- Então ela não está mais lá?!

- Solte a Ai-sama! – bravejou Hariki, correndo para pegar a espada.
- Como desejar, Kousei no Kishi. – O estranho soltou-a, atirando a dama contra o cavaleiro.

- Ai-sama! Hariki! – gritou Kiseki.

- Agora que me disseram... Irei procurá-la. – sorriu diabolicamente a incógnita.
- Até mais, seres celestiais.

“E aquele estranho desapareceu diante dos nossos olhos.”
“Só sei que o pior não foi termos o templo celestial invadido...”


- KISEKI!! – bufaram os outros dois, encarando-o.
- A-ah! E-esperem! E... Estão bravos comigo por ter dado a ela perdão para poder renascer e ter uma vida pacífica?!

- ... Não, seu idiota! Você não viu se tinha alguém atrás dela aquela vez?! – resmungou o loiro.
- Não sei, acho que não vi ninguém lá naquela vez em que nós conversamos...
- Ok, ok... sem brigas, sem conflitos... – ordenou Ai – Temos que impedir que este ser vil destrua a paz.

- Como? – perguntaram os rapazes.
- Kiseki. Terá de encontrar Pandora antes dele.
- Eu? Mas... mas... E o meu trabalho?? – questionou-a.
- Bom, pra isso você poderá recorrer à ajuda.

- Ah, se for assim... Hm... Mas não tem como ele fazer isso sozinho.
- E assim que encontrarmos Pandora, o que faremos?

- Eu pensei em chamar uma... “companhia” que pudesse servir de auxílio.
- Quanto a isto... – tirou um colocar que usava e mostrou a ele.

No mesmo instante, pipocou uma coelha do broche de Ai.
Ela abriu seus olhos, vendo aquele lugar harmonioso... em ruínas graças à batalha.

- Nhan... – piscou seus olhinhos – B-bom dia... Eu sou Bunni, a ChibiBunnymon. Digimon do Desejo.
- Ela irá contigo. – explicou Ai, entregando o colar à pequena – E também será responsável em protegê-los caso aquele estranho os ataque.
- Ah... – Lance piscou os olhos, meio confuso – Mas... O que tem de especial nesse colar Ai-sama?

- É uma magia, meu caro. Algo que criei para que caso algum dia ela se redimisse... Pudesse se livrar definitivamente das trevas. – disse uma nova voz, vindo do hall.

- Quem está aí?! – Hariki empunhou Iustia e apontou para a entrada do cômodo.

- Dragon Hu. – respondeu, surgindo rapidamente no meio da sala, ao lado direito de Kiseki.

- Dragon Hu?! Por que... Esse nome me é familiar? – exclamou o Kuroboshi, olhando para o mago.
- Claro que é... Sou Tataravô de Warlock e Nesshin. Ah, também tenho minha fama de grande feiticeiro.
- Espera... o que ele...
- Ele veio explicar, não é... Dragon-sama? – disse a coelhinha, pulando nas mãos do Hu.
- Explicar?!

- Ouça com atenção, Kiseki no Tenshi... – começou ele.
- Este objeto contém um feitiço especial. Foi feito em caso da Pandora se arrependesse do pacto com as forças sombrias, e fosse liberta corretamente.
- Porém, essa magia necessita de suas coisas: O fragmento do Desejo e da Felicidade. Ambos têm de ser puros.
- Afinal, você sabe que muitos confundem “Desejo puro” com o “Desejo impuro”, conhecido como “Cobiça”. E também sabe que existe a “falsa Felicidade” e a “verdadeira Felicidade”.
- Esses fragmentos, creio que você irá encontrá-los. Ou melhor... Ele os tem bem pertinho.
- Como Pandora tem uma nova vida, ela não irá abrir mão disso novamente. E é por escolha dela que essa magia funcionará.
- Bom, acho que desta vez ela irá fazer o certo.
- Continuando... Vocês devem entregar este pingente a ela, e ativar a magia.
- Com isso, tudo e qualquer força maligna que tentar apossá-la será repelida.
- E poderá continuar a viver feliz, sem se preocupar em ser uma marionete.

- Ah, entendi... – disse Lance.
- Só... Só me diz uma coisa... Você a conhecia antes?

- Pandora foi... Uma dos meus primeiros pupilos. – contou.
- No entanto... Ela deu ouvidos a um “aluno” meu... E usou as magias proibidas, as das trevas...
- Esse aluno meu foi... gêmeo do pai de Warlock. Filho do filho do meu irmão.
- Demonstrava interesse na escuridão, coisa que os outros aprendizes meus não tinham.
- Foi ele quem os atacou. E ele quem quer usar a nova vida de Pandora para controlar o mundo.

- O nosso mundo? – perguntou-o.

- Todos os “mundos” que este possa se tornar daqui a milhões de anos, Kiseki.
- Nosso presente... pode ser um passado de outra época. E o futuro de um mundo anterior.

- Ok... – Ai interrompeu a conversa – Kiseki, vá agora e encontre ele. Peça que o ajude e conte tudo que aconteceu, entendido?
- Sim, Ai-sama!

...
“E foi isso que aconteceu...”
“E aqui estou...”



- ... Aproveitando as brechas do meu serviço pra te safar a pele mais uma vez.
- Haha, muito engraçado... – resmungou Daisuke.
- Você sabe como eu sou... – riu – Não pude resistir.
- Agora tá explicado... Preciso achar a Pandora, mas antes tenho que reunir os fragmentos do Desejo e da Felicidade, mas devem ser de pessoas puras?
- Exato. E pelo que o Dragon Hu falou... Você as tem por perto.
- Quem seriam? – começou a pensar.

- Daisuke! – chamou Chibimon – Lembra da Negai e da Yorokobi?
- Ahn... Sim.
- Lembra que os nomes dela significam?
- Negai... Desejo, e Yorokobi... Felicidade. Tá, o quê que tem?
- ........ *gota*
- Ahn, Daisuke-sama... – Bunni aproveitou a pausa para se expressar – Creio que o digimon azulzinho quis dizer alguma coisa.
- Me chamo Chibimon, por vezes Vee.
- Ah, desculpe.
- Ele quis dizer que o enigma já está solucionado. – esclareceu Kiseki – Basta encontrar a “Negai” e “Yoro” de seu mundo.
- Bem, elas se parecem... Com duas garotas que conheço, mas não muito bem. – disse o goggle boy, meio pensativo.

Alguns segundos depois o terminal toca. Daisuke retira-o do bolso e abre-o.
Era uma mensagem de Taichi... Perguntando onde ele estava a essa hora.

Como não sabia que horas eram, já que a conversa toda com as entidades celestiais foi seu foco, pegou o D-3 e viu o horário. Marcava 1 da madrugada.

Com isso, deu um salto da onde estava sentado, despediu-se de Lance e ChibiBunnymon, pegou seu parceiro e saiu às pressas, dando alguns berros clássicos dele.

Os dois que ficaram para trás se olharam e disseram em coral: “O que raios deu nele?!”

Chegou a casa a tempo. Antes que Jun ficasse preocupada... Ela já demonstrava certa desconfiança da demora do irmão. E este teve de dizer que estava na casa de Ken, apenas para cobrir o verdadeiro motivo de sua demora.

- Bom, sabe que estou de guarda até que nossos pais voltem... Se te acontecer algo, a culpa será minha por não ter te cuidado bem. – alertou ela.
- D-desculpa, Jun! Da próxima vez eu aviso... Agora... eu vou para meu quarto. Hoje foi um tanto cansativo...
- Deve ter sido... Espero que ganhem o jogo na terça... E que você jogue também.
- Ow! Eu jogo! Não fico correndo à toa! Também salvo muitos lances, ok? E impeço vários gols!
- Tá, tá... Não fica nervosinho não... – riu.
- Sei... Boa noite. – foi para o quarto e fechou a porta.

Só tinha percebido uma coisa... Se o tempo tinha parado... Como que ela ficou preocupada assim?! Tinha vezes que ele saía e voltava no máximo a 1 da manhã.

Isso quando tinha de resolver assuntos na DW, com os outros onze escolhidos.
Ou ainda pensam que está tudo “ok” por lá?

...
No dia seguinte, o sol entrou pela janela... Numa tentativa de acordá-lo.
Mas como estava confortável debaixo dos lençóis que o ignorou. Virou para o outro lado e continuou dormindo.

Ao lado do travesseiro estava o pequeno azulzinho, na mesma preguiça que o companheiro.

Até que algo os cutucou:

- Ei, Daisuke-sama... Vee-sama...
- Acordem, por favor...
- Ei, ei! Acordem!

Abriu os olhos lentamente. Viu um borrão rosado em seu peito, encarando-o com olhos verdes brilhantes.

- Aaah! C-Como você entrou aqui?! – deu um rápido recuo, batendo em Chibimon que cai no chão.
- Outch! – grunhiu de dor o dragãozinho.
- D-desculpa, Vee!
- Ow... Que jeito de me acordar hein.... – coçou o olhinho direito com sua patinha, seguida fitou algo em cima do menino – O-o que é isso?!
- Adivinha... *gota*
- Ahn... – pulou na barriga do parceiro, o que não foi uma atitude agradável de seu digimon, e puxou a orelha da coelha delicadamente, chamando-a.

- Ei! Não precisa fazer isso, caramba! – reclamou ela.
- O que você está fazendo aqui? E a essa hora? – perguntou.
- Já amanheceu. E também não posso ficar vagando por aí! Tenho que ficar com ele!
- Só que... Se o Chibimon já me causa confusões sozinho... – disse Motomiya – Imagina com uma versão coelha dele!

- Heeeeeeeeeeein?! Eu não dou tanto trabalho assim! – protestou o azulzinho.
- OBJECTON! Eu não deveria ser comparada ao Digimon “auxiliar”. – idem a ela.
- Auxiliar?! Quem você pensa que eu sou?! – bufou.
- Três de vocês são “auxilio” aos nove escolhidos. Por isso que não possuem um brasão próprio... Ainda.
- M-Mas... O Daisuke tem um brasão! E ele... Ele...
- Um que ele raramente pode usar. E está relacionado também com sua antiga vida.

- Não quero interromper nem nada... Mas dá pra saírem de cima do meu estômago?! – resmungou o escolhido.
- Eh... ok. – responderam, saltando para o chão.

...
Depois de tudo arrumado, ter trocado de roupa e tomado o café (e ter dado alguma coisa para os digimons comerem)...


- Como assim eu só posso usar raramente o meu brasão e ele está relacionado a minha vida antiga?! – indagou o garoto.
- Bem, percebeu que... Naquela luta você tinha de conseguir um fragmento que vinha de você mesmo? – disse ela.
- Ahn... Sim. Lembro que parecia uma pegada ou coisa assim... Um brilho em vermelho mais forte, vibrante...
- Esse é o seu verdadeiro brasão. O do Milagre pertence a você e ao Kiseki-sama.
- Ahn... isso significa que não sou o escolhido do Milagre?
- Parcialmente não...
- Quer dizer que o Daisuke tem dois brasões? – perguntou o parceiro.

Acenou negativamente a cabeça e explicou:

- Daisuke é a nova vida de Lance... Lance foi um “escolhido primitivo”, que teve laços com os monstros de sua época.
- Naquela vida ele via uma discriminação entre duas raças distintas: Os Humanos e os Digimons. Um pensava que o outro era uma ameaça e temiam-nos.
- Outros, a minoria, não tinha medo deles... Então surgiram algumas criaturas Híbridas... Que eram “fusões” entre as duas raças. Os seus descendentes nasceram como híbridos.
- Isso explica... A raça de Okami, MiyaShurimon e IoriArmadimon... Seus ancestrais uniram-se com algum monstro e geraram aquela linhagem.
- Porém... Lance tinha um laço com as criaturas. E elas sentiam que ele não lhes oferecia perigo.
- Desta forma eles o relacionaram com uma pequena lenda escrita pelos deuses dos Digimons...
- “Existirá alguém que criará laços entre as duas raças. Alguém que irá impor igualdade entre todos. Aquele que será chamado por ‘Escolhido dos Digimons’, o vinculo da união.”
- Claro que ele é considerado o primeiro na época “primitiva”. Os outros que tiveram acabaram gerando essa nova raça...
- Graças a isso, depois que ele morreu... Algumas pessoas começaram a ter contato melhor com as criaturas... Creio que elas em seu mundo são as nove crianças dos brasões e os seus “ajudantes”... E duas crianças que são ligadas a vocês doze.

- Ok... Mas por que o brasão do Milagre é “parcialmente” do Daisuke?!

- ... Lance recebeu esse nome depois de ser salvo pelo tataraneto do Dragon-sama, Warlock.
- Por ser totalmente diferente dos pupilos anteriores. Aquele garoto tinha mais facilidade do que qualquer outro ex-aprendiz...
- E pelo fato de estabelecer laços com nós, os Digimons.
- Kiseki em seu idioma significa ‘Milagre’, estou certa?
- Bem... Por esses fatos, os Digimons acreditavam que ele seria capaz de usar um artefato antigo para proteger-nos, e também os Híbridos e os Humanos.
- Uma lâmina dourada... Chamada de “Brasão do Milagre”.
- Antes dele, existiu outra pessoa capaz de usá-lo.
- O próprio Dragon Hu, ele tinha um companheiro Digimon chamado Star V-mon.
- graças a ele, a criatura conseguiu atingir a última forma...
- Tudo para evitar que Demon destruísse o mundo.
- Mas isso já lhe foi contado, Daisuke-sama.

Fez uma pausa, olhou nos olhos do menino e sorriu.

- Seus olhos, ainda transpassam a sua determinação ardente.
- Bem... Lance foi indicado pelos anciãos digimons para receber este poder do falecido Dragon Hu...
- E eles não hesitaram, pois observavam as ações dele. Era digno de merecê-lo.
- Mas antes que nós pudéssemos dar a ele... Descobrimos por meio de outros de nossa espécie que o nosso protetor tinha sido assassinado.
- E ficamos sob o efeito das trevas... Que são mais catastróficos aos Digimons do que aos Híbridos. Os que tinham menos problemas eram os Humanos, a única coisa que acontecia era dos sete pecados corromperem suas almas.
- Até que... soubemos de que algum dia ele voltaria.
- Por isso... os deuses Digimonianos ocultaram o brasão na estrela de cristal.
- A estrela que te pertence. Porém o brasão é especial, diferente dos outros.
- Coragem, Amizade, Amor, Pureza, Sabedoria, Confiança, Bondade, Justiça, Energia, Esperança, Luz...
- ... São os onze brasões. O seu definitivamente é aquilo que corresponde ao seu coração.
- Coração corajoso, amistoso, amoroso, puro, sábio, confiável, bondoso, justiceiro, energético, esperançoso, iluminado...
- Você sabe qual é o seu, Daisuke-sama?
- ... Daisuke-sama?

Olhou para o garoto, que havia capotado pra trás devido ao sono.
Roncava alto e claro. Parece que aquela conversa toda foi... Entediante.

- M-Mas... Ora essa! Perco meu tempo te explicando pra... Pra... – fechou os punhozinhos de tanta raiva.
- Err... Acho que ele ainda está cansado. – supôs Vee.
- Tá, tá... Pelo menos entendeu o que eu disse?
- Ah sim, sim! O Brasão do Milagre é especial e só pode ser usado quando é preciso... É isso?
- Exatamente. O Brasão pertencente a vocês existe. E vocês sabem qual é.
- Acho que não... Senão eu saberia e ele também.
- Claro... claro.. – deu um tapa em sua testa – Eu DISSE ele. Como que podem ser tão...

*Beep* *Beep* *Beep*

O terminal toca. E isso faz o belo adormecido levantar num pulo berrando:

- HIKARI-CHAAAAAAAAAAAAN!! ~♥

- Hein?! – A orelhuda se assusta com aquilo e cai de costas no chão.
- Ah... Estava sonhando com a Hikari? – questionou o dragãozinho, olhando para seu serelepe parceiro abrindo o D-terminal e lendo a mensagem.

- Ahn... Não. Só tive uma sensação que ela iria me enviar uma mensagem~♥
- Err... E ela enviou?
- Como diz a Miyako... BINGO!
- O que é?? Hein, hein?! É alguma coisa importante? Um digimau atacando a Digital World? Um passeio a sós com ela e com a Tailmon? Um...
- Ela me convidou para ir ao parque!! ~♥
- AAAAH!! DIZ QUE A TAILMON IRÁ JUNTO, POR FAVOR, POR FAVO--
- ............. E que o Taichi-senpai, Yamato e Koushiro irão junto....... – desanimou totalmente ao ler aquele parágrafo.
- Ahn... Mas olha por um lado! Takeru não vai estar lá, não é?
- Hmm... Ela não disse que vai ir mais alguém... YOSH! Hoje eu conquisto ela! – ergueu a mão para cima e olhou o teto, numa pose bem heróica.
- WHEEEEE! GO, DAISUKE!

ChibiBunnymon nem precisou capotar. Mas Achou aquilo tudo ESTÚPIDO.
Sim, já que o mundo corria perigo e quem deveria fazer estava mais interessado em...


- ESPERA, VOCÊ VAI DAR ATENÇÃO A UM ENCONTRO COM UMA GAROTA AO INVÉS DE LEVAR À SÉRIO UM ASSUNTO COMO ESSE?! – esbravejou a Digimon.

Mas foi em vão. Dai e Vee já tinham saído do quarto, como um raio.
E isso só a deixou mais irritada.

- COMO QUE ELE PODE TER SE TORNADO TÃO IDIOTA ASSIM?!
- Acalme-se... Acalme-se Bunni.
- Bem que o Kiseki-sama disse que ele ficou meio... diferente do que era antigamente...
- ... Também disse que seria difícil *sigh*
- Espero que tudo esteja tranqüilo... Ou teremos mais problemas.

Abriu a janela e saiu. Fechou-a pelo lado de fora e seguiu a dupla dinâmica para o seu “encontro”.

E eles nem sabem o que acontecerá por lá.








#1-
  • Heiwa no Lady (平和のレディ) -- Dama da Paz/Harmonia, forma como Ai é chamada
  • Kousei no Kishi (公正の騎士) -- Cavaleiro da Justiça, forma como Hariki é chamado
  • Kiseki no Tenshi (奇跡の天使) -- Anjo do Milagre, forma como Lance/Kiseki é chamado


#2- Iustia -- http://pt.wikipedia.org/wiki/Iustitia


Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:10 pm, editado 5 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Sab Ago 20, 2011 5:58 pm






- Se é só para dar uma volta... Por que me chamaram para vir junto? – perguntou Koushiro aos outros dois rapazes, enquanto Hikari e Tailmon iam mais à frente.

- Ora, pra descansar um pouco essa sua mente! – respondeu Taichi – Está tudo sob controle na Digital World, não precisa ficar torrando neurônios nisso!

- De qualquer jeito não adianta Taichi – Yamato entrou na conversa – Ele sempre está com o notebook dele por perto...

- Mas... Eu preciso ter certeza! – argumentou o ruivo – Não foi à toa que a Digital World ficou meio estranha com aquele ocorrido do tal castelo da outra dimensão...

- Relaxa, esfria um pouco a cabeça! Se estiverem precisando de nós, o digivice irá receber um SOS de nossos parceiros. Aí é só irmos até lá e pronto, resolvido. – continuou o Yagami.

- É... Se não a gente a esfria pra você – riu o Ishida, pegando um pouco de neve do chão, fazendo uma bola e mostrando-a para o escolhido da Sabedoria.

- Tá, eu vou tentar me acalmar... – suspirou ele, olhando para os amigos – Só penso como devem estar Tentomon e os outros...


Mais adiante, Hikari andava graciosamente pela neve. Tailmon em seus braços, observando os montinhos de neve que cobriam a grama.

Seguia sorrindo e conversando com a parceira... Até que sentiu um arrepio e viu algo negro alguns metros de distância. O anel da gata começou a brilhar, alertando-as sobre um perigo iminente. Foi então que elas viram...
...
Olhos rubros cintilantes. Sedentos por algo. Algo que ela não imaginaria o que era.
Mas talvez depois de algum tempo descobrisse.

A felina saltou dos braços da Yagami e berrou depressa:

- HIKARI, CONTATE OS OUTROS! É UMA EMERGÊNCIA!
- M-Mas... Ok! – pegou o terminal da bolsa que levava consigo e enviou uma mensagem.

De: Hikari Yagami
Para: todos
Assunto: SOS!

Pessoal! Tailmon e eu vimos uma estranha silhueta negra! Venham para o parque, rápido!

Hikari


Em seguida a digimon pediu que Hikari usasse o digivice para evoluí-la.
Infelizmente aconteceu o mesmo. Nada de reação do aparelho rosado.

Então elas tentaram a evolução armor. O que parecia ser a única forma.


- Digimental Up!


Tailmon... Evolução Armor para...
A Luz do Sorriso, Nefertimon!!



Montou na companheira alada e saiu na frente. Seria capaz de elas resolverem aquilo antes mesmo de chegarem os outros??

Talvez...

Aproximaram em poucos minutos do alvo. E este as atacou, lançando estalactites negras.
Nefertimon contra-atacou disparando rubis de seus braceletes -- Nile Jewelry

Partiu-as antes que as atingissem.
Com isso, a penumbra se irritou, e saiu fugindo pelos céus.

Sem pensar duas vezes, a seguiram. E mais uma vez Hikari enviou outra mensagem aos restantes do grupo.

De: Hikari Yagami
Para: todos
Assunto: Re: SOS!

A sombra escapou! Nefertimon e eu iremos atrás dela para não a perdemos de vista! Usem o digivice para me encontrarem!

A evolução normal não funcionou. Não entendi por que...
Por favor, fiquem atentos!

Hikari

Ps.: Oniichan não se preocupe, eu irei tomar cuidado.


#3 - Perigo? Uma nova ameaça ronda pelas ruas!




- O QUE ELA ESTÁ PENSANDO EM FAZER?! – berrou o irmão após ler o que lhe foi enviado pelo D-terminal.

- Calma Taichi, calma... – disse Yamato, tentando controlar o rapaz da gigantesca cabeleira.

- Não se preocupe, ela tem a Nefertimon para cobri-la... – falou Koushiro, que depois volta a ler a mensagem – Hm... Parece que esse indivíduo impede a evolução normal de nossos parceiros.

- O-O que?! – A cabeleira de Taichi eriçou como os de um gato ao ouvi-lo – Então Agumon não poderá ajudar em nada?!

- Wow, como é que ele fez isso?! – sussurrou Yamato ao Izumi.
- Não faço a menor idéia... – respondeu-o no mesmo tom.

- Ahn... Por enquanto não. – concluiu o garoto – Precisamos antes descobrir o que os impede para que possamos resolver para depois agirmos.

- Ok! Abre logo esse notebook e comece a fazer seu trabalho! Ela pode estar em apuros!! – ordenou o escolhido da Coragem, mais nervoso do que nunca.

- Tenha calma, talvez leve algum tempo para que eu descubra Taichi-san. – abriu o notebook e iniciou suas análises ali mesmo.

- Mas... mas...

- Ei, Taichi... – chamou o loiro.
- O que é? – virou-se para ele
- Fica frio! – fez uma outra bola de neve e a jogou na cara do amigo.

A cena atrás do escolhido da Sabedoria era... Taichi correndo atrás de Yamato, fulo da vida e o outro rindo. Ambos começaram uma guerra de neve.

O terceiro desviou sua atenção ao ouvir os gritos enraivecidos do líder e presenciou aquela baboseira toda. Deu um suspiro e voltou a pesquisar o mais rápido que pudesse, para evitar que o Yagami se enfurecesse ainda mais.


---

- Hm? Tenho uma pequena impressão que... Esse estranho esteja atrás de alguma coisa em nosso mundo...

Falava, enquanto relia as duas mensagens enviadas. Em sua cama estava o digimon esverdeado, olhando-o com seus olhos azuis.

- Como assim, Ken-chan?
- E foi depois... Daquele acontecimento. O que será que essa coisa quer?
- Ah! Wormmon – voltou-se a ele – Desculpe, acabei pensando alto... O que disse?
- O que te preocupa? – perguntou, descendo da cama e parando em seus pés.
- Tem algo de errado... Eu sinto isso. Também tenho a sensação de que... As trevas estão chamando por alguém.
- As trevas? Elas não estão querendo te pegar, não é? – mudou o tom da voz, demonstrando sua preocupação.
- Não... Eu acho que não... Talvez esteja tentando atrair outra vítima...

Pos as mãos na mesa e ficou em silêncio.
O escolhido da Bondade raciocinava. Ele sabia que alguma coisa estava rondando por aí.
Só alguém que foi manipulado pela escuridão reconhece quando elas surgem.

Assim como também a Luz que as detecta.


- Infelizmente... Não podemos fazer muito... – concluiu.
- Não?? Por que, Ken-chan?
- A evolução normal não funciona, e não temos digimental algum.
- Mas... Não é possível transformá-lo outra vez o brasão?
- Não sei... Só que não é hora para tentarmos... Vamos.

Esticou seu braço para Wormmon, que subiu por ele e foi direto para suas costas.
Em seguida, pegou o digivice e o d-terminal e saiu.

--

- Hikari-chan ~♥ Hikari-chan ~♥ Hikari-chaaaaan ~♥ – cantarolava, sonhando acordado.
- Daisuke... – Vee tentou acordá-lo do sonho – Uh... O terminal...
- Hikari-chan~
- Daisuke..... O terminal...

Tava difícil chamar a atenção dele. Ignorou-o, esticou-se e pegou o aparelho do bolso, e abriu-o.
Leu a mensagem, e colocou o D-terminal bem na frente dos olhos do goggle boy.

- Chibimon!! Tira isso da frente antes que eu--

... Ele se esbarrasse em alguém.
Claro, ele bateu em uma pessoa que bateu noutra e os três caíram na neve fofa. Nisso derrubou o terminal, antes que pudesse ler.

- EI! Olha por onde anda!! – resmungou ele.
- Desculpa! Desculpa! – respondeu a outra voz.
- Huh? – fitou com quem colidiu – Geijutsushi?! Você... De novo?!
- Hein?! – falou outra – Daisuke-kun?
- Carol? Ahn... O que vocês estão fazendo aqui?
- Mas que pergunta! – bufou Nina – Viemos dar uma volta no parque!
- Vocês... Também foram convidadas pelas Hikari?!

- ....... Motomiya... – a garota morena fez uma pausa – Não precisamos de convite algum para virmos aqui, ok? Foi apenas uma coincidência!
- Ah! Então... O grupo está... Está aqui? – perguntou Carol.
- Não... Não... – negou ele – Só a Hikari, Taichi-san, Yamato e Koushiro...
- K-Koushiro? – corou.
- Bem... Já estamos de saída. Vamos, Chibimon!

Levantou-se da neve, e as ajudou. Em seguida saiu correndo e... Acabou deixando o D-terminal no chão. Por sorte, as meninas viram e pegaram.

Mas como a mensagem estava aberta, elas leram. Entreolharam-se como se sentissem incomodadas com alguma coisa.

E partiram atrás do serelepe goggle boy.

...
Este foi se aproximando dos outros rapazes, que tinham parado com a brincadeira e observavam o Izumi a trabalhar.

- Senpai! Yamato! Koushiro! – berrou ele, parando na frente do trio.
- Daisuke! – exclamou Taichi – Que demora foi essa?!
- Eh? Demora? Ah! Onde está a Hikari-chan?
- É, parece que ele é tão desligado que nem viu as mensagens que ela enviou – comentou Yamato.
- Ahn? Mensagens? Que tipo de mensagens?
- Ela... Ela tinha ido à nossa frente Daisuke-kun – Koushiro pos a explicar – Porém Hikari-san e Tailmon viram algo suspeito e resolveram agir...

A expressão boba e alegre do garoto mudou. Daisuke agora estava petrificado ao ouvir aquilo.

- O-O QUE?! ELA FOI AGIR SOZINHA?!
- T-tenha calma... – prosseguiu o ruivo – Ela notificou que a evolução normal não funcionou. Porém vocês têm outro tipo de evolução, a Armor...
- Ah... Ok. Isto se... O chibimon conseguir evoluir antes. – olhou para a bolhinha azul em seu ombro.
- Bem... E tem outra coisa... Não sei se deveria dizer isso, mas ela foi atrás para não a perderem de vista...

Fez um silêncio. Até passou uma pequena brisa para ocupar a ausência de diálogo.

- ................
- Daisuke? – perguntaram Chibimon, Yamato e Taichi.
- .................
- Eu não devia ter dito... não devia... – engoliu a seco o Izumi.
- O QUE?! VOCÊS A DEIXARAM IR SOZINHA?! COMO PODEM?! ELA É SÓ UMA GAROTA E... E PODE SER ALGO TERRÍVEL E PERIGOSO!! E TAMBÉM...

- Não sei quem é pior, ou o Taichi ou o Daisuke... – sussurrou Yamato ao escolhido da Sabedoria.
- Eu não devia ter contado... *sigh*

- CHIBIMON, EVOLUA JÁ PRA V-MON!! – mandou o Motomiya.
- H-hein?! M-mas... Eu não sei se isso irá funcionar! – falou o pequeno.
- A HIKARI-CHAN E A TAILMON PODEM ESTAR EM PERIGO!
- ... TAIL-CHAN!!

Saltou do ombro do companheiro, olhou-o com cara de mal. O garoto sacou o D-3 e apontou-o para a bolinha...
...
...
...
...

- Ué!? Não consigo?! – Chibimon olhava para si mesmo, vendo que não tinha evoluído.
- O que houve?! – Questionou-se Daisuke, olhando o aparelho branco a borda em azul celeste – Não... Não funciona?!
- Heeeein?! D-de novo?!

- Uh? Como assim de novo? – exclamou Taichi.

- Ontem apareceu uma coisa estranha que tentou me atacar... – relatou o menino – Quando peguei o D-3 para que Chibimon evoluísse e pudéssemos enfrentar “seja lá o que era”, não tinha reação alguma. E parece que está acontecendo de novo!

- Mas... Então significa que só Takeru e Hikari podem fazer alguma coisa por enquanto?!

- O QUE?! Como assim?! – bufou ele.
- Pelo visto este desconhecido está impedindo a evolução normal de nossos parceiros – contou Koushiro, enquanto pesquisava – Por enquanto não sabemos o que é e o que fazer para pararmos isso.
- E-então o... O Takeru irá salvá-la?! – fechou os punhos com força. Seus olhos pareciam arder em chamas...
- Não sei não... se ele leu a mensagem... – Yamato provocou-o.
- Yamato... – Taichi cochichou em seu ouvido – Não é uma boa hora para brincar com ele...
- KOUSHIRO, ANDA LOGO E DESCUBRA O QUE HÁ DE ERRADO! A HIKARI-CHAN PODE ESTAR PRECISANDO DE AJUDA!! – ordenou o líder do time 02.
- Eu estou fazendo o máximo que posso Daisuke-kun... Mas... Ainda não encontrei nada!
- Eu não posso perder pro Takeru!!

- ... Você está interessado em ajudar minha irmã ou não?! – resmungou o Yagami.
- Claro que estou! A Hikari-chan é importante pra mim! – enfrentou-o.
- A mim também! E eu... Eu estou esperando que o Koushiro descubra algo para que possamos ir atrás dela!
- O tempo não para! Não temos tempo se ele demorar muito! Ela pode até estar morta!
- Daisuke... Eu... Eu estou MUITO mais nervoso que você! Então...
- Senpai... Você não tem idéia de quão importante sua irmã é pra mim. Não vou ficar esperando!

Pegou Chibimon do chão e partiu correndo. E berrou:

- EU VOU SALVAR A HIKARI-CHAN E NÃO IMPORTA O QUE ME ACONTEÇA!

Os três pararam. Pararam e viram-no desaparecer pelo horizonte esbranquiçado.
A coragem do mais novo era incrível. Não, o que era admirável era seu olhar determinado. Aquele que sempre transpassava confiança e força aos outros.

...
Enquanto corria, sentiu um rasante pelo seu cabelo. Parou e deu de cara com uma bola de pêlo rosada à sua frente.

- Ei! Saia da frente, ChibiBunnymon! Hikari-chan precisa de mim!
- NÃO! Você não pode ir! – negou.
- Por quê?! Ela está em perigo! Não podemos deixá-la enfrentar aquela coisa sozinha!
- Tolo... Isso é uma armadilha. Não acha tão óbvio ter sido justo a garota que você gosta?
- Como que você sabe--
- Acha que não vi o escarcéu que deu lá com aqueles três moços?
- ..... Não tenho tempo pra ficar de conversa! Se for ou não, eu preciso ir! Se é comigo, então que venha e deixe ela de fora!
- ........ Burro como o Lance era em certas ocasiões... – suspirou.
- Saia do meu caminho! Não posso permitir que aquilo machuque a Hikari-chan!
- “Hikari-chan”, “Hikari-chan”, “Hikari-chan”... Dá um tempo!
- Dá um tempo você!

Empurrou-a para o lado e voltou a correr. Insistente, Bunni o seguiu.
E tentou convencê-lo a desistir.

- Não! Se você for as coisas irão piorar! Ela é a escolhida da Luz, certo?
- Não interessa o brasão dela! Hikari é importante pra mim, eu a amo e... Eu não posso deixá-la correr esse risco!
- Seu digivice não funciona, lembra? Não tem como ajudar em nada! Desista! Pense antes de agir!
- E se... – intrometeu-se Chibimon – E se tentarmos usar o digimental sem que eu esteja como V-mon?
- Bom, aí não sei se funcionaria...
- É isso! Podemos tentar! – abriu um sorriso com aquela idéia o escolhido.
- Ok, ok... Você realmente não se desanima nunca, huh?

Pararam mais uma vez. Ele colocou a mão no bolso onde tinha colocado o terminal...
E para sua surpresa, o mesmo não se encontrava lá.

- Uh? Esqueci-o em casa? Não é possível...!
- Daisuke... Eu o peguei, lembra? Ele apitou e eu te avisei... Mas como você não me ouvia, o tirei do bolso, li o que estava escrito e... – confessou o dragãozinho.
- O TERMINAL! AH! ERA ISSO QUE VOCÊ COLOCOU NA MINHA CARA?! – deu um salto pra trás, ao lembrar da cena.
- Err... Sim?
- Chibimon! Não custava nada me avisar que ele tava tocando?!
- Mas eu chamei... *gota* - o olhou com cara de tacho.
- Droga! Ele deve estar aterrado na neve, naquele mesmo lugar onde encontramos a Nina e a Carol!
- Bem, será que elas não viram?
- Será? - repetiu a coelhinha.
- Se não viram... Estaremos fritos! Como iremos ajudar os outros?! Como irei me comunicar com eles? Como irei pedir ao Koushiro ou ao Ken ou à Miyako as respostas das perguntas que eu não sei nos testes?!

Os dois digimons o encararam.

- Você cola nos testes?! – exclamaram, fuzilando-o com seus olhos.
- Hehe... F-foi só umas... duas vezes, e só umas... duas questões difíceis...
- QUE VERGONHA! – disseram juntos.
- Ah, e eu lá tenho cara de expert em matemática?!
- E ainda em matemática!
- Querem parar com isso?!

Durante aquela confusão, alguém cutucou o ombro do jovem. Sentindo um arrepio, afastou-se e virou rapidamente para trás. Era justamente aquelas duas meninas de antes.

E Carol com o aparelho citado em sua mão. Nina, quem o cutucou, estranhou a atitude do colega de aula, como se ele estivesse fugindo ou coisa parecida.

- Daisuke-kun... Deixou isto cair no chão – disse a garota de olhos verdes, entregando-o o D-terminal.
- Tá, o que tá pegando hein? – interrogou a Geijutsushi – Sei que não é educado ler as coisas dos outros...
- Mas foi acidentalmente! – disse a outra – E ficamos... Preocupadas.
- Não... – pausou, olhou para o chão – Depois que lemos aquilo... Sentimos... Uma sensação de que...

- Sensação?! – disseram a dupla 2-top.

- Tem alguma coisa... Alguma coisa de errado! Se... Se for até lá... Motomiya... Por favor... tome cuidado. – alertou a desenhista.
- Por favor, Daisuke-kun! – reforçou Carol.

Outro silêncio. Apenas olhares completavam a cena. O escolhido fitou o D-terminal na mão da menina de cabelos castanho-claros, logo na própria. Ela demonstrava preocupação... Ao seu lado via a Geijutsushi, e ela estava séria. Não tão diferente do jeito que ela era com as demais pessoas... Mas sim uma seriedade profunda, como se soubesse que aquilo seria perigoso demais e que se importava com ele lá no fundo.

Então, fechou os olhos. Refletiu um pouco. Abriu-os, pegou o aparelho das mãos de Carol e sorriu a elas. Aquele típico que Daisuke sempre dava aos demais, encorajando-os e motivando-os a nunca desistir.

- Sem problemas, garotas. Não vou deixar uma coisa daquelas tentar me matar, muito menos machucar a Hikari!
- Isso, vamos logo, Daisuke! Elas precisam de nós! – acelerou o digimon azul.
- Yosh...

Eis que uma luz fortíssima sai do pingente de ChibiBunnymon. Algo que os outros quatro não compreenderam. Só ela, a digimon do Desejo sabia o que aquilo significava.

- Daisuke Motomiya... – disse ela, com uma voz diferente – Sua determinação é a sua marca, graças a ela... Você consegue animar os demais, passar coragem e força ao grupo... E principalmente, os motiva a continuar adiante sem temer o caminho.

- Huh?! – foi a única coisa que saiu da boca do quarteto.

A luz envolve Chibimon, que evolui para V-mon sem precisar do D-3. E o próprio digivice começa a brilhar, mas era uma luz vermelha. Um vermelho forte...

... Que desapareceu lentamente. Segundos depois, a coelha cai na neve, desmaiada. As meninas a pegam, preocupadas com ela.

- Eu... Eu evoluí?! – dizia V-mon, olhando para si mesmo.
- OK! Depois agradecemos a ela por isso.
- ... Hora de agirmos, Daisuke!
- Yosh!



- Digimental up!!

V-mon... Evolução Armor para...
O Trovão da Amizade, Lighdramon!!


Montou no parceiro e saiu a toda, correndo pelas ruas. Seguia o sinal da Yagami pelo D-3 e também reparava algo no caminho.

Tudo estava... Parado. Sim, o mesmo que tinha acontecido antes. Toda a cidade parecia estar congelada no tempo. Mas... isso não fazia sentido, já que via algumas pessoas se movimentando pelas calçadas.

Então... qual o significado daquilo tudo?


---

- E então, descobriu algo?? – perguntava Taichi ao Izumi.
- Ainda não... Está meio complicado isso.
- Ahn..... Só espero que elas estejam bem... E o Daisuke...

- Tenha calma Taichi – Yamato colocou a mão no ombro do amigo – Eles não têm mais oito anos.
- Você não... se preocupa com o Takeru?
- Claro que me preocupo! Ele é meu irmão mais novo, porém... Desde a nossa primeira aventura pela Digital World, eu percebo que ele cresceu. Se tornou mais independente e capaz de agir sozinho. Não acha que a Hikari também tenha capacidade de fazer alguma coisa sozinha?
- Yamato...
- Até quando vai ficar protegendo-a dos perigos? E quando você não tiver como fazer isso? Tem que deixá-la crescer! Tem que confiar nela!

Suspirou e ficou pensativo. O loiro tinha razão. Aliás, ele era o que mais se preocupava com Takeru na época que o grupo conheceu a DW. O que mais protegia-o dos perigos, o que colocava mais o irmão em primeiro do que os outros seis.

E agora o mesmo irmão super-protetor estava ali, dando conselhos para que deixasse a sua irmã agir por si mesma. Para que lhe desse confiança e que não se preocupasse tanto.

- Você... tem razão. – olhou-o, dando um pequeno sorriso – Eu tenho que confiar mais nela. A Hikari é capaz de resolver isso sozinha... Valeu, Yamato.

Ambos sorriram, enquanto o terceiro membro continuava a desvendar o mistério.






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:15 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Seg Ago 22, 2011 12:05 am






A passagem pela neve relembrava aqueles filmes em que se passa em um local onde predominava o frio e aqueles flocos brancos.

Até a respiração de ambos tornavam-se uma fumaça ao saírem pelo nariz ou pela boca.

Mas aquilo não iria impedi-lo de salvar sua donzela. Não mesmo.
O jovem vidrava no aparelho branco com borda em verde, observando o ponto rosado que se movia ainda, enquanto o seu corcel alado sobrevoava a cidade.


- O que deu nela para se arriscar desse jeito?! – dizia mentalmente a si mesmo – Pra que se arriscar tanto assim?!

- Takeru... – chamou-o o digimon – Não se preocupe, Nefertimon estará protegendo-a até que possamos encontrá-las.

Acordou de seus pensamentos, com uma expressão de surpresa. Logo relaxou e sorriu ao companheiro:

- Acho que... me preocupo demais com ela. Só posso esperar que a Hikari-chan esteja bem, Pegasmon...
- Tenha esperança, Takeru.
- S-sim...

---

Bem longe dali estava ela. Seguia tal sombra suspeita sem perdê-la de vista. Em sua consciência, a escolhida da Luz debatia sobre aquela sua ação precipitada.


“Ora, foi uma boa idéia. Assim podemos descobrir o que ou quem é.”
“Mas por um lado isso deve ter deixado os outros preocupados.... Eu fiquei desaparecida por 33 dias.”

“Agora...”
“Agora não posso voltar atrás.”
“Tenho que continuar isso... Eles vão vir.”


- Hikari... você está bem? – perguntou Nefertimon.
- Ah... Estou. – respondeu ela – Só fiquei pensando se tomei a decisão certa.
- Se essa perseguição tornar-se perigosa, iremos recuar ok?
- Ok.


O que não esperavam era que a estranha incógnita as levaria para um lugar sinistro e tenebroso. Não reparavam nisso, pois estavam empenhadas em ir adiante.

Os corpos de ambas começavam a distorcer visualmente, como se fossem imagens de computador.

Quando se tocaram, estavam lá. Justo no lugar onde ela pensou que jamais voltaria a ver e por seus pés.


- Nefertimon... E-esse é... ESSE É... – estava trêmula.
- C-como viemos parar aqui?! – exclamou a digimon.

O lugar?


- O... O... – a Yagami estava petrificada com a paisagem.
- Não pode ser...!


O Oceano Negro.


#4 - Fragmentos de Luz e Esperança! Irradiando a Determinação!




Não demoraria muito para que chegassem os demais escolhidos. Alguns responderam e disseram que dariam um jeito de se reunir com eles. Outros já tinham partido imediatamente, mandando a resposta pelo caminho.

Com exceção de Mimi, que estava nos Estados Unidos e com certeza levaria um tempo para que ela conseguisse ir para o Japão.


- E então, descobriu algo? – perguntou o Yagami, que já estava farto de esperar tanto.
- Nada ainda, Taichi-san... – respondeu negativamente Koushiro.
- Nada? Já passou quase duas horas e nada?
- Está difícil de descobrir o que é! Talvez não possamos fazer nada, só... Só usar o que temos.
- Seria perigoso demais se nossos parceiros enfrentassem algo que mal sabemos o que é! – contestou Yamato.


De repente, o escolhido da Sabedoria percebe um detalhe. O mesmo que já tinha sido percebido anteriormente por outro do grupo.


- Não estou compreendendo! – exclamou – Meu notebook parece estar congelado nos mesmos resultados. Mesmo que reinicie o programa... Continua a mesma coisa!

- Hein?! – a curiosidade desperta nos rapazes, que esticam o pescoço para visualizar uma tela aparentemente “travada” na mesma pesquisa de sempre.

- Koushiro, tem certeza que não é problema com o seu computador? – indagou Taichi.
- Não... Tem algo de estranho aqui! Taichi, você está com algum relógio ou algo do tipo?
- Mas pra que?
- Estou com uma sensação de que estamos parados no tempo ou coisa parecida.
- M-Mas como isso?! – exclamou Yamato, achando um absurdo aquilo que o ruivo dissera.


Diferente do Ishida, Taichi pos a olhar ao redor. Lembrou que via algumas pessoas passando por ali, famílias, casais, grupos de amigos etc.

Num ato inesperado, deixou-os ali e saiu correndo, mediante de alguma confirmação.
Yamato e Koushiro entreolham-se e seguem-no. Assim que o alcançam, vêem o garoto de cabeleira gigantesca parado com uma expressão perplexa. Sem hesitar, olharam na mesma direção que o Yagami.

Todas as pessoas daquele lugar desapareceram. Estavam a sós no parque congelado.


- Onde é que foram parar aquelas pessoas que vimos minutos atrás?! – questionou-se o escolhido da Coragem.
- Ora, isso não diz quase nada! Elas podem ter ido pra casa... – supôs Yamato.
- Sério, não é muito estranho só nós sobrarmos em um parque?!

- Yamato-san... – interrompeu o Izumi – Taichi-san tem razão em certo ponto. Por mais que sua hipótese possa estar correta, seria um tanto suspeito sermos os únicos aqui. E isso só comprova que há algo nos mantendo congelados no tempo.

- Eu não acredito nisso, é loucura! Por que só nós estaríamos parados?! – contestou o loiro.


De certa forma, eles eram os únicos... Mas tinham mais duas pessoas naquele ambiente branco.

Essas duas... Com certeza eram...


- Neechan! Não acha que isso aqui está meio abandonado? – perguntava a garota de olhos verdes, levando em suas mãos a estranha coelha rosada orelhuda.

- Não tenho certeza... Tá certo que está quase na hora do almoço, mas... É tão estranho todo mundo ter decidido ir almoçar no mesmo horário, não acha?

- Sim... Será que... Que isso tem a ver com aquele calafrio que sentimos ao ler a mensagem da Hikari-san?


Nina não respondeu à Carol. Preferiu ficar pensando e cuidando do digimon mamífero rosado.
Intrigava o aparecimento dele justo em seu quarto. E mais o fato dela ter vindo de algum lugar para falar especialmente com o seu vizinho.

Isso se juntava com a vontade repentina dele de querer conhecê-la melhor. Não só ela como a sua “irmã”. Tudo isso depois dele ter voltado de um mundo que não sabia o que era, o que significava... E não compreendia tal batalha que presenciaram lá.

Além daquelas “filosofadas” dadas diante de onze dos doze escolhidos, envolvendo espiritualismo, reencarnação, laços de pessoas gerados por vidas passadas...

Sua mente confundia tudo. Mil idéias lhe vinham à mente. Seria que Daisuke tinha algum ‘laço’ em sua vida anterior com ela? Será que não foi à toa que as duas foram viver em Odaíba e conhecerem o grupo e os digimons?


- Neechan... Algo te atormenta? – perguntou, acordando-a daquelas teorias e enigmas.
- Ah? Não, não... E como ela está?
- A coelha? – desviou a atenção para a pequenina – Ainda está dormindo...
- Carol, não... Não acha que... Ahn...
- O que?
- Nada, nada...


Continuaram a caminhar pela neve branca e fofinha. Mas a cada passo dado tinham a impressão que estavam perdidas e longe da civilização.
Só viam o branco, árvores sem folhas e mais nada. Tinha aparecido depois de alguns quilômetros uma neblina no horizonte gélido, que ofuscava o resto da paisagem.

Começavam agora a se desesperar aos poucos, apressando o andar. Quanto mais branco e silêncio, mais tensão subia em suas cabeças.
E por final, saíram correndo apavoradas. O medo ficava claro em suas faces. Estariam elas abandonadas? Seriam as únicas “sobreviventes”?

Continuariam nisso... se não tivessem visto sombras no final daquela trilha em que corriam.

Aquelas silhuetas... Eram de fato aqueles três que conheceram naquele dia.


---

- Se não podemos evoluir, não temos como usar a Armor! Mas isso não vai nos impedir de ajudar, dagyaa!
- Isso mesmo! Mesmo sendo uma... Uma bolinha de penas eu posso ser útil de alguma forma!


Manifestavam-se enquanto Miyako e Iori apressavam-se para chegarem até os outros.
A escolhida levava-o em uma bolsa vermelha enquanto o menino carregava-o em suas mãos.

Ela teve de inventar uma desculpa aos pais... Só não a aplicou, já que eles tinham desaparecido sem deixar aviso algum, mesmo se dizia do Hida.


- Miyako-san, dá pra balançar menos? Estou ficando enjoado!
- Poromon, temos de nos apressar! Foi um alerta!
- Mas... Mas poderia...
- Só achei estranho nem eles e nem meus irmãos estarem em casa...

- Nem a minha mãe e meu avô... – comentou o jovem, que se mostrava pensativo minutos atrás.

- Que estranho... As ruas estão quase desertas! Será que aconteceu alguma coisa? – reparou a Inoue.
- Não sei... Deveriamos perguntar a alguém? – perguntou-se o mais novo.
- Sem chances! Temos de nos apressar!


O que os preocupava era o fato de seus parceiros não conseguirem evoluir para a forma criança, para assim usarem os digimentais.

Isso era o de menos agora.

---

O sinal continuava a piscar no ecrã do D-3. Com os galopes rápidos de Lighdramon, ele a alcançaria em pouco tempo.

Isso se... a luz que indicava a localização da escolhida não tivesse desaparecido subitamente.


- M-Mas..!
- O que foi, Daisuke? – pressentiu um gaguejar de espanto a criatura quadrúpede.
- O sinal da Hikari-chan... sumiu!
- Sumiu?! De que forma?!
- ... Da forma que piscou, piscou, foi enfraquecendo e... puf! Parou!
- Não... Você não a perdeu de vista, né?
- Claro que não! Eu estou de olho no radar desde que saímos de lá!
- Ah...
- Eu não sou tão idiota assim! E... É a Hikari-chan! Mas... Se fosse outra pessoa, iria de qualquer maneira.


Segurou firmemente o digivice e voltou a observá-lo. Tinha de encontrá-la antes que fosse tarde demais e aquele indivíduo fizesse algo a ela.


- ... Não pare, Lighdramon. Eu sei que ela foi adiante.
- Como tem tanta certeza?!
- Porque... – olha para seu peito, vendo o pingente balançar devido a velocidade do digimon azul – Eu sinto. Hikari-chan... Ela e eu temos uma ligação.
- Que nem a de Yami e Lance?
- Isso. Agora pé na tábua e segue em frente!
- Ah! Pode deixar!

---

- Como... Como viemos parar aqui?!


Era a única coisa que se ouvia naquele pedaço sombrio. Toda a vegetação, a costa... tudo tinha aspecto malévolo.

Diante delas estava o que Hikari desejava nunca mais encontrar. Estavam com seus pés a areia fria e cinzenta, olhando praquilo.

Um mar. Não um mar comum, pois sua coloração era negra. Só de observar aquela vista dava calafrios.


- N-Nefertimon...
- Tenha calma! Nós vamos sair daqui. Não tenha medo.
- M-Mas... Não é isso que me preocupa.


A Gata fitou-a. Quando iria perguntar, a própria parceira explicou-a com um apontar do dedo da mão direita para uma figura de aspecto tenebroso.

A perseguição tinha chegado ao fim.


- Será que... ele queria nos atrair para cá? – a jovem abraçou a pata dianteira esquerda da esfinge, trêmula.


Nefertimon só cuidava os movimentos do ser que estava alguns metros delas, de costas. Se a intenção daquilo tinha a ver com a escolhida, lutaria até o fim para protegê-la.

Ela se vira e foca com seus olhos rubros nas presas. A estranha criatura ergueu seu braço esquerdo. Sua forma se tornou mais visível agora: Tinha penas e uma espécie de pata de ave (a la Garudamon) como mão.
Tinha o tamanho de um Weregarurumon, sendo que era duas vezes mais alto. As penas do corpo eram azuis, tendo no peito outra camada de penas na cor branca, a parte da cabeça iniciava com as azuis e terminavam em um “cabelo” esbranquiçado. Essas penugens azuladas iam até os seus pulsos e tornozelos. Uma cauda longa e da mesma coloração indicava ser um pássaro com asas avulsas nas penas gigantescas que iam até os seus “joelhos”.
Para completar, este usava um elmo dourado que cobria a parte superior do bico azul alice (idem às mãos e pés, porem estes tinham garras na tonalidade azul aço claro), com uma espécie de enfeite na forma de um chifre fino e comprido. No peito usava um colar com três pedras em forma de bandeirola douradas e um anel dourado em sua pata esquerda.

Sem dúvida, aquilo que perseguiam era um digimon desconhecido.

Num rápido movimento, virou seu corpo com completo ao atirar o braço para esquerda, lançado várias estalactites de gelo negro contra as duas heroínas.

Nefertimon contra-atacou com Nile Jewelry, destruindo-os e se pos na frente da Yagami.

A ave por sua vez continua parada, e lança outra vez. Só que… Diferente do ataque anterior, mirou para o chão e manteve-se no lugar. As duas oponentes não entenderam aquela jogada na hora.


- Por que ela atirou no chão? – pensou Hikari, um pouco nervosa.
- Hikari!


O grito da companheira alada a fez voltar toda sua atenção a ela. Quando se deram por conta, seus pés e patas estavam presos em gelo negro. O chão onde a escolhida e a felina estavam foi congelado.

Era isso que o monstro penoso tinha feito àquela hora. Lançado um ataque contra o solo, na mesma direção em que estavam. O golpe surtiu efeito como se fosse uma armadilha oculta.

- E agora?! – desesperou-se a menina, arregalando os olhos.
- N-Não consigo me soltar! – dizia Nefertimon – Isso é muito forte! Estou presa!
- E-eu também! – fez esforço para mover-se, mas era em vão – O que… O que faremos?!

A ave aproxima-se delas, criando estacas de gelos em suas mãos. Olhos fixados na garota de cabelo castanho.

Sua vontade? Matá-la.
Estava quase a ver um final trágico ela. Ambas as vítimas tentavam se soltar o mais breve possível.

Mas era inútil.
Não lhe restava esperança alguma…


- SILVER BLAZE!


… Ou será que estava enganada?

Um raio esverdeado atinge o inimigo que recua. O golpe podia não ter surtido muito efeito, mas bastou para evitar que a escolhida da Luz morresse.

- T-Takeru!! – exclamou ela, alegre.
- Pegasmon! Cuidado! Ele ataca gelo negro no chão… Talvez vocês também possam ficar presos se não tiverem cuidado! – alertou a parceira da Yagami.

- Não se preocupem, nós viemos ajudá-las! – confortou o loiro, um pouco sério.
- Aquele digimon… Nunca o vi antes! – comentou o alazão.

- Ei! Quem é você e por que as trouxe até aqui?! – vociferou o Takaishi, com um olhar firme no indivíduo.

O digimon responde de outra forma, atacando-o com estalactites negras. Pegasmon desvia de cada uma delas, mas nesse meio tempo são lançadas outras mais finas e de pequena percepção. Destas, ele não as vê e é acertado em suas asas.

E outro truque era aplicado. As “agulhas” (já que tinham a aparência deste objeto) congelaram algumas penas das asas do Pégaso. Dessa forma, ele ficou mais lerdo para desviar do próximo bombardeio de dardos.

- SHOOTING STAR!

Abriu suas asas, e gerou um espaço sideral no interior delas e disparou estrelas contra o inimigo. O monstro penoso defendeu-se com o braço, cristalizando as penas e formando um escudo.

- SILVER BLAZE!

Mas Pegasmon usou a mesma estratégia. Um ataque distrativo e um ofensivo. O raio esverdeado o empurrou para trás outra vez. Prosseguiu com essa seqüência, enquanto o outro mantinha a pose de defesa.

Será que ele tinha algum truque escondido?

No décimo tiro esverdeado do Cavalo alado, O digimon gélido rebateu com o escudo, direcionando o Silver Blaze contra Hikari e Nefertimon.
Pegasmon não hesitou e voou o mais rápido que podia... E parou na frente delas, pertíssimo de encostar no chão.

O ataque o acertou, Takeru foi atirado contra o piso de gelo que prendia as amigas e o seu digimon caiu logo em seguida. No final das contas... Eles ficaram presos também.

- Takeru! Pegasmon! – gritaram elas, surpresas.
- Ghn... – urrou o corcel – Eu não esperava por essa...
- Estamos presos! M-Mas...! – exclamou o escolhido da Esperança, vendo seus pés e os cascos de seu amigo envolvidos pelo gelo.

- Nós temos que tentar sair daqui! – disse Nefertimon – Precisamos recuar!
- Mas nossos pés estão presos! – contestou Hikari – Não adianta! Isso é muito forte!
- Temos que continuar tentando! – discordou Takeru, começando a tentar desprender os seus pés.
- Não podemos nos dar por vencidos! – completou Pegasmon, fazendo o mesmo.


- É perda de tempo.
- Vocês... Vocês não irão escapar daqui.

Finalmente, o digimon misterioso falou. Os quatro o fitaram, com pouco de tensão.

- Não... iremos sair daqui? – a Yagami ficou pasma.
- Hikari-chan, não acredite nele! – Takeru virou-se para trás – Nós vamos conseguir!


- Não, não... Vocês estão criando falsas esperanças.
- Não adianta nada. É aqui que vocês irão ficar.
- A menos que... Eu consiga aquilo que quero.

- O que você quer? – interrogou Pegasmon.

- ... Tenho certeza que virá...
- Se eu... fizer algo com essa jovem.

- Não se atreva a encostar na Hikari! – praguejou Nefertimon.

Ignorou a esfinge e retomou a andar. Materializou outra estaca de gelo e aproximou-se de Hikari Yagami.

Com o mesmo intuito: Matar a escolhida da Luz.

---

- Estou ficando cansado de correr... Tem certeza que é nesta direção?

Lighdramon mentiu dizendo estar exausto. Na verdade tinha energia suficiente graças ao café da manhã e também a sua vontade de encontrar Nefertimon.

Mas tinha outra forma de perguntar ao seu valente parceiro?

- Sim! É pra cá! E...
- Daisuke?

O goggle boy não completou a sentença devido a um arrepio e um flash que lhe passou pela cabeça.
Um lugar. Um lugar sinistro e que meteria medo até no mais corajoso guerreiro que poderia existir na face terrestre e/ou na Digital World.

- Lighdramon... – murmurou o menino – Eu acho que... Que...
- O que? O que foi?
- ... Corre mais rápido, muito mais! Hikari-chan... E-eu... Eu sinto que ela está prestes a...
- Prestes a...?
- ...

Não queria dizer. Se não chegasse a tempo, sentiria uma dor que levaria pro resto de sua vida.
Depois de tudo que tinha passado para mantê-la viva em outra época... Permitir aquilo seria imperdoável a si mesmo.


- Lighdramon, não pergunte! – respondeu seriamente – Não perca tempo, corra mais rápido!
- Mas... Eu não entendi ainda...
- Eu... eu...

Sentiu algo em seu rosto, como se passassem uma unha levemente e causando um leve risco de irritação.
Tão pouco era impressão, pois ocorrera com ela.

O ar a sua volta também o sufocava. Estava preocupadíssimo com o que poderia estar acontecendo com ela. Olhou para a estrela de cristal e a segurou com força.

Fechou os olhos, como se o mandassem fazer. Apenas queria de qualquer forma, de qualquer jeito, chegar onde elas estavam. Onde a sua princesa estava.


De repente, sentiu ventos fortes empurrarem seu cabelo. Isso despertara uma curiosidade e pusera os goggles para enxergar naquela ventania.

Deparou-se com um cenário diferente. Não estava mais em Odaíba?

- Onde... Onde estamos?! – perguntou ao parceiro digimon.
- Esse lugar... Parece com aquele mundo onde nós fomos parar...
- Quando derrotamos Pandora, não tínhamos restaurado aquele lugar? Lembro que tudo tinha voltado a ser vívido e alegre...
- Também lembro, Daisuke. Mas tem algo... Estranho aqui.

Estavam em um corredor formado por diversas árvores. As copas quase tapavam a visualização do céu cinza. O chão era parecido com a DW... Só o fato de que tudo ali era obscuro e tinha cores obscuras.

O ar era um pouco pesado, e tinha uma aura sombria que emanava pela região. O quadrúpede azulado pos a andar com cautela, atento a qualquer detalhe. Se não sabiam onde estavam, não poderiam baixar a guarda. E se surgisse algo que os pegasse de surpresa?

- Ahn, aperta o passo.
- Pra que?
- Vee, é sério. Tem alguma coisa... Algo... ahn... Mar.
- Mar?
- É, tou ouvindo som de água. Devemos estar perto de alguma costa ou sei lá...
- Ok... Se segura.

E saíram como um raio.


...
A estranha ave segurava o queixo da escolhida com sua mão, encarando-a nos olhos.
Na outra mão, uma estaca que logo tomou forma de punhal.

Nefertimon e Pegasmon tentaram afasta-la, mas o inimigo pressentiu e os afastou para longe dela, e também o Takeru, que poderia vir tentar impedir.

Atirados no lado direito do cenário uns 3 metros da Yagami, não poderiam fazer nada além de assistir. Qualquer reação e ela poderia usar Hikari como escudo.

O nervosismo sobe. Os batimentos de seu coração aceleram e começa a suar frio. Presa ali mal poderia reagir. No entanto, suas mãos estavam livres. Assim que a criatura avançou com o punhal de gelo, a garota segurou sua mão com toda força que tinha.

Foi um ato de desespero, ou melhor, o reflexo de autodefesa que sempre é acionado quando estamos sob ataque ou em perigo. Hikari empurrava o pulso do digimon pássaro para trás e este fazia força contra a humana. Mas ela não cederia, enquanto tivesse como impedir de morrer, a Yagami seria forte e corajosa como sempre fora aos oito anos de idade.

A Hikari Yagami que tinha sido escondida depois de ter sido atraída por aquele lugar terrível.

A Hikari Yagami que se entregou aos servos de Vamdemon só para poupar a vida de milhares de crianças e de famílias que tinham sido seqüestradas pelo vampiro, só para encontrar o oitavo escolhido.


- E-eu... Eu não vou deixar que você me mate! – disse ela, em voz alta e clara – Não vou! Não enquanto eu... Eu... Eu tiver esperanças de que posso vencer! As trevas não vão me assustar outra vez! Tinha dito ao Takeru-kun que... Que nunca mais voltaria para cá!

- Quanta coragem... – reconheceu o digimon – Mas se eu imobilizar suas mãos, como irá se defender?

E se afastou dela, abaixando a mão com o punhal e erguendo a outra. Logo surgiram duas pequenas poças de água negra que subiram como um gêiser e amarrou as mãos dela, congelando instantaneamente.
Dessa forma, não haveria como se defender já que seus pés também estavam presos.

Sabendo disso, a figura misteriosa ergueu o punhal em direção do peito da Yagami, prestes a dar o golpe fatal.

Mas, como vocês sabem...

- LIGHTNING BLADE!


... Milagres acontecem.

Uma lâmina azulada saiu faiscando da entrada da floresta, que situava atrás da costa. O ataque acertou em cheio e despedaçou a arma de gelo feita pelo digimon.

As duas bestas sagradas e o loiro viram algo em uma grande velocidade saltar por cima e aterrissar longe do piso congelado, levantando uma poeira de areia.

- Não pode ser!! – exclamou Takeru, vendo as silhuetas que eram cobertas pela nuvem.
- Daisuke?! – Hikari arriscou adivinhar quem era.

- Você... Você não vai por as mãos na minha ohime-sama! – bravejou, saindo da cortina de areia causada pela aterrissagem.

Era ele. O brilho em seus goggles escondia a chama que ardia no fundo de seus olhos. Aliás, o acessório que ele sempre usa em sua cabeça servia até como um elmo de cavaleiro.
E seu cavalo... Era o digimon dragão revestido numa armadura negra e com detalhes do próprio digimental que usava para adquirir aquela forma.


- D-Daisuke-kun!! – tanto a menina quanto o loiro abriram um sorriso ao ouvirem a voz do Motomiya.
- Tenha cuidado, esse digimon pode te prender! E não encoste na área onde estamos ou ficarão presos também!! – alertou Nefertimon.

- Eu sei disso. Esse digimon tentou me atacar ontem! – explicou Daisuke.
- Agora sei quem era... Era você! Você quem apareceu! E quer algo comigo e não com eles!
- Então os deixe ir embora e venha me pegar!

- Finalmente... – virou-se para o intrépido Motomiya – Estava te esperando.

- E-esperando? Você... Você queria atrair o Daisuke para cá? – perguntou Hikari.

- Estou aqui, não é necessário mantê-los presos. Solte-os agora! – ordenou o garoto.


O digimon atirou Hikari para o lado, unindo-a aos outros três prisioneiros. Depois ficou frente a frente com o destemido cavaleiro e uniu as patas, formando um "X" com os braços.

- Frozen... – acumulou pequenos pedaços pontiagudos em suas penas – STORM!!

Abriu as asas, lançando uma rajada congelante em direção deles. Lighdramon saltou para a direita e escapou por um triz do ataque. Mas ela queria justo isso.

Lançou outra rajada, e ele desvia. Naquele tempo a ave esboçou um sorriso e pos em prática seu plano:

- FREEZING ARROW!

Enviou as levas de gelo acumulados nas penas dos braços como agulhas pequenas. Aquilo acertou Lighdramon que caiu de barriga no chão, com o chifre do elmo congelado além de sua pata dianteira esquerda.

Com isso, Daisuke caiu sentado na areia, e foi alvo da segunda leva de dardos.
Lighdramon se meteu na frente e recebeu o dano por ele, congelando-se mais e mais.


- Lighdramon! Não... Não podemos combatê-lo com essa forma! – disse ele, colocando os goggles no cabelo como de costume.
- Ghn... – grunhiu de frio o azulado – Dai, não acha que tá um pouco tarde pra dizer algo assim?
- Se você voltar à forma criança, talvez consiga se soltar!
- Por que... não pensei nisso antes?

Lighdramon então retorna para V-mon, e como esperado... Conseguiu se livrar do gelo.
Ao pé do goggle boy, a dupla se preparava para voltar à batalha.

- Não adianta! Nem mesmo que vocês hesitem se entregar, não há como me vencer! – pronunciou a ave.

- Ok, galinha azul... – debochou o menino – Quero ver repetir isso depois que nós te derrotarmos!
- Isso aí! – assegurou V-mon.

- G-GALINHA AZUL?! COMO OUSAM CHAMAR A AVE DO LESTE, FROSTMON, DE GALINHA AZUL?!

- Ikuse, V-mon! – disse a frase tradicional o Motomiya.

- DIGIMENTAL UP!!

V-mon... Evolução Armor para...
A Coragem flamejante, Fladramon!!



Estavam prontos e agora com a forma certa. Fogo contra Gelo era ótima escolha.
Fladramon posicionou-se mais a frente de Motomiya, e encarou Frostmon.


- Vamos acabar com isso, uma luta limpa e justa. – vociferou o dragão azul.

- Que seja... – respondeu ela, acumulando pedaços de gelo em suas penas – FREEZING ARROW!!

Disparou-os contra Fladramon, que socou os punhos, carregando-os com suas chamas.
Porém, não a atacou, preferiu a defesa e envolveu-se em uma bola de fogo.

- FLAME SHIELD!

O gelo derreteu assim que teve contato com o escudo. Seguida, uniu as chamas e apontou para o oponente penoso.

- Knuckle...

- Espera, Fladramon! – gritou Daisuke – Ele está na frente dos outros! Se ele desviar irá acertá-los!

- Droga... – praguejou.
- Mas... espera um pouco... Se eu lançar contra o gelo... posso libertá-los! Dessa forma Nefertimon e Pegasmon poderiam retirar daqui Hikari e Takeru! – pensou ele.
- Daisuke, eu tenho uma idéia... – voltou-se ao parceiro.

- T-Tem?! O que vai fazer?

- Não se preocupe. Eu sei o que estou fazendo!
- KNUCKLE FIRE!!

E arremessou bolas de fogo dos punhos, na direção de Frostmon. Esta desvia e o ataque vai em direção do gelo negro que mantinham os outros presos. Só que, uma barreira de gelo surgiu antes, recebendo-as e evitando que o plano de Fladramon se realizasse.

- M-Mas..!

- Tsc, tsc.... – Frostmon agitou o dedo indicador para os lados, fazendo uma negação – Não, não vale soltar seus amiguinhos.

- Você... sabia que eu tinha feito isso...

- Não sou tão burrinha como pensam.

- Pensei que ela tinha cérebro de passarinho... – Daisuke deixou escapar outro comentário inútil, o que o fez ser o centro das atenções da ave gelada.

- Como ousa?! FROZEN STORM!!

E outra rajada congelante é arremessada... Desta vez o alvo era justo o menino.
Da última vez só tinha sido preso. Se ele recebesse aquele golpe, fiaria congelado.

Como não tinha como desviar a tempo, fechou os olhos. Tinha dado um deslize ao ter irritado o inimigo. Das outras vezes, ele tinha conseguido se safar (e ouvir sermões de V-mon em seguida), mas desta vez...

- GAH!!

Não foi sorte, nem milagre. Foi sacrifício.

Ouviu um grito, abriu os olhos e viu Fladramon na sua frente. O digimon usou-se como escudo para impedir que o parceiro fosse congelado.

Só que... Quem tinha se tornado uma estátua de gelo era... O próprio Fladramon.


- FLADRAMON!! – berrou Daisuke, com os olhos arregalados de espanto.

- Que idiota, meteu-se na frente! – balbuciou Frostmon – Quanta amizade vocês tem, hein?
- Mas não importa, criança. Antes que você possa encontrá-la, estará morto.
- Será seu fim definitivo, Lance Kuroboshi.


Tudo estava perdido. Nenhum parceiro poderia fazer alguma coisa. Takeru levantou uma sobrancelha ao ouvir aquele nome. Mas Hikari não, ela tinha impressão daquele nome ser familiar.

Aquele nome. Kuroboshi... Não era o sobrenome daquela garota parecida com ela que tinha lhe pedido ajuda antes, a Yami?
Mas no que isso ajudaria agora? Nada, claro.

Frostmon criou outro punhal de gelo na mão direita e se aproximou do Motomiya. O goggle boy não teria pra onde fugir, já que estava de costas para a água sombria e maquiavélica. Seria perigoso se atirar ali sem que alguma coisa surgisse e o pegasse... Ou acontecer algo diferente, como uma reação/irritação na pele etc...

Parou a sua frente e pegou-o pelo pescoço com a mão esquerda, e a vítima deixou o D-3 cai no chão. Estava perto de levar uma punhalada no peito...

Quando... Os D-3 de Hikari e Takeru reagiram, brilhando na cor de seus brasões. O gelo que imobilizava as mãos da Yagami derreteu com a luz. As duas crianças pegaram os aparelhos de seus bolsos e observaram.


No visor tinha o símbolo da Esperança em um, e o da Luz no outro.

- Mas... O que isso significa?! – entreolharam-se, confusos.


As luzes saíram em direção e atingiram o digivice de Daisuke, que brilhou fortemente na cor vermelha. A mesma luz que tinha saído do seu D-3 quando saiu outra do pingente carregado por ChibiBunnymon.


- O que é isso?! – exclamaram Daisuke e Frostmon, ao depararem com a luz vermelha.


E esta luz disparou-se contra o Fladramon congelado. Uma forma circular em vermelho com três pingos que formavam uma pata era desenhado no digimon e o gelo tornou-se vermelho.


Fladramon... Evolução com o Fragmento da Determinação para...
As chamas determinantes da Coragem!! Burning Fladramon!


O gelo avermelhado partiu-se, mostrando um novo aspecto do digimon de Daisuke.

A armadura tornou-se um vermelho mais escuro e intenso. No peito da armadura reluzia em amarelo o brasão da coragem no meio das duas ondas amareladas que já tinha na armadura do digimon. Sua musculatura ficou mais forte e três escamas pontiagudas surgiram em seus ombros. Na barriga tinha o “X” de XV-mon e dois cintos. No detalhe do elmo, um triângulo apareceu no superior dos olhos (no lado oposto do triângulo que Fladramon já possui), e as garras dos punhos ficaram mais fortes e longas.

Tirando isso, possuía os mesmos detalhes da forma anterior.


- Você não vai conseguir fazer isso... – proferiu Burning Fladramon, carregando o punho direito – FIRE SLASH!!

Com as garras envolvidas em chamas ardentes, o dragão desferiu um ataque no digimon ave, que soltou Daisuke imediatamente.

As chamas queimaram suas penas e danificaram um pouco do seu elmo. Frostmon não perdeu tempo e enviou outras estalactites contra o inimigo.

- Knuckle... – carregou seu punho direito – HEAT!! – lançou uma rajada flamejante que derreteu das setas de gelo negro e empurraram a ave contra o chão, rachando a máscara que usava.

- S-seu... Isso queima!!
- D-droga!! Eu voltarei, ouviram?! – saltou alto e desapareceu nos céus cinzentos.


A luta tinha se encerrado. Daisuke ficara impressionado com que acontecera ao seu inseparável companheiro azulzinho, a forma que ele tinha assumido.

De fato, Fladramon havia evoluído. E era uma evolução diferente. Pois não foi ativada com brasão algum e sim...

Aquilo que cintilava no aparelho branco com a borda em azul celeste.

Motomiya pegou o D-3 da areia e parou para observá-lo. No visor tinha a mesma figura que viu no dia em que enfrentou Pandora. Aquela pata em vermelho, que parecia uma chama também.


- Não se mexam, eu irei soltá-los – disse Burning Fladramon, dando um corte flamejante no gelo negro – Fire Slash!

- Esse... Esse é o meu brasão? – perguntou-se mentalmente o goggle boy.


- Daisuke-kun!! – Hikari o chamara a atenção, montada em Nefertimon com V-mon (que já tinha voltado à forma infantil) sentado na sua frente.

- Daisuke-kun, vamos sair daqui antes que apareça outro inimigo! – sugeriu Takeru, pousando com Pegasmon e estendendo a mão para que o garoto subisse no pégaso.

- É... É uma boa idéia... – sorriu ele, colocando o digivice no bolso. Em seguida subiu em Pegasmon.


O trio saiu voando pelo céu, atravessando aquele lugar sinistro. Depois de segundos, distorceram visualmente, desaparecendo do Oceano Negro.

Acabaram por sair nos céus de Odaíba, todos sãos e salvos.

Daisuke olhava para Hikari com um alívio no peito, e em seguida para o dragãozinho.
Sentiu culpa por tê-lo deixado se atirar a sua frente e ser congelado. No fundo sabia que deveria ter levado aquilo a sério, ao invés de sair com tanta impudência.

Quase perdeu o amigo... E quase perdeu a vida.


“Se não fosse pelos digivices da Hikari-chan e o do Takeru, todos nós estaríamos...”

- Ei, não se preocupe. Já passou. – falou V-mon, confortando-o.
- Está tudo bem, não aconteceu nada de grave. Não precisa ficar assim.

- Ah... É que... – o Motomiya mal consegue falar.
- Se não fosse por você, Hikari e eu estaríamos perdidos. Obrigado, Daisuke. –agradeceu Takeru.
- Você nos salvou daquele estranho pássaro, obrigada Daisuke-kun. – idem a Yagami.


Ao ouvir aquilo, alegrou-se. Pois tinha feito o que lhe era certo. E ele fez o que tinha dito a Taichi. Salvou a irmã dele.

E também a sua princesa.








#1 - ohime-sama (お姫様) - princesa [esqueci de colocar esta nota no #2! orz ]

#2 - Frostmon é um digimon do estágio Kanzentai (perfeito/extremo), e é evolução de Feathermon (forma adulta de Sapphmon) [obs.: Os olhos da linhagem da Sapphmon "oficialmente" são amarelos. Este são os primeiros esboços da evoline]

#3 -

  • Ave do Leste é uma referência a uma das minhas OCs (do projeto original, sem relações com qualquer franquia), Meteora. Meteora é uma ave branca que possui brilho azulado em suas penas e é uma das 4 aves lendárias. É a ave do leste e do gelo. Foi nele (sim, ele é macho) que me inspirei para criar a Sapphmon e a Feathermon.
  • O design dela foi esboçado neste rascunho (do tempo em que era viciada em GC e misturava com Sonic, óbvio), sendo ela "parceira" da Nina. No projeto original ela também é invocada pela mesma personagem. No entanto, a Geijutsushi adaptada para a rpg-fic e pro universo Digimon possui Bunnymon como parceira e não Sapphmon, que acabou se tornando a parceira de Rubi.


#4 -
  • Burning Fladramon é uma forma 'upgrade' de Fladramon que tinha desenhado como extra pra Digimon Project. Aqui ele é uma "evolução" do Fladramon, adquirindo o estágio Kanzentai : P
  • Na DP, estas formas não serão usadas... São apenas um extra. Então resolvi utilizá-las aqui x'D Farei dos outros também (Holsmon, Shurimon, Digmon e Submarimon), mas só para a Hinode.



Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:17 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Seg Ago 22, 2011 12:17 am






Pé por pé caminhou pelo cenário. Ainda chamuscada devido à batalha, a ave do gelo mostrava sinais de que ardiam seus ferimentos.

Caminhava...

Até parar diante de uma sombra menor do que ela. Olhos serenos e calmos, azul das profundezas do oceano.

- Ghn... M-mestre... perdoe-me. Aquele... Aquele garoto possui...

- Shh... Eu não te peço relatórios, cara Frostmon... – respondeu, em uma voz tranqüila, de timbre belíssimo e que tinha entonação de um garoto.

- Mas...

- Não precisa, poupe esforços. Eu sei o que aconteceu e de quem é a culpa. Relaxe... Deixe que pensem terem vencido...

Virou-se de costas e começou a andar. A cada passo se via uma mutação na silhueta. Ela agora tinha o mesmo tamanho que a ave gélida, e sua forma tinha o aspecto de ser uma armadura. Seus olhos tornaram-se vermelhos, e reluzia três pedras vermelhas em sua “testa” (pode-se dizer que ele usava uma espécie de elmo com um chifre)

Este olha para o canto direito do ambiente escuro, onde só se via o piso espelhado e algumas gárgulas, e fala diretamente com um individuo que abria seus olhos amedrontadores.

- Você. Fique de olho naqueles dois. Se o Kiseki no Tenshi e sua amiguinha orelhuda continuarem a interferir e a protegerem aqueles garotos... Teremos de utilizar isto ao nosso favor. – sua voz tornou-se mais grave e assustadora.

- Pode deixar, mestre! – respondeu uma voz feminina e jovial. Olhos vermelhos brilhavam assim como as pedras de seu elmo e de suas luvas.


A figura manteve-se em seu canto. Pela pouca iluminação do ambiente só podia se deduzir que ela estava ajoelhada. O estranho seguiu andando e desapareceu, deixando somente aquelas duas lá.


- Então... Você falhou, Frostmon? Que triste... E olha que somos de níveis diferentes hein? – debochou, levantando-se e rindo da companheira.

- Cale-se. – ordenou – Minha missão é matar aquele garoto. E eu não irei falhar na próxima.

- Sei, sei... E então.... Quem está atrás dela?
- Ela? A garota que é a reencarnação da Pandora? – perguntou Frostmon.
- É, é... Se Você está encarregada de matar o garoto e eu de impedir que o Kiseki no Tenshi interfira... Quem está procurando por ela?

Rapidamente viraram para trás, ouvindo o som de algo sendo arremessado para o ar e sendo pego antes de espatifar no chão.

Uma terceira sombra estava presente ali, encostada em uma das gárgulas. Ela pegou um objeto arredondado e olhou para as companheiras. Olhos rosados que emergiam no salão obscuro.

- ...


#5 - Um enigma surge! Visões do passado




- Então o Burning Fladramon quebrou a adaga de gelo e virou o jogo para nós! Aí aquela ave estranha fugiu com medinho e ameaçou voltar! Cara, aquilo foi tão... Tão...

- Ok, Daisuke... Nós já entendemos a história! Não precisa repetir.


A emoção e a adrenalina ainda fluíam no corpo do Motomiya. Ele chegou a contar e recontar aquilo repetidas vezes, a cada vez que aparecia alguém do grupo.

A sétima vez era para Jou... Mas Miyako, que já estava farta daquilo, interferiu.


- Ah, qual é a sua?! – resmungou o goggle boy.
- Você já contou isso umas quinhentas vezes já! Chega! – respondeu ela, um tanto irritada.
- Não é todo dia que acontece algo emocionante assim!
- Idiota, você quase foi morto! Acha que seria emocionante se tivesse morrido?!
- Mas eu já morri uma vez... – murmurou.
- Hein?
- Nada, nada...

- Motomiya... – uma voz veio do fundo, atrás de Ken e Sora – Você devia ser mais cuidadoso.

Daisuke virou-se e percorreu seus olhos à procura do dono daquela voz. Quando a localizou, desviou sua atenção para o que ela tinha em mãos.


- Ah! Geijutsushi! Como está a... A Bunni? – perguntou.

- Ainda por cima me ignora... *sigh* – pensou a menina.
- Ela está bem, só desmaiou – respondeu Taichi antes da garota.
- É, ela só está exausta... – completou Nina.

- É que eu preciso agradecer... Foi graças a ela que o V-mon pode evoluir para Lighdramon e Fladramon...
- E também para Burning Fladramon, Daisuke! – corrigiu o digimon azul.
- Ah, e essa nova forma também.

- Eu te disse pra tomar cuidado... – comentou Geijutsushi.
- Vai por mim... – sussurrou Taichi – Nem sempre ele entende de primeira.

- Oi... Taichi-senpai... O que tá falando aí?

- Eeh? Nada...
- Mas eu falo! – a menina entregou a coelha ao Yagami e peitou-o – Dá pra pensar um pouco antes de agir?! Dessa vez você se safou! Mas e na próxima?! Quer deixar os outros preocupados outra vez?!


Olhava no fundo de seus olhos. Mal se conheciam, mas ela dizia aquilo como se já fossem amigos de longa data.
Por um lado, Daisuke sabia ter agido de forma errada. Foi por impulso de salvar a Hikari, sem ligar para o que poderia acontecer a ele. E o pior erro daquilo tudo foi o seu costume de provocar seus inimigos quando não deve.

Se ele não tivesse feito isso, não teria corrido risco. V-mon não teria sido congelado e muito menos teria ficado entre a vida e a morte mais uma vez.


- Geijutsushi... Eu... M-Me desculpe. P-Pessoal... Me desculpem... – afastou-se um pouco e fez referência. Os demais olharam confusos, pois sabiam que o amigo não era lá tão formal assim.

- Não aconteceu nada de grave! T-Tenha calma! E-eu... Eu só queria... Queria que tivesse m-mais cuidado da próxima vez! – disse a desenhista, com um olhar sem jeito.

- Mas... De certa forma eu concordo com você, Nina-chan. – pronunciou-se a Inoue – Você tem que tomar mais cuidado... Dai-chan, digo, Daisuke...!

- Mas isso não vem ao caso agora. – disse Koushiro, fixado no ecrã do notebook – Temos que descobrir o que nos paralisou no tempo e...

- Koushiro... – cutucou Taichi, apontando em seguida para a paisagem.


O ruivo olhou na direção que o dedo do Yagami indicava, e os demais também fizeram o mesmo.
E para a surpresa de todos... As pessoas que tinham “sumido” voltaram a aparecer.

Ninguém compreendeu aquele fato. Ninguém mesmo. O Izumi voltou a pesquisar para obter uma resposta, enquanto o resto do grupo tentava mentalmente explicar o que tinha acontecido ali.


- Gente... Que horas são? – perguntou Carol.
- Deve ser umas duas da tarde, acho... – disse Miyako, pegando o digivice para confirmar – É, duas horas e quinze minutos.

- O QUEEE?! DUAS DA TARDE?! M-MEUS PAIS VÃO ME MATAR! ERA PARA EU VOLTAR ANTES DO ALMOÇO!! – exclamou a garota de cabelos negros, que saiu às pressas para casa.

- Que garota estranha, não? – comentou Taichi – Isso pareceu um pouco com o Dai...
- Senpai... – Daisuke virou-se para ele – O que está insinuando com isso?!
- Nada não... – desviou o assunto.

- Bom, eu vou pra casa, lá posso pedir a ajuda de Gennai para descobrir o que impede nossos parceiros de evoluir. – pronunciou-se Koushiro, guardando suas coisas e indo para casa.

- Ahn... Koushiro-san, posso ir junto? – perguntou Iori.
- Ah, claro! Pode vir.
- E-eu... Eu poderia ir junto também? – disse Carol, com um pouco de timidez.
- Carol-san? – olhou-a o Izumi – Claro, sem problemas... Eu acho.

- Acho que todos nós deveriamos voltar para casa... Se acontecer algo suspeito, iremos nos contatar pelo D-terminal, certo? – Taichi deu a ordem ao restante.


Todos acenaram positivamente com a cabeça, e se separaram. O último a sair de lá foi Daisuke, V-mon... E a coelha, que foi entregue ao azulzinho pelo escolhido da Coragem.

Enquanto andavam, olharam para a pequenina.

Daisuke pensou seriamente no que ela tinha dito. Nos perigos e riscos que o seu mundo corria. Se ainda tivesse em dúvida em embarcar em mais uma aventura como a anterior, esta foi respondida...

- V-mon... Eu sei que você vai brigar comigo depois, que o pessoal inteiro vai morrer de preocupação se eu desaparecer de novo...
- Mas eu não posso deixar que tudo isso seja destruído.
- E nem que a nova vida de Pandora seja ameaçada.

- Daisuke...? Não está pensando em procurar por ela agora mesmo, não é?! – exclamou o azulzinho.

- V-mon... – olhou-o no fundo dos olhos vermelhos e vibrantes do parceiro – Nós temos que fazer isso.

... com o seu olhar determinado.


- Temos... Temos que voltar logo pra casa! Agora não é hora pra agirmos. Saímos de uma batalha, eles não vão atacar duas vezes no mesmo dia...

- É... Mas, nós iremos encontrá-la. Acho que é melhor começarmos a pensar como ela deve ser e onde deve estar.

- Finalmente... você está pensando mais antes de agir... – riu.

- Ei! Eu penso, ok? Não sou burro!

- Ok, ok...

Ficaram em silêncio, mas logo riram. Seguiram para casa alegremente.

Quando chegaram em casa, puseram a orelhuda em sua cama e a deixaram repousar.
Horas depois, ela abriu seus olhos verdes, recuperada.

- Você está bem! Que alívio! – disse V-mon, olhando-a.
- Uh... O que... o que aconteceu? Só lembro de ter visto neve e... Apagado de vez... – disse ela.
- Obrigado por ter feito aquilo! Eu pude evoluir e salvar os outros antes que uma ave estranha os ferisse!
- Feito “aquilo”?
- Aquele brilho estranho que saiu do seu colar... Ele me fez evoluir e ativou o digivice do Daisuke! E... E também me fez evoluir para a forma perfeita.
- Ah... Isso... Onde ele esta? Ele está bem?


O dragãozinho azul apontou para frente, onde estava o garoto sentado no chão, de pernas cruzadas e de olhos fechados. Parecia estar meditando ou coisa do tipo...


- Bem... Assim que chegamos ele disse pra te por na cama e te cuidar enquanto... Tentava se lembrar de alguma coisa quando era Lance Kuroboshi... Para começarmos a procurar a nova vida da Pandora...

- ... Ele não bateu a cabeça enquanto eu estava inconsciente?

- Err... Não que eu saiba.

- Xiu, vocês dois... – disse ele – Estou me concentrando!

- Daisuke-san... Tem certeza que não pirou de vez? – perguntou a coelha.

- Shh! Estou... Me... Concentrando...


De repente ouve-se um barulho aterrorizante que lembrava um dinossauro rugindo e destruindo tudo ao seu redor.

- AAAH, E UM TYRANOMON GIGANTE!! – berrou V-mon e ChibiBunnymon, que se esconderam debaixo da cama do parceiro.

- Ty... Tyranomon?! – o Motomiya abriu os olhos e olhou ao redor, procurando pelo tal digimon.

Ouviu-se de novo aquilo. Os três se reuniram, pensando onde poderia estar o Tyranomon.
Até que... Descobriram a origem do barulho.

- Daisuke... Eu tou com fome. Minha barriga tá roncando...
- ... V-mon – o garoto encarou-o – Esse som não é Tyranomon gigante coisa nenhuma! É o seu estômago!

- E-eu também tou com fome... – disse ela.
- Então é dela! – acusou V-mon – O meu não faz um barulho como esse!
- Ei! Eu sou uma dama muito comportada!

- Tá... Acho que isso é o chamado da fome de nós três... – falou Dai – Só tomei aquele café! E nem almocei!
- Ok... Então temos Tyranomons em nossas barriguinhas pedindo alimento, certo? – concluiu os digimons.
- Yosh! Vamos dar uma pausa para um lanche!
- OK!!

...

Passaram-se os dias. Nada tinha acontecido de estranho. Na terça, Daisuke levantou cedo e preparou-se para o tal jogo.

Estava disposto a dar o melhor de si na partida. Afinal... Hikari estaria lá, e os outros escolhidos também.

Os dois digimons dormiam profundamente. Aquele pequeno período de tempo fez nascer uma nova amizade entre a dupla com a misteriosa coelha.

Perto da hora de sair para ir pro campo, parou na porta e viu os dois confortavelmente dormindo em dois a três travesseiros no chão. Pensou em chamá-los, mas não o fez pois demonstravam estar tendo sonhos agradáveis.

Apenas sorriu e fechou a porta. Que mal há em deixar um dia só o parceiro sozinho e dar a ele um dia de folga?


---


No meio da multidão, os demais escolhidos se sentavam na arquibancada para acompanhar mais um jogo dos dois amigos. Estavam quase todos lá, exceto por Ken, Koushiro, Jou e Mimi (esta já foi explicado o motivo de sua ausência).


Estava indo tudo bem, principalmente os passes feitos pelo time de Taichi e Daisuke. A bola só chegou a se aproximar da goleira três vezes, sendo que um foi salvo graças ao movimento do Motomiya.

E eles se aproximaram cinco vezes da goleira adversária, mas perderam a única oportunidade de gol.

O placar continuava o mesmo, zero a zero. A redonda parou nos pés do goggle boy, que saiu a toda pela área, acompanhando o ritmo do Yagami pela direita. Driblou quatro jogadores do time rival e chutou para o escolhido da Coragem.

Que prosseguiu rapidamente em direção do gol...
Chutou...

E...

Marcou um ponto.

Só que tinha algo de errado ali... A goleira que antes tinha um rapaz loiro com cabelo preso num rabo de cavalo...

Havia desaparecido.


- Hein?! M-Mas... – Taichi arregalou os olhos, achando estar maluco – Como que a goleira...

- S-Senpai! Cadê os outros jogadores?! – exclamou o outro menino, correndo seus olhos castanhos pelo local – S-sumiram?!


Não só eles... Como as outras pessoas que assistiram sumiram também. Só restavam as crianças escolhidas.

- O que está acontecendo aqui?! Eu podia jurar que tinha mais pessoas sentadas ao nosso lado e... E os jogadores sumiram?! – proferiu Miyako, assustada.

- Isso é muito... Estranho. – comentou Iori – Como isso pode ter acontecido?
- Gente... – Hikari entrou na conversa – Tem algo de errado aqui...


- Algo me diz que lá vem encrenca... – falou Taichi ao menino.
- Melhor sairmos daqui e depressa, senpai! – sugeriu Daisuke.
- É uma boa escolha-- Espera, eu ouvi direito?! Você...
- Taichi, eu não estou louco. Estou sugerindo recuarmos ao invés de esperar que nos aconteça algo.

O outro ficou confuso. Aquela frase não era da natureza do amigo... Não aquele que sempre prefere encarar o que vier pela frente e que sempre reclama quando a única opção é recuar.

- Daisuke, tem certeza que... É você mesmo?
- Não vamos brincar agora! – encarou-o seriamente, diferente da atual expressão ingênua que sempre demonstrava.

- Tem alguma coisa vindo aí – alertou Patamon, que saiu debaixo do chapéu de Takaishi e avistou algo no horizonte. Os outros digimons de Hikari, Miyako e Iori encontravam-se no colo de seus respectivos parceiros.


Uma figura era vista ao longe. Porém ela seguia em linha reta, não se aproximando dos dois escolhidos. O objetivo não era o Motomiya?


- Poromon, Upamon, evoluam!! – Miyako e Iori sacaram os digivices e olharam para os dois monstrinhos, que responderam positivamente com a cabeça.


Mas... os aparelhos não funcionaram. Não reagiram nem nada. A tela estava intacta, sem qualquer atividade. Estava... congelada.


- H-Hein?! Como que... Como que nossos D-3 não funcionam?! – espantou-se Miyako, fitando os outros ao seu lado.

- Aconteceu o mesmo com o Daisuke naquele dia – relatou Yamato – O digivice dele não reagiu e Chibimon não conseguiu evoluir.

- Mas... Ele conseguiu depois, certo? – perguntou Sora – Foi o que ele contou.
- Sim, só que não sabemos o que os impede de evoluir... Ou a forma de burlar isso, como o Daisuke conseguiu fazer – respondeu Takeru.

- Se ele conseguiu, onde é que está o V-mon, dagyaa?! – exclamou Upamon – Não o vimos desde que chegamos, dagyaa!

- ...... – o grupo inteiro ficou em silêncio, voltando-se ao goggle boy segundos depois.


- Se for aquela ave azul de novo... Nefertimon e Pegasmon não serão suficientes, certo? – disse o Yagami.

- A evolução armor não deu muito certo contra ela, Fladramon teve que evoluir para confrontá-la... – confirmou o outro menino.

- Certo... Daisuke, onde está o V-mon?
- V-mon? Ele estava dormindo quando fui chamá-lo para vir junto... E eu... Resolvi deixá-lo em casa, para descansar um pouco.


Taichi ficou em silêncio, com uma cara de tacho. Ele não esperava (e nem queria) ouvir uma resposta daquelas.


- Não podia ter dado essa folga OUTRO dia?! – exclamou Taichi.
- E eu ia adivinhar que teríamos um problema desses?! – resmungou o Motomiya.
- Se um digimon estranho tentou te matar, acha que deveria sair por aí sem o V-mon?!
- Err, e como é que vou andar na rua com um dragão azul criança, huh?
- ... Ora, era só por um casaco com capuz nele! Assim como fiz com o Agumon!
- ........ Ninguém desconfiou dele?
- Ahn, algumas pessoas o viram... Só estranharam o tamanho do “nariz” dele.
- Ok, ok... Vamos sair daqui depressa e...

Os dois calaram-se e observaram. A sombra havia desaparecido. Entreolharam-se confusos, não compreendendo nada.

- Pra onde ela foi? – perguntam os dois em conjunto.
- Melhor aproveitarmos esse tempo e sairmos daqui, senpai! – voltou a sugerir o goggle boy – Eu irei direto para casa chamar o V-mon!
- Espera, se for sozinho talvez aquilo te siga.
- Não quero por em risco a vida de vocês... E eu... Eu tenho uma proteção comigo!
- Hein? Proteção?? – Taichi levantou uma sobrancelha.
- Sim, isso – aponta diretamente para sua mochila, onde em cima dela estava a estrela e os goggles. O indicador do menino apontava para o pingente de cristal.


Fitou a estrela por alguns momentos. Não compreendia muito bem o que era aquilo, mas tinha alguma certeza de que era meio familiar. Taichi sabia que foi Hikari quem comprou o pingente e que deu de aniversário ao amigo...

Mas no fundo, tinha algum mistério por trás daquele acessório.

- O presente da Hikari? – o Yagami piscou seus olhos duas vezes, mostrando-se confuso.
- É, o presente da Hikari-chan. Não se preocupe comigo, Taichi-senpai...
- Mas... Mas o que tem a ver?
- É algo... inexplicável no momento...


E ele saiu em disparada, deixando o amigo ali, observando-o partir. Daisuke pegou suas coisas e seguiu rumo à sua casa, percebendo outra vez que algumas pessoas ainda estavam pelas ruas.

Porém... Tinha uma estranha diferença: elas pareciam estar em outro plano. Assemelhavam-se a imagens virtuais.

Era como se eles estivessem em...
Uma dimensão paralela a realidade?


---


- Neechan, onde você foi no sábado? Estive te ligando o tempo todo!


Na porta da casa da amiga estava a garota de cabelos morenos acastanhados olhava a outra, que atendeu a porta.

- Eu estive ajudando o Koushiro-san a descobrir o que aconteceu naquele dia. – respondeu.
- Ah, é que fiquei meio preocupada... Pois eu saí de lá muito depressa e quase não tinha me despedido de vocês...
- Desculpe... Nós passamos boa parte do tempo pesquisando e mal ouvi o celular tocar.
- Eu não sabia... Espero que isso não tenha te atrapalhado...
- Não atrapalhou, pois estávamos concentrados no assunto e...


De repente ela parou de falar. O silêncio tomou o espaço deixado e Geijutsushi se perguntava mentalmente o que tinha interrompido a fala da garota.

Uma sensação de arrepio. Um estranho flash lhe passou pela cabeça e algo em outro andar e em outra residência começava a brilhar.

Essa reação acordou os dois indivíduos que tinham um bom sonho e se viram numa escuridão total naquele quarto. Luzes desligadas, janela fechada... E a única fonte de iluminação vinha daquele misterioso pingente carregado no peito de...


- Ei, ChibiBunnymon... O seu colar tá brilhando... – notificou V-mon.
- Isso é um aviso... de que a Pandora está por perto...
- Sério?!
- Ou... que o Lance, digo, Daisuke esteja correndo perigo.
- Dai-chan não foi ao jogo hoje? Ou...

O dragãozinho espichou a cabeça, olhando para a cama do escolhido. Estava meio desarrumada. Correu seus olhos rubros pelo ambiente e percebeu que a mochila, os goggles e o pingente não estavam mais em seus respectivos lugares.


- Ele saiu... E nos deixou aqui! – soltou um comentário, dando um suspiro em seguida.
- Não sei o que significa isso, mas espero que dê pra alcançá-lo antes que seja tarde – disse a coelha, voando em direção da porta.

- Espera! Não podemos sair! A Jun pode nos ver! – alertou V-mon.
- Olha o relógio. Aquela coisa fez aquilo de novo. – a orelhuda apontou a luz do colar para o relógio situado ao lado do calendário.

- Aquilo? Congelou o tempo? – indagou o outro digimon.
- Não é bem... congelar o tempo...
- Se é assim, temos que sair daqui e ir atrás do Daisuke!


Então o valente dragão azul abriu a porta, as duas criaturinhas saíram do quarto e fecharam a porta. Prosseguiram para a porta de entrada e saíram do apartamento.

E no sofá, estava a Motomiya. Que teve uma leve sensação de ouvir as portas abrirem e fecharem.

Virou-se para a porta do quarto do irmão e a viu fechada. Logo pos a olhar a porta da casa.

- Que estanho, tive a impressão de ouvir duas portas baterem duas vezes...
- Daisuke, é você? Não... ele tinha saído logo pela manhã para o jogo...
- Será que estou ouvindo coisas?!


---

- Carol?? Carol?! Ei, ei! Você tá me ouvindo?! – Geijutsushi acenava com a mão direita na frente do rosto da garota de olhos verdes, que ainda estava em algum transe.

- Neechan!! Acorda! O que aconteceu?! – pensava ela, preocupada com o estado na amiga.


Minutos depois se ouviu o som de alguém subindo as escadas. Respiração ofegante, e alguns resmungos. Ao olhar diretamente para a escadaria, viu uma pessoa que lhe era familiar.

- E-ei! Motomiya!! – gritou Nina, fazendo gestos pra que ele fosse até elas.

- Uh? O que? – a fitou, percebendo que ela estava um tanto nervosa – Geijutsushi? O que foi?

- Venha aqui, a Carol está estranha, e ela não me responde!


Sem pensar duas vezes, ele aproximou da porta da residência. Olhou-a dos pés a cabeça e tentou deduzir o que poderia ter acontecido. Carol continuava quieta, e fora de si. Um flash lhe passava pela cabeça.

Um estranho filme de uma cidade diferente da movimentada Tóquio. Também não era sua cidade natal... Era um outro lugar. Um lugar cujo não conseguia identificar.

Ela prosseguia naquela rua de sua visão, observando ao redor. Nada lhe parecia familiar. Nem mesmo aquelas pessoas que andavam pelas calçadas.

Até que... parou diante de um grandioso castelo. Um castelo luxuoso e magnífico.
Abriu os portões, adentrou no terreno. Atravessou o jardim e parou diante da porta.

Algo a chamou a atenção e então viu, à sua direita, duas crianças brincando no gramado.
E elas logo desapareceram. A visão começava a mudar, e num piscar de olhos... se encontrava em outro cenário.

Este... Era dentro de um castelo. Mas não era o mesmo em que esteve na cena anterior.
Nele... viu uma dama parecida com aquela que conheceu no parque naquele dia, quando ela e Nina encontraram onze dos doze escolhidos.

Aquela moça viu uma outra pessoa entrar naquela sala belíssima e extravagante... E abraçá-la com força. Uma outra menina, que não conseguia ver o rosto.

Tentou se aproximar dali, mas tudo voltou a mudar de novo... E se viu outra vez naquela cidade, em um dia chuvoso e em outro canto dela. Presenciou uma cena, a mesma garota que foi abraçada conversando com um rapaz que mal conseguia identificar.

Depois disso, viu algo trágico. A cena seguinte continha aquelas três personagens vistas antes... E o fim de uma delas.

Porém, algo estava ali. Uma estranha mulher de vestido negro, de olhos roxos sinistros e sem vida... Segurando um cajado. Atrás dela tinha uma criatura com uma armadura sinistra, com olhos nos ombros e um no peito. Olhos vermelhos que cintilavam na cena caótica. O elmo tinha um chifre de três pedras vermelhas.
Este ser colocava sua mão no ombro da mulher, saboreando aquele momento.



- NEECHAN!! NEECHAN!! – berrava uma voz feminina.
- Choujutsushi! Choujutsushi! – dizia outra, entonação masculina.
- ACORDA!! – as duas se uniram em uma só.

Logo Carol volta ao normal, num pisque duplo, com um ar de confusa.
A imagem ofuscada começou a se normalizar e ela conseguiu ver os rostos dos que lhe chamavam.

- N-Ni... D-Daisuke-kun... Eu vi... – disse ela, meio trêmula.
- Viu o que? – perguntaram.

- Uma... Uma cidade medieval... Duas crianças brincando em um jardim... Um castelo, três pessoas... Uma delas parecia com a Mimi-san, as outras duas não consegui ver direito...

- Uma pessoa parecida com a Mimi-san? – indagou a outra. Daisuke apenas mostrava-se sério e atento ao relato.

- S-sim... E ela... Ela foi assassinada por uma pessoa! Naquela cena tinham as três pessoas que eu vi em flashes anteriores... Porém tinha... Tinha mais alguém nessa cena!

- Mais alguém?! – o calado goggle boy se surpreendeu.

- Sim... Era uma mulher misteriosa... de olhos roxos e que segurava uma cajado... Ela tinha um olhar vazio... E atrás dela estava um outro ser, em uma armadura sombria que possuía olhos nos ombros e no peito, e ele estava gostando daquilo... Foi horrível! Eu... Eu... Não entendo, mas aquela garota que parece com a Mimi-san... Ela me parecia familiar!

- Neechan, naquele dia você... Você tinha chorado assim que olhou nos olhos da Mimi-san, e até disse ter uma sensação de que a conhecia. – lembrou Geijutsushi.

- Sim... De alguma forma, senti um sentimento de culpa quando a conhecemos...


Elas continuavam a falar daquilo, porém ele se mantinha distante. Daisuke pensava e voltava a ouvir aquela narrativa da menina várias e várias vezes.

- A Carol acabou de relembrar do que tinha acontecido anteriormente, quando era a Yorokobi?
- E disse ter visto... A Pandora no dia em que o Lance assassinou a Ai?!
- Espera... QUEM é esse tal ser que estava com a Pandora naquele momento?!







Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:21 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Seg Ago 22, 2011 12:36 am






- Espera... QUEM é esse tal ser que estava com a Pandora naquele momento?!
- Será... Será que esse estranho... Tem algo a ver com o que aconteceu a eles?
- Será...


- Ei, Motomiya.

- Huh??

A voz da vizinha despertou-o de seus pensamentos. Sua linha de raciocínio tentava desvendar aquela nova versão do ocorrido narrado pelo serviçal.

Aquela forma tão sobrenatural de se conversar e até de se explicar o que tinha acontecido em Kuroboshi e Gota Pura:
Através de um espelho.


- Você ficou quieto de repente... Algo te preocupa? – ela voltou a falar.
- Nada... Nada.
- Tem... Tem certeza? Não os preocupei agora pouco? – perguntou Carol.
- Não, é que...
- ... Motomiya, se tem algo a te preocupar, ponha para fora. – sugeriu a outra.


Pensou muito se deveria dizer aquilo agora ou explicar a elas mais tarde. Mas não tinha idéia de como dizer, quais palavras usar.
Qualquer coisa poderia causar uma confusão danada na cabeça delas. E assim pioraria mais a situação.

- Bem... É difícil explicar... – começou Daisuke – Acho que é meio... Meio cedo para falarmos disso.

- Meio cedo? – exclamaram – Como assim?

- Eu... Eu acho que deveriamos nos conhecer melhor, para... Para que pudéssemos falar do assunto sem problemas. Nós só... Só somos colegas de classe... Talvez... Talvez não seremos mais este ano e...

- Escuta, se tem algo a nos falar, diga logo. Pare de inventar desculpas! – bufou a morena, encarando-o.

- N-Nina... Não precisa ser tão... Tão séria com o Daisuke-kun – disse a outra menina, tentando acalmá-la – Ele tem razão, não nos conhecemos muito para falarmos... Falarmos de quê? – voltou-se ao rapaz.

- É um assunto meio... Com... Com...
- Complexo? – arriscou ela.
- Isso... Complexo demais. De uma forma que... Que vocês não vão compreender muito bem e...

- Motomiya... – interrompeu a Geijutsushi – Não interessa se é complexo ou não! Diga logo! Só saberemos se é ou não se nos falar do que se trata!

- Ahn... Ok, eu vou tentar... – suspirou – Espero que eu consiga simplificar isso... – pensou.


Olhou-as, vendo em vista que Ni ainda encarava-o enquanto Carol possuía um olhar normal, porém com um pouco de curiosidade e de confusão.


- Essa... Essa visão da Choujutsushi foi... Uma... Uma... uh, como direi isso...

- Uma visão de algo relacionado com uma vida passada... – disse uma outra voz, cujo não saibam de onde vinha.

- Vida... Vida passada? – indagou a menina de cabelos castanho-claros.
- Ei! Quem disse isso?? – perguntaram se os dois restantes.

- Euzinha aqui. – disse a criatura, em cima da cabeça de Carol.

- H-Hein?! Aquela coelha de novo?! – disse Nina, assustada com o pipocar da digimon rosada.
- Como saiu da minha casa sem que a minha irmã percebesse? – Dai arregalou os olhos, para ter certeza que não era sua imaginação.

- Aconteceu outra vez, Daisuke-san... Não há movimento nas ruas, os objetos eletrônicos não funcionam. Estamos... Pausados no tempo.

- Pausados?! – exclamaram o trio.


#6 - Revelação! O segredo por trás da Estrela de Cristal!




- É. Uma magia que cria uma trava no tempo. Acho que você se lembra disso quando o Warlock-chan te salvou, certo?

- Ahn... Vagamente... Não que eu me lembre muito bem... – respondeu o goggle boy.

- Mas... Essa magia é diferente. Na verdade, ela é parecida com a trava temporal...
- Mas não é! Estamos presos em um paralelo ao seu mundo. Algumas coisas não funcionarão... Como o seu digivice. O relógio, elevadores, objetos eletrônicos estão congelados.

- Deixa eu ver se entendi... – começou Nina – Estamos em uma dimensão paralela a nossa?

- Estamos e não estamos.... Pois esse tipo de magia só nos separa da dimensão atual e nos coloca em um paralelo. Isso gera essa dimensão parecida com a que vivemos.

- Estou confusa... – disse Carol – Alguma coisa nos trancou em um outro lugar, mas não saímos do mesmo lugar? É isso?

- Acho que ela quis dizer que estamos em outro plano... – supôs V-mon, que surgiu ofegante ao lado do menino – E... E por isso estamos “sozinhos”...

- Se for assim... Por que enquanto voltava para cá vi algumas pessoas andando pela rua? – questionou Daisuke.

- É o que o V-mon disse! – falou a orelhuda – Estamos em uma dimensão diferente, porém podemos ver algumas pessoas.
- Acho que é dessa forma que ele procura pela Pandora! Separando os indivíduos que possam ser a nova vida dela!

- Não tou entendendo nada... – Carol e Ni deixaram escapar um comentário, seguido de um suspiro.

- Então temos que achá-lo! – pronunciou o escolhido – Não podemos deixar que a encontrem!

- Isso mesmo! – concordaram os digimons.

- Ei, dá pra explicar, Motomiya? – interveio a desenhista – Não estamos entendendo nada aqui!
- ... Motomiya?

- Neechan... Eles já foram.

- Eeeh?!

Quando se deu conta, Daisuke, V-mon e ChibiBunnymon já haviam ido. Apenas restou ali a mochila, que o menino usava para os treinos e jogos, aberta. Significando que ele pegou algo de lá.

- Que... Mas que idiota! – resmungou ela.
- Pelo jeito, foi uma emergência... Não deveria ficar tão chateada...
- Não, é que ele saiu sem se despedir!
- ... Neechan... *gota*


---


As ruas pareciam aquelas típicas cenas hollywoodianas de filmes onde tudo é abandonado e só há alguns sobreviventes pelas cidades.

No entanto, era essa impressão que ela tinha, ao perceber que estava caminhando sozinha pela calçada.

- Ué? Onde está todo mundo? Parece até que... Evaporaram!
- Mas... Algumas horas atrás eu estava até perdida aqui! E agora... Tá tão...
- Vazio...


Mirou o céu de lá. Estava escuro, pois era noite. A Lua brilhava nos céus, acompanhado de nuvens que mais pareciam véus do que “algodões”. Umas quatro a cinco estrelas cintilavam ali, dando um charme ao visual noturno.

Mas isso não lhe confortava, por mais belo que fosse. Estar sozinha, e em plena rua não era agradável. Tinha a sensação de que havia algo de errado ali. Não, estava mais do que certo que nada estava normal.

Nisso, tirou da bolsa que carregava um celular, mas o aparelho mal dava sinais. Estava apagado e não tinha como ligar para... Seja lá pra quem ela iria telefonar.


- Não tá pegando... O que está acontecendo aqui?!
- Será que eu deveria... Procurar pelo Michael ou pelo Wallace?
- Se eu conseguisse falar com o Koushiro-kun... Talvez ele pudesse explicar o que está acontecendo...

Ao colocar o celular de volta no lugar, pousou os olhos num objeto. Passou alguns segundos olhando-o.


- Palmon... Será que você está bem??


---


O trio saiu em disparada pelas esquinas. Mal teve tempo de se trocar, portanto continuava com o uniforme do time. Apenas vestia um casaco, usava o pingente no pescoço e os goggles na cabeça.

Aliás, o tempo era algo precioso naquele momento... Por mais irônico que fosse, eles estavam separados do tempo atual, e andavam por uma Odaíba congelada no tempo.


- Bunni, tem idéia de como podemos achá-lo? – perguntava o menino, correndo em conjunto do parceiro.

- Ahn... Talvez... Talvez eu possa detectá-lo! É só eu... Me... Me concentrar!

- Ok, então faça isso! Por favor...

- Ainda não consegui me acostumar com isso... – murmurou baixinho o azulzinho – Será que isso é influência do...


O colar voltou a brilhar fortemente, imitindo pisques rápidos e, em seguida, lentos.
Seria um “radar” embutido?


- Ei, ei! Tem alguma coisa por perto! – notificou a coelha.
- Ok! Então vamos seguir adiante! – ordenou Daisuke.
- Vamos! – completou V-mon.


---


- Waaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaallace! O que aconteceu?

Um grito era ouvido pela cidade abandonada. Uma voz fofa e graciosa de um digimon orelhudo que parecia um coelho com um chifre na testa, da cor branco-amarelado com algumas manchas em verde. Andava ao lado de um loiro de cabelo curto de olhos azuis.

- Não sei, Terriermon. Mas não podemos entrar em pânico. Temos que manter a calma.
- Manter a calma... Hmm... Estou com fome... – falou o digimon.
- Essa cena parece familiar... Parece até o que aconteceu ano passado no verão...
- Aquela vez em que o Daisuke esteve aqui? E que encontramos uma garota estranha?
- Sim, a Nat-chan...


Wallace parou naquele asfalto frio. Aliás, ressalta-se “frio”, pois ele sentiu um frio na espinha ao ver uma estranha névoa pelos céus.


- Terriermon... Será que... Chocomon está de volta...? – balbuciou ele ao parceiro.
- Mas... Mas se ele estiver... Não seria estranho ele continuar a agir como se ainda carregasse aquele vírus?


A dupla olhou ao redor, com receio de topar com o tal “Chocomon”. Algo que eles implorariam era que, se numa hipótese o gêmeo de Terriermon voltasse, que não estivesse infectado pelo vírus como da última vez.

Mas a sensação e a névoa sumiram em poucos instantes, graças a um som. Um timbre de voz feminina berrando o nome do garoto e vindo na direção em que ele vinha.


- WALLACEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!
- TERRIERMOOOOOOOOOOOOOOOOON!!



A voz era de...

- M-Mimi?! O que é que você está fazendo aqui?!

- E-Eu... – parou ela a sua frente, e tomou fôlego para continuar a falar – Eu estava andando pelas ruas quando... Todos sumiram! Bem, tinha algumas pessoas andando por aí...
- Tentei ligar pro Koushiro-kun para perguntar a ele o que aconteceu, mas o celular não funcionou!

- Tenha calma, Mimi. – falou o menino – Já passamos por uma situação como esta antes, lembra?

- Sim, mas... tem um problema. Daisuke-kun não está aqui. E a Nat-chan...

- Wallace, e aquela névoa estranha que vimos agora pouco? Poderia ser o Chocomon ou a Nat-chan? – intrometeu-se o digimon.

- Ahn?! Névoa estranha? – Mimi levantou uma sobrancelha.

- Ah... – Wallace voltou-se a ela – Terriermon e eu vimos uma névoa estranha alguns minutos atrás... Mas ela desapareceu assim que você chegou.

- Eh? Então... Você viu aquilo também?!

- Como assim?! – exclamou.

- Quando eu estava vindo para cá, vi uma estranha nuvem nos céus... Achei que poderia ser chuva ou sinal de que ia nevar... Mas o céu estava limpo hoje...
- E também, se movia muito rápido!

- O que será isso, Wallace? – Terriermon puxou o casaco do rapaz, com um ar de preocupação.

- Eu... Eu não sei... – respondeu, fitando os olhos escuros e brilhantes do digimon orelhudo.

- ... Nós temos que ir ao Japão! – pronunciou a Tachikawa.

- M-Mas... Agora?!

- Temos que procurar pelo Koushiro-kun e descobrir o que está acontecendo aqui, se isso é influência de algum digimon ou... Ou algo parecido!

- Eu concordo com ela... – opinou Terriermon.

- Mas Mimi... Não creio que os aeroportos estejam funcionando... Quase nada aqui está funcionando... Parece estar tudo congelado. – contestou o jovem.

- Nós vamos conseguir uma solução! – pôs a pensar.
- Espera! Podemos ir através do portal da Digital World!! – sorriu ela.

- Através do quê? – o rapaz piscou os olhos duas vezes, confuso.

- Irei imediatamente pedir à Miyako ou à Hikari que abram o portal para nós! Hihi, isso é muito mais divertido e mais rápido do que pegar um vôo direto pra Tóquio!


E a jovem de cabelos castanhos com algumas mechas em rosa, sacou da bolsa o D-terminal e enviou a mensagem.

Algo que parecia MUITO estranho... Só os terminais dos escolhidos funcionavam?!


---

- É por aqui!! – apontou a coelha rosada, seguindo para a direita.

- Ok!! – exclamou o Motomiya, com um olhar sério e determinado.


O trio percorria as ruas, agora montado no Lighdramon (o que facilitaria encontrar tal indivíduo detectado pela ChibiBunnymon) eles corriam rápido como um relâmpago, prosseguindo com a procura.

Não de “Pandora”, mas sim daquela sombra que aparecera durante o jogo.


Do alto de algum prédio, observava uma outra figura. Esta tinha quase o tamanho do goggle boy, só que era mais alto que ele.

Com uma voz serena, ele murmurou alguma coisa. E nisso aconteceu algo.


- D-Daisuke!! Uma...!! – gritou Lighdramon, olhando para o que acabara de surgir a sua frente.

- Uma parede?! Como que pode ter uma parede no meio da rua?! – questionou-se o garoto, achando aquilo estúpido.

- I-Isso é MAGIA! – alertou a orelhuda.


A tempo, Lighdramon freia e eles por pouco não colidem com a repentina estrutura de tijolos que se formou no meio do caminho.

- Ufa... – disseram eles, aliviados.


Mas a surpresa estava por vir... O estranho, que continuava a observar a cena, estalou os dedos e a parede mudou de tamanho... E de forma.

Quando se deram conta, estavam diante de uma espécie de gosma negra que queria engoli-los.

Tentaram correr, mas não dava mais tempo. Aquela coisa os engoliu em uma só bocada.
Estavam presos. Presos num ambiente escuro e sinistro.


- P-Pessoal... vocês estão bem?! – gritou Daisuke, pegando o digivice do casaco e usando-o como lanterna.

- Ugh... E-estamos... – respondeu Lighdramon.
- E-estou... b-bem, mas... mas não vejo nada! – manifestou-se a coelha.

- Onde vocês estão? – iluminava os cantos, procurando-os.

- Bem aqui! – gritou o digimon azul – Ei, ChibiBunnymon...
- O que?
- Tem como usar o seu colar para clarear isso aqui?
- Ah é! E-Eu tinha me esquecido disso!
- ... – Lighdramon encarou a direita, da onde vinha a voz dela. Em seguida fez um facepalm com a pata dianteira esquerda.


- Lighdramon!! – gritava o Motomiya – ChibiBunnymon!! Onde vocês estão?!
- Continuem falando, assim consigo encontrar vocês!

Continuava caminhando pelo “nada” e procurando pelos dois amigos.
Até que, viu um brilho a sua frente.

Deduziu que era o colar da digimon do Desejo, por isso seguiu naquela direção.

Enquanto isso, a coelhinha começava a iluminar o lugar, usando não o colar, mas sim uma bolha de plasma rosada. Dessa forma saíram andando e procurando pelo escolhido.

Logo viram a luz do D-3, mas ele não vinha na direção deles.
E sim para o oposto.


- DAISUKE!! ESTAMOS AQUI!! – rugiu o digimon quadrúpede.

- Eh? – virou-se para trás, acompanhando o som – Mas... Se vocês estão aí, então quem está a minha frente?


Um rápido silêncio se fez ali. E foi quebrado quando luzes se acenderam e eles se encontravam em um salão de um castelo medieval. O mesmo lembrava muito a casa de Warlock.

Porém este tinha várias gárgulas. Todas aterrorizantes e sinistras.


- Esse é... – exclamou ChibiBunnymon.


- Ora... Quanta honra em conhecê-lo, Lance Kuroboshi... – ecoou uma voz pelo salão.
- Ou deveria chamá-lo por Daisuke Motomiya, huh?


- Quem é você?! – vociferou o intrépido garoto, olhando para todos os lados da sala.
- Como sabe meu nome? E o nome que eu tinha em outra vida?!

- D-Daisuke-san... Esse lugar é... É a s-sala... Sala do... – ela tentava dizer, mas não conseguia. Estava mais apavorada que poderia estar os outros dois companheiros.

- Sala do...? – perguntou Lighdramon.

- ........ Daquele s-ser que o mestre D-Dragon Hu tinha falado a-ao Kiseki-sama...


- Bem, meu caro... Não se pode ajudar a todos... E você me tirou algo importante. – continuou a entidade.

- Tirei? Eu não tirei coisa alguma! E se a ajudei, como andam dizendo... Qual o problema em ajudá-la?! – rebateu o goggle boy.

- Você não sabe com quem está lidando, seu pirralho insolente!

- Estou conversando de forma civilizada e vai apelar pros insultos? Agora vai querer partir pra briga e aí vamos ficar horas e horas num confronto mano-a-mano... Que não vai resolver nada.

- Bunni, é capaz do Daisuke e o fragmento do Lance estarem unidos ainda? – perguntou Lighdramon.
- D-depende... Acho que não, pois o fragmento que restava do Lance se tornou o Kiseki-sama.


- E quem disse que nós iremos lutar, humano?

- Ué, não vai apelar pra briga? Se algo que aprendi naquele mundo maluco e naquela aventura toda, é que a maioria das lutas que eu tive foram desnecessárias...

- Não haverá luta. Será seu fim agora mesmo, e de suas aventuras. – pronunciou uma silhueta que surgiu no final do salão, coberta pelas sombras das gárgulas.


- Acho que você não entendeu quem eu fui e quem eu sou agora, certo? – sorriu, fechando os punhos com força.
- Eu fui uma marionete sua que por ingenuidade abriu a caixa que aprisionava aquela coisa feiosa que nem lembro o nome ou se sei o nome daquilo...
- E também soltando outra pecinha dos seus planos... Pandora.
- E graças a isso, as trevas tomaram o meu mundo, corromperam a mim e a minha irmã e cometemos atos horríveis.
- Além disso, vocês ocasionaram tudo, a morte de Ai, a sede por vingança da Yaku e do Nesshin...
- E finalmente conseguiram fazer aquilo que tanto desejaram.
- Que era me matar.


Lighdramon olhou para o parceiro, idem a coelhinha. E este só fixava-se nos olhos reluzentes do final da sala.


- No entanto, vocês esqueceram de uma coisa. – continuou Daisuke.
- Desde pequeno, eu podia ser ingênuo, mas era esperto.
- E isso me fez realizar um feito antes de morrer naquele dia.
- Estava enfraquecido, mas tinha como realizar um pequeno feitiço que o Warlock nunca soubera que eu tenha aprendido.
- Por ser complicado demais, e ter mais chances de falhar.
- Mas... Como fazia jus ao meu pseudo-nome, Kiseki, eu consegui fazer com sucesso.


- H-Hein? Do que ele está falando? – indagou Vee.
- Não sei... Mas... Mas isso é interessante... Ele se recorda ainda? – comentou a digimon rosada.


- Eu realizei aquela magia. E com sucesso. – prosseguiu a falar.
- A única coisa que eu precisava era de algo... Algo importante para mim.
- E isso era o que tinha em mãos. O que estava comigo o tempo inteiro.
- Então... Balbuciei as palavras, e consegui fazer com que esse “algo” voltasse para mim.
- Caso eu voltasse à vida. E foi o que aconteceu.
- Eu renasci de novo, em outro lugar. E também acabei por realizar o sonho que tinha desde que era Lance Kuroboshi.
- Um mundo onde monstros e humanos tivessem elos. Bom, isso vocês já sabem, suponho.


Desviou o olhar, voltou seus olhos castanhos para a estrela de cristal. Esse “algo” era justo aquilo.
Aquele objeto. Não tinha sido por acaso que Warlock tinha o entregue naquela vez.

Não mesmo.

- Um ano depois, com onze anos, a mesma idade que tive um ano depois de ter libertado a Pandora quando ainda era o príncipe Lance,
- Eu tive a primeira recordação. Naquele sábado eu perdi o treino, graças a alguns imprevistos...
- Mas eu acabei por conhecer Warlock, Yami, MiyaShurimon e Okami... Outra vez, claro.
- O primeiro contato lá fez com que a magia que realizei antes de morrer fosse liberada.
- E dessa forma, eu pude retornar. Mas as lembranças tinham de vir por conta própria, através desse “algo”.
- E foi isso que aconteceu. Tudo começou a fazer sentido, e então...
- Eu pude terminar o que tinha deixado pendente.

- E-espera, Daisuke... – interrompeu o azulado – Então, sua ida àquele mundo não foi mera coincidência? Planejou tudo isso... Antes de...

- Lighdramon, eu tinha dito isso antes. “Não foi por acaso que fomos parar no castelo do Warlock”.
- Claro que o Lance tinha traçado toda essa idéia. Vocês só subestimam um pouco o rapaz que ele era.

- E agora virou um completo idiota que volta e meia sofre de dupla personalidade graças a essa loucura toda que vivemos... – pensou o parceiro.

- Aliás, algumas pessoas subestimavam minha capacidade e eu mostrei a elas, huh?
- Ganhei respeito deles. Me reconheceram como o líder do grupo...
- Viram que eu não era tão idiota assim.
- Acho que – fitou a sombra seriamente – não deveria me subestimar de maneira alguma.

- Meu jovem... você tem coragem e audácia em me enfrentar. – reconheceu o estranho.
- Mas só jogou palavras ao vento. Isso não mudará nada. Seu Destino é esse.
- Seu fim é esse.



Eis que o chão começa a se modificar.
E este começa a tremer, graças a isso o digimon azulado volta à forma criança.
O piso onde estava Daisuke, V-mon e ChibiBunnymon se abre e os três caem num alçapão, que se fecha logo em seguida.


A criatura vil esboça um sorriso maquiavélico e olha para a direita, onde se encontrava Frostmon.

- Minha cara Frostmon, vá ter sua vingança contra o garoto. Elimine-o. Eu tenho algumas coisas para fazer aqui.
- Deixarei a diversão por sua conta. Faça o que quiser com ele.
- Só não os deixe escapar. Não deixe de forma alguma que aquela criança sobreviva.

- Sim, mestre. Darei um fim nela nesse instante.


Desapareceu dali. E o “mestre” dela se retirou pela porta do final da sala, indo para outro cômodo.


Enquanto isso...

Algo chamara a atenção dos escolhidos. E das outras duas garotas. Uma brisa fria e sinistra, que os deixava tensos.

Porém, as notícias tensas foram aliviadas... Pelo menos a uma pessoa:


- Mimi!! Ela quer que eu abra o portal para ela, Izumi-senpai!! – berrou a Inoue, alegremente.
- Parece que não somos os únicos que estamos tendo esses ocorridos! Em Nova Iorque também está!

- Hm... É, Miyako-kun – disse o ruivo – Isso parece envolver a nós. E falando em nós...

- Onde foi o Daisuke-kun?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:24 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Seg Ago 22, 2011 9:44 pm






- Meu jovem... você tem coragem e audácia em me enfrentar. – reconheceu o estranho.
- Mas só jogou palavras ao vento. Isso não mudará nada. Seu Destino é esse.
- Seu fim é esse.


Eis que o chão começa a se modificar.
E este começa a tremer, graças a isso o digimon azulado volta à forma criança.

O piso onde estava Daisuke, V-mon e ChibiBunnymon...


- H-HEIN!? O CHÃO... – disse ChibiBunnymon.
- Ah não, ISSO É PERSEGUIÇÃO! – protestou Daisuke.
- Isso não é nada bom... – comentou V-mon...

... Se abre e o trio cai em um alçapão.


- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!!

E logo se fecha, impossibilitando que eles voltem.



- AAAAH, A GENTE TA CAINDO!! DAISUKEEEE, ME FAZ EVOLUIR PRA XV-MON!!

- S-SE DER TEMPO!! – gritou de volta, pegando o digivice do bolso – V-MON, EVOLUA!!


Nada acontece. A evolução normal estava sendo bloqueada. E agora?


- DAISUKE-SAN, USE A EVOLUÇÃO ARMOR! – sugeriu ChibiBunnymon.

- Ghn… Certo!


- DIGIMENTAL UP!!

V-mon... Evolução Armor para...
A Coragem flamejante, Fladramon!!



Fladramon rapidamente pegou o menino e a coelha, e saiu saltando de uma parede a outra em ziguezague, descendo até o chão.

Uma cena um tanto familiar. Afinal, quem tinha feito aquilo antes foi o garoto... Quando ainda tinha a essência de Pandora em seu corpo.


- Pensou rápido, hein? – elogiou a pequenina.
- Sim, porém não entendo por que me fizeste evoluir para Fladramon... – indagou o digimon parceiro.
- Com suas garras ficava mais fácil para se prender na parede e não cairmos, entende? – explicou Daisuke.
- Ah. Então mais uma vez tive um raciocínio diferente…
- O que está querendo dizer com isso? Que eu não sei pensar?
- Não... Não foi bem isso que eu quis dizer. Foi mais aquilo que você tinha dito…


Os colocou no chão. O dragão azulado olhou ao redor e viu que se encontravam em uma espécie de corredor, onde só tinha passagem para frente. Depois fitou o túnel por onde tinham caído.

Não havia porta. Estavam realmente presos ali.

- Não há como subir... – pensou Fladramon – Então só nos resta... Continuar adiante...

- Aquilo de subestimarem minha capacidade? – falou o menino – Bom, o Lance também era subestimado e muita gente aí se enganou.
- E você mesmo viu. Takeru e Miyako eram os “líderes”, e eu… Quase ninguém me levava a sério...

- Ok. Já entendi isso, Daisuke... O que me preocupa agora é como iremos voltar.
- Ahn... Por cima não dá, certo?
- Certo... Como sabe?! – ficou boquiaberto, como se o garoto tivesse lido seus pensamentos.
- Ué, tá na cara. E você olhando pro teto com uma cara séria, queria que eu pensasse o que?
- Só temos este corredor como passagem. Mas tenho receio do que poderemos encontrar...

- Hmm... Acho que podemos ir com cautela. – intrometeu-se Bunni – qualquer coisa, cada um cuida de um canto.

- Ok. Fladramon, você fica cuidando na nossa retaguarda. Bunni, você fica de olho no que vier pela frente... E eu cuidarei dos lados. – propôs o escolhido.

- Posso cuidar do teto também... – disse ela – E o Fladramon do chão.

- Nah, eu cuido disso também. Agora... vamos?

- Ok. – balançaram a cabeça positivamente os digimons. Em seguida, os três adentraram no corredor, observando tudo ao seu redor.



#7 - Determinação no auge! Ruja, Burning Fladramon!





- Nina, o que está a fazer?! – perguntou Carol, olhando a garota a discar como uma louca o celular.

- ATENDE, MOTOMIYA! ATENDE ESSE CELULAR!! – gritava ela histericamente.

- Os aparelhos eletrônicos não funcionam, lembra?

- Mas... Eu estou preocupada com ele! Não sentiu uma sensação terrível de que alguma coisa aconteceu?! E que ele está em perigo?!

- Neechan... Acalme-se... E por que tanto desespero? – indagou, confusa.

- ... Eu me importo com os outros! – virou a cara, emburrada.

A outra ficou em silêncio, e pensou:

- A Nina nunca foi de ter essa atitude... E também, nunca respondeu a mim algo parecido assim antes.
- Será que... Ela sente algo pelo Daisuke-kun?




- OI! Carol, quer parar de pensar em eu gostar de um colega de classe?! – resmungou Geijutsushi – E também, ele não é lá grande coisa!

- Aah... D-desculpe se pareceu isso!

- Calma... Acho que me precipitei... Eu sou uma besta quadrada mesmo... Esqueci que ele deixou a mochila aqui e no mínimo deixou o celular... – começou a fuçar na mochila aberta e viu justamente o aparelho que esperava estar com o menino – Ah, achei. Não disse?

- Hein, neechan...?

- Ah, eu quis dizer que sou burra mesmo em não ter verificado se ele deixou ou não o celular na mochila...

- Não, não é isso.

- Então o que é?

- Se... Se está preocupada com ele, por que não vamos procurar pelos outros? Bem, acho que poderíamos perguntar ao Koushiro-san...

- Não seria uma má idéia... Talvez eu vá perguntar ao Yagami... Ou a irmã dele.
- Do Daisuke-kun ou do Yagami-san?
- Lógico que seria a Hikari, né? A Motomiya-san talvez nem saiba de nada! E poderia ficar maluca que nem aquela vez!
- Ah sim... Bem, então por onde devemos começar?

- ... Se não formos à casa do Izumi antes, você vai ficar ansiosa e torcer para que não encontremos o Yagami, certo? – interrogou Nina, olhando-a com pequeno sorrisinho.

- E-err... T-Tanto faz! O-O que importa é procurarmos e descobrirmos se o Daisuke-kun está b-bem! – respondeu Carol, corando um pouco.

- Haha, ok! Vamos fazer a sua vontade – deu um risinho, fechou a mochila do garoto e a colocou em cima do sofá da morada de Carol.

- E-ei... C-como assim?!

- C’mon, vamos fazer uma visitinha a ele.


A morena acastanhada pegou a amiga pelo pulso e as duas saíram da casa, indo até a residência dos Izumi.


---

- O Daisuke? Ahn... Eu não sei! Taichi-san tinha dito que ele foi buscar o V-mon, mas...
- Mas depois não tivemos notícias dele. Acha que há algo de errado?


Miyako demonstrava preocupada com o amigo. Conhecia Daisuke faz bastante tempo, e já ficou nervosa antes. Justo quando ele desapareceu por quatorze dias no ano passado.

E o Koushiro... Este também tinha um pingo de preocupação. Mas algo também o incomodava, como o fato de...

- ... Daisuke-kun não deveria ter saído sozinho... – desabafou ele.
- Principalmente depois de dizer que um estranho digimon tentou matá-lo.


Fixou-se na tela do computador portátil, e voltou ao trabalho. Ele e a Inoue tentavam abrir o portal para que Mimi e Wallace pudessem usá-lo como meio de transporte até o Japão.

E a cada nova tentativa... Mais falhas. Nada funcionava.


- Acha que... – a garota voltou a falar – Essa demora dele entrar em contato conosco...
- Possa significar que ele...

- Miyako-kun. Nós vimos algo inexplicável naquele dia. Ele e V-mon são capazes de muita coisa.
- Ele não é mais o mesmo Daisuke ingênuo que nós conhecemos. De alguma forma, ele mudou.

- Ah, isso deu pra perceber... Mas não muda o fato dele continuar sendo meio suicida e cabeça-quente.

- Só que... Essa mudança...
- Ela parece ter acontecido durante o sumiço dele. Justo quando ele passou aquele tempo em um mundo desconhecido e sombrio.

- Izumi-senpai... Acha que o Daisuke amadureceu em contato com aquele estranho lugar em que fomos parar graças àquele mago que parecia com o tal Ryo que vocês falaram?
- E... falando nele... O que aconteceu? Por que só ouvimos falar dele?

- Ryo-san... – Koushiro pos a pensar em como explicar.
- Bem, ele desapareceu. Nós nunca mais ouvimos falar dele...
- Até pensamos que ele...

- E...
- E por que estamos falando disso?! MIMI-ONEESAMA ESTÁ NOS ESPERANDO!!

- M-Miyako-san... *gota* – suspirou Poromon, que até agora se mantinha em silêncio.

- Alguma novidade? – a Inoue voltou-se para a tela, especulando sobre o processo.

- Nada ainda... – respondeu desanimadamente o ruivo – Continuamos na estaca zero. Sem atividade do portal ou dos digivices...
- Temo que tenha algo nos impossibilitando de agir, causando uma interferência no sinal dos aparelhos e cessando a entrada. Não temos como abrir o portal por enquanto.

- E como vamos fazer isso?! E se alguém for buscá-los em Nova Iorque?

- Tá maluca, Miyako-san?! – exclamou o digimon penoso – Como que é faríamos isso?! Esqueceu que nem o Daisuke-san e o Ken-san podem usar a jogress para evoluir os parceiros?

- Ahn... Mas... Mas deve ter um jeitooooo – insistiu ela, pensando numa solução.

- O certo é esperarmos, Miyako-kun – falou o Izumi – Os aeroportos estão fechados, não há atividade alguma de meio de transporte algum.
- Estamos fora do tempo atual e não sabemos o que está causando isso...

- Ei, Vamos tentar de novo! Não quero aguardar tanto!
- Devemos insistir nisso! Uma hora esse portal tem de abrir!

- Ok, vamos tentar mais uma vez.

Digitou alguns códigos, e surgiu a tela do portal no portátil. Miyako apontou para a tela o digivice branco com borda vermelha.

Olhar sério e concentrado, ela segurava o D-3 com firmeza. E com uma voz forte, pronunciou a famosa frase:

- DIGITAL GATE, OPEN!!


Um feixe branco saiu e acertou a tela, que começou a reagir. Curiosos, os dois escolhidos observavam aquilo, esperando que tivessem finalmente conseguido abrir o portal.

As caras séries dos dois começaram a mudar. A iluminação da tela refletia nos óculos da Inoue, enquanto Koushiro ainda analisava aquilo com extrema atenção.

Viraram-se um para o outro, e mostravam-se satisfeitos.

- BINGO! FUNCIONOU! – gritou histericamente a escolhida.


---

- Nada até agora... Acho que não há saída! – balbuciou ChibiBunnymon à dupla.
- Tenha paciência, não vamos parar até encontrarmos um modo de sairmos daqui e voltarmos para casa... – disse o goggle boy seriamente.


Cerca de quase trinta minutos se passaram ali. Até o dado momento em que finalmente chegaram ao final do corredor.

Encontrando uma sala totalmente nova. Pareciam estar em outra ala semelhante ao labirinto do castelo de Warlock.

Porém ao olhar mais uma vez para o cenário, perceberam que as paredes tinham aspecto de cristal. Assemelhava-se a uma caverna de cristais do que um cômodo de castelo.


- Que estranho – comentou Vee – Viemos parar em algum subterrâneo ou algo parecido?!

- Esperem... Isso está muito calmo... Muito calmo pro meu gosto – Daisuke começou a averiguar o local.

- Não sei se é uma boa idéia ficarmos parados aqui... – disse a orelhuda – E se acabarmos por encontrar alguma “surpresinha”?

- Vocês sabem – o Motomiya voltou-se a eles – Aquela ave maluca está atrás de mim, enquanto aquele outro que apareceu e nos jogou neste lugar, está procurando pela “Pandora”.
- E sabendo que fui encarregado de encontrá-la antes e realizar esse feitiço do Dragon Hu para que ela não fosse usada outra vez...
- Essa digimon penosa ficou encarregada de me eliminar.

- Hm, faz sentido... – falam os digimons em coro.

- Então... Quanto mais depressa voltarmos para Odaíba, mais rápido teremos de procurar por ela.
- Pois nos trancando aqui... Só nos atrasa e dá mais tempo para que ele a encontre antes de nós!

- Isso mesmo! – ressaltou Bunni – Agora eu poderia pedir auxilio ao Kiseki-sama, mas creio que ele está ocupado...

- Não se esqueça que eu também posso fazer isso. Ou melhor, nós podemos fazer isso! Juntos!
- Fladramon, consegue saltar até a parede do túnel que está acima de nós?

- T-Túnel? – o dragão ficou confuso.

- É, o que estamos bem abaixo – aponta para o teto, com cara de intelectual.

- Ele só pode estar se gabando... – murmurou – Não é possível que ele tenha descoberto uma saída tão rap--


Quando o parceiro seguiu o dedo da criança, notou uma abertura no teto. Ele não tinha reparado nisso, já que estava de olho na retaguarda do grupo. Muito menos a coelhinha, que estava atenta ao que viesse pela frente.

O único que ficou com as funções dos cantos, chão e teto era o rapaz. E depois de mais um de seus “surtos” (como V-mon chamava aqueles momentos em que Daisuke parecia voltar a ser o Kuroboshi temporariamente)


- Ahn... Quando que...

- Bem, é só observar o teto com calma. Essa passagem fica oculta no campo de visão de quem vem do corredor. – explicou ele.
- Então, quando chegamos aqui dentro, deu pra reparar nisso.

- Interessante...... – impressionou-se a pequena.
- Daisuke... Tem certeza de que é você mesmo? – perguntou Fladramon.

- Não, sou a Miyako. – respondeu sarcasticamente, encarando o azulado.
- Esqueceu? Eu tive as lembranças de quando era ele, mas agora sou outra pessoa.
- Que continua com algumas características...
- Como essa.

- A de usar a cabeça só quando é necessário? *gota* - chutou a resposta o companheiro.

- É... Ei!! Eu não sou burro! – reclamou.

- Claro que não... Só aparenta ser imaturo às vezes...
- Mas... Isso está muito fácil, não está?

- É, por isso que... Suponho que devemos passar por ela antes de continuarmos.

- Passar por quem? Pela Bunni?!

- H-hein?! – assustou-se a digimon rosada – Passar por mim?!

- Não... – acenou negativamente com o dedo indicador que apontava para a saída.
- Por ela.


O valente Motomiya virou-se em direção de uma incógnita e apontou para a mesma. De lá, num salto rápido, surgiu na frente deles Frostmon.

Que adoraria um segundo round depois da humilhação que passou no Oceano Negro.


- Você é impressionante, garoto... – elogiou Frostmon.
- Ótima dedução. Claro que esta é a única saída.
- Mas vocês não vão conseguir me derrotar desta vez.
- Não vão.


Com um sorriso sarcástico no rosto, Daisuke respondeu a altura, mostrando-se muito confiante:

- Duvido. Da última vez você saiu com o rabinho entre as patas...
- Melhor fugir de novo... Estou te avisando.
- Pois ninguém para a dupla 2-top aqui!


---

- Ei, Taichi... Não acha que o Daisuke está demorando demais para nos contatar?


Yamato, Taichi e Hikari estavam na casa de Takeru, esperando qualquer sinal.
Os quatro resolveram ir para a casa mais próxima de onde estava tendo a partida, e de lá esperavam pelo serelepe garoto.


- Paciência, Yamato... – respondeu o escolhido da Coragem – Sabemos que o Daisuke é assim mesmo...
- Logo ele aparece... Eu espero...

- Ele vai... – disse a irmã – Eu... Eu sei que vai.

- E quanto ao Koushiro? – o loiro mais velho mudou de assunto – Ele descobriu algo?

- Pelo jeito acho que não... – falou Takeru – Mas desde então não deixou de pesquisar e obter uma resposta sobre isso...
- O mais estranho mesmo foi terem atraído a Hikari como isca para pegarem o Daisuke...
- E aquele estranho digimon o chamou por outro nome...

- Que nome? Ele não falou dessa parte – comentou o Yagami.

- Aquele nome... – interrompeu Hikari – Eu... Eu já tinha ouvido antes.
- Kuroboshi... Esse era o sobrenome daquela garota parecida comigo...

- Aquela garota que estava com os outros que se pareciam conosco? – indagou o Takaishi.

- Sim... – afirmou ela.
- Quando tive contato com ela pela primeira vez, naquele dia em que a vi no reflexo de uma vitrine...
- Ela disse... Que precisava da minha ajuda, e do Daisuke-kun.
- E explicou que ele era parecido com o seu irmão...
- Nome dela era Yami Kuroboshi.

- E o nome que aquela ave falou foi...

- Lance Kuroboshi... Ela chamou o Daisuke-kun por este nome...

- Só que... O que o Daisuke foi fazer naquele outro mundo foi resolvido, não foi? – indagou Patamon.

- Eles derrotaram aquele digimon maligno – respondeu Tailmon – Cujo foi o resultado de uma fusão de Demon com aquela estranha garota com quem ele lutava.

- Então... Por que aquela ave está tentando matar o Daisuke?! – Taichi ainda estava confuso com aquilo.
- Isso não faz sentido!

- Taichi tem razão – concordou o Ishida – Por que estão atrás dele?

- Eu não sei! – disse Hikari.
- Se tivesse como sabermos...

- E tudo começou depois que apareceu aquela coelha voadora... – suspirou Taichi – Será que ela tem alguma relação com isso?

- Eu não sei...


E uma pena branca é vista pela escolhida da Luz. Uma pequena pena que parecia mais ser feita de uma aura branca e pura do que uma pena propriamente dita.

Ao olhar para a porta do quarto de Takeru, onde eles estavam, viu uma entidade cujo tinha a aparência semelhante a alguém que já tinha visto antes.

Olhou-a espantada, enquanto os demais não compreendiam a reação da garota.
E idem do ser celestial, que ficou surpreso em perceber que alguém o via ali.


- D-Daisuke-kun?! – exclamou a Yagami, olhando-o dos pés a cabeça.

- Huh? – disseram os rapazes, voltando-se para a porta.
- Ué, mas não há ninguém ali... – disse o digimon alado.
- Esperem... – Tailmon olhou atentamente para a parceira – Hikari está se comunicando.

- É você? M-Mas...
- Você... Você pode me ver? – piscou os olhos, surpreso.
- Espera... Você é o Daisuke-kun?

- Hm... Não é bem assim – riu – Eu sou o fragmento que restava do Lance...
- Uma pequena parte que se separou dele e ficou para proteger aquele mundo.
- E também ajudo as almas arrependidas a terem uma segunda chance, como ele teve.
- Ah, por agora, me chamo “Kiseki”. Não pertenço mais ao Lance, atual Daisuke...

- O que... O que você veio fazer aqui? – perguntou ela.

- Ué, eu vim explicar o motivo da vinda de ChibiBunnymon, a Digimon do Desejo, até aqui.
- Bem, nem me surpreende que a escolhida da Luz possa se comunicar comigo.

- Explicar? Então... Por que aquela ave tentou matar o Daisuke-kun?
- Você sabe?

- Tenha calma, eu vou chegar lá...
- Acontece é que, depois dele ter derrotado Pandora e a selado dentro da caixa...
- Percebi que ela era apenas outra marionete das trevas... Assim como o Lance tinha sido... Assim como boa parte daquelas pessoas que tinham contato foram.
- E então a ajudei a se livrar daquela aura negra. E então ela pode renascer também...
- Mas parece que o verdadeiro causador descobriu isso e...
- Veio atrás dela, em seu mundo.
- Como a culpa foi minha, minha mestra mandou que viesse procurar pela nova vida de Pandora e a entregasse aquele objeto que está com a Bunni.
- Só que... Tinha um probleminha... Eu não posso me ausentar de lá e deixar meu cargo.
- E se eu deixasse nas mãos do Hariki, boa parte das almas que se arrependeram iriam continuar vagando pelo “nada”. *gota*

- Por isso que... Você veio até aqui? Veio pedir para que Daisuke a ajudasse a encontrá-la?

- Não é a toa que é uma escolhida – riu – Sim, foi por este motivo que a Bunni veio.
- Ela e eu temos uma conexão. E tirando você, só ele e o seu parceiro podem me ver.
- Os demais não. Eu acho.

- Então, por que aquele digimon ave me atraiu para o Oceano Negro? E por que ela tentou matá-lo?

- Você mesma pode responder essa pergunta.
- E não foi só por isso que pedi auxílio a ele...
- Para que “Pandora” ficasse livre das trevas e que elas não “a” dominem,
- É necessário que o feitiço criado pelo mago Dragon Hu seja ativado.
- Reunindo os fragmentos da Felicidade e do Desejo puros.

- Aquele digimon está tentando impedi-lo de reunir estes fragmentos e ativar a magia que irá impedir que esta pessoa seja usada pelas forças do mal?

- Exatamente, escolhida da Luz.
- Por isso, a Luz e a Esperança devem trabalhar em conjunto com o escolhido do Milagre.
- E libertar o poder da Determinação, Energia e Justiça para que essa missão seja cumprida. Não só vocês, todos os escolhidos devem agir e impedir que essa pessoa seja encontrada por ele.
- Caso contrário, as coisas ficarão mais complicadas. E colocará em risco o seu mundo, a Digital World e qualquer outro mundo paralelo a estes dois que tenham alguma relação com aquela dimensão que o Lance pertenceu antes de renascer como Daisuke.

- Entendi... Obrigada por esclarecer tudo – sorriu a jovem.

- Disponha... – Kiseki sorriu de volta – Agora preciso voltar, qualquer coisa a Bunni irá me chamar...
- Só espero que ele ainda tenha juízo... *sigh*


E num piscar de olhos, o anjo desapareceu dali. Hikari continuava olhando para o local onde ele se encontrava, até sentir alguém cutucar seu ombro.

Voltou-se para a direita e viu seu irmão, quem lhe chamava a atenção.


- Hikari? Você está bem? Até parece que viu um fantasma...

- Ahn? Não, oniichan... O que eu vi foi um anjo, Kiseki.

- Anjo?! – exclamaram Takeru e Yamato.

- Sim, e ele me explicou tudo... E eu devo explicar a vocês...
- Porque isso não é só o Daisuke-kun quem deve agir.
- Todos nós devemos. Algo ruim irá acontecer se não agirmos depressa.

- O que, por exemplo? – perguntou Patamon.

- Por favor, silêncio... – pediu Tailmon – Hikari, continue.


E a escolhida pos a falar tudo que Kiseki tinha explicado.

---


- Cuidado! – berrou Fladramon, esquivando-se os ataques congelante de Frostmon.
- T-Tá difícil!! – pensou o menino – Não pensei que ela atacaria dessa forma!


A luta havia começado faz quinze minutos atrás. Frostmon os atacava diretamente com as estalactites negras, sem sequer imobiliza-los ou coisa do gênero.

Porém, ela os separava. Tinha um plano na cabeça. Se conseguisse confundi-los, uma hora o alvo iria cometer um deslize e não conseguiria escapar de uma daquelas poderosas estacas de gelo.

Muito fácil.

- Ei, Bunni... – Daisuke a chamou – Não tem como fazer o Fladramon evoluir de novo?!
- Ahn... Mas... Mas isso depende de você, não de mim!
- Mas, como eu faço isso?!
- Tem de ativar o fragmento da Determinação!
- E... E como ativo isso?!

- Ah calem-se! – vociferou a ave – Caso contrário congelarei todos vocês de uma vez só!

- Ainda não entendo... Por que ela está nos atacando dessa forma?! – pensou o dragão.
- Não está pensando em nos cansar para depois nos pegar de surpresa, né?!

- Eu... – Bunni olhou-o no fundo dos olhos castanhos – Eu não sei! Só sei que deve ativar o fragmento!
- Ok... É como um Digimental?! Tem alguma frase de ativação?!
- Eu não sei, Daisuke-san!! Não tenho a mínima idéia!!

- Odeio ser ignorada! – bufou a inimiga.
- Chega, tentei ser boazinha e brincar um pouco com vocês...
- FROZEN STORM!!

E a temível ave lançou uma rajada gélida na direção de Daisuke, como da última vez.
No entanto, Fladramon foi mais rápido e contra-atacou:

- KNUCKLE FIRE!!

E arremessando bolas de fogo de seus punhos, derreteu a rajada antes que ela pudesse atingir o parceiro.

- Daisuke, ChibiBunnymon... Temos que pará-la de qualquer forma! – disse ele.
- Creio que já entendi o plano dela!

- C-certo!! – responderam, se juntando ao flamejante digimon.

- Ei! Não dei permissão para que se reunissem!! – gritou ela, lançando mais dardos de gelo – FROZEN ARROW!!


O digimon do fogo realizou mais um contra-ataque, destruindo as agulhas antes que os atingissem.
Enquanto isso, o goggle boy tentava várias vezes fazer com que o símbolo avermelhado surgisse no ecrã do D-3.

- Aaah, por que não funciona?! – resmungava o escolhido.
- Talvez esteja fazendo algo de errado – supôs a orelhuda.
- Não temos tempo para falhas! Fladramon, evolua já!

Apontou o digivice para o digimon, mas nada. Alguma coisa lhe faltava.

- Não adianta! Se não está conseguindo ativar o fragmento, significa que está fazendo isso de forma errada! – contestou ela.

- Então como é que se faz?! – encarou-a.

- Vocês querem parar de briga e pensarem logo em um plano? Só eu que tenho de atacar, contra-atacar, esquivar e defender aqui?! – bravejou Fladramon.


- EU NÃO PERMITI RENIÕEZINHAS!! – atirou-se contra Fladramon e o empurrou contra a parede.

- AAH!! – os outros dois que estavam atrás de Vee se atiraram contra o chão, escapando de serem amassados.

- Parece que não terei condições de eliminar aquela criança se não te destruir primeiro! – ela o pressionava contra a parede, onde tinham alguns “espinhos” de gelo e com suas garras apertava a garganta dele, dificultando sua respiração.

- F-Fladramon!! – berrava Daisuke, chocado com aquilo.
- Vee-san!! – idem a coelhinha.


Não tinha como enfrentar um oponente forte como ela. E o que um simples humano poderia fazer para ajudar um amigo digimon que, minutos atrás, era o único apto a batalhar, mesmo que sua força não fosse suficiente para derrotá-la?

Aquela cena o deixava nervoso. O Motomiya queria agora ter a essência de Pandora em seu corpo nem que fosse apenas por um segundo, só para que pudesse salvar Fladramon.

Não queria deixá-lo morrer ali, em sua defesa. Não poderia permitir que assassinassem um amigo tão valioso, tão valioso quanto Taichi, tão precioso quanto aqueles goggles que o rapaz de cabeleira gigante o tinha dado.

Não podia. E não deixaria.


- SOLTE-O AGORA!! – gritou o mais alto que podia, fechando o punho esquerdo com força e segurando firmemente o D-3 na outra mão.


O grito ecoou pela caverna toda. E balançou algumas estalactites do teto, porém não foi o bastante para derrubá-las.


- Quem você pensa que é em ferir o meu amigo?!
- O seu alvo não é ele, sou eu. Então... SOLTE-O E VENHA ME PEGAR!
- Se não for tão covarde assim, largue o Fladramon e pegue-me logo!
- Isso é... ISSO COVARDIA, SUA AVE ESTÚPIDA!!

- Ave estúpida? – Frostmon, parou de sufocar o digimon azulado, soltando-o e deixando cair no chão, inconsciente.
- Covardia? Por estar atacando um digimon fracassado?
- Quanta coragem, garoto. Você preza tanto pelo seu amiguinho que me comove...
- Irei satisfazer sua vontade. Vou te eliminar primeiro e depois mando o teu companheiro junto para que possam continuar com esta bela amizade!


Avançou contra o intrépido Daisuke, com suas garras em posição para finalmente executar o seu serviço.

No entanto, os olhos do humano não transmitiam medo. Não transmitiam pavor.
Ardia algo neles. Uma chama intensa. Estava determinado a lutar contra Frostmon, com ou sem poder ou habilidade especial alguma.

E essa chama... Que acende uma luz fortíssima no D-3. A luz no ecrã espalha-se como as labaredas do fogo.

Tornam o ambiente avermelhado. Ao olhar para a tela, via-se o símbolo brilhando intensamente. Um feixe dispara em formato de uma rajada flamejante, atingindo Fladramon, que abre os olhos e em seu peito começa a se formar o mesmo desenho que tinha sido feito nele naquela vez em que foi congelado.


Fladramon... Evolução com o Fragmento da Determinação para...
As chamas determinantes da Coragem!! Burning Fladramon!



O aspecto do digimon mudou completamente. A armadura tornou-se um vermelho mais intenso, no peito estava o brasão da Coragem, porém desta vez este reluzia em laranja, que ficava no meio das duas ondas amareladas que já tinha na armadura do digimon. Sua musculatura ficou mais forte, nos ombros tinham três escamas pontiagudas. O branco da barriga alongou-se até a barriga da cauda. Na barriga tinha o “X” de XV-mon e dois cintos. No detalhe do elmo, um triângulo apareceu no superior dos olhos (no lado oposto do triângulo que Fladramon já possui), e as garras dos punhos ficaram mais fortes e longas.
Para completar, a cauda recebeu na ponta três aros metalizados (o da ponta da cauda era uma espécie de “dedal”), e na ponta dela faiscava uma chama no formato do símbolo da Determinação.


Quando estava prestes a por as garras no garoto, algo surgiu em sua retaguarda.
Com asas flamejantes, geradas pelas chamas ardentes do Burning Rocket, desferiu um corte caloroso contra o pássaro bípede, que caiu contra o chão.

- Wow! – exclamou a coelha – Então esse é o poder total do fragmento correspondente ao Daisuke-san?!

- Ele está diferente... Bem diferente! – arregalou os olhos – Burning Fladramon parece muito mais forte do que naquela luta anterior!

- Então... Você não tinha atingido o poder total... A chama da determinação brilha em seus olhos... Essa chama quem os consome e os motiva a continuar, sem voltar atrás!


- C-como... Como é possível?! – a ave gélida levantou-se, enfurecida.
- COMO AINDA ESTÁ DE PÉ?!

- Ele não está de pé. Está voando. – debochou o Motomiya.
- Você pensa que vai me matar?
- Bem, nós vamos te mostrar as nossas poderosas chamas!

O menino apontou para a inimiga, e vociferou:

- VAMOS, BURNING FLADRAMON!
- Meu peito está queimando com as chamas da Determinação!
- Você não irá nos derrotar!

E ao grito de guerra, o flamejante dragão avançou pelo ar contra a ave de gelo.
O confronto havia reiniciado. Desta vez, o “fracassado” digimon se tornou mais poderoso do que ela poderia imaginar.


- FIRE SLASH!! – desferiu um corte contra Frostmon, rachando seu elmo e retalhando o fino chifre do mesmo pela metade.

- Kh!! E-eu não vou vencer... Desta... forma... Kh! – pensava ela, enquanto desviava de alguns golpes, porém era pego por outros.
- Se... Se eu não vencer... O mestre Du-- Irá... Irá m-me matar...!!

- Isso é por ter tentado me matar! E por ter persistido em eliminar o Daisuke!!
- KNUCKLE HEAT!!


Uniu os punhos, carregou as chamas neles e atirou uma rajada flamejante contra ela.
Porém... o digimon dragão ouviu algo em sua mente. Um choro. Alguém implorando.

Isso o fez parar com seu ataque e permitiu que a digimon azulada fugisse.
A coelhinha e o garoto olharam-no, e perguntaram-no:

- O que ouve?! Por que a deixou fugir?!

- Daisuke, Bunni... – voltou-se para eles – Eu ouvi uma voz chorosa, pedindo que eu parasse...

- Bem... Não ordenei que a matasse nem nada do gênero – respondeu seriamente o escolhido – Sabemos aqui que nosso objetivo é outro, e não destruir esses digimons.

- Mas... Mas que voz chorosa foi essa que você ouviu? Era aquela digimon? – interrogou Bunni.

- Não sei... Talvez tenha sido ela – respondeu Burning Fladramon – Mas não tenho tanta certeza...
- Melhor sairmos daqui o mais rápido que pudermos! Talvez aquela estranha sombra retorne e tente nos prender aqui.

- É, era isso que eu queria... – confessou Daisuke – Apenas afugentar o passarinho fêmea e sairmos voando daqui!

- Bom, vai ser literalmente voando. – riu Vee, pegando-o no colo e dando um salto para cima, alçando vôo e seguindo o túnel da sala cristalizada. ChibiBunnymon seguiu-os voando com suas orelhas gigantes.


Saíram de lá, por uma espécie de portal. O portal abriu-se nos céus de Odaíba, por onde nossos heróis perceberam que tudo havia voltado ao normal.

Mas...

Em uma sala escura e fria... Uma sombra observava-os cautelosamente. Até abria um sorriso diabólico.

- Não se preocupe, Frostmon... Aquela criança não irá atrapalhar as buscas.
- Pois tenho certeza que a nova vida de Pandora não se encontra neste lugar.
- E sim em outro... Mas paciência...
- Ela virá até a nós... E quando ela surgir, impediremos que os escolhidos, esta coelha estúpida e o Kiseki no Tenshi venham interferir...

- Não é mesmo, Lekismon, Ranamon? – olhou para trás, onde se encontravam as tais citadas.

- Sim mestre. Nós não iremos desapontá-lo! – disseram, ajoelhando-se aos seus pés.

- Que assim seja.





Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Out 14, 2011 5:30 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Seg Ago 22, 2011 10:51 pm






- O portal abriu!! BINGO, BINGO, BINGO!!


Miyako comemorava. E Koushiro apenas analisava os eventos.
Até que a porta de seu quarto abriu, e apareceu sua mãe.


- Koushiro, você já chegou? Nem te vi vocês entrando...

A voz da mãe do amigo faz com que a Inoue tome um susto e volte imediatamente para a realidade.

- Ahn... Chegamos a alguns minutos atrás, mamãe... – explicou o ruivo, um tanto sem jeito.
- S-senhora Izumi! – virou-se e cumprimentou a senhora Izumi – D-desculpe.

- Ah, querem alguma coisa? Um suco, ou biscoitos?

- Ahn... Não precisa. Obrigada... E-eu já estou de saída.

- Mas já?! – exclamou a mãe dele.

- Eu preciso ajudar na loja hoje... Desculpem por estar saindo tão depressa assim...

Pegou Poromon, o digivice e sua mochila, pediu licença (e desculpas mais uma vez) e saiu da casa do garoto.


#8 - Miyako, desperte sua Energia!





- Então esse é o poder total do fragmento? – perguntou-se o menino mentalmente.
- Essa é uma evolução de nível perfeito? Então significa que aquela ave de gelo que combatemos é mais forte que o Fladramon??

- Daisuke-sama... – falou ela, olhando-o.
- Sei que está intrigado com algumas coisas, raciocinando em como deveremos prosseguir na busca...
- Mas... Você não deveria ficar instigando suas memórias passadas e nem se pressionando.

- Ah?? – voltou a si, piscando os olhos com um ar de confuso – Instigando minhas memórias como Lance?!
- Bem... Não estou forçando nada. Elas vêem quando preciso...
- E não estou me pressionando para que possamos resolver isto logo.
- Apenas... Apenas quero compreender melhor o que se passa.

- Não querendo me intrometer – começou Burning Fladramon – Mas... Se a vida nova de Pandora estiver aqui, ela não teria sido encontrada já?
- Eles separam os indivíduos para fazer esta busca, o que facilita para ambos os lados.
- Porém, se não a encontraram ainda... Isso só pode significar que ela não está em Odaíba.
- Ela pode estar em Tamachi... Ou em outro canto de Tóquio... Ou do Japão...
- Ou talvez em outra parte do mundo.


- É, você tem razão... – concordou inicialmente o escolhido – Mas...
- Não se esqueça que tudo isso começou três dias atrás. – discordou em seguida.
- Em três dias não se acha nada. Quanto tempo demoramos para achar a base do Digimon Kaiser? Se lembra?

- Sim, mas... Eles já teriam alguma pista. Nós tivemos algumas pistas...
- Demoramos em encontrá-la, porém encontramos rastros que nos levaram até ela.

- Certo.
- Mesmo assim eles não encontraram nada por enquanto.
- Idem a nós. Só que, desta vez iremos com mais cautela nessa busca!

- Hm... Na verdade, Daisuke-san, Vee-san... – interrompeu Bunni – Eles estão nesta procura faz... No tempo de vocês... Faz mais ou menos três semanas já.

- ENTÃO... ENTÃO FOI VOCÊ QUE SE ATRASOU EM APARECER POR AQUI?! – Disseram eles, fitando-a surpresos.

- Alguém se lembra que o Kiseki-sama é ocupado? Ele é o Kiseki no Tenshi, o anjo que protege todos os mortais daquele mundo.
- E concede o perdão divino àqueles que se arrependem de seus crimes, podendo assim ter uma nova chance e assim reencarnando em outro tempo.
- Não nos atrasamos. Ele teve de esperar uma brecha para vir até aqui!

- Se você voa – disse o menino – Então por que não veio sozinha?

- O portal não pode ser aberto por conta própria. Somente os três seres celestiais que podem.
- E o Kiseki-sama tinha de vir falar com você. Só que descobriram tudo e tentaram te matar antes que ele pudesse lhe dizer o que deveria fazer.

- Ah, e graças a um Milagre... Fui salvo de novo por ele.......
- Quer dizer que aquele estranho já está procurando pela “Pandora” faz semanas já?
- E até agora não encontrou nada?!

- É. Isso mesmo...
- Bem, e até agora meu pingente não indicou nada... Creio eu que “Pandora” não esteja por perto por enquanto.
- Daisuke-san... Por favor, não pense em lutar contra ele. É mais poderoso do que a “Pandora”, só conseguiria fazer isso se... Se ainda tivesse os poderes que herdou da Luz Dourada.

- Luz Dourada? Se refere ao Digimental do Milagre? – interrogou Vee.

- A Luz Dourada é o nome do poder cedido pelos Deuses digimonianos ao lendário escolhido.
- Antes do Lance, Dragon Hu foi o primeiro portador desse poder.
- E esse poder quem gerou a placa dourada e o digimental dourado.
- O nome dessa luz é Lux Miraculum. Somente os humanos que se encaixavam com a lenda digimoniana...
- O nome da placa que continua o poder era denominada por Blazon Miraculum. Mais tarde, depois que Dragon-sama morreu em combate, nasceu um objeto dourado que se chamou Digimental Miraculum.
- E é esse o tal objeto que, acredito eu, tenha ido parar no castelo de Warlock.

- “Miraculum”? – falou Daisuke – Esse nome já apareceu em algum livro que li na biblioteca do Warlock...
- Não fazia idéia que... “Miraculum” estaria relacionado com isso.

- Em seu idioma, acho que “Miraculum” equivale à “Kiseki”.
- Bem... por enquanto é só isso.

- ChibiBunnymon... Sabe por que a Carol-chan teve visões de quando ela era a Yorokobi?
- E... E ela sabe que quem assassinou a Ai naquela época era o Lance?

- Uh... Não tenho muita idéia disso, sinto muito...
- Talvez essa lembrança tenha vindo com o intuito de reforçar a teoria que o Kiseki-sama defendia com unhas e dentes.

O Motomiya ficou calado. Levantou uma sobrancelha e fez a tão esperada pergunta:

- Que teoria?

---

- Nada ainda.
- O céu fica denso... O ar está meio pesado.
- Eu sinto que há algo de errado, Wormmon...
- As trevas começam a se alastrar. Eu as sinto...
- Temo que isso possa acordar aquilo que está em mim ainda...


O jovem de cabelos morenos azulados olhava o céu da varanda fixamente. Às vezes tinha a impressão de que o céu era abarrotado de nuvens cinza... Ou que o azul era mais escasso.

O anelídeo em seu ombro preocupava-se cada vez mais com aquelas sensações. O que ele mais temia era que a semente das trevas voltasse a tomar conta de seu parceiro.
Não... Não era só ele, o próprio escolhido da Bondade se apavorava ao pensar neta hipótese.

- Ken-chan... Não vai. Não vai acontecer de novo. – tentava consolá-lo.
- Eu não deixarei que as trevas te levem novamente.
- E nem o Daisuke, nem o V-mon... Nenhum dos escolhidos deixará que elas te tomem o controle.

- E não vou permitir que isso aconteça também.
- ... Aquela vez em que estivemos naquele mundo estranho e conhecemos aquelas pessoas...
- Tinha uma que, por mais que eu pensasse... Por mais quisesse me recordar...
- Não conseguia. Faltava um pedaço de memória...

- Quem? – olhou-o, no fundo dos olhos.

- Não consigo me lembrar do nome dele...
- Mas era parecido com aquele mago chamado Dragon Hu.
- Ele... Ele lembrava alguém.
- Os outros escolhidos até disseram o nome dele.
- Mas... Nada me vem à cabeça. Só... Só fico pensando...
- Se conheci alguém chamado Ryo...

O digimon verde, após ouvir aquilo, concluiu mentalmente:

- A memória do Ken-chan parece ter sido afetada pela semente...
- Ele não consegue se lembrar muito bem do Ryo...
- Mas... Nós nunca mais o vimos desde aquele dia.
- Será que ele está bem? Será que algum dia poderemos reencontrá-lo?


- Wormmon...
- Sim, Ken-chan? – voltou sua atenção a ele.
- Você... Você acha que ele está bem?
- Ele?
- O Daisuke... Às vezes ele me lembra alguém...
- Olha, acho que poderíamos visitá-lo. O jogo dele já deve ter terminado.
- Ah! O jogo! Eu o perdi graças ao treino do time... – suspira desanimadamente – Queria ter visto ele e o Taichi-san jogando...
- Bom, poderíamos ir até lá, certo?
- Claro, me fará bem desabafar com ele... Talvez me faça sentir mais leve e acalmar meus pensamentos.

Sorriu, deslocou-se da varanda para o quarto, pegou o suéter e o cachecol, vestiu-os e saiu de casa, avisando aos seus pais.


---


- Parece que as coisas voltaram ao normal, hein??

Comentou Terriermon, agora sendo carregado por Wallace pelas mãos, para que pensassem que ele era um boneco de pelúcia.

- *shh* Terriermon! – murmurou Mimi – As pessoas daqui não sabem que você é um digimon!
- Isso mesmo, não vamos levantar suspeitas – completou o loiro – Temos que passar despercebidamente!


Depois de caminharem muito, pararam diante de um prédio grande. Era lá onde morava a moça. Subiram de elevador, até o andar desejado.

Entraram com cautela na residência e foram direto para o quarto. Os pais estavam na sala, em outro cômodo. Pé por pé, conseguiram entrar no território da Tachikawa.

Ela ligou o computador e enviou uma mensagem à Miyako e Koushiro, os responsáveis pelo uso do portal como meio de transporte.

- Certo. Quando a Miyako abrir o portal, é só apontar o seu digivice para a tela, ok? – explicou Mimi.
- Sim... Eu nunca fui à Digital World antes... Só ouvi falar dela.
- É divertido! Agora que os portais podem ser abertos pelos digivices novos, nós podemos visitá-la a qualquer momento e a qualquer hora!
- Wow, como... Como será? – perguntou-se o garoto.

A mensagem é respondida. Koushiro tinha dito que Miyako estava a caminho do portal da escola para que pudesse abri-lo como ponte de Nova Iorque até Odaíba.

E a própria Inoue respondeu a mesma coisa. A ordem das mensagens foi basicamente:

Miyako ↔ Koushiro → Mimi

Esperaram ali, conversando e a garota contando sobre as aventuras que ela e os outros veteranos tinham tido no lar do digimons.

Quando soou o beep do terminal. Ela interrompeu o diálogo, pegou o aparelho e leu a frase que a fez abrir um sorriso:

“O portal estará aberto daqui alguns minutos! Aguardem o meu sinal!”

Era a Inoue. Estava a postos e pronta para mais um encontro com uma de suas melhores amigas.

- Ok, Wallace-kun! A Miyako já está pronta. Logo nos avisará.
- Puxa... – exclamou Terriermon – Eu nem me lembro mais como é a Digital World...
- Falando dessa forma, até parece que você não veio de lá.

- O digitama do Terriermon e do Chocomon chocou aqui. Acho que eles nunca viram como é o mundo de onde eles vieram... – supôs Wallace.

- Será que o Chocomon está lá, Wallace? – perguntou ele, olhando com aquelas bolinhas negras que pareciam dois botões.

- Não sei quanto ao Chocomon, mas digimons sempre renascem na Cidade do Princípio – disse a escolhida.
- Talvez esteja, e seja um digimon bonzinho e livre do vírus.

Esperaram o portal finalmente se abrir.
Porém....................................................

As luzes piscam. A tela também. E o portal nos Estados Unidos...


- O que?! N-não acredito! – Exclamaram Mimi, Wallace e Miyako a mesma coisa, em diferentes locais.

- O portal... – dizia a parceira de Hawkmon, a observar a tela da sala de computação.

- ... Está fechado! – notificou Mimi ao rapaz, trêmula.


---

- Como isso é possível?! Como?!
- Como aquela criança...

Frostmon bravejava pelos cantos do salão decorado pelas gárgulas. Não acreditava naquela derrota.
E ainda, perder para uma criança de doze anos. Um simples humano sem poderes, apenas com uma poderosa e ardente chamava chamada de “Determinação”.

- Eu não admito isso!
- Não admito!

- Hah, pare de reclamar! – berrou uma voz, apoiada em uma gárgula.
- Contente-se com sua derrota. E fique feliz pelo mestre não ter te transformado em meros dados.

- Ranamon... – cerrou os dentes.
- O que está fazendo aqui?!

- Ela está esperando a chance de atacar. – respondeu outra.
- Enquanto as buscas continuam.
- O mestre acha que a “Pandora” está em outro local. Logo teremos que nos deslocar para continuarmos.

- Lekismon... Finalmente ouvi algo saindo de sua boca. – ironizou-a.

- Por um lado, ela ainda não perdeu pra um garotinho e um lagarto azul – debochou Ranamon.

- CALE-SE, SUA...

- Ranamon, você deveria conter seus comentários inúteis – interrompeu Lekismon – Você não fez nada por enquanto. Não tem direito de se gabar ou de criticar a Frostmon.

- Não agi ainda porque o Kiseki no Tenshi não fez nada por enquanto. – justificou ela – As ordens do mestre foram claras. Minha obrigação é impedir que ele atrapalhe nossos planos.

- Sim, só que você não está focada no objetivo... Ele apareceu pela região, e interagiu com um dos doze escolhidos.


Aquilo fez com que Ranamon escorregasse e quase caísse no chão. Um sorrisinho sarcástico surgiu na face de Frostmon, enquanto Lekismon mantinha-se neutra.


- C-como?! Ele esteve agindo e... E teve contato com um dos escolhidos?! – berrou a digimon verde-água, trajada em uma armadura azul-céu.

- Sim. – respondeu a outra – E é justamente por isso que não deve criticar as falhas cometidas pela Frostmon.

- Ao invés disso, que tal ficar na sua, hein? – disse a ave língua afiada.

- Eu irei mostrar a vocês! – balbuciou furiosa – Não estou parada aqui à toa...


Afastou-se dali, indo para outra sala, à direita do salão enfeitado por gárgulas.
E de lá, observou um grande telão central, que ficava na parede do meio com uns quatro pequenos abaixo dele.

Ao redor era escuro, e tinha mais umas duas telas médias nas outras duas paredes. A parede de trás, onde se localizava a porta, não havia ecrã algum.

Ranamon pos a observar atentamente. O grande aparelho no centro era especial, já que captava imagens de outros seres que podiam ocultar sua presença dos demais, como anjos, demônios, espíritos. Sejam eles seres digitais ou não.

Ela sabia que Kiseki não teria como se esconder. A qualquer momento ele apareceria novamente, para ajudar o garoto, e para averiguar se tudo estava bem. Além de dizer os próximos passos que a coelhinha deveria seguir para que a missão fosse completada com sucesso.

Ele teria de voltar. Ele teria de fazer um novo movimento. E esses movimentos tinham de ser impedidos.

Os olhos vermelhos refletiam a luz do ecrã. Atentos a qualquer suspeita, a digimon mantinha-se de pé no centro da sala, apenas pondo o indicador direito na bochecha direita, segurando o ombro do braço direito com a mão esquerda.

Uma expressão séria e atenta. Nem piscava os olhos.

Tamanha concentração...

- Mas que droga, apareça seu anjo fajuto!
- ...
- Ah!

... finalmente seria recompensada.

---

- Certo, certo... O que deveremos fazer então, Daisuke-san? – perguntou Bunni ao menino.

- Primeiro vamos pensar em como evitar deles me matarem... Ou de envolver os outros nisso.


O trio caminhava pela calçada. V-mon já tinha voltado à forma criança e usava o casaco do parceiro com o capuz na cabeça, para disfarçar sua aparência.
E a coelha no ombro direito de Daisuke.


- Segundo – continuou ele – Devemos ficar em alerta quando acontecer esses “congelamentos” do tempo. Eles procuram por ela assim, e também usam essa forma para tentar me matar.

- Hm... Eles também podem acabar usando alguém do grupo para nos levar a uma emboscada, como fizeram com a Hikari e Nefertimon – completou Vee.

- É... Isso também é um problema.
- E por último... Iremos aproveitar esse paralelo para procurarmos por ela, porém sem levantar suspeitas.

*beep* *beep* *beep*

- Hmm... Daisuke, o terminal está tocando – desviou o assunto, pegando do bolso do casaco o D-terminal.
- Huh? Quem se-- Ah! Deve ser o senpai ou a Hikari-chan, ou a Miyako, ou o Yamato, ou o Iori.......
- É da Hikari... Ela está perguntando se estamos bem e por que estamos demorando...
- Droga, quando caímos naquela armadilha eu esqueci de avisá-los.
- Acho que não vai ser uma boa idéia contar a eles que essa demora foi ocasionada por isso...
- Seria pior se eu estivesse sozinho naquela hora. Ainda bem que eles nem atacaram antes...


Algumas quadras depois, estavam diante da escola. Aquela que foi, além de sua companheira nos estudos, a porta de entrada para um mundo totalmente novo – A Digital World.

Eles pararam e ficaram olhando-a. Talvez um pouco de saudade. Talvez pensasse em entrar lá dentro e se abrigar um pouco do vento gélido que batia.

Era mais a segunda alternativa. O casaco era a única coisa que o mantinha aquecido.
Mas agora, para que o monstrinho azulado não causasse uma grande confusão pelas ruas, teve de emprestá-lo.

Percebendo isso, V-mon o pegou pela mão e disse para fazerem uma pausa na escola.
ChibiBunnymon concordou, acenando positivamente com a cabeça. E o Motomiya nem disse nada, pois sabia que precisa se aquecer ou poderia adoecer devido ao frio.


Ao entrarem lá, um vulto rapidamente seguiu-os. Enquanto do lado de fora se mantinha uma aura pura e reluzente, a observar as ações.


---

- E agora? O Portal não abriu! Mas tenho certeza que o tempo voltou ao normal... – suspirou Miyako, olhando para o relógio do D-3.

- Acho melhor tentarmos outra vez, Miyako-san. Tenha calma – dizia a bolinha rosa penosa.

- Mas... Mas Poromon... – virou-se para ele – Tentamos isso várias vezes na casa do Izumi-senpai!
- Como que agora... Não funciona se o tempo voltou ao normal?!

- Não sei... Talvez... Hm?

- O que foi? – perguntou, vendo que o parceiro calou-se imediatamente.
- Eu acho que senti a presença de alguém.
- Alguém? Um... Não estamos sozinhos?
- Não, eu acho que há alguém aqui.
- E Estamos sozinhos... – começou a tremer de medo.
- Miyako-san, eu estou aqui e mesmo que não possa evoluir, irei te proteger. Tenha calma.
- M-mas é que... E se for aquele digimon que a Hikari, o Takeru e o Daisuke nos contaram?!
- Tenha calma *gota*

- Acho que... – sacudiu a cabeça, tentando acalmar-se – Acho que deveriamos nos concentrar aqui!
- Vamos tentar outra vez, Poromon!

Direcionou o digivice para a tela, segurou-o firmemente. Seus olhos vidravam no ecrã do computador e para o portal.

- DIGITAL GATE, OPEN!!


...
A tela começou a piscar. Idem às luzes da sala. E então... Tudo apagou-se.
A escola ficou sem energia elétrica...
Não, pois quando ela olhou para o digivice, viu que ele não estava funcionando.

E também, quando olhou para o relógio da sala, os ponteiros não se moviam. Principalmente o de segundos.


- Poro...Poromon... – gaguejou ela – A-Aconteceu de-denovo...
- Miyako-san... Não perca a calma. – tentava controla-la.
- M-Mas...

Foi quando eles ouviram passos no corredor. E isso a fez ficar mais nervosa ainda.
As batidas de seu coração aceleraram, sua pele sentia um arrepio.

Alguma coisa... Estava vindo naquela direção.

- Poromon, evolua! – murmurou ela, apontando o digivice pro pequenino.
- Não consigo... – disse ele, desanimadamente – Enquanto não descobrirmos o que nos impede, nós não conseguiremos evoluir normalmente.
- Ahn....... E-eu queria não ter vindo s-sozinha! E agora?! O que eu faço?!
- Mantenha a calma, isso é fundamental nessas situações.
- Mas... Mas eu não sei o que está vindo aí e...

A porta corre pro lado, ela se vira rapidamente para o lado e vê uma silhueta familiar...
Bem, não muito familiar, já que havia algo brilhando no ombro da criatura.

E ela não pensou nem duas vezes, berrou alto com o susto. E em seguida pegou a primeira coisa que tocou (que, no caso foi o próprio parceiro penoso) e atirou-o contra a sombra.

E esta quase perdeu o equilíbrio com a “Poromonada” recebida na cara. Apenas recuou e resmungou baixinho, mas como a Inoue continuava tensa, mal ouviu a sua voz.


- Não sei o que você é, mas... Eu não vou me render sem... Sem luta! – gritou ela.
- M-Miyako-san!! – Poromon estava tonto, e sendo segurado pelo indivíduo.
- S-sua maluca! – resmungou o estranho – O que é que deu em você, Miyako?! E o que está fazendo aqui?!

Os óculos escorregaram um pouco ao ouvir aquela voz familiar. Com um sorriso sem-jeito, envergonhando-se do que tinha feito.

- D-Daisuke? É você?!
- Não, é o Yamato... – ironizou ele – Claro que sou eu! E o que está fazendo aqui, hein?
- É, tinha que ser você... *sigh*
- Acabo de sair de uma luta e já sou recebido com um Poromon na cara – bufou ele.

- Luta? – exclamou ela e Poromon – Como assim?!

- Enquanto fomos atrás daquele estranho que apareceu durante o jogo – começou o goggle boy – Nós acabamos sendo surpreendidos por uma parede estranha que surgiu do nada no meio da rua...
- E ela depois virou uma gosma negra estranha que nos engoliu – completou V-mon.
- Isso. Aí andamos por um lugar totalmente escuro, até que acenderam as luzes e estávamos em um salão gigantesco cheio de gárgulas...
- E então – continuou a coelhinha – Apareceu um vulto misterioso que nos jogou em um alçapão...
- Que dava direto em um corredor. Seguimos por ele, já que era a única saída, e encontramos uma caverna de cristais... Onde estava aquela ave psicopata.

- Deixa ver se entendi... – interrompeu Miyako – Vocês foram engolidos por uma parede que se transformou em uma gosma, e de lá foram transportados pra um salão estranho e decorado com gárgulas, aí um desconhecido os atirou em um alçapão que os lavou até um corredor por onde tiveram que atravessar, encontrando assim uma caverna e aquele digimon, que atraiu a Hikari para o Oceano Negro naquele dia, estava lá e com o mesmo intuito de te matar? É isso?

- Bingo. – respondeu a dupla 2-top.

- Mas vocês estão bem? Ela os machucou?!

- Hmm... Ela só tentou asfixiar o V-mon... Mas a tempo consegui pará-la... – respondeu Daisuke.
- E o que é que você está fazendo aqui? – perguntou ele pela 3ª vez.

- Eu vim abrir o portal para que a Mimi-oneesama pudesse vir até aqui!
- Parece que aconteceu o mesmo com ela.

- O que?! Eles estão procurando pelo mundo inteiro dessa forma?! – exclamou indignado o garoto.
- Ou eles querem separá-la do grupo? Isso não faria sentido algum!

- Ahn? Como assim? Procurando quem? – a garota ficou confusa.
- Miyako, o portal está aberto? Eu preciso ir até a Mimi! – disse ele, sério.
- Ele abriu na casa do Izumi-senpai, mas... Aqui ele não abre!
- É urgente! Eu preciso ir até lá!
- Calma, Daisuke! O que está acontecendo?!


A expressão séria deixava a amiga mais preocupada ainda. Não reconhecia mais o alegre escolhido com quem cobrava responsabilidade. Não era o mesmo Daisuke ingênuo que conhecia.

Agora, aquele olhar... Aquele que antes era tão pura ingenuidade e infantil... Era substituído por um olhar sério e determinado.


- É algo complicado de explicar. – respondeu seriamente – E a Mimi pode estar com problemas.
- Tratando de... Uma coisa que... você não entenderia. – desviou o olhar para o seu casaco, tirando-o de Vee e procurando pelo digivice.

- Não entenderia? Mas... Como pode dizer isso se nem disse do que se trata? – contestou a escolhida.
- O que está escondendo? Por que aquele digimon tentou te matar duas vezes?!
- Daisuke, por favor... Diga pra mim, me explica!

- Miyako... – parou, olhou no fundo dos olhos dela.


Sentiu. Sentiu que ela não gostava daquele sigilo. Aliás, desde que ele tinha desaparecido, os demais escolhidos do grupo passaram a perceber uma pequena mudança. Alguns até começaram a falar mais com ele, outros se aproximaram mais.

Até Hikari, que era só uma simples amiga, passou a falar mais e mais com ele.
Tudo isso teria sido o choque que teriam sofrido ao ver aquela batalha?
Um choque emocional ao verem quando acabou caindo e desesperou a todos, que pensaram que as atitudes irresponsáveis do Motomiya haviam finalmente o feito perder a vida?

Essa preocupação era demais pra eles. E também, eles se preocupavam agora com o fato deste mesmo companheiro estar correndo risco. Um digimon misterioso que está atrás dele só para eliminá-lo.

E perder um amigo como ele? Deixar que isso acontecesse? Ela não queria. Nenhum dos onze queria. Nem seu parceiro, nem o do menino, e nem os dos outros escolhidos.


- Daisuke, chega disso... – interrompeu-o – Por favor, eu estou preocupada com você!
- Saiu do campo às pressas, disse ao Taichi-san que iria buscar o V-mon, mas não voltou e nem nos avisou o que tinha acontecido!
- Agora você aparece aqui, me assusta desse jeito e diz ter sido preso por uma outra sombra!
- Por que eles estão atrás de você?! E o que eles estão procurando?!

- Miyako...
- É complicado dizer! E eu não quero envolver vocês nisso!
- Mas, parece que não tem como... Vocês já estão envolvidos sem mesmo compreenderem...

- Como assim? Quer parar de falar como se não fosse o Daisuke que eu conheço?!
- Por favor?

- É mais ou menos isso, Miyako-san... Eu... Eu estou meio diferente agora...
- E não sei como dizer...

- Daisuke-san se lembrou de algo de muuuuuuuuuuuuuito tempo atrás – intrometeu-se ChibiBunnymon – E é meio complicado de se explicar isso.
- Já que ele mesmo planejou aquilo tudo, para que pudesse se lembrar e salvar seu mundo.

- Ele? – a Inoue levantou uma sobrancelha – O Daisuke?
- Planejou algo para que pudesse se lembrar e salvar o seu mundo?

- Não, não o Daisuke-san – a orelhuda acenou negativamente com a pata direita – O Lance-kun. A vida anterior dele.
- Ele morreu antes, protegendo a irmã dele, Yami. Mas seus últimos momentos de vida bastaram pra realizar um feitiço que, caso elerenascesse,
- Pudesse voltar ao seu antigo lar, e salvá-lo das trevas.
- E foi o que aconteceu.

- Mas... Mas... O Daisuke não resolveu isso já?
- P-Pensei que...

- Isso foi encerrado, o problema é...
- A pessoa quem ele devia derrotar, a maga Pandora, finalmente foi liberta das trevas pelo Kiseki-sama, e pode renascer também.
- Mas um ser maligno, e o que usou Pandora para se apossar do mundo, descobriu isso e veio atrás dela neste tempo e dimensão.
- E o Kiseki-sama ficou encarregado de impedir que a nova vida de Pandora seja prejudicada. E que este mundo não seja afetado pelas trevas, como aconteceu com o antigo lar do Lance-kun.

- Por isso que estou correndo perigo – resumiu as demais explicações o rapaz – Kiseki, que era o fragmento do Lance criado por essa magia, se tornou um anjo protetor daquele mundo.
- E veio pedir a minha ajuda para encontrarmos a “Pandora”. Já que ele tem seus afazeres e não pode fazer isso sozinho.
- E também, ChibiBunnymon é a portadora deste pingente que ela carrega. É uma magia criada pelo Mago Dragon Hu para que, caso ela se arrependesse disso tudo, pudesse ficar livre das mãos deste cara misterioso para sempre.
- O mesmo quem me trancou na sala das gárgulas. Um filho do filho do irmão de Dragon Hu.

- Mas... Mas por que não queria nos contar?! – exclamou a garota de óculos.
- Por que, Daisuke?

- Porque...
- Porque eu não quero que eles façam mal àqueles quem eu amo!
- Não quero que eles venham atrás da Hikari, do senpai... De você, dos outros.
- Até da Geijutsushi e da Carol-chan!
- Esse assunto só eu posso resolver, ele foi encarregado a mim e ao V-mon.
- E ao Kiseki e à ChibiBunnymon.

- Está... Está se contradizendo?! – disse, surpresa.
- Não era você que... Que antes, quando o Ken queria arriscar a própria vida para impedir que a fortaleza do Digimon Kaiser explodisse...


Ela calou-se. Mal podia acreditar no que ouvia. Não era o Daisuke. Ela não conseguia.

Ela tentava negar que ouviu aquelas palavras vindas do próprio membro do grupo 02 que se voltou contra os demais, a favor de Ken, justo por acreditar que o Ichijouji havia mudado e se arrependido do que tinha feito como Kaiser.
Tentava negar que tinha vindo do Daisuke que não deixou que o moreno fizesse a loucura de tentar parar a explosão sozinho.

- Miyako, eu não quero incluir vocês nessa história toda.
- Não quero que usem os outros, não quero perder vocês!
- Não importa o que aconteça a mim, eu só quero vocês em segurança.

- CHEGA! – gritou ela, com toda a força.
- VOCÊ ENLOQUECEU?! O QUE TE DEU NA CABEÇA?!
- COMO PODE DIZER ALGO ASSIM?!
- ESTÁ QUERENDO... NOS PREOCUPAR?!

Aquela cena lhe parecia familiar. Sim, aos dois. Tanto pra ela, quanto pro goggle boy.

- Idiota! Mesmo querendo ou não nos envolver, estaremos nos envolvendo!
- Suas atitudes estão suspeitas, não acha que não notaríamos?!
- A forma com que você desapareceu antes, a forma com que está agindo ultimamente...
- Está escondendo essas coisas do grupo só para poupar-nos de preocupação e sofrimento?!
- E quanto àquilo que você disse ao Ken?! Não se lembra mais?!
- Você está maluco?! Está arriscando a sua própria vida desse jeito?! E ainda, nos esconde isso tudo?!
- Tem um digimon estranho querendo te matar para impedir que você possa encontrar essa tal “Pandora” e não quer que NINGUÉM se envolva nisso?!

- Miyako... Entenda que... A situação é diferente!
- Não é a mesma coisa! É outro assunto!
- Não estou a me tornar o que o Ichijouji era antes!

- Por que você ainda está se contradizendo dessa forma?!
- O que aconteceu com o Daisuke Motomiya que não deixava ninguém ficar sozinho?!
- O que aconteceu com ele?!
- Daisuke... – meteu-lhe um tapa no rosto – seu IDIOTA!


O estatelar do tapa ecoou pela sala escura. V-mon, Poromon e Bunni ficaram perplexos com a cena.
Mas para o serelepe Daisuke... Era familiar. Mas vista por outro ângulo.
O ângulo de quem queria deixar de fora os amigos, porém os deixava preocupados.
Preocupados com suas atitudes.


- Acorda! Cai na real! Acorda pra vida, Daisuke! – berrou ela, já lacrimejando um pouco.
- Antes de ingressarmos no grupo... Eu tinha mais afinidade com o Izumi-senpai, com o Iori e contigo.
- Desde que nos conhecemos, nos tornamos amigos. Mas... Eu te achava imaturo e ingênuo demais. Achava que não era capaz de ser o líder do nosso grupo!
- Mas... Com o passar do tempo... Você foi mostrando seu potencial. Nunca desistiu, nunca nos abandonou...
- E também... Era firme em suas decisões. Enquanto eu... Eu tinha minhas dúvidas.
- Não sabia se deveria acreditar que o Ken tinha mudado, não sabia compreender os sentimentos da Hikari...
- Mas você era forte, e mesmo grupo não ligando muito para o que dizia, já que metade do que você falava era besteira, nos mostrou que estávamos errados.

- Ghn... Miyako... – grunhiu de dor, massageando o lado direito da maçã do rosto.

- Eu não terminei ainda!
- ... Não... Eu terminei sim...
- Mas... Acho que você ainda não consegue entender. Não, ainda é o teimoso Daisuke...
- Essa é a única coisa que não mudou em você mesmo.

- Miyako... O que é que eu--

- Então eu vou simplificar...
- Se você continuar fazendo isso, e não voltar...
- Se você for lá agora e não voltar...
- Eu... Eu irei me arrepender pro resto da minha vida!


Os olhos dele arregalaram com aquela frase. Os digimons só assistiam a discussão em silêncio.
Era a mesma coisa que ele tinha dito ao Ken dois anos atrás. A mesma coisa.
Não esperava que... fosse levar um tapa na cara e ouvir aquilo vindo da Inoue. Talvez pensasse na hipótese, já que ela sempre se importou com ele e com suas atitudes estúpidas.
Os olhos dela estavam sérios. E chorava. Estava confusa, não sabia se estava olhando para o amigo ou para outra pessoa.

E então... O pingente da digimon orelhuda começou a brilhar, de lá saiu outra luz. E ela clareia toda a sala.
Em seguida, Bunni sai do ombro do garoto e se posiciona entre Miyako e Daisuke.


- Miyako Inoue – falou ela, com o mesmo tom daquele dia no parque, em um evento semelhante – Sua energia é a sua marca, com ela você contagia os que estão ao seu redor, transmite suas emoções com clareza, e usa essa energia toda para fazer o que é certo. Para proteger a quem ama, essa será a sua forma de lutar.

- Está acontecendo de novo... – comentou V-mon.
- De novo? – Miyako mostrou-se estar confusa outra vez.


O brilho envolveu Poromon, que evoluiu para Hawkmon sem precisar do D-3. E o aparelho, por sua vez, começou a brilhar. O brilho era diferente, era uma luz violeta. Um Violeta vívido...

... Que desapareceu aos poucos, enfraquecendo até apagar por completo. Depois disso, a digimon do Desejo caiu inconsciente nas mãos de Daisuke.

- O que... O que aconteceu aqui?! – indagou Miyako.
- Eu evolui?! – disse Hawkmon, olhando para si mesmo dos pés a cabeça.

- Aconteceu de novo... Como naquela vez. – comentou o Motomiya.
- Ela desmaiou de novo... Espero que se recupere rápido... – disse V-mon, preocupado.

- De novo? Como assim? – perguntaram os outros dois.
- Da última vez em que ela desmaiou, foi quando falou uma frase estranha dessas e me evoluiu... – explicou V-mon.
- E o meu digivice reagiu... Dessa forma V-mon pode realizar a evolução Armor. – completou Daisuke.


De repente, eles escutam um som. Parecia ser água. Sem pensar duas vezes, correm para fora da sala, atravessam o corredor e foram para o lado de fora da escola.

E lá vêem, do outro lado da rua...






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:26 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Seg Ago 22, 2011 11:12 pm






- Ora, ora... É tão interessante te encontrar aqui...


Uma voz feminina é ouvida. Olhos vermelhos. Deitada de lado na calçada, apoiando seu rosto com o cotovelo direito.

- Achei que tinha visto um anjinho, mas só achei um mortalzinho parecido com ele...

- Quem é ela?! – perguntou Miyako – Não é aquela ave, certo?
- Não... Ela era diferente. Mas pelo jeito, não é amiga do Kiseki ou da Bunni...

- Bem, como a Frostmon não fez nada... Acho que posso ganhar uns créditos extras se fizer o trabalho dela. – levantou-se do chão num pulo, aterrissando de pé no mesmo lugar onde estava.
- Contemplem o poder da guerreira da água, Ranamon!

Apontou para o grupo, e uma rajada de agulhas geradas com a água do mar foi arremessada contra os dois escolhidos.


- Miyako-san/Daisuke, cuidado! – gritaram Hawkmon e V-mon juntos, derrubando os parceiros no chão e abaixando em seguida, para que o ataque não os atingisse.


- Acho melhor escaparmos! – sugeriu Daisuke – V-mon ainda está cansado da última batalha para evoluir, e Hawkmon não será capaz de lutar contra ela!

- O-Oque?! – a garota de óculos exclamou – E-Está dizendo que deveriamos...

- Frostmon, aquela tal ave, foi páreo para Nefertimon, Pegasmon e Fladramon! Não podemos arriscar com essa nova inimiga!

- C-certo... – acenou positivamente, pegando o D-3 da bolsa que carregava.
- Por um lado... o Daisuke está mais sério e responsável... Antigamente ele iria arriscar antes e recuar depois – pensou ela.

- Miyako... A evolução normal não vai adiantar. Use a Armor para Holsmon para sairmos daqui depressa, por favor.

- E ele... Ele está sendo mais educado?! Acho que... Algumas dessas mudanças não foram tão ruins assim... – continuou a comentar mentalmente.

- Miyako? Está me ouvindo? – o garoto chamou sua atenção.
- Ahn... Sim! – voltou a si a Inoue.

- DIGIMENTAL UP!!

Hawkmon... Evolução Armor para...
As Asas do Amor, Holsmon!!


- Holsmon – disse o rapaz – não vamos sair daqui sem uma...

- Eu entendi, Daisuke-san, deixe comigo.

- Udjat Gaze!!

Os olhos do digimon quadrúpede brilharam, e lançaram um anel de cada olho. Ranamon não entendeu muito bem o ataque, pois foi rápido e ela ficou imobilizada.

- Agora! Vamos! – alertou o escolhido.

Todos montaram em Holsmon e saíram de lá, num piscar de olhos.
E a inimiga... Não conseguia se mover ainda.

- AAAH!! E-EU PEGO VOCÊS! AH SE PEGO!! – esbravejou ela.
- Vocês não vão se safar de mim! NÃO VÃO!!


#9 - Energia Contagiante! Voe Alto, Fäuermon!




- ... E foi isso que ele me contou. – terminou o relato a escolhida da Luz.

- Então aquela estranha garota que vimos lutando com o Daisuke foi usada pelas trevas? – questionou-se Taichi.

- Sim. E o Kiseki... A ajudou a se libertar da escuridão e ela pode renascer.

- Mas... Se há alguém atrás dessa tal de “Pandora”, como que o Daisuke vai encontrá-la? Não... Como nós vamos encontrá-la, já que ele disse que o assunto de todos nós?

- Isso tem a ver também com o congelamento do tempo? – indagou Yamato.

- É, também tem esse detalhe – concordou o irmão do loiro – E como poderemos agir se metade do grupo não consegue evoluir seus digimons normalmente?

- Eu não sei... – respondeu Hikari – Não o perguntei sobre isso...


*beep* *beep* *beep*

A discussão entre a Luz, a Coragem, a Esperança e a Amizade é interrompida com o soar do terminal do Yagami.
Estranho, já que o remetente da mensagem era alguém de quem falavam minutos atrás...

E respondia depois. Muito depois. E pra completar, dizia estar bem e que Fladramon tinha evoluído para a forma perfeita, só que com todo o seu poder agora.

Quem mais teria enviado aquilo se não fosse...


- Luta? O que aconteceu ao Daisuke pra ele ter demorado tanto para nos contatar?! – exclamou o rapaz da cabeleira gigantesca.

- Luta? Como assim? – os demais também torceram o nariz.

- Afinal, ele tinha ido buscar o V-mon, certo? – Yamato pedia que o amigo ali confirmasse suas palavras.

- Sim... Disse que iria buscar o parceiro em casa. Mas... Como que ele entrou em uma luta?! Espero que tenha sido depois de ter buscado o V-mon...

- Onde ele está agora? – interrogaram Hikari e Takeru, um pouco sérios.

- Hmm... Ele não disse.

- Não?! Mas... Mas por quê?! – agora os demais falaram com um tom de indignação.

- ... Vou perguntar. Ainda não entendo por que ele está agindo dessa forma.

- Ninguém está, Taichi – disse o Ishida – Ninguém está.


---


Holsmon pousou perto em frente do prédio onde moram Miyako, Iori e Takeru.
Era o mais próximo dali e eles precisavam se esconder.

O efeito do Udjat Gaze logo passaria e aquela estranha digimon verde voltaria a persegui-los.

Em suas mãos estava aquela pequenina. Miyako a olhava enquanto os dois andavam cautelosamente para dentro do prédio, indo até o elevador.
Logo também percebeu que o amigo estava meio cansado e sonolento.

Colocou sua mão em sua testa repentinamente, e, antes que ele pudesse perguntar, ela notificou:

- Daisuke, você está meio febril... Não diga que saiu correndo do campo assim mesmo?
- Não daria tempo de me trocar... Ah, isso não é nada comparado ao que passei naquela dimensão...
- Seu maluco... – suspirou – E quem é essa coelha? Ela está bem?
- Ela veio de outra dimensão – explicou V-mon – Se chama ChibiBunnymon e é a Digimon do Desejo...
- Digimon do Desejo? Como assim? – perguntou Hawkmon (que já tinha voltado à forma criança)
- Não sabemos... – disse Daisuke – Ela tem a missão de entregar esse colar para a “Pandora”.
- E por que ela desmaiou depois que deu aquele clarão?! – indagou Miyako.
- Aquele clarão fez o V-mon evoluir naquele dia no parque. Aí ela apagou e só acordou horas depois, quando já tínhamos salvado a Hikari e o Takeru daquela tal ave gélida.
- Espero que ela esteja bem... – preocupou-se a Inoue.
- Deve estar. Tem alguma coisa... Ah, deixa pra lá.
- Então... Pode me explicar melhor essa história toda? Ou... Ainda...
- Miyako...

Parou, e ela em seguida alguns passos à frente. Olhou para trás e, diferente da cena na sala de informática, ele parecia o mesmo de sempre.

- ... Obrigado. – Disse ele, seriamente. Olhou para o chão, pensativo.

Não compreendeu bem... O agradecimento era por terem conseguido escapar ou foi pelo tapa que tinha dado nele?

- Esqueci que... ...
- Aquilo que eu tinha dito ao Ken... E... Mas...
- Mas foi por... Por não querer perder ninguém...
- Só que... se eu continuar dessa maneira... Vou deixar todos preocupados...
- Como da última vez... E se eu acabar morrendo... Os deixarei tristes e não se perdoarão por terem me deixado continuar a tomar essas atitudes...

Sua voz foi enfraquecendo, sendo um pouco consumida por lágrimas...
Lágrimas?!

A escolhida nunca o tinha visto chorar daquela forma. Talvez quando eram mais novos já o visse a chorar. Até sentia pena quando acontecia isso e ia consolá-lo, por mais estúpido fosse o motivo de estar chorando.

Mas agora... Era diferente. Já que não o via mais fazer aquilo, ou por não tirarem sarro de sua cara, ou por orgulho besta... Ou chorava por dentro, sem que percebessem.

E era quase raro ver o Motomiya chorando.


- ... Assim como eles ficaram tristes quando ele morreu...
- E ele achava que... Só tinha carinho dos que trabalhavam naquele castelo...
- E de uma pessoa que o abrigou antes, quando foi expulso de casa.
- Estranho... Já que depois que “cortaram” sua cabeça, a população inteira se revoltou.
- Isso quando... Descobriram que ele tinha ido para a guilhotina no lugar de sua irmã.

- C-como... Como assim? – a moça de óculos ficou meio confusa.
- Daisuke... você está falando agora como se...
- Espera, ele está chorando? – pensou.

- Ele foi salvo... E recebeu uma oportunidade de recomeçar do zero...
- Mais tarde ficaria sabendo do que se tratava.
- Conheceu outras pessoas lá, fazendo novas amizades... E uma jovem.
- Que foi responsável por trazer a sua irmã para aquele continente.
- Uma não... Duas jovens.

- Dai-chan? – murmurou de uma forma que ele não ouvisse.

- Só que... Ele finalmente foi morto.
- Mas... Conseguiu, por um milagre... Uma oportunidade de renascer.
- E depois de muito tempo... Percebeu, quando regressou naquele lugar...
- Que era amado por muita gente. E aquela sensação que sentia antes, quando era essa outra pessoa, de o considerarem um traidor só por ser fiel à sua princesa, sua irmã...
- Passou. Passou como se nunca tivesse existido.

- M-mas... Você está parecendo não ser o D-Daisuke a-agora...

- Miyako... Depois que desapareci daqui por alguns dias, não tinha noção que...
- Não eram poucos que gostavam de mim. E sim muitas.
- Antes, por ser mais... Ingênuo e infantil, não me levavam a sério...
- Preferiam ou você ou o Takeru para tomar as decisões...
- Então... Eu aturava isso. Mas no fundo sentia a mesma sensação que o Lance sentia...
- Que somente poucas pessoas se importavam comigo.
- Que se caso eu sumisse quase ninguém perceberia isso...

- O que está dizen--

- Mas... aquele tempo que passei fora de casa...
- E o jeito que senti durante essa jornada para completar algo que o Lance tinha deixado em pendente...
- Me fez perceber que... estava enganado. Não estou só. Minha voz chega até vocês e eu sei disso agora.
- E depois de ter batalhado tanto para provar o meu valor no grupo... Eu deveria ter mudado esse meu pensamento.
- Mas só veio a mudar depois daquela experiência. A forma com que vocês se preocuparam comigo...

- Daisuke...

Subitamente sentiu-se envolvido por braços. Aquilo também o fez abraçar sem intenção alguma a digimon orelhuda.
Mal acreditava que... Quem o abraçava tinha sido a garota de cabelo violeta que estava à sua frente.

O que o fez corar. Hawkmon e V-mon só os observaram. Pensaram em avisar sobre o elevador, que ele estava “congelado” e não o poderiam utilizá-lo, mas não conseguiam. Aquele momento não devia ser interrompido.
Pois o goggle boy estava a receber um carinho, um afeto... Depois daquelas atitudes erradas que tinha tomado.

E aquelas atitudes o deixaram meio desanimado.


- Dai-chan, não chore... E-eu não devia ter te dado aquele tapa...

- Foi graças àquilo que percebi o quão errado estava, Miyako...
- Deixei por um momento... Esquecer aquele dia em que a base do Digimon Kaiser estava perigando explodir...
- Mas... Acho que entendo um pouco o Ken... Ele não só queria reverter tudo que tinha feito...
- Como também não queríamos que, caso explodisse, morrêssemos lá.

- Mas se ele morresse ali, nós não nos perdoaríamos por termos deixado cometer aquela loucura!
- E nós não vamos deixar que faça isso sozinho. Nem que digimon algum tente te matar!

- Miyako-san... – interrompeu Hawkmon – Acho que deveríamos ir agora, ou aquela Ranamon poderá nos alcançar.
- Hawkmon tem razão, ainda mais se aquela tal de...


O chão começa a ficar frio.
Quando ela olha para frente e o garoto dos goggles olha para trás (na mesma direção), vêem a rua toda congelada.

Pilares de estalactites impediam a passagem para qualquer lado. Elas subiam até o alto do céu, onde havia um gelo retangular, como um o teto de um canto.

As paredes eram formadas alguns metros atrás das estalactites, formando uma espécie de campo de batalha.

O piso inteiro parecia um ringue de patinação. E no meio dele estava Frostmon.
E às escondidas... Ranamon.

Por que ela estaria lá se sua missão era de impedir o Kiseki no Tenshi?
Logo se saberia.


- Ela voltou... – bufou Daisuke – Não dá nem um tempo para relaxar, hein?!
- Essa é a ave? – perguntou a Inoue.
- É... Miyako, a criatura que quer me matar. Assassina, Miyako maluca.
- E-ei! Eu não sou maluca!

- Isso não interessa agora! – V-mon cortou aquela discussão antes dela mesmo começar – Daisuke, nós temos que sair daqui!

- Espera... Pra onde iremos?! – contestou a escolhida – O chão está congelado! Não podemos correr!

- Miyako-san, me faça evoluir para Holsmon outra vez! – sugeriu o seu parceiro.

...

- Não adianta fugirem desta vez... – pronunciou Frostmon.
- Pois, não irei permitir que saiam.


- Isso é o que você pensa! – esbravejou a guria.

- DIGIMENTAL UP!!

Hawkmon... Evolução Armor para...
As Asas do Amor, Holsmon!!



- Vamos repetir a jogada, Holsmon!

- Ok!
- Udjat Gaze!!


Usou a mesma habilidade contra a ave sinistra... Porém não surtiu efeito... Pois ela repeliu com gelo. E na direção deles.

- Cuidado!! – alertou V-mon, empurrando os dois humanos para o chão, numa parte não congelada ainda.

Holsmon e Vee esquivaram do próprio golpe do digimon egípcio a tempo. Só que aquela batalha parecia só estar começando, e que sua oponente não os deixaria escapar tão cedo.

---

- Koushiro-san~

A voz graciosa de Carol era ouvida na porta da casa dos Izumi. Ao seu lado havia uma Geijutsushi inquieta, discando toda hora do celular para a casa dos Motomiya, ou dos Yagami.

- Carol-san! Nina-san! – disse o ruivo, surpreso com a visita.
- Nós queríamos te perguntar uma coisa...
- O que seria?
- Bem, a neechan está preocupada com o Daisuke-kun.
- Preocupada? Ahn, todos nós estamos...
- Sério?
- Ele anda agindo de uma forma muito estranha ultimamente...
- Ah bem... É que ele esteve algumas horas atrás conosco...
- Esteve?
- Sim, eu acabei tendo uma estranha visão e quando voltei a mim, ele e a neechan estavam me chamando.
- Uma visão?!
- E... Ele também ficou me perguntando algumas coisas...


Nina intromete-se na conversa, desligando o celular e resume toda a história de Carol:

- Ele pipocou lá no prédio e aproveitei para perdi ajuda.
- A Carol acabou tendo alguma espécie de visão do passado, como a coelha invasora de domicílios disse, e aí o Motomiya começou a fazer perguntas e a nos deixar cada vez mais confusas.
- Depois falou lá que o assunto era complicado demais para nos falar e...
- Aquela coelha surgiu do nada, em cima da cabeça da neechan, e nos disse isso.
- Só que o assunto foi desviado sobre esses “congelamentos” do tempo e tal...
- Aí, mais confusas do que antes, perguntei se ele podia nos explicar...
- Só que o Motomiya sumiu! Só levou alguma coisa da mochila e a deixou lá.

- Ah... Então isso deve ser o que a Miyako-kun e o Taichi-san me disseram... – supôs Koushiro.
- M-mas... Como assim o assunto foi desviado sobre o tempo estar “congelado”?!

- É algo bem confuso. Tinha a ver com paralelos, magia, dimensões...

- Por favor, poderia me contar mais sobre isso?

- Eh? Mas eu só queria saber onde ele foi e...

- Ah, deixa que eu te explico! – a menina de olhos verdes de prontificou em explicar tudo – Neechan, vai procurar pelo Yagami-san. Talvez ele saiba onde o Daisuke-kun foi!

- M-mas... – é empurrada delicadamente para o lado.

Os dois entram e a menina de cabelos morenos acastanhados fica, sem entender absolutamente nada do que tinha acontecido ali.

- C-Carol *gota* *gota* *gota*

---

- E...? – perguntou Hikari.
- Nada até agora. Onde é que ele se meteu?! – falou Taichi.
- O que é ele pensa que está ganhando com isso?! – bravejou Yamato.

- Vamos nos acalmar... – Takeru olhou para os três – O D-terminal pode estar sem bateria, ou a mensagem não foi enviada.
- Devemos confiar no Daisuke de qualquer forma.
- Só nos resta aguardar pacientemente a resposta dele...

- Ou vamos atrás dele. – disse o escolhido da Coragem, levantando-se da cadeira da escrivaninha e dirigindo para a porta.

- Oniichan, eu irei junto. – e a sua irmã num pulo levantou da cama onde estava sentada.

- Esperem aí! – o Ishida de colocou na frente da porta do quarto – Eu irei junto, mas já aviso que se continuar a agir dessa forma e a nos esconder algo...

- Calma, oniisan... – o loiro mais novo foi até ele, colocou a mão em seu ombro – Vamos todos procurar pelo Daisuke então.


Só que... Quando eles estavam saindo... O anel da gata começou a brilhar.
Isso significava problemas. Ah, se significava...


- Não é nada bom isso... – comentou Patamon – Vamos depressa!

Acenaram positivamente todos, e saíram do quarto do escolhido da Esperança.

---

A luta continuava tensa. V-mon não tinha ainda forças para evoluir, já que gastou boa parte daquela energia como Fladramon, e um pouco mais no confronto na caverna, como Burning Fladramon.

Sem falar que ele ainda sentia-se dolorido graças à ave, que o pressionou contra a parede e apertou seu pescoço, de um modo que pudesse asfixiá-lo.

Mas não poderia ficar parado. Tinha de lutar. Tinha de ajudar Holsmon, já que era um oponente poderoso.


- Vocês deveriam desistir enquanto podem. – sugeriu Frostmon.

- Nunca! – gritaram os dois digimons escolhidos – Enquanto tivermos forças, nós iremos proteger nossos parceiros!

- Ohhh, Holsmon, você é incrível! ~♥ - elogiava a sua parceira.
- Miyako... – Daisuke fez uma cara de enjoado – Isso não é hora para elogios...


V-mon esquivava dos ataques, tentava uma brecha. Holsmon atacava direto, com Red Sun, Mach Impulse e até tentava pará-la com o Udjat Gaze.

Essas brechas eram abertas dos ataques frontais do digimon falcão, que mantinham a ave de gelo atenta para desviar e esquivar.

Mas... Os ataques do azulzinho eram inúteis. Um V-mon Head não fazia tanto efeito. Nem um Boom Boom Punch.


- Não adianta... Vocês são inferiores a mim! – proferiu a inimiga, desferindo um arranhão em V-mon.

- Gah!! – O dragão criança foi arremessado contra o chão, rolando até parar de barriga no gelo.
- V-mon!! Gritou desesperadamente o goggle boy.

- Seus golpes são fracos! Não surtem efeito, nem me ferem! – continuou ela, lançando uma rajada de agulhas de gelo negro contra o companheiro alado de Miyako.

- Kh!! – o digimon quadrúpede não conseguiu de desviar desta vez, pois foi muitíssimo rápido, fazendo com que suas patas e as asas do elmo ficassem congeladas.
- Holsmon!! – berrou a menina, de olhos arregalados.

- Ou seja... Não há nada mais para fazer. Nem mesmo como resistir... – a oponente seguiu na direção dos dois humanos.


Não havia mais jeito. Ele estava sem saída.

Mesmo que os quatro descessem depressa, Tailmon e Patamon seriam derrotados. E eles não sabiam que a luta estava ocorrendo justo em frente a aquele prédio.

Frostmon aproximava-se mais e mais.
Olhos vidrados no escolhido do Milagre. O seu alvo era aquele.

Ranamon esperava que o seu plano desse certo. Que o anjo aparecesse para salvar o menino...
E este se encontrava por lá, observando os fatos. Mas sabia que não seria preciso intrometer-se...

Pois... Aconteceria algo outra vez. Como naquela batalha anterior.


- Miyako... Saia daqui e depressa... E-eu me viro. – pediu Motomiya, olhando-a seriamente.
- E aquele papo todo que tivemos na sala de informática e agora pouco?! – encarou-o.
- Você sabe... Que eu não vou me render tão facilmente.
- Acorda! Está meio febril, V-mon não consegue evoluir... E quer que eu te deixe aqui, lidando com uma ave assassina?!
- N-Não contesta! Só tire a Bunni daqui! Eu dou um jeito de escapar! Eu já sei o que falta para acionar o feitiço do Mago Hu. E ela também!
- Mas...
- Eu não vou morrer, Miyako! Eu te prometo!


A inimiga parou na frente deles. Uniu os braços, carregando seu poder para transformá-los em estátuas de gelo...

- É o seu fim, Lance Kuroboshi.
- E da sua namoradinha também.

...
Alto lá. Miyako, que antes parecia estar com medo do que lhe aconteceria... Levantou-se, com um olhar medonho e a encarou:

- ELE NÃO É MEU NAMORADO!
- E EU NÃO VOU PERMITIR QUE VOCÊ MATE-O!
- NÃO! E EU ME NEGO A SAIR DAQUI!

Posicionou na frente do guri, abrindo suas mãos e encarando a ave.

- Se quiser fazer isso, terá de passar por mim primeiro!
- M-Miyako!! – berrou Daisuke – TU PIRASTE?!
- Pirei que nem você, suponho... – balbuciou baixinho, abrindo um pequeno sorriso.

- Ok... Não vai ser tão difícil... – disse a digimon gélida.


Foi quando os D-3 de Takeru e Hikari brilharam novamente, enquanto estavam no terceiro andar, na metade das escadas para o segundo.

Eles pegaram os aparelhos e fitaram. Surgiram os seus respectivos brasões em cada ecrã.
Seguida saiu duas luzes na cor correspondente deles e percorreram as escadas.

Estava acontecendo outra vez?!

Taichi e Yamato não faziam idéia do que tinha acontecido ali.

Porém...
As luzes atravessaram toda a escadaria, seguindo em direção do digivice branco com borda vermelha.

Acertaram o alvo. Um clarão ofuscou as visões dos demais... Menos dela. E aquele brilho começou a despertar a Digimon do Desejo.

- O-O que é isso?! – perguntou-se Miyako, tirando o D-3 do bolso e mirando diretamente na tela e no que aparecia nela.

Um símbulo. Parecia YinYang, o de cima era maior e era aberto na “esfera” com uma bola menor no centro. O de baixo era um pouco menor.

Aquela figura logo saiu como uma onda energética, percorrendo até Holsmon.
Envolveu o seu parceiro digimon, que teve, em seu peito, o mesmo desenho que apareceu no aparelho da Inoue.


Holsmon... Evolução com o Fragmento da Energia para...
A brisa energética do Amor!! Fäuermon!!


O digimon sofreu uma drástica transformação. Assim como WereGarurumon, Fäuermon tornou-se bípede, surgiu asas em suas costas, suas patas dianteiras viraram braços, com garras de três dedos e um dedão (tal como Garudamon), ganhou em seus ombros três penas longas, e nos braços tinham braceletes no estilo egípcio, com bordas douradas, pedras de fileiras azuis e no meio destas uma fileira de vermelhas. As asas do elmo de Holsmon diminuíram um pouco,e o brasão do amor nele alterou do azul para o vermelho. No peito do digimon havia um colar egípcio, bordas douradas, uma segunda borda em vermelho e pedra da cor do elmo no centro, onde tinha estampado o símbolo da Energia em azul.
Na cintura havia um cinto de ouro, com um orbe vermelho, que segurava a túnica que vestia.

Holsmon havia passado para o nível de perfeição.

- H-hein?! M-mas como... H-Holsmon... Evoluiu?! – disse ela, impressionada.

Mas a distração dela iria causar numa desgraça.
A ave inimiga aproveitou e tentou atacá-la com as garras. Daisuke imediatamente se atira na amiga e a derruba no chão com o seu peso.

Dessa forma, os dois escapam de um ataque letal a tempo.

- M-mas...! Por que fez isso, sua idiota?! – reclamou ele – Por que ficou parada?!
- E-eu... Olha! O Holsmon evoluiu!
- Miyako, acorda! Estamos no meio de um confronto! Não dá pra ficar sonhando acordada--

- D-DAISUKE-SAN, MIYAKO-SAN, CUIDADO! – alertou ChibiBunnymon, apontando para Frostmon, que voltava a atacar.

- EU NÃO VOU PERDER PRA VOCÊ DENOVO GAROTO!! – avançou contra eles, cheia de ódio.

Avança, ataca com as garras de suas patas. Porém...
Algo bloqueia o ataque. Um cajado dourado, que lembrava o cajado de Horus, o Deus-Falcão egípcio.

- Não permitirei que você toque na Miyako-san, muito menos que elimine o Daisuke-san. – disse Fäuermon, que tinha parado na frente das crianças, impedindo o ataque.

- M-Mas...!! Como que... O outro... Fragmento...!!

- Acaba com ela, Fäuermon!! – A garota de óculos estava elétrica, sua energia transbordava pelo seu corpo e era emitida direto ao seu parceiro.

- M-Miyako... *gota* – Daisuke a olhava com cara de tacho.

- Então esse é o poder total do fragmento correspondente à Miyako-san? Wow, e não é que ela é bem energética mesmo? – comentou Bunni ao escolhido de goggles.

- Hein? Miyako também tem um... fragmento? – virou-se para ela.

- Sim, Daisuke-sama... – acenou positivamente com a cabeça – Três dos doze escolhidos não possui um brasão próprio... Mas possui um Fragmento.

- Se bem que seriam dois, já que... Pelo que o Kiseki-sama me disse, você sendo a vida nova dele, o brasão do Milagre certamente te pertence... Pois depois do Lance-kun, não apareceu mais ninguém que os digimonianos achassem digno de usar a Lux Miraculum.

- ... Afinal, o brasão do Milagre é ou não meu?!

- Ei – Miyako intrometeu-se na conversa dos dois – Que tal ao invés de ficarem falando de brasões irem ajudar o V-mon?! Ele está ferido, lembram?!


O parceiro de Miyako lutava contra a digimon ave gelada, bloqueando os ataques dela com o cajado, e atacando-as com rajadas de vento gerada pelas suas asas – o Wing Blast.

E este ataque empurrava-a para trás, servindo mais como uma defesa do guerreiro pássaro.

A luta encerrou, quando Fäuermon ergueu o cajado, apontou-o para Frostmon e disse:

- Red Sunburst!!

Um raio vermelho, saiu de uma esfera desta cor que se formou no topo do cajado. O golpe acertou o oponente e o arremessou contra o outro lado da rua. E isso também acerta Ranamon, que estava atrás de uma estalactite.

E isto também começou a derreter o gelo obscuro que cobria o local.
Incluindo... O acesso às escadas do prédio, que tinha sido bloqueada e eles não tinham visto ainda.

O raio foi enfraquecendo... Assim que o digimon ouve uma voz...
Não... Duas vozes.

“P-por favor... P-Pare!! N-nós p-precisamos de aju--da..”
“D-Du-- Está... U...san...do... N... para... ... comp... se...u... pla...o”
“P-por favor... P-pare!!”
“Por... fa...vor... a...ju...de... n...!!”


Seus olhos arregalaram, e o cajado caiu no chão.

Tanto a ave azul quanto a digimon rã desapareceram num piscar de olhos.
Os outros não compreenderam bem, exceto V-mon.

Este levantou-se, com dificuldade e olhou para Fäuermon. Seriamente, um parecia perguntar ao outro mentalmente se ouviu aquelas vozes.

E essa resposta estava clara em ambos os olhos. O digimon falcão voltou à forma criança e dirigiu-se diretamente para Miyako e Daisuke:

- Miyako-san... Daisuke-san...
- Aquelas digimons... Eles têm algo de errado.

- C-como?! – exclamaram as crianças.
- Não me diga que ouviu uma voz como o V-mon tinha dito ter ouvido antes, quando ele, Bunni e eu estávamos numa caverna?! – exclamou Dai.
- Vozes... Eu não ouvi nada... – relatou a Inoue.

- Eu as ouvi, Daisuke... – o azulzinho andou até eles, mancando e soltando grunhidos de dor.
- Uma voz... Pedindo para que parássemos. Aquelas digimons parecem estar sofrendo.

- Sofrendo?! – disseram os escolhidos outra vez.


- DAISUKE! MIYAKO! – vozes vindas da escadaria os fizeram olhar para trás.
- VOCÊS ESTÃO BEM?! – outra, agora feminina, perguntava-os.

As quatro silhuetas humanas, uma alada e uma felina sugiram saindo do prédio.
Eram os outros quatro escolhidos, Patamon e Tailmon.

- Sim... Estamos... – respondeu o Motomiya, levantando-se do chão e estendendo a mão para que a menina de óculos se levantasse.
- Graças a Miyako. – sorriu ele para a Inoue.

- Graças a Miyako?! – exclamou Taichi – O que aconteceu, huh? Nem sabíamos que estavam por aqui!

- Ahn... longa história... Mas foi ela e o Hawkmon quem fizeram tudo por hoje...
- E o V-mon tentou ajudar, mas... Aquela ave estúpida o feriu mais...

- Não foi nada, Dai-chan... – V-mon tentou acalmá-lo, visto que o parceiro mostrava-se preocupado – Eu estou bem.

- Eu disse que não ia te abandonar, seu idiota – bufou Miyako, dando um cascudo no menino de goggles.
- Parece que voltou a ser o Dai-chan... digo, o Daisuke idiota de antes.

- Ow ow, Não sou idiota! – retrucou ele, pondo a mão no local em que recebeu o cascudo – E-eu só não queria... Que aquele estranho, ou essa ave te usassem para me atingir!
- E eu não quero que eles façam isso com mais ninguém.

- Daisuke-kun – Hikari direcionou-se a ele – Esta missão não é só sua. É de todos os escolhidos.
- Kiseki esteve no quarto de Takeru, e eu pude falar com ele. Me explicou tudo e também... Sobre o perigo que tudo está correndo caso essa entidade encontre “a Pandora”.

O Motomiya ficou meio... surpreso. Ainda mais quando descobre agora que o resto do grupo não estava envolvido por suas atitudes, mas sim por causa do dever deles:

Proteger a Digital World, o mundo humano e os demais mundos paralelos que existem entre eles, incluindo aquele de onde ele pertenceu antes.




FRAGMENTO DE MEMÓRIA #1:
Fazia pouco tempo que ele tinha ido morar lá. Depois dos ocorridos em Kuroboshi.
Depois da execução da “princesa Yami Kuroboshi”, que na verdade...
Era seu irmão gêmeo que havia trocado de lugar com ela.

O jovem, agora com uma aparência diferente, que nem mais fazia os demais acreditarem que ele era o gêmeo da tirana, sentava-se em um sofá e a ler um livro qualquer.

Conhecimento. Ele agora era um aprendiz daquele quem o salvara e o dera uma nova oportunidade de reverter a situação. A situação? Ele só descobriria mais tarde, bem mais tarde.

- Lance-kun... – disse uma voz, timbre feminino, que vinha detrás do sofá, na porta de entrada de outro cômodo do castelo – Como vai?
- Miya-san! – respondeu o Kuroboshi, virando-se para ela – Vou bem, e você?
- Ah... Perdendo a cabeça com aquele idiota do Okami. Ele é um tanto mal-educado, irônico... E quase não me ouve! É diferente de você, que é gentil, educado e bonzinho.

A palavra “bonzinho” o fez largar o livro. De fato, não se considerava mais uma pessoa boa depois do que tinha acontecido.

- MiyaShurimon... Eu acho... Eu acho que você não pode me chamar de “garoto bonzinho”, porque eu não sou uma pessoa boa.

- Por quê?! - exclamou ela – Não vejo maldade alguma...
- Justamente isso. Eu fui uma pessoa má. Os kuroboshianos tinham... razão em me odiar.
- Não diga isso! – num movimento rápido, pousou diretamente no sofá à frente.
- Você soube o que aconteceu de verdade no meu antigo lar?
- Sim, eu soube... Ahn... T-tem mais coisa pra saber?
- Minha irmã assumiu o trono. Eu fui o serviçal dela. Tudo que ela mandava, eu fazia.
- Isso é lealdade.
- Até coisas ruins. E tudo isso... para alegrá-la. Mas no fundo... Eu me sentia péssimo por isso.

Ela manteve-se em silêncio. Deixou-o continuar.

- Yami-chan não era tão ruim assim...
- Mas, como a pressionaram tanto... E anteciparam a coroação...
- Ela não sabia como agir. Não sabia o que fazer.
- E eu, com a experiência que tive como uma simples pessoa do povo...
- ...Via o que eles passavam.
- Então, com essa experiência e com ela no poder... Poderíamos trabalhar juntos.
- E fazer com que o reino mudasse, e todos os problemas fossem resolvidos.
- Mas... Mas ela parece ter se esquecido de tudo.
- E agia por conta própria. Não me ouvia. E não deixava que ninguém se opusesse a ela.
- O povo, que via em mim uma esperança, passou a me considerar um traidor...
- Graças a minha fidelidade. E isso foi uma promessa que fiz a ela quando nos reencontramos.
- “Eu nunca mais irei me separar de você. Nós não iremos mais nos separar, Yami-chan”.

A sentinela observava-o, percebia que ele começava a chorar. Sua voz ia enfraquecendo e tornando-se chorosa.

- Aqueles olhares... Aquela sensação de medo... Ninguém mais me considerava uma pessoa boa.
- E depois de tanto tempo, eu mesmo percebi isso. Tornei-me uma pessoa fria.
- Fria e quase sem sentimento algum. Apenas servia a minha princesa.
- E a qualquer ordem dela. Lá no fundo... Aquilo que ainda era bom em mim...
- Sofria. Sofria com aqueles olhares, com aquelas ordens, com aquelas trevas que rondavam pelo castelo.

- L-Lance-kun...

- Miya... Eu fiz algo terrível. Algo que jamais me perdoarei por isso.
- A causa da queda do meu reino foi graças... A morte da princesa regente de Gota Pura.
- O massacre ordenado pela minha irmã... E ao assassinato da princesa Ai...
- Foi isso que... Passou dos limites. Aconteceu algo terrível.
- Algo que só contei a ela... E ao Warlock quando fui salvo da guilhotina.
- E ela... E eu... Fizemos total sigilo disso...
- A Yami-chan ficou arrasada com o ponto em que tudo aquilo chegou.
- Eu também. Isso foi o fim. Foi o fim definitivo do que deveria ser...
- O início da era onde os irmãos herdeiros do trono criariam um reino pacífico, solidário e próspero...
- Não era um pesadelo, era realidade. Ela ordenou que atacassem Gota Pura e eliminassem a princesa de lá...
- E eu... Eu traí meus sentimentos. Eu tinha visto aquela dama! E eu me apaixonei por ela!

- Lance...

- MIYA, EU... EU FIZ ALGO TERRIVEL E ISSO...
- ISSO NÃO ME FAZ SER UMA PESSOA BOA!
- Eu... assassinei ela... Matei a princesa Ai...
- Aqueles que diziam que eu era o Servo do Mal... estavam certos...
- Pois eu não sou uma pessoa boa, sou um garoto corrompido...
- Um... traidor...

- Mas... Mas você se arrependeu disso tudo! Não foi?! – contestou a híbrida.
- Foi por isso que o Warlock-sama te salvou! Confessou seus crimes, e se arrependeu deles.

- Sim... Eu me arrependi disso tudo.
- Mas isso não muda o fato... Às vezes... Queria voltar ao tempo...
- E impedir tudo isso...
- Impedir que eles a coroassem tão cedo, ou que tivesse mentido ao meu pai, o rei Kuroboshi II, que estava vivo...
- Talvez se eu assumisse o trono no lugar da Yami-chan... Nada disso teria acontecido.

- Eu não acho que tu sejas uma pessoa má, Lance-kun...
- Pelo contrário... Só queria fazê-la feliz, e também...
- A avisou várias vezes que isso aconteceria, certo?
- E... querer se sacrificar por ela, para protegê-la...
- Mostra que é uma pessoa leal a aqueles quem ama.
- E concordo com o Warlock-sama, você não poderia morrer ali.
- Não mesmo. Se eu soubesse... Eu teria evitado que isso acontecesse também.

- M-Miya-san...

Ele continuava a chorar. Sim, os erros do passado o incomodavam ainda.
Por mais que tivesse pedido perdão e prometesse nunca mais fazer qualquer mal...
Aquilo o incomodava. O desanimava.

A garota de óculos levantou-se, o puxou pela mão e lhe deu um abraço.
Abraçou-o com força, e acariciou seu cabelo. Queria acalmá-lo, queria transmitir carinho.

Queria que ele não se sentisse mais culpado. Afinal, havia sim uma justificativa para todos os ocorridos. E isso só seria revelado em breve a ele.

- N-não se sinta mais assim. – disse ela.
- Lance-kun... Não chore.
- Há como apagar os atos cometidos no passado.
- Basta mudar suas ações no presente, fazer coisas boas.
- Como está fazendo agora mesmo.

- M-Miya...
- Eu... Eu...
- Obrigado... Obrigado por... Consolar-me desta maneira.
- Tu e o Warlock, e o Okami são... pessoas tão... nobres...
- São meus amigos, assim como o Saigo, Yaku e a Yami-chan foram antes...
- Espero que eles estejam bem...

- Claro que eles estão!
- Não seja pessimista! Algum dia... Talvez você possa ir até lá e rever o seu reino...
- Já que agora mudou sua aparência e tem um novo nome... Não é?

- Talvez... Algum dia...
- Não mais como... Lance... Agora como... Kiseki...


Enxugou as lágrimas, olhou para ela.
Sorriu, e ela também.

Pois sabia que... Nem todos o viam como uma pessoa má.
Ainda existiam aqueles que o viam como um garoto bonzinho e gentil.






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:28 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 12:01 am






Estava a Inoue a explicar aos demais, enquanto o menino olhava para V-mon, preocupado com os danos que ele recebera.

- Está dolorido isso, não? Você não devia ter forçado... Já estava mal antes, agora está pior.
- Isso... P-passa, Daisuke... E-eu não podia d-dei...xar o Hawkmon lu...tar sozinho.
- Espero... Espero que isso não seja grave...
- Pra que... Tan...ta preocupa...ção? E-eu e-estou... bem!
- Não parece...
- E... Q-quanto a vo-você?
- Eu? Estou bem...

Após dizer isso, o garoto deu um espirro. Mostrava-se cansado e andava como se estivesse meio zonzo.

O grupo restante olhou-o. Realmente, o menino pegou aquela friagem toda.

- Daisuke! Eu te disse que estava febril, está querendo adoecer desta forma?! – bronqueou Miyako.

- Aaah... *atchim* Não... é nada... Isso é passageiro...
- Tenho... que encontrar a... Pandora antes que seja... tarde.

- Daisuke-kun – disse Hikari – Kiseki tinha dito que...

- A missão não é só minha, dele e da Bunni, certo? E sim de todos nós?
- mas nós não podemos... *atchim* Parar agora!

- Deixa de ser teimoso! – vociferou Yamato – Será que não percebeu ainda?
- Não está em condições de continuar. Deixe que nós procuremos por ela por enquanto.

- E-ei! De qualquer forma... E-eles vão vir atrás de mim!
- Se eu ficar parado... Eu... Eeee-- *atchim* Eu serei um alvo fá-fácil!


- *sigh* Daisuke... Você não pode agir dessa forma, seja prudente.

Uma voz ecoou.
Essa voz só foi ouvida pelo escolhido, pela Yagami, pelo dragãozinho e pela coelhinha.

- Kiseki? – exclamaram os quatro. Os demais só ficaram a olhar para frente.


#10 - Rise up! O amadurecimento de um líder.




O anjo suspirou, olhou diretamente para Daisuke:

- Sair dessa forma... E ainda sem estar bem agasalhado neste clima frio...
- Ainda por cima cair em uma armadilha...
- Meu jovem, acho que deveria por a cuca pra funcionar mais vezes.

- E-ei! – reclamou o Motomiya.

- Você está certo sobre o Lance ter sido esperto e muitos o terem subestimado.
- Aliás, o Daisuke, você, foi subestimado também. E o que fez você mostrar a eles?
- Mostrou as suas capacidades, as mesmas qualidades que o Lance tinha.
- Uma mente cheia de surpresas, cheia de estratégias e potencial.
- Mas... Esse potencial você só o usa quando quer.
- Diferente do Lance, que o usava a todo momento, para não cometer deslizes.
- Estou errado?

- B-bem... É... Essa... habilidade que ele tinha... E-eu a herdei também...
- Mas, não é sempre que consigo ter calma para pensar!
- Às vezes a gravidade do problema não permite que eu possa relaxar e analisar melhor!
- Como... Como ele fazia isso antes? Eu gostaria de me lembrar...

- Você sabe. Lance era atento a tudo ao seu redor.
- O único deslize que ele cometeu foi aquele, o de levar o golpe fatal de Unmei pela irmã.
- E ela não era o alvo... Acho que já sabemos da história toda.

- É, sabemos. Inclusive eles.
- Atento... Devo permanecer atento a tudo ao meu redor?
- Isso que me fará agir com mais eficaz quando as coisas estiverem feias?
- E não irei tomar um impulso... *atchim* Impulso que me fará cometer um erro?

- Exatamente isso.
- Não perca o foco. Mas também não pense que isso é só dever seu.
- É dos escolhidos. A razão de eles serem escolhidos... Você sabe, certo?

- C-claro que sei! É por causa do... *atchim* Contato que alguns tiveram com...
- Aqueles que possuíam elos com os digimonianos, c-certo?
- E os híbridos, como MiyaShurimon, Okami e IoriArmadimon?

- Certamente.
- Graças a isso, alguns tiveram contato com Dragon Hu. Outros com o Lance.
- Estes dois eram considerados os únicos que os digimonianos achavam dignos de usar
- A Lux Miraculum contra as trevas.
- E foi com isso que o Mago Hu derrotou Pandora anteriormente. E o mesmo poder...
- Está em suas mãos agora.
- Ou melhor, na estrela.

- Mas... E quanto aos demais escolhidos? – perguntou Hikari.
- Se isto está relacionado com a vida anterior do Daisuke-kun...
- Onde entra a profecia dos escolhidos da Digital World?

- Inicialmente... Os digimonianos viviam em um mesmo mundo, ao lado dos humanos...
- Porém, raças distintas... Sofriam preconceitos.
- A Digital World pode ter sido um mundo paralelo criado por eles, para que pudessem finalmente encontrar a paz e viverem longe dos humanos.
- Quanto aos escolhidos... Vocês se lembram que o feitiço do Mago Hu precisava de quatorze elementos? Nove deles eram correspondentes aos seus brasões.

- Depois que o Lance foi assassinado – começou a coelha – Outras nove pessoas daquele mundo tiveram contato com os monstros.
- Saigo, Yaku, Omoni, Nesshin, Unmei, Yami, Warlock, Negai e Yorokobi.
- Ai, por ter tido contato com Lance, assim que renasceu se tornou uma das crianças escolhidas pelos digimons.
- Okami, MiyaShurimon e IoriArmadimon se tornaram também, já que seus ancestrais tiveram contato com essas criaturas, dando origem a esta raça nova.

- Negai e Yorokobi são... Escolhidas também? – perguntou Daisuke.
- Então... A Geijutsushi e a Choujutsushi... pertencem ao nosso grupo?

- Mas elas não têm digivices, nem parceiros... – V-mon intrometeu-se.
- Como que elas...

- E quem disse que um escolhido tem de ter digivices e parceiros digimons, hm? – respondeu a orelhuda.
- Nove dos brasões correspondem aos nove dos quatorze elementos da magia do Dragon-sama.
- Incluindo... O do Desejo e o da Felicidade.

- Elas... p-possuem brasões? É isso?
- Ahn... N-não entendo...

- Vee... Os brasões correspondem aos seus corações, lembra?
- Assim como o Daisuke-sama tem um coração determinado e a Miyako-san tem um coração energético...
- Essas duas possuem um coração sonhador e um coração feliz.

- Ahn... Não me parece muito que elas sejam... assim... – o goggle boy começou a recordar das vezes em que falava com as duas.
- Ou elas... não despertaram esses fragmentos ainda, certo?

- Por isso que vocês devem estar juntos. – voltou a falar o Kiseki no Tenshi – Esses dois fragmentos estão em duas pessoas que... Guardam alguma mágoa de Negai e Yoro.
- Alguns de seus atos correspondem à suas antigas vidas. Outros são reflexos do que elas fizeram anteriormente.
- Assim como sua necessidade de querer terminar isso sozinho e sem envolver mais ninguém.
- Assim como a necessidade deles é de querer ajudá-lo, para que não aconteça de novo.

- Ah... Então... P-por isso que... *atchim*
- A Geijutsushi e a Choujutsushi são tão... Estranhas quando estou por perto?
- Tem algo a ver com a relação da Negai e Yoro com o Lance?

- Você sabe disso, não sabe?
- Bem, se não souber... Sim. Tem a ver.
- Na verdade, deveria te alertar sobre esses reflexos.
- Muitos deles podem não parecer nada, mas outros sim.
- Tenha cuidado, já que alguns deles podem vir de pessoas que tiveram alguma péssima interação com o Lance.
- Você sabe de quem eu estou falando.

- Sim... – olhou para o chão – Mimi, Koushiro e Carol...
- Talvez a Sora também...

- No entanto... – apontou para ChibiBunnymon – Bunni sabe desses reflexos, e das causas deles.
- Se houver alguma ação ocasionada por um desses reflexos, ela irá avisá-lo imediatamente.
- Assim evitará que tenha mais problemas.

- Q-que bom... *atchim*
- Ah... maravilha... – resmungou.

- *sigh* Por que saiu atrás daquilo sem ao menos ter se agasalhado bem? – suspirou Kiseki.
- Ok... Eu vou dar uma forcinha a vocês dois...

Apontou a palma da mão direita para a dupla 2-top, que milagrosamente foram curados.
E mais, o anjo também trouxe a mochila do garoto, e num passe de mágica, o uniforme do time havia mudado para as roupas que ele vestia antes de ter se trocado para o jogo.

E o uniforme voltou para dentro da mochila. Simples assim.

- Wow... Valeu, Kiseki. – disse ele, impressionado.
- Queria saber fazer isso sempre que pegasse um resfriado.

- Me sinto melhor! – disse o azulzinho – A dor passou e nem parece que eu gastei minhas energias!
- Obrigado, Kiseki-sama.

- Disponham... – sorriu a figura angelical.
- E Daisuke... Tenha prudência, favor.
- Nem sempre poderei fazer coisas assim... E não é toda hora que consigo uma brecha.
- Melhor tomar mais cuidado, se acontecer algo a você...
- Infelizmente a vitória será daquele estranho.

- Ok! Tomarei mais cuidado! – respondeu o rapaz.
- E valeu pelo aviso.

Kiseki sorriu e desapareceu num piscar de olhos, deixando-os ali.

---

- Nada................. Eles não conseguiram nada ainda!
- O que faremos?! Estou com uma vontade imensa de correr para o aeroporto mais próximo e comprar passagens para Tóquio!

A Tachikawa observava impacientemente o D-terminal e a tela de seu portátil.
Wallace tentava acalmá-la, enquanto Terriermon... Bom, o digimon do loiro deitou na cama de Mimi e dormiu um pouco.

- Mimi... tenha calma.
- Easy, Mimi... Easy...

- Eu... Eu preciso saber o que está acontecendo e como estão os outros!
- E se for algum digimon que está causando tudo isso?!
- E se eles estiverem em perigo?!

- M-Mimi... Tenha calma, por favor!
- Desse jeito não teremos sucesso algum!
- Precisa ser paciente e...

- Eu não consigo pensar dessa forma!
- Está decidido! Irei imediatamente para Tóquio! Agora mesmo!

“Mimi...”
“Você não deveria fazer algo tão arriscado assim.”


Ecoou uma voz pelo quarto.
Essa voz tinha uma entonação familiar a ela.

Porém... Aquilo a deixou confusa.
Muito confusa.

- Q-Quem está aí?!

“Não tenha medo, pois não sou teu inimigo.”
“Hehe... É uma bela jovem, não?”

“Ainda bem que... você e ‘ela’ são tão parecidas, de coração e alma.”


- H-Huh?!
- V-você me conhece?

“Só nos vimos uma vez só.”
“Pertenço a outro lugar. Um lugar distante...”


- Sua voz... Você é...
- R-Ryo?

“Hm...? Não, meu nome não é Ryo.”
“Dragon Hu. Esse é meu nome.”


- Mas... V-Você é aquele mago que lembrou o nosso amigo Ryo... N-Não é?!

“Sim.”
“Ouça, Mimi. Você não pode ir agora para Tóquio.”
“Eles estão à procura de alguém.”
“E também impossibilitando que os doze escolhidos possam agir e proteger esta pessoa.”


- Mimi? Você está bem? – perguntava Wallace, que parecia não ouvir aquela voz.
- E-estou... – respondeu ela com uma voz meio trêmula.
- O que houve?? Não parece estar...

“Pense bem...”
“Se pegar um avião, e logo depois eles ‘travarem’ o tempo...”
“Vocês correriam um risco.”
“Afinal, ficariam sozinhos dentro dele, em um paralelo à esta dimensão.”


- N-nós morreríamos? – perguntou ela à voz, ignorando o amigo ali.
- É isso que nos aconteceria?!

“Bom... Uma das probabilidades seria esta.”
“A outra... Seria vocês ficarem de fora deste paralelo, e não conseguindo ter contato com os seus amigos.”
“E então, prefere arriscar? Ou esperar pacientemente que eles descubram como abrir o Portal para a Digital World e usarem como um meio de se reunirem?”


- Eu... Eu...
- Eu acho que...

“Se você ainda tiver algum traço dela....”
“Saberá a escolha certa a fazer...”


A Tachikawa olhou para o ecrã, depois para Wallace.
Em seguida para os digivices em cima da cama, e por último para Terriermon.

Respirou fundo. Pensou e repensou.
Seria certo arriscar?
...

- Eu irei acreditar no Koushiro-kun e na Miyako-chan!
- Eles irão resolver o problema do portal!

“Ótima escolha, Mimi.”
“E quanto a este menino ao seu lado...”
“...”


- Fala do Wallace? – olhou para o loiro.
- O que tem ele?

“... Não sei se seria possível isso...”
“Mas.. Será que...!”
“Mimi... Cuide bem dele.”


- Cuidar? Como assim?

“Se for...”
“Ele precisará de proteção...”
“Portanto, tome cuidado.”


- Mas... O que? O que tem o Wallace-kun?!
- Ei, você está aí?

A voz não respondeu. Logo aquele contato com o mago foi cortado.

---

- Talvez se eu correr... Eu consiga chegar na casa do Yagami mais rápido!
- Mas... Me ensinaram que não posso correr numa rua!
- Mas está tudo deserto...

Andava pela calçada. Apressava o passo. Por um instante...
Parou.

Do outro sentido em que vinha, avistou Ken. Parecia ter saído logo da onde ela ia.
Ele aproximou-se e... Parou na frente dela.

- Geijutsushi-san? – olhou-a, com aqueles olhos inocentes dele.
- Ichijouji... Ahn, você...
- ... Ele não está em casa, se é isso que irá perguntar. Estou vindo de lá agora.
- Mas... O Yagami não está também?
- Pelo que soube pela Hikari-san, ela, o Yagami-san e o Yamato-san estão na casa do Takeru-san.
- Hm... E eles não sabem onde está o Motomiya? Se ele está bem...?
- Perguntei a eles, mas ainda não obtive resposta alguma. E tem alguma coisa... Ahn, deixa pra lá. Preciso falar com ele.
- Com o...
- Sim, com o Motomiya-kun. Ahn, desculpe em sair desta forma... Qualquer coisa eu lhe avisarei.
- Ok...

Despediram-se e o escolhido da Bondade voltou a correr, indo para a casa de Takeru.
Quanto a ela...
...

Sentia algo estranho. Muito estranho.
Voltou a se perguntar.

- Por que estou tão preocupada com o Motomiya?!
- Se nós nem nos falamos tanto?
- E... O que o fez querer falar mais comigo do que antes?!
- ...

Pos a caminhar. Colocou as mãos no bolso do casaco e observou o chão.
Olhava seus pés pisarem no asfalto. Meio melancólica e confusa.

- Neste lugar, desde que sonhei em vir para cá...
- Graças às cartas da minha avó e das fotos...
- ... Pensei que iria ter amigos e mais amigos...
- ... No entanto... Só fiz amizade com a Carol.

Suspirou. Continuou a falar sozinha pela rua.

- No entanto... Graças a esse meu dom...
- Me tornei famosa na escola, por causa desses rabiscos.
- E do estranho efeito que eles surtem.
- Não sei como... Mas meus desenhos transmitem meus sentimentos.
- Já que falar é algo que não consigo. Não tenho palavras.

Olhou para o céu.
Via-se escorrer algumas lágrimas.

- No entanto... Estou sozinha.
- De alguma maneira, sozinha.
- Vejo que continuo na estaca zero, sozinha aqui.
- Meu sonho de conhecer a terra da minha avó...
- ... Era diferente. Bem diferente.

Pegou o celular do bolso e olhou para a tela do mesmo.
Ao olhar a lista de chamadas realizadas, deparou-se com o da casa de Daisuke e também o de seu celular.

- Depois daquilo... Ele quis falar mais comigo.
- Assim como boa parte das pessoas vem, mas primeira coisa que falam é sobre o que eu faço.
- Às vezes... eu adoraria não ter herdado o lado artístico da minha família!
- Não queria... Saber desenhar, nem pintar...
- ... O que é que você pensa de mim? Hein, Motomiya?
- O te fez despertar tamanho interesse em me conhecer?
- ...
- E o que me faz ficar preocupada contigo?!

Parou. Guardou o celular e mirou o céu outra vez.
Escorreu uma lágrima de sua face.
Confusão... E uma estranha sensação de abandono.

- Antes de termos conhecido eles...
- Ainda tinha a neechan...
- Mas agora ela...
- ... E ainda acha que eu gosto do Motomiya!
- Tsc! A Carol acha que eu iria me apaixonar por um cara tão inconseqüente e encrenqueiro como ele?!
- Hmpf!
- ... Acho que o melhor que posso fazer é voltar pra casa e... Ir desenhar um pouco.
- Ao menos... me sinto bem quando estou desenhando...

E prosseguiu para casa.
Ironicamente, no mesmo prédio onde mora o goggle boy. E ao lado daquele prédio, os Yagami.

---

- Então foi isso que aconteceu! Bom, até agora não compreendi muito bem a explicação daquela coelha... – terminou o relato a garota de olhos verdes.

- Hmm... Então estamos em uma espécie de dimensão criada pelo nosso inimigo? – supôs Koushiro.
- E eles estão atrás de alguém, só que... O Daisuke-kun não disse muita coisa?

- É. Isso mesmo.
- Ele queria falar de um assunto complexo demais... Mas desistiu quando aquela coelha nos explicou isso.

- Eu vou tentar falar com os outros. Isso é uma pista que pode nos ajudar a descobrir o que impede de nossos digimons evoluírem.
- Obrigado, Carol-kun. Com essas informações talvez possamos resolver isso e agirmos!

- Aa... D-disponha... – ficou meio corada.
- ... K-Koushiro-san...
- O... O Daisuke-kun está... bem?

- Eu não sei, mas creio que esteja. Antigamente seria preocupante ele não nos responder...
- Bem, era meio... Inconseqüente e cabeça-dura, parecia o Taichi-san quando nós nos aventuramos pela Digital World pela primeira vez.

- Ah... Digital World...
- Como é? E como são os digimons que habitam lá?
- São iguais aos seus parceiros? Quais as habilidades deles? E quanto à alimentação?

- C-calma... São muitas perguntas!
- Bem... vejo que você também é um tanto curiosa...

- Ahn... Ah é! Neechan, Ni-chan, estava preocupada com o Daisuke-kun!
- Alguém do grupo sabe onde ele está? E se está bem?!

- E-eu ia checar isso agora mesmo!
- Minutos atrás, antes de vocês chegarem, Miyako-kun e eu estávamos tentando abrir o portal.
- Ele abriu, porém... Pela resposta que eu recebi da Mimi-san, o portal da escola não abriu.
- E o tempo... Parece estar “congelado” outra vez.
- Espere, irei enviar uma mensagem à Miyako e contar a ela o que descobrimos até agora.

Carol acenou positivamente com a cabeça, e então o ruivo pegou o D-terminal e enviou uma mensagem à Inoue.

---

*beep* *beep* *beep*

- Alguém está mandando uma mensagem – notificou Vee.
- Mas... Pra quem? *gota* - falaram as crianças.
- Ah, é o meu! – disse Miyako, pegando-o da bolsa e abrindo-o em seguida – É o Izumi-senpai.
- E o que ele disse? – perguntou o Yagami – Descobriu algo?
- Bem... Isso e... Ah, Daisuke, a Geijutsushi-san esteve preocupada contigo.
- Hm? Comigo? – olhou-a.
- É, isso mesmo. Ah, Taichi-san – a garota de óculos voltou-se a ele – ele descobriu algo sobre o “congelamento” do tempo.
- Ótimo! – Taichi abriu um sorriso – Agora só precisamos descobrir como que isso funciona e...
- ... Senpai – o Motomiya interferiu – eles, os nossos inimigos, criaram um paralelo. Eles nos separam da nossa dimensão, nos movendo para cá. Além disso, estão usando essa tática para separarem a vida nova de Pandora. E também nos impossibilitar de agirmos.
- Ahn? Esse é o plano deles?!
- ... Creio que, como estão separando poucas pessoas da nossa dimensão e as enviando para este paralelo, assim como nós... E como parece que nós somos os únicos neste lugar...

Os demais ficaram em silêncio e deixaram que ele prosseguisse.

- ... Ou “a Pandora” não se encontra aqui...
- ... Ou “ela” é um de nós.

O grupo fica em choque. O olhar sério do escolhido do Milagre os faziam trocar olhares entre si, imaginando quem poderia ser.

- M-Mas... – disseram os cinco.
- Em não posso ser, já que sou a nova vida dele.

Ele apenas os fitava. Enquanto os outros transmitiam uma sensação de desconfiança, incrédulos caso um deles fossem “a tal Pandora”.

- Mas nenhum de vocês aqui é “ela”.
- Nem a Mimi-san, Koushiro, Jou, Iori e Ken.
- Nem a Geijutsushi e a Choujutsushi.

- Se não é nenhum de nós – começou o escolhido da Coragem – Então quem poderia ser?
- E se nós estamos presos aqui, como poderemos procurar por “ela” em outras regiões? – questionou-se Takeru.

- Se o V-mon e o Wormmon pudessem evoluir para Imperialdramon... – tentou sugerir Hikari, mas logo viu que era inútil, pois a evolução normal continuava bloqueada por algo que nem eles sabiam ao certo o que seria.

- Ei! Mimi poderia pedir ajuda aos escolhidos de lá! – manifestou-se a Inoue.

- Miyako, não sabemos se só ela está neste paralelo ou mais algum outro escolhido... – contestou o Motomiya – Se houver mais alguém...
- Poderá ser “a Pandora”, certo? – completou Yamato.
- Bingo.

- Ei, Daisuke! Essa frase é minha! – retrucou a garota.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, logo voltou toda sua atenção nela.

- ... Não temos tempo para brincar ou trocar palavras “carinhosas”! Isso é um assunto sério!

- ... – Miyako pensou: - Realmente ele mudou. E está mais concentrado, sério e mais responsável do que era dois anos atrás.

- Desculpe Miyako... Mas da forma que levávamos as coisas, como se fosse uma brincadeira salvar o mundo humano e a Digital World, nós seriamos trucidados agora.

- Eu nunca vi o Daisuke são sério assim antes – comentou Takeru aos demais.

- Eles não estão de brincadeira. Se tiverem a oportunidade de nos eliminarem, farão de tudo para que isso aconteça e não terão piedade alguma!
- Aquelas duas tentaram me matar. E eu fiquei cara-a-cara com o cara que quer usar “a Pandora” novamente.
- Acha que dá pra continuar agindo quando nossa missão era apenas quebrar os anéis e espirais negras que controlavam os digimons, e destruir as torres negras e os digimons sintéticos feito delas?!
- Não sei quanto a você, mas minha vida e a de todos aqui correm risco. Sabe o que aconteceu àquele mundo estranho onde vaguei por quatorze dias, naquela missão pendente?
- Aquilo irá se repetir se eles “a” encontrarem, e se me matarem.

- D-Dai... – a escolhida tentou dizer, mas o garoto prosseguiu.

- Miyako, por isso que não queria incluir os outros. Pois alguns parecem não ter compreendido isso ainda. Não me refiro ao grupo do senpai, nem à Hikari e ao Takeru.
- E sim a você, Iori e Ken. Também à Geijutsushi e Choujutsushi.
- E talvez aos demais escolhidos ao redor do mundo.
- Sei que ficou brava comigo por ter mudado repentinamente e agido de outra forma...
- Mas por agora, preciso encarar isto a sério, como ele encarava a missão de derrotar Pandora. E não como uma brincadeira, como o Daisuke de dois anos atrás levaria.
- Nossos inimigos são mais fortes desta vez. E ficarão mais ainda se “a” encontrarem.
- Entenda isso, por favor.

- Isso me fez lembrar de quando Vamdemon estava atrás da oitava criança...

- *sigh* Ainda me lembro disso, senpai.
- Porque... Eu fui capturado pelo exército de Vamdemon naquela época.

- Sim, você me contou isso...

- Foi por esse motivo que nos mudamos. E eu acabei por conhecer quem eles estavam atrás.
- ...

...
"Naquele dia, em 1999, minha família e eu estávamos em Odaíba."
"Tínhamos chegado em casa, depois de termos feito as compras no supermercado..."
"Jun e eu ajudávamos a guardar as compras..."
"Quando..."


- AAAAAAAAAAAAAAAH!!

Um grito é ouvido da sala, o menino, que estava em outro cômodo da casa, corre para lá e se depara com estranhas criaturas que usavam um lençol branco por cima de seus corpos – Bakemon – segurando os outros três integrantes da família Motomiya, que tentavam se soltar.

- Mamãe! Papai! Jun-neechan! – gritou o menino, incrédulo.
- D-Dai-chan!! – gritou a mãe, olhando-o como se transmitisse a ordem de sair de lá o mais rápido possível.
- Corra! Antes que eles te peguem também! – o pai reforçou a idéia do olhar da esposa.
- Não fica aí parado! Fuja! – berrou a irmã do garotinho.

"Eles foram imobilizados pelos Bakemons. E... Eu não consegui me mover."
"Estava assustado. Petrificado pelo medo... Quando me dei por conta, fui pego."


Tentou fugir, mas não dava mais. Outros Bakemons invadiram a morada e o pegaram enquanto ainda estava naquele estado.
Ao perceber que estavam segurando seu braço, gritou:

- Ei ei! Me solta! – movia os braços, tentando se soltar - M-mãe! Pai...! Neechan!! - olhava para a família, que continuava a tentar resistir em serem levados.
- Soltem-nos! – gritava Dai, quase chorando já - Deixe-nos em paz!!

"Nos levaram para o mesmo local onde estavam outras crianças e suas famílias, além de outras pessoas: Big Sight"
"Jun estava apavorada. Minha mãe tentava acalmá-la, abraçando-a."
"Meu pai estava nervoso. E quanto a mim..."
"Eu estava com medo. E muito mais, quando em seguida... Os Bakemons me separaram deles."
"..."


- Mãe! Pai! Jun-neechan! – gritava ele, enquanto os fantasmas o levavam dali - N-Não! Me solta! Me solta! – tentava se soltar, esperniando e batendo nos monstros.
- Dai-chan! N--!! – a sra. Motomiya grita, desesperada e querendo correr atrás dele, mas outros Bakemons a impediram.

...
Os digimons o levaram para uma fila, cheia de crianças. Colocaram-no lá e saíram. A fila era monitorada por outros Bakemons.
O garoto olha ao seu redor, muito mais espantado. Pensava:

- Por quê...?
- O que eles querem comigo?
- O que eles querem fazer com essas outras crianças?
- O que irá acontecer conosco?

"Fui colocado em uma fila, onde havia milhares de crianças..."
"Todas elas iam direto para o local onde estava Vamdemon e seus servos."
" ... Para que Tailmon, que estava sob custódia dele, identificasse a oitava criança, ou seja, a sua parceira..."


Aproximava-se sua vez na fila. Daisuke continuava a olhar para todos os lados, apavorado.

- Não tem como sair daqui e voltar para os meus pais? – perguntava-se mentalmente.
- Ei você aí! Ande logo! – disse um Bakemon, empurrando-o para frente de Tailmon.
- A-aah!! Não empurra! – reclamou ele, mas logo calou-se depois de ver um olhar atravessado do digimon fantasmagórico.
- Esse garoto é a criança? – Phantomon pergunta à Tailmon, colocando a foice na frente do menino.
- ...! *glup* – Daisuke fica mais apavorado ainda.
- Não... – respondeu a gata desanimadamente, negando com a cabeça.

"Depois disso, eles me empurraram para o grupo dos que já tinham passado pela identificação."
"Foi quando, depois de mais umas quatro ou cincro crianças passarem por ali..."


O vampiro de pele azul, olhos azuis e cabelo loiro lança um olhar mortal à felina, e diz:

- Tailmon... Você sabe que se mentir... Todas essas crianças morrerão.

- M-Morrer?! – Dai engole a seco, muito mais aterrorizado do que antes e trêmulo.

Um burburinho de crianças começou logo seguida de ouvirem aquela frase. O mais novo do casal Motomiya suava frio só de ter ouvido aquilo.

"Depois de algumas horas, encontrei a Jun ali, naquele mesmo grupo. E tentamos fugir dali, para encontrarmos nossos pais."

- Neechan! Neechan! – avistou-a logo depois de um casal de gêmeos, passou por eles e atirou-se em seus braços, chorando.

- Dai! V-você está bem! – disse ela, retribuindo o abraço – E-eu estive preocupada com você!

- O-onde... estão os... nossos pais? E... E... E-eu não quero morrer! Não quero...! – tremia de nervosismo.
- Calma, calma... – tentava tranqüilizá-lo – Está tudo bem, calma.
- ... Jun.

Soltou-se dela, enxugou as lágrimas com o braço e a olhou. Um olhar diferente do anterior. Um olhar quente, flamejante.
Ela percebeu aquela mudança repentina de estado. Seu corpo havia parado de tremer, suas mãos estavam fechadas, e ele apertava os punhos.

- ... Daisuke?
- Neechan, nós temos que sair daqui. – disse ele – Nós temos que encontrar nossos pais!
- M-mas... Os fantasmas...!
- Tem alguém aqui que... Aquele vampiro está procurando! E... E eu não acho que ele seja uma boa pessoa.
- O que você... Você quer fazer?! T-tá maluco?!
- Jun, temos que encontrar nossos pais, e escapar daqui! Depois podemos avisar a polícia, ou sei lá quem puder ajudar! – apertou mais os punhos.
- C-como? Como podemos sair?
- Eu não quero que ninguém morra! N-não quero! – ignorava-a.
- Daisuke! – chamou a atenção – Como que poderemos sair daqui?! Me ajuda a pensar!


“Naquele instante, Estava meio nervoso ainda. Mas sentia que queria fazer alguma coisa para nos salvar.”
“Para todos nós não morrermos, seja quem me conhecia ali ou não.”

“Parei e observei ao redor, os Bakemons que empurravam os que passavam pela Tailmon eram os mesmos que vigiavam.”
“Então...”


- Jun. Quando eles forem... Vamos fugir por trás deste grupo!
- Ahn? Você quer dizer passarmos entre esse mar de crianças?!
- Isso! Podemos escapar assim, podemos?
- Tirou isso de algum lugar, certo?
- Ahh... Do meu programa favorito hehe... *gota*
- *sigh* Impressionante sua criatividade, maninho...

Os irmãos esperaram o momento certo, e assim que os Bakemons se viraram para separar mais uma criança, Dai e Jun deram as mãos e se misturaram na multidão de crianças.

Prosseguiam por ali, até saírem do outro lado. Então saíram em disparada, escondendo-se se misturando novamente no aglomerado logo que viram um Bakemon a passar por eles.

Quando o digimon passou, retomaram a fuga, até passarem de fininho por todos eles.
No meio do caminho, uma estranha menina chamou sua atenção. Cabelos castanhos, olhos cor de mel e uma aura tão inocente e pura.

Foi por um momento, pois a Motomiya logo o despertava do transe.

- Anda logo ou eles vão nos pegar! – disse ela, puxando-o pela mão ainda.
- Aaah! T-to indo! – o menino apertou o passo.

Esconderam-se atrás de uma mesa, tinha mais uns fantasmas ali.

- Viu? Se você não tivesse demorado, nós teríamos chegado logo! – bronqueou a menina.
- D-desculpe... Eu... Eu me distraí...
- Bem... Vamos tentar de novo.
- Certo.
- Ok... – seguia os movimentos dos bakemons, até que eles foram para outro lado – Agora!

Os dois se moveram rapidamente detrás da mesa e correram, com cautela.

"De certa forma, conseguimos numa segunda tentativa. Os guardas se distraíram e seguimos para o local onde estávamos antes de nos separarem de nossos pais."
"Só que, quando chegamos lá..."
"Eles já estavam desacordados, como os demais familiares daquelas crianças e outras pessoas."



...

- ...! Você esteve naquela fila?! - exclamou Tailmon, puxando da memória - Espera... Ah! Agora me lembro... Lembrei de você agora.
- Estive, Tailmon. - confirmou o goggle boy - Por isso que quando você e a Hikari se reencontraram, três anos depois, no dia em que conheci o V-mon, tive a sensação de ter te visto antes...
- Então o Daisuke e a Tailmon já se conheciam? - perguntou V-mon.
- Isso, V-mon.
- Daisuke-san - Bunni o interrompeu - O tempo está correndo. Por favor, deixe para contar isso mais tarde.

- Ah! Tem razão! – olhou para o grupo – Pessoal, contem aos outros sobre o objetivo do nosso inimigo.
- E se possível, contatem a Mimi-san e peçam para que ela reporte sobre a situação em Nova Iorque.

- Ok! – responderam os outros cinco.

- Yosh... – olhou para Vee e Bunni – Vamos encontrar a Geijutsushi e dizer a ela que estou bem. Depois prosseguimos com nossa busca.
- Ok, Daisuke! – acenaram positivamente estes dois digimons.


O grupo de dispersa, só restando o Yagami ali.
Este sorri para o nada, fitando exatamente o garoto de cabelo desarrumado e acompanhado de dois digimons.


- Fico feliz em ver que fiz a escolha certa em te passar meus goggles.
- Está no caminho certo para ser um ótimo líder.
- Continue assim, Daisuke!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:30 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 1:05 am






Passos leves eram ouvidos pela calçada. Um outro logo o outro em seguida.
Lia a mensagem, que havia sido respondida rapidamente.


- Hmm... Koushiro disse que ela foi procurar pelo senpai...
- Mas... – V-mon o olhou – Ele não a avisou que o Taichi estava na casa do Takeru?
- A Choujutsushi nem deu tempo dele explicar, pelo que está escrito aqui. *gota*
- Err... – Bunni suspirou, e voltou a falar – E agora?
- Agora... Hm... Vamos até a casa dele, certo? Ela deve ter ido lá. Ou... Voltou pra casa logo depois de ter visto que ele não estava.
- É uma boa idéia, mas... E se eles nos atacarem de novo?
- Aí nós--

- Motomiya-kun! Daisuke! – soou uma voz pela rua.

- Ahn? Ken? – Olhou para a direção em que vinha a voz do menino.

O amigo vinha correndo. Parou e recuperou o fôlego, logo sorriu por encontrá-lo.

- Onde... Onde você estava? Eu fui até a sua casa e não havia ninguém.
- Longa história... – respondeu Dai – Se prometer não ficar com vontade de me bater, feito o Yamato e a Miyako, até te explico.
- ... Huh?! – piscou os olhos, confuso.
- Sabia que poderia contar contigo, Ichijouji – riu – Mas antes... Preciso achar a Geijutsushi e dizer a ela que estou bem.

- Geijutsushi-san? Eu a encontrei horas atrás. Estava procurando pelo Yagami-san.
- Ahn... Daisuke, eu tenho de te falar sobre uma coisa que... Está me incomodando...

- Se ela estava procurando pelo senpai, deve ser para saber onde tinha ido e como estou...
- Ah? Falar sobre o que?

- As trevas estão chamando por alguém, eu sinto isso. E sempre que... Acontece do tempo “congelar”...
- Acho que tem uma causa esses eventos... Deve estar relacionado a isto.

- Tem, Ken. Tem a ver. Eu te conto pelo caminho. – saíram a andar juntos.
- Era justo isso que queria falar com os outros, em especial você, Iori, Geijutsushi e Choujutsushi.

- Ok... Só que... Eu...
- T-tenho medo que... Essas trevas, essa escuridão toda...

- ... Possam afetar a Semente das Trevas?
- Não iremos deixar em hipótese alguma que seja controlado por ela outra vez!

- Hmm... – ChibiBunnymon apenas os ouvia atentamente.

- Ken – o menino dos goggles olhou no fundo dos olhos do outro, e disse seriamente – Se isso vier a te atormentar outra vez, lembre-se que tem a mim, aos outros escolhidos, aos nossos parceiros.
- Você não está sozinho. E nunca estará.
- Então... Não tenha medo! Nós estaremos ao seu lado, e iremos te ajudar quando vier precisar. Pois nos somos escolhidos, somos parceiros!

Sorriu, como sempre sorria. Cheio de vida, transmitindo seu otimismo aos demais.
Ken continuou quieto, e logo se lembrou daquela última frase.

A mesma que ele tinha dito dois anos atrás, no dia seguinte após ter salvado Iori de um digimon feito de torres negras.

- ... Obrigado, Daisuke – Ichijouji esboçou um pequeno sorriso tímido.
- Obrigado por ter te conhecido... E me ajudado a superar aquilo...

- Ah! Sabe aonde o Iori foi? Onde ele está?
- Preciso falar com ele também.

- Não sei... Desculpe.
- Então – Dai parou – Poderia falar com ele? Vamos nos encontrar na sala de informática da escola primária. Peça para que Miyako, Hikari e Takeru estejam lá também.
- Uh... Ok... Mas... Mas o Iori-kun e eu... Não nos falamos muito...
- Está na hora de um de vocês deixar disso e se entenderem! Nosso inimigo é muito mais poderoso que Archnemon, Mummymon... Até Belial Vamdemon e Diablomon.
- Eu... Eu vou tentar.
- Obrigado, Ken. – saiu correndo, para os blocos residenciais.

- Ken-chan... – Wormmon chamou-o – O que ele queria nos contar?
- Ah é! Ele não falou... Bem, depois ele conta, certo? Temos que procurar pelo Iori-kun.

A pequena coelhinha, que havia parado antes, saiu atrás de Ken sem que o Motomiya percebesse.

- Será que... O Ken-san...
- Eu preciso verificar isso... Kiseki-sama.


#11 - Team ZeroTwo, unam-se! Hora de levar as coisas a sério!






- ... Não sei por quê... Mas vir até aqui foi tão estranho.
- ... Meu corpo moveu-se sozinho.

Uma garota olhava pelos portões da escola primária. Suas mãos agarravam as grades, usando-as como impulso para tentar ver se havia algo lá dentro.

- Parece que tinha alguém aqui algumas horas atrás...
- Será que... O Motomiya esteve na escola?

- Geijutsushi-san? Está procurando pelo Daisuke-san? – soou uma voz vinda da direita.

- Uh? – virou-se e olhou direto para uma pessoa – Iori-kun?
- ... Eu... N-Não. Estou procurando pelo Yagami.

- Ah, Taichi-san está na casa do Takeru-san. – respondeu ele.

- ... Sabe se alguém esteve aqui antes? – soltou-se das grades e apontou para dentro do pátio – Aquilo é...?

- G-Gelo?! – Iori arregalou os olhos, engoliu a seco – Houve uma... Batalha aqui?!

- *sigh* Eu tenho a impressão que o Motomiya esteve aqui.
- Já que ele foi atacado naquela vez por uma ave, certo?

- Mas o gelo é normal! O que ele tinha dito era...
- Gelo negro! Mas como...

- Não sei, mas... Mas...
- ... Eu tenho que ir.

- Está preocupada com o Daisuke-san? – perguntou ele, com um ar de dúvida.
- Todos nós estamos... Ele faz parte do nosso grupo. E é nosso amigo também.
- O que está te incomodando, Geijutsushi-san?

- ...
- N-Nada.

- Não parece, dagyaa. – comentou Upamon.
- Eu sinto que tem alguma coisa de errado, dagyaa.

- ... Eu... – sentou-se no chão, olhou para o mesmo.
- Acho que... Ainda não compreendo porque o Motomiya quer me conhecer melhor.
- Desde aquele dia, em que nós todos fomos parar em outro lugar e presenciamos uma luta...
- Não entendo. Antes ele quase não me olhava, nem sequer falava comigo.
- Eu não sei, mas isso é suspeito... O que ele quer comigo?
- Ele disse há muitas horas atrás, que tinha de falar comigo e com a Carol sobre um assunto complexo.
- Mas... Não nos disse nada e saiu às pressas. Sem dizer aonde ia.
- E eu... Eu estou preocupada com ele! E confusa! Não entendo... Por que eu me preocupo com o Motomiya?!

- Porque você parece ser uma pessoa que se preocupa com o bem-estar dos outros. – supôs o menino.
- Mesmo que não os conheça tão bem. Eu acho que é isso.
- E o Daisuke-san... Ele deve ter percebido que você precisa de ajuda.
- Ele sempre se aproxima dos outros com o intuito de ajudar, e de fazer novos amigos.
- Ele fez isso com o Ichijouji-san. Daisuke-san aproximou-se dele, e até ficou contra o resto do grupo, alegando que o Ichijouji-san tinha mudado e que não era mais o Digimon Kaiser.

- ... Ajudar-me? – murmurou.
- Então... Ele percebeu que... Tenho um problema?
- Algo que... Me faz sentir tão triste por dentro?


- ... – olhou-o – Eu não pensei nisso antes...
- Pois, todos que se aproximaram de mim antes foi...
- Porque eu desenho bem. E não pelo que eu sou.

- Achou que o Daisuke-san...
- Iori – interrompeu o digimon amarelo – Não deveriamos contatar os outros sobre esses estranhos espinhos de gelo encravados no pátio da escola, dagyaa?
- Ah, tem razão. – pegou o aparelho do bolso, abriu-o e enviou uma mensagem.

- ... Pergunto-me onde ele foi e se está bem... – suspirou ela.
- Claro que está, dagyaa – consolou o parceiro do garoto.
- Vou tentar ligar para ele outra vez... – pegou o celular, digitou o número, mas não funcionava.

Iori olha para ela, e depois para o D-terminal. Pensa por alguns segundos e estende-o para a jovem.

- Geijutsushi-san, tente falar com ele através do terminal. Só ele está funcionando no momento.
- H-Huh? Terminal...?
- Daisuke-san e os escolhidos tem este mesmo aparelho. Serve para nossa comunicação. Se enviar uma mensagem para ele através do meu terminal, pode ser que ele veja e até responda.
- ...! E-eu... Obrigada... S-só não sei como... Como se usa isso.
- Eu te mostro.

Sentou-se ao lado dela, e ensinou-a a usar. Ele sentia que ela era parecida com alguém.
Esse alguém também se sentia sozinho, e graças a essa solidão... Tornou-se algo ruim.

Alguém que ele dificilmente consegue esquecer seus atos. Uma pessoa de coração bondoso, porém que foi manipulado pelas trevas.

Mas, diferente dessa pessoa, ele via que tinha alguma coisa de diferente. Talvez só viesse descobrir os verdadeiros motivos para que ela fosse tão quieta aos demais...

Quando todos estivessem reunidos.

---

- Hmpf... Nada. Nada mesmo.
- E aquele anjo fajuto não apareceu! Grrr!!

Ranamon andava pelo salão das gárgulas, mais furiosa do que poderia estar antes.
Além de não ter feito nada, não conseguiu encostar um dedo sequer no garoto que possui a estrela de cristal.

E ainda, perdeu duas vezes. Para o mesmo digimon.

- Eu não acredito nisso!
- Não mesmo!

- Cale-se. – gritou Frostmon, que se encontrava naquele mesmo cômodo.
- Estamos a ganhar tempo. Não se esqueça disso...

- Tempo? – perguntou, ainda com aquele tom enraivecido.
- Para que a Lekismon pegue a criança que é a reencarnação de Pandora. – respondeu.
- ... Não acha que estamos sendo usadas para que ela fique com a glória?!
- Não. É assim que o mestre quer. Nós atrasamos os escolhidos e aqueles outros dois.
- ... Frostmon, você é muito... ingênua.
- Seu trabalho é cuidar daqueles dois. O meu é destruir aquela criança e impedir os escolhidos.

Saiu pela porta, no final do salão. Ranamon olhou para lá e viu a porta fechando com toda força, fazendo com que a sala tremesse por dois segundos.

- Hmpf, essa garota me dá nos nervos...
- Deixar que a Lekismon encontre e leve todo o crédito?! Não mesmo!
- Eu sou a Guerreira da Água, não posso permitir que uma digimon tão calada e suspeita como ela seja melhor que eu!

Dirigiu-se para a outra porta, do outro lado do salão. Até que parou próxima dela e...
Lembrou-se das palavras ditas pela companheira:

- “Seu trabalho é cuidar daqueles dois”...?
- Então... Eu posso pegar aquela coelha...
- Pegando-a, o anjo fajuto irá aparecer para salva-la!
- Hohoho... Frostmon, estou agradecida pela dica.


Sorriu diabolicamente e desapareceu dali.
Agora sabia como completar seu objetivo.

---

O moreno corria para a casa de Iori, pensando naquilo que o amigo tinha dito.
Se o vilão da vez era mais poderoso, todos teriam de se unir. Inclusive ele e Iori.
E pela seriedade com que Daisuke tinha pronunciado aquela frase, sabia que era algo grave.

Grave, colocando em risco tudo e todos. Seja digimons, seja humanos.

Ao chegar perto dali, viu o menino e a mesma guria que tinha encontrado algumas horas atrás. Ambos estavam conversando.

- Iori-kun! – gritou Ken, chamando-o.

- Ichijouji/Ichijoui-san? – olharam para frente, vendo-o se aproximar.
- O Motomiya-kun... – disse ele, um pouco gago – Quer falar conosco...
- Encontrou o Motomiya? – Ni rapidamente desviou o assunto – Onde ele está? Como está?
- Está bem... E ele tinha ido te procurar. – respondeu.
- M-Me procurar?
- Onde ele está agora? – perguntou Iori.
- Estava indo para a casa do Yagami-san, procurando pela Geijutsushi-san.
- ... Eu estou aqui. – suspirou ela – Como que ele sabe que eu iria para lá?
- Bem, ele perguntou ao Izumi-san...
- Ah...

Silêncio. Como os três ali não tinham tanta intimidade com o outro, apenas foi feita uma troca de olhares.

Um olhar gentil e confuso, que ainda queria encontrar o menino... Por mais que soubesse que ele estava são e salvo;
Um olhar bondoso e tímido, que tinha dificuldades de interagir com o outro menino ali graças aos ocorridos do passado;
E Um olhar mais reservado, difícil de falar abertamente com o rapaz de cabelos morenos à sua frente, pelos erros que são julgados como “imperdoáveis”.

Dois digimons a se olharem, e a observarem tudo... Enquanto as três crianças mantinham-se em silêncio.

- Então... Aonde vamos nos reunir? – o Hida quebrou o silêncio.
- Na sala de informática da escola primária. – respondeu Ichijouji.
- Bem, eu vou indo – desculpou-se a garota, querendo sair dali – Não tenho quase nada para falar e, provavelmente este assunto não é meu.

E mesmo que eles dissessem algo, ela deu passos mais apressados. Até que alguma coisa esbarra nela, derrubando-a no chão.
Do outro lado, uma coisa rosa estava caída de costas. Ao visualizar melhor, percebeu que era a digimon orelhuda que estava andando atualmente com o mesmo indivíduo que os três estavam falando antes.

- Você de novo?! – exclamou ela.
- Aah... – levantou-se do chão a pequenina, e a fitou – Eu tenho nome... é Bunni...
- Tanto faz! Da onde você veio?!
- Ghn... Desculpe em não te responder isso, mas... Isso também é assunto seu.
- Hein?! Como assim? Do que está falando?
- Eu ouvi sua conversa com os dois escolhidos. Isso é assunto de todos vocês.
- ... Inclusive meu e da Carol? Explica?
- Sim, seu e dessa outra menina. Daisuke-san vai querer falar com vocês duas também.
- E como sabe disso? Hein, como sabe? – resmungou.

- ... Por que eu ia justo pedir ao Koushiro que ele pedisse pra ela vir até aqui. E ia justo te pedir o mesmo. – respondeu uma voz, que estava parada bem atrás da digimon orelhuda.

A menina toma um susto. Não, não foi um sustinho simples. Foi um dos grandes. Afinal, ela não esperava que o próprio Daisuke pipocasse ali tão repentinamente... Já que não o viu se aproximando dali no Lighdramon.

O coração dela acelerou, e ela ficou bem pálida com aquela atitude. E olhando-o... Com uma cara de quem tinha visto uma assombração. Já ele, não percebendo que ela não tinha o visto chegando e descendo do seu parceiro quadrúpede, fez uma expressão de quem não compreendeu aquela reação dela.

- Geijutsushi? Que foi? Parece ter visto um fantasma... – piscou os olhos com um ar de confuso, após ter falado aquilo na mais pura inocência possível.
- ... Da onde tu saíste?! – exclamou ela, bufando – Como que você aparece assim do nada?!
- Eh? Mas... Não me viste chegando no Lighdramon? – continuava com aquela mesma e típica ingenuidade de sempre.
- Mas precisava aparecer assim atrás dessa coelha desse jeito?! – reclamou.

- Podemos deixar isso pra depois? – interromperam os dois digimons, Lighdramon e ChibiBunnymon, aquela discussão estúpida que estava logo no inicio.

- Te assustei? – ele ainda não tinha se tocado. A resposta dela foi um simples olhar atravessado de insatisfação.
- Não... Só tomei um susto do caramba quando surgiu atrás dela feito uma alma penada. – respondeu ela, ainda chateada.
- Ahn... Desculpe... O que tá fazendo aí sentada na calçada?
- Curtindo a vida... – respondeu sarcasticamente em um tom bem baixinho – Essa... A... A Bunni esbarrou em mim enquanto estava indo em outra direção.
- Desculpe... – disse a coelha – Não fiz por mal...
- Não tem problema...
- Vem. Logo os outros estarão aí. – o menino estendeu a mão para que pudesse ajudá-la a se levantar.

A Geijutsushi fitou a mão dele. Ficou pensativa como sempre ficava naquelas horas. Sempre que alguém se aproximava dela... Sempre que alguém falava com ela...

Ainda queria entender qual o motivo que a fazia travar e falar mais com ele, se tinha algum receio de alguma atitude ou... O simples fato de que ainda pensava que as intenções do escolhido eram por interesse?

Por outro lado, Daisuke pressentia aquela atitude poderia ser algum tipo de reflexo...
Poderia mesmo? Algo que na curta amizade de Lance e Negai poderia ter causado aquelas atitudes? Ou era outra coisa, como os tais problemas que ela sofria para interagir com os demais?

Parecia que nem estavam um na frente do outro, e sim que estavam bem longes. Muito distantes. Alguma barreira impedia que a conhecesse melhor, que descobrisse mais sobre a “Negai” pertencente àquela dimensão.

Uma “Negai” diferente daquela que tinha visto naquele mundo, no antigo lar dele.
A tão alegre animada e sorridente Negai, que não tinha medo e dava total apoio a ele, por mais que soubesse que o menino era e ao mesmo tempo não era mais aquele seu amigo que morrera protegendo a irmã gêmea...

Era diferente daquela menina de cabelos morenos acastanhados, que era quieta, fechada, e não sorria quase nunca. Isso, quando ela não estava com sua melhor amiga, Carol.

Outra que ele também não conseguia muita aproximação. Talvez soubesse dos motivos para que a “Yorokobi” de lá não conversasse muito.

E outro detalhe foi percebido na Geijutsushi: A jovem nunca, repito, nunca o olhava direto nos olhos. Nunca. Se for, era um rápido olhar, ok. Mas sempre duravam uns dois segundos ou muito menos do que isso, milisegundos até.
Aliás, essa atitude da colega-vizinha (e até parceira do grupo dos escolhidos por agora) era típica. Acontecia com boa parte do pessoal.

Isso era um problema. Um dos problemas que o Motomiya identificava nas ações dela.
Nas rápidas frases que trocavam. Nos limitados olhares que se cruzavam.

Alguns segundos passaram ali. Ela até tirou a mão do chão gelado e... Tentou entregá-la a do menino para que pudesse segurá-la e ajudá-la a se levantar.
Mas...
Não o fez. Ao invés disso, levantou-se sozinha. Ainda perdida nos pensamentos, naquelas dúvidas que lhe percorriam a linha do raciocínio.

“Será mesmo que ele só quer me ajudar a vencer essas barreiras?”
“Que ele está tentando aproximar-se de mim para ver quem eu realmente sou?”
“Para descobrir que não sou tão fria e anti-social como muitos pensam?”


Essas perguntas vagavam em sua mente. E sempre atrás das respostas.
E sempre se perdia mais e mais naquelas questões.

- Geijutsushi... – ele quebrara aquele momento pensativo dela, fazendo-a lhe dar atenção.

Um rápido olhar. O mesmo de sempre. Tentou dizer algo, como “não tenha medo de se abrir comigo” ou “tem algo te incomodando?”, mas não saía. Ficava preso na garganta.

Só foi aquela vontade de falar... E a garota a se virar de costas.

E ela... Seguiu para onde estavam Ken e Iori, que perceberam a chegada do líder do grupo 02.

De qualquer forma, o goggle boy só a olhava. Calado pela ação de Nina. Os digimons ali também. Lighdramon andou até lá, acompanhado do seu parceiro e da coelha.

Logo aqueles dois cumprimentaram o amigo, e seguiram para a sala de informática.
No meio tempo o menino de olhos castanhos enviou uma mensagem ao Izumi, pedindo que convocasse a outra “escolhida” para a reunião.

Passados algumas horinhas, todos estavam na sala. Os cinco com seus parceiros, as duas meninas cujo Kiseki diz pertencerem ao grupo (porém serem “escolhidas” diferentes dos outros doze), a digimon do Desejo, seu companheiro azulado e... Claro, ele.

Antes de prosseguir, pensou se daria certo unir todos ali. Se teria mais algum problema ou não.
Pelo jeito, não havia nenhum. Ao que lembrara, Negai, Yoro e Yami se davam bem. Miyako, Iori e Ken... Ok. Takeru... Ok...

“Por enquanto, acho que não há problema em reuni-los somente neste pequeno grupo... O do senpai já está ciente disso, pois quando eles enfrentaram os inimigos da época deles... Todos tiveram alguma seriedade, sabiam que colocavam suas vidas em jogo e um deslize e os vilões os matariam.” – Justo o que ele pensava, enquanto observava os sete à sua frente.

Uns sentavam nas duas mesas, outros nas cadeiras. E os restantes ficavam de pé.
Respectivamente Miyako, Nina e Hikari, Carol e Iori, Ken e Takeru.

Hawkmon ficava sentado no colo de Miyako, Upamon no de Iori, e Tailmon no de Hikari. Wormmon ficava o ombro de Ken, e Patamon em cima da cabeça de Takeru.

ChibiBunnymon estava na cabeça de V-mon, que por sua vez ficava ao lado direito da Inoue.

Aquele olhar do Motomiya era meio diferente do costumeiro. Alguns podiam até sentir alguma intimidação ou só a impressão disso.
Tirando Miyako, Hikari e Takeru, que ouviram aquele sermão todo (algo que fez com que também os veteranos Taichi e Yamato perceberem a maturidade com que o seu pupilo estava encarando a tal situação atual), os restantes não faziam idéia do motivo daquela convocação.
Ainda mais aquelas duas gurias ali, que não estavam a par de quase nada. Só sabiam que tinha uma ave estranha atrás do “seu” líder, mas nada além desta informação e olhe lá.

Silenciosamente... Sem ruídos, os sete olhavam-no. Este esperava que alguém, por obséquio perguntasse o motivo deles terem sido chamados até ali.

Ou... O mais provável, era o próprio líder não saber como iniciar aquela reunião.
Como explicar a eles que o problema de agora era mais grave, no nível do que Taichi e os outros sete escolhidos enfrentaram em 1999?

Pois bem, essa era a hipótese mais adequada para responder àquele silêncio.

- Daisuke-san... – finalmente um dos componentes daquele espaço se manifestou – Por que nos chamaste aqui?

A voz vinha do mais jovial de todos. Do mais novo, claro. Porém, o tom era sério e o que os cinco ali, que conviveram ao lado dele naquela missão em 2002, já estavam acostumados.

O jovem Hida fizera aquilo, pois era o que se previa de acontecer.
Já o garoto de doze anos, que antes só os olhava, iniciou o discurso:

- Miyako, Hikari e Takeru já sabem do que irei falar com vocês. Especialmente a Miyako, já que foi direcionado a ela aquilo. Hikari e Takeru, como já passaram por uma experiência semelhante a esta, ou da mesma gravidade, tem noção do que estamos para enfrentar.

A voz do Motomiya não estava naquele tom normal, pelo contrário. Estava tão séria quanto aquelas palavras que tinha dito anteriormente para a moça de cabelo violeta.

Prosseguiu, antes que pudessem interferir:

- Dois anos atrás, nossa missão como escolhidos era simples. Apenas libertar digimons sob o controle dos anéis negros e das espirais negras, destruir as torres que controlavam a região... E depois, quando o Ichijouji uniu-se a nós, eliminar os digimons criados por essas torres graças às habilidades especiais de Archnemon. Porém, naquele mesmo ano, o senpai nos alertou que... Uma hora teríamos de lutar pra valer, para sobrevivermos, lembram? Geijutsushi e Choujutsushi não, mas elas são exceções aqui.

Os cinco acenaram positivamente com a cabeça, relembrando com o irmão da escolhida da Luz tinha falado a respeito do assunto, quando foram obrigados a matar SkullSatamon, LadyDevimon e MarineDevimon.

Especialmente a própria Yagami, que tinha conversado antecipadamente sobre isso com Taichi, antes do ataque da Demon Corps.

- Naquele dia, se não tivéssemos destruído-os... O caos estaria feito. Além do mais, não derrotamos Demon. Nós só tivemos a única opção de bani-lo para o mundo das trevas. Agora o assunto é nesse mesmo nível, pessoal.
Nossos inimigos são mais fortes. Mais poderosos, e mais inteligentes. Se dermos brecha, todos nós cairemos em uma cilada... Até então, nos eliminarem.
Vocês sabem que eu passei quatorze dias em um mundo diferente, onde tive de enfrentar uma bruxa que estava sendo manipulada pelas trevas, assim como a Semente Negra controlou o Ichijouji e o fez se tornar aquilo que enfrentamos no início de nossas vidas como crianças escolhidas.

O citado ali abaixou a cabeça, não gostava de se lembrar das atrocidades que tinha cometido como Digimon Kaiser. Aquele era o seu passado negro, envolto pela escuridão, alienado do que era verdadeiramente a Digital World.

Ao perceber o sentido em que Ken levou aquilo, o menino aproximou-se ele, colocou a mão no ombro esquerdo, que estava vago (o Wormmon estava no outro), e sorriu:

- Ken, não precisa temer o passado. Isso já passou. Você está conosco agora, não está mais sozinho. Não encarem isso como uma bronca, por favor. – afastou-se de lá e continuou:

- O problema que tive de enfrentar lá, foi só uma mostra do que teremos de encarar. Creio que Warlock tenha explicado a vocês o que fui fazer lá, certo? – fez uma pequena pausa, não obteve nenhuma afirmação dos outros – Certo.
Quando derrotei a Pandora, isso gerou uma espécie de “futuro alternativo” de lá. Porém, acho que em outro “futuro”, o Lance não morreu e então ela foi derrota... Ah, não sei como que ela veio parar em nosso mundo.
Mas ela veio. Renasceu que nem a Princesa Ai, que atualmente é a Mimi Tachikawa... E que nem ele, Lance Kuroboshi, que atualmente sou eu...
E foi graças a uma parte do Lance... Um fragmento que, depois de ter completado sua missão, tornou-se o protetor daquele mundo, e passou a se chamar Kiseki.
Só que... Quando Kiseki ajudou Pandora, a tal maga “maligna”, – fez aquele gesto tradicional que se faz quando se coloca aspas em uma palavra – a se libertar das trevas, da forma correta...

Parou de falar. Aquilo meteu um suspense na sala. E mais sério ainda, dando um daqueles “surtos” que o V-mon apelidara quando Daisuke assumia psicologicamente mais a identidade do Kuroboshi do que do próprio serelepe escolhido...

Voltou seus olhos para os sete, e para os seis digimons:

- O verdadeiro causador daqueles ocorridos em Kuroboshi, Gota Pura e Gakushoku... Apareceu, e se manifestou quanto ao renascimento de sua marionete. Nem preciso dizer que este cara veio até aqui para encontrá-la, certo? ... Certo.
Mas, resumindo tudo... Se esse estranho, e aquelas duas subordinadas suas encontrarem a nova vida de “Pandora”... Nosso mundo correrá o mesmo risco de ser controlado pelas trevas.

- Não... Todos os mundos que possuem uma ligação com este. Inclusive aquele que nós temos o dever de proteger destas forças sombrias.

- A Digital World! – exclamou Ken, pasmo com a história. Os olhares voltaram-se para o escolhido da Bondade, como se ele acidentalmente tivesse se antecipado.

- Sim, Ichijouji... – afirmou o líder, agora mais sério do que nunca – Incluindo o mundo dos nossos parceiros, o mundo dos Digimons. Aquele que nós somos seus protetores.
Por isso, como eu tinha dito a Inoue... Nossos inimigos não estão de brincadeira.

Os olhares voltaram-se a si. E seguiu falando:

- Ter recebi este pingente outra vez não foi mera coincidência como tinha pensado antes. É um alerta. Um alerta feito pelo Kiseki e pelo Dragon Hu. A vinda de Bunni, esta digimon coelha invasora de domicílios...

- EI! – rosnou ela, não gostando da piadinha incluída ali. Principalmente por causa do assunto sério.

- D-Desculpe, precisava descontrair um pouco... – desta vez, pronunciou aquelas palavras com o seu tradicional sotaque e um sorrisinho tímido.

- Bem, como estava dizendo... Ela ter vindo aqui é para termos como agir. Pois aquilo que está no pescoço dela não é um simples colar. É um amuleto criado pelo próprio Mago Hu caso a Pandora finalmente conseguisse ser libertada das trevas e pudesse renascer. Temendo que esta entidade maligna pudesse se apossar mais uma vez dela, esse pingente ali é uma magia que deve ser executada para que esta nova vida da Pandora não seja ameaçada, e que não se torne outra vez aquilo que ela foi no passado.
Vocês compreendem? Ela foi designada a vir até aqui, com o Kiseki, que a esta hora está ocupado com seus afazeres celestiais, para encontrar “a” “Pandora” e realizar este feitiço.

- E... Também é nosso dever protegê-la deles. Destes que querem usá-la para o mal. – olhou diretamente para Ken, que tinha sensações de que as trevas chamavam por alguém – Por favor, entendam a seriedade desta missão. Pois, eles não estão só tentando capturá-la, como também... Estão tentando eliminar talvez o único que possa enfrentá-la de igual para igual.

- Você...? – murmurou Geijutsushi, atônita.

- Exatamente. – respondeu ele, com um tom de desanimo. A garota se assustou outra vez, pois pensava ter dito aquilo o mais baixo possível, olharam-na e logo voltaram a atenção a Daisuke – Eles também tentaram usar a Hikari como isca, para que me capturassem. E, se vocês não me matarem pelo que vou contar... Err... Eu também caí numa armadilha deles, e fiquei cara-a-cara com este individuo que deseja se apossar da “Pandora”. Fui atirado logo depois numa batalha contra Frostmon... E graças ao V-mon, e a nossa determinação... Conseguimos fugir de lá.

Novo silêncio. A comunicação permanecia por cada olhar. Agora, todos percebiam que a hora de brincar como escolhidos se tornou... Um futuro erro que os destruiria. E devastaria ambos os mundos, e outros mais até.

- Desculpem se eu pareço ter mudado de uma forma tão inesperada. Sei que muitos não gostaram disso, mas não dá pra ser como era dois anos atrás. Nós não vivenciamos totalmente a experiência que o senpai, os outros veteranos, e Hikari e Takeru vivenciaram! Mas, esse dia chegaria. E ele chegou. E trouxe também... Dois membros novos na equipe, porém diferente de nós... Elas não tem parceiros digimons.

Os cinco sabiam de quem ele se referia. Aquelas duas ali, que antes pareciam estar apenas em Odaíba por acaso. Mas agora estava mais do que claro: Era onde deveriam estar. E o destino fez tudo para que viessem parar naquela sala, a ter contato com as doze crianças que formam aquele grupo.

E assim como os três “ex-novatos”, eram diferentes. Este trio não tinha um brasão específico (porém Daisuke fugia a regra, mesmo que fosse um dos novos da época), mas sim digimentais que possuíam um brasão pertencente a uma das outras seis crianças. Eles, como foi explicado por Bunni ao azulzinho, são “auxiliares” dos outros seis. Porém, só um destes três fugia a regra, por herdar o poder da Lux Miraculum.

Mas mesmo assim, Eles tinham os Fragmentos. Todos os doze tinham. Mas, havia mais dois, totalizando quatorze Elementos.

E estes outros dois...

- ... Negai, Yorokobi. – disse ele, respectivamente apontando para Nina e Carol – Ou seja, Desejo e Felicidade.
- Huh? Elas tem... Brasões, dagyaa? – exclamou Upamon. Os outros quatro (tirando Hikari), esboçaram uma cara de surpresos.
- Brasões?! – as meninas “novatas” se olharam, como se nunca tivessem ouvido falar daquilo antes.
- E-espera aí! – disse a Inoue – Existe... Escolhidos que não possuem parceiros, mas sim brasões?
- Não são exatamente brasões, Miyako... Sabe aquela luz que você viu no seu digivice e fez Holsmon evoluir para um novo nível? Aquilo é algo similar ao brasão. – tentou explicar o garoto dos goggles.

- Isso são Fragmentos. – Bunni deu uma resposta mais completa – Nove dos Quatorze são brasões. E como os brasões são nada além da representação de seus corações... Os outros fragmentos restantes, Determinação, Energia, Justiça, Desejo e Felicidade, também são considerados brasões.

- Então... – falou Carol – De qualquer jeito, neechan e eu fazemos parte do grupo?

Tanto a coelha quanto o garoto de olhos castanhos acenaram positivamente com a cabeça.
Os outros continuaram quietos, pensando naquilo que tinha sido repassado a eles.

Um novo perigo, uma nova missão. Algo que desta vez exigia mais deles. Mais atenção, mais força, mais desempenho, mais agilidade... E o importante:

Mais união.

- Alguma coisa a mais para acrescentar, Daisuke? – perguntou o escolhido da Esperança.
- Ahn... Mais nada por enquanto... Pessoal, compreenderam o que eu disse?
- Sim, nós entendemos a situação – falou Miyako, com uma expressão séria. Aliás, todos ali se mostravam sérios após o término daquele evento.
- Miyako, poderia perguntar a Mimi como estão as coisas lá em Nova Iorque? Eu tenho outras coisas para fazer...
- Sem problemas, Daisuke. Só... Tenha cuidado. Seja lá o que for fazer.
- ... Vai ir sozinho outra vez? Não deveria ao menos ir com alguém? – ponderou Nina.
- ... Eu quero ver como está minha irmã. Isto é, se o tempo tenha voltado ao normal.
- Não sei, acho que não... – interveio Ichijouji – Quando o tempo não havia sido “congelado” de novo, Wormmon conseguiu evoluir para Stingmon.

Sete olhos viraram-se diretamente para o escolhido de cabelos negros azulados.
Com um ar incrédulo de cada um deles, claro.

- Então é só quando estamos neste paralelo que nossos parceiros não podem realizar a evolução normal?! Mas é claro! Como não percebi isso antes?!

- O que está querendo dizer com isso? – interrogaram Iori, Ken, Nina e Carol.

- Só tentamos usar nossos digivices quando ocorreram estes “congelamentos”! Por isso que eles nos isolam neste paralelo! Para que nossos parceiros não tenham como evoluir para um nível superior à armor!

- Sim! Aquela vez, Nefertimon, Pegasmon e Fladramon não conseguiram derrotar aquela ave! – relembrou a Yagami.
- E isso também tem a ver com esses “fragmentos”? Pois Holsmon teve de evoluir para confrontá-la também – comentou a Inoue.

- Fladramon também. E se não fosse por essa chama determinada que nos conectou enquanto estávamos naquela caverna... Eu já estaria morto.

- Como a... – Takeru olhou para a digimon do Desejo, tentando se lembrar do nome dela.
- Būni – disse ela, pronunciando calmamente em japonês.
- Bunni... Ok. Como a Bunni disse – repetiu o inicio da frase – Esses fragmentos correspondem aos nossos brasões, certo?
- Sim, correspondem. Mas por enquanto... Só vi manifestações dos fragmentos correspondentes ao Daisuke-san e à Miyako-san.
- Então deveremos... Fazer com que nossos “brasões” se manifestem? – questionou Ken.
- Bem... E-eu não sei...

- Não sabe?! – exclamou toda a sala. Todos de olhos arregalados.

- Uh...Há coisas que eu não lembro bem, hihi... *gota*
- Ok. Fim de reunião. – cessou Daisuke – Nos comunicaremos através do D-terminal. Quaisquer problemas, não hesitem em pedir ajuda. E reportem, por favor.
- Ok, Motomiya – Geijutsushi o encarou – E quanto a nós duas aqui, Carol e eu? Como vamos manter contato se não temos esse D-terminal?!

Tinha esquecido justo deste detalhe. Bom, o jovem pos a pensar e...

- Acho que... Poderíamos ficar próximo de alguém que tenha! – sugeriu a Choujutsushi – Como... O Izumi-san!
- *sigh* E eu ficaria com quem? – refletiu mentalmente a sua amiga. Nina não tinha muita amizade com qualquer escolhido. Apenas conhecia alguns, por acaso mesmo, como Taichi e Daisuke. Outro graças a sua vó, que dera aula para um deles em 1999.

- Com o Koushiro?! – o goggle boy deu um salto para trás, meio assustado. A reação da menina foi diferente.
- Não posso? – perguntou.
- Primeiro... Vamos fazer apenas uma dupla temporária... Ahn... – colocou a mão no queixo e raciocinou:

– Miyako tem contato com o Koushiro e com a Mimi, então seria arriscado demais, caso a Mimi venha para cá e por casualidade ela, Carol e Koushiro se encontrem comigo em algum momento... Isso talvez causasse um reflexo das interações da Yorokobi com o Lance... Se eu deixar com a Hikari... Não sei se aconteceria algo, bom... Não aconteceu nada aqui. Mas não vou arriscar. Só me resta...

- Takeru, poderia ficar com a Choujutsushi por enquanto? – direcionou-se ao loiro.

- Huh? Claro. – respondeu Takaishi, mesmo não entendendo o porquê de ele ter tido aquela reação à sugestão da jovem.

- Ok, quanto a Geijutsushi... Ahn...
- Ela deveria ficar com você – disse Miyako.
- Concordo com a Miyako-san. A Geijutsushi-san esteve te procurando para saber como estava. - concordou Ken.

- Miyako, Ken... Não acho que ela queira isso – suspirou o garoto, vindo um pequeno flash do que acontecera antes de todos se reunirem naquele canto.

- Ué? Por que ela...

- PESSOAL, TEM ALGO LÁ FORA! – gritou aquela de quem os três falavam.
- Algo?! – arregalaram os olhos, surpreendidos.

Sem pensarem duas vezes, todos correram para o lado de fora do prédio, encontrando...
A mesma digimon má que atacou Miyako e Daisuke quando o fragmento correspondente da menina reagiu.

Sim. Ranamon.

- Você outra vez?! – vociferou tanto a Inoue quanto o Motomiya.

- Ah... Seus pestinhas... Eu vim aqui apenas para fazer mais uma ilustre visitinha, oh hohoho! – riu, colocando a mão na boca. E com aquele mesmo ar de desprezo, continuou – Não estou interessada no anjinho fajuto que se esconde de mim. Veio atrás daquilo que é rosa, tem orelhas longas, olhos verdes e um pingente que tem um significado muito importante para ela, pro anjinho, e... E quem diria! Até para você, honey~

- O alvo dela é a Bunni agora! – ecoou mentalmente isto em sua mente – Se a pegarem, estaremos com problemas... Mas, não sei se V-mon e Hawkmon têm energias suficientes para enfrentá-la aqui e agora... – O rapaz olhou para os digimons – O que poderíamos fazer?

- Não adianta brincar comigo... Um truque não funciona duas vezes!

- A coelha? – disse a moça de cabelos negros – refere-se a ela? – pegou-a no colo, e a segurou firmemente.

- N-Nina?! O que raios tu vais fazer?! – Carol sentiu um arrepio em suas costas, ao ver aquela atitude tão insana da amiga.

- Sim, ela mesma. – respondeu Ranamon – Seja uma boa humana e entregue-a – estendeu a mão, com um sorrisinho.

Geijutsushi sorriu sarcasticamente... E saiu em disparada, afastando-se dali o mais rápido que podia. Isso desencadeou num sentimento de raiva na inimiga, que tentou ir atrás dela. Por alguma razão, Iori correu atrás da menina. Carol também.

... Sim. Tentou.
Só não conseguiu graças a três digimons que se pararam frente dela: Holsmon, Fladramon e Nefertimon.

- Tsc! O que deu nela?! Que idéia suicida! – comentou negativamente Daisuke.
- Antigamente você faria o mesmo... – retrucou Miyako.
- É, eu faria mesmo... *sigh* Takeru, Ken... Vão atrás dela, por favor!

- Mas... E se precisar de ajuda? – contestou o loiro – Iori está com ela!
- Mas o digimon dele não consegue evoluir, Takeru-san! – contra-argumentou o moreno.

- Isso mesmo! Por isso que estou pedindo a vocês dois! Vão atrás deles! – o medo transpassava aqueles olhos castanhos. Temia que surgisse Frostmon e os atacasse. Era mais fácil Pegasmon estar preparado para uma fuga planejada.

- Entendi... Ok. – Takeru pegou o digivice e apontou-o para Patamon:

- DIGIMENTAL UP!!

Patamon... Evolução Armor para...
A Esperança ascendente, Pegasmon!


Os dois saltaram no corcel alado, e Wormmon nas costas de seu parceiro, e alçaram vôo. Indo na mesma direção que as garotas e o membro mais jovem foram.

Ficou lá, na batalha da escola...
Daisuke, Miyako e Hikari

- Vocês querem brincar? Querem? – provocou Ranamon – Ok...
- Então... Vamos brincar.




FRAGMENTO DE MEMÓRIA #2:


O dia estava agitado demais. O povo saiu às ruas, comemorando a sua vitória.
O reinado do terror havia finalmente chegado ao fim, durante a noite anterior.

A princesa tirana, Yami Kuroboshi, filha do rei Kuroboshi II, tinha sido finalmente capturada pelos rebeldes em conjunto do exército de Gota Pura. Tinha sido abandonada por todos os seus serviçais, ministros, conselheiros e funcionários do extravagante castelo.

E o mais irônico... Foi a reação de Yami. Aliás, não houve reação alguma.
NENHUMA.
Ela entregou-se apenas com uma face repleta de ódio. Uma insatisfação total.

Só que... A verdade era outra. Outra mesmo.
E poucos sabiam dessa verdade.

Uma garota, diferente dos demais habitantes daquela terra, esgueirou-se por trás das celas. E por acaso... Descobriu que aquela princesa não era a verdadeira.
Mas sim... Seu fiel súdito. O servo que nomearam como...

Servo do Mal.

Aquele dia seria marcado pelo fim definitivo daquela que os maltratava e extorquia dinheiro, que assassinava inocentes e gerou o caos que sujou o nome de Kuroboshi, tornando o país uma terra totalmente temida pelas demais nações.

A hora da execução era às três da tarde, quando os sinos tocassem.

Esta jovem, de cabelos morenos acastanhados, com um laço prendendo um pequeno punhado dele num rabo de cavalo discreto, não queria que o serviçal fosse eliminado.

Mas quem a ouviria? Quem? Ninguém acreditaria nela. Então... Só restava deixar aquilo acontecer.
Não... Ela NÃO poderia. DEFINITIVAMENTE NÃO PODERIA.

E assim o fez. Saiu correndo pelas ruas, a procura de alguém. Chamava a atenção dos kuroboshianos, mas nenhum destes parava para ouvi-la.

Foi quando... Esbarrou em um menino, que estava acompanhado de um mago e de uma estranha mulher toda encapuzada como uma ninja.

- P-perdão! – disse ela repetidas vezes – V-Vocês precisam... Me ajudar!
- Ajudar?! – o mago exclamou – O que houve, garota?
- ... Aquela que eles querem matar na guilhotina não é a regente! – pronunciou rapidamente, trêmula.
- N-não é?! – os três ali arregalaram os olhos.
- Não! E ninguém me ouve! Vão matar um inocente que quer se sacrificar em nome dela!

Warlock, como era o nome daquele mago, olhou para a jovem, que agora sabemos ser a Negai, e seriamente interrogou-a:

- Onde é essa execução?
- N-na praça central d-de H-Hoshi! – gaguejou ela, já correndo lágrimas dos olhos.
- Mestre – falou a sentinela, MiyaShurimon – Será que...
- Eu sinto essa aura, Miya. Devemos verificar. Antes que seja tarde demais!
- Sim!

E os dois saíram a correr, deixando Negai e IoriArmadimon ali. Este último não falou nada com ela, mas despediu-se e seguiu os seus dois amigos.

E ela...
Olhou para os três sumindo naquele mar de pessoas:

- Por favor... Não o deixem morrer...!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:46 pm, editado 4 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 1:22 am






“KNUCKLE FIRE!!” “RED SUN!!” “CURSE OF QUEEN!!”


Um ataque da direita, um da esquerda e um do centro foram disparados em conjunto contra uma figura.
Esta desviou dos golpes com simples passos de bailarina, como se não os levasse a sério.

Definitivamente... Ela não ligava para os seus inimigos. Apenas bailava pela rua, com um aspecto um tanto familiar à Yagami, que tinha uma sensação de tudo ao redor ser desbotado.

Desbotado? Sim, as cores eram pálidas, sem vida.
Aquele paralelo começava a se assemelhar a dimensão sombria onde tinha posto os pés uma;
Duas;
Três vezes.

Arregalou os olhos várias vezes seguidas. Queria ter certeza que o cansaço daquela luta estava afetando sua visão.
Não... Não era mentira. Tudo estava como...

- Hikari? Você está bem? – perguntou Miyako, percebendo um pingo de espanto na parceira.
- M-Miyako... D-Daisuke... Tudo ao nosso ao redor está...
- Estranho? – completou – O que foi?
- Está tudo diferente, desbotado... Destruído!
- Destruído?!

A jovem de óculos olhou para os cantos, não reparava nada disso. Somente que o cenário era tão deserto quanto o Saara.

Os digimons se mantinham ocupados ali, naquela batalha, enquanto ela prestava atenção na mais nova. Daisuke estava concentrado demais naquilo para perceber que a Yagami sofria de alguma coisa.

Talvez outro truque daquele estranho vulto que prendera o escolhido do Milagre em uma caverna de cristal antes?
Ou Talvez seja algum sinal de que a situação tornava-se mais alarmante a cada hora que passava?


- Daisuke... – Miyako tentou chamá-lo, mas quando o menino estava naquele estado, era difícil quebrar o transe.
- M-Miyako... – Hikari abraçou-a, tremendo de medo – Algo... Algo está... Indo atrás...
- O que?! O que foi?! Algo? Hein?! – colocava as mãos nas costas da escolhida da Luz, fitando-a com um olhar mergulhado na preocupação.
- Está... vindo...!

Os olhos dela ao se encontrarem com o da outra transpassou sua “visão”.
Não era exatamente Odaíba que estava destruída...

Parecia ser um tempo mais distante. Muito mais distante. Talvez nem fosse aquele lugar.
Talvez fosse... Outra dimensão.

E nesta dimensão... Os três se encontravam em uma cidade em ruínas. “Cidade”, pois todos os edifícios dali eram tão medievais que pareciam estar num filme sobre a idade Média.

Mas não lhe era tão desconhecido assim. Sentia algo familiar. Voltou-se para onde estava Daisuke e percebeu... Aquele era o tal mundo onde aqueles dois que estavam consigo tinham ido parar!

O tal mundo onde presenciaram uma luta diferente daquelas que acostumavam ter: Um escolhido “evoluindo” com um Digimental, seu parceiro realizando a evolução Warp para o estágio final... Para confrontar uma misteriosa feiticeira com olhos roxos sinistros e dotados de escuridão, e um digimon que juraram ter selado no Oceano Negro: Demon.

Naquele dia podia jurar ter visto diante de seus olhos cor de mel que o menino serelepe e estúpido tinha sido acertado em cheio no abdômen, causando um ferimento terrível que... Depois de terminado o confronto e terem vencido, temiam que ele estivesse morto.
Graças à quantidade de sangue que ele perdera durante aquele tempo.

E quando se aproximaram dele... Viram seu rosto, olhos fechados... E um sorriso, um sorriso são satisfeito por ter vencido aquela maga... Mas também significasse um sacrifício feito pelo jovem em prol daquele mundo, daquelas pessoas que amava quando viveu ali com outro nome, outra família... E com outros amigos.

Sua mente lembrava daquelas cenas impactantes, e segundos depois começava a lacrimejar.

Teve mais medo de perdê-lo ali do que das últimas vezes em que o “líder” do grupo cismava em desafiar seus limites, correndo em direção ao perigo sem ao menos pensar nas conseqüências.

Enquanto a luta prosseguia, Kari e Miya pareciam estar presas naquele lugar. Não se movimentavam, abraçavam fortemente uma a outra e derramavam lágrimas.

Foi quando ele percebeu. O silêncio total daquela maluca da Inoue não podia ser normal.
Afinal, ela era tão agitada quanto ele! E onde estavam os elogios ao Holsmon que horas atrás fazia?!

- Hikari!! Miyako!! – gritou ele, pasmo. Via em volta delas alguma estranha aura, que as mantinha naquela ilusão toda.

- Droga! – pensou ele – É outro truque dele?! Agora atacando a... Hikari e Miyako?!

- Preocupado, huh? – provocou Ranamon. Aproveitando a brecha, conjurou algumas agulhas de água e arremessou contra seus dois inimigos quadrúpedes e outras no dragão azul.

O ataque foi mais efetivo do que o normal. Holsmon e Nefertimon caíram, com as agulhas encravadas em seus corpos, enquanto Fladramon possuía algumas delas nas partes onde sua armadura não o protegia: Seus ombros e sua cauda. Isso podia ser o de menos, mas aquilo doía.

Ranamon saltou e desferiu um poderoso chute rítmico no parceiro de Dai, derrubando-o no asfalto gélido.

Nesse meio tempo, uma rajada negra atacou os três digimons. E estes voltaram ao nível anterior, dois ao estágio criança e uma ao estágio adulto.

Não foi o suficiente...? Pelo menos ele esperava que a doida da Geijutsushi estivesse bem longe dali agora.

Virou-se ao pressentir uma brisa malévola do lado do mar. Era justo aquela criatura vil que o trancara antes.
O autor da rajada.
O mesmo causador daquilo tudo.
Seus olhares se chocaram. Um repleto de raiva pelo que a incógnita fazia às suas amigas, o outro com desprezo, rindo mentalmente da incapacidade do escolhido.

- Solte-as! – ordenou – Não deveria brincar com a mente da minha ohime-sama e da louca desvairada que é a Inoue!

- Soltá-las? – fez pouco caso – Sua princesa e sua antiga amiguinha híbrida? Pra que precisa delas, garoto? São apenas pessoas que, infelizmente você não conseguiu proteger.

- Cala a boca! Eu as protegi até o fim trágico que tive. Não me venha com essa! Eu não caio em ilusões. Não mais! Nem mesmo BelialVamdemon conseguiu me trancafiar em uma!

- BelialVamdemon? Não me faça rir! Comparando a minha “pessoa” com aquele idiota?!

- ... Você o conheceu?! – exclamou.

- Não o chamam de imortal por acaso... Lance-kun. Você não pode também me destruir. Nem mesmo meu irmão e meu bisavô conseguiram.

- ... C-como?
- Assim como meu bisavô também é imortal.
- ... E-espera... O... Dragon Hu...

- Oh, esqueceu Lance-kun? Você não foi o único que conseguiu realizar aquele feitiço... Na verdade, nem precisava esconder esse “fragmento de alma” na estrelinha. Mas é Claro que todos os ancestrais daquele pirralho idiota, Warlock, morreram. Mas somente dois deles realizaram este feitiço, com distintas intenções.

A criatura toda de preto ergueu a mão direita, com o punho fechado. Levantou inicialmente o indicador:

- Um foi para continuar seus propósitos como o mais poderoso mago do universo, dominando todas as raças existentes e banindo aqueles que se opusessem ao Tratado de Harmonia, exterminando todo o preconceito racial entre humanos, digimonianos e híbridos...

Ergueu o dedo seguinte, o do meio:

- E o outro para impedir que eu fizesse tal benefício para o mundo. Banindo-me com o auxilio do meu “adorável” irmão gêmeo, para a dimensão sombria! Afastando-me dos meus amigos, da minha própria família, e da pessoa quem eu amava!

Surgiu naqueles dois dedos uma esfera negra, que foi atirada contra o Motomiya. O golpe o arremessou contra os portões da escola primária de Odaíba, fazendo-o grunhir de dor, caindo sentado no chão na seqüência.

- Perderia graça te destruir agora sem ter encontrado a “Pandora-chan”. Não se preocupe... Pode viver mais um pouco. Quando “ela” se revelar... – aproximou-se ele, e sussurrou em seu ouvido – Será tarde demais, Lance-kun. – E afastou-se dali, indo parar do lado da digimon anfíbia.

- E-eu... – o goggle boy levantou-se, meio quebrado daquele golpe.
- Não vou permitir i-isso! – completou V-mon, acordando instantaneamente, como se estivesse em sintonia com o seu parceiro.

- OUVIU BEM?! – gritaram os dois, com os olhos castanhos e os avermelhados ardendo nas chamas determinadas.

- Daisuke! – berrou, fazendo uma conexão daqueles olhares, unindo as labaredas vermelhas que emanavam dentro de si.

- V-mon! Vamos... Lá! – pegou o D-3 mais uma vez do bolso, que por sua vez brilhou intensamente em um vermelho pouco mais escuro e vívido.

- DIGIMENTAL UP!!

V-mon... Evolução Armor para... A Coragem flamejante, Fladramon!!

Fladramon... Evolução com o Fragmento da Determinação para...
As chamas determinantes da Coragem!! Burning Fladramon!


O galante dragão de armadura escarlate criou suas asas flamejantes, derretendo a neve que tinha pelos cantos.

O misterioso vilão sorriu, e saiu correndo. Acompanhado de sua subordinada.

Não... Eles não queriam fugir.

- Você não vai soltá-las se eu não for... Certo? Ok... Eu não tenho escolha. – olhou-as seriamente.

Mas sim atraí-los para fora de lá, reservando uma luta contra o escolhido em outro terreno.

O digimon azul alçou vôo, indo à direção do parceiro. Quando este levantou a mão e agarrou-se no pé da criatura draconiana, desaparecendo pelos céus.

Quando eles se foram, tudo voltou ao normal...
Inclusive as duas vitimas.

“Hikari, Miyako... Pessoal... Eu voltarei. Não se preocupem.”


#12 - Mostre seu coração justo, Iori!!




Corria pela calçada, corria apressadamente. Em suas mãos segurava a pequena coelha rosada firmemente. O motivo que a fez tomar uma atitude louca como a aquela ninguém sabia, nem ela mesma!

Ao respirar pela boca, seu hálito se manifestava em forma de curta neblina e logo se dissipava ao vento, devido ao frio do inverno.

De repente esbarra em uma pessoa. Depois em outra. E assim por diante.
Até que ela para, e percebe: Ela tinha voltado ao seu mundo?

Ok, se tudo tinha “descongelado”, isso significava que não precisaria mais fugir, certo?

- Ufa... Conseguimos. Só espero que os outros tenham impedido aquela digimon...
- Nina-san... É esse teu nome, certo? – murmurou Bunni.
- Nina, mas algumas pessoas me chamam de Ni...
- Por que fez isso?
- Porque...

- Geijutsushi-san! – uma voz interrompeu a fala da menina.

- Iori? – disse ela, virando-se para trás. O garotinho aproximou-se dela, um tanto ofegante.
- Por que fez isso?! – perguntou a mesma coisa – E se aquela digimon te atacasse?!
- Porque... Eu não sei porque fiz aquilo! Só deu vontade de fazer...
- Isso deixou todos nós mais nervosos do que antes! – falou em um tom sério – Principalmente por você ter feito isso tão rápido que quase não teríamos tempo de evitar alguma tragédia!

Abaixou a cabeça. Irônico... Ela se comportava como se ainda tivesse uns cinco anos em determinadas situações! Aquilo soou como uma bronca de seus pais, como as de sua avó... Como as das professoras!

Sua ação de fato tinha feito o pequeno Hida lembrar de alguém. E esta pessoa mostrou-se atualmente mais responsável e atenta. Mas no passado, dois anos atrás, o tal era um completo ingênuo, agia sem pensar nas conseqüências e até fazia todos os onze restantes tremer de medo da criatura serelepe morrer devido a essas suas loucuras.

De quem estamos falando? You know.

- Não quis... Não quis fazer por querer... – respondeu, com uma voz baixa. A menina tinha algo a esconder.
- Sorte que o Daisuke-san, Miyako-san e Hikari-san agiram a tempo... – suspirou, e diminuiu o tom – Não havia muita necessidade de fazer aquilo.
- ... Um de nós iria fazer. – olhou para ele.
- Hã?
- O Motomiya estava olhando para os seus parceiros. Deu pra perceber que um de nós iria fugir com a Bunni enquanto o resto a impediria de vir atrás.
- Mas... Não pareceu que ele...
- Foi arriscado, eu sei. Mas eu supus que iriam cobrir a minha fuga, por isso... Arrisquei.
- E se não tivesse dado certo?! O que você faria?!
- Alguém já teria feito isso antes de mim. Ele mesmo teria dito alguma coisa, subentendendo a nós que deveriamos pegar a ChibiBunnymon e levá-la para um lugar seguro.

- O Daisuke-san... Estava a olhar para V-mon e Hawkmon... – refletia Iori – Será que ele estava pensando mesmo em fazer isso?

- Posso não conhecê-lo tão bem assim, mas seus movimentos eram claros. E se aquela coisa feia que parecia uma mulher-sapo queria pegar essa coisa fofa aqui... Então isso mesmo que ele iria fazer.

- Iori, eu concordo com ela, dagyaa.
- Então porque ele... Criticou a atitude dela? – olhou para Upamon.
- Talvez por causa de que ele não esperava isso dela, dagyaa?
- Ninguém esperava...
- Pelo menos ela está bem, dagyaa.
- Sim, e não apareceu nenhum inimigo por aqui...

- Ah, acho que já ajudei... – a garota colocou a digimon orelhuda em cima da cabeça dele – Vou pra casa, estou cansada de hoje. Já sei como está o Motomiya... Minhas preocupações passaram. Até mais. – despediu-se e saiu andando.

- Espera! – correu atrás dela – Como pode dizer uma coisa dessas? Por que está se retirando?
- ... O que eu posso fazer? Não tenho digimons, não tenho alguma amizade com vocês. Só conheço alguns, mas não se pode dizer que somos “amigos”.
- Isso porque você parece não querer falar conosco. Parece sempre querer se afastar dos outros. – argumentou o escolhido.
- Não quero? Eu... Eu não consigo falar muito com as pessoas. Sinto-me um estorvo.
- Por quê? Por que se sente assim?
- Por causa de... Ah, pra que quer saber?
- Por que nós somos parte do mesmo grupo agora, nós temos de nos conhecer melhor.
- Quem me incluiu neste grupo...? *sigh* O Motomiya?

Parou, olhou para o chão como costumava fazer. Sempre que pensava em “grupo”, lembrava das péssimas experiências que teve.
As pessoas explorando suas habilidades, alguns se fazendo de seus amigos só para que ela pudesse ajudar em algum trabalho... Outras só se lembravam dela por causa de seu dom artístico.

Quanto aos amigos reais que teve... Foram poucos. Mas estes também uma hora se afastaram dela, devido a novas amizades e a falta de contato diário que tinham antes.

Mudou-se para lá, conheceu Carol e passou a considerá-la uma de suas melhores amigas... Até o momento em que elas cruzaram com o caminho das doze crianças.
Agora sentia que esta sua única amiga lá... Ia se afastando dela, tentando se aproximar mais dos outros. Mais de Koushiro...

E esta nova então? Está em um grupo. Ok era algo que ela queria ter. Um grupo de amigos com quem poderia falar, se divertir, chorar, consolar com eles e vice-versa...

E se acontecesse de novo? Só por interesse em algo?

- Você é uma “escolhida”... – disse a orelhuda – Pode não ter um parceiro digimon, mas tem um fragmento que corresponde ao seu coração.
- Escolhida? Como me tornei uma “Escolhida”?
- No momento em que você conheceu os digimons – a pequenina pulou em sua cabeça – Assim como as doze crianças.
- H-hein? Tá falando... Que só sou uma integrante deste grupo só por conhecer os digimons?!
- Geijutsushi-san – Iori olhou-a nos olhos – Por que você age desta forma?
- Eu... Só... Só quero voltar pra casa agora, relaxar e...

- Neechan! Nina! – gritou Carol de longe, acenando para ela.

- Carol! – esboçou um sorriso, como se a voz dela a tranqüilizasse daquela conversa.

Deixou Iori ali e foi até ela. O menino de cabelo castanhos, meio desarrumado graças aquela correria toda (e também se passou dois anos, e este cresceu.), só acompanhou com os olhos a Geijutsushi se distanciar.

- Por que ela não quer falar comigo e com os outros? – pensava.

---

- Miyako-san... Miyako-san?
- Hikari! Hikari!?

As duas estavam abraçadas uma na outra ainda. E só se soltaram, voltando a si, quando ouviram os seus parceiros chamando-as.

- O que houve? – foi a primeira coisa que a Yagami disse, aliviando assim a tensão que Tailmon tinha ao vê-la petrificada naquele estado.
- Onde estou? – já a fala de Miyako deixou Hawkmon preocupado.

- Eles fugiram... – reportou a gata – E o Daisuke foi atrás deles.
- O... O que você disse?! – exclamaram as escolhidas, perplexas.
- O Daisuke tá querendo o quê?! – bufou a Inoue – Primeiro diz aquele sermão todo, critica a atitude da Nina-chan e... Agora faz o mesmo?!
- Miyako-san... – Hawkmon interrompeu-a – Ele não teve escolha, tinha alguma coisa prendendo vocês.
- Sim – afirmou a felina – Havia uma aura negra envolvendo vocês, e isso tornou a situação mais complicada para nós. Daisuke tomou essa atitude em prol de sua proteção.

Não houve mais nenhuma argumentação da garota de óculos. E por parte de Hikari...
A escolhida da Luz sentia... Sentia que aquilo significaria mais problemas. E mais, no fundo de seu peito uma pontada a fez quase cair de joelhos no chão gelado.

Aquela sensação... Era alguma conexão que tinha com o menino. Talvez a mesma que ele também tinha.

- Ah! – soltou no ar, colocando a mão no peito.
- Hikari/Hikari-san?! – exclamou os três restantes.

Ela voltou a abraçar Miyako, mas agora para não perder o equilíbrio. Sentia-se fraca por dentro. Fraca, como se tivesse todas suas energias sugadas.

Os outros dois se aproximaram dela, mais nervosos do que antes. Logo depois ouviram os sons urbanos. A mais velha desviou sua atenção da rapariga que tinha em seus braços e percebeu:

- Tudo voltou ao normal! Vamos... Vamos levá-la para minha casa, e avisar aos outros!
- Certo! – concordaram os digimons, ajudando-a a colocar Hikari em suas costas.

Passados alguns minutos... Depois de muita cautela para que os digimons não fossem descobertos pelas pessoas dali, chegaram ao apartamento dos Inoue. Levou-a para o seu quarto, colocou-a na cama e abriu a janela para que Tailmon e Hawkmon entrassem por ali, ao invés de virem por dentro do prédio.

Deixou as criaturinhas cuidando da amiga e correu direto para o telefone. Engraçado, por que para o telefone? Era mais fácil usar o terminal!

Só que ela não lembrou disso. Tirou-o do gancho, discou o número depressa... E esperou.

E em outro prédio, um pouco longe se for a pé, mas perto se for de bicicleta...

- Tadaima! – disse ele, entrando pela porta. Tirou os tênis e atirou-se no sofá.
- Onde você esteve? – perguntou a Sra. Yagami, que estava na cozinha.
- Estava com meus amigos... – por mais que parecesse uma mentira, era verdade.
- E o jogo? Como foi?
- Ahn... Foi bom... – agora sim, foi mentira. Já que a partida foi interrompida.
- E a Hikari? Ela não tinha ido ao jogo também?
- A Hikari...? Ela foi sim. – pegou o controle e ligou a televisão, começou a folhear os canais.
- Ah, então ela deve estar ainda com os amigos.
- É, ela ficou com o Daisuke, Miyako, Takeru e Iori... Não se preocupa que logo ela liga avisando que vai voltar tarde.

Visto que tudo tinha voltado, o Yagami relaxou por alguns segundinhos. Sendo que em seguida ia pegar na agenda o número do celular e da casa de Mimi para pedir que ela contasse como estavam as coisas por lá. Porém...

Um telefone começa a tocar. E de uma forma alarmante.

- Taichi... Poderia atender ao telefone, por favor? – pediu dona Yuuko – Deve ser sua irmã.
- Ok, ok... – levantou-se, pensando que também poderia ser só para avisar onde estava, como também para contar algo a mais.

Atendeu a ligação. Fez-se um silêncio após o “Moshi Moshi” do escolhido da Coragem. Yuuko apenas observava seu filho, que aparentemente parecia normal. Só parecia.

Ele largou o telefone, correu depressa para a entrada, calçou os sapatos, abriu a porta e disse:

- Ittekimasu! – saiu fechando a porta.

- Taichi?! Onde você está indo?! – perguntou sua mãe, mas não obteve resposta alguma.

---

“Ora...”

Uma voz feminina, sozinha em uma sala escura e rodeada de telas monitorando todos os movimentos de vários pontos no mundo, sentava no chão, olhando diretamente para um dos ecrãs.

- Ranamon saiu... Lekismon continua procurando por aí... E eu... *sigh* Eu farei o que aqui?!

Estava falando consigo mesma. Bocejou devido ao tédio que era em ficar “assistindo” os televisores.

“Mudança de planos, baby~♥”

Um estrondo de portas sendo abertas e atingindo as paredes de dentro fez com que Frostmon virasse para trás. No meio daquela escuridão, só via a silhueta de Ranamon. Obvio que era aquela sua “amiga do peito”, ninguém mais naquele ambiente tinha o costume de abrir as portas daquela forma... Muito menos chegar com algumas gírias.

- O que quer dizer com isso?!

- Que o mestre está cuidando com o fator “Menino-encrenqueiro” que te derrotou duas vezes, querida.

Ou ironizar suas comparsas.

- Ok... – a ave de gelo tentou manter a calma e não se deixar aborrecer pelo sarcasmo da colega – Mudou mais alguma coisa?

- Ah sim, Lekismon está a vistoriar outros países, onde existam crianças escolhidas.

- Crianças escolhidas? Mas por que só elas?

- Diz o mestre que todas aquelas pessoas que anteriormente tiveram algum contato com um digimoniano naquela época... Atualmente é uma criança escolhida.

- Isso conta aqueles doze?

- Não, os doze são reencarnações de pessoas com que tiveram alguma relação com o Mago Hu ou com o Lance-kun... Aliás, um deles é o Kuroboshi.

- E quanto àquelas duas? Pensa que não vi sua lutinha besta daqui? Perdeste a coelha!

Diferente de antes, aquela crítica não a enfureceu. Pelo contrário, a fez sorrir.
Um sorriso mais sinistro que o da própria entidade que era seu mestre supremo.

- As duas...? Fala das jovens de olhos verdes e a de cabelos morenos acastanhados? Uma delas pode nos favorecer algo... Kukukukuku.

- Diga logo! O que elas têm a ver com isso?!

- Uma delas teve maus momentos com o Kuroboshi, e outra... Estava criando um elo de amizade com ele, hoho... Mas, se perceber bem... Os reflexos as impedem de se aproximar totalmente deste menino.

- Ah, mais uma coisinha, Frost-chan – Ranamon aproximou-se dela, com aquela alegria toda – O mestre não vai te deixar sentadinha aí enquanto nós nos divertimos às custas das criancinhas...

- O que ele deseja que eu faça por agora? – perguntou, mostrando-se interessada.

- Elimine aquela criança – apontou para o monitor – Ela e seu parceiro não podem nos atrapalhar. De acordo com o mestre, se essa criancinha continuar viva... Metade dos nossos planos irá por água baixo.

Os olhos avermelhados da criatura gélida olharam fixamente para seu novo alvo.
Levantou-se do chão, com uma cara de satisfação em não ter mais que ficar sentada ali.

- Oh, isso será tão fácil, já que... Esse digimon não tem como me derrotar!

E desapareceu de lá. Deixando a guerreira da água a sós na sala.

---

- Bom, minhas preocupações se foram. Motomiya está bem e isso que me importa.
- Hm... Não acha que fez mal em ter deixado o Iori-kun?
- Carol... Eu não quero incomodá-los. Não vou ajudar em quase nada, só vou atrapalhar.

Elas conversavam enquanto caminhavam pela calçada. A menina de olhos verdes a ouvia, enquanto em suas mãos segurava a coelha, que por sinal também prestava atenção na outra humana.

- Aliás, não temos como contribuir em nada! Não temos parceiros, somos apenas garotas normais!
- Elas não tinham poderes, mas ajudaram na batalha pelo que soube pelo Kiseki-sama... – contestou Bunni.
- O que duas meninas como nós podemos fazer?! Atacar com nossos cadernos, lápis, borrachas? – ignorou a orelhuda.
- Antes... Você queria ajudá-los... Ano passado, você queria. – falou Carol.
- Queria, já que não conseguia suportar mais encontrar todo dia a Jun-san naquele estado emocional. Agora não, ele está bem.
- Por que não podemos ajudá-los agora?
- Porque nós não temos como ajudá-los! Só seriamos peso morto para eles!

Pararam, entreolharam-se. O que a fez mudar tanto? O que aconteceu aquela garota gentil que conheceu por trás daquela aparência de “anti-social” que carregava?

A Choujutsushi estranhava-a. A amiga escondia algo, e não só dela... Mas sim daquelas outras doze pessoas que conheceram.

- Você não é assim... – deixou escapar esse comentário – Por que não diz logo o que está te incomodando, neechan? Foi alguma coisa que eu fiz? Por favor, diga-me!

- Não fez nada de errado, Carol! S-sou eu quem fez! – abaixou a cabeça outra vez – Eu tenho medo... Medo de acontecer de novo!

- Do que?
- Hm... Será que isso... – pensou Bunni. A coelha só analisava a conversa das duas.

- Eu continuo querendo ter amigos como você, mas continuo agindo de forma errada! E eu... Eu continuo a agir dessa maneira!

- Então por que não muda? – perguntou, em tom baixo.
- Não acha que eu já não tentei isso? - aumentou o tom da voz, como se algo a machucasse por dentro – Eu tento! Mas não consigo!

- Carol... – recolheu o ar, depois soltou – Eu tenho medo de acontecer de novo! De sofrer de novo! De me machucar de novo!

A rua continuava agitada. Até que, por alguma razão, elas se viram e vêem o Iori a correr do outro lado da rua, com Upamon em suas mãos. Ele fugia de algo. E logo ficou claro o que era: Um digimon!

A pé, no mesmo caminho, vinha Ken e Wormmon com uma expressão séria em seus rostos. E lá atrás, bem fora da visualização delas, Takeru e Pegasmon estavam presos pelos pés em gelo negro.

- O que será que--
- Carol, procure pelos outros! Telefone! – tira o celular do bolso e entrega a menina – Eu vou ir atrás deles.
- O que?! – espantou-se – Vai... Vai ir sozinha?!
- Não interessa! Faz isso que eu vou ver o que está acontecendo! Anda! – partiu correndo, na mesma calçada onde estava.

- Niiiiiiiiiiinaaaaaaaa-san!! – Bunni saiu voando e seguindo-a.

- E-espera, B-Bunni! Ah, elas já foram! – a jovem olhou para o celular, mas não tinha número de outros escolhidos, tirando de Daisuke, Taichi e Hikari, e Takeru. Aí decidiu optar em ir até a casa de Koushiro, sendo a única que ela sabia o caminho.

---

- Iori, me faça--
- Não dá tempo, Upamon! – dizia ele, correndo máximo que podia – Ela é muito poderosa para confrontarmos! Temos de nos esconder em algum lugar!

Atrás e pelo ar vinha Frostmon, com sua nova missão: Destruir o mais jovem dos escolhidos e impedi-lo de estragar os planos da entidade sombria. O mais estranho disso é que o tempo não parou, havia pessoas que fugiam da criatura alada, havia carros circulando pela estrada...

A digimon fria atacava-o com as agulhas de gelo negro. As mesmas que prenderam Takeru e o corcel bem longe dali. Os ataques acertavam tudo ao redor. Congelava o piso, um pedaço dos prédios, alguma parte de pessoas e animais em pequena quantidade...

Enquanto fugiam, Ken seguia-os, tirando o D-3 negro do bolso e olhando para Wormmon. Eles queriam lutar contra ela de alguma forma, mesmo que não fossem páreos.

A luz do digivice brilhou e o pequeno anelídeo verde evoluiu para Stingmon. Abriu suas asas, pegou Ken com uma de suas mãos e o colocou em seu ombro, mas longe dos dentes de metal do mesmo.

Avançaram pelos céus, rasgando-o naquela velocidade. O moreno segurava-se firme no digimon inseto e continuava a perseguição. Até que a inimiga os percebeu, virou-se contra eles e...

- FROZEN... ARROW!!

- CUIDADO, STINGMON!

E lançou uma remessa daqueles dardos nos dois. O parceiro de Ken o pegou rapidamente com as mãos e o protegeu num abraço, fazendo-se de escudo. O ataque congelou algumas partes de seu corpo e duas asas. Com as restantes, Stingmon desceu para o chão e largou Ken.

Não satisfeita ainda, Frostmon lançou uma rajada de gelo contra o escolhido da Bondade, que foi coberto pelo corpo do digimon. O Ataque atingiu Stingmon, congelando-o e fazendo retornar a Wormmon.

- Inútil um Seijukuki lutar contra mim. – declarou. Seguiu sua caça instantes depois.

- Não conseguimos fazer muito, Wormmon... – Ichijouji o pegava no colo – Mas acho que foi o suficiente para o Iori-kun escapar.
- S-sim, Ken-chan... – respondeu, soltando um pequeno grunhido de dor dos danos.
- Wormmon, não se esforce!

Subitamente, passa por eles um vulto. Ken não conseguiu prestar muita atenção em quem era, pois foi na hora em que prestava atenção mais no bichinho esverdeado.

- Será que... É o Daisuke? – Pensou.

Tanto ele quanto Takeru, Iori, Nina e Carol não sabiam o que tinha acontecido. Ainda.

...
Iori correu, entrou em um beco e ali ficou. A digimon passou minutos depois por ali. Reto, sem perceber sua presença. Respirando ofegante, soltou o pequeno companheiro amarelo no chão, e caiu de joelhos no chão.

- Iori--
- Shh! – fez o gesto de silêncio com a mão e murmurou – Fale baixo, Upamon!
- E agora, dagyaa? – sussurrou meio tenso.
- Não sei... Vamos sair daqui antes que ela nos encontre...!

Até que... Uma sombra os cobriu. Olharam pra cima e viram olhos vermelhos cintilantes. Os mesmos que Daisuke tinha visto na primeira vez em que foi atacado. E pertenciam ao mesmo individuo.

- Acha que pode escapar da poderosa Ave do Leste, Frostmon?

- Iori! Corre, dagyaa!! – saltou nas mãos do menino que se levantou e despachou dali imediatamente.

- Não irei tolerar esse joguinho besta! – alçou vôo e perseguiu-os de novo.

Voltaram a correr, feito rato e gato. O menino logo voltava pelo caminho, e ela na cola dele. Uniu suas asas e lançou uma rajada nas duas presas.

O ataque era certeiro, e não teria tempo de Armadimon evoluir.
O jovem rapaz gritou, fechando seus olhos e esperando pelo pior.

- IORI!! – soou uma vez pelo ambiente. A pessoa que gritara corria e atirava seu peso para derrubar o Hida no chão. Fazendo isto, o ataque acerta a calçada e não os dois humanos e o pequenino digimon.

A incógnita cai de barriga no chão, ao lado do menino. Este abre os olhos e vê alguém que não esperava surgir assim tão de repente... Principalmente depois da interação que tiveram:

- Geijutsushi-san?!
- I-Iori... – sorriu ela – O que se passa? Você está bem?
- N-não é hora para perguntas dagyaa!! – berrou Upamon, pulando inquietamente.
- Estou... Obrigado... – agradeceu, com uma timidez.

- Já acabou a brincadeira? – debochou Frostmon – Posso transformá-los em estátuas de gelo? O salão ficaria mais bonito se tivessem um par de crianças numa pose bem dramática!

- Upamon! – O menino pegou o digivice do bolso de seu casaco, e fitou o companheiro.

Upamon evolui para... Armadimon!

- Tsc... Um Seichouki contra uma Kanzentai?

- DIGIMENTAL UP!!

Armadimon... Evolução Armor para...
A Sabedoria profunda, Digmon!


- Hah... Um Aamaatai? Devo lembrar que sou mais forte que isso?

- Força? – a menina levantou-se do chão – Não acha que isso é tão muda nada? De que adianta ter poder se não sabe administrá-lo?! Por que você está agora atrás do Iori?!

- Mudança de planos. O meu antigo trabalho está encerrado.

Choque! Iori e Nina ficaram perplexos.
Eles sabiam que aquela ave estava atrás de Daisuke. Mas, se ela disse ter terminado aquele objetivo...

- D-Daisuke-san está...? – gaguejou o Hida.
- N-Não pode ser...! – arregalou os olhos a Geijutsushi.

- Ótimo... Agora que estão nessas poses... Ficarão perfeitas para o salão!

- Não... I-Impossível – Ni caiu de joelhos no chão incrédula, tremendo.
- Isso... Isso não deve ser verdade! – vociferou o garoto – Ele não deixaria isso acontecer! Mesmo que o Daisuke-san de antes fosse meio idiota e não pensasse... Ele não deixaria que o matassem tão facilmente!

O digivice de Iori brilhou, e o colar de ChibiBunnymon, que estava chegando perto deles também.

- Por que você tem de jogar tão sujo assim? – encarou-a nos olhos – Isso não é justo! Principalmente quando... Quando fere outras pessoas! Quando se aproveitam da fraqueza delas! Como consegue fazer algo tão cruel assim?! Só para vencer de forma desonesta?!

- Ora seu...!

- Iori Hida... – simplesmente Bunni pousou na cabeça dele, com o mesmo tom de voz que tinha feito quando os fragmentos de Dai e Miya foram despertados – Você é o mais jovem do grupo, e também o de coração mais nobre e puro. Sua marca é aquilo que todos deveriam ter mais em seus corações, para fazerem o bem e derrotarem o mal. Sua marca, a Justiça! Seu coração é justo e honesto, e isso te torna uma das pessoas que todos ao seu redor gostam e confiam.

O brilho uniu-se ao do digivice. Uma luz forte, na cor rubra, iluminou a cena. E logo em seguida, aquela mesma luz atraiu outras duas.

Essas luzes invadiram o aparelho branco com bordas amarelas, fazendo com que uma balança na cor rubra aparecesse no ecrã. Seguido disso, um feixe desta cor, como se fosse as correntes que sustentam os pesos da balança percorreu o corpo de Digmon, formando o mesmo símbolo em sua cabeça.

E assim, ocorreu a mais nova evolução de Armadimon!

Digmon... Evolução com o Fragmento da Justiça para...
A Justiça perfurante da Sabedoria! Drill Digmon!







Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:49 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 8:49 am






- Eu nunca irei te perdoar por ter mentido para nós! Daisuke-san não pode estar morto! Ele não iria deixar que você o matasse!

Vociferou o garoto mais alto que podia. Aquilo vinha lá do fundo de seu coração. Um sentimento forte, um sentimento que...

- Iori Hida... – A coelha pousou em sua cabeça, depois de ter finalmente alcançado-os. Sua voz mudara como das duas outras vezes.

Bunni proferiu aquele mesmo discurso que fez quando os fragmentos de Daisuke e Miyako foram despertados, o brilho do pingente da coelha uniu-se ao do D-3 de Iori. Uma luz forte na cor rubra iluminou a cena. E logo em seguida, aquela mesma luz atraiu outras duas.

Uma vinda da rua...

- Takeru! Olha! – notificou Pegasmon, apontando com o focinho para o brilho que saía do bolso do menino. O garoto pegou o aparelho e viu o seu brasão na tela.

Onde Takeru ainda estava preso. A Esperança.

...
E Outra da casa de Miyako,...

- O digivice da Hikari... Está...! – A gata olhava para cima da mesa do quarto da Inoue. Pegou-o e no visor brilhava o brasão dela.

Onde se encontrava Hikari. A Luz.

Essas luzes invadiram o aparelho branco com bordas amarelas, fazendo com que uma balança na cor rubra aparecesse no ecrã. Seguido disso, um feixe desta cor, como se fosse as correntes que sustentam os pesos da balança percorreu o corpo de Digmon.

E assim, ocorreu a mais nova evolução de Armadimon!


Digmon... Evolução com o Fragmento da Justiça para...
A Justiça perfurante da Sabedoria! Drill Digmon!



Digmon teve uma transformação drástica. Sua cor de amarelo queimado passou a ser um prateado, A broca de sua boca transformou-se em um chifre, e abaixo deste surgiu uma outra pequena. Sua faze ficou semelhante ao rinoceronte. No topo dela havia uma proteção semelhante a de Armadimon, porém as bordas eram preto acinzentado e a parte de dentro, geralmente marrom por ser parte de sua carapaça na forma criança, era o mesmo metal utilizado nas brocas. Dentro da proteção, tinha o símbolo da Justiça – Uma balança em vermelho rubro, porém desenhada ao estilo dos brasões (um “T” de cabeça pra baixo, um arco sobre ele, duas pequenas meia-esferas com a parte de cima reta no final dos arcos e dois arcos menores, iniciando na parte achatada das meia-esferas e terminando quase encostando na base da balança)

As marcas roxas mudaram para vermelho rubro, seus pés tornaram-se patas, com garras feitas de brocas, e as “mãos” de Digmon ganharam mais uma broca, tornando-as patas.
Em sua barriga surgiu o mesmo desenho das mãos, em um lilás metalizado. Nos braços havia um compartimento de vidro, onde se armazenavam mísseis-brocas, que eram mais uma inovação de seu já conhecido ataque assinatura, Gold Rush, criando o Silver Missiles.

- Digmon... Evoluiu?! – disse Iori, perplexo.
- W-wow... – exclamou Bunni, com sua voz normal – Seu coração justo fez com que o fragmento se ativasse tão rapidamente!
- Isso não é hora pra conversas! – interrompeu Nina – Estamos de frente com uma ave assassina!

- Droga! Agora as coisas pioraram... – praguejou Frostmon.
- Você não vai conseguir isso, dagyaa! – pronunciou Drill Digmon – Eu irei proteger o Iori enquanto eu tiver forças para me manter de pé, dagyaa!
- Certo, certo... Veremos do que você é capaz! – avançou contra o digimon metálico.

O parceiro do Hida partiu pra cima também. Desferiu um gancho com sua mão, com as garras-brocas girando, na ave gélida – O Driller Paw.

Isso serviu para afastá-la dos humanos e da coelha, que diferente das outras duas vezes não desmaiou. Nina levantou-se depressa do chão, ajudou Iori e os dois puseram a observar a batalha.

O trio então testemunhava aquilo que Daisuke havia avisado naquela convocação. Frostmon não tinha piedade alguma em atacar, usava todas as suas forças contra o digimon.

Drill Digmon possuía alguns arranhões em sua carapaça de metal, e sua inimiga, ferimentos leves que escorria um frio fino de sangue deles. E o elmo dourado estava arranhado.

-O que aconteceu com o Daisuke, dagyaa? – interrogou.
- Eu não sei. Ranamon apenas me disse que os planos mudaram e que minha função agora é... – fez uma pausa na frase e desferiu uma rajada de agulhas congelante contra o oponente – Destruir a criança que poderá sabotar os planos do mestre!
- Drill Tornado!


O metálico digimon começou a girar as brocas de suas mãos, deixando-as lado a lado, gerou um tornado que destruiu todos os dados de gelo negro que a ave enviara contra si.

E o mesmo golpe continuou e a acertou no peito. Enquanto era empurrada pra trás, a mesma voz foi ouvida por Drill Digmon.

“P-PARE! P-PORFAVOR... NÓS...ESTAMOSEMPERIGO... P-PORFAVORNOSAJUDEM”

Isso fez com que cessasse seu ataque, aproveitando para que ela pudesse escapar.
Ele perguntou-se mentalmente o que aquela voz queria lhe dizer.



#13 - Drill Digmon, proteja Iori! // Pandora finalmente é encontrada!





- Iori... – O parceiro virou-se para as crianças – Vocês estão bem, dagyaa?
- Sim... Obrigado, Drill Digmon.
- Mas... Mas quanto ao Motomiya?! – Ni continuava tensa – Ouvimos bem?! Ela não sabia nada a respeito?!
- Tenham calma – Bunni tentou conter o nervosismo que era percebido nos rostos dos dois humanos – Daisuke-san pode estar em algum lugar. Não vamos pensar no pior agora.
- Nina-san – Iori a olhou seriamente – Não acredite nela. Daisuke-san não deixaria isso acontecer. Ele nunca se rendeu antes, por que faria isso agora?
- Não sabemos ao certo o que aconteceu lá. Talvez deveriamos perguntar para a Miyako-san – sugeriu a orelhuda.
- É, deveriamos. Ou entrar em contato com ele.
- Será que nos responderia? – indagou a menina.
- Não sei, podemos tentar.
- Acho que deveriamos fazer isso pelo caminho, dagyaa.
- Concordo com ele – pronunciou-se a coelha – Pode ser que Frostmon ou Ranamon apareçam outra vez.

Acenaram positivamente a cabeça, Drill Digmon voltou à forma normal e os seguiu.
Diferente de antes, Nina e Iori olharam-se nos olhos... O silêncio preencheu o dialogo e... Logo depois aconteceu algo que temiam:

Os dois começaram um elo de amizade.

---

- Takeru, o que vamos fazer?
- Espero que eles estejam a salvo, Patamon.

Eles ainda estavam na calçada. O gelo havia desaparecido assim que Frostmon desapareceu. Nem Takeru nem Ken sabiam o que tinha acontecido.

Aliás, os dois escolhidos viram algo sim... A luz amarela que despachou do D-3 verde, indo na direção em que Iori tinha ido. Da última vez que teve este ocorrido, houve duas novas evoluções.

- Fladramon para Burning Fladramon...
- E Holsmon para Fäuermon. – completou o digimon alaranjado.
- Será que... Armadimon também teve uma nova evolução?
- Digmon... Para o quê? Para um digimon mais elegante ou... Para algo mais estranho que um Numemon?
- Patamon... Não vamos pensar nisso. Temos de ver se Iori-kun e o Ichijouji-kun estão bem.
- É...

Saíram andando pelo mesmo trajeto. Poucos minutos depois vêem alguém se aproximando. Assim que visualizou melhor o rosto da pessoa, o outro o chamou:

- Takaishi-san! – aproximou-se mais do loiro, até parar em frente a ele.
- Ichijouji-kun! Vocês estão bem? E o Iori-kun e Upamon?
- Tentamos conseguir tempo para que ele pudesse escapar, mas aquela digimon é muito forte.
- Ela disse que era uma Kanzentai – reportou Wormmon com uma voz enfraquecida.
- Kanzentai? – exclamou Takeru e Patamon.
- Parece que agora é pra valer, Takeru – o porquinho olhou para seu companheiro.
- Sim, assim como cinco anos atrás. Era isso que o Daisuke-kun queria alertar.
- E o Motomiya-kun? – o nome do amigo fez com que um pingo de preocupação despertasse no moreno – Será que...
- Huh? O que?
- Quando nós fomos derrotados por essa ave, percebi que alguém passou rapidamente. Talvez ele tenha ido atrás dela para ajudar o Iori-kun!

- Ei! Takaishi, Ichijouji!
- Takeru-san, Ichijouji-san!


No sentido em que Ken tinha vindo, surgiram três silhuetas familiares.

- Essa voz... Não seria a Geijutsushi-san? – comentou Ken, mas a resposta parou diante deles.
- Aconteceu alguma coisa com o Motomiya?! – E ela já chegou atropelando qualquer pergunta que os dois rapazes poderiam fazer naquele momento.
- Como assim?! – exclamaram.
- Aquela ave psicopata que estava atrás do Iori disse que o trabalho dela já estava feito!
- Nina... Ela disse que não sabia o que tinha acontecido ao Daisuke, dagyaa...
- Vocês sabem de alguma coisa?!
- Calma... Não podemos entrar em pânico... – Takeru tentou acalmar a jovem, enquanto o moreno pegava o terminal e tentava enviar uma mensagem ao amigo.
- Ichijouji-san... – Iori, que estava quieto e sério antes, falou – Nós já enviamos uma mensagem a ele.
- E ele respondeu? – desviou a atenção do editor e fitou o menino.
- Ainda não...
- Não consigo... Não consigo pensar nisso... – ela mostrava-se ainda nervosa.
- Tenha calma, o Daisuke pode não ter tido tempo ainda de responder. Ou a bateria do D-terminal acabou.
- Seja lá o que tenha acontecido a ele – interveio Ichijouji – Motomiya-kun irá arranjar um jeito de nos avisar. Seja por mail, telefone ou...

Os terminais dos três tocam. A mensagem fez com que os escolhidos sentissem um frio na espinha. E Nina, que não tinha nem lido a tal notícia, apenas olhava-os confusa.

- O que aconteceu? – perguntou ela, com aquele olhar ainda.
- Hikari-chan... – murmurou Takeru, que em seguida partiu a correr dali o mais depressa possível.
- Takaishi?! Oi!! Eu não entendi nada ainda!!
- Hikari-san... Aconteceu algo com ela! – Disseram os outros dois em conjunto.
- A... A Yagami?!

Soou estranho. Mas, sentia que algo estava prestes a acontecer. Claro, ela era meio medrosa quando tinha essas sensações. Porém, foi diferente. Era como se aquilo estivesse interligado com tal informação dada por Frostmon.

Será que Hikari pressentia que havia acontecido algo com Daisuke?
Será que... Aquele garoto alegre e desastrado estava...

- NÃO! – soltou ao ar. Fechando os olhos com força. Implorava para que aquela hipótese fosse mais uma de suas paranóias que sempre teve.

Sentiu uma mão pegar em seu pulso e a puxá-la. Mão sensível e macia. Seus pés instantaneamente obedeceram ao guia, acompanhando seus passos.

Abriu os olhos castanhos, mirou no próprio pulso. Ouvia passos. Quatro. Olhou para os lados e via que estavam se movendo. Voltou a olhar para o pulso e seguiu aquela mão que o segurava. Então via a cabeleira de Ken voar com a correria.

Iori olhava-a preocupado. Aquele surto da menina foi mais uma do que tinha acontecido naquele dia. Primeiro Daisuke some, Hikari passa mal... Agora a Geijutsushi dá um berro daqueles como se visse alguma coisa terrível à sua frente?


Talvez. Talvez não fosse nada.
Ou talvez fosse sim.

---

- Miyako! Taichi! – Takeru chegara depois de duas horas de correria, sem pausa qualquer – A Hikari-chan...!

- Ela está bem, está repousando. – falou calmamente Miyako, que só se acalmou depois de muito sacrifício e graças aos dois digimons ali.
- Miyako, o que aconteceu a ela?!
- Eu... Eu não acredito nisso! – por outro lado, Taichi mantinha-se de pé e na janela. Parecia esfumaçar pelas orelhas. Os problemas voltaram a atormentar os escolhidos, e outra vez Daisuke saiu e não deu toques do que tinha acontecido ou algo do tipo.
- Eu tentei explicar ao Taichi-san... – suspirou, procurando as palavras certas para que não tivesse mais um esquentado por ali.
- O que aconteceu?! – insistiu.

- Hikari e Miyako caíram em um feitiço de um estranho ser. – simplificou a felina, com aquela voz serena e matura dela – O mesmo que atacou Daisuke e o fez segui-lo.

- Então... Algo aconteceu ao Daisuke?

- Não sabemos. – falou Hawkmon.
- Depois que elas foram libertadas da aura negra, Hikari quase desmaiou. Pode ter sido um efeito colateral daquela magia ou...

- Ou ela sentiu que aconteceu algo ao Daisuke. – completou Taichi, mostrando-se sério e um pouco calmo.

- Como ela saberia? – Patamon perguntou ingenuamente.

- Por que... – Miyako abaixou um pouco a cabeça, olhou para o chão. Seguida para a porta de seu quarto, onde estava a amiga – Quando o Taichi-san chegou aqui... Nós a ouvimos dizer “Daisuke-kun” bem baixinho, com muito esforço.

- O que aconteceu antes dessa batalha? – interrogou o mais velho.
- Antes? Surgiu uma digimon anfíbia, a mesma que atacou Daisuke e eu antes. Ela veio atrás daquela coelhinha rosa e... A Nina-chan pegou a Bunni e saiu correndo. Nisso, nós resolvemos impedir que a nossa inimiga fosse atrás delas.

- Iori e Carol-san foram atrás delas – completou o loiro – Daisuke pediu para que Ken e eu fossemos também para protegê-los de qualquer ataque possível.

- Bom, agora sabemos o que aconteceu ao todo. *sigh*

- A Culpa foi minha... – disse a Inoue desanimadamente – Se eu não tivesse abaixado a guarda, não a teria deixado ser pega por essa ilusão. E nem deixaria o Daisuke ir sozinho.

- Provavelmente a Hikari irá dizer que a culpa é dela. – Taichi deu outro suspiro, porém este foi um pouco mais longo – A culpa não é de ninguém. O que devemos fazer agora é ir atrás do Daisuke e...

- Eu vou procurar por ele. Takeru, Taichi-san... Cuidem da Hikari. – A escolhida dirigiu-se para a porta (no meio do trajeto pegou seu casaco e o chapéu), calçou seus sapatos.

- Mas... Não acha que deveríamos fazer isso juntos? – sugeriu Takeru – Eles podem te capturar!

- E quem vai ficar com a Hikari, Takeru? Alguém deve ficar aqui e cuidar dela. Só o Taichi-san não basta! E se eles tentarem atacá-la? A Tailmon está meio impossibilitada de evoluir sem que o digivice reaja.

- Poderíamos chamar o Agumon! Por enquanto não fomos enviados para aquele paralelo.

- Não dá tempo! – encerrou o diálogo, abriu a porta, e Hawkmon saiu na frente, e em seguida ela, fechando a porta.

Os dois rapazes trocaram olhares. Miyako estava muito energética que antes.
E parecia estar mais preocupada com o Motomiya. Mais do que de costume.

---

- Por enquanto nada. Mas que estranho...
...

- Se tudo está normal, por que o portal não abre?! O que está havendo agora?

*toc* *toc* *toc*

- Koushiro, a Carol-chan quer falar com você. – ouviu-se a voz da Sra. Izumi do outro lado da porta de seu quarto.

- Ah! Eu... Eu já vou! – levantou-se da cadeira e foi até a porta. Abriu-a e deu de cara com a rapariga de olhos verdes.

- Koushiro-san! – disse ela atônita – I... Iori... Iori-kun
- O que foi?! Aconteceu algo?
- Iori-kun estava sendo perseguido por uma... Ave azul! Isso... A Ni-chan foi atrás deles! E pediu que eu viesse procurar por ajuda!
- Ave azul?! Seria aquela que tentou atacar o Daisuke-kun antes?!
- Sim! Ela mesma!
- M-Mas...! O que...
- Koushiro-san! Por favor, nos ajude!

O ruivo correu para o D-terminal, enviou uma mensagem aos demais. Recebeu uma resposta (que foi enviada ao resto do grupo também). A de Iori. O menino afirmou que tinha sido atacado, mas estava são e salvo graças ao seu parceiro e a Nina, quem o salvou de um ataque de Frostmon.

Porém, tinha visto outra mensagem. Outra, referindo-se a Hikari. Era de Taichi, claro.
Virou-se para a Choujutsushi:

- Iori-kun está bem, o problema agora é a Hikari-san.
- Aconteceu algo a ela?!
-De acordo com o Taichi-san, ela passou mal depois de serem libertadas de um feitiço. Só foram libertadas depois que o Daisuke seguiu o autor da magia.
- Espera... O Daisuke-kun...!

---

Muito distante dali, cujo sua localização era totalmente desconhecida para boa parte da humanidade...

Em algum canto onde o verde era abundante, arbustos, árvores, flores e grama reinavam... Onde o céu era azul, suas nuvens pareciam pedaços de brushes de fumaça decorando aquele background que possuía pontinhos em branco...

Onde o chão e a flora se misturavam com diversas cores exóticas, dando mais estilo à sua coloração. Uma combinação entre o verde com outras, como azul, lilás, rosa, amarelo e até preto...

Ouviam-se explosões. E derrubadas das belas madeiras surreais. No meio daquela bagunça toda... Naquele caos... Três sombras lutavam incansavelmente. O barulho de uma espada a colidir com a armadura de um outro indivíduo era perceptível a algumas distâncias dali.

A terceira mantinha-se um pouco afastada. Segurava o aparelho com firmeza enquanto este brilhava em uma luz vermelha incandescente. Mas logo não resistiu e entrou na briga, auxiliando seu parceiro.

Não havia diálogo. Nenhuma silaba era proferida por eles. A conversa, se é que existia alguma, era através do olhar de cada um.
Olhar sombrio contra olhos que compartilhavam chamas poderosas.

...

E em outro lugar, do outro lado da Terra...

Mimi e Wallace caminhavam pela rua. Decidiram passar o tempo, já que não teria como ir ao Japão exatamente naquela hora. E também por ser ma atitude totalmente inesperada, no qual precisariam de uma boa desculpa para justificar sua imensa necessidade de viajar para seu país de origem.

O loiro decidiu por si mesmo ir para casa depois de algumas horas passadas. Ela quis acompanhá-lo, por lembrar das palavras de Hu:
“Fique de olho neste menino.”

De repente.
O céu tornou-se escuro. Não, não era comum. Era apenas preto. Não havia lua, estrelas e nem nuvens.
A mesma fumaça estranha que aparecera antes retornara ao local. Terriermon arregalou seus olhos, e soltou um comentário:

- Chocomon?!
- Chocomon?! – exclamaram Mimi e Wallace.



Aquela coisa misteriosa aproximou-se do escolhido. Rodeou-o. Repeliu Terriermon de suas costas, fazendo com que fosse parar nas mãos da Tachikawa, que o pegou antes de ser acertada no rosto.

- Wallace! – disseram eles, arrepiados.
- Mimi! Terriermon!

O véu negro saiu e ficou diante do garoto. Dali começou a aparecer um vulto.
Um coelho rosado, de olhos rosa, usando um elmo prateado com o desenho de uma lua nele. Suas luvas possuíam o mesmo desenho. Em seu peito tinha um medalhão de uma lua em prata, e em seus pés havia aros prateados.

O ser apontou para o humano, com seus olhos brilhando assustadoramente:

- Você. Estivemos a sua procura.
- Eu?!
- Ahn? – Mimi não entendeu nada.

- Você. Hora de despertar aquilo que está dentro de si. A hora chegou... Pandora-sama.

- Pandora?! – a expressão da escolhida da Pureza era de espanto. Aquele não era o nome da tal mulher com quem lutou contra Daisuke ano passado, naquela dimensão estranha?!

- Missão encerrada. – Lekismon estalou os dedos e um portal surgiu. A aura negra voltou a rodear o garoto e o suspendeu do chão, imobilizado. A coelha e a sua presa entraram no vórtice criado e desapareceram em instantes. Mimi tentou evitar que o levassem, e saltou no portal. Terriermon foi junto, já que estava em seu colo.

...
Quanto à batalha...

- Burning Fladramon, agüente firme!
- Kh...

- Não adianta. – dizia o inimigo – Vocês não têm como me derrotar. E não terão mais.

- Eu me recuso a desistir! – vociferou Vee – Eu não posso falhar! Daisuke... Não pode... Não pode morrer!

- Estou apenas brincando com vocês, kukukukuku. Até o momento em que...

- Mestre. – voa voz soou pelos arredores – Lekismon encontrou-a.

- O q-que?! – disse Daisuke, incrédulo.
- Não pode ser! – idem ao dragão azul.

- Ora, ora... Parece que nossa brincadeira acabou... Certo, Motomiya Daisuke-kun? – debochou.

Ele aproximou-se, e revelou sua forma ao menino. Tinha a idade dele, a mesma altura até. Olhos azuis, cabelos morenos azulados. Sua roupa era normal: Uma camisa lilás, um sobretudo preto que ia até sua cintura, calças pretas e sapatos pretos.

- Você... Você uma criança... Assim como o Daisuke! Mas...!
- É só a aparência... – corrigiu o Motomiya – Só a aparência dele que parece ser humana...

- Bravo, bravo! – aplaudiu o “jovem” ironicamente – Essa é a minha forma humana. A minha verdadeira forma... Bem, não preciso mais me preocupar em poupar suas vidas. – estalou os dedos, e num piscar de olhos seu corpo sofreu uma mutação. O cabelo tornou-se louro, seus olhos passaram a ser vermelhos. Sua fisionomia ganhou aspecto de um homem adulto. E as roupas foram substituídas por uma armadura negra esquelética, com um olho no peito, nos ombros, nos joelhos e na ponta dos pés. As mãos eram crânios sinistros. Seu elmo tinha três chifres (um de cada lado e um na testa), com três pedras vermelhas que pareciam ser olhos.

- Essa é a minha verdadeira forma, Daisuke-kun. E você sabe que... Quem tem o privilégio de ver meu verdadeiro aspecto... São os que morrem.

Avançou contra o parceiro do goggle boy, desferiu um corte poderoso que o fez voltar a V-mon, pois o mesmo não tinha condições mais de permanecer naquela forma devido a exaustão da batalha.

- V-mon! – berrou Daisuke, que correu até o pequeno, mas um ataque o atirou contra o chão, derrubando suas preciosas goggles perto do pequenino.

- Sayonara... Kiseki no Kishi.

- Gh... D-DAISUKE!! – berrou o azulzinho, com seus olhos vidrados na pior cena que presenciaria em toda sua vida.

...

Todos os demais escolhidos sentiram uma brisa gélida passar por eles.
Incluindo as duas garotas.

E independente de onde estavam, pararam. Sentiam estar presos pelos pés e pelas mãos.

Tirando Mimi. Ela não sabia do que estava acontecendo em Tokyo, ou exatamente em Odaíba.

...








Kiseki no Kishi (奇跡の騎士) -- Cavaleiro do Milagre. É uma referência ao DaiMagnamon.





Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 10:52 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 9:05 am






- DAISUKE-KUN! – Hikari, levantou-se. Suava frio. Escancarou a porta do quarto de Miyako e caiu nos braços de Taichi.

- Hikari?! O que aconteceu?! – perguntou ele, trêmulo e surpreso com aquilo.
- Ele... Ele... Ghn... – tentava falar, mas sentia como se algo a tirasse o ar.

- Daisuke?! O que aconteceu Hikari?! – Takeru ficou impaciente agora. Muito mais do que poderia estar – Hikari!!

Ela não respondia. Chorava, algumas vezes soluçava. O irmão a abraçava fortemente e passava a mão suavemente em sua cabeça. Queria chorar também, mas algo lá dentro o fazia pensar diferente.

Não. Não pode ter acontecido algo com ele. Não pode.

- Hikari, me responda! – Takeru estava aos prantos. Não obtinha resposta.

- TAKERU! – Taichi o encarou seriamente – Mantenha a calma. Não vai adiantar de nada se alterar desse jeito.

- Hikari... Tenha calma – Tailmon fitou-a com seus olhos azuis – Não pense no pior agora. Ele deve estar bem, não fique nesse estado.

- Isso mesmo. Você sabe de quem estamos falando certo? – o escolhido da Coragem sorriu para a menina – Daisuke nunca deixaria que isso acontecesse. Ele pode ser meio imprudente às vezes, mas sempre consegue dar um jeito de se salvar.

- Ele é o escolhido do Milagre. Lembre-se disso. No final daquela batalha no outro mundo nós o vimos cair semimorto. Mas ele não havia morrido. Pode ser que tenha acontecido o mesmo.

- Oniichan, Tailmon... – enxugou as lágrimas com a manga de sua blusa e olhou-o, ainda chocada – Eu ouvi... Um grito desesperado. Parecia ser dele... *snif*

- Hikari... Não se desespere. O Daisuke deve estar bem. – o mais velho tentava confortá-la – Ele irá falar conosco logo. Eu tenho certeza.

- Eles têm razão, Hikari-chan – finalmente o Takaishi estava calmo, olhou-a e sorriu – Nós conhecemos tão bem o Daisuke-kun. Apenas não chore e acredite nele.

- Então... – soltou-se dos braços do rapaz da gigantesca cabeleira, pegou o digivice rosado e voltou-se aos dois companheiros.

- Vamos procurar por ele! – ordenou-a.


#14 - Para a Digital World! Avante, escolhidos!




- Ventos gélidos batem anunciando uma notícia desagradável a nós...
- O que?! – Exclamou o Izumi, vendo Carol meio petrificada ali.

A janela abriu-se repentinamente e entrou uma brisa fria. Koushiro a fechou e então, a jovem Choujutsushi disse aquilo.

- Os tempos mudam. A história se repete... É o ciclo. É assim que a vida age em certas ocasiões.
- Carol-san?! Você está bem?!
- Uh... Koushiro-san? – piscou seus olhos verdes duas vezes, como se estivesse acordando de um transe – O que foi? Que vento frio foi aquele?
- A janela... Abriu-se.
- ... Daisuke-kun! – gritou ela, nervosa – Eu... Eu ouvi alguma coisa... Um grito...
- Grito?!
- Koushiro-san! Nós temos que encontrar os outros e depressa! Talvez tenha acontecido algo a ele!

Pegou-o pela mão e o puxou. Sorte que o ruivo conseguiu a tempo pegar seu portátil e levá-lo junto.

Afinal... Eles precisariam daquilo.

...

- Anda Hawkmon! Não podemos...!
- Miyako-san, cuidado! – berrou a ave.

A Inoue corria às pressas pelas ruas, e quase aconteceu um acidente.
Sorte que alguém a segurou pelo seu braço e a puxou para trás.

O toque lembrava alguém familiar, virou-se para a pessoa...

- Daisuke? – disse ela, mas não precisou de confirmação, pois quem a segurava era...
- O que te deu na cabeça Miyako?! – a voz era diferente. Logo viu a face dele.
- Yamato-san?
- Tenha cuidado. Não queremos que aconteça mais desastres. – bronqueou ele.
- Então você já sabe?
- Taichi me contou. E chamou todos para uma reunião.
- Mas... E quanto a Hikari-chan?

Prosseguiram conversando.

Passada algumas horas, o grupo já estava reunido. Na sala de informática.
Na adorável companheira de todo escolhido. A velha salinha da escola primária.

Lá dentro, eles se entreolhavam, e tinham receio de falar sobre o assunto, e alguns sentiam que algo estava de errado...

- O portal não abre. – Koushiro quebrou o silêncio, chamando toda a atenção para si.
- Como não abre? – contestou Miyako – Nós conseguimos naquela vez.
- Miyako-kun, refiro-me à tela do portal. Ela não abre de forma alguma. Não abriu no meu computador, nem no notebook.
- Isso é um problema... – suspirou Jou – Como iremos pedir ajuda aos nossos parceiros? E como a Mimi-kun poderá vir para cá?
- Falando nela... – interrompeu Sora – Alguma notícia? Ela enviou alguma mensagem?
- Nada. – respondeu Hikari – Mimi não enviou mensagem alguma até o dado momento.
- Pessoal... Aconteceu algo ao Motomiya, não é? – perguntou Nina, meio séria.
- Eu...
- Não sabemos, Nina-san – disse Takeru, enquanto colocava a mão no ombro da Yagami.
- Como então poderemos ajudá-lo?! E aos outros?! E quanto a Mimi?! – agora a Inoue ficou um pouco nervosa.
- Tenham calma. – Ken tentava tranqüilizar – O Motomiya-kun deve estar bem, vamos pensar positivos.
- Mas... Aquele vento... Aquele grito... – Carol abaixou a cabeça.

Todos abaixaram. Eles sentiram. Inclusive os parceiros.
Era como se todos tivessem alguma conexão com o menino. Aliás, eles tinham.
E se chamava... Amizade.

Do outro lado da tela...
Na Digital World...

Um vulto movimentava-se apressadamente pelo bosque. Não se tinha idéia de quem era.
Não sabia nada sobre tal figura.

Ela apenas corria... Até deparar-se com uma jovem desmaiada perto da entrada da floresta. Ela... Mimi. Estava ali, atirada de barriga para baixo, com sua cabeça sobre seus braços lisos e macios.

O vulto aproxima-se dela, a olha. Depois volta a correr.
E chega ao seu destino.

...

- Como seremos capazes de ajudá-lo se não temos como?! – dizia Yamato, inconformado.
- Estamos tentando Yamato-san! – o Izumi analisava o computador tradicional em que abria o portal, porém nem a tela do mesmo entrava ali.
- Go! Go! Go! Izumi-senpai! – e a jovem de óculos, além de ajudar ficava animando o mais velho.

- Vocês... Poderiam fazer menos barulho? – pediu a Geijutsushi.
- Eu acredito no Koushiro-san e na Miyako-san.... Você também acredita que eles possam abrir o portal, Nina? – perguntou Iori.
- Acredito... Mas nessa barulheira toda não teremos como resolver isso.

- Estou tentando contato com a Mimi-kun, mas ela não atende o celular e parece que não está recebendo mensagens no D-terminal – reportou o Kido, porém continuou a tentar.
- Tenha calma, Jou! – Sora também parecia querer acalmar aquela turma agitada.
- Será que eles estão bem? – questionava-se mentalmente a Choujutsushi.

Aquela bagunça toda começou a incomodar.
Mais os digimons falando e apoiando alguns... Outros tentando confortar os outros...

Aquilo tudo estava prestes a fazer alguém surtar e dar um berro.
E justo quem faria isso?

- VOCÊS PODERIAM FAZER MENOS BARULHO POR FAVOR?!
- Kh...

Claro, a rapariga de cabelos morenos acastanhados, que olhava para o lado e via a escolhida da luz cambalear para os lados, como se estivesse tonta.

- Esse barulho todo tá deixando a Yagami zonza! Por favor, pessoal!

O berro foi o basta para cessar qualquer barulho que faziam. Seja as conversas, os incentivos, os “tec” “tec” “tec” dos teclados...

Só se ouvia o som da CPU ligada.

- Bem... Acho que não conseguimos nada por enquanto... – presumiu o escolhido da Sabedoria.
- Será? Será mesmo? – Miyako continuava a tentar incansavelmente – Digital Gate... OPEN!

Nada. Nada mesmo.
O portal parecia fechado por dentro agora.

- Droga... – praguejou Taichi.
- Tenha calma, Taichi... – dizia Sora.

...

A mesma figura de antes fitava um aparelho a sua frente. Uma televisão um pouco antiquada.
Pensava no que aquilo poderia ser. Talvez nunca tivesse visto antes.

Esticou sua mão e passou a mão pela superfície. Sentia que era lisa e sua palma deslizava suavemente. Ou tirava o pó, que cobria um pouco do aparelho.

Em seguida... Voltou a averiguar. E parece ter dado um sorriso, pois mal se via o rosto da incógnita.

...

- Hm? Onde estou...? – a Tachikawa acordara.
- Isto é a... – arregalou seus olhos – A Digital World? Eles o trouxeram para cá?

Levantou-se, e percebeu que ainda estava com sua bolsa. Tirou de lá o D-terminal e viu inúmeras mensagens de Jou.
Respondeu a elas. Numa só. E nesta dizia:

“Wallace foi levado para a DW! Eu os segui... Mas os perdi de vista!”
“Um estranho digimon o chamou de ‘Pandora-chan’.”

“Pessoal... Venham para cá, rápido! Estou com medo do que aquela criatura possa fazer a ele!!”


Depois de enviada, pegou o digivice e saiu à procura de sua parceira. Tinha de encontrá-la o quanto antes, para caso cruzasse seu caminho com algum digimon feroz.

...
Ela passou um pouco distante dali, mas parou. Olhou fixamente para a sombra que estava perto da televisão.
“Quem é?”;
“Será um novo digimon que nunca vimos antes?”;
“Será que é amigo ou inimigo?”


Essas perguntas ecoavam em sua mente.

A curiosidade falou mais alto. Então se aproximou com cautela dali, escondendo-se atrás de algumas árvores da região. Mas o indivíduo era muitíssimo rápido e atento...

Assim que sentiu a presença da Tachikawa... Um brilho a cegou temporariamente.
E quando tua visão voltou, não havia mais ninguém ali.

- Uh? Mas... Mas eu podia jurar que tinha alguém aqui!
- O que será que... Veio fazer aqui?

...

- Mantenham a calma pessoal! Não vamos deixar que isso nos tire do sério!
- Como se você fosse tão calmo, Taichi...
- Yamato... Não começa, vai.

- Vocês dois poderiam pelo menos AGORA deixar de serem tão infantis? – rosnou uma Sora que já não aturava mais as atitudes daqueles dois ali – Mimi está na DW!

- É, mas ela não pode abrir o portal por dentro... Ao menos que ela tivesse um D-3 – ponderou Koushiro.
- Mas o digivice da Mimi-kun é igual aos nossos – manifestou-se o mais velho dali.
- Sim, por isso mesmo que seria perda de tempo pedir que ela o abrisse.

- Se ao menos o Motomiya-kun estivesse lá... E conseguíssemos contato com ele... – comentou o escolhido da Bondade.


- Minna... – a coelha falou – Olhem a tela! – apontou.
- Mas o que?! – exclamaram todos.

- A tela do portal... É essa, certo?
- É, Carol-chan... – respondeu Koushiro – Essa é a tela.
- Mas... Como ela abriu agora? – disse um Takeru incrédulo.

- Eu estou indo! – prontamente a Yagami pegou o D-3, apontou para a tela e foi sugada com sua parceira para lá, como antigamente.
- H-Hikari! – exclamou tanto Taichi quanto Takeru.
- Ei, espera! – O loiro foi atrás, junto de Patamon.
- Mimi-oneesama precisa de nós! E o Wallace também! E... E o Dai-chan também! Vamos Hawkmon! – disse a Inoue, apontando o D-3. Logo eles foram sugados também.
- Wormmon! – chamou o Ichijouji, enquanto apontava o aparelho negro pra ela. E a cena repete.

O único pertencente ao grupo 02 que não tinha ido ainda era Iori. Não sabia se deveria segui-los, ou se esperava e levava os outros... Ou se Carol e Nina teriam como ir caso ficassem por último.

E o engraçado era que... A entrada do portal “fechou” quando ninguém mais o usou.
Logo, se Iori fosse... Eles ficariam de fora, certo?

- Vai, Iori. – disse a Geijutsushi – Eles precisam de você, certo?
- Mas... Como vocês irão para lá?

Eis que um clarão sai dos seis modelos antigos, os cinco dali e o sexto de Mimi na DW. Surge no ecrã de cada um deles o brasão correspondente. Logo os mesmos são ativados, tornando o metal do digivice a cor de seu respectivo brasão.

- M-Mas o que isso...? – exclamou todos os veteranos, independente do lugar em que estavam.
- Ah, não importa agora! – o Yagami apontou-o para a tela. E para a surpresa de todos, ele conseguiu entrar.
- Parece que... Os digivices antigos quando estão ativados podem abrir o portal... – observou o Izumi.

Todos os outros repetiram o mesmo feito de Taichi e foram. Ficou somente na sala Bunni, Koushiro, Iori, Nina e Carol.


- Mas... Mas e quanto a nós?! – questionou Carol – Devemos ficar aqui ou...
- Se quiser ficar aqui... Eu irei! – Ni fechou o punho com força, e pôs firmeza em sua decisão.
- Como irá até lá? E... E como iremos ajudar? Não temos parceiros, nem digivices... Você mesma tinha dito isso, não seria um tanto perigoso?

- Carol-san, se não quiser vir... Não tenha medo de nos falar – disse o escolhido da Sabedoria.
- Mas... Eu quero ir... Só não sei se... Deveria...

- Eu disse aquilo por não querer me intrometer nisso! Por medo! Desta vez eu sinto que posso ajudar em alguma coisa! Nós podemos! Nós devemos ajudar!
- Neechan... Mudou de idéia?
- Eu quero encontrar o Motomiya! E... Eu tenho certeza que ele está lá!

- É provável... Talvez ele tenha ido para a Digital World.
- Mas Koushiro-san, e se ele foi para outra dimensão? Como daquela vez?

- Iori! Eu acredito que ele esteja lá! – mais uma vez a menina atropelou a fala de outro.
- Calma, neechan... Por que tanto interesse no Daisuke-san agora?
- ............ CAROL NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO! – berrou ela, meio corada.
- A... Ah... Gomen... *gota*

- Mas... Não importa se tenho ou não parceiro! Se não tenho digivice ou coisa do tipo! – continuou.
- Eu vou! De qualquer forma! Meu coração diz para fazer isso! E que se tiver uma chance de voltar atrás...
- E mudar tudo... Eu irei até o fim! Luto pelo que é certo! Luto pelos meus sonhos!
- E eu preciso... Vencer aquilo que me impede de estar em grupo!
- Eu preciso... Eu preciso voltar atrás! Ele queria me conhecer melhor e eu fugi outra vez!
- Ele me estendeu a mão para me ajudar e eu neguei!
- Eu quero voltar atrás! Eu quero fazer o que é certo! Quero vencer esse meu medo de me aproximar dos outros! Dos escolhidos... Do Motomiya!

- Neechan...
- Eu... Eu quero ir também! Quero estar com eles! Quero estar contigo!
- Se você for, irei junto! Sempre estivemos juntas desde que nos conhecemos aqui!
- E... Eu me sinto feliz em estar com vocês! Quero ajudar! Eu posso ajudar!
- Nós podemos ajudar, certo?

O pingente da coelha brilhou. Duas luzes saíram de lá e foram parar na palma da mão de cada das duas garotas.

Um brilho lilás cintilava na mão de Nina, e dentro desta esfera continha um brasão. Uma estrela com uma asa, assimilando-se a cauda de uma estrela cadente. Aquele era o fragmento do Desejo.

O outro era rosa claro e estava na mão de Carol. Dentro da luz havia uma flor de cerejeira, com três pétalas grandes e três pequenas entre elas. Aquele era o fragmento da Felicidade.

- Isso é... – disseram juntas, a olhar para o que flutuavam em suas mãos.
- Fragmento. – respondeu Bunni – Finalmente vocês despertaram os Fragmentos do Desejo e o da Felicidade.
- Com isso... – começou Carol.
- ... Nós podemos ser úteis! – completou Nina.

- Iori, vamos logo, dagyaa!
- Ah, Sim Armadimon! – pegou o D-3, olhou para os outros – Prontos?
- Vamos nessa! – deu o grito de guerra a artista.

O Hida apontou o D-3 amarelo para a tela firmemente, e disse a frase:

“DIGITAL GATE... OPEN!”

...

- Estão todos aqui? – perguntou o líder, olhando para o grupo.
- Uh, falta o Iori, Izumi-senpai, Nina-chan e Carol-chan. – disse Miyako.
- Na verdade... Estamos aqui, Miyako-kun. – respondeu o ruivo.

- Ok... Agora precisamos achar a Mimi e...

- Ei, tem alguém ali! – apontou Sora. Todos saíram correndo naquela direção e deixando o Yagami parado lá, com uma cara de tacho.

- Mimi-oneesamaaa! – Miyako saltou na garota de cabelos castanhos com mechas rosadas.
- Miyako-chan! Pessoal! – sorriu ela – Miyako... Poderia me soltar?
- Ah, claro, claro...! – solta-a.
- O que aconteceu, Mimi? – perguntou a moça de cabelos ruivos.
- Onde está o Wallace-san? – perguntou Iori.

- Pessoal... – o Yagami chamou-os – Não deveriamos ficar parados aqui. Temos que procurar pelos nossos parceiros também.
- E pelo Motomiya! – completou Nina – Não se esqueça dele, Yagami!
- Claro que não! Ele é do nosso grupo! Quando disse “parceiros”, me referi a ele também. Parceiro não significa só os digimons.
- Ele pode estar aqui como também pode estar no nosso mundo ainda. – falou Yamato – Agora que conseguimos vir até aqui, vamos encontrar Gabumon e os outros para irmos atrás do Daisuke.

Todo mundo concordou com aquilo. E ela sentiu um pouco reprimida. Não sabia por que se sentia assim.

Deram início a caminhada pela área, adentrando na floresta. Tinha pouco diálogo, e era mais com Mimi. A escolhida contava tudo pelo caminho e perguntava o que tinha acontecido em Odaíba. Miyako, Sora e Takeru explicavam-na sobre os eventos que houveram por lá.

Carol falava mais com Koushiro, que falava com Taichi e com Yamato. Hikari e Ken mantinham-se calados e pensando como e onde estaria o serelepe Goggle Boy.
Iori e Jou trocavam algumas palavras, mas o mais novo do grupo olhava para a última da “fila”.

Lembrou-se das vezes em que a encontrou naquele mesmo dia. E também daquilo que tinha dito quando o fragmento do Desejo foi ativado.

Queria dizer algo para animá-la... Mas não era tão bom nisso quanto os outros. É nessas horas que queria que o Daisuke estivesse ali. Não entendia muito bem os motivos que a levavam a ser tão calada e fechada com os demais. Apenas sabia existir um “medo” de alguma coisa. E que ela queria vencer aquilo. Desejava superar essa barreira e se abrir aos demais.

Mas... Isso parecia tão difícil. Se ela não conseguia expressar o que sentia aos demais, as idéias, as certezas e incertezas... Como que conseguiria derrubar o muro?

Tentou pensar no que poderia falar para a menina.

“O que o Daisuke-san diria agora?”
“O que ele faria para animar uma pessoa triste?”
...
“O que o Vovô me aconselharia?”



- Ei, Nina.
- Hm? Yagami? – olhou diretamente para o núcleo. Quem ia mais à frente era Mimi e Miyako.
- Não se preocupe, nós iremos encontrá-lo. O Daisuke não deixaria que o matassem tão cedo. – sorriu – Ele pode agir sem pensar às vezes, mas sempre dá um jeito de se salvar.
- Ele aprendeu com mestre, claro... – brincou Yamato – Tal senpai, tal kouhai.
- Yamato... *gota*
- Obrigada... Yagami... – disse ela, ainda naquele estado – A questão não é essa... *sigh* É que... Tenho receio de que tenha acontecido alguma coisa a ele...

- Você está se sentindo culpada... Por isso? – perguntou Hikari a ela – Se for isso... Nós também somos culpadas.
- Por quê...?
- Eu caí numa ilusão do inimigo... E ele teve de segui-lo para nos libertar.
- “Nós”?
- Miyako-san... Também foi pega por este feitiço...
- Por que está se culpando por isso...?
- Se nós não caíssemos naquela armadilha... Ele não teria tomado essa decisão.

- Hikari... Ninguém tem culpa de nada aqui. Nem você, nem a Miyako-chan, nem a Nina.

- Ahn... Como iremos encontrar nossos parceiros?
- Podemos usar os nossos digivices para encontrá-los, Jou-san.

---

Um castelo distante dali destacava-se nas montanhas. O céu daquela região era negro, as nuvens cinza, a vegetação morta e monocromática.


- Mestre! Apresento-lhe a criança que nós procurávamos.

A voz correra do grandioso salão das gárgulas. Na porta principal estava Ranamon reverenciando a pessoa que saía dali.

Um jovem de cabelos louros claros, olhos azuis e de treze anos.
No centro do salão, estava o mesmo rapaz que batalhou contra Daisuke horas atrás.

- Ah... Então é essa criança?
- Sim, mestre. Este garoto foi identificado pelo espectro. Ele contém... Aquilo que Pandora tinha.
- Ah sim... Ele possui?
- Sim.

- Do... Do que estão falando? – perguntou Wallace, trêmulo.
- Pandora-chan, não se lembra mais de mim? – o mago aproximou-se dele.
- V-Você? Nunca te vi...!
- Umbra Hu. Lembra? Éramos pupilos de Dragon Hu!
- Umbra Hu? Não conheço...
- Tsc... – deu de ombros – Acho que vai levar um tempo para se lembrar... *sigh*

- Pelo menos... Não temos muito com o que preocuparmos, não é? – Umbra soltou um pequeno riso – Afinal... Aquele que possui a Lux Miraculum está morto.

- O garoto do V-mon... Você o eliminou?! – exclamou a digimon.
- Espera... – O menino começou a recordar de alguém cujo era parceiro de um dragão azulzinho e logo gritou – Você matou o Daisuke?!

- Oh, conhece ele? – perguntou sarcasticamente o mago.
- O que... O que você fez a ele?! – Wallace o encarou, rangendo os dentes.
- Pandora-chan... Ele é seu inimigo, não lembra? Quem te selou naquele mundo escuro e sombrio, hein?

- Meu nome não é “Pandora-chan”! Meu nome é Wallace! – gritou ele – Onde está a Mimi-san? E o Terriermon?!

- Agora idiota não pode atrapalhar nossos planos, Pandora-chan. Nem ela, nem o Kousei no Kishi. Agora temos de dar um jeito naquela coelha idiota. Não se preocupe, Pandora-chan... Nada mais irá nos separar, nem mesmo sua nova vida. Juntos iremos controlar o mundo, e eliminar aqueles que se opuserem a nós e ao Tratado de Harmonia.

- Eu não te ajudar! – balançou a cabeça negativamente – Não depois do que fizeste ao Daisuke, à Mimi e ao Terriermon!

- O parceiro dele matou o seu digimon, não foi? – olhou dentro dos olhos do escolhido, lendo sua mente e suas lembranças.

- Kh... Chocomon... Ele estava descontrolado! V-mon e Terriermon... O salvaram! Ele quem pediu para ser destruído!

- E se seu parceiro tivesse mentido a você? Hein, garoto? Não pensou nessa possibilidade?

Calou-se. Refletiu sobre estas frases. E se Terriermon tivesse feito isso? Da forma que ele agiu quando tinham encontrado aquelas crianças e seus parceiros... O modo com que ele passou a falar... A querer contar aos demais sobre Chocomon e o motivo de estarem voltando para o campo de flores...

Isso era uma ponta para que Umbra realizasse mais um truque. Sua presa estava caindo em suas palavras. Logo estaria colocando-o ao seu lado. E em seguida poderia fazer com que o jovem recordasse de sua vida anterior... E do confronto travado que terminou na vitória do escolhido do Milagre e no selamento da maga no mundo obscuro.

- Mas... Por que Terriermon mentiria para mim? Nós amávamos Chocomon... E ele não o faria isso... Ao menos que Chocomon pedisse!

- Mas quando o seu parceiro encontrou aqueles garotos... Ele começou a agir de outra forma, certo? Até fez amizades com eles... Acha que Chocomon pediria algo tão idiota assim, Wallace?

- Eu... Eu não sei! Chocomon... Ele...

- Vamos... Não acredite nessas crianças... Nem nesse digimon... Eles são de outra realidade, eles não sabiam o que você sentia pelo seu admirável Chocomon.

- Chocomon...

- Se você cooperar comigo... Eu posso trazê-lo de volta.

Wallace arregalou os olhos, surpreso. Aquele rapaz poderia mesmo trazer de volta o Chocomon?!
Mas... Ao fazer isso... Metade daquelas lorotas já haviam surtido efeito. O loiro passou a desconfiar do que tinha acontecido no verão de dois anos atrás, a desconfiar de seu próprio digimon e dos escolhidos...

E o principal...

- Você... Poderia trazê-lo de volta?! Sério?!

- Tudo que você desejar. Apenas... Una-se a mim. – os olhos de Umbra brilharam em um vermelho sangue, que penetrou no fundo de sua alma.

As pupilas de seus olhos desapareceram, tornando-os sem vida alguma. Estava feito.
Wallace estava sob o domínio das trevas.

- Eu... Quero o Chocomon de volta...!
- Bom garoto... – murmurou o vilão, dando um sorriso sinistro ao ouvir aquela resposta.

Um silêncio se fez. Mas durou pouco tempo.
As portas do outro canto da sala abriram-se com violência, causando um grande barulho e estremeceu um pouco da sala.

- MESTRE UMBRA, ELES ESTÃO AQUI! – gritou Frostmon desesperada – AS CRIANÇAS ESCOLHIDAS CONSEGUIRAM ACESSAR A DIGITAL WORLD!

- O que?! – Ranamon pulou para trás – Como que eles conseguiram?! Pensei que... Nós tínhamos selado o portal que ligasse ao mundo dos humanos... Não tínhamos?!

- Tudo bem, Ranamon... – respondeu calmamente o moreno – Está tudo nos conformes. Sem o Lance-kun... Eles não conseguirão fazer muita coisa. Pelo contrário, são mais inofensivos do que imagina.

- Não deveriamos subestimá-los. – Lekismon surgiu ao lado de Ranamon – Principalmente os herdeiros dos fragmentos da Energia, Justiça, Bondade, Desejo e Felicidade.

- E não vamos... Eles estão confiantes por agora... Mas quando aquele grupinho de humanos descobrirem o que aconteceu com o guerreiro do Milagre, kukukuku...

- E como eles irão descobrir isso? – perguntaram as três subordinadas.

- Eu deixei aquele vermezinho azul viver... Apenas para dar a trágica notícia.

---



- Ah... Onde será que Agumon está?
- E o Gabumon?
- E a Piyomon?
- Será que está tudo bem aqui na DW? E com o Tentomon?
- Gomamon...
- Eu quero encontrar a Palmon logo!

- Gente, Estamos andando horas e nada! Nenhum sinal deles!
- Calma, Miyako-san... Eles devem estar em algum lugar.
- Mesmo assim... Já deveriamos ter encontrado eles, Takeru.

- Vocês querem que a gente vá à frente? – perguntou Hawkmon e Patamon.
- Não seria perigoso? – questionou Carol.
- Ahn...

- Pessoal... Não podemos demorar! Temos de encontrá-los, achar o Daisuke.
- Não se esqueça o Wallace-kun, Taichi-san... – completou Mimi.
- Será que isso vai levar mais tempo do que pensávamos? – comentou a Takenouchi

- Cinco anos atrás estávamos aqui sem saber por aonde deveriamos ir, e nem tínhamos como voltar para casa – lembrou o escolhido da Confiança – Mas agora podemos vir e voltar quando quisermos.

- Mas eu acho que, para o portal estar fechado daquele jeito... Deve ter acontecido algo aqui – ponderou o Izumi – Mimi-san, foi você quem abriu o portal?

- Eu? N-não... Eu cheguei aqui por um portal que o digimon coelho abriu.

Pausa.
Todos se voltam diretamente para a coelha que estava nas mãos de Carol.

- O que?
- Essa coelha é muito suspeita... – cochichou Yamato aos demais.
- Coelhos voadores que invadem domicílios não pode significar boa coisa – devolveu Taichi.
- Ei! Eu não fiz nada! – protestou Bunni.
- Oniichan, ela esteve conosco o tempo todo!
- Ela estava com o Daisuke-kun também – completou o escolhido da Esperança.

- Mas que ela foi a causa de tudo isso... Ela foi. – bufou Geijutsushi.
- Ni-chan, você... Acha que eu sou a culpada?!
- Não me chame assim!

- Ei, ei! Parem de culpá-la! – intrometeu-se Miyako e Iori.
- Se não fosse por ela, Daisuke já estaria morto! Foi ela quem fez o Hawkmon evoluir!
- E ela também fez o Armadimon evoluir para Drill Digmon. – respondeu o Hida.

- Neechan... Ela também fez o Chibimon do Daisuke evoluir, lembra?

- Vocês três não deveriam me julgar! – resmungou a pequena – Pois saibam que o Kiseki-sama e eu quem salvamos o Daisuke-san quando a Frostmon tentou atacá-lo pela primeira vez!

- Ok, ok... – disseram os três.
- Que coisa feia, meninos...! – bronqueou Sora.

...
Continuaram a busca pelos seis digimons. Enquanto andavam e observavam o local, a garota de cabelos negros acastanhados viu algo se mover rapidamente entre os arbustos e atrás das árvores.

Ken percebeu alguns minutos depois e alertou o pessoal. Os digimons ficaram apostos caso fossem algum inimigo.

No entanto... Não era. Da moita saiu um Terriermon um pouco ferido e exausto.
Alguns dos escolhidos reconheceram aquela criaturinha:

- TERRIERMON?! – exclamaram Mimi, Hikari, Takeru, Miyako e Iori ao verem o pequenino.


Era o parceiro de Wallace.






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 11:03 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 9:53 am






- Terriermon! É ele! Este é o Terriermon do Wallace-san! – exclamou Iori.
- Sim, é ele... – confirmaram os outros quatro.

- O que aconteceu, dagyaa? – perguntou Armadimon ao digimon.
- W-Wallace... Eles... O levaram... Eu tentei segui-los...

- Ah! Lembrei! – gritou a Tachikawa.

...
“Quando Wallace-kun foi capturado, Eu mergulhei no portal atrás deles. Terriermon veio junto comigo.”

“Quando chegamos aqui...”


- Ei... Solte-o! – ordenou a escolhida.
- Solte o Wallace! – reforçou Terriermon.

- ... Heiwa no Lady...Você não deveria ter nos seguido. Deveria ter ficado no mundo humano.

- Ele é meu amigo! Não vou deixar que o leve!
- E ele é meu parceiro! – berrou o digimon orelhudo – Eu não posso deixar que o leve!

- Vocês não estão aptos para lutar comigo... – Lekismon fez pouco caso – Desistam.

- Nunca! – responderam ferozmente Mimi e Terriermon.

- Blazing Fire! – o parceiro do loiro saltou dos braços da menina, abriu a boca e atirou uma bola de energia esverdeada contra a inimiga.

- Tear Arrow! – contra-atacou, lançando flechas de gelo contra o pequeno.

Terriermon recebe o dano, cai no chão, mas se levanta. Volta a disparar seu ataque especial contra Lekismon. Mas aquilo não surtia efeito algum contra ela.

A digimon coelho avançou e golpeou com suas mãos, o arremessou contra a Tachikawa, que caiu sentada no chão.

- Terriermon!
- Se a Palmon estivesse aqui... – pensou ela – Ela poderia evoluir e derrotá-la!

- W-Wallace... É... – levantou do chão, encarou a digimon adulta – Meu amigo! – saltou contra ela outra vez e atirou outra esfera energética.

- Chega de brincadeiras... – proferiu – MOON NIGHT BOMB!

A oponente materializou bombas em suas mãos e as atirou contra a humana e o coelho branco-amarelado. Assim que foram atingidos, Mimi caiu adormecida no chão enquanto o digimon foi arremessado longe. Quando chegou ao chão, desmaiou graças a queda.

“Então... A bomba me atingiu e eu adormeci.”

...

- Depois disso não sei para onde ela o levou...

- Então... A “Pandora” é o Wallace? – deduziu Miyako.
- Parece que sim, Miyako-san. – respondeu Hawkmon.

- Eles a levaram, certo? – Bunni abaixou a cabeça, desanimada – E o Daisuke-san está desaparecido...? Eu não acredito que falhei, Kiseki-sama...

- Não desanime agora, por favor! – disse Hikari – Nós vamos encontrar o Daisuke-kun, e libertar o Wallace-kun! Não perca as esperanças, Bunni!

- Será inútil sem ele... *sigh* Pois o único que pode derrotar a Pandora, caso esse menino recupere as memórias de sua antiga vida, é o Daisuke-san. Só ele consegue usar a Lux Miraculum.

- Lux Miraculum? – todo o grupo ficou confuso.

- É uma longa história...

- Não deveriamos estar de conversinha aqui – intrometeu-se Yamato – Temos de achar os nossos parceiros digimons se quisermos tanto encontrar o Daisuke quanto salvar esse Wallace.

- Então... Vamos continuar. – decidiu Taichi.

Mimi pegou Terriermon no colo e o grupo voltou a caminhar. Mas isso fez Nina torcer o nariz.
Seria o parceiro de Wallace quem teria visto se movendo pelas árvores e arbustos?


#15 – Agumon ao resgate! A coragem flamejante que alça vôo!




Meio longe dali, em uma clareira... Existia um pequeno vilarejo de vários tipos de digimons. O mais comum era encontrar alguns tipos de Agumons.

Os tradicionais dinos alaranjados, que apenas tinham cores de olhos variados;
Uns que tinham listras azuis (ou cinzas) em seu corpo, sendo do tipo Antibody-X;
Outros que tinham a pele negra, sendo do tipo vírus;
Os que eram brancos e do tipo gelo;
Alguns que eram feitos com blocos de brinquedo azuis, vermelhos, amarelos e verdes;
E um deste mesmo tipo, só que com blocos pretos.

Era pacífica, os habitantes de lá não eram nem um pouco ofensivos, quanto mais de briga.

Alguns Agumons protegiam os digimons bebês I e II que ali conviviam. Os Greymons também faziam o mesmo. A comunidade era bem unida.

Até...

“FUJAM!”
“Salvem suas vidas, estamos sofrendo um ataque Kanzentai!”


O dia em que foram atacados por Frostmon e outros subordinados de Umbra.
E muitos digimons morreram. Os sobreviventes se refugiaram na floresta, com medo de serem exterminados.

O motivo daquilo tudo começou quando o maléfico mago trouxe o escolhido e Burning Fladramon por um portal. Durante a luta, ordenou que Frostmon e um grupo de digimons a sua mercê destruíssem os digimons dos veteranos, para que estes não pudessem atrapalhar os planos.

O alvo eram as comunidades de espécies de Agumons, Gabumons, Piyomons, Palmons, Tentomons e Gomamons.

Infelizmente... O parceiro atrapalhado de Taichi estava lá. Mas... Por sorte era um dos refugiados, que foram salvos por um digimon semelhante à Flaremon, porém era bípede e tinha uma armadura na cor creme, empunhava uma espada e tinha um grande senso de justiça, Iustimon.

E como auxilio...
Um digimon leão branco, parecido com Leomon, Panjyamon;
Um baixinho de armadura azul denominado Spadamon;
E uma incógnita que mal sabiam quem era. Tudo por causa dela ser totalmente preta.

Eles apareceram depois que o mago voltou para o castelo, após eliminar um de seus obstáculos.

Na verdade, somente os três felinos se conheciam. O quarto integrante apenas pipocou misteriosamente, e os ajudou a movimentar os habitantes da vila para um lugar seguro.

O local foi tomado pelas tropas. Frostmon era como o general daquele bando de Were Garurumons negros, Death Meramons, Waru Monzaemons e Doumons.

Os Agumons e outros digimons, tais como Elecmons, Gotsumons e Floramons, escondiam-se apavorados em uma caverna no fundo da floresta.

O dino alaranjado de olhos verdes tentou chamar Taichi, mas não conseguiu resultados.
E segundo Spadamon, quem volta e meia espionava os inimigos, o objetivo deles era eliminar todo e qualquer digimon que tivesse contato com as crianças escolhidas, para que estes não pudessem avisá-las e/ou estragar tudo.

Logo... Agumon corria perigo. E outros que conheciam o grupo.

...
A sombra vista pela menina seguia os escolhidos na penumbra. Parou e averiguou o caminho aonde iam. Ia direto para tal vila tomada pelos inimigos.

Era o que o digivice laranja de Yagami indicava. Era lá que estaria seu adorável amigo réptil.

A criatura misteriosa olhou para trás, como se bolasse um plano. Sua intenção era tirá-los da rota ou levá-los a uma armadilha?
...

- Agumon deve estar por aqui. O sinal está cada vez mais forte. – comentou Taichi, abrindo um sorriso e já vendo em sua mente o seu companheiro abraçando-o.

- Só o digivice do Taichi-san que está reagindo... – desanimou-se Mimi.
- Talvez seja porque o Agumon está por perto... – supôs Jou – Nossos parceiros devem estar separados dele.

---

- Nada por enquanto, certo? – perguntou a ave gélida.

- Nada, Frostmon-sama. – respondeu uma Doumon – Nenhum sinal dos sobreviventes.
- Nem da Trinidad Leo. – um Black Were Garurumon surgiu ali.
- Trinidad? Não eram quatro? – perguntou a raposa.
- O quarto sujeito não pertence ao grupo.

- Isso não interessa... Todos os que se opuserem ao mestre Umbra... Devem ser eliminados.
- Encontraram o Agumon cujo pertence ao grupo dos escolhidos? – Frostmon mudou de assunto.

- Nada ainda. – responderam os dois.

- Bem... Ele não tem pra onde ir... A floresta logo será destruída, junto com aqueles fricotes.

Alguém espichava o pescoço pela janela. Frostmon e seus soldados estavam instalados em uma grande casa, onde viviam os Greymons que protegiam a cidade.
Claro, uma casa grande como aquela tinha objetos para o tamanho de um tiranossauro laranja.

E em outro lado, numa outra janela, estava Spadamon. Ambos os indivíduos espiavam a conversa em total silêncio.

- Então é isso que eles planejam... Atacar a floresta! – pensou o leãozinho branco – Tenho de avisar ao Iustimon e ao Panjyamon o mais rápido possível! Temos de retirar todos de lá a tempo!

A janela, apesar de ser enorme, era baixa e qualquer um conseguia subir ali. Logo não era tão difícil esgueirar até ela e bisbilhotar. E uma cortina gigante também ocultava quem fosse pequeno e olhasse por através dela.

A outra criatura era um pouco maior que ele, digamos que tinha um tamanho de uma criança humana de 13 anos.
Este olhou o guerreiro de armadura azul saltar da segunda janela e sair às pressas para o bosque.
Pensou em fazer o mesmo, mas... Esbarrou no vidro e a janela abriu-se subitamente.

Poderia até ter sorte, e não ser pego, e fugir dali o mais depressa... Só que a bendita dobradiça daquela janela rangia. Era uma das quatro que tinham esse problema.

- Droga! – praguejou mentalmente.

E o ranger despertou a audição aguçada do lobo, que correu até a janela e desferiu um Kaiser Nail e picoteou a cortina.
O pano veio a baixo e um ser totalmente negro com um longo tufo prateado de cabelo surgiu dali de trás.

Olhos amarelos encaravam os olhos vermelhos do digimon pequeno.
Encararam-se por alguns minutos. Até que repentinamente o xereta atacou-o com suas garras, causando um choque leve no lupino.

Não foi de muita ajuda, pois quando tentou sair dali, bateu de cara numa barreira de gelo negro.
Grunhiu de dor, reclamou até. E foi pego pelo lobo. Este o levou até Frostmon e Doumon.

- Temos um espião aqui. – mostrou-o, esticando sua mão. Segurava o digimon misterioso pelas costas.

- Não é aquele guerreiro que apareceu logo após a batalha contra a Trinidad Leo? – indagou a raposa azul.

- O que faremos com ele, Frostmon-sama?
- H-Hey! – manifestou-se o individuo – E-esperem um minuto...!
- O que você quer? Não tens direito algum de falar depois do que fizeste.
- Pôr a vida de outros digimons só por causa daqueles que têm contatos com os escolhidos?! Vocês realmente acham isso certo?!

- O Mestre falou sobre o Tratado de Harmonia. Nós não temos direito algum de eliminar os inocentes, apenas aqueles que estão do lado de nossos inimigos, os escolhidos e os digimons traidores. – Frostmon fitou o pequeno, e ordenou que Were Garurumon o soltasse.

- Heh. Obrigado. – arrumou suas vestimentas, e olhou discretamente atravessado para o lobo.

- Quais são suas intenções em vir até aqui?

- Minhas intenções? Eu defendo os digimons, os inocentes. Não tenho lado algum nisso. – explicou – Luto por estas pobres criaturas que são vítimas destes confrontos.

- Seja direto. – encarou-o.

- Não acho certo terem tomado a cidade! Nem de exterminarem os habitantes! – bravejou, fechando os punhos – Quer saber? Se quiserem resolver isso logo, que resolvam sem incluí-los nisso!

- Eu vou resolver isso agora – bufou o digimon lupino.
- Espere... Podemos propor um acordo, certo? – direcionou-se para a ave.
- Acordo? – repetiu, com tom de dúvida.
- Sim... Olha só, tudo que tem de fazer é deixar isso por minha conta. Posso encontrar os digimons dos escolhidos e dar um jeito neles.
- Como assim...?
- Eu tenho meus métodos. Só peço que NÃO incluam os inocentes nisso. Ok?
- Hm... Espero que cumpra suas palavras...
- Irei. Não se preocupe. – reverenciou-a.
- Como se chamas?
- ...

---

- Está anoitecendo... – reparou Jou – Não deveriamos parar por aqui?
- Espera... passar a noite... AQUI?! – exclamou Nina.
- É. – afirmou Taichi – Algum problema? – perguntou, com um ar de confuso.
- Mas... E quanto às nossas famílias?! O que vamos dizer a eles?!
-Que saímos para acampar de repente nas férias de inverno?
- Mas... Do nada?! Sem avisá-los, sem levarmos equipamentos?!
- Calma, neechan... – interveio Carol – Nós vamos dar um jeito nisso.
- Por um lado ela tem razão – disse o Kido – Nós não viemos preparados. Nem planejamos um pretexto para que não os deixassem preocupados.
- O Daisuke naquela vez foi, passou quatorze dias fora e isso deixou muita gente preocupada – Miyako também concordava – Acho que deveríamos voltar por agora, combinarmos melhor isso e retomar a procura amanhã.

O rapaz da gigantesca cabeleira ficou quieto, pensando. Os demais fizeram o mesmo.
De fato, não tinham imaginado que aquilo demoraria tanto. Já passara horas e nem sinal de Agumon, muito menos encontraram alguma pista sobre o paradeiro do serelepe garoto desaparecido.

Suspirou, refletiu e decidiu:

- Está certo... Vamos retornar. Pensaremos com mais paciência no que deveremos fazer. Agora, será que há algum portal por perto daqui?

- Me deixa verificar... – Hikari sacou o D-terminal, acessou o mapa da DW do mesmo e procurou pelo mais próximo da área – Tem um nesta região... Exatamente por ali – apontou para o oeste.

Seguiram a caminhada, até encontraram o bendito aparelho antiquado que chamam de “portal”.
Param diante dele, Hikari pegou o digivice e apontou para a tela:

- Digital Gate, open!

Todos aguardaram a abertura, mas... Nada aconteceu.
NADA.

- Hein?! – exclamaram todos.
- O portal não está abrindo?! Estamos presos aqui?! – exclamou uma Miyako assustada.
- Tem alguma coisa errada... – Koushiro começou a checar a televisão.
- Como assim? Não temos como voltar?! Estamos aqui... E...
- Miyako-san, calma... – falaram Ken, Iori e Hawkmon.
- Maaaaaaaaaravilha. – disse a Geijutsushi, ironicamente e em seu idioma. Apenas Carol entendeu, e os outros a olharam sem terem compreendido.

- Estamos presos aqui. Legal... – agora ela falou na língua deles, ainda com aquele tom sarcástico – O que iremos fazer agora? Temos COMO arranjar outra saída?

- Estou tentando verificar o problema, Nina-san... – respondeu pacientemente Koushiro, que já estava acostumado com outros dois que viviam de ironia nessas horas (aliás, mais um irônico no grupo não ia atrapalhá-lo.) e nem ligou pra isso.

- Se não conseguirmos nada... Melhor passarmos a noite aqui. Uma só não vai fazer tanta diferença... – disse o escolhido da Coragem.
- Bem... Se conseguirmos voltar no dia seguinte, né Taichi? – cutucou Yamato.
- Vocês dois... Não vão começar, não é? – resmungou Sora.

- Alguma solução, Koushiro-san? – perguntou Carol.
- Nada... Mas não compreendo! – o jovem ruivo levantou uma sobrancelha – O portal não parece estar danificado!
- Então... Como que ele não reage ao nosso digivice? – questionou Takeru.
- Será que são apenas os D-3 que não funcionam? – idem a Hikari.
- Deixem tentar usar o meu digivice... – ofereceu-se Mimi.

A escolhida da Pureza apontou o aparelho verde para a tela, segurando-o firme.
E disse a famosa frase:

- Digital Gate... OPEN!

Mas nada... O portal não abriu. Não reagiu.
Será que os digivices estavam com defeito?!

- Não é possível... Como conseguimos então entrar?! – Miyako arregalou os olhos. Aquilo não podia ser verdade. Eles estavam PRESOS lá?

- Calma, Miyako-san... – o parceiro penoso tentou confortá-la – Deve haver uma explicação.
- ... Ah! – a jovem de cabelos morenos acastanhados olhou espantada.
- O que foi Nina?! – Taichi a olhou, preocupado. Alguma coisa ela poderia ter visto por ali.
- Vocês perceberam que...

Todos a olharam, prestando total atenção nela.

- As roupas da Carol, do Iori, da Inoue e as minhas... Mudaram de repente?!

E... Todos, tirando Carol, capotam com aquela “observação” importante.

Vestimentas da Geijutsushi: Mudaram para uma camisa violeta púrpura com uma estrela grande e uma pequena acima desta, localizavam-se nas laterais e suas cores eram açafrão. Usava uma espécie de manga-falsa da mesma cor da camisa, com o final das mangas terminadas em uma borda branca, com duas faixas em laranja-ouro. em seu pescoço surgiu um lenço roxo com algumas estrelas na mesma cor das que estão na camisa. Sua calça era uma malha índigo longa e iam até os tornozelos, as bordas da mesma repetia o mesmo detalhe das mangas. Usava um tênis rosa All-Star. Para completar o visual, tinha uma bolsa a tira colo magenta escuro, com sua alça no ombro esquerdo (e a tira estava na diagonal, pois a bolsa ficava no lado direito de seu corpo).

As de Carol: Transformaram para um suéter de gola alta, com um top sem mangas por baixo. Saia até os joelhos, botas até o meio das pernas. Por baixa delas uma meia que aparecia um pouco acima das botas. Também tinha uma bolsa tira colo completando o seu look. Toda a vestimenta era em tom castanho.

As de Iori: Eram similares à battle outfit de dois anos atrás, só mudava um pouco o estilo. A camisa ia até a cintura, sendo que a parte da esquerda era mais comprida. Na gola tinha uma faixa da cor carmim na vertical, (uma outra passava pela parte da esqueda da camisa) com um quadrinho branco no meio. As calças iam até os tornozelos e terminavam em sapatos marrons.

Por último, a vestimenta de Miyako: Era um mix de sua battle outfit de dois anos atrás com o seu estilo quando tinha 12 anos. Usava uma malha de mangas longas na cor malva, um colete da cor madeira, uma saia cereja, por baixo uma malha castanho avermelhado que ia antes dos joelhos, meias rosa claro, e suas botas eram de cano curto marrom rosa com detalhes em rosa. Na cabeça, ao invés de um chapéu de aviador, tinha um lenço cereja que permitia ver melhor seus cabelos, e nas costas uma mochila púrpura acinzentada com sua alça atavessada em seu corpo, indo do ombro direito e descendo na diagonal para a direita.

Um adicional: Nina e Carol usavam um colar com uma pedra pequena no formato oval na cor branca. E nessa pedra marcava em o fragmento do Desejo e no outro o fragmento da felicidade.

- E você só notou isso AGORA?! – balbuciou Yamato, bufando com o comentário desnecessário da garota.

- Eu não tive TEMPO pra perceber isso, ok? – respondeu a altura – Estive mais interessada em procurar pelo MOTOMIYA do que olhar para esse detalhe IDIOTA!

- Yamato... *gota* – Suspirou Taichi e Sora. Por mais que aquilo fosse algo inútil, não era hora de arranjar brigas.

- Vamos procurar um lugar para passarmos a noite então? – O escolhido da Confiança tentou desviar o assunto, vendo que a menina e o loiro trocavam olhares nada amigáveis.

- É uma boa idéia! – concordou Mimi – Estou cansada, preciso de um sono de beleza para relaxar... E acalmar meus ânimos... Quero encontrar a Palmon logo!

- Ok, ok... Então é isso que iremos fazer agora – disse Sora, enquanto empurrava Yamato para que ele se movesse.

- É, e logo pela manhã procuraremos pelo Agumon e tentaremos retornar à Odaíba, bolar uma desculpa e voltarmos aqui. – completou o Yagami, empurrando Nina do mesmo jeito que a Takenouchi fez com o Ishida.

...
Depois de muita procura, eles encontraram... Um longo e grande vagão de trem abandonado. Havia alguns trilhos por lá, mas eram velhos, enferrujados e não tinham continuação.

Talvez antigamente passasse trens ali.

Arrumaram o lugar, concertando os assentos, os vidros quebrados e até deram um jeito de fechar a porta, para que não fossem atacados durante a noite.

Acomodaram-se ali, todos em um canto. Taichi ficou perto de Hikari e Sora. Yamato ficava ao lado esquerdo da ruiva, com Takeru. No outro lado estava Carol, Koushiro e Jou. E do lado direito encontrava-se Nina, Iori e Ken. No meio, e mais pro fundo do vagão, encontrava-se Mimi, Miyako e Bunni, que por sorte acharam alguns cobertores guardados e os puseram no chão para que pudessem dormir.

Os seis digimons ficaram situados mais para frente, mais para a porta de entrada. E faziam turnos para vigiarem a porta e o ambiente ao redor.

A noite foi boa. Todos dormiram tranqüilamente e não houve nenhum problema em que precisassem batalhar ou algo do tipo.

Levantaram logo cedo, e voltaram à busca. O digivice laranja de Taichi reagia a um ponto. Todos pensavam ser Agumon. E esperavam que fosse.

Seguiam a direção que o sinal indicava. Durante aquilo, alguns conversavam. Koushiro continuava a pensar no que poderia ter dado de errado com o portal, se era algum defeito nos digivices (tanto o modelo dos veteranos quanto os D-3), ou se era outra coisa.
Miyako continuava a conversar abertamente com Mimi, ambas até davam aqueles tradicionais gritinhos que meninas dão quando estão juntas e falando de assuntos femininos (tais como meninos, moda, revistas, etc...).
Os demais mantinham total silêncio. Por vezes Takeru perguntava como estava Hikari, ou outro do grupo.

Nina volta e meia olhava para a paisagem, como se visse algo se mover entre os arbustos outra vez. Agora não poderia ser outro indivíduo, certo?
Poderia até ser Daisuke, Agumon, outro digimon do grupo...

Mas ela tinha a impressão de que não era alguém conhecido. Era como se estivessem sendo vigiados. Não só ela tinha isso como também Iori e Ken. Aliás, estes três estavam mais atentos ali atrás, enquanto Taichi, Yamato e Sora tinham atenção à sua frente.

Seus olhos não desgrudavam dali. Pensou que estava sendo paranóica outra vez, como de costume. Só que...
Sim, o grupo estava sendo monitorado.

Olhos vermelhos cintilavam discretamente pela flora. Eram os Doumons e os Black Were Garurumons que procuravam pelos digimons refugiados ou/e rebeldes da cidade.

Um deles correu com muito cuidado, sem chamar atenção, e avisou à ave maligna.
Esta foi se comunicar com o seu superior. Criou um espelho de gelo negro e murmurou algumas palavras.

Logo, o mesmo mostrou uma sombra de olhos vermelhos, logo ficou melhor a visualização e via-se o “rapaz” moreno.

- Mestre... Os escolhidos estão pelas redondezas. O que devo fazer?
- Ora... Deixem que eles vivam até o momento de saberem da terrível notícia.
- E se eles se rebelarem? Podem colocar todos os digimons contra nós!
- Aww, Frost-chan... Você está querendo brincar com eles, não é?

Não respondeu. O mago negro sorriu e continuou:

- Então brinque com eles. Diga a notícia. Quando eles encontrarem o verme azulado, ele confirmará o que testemunhou. – deu uma risada maléfica, porém baixa.

- Sim... Mestre... – reverenciou-o. E desfez o espelho, cessando a comunicação.

A digimon má mirou diretamente os soldados e ordenou que atacasse as crianças, capturando-as imediatamente.

Porém... Alguém os ouvia do lado de fora. E assim que terminou a conversação, saltou depressa e desapareceu pela floresta.



...
Longe dali, em uma parte mais pacifica da região, onde o final das árvores eram como portões de entrada para um belo campo, e mais pra dentro havia uma caverna que abrigava os sobreviventes do ataque à vila.

Lá estavam todos eles. Reunidos no gramado enquanto o leão alado, cujo nome é Iustimon, e Panjyamon ofereciam frutas para os pequeninos bebês I e II, e aos digimons de nível criança.

Spadamon vigiava, com o auxilio dos Greymons. E seus olhos percebem algo vindo rapidamente naquela direção.
O cavaleiro de armadura azul empunhou sua espada e encarou o que vinha.

Só que o sujeito era mais rápido, e num salto com piruetas, passou pela defesa e seguiu adiante.

- Ei! PARE AÍ MESMO! – bravejou Spadamon.

Persegui-o. Atacou-o com a sua arma, a Blue Blade. O invasor bloqueou o golpe com suas garras. Ambos se encararam, e um fazia força para acertar o golpe, e o outro tentava barrar que fosse atingido.

- Quem é você?! O que veio fazer aqui?! – interrogou o digimon branco.
- Estou à procura de um Agumon! Preciso falar com ele pessoalmente. – respondeu a criatura negra.
- Um Agumon?!
- Deixe de papo! É urgente! Vai permitir minha passagem ou me tratar como se não estivesse do lado de vocês?!

Spadamon recuou, guardou a Blue Blade. Olhou-o direto nos olhos. Suspirou e apontou para frente:

- Vá. Espero que você não seja um dos soldados de Frostmon. Caso esteja me enganando...
- Ei, calma aí! Não tenha medo... Que inimigo de vocês eu não sou. – disparou como um raio, sumindo dali.

...
Os agumons, assim como os outros digimons dali, comiam suas frutas em total paz.
Até que pipoca... Uma sombra. Esta confronta agora Iustimon, e repetindo toda aquela conversa...

- O que você veio fazer aqui?!
- De novo?! – suspirou – Preciso encontrar um Agumon. Um Agumon que pertence a um escolhido.

Iustimon lançou um olhar desconfiando para o baixinho. E como nem eles sabiam qual daquela massa alaranjada de olhos verdes era o tal Agumon do Yagami, não deram trela.

- Se eu disser que sei como identificá-lo... Vais acreditar em mim? – falou o misterioso digimon de cabelos prateados.
- Você... Sabe quem é o Agumon do escolhido?! – disseram Iustimon e Panjyamon, incrédulos.
- Heheh... – riu, com um ar de convencido – O Agumon quem procuro irá reconhecer isso.

Tirou debaixo do lenço de seu pescoço um acessório familiar. Os leões observaram, abismados.

E um dos dinos laranjas que estava por perto... Viu aquilo, apontou para tal objeto, aproximou-se dali e interrogou-o:

- Você! Onde achou isto?!

Sim. Esse era o Agumon de ele estava procurando.

---

- O sinal parou... Que estranho... – comentou Taichi.
- Parou? – o resto do time pediu que confirmasse.
- Sim. O sinal sumiu.

- Será que esse sinal possa ser de outro digimon ou... – Koushiro começou, mas foi interrompido por uma pessoa:
- Seria o Daisuke?! – E tinha sido justo a Inoue.
- Pode ser, Miyako-kun... Como também pode não ser...
- Ou pode ser o Wallace... – supôs Mimi.
- Também, Mimi-san. Pode ser tanto um quanto outro.

- Se esse sinal fosse do Daisuke-kun... – Takeru falou – Ele não teria nos enviado uma mensagem?
- Pode ser que o D-terminal esteja sem bateria... – comentou Jou.
- Ou ele pode ter o perdido... De novo. – Completou ChibiBunnymon.
- Se ele perder aquilo... V-mon não pode evoluir para Fladramon ou Lighdramon, dagyaa.
- Ou para Burning Fladramon... – acrescentou Patamon.
- E se nossos inimigos são mais poderosos que os que enfrentamos dois anos atrás, eles poderão ter problemas. – disse Hawkmon.

- Então ele não perderia o D-terminal. – concluiu Tailmon – Então só nos resta a hipótese de que eles não tiveram tempo de enviar notícias.
- Como assim? – Terriermon perguntou.

- Daisuke estava sendo perseguido por um digimon kanzentai pássaro do elemental gelo. E este tentou matá-lo três vezes. Até usaram a Hikari e Miyako como iscas para conseguir atraí-lo a uma armadilha.

- Depois aquela ave disse que o trabalho dela estava terminado, dagyaa. E aí veio atrás para eliminar o Iori, dagyaa.

- Hm... Será que isso tem a ver com aquele coelho estranho que levou o Wallace? – o orelhudo indagou.

- Se aquele digimon chamou esse menino de “Pandora-chan”, é claro que sim! – disse a coelha rosada – Daisuke-san tinha de encontrar a nova vida de “Pandora-chan” antes deles, para que nada disso acontecesse!

- Falando nele... Será que ele e V-mon estão bem? – suspirou desanimadamente a irmã de Taichi.
- Pergunto o mesmo... – sussurrou Nina, sem que a ouvissem.
- Depois de mudar tanto, dizer aquelas coisas... Espero que ele esteja bem... – desejou a Inoue.
- Hikari, Miyako-chan, Nina... – Taichi voltou-se a elas – Não pensem que isso tudo foi culpa de vocês, ok? Daisuke deve estar bem, só ainda não conseguiu contato conosco.
- E nem me culpem. – resmungou Bunni – Não tenho culpa que aquele cara tenha vindo até aqui para procurar pela “Pandora”.

A discussão toda é interrompida quando todos os digivices começam a apitar.
Os escolhidos olham para os ecrãs dos aparelhos coloridos e vêem muitos pontos vermelhos.

Não... Não tinha como ser o Goggle Boy ou o parceiro de Terriermon...
Já que se fosse ao caso, só seria um sinal e não tantos.

Pressentindo algo vindo do meio das árvores, Taichi, Yamato, Jou, Takeru e Ken empurraram os demais contra o chão, abaixando-se em seguida. Um ataque poderoso passa por cima deles, papeis que assim que tocaram num tronco explodiram.

- O que foi isso?!
- Esse ataque... – a felina olhou para trás – É um Doumon!
- Doumon?!
- Sim – afirmou – É um Digimon Kanzentai, um nível Perfeito!

Surgiu dali vários deles. Cercaram-nos. O team ZeroTwo levantou-se, pegaram seus D-3 e foram à luta.

- DIGIMENTAL UP!!

Hawkmon... /Armadimon... /Tailmon... EVOLUÇÃO ARMOR PARA...!
As asas do Amor, Holsmon!/A Sabedoria profunda, Digmon!/A Luz do Sorriso, Nefertimon!

Holsmon... /Digmon... Evolução com o fragmento da Energia/Justiça para...!
A brisa energética do Amor, Fäuermon!/A justiça perfurante da Sabedoria, Drill Digmon!

Patamon... /Wormmon... Evolui para...!
Angemon!/Stingmon!



Os cinco digimons partiram pra cima dos inimigos, atacando-os imediatamente:

- Curse of Queen!
- Red Sunburst!
- Drill Tornado!


O ataque de Nefertimon atordoou um pouco dos Doumons, enquanto o de Fäuermon afastou-os com o raio em que saía da esfera formada no topo de seu cajado.

O Drill Tornado de Drill Digmon gerou uma rajada de vento que impedia os talismãs de papel acertar os parceiros e as crianças. Já Angemon e Stingmon ficaram na defensiva, protegendo os escolhidos e os dois digimons de nível inferior.

- Heaven’s Knuckle!
- Spiking Finish!


Os ataques acertavam e atordoavam os inimigos, afastando-os. Dessa forma, os outros digimons Armor os pegavam. Nefertimon servia tanto como ofensiva quanto como defensiva. Voava ao redor de Angemon e Stingmon, usando Nile Jewelry e Rosetta Stone para retardar os inimigos.

Porém eram muitos. E o grupo de Daisuke não conseguia eliminá-los. E o mesmo se dizia dos Doumons. Pareciam enfraquecê-los para capturá-los. Isso não ia dar muito certo, claro. Já que depois de alguns minutos daquela batalha, surgiram os Were Garurumons negros.

E quem iria atacá-los se... Angemon e Stingmon não eram suficientes para isso?

- Baby Flame!

Uma bola de fogo veio da floresta, cortando os cipós e moitas que atrapalhavam seu caminho, seguido de uma intensa labareda de chamas que destruiu dois Doumons que bloqueavam a passagem.
Os nossos heróis não compreenderam muito bem, mas o escolhido da Coragem avistou algo pequeno e com formato de mini-dinossauro:

- AGUMON!!
- TAICHI!!

O digivice da Coragem brilhou intensamente. E os outros começaram a apitar. Havia um outro sinal por perto?! Mas isso não interessava agora.

As pedras dos colares de Ni e Carol se acenderam, mudando do branco para a cor respctiva do fragmento. As mesma flutuaram no ar e lançaram uma luz de cada.


Uma luz era lilás, a outra era rosa claro.

- O que é isso?! - exclamaram elas, surpresas.

E estas correram em direção do Yagami, penetraram no aparelho alaranjado e o brasão da Coragem surgiu no ecrã.

Logo...




Agumon super evolui para...! Metal Greymon!

E com uma patada com sua garra de metal, O gigantesco dino dizimou os lupinos inimigos, salvando Taichi e os outros.

- Estes Doumons destruíram um vilarejo onde eu estava antes! – rugiu Metal Greymon – Mataram vários digimons e se apossaram do local!

- Mataram?! – exclamou Mimi, horrorizada.
- Isso é imperdoável! – vociferou Iori.

- Não percam tempo... Eles querem nos eliminar! – alertou – Giga Destroyer!

Metal Greymon lançou os seus mísseis de seu peito-metálico enquanto Fäuermon e Drill Digmon atacaram com seus especiais:

- Red Sunburst!
- Silver Missiles!


O raio avermelhado da esfera gerada pelo cajado acertou os Doumons. Já o parceiro de Iori abriu os compartimentos de seus braços e, juntamente das brocas de suas patas, lançou contra outra metade.

Os mísseis de Metal Greymon destruiu os raposos e raposas azuis restantes. Logo a batalha havia sido encerrada.

Os monstrinhos voltam à forma infantil (Nefertimon à forma adulta). Voltaram para o grupo, e Agumon pulou nos braços do rapaz de cabeleira castanha.

- Taichi! Ainda bem que consegui chegar a tempo!
- Agumon...! Estávamos procurando por você! – disse o escolhido – Sabe onde está os outros? Viu o Daisuke e o V-mon?
- Não... Desculpe. – respondeu de forma negativa, e abaixou a cabeça.
- Por que será que aqueles digimons devastaram essa vila, Agumon? – interrogou Patamon.

- Estavam procurando por mim...! Uma estranha ave de gelo chamada Frostmon apareceu por lá e começou a destruir e a matar os digimons com uma legião de Doumons, Death Meramons e Were Garurumons negros. E também queriam destruir todo e qualquer digimon que tivesse contato com os escolhidos. Havia alguns Gabumons nesta vila...

- Gabumons?! – Yamato ficou meio tenso, e a preocupação voltou a subir sua cabeça.

- Por sorte... O Gabumon não estava por lá. Eu lembro que tínhamos nos separado antes, indo ajudar e a proteger os outros digimons. Ele deve ter ido para a cidade de Santa Geria...

- Então nossos parceiros estão correndo perigo?! – Agora foi a vez de Sora.
- Nós temos que encontrá-los depressa agora, não é? – idem a Jou.

- Ainda bem que aquele estranho me avisou sobre a chegada de vocês... – confessou Agumon – Se não fosse por ele... Estariam nas mãos daquela criatura cruel.

- Que estranho?! – exclamaram todo o grupo.
- Ah? Pessoal, tem um sinal aqui... – Ken desviou o assunto e mostrou o seu D-3, havia um ponto piscando.
- Talvez seja algum de nossos parceiros! – falou o Kido.
- Então vamos para lá, e rápido! – ordenou o Yagami.
- Certo! – acenaram positivamente com a cabeça o restante, e seguiram adiante.

Mas...
No meio daquelas árvores... Havia alguém a observá-los.

E a menina, a Geijutsushi, olhou para um ponto fixo, como se soubesse da sua presença. Sua sorte foi que Carol e Iori a chamaram, e ela saiu correndo atrás do grupo.

Este ser sorriu, enquanto atrás dele havia uma outra sombra, que não tirava seus olhos do estranho.

- Heh... Não adianta vocês lutarem contra eles sem ter necessidade de sobrevivência. Escolhidos, os tempos mudaram. Dois anos atrás a missão era fácil... Agora as coisas estarão difíceis daqui por diante. – proferiu.

- Você está agindo como se já fosse experiente nisso... – disse a outra, suspirando.
- Cale-se e vamos logo. – bronqueou – Antes que aquela ave apareça e descubra tudo.
- Ok...

Desapareceram num piscar de olhos.
Quem seriam? Será que são inimigos ou... Amigos?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 11:20 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 10:29 am






Depois dos inimigos terem descoberto a identidade de Pandora e Umbra ter eliminado Daisuke, os escolhidos foram imediatamente para a Digital World. Taichi e os outros não tinham a mínima idéia do que havia acontecido ao serelepe Goggle Boy.

Após o portal digital, que parecia ter sido trancado por dentro, abrir misteriosamente, as doze crianças e os onze digimons chegaram à DW e encontraram Mimi, que contou o que havia acontecido. O grupo, agora completo, saiu em busca dos parceiros dos veteranos. Durante o caminho acham Terriermon, parceiro do escolhido americano Wallace, que é a nova vida de “Pandora”.

Depois de algumas discussões, todos decidiram voltar para Odaíba e pensar em um plano melhor, já que tinham ido sem nenhum preparativo. A surpresa foi quando encontraram um portal, que não se abriu ao serem usados os digivices D-3 ou os anteriores (que subitamente foram ativados).

Graças a isso, foram obrigados a passar a noite em algum lugar. Encontraram um vagão grande e espaçoso de um trem antigo e por ali ficaram. No dia seguinte trataram de prosseguir com as buscas, e acabaram sendo atacados por soldados do inimigo, que era composto de Doumons e Were Garurumons negros.

As crianças são salvas por Agumon, que surgiu no último instante e evoluiu diretamente para Metal Greymon.

Agora, os escolhidos seguem atrás dos próximos parceiros dos outros cinco veteranos.
E também procurando por Daisuke e Wallace, que eles mal sabem o que aconteceu a estes dois.


- O sinal está mais forte! – gritou uma Mimi alegre – Será que é a Palmon?!
- Ou a Piyomon?!
- Ou o Gomamon?!
- Ou o Gabumon?!
- Ou o Gomamon?!
- Ou o Tentomon?!
- Também pode ser o Motomiya! – supôs Nina.
- Ou o Wallace! – falou Miyako.

- Não deveriamos ter cuidado? – disse Iori.
- O sinal que vimos minutos atrás eram daqueles Doumons e Were Garurumons... – relembrou Tailmon.
- Nós deveriamos ir com mais cuidado... – sugeriu Ken.

- O sinal até agora não parece ser de algum inimigo... – discordou a escolhida da Pureza.
- Mimi... – chamou Taichi – Nós não sabemos ainda se é ou não um de nossos parceiros, ou se é o Daisuke ou o Wallace.
- Também pode ser algum inimigo! – alertou Agumon - Eles estão por toda parte... Faz três semanas.

Todos pararam e olharam para o dino laranja.

- TRÊS SEMANAS?! – exclamou o grupo, perplexo.

- Espera... Mas... Mas não foi ontem que o Daisuke-san sumiu?! – indagou Carol
- Que horas eram exatamente? – perguntou Sora.
- Foi pela tarde... Mais ou menos há uma hora, depois daquela reunião que tivemos...
- Eram duas da manhã em Nova Iorque quando aquele digimon nos atacou. – falou Mimi.

- O jogo foi às oito da manhã. – Taichi adicionou mais uns dados – E logos nos primeiros 5 minutos do primeiro tempo apareceu aquela estranha sombra.

- Como vocês foram deslocados do tempo atual e movidos para aquela dimensão, – começou Bunni – a hora exata do desaparecimento de Daisuke foi, na verdade, às três da tarde. E o do garoto... Às seis horas da tarde.

- Mas... Nossos relógios então... Foram alterados? – perguntou Jou.

- Como os digivices e qualquer aparelho eletrônico que estavam com vocês foram parar naquele paralelo, eles também foram congelados.

- Isso mesmo! – afirmou Miyako – O relógio da sala de informática na hora da reunião marcava duas e meia! A luta ocorreu depois de quinze minutos! Quando marcou exatamente três horas, o Daisuke havia sumido.

- Mas então como se passaram três semanas aqui?! – a Geijutsushi mostrou-se muito confusa.

- Não sei... – falou a orelhuda – Talvez ele também tenha mudado o tempo da DW...
- Esse estranho então é muito poderoso... – comentou Agumon – Para ter feito isso...
- Onde será que o Wallace está? – Terriermon desviou o assunto.

- Não deveriamos estar parados aqui conversando sobre isso... Se os nossos parceiros estão correndo perigo, temos de encontrá-los logo! – balbuciou Mimi, nervosa.

- Certo... Então vamos continuar e falar disso pelo caminho. – o Yagami finalizou a discussão.

O grupo acenou positivamente a cabeça e prosseguiu.

Mais uma vez, a garota de cabelos morenos acastanhados sentiu a sensação de que estavam sendo seguidos. Não só ela, como o Ichijouji e Iori também.

Os digivices deles também apitavam. O escolhido da Bondade questionava-se mentalmente o que aquele sinal poderia significar... E era diferente do que Mimi tinha recebido em seu aparelho.

- Ei! Ichijouji-san! – gritou Iori – Venha depressa, não podemos nos separar deste jeito!
- Ah! Estou... Estou indo! – respondeu ele, correndo em seguida.

Olhos vermelhos cintilantes observavam o menino partir.
Desapareceu em seguida, sem deixar vestígios.

Aqueles olhos... Seria algum inimigo?


#16 – A luta no Vilarejo da Floresta! Encontrem-nos, Palmon e Gomamon!




Passada uma hora da batalha, apareceu um lupino dentro da casa do Greymons.
Sentada na sala estava Frostmon, em uma poltrona duas vezes maior que ela mesma.

Ela esperava alguma notícia. Suas garras batiam em ordem decrescente, do dedo indicador até o último. Até que um barulho de portas se abrindo violentamente ecoa pelo local.

Ela espicha seu pescoço e olha para frente. Vê um de seus soldados entrando às pressas.
Para diante dela, exausto. Aquele lupino tinha fugido a tempo, já que foi o único que ficou para trás por ter tido a impressão que mais alguém, além de seus companheiros, estava vindo.

- M-Mestra! – disse ele, atônito – Os escolhidos destruíram o Esquadrão 1A. E os reforços do Esquadrão 1B.

- C-como?! – deu um tapa poderoso na guarda da poltrona, congelando-a em instantes – Como foi possível um esquadrão ter sido destruído?!

- O Agumon foragido apareceu! – encurtou toda a história.
- Apareceu?! Então... Aquele... Aquele...

- Aquele...? Ficou gaga, Lady Frostmon? – uma terceira voz surgiu no ambiente.

- SEU FAJUTO! – insultou-o, apontando diretamente para o digimon negro que pipocou ali.

Este deu um pequeno riso. Lançou um olhar superior e com um tom arrogante disse:

- Tenha calma... Não queria encontrá-lo? Então... Aí está ele.
- Idiota! Ele deveria ter sido destruído antes mesmo que encontrasse os escolhidos!
- Ops... Acho que nossa linha de raciocínio é bem diferente, não acha?
- O que queres dizer com isso? – encarou-o de perto, encostando seu elmo no do da criatura pequena.

O Were Garurumon apenas dava um olhar desconfiado para o estranho. E quanto a ele...
Afastou-se dela, andou um pouco pela sala e começou a explicar:

- Não acha que seria melhor pegá-los todos juntos? Incluindo o dino alaranjado?
- Hmm... Prossiga. – ordenou.

- Então... Creio que o Agumon do escolhido irá contar sobre o que aconteceu à cidade. Logo o grupo inteiro irá tomar a decisão de querer tirá-la de vossas mãos.

Parou, ficou se costas pra ela.

- No momento em que eles vierem... É só bolar uma armadilha e capturá-los. Assim, você fica livre do Agumon do escolhido... – vira-se para ela – E terá a sua mercê todos os seus inimigos.

A ave ficou impressionada com a idéia. Esboçou um sorriso, satisfeita. Era um plano perfeito, e parecia não haver muitas falhas.

- Meu caro... Essa idéia é esplêndida! – elogiou – O mestre irá ficar satisfeito com isso!
- Nem precisa agradecer - disse ele, convencido.

- Certo, certo... – fitou o lobo negro – Ordene que o Esquadrão 1C prepare-se para um ataque surpresa aos nossos inimigos!
- Sim, mestra! – bateu continência.

Eis que o dono do plano sai andando calmamente, dá uma espiada para trás de forma muito discreta e ri tão baixo que ninguém ouve.

- Keikaku doori – murmurou, enquanto um brilho em seus olhos tornava-os de outra cor.

---

- Agumon... – o escolhido da Coragem olhou para o seu inseparável amigo réptil – Você tinha dito que alguém te avisou que corríamos perigo... Quem era?

- Ahn? Ah é! Ele não disse o nome e... Era muito misterioso...

- O que aconteceu exatamente? – perguntou Miyako.

- Hm...

...
“Enquanto os refugiados comiam maçãs frescas colhidas pelo Iustimon e Panjyamon...”
“Apareceu um estranho digimon negro de cabelos prateados.”

“E ele...”


- Heheh... O Agumon quem procuro irá reconhecer isso. – mostrou aos leões um objeto que carregava por baixo do lenço.

“Ele tinha algo que me chamou a atenção.”

- O que é isso?! – exclamaram Iustimon e Panjyamon, ao mesmo tempo.

- Aquilo é... Os Goggles do Taichi!! – falou a si mesmo mentalmente o atrapalhado parceiro do Yagami.

- Ei, você aí! – correu até lá, apontando para os goggles nas mãos do individuo – Onde encontrou isto?!

- Ah...! – vidrou seus olhos vermelhos no dino – Aí está você.
- Não falei? – olhou com arrogância para os dois digimons leoninos.

- O que você está fazendo com isto?! – rugiu Agumon – Onde os encontrou?!

- Isso não te interessa agora... Não irá, já que vai mudar seu foco para algo que venho te alertar.

- Vamos, responda! Como conseguiu os goggles do Taichi?! – encarou-o.

- Siga-me. E não ouse negar... – sua voz ficou um tom mais sério do que o normal – Já que a vida do seu precioso parceiro está correndo risco agora, Agu-chan.

Os olhos verdes do réptil arregalaram ao ouvir aquela última sentença.
Taichi estava na DW?! E ele corria perigo?!

Não pensou nem uma, nem duas vezes:

- ONDE ELE ESTÁ?! Você sabe?! E quanto ao...

- Cale-se e venha comigo antes que seja tarde demais. Se recusar... O garoto que mencionara irá ser capturado pela ave azul maldita que atacou o vilarejo.

“Não tinha como negar.”
“Se ele sabia onde você estava...”


...

- No momento pensei que era uma armadilha tramada pelos soldados de Frostmon, mas quando olhei dentro de seus olhos, senti que não era mentira. Então ele me mostrou o caminho e depois desapareceu. – terminou o relato.

- Mas... O que ele estava fazendo com os meus goggles se eu os dei para o Daisuke?!

- EU SABIA! – gritou Nina, de uma forma que deu um susto em todos.
- Sabia?! – exclamou Jou.
- Eu sabia que ele estava aqui! Ele está! Eu sabia disso! O Motomiya está na Digital World!
- Certo, mas não precisa ficar se achando por isso – cutucou Yamato.
- Ei! Qual o teu problema, Ishida?! – rosnou ela.

- Pessoal! – Taichi bronqueou-os – Não importa agora! O que temos de fazer é encontrar o Daisuke, os nossos parceiros e o Wallace.

- Mas... Deveriamos deixar de lado a vila? Os digimons de lá estão correndo risco, não estão? – perguntou uma Hikari preocupada.

- Não. Não devemos! – disseram Takeru e Iori em conjunto.
- Não podemos deixar que essa ave tome conta de algo que não a pertence! – alegou o Takaishi.
- O exército dela matou digimons, isso é imperdoável! Não devemos continuar nossa busca sem ao menos termos recuperado o vilarejo das mãos dela! – completou o mais novo do grupo.

- E como iremos fazer isso? Temos de pensar em um plano, ou iremos ser pegos. – Ken meteu-se na conversa.
- Bem... Ela não é muito longe daqui... – notificou o digimon dino.
- Podemos pegá-los de surpresa! – sugeriu a garota de cabelo violeta.
- Sim... Mas como? – questionou-se o moreno.

- Agumon, Hawkmon e Armadimon são os únicos que podem evoluir para o estágio perfeito – disse Koushiro – E nossos oponentes parecem ser deste mesmo nível...

- Eles podem ser a nossa ofensiva! – uma Miyako excitada atropelou a fala do ruivo – Enquanto Tailmon, Wormmon e Patamon poderiam ser a nossa defesa!

- Mas Miyako-kun... O certo seria o Metal Greymon ser nossa ofensiva, e ter o auxilio de Fäuermon e Drill Digmon. Nefertimon e Pegasmon podem servir para imobilizá-los, enquanto Stingmon seria uma ótima defensiva.

- Fäuermon tem uma habilidade interessante... O Wing Blast serve tanto como ofensivo como defensivo. Acho que a defesa poderia ficar por nossa conta.

- Drill Digmon também tem um ataque que serve para isso. Nesse caso deveriamos deixar o Fäuermon e o Metal Greymon no ataque, Stingmon serviria como um coringa. Nefertimon e Pegasmon seriam mais úteis se pudessem atordoar o inimigo. Dessa forma, talvez conseguíssemos um bom resultado – ponderou Ichijouji.

- Seria mais fácil se tivéssemos o Burning Fladramon conosco também... – suspirou Bunni – Ele seria perfeito para nossa ofensiva.

- Mas ele não está. – disse Nina,
- Ainda. – complementou Taichi – Nós vamos encontrá-lo. Agora sabemos que ele está aqui, só temos de procurá-lo.

- OKAY! – gritou a garota de óculos – Escolhidos, aqui vamos nós! – recitou sua frase preferida.


Depois de formado a estratégia, Taichi e os outros prosseguiram adiante no caminho.
Aquilo tudo foi visto pelo mesmo sujeito que os seguia cautelosamente.

“Está tudo conforme os planos...” Pensava enquanto movia-se pelos arbustos e entre as árvores. Parou imediatamente quando viu à sua esquerda, onde ao longe ficava a costa do continente, uma movimentação.

- Hein? Tem alguma coisa... Aqueles não são...! – seus olhos arregalaram ao ver silhuetas tão familiares.

- O que foi? – perguntou uma voz bem baixinha, ao seu lado.

- Mudança de planos... – respondeu, fitando os olhos vermelhos do companheiro mais baixo que ele – Os escolhidos irão cuidar disso sozinhos, nós temos que ir até lá... Agora.

E mudou seu curso, indo à direção da praia.

---

Certamente... A costa do continente era uma belíssima praia paradisíaca. A areia era tão branquinha que era como se o chão fosse um espelho, pois refletia o sol escaldante e o céu azulado.

Lá tinha uma pequena comunidade de digimons aquáticos, e alguns pescadores. A maioria eram Gomamons, uns tinham a pelugem vermelha mais comprida na cabeça e um tufo disto no peito.

E também, pela ótima qualidade do solo e do astro solar ser visto do inicio do dia até o final da tarde, alguns digimons plantas, como Palmons, Floramons e uma variação do primeiro tipo de digimon - Alraumon - viviam por lá.

Qual a diferença entre Palmons e Alraumons? A flor em suas cabeças eram de cores diferentes. As de Palmons eram rosa com um detalhe em amarelo, já as de Alraumons era totalmente roxa.

A região estava sendo invadida e atacada por um grupo de Starmons negros de óculos escuros, cujo eram uma evolução das trevas do mesmo digimon: Os Dark Superstarmons.
Os Shellmons, digimons crustáceos rosados que tinham uma concha nas costas, atacavam os invasores com seu Hydro Pressure, um jato de água que é lançado de sua cabeça. Porém isso era inútil, já que as estrelas negras sugavam o ataque deles com o Dark Hole (gerando buracos negros, como o próprio nome diz) e outros atacavam direto com o Dark Explosion (lançando fragmentos de uma explosão de uma supernova).

- Não adianta! – gritou Gomamon, obviamente este era o doce parceiro de Jou – Eles são de um nível superior a vocês, Shellmons!
- Precisamos fugir enquanto pudermos! – falou a Palmon de Mimi.
- Vamos, para a floresta! – sugeriu uma Floramon.

- Corram para a floresta, goma! – um coral de Gomamons ordenou os outros digimons. Estes saíram em disparada.

Os pequeninos movimentaram-se em bando, correndo o máximo que conseguiam até a floresta. Mas três Dark Superstarmons bloquearam a passagem. Petrificados pelo medo, só sobrava apenas a dupla de digimons que nós conhecemos (mas não as outras criaturas dali) para confrontar.

- E agora?! – disseram aquele mundaréu de digimons, menos Gomamon e Palmon de Jou e Mimi.

Eis que um rápido movimento, de uma sombra desconhecida, atordoa os inimigos com suas garras:

- LIGHTNING NAIL!

Um choque paralisou temporariamente tais digimons do nível perfeito, permitindo que os inocentes fugissem logo de lá. Porém, a dupla ali não se moveu, já que também foram acertados pelo ataque... Propositalmente.

- Finalize-os logo! – gritou, pegando Palmon e Gomamon, saltando para longe e saindo da linha de tiro.

Uma rajada de fogo poderosíssima saiu dentre as árvores, destruindo todos os Dark Superstarmons que estavam batalhando contra os Shellmons. O fogo cessou e só cintilava na penumbra olhos vermelhos.

A incógnita aterrissou em um grande galho de uma enorme árvore, soltou os pequeninos e “sorriu” (já que não se via seu rosto, só podemos supor isto).

Nervosos e confusos, os parceiros da Tachikawa e do Kido perguntaram, com um tom firme e desafiador:

- Quem é você?!

---

O grupo dos escolhidos pos em prática sua estratégia. À frente foi Metal Greymon, acompanhado de Fäuermon. Atrás ficavam as crianças, Drill Digmon e Stingmon.
No ar, na esquerda do dinossauro, Nefertimon. Do outro lado, à direita do parceiro de Miyako, Pegasmon.

Escondidos, estava o Esquadrão 1C, formados por Death Meramons.
E a espera... Frostmon.


- Não há ninguém aqui? – comentou Mimi.
- Isso não é um bom sinal... – soltou ao ar um Jou nervoso.

- Esperem... – pediu ChibiBunnymon, pulando dos braços de Carol para o ombro direito do Yagami – Eu sinto a presença de digimons kanzentai escondidos por toda a cidade.

- E-Escondidos?! – disseram todos, menos os seus parceiros.

- Ataquem. – proferiu a ave de gelo, surgindo do alto da casa dos Greymons.

Os inimigos saíram de seus esconderijos, abriram sua boca e cuspiam metal quente na direção de Metal Greymon e Fäuermon.

- Wing Blast!
- Drill Tornado!


As rajadas de vento e o tornado gerado pelas brocas repeliram o ataque de volta para os monstros de fogo. Isso não fez dano algum, já que absorveram e se tornaram mais fortes.

- Isso não foi uma boa idéia! – balbuciou Jou.
- Droga! Ataques de fogo não irão funcionar com eles! – lembrou o escolhido da Coragem do dia em que eles enfrentaram um Death Meramon na Torre de Tóquio.
- Estamos em menor número! Eles são oito! – contou o Izumi.
- Se ao menos eu pudesse evoluir... – lamentou Terriermon.

- Eu não posso também. – respondeu Bunni – Mas nós podemos usar a cabeça! Números não importam! Mas sim... Habilidade!

- Isso mesmo! – concordou a Inoue – VAMOS LÁ, FÄUERMON! – começou a socar o ar freneticamente.
- Miyako-san... *gota* – suspirou Iori.

- Giga Destroyer! – O dino gigante lançou seus mísseis do compartimento metálico de seu peito contra o exército, derrotando dois inimigos.

- Red Sun-- - Infelizmente, uma corrente vinda dos inimigos acorrentaram Fäuermon no pescoço, que deixou o cajado egípcio cair no chão – Ghn!!

- Isso não é bom! – Uma Mimi apavorada soltou ao ar esta frase.

- O que iremos fazer agora, dagyaa? Devo atacar, dagyaa?
- Drill Digmon – Iori olhou-o – Ajude o Fäuermon, por favor! – falou naquele tom sério e jovial de sempre.
- Certo, dagyaa!

- Silver Missiles! – disparou as brocas de suas mãos, e as que estavam nos compartimentos em seus braços.

- Ah, não vai não... – Frostmon desceu do alto e usou uma rajada de gelo que repeliu o ataque para outro canto. A broca das mãos voltaram, mas as outras caíram no chão congeladas.

- Solte-o agora! – bravejou Taichi seriamente.

- Não... Esse passarinho aí deve uma... E eu gosto de ver algumas aves engaioladas. Bom, pelo menos não preciso me preocupar com aquele garoto e o seu dragãozinho azul mais.

- Você sabe alguma coisa sobre o Motomiya?! – interrogou Nina, empurrando com “delicadeza” Hikari e Takeru, colocando-se ao lado direito de Taichi – VOCÊ SABE?!

- Claro que sei... – deu uma risadinha diabólica – Meu mestre o atraiu para cá e... Matou-o.



Todos, sem exceção alguma, ficaram chocados com aquela informação.
Agora sim, eles sabiam o motivo de tanta demora a obterem respostas do amigo.

- Daisuke... está...?! – Miyako caiu de joelhos no chão.
- Então... Então...! – A Geijutsushi mal conseguia falar, tremia. Aquilo a arrasou por completo.
- D-Daisuke-san... – A pequenina ficou incrédula.

- Não... Não pode ser verdade! – berrou Hikari – ISSO... ISSO NÃO PODE TER ACONTECIDO!
- Está mentindo, não está?! – Iori fechou os punhos, de raiva – Está tentando nos enfraquecer psicologicamente para nos pegar de surpresa?! Isso é... Imperdoável!

- Como pode fazer isso? O que vocês tem em mente?! – Takeru não conseguia mais se conter, estava agora uma tempestade de emoções. Uma era pela tal notícia e outra pelo estado da Yagami.

- O que querem com isso?! – Yamato também estava com os nervos à flor da pele.
- Isso é mentira, não é?! Se for verdade... – o tom do Yagami também mudara. Estava revoltado, aquilo fez com que boa parte do grupo ficasse horrorizado ou a beira de um ataque de nervos.

Mimi e Sora tremiam de nervosismo, Koushiro, Jou e Terriermon também estavam sem palavras e não conseguiam acreditar naquilo. Carol chorava, chorava e abraçou o ruivo enquanto derramava aquelas lágrimas.

Ken estava meio confuso. Não acreditava naquilo. Também, se fosse verdade, não fazia tanto sentido...
Se o portal antes só poderia ser aberto pelos D-3... E se não foi a Mimi quem o abriu para que eles pudessem passar... E sabendo que Agumon encontrou um digimon cujo tinha em posse os goggles de Taichi, que agora pertenciam ao seu amigo alegre e destemido...

Daisuke seria o único que poderia abrir o portal então. Nesse caso...

- Ele não está morto... – murmurou para si mesmo – O Daisuke... Ele... Ele deve estar em algum lugar da Digital World...

- Não, não estou mentindo garotinho... – sorriu de uma forma insana – O mestre eliminou-o. Podem perguntar para aquele vermezinho azul quando o encontrarem. Ele testemunhou tudo.

- MENTIRA! – gritou um Taichi, um Yamato, um Iori, uma Nina, uma Hikari e um Takeru tomados por um sentimento de revolta.

- Isso não importa agora... Peguem o dinossauro laranja! – vociferou a ave de gelo, recuando com um sorriso de satisfação, deliciando-se com aquelas carinhas confusas, espantadas, incrédulas e revoltadas.

Os digimons de chamas lançaram suas correntes contra Metal Greymon, prendendo-o pela garganta e pelos seus braços. Puxaram-no para o chão e o derrubaram. Os outros digimons dos escolhidos tentaram interferir e ajudar os dois capturados, mas era inútil.

Nem Drill Digmon seria capaz agora de confrontar contra seis. E os outros três de seu grupo não conseguiriam fazer sequer arranhão.

O digivice deles começa a piscar outra vez. Havia outro sinal por ali?! Quase ninguém viu isso, já que todos estavam fora da realidade com tais informações recebidas.

Segundos depois, emergiu do alto de uma das casas dois digimons. Estes saltaram lá de cima e caíram de pé na frente de Taichi e Nina. Foi uma surpresa e tanto...

- Mimi!
- Jou!


- PALMON?! GOMAMON?!

... Para a equipe toda.

- Um sujeito mascarado disse que vocês estavam em perigo e então viemos até aqui! – contou Palmon.
- Antes disso ele nos ajudou a salvar a Baía da Perola, que estava sendo atacada por Dark Superstarmons!

- M-Mas...! Como que...! – Jou estava ainda sem compreender absolutamente NADA.
- Isso não importa agora! – falou a Tachikawa – Temos que ajudá-los!
- Sim! – acenou positivamente – Gomamon, evolua!
- Palmon, evolua!

O brilho novamente tomou conta das pedras ovais de Nina e Carol, fazendo o colar flutuar. Dali saiu outra luz que entrou no digivice dos dois escolhidos, fazendo com que o brasão da Pureza e da Confiança aparecessem nos ecrãs.




Palmon... super evolui para...! Lilimon!

Gomamon... super evolui para...! Zudomon!


- Heh. De acordo com o plano. – sussurrou uma voz, assistindo a batalha de outra casa.


Zudomon partiu pra cima, martelando os Death Meramons com o poderoso martelo. Estes soltam as correntes que prendiam Metal Greymon. Já Lilimon atacou com o seu canhão-flor, lançando um tiro de energia contra o oponente que prendia Fäuermon. Este foi destruído e então a corrente que sufocava o pássaro dissipou no ar.

Exausto e ferido, retornou para Hawkmon e desmaiou. Stingmon rapidamente o pegou e entregou a Miyako, que o envolveu em um abraço forte, chorando um pouco (mas de forma que ninguém a visse).

- Hawkmon... *snif* D-desculpe...
- Ele vai ficar bem... Não se preocupe, Miyako-san. – confortou Ken.


- Se eles continuarem de brincadeira assim... Vão ser capturados pelos lobos. – comentou a si mesmo o telespectador.


- C-chamem reforços! – ordenou um Death Meramon ferido.
- Nada disso! – gritou o Yagami – Metal Greymon!

- Metal Slash! – o parceiro do líder desferiu uma patada contra os Death Meramons restantes, jogando-os para um canto.

- Hammer Spark! – Zudomon golpeou o solo e da colisão um raio elétrico contra os inimigos.
- Flow’ Cannon! – a fada novamente disparou outro tiro de energia.
- Silver Missiles! – Drill Digmon repetiu o mesmo ataque anterior, o que foi interrompido pela Frostmon, nos Death Meramons.

Os golpes uniram-se e desfragmentaram todo o esquadrão 1C. Com essa derrota, os lupinos negros que estavam esperando para capturá-los, saíram correndo amedrontados, desejando que não fossem descobertos pelas crianças.

A perversa digimon do gelo presenciou tudo aquilo, com ódio. De onde saíram aqueles dois?! Será que o esquadrão 1D, composto por Dark Superstarmons fora derrotado?!

Mas... Por quem?! Os escolhidos não estavam com aqueles dois digimons antes.
Isso só podia significar uma coisa...

Retirou-se de lá depressa. Não queria enfrentá-los. Não agora.

...

- Conseguimos! – comemorou Agumon – Derrotamos os soldados da Frostmon!
- Sim! Conseguimos! – sorriu o rapaz de cabeleira castanha.

- Mas... E quanto àquilo que ela nos disse? – perguntou-se uma Miyako confusa ainda – Daisuke morreu mesmo?

- Você não acredita que o Daisuke, aquele atrapalhado que já se safou milhares de vezes, tenha morrido...
Né, Miyako-chan? – respondeu ele, voltando-se para o grupo – Vocês o conhecem! Ele não deixaria que isso acontecesse!

- Isso foi uma mentira dela. Tentou aplicar mais uma vez. – manifestou-se Iori – Quando ela veio atrás de mim, nos disse a mesma coisa. Estava tentando nos fazer abaixar a guarda, ficarmos abalados e assim conseguiriam nos derrotar.

- Isso só pode ser uma mentira! – bufou Nina – Vamos logo, temos de encontrar o Motomiya e provar pra ela que ele NÃO ESTÁ MORTO!

- Isso mesmo! – concordou Hikari.

O Digivice de Sora começa a reagir. Logo o de Koushiro também.
Ambos se olham, alegres.

- Piyomon e Tentomon devem estar por perto! – disseram juntos.
- Ok! Então vamos lá! – falou o Yagami, encerrando aquele assunto.

Deram início a caminhada, seguindo o sinal dos digivices.
Porém... Iori olhou subitamente para o telhado de uma das casas. Viu uma estranha criatura toda preta sentada ali, olhando para ele.

Mas, quando piscou seus olhos, ela havia desaparecido dali.
Teria sido uma ilusão sua?!


...

- Heheh... Bom trabalho, crianças. – murmurou tal sombra, saltando de telhado em telhado, até chegar ao solo. Lá encontrou o mesmo Were Garurumon vírus que o encarou lá naquela sala.

- Você... Você é o culpado disso tudo! Sabia que não era de confiança! – acusou-o.

- Você sabia que não sou de confiança, principalmente por andar sozinho e até... Ser um gatuno, certo? – rebateu o digimon mascarado.

- Frostmon-sama ficará sabendo disso, e ela irá te destruir!

- Sério? Quem irá contar que fui eu quem sabotou os planos dela? – perguntou, estalando os dedos e aparecendo olhos vermelhos vibrantes de um beco.

O lobo negro olhou para trás, com um frio na espinha.

- O q-que é isso?!

- Não é da sua conta. Aliás, nem ligo em eliminar vocês... Já que estão do lado deles. – aproximou-se da fera.
- Não se preocupe, você e os seus outros companheiros tomados pelas trevas irão renascer na Cidade do Princípio... – cochichou em seu ouvido.

Afastou-se dali e uma rajada de fogo acertou o digimon, que virou dados.

- Ah... Os outros devem estar naquela ilha que vimos pelo caminho. – ele supôs – Espero que os escolhidos tenham como se dirigir para lá. Vamos logo, e não ouse contestar minhas ordens.

E os dois digimons misteriosos saíram de lá, sem deixar vestígios.








  1. Keikaku doori (計画通り) - De acordo com o plano. Referência a esta frase aqui (Nota: EU NUNCA ASSISTI DEATH NOTE. Mas já ouvi o primeiro episódio via Skype uma vez lol)
  2. Nervos à flor da pele - Quando alguém diz que está com os “nervos à flor da pele” significa que está numa situação de stress, ansiedade ou medo. (fonte)





Última edição por Nina Geijutsushi em Sex Ago 26, 2011 11:42 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 10:59 am






Após terem recuperado o vilarejo, Agumon contou ao Spadamon, que levou a notícia aos seus companheiros e aos refugiados. Todos ficaram felizes e agradecidos.

Voltaram para lá, e logo depois os escolhidos então seguiram o sinal, voltando pelo caminho e indo parar na costa.
Este mostrava que os parceiros dos ruivos estavam do outro lado, em uma ilha.

Gomamon evoluiu diretamente para Zudomon.
Nossos heróis montam no gigantesco parceiro de Jou um por um. O último foi o Ichijouji, que parou para averiguar um detalhe um tanto interessante que lhe chamou a atenção.

- Estas folhagens... Estão carbonizadas. – falou para si mesmo – Parece que houve uma batalha aqui... Tal como Palmon e Gomamon contaram. Mas eles disseram que o estranho digimon mascarado paralisou-os com um choque de pequena voltagem!

- Ichijouji! Venha logo!

- Será que... Não é apenas um digimon, mas sim dois que estão agindo sigilosamente?!

- KEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEN-KUN, VENHA LOGO!! A CARAPAÇA DO ZUDOMON É DESCONFORTÁVEL DEMAIS!!
- Mimi-kun... É nosso único meio de atravessarmos o mar e ir para a ilha.
- Não importa! É ruim! Estou ficando dolorida já!


- Um digimon de fogo e um elétrico... Faria sentido...? E ele encontrou os goggles do Daisuke... – Ken nem ouvia a gritaria vinda das costas de Zudomon.

- ICHIJOUJI, QUER FAZER O FAVOR DE VIR LOGO?! NÃO SUPORTO MAIS A TACHIKAWA BERRANDO NOS MEUS OUVIDOS!
- Neechan... Você berrou nos meus agora *gota*
- E nos meus também... *gota*


- Será que eles sabem onde está o Daisuke? – olhou para seu ombro, onde estava Wormmon.
- Não sei, Ken-chan. Talvez...

- KEN-KUN!
- ICHIJOUJI!
- Não sei quem grita mais, ou a Mimi ou essa maluca.
- Ei, fica na tua, Ishida!

- Yamato... *sigh* Poderia com esse seu sarcasmo só um pouquinho, por favor?
- Sora, nem adianta. O Yamato está adorando irritar a Nina.
- E você está querendo me irritar, não é Taichi?!
- VOCÊS DOIS! PAREM AGORA MESMO!


- Ken-chan... Eles estão nos chamando – notificou o anelídeo.
- Ah! Obrigado, Wormmon!

O moreno saiu correndo até o gigantesco digimon de Jou, subiu com a ajuda de Wormmon, que usou uma teia para criar uma corda. Quando todos já estavam ali, Zudomon partiu.

- Ah... Esqueci que o Gomamon daquele rapaz de óculos pode evoluir para Zudomon... – comentou o tal falado digimon, com as mãos na cintura, naquela pose típica.

- Acho que nós teremos de voar, certo? – olhou para trás.

A criatura ali escondida nada disse, apenas abriu suas asas e decolou. O pequeno digimon negro agarrou em sua pata antes de seu companheiro subir e sentou-se em seu pé, segurando-se firmemente em sua perna.

---

- Eu não acredito ainda que... Que perdi praqueles humanos!

A ave gélida resmungava sem parar. Ainda estava inconformada.
Como?! Como ela pôde ter sido derrotada mais uma vez?!

Onde tinha errado?! O que tinha feito para que um plano tão perfeito como aquele falhasse?! Plano perfeito?!
Não, aquilo foi uma atitude idiota.

Como foi tão burra em aceitar aquilo?!

- Eu... Eu vou pegar aquele... Aquele...
- Mestra! – pipocou um lobo atrás dela – Os escolhidos dirigiram-se para a ilha.
- Para a ilha?! – virou-se, encarou-o com um olhar feroz.
- S-Sim – gaguejou de medo – E... E... E um dos soldados disse ter visto uma criatura que parecia ter asas flamejantes voar minutos depois.
- Criatura com asas... FLAMEJANTES?! – apertou os punhos, cheia de raiva.
- Ele disse não ter muita certeza, já que... Que se movimentou tão rápido...! – respondeu, trêmulo.

Impossível. Ou poderia? Bem, o digimon obviamente estava vivo.
Ou poderia ser outro, ao invés daquele.
Poderia ser qualquer Birdramon. Ou um Vritramon. Ou um Ardhamon.

- Não vamos arriscar, certo? – sorriu, falou com uma voz doce.
- Arriscar? Ahn? – digimon a olhou com uma cara confusa.
- Quais são as probabilidades daquele VERME AZUL evoluir SEM o parceiro?
- Ahn, existe...
- Mas sem o garoto, o digimon não seria capaz de fazer isso TÃO RÁPIDO E TÃO CEDO! – rugiu ela.
- Talvez... Ele tenha conseguido juntar forças e realizar a evolução sozinho... Para vingar a morte do escolhido...

- Você não confia na palavra do mestre, Frostmon? – Um espelho surgiu atrás dela, mostrando a face de Ranamon.

- O que você quer? – perguntou ela, muito mal-humorada.

- Achei que gostaria de saber que estou procurando pelo passarinho rosado que fugiu para a ilha junto com outros digimons... E que tenho uma pista de onde essa galinha possa estar.

- Veio me provocar... Outra vez?! – bufou.
- Não... Só queria saber como estão às buscas pelos outros digimons que fugiram...
- *doki* Estou indo bem... Encontrei três deles...

- Mas... Eles não estão com os escolhi-- - Frostmon pisou no pé do lobo com força – OUTCH! Isso dói, mestra! – choramingou.
- Cala a boca! – falou enquanto rangia o bico.

- O quê? Você os encontrou, mas eles já estavam COM os humanos?! – Ranamon colocou a mão na boca e deu uma risadinha discreta – Acho melhor procurar por eles rapidinho antes que venham para cá...

- É claro que irei! – agora o orgulho subia a cabeça da digimon ave.
- Mas eles não estavam ind--

- FROZEN STORM! – atacou-o, transformando-o em uma estátua de gelo e logo a destruiu com um poderoso soco.

- Deveria controlar esse seu temperamento, amiguinha... – debochou a guerreira da água.

- Cale-se! Eu irei pegar todos eles! – encarou-a, apontou para o espelho – Todos! E você irá calar essa sua boca!

- Ah? Mas... Eu ia ser tão legal com você... – fez uma carinha triste – Ia pegar eles e te enviar, para que pudesse torturá-los a sua maneira.

- Sério? Mas... Não me interessa! EU IREI DAR O TROCO!

- Aiai... – suspirou, com uma cara de convencida – Quando é que você vai mudar, Frost-chan? – olhou-a por cima dos olhos – Talvez por isso o Mestre tenha tanta pena de você...

Aquele comentário foi o basta. Frostmon meteu um burro no espelho, que se fragmentou em milhares de dados. Estava irritadíssima.

Do outro lado, Ranamon ria do raciocínio fraco da colega. Mas por um lado, tanto ela quanto a ave não tinham tido sequer sucesso nas missões anteriores. Apenas Lekismon quem completara o trabalho.

E isso as faziam se morderem se ciúmes.


#17 – O digimon desconhecido se revela: Lightnimon!




- Então os escolhidos estão vindo para a ilha, atrás daquela avezinha rosa medíocre... – repassou a informação obtida de um dos lacaios da sua rival.

- Não posso deixar que eles a encontrem. Tenho de tomar outras medidas em meus planos.

Virou-se para trás, onde estavam parados três tipos de digimon:
Um fantasma, Bakemon;
Um urso marrom-cinza com retalhos, capa vermelha rasgada e uma garra sinistra na pata esquerda, Waru Monzaemon;
E um canino de armadura negra cujo nas ombreiras tinham duas cabeças, Cerberumon.

- Os escolhidos estão vindo para esta ilha. – informou-os – Então devemos separá-los uns dos outros. Enquanto isso... O esquadrão 2B irá continuar procurando pela ave rosa, já que possui um bom faro.

- Sim, mestra Ranamon – disse o Cerberumon.

- O esquadrão 2C, por serem maiores e poderosos, aguarde novas instruções. Só usaremos suas habilidades caso sejam necessárias contra aquelas criancinhas.

- Sim, mestra Ranamon! – acenou positivamente o urso.

- Então... Para este serviço... – apontou para o fantasma – Esquadrão 2A, vocês estão encarregados de separá-los.

- Sim, mestra Ranamon! – bateu continência este soldado.

- E quanto a nós? – disse uma quarta voz, do lado de fora da deslumbrante torre que ficava nas extremidades da praia.

- Oh? – olhou para o lado direito, vendo uma gigante serpente vermelha com um elmo dourado, chifre prata e cabelos verdes (Mega Seadramon) - Esquadrão 2D, vocês ficam esperando novas ordens por enquanto. Acho que não precisamos força bruta ainda. Os escolhidos ainda não estão com seus digimons, muito menos com os fragmentos ativados para que possam realizar a evolução para kanzentai.

- Como desejar, mestra.

Os soldados retiraram-se e a deixaram sozinha no cômodo.
Esta abriu um pequeno sorriso, convencida que iria dar o troco.

E... Por que não começar pela garota que atrapalhou seus planos?
Sim, Ranamon pensava seriamente em se vingar...

---

- Fazia tempos que não ficávamos mais de uma semana na Digital World... – comentou Mimi – Nem lembro mais como é passar dias sem conforto, sem uma cama quentinha e sem uma refeição decente...

- Se soubéssemos que viríamos para passar mais de um dia – começou Miyako – Poderíamos ter nos preparado com mantimentos, primeiros socorros e outros utensílios que nos ajudariam em alguma situação.

- Cinco anos atrás caímos neste mundo e sem termos sequer preparatório – criticou Yamato.
- É, mas o Jou tinha mantimentos. – contestou Taichi – O que nos ajudou naquela vez.
- Mas depois nós tivemos que trabalhar duro para sobrevivermos.

- Olha, não parece ser tão ruim assim... – intrometeu-se a Geijutsushi – O problema é... Se oito de vocês já sabem como agir aqui... Como ficam os outros? Aprenderemos na prática? O que acontecerá se nos separarmos?

- O digivice irá mostrar o sinal de onde estamos caso alguém se perca – explicou Jou.
- Só que elas não têm digivices... – disse Ken – Vai ser difícil se a Geijutsushi-san e Choujutsushi-san se perderem do grupo.

- É. É isso que eu quis dizer, Ichijouji...
- Neste caso... – falou Carol – É só não nos separarmos do grupo.

- Só haverá problema mesmo se eles decidirem nos separar. – pronunciou-se Sora – Antigamente era uma das táticas que mais os favoreciam. Separando-nos dos outros agora, sem termos encontrado os nossos parceiros, ficará mais fácil nos capturarem.

- Mesmo assim, nós conseguimos superar isso e nos reunir. Acho que não era tão problemático... – discordou Taichi.

- Mas agora sim, sem os outros digimons ficará difícil enfrentá-los. – contestou o Izumi – Temos de ter muito cuidado.

- É, e acharmos logo os outros seis restantes.
- E o Daisuke-kun... – completou a escolhida da Luz.
- E o Wallace... – adicionou Terriermon.

- Falta muito? – perguntou a Tachikawa.
- Acho que só mais um pouco... – disse Zudomon.
- Mais?! Aaah! Estou ficando dolorida já!
- Mimi-kun... Nós já iremos chegar, agüente mais um pouco... – Jou tentou acalmá-la.
- Mas... Já estou dolorida de tanto ficar sentada nesta carapaça dura!

- Não sei o que é pior... – resmungou um loiro de cabelo até os ombros – Se é a Mimi de cinco anos atrás ou a Mimi de hoje...
- Do jeito que você fala... Parece até que gosta dela, Ishida. – cutucou a Geijutsushi.
- O... O quê?! – encarou-a, corando.
- Os opostos se atraem, não acha? – riu.

- Se é assim... Você também gosta do Daisuke-san, neechan? – comentou uma Choujutsushi sorridente e inocente.

- EEEEH?! EU GOSTAR DO MOTOMIYA?! – quase derrubou Yamato na água ao ouvir aquilo – CAROL, EU JÁ DISSE QUE... QUE NÃO É NADA DISSO!! – protestou, enquanto suas bochechas ficavam um pouco avermelhadas.

- G-Gomen... Neechan *gota*

...

No meio daquele burburinho, o moreno ouviu alguns “beep” vindo dos digivices.
Ninguém tinha percebido, a não ser ele.

Pegou-o do bolso e visualizou a tela. Um sinal estava sendo detectado.

- Onde será que está o Wallace?
- E o Daisuke-san?
- Espero que a Piyomon esteja bem...
- E o Tentomon...
- E o Gabumon...

Ali naquela tela estavam... O sinal de cada aparelho dos parceiros, e um outro distante.
Mas não tão distante deles.

- Falta muito?
- Você já perguntou isso!
- Ei, Yamato-san, não seja tão grosso!
- Isso aí, Miyako-chan!

Um sinal... Desconhecido? E ainda, parecia estar se movendo na mesma direção deles?!
O que aquilo significava? Estavam sendo seguidos por algum inimigo?
Ou...

- PESSOAL! OLHEM ALI!

O grito da Inoue o fez voltar à realidade, e olhar para o mesmo ponto em que ela apontava com a mão direita.

Sim, aquela era a tal ilha. Um pequena ilha não muito longe do continente.
Uma ilhazinha exótica, com uma flora muito colorida e vibrante. Dali onde estavam conseguiam ver as cores vívidas.

Sem dúvida, era uma bela paisagem. A Yagami tirou uma foto, a garota de cabelos morenos acastanhados fez um rápido rabisco à caneta, com azul, verde, vermelho e preto (já que eram as únicas cores disponíveis ali, pois era uma daquelas “quatro em um”).

- É tão lindo! – os olhos da escolhida da Pureza cintilaram com aquela coloração extravagante.
- Estamos chegando. – informou o parceiro do Kido.

...

Chegaram lá, desceram na praia e ficaram deslumbrados com a beleza do local.

- Que maravilhoso! – voltou a exclamar a garota de cabelos castanhos com algumas mechas em rosa – Parece como os filmes! – saiu correndo em direção da floresta, parando na entrada dela e admirando as flores.

- Mimi-kun... Não se afaste muito, por favor! – pediu Jou, indo atrás dela.
- Mimi! Mimi me espera! – gritou Palmon, correndo logo atrás.

- Isso me fez ter lembranças da primeira vez em que viemos à Digital World – comentou Sora.
- Não deveriamos deixá-los ir muito à frente ou nós nos separaremos deles – alertou Koushiro.

Os restantes então foram atrás da jovem e do rapaz mais velho. Enquanto isso, algo voou por cima das árvores, dando um rasante que criou uma ventania.

Esse vento despertou a atenção da Inoue, que olhou para cima e viu uma gigantesca sombra passar por eles. Tratou de se apressar e gritou para que o grupo tomasse cuidado, pois tinha visto algo passar pelos céus.

Seria algum inimigo?

Hawkmon, que já estava melhor (e também acordado), olhou-a:

- Miyako-san?
- Ah?! O quê? Como? Ahn?
- O digivice. – apontou com sua asa para o bolso da menina.
- Huh? – pegou o aparelho, levou-o para perto de seus olhos e viu um ponto “beepando”.
- Tem alguém por perto. – ficou em posição de luta.
- Alguém...? – não desgrudou os olhos do sinal, que se movia mais a frente.

- Miyako-chan – chamou Sora – Venha antes que você se perca de nós!

- Ok, Sora-san! – guardou-o e apressou o passo, juntando-se aos doze outra vez.

...

Não muito longe dali, aquela dupla que seguia os escolhidos pousou no chão.
Espreguiçou o pequeno, bocejou também. Olhou para a sombra maior e “sorriu”

- Pensei que eles iam demorar pra chegar aqui... *phew*
- Não entendo ainda qual é a sua...
- E precisa? – falou com pouco caso.
- Claro que precisa... Eu preciso compreender isso tudo.
- Já disse que não é para contestar as minhas ordens. – levantou um pouco a voz.

O grandão suspirou, sabia que o seu “companheiro” (para não dizer “chefe”) era meio temperamental e “não gostava” (para não dizer “detestava muito”) que ele o contestasse.

- Sim, sim... – acenou com a cabeça, com um pouco de desânimo.
- Ok... Então... Algum sinal deles?
- Nada ainda.
- Certo. Nem dos digimons dos escolhidos que ainda estão espalhados por aí?
- Nada ainda também.

Praguejou bem baixinho, não queria receber aquele tipo de resposta.
Sentou-se no chão e concentrou-se. Talvez conseguisse detectar algo, talvez a natureza pudesse ajudá-lo em seus objetivos.

Retirou a máscara que cobria sua boca, fechou os olhos e respirou fundo; liberou o ar pela boca e passou a prestar atenção nos sons ao seu redor.

A silhueta ali atrás o observou em silêncio. Queria até dizer alguma coisa, mas não falou nem uma sílaba.
A audição do “companheiro” era ótima, e isso os ajudaria muito no que eles queriam fazer. Portanto, atrapalhá-lo agora seria um erro, fatal até.

Cerca de dez minutos se passaram e nada. Até que algo desperta seus sentidos e o faz se levantar do chão, cobrir sua boca outra vez e dirigir uma ordem a outra incógnita:

- Eu sei onde eles estão. Vamos logo, antes que estes tipos encontrem-nos.
- Certo...
- Ah, não se esqueça... – encarou-o, com aqueles olhos vermelhos e misteriosos:

“Não conteste minhas ordens.”

---

- Essa floresta está ficando um tanto assustadora... Não acha? – comentou Ni.
- Bom, passamos umas três horas atravessando o mar... – disse o Yagami.
- E quanto mais fundo nós vamos, mais escuro fica...
- Nina, você tem medo do escuro? – virou-se para ela.
- Claustrofobia...
- Ah, não se preocupa... Estamos todos juntos. – confortou Sora.
- P-pessoal... – gaguejou Mimi – O que é aquilo? – apontou, com sua mão tremendo de medo.

Um gigantesco vulto passa pelo horizonte, indo para a direita. Não sabiam exatamente o que era, mas tinham certeza que poderia ser algum inimigo.

- Isso foi um digimon selvagem?! Ou algum digimon maligno?! – perguntou ela.
- N-Não sei... – falou a rapariga do cabelo violeta – P... Pode s-ser algum...

Um grande estrondo fez com que todos tremessem de susto. Vinha de trás deles.
Viraram a cabeça lentamente e...



- FANTASMAAAAAAAA! – gritaram as meninas.
- Bakemon?! – exclamaram os rapazes e os digimons.
- Espera... – falou a gata – Não é um Bakemon...
- SÃO VÁRIOS! – berrou Patamon.

Não pensaram nem uma, nem duas vezes. Todos deram no pé depois de perceberem que não teriam muitas chances naquele conflito. Além do mais, os digimons ainda estavam cansados da batalha anterior.

- ISSO NÃO DEVIA ESTAR ACONTECENDO COMIGO!! – chorava uma Tachikawa apavorada.
- PÉSSIMAS LEMBRANÇAS DE BAKEMONS, PÉSSIMAS! –gritavam Sora e Jou.

- POR QUE TINHA DE SER JUSTO AGORA QUE NOSSOS PARCEIROS ESTÃO EXAUSTOS DEMAIS PARA LUTAR?! – protestou Miyako.

Correram mais rápido, mais, e mais, e mais, e mais... Até que surgiram mais digimons fantasmagóricos à frente. Então pularam direto para a esquerda. Apareceram mais outros. Tentavam escapar pela direita... E o que encontraram? Mais deles.

Os nossos heróis não sabiam PRA ONDE IR. Naquela confusão toda, Taichi gritava para todos não se distanciarem um do outro, já que estava na cara que eles queriam separá-los.

Ranamon ria daquilo. Estava escondida no topo de uma das árvores dali, saboreando aquela cena.

- Isso. Brilhante, brilhante! Parece um filme de comédia! – comentava, dando alguns risinhos.
- Ah... Aquela ali... – pôs a olhar para uma menina de cabelos longos até as costas, olhos castanhos e com uma bolsa lilás – É aquela garota que fugiu com a coelhinha idiota...

A guerreira da água então estalou seus dedos, chamando a atenção de alguns Bakemons. Estes viraram para sua mestra, que apontou para a Geijutsushi:

- Eu quero aquela humana ali. Peguem-na.

- Pessoal, não se afastem! – reforçou a ordem o líder de cabeleira gigantesca.
- Dêem as mãos! – sugeriu Carol – Assim fica mais fácil de não nos perdemos!
- Ótima idéia, Carol-san! – elogiou Koushiro, fazendo a menina de olhos verdes corar.

Todos fizeram isso e continuaram a correr. Passaram pelos Bakemons e seguiram o bosque obscuro adentro. Só que, no meio do caminho...

A mão de Nina escorrega e se solta da de Ken depois dela tropeçar numa raiz e cair de joelhos no chão.

- Geijutsushi-san! – chamou-a.
- I-Ichijouji!! Pessoal!! – Levantou-se e saiu correndo atrás, porém já estava ficando exausta de tanto correr.

Quase os alcançara... Se não fosse pelos Bakemons que se puseram no caminho, barrando sua passagem.
Sua única alternativa foi desviar da rota e escapar por outro canto.

Fugia como nunca fugiu em sua vida. E não era por serem simples inimigos...
Tinha a ver com mais um detalhe. Algo que aqueles lençóis voadores com olhos esbugalhados e garras amedrontadoras significavam para ela.

Algo... Que estava lá no passado, bem lá no passado.
Um medo de infância. Causado por um certo evento.


- NÃO... NÃO!! – gritava desesperadamente – SAIAM DAQUI... SAIAM!

Os digimons a seguiam, era ela quem sua mestra queria. Não iriam embora, não sem terem capturado a menina.

- Por quê...?! Por que tinham de ser... Esses digimons?!

E como se não bastasse, tropeçou por uma segunda vez, em outro galho.
Ela teria sido pega... Se não fosse por uma figura...

- LIGHTNING... NAIL!



Um rápido “slash” elétrico paralisou os inimigos. A garota olhou para frente e viu um ser totalmente negro e de cabelo prateado parado ali.

- Acabe com eles, agora. – ordenou o estranho, enquanto virava-se para trás.
- Q-Quem... – tentou falar, mas o sujeito agarrou-a, tapou sua boca e saiu como um raio dali.

Segundos depois uma rajada flamejante transformou os bakemons em dados.
Durante aquele salvamento, a menina caiu no sono... Já que estava sem energias.

No fundo de sua mente... Algo lhe chamou atenção.
Sentia os braços de um estranho envolvendo-a... Mas a sensação não era de medo.

Ela sentia-se segura em seus braços. Como se o tal digimon não fosse lhe fazer mal algum.

...

- Ela vai ficar bem? – perguntou uma voz.
- Vai. – respondeu outra – Só desmaiou, não precisa se preocupar.

- Uh... – abriu os olhos lentamente, viu as folhas das árvores – O que... O que aconteceu? – questionou-se, levantando-se e sentando-se.

A Geijutsushi olhou ao seu redor e viu umas folhas de bananeiras onde sentava. Tinham sido posto embaixo dela, para não se sujar ou pegar a umidade do solo (já que aquela área era escura).

Correu seus olhos pelo lugar. Talvez tivesse sido salva pelos seus amigos. Ou tivesse sonhado tudo aquilo.
Mas não poderia ser sonho... Se fosse, acordaria em seu quarto, e não em uma floresta!

- Onde estou?!

- Vejo que você acordou... – alguém lhe dirigiu a palavra.
- Eu te disse... Ela só estava cansada – e este falou para o outro logo em seguida.

- Ahn? – procurou pela voz, mas não a encontrava.

- Ni-chan! – Subitamente uma criatura azul, usando um item peculiar na cabeça, apareceu ao lado direito dela.
- AAAH! – gritou assustada, mas assim que o viu se acalmou – Vee... V-mon?!

Para a sua surpresa, quem a salvara foi... O parceiro de Daisuke?
Espera... Teria como o dragãozinho azul ser aquele quem atacou os Bakemons, e a tirou de lá?!

- Que bom que você está bem! – disse ele, sorrindo – Fiquei um pouco preocupado com esse seu desmaio.
- Uh... E-eu... B-bem...

- Então você a conhece?

Ouviu outro ser. Procurou-o... Mas nem conseguiu encontrá-lo.

- Sim, ela é minha amiga – afirmou V-mon, que olhava para trás de Nina, onde estava o responsável pelo salvamento.
- Hein? – a menina levantou-se do chão, virou-se e viu...

- Contanto que ela não venha me atrapalhar... – falou.

- Ah não... Ela não faria isso... – disse o azulzinho.
- Eu? Mas... Mas o que eu posso fazer?! Ei! Quem é você?!

De braços cruzados, olhos fechados, encostando suas costas numa árvore, estava um digimon cujo sua vestimenta lembrava Lighdramon. Usava uma malha preta (que ia até os seus pulsos) por baixo de uma camisa de manga curta (que era rasgada, tal como o design do digimon), com um detalhe semelhante ao do digimon quadrúpede, só que em índigo. A camisa tinha pedaços mais longos nas laterais, sendo comprida atrás. Suas mãos eram protegidas por luvas pretas com “garrinhas” em cada um dos dedos.
Sua calça também imitava as patas traseiras do monstrinho, sendo curtas e rasgadas. Nas laterais tinha o mesmo detalhe das patas. Por baixo dela, uma calça de malha preta até os calcanhares, escondida por tênis de cano longo pretos.
Os “dentes” das laterais, as marcas do elmo e a parte superior do chifre em formato de raio ao invés de serem em amarelo eram em azul aço claro. O elmo era idêntico ao de Lighdramon.
Usava no pescoço um lenço negro. E cobria sua boca com uma máscara da mesma cor.
A única coisa visível eram seus olhos. E estes eram vermelhos, tais como os de V-mon.
Ah; e o longo tufo prateado que era seu cabelo, que ia até às suas costas e umas mechas compridas caídas em seu peito.

- Quem é você? – perguntou mais uma vez.
- Por que quer saber? – rebateu com outra.
- Por que me salvou? – e ela repetiu a tática.

Encarou-o. Não estava brava nem nada, apenas queria saber por que um digimon daquele tipo faria algo assim tão repentinamente. E pelo que aparentava, ele não tinha muito um perfil de “mocinho”. E também, não parecia ser muito amigável ou que gostasse de conversar.

- Por que você...--
- Eu não podia deixar que aqueles Bakemons te atacassem, garota humana. – respondeu finalmente.
- ... Quem é você?!
- Eu? – olhou para ela – Eu sou o guerreiro da noite, Lightnimon!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:16 am, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 11:40 am






Depois de terem recuperado a cidade, os escolhidos partiram em direção de uma pequena ilha. Lá esperavam encontrar os outros três digimons restantes do grupo – Piyomon, Tentomon e Gabumon – Mas foram emboscados por uma tropa de Bakemons, comandados por Ranamon.

Nina acaba se separando acidentalmente do grupo... E salva por um misterioso digimon... Que anteriormente ajudou Agumon, Palmon e Gomamon.

Para sua surpresa, também encontra V-mon; que parece estar com este sujeito.
Curiosa em saber qual o motivo por ter sido salva, ela interroga-o.

E então...


- Por que você...--
- Eu não podia deixar que aqueles Bakemons te atacassem, garota humana. – respondeu finalmente.
- ... Quem é você?!
- Eu? – olhou para ela – Eu sou o guerreiro da noite, Lightnimon!
- Lightnimon? Ahn... E-eu sou Nina... Nina Geijutsushi...

O dragãozinho suspirou. A menina não entendeu por que. E o outro digimon lançou um olhar atravessado pro parceiro do Motomiya.

- Ah! V-mon! – sorriu pra ele – O que está fazendo aqui? E onde está o Motomiya?
- O Daisuke? – ele ficou pensativo – Eu... Eu não sei bem onde ele está...
- Não sabe?! – espantou-se.

- Não... – acenou negativamente a cabeça. Começou a explicar, com uma voz meio triste ao relembrar daquilo – A... Aquele cara que nos atraiu até aqui... Lutou conosco durante horas. Quando uma voz veio anunciar que tinham finalmente encontrado a “Pandora”, ele revelou sua verdadeira forma... Deferiu um golpe poderoso em mim, fazendo com que voltasse à forma criança... – corriam algumas lágrimas em seu rostinho – Daisuke tentou vir me ajudar, mas ele o atirou longe... Dai-chan deixou as goggles serem derrubadas no chão e... E...

- Ele o matou... Não é? – a menina abaixou a cabeça.

- N-Não sei bem... Mas... Mas eu... Eu acredito que não! – enxugou as lágrimas, fechou os punhos com força – Daisuke nunca deixou que isto acontecesse... Ele nunca deixou que o matassem!

- Então... Por que você está sozinho aqui?! Não estou entendendo nada! O Motomiya está perdido por aí?! – voltou a fitá-lo.

- Acho que ele foi arremessado longe com aquele ataque... Ou fugiu e assim nos perdemos um do outro.

- E o que é que você está fazendo com este cara ali? – apontou para Lightnimon por cima do ombro, com o polegar direito.

- Este “cara” devia ter deixado a “mocinha” ser pega pelos Bakemons. – resmungou o outro.

- Ele me encontrou logo depois... – contou Vee – A Digital World mudou. Aquele estranho com quem lutamos paralisou o tempo dentro daquela batalha. Enquanto estávamos lutando, o tempo atual da Digital World foi alterado. Passaram-se três semanas.

- Foi exatamente às três da tarde que vocês sumiram... – Ni lembrou daquela conversa com o Agumon e que gerou esta polêmica – Então... Uma hora no mundo humano equivale a uma semana aqui?

- Isso. Alguns digimons disseram que os soldados deste cara atacaram colônias de digimons à procura dos parceiros dos outros seis escolhidos.

- Eu sei... Nós ficamos sabendo disso graças ao Agumon... Que nos disse que um estranho digimon negro mascarado de cabelos prateados estava com os goggles do Taichi que agora são do Motomiya e...

Interrompeu sua frase. Olhou para a cabeça da criatura azulada e viu aquilo que geralmente o escolhido do Milagre usava. Em seguida mirou a figura toda de preto.

A descrição era a mesma que os parceiros de Taichi, Mimi e Jou descreveram em seus relatos.
Será que tinha alguma ligação?!


#18 – Corram dos Bakemons! A Fuga pela floresta!




- V-mon... – sussurrou para o amigo digimon – Eu sei que isso pode parecer um tanto equivocado, mas... Por acaso o Lightnimon e você não ajudaram o Agumon, Palmon e Gomamon às escondidas?

- Hein?! – exclamou – Mas... Mas eu não fiquei sabendo disso.

- O que não ficou sabendo? – Lightnimon aproximou-se e interveio na conversa particular. Encarou a humana, como se ela soubesse de algo.

- Foi você quem ajudou os parceiros do Yagami, da Tachikawa e do Kido? – perguntou diretamente.
- Quem? Está falando dos escolhidos?
- Isso. Você está com o V-mon, e ele está com as goggles do Motomiya. E a descrição que os digimons deles disseram batem com a sua!

Peitou-o. Olho por olho... Dente por “presa”.

- Está dizendo que eu me intrometi nesses acontecimentos?! – rosnou.
- Vamos! Está na cara que sabe de algo! Diga-me, o que você sabe? E por que está com o V-mon?!
- E quem disse que eu estou com ele? Não faço ninguém de refém, ok? E nem gosto de companhias.
- Então o que ele está fazendo aqui?!

- Eu... Eu quem estou com ele, Ni-chan... – encurtou a história – Eu decidi segui-lo...
- Mas... Mas por quê?! – ficou surpresa, fitando-o.
- Por que... Ele me encontrou. E... E disse que iria me ajudar a encontrar o Daisuke.

- Eu já te disse pra ficar calado quanto a isto! – bronqueou o guerreiro.

- Nós também viemos procurar por vocês! – disse ela – Talvez pudéssemos unir forças e procurá-los juntos!

- É isso que eu queria dizer com “atrapalhar”, entendeu?

- Ué, o que isso tem de mal? – fez uma cara de confusa.
- Não que isso seja “mal”... – V-mon resolveu falar antes que o outro respondesse de forma grosseira – É que... Ele não é muito de trabalhar em conjunto...
- Então por que está com ele?

- Esse digimon aí é uma exceção. – apontou para o baixinho – Não faço parceria com qualquer um.

- Ei! Está dizendo que... – sentiu-se ofendida.

- Não, e cale a sua boca. Não pergunte mais nada. E tudo que você ouviu e viu aqui fica em sigilo. Ou...

- Ou o quê? Vai me matar ou algo do tipo?!
- Espera... Você não faria isso... – Vee o olhou – Faria?

- Se ela não fosse sua amiga... Faria sim. – virou-se de costas pros dois.

- Não entendo então... Por que me salvou? Se você não gosta dos humanos--

- Não é nada disso. – encarou-a – Eu tenho meus próprios objetivos aqui, e não quero que nada e ninguém ousem atravessar meu caminho.

- Não acha que está sendo um pouquinho rude? – inocentemente o pequenino interveio.

- Rude?! E o que tem de “rude” em dizer que não quero que ninguém estrague meus planos?!

- Você está do nosso lado, não é? – Nina continuou interrogando-o.
- Eu não tenho lado algum. Nesse conflito quero é ficar de fora.
- Mas... Por que ajudou os parceiros dos escolhidos?
- Eles são digimons, como todos aqui são. Exceto você e os escolhidos.
- Isso não te faz estar do mesmo lado?
- É diferente “estar a favor de vocês” e “ajudar e proteger os digimons inocentes que estão envolvidos nessa história”.
- Então por que resolveu me ajudar?
- Por que eu já te falei... Não podia deixar que aqueles Bakemons te pegassem!
- Por quê? Isso pra mim não parece uma boa justificativa.
- Por que você não cala a boca? Essas suas perguntas me irritam!

- Lightnimon... Calma... A Ni-chan só está um pouco confusa... Ahn, não seria melhor contar a ela?

- Contar?! – exclamaram os dois.

- O que você está querendo com isso?! – pegou-o pelo pescoço, mas não com força.

- Ghn!

- V-mon! Ei... Solta ele, seu... – bravejou a garota.

- Lembra do que eu te disse quando te encontrei? O que foi que você me prometeu?! – falou em um tom sério, encostou seus olhos nos olhos do monstrinho.

- Que... Que eu não iria contestar suas ordens... Kh... E não iria revelar vossos planos...

- Em troca disso te ajudava a encontrar aquela criança e te protegeria daqueles que acham ter matado o seu parceiro, não foi?

- I-Isso...

- Então, aí está a sua resposta pra sua sugestão imbecil. – soltou-o no chão “delicadamente”.

- Vee, você está bem? – Ni foi até ele, agachou-se no chão e o abraçou.
- S-Sim... Não se preocupe, Ni... – deu uma pequena risada sem-graça – Ele é assim mesmo... Meio difícil de convencer.

- Não sei pra onde foram os escolhidos... Por enquanto você ficará aqui com o V-mon. E fará o que eu disser, e não conteste minhas ordens.

Aquilo a deixou mais confusa. Estava na cara que tinha outro motivo para ele ter salvado-a.
Para ter ajudado os digimons de Taichi, Mimi e Jou.
E por estar ajudando V-mon e protegendo-o dos vilões.

Aquela frieza nas palavras... Por que lembrava alguém?
Aquela carapaça dura... Por que parecia tão familiar?

- Lightnimon... – levantou-se do chão – Obrigada por me salvar daqueles digimons fantasmas. Pensei que... Iria acontecer de novo, como o que houve cinco anos atrás.

A frase final lhe chamou a atenção.

- Cinco anos atrás?!
- Quando eu fui à Odaíba visitar minha avó... Em 1999.
- 1999? – repetiu V-mon.
- Sim... Em agosto daquele ano... Eu estava na casa dos meus tios. Saí para brincar no parquinho do condomínio e...

...

“Aconteceu aquilo que mudaria minha vida...”
“Foi o primeiro contato que tive com um digimon...”


Uma menininha de seis anos andava no balanço alegremente, ouvindo os sons costumeiros que o tal brinquedo faz.

Ali também brincavam outras crianças, mas ela nem interagia com as meninas e meninos dali.

De repente, um estouro de lençóis voadores começou a afugentá-los.
Uns corriam, outros tentavam se esconder.

“Eu nem os percebi, já que estava de olhos fechados e curtindo aquela brisa agradável que batia em meu rosto...”

“Foi quando o choro das crianças me acordou para a realidade.”


- Minna?!
- Pra onde foi todo mundo?

Um Bakemon surge por trás, para o balanço e a agarra pelos braços.

“E os fantasmas me capturaram.”

- Aaah! M-Me solta!! Me solta!! – gritou, enquanto tentava se libertar.
- Socorro! Socorro! – berrou, mas quase ninguém ouvia.

“Eles me levaram para um lugar onde estava repleto de crianças...”
“O nome? Bem, na época não sabia... Mas depois fiquei sabendo.”

“O lugar para onde todos os fantasmas levaram... O Big Sight.”


- Onde estou?! O que... O que está acontecendo?!
- Eu quero voltar pra casa... – começou a chorar – Quero meus pais...
- Não quero ficar aqui! Não quero!

“Estava com medo. Segurei no meu pingente, que foi um presente da minha avó antes dela voltar pra o Japão...”

- N-Não... Não posso chorar. Isso... Isso não vai ajudar em nada...

“E me acalmei.”

- Tenho que fugir daqui... Tenho que...!

Os lacaios de Vamdemon a colocaram na fila, nela ela viu milhares de crianças.
A sua frente, depois de uma menina loira e uma outra de cabelos encaracolados, estava um menininho de sete anos de cabelo castanho avermelhado bagunçado, olhos castanhos, pele um pouco mais escura que a dela.

A pequena Nina olhou para este menino. E seus olhos uma hora se cruzaram.
Ela, tímida, escondeu-se atrás da loira, mais alta (e velha) que ela.

“Todas as crianças passaram por uma gata branca de olhos azuis.”
“Inclusive eu.”
“Aquela gata... Eu não sabia que ela era a parceira de uma criança.”
“Uma criança... A oitava criança.”


Tailmon mostrava desânimo em suas respostas. Acenava negativamente, dizia “não” a cada criança que parava a sua frente.
Esta negou quando foi a vez da Geijutsushi.

“Fui parar em um aglomerado de crianças...”
“E lá... vi duas delas fugirem.”

“Foi quando decidi seguir o exemplo delas...”
“E escapar de lá também!”


A garotinha saiu pelos fundos do grupo de crianças, e encontrou por danada sorte, um pano que parecia com os Bakemons. Pegou-o e utilizou como um disfarce.

Passou normalmente pelos fantasmas. E até foi confundida com um pelos irmãos Motomiya, que se esconderam atrás de uma mesa.

“Depois de muito custo, e sem conhecer muito bem o local...”
“Cheguei a um lugar onde... estavam muitas pessoas.”
“Fiquei por lá... Até que apareceu um aluno da minha avó e um irmão dele.”



...

- Passou um tempo... E em 2001 nos mudamos para o Japão. Desde então... Conheci uma menina que veio da Europa para Odaíba... E ficamos amigas.

- Você também foi uma das crianças capturadas pelo Vamdemon? – V-mon ficou surpreso.

- Sim... Eu fui. E... E eu acho que vi o Motomiya naquela vez... Ele não me era tão estranho...

Lightnimon ficou calado, pensativo. Depois quebrou tal silêncio, com uma pergunta:

- Por que me contou isto...?

- Porque... Porque você parece comigo... – confessou – Não tenho muitos amigos... Até porque temo que as pessoas não gostem de mim pelo que eu sou, mas sim pelo meu dom. Eu desenho bem, e alguns só se interessam por isso. É tão triste andar sozinha com esse receio.

- Mas... É por isso que você evitava falar com o Daisuke, Ni-chan? – perguntou o azulzinho.

- Eu não entendia bem... As verdadeiras intenções dele, nem dos outros. Pensava que a única pessoa que me entendia era a Carol... E temia que um dia eu ficasse sozinha, sem ela... Já que boa parte das pessoas que eram minhas amigas... Acabaram conhecendo outras e... Nossa amizade foi enfraquecendo e acabando... Isso porque eu não gosto de atrapalhar os outros...

- ... Não devia fazer isso. – falou o outro individuo.
- Huh?
- Eu ando sozinho por outra razão... E eu não gosto de pessoas que não são verdadeiras com as outras.

Ela abaixou a cabeça, deprimida.

- Eu... Eu sei disso... – fechou os punhos – Por isso... Por isso que quero encontrá-lo. Quero voltar a atrás e achar o Motomiya!

- Então não fique aí choramingando, sua humana chorona...

- Quem... Quem você está chamando de chorona?! – gritou, chateada.

- Olha, quer parar de gritar?! – chamou a atenção dela – Se eles nos encontrarem, vai ser mais difícil para escaparmos.

- Não seja tão... Uh... Rude... Lightnimon... E Nina, não grite muito... Por favor... – pediu V-mon.

Sentou no chão ela, suspirou: - No momento em que te vi, V-mon... Pensei que tinha encontrado o Motomiya. Mas... Mas não o encontrei ainda.

- Não se preocupe, ele deve estar em algum lugar! – motivou-a – Logo iremos achá-lo!
- É isso que eu espero! E... Eu quero!

Ambos sorriram um para o outro. E começaram a conversar normalmente.
Quanto ao Lightnimon... Ele estava ocupado, e ela nem percebeu.

- Então você conheceu o Daisuke em 1999?
- Bem, não foi um contato direto, mas...


- Aqueles Bakemons pelo que pude notar estavam atrás dela... – falava consigo mesmo o guerreiro da noite – O que será que eles queriam com ela?

- Ah que fome...
- Está com fome?
- Sim...


- Eles pareciam ter sido enviados por algum inimigo... Será que era a Frostmon outra vez? Não... Se fosse teria mandado aqueles lobos... Talvez... Esta área esteja sendo invadida por outro lacaio daquele cara...

- Estou com vontade de comer algum doce...
- Ah! Eu também! Queria chocolate...
- Você gosta de chocolate também, Vee?
- Adoro!


Ouvem-se então as folhagens dali se mexerem. Lightnimon imediatamente salta em Ni e Vee, derrubando-os no chão. Quando os mesmos tentaram perguntar, o gatuno tapou as suas bocas e murmurou para que ficassem calados.

Levantou-se em seguida e aproximou dos arbustos. Abriu uma pequena “janela” deles e viu Bakemons passando pelo “corredor” do lado.

- Encontrou-a? – perguntou um Bakemon a outro.
- Não... Mas podia jurar que ouvi um grito... – respondeu.
- A Mestra Ranamon quer aquela humana... Mas pra quê?
- Eu não sei, só vamos descobrir assim que a capturarmos.

- Ranamon? – pensou o digimon mascarado, voltou pra perto dos dois “companheiros”.

- Valeu pelos berros, menina – agradeceu ironicamente, em voz baixa – Por pouco eles não nos encontraram.
- Ei! – bufou ela.
- Shh! – tapou sua boca – Aqueles fantasmas são servos da Ranamon, e ela tem algum interesse em você. Então, se não quiser descobrir o que ela tanto deseja com “vossa majestade”, cale a boca e vamos sair daqui agora.


Os três saíram com cautela da área, pé por pé e evitando fazer o menor barulho possível.

---

Enquanto isso, o grupo dos escolhidos continuava seguindo caminho. Mas... Não para procurar o sinal de seus parceiros.

- NEECHAN! – gritava Carol
- NI-CHAN! – berrava Bunni.
- NINA! – chamava Taichi.
- GEIJUTSUSHI-SAN! – procurava Ken pelos arredores.
- NINA-SAN! – Iori e Koushiro olhavam pela direita.
- NINA-CHAN! – Miyako, Takeru e Hikari pela esquerda.
- NINA-KUN! – E o Jou entre as árvores.

Os digimons também ajudavam, mas nenhum sinal dela.
Os escolhidos se reuniram depois de meia hora procurando-a, sem sucesso.

- Onde ela poderia estar? – perguntou Sora.
- Será que os Bakemons não a pegaram? – palpitou Mimi.
- O que deu na cabeça daquela garota?! – resmungou Yamato – Ela é surda ou não ouviu que nós não deveriamos nos separar?!

- Yamato-san... – falou o escolhido da Bondade, com receio – A mão dela... escorregou da minha e...
- Aaaah! Vocês estavam de mãos dadas?! – gritou uma Inoue.
- Miyako-san... – Hawkmon a olhou com cara de tacho – Ele pegou a mão da Nina-san para que ela não se separasse de nós. *gota*
- A culpa foi minha... Se eu tivesse agarrado com mais firmeza, ela não estaria perdida agora – desculpou-se o Ichijouji.
- Ichijouji-san... Não é sua culpa... – Iori tentou confortá-lo – Foi um acidente.

- Iori está começando a se dar bem com o Ken, dagyaa. – comentou o tatu aos outros digimons.
- Faz algum tempo, né? – sorriu Wormmon – Ken-chan e ele não se davam muito bem antes...

- Não podemos ficar aqui para sempre! – disse o Yagami – Precisamos encontrá-la antes que aqueles Bakemons voltem!

- Hm... Não sei se isso interessa a vocês... – Bunni entrou na discussão – Mas acho que ouvi alguém ordenar para que a capturassem.

As crianças olharam diretamente para a coelha rosa: - Quem?

- Pela voz... Suponho que tenha sido a Ranamon, uma das guerreiras daquele mago maligno que quer fazer com que o Wallace-san lembre de sua vida passada.

- Mas... O que ela iria querer com a Nina-kun? – perguntou o escolhido da Confiança.

Um rápido flash passou pela cabeça do team ZeroTwo e na de Carol:

Lembraram-se justamente quando a digimon anfíbia apareceu logo após a reunião.
Ela tinha ido atrás da digimon do Desejo... E a Geijutsushi pegou a orelhuda e fugiu.

- Foi a neechan quem pegou a Bunni naquela vez!
- Sim... E por isso... Ela deve estar querendo se vingar... – supôs Miyako.
- ... Pela Nina-chan ter atrapalhado os planos dela? – completou Hikari.
- Só pode ser! – afirmou Iori – Qual seria outro motivo para querer separá-la de nós?
- Então precisamos encontrá-la antes deles. – concluiu Takeru.
- Vai ser difícil... – suspirou Ken – Ela não tem digivice, se ao menos tivesse...

...

- Então ela está perdida por aí ainda, hm? – A guerreira da água bisbilhotava-os do alto de uma árvore – E eles estão tentando encontrar essa pirralha antes de mim...

Olhou para o lado, onde estava um fantasma: - Espere que eles se separem para procurá-la. Quando isso acontecer, mantenha-os afastados uns dos outros.

- Sim mestra! – reverenciou.

- Ah, mas um detalhe... Separe os escolhidos que não acharam seus parceiros ainda. Ficará mais fácil se pegarmos eles. Não terão como se proteger, a não ser correr e se esconder... O que será inútil!

- Sim, mestra!


Taichi e os outros continuam a procurar pela amiga, sem saber ao menos o que a perversa Ranamon tinha preparado para eles.

---

Naquele mesmo momento...

Lightnimon, V-mon e Nina escapavam dos outros fantasmagóricos soldados.

- Se continuarmos assim, sem fazer ruídos... – explicou ele – Vamos passar despercebidos.
- Sim.
- Ah.

Mas... Este estranho digimon acidentalmente bate num tecido branco.
O trio parou, e ficaram muito tensos. O Bakemon virou-se e deu de cara com o que estavam procurando.

- Ops...!
- Lightnimon! – resmungou V-mon.
- Corre! – berrou Nina.

E saíram em disparada, agora com os inimigos atrás deles.

- Droga! Como que eu fui tão desastrado?! *gota*
- Você sempre é! – respondeu o dragão criança.
- Eles vão nos alcançar! – informou a garota – O que faremos?!

- Ali! Ela está ali! – indicava um dos maléficos lençóis.

- Eu não sou! – rosnou pro V-mon.
- Então como que fomos descobertos?! – resmungou ele.
- Vocês podem parar de brigar e darem um jeito nisso?! – e ela tentava apartar a briga.

- Rápido, rápido! Eles não são fortes o bastante! – falava outro Bakemon.

- Não posso fazer nada com ela aqui...! – sussurrou ao azulzinho.
- Não pode?! O que devemos fazer então?! – murmurou ao Lightnimon.
- Temos que encontrar os escolhidos e nos livrarmos dela o quanto antes!
- Mas... Sabe onde eles estão?!
- Não...

- Ei! Olhem pra frente! – chamou Nina, apontando para um grupo de Bakemons que surgiram no caminho, bloqueando a passagem.

- V-mon... – olhou-o no canto dos olhos, mudando a coloração deles mais uma vez – mudança de planos.
- EH?!

- Oi, o que vocês estão falando aí?! Ouviram-me?!

O misterioso Lightnimon pegou no pulso do parceiro de Daisuke com uma mão, e o da jovem com a outra.

- O que é que você vai fazer?! – perguntaram os dois, temendo o plano engenhoso da figura.
- Vocês vão ver. – “sorriu”, enquanto continuava correndo em direção dos outros fantasmas.

Assim que se aproximaram deles, os que os seguiam estavam bem perto...
Quando o gatuno saltou bem alto em uma árvore, pegando impulso no tronco dela e “voando” alto subindo para o topo e visualizando toda a floresta.

E lá... Seus olhos, que já estavam vermelhos novamente, captaram uma das doze crianças do grupo. E então partiu naquela direção.

E os fantasmas destrambelhados se pecharam uns nos outros, formando um montinho de panos.

...

- Heheh... De acordo com o plano! – riu e se exibiu. Aterrissou num galho e uma arvore gigante.
- É... Mas... Eles não iriam nos ver enquanto emergíamos da copa das árvores? – questionou a menina.
- Ei, o que eu falei sobre questionar as minhas ordens, hm?
- Não... Não é isso *gota*
- Eu sei o que estou fazendo.
- Ahn, Lightnimon... – V-mon desviou a sua atenção para si – Encontramo-los, mas... Como vamos chegar até lá sem chamar a atenção dos Bakemons?
- Hm... É isso que estou pensando.
- Eu posso ir sozinha até lá, se é que estejam pensando em continuar agindo às escondidas... – falou Ni.
- Nada disso – negou – Ranamon quer alguma coisa contigo e eu não posso deixar que ela te pegue.
- Por que tanta importância comigo agora? – ficou meio incomodada – Minutos atrás tínhamos discutido; você disse que se arrependeu de me ajudar e...
- Garota, isso não é da sua conta.
- Não vai dizer que ficou com pena do que tinha te contado, por favor... Não falei aquilo para ter esse ‘consolo’.
- Shh, silêncio Tem alguma coisa vindo pra cá.

Fizeram o que o guerreiro da noite mandou. Então três sombras apareceram andando por ali.

- Nina-san!
- Geijutsushi-san!
- Ninaaa!
- Nina-chan!


As vozes eram familiares a ela. Sorriu e falou aos dois “acompanhantes”:

- É o Iori e o Ichijouji! Vocês não precisam mais se preocupar comigo.
- Hm... Parece que são eles mesmos... – comentou Vee.
- Ok... Como desço daqui? Lightnimon?

Mais uma vez ele estava distraído com alguma coisa...
E ela nem percebeu de novo.

- É, são os dois escolhidos. – confirmou.
- Então... A gente se separa por aqui, não é? – olhou um pouco tristonha, afinal aquele pequeno período de tempo juntos foi tão agradável.
- Ni... – V-mon a abraçou, escorrendo uma pequena lágrima – Não se preocupe, nós vamos encontrar o Dai-chan.
- Ok... Por favor, tenha cuidado... – passou a mão na cabeça dele, suavemente – E você também, Lightnimon...
- Uh... C-certo... – pela primeira vez, o tão temperamental digimon de cabelos prateados gaguejou.

Pegou-a pela cintura e desceu da árvore, a colocou no chão. Mas antes de voltar para o galho, ela o segurou pelo pulso.

Não fazia idéia do que a motivou segurá-lo. Nem ele entendeu. Apenas um rápido trocar de olhares ocorreu.
Ela deveria ter medo, era um desconhecido. Só que não sentia isso, sentia como se já o visse antes.

- Obrigada... – agradeceu – Obrigada por tudo.
- Disponha... – tentou desviar o rosto, como se escondesse algo.
- Eu... Eu não irei contar nada do que eu sei a eles. – sorriu – Apenas... Cuide bem do Vee, e se encontrarem o Motomiya... Por favor, nos avisem.
- Certo... – tentou se soltar – Poderia, por obséquio, me soltar agora?
- Uh... Ok... – soltou-o.
- Sayonara, humana. – desapareceu rapidamente dali.

Olhou para o topo da árvore, meio tristonha.

- Até... Algum dia... Lightnimon... – murmurou.

Virou-se e saiu andando. Enquanto os dois rapazes a procuravam, fixaram em uma moita que começou a se agitar.

- Será que é um bakemon, dagyaa?
- Espera... – falou Ken, meio sério.

Dali saiu a tal garota que procuravam. Respiraram aliviados, pois a amiga não apresentava ferimento algum ou qualquer tipo de problema.

- Nina-san! – Iori chamou-a, acenando.

- Iori! Ichijouji! – foi até lá.

- Você está bem? – perguntou o moreno – Estivemos preocupados.
- Estou, estou... Sem problemas! – sorriu.
- Agora temos de nos reunir com os outros antes que os Bakemons voltem! – lembrou Wormmon.
- Ok/Ok, dagyaa! – responderam.

E saíram em busca do sinal dos outros digivices.
Mas, ao olhar para o ecrã... Ken e Iori perceberam um ponto perto deles.

Esse sinal... Seria um daqueles fantasmas?

...

- Ei, o que foi? – olhou-o – Você nunca me pareceu tão... Quieto assim...
- Cala boca, V-mon.
- É por causa da...
- Não tem nada a ver... Com essa humana. – virou a cara, sentindo-se constrangido.
- O-Ok...

Saltaram de galho em galho e fugiram dali. Retomaram aos planos anteriores.
Quais seriam?

Mas, no momento... Os sete deveriam se preocupar com o que a maléfica Ranamon tinha planejado, tirando proveito da situação.

Os Bakemons fizeram o serviço. Taichi e os outros foram separados.
E agora corriam dos fantasmagóricos digimons.

Taichi, Carol, Bunni e Koushiro...
Mimi, Miyako, Takeru e Yamato...
Jou, Hikari e Sora...

Todos estavam em mini-grupos. E distantes um dos outros.
E agora?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:26 am, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 6:12 pm






Nina foi salva por um misterioso digimon chamado Lightnimon. Durante a fuga, a menina acabou adormecendo. Quando acordou, encontrou o parceiro do goggle boy desaparecido – V-mon.
Unindo as informações dadas pelos parceiros de Taichi, Mimi e Jou, a garota chegou a conclusão que era Lightnimon quem os ajudou.
Este não disse absolutamente nada. Nem deixou que V-mon contasse seus planos.
A sorte deles foi que os fantasmagóricos digimons (lacaios de Ranamon), e os obrigaram a fugir de lá.

Enquanto isso, os demais escolhidos se separaram em grupos para procurar pela Geijutsushi; até que foram surpreendidos pelos fantasmas, distanciando-os dos outros.

Depois de algum tempo, Iori e Ken encontram a menina. Mas ela não diz nada a respeito do guerreiro da noite ou que encontrou V-mon.

Mas... Aqueles dois mini-times teriam de se preocupar com algo agora:

...

- Aqueles Bakemons continuam atrás da gente! – gritava uma Mimi, chorando.
- O que eu fiz pra ficar NESTE “grupo”?! – lamentava Yamato.
- Yamato-san! Taichi-san disse que não poderíamos deixar vocês três sozinhos! – relembrou a Inoue.
- Vocês não estão com seus parceiros – reforçou o irmão do Ishida – Por isso não tivemos outra escolha a não ser nos separar desta forma.

O loiro bufou, contrariado. Preferia ter ido com Iori e Ken, ou com qualquer outro grupo...

- Depressa, Holsmon! – pediu Miyako, olhando para trás e vendo os Bakemons alcançando-os.
- Miyako-san – chamou Takeru – Há Bakemons no caminho!

- Red Sun!
- Silver Blaze!


O raio vermelho lançado dos olhos de Holsmon e um esverdeado disparado pelo triângulo do elmo do corcel alado acertam os inimigos, destruindo-os e abrindo passagem.

- São muitos... – choramingou a Tachikawa – Dessa forma nossos parceiros vão ficar cansados!
- E eles não têm muita energia para evoluir pro nível perfeito... – suspirou a outra garota do grupo – Senão já poderíamos ter destruído-os.


E a cena se repetia com os outros três mini-times.

- Mega Flame!

- Isso não tá adiantando! – dizia uma Bunni nervosa – E só vamos gastar a energia do seu parceiro, Taichi-san!
- Se não abrirmos caminho, como que iremos escapar daqui?! – contrariou-a.

- Agora temos quatro desaparecidos... A Neechan, o Daisuke-san, o V-mon e o menino que é parceiro do Terriermon...

...

- São muitos! – comentou uma Hikari tensa – Será que conseguiremos escapar daqui?!
- Não posso evoluir para Angewomon ainda, mas... Por quê?! – questionava-se Nefertimon.
- Poupe suas energias, Nefertimon – aconselhou Gomamon – Não adianta atacá-los também.
- Parece que eles estavam planejando isso. – deduziu o Kido – Cessaram os ataques e esperaram que nos dividíssemos para procurar pela Nina-kun.
- Sim... – concordou Sora – Ainda bem que nos dividimos desta forma. Seria muito mais difícil se Yamato-kun, Koushiro-kun e eu ficássemos juntos e sozinhos.


Porém, os únicos que não estavam tendo esse problema eram...

- Nina-san, o que aconteceu? Você parece meio triste... – notou o Hida.
- Não foi nada... Eu... Eu pensei ter encontrado o Motomiya... Mas foi apenas um sonho.
- Ah, por isso que está assim, dagyaa...
- Queria que aquele sonho fosse realidade... *sigh*

Ficou pensativa. Relembrou daquele súbito encontro... Em seus braços sentia-se segura.
Apesar de ele ter sido rude e frio com ela de início... Algo lhe dizia que no fundo ele era um sujeito gentil e de coração mole.
Tinha um aspecto um tanto “assustador”, tais como refletia uma mensagem de “não se aproxime de mim” naqueles olhos vermelhos... Mas não conseguia sentir medo dele, e aquele olhar parecia tão diferente, tão inocente, tão bondoso.

Mas... O que era aquela sensação que sentiu enquanto ele a carregava? Aquilo que sentiu enquanto adormecia devido a sua falta de energia.
E o que a fez segurá-lo antes de se separarem? Que mensagem codificada passou naquela troca de olhares tão curta?!

E... Por que está ajudando-os sem querer se encontrar diretamente com eles?!

- Geijutsushi-san? – Ken a acordara daqueles pensamentos.
- Uh? O que foi, Ichijouji?
- Por que... Quer encontrar o Motomiya-kun tão depressa...?

- Eu fui muito... Fria e insensível com ele, tão fechada... E o julguei mal. Pensei que ele queria falar comigo por algum interesse... Assim como muitas pessoas já fizeram comigo.

- Ele... Ele não é assim, pelo menos sempre foi sincero comigo...
- Daisuke-san nunca foi interesseiro... Ao menos que eu não tenha visto.
- Espero que o encontremos logo...

Ela parou, fitou o solo. Consequentemente os dois meninos pararam também.

- Nina-san/Geijutsushi-san? – olharam-na.

- Não sei... Mas... Mas eu acho que... Depois de termos ouvido aquilo, nós começamos a enfraquecer. Antes, bem antes de aquela ave nos contar... Nós tínhamos tantas esperanças e expectativas... Mas agora... Agora estamos “mentindo”. Queremos acreditar que isso é um truque, que ele está vivo... Só que estamos em dúvidas! Em muitas dúvidas! Queremos comprovar que ela está errada, e que ele não está morto. Esse não era o nosso objetivo aqui! Não é um experimento, não estamos procurando pelo Motomiya para provar a ela, e a nós mesmos, que nosso amigo está vivo!

Fechou os punhos, com força:

- Estamos procurando por ele porque nós desejamos encontrá-lo vivo, são e salvo! Porque ele faz parte do grupo, ele é nosso “líder”! E sem ele... Sem ele as coisas parecem tão difíceis, tão tristes! Nem sei o que é essa tristeza que está em meu corpo... Mas... Mas é como se o Motomiya fosse um amigo meu de longos anos!

- Ele faz falta... – confessou Iori – Porque ele sabe como animar os outros, a animá-los e também a apóiá-los quando precisam...

- No começo ele foi, além do Wormmon, o único que acreditou em mim, que eu tinha mudado e deixado de ser o Digimon Kaiser. E ele... Sempre esteve ao meu lado... Assim como os escolhidos, agora – desabafou o moreno.

- Iori... Ken... – olhou-os – Vamos encontrar os outros, e continuarmos a fazer aquilo que estávamos fazendo assim que chegamos aqui!
- Encontrar o Daisuke-san! – completou o Hida.
- Certo. – acenou positivamente a cabeça o Ichijouji, pegando o digivice e checando o sinal do resto.

Os três sorriram. Aquele era mais um passo dado...
Para o progresso da Amizade que se formou no dia anterior (no tempo do mundo humano)

E o nascimento de outra...


#19 - Piyomon em Perigo! Sora, salve-a!




Ranamon voltou para a torre e ficou por lá, rindo enquanto seus Bakemons mantinham as crianças escolhidas separadas umas das outras, e sem dar tempo para que descansassem.

Estava em um delicioso banho de espuma... Quando ouviu as portas principais abrirem de uma forma totalmente violenta.

Saiu de lá... Enrolada numa toalha (nem precisava... Afinal, ela não tirou sua armadura mesmo...), e foi averiguar.

- RANAMON!! – pipocou atrás dela, uma sombra penosa.
- FROST-CHAN?! – virou-se, espantada – COMO É QUE VOCÊ CHEGOU AQUI?!
- NÃO INTERESSA! EU QUERO SABER ONDE ESTÃO OS PIRRALHOS!
- Estão por aí! Perdidos na floresta desta ilha.
- O que?! Você os deixou escaparem?! E depois EU que sou a burra?!
- Calma, amiguinha... – riu ironicamente – Meu plano é simples.

Tinha pegado raiva de planos graças ao digimon mascarado.
Envenenou a guerreira da água com um olhar ameaçador, passando esta informação a ela.

- Oh. É simples. Coloco os Bakemons para perseguirem até se cansarem. Quando estiverem sem energias algumas... Meus soldados mais fortes irão capturá-los.

- Ok, e se eles encontrarem uma forma de derrotar os seus poderosos esquadrões, hein? – perguntou com um sorriso sarcástico.

- Cale-se e saia JÁ DAQUI. Estava no meu precioso banho de beleza.

- Enquanto... Os nossos inimigos estão à solta?! E se eles encontrarem outros digimons que possam ajudá-los? E se aquele garoto estiver vivo?! Meus soldados disseram ter visto uma criatura com asas flamejantes voando para cá!

- Eu não posso relaxar um pouco? Ah... Quer ganhar alguns pontos com o mestre? Que tal ir atrás daquela com quem o Lance-kun se preocupava tanto, tirando a irmãzinha dele?

- Está se referindo a... Menina ruiva?

- É, ela mesma. – riu a anfíbia – Quem sabe se... Ele estiver vivo, talvez você consiga atraí-lo e eliminá-lo para que ele não possa fazer nada? Afinal, caso ele tenha sobrevivido ao ataque do mestre... Lance-kun não deve ter muita energia e força disponível para continuar vivo...

Frostmon esboçou uma satisfação.

- Acho que estamos começando a nos dar bem, Rana-chan...

---

Começava a anoitecer. As crianças, ainda separadas uma das outras, encontraram algum abrigo para se esconderem dos fantasmagóricos Bakemons.

O grupo de Taichi encontrou uma gruta, perto de um lago.
O grupo de Miyako achou um pequeno túnel debaixo das gigantescas raízes de uma arvore enorme.
E o grupo de Hikari escondeu-se em arbustos, do outro lado do lago.

Iori, Ken e Nina instalaram-se em uma clareira, arrumando o local com folhagens e galhos. Logo montaram uma cabana, com a ajuda de Wormmon e Armadimon.
Decidiram descansar ali mesmo e continuar a busca pelos outros no dia seguinte.

Quanto à dupla do misterioso Lightnimon e o parceiro do goggle boy desaparecido, V-mon...


- Você está há horas sentado aí. Não deveriamos estar atrás deles?

Suspirou, olhou para o tufo prateado sentado a beira daquele lago, em outra extremidade do mesmo.

- Lightnimon...?

Este não respondia. Apenas fitava o reflexo na água cristalina, pensativo.
Perdia-se nos pensamentos. Aquela garota... Como era parecia tão idiota e infantil antes!
Mas depois... Viu a verdadeira face dela. Como ela demonstrou gostar daquele que está sumido...

Aqueles olhos castanhos... Os fez lembrar...

- Lightnimon? – V-mon aproximou-se dele, olhou-o – Aconteceu alguma coisa? Está se sentindo bem?

- Ah... – acenou positivamente com a cabeça – Estou bem... Só... Só um pouco... Pensativo.
- Está pensando em como ajudá-los a encontrar o Daisuke também?
- Eles conseguem fazer isso sem a minha ajuda... Você quem precisa... – virou o rosto para o lado.
- Está se sentindo mal por não querer contar a Ni-chan...
- Aquela humana não precisa saber de nada. Nem dos meus propósitos aqui.
- Mas... Eu consigo ver isso em seus olhos.
- Cala a boca! Se eu fizer isso, terei de mudar meus planos.
- Por quê?
- Porque eu pensei nisto tudo bem antes, não há como incluir outro individuo neles.
- E é tão difícil assim?
- Um deslize... E tudo estará perdido, lembra? Você sabe das minhas intenções aqui.
- Mas...
- JÁ DISSE QUE NÃO É PARA CONTRARIAR MINHAS ORDENS ENQUANTO ESTIVER COMIGO! – rosnou para ele, encarando-o bem perto dos olhos vermelhos do dragãozinho.

O pequenino caiu sentado, meio assustado com aquela reação.
E o outro... Reagiu de outra forma, arrependido:

- Desculpe, V-mon... *sigh* deve ter sido ruim ter visto o seu parceiro morrer diante de seus olhos, não foi? Eu deveria ser... Mais gentil contigo, e não te tratar dessa maneira.

- E-eu que... Esqueci... Do nosso trato... – desculpou-se, meio choroso.

- Esqueça, eu quem não devia ter agido daquela forma. – levantou-se num pulo, aterrissou de pé no solo – Seja lá onde estiver seu parceiro agora, nós vamos encontrá-lo. Você, os escolhidos... E eu. – estendeu a mão para que pudesse ajudar o azulzinho a se levantar.

- Impressionante como às vezes você fala como ele... – agarrou sua mão, e o digimon mascarado puxou-o, fazendo com que ele se levantasse – E como também consegue animar os outros...

- Só não fica falando essas coisas abertamente. Guarde para si. Não quero ser comparado com ninguém, seja digimon ou humano.

- Ok, ok...


“VOLTE AQUI!”
“NÃO ADIANTA ESCAPAR, SUA AVEZINHA ROSA!”


- Ouviu isso, V-mon?
- Sim... Lightnimon.
- Então...
- Ah.

---

Uma pequena criatura move-se apressadamente pelas árvores, batendo suas asas o mais rápido que podia para voar a toda e escapar dos caninos que a seguiam.
Os Cerberumons encontraram-na assim que Piyomon foi ver se Sora estava ou não da Digital World, já que teve a impressão de ouvir sua voz.

Nisso... Atraiu a atenção dos lacaios de Ranamon. Agora fugia deles, para não ser capturada.
Suas asas já estavam doloridas, mas não poderia descansar por agora. Se parasse, seria pega e aí poderia dar adeus a sua valiosa amiga.

- S...Sora...!

- PARE AÍ! NÃO FUJA! – ordenou o cão.

- S...Sor...a! Pres...ci...so... en...con...tra-...la!


“Sora!”
“Soraaa!”

...

*beep* *beep* *beep*


O digivice vermelho começava a reagir.
Sora rapidamente olhou-o e viu um sinal.

- Piyomon! Ela... Ela precisa de mim!

Voltou-se para os companheiros. Todos tinham pegado no sono.
E ela...

“Sora!”

- Piyomon...! Eu... Eu estou ouvindo a voz dela!

Sem pensar duas vezes, a Takenouchi saiu correndo, seguindo o ponto que piscava no ecrã.

O sinal começava a ficar mais forte. A ruiva esperava encontrá-la a tempo, já que o sinal recebido pelo aparelho era um SOS. Isso só poderia significar uma coisa:
Piyomon estava em perigo.
E logo ela também correria riscos, pois Frostmon a localizou graças aos arbustos balançando tão rapidamente sem ter vento algum ali.
Deu início a uma cena que mais parecia de um filme de suspense/terror do que uma simples busca noturna por uma companheira que estava em apuros.

Takenouchi continuava adiante, sem perceber que uma criatura duas vezes maior que ela vinha atrás. Um pouco perto dali, porém nas árvores, estava o gatuno e o digimon “parceiro temporário”, que noticiaram a presença da ave maligna.
Um olhou pro outro. Lightnimon fitou a rapariga por alguns segundos e logo se atirou num arbusto bem adiante e que a moça passaria dentro alguns passos.

- L-Light--
- Fique aí! – sussurrou Lightnimon, sendo que a distância não interferia na comunicação dos dois – Não saia daí. Apenas quando eu te ordenar!
- C-certo... – acenou positivamente com a cabeça.

- Ela deve estar por perto... – Sora dizia a si mesmo, em um tom baixinho – Mas... Será que não estou arriscando demais em ter saído sem avisá-los?

Observou o sinal, mas mal reparou que havia um segundo enfraquecido. Eis que ouve alguns galhos serem quebrados (O que V-mon estava era no alto e bem forte, podendo suportar três indivíduos nele) e folhagens se movendo.

Seu coração disparou, suou a frio. Não poderia ser sua parceira... Já que o som vinha de trás dela e o ponto que piscava no digivice vermelho estava à frente e se movimentando nesta direção, quase desaparecendo do radar.

Ele cuidadosamente preparou-se, removeu a luva de sua mão direita e esperou o momento certo.

Ao dar mais alguns passos, uns sete... Algo agarrou a ruiva pela esquerda, tapando sua boca e mobilizando-a com a outra. O autor disto a puxou rapidamente para trás, voltando para o esconderijo. Atirou-a rapidamente ao chão, enquanto se apoiava em um joelho só, colocando a luva antes que ela visse sua mão.

- Quem--
- Shh! Quieta! – murmurou a ela, fazendo o sinal de silêncio – Não se mova!
- Huh?

Dentro de alguns instantes, Sora viu a silhueta de um enorme digimon pássaro passar por eles. Era aquela que tinha dito que Daisuke estava morto.
O que ela estava fazendo lá?! Será que estaria atrás de alguma coisa?

- Eu pensei ter visto aquela garota vir por aqui... – comentou consigo mesma Frostmon, enquanto voltava a vasculhar – Vamos, onde ela está?!

Distanciou de lá, até desaparecer no horizonte sombrio da selva. O digimon mascarado colocou a cabeça por cima da moita cuidadosamente, verificando se a inimiga já havia ido embora.

- Ufa... – suspirou aliviado – Ela se foi.
- Quem é você?! – interrogou a escolhida do Amor.

- Ahn? – virou-se para ela – Isso não importa agora. O que pensa que está fazendo em sair sozinha por aí, sem ter encontrado ainda a sua parceira digimon?! – bronqueou-a.

- Eu ouvi a voz dela! – contestou Sora – E eu preciso ir ajudá-la! Ela está em perigo!

- Eu sei, eu sei... – balançou a cabeça positivamente – E sorte sua que te encontrei a tempo, imagina se a Frostmon tivesse te pego? Só iria complicar mais ainda a situação de vocês.

- O que você sabe?! E como sabe que a minha parceira está em apuros?!
- Não é hora para interrogatórios, Sora-san – olhou-a seriamente – Veja o sinal de Piyomon e diga onde ela está agora.
- Como sabe meu nome?
- Chega de perguntas! Faça logo o que eu estou mandando! A não ser que queira que a Piyo-chan seja capturada e destruída.

Imediatamente mostrou o digivice do Amor a ele. Olharam em conjunto, e visualizaram a localização. Piyomon estava perto dali, movendo-se próximo do lago.
Talvez tivesse tido a idéia de voar para lá na esperança de encontrar alguma das crianças.

- Yosh... Vamos. – pegou-a pela mão, estalou os dedos e saiu puxando a Takenouchi.
- E-ei! – ela ainda não compreendeu aquilo, porém... Sentia que aquele estranho não era inimigo algum dela.

Mas... Por que ele estalou os dedos?
Óbvio, era uma mensagem codificada. Isso significava que V-mon, que ainda estava escondido no alto daquela árvore, deveria seguir os dois em total sigilo e sem levantar suspeita.

...

A parceira de Sora parou perto da beira do lado, descansando suas asas. Respirava ofegante, suava também. Aproximou-se e inclinou seu bico para tomar um pouco de água, rezando para que os Cerberumons não a encontrassem durante aqueles poucos minutos.

Foi quando apareceu uma sombra gigantesca atrás dela. Viu seu reflexo na água, virou lentamente para trás e viu olhos brilhantes e sanguinários.

- Te encontrei... Gracinha... – disse sarcasticamente o Cerberumon.
- N-Não...!

- PARE AÍ MESMO! – vociferou alguém, vindo pela margem.

As duas incógnitas chegaram lá rapidamente. Lightnimon soltou Sora e saltou em direção de Piyomon, tirando-a dali e salvando a pequena de uma poderosa patada do cão infernal.

- O que-... Quem é... Você?! – perguntou a ave rosa.
- Droga! – praguejou o guerreiro da noite, olhando para o Cerberumon – Kanzentai.
- S-sim! E ele... está atrás de mim... faz...
- Não posso vencê-lo sozinho... – soltou Piyomon “delicadamente” no chão (ou seja, a deixou cair sentada), e fez um rápido movimento, que ninguém compreendeu.

Um misterioso brilho surgiu da copa das árvores. A Takenouchi olhou para cima e viu olhos vermelhos cintilando na escuridão. Piyomon ao ver aquilo tremeu de medo, pois estava fraca e não poderia salvar a sua amiga.

- Daijoubu. – disse o digimon do cabelo prateado – Ele é um amigo meu... – “sorriu”, pegando em seguida Piyomon do chão, dando um salto mortal, aterrissando no chão perto da ruiva, pegando-a com a outra mão e, finalmente, zarpando de lá como um raio.

- NÃO DEIXE QUE ELE NOS SIGA! ACABE COM ELE, AGORA! – ordenou Lightnimon aos assustadores olhos vermelhos.

E em poucos segundos... O Cerberumon foi acertado por uma rajada flamejante, que o transformou em meros dados digitais que dissiparam pelos céus.
Sora e Piyomon viram aquilo e ficaram meio horrorizadas. Como alguém teria tanta coragem de matar um digimon daqueles?! Como era possível?!

...

Já bem longe dali, Lightnimon as colocou no chão. Desta vez as deixou sentada ali sutilmente.

- Acho que vocês conseguem encontrar os outros sozinhas, certo?
- Quem é você?! – Sora continuou a insistir naquela pergunta.
- Por que quer saber, Sora-san?
- Como sabe o meu nome?! – olhou atravessado.
- Acha que ninguém sabe? Eu sei o nome de todos vocês.
- O que... O que você quer da gente?! – interveio Piyomon, séria.
- Nada, apenas o mesmo que vocês, heheh.
- O que?! Como pode dizer isso?! Se... Se você mandou aquele estranho digimon matar o Cerberumon?!

- Oh? É por isso que vocês estão tão sérias assim comigo? – olhou para trás, percebendo que alguém conhecido tinha chegado e estava esperando-o num galho – Não tenho a mínima intenção de matar esses digimons por gosto ou por ser um vilão. Não me comparem com o Digimon Kaiser, meninas. – voltou sua atenção a elas, e “sorriu” outra vez – O inimigo de vocês não conseguiu colocar as mãos na Cidade do Princípio. Não ainda. Ela está sob proteção de um digimon em especial. E essa é a única alternativa que temos para que não os machuquem caso falhem sem suas missões.

Elas se entreolharam, depois voltaram a prestar atenção nele.

- Por isso é a única alternativa que temos para protegê-los. Ou é eles renascendo... Ou é serem destruídos por aquele maldito que está tentando convencer aos digimons que ele é a única forma deles finalmente vivem em paz e sem se preocuparem mais com as trevas ou com o medo de algum escolhido novamente tentar usar o poder sagrado para dominar a Digital World ao invés de usá-lo para a proteção dele... Isso é mentira! Se acontecer algo desse tipo outra vez, os demais escolhidos e os próprios digimons iriam impedir que mais um “Digimon Kaiser” nascesse.

- Mas... Então... – Sora intrometeu-se – Se não fizermos isso, esses digimons irão sofrer e não poderão renascer?!

- Exato, Sora-san. Não pensem que sou inimigo de vocês, mas também não somos amigos. – encarou-a, falou com um tom mais sério – Nossos objetivos são semelhantes, mas não pense que serei bonzinho se vocês vierem interferir.

- Se você tentar atacar a Sora--

- Calma, Piyo-chan... – riu baixinho – Não interesso em confrontar os protetores da Digital World. Apenas dei um aviso amistoso. Temos objetivos semelhantes, mas um não vai querer atrapalhar o outro, não é?

- Não importa! Eu irei protegê-la caso você venha a ser nosso oponente!

- Talvez sejamos... – desferiu um olhar sério a ela – Se houver algo em vosso grupo que me interesse... Ou se vocês ousarem atrapalhar meus planos.

- ... Quem é você?!

- Ah... Tenho que ir, já dei informações demais a vocês. Não posso facilitar o caminho. Acho melhor encontrarem o Taichi-san e os outros logo, antes que os cachorrinhos venham e peguem vocês duas. Até, meninas.

- Espera! – gritou Sora, mas ele já havia saltado direto para o topo das árvores, sumindo em instantes – Ah... E agora?!
- Não sei, Sora... – respondeu a pequena Piyomon.

Decidiram então seguir o sinal do digivice de Hikari e Jou, voltando cautelosamente pelo caminho.

---

- Ainda não entendi... Você está fazendo isso para que eles não te sigam?
- Não é da sua conta. Tudo deve andar desta maneira.
- Tudo...? Inclusive...
- É, e não pense em me convencer mudar de idéia, ouviu?
- Ahn...
- Vamos tirar aqueles exércitos daqui. Creio que mais algum digimon de alguma criança escolhida esteja nessa ilha.
- Certo.

E os dois prosseguiram pelos galhos.

Mas... Quais seriam os objetivos de Lightnimon?
O que ele sabe sobre os nossos heróis?!

E será que ele e os escolhidos terão algum futuro confronto?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:38 am, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 6:28 pm






Os escolhidos dividiram-se em quatro grupos para procurar pela Geijutsushi, que acabou se perdendo pela floresta enquanto fugiam dos Bakemons lacaios de Ranamon.
No entanto, a menina foi salva por um misterioso digimon chamado Lightnimon, que a protegeu até o momento em que eles encontraram Ken e Iori. O gatuno a deixou lá e desapareceu, enquanto ela se uniu aos dois meninos.

Mas... Os outros três grupos estavam em sérios problemas. E só conseguiram descanso ao anoitecer, quando finalmente encontraram abrigo e esconderijos para despistar os fantasmagóricos digimons.
Mesmo assim, o sinal de Piyomon chamou a atenção de Sora. E ela afastou-se de Hikari e Jou para encontrar sua parceira, já que o sinal era um SOS dela.

Porém Frostmon também foi atrás, e a Takenouchi foi salva pelo mesmo gatuno, que também a ajudou achar Piyomon antes que pudesse ser destruída.
Só que quando elas estavam sãs e salvas, o digimon revelou não ser tão amistoso assim.
E isso graças ao seu alerta:

“Nossos objetivos são semelhantes, mas não pense que serei bonzinho se vocês vierem interferir.”

Será que é provável dele se tornar um futuro oponente?!

...


- Os Bakemons devem ter ido embora já...
- Sora... Será que aquele estranho...
- Ele sabe meu nome... E disse saber o nome dos outros!
- Será que ele é um inimigo?
- Não... Ele não teria nos ajudado se fosse nosso inimigo.

- Talvez... – a Takenouchi pôs-se a pensar – Ele não queira que o descubram. Acho que esse estranho digimon mascarado está agindo secretamente contra os nossos inimigos.

- Ele disse que quer o mesmo que nós queremos...
- E o que nós queremos é... Salvar a Digital World, encontrar os nossos parceiros, o Daisuke e o parceiro do Terriermon. – completou a ruiva.
- Sim... Ele quer nos ajudar?
- Parece que sim. Mas não quer que eles descubram.
- De qualquer forma... Ele não me parece muito confiável.

Sora ficou pensativa novamente. Chegaram dentro de trinta minutos ao local onde Hikari e Jou estavam.

Mas... Ainda uma dúvida pairava em sua mente:

- Como que ele sabe meu nome e os dos outros, e até quem são nossos parceiros?!

---

- Queria saber como estão os outros... – suspirou Mimi.
- Queria saber se ela está bem... – confessou Miyako – Desde que ouvimos aquela notícia...

...
- Neechan? – Carol olhou-a – Tudo bem?
- Tudo... – murmura: Eu acho...
- Animem-se! – Taichi sorriu mais uma vez a ela e a Hikari, que também estava chocada com aquilo – Eu tenho certeza que ele está bem!
- Isso mesmo! – reforçou Agumon – Aquela dupla não desistiria tão fácil, quanto mais deixarem o inimigo matá-los!

- Hikari-chan... – Takeru colocou a mão no ombro dela – Acredite no Daisuke-kun. É a única coisa que podemos fazer por enquanto. Acreditar nele.
- Eu... Eu acredito nele, mas... Mas aquele grito e aquela sensação de...
- Hikari! – Miyako encarou-a – Ele pode ser um idiota às vezes, mas deu pra sentir que agora o Daisuke adquiriu juízo e responsabilidade! Então ele deve estar bem!

- Como podemos ter tanta certeza disso? – sussurrou a Geijutsushi.

- Não deveríamos tentar entrar em contato com ele? – perguntou Sora – Talvez assim isso aliviasse essa tensão...
- Eu já tentei fazer isso... – respondeu Iori – Até agora nenhuma resposta...
- Não vamos descartar as outras possibilidades – Ken relembrou o grupo – O D-terminal pode estar sem bateria ou está havendo algum erro que impede das nossas mensagens chegarem até lá.

- Eu... Eu não posso acreditar naquela ave... – murmurava pra si mesma a jovem de cabelos morenos acastanhados – Não posso...

- Talvez devêssemos ir o mais depressa possível para a ilha e encontrarmos logo nossos parceiros! – argumentou Yamato.
- Zudomon – Jou olhou para baixo, visualizando a nuca do seu parceiro gigante – Teria como ir um pouco mais depressa?
- Farei o possível. – respondeu.
- Aaaah, Estou ficando doloridaa!! – reclamou a Tachikawa – Quando nós iremos chegar?!
- Mimi-san... Tenha paciência, por favor... – pediu o Izumi.

- Motomiya... – suspirou, enquanto olhava para o casco de Zudomon, encolhidinha e abraçando suas pernas.
- Ni-chan... – Bunni estava no ombro de Carol, que se sentava ao lado esquerdo dela – Anime-se, por favor...

A Inoue passou a observá-la acidentalmente quando ouviu um pequeno murmuro da menina. Ela demonstrava estar no mesmo estado da Yagami, porém... Parecia ser um pouco mais “complicado”.

E a escolhida da Energia lembrou também da relação do goggle boy com a Geijutsushi.
E pôs a comparar a relação da Yagami com o mesmo.

Duas pessoas diferentes. Duas personalidades distintas uma da outra.
Mas... No fundo compartilhavam o mesmo medo, e a mesma fraqueza:

Estarem em dúvidas quanto ao que realmente aconteceu a Daisuke.

“Ela...”
“Ela é tão diferente da Hikari...”
“Mas, está preocupada com ele... Assim como a Hikari-chan.”

“Naquela vez, ela deu um sermão nele...”
“Mas fez algo que ninguém esperava que faria...”

“Por que ela é tão quieta e fechada?”
“Por que ela só fala com o Taichi-san, Carol-san e com o Iori?”


...

- Por quê...?
- Miyako-san – Takaishi acordou-a dos flashbacks – Ela deve estar bem. Nós vamos encontrá-la. Assim como iremos encontrar o Daisuke-kun e o Wallace.
- Sim... Só estou preocupada com a Nina-chan...

- Aquela garota maluca... – bufou Yamato – Espero que ela não tenha ido muito longe, e que os Bakemons não tenham a pegado.

- E nós temos mais problemas agora... Estamos separados dos outros – suspirou outra vez a escolhida da Pureza – O que vamos fazer agora?

- Esperar até o amanhecer para podermos procurar por eles. – decidiu o loiro Ishida.

- Oniisan está certo – concordou – Nossos digimons estão cansados, precisam recuperar as energias.

- Ok... Então... Boa noite! – A garota dos cabelos castanhos com mechas rosa abriu aquela sua bolsa (nota: Uma bolsa tira-colo parecida com aquela que ela usou cinco anos atrás em sua primeira aventura pela DW) e usou-a como um travesseiro.

- Mimi-san *gota* – Miya e Takeru deram um longo suspiro, enquanto o escolhido da Amizade fazia o famoso facepalm.


#20 - Ataque no acampamento! O gatuno mostra suas presas!




Do outro lado daquela área, uma intensa batalha era travada contra os exércitos de Ranamon.

Um ataque repentino de rajadas flamejantes... Soldados paralisados subitamente...
Vários digimons inimigos sendo transformados em meros dados digitais.

E tudo isso... para defender as avezinhas (Penmons, Muchomons, Falcomons, etc), insetos (tipo Wormmons, Kunemons, etc)
As tropas procuravam por Piyomon, que já estava ao lado de sua parceira, e Tentomon, cujo ninguém sabia seu paradeiro por enquanto.

- LIGHTNING NAIL!

“Zap”. Mais um Cerberumon foi paralisado. O gatuno apontava para uma área livre, indicando o caminho para os pequenos digimons de nível infantil pudessem se salvar.
Em seguida, o troglodita canino foi destruído por uma poderosa labareda vinda da penumbra das árvores.


- M-maldito! – rosnou um Cerberumon um pouco mais robusto que os outros três, que eram pequenos e baixinhos.

- Cale a boca! – devolveu na mesma grosseria o misterioso guerreiro da noite – Quem vocês pensam que são para atacarem estes pobres inocentes?!

- Morra... Em nome do meu esquadrão! – avançou, com suas poderosíssimas garras.

- Seu esquadrão vai voltar são e salvo na Cidade do Princípio. Não perca seu tempo lutando contra um digimon de intelecto superior. – estalou os dedos; e olhou pelo canto dos olhos para o cão.

De um canto saltou uma criatura gigantesca, com asas flamejantes e olhos vermelhos sangue brilhando violentamente.

- O QUE É ISSO?! – grunhiram os outros Cerberumons.
- Esse... Esse digimon é... é...!

- Ah? Ficaram com medinho agora, huh? Eu até os deixaria vivos, mas se eles descobrirem, temo que os eliminem e assim jamais poderão renascer num digitama.

Lightnimon olhou para o grupo de cachorros digimon, que aparentemente estavam assustados com aquela coisa que apareceu na frente deles.
E este riu. Riu de forma inocente, como se brincasse com aqueles digimons de nível perfeito.

- Não deveriam pensar que sou o vilão. Eu não sou um digimon mau. Por isso, sem ressentimentos, pessoal... – riu outra vez – Se eu fosse, os escolhidos já estariam a minha procura, impedindo que eu concretizasse meus planos.

- Q-Quem é você?! O que... O que... Quer...?!

- O mesmo que os escolhidos querem. – respondeu, seriamente – E para que possamos conseguir isso, por ser o único objetivo que temos em comum, preciso tirar vocês de cena.

Fitou o monstrengo gigantesco: – Chega de conversa, termine logo o que viemos fazer aqui...

- Ah. – respondeu. Apontou seus punhos para os caninos e, usando as chamas que faziam suas asas, carregou-os.

- E-Espera... Esses punhos... – notou o mais novo dos cães – Essa forma... Não pode ser... Isso é um Fladramon?!
- Correçãozinha – intrometeu-se Lightnimon – Burning Fladramon.
- Não é possível... ENTÃO VOCÊ É...

- Bye, bye. – o misterioso digimon negro de pompom prateado sumiu num piscar de olhos, enquanto o digimon gigantesco (que agora sabemos que é o Burning Fladramon) lançou seu poderoso ataque:

- KNUCKLE HEAT!

E as chamas intensas do digimon dragão transformaram-nos em meros dados.
Terminada a tarefa, o pequeno voltou-se ao seu “comparsa”:

- Não acha que foi muito descuido seu ter aparecido? Ordenei que atacasse de longe! Se descobrirem que você está comigo e que pode evoluir sem precisar do seu parceiro, irão confundi-lo comigo.

- Eu sei... Desculpe...
- Não quero desculpas, Burning Fladramon. Isso não irá mudar nada se nos pegarem.
- Certo...
- Agora vamos.

Ao dar um passo, ouviu o som das folhagens se movendo. O digimon mascarado atacou então o dragão, que voltou a forma infantil e o atirou contra um arbusto.
V-mon tentou perguntar, mas logo presenciou o “parceiro” esquivando de agulhas.

E em seguida foi surpreendido por trás por um punhal de gelo, colocado próximo de seu pescoço. Suas mãos foram meio imobilizadas e uma voz feminina cortou o silêncio:

- Então você quem destruiu o Esquadrão 2B, certo? Quanta audácia sua...

- Ah... Diferente da Frostmon... – disse ele, normalmente e sem se importar muito com uma lâmina prestes a cortar sua garganta – Você veio assim que um daqueles cachorrinhos escapou, não é?

- Quem é você e o que tem em mente? – foi direta e áspera.
- Por que quer saber? – devolveu no mesmo tom.
- Porque não posso deixar que os planos do mestre sejam arruinados por qualquer um!
- Qualquer um...?

Seus olhos brilharam. Fechou os punhos e “sorriu”. Segurou uma risada que queria dar ao ouvir tamanha arrogância da guerreira da água. De qualquer forma, não tinha como revidar, já que o punhal estava perto. Suas mãos estavam presas pelos pulsos, sendo seguradas pela mão da anfíbia. A outra colocava a arma em seu pescoço.

V-mon olhava aquilo quietinho. Queria poder evoluir e tirá-lo dali depressa, mas tinha certeza que Lightnimon ficaria bravo com ele outra vez.
Máximo que podia era observar...
E torcer para que o “companheiro” tivesse algum plano em mente.

E era isso que ele fazia. Pensava num modo de se soltar. Mas claro que aquele brilho nos misteriosos olhos avermelhados significava alguma coisa.

- Lady Ranamon... Não deveria subestimar um desconhecido. Pois... Ele pode ter certos truques na manga.

Dizendo isso, Lightnimon tirou suas mãos das luvas, agarrou a mão do punhal, desarmou-a, retirou a máscara, segurou a arma com a boca, agarrou o braço da digimon com a outra mão e a jogou por cima do ombro contra o chão. Pegou as luvas antes de elas caírem no solo e as colocou outra vez. Segurou o punhal com a mão direita, colocou a máscara novamente em seu rosto.

Tudo isso numa impressionante velocidade.

- Ghn! C-como... – Ranamon balbuciou, enquanto levantava-se do chão.
- You are too slow. – comentou, com sarcasmo.
- Ora, seu…!
- Bem, isso é só um aviso. Não pense que sou fraquinho, heheh.
- Grosso!
- O que vocês estão procurando, hm? Vamos, diga!
- Quem é você?! E como sabe que meus servos estão procurando por algo?!
- Responda minhas perguntas, e talvez eu te deixe sair ilesa.

Ela levantou-se num salto, aterrissou de pé e o encarou. Quem era aquele estranho e o que ele sabe sobre suas buscas?!

- Se eu responder – disse ela – Você terá de responder as minhas perguntas!
- Parece justo... Isto é, se você for justa.

- Estou procurando por uma ave rosa, uma Piyomon fêmea que é parceira de uma escolhida. E uma Joaninha estúpida, um Tentomon, cujo é parceiro de um garoto.

- Hmm... Ok.
- E quanto a você?! Quem és tu?! E o que pensa estar fazendo em eliminar os meus soldados?!

- Ore? Eu sou Lightnimon, o guerreiro da noite. E eu estou aqui em defesa dos digimons inocentes que vocês estão matando só para encontrarem estes digimons que pertencem ao grupo dos escolhidos!

- Nunca ouvi falar de você antes.
- Talvez por preferir o anonimato ou... Ser um gatuno habilidoso, huh?



- O que ele pensa que está fazendo?! – pensou V-mon – Ranamon não me parece ser cérebro de passarinho como a Frostmon!



- Ranamon... Posso saber qual o seu interesse naquela humana em que está junto dos escolhidos e que seus Bakemons comentavam?

- Vingança. Foi graças a aquela maldita que eu não pude pôr minhas mãos naquela orelhuda idiota que foi enviada por aquele anjo fajuto!

- Ah? Orelhuda? Eu acho que vi uma coelhinha Younenki II rosa, de olhos verdes e usando um pingente interessante...

- Eu estou de olho nela ainda! Ela não pode continuar a solta! Ela deve ser eliminada!
- O que ela tem de tão perigoso assim? – mostrou-se interessado.
- Por que te interessa?
- Tenho curiosidade...
- Se eu contar... Você terá de fazer um favorzinho a mim.
- Contanto que ponha de fora os digimons inocentes...

- Então temos um acordo. Aquela digimon é especial. Chama-se “Digimon do Desejo”, e possui o poder de conceder seu poder aos outros digimons e libertar os fragmentos dos escolhidos. Graças a essa peste três dos oito fragmentos foram ativados. Por sorte, o escolhido que possuía o fragmento da Determinação está morto. Mas o problema será maior caso aquela coelhinha idiota consiga liberar o fragmento da Bondade, Desejo, Felicidade, Esperança e Luz.

- Certo... E o que queres que eu faça?

Ela olhou direto nos olhos dele, e falou de uma forma clara:

- Mate-a.

A reação do guerreiro aparentava ser normal. Por dentro, aquilo foi algo meio inesperado. A vontade da inimiga de capturar a coelha podia ser algo previsível, mas não que ela o encarregasse de dar um fim nela.

E se falhasse? Ranamon o mataria? Agora sim...
Seus planos provavelmente teriam de incluir mais um para que pudessem prosseguir.

- Eu... Matá-la?! – exclamou.
- É. Ela é um simples digimon bebê II, você mesmo sabe disso.
- Não acho que seja preciso dar um fim nela... – discordou – Mas... Se você insiste...
- Faça isso... Ou eu te mato.
- Ok. É um bom argumento...
- Ótimo. Quando o trabalho estiver feito, procure-me e entregue aquilo que a peste rosada usa no pescoço.
- Tá... Farei o meu melhor.

Ranamon sorriu diabolicamente e desapareceu num piscar de olhos. O gatuno sabia que a expressão facial da guerreira não significava boa coisa... E também suspeitou MUITO que ela tivesse dado tais informações, uma tarefa... E sair assim do nada, deixando aquele punhal ali.

- Ela está tramando algo... Será que já descobriram tudo?

- Eh? Como assim? – falou o azulzinho.

- Evolua outra vez; e destrua isto – jogou o punhal na direção das folhagens, fazendo o mesmo movimento rápido que fez anteriormente para salvar Piyomon e a Takenouchi do Cerberumon.

A adaga foi destruída por um “slash” flamejante. Lightnimon andou até o digimon gigantesco e deu sua ordem:

- Encontre aquela coelhinha Younenki II. Teremos de fazer umas mudanças nos planos.

---

- Nenhum sinal deles... Que bom. – respirou aliviadamente o escolhido da Coragem, bisbilhotando da entrada do esconderijo, usando algumas moitas para cobrir a caverna.

- Será que eles não vão perceber? – perguntou uma Choujutsushi ainda assustada com aquilo tudo.

- Acho que não. – respondeu o Izumi – Os sinais dos Bakemons estão longe daqui. Acho que devem ter pensado que fomos para lá. Sorte que trouxe o meu portátil...

- Koushiro-san – Bunni pulou na cabeça dele – Você pelo que soube é o cabeça do grupo, não? Bem, não tem como usar seu notebook para rastrear o sinal do digivice do Daisuke-san e do Wallace-san?

- Até é possível fazer isso, mas... O sistema não é tão bom assim para identificar o usuário... Ao menos que...!

- Ao menos que...? – os restantes ficaram curiosos.

- Vai levar um tempo, e precisarei de um D-3 para verificar uma coisa. Se funcionar, talvez possamos encontrar o Daisuke-kun!

- Sério?! – exclamou o Yagami, abrindo um sorriso esperançoso.

- Mas para isso temos de nos reunir com os outros, Taichi-san.

- Não podemos usar o digivice para achar o sinal deles? – sugeriu Agumon.
- Você está muito cansado – recusou Taichi – Melhor passarmos a noite aqui.
- Ahn... Eu ainda tenho um pouco de energia...
- Não, Agumon. Não podemos te colocar em risco. Eles estavam tentando capturar você e te destruir antes, não estavam?
- Sim...
- Então não posso arriscar. Nem deixar que se arrisque.

- Taichi-san cresceu muito desde a nossa primeira aventura... – pensou o Izumi – Antigamente ele seria o primeiro a arriscar tudo... Mas depois que o Agumon evoluiu para Skull Greymon...

- Ah! Koushiro-san, Taichi-san! Não poderíamos mandar um mail a eles com o D-terminal? – disse a garota.

- Isso seria arriscado! – discordou ChibiBunnymon – Se os Bakemons ouvirem o som dos D-terminais, eles nos encontrarão rapidamente!

- Não temos escolha. – decidiu o líder do grupo – Iremos passar a noite aqui.

Concordaram, acomodaram-se no fundo da caderna e se prepararam para descansar.

---

No meio da noite, no pequeno acampamento improvisado pelos cinco...

Uma pessoa tentava dormir. Mas não conseguia.
Não tinha como. Aqueles olhos... Aquela sensação...

- Quem é você, Lightnimon? – murmurou bem baixinho. Levantou-se, saiu da tenda e sentou-se no chão, olhando para o céu estrelado da Digital World.

Aquele ar puro da noite, aquelas constelações desconhecidas por ela...
A lua a brilhar...

Jamais estivera longe de casa. Jamais estivera em uma expedição ou em um grupo.
Jamais pensara que teria contato com criaturas de outro mundo, que fossem tão parecidas com eles...

E nunca lhe passou pela cabeça que teria vontade de vir com os escolhidos atrás do Motomiya.

Mas... Ele não era tão estranho assim. Alguma coisa no fundo o fazia ser tão familiar.
Como um garoto de doze anos, que só o viu uma vez em 1999 antes de se mudarem para Odaíba, poderia ser tão familiar?!

E aquelas vezes que ele tentou falar com ela, depois dos ocorridos do ano anterior?!
Depois daquela batalha sinistra, onde os escolhidos, ela e Carol viram o goggle boy semimorto após vencerem a terrível besta demoníaca que era a fusão duma bruxa de cabelos castanhos e olhos roxos e de um monstro vil e aterrorizante?!

Tinha a ver com aquilo que a Bunni tinha dito quando a Carol teve uma visão ou algo do tipo?

- Não deveria ficar aí sozinha...

Tomou um susto e voltou pra realidade, quando olhou para trás...
Viu uma silhueta. Por um momento pensou que era...

- Motomiya?

A sombra aproximou-se e sentou ao lado dela. Não, não era o Daisuke.
Era o escolhido da Bondade, que também não conseguia dormir...

- Não conseguiu dormir também? – diferente de costume, ela tentou puxar assunto.
- É. Não consegui... Aquela Frostmon... O que ela disse não faz sentido.
- Eu sei... Eu acredito que seja mentira, que ele esteja vivo.
- Geijutsushi-san... Estou me sentindo meio incomodado com isso.
- Ahn?

Olhou-o, um pouco confusa. O moreno percebeu e pôs a explicar:

- Não teríamos acesso a DW sem que um D-3 abrisse o portal. Misteriosamente nós não conseguimos abri-lo do mundo humano, por estar fechado por dentro. Mimi-san não poderia abri-lo, já que o seu digivice é um modelo antigo. Isso só nos resta a acreditar que foi o Motomiya-kun quem o abriu para que possamos vir.

- Sim, isso é provável, mas... O que aconteceu a ele depois...? Isso pode ter acontecido depois dele ter aberto o portal...

- Não. Não aconteceu. – argumentou – Enquanto seguíamos procurando pelos parceiros dos outros escolhidos mais velhos, percebi que o meu D-3 detectava u sinal peculiar. E ele logo desaparecia. Talvez seja meio equivocado, mas pode ser o sinal do D-3 dele.

- Ou um digimon... Como aqueles Doumons...

- E as folhagens queimadas na costa... Ao menos que tenham sido causadas por algum outro digimon do tipo fogo... Mas... Onde então esse estranho teria conseguido as goggles do Daisuke?

- Espera... – Nina se tocou de quem o Ichijouji suspeitava – Não está querendo dizer que o estranho digimon que ajudou o Agumon, Palmon e Gomamon seja o...

- É só uma suspeita, Geijutsushi-san. Posso estar enganado... E ele estar perdido por aí.

A cabeça da jovem começou a processar tudo aquilo.
Lightnimon estava com o V-mon, certo?
A descrição dada pelos parceiros de Taichi, Mimi e Jou batiam com a daquele gatuno.

- Ken! Eu... Eu acho que...! – levantou-se depressa.
- O que foi?! – assustou com aquela reação dela.
- Tudo... Tudo faz sentido agora!
- Hein?!

A pedra do colar brilhou subitamente, surgiu uma seta indicando uma direção.
Sem pensar e sem dar satisfações, a Geijutsushi saiu correndo, seguindo a seta.

- G-Geijutsushi-san?! Aonde você vai?! – berrou Ken.

- PRECISO CONFERIR UMA COISA! NÃO SE PREOCUPE! – gritou de volta.

- É perigoso demais sair assim! – levantou-se depressa e a seguiu. Pegou o D-terminal do bolso e enviou uma mensagem.

Logo Iori, Armadimon e Wormmon estavam vindo atrás deles.

Talvez chegassem numa boa hora...
A um certo local...

---

A caverna estava silenciosa. Até mesmo Agumon, que tinha o costume de roncar alto, não fez ruído algum.

Camas improvisadas com folhas grandes de bananeira que pegaram das árvores próximas das redondezas, Koushiro apegado ao seu notebook (protegendo-o de qualquer coisa que pudesse quebrá-lo) dormia no canto e um pouco afastado de Taichi.
O Yagami e seu dino laranja dormiam do outro lado de Koushiro, e no oposto do portátil. Já a menina dos olhos verdes estava na outra ponta, um pouco distanciada dali caso os companheiros fossem de se mexer enquanto dormiam.

Bunni dormia encostada na barriga de Agumon, que a protegia com uma de suas patas.

...

Passos leves e cuidadosos moviam-se em direção do esconderijo do mini-grupo do escolhido da Coragem. Esgueirava-se pelas árvores, e escondia-se nos arbustos quando pressentia que alguém estava vindo.

Chegou até um enorme buraco que era oculto pela flora, árvores formando uma “parede” que dependendo do ponto que se via, a caverna era “tapada” pelos troncos.

Encostou-se de costas na parede lisa e rochosa, olhou para dentro. Não se via nada além da escuridão.

Claro, Yagami tinha pensado nisso. Quanto mais fundo estiverem naquela caverna, as chances de qualquer inimigo encontrá-los serão menores! E Agumon poderia também iluminar o ambiente e aquecê-los.

- Interessante... Pena que é um plano tão clichê e previsível... – comentou mentalmente o indivíduo.

Entrou com cautela na caverna e prosseguiu até o fundo dela. Seus olhos eram especiais. Conseguia ver naquela escuridão.

Parou alguns metros do grupo. Agora esta parte seria um pouco mais difícil. Não poderia fazer qualquer ruído ou encostar nas crianças. Se acontecesse isso, teria de enfrentar um Greymon ou até um Metal Greymon feroz.

Pé por pé aproximou-se de Agumon e da pequenina. Preparou para o que tinha vindo fazer lá. Ergueu as garras em direção do parceiro de Taichi, com elas faiscando.

Seu objetivo ali era...

E estava prestes a completar sua missão quando...

- PARE!

- Mas o quê?!

Carol acordara instantaneamente e misteriosamente. E esta saltou como um tigre feroz pra cima do desconhecido, empurrando-o contra o chão. Os dois saíram rolando para fora da caverna.

Param do lado de fora, ela tentava socá-lo, mas suas mãos eram bloqueadas pelas dos invasor.
O barulho chamou a atenção dos rapazes, e dos digimons. Estes correram para fora e viram a Choujutsushi lutando.

Aquele confronto estava prolongando-se. O indivíduo então a empurrou contra o rapaz da gigantesca cabeleira. Mas ela não desistiu e avançou outra vez, não dando tempo que os escolhidos a pegassem.

Derrubou-o no chão outra vez, os olhos dela encontraram-se com os dele.
E aí ficou claro para ela. Claro demais.

- V-você! Você...!
- Me solta, humana! Gh!
- Quem é você?! O que veio fazer aqui?! Vamos, diga!

- NEECHAN!!

Uma voz percorreu pelos cantos. Todos se voltaram para a direita e viram uma Geijutsushi atônita com o que via.

Não podia ser verdade. Desejava que não fosse verdade.
Mas era.

- ... Lightnimon?! – soltou ela, colocando as mãos na boca. Estava incrédula.

- Lightnimon?! – exclamaram os demais. Idem a Ken, Iori e seus parceiros, que chegaram a tempo de ouvir aquilo.

- Droga...! – empurrou Carol e desapareceu pelas árvores.

Enquanto os outros foram ver se a menina estava bem...
Dúvidas surgiram na cabeça da morena acastanhada.

- Lightnimon... Você... Você é nosso inimigo?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:40 am, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 6:56 pm






Desde que chegaram a Digital World, um misterioso digimon, denominado Lightnimon, os observava nas sombras. Este mesmo ajudou Agumon, Palmon, Gomamon, Nina, Sora e Piyomon.

Porém o mesmo também auxiliou Frostmon, dando-lhe idéias de como poderia atacar os escolhidos. E ultimamente foi encarregado por Ranamon de dar o fim na Digimon do Desejo, ChibiBunnymon.

Ken suspeitava de quem poderia ser o autor dessas ajudas. Nina apenas associou os fatos e deduziu as razões para que Lightnimon estivesse ajudando-os e estar protegendo V-mon.

Mas... Agora toda aquela idéia foi descartada quando...


- ... Lightnimon?! – soltou ela, colocando as mãos na boca. Estava incrédula.

- Lightnimon?! – exclamaram os demais. Idem a Ken, Iori e seus parceiros, que chegaram a tempo de ouvir aquilo.

- Droga...! – empurrou Carol e desapareceu pelas árvores.


... O digimon mascarado atacou sua melhor amiga.


- Lightnimon... Você... Você é nosso inimigo?! – pensou ela, olhando para a direção que o gatuno tomou.

- Choujutsushi-san, você está bem?! – perguntaram Iori e Ken, ao mesmo tempo.
- Carol-san...? – idem ao Koushiro.
- O que aconteceu aqui?! – perguntou-se o Yagami.

- Não... Eu não posso acreditar nisso! – berrou Nina, ainda confusa.

Os cinco olharam pra ela, enquanto os digimons observavam ao redor para se assegurarem que não tinha mais nenhum inimigo por perto.

- Por quê?!
- Nina-san... Você...? – Iori olhou-a, confuso.
- Ah? Não... É que... É que...
- Isso não importa agora! – falou o Ichijouji – O que aquele digimon estranho fez aqui?! – voltou-se a Carol.
- Ele tentou atacar o Taichi-san, o Agumon e a Bunni!
- Espera... Tentou me atacar?! – disseram os três citados ali.
- Sim. – acenou positivamente com a cabeça – Aquele digimon de olhos vermelhos tentou atacar-los.


Não fazia sentido algum. Como ele poderia ter atacado?! Não foi ele quem ajudou Agumon antes?! O que o levaria a fazer aquilo?!


- Eu... Eu não consigo entender... – comentou Agumon – Era o digimon que havia me ajudado!
- O mesmo que me salvou dos Bakemons...
- Nina, você está dizendo que...
- Sim, Yagami. Aquele digimon que atacou... Ele quem me salvou dos Bakemons!
- Isso não faz sentido! – exclamou o Ichijouji – Como que... Ele pode ter ajudado antes e ter os atacado agora?!
- Não sei o que ele queria com isso... Mas não podemos subestimá-lo. – falou o Izumi – Pelo jeito é um indivíduo muito esperto e cheio de truques.
- Ah. Ele é... – A Geijutsushi lembrou-se da rota de fuga, que foi divertida até.
- E se ele tiver enganado vocês? – supôs Bunni.
- Não podemos descartar essa hipótese, mas também não deveríamos julgá-lo assim sem sabermos as verdadeiras intenções dele – argumentou o Hida.
- Isso, dagyaa. Se ele ajudou o Agumon e os outros, deve haver algum propósito, dagyaa.
- Acho melhor deixarmos isso de lado e dormirmos um pouco – sugeriu Wormmon – Se houvesse uma batalha, nós já estaríamos perdidos.
- Sim, dagyaa... – concordou – Ainda estou cansado, dagyaa...
- Ok. Vamos voltar para a caverna, e faremos turnos para vigiar. – decidiu Taichi.

Os demais concordaram, mas a menina dos olhos castanhos fitou a pedra que estava gravada o brasão do Desejo.

Estranho... O brilho não desaparecera. Apontava para uma árvore. Pensou em ir ali, mas não agora.
Esperaria que os outros dormissem.

- Eu... Eu fico de vigia. – ofereceu-se.
- Neechan?! Não acha meio arriscado?
- Carol, eu sei o que estou fazendo...
- Se tiver problemas – falou Ken diretamente para ela – Não hesite em nos chamar.
- Certo. – acenou positivamente com a cabeça.

O grupo entrou e ela ficou ali sozinha.
E tinha a impressão que ele não tinha ido embora ainda.

Passou algumas horas e ela continuava sentada ali na porta.

...

- Droga... Tenho de tomar cuidado com aquela garota dos olhos verdes... – sussurrou para si mesmo.
- Lightnimon... – V-mon, que estava no solo enquanto o “parceiro” ficava empoleirado num galho robusto, murmurava – O que você quer mesmo com a Bunni?
- Você entendeu, não? – respondeu, olhando para o brilho das goggles e os olhos vermelhos do azulzinho – O que eu quero é--

- Ok, por que você tentou atacar o Yagami e os outros?! – pipocou uma Geijutsushi atrás de V-mon, se apoiou na cabeça do dragãozinho e encarou os olhos cintilantes do guerreiro.

- O que raios você está fazendo aqui?! – falou ele.
- Eu quem deveria perguntar isso, não é?! – retrucou ela.
- Ni-chan... Poderia falar mais baixo?! – pediu Vee.
- Vamos, me diga! O que te deu na cabeça?!
- Essa idiota vai estragar meus planos... – bufou Lightnimon, descendo da árvore, pegando-a pelo braço e ordenando que V-mon os seguisse.
- Ei! O que você--
- Cale a boca. Eu sei que vou me arrepender disso depois, mas se eu não fizer isso...
- O quê?!
- Não, sua humana idiota, eu não vou te matar.
- V-Vai fazer o quê então?!
- Estou sendo obrigado a te explicar. Mas se você deixar que escape, assim como você deixou escapar o meu nome... Aí sim que eu te mato.
- Eeeei! Foi um acidente! Sério!
- Lightnimon... – V-mon interveio – Ela não tem culpa! Por favor...
- E você fica na tua, ouviu?! – rosnou o “chefe”.
- S-Sim...


#21 - Encontre Tentomon!




Andaram até a margem do lago. Lá ele a soltou e encarou-a nos olhos.
Aquele mesmo olhar de antes... Olhos castanhos que se encontravam com os avermelhados.

- O que você queria fazer lá? Por que eu sinto que... Não é o que eles pensaram?
- Se você sabe qual era a minha intenção, por que então veio tirar satisfações comigo?!
- Eu queria... Queria acreditar que tudo não se passou de um mal-entendido!
- Claro que se passou!

- Ni... Lightnimon... – V-mon entrou na discussão – Vocês querem se resolver logo?

- Não se meta nisso! – disseram os dois, dando um olhar atravessado ao digimon.

- D-desculpe... *gota*

- O que você queria com eles, hein? – voltou a interrogar.
- Ranamon está interessada na ChibiBunnymon. Pronto, falei.
- Não, você não falou tudo. Por que então você tentou se apossar dela?

- Ranamon mandou o Lightnimon matá-la...

- Mandou?! – arregalou os olhos, surpresa.
- V-mon! – fuzilou ele com o olhar.
- Então... Você ia...
- Não! Não ia! – voltou-se a ela de novo – Eu não teria coragem de fazer algo assim!
- Então... O que pretendia?
- fazer o mesmo que estou fazendo com ele – apontou para o dragão criança.
- Levá-la junto com vocês?!
- Desta forma Ranamon pensaria que ela estaria fora do caminho.
- Mas ela faz parte do grupo! – contestou a garota – Assim como o V-mon também é!
- Só que se ele for encontrado pelos escolhidos...

Fez silêncio, olhou para o comparsa temporário. Em seguida olhou para Nina, e desviou novamente dos olhos dela.

- Vocês seriam eliminados logo depois dele disser que o seu parceiro está morto.
- O... O quê?!
- Por isso que ele não pode se unir a vocês ainda. Não sem ter encontrado o garoto.
- Eu não sabia... Se... Se soubesse...
- E eles também estão procurando pelos parceiros de seis escolhidos. Para darem um fim neles e evitar que Taichi, Yamato, Sora, Mimi, Koushiro e Jou possam ajudar a reverter essa situação.
- Espera... Você sabe o nome deles?!
- Claro que sei.

- Uh, acho melhor ela voltar antes que... Alguém perceba...

- Então você e o V-mon estão procurando por eles e evitando que os machuquem?! – concluiu ela.
- Isso. Só não conte a ninguém. – falou seriamente.
- Isso te faz um... Amigo nosso, não é?
- Não sei aonde você quer chegar, garota...
- Não entendo ainda por que se esconder de nós...
- Se eu me unir a vocês, as coisas não andarão nos conformes. Vocês têm de resolver isso, são os escolhidos. Os defensores da Digital World.
- Eu... Eu sinto como se já te conhecesse... – confessou – Não tenho medo de você.

- Gente... Essa conversa poderia ser um pouco mais rápida...?

- C-como?! – disse em um tom de confuso.
- Você parece ser rude, frio e anti-social. Mas no fundo... No fundo eu vejo que é um cara gentil, bondoso e amigável.
- ... Ok, ok... Chega de papo. – virou-se e saiu andando – Vamos voltar e não conte a ninguém o que eu te disse.

V-mon seguiu-o, e a menina... Abriu um sorriso e apoiou-se de novo na cabeça azulada do parceiro de Daisuke (e ele não gostou muito daquilo).

- Lightnimon... Você parece com o meu amigo desaparecido.
- Ehh?! – virou-se para ela, chocado.
- É você? – seus olhos brilhavam esperançosamente.
- ... Não. – continuou caminhando.
- Não...? – murmurou desanimadamente.
- Ni-chan... – V-mon olhou-a – Não fica assim...
- Você o viu? – perguntou.

Ele olhou-a pelo canto dos olhos. Em seguida para o chão.
Sim, o misterioso digimon mascarado parecia saber algo a respeito do Goggle Boy.

Mas... Será?

Fechou o punho com força, refletiu bem e respondeu:

- Não. Mas eu acho que você o encontrará logo. Continue procurando por ele, não se desanime... Ni-chan. – olhou-a, “sorriu”.

- Você... Acha?
- Agora podemos ir antes que seus amigos percebam que não está vigiando?! – resmungou.
- Ah... Yes, sir! – bateu continência e apressou-se, puxou Vee pelo pulso, pegou o gatuno pela mão e saiu correndo.

Ele praticamente corou. Mas como cobria seu rosto, ninguém percebeu esse detalhe.

Ao chegar lá, ela olhou-o, alegre:

- Obrigada por me dar esperanças de que ele esteja vivo. Quase deixei de acreditar. Mas se não fosse por você e pelo Ken...
- Agora vai logo antes que eu me arrependa amargamente de ter dito aquilo tudo.
- Você ainda vai levar a Bunni de nós?
- Se vocês a protegerem bem... Não precisarei fazer isso...
- Mas... Mas a Ranamon irá te matar se... – falou o azulzinho.
- E os escolhidos virão atrás de mim pensando que sou inimigo deles *sigh*
- Então...?
- Se Ranamon cruzar o nosso caminho... Eu irei destruí-la antes que faça algo a mim ou aos outros.
- Isso... Me lembrou... – falaram Ni e Vee.
- Eu não sou seu amigo, ok? Não insista nessa idéia. – respondeu, pegando V-mon pela cintura e saltando para a copa das árvores.

Agora estava claro.
Ele dizia não ser. Talvez não fosse.
Mas suas intenções eram justas e nobres.
Seria como um Robin Hood da Digital World?

A Geijutsushi voltou para a caverna e continuou a vigiar.
Só que o colar ainda brilhava. Não entendia o porquê disso.

- O que isso significa? – pensou.

---

- Sora-kun! Você está bem?!
- Sim, estou.
- Vejo que você encontrou a Piyomon...
- Ela me chamou. Desculpem por ter saído sozinha sem ter avisado...

Sora chegou ao acampamento improvisado no meio da madrugada.
O anel de Tailmon brilhou e isto fez com que eles acordassem.
E assim deram conta que a Takenouchi tinha desaparecido.

- Estivemos preocupados! – disse a Yagami.
- Desculpem-me...
- Sorte nossa que aquele estranho nos ajudou – contou Piyomon.
- Que estranho?! – disseram os quatro.
- Era um Digimon todo preto, mascarado e que tinha olhos vermelhos e cabelos prateados.
- O que?! – exclamou Gomamon – Foi ele quem ajudou a mim e a Palmon na costa!
- Foi?! – Sora e Piyomon ficaram surpresas.
- Sim. Ele nos salvou dos Black Superstarmons.
- O anel da Tailmon brilhou e logo depois você sumiu... – falou Hikari.
- Eu tive a sensação de que alguém estava atrás de você. – explicou a felina.
- Frostmon estava me procurando... – relatou a ruiva – Sorte que apareceu esse tal digimon e me puxou para um arbusto a tempo.
- E ele parece não estar sozinho... – notificou a ave rosa – O que derrotou o Cerberumon foi uma rajada de fogo.

Pausa.
Rajada de fogo?!

- Ele tem algum parceiro ou algo assim?! – exclamou Jou.
- Parece que sim... – afirmou Sora – Ele disse “Daijoubu, ele é um amigo meu.” Quando nos tirou daquele lugar.
- Mesmo assim devemos ter cuidado com ele. – sugeriu Tailmon.

A conversa cessou-se e todos decidiram descansar.
Agora todos os escolhidos estavam seguros. Pois... Os Bakemons também tinham sido exterminados.

Tudo naquele período da noite.

- Serviço feito... – disse meio ofegante – Agora... É deixar o resto com eles.
- Acha que... Podemos descansar agora? – pediu o gigantesco dragão de asas flamejantes.
- Espero que possamos... – murmurou: E que eles fiquem bem...
- Ok.
- Ikuse, Burning Fladramon.
- Yosh.

Afastaram-se dali em segundos. Apenas restaram algumas folhagens tostadas pelas chamas do “comparsa”.

---

No dia seguinte...

Uma janela iluminava um cômodo. Este era um quarto gigantesco, cheio de mobílias na cor mármore. E numa cama branca e grande... Dormia alguém.

- Ei... Acorde!

Cabelos louros, pele branca...

- Está na hora de acordar...

Um sorriso tão inocente... A criança de doze anos sonhava com algo agradável.
E estava distante daquele lugar. Distante...

- ... Wallace!

Abriu seus olhos azuis lentamente. Espreguiçou e viu dois olhinhos olhando-o.

- Wallace! Você dorme demais! Estive te chamando desde que o Sol nasceu!
- Ah? Desculpe... Lopmon.
- Então... Então, vamos fazer o que hoje?!
- Não sei... Ah, deixe-me trocar. Estarei na cozinha daqui a pouco.
- Ok!
- E quanto ao Umbra? Ele está no castelo?
- Sim... Ele quem pediu para acordá-lo.
- Ok, diga a ele que estarei na cozinha!
- Tá!

Saiu do quarto e deixou o menino ir para frente de um enorme guarda-roupa na cor mármore.

Enquanto fechava a porta branca com maçaneta de prata, os olhos do Lopmon tornaram-se vermelhos e malignos. Sorriu de uma forma sinistra e seguiu adiante, descendo a escadaria.

---

......
.....................

- WALLACE!

O grito de um Terriermon que acabara de acordar de um terrível pesadelo desperta os outros digimons e seus parceiros.

- O que foi?! – perguntou Mimi, vendo o estado de choque do pequenino.
- Eu... Eu senti algo... Ele está em perigo! Preciso... Preciso salvá-lo!
- Então... – Yamato olhou para as garotas e para Takeru – Vamos procurar pelo Taichi e pelos outros.
- Certo! – acenou positivamente Miyako, e em seguida olhou para Hawkmon – Hawkmon?
- Estou cheio de energia, Miyako-san. – deu um olhar firme a ela.
- Palmon? – perguntou a Tachikawa.
- Estou bem agora!
- Patamon? – Takeru olhou-o.
- Sim, eu tenho forças para lutar de novo!

- Vamos nessa! – gritou a Inoue, apontando para o alto.

Saíram diretamente dali, com cautela.
E seguiram o sinal dos digivices, esperando encontrar o resto do grupo depressa.


- Eh? Já começaram a se mover?
- Hm... Interessante.


...

- Ok, vamos em busca do Taichi-kun e dos outros. – disse Jou.
- Ok! – acenaram positivamente as garotas.

O grupo de Jou saiu às pressas também.
E usando os aparelhos sagrados para procurar o restante.


- Ok. Eles também resolveram agir.
- Hm...
- Hein?
- Sinal... Então há outro digimon de algum escolhido por aqui?!
- Heheh...
– desapareceu num piscar de olhos, sem que ninguém o percebesse.

Porém a felina sentiu a presença de alguém.

Hikari dirigiu-se a ela: - Algum problema, Tailmon?
- Ahn? Eu pensei ter a sensação de que alguma coisa estava se movendo pelas árvores...
- Onde?

Apontou para a copa, a escolhida da Luz olhou para lá e não viu nada.

- Vamos, não podemos ficar parados por aqui por muito tempo! – disse Gomamon – Algum inimigo pode nos surpreender!

- Ah, tem razão! Vamos, Tailmon!

Apressaram-se. Mas a gata voltou a olhar para trás, diretamente para o alto e pros galhos.

...

- Ok! Todos prontos?!
- Ahn... A Neechan ainda está dormindo, Taichi-san *gota*
- Ainda?!
- Não podemos ficar aqui até ela resolver levantar – disse o Izumi – Os Bakemons podem perceber esta caverna a qualquer momento.
- Eu tenho uma idéia! – disse Carol, sorrindo.

Aproximou-se a Geijutsushi dorminhoca. Ken, Iori, Bunni, Taichi, Koushiro e os parceiros não entenderam de primeira o que ela iria fazer.

- Neechan~♪ – falou ela, com uma voz doce e agradável.

A menina virou pro outro lado. Mas a Choujutsushi não iria desistir.
Fechou os punhos com força. Respirou fundo e disse aquilo que era “proibido”:

- Você gosta do Daisuke-kun, não é mesmo?!

O grupo AINDA não entendeu.
Logo uma moça de onze anos de olhos castanhos e cabelos morenos acastanhados levantou-se instantaneamente esbravejando belas palavras a amiga:

- CAROL, EU JÁ TE DISSE QUE EU NÃO GOSTO DO MOTOMIYA! OUVIU BEM?!

- Funcionou... – riu.
- O que?! Isso foi um truque?!

Os rapazes deram um looooooooooooooooooooongo suspiro.

- Bem... – começou o Yagami – Pelo menos ela está de pé agora.
- Pensei que ela iria gritar ou algo do tipo... *gota* – comentou Ken a Iori e Koushiro.
- Pensei o mesmo... – responderam.

Depois disso, os seis saíram.

Passando alguns minutos, o digivice de Koushiro começou a reagir.
Mais do que depressa, o grupo seguiu o sinal, sem pensar no que poderia significar.

Mas é claro... Só poderia ser o Tentomon!
E sim... Era Tentomon.

E o mesmo encontrava-se em apuros.
Sendo caçado por outro grupo de Cerberumons, que agiam do outro lado da ilha.

A joaninha atrapalhada voava entre as árvores, tentando despistar os predadores.
Mas mais adiante esperavam os ursos. Ranamon havia dado o alarme para que as tropas 2C e 2D agissem caso houvesse algum ataque dos inimigos.

E ela também já tinha noção de que o gatuno não teria eliminado a coelha.
Não seria uma tarefa fácil, então só poderia esperar algum resultado satisfatório.

Ou ela fez isso por outros motivos. Talvez soubesse as intenções dele?
Ou seria outra coisa?

Tentomon estava quase sem forças para escapar. Só que se desistisse agora, nunca mais poderia encontrar o escolhido da Sabedoria. Quanto mais viver aventuras com ele e com o grupo dos escolhidos.

Esperava que o encontrasse agora. Que milagrosamente pipocasse um Koushiro com seu digivice para que pudesse evoluir e batalhar.
Seria inútil, já que os inimigos eram de um nível superior ao de Kabuterimon, mas poderia ao menos sair dali com mais rapidez.

Parou e escondeu-se nos galhos das árvores, bem lá no fundo, camuflando-se com as folhas. Ali sentiu alguém tocar em seu ombro. Virou sua cabeça lentamente e viu uma figura preta de olhos vermelhos e um tufo prateado gigante.

- Não faça barulho, Tento-san – sussurrou.
- Quem é você? – perguntou em um tom baixo.
- Meu nome não é importante agora. – respondeu – Digamos que estejamos do mesmo lado.
- Por que devo confiar em você?
- Porque sei onde está o Koushiro-san.
- Como sabe que eu tenho um parceiro e que ele...
- Perguntas demais. Quer ou não encontrar os escolhidos?
- Sabe onde eles estão?
- Sei. Eles estão aqui, nesta ilha. Procurando por você e pela Piyomon.
- Então...

- Tentomon – falou sério – Sua única chance de sobreviver é me seguir, sem questionar minhas ordens. Estes digimons estão a sua procura para te eliminarem. Os seis digimons dos seis escolhidos veteranos estão sendo caçados para serem destruídos por completo, sem que possam voltar como Digitamas. Eu sei que não pareço nem um pouco “simpático”, mas por dentro... Você sabe que eu não sou seu inimigo. Todos vocês sabem disso.

- Você... Não me parece ser mal, por que está dizendo isso?

- Acredite ou não, nossos encontros talvez não sejam amigáveis. E quando esses encontros desagradáveis chegarem, vocês terão de ver além das aparências. E também compreender a mensagem codificada das minhas ações.

- Mensagem... codificada...?

- Vamos logo, antes que eles nos encontrem! – pegou-o pela cintura e saiu saltando pelos galhos, escapando dos cães e dos ursos.

...

- Ele não deve estar muito longe... O sinal está perto! – alertou o ruivo.
- Será que ele não está fugindo? – supôs Iori.
- Se estiver... Os digimons inimigos estarão vindo atrás dele – comentou Nina.
- Não deveriamos se pessimistas... – bronqueou Carol – O Parceiro do Koushiro-san deve estar com problemas e nós precisamos ajudá-lo!

O “beep” do digivice roxo começou a tocar mais rápido e forte. O grupo apertou o passo, tendo uma impressão que o Hida estava certo.

Na direção oposta vinha ele e o parceiro do Izumi. E atrás deles, Waru Monzaemons.
Olhou para trás e viu os “ursinhos carinhosos” indo pela mesma rota em que estavam aqueles seis e os quatro monstrinhos.

Estalou os dedos e um vulto passou por cima deles, e escondeu-se na fileira de árvores do outro lado.
O misterioso mascarado então saltou do galho e ficou no meio da trilha. Soltou a joaninha metálica e a ordenou que corresse enquanto deteria os digimaus.

Não contestou e saiu voando. Até encontrar as crianças. Um abraço forte foi dado pelo Koushiro, mas Tentomon logo soltou-se de seus braços e falou sobre o indivíduo.

Olharam-se e decidiram: Seja lá quem fosse, iriam ajudar.
Continuaram em frente, até avistarem uma silhueta.

Já o outro digimon, o que ajudara o pequeno, não gostou muito daquela atitude...

- Droga... Eu não posso deixar que eles se aproximem...

Estalou os dedos e proferiu algo ao “cúmplice”.
E este ficou meio intrigado com a ordem.

- Você está maluco?! E se eu acertar alguém?!
- Não irá... E o que foi que eu falei sobre me contestar?!
- Mas... Eles não estão por perto?
- Nem tanto! E a posição deles não permitirá que se machuquem.
- E se eu te acertar?
- Vai me dizer que tá com medinho de me ferir? Só se for burro mesmo.
- Mas...
- Onde está sua coragem? Ande logo! Eles vão ser pegos se não impedirmos a passagem!

Meio receoso, o grandão lançou uma rajada de fogo alguns metros a frente do pequeno, criando uma barreira de fogo. Isso fez com que os escolhidos parassem por ali mesmo.
Pensaram em como passar, e discutiram sobre isso, até que uma mancha preta era vista de frente pra eles.

- Vocês não devem passar por aqui – disse – Voltem imediatamente e encontrem os outros sete escolhidos.

- Quem é você?! – vociferou o Yagami.

- Não interessa. – o tom de sua voz tornou-se mais sério – SAIAM DAQUI OU EU MESMO TEREI DE DAR MOTIVOS PARA ISSO!

- Não... Não deveriamos arriscar – disse a Choujutsushi – Os digimons não parecem estar em forma para lutar contra esse inimigo.
- E não me parece estar querendo bloquear a passagem para nos atrapalhar. – argumentou Ni.

- CLARO QUE NÃO, DUH! Se quiserem que os Waru Monzaemons os capturem, eu deixo que passem.

- Waru Monzaemons?! – exclamaram.

- O tempo é precioso demais para gastarem desta forma! Andem logo, antes que eu mude de idéia!

A garota cujo tinha um colar com uma pedra brilhando reconheceu aquela “educação” toda. Sorriu sem que ninguém visse e falou:

- Vamos, vamos depressa. Foi muita sorte nossa termos sido avisados! Talvez os outros estejam em outro canto! Rápido, rápido! – empurrou Iori e Taichi, enquanto os outros iam atrás.

O Ichijouji achou muito suspeito aquilo. Uma parede de fogo... Um alerta...
Sacou o D-3 negro e fitou o visor. Viu o sinal de outros sete aparelhos piscando.
E um oitavo sinal passou despercebido pelo jovem detetive.

Assim que todos partiram, a parede de fogo apagou-se.
Revelando aquele mesmo ser que atacou a caverna.

Virou-se para a direita e deu a ordem para começarem o ataque.
E a gigante sombra emergiu do alto das folhagens e começou a bombardear pelo ar os ursos tenebrosos com suas rajadas flamejantes.

Também... Alguém os observava no topo de uma árvore.
Obviamente... A incógnita sumiu segundos depois de terminada a batalha,

Não era Ranamon nem Frostmon.
Quem seria então?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:42 am, editado 1 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 7:18 pm






Depois de terem encontrado Agumon, Palmon e Gomamon, o grupo dirigiu-se para uma ilha, em busca dos outros três parceiros. Um ataque de Bakemons fez com que a Geijutsushi se perdesse dos outros doze e por sorte foi salva por um digimon chamado Lightnimon.
Assim que ela encontrou Ken e Iori, o gatuno seguiu adiante em seus planos.

Porém naquela noite Sora recebeu um SOS de Piyomon e foi atrás dela.
Frostmon, que duvidava de que o goggle boy estivesse morto, ouviu Ranamon e resolveu perseguir a ruiva.
A Takenouchi recebeu a ajuda do gatuno, que sem seguida salvou Piyomon de um Cerberumon.

Mas... O digimon mascarado foi flagrado numa tentativa de raptar Bunni, algo que somente foi explicado a Nina. Os demais não sabiam de nada (e ela foi obrigada manter tudo aquilo que lhe foi explicado em total sigilo).

O mesmo continua a atuar pelas sombras. Qual será o motivo disso tudo?
Será que Sora está certa?

...

- O sinal deles está mais perto!
- Sério?
- Olhem. Estão se movendo.
- Espero que sejam eles!

O grupo Jou-Sora-Hikari seguiam os pontinhos vermelhos que eram mostrados no ecrã.
As orelhas da gata moveram-se para uma direção. E a mesma olhou para lá, com um ar de dúvida.

- O que foi? – perguntou a Yagami.
- Eu acho que ouvi alguma coisa se movendo pelos arbustos.
- O que fazemos? Vamos até lá? – perguntou Piyomon.
- Os sinais dos digivices e dos D-3s estão naquela direção. – falou a Takenouchi.
- Então é para lá que devemos ir. – ponderou o Kido.

Seguiram para a direita. Perto daquela região estava acontecendo uma batalha contra o restante do exército de Waru Monzaemons.

Os dois guerreiros que ainda agiam por trás dos panos, atacavam ferozmente o exército inimigo. Usando suas habilidades especiais, Lightnimon parava-os e em seguida Burning Fladramon os destruía com suas rajadas flamejantes.

Alguns contra-atacavam, causando ferimentos neles. A armadura rubra do dragão tinha alguns arranhões, e algumas partes da vestimenta do gatuno estavam rasgadas... E o elmo arranhado, mas agüentava aquilo e protegia seu rosto.

- Se eles estiverem longe daqui agora... Kh... Ficarei mais... Agradecido... – sussurrava para si mesmo, em posição de batalha – Não... Não posso deixar que eles...

- Lightnimon! – chamou Vee – Você está ferido demais, acho melhor nos retirarmos! São muitos!

- E deixar que eles corram atrás dos escolhidos?! Tá maluco?! Esqueceu que... Não podemos desistir agora?!

- Cabeça-dura feito o...

- CALE A BOCA! – bravejou – Isso não é nada comparado ao que já passei antes! Você não tem mais forças pra proteger aqueles que ama, Burning Fladramon?

- Ora seu...!

- Não vai querer deixar que eles façam lavagem na cabeça dos digimons, não é? Não pode deixar que o trabalho do seu parceiro tenha sido em vão! Se ele estiver vivo ou não, deve continuar a missão dele!

- Kh... D-Daisuke... – murmurou.

- Seu parceiro jamais fugiria, certo? Acha que ele deixaria os amigos dele serem mortos por estes caras?!

Os olhos do azulado sincronizaram com os do dele, e uma chama ardeu dali.
Se deixasse... O que aconteceria mesmo? Sim, não teria como perdoar aqueles que...
E não permitiria que...

Rugiu muito alto, a ponto de ecoar por toda a floresta.
As asas flamejantes ardiam intensamente agora e os punhos brilhavam, carregando todo o seu poder.
O guerreiro da noite “sorriu”, e soltando faíscas pelo seu corpo, avançou contra os inimigos.

O rugido foi ouvido ao longe por todos eles.
Takeru olhou para o alto, assim como Miyako e Terriermon.

- Alguma coisa está acontecendo...! – comentou Palmon.
- Um rugido feroz... Será algum inimigo nosso? – perguntou-se Takaishi.
- Melhor nos apresarmos. – concluiu Yamato – Pode ser muito arriscado ficarmos aqui.
- Esse rugido... – pensava a Inoue – Ele soou um tanto familiar...
- Parecia ser um digimon dragão – supôs Patamon.
- Sim. – concordou Hawkmon – Será que não é o Agumon ou...

- V-MON?! – exclamaram todos.

Arriscado seria... Ir até lá, não é?
Mas e se fosse o dragãozinho do Daisuke?
E se realmente fosse a dupla 2-top precisando de ajuda?

- Hawkmon! Evolua! – Miyako pegou o digivice e apontou para o parceiro.
- Hai!

- O que ela está pensando em fazer?! – balbuciou o Ishida.

- DIGIMENTAL UP!!

Hawkmon... Evolução Armor para...! As asas do Amor, Holsmon!


- Não se preocupem comigo – falou a garota, montando nas costas do parceiro quadrúpede – Eu os encontrarei logo.

- M-Miyako-san?! O que você vai fazer?! – exclamou Takeru.

- Se for o Daisuke... Eu irei ajudá-lo! – seus óculos brilharam com a luz do sol, e Holsmon alçou vôo, indo à alta velocidade para o foco do rugido.

- Que garota... radical... – elogiou Terriermon. Os demais se mantiveram em silêncio.

---

- As coisas andam conforme o Destino escreveu.
- Bom. Muito bom.

- É possível que o Milagre aconteça, não é?

- Claro. O Milagre é aquilo que está entrelaçado com o Destino.
- Ambos são como irmãos. O Destino escreve. O Milagre age.
- Isto é, se estes irmãos forem colocados no mesmo lado.

- E o que irá acontecer se estiverem de lados opostos?

- Talvez o caos... Se o Milagre não o salvar antes.

- Por isso... Pandora não pode ser acordada, não é?

- Exatamente.

- Por que está me contando isto tudo?

- Porque seu papel é este.
- É por isso que está aqui, não é?

- Sim... Senhor.



#22 - Holy Light: O Esplendor da escolhida da Luz!




O grupo do Yagami andava com muita calma e sem fazer barulhos que poderiam chamar a atenção dos inimigos.
Eles sabiam que tinham alguns pela região, e seria difícil lutar se aparecesse muitos, tal como os Bakemons.

Pelo caminho a Geijutsushi fitava o colar, que continuava a brilhar. Não sabia o que o fazia estar “ativado” daquele jeito. Mas só pelo seu conceito... “Desejo”...
Será que ele reagia com suas emoções? E com seu desejo puro de reencontrar o colega de classe? Ou seria outro motivo... Como o de Lightnimon finalmente se unir a eles?
Talvez fossem os desejos que mais predominavam em sua mente.

Já os outros... Ainda ficavam meio confusos. Ainda discutiam sobre o misterioso digimon negro e mascarado.

Outro que ficava em silêncio quanto a isto e só analisava, era o Ichijouji.
O moreno desde que chegaram reunia todas as pistas deixadas, tais como aparecimentos repentinos dos digimons de Taichi, Mimi e Jou depois de terem sido ajudados por este estranho;
As folhagens queimadas na Baía da Perola;
A Geijutsushi ter sido salva por este indivíduo;
E...

- O que ele quis dizer com isso, Koushiro-san? – Iori quebrou o silêncio, pondo pra fora aquela curiosidade toda.
- Mensagem Codificada... – repetiu o ruivo. Seguida respondeu – Não sei exatamente. Parece que esse Lightnimon tem algo a esconder.
- Mas quais? O que ele quer conosco?

“Mensagem codificada”
Aquela sentença estava ecoando na cabeça do escolhido da Bondade.

O mascarado queria dizer o que com isso?
Não teve a oportunidade de encontrá-lo ainda, por isso só podia supor...

Que ele poderia saber algo a respeito dos eventos que estavam ocorrendo.

- Vocês dois estão muito quietos... – falou uma Bunni, olhando por cima do ombro da Choujutsushi – O que os incomoda?

- Nada... – responderam em conjunto Ken e Nina – Só... Estava pensando e me perdi neles.

- O Sinal está um pouco mais adiante – reportou Taichi – Acho que logo iremos encontrar os outros.

E o silêncio voltou a reinar.

---

Passados vinte minutos... O campo de batalha ardia em chamas.
Ambos respiravam ofegantes, e estavam cansados. Exaustos a ponto de serem alvos fáceis agora.

- Eu disse... Que... Iríamos conseguir... – disse ele, apoiando-se em um joelho e segurando seu braço esquerdo, enquanto escorria um pouco de sangue de seus ferimentos.

- Não devia ter se esforçado tanto... – bronqueou o dragão – Quer morrer?!

- Este cara aqui já escapou da morte milhares de vezes... – gabou-se – Não vai... Não vai ser agora... Que... Que irei morrer... Num confronto estúpido... C-como esse.

- Idiota... – resmungou Vee.
- Dê um jeito nessas chamas... Antes que elas destruam a floresta...!
- Ah. Eu ia fazer isso... Agora mesmo.

Burning Fladramon apontou para as chamas, e sugou o fogo delas, recarregado suas energias. Sorte que conseguiu absorver aquilo antes mesmo que pudessem se espalhar e causar mais estragos.
Depois de consumidas, caiu de joelhos no chão e apoiou suas mãos no solo, impedindo de cair por completo.
Isso podia restaurar suas forças, mas não seus ferimentos.

- A-Aposto que... Se ele visse isso... Ficaria feliz... Heh.
- Não fale... Não fale como se o Daisuke estivesse morto! – reclamou ele.
- Ele deve estar vivo. Você... Você mesmo disse isso, certo...?
- É claro que ele está! – rugiu – Dai-chan não morreria tão facilmente!
- Estou... Começando a gostar de... Você... Vee... – desmaiou em instantes.
- Lightnimon!

Fez um pequeno esforço. Um pequeno, pois queria retirá-lo dali antes que qualquer um os flagrasse. Andou até o “parceiro”, pegou-o com seus punhos. Usou tais chamas absorvidas para criar suas asas e zarpou dali, indo para um lugar totalmente seguro.

Seus olhos fixaram o pequeno digimon misterioso, enquanto uma pequena lágrima escorria pelo canto, saindo pelos céus e sendo evaporada ao entrar em contato com suas asas flamejantes.

- Desculpe... Por não ter te impedido de fazer isso antes... – murmurou.


Passado alguns minutos, Miyako e Holsmon chegam ali. Só havia marcas de uma batalha calorosa, como folhagens chamuscadas, galhos e troncos de árvores quebrados...

E o chão com alguns pingos de sangue... Sangue?!

- Miyako-san?
- Isso... Isso no chão é sangue! – arregalou os olhos, espantada – Mas... é uma pequena quantidade...
- Acha que esse sangue é do... Daisuke-san?
- N-não sei! Pode ser, mas... Pode ser que seja algum digimon ferido...!
- Os pingos terminam aqui... Talvez tenha sido destruído...
- Ou... Sido levado para algum lugar.
- O que deveriamos fazer, Miyako-san?
- Avisar aos outros...! Dê meia volta, Holsmon!
- Certo.

Fizeram isto. Enquanto ao grupo de Mimi...

- O sinal está bem perto...
- Sim. Parece que é a Hikari-chan... – deduziu Takeru, olhando para um ponto rosa na tela do digivice branco com bordas verdes.

- Takeru-kun! – gritou a Yagami, correndo naquela direção. Sorria, pois tinha ouvido a voz do loiro e a reconheceu rapidamente. Atrás dela vieram os outros dois veteranos.

- Hikari-chan! Sora-san! Jou-senpai! – exclamou Mimi, esboçando um sorriso.
- Vocês estão bem. – Yamato ficou mais tranqüilo – Sabem onde está o Taichi e os outros?
- Ainda não – respondeu Jou – Mas... Não devem estar muito longe daqui.
- Vocês encontraram a Piyomon? – reparou Palmon.
- Sim – afirmou Sora – Graças a um misterioso digimon mascarado.
- O mesmo que nos ajudou, Palmon!– contou Gomamon.

- O mesmo?! – ficaram surpresos.

- Sim, ele não me parece um inimigo... – falou a ruiva.
- Mesmo assim, ele disse que se nós interferíssemos em seus planos, não seria tão bonzinho. – completou Piyomon.

- A Miyako-kun não estava com vocês? – reparou o escolhido da Confiança.
- Ela acha que ouviu o rugido de Agumon ou de V-mon e foi conferir – explicou Patamon.
- Como... Como assim?! – Sora ficou meio perplexa – Rugido?
- Foi o mesmo que ouvimos alguns minutos atrás? – idem a Hikari.

- Aquele rugido... – Tailmon falou em um tom sério – Parecia ser de um digimon dragão, mas pode não ser o Agumon ou o V-mon. Pode ter sido qualquer outro digimon. Mas... Tinha algo familiar. Como se fosse um grito desesperado.

- O que faria um digimon gritar desse jeito? – inocentemente o digimon laranja voador perguntou a gata.

- Não sei... Pode ser por vários motivos... Como a dor, o sofrimento... Ou a morte de algum indivíduo.

- PESSOAL!!

Todos se voltaram para algo que vinha em alta velocidade. Quando parou, fitaram a rapariga de cabelos violeta com um lenço cereja na cabeça.

- Eu segui a fonte do rugido e... Encontrei algo interessante!
- Encontrou o Daisuke-kun?! – perguntaram todos.
- Não. – acenou negativamente com a cabeça – Mas pode ser uma pista!
- Pista?!
- Sim! Venham ver!

Sem pensar muito, o recém novo grupo saiu atrás da Inoue, que guiou o caminho ainda montada em Holsmon.

Quando chegaram lá, a primeira coisa que os veteranos e os três membros do time zerotwo notaram foram...

- Sangue?!

- Seria... Seria do Daisuke-kun?! – exclamou a escolhida da Luz.

---

- Kh... Ore...

Abriu seus olhos vagamente, tudo estava fora de foco... Aos poucos começou a ver melhor onde estava. Sentou-se. Estava em cima de folhas de bananeira, protegendo seu corpo da umidade. Estava sem o elmo, com seus olhos vendados no lenço negro que usava no pescoço. Por ser um tecido fino, conseguia enxergar através dele. Sua boca também estava sem a máscara, podendo ver a sua verdadeira pele (mas como o ambiente era escuro, não se tinha muita noção da cor dela), tendo as mesmas listras que há no elmo em suas bochechas.

- Você está bem...? – disse uma voz.

- V-mon? – correu seus olhos pelo ambiente, uma pequena cabana improvisada com galhos, folhas de bananeira e cipós que amarravam bem os dois elementos.

- Você... Você me trouxe até aqui...?

- Sim... Usei o resto das minhas forças para fazer isso. Espero que não se incomode de ter desobedecido a suas ordens...

- Desobedecido...?

- Mas, não deixei que vissem seu rosto... – sorriu – Você não quer que eles descubram sua verdadeira aparência, não é mesmo? Por isso vendei teus olhos e apressei em montar esta tenda. Também tratei de procurar ervas medicinais para seus ferimentos. Acho melhor pararmos um pouco, até que estejamos novamente dispostos.

- Você me... Salvou...?

- Se eu não fizesse isso... Eu estaria cometendo um erro grave! Por enquanto... Você e eu somos parceiros... E parceiros não abandonam os outros. Ajudam um ao outro.

- Parceiros... – olhou para seu colo, suas mãos repousavam ali. Estava sem as luvas. E as costas das mesmas estavam com ataduras de cipó.

- Eu tratei de cuidar disso... Esterilizei os cipós e as folhas com as minhas chamas, para destruir as bactérias e qualquer mau elemento que pudesse te adoecer. Só que... Quando fiz isso, gastei minhas energias e não pude continuar na forma kanzentai. Talvez devêssemos nos esconder e evitar que Frostmon ou Ranamon nos encontre...

- V-mon... – sorriu para o azulzinho – Obrigado... Por tudo...
- Você é meu amigo. Não importa o que aconteça, estarei sempre do seu lado!
- Espero que eles fiquem bem... – suspirou – Sem a nossa ajuda...
- Taichi e os outros irão cuidar disso. Não se preocupe. E a Ni-chan também ficará bem.
- E... E quem disse que me importo com aquela humana encrenqueira?! – virou a cara para o lado.
- Porque vocês são meio parecidos, não são? – riu baixinho.
- P-Parecidos?! N-Não tem nada a ver!
- Você viu... Quando eles estavam atravessando o mar para virem até aqui...
- Não está querendo dizer que eu gosto de uma humana?!
- Calma...! Foi só uma brincadeira...

Ficou pensativo por alguns segundos. Olhou fixamente para um canto e refletiu.
Tentou se levantar... E com um pouco de esforço, e dando alguns grunhidos, levantou-se.

- Ahn?! V-Vai fazer o que? – perguntou o pequeno.

- Eles estão perto daqui. De acordo com a Ranamon... Os fragmentos da Esperança e da Luz não foram ativados. – foi até um canto, tirou a venda dos olhos, colocou a máscara e o elmo, e pôs o lenço novamente em seu pescoço, como antes. Vestiu as luvas e calçou os tênis (que também tinham sido retirados). Andou até um canto, ficou máximo um segundo ali e depois se dirigiu para a saída.

- O que... Está pensando em fazer a respeito disso...?!
- Falar com eles. Mas sem deixar vestígios que estamos lutando no mesmo lado.
- C-Como?!
- Não ficarei muito longe daqui... E eu me recupero rápido, sabia?
- Às vezes você parece com ele.
- Será por isso que você consegue evoluir para kanzentai sem o escolhido?
- Será?
- Voltarei dentro de uma hora. Se passar disso... Venha imediatamente me buscar.
- Huh?
- Creio que assim como eu, você também consiga se recuperar rapidamente.
- Sim... Eu me recupero mais rápido do que imaginam, mas... O que você vai querer que eu faça?
- Nada. Apenas que me dê cobertura caso eles venham atacar. Não ordeno que os ataque, apenas me tire de lá. O sucesso de nossa missão depende da minha liberdade. Se eu for capturado, tudo estará fora do controle. Entendeu?
- Sim.
- Ótimo. Ittekimasu. – Saiu da tenda, deixando o dragãozinho esperando-o.

---

- Estão longe daqui, não estão...? – perguntou Carol.
- Calma... Logo iremos reencontrá-los. – respondeu o Izumi, com um sorriso.

- O que ele quis dizer com “mensagem codificada”? – sussurrou a Geijutsushi ao Ichijouji.
- Não tenho a mínima idéia... – falou de volta, no mesmo tom que ela – Pode significar que ele está tentando nos passar alguma informação sem que os inimigos percebam.
- Como, por exemplo...?
- Ajudar os parceiros dos outros seis escolhidos. Mas ainda não compreendo a mensagem do ataque à caverna...
- Talvez seja preciso... Revisar tudo que aconteceu. Ele não me parece ser nosso oponente, e pelo visto deve ter ido atrás de alguma coisa que tenha o Yagami, o parceiro dele ou a Bunni.
- Mais provável seria... A ChibiBunnymon, pois não temos muitas informações sobre ela. Somente que veio de outra dimensão com o intuito de achar a reencarnação de Pandora.
- Sim. Provavelmente ela deveria ser o alvo dele... Mas por quê?
- Isso que estou tentando compreender...

- Estou ficando com fome, dagyaa...
- Eu também... – comentou Agumon.
- Antes de continuarmos – começou a orelhuda – Não acham que deveriamos reabastecer nossas energias?
- Quer dizer... Comer alguma coisa deliciosa, dagyaa?
- Eu sou a favor! – os olhos do dino brilharam como esmeraldas.

- A “mensagem codificada” nisso deve ser o fato de que antes a Ranamon estava atrás dela, não? – ponderou Ni, ainda cochichando com o moreno.
- Os Bakemons também tinham interesse em você, não?
- Sim. Deve ser porque eu fugi com a Bunni para que ela não fosse capturada.
- Então... Deve estar relacionado aos planos daquela digimon anfíbia.
- Só pode.

- Tem algumas frutas perto daqui. – contou Tentomon – Passei quatro dias por esta região com a Piyomon... Até que chegou Ranamon com seus exércitos e acabamos nos separando.

- Sabe onde está a Piyomon? – perguntou Taichi.
- Não faço idéia de onde ela pode estar agora.
- Logo iremos encontrá-la. Assim como os outros, e o Daisuke.
- E o Wallace-san também... – completou o Hida.

- Geijutsushi-san – voltou a falar com ela o moreno – O que você queria conferir na noite anterior?
- Ah? Uma... Uma ideiazinha idiota que me passou pela cabeça, só isso.
- Qual?
- Pensei que o Motomiya poderia estar por perto. Mas acho que o colar só brilhou por causa do perigo que eles correram...

Mas ela não estava bem certa se era exatamente isto que aconteceu com a pedra oval.
Aquilo brilhou após associar os fatos e supor que Lightnimon poderia ser o goggle boy.
Só que a realidade era outra. Ele não era o escolhido desaparecido, pois não teria sentido o garoto estar se escondendo deles e até atacando-os.

“Atacando-os”?! “Mensagem codificada”?!
Será que haveria alguma razão para o gatuno ter ido atrás da coelhinha?!

Voltou a raciocinar. Quem ela estava procurando no dia em que a orelhuda caiu dentro de seu quarto? O Motomiya.
Com quem ela passou maior parte do tempo enquanto houve tais “congelamentos”? Com o goggle boy e com V-mon.

- Será que... – pensou alto.
- Huh? Alguma idéia, Geijutsushi-san?
- N-Nada... – calou-se.

A esse ponto da conversa o escolhido da Bondade começava a suspeitar que ela soubesse de algo. Como que ela sabia o nome do tal digimon desconhecido se nem Agumon, Palmon, Gomamon e Tentomon sabiam?!

Sim. Ela sabia de algo. Mas não contava.
Por quê?

- É improvável... – suspirou ela – Muito improvável. É mais fácil acreditarmos que ele está perdido do que... – pensou.

- Geijutsushi-san... O que você sabe sobre o tal “Lightnimon”? – perguntou-se mentalmente o Ichijouji.

---

- Sim. Isso é sangue. – confirmou Jou – Mas pode ser de qualquer um.
- Foi o que pensei... – explicou Miyako – Só que não podemos descartar a possibilidade de ser do Daisuke ou do Wallace, não?

- O do Wallace...?! – o coelho branco-amarelado vidrou nos pingos avermelhados.

- Pode ser também... – comentou Mimi – Terriermon, você não disse que sentiu que o Wallace-kun estava em perigo?

- Sim... Mas... Mas não pensei que ele pudesse estar ferido ou... Estivesse em uma luta...


Um vulto misteriosamente passa por trás dos troncos. Olhos de coloração diferente fixam em duas crianças que estavam lado a lado. Eram suas presas. Dois alvos... Um casal.
O problema número um seria evitar que os demais se intrometessem. O outro era os parceiros deles.

- Isso vai ser... Mais complicado do que eu pensava... – sussurrou a si mesmo, aborrecido – Principalmente se aqueles digimons me atacarem neste estado. Posso tentar paralisá-los, mas... Talvez não os segure por muito tempo graças ao desgaste de energia daquela batalha... Kh...

Observou-os com cautela enquanto traçava mentalmente uma solução para seu objetivo ali. Não podia levantar suspeita, muito menos que fosse capturado por um dos lados (seja pelos escolhidos, seja pelas subordinadas de Umbra).
Caso acontecesse...

- Não tenho escolha... *sigh*

Moveu-se para a árvore mais próxima, subiu e apontou suas garras da mão direita para os digimons e demais escolhidos, tirando de sua mira os únicos que lhe interessavam.

Um brilho estranho chamou a atenção da felina, que alertou a todos. Indicou a localização do que poderia ser um espião e Holsmon usou o Udjat Gaze.

Percebendo o ataque, a incógnita saltou para o solo a tempo, escapando do ataque.
Praguejou baixinho, como de costume. Não viu outra chance a não ser paralisar os digimons com suas garras, ao invés de arremessar dardos paralisantes à distância.

- Tem alguém aqui. Eu sinto isso. – falou a gata.
- Também. – concordou Holsmon – as moitas se moveram depois que os anéis atingiram a árvore.

Tudo ficou quieto. O grupo trocou alguns olhares, perguntando através deles se aquilo significava que “seja lá o que fosse” teria ido embora ou deveriam ficar atentos.

Quanto ao outro ser... Este rodeou o grupo pelas sombras, aproximou-se mais deles e...
Num rápido “slash”, usou o Lightning Nail neles. Quando atacou Holsmon, o guerreiro da noite acertou um ponto que o fez voltar imediatamente para a forma Hawkmon.

Tailmon conseguiu sentir a presença do estranho, e tentou seguir seus movimentos.
Mas... Ele era muito rápido, de fato.

As crianças so se deram conta depois. E mais... Quando tentaram se mover,...

- N-não consigo me mover!
- Nem eu, Mimi-oneesama!
- O que está acontecendo aqui?! – esbravejou um Yamato nada contente.

Os parceiros também estavam naquelas condições. A Inoue olhou para a águia, e surpreendeu-se em vê-lo no nível infantil subitamente.
Só podiam ter certeza... O inimigo era ágil demais para eles. O mais provável agora era usar Fäuermon para o combate, ou Lilimon por serem os mais rápidos. Mas não tinha como, tanto Palmon quanto Hawkmon estavam fora de ação.

- Desculpem por isso – falou uma voz, do alto de uma da árvore – Mas são as medidas que resolvi tomar para sair ileso.

- Você...?! – gritou uma Piyomon, rangendo o bico.
- P-Piyomon... – Sora olhou-a – Essa é a voz daquele...!

- Eu avisei antes. – continuou – Nossos caminhos irão se colidir durante um tempo. Temos objetivos semelhantes, mas isso não nos faz amigos. E também não devo ser visto como inimigo de vocês.

- O que você quer?! – vociferou a ave rosada.

- Gostaria que a menina ali viesse até a mim. E não perguntem o que quero com ela. Também não os asseguro que, caso tentem fazer algo, eu não vá machucá-la.

- Quem? – exclamaram as garotas – Qual de nós?

- A única que minhas garras não tocaram. Uma de vocês não está presa. Talvez... Vocês saibam quem é...

- Hikari?! – a gata arregalou os olhos assim que um rápido flash do ataque de segundos atrás passou na sua cabeça: A criatura não passou por perto de sua parceira.

- Gotcha. – desceu da árvore e ficou metros afastados dali – Hikari Yagami. Venha até aqui.
- C-Como... Sabe meu nome?! – a rapariga ficou atônita.

- Ande logo...! Kh... – cambaleou um pouco. Apoiou-se no tronco da árvore para não cair no chão. Falou para si mesmo – Não... Não devia ter usado o Lightning Nail neste estado... Ghn...

- Hikari! – chamou Takeru – Não vá, pode ser uma armadilha!
- Mas... Mas se eu não for...!

- ... Eu não irei te machucar se vocês cooperarem... Kh...

- Ele está ferido? – supôs mentalmente Hikari, olhando para a silhueta.
- Hikari-chan...! Não faça isso! – pediu o Yamato.
- Pode ser perigoso! – reforçou Jou.

- Ele não vai me ferir. – foi em direção da sombra – Eu sinto isso. E... Ele está ferido, não compreendem?!

- Ferido?! A-Aquele sangue...! – falou Mimi.
- Poderia ser... Deste estranho?! – questionou-se Miyako.

Enquanto andava até lá, sua expressão facial era séria. Porém... Não passava a idéia de estar brava ou algo assim. Apenas a encarar aquilo com seriedade. Os passos eram lentos e meio receosos, com medo de estar cometendo um erro.



Por dentro... Uma menininha de oito anos sorria e resplandecia sua luz. Um lenço rosa no pescoço, camisa sem mangas amarelo bem suave, calças até os joelhos na cor rosa, descalças, apenas de meias brancas. No peito tinha a tag e um apito. Seu cabelo era mais curto e uma pequena franja cobria sua testa.

Caminhava num cenário branco, onde o piso refletia como se fosse um espelho. Andava até a própria versão mais velha, de cinco anos depois, que ainda sentia medo de continuar avançando.

A pequenina alcançou-a e tocou em seu pulso, fazendo com que a outra virasse para trás e a visse nos olhos.

- Hikari... – falou a Yagami mais nova – Não tenha medo. A Luz sempre irá espantar a escuridão, por mais que ela tente te enfraquecer. Lembre-se dos dias em que as coisas pareciam tão tristes e você as enfrentou de cabeça erguida.

- Hikari-chan...? – falou a outra, meio confusa.

- Você foi forte antes. Por favor... Não deixe que essa força enfraqueça. Essa luz... Você é a Luz dos escolhidos. Essa luz precisa brilhar mais, iluminar mais!

Fechou os olhos externamente. Internamente continuava a conversa.

- Não tenha medo. – sorriu a pequenina de 1999 – Você sabe que ele não é nosso inimigo.
- Não...?
- Ele... É nosso amigo.
- Amigo...?
- Você sabe... Hikari.
– desapareceu lentamente.



- Pensei... Que não iria demorar muito... Ack... – praguejou bem baixinho – Acho que... Devia ter esperado um pouco mais... – caiu de joelhos não chão, apoiando-se com as mãos no solo – Kh...!

A escolhida da Luz abriu os olhos, e correu até ele. Os outros apenas assistiam, podendo fazer absolutamente nada caso fosse uma cilada.

- Você está bem?! – parou diante dele, preocupada.
- E-estou... Kh... – disse, meio trêmulo – Isso passa...
- O que você quer comigo...? E... Por que atacou a gente...?
- T-tenho m-meus motivos... – levantou-se com dificuldade e olhou nos olhos dela.
- V-Você...
- Hikari Yagami. Você precisa liberar o seu poder. Sem ele, vocês jamais vencerão.
- Meu poder...?
- Você é a Luz! Se não conseguir isso... A Digital World mergulhará nas trevas daquele que está tentando convencer os digimons a aceitarem que ele é o único modo de finalmente viverem em harmonia!
- Mas... O que eu faço para...
- Kh... Isso... V-você que d-deve... saber...
- O que... Aconteceu a você?!
- Não é da sua... conta...! – virou-se e tentou sair de lá, mas a garota agarrou-o pelo pulso, tal como a Geijutsushi tinha feito anteriormente.

Logo o digivice dela começou a brilhar intensamente em uma luz rosada. E a sua portadora também.
Misteriosamente, outro brilho surgiu... Na cor azul.

“Hikari-chan?”
“Isso... Isso significa que...!”


Aquela luz percorreu o corpo do digimon, curando-o. E uma rápida imagem surgiu na mente de ambos os indivíduos.

“D-Daisuke-kun?!”
“Onde... Onde você está?!”
“Por favor...! Diga-me!”


Tentou aproximar dele... Mas foi tão rápido. Acabou no instante que as luzes enfraqueceram até sumirem por completo.
Nesse mesmo tempo... Lightnimon já havia ido. Escapou no momento de distração dela.

A Yagami não entendeu. Ela tinha visto o goggle boy em sua mente assim... Do nada?!
Teria a ver com aquelas tais habilidades “especiais” que ela herdou do seu legado como a Luz dos Escolhidos?

- Onde... Onde ele foi??
- Hikari-chan?! – olhou para trás de viu os outros, já liberados da paralisia temporária do Lightning Nail, e estavam ali perto dela.

- Ele te machucou? – perguntou o escolhido da Esperança.
- Não... Ele... Ele só... Só queria pedir que eu liberasse o poder da Luz.
- Liberar o poder da Luz?! – exclamou os outros.
- Sim... Ele disse que só venceríamos... Se eu libertasse esse poder.

- Temos que encontrar os outros, e depressa... – pediu Sora – Pode vir alguém nos atacar se ficarmos parados aqui!
- Sim... – concordou Miyako – Esse digimon é muito suspeito, não vamos confiar muito nele...
- Ele nos atacou... – Takaishi fechou o punho – E te obrigou ir até a ele... Para dizer algo tão simples assim?!

- Por favor... Perdoem-no. – implorou ela – Ele... Ele estava ferido! Talvez fizesse isso com medo que nós o atacássemos e o feríssemos mais ainda!

- Não foi um ataque crítico, foi só uma técnica que nos impossibilitou de nos movermos... – explicou Tailmon – Talvez devêssemos deixá-lo de lado por enquanto.

- Mas... E se ele nos atacar na próxima? Você mesma ouviu as palavras dele! – contestou Piyomon.

- Tailmon está certa. – Hawkmon deu seu parecer da situação – Por enquanto, vamos deixá-lo. O importante é nos reunirmos com os outros.


O grupo partiu. E alguém os observava escondido no alto de outra árvore.
Sentou-se ali, apoiando as costas no corpo dela e olhou para suas mãos.

Ficou pensativo. Murmurou alguma coisa, mas não foi possível ouvir.
Em seguida, desapareceu de lá, sem deixar vestígios.

...

“Hikari-chan...”






Última edição por Daisuke Kaizaa em Sex Set 14, 2012 10:04 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 7:37 pm






- Pensei que iria demorar mais um pouco! E... O... O que aconteceu?
- Nada. Não aconteceu nada, V-mon...

O azulzinho estranhou. Podia jurar que o “comparsa” estava ainda com as ataduras e pequenos arranhões pela sua vestimenta. Mas agora... Nada. Estava sem nenhum.
Como se nem tivesse lutado e passado dos limites.

- Como assim...? Você parece ter sido restaurado... Curado...
- Yagami. Foi ela quem fez isso. A Luz... A Luz emanada por ela foi o que me deixou assim. Mas... Mas eu tive a impressão de ter visto alguém...
- Alguém...?
- Um... Uh... Garoto. E essa jovem também o viu.

V-mon arregalou os olhos, incrédulo.

- Como ele era?! – balbuciou, demonstrando ansiedade em saber se era quem estava pensando que fosse.

- Da minha altura... Pele um pouco mais escura que a dela, que era branca... Cabelo castanho avermelhado até os ombros e bagunçados... Olhos castanhos...

- D-Daisuke! – gritou alegremente, seus olhos brilhavam esperançosos.
- Onde... Onde ele estava?! – perguntou Vee, agora falando em tom baixo.

- Não sei...! Só apareceu de repente... Quando luzes surgiram e ela... M-Me tocou...
- Quando... Quando ela te tocou?! – exclamou – Então... Ela...
- Não tenho certeza... E... Não entendi muito bem aquilo...
- Não acha que está na hora...?
- Na hora de quê?

- De unirmos a eles...! Estamos procurando pela mesma pessoa! E queremos também evitar que aquele cara domine a Digital World!

- Você ainda não entendeu, não é? Se eu fizer isso... Você entendeu quando te encontrei, não lembra? Seu parceiro deve estar vivo, em algum lugar por aí!

- Claro que ele está! Mas... Mas não quero ficar longe dele por muito tempo! Se procurarmos sozinhos... Vai demorar mais do que se nós estivéssemos em grupo!

- Não quer que ele seja morto, certo? Nem que elas usem os escolhidos como reféns para capturá-lo, não é mesmo? Então... Não podemos fazer isso!

- Isso não vai dar certo... Desde que concordei em te ajudar em troca de você me ajudar a procurar pelo Daisuke e a me proteger dos nossos inimigos... Eu te disse que uma hora isso não ia dar certo.

Nada respondeu. Apenas permaneceu em silêncio e refletindo.

- Lightnimon... A que ponto você quer chegar com isso?! Não acha que eles te confundindo ou não com o Dai-chan... Aqueles digimaus cruéis não tentarão atacá-los?

- Precisamos voltar para o continente... – falou – Gabumon não está por aqui. Lembra?
- Vai continuar com isso...? – rosnou Vee, meio chateado.

- Assim que todos os digimons dos escolhidos estiverem a salvo e com seus respectivos companheiros... Talvez possamos nos unir a eles para encontrar o “Dai-chan”.

- Você... Promete isso? – olhou-o, com aqueles gigantescos olhos vermelhos e fofos.
- N-Não me olha desse jeito...!
- Mas... Você promete?
- V-mon... Eu não preciso te responder isso. – “Sorriu”, seus olhos mudaram de cor rapidamente – Você sabe minha resposta.

---

O pequeno grupo de Hikari continuou seguindo o sinal dos digivices.
Enquanto caminhavam pela mata, a escolhida da Luz refletia sobre o que tinha acontecido minutos atrás.

- Ele não é nosso inimigo... Mas diz também que não é nosso amigo... Sabe nossos nomes... E quem são nossos parceiros, pelo que a Sora-san e a Piyomon contaram... E... Aqueles olhos... Aqueles olhos vermelhos me lembram...! Será que...!

- Hikari... – Tailmon olhou-a, meio preocupada – Está tudo bem?
- Aquele estranho... Ele... Ele poderia ser... O V-mon...?
- V-mon? – repetiu uma Miyako intrigada – Por que ele seria o V-mon?!
- Mas... Eu vi... Por alguns segundos... O Daisuke-kun!
- Viu o Daisuke?! – Yamato ficou pasmo – Onde, Hikari?!
- Quando... Eu toquei nele... Meu digivice brilhou, e meu corpo também... Depois surgiu uma outra luz... E então eu vi... O Daisuke-kun...
- Uma outra luz?! – exclamou Mimi.
- Parece que esse estranho sabe alguma coisa sobre o Daisuke... – supôs Takeru.
- Se ele sabe... Por que não nos diz? – perguntou Patamon.
- Não sei... – respondeu o loiro mais novo.

- Eu não acho que ele seja de confiança... – opinou Piyomon – ainda mais depois de ter avisado que, caso nós nos intrometêssemos em seus planos, não seria bonzinho.

- Ele nos atacou também... – comentou Sora – Mas eu acho que fez aquilo com medo de que o confundíssemos com aqueles digimons, ou com a Frostmon...

- Vamos nos apressar... – interrompeu Jou – O sinal dos digivices está perto daqui!
- Ok!
- Tá!
- Certo.

A Yagami olhou para os céus, percebendo que já devia estar pelo turno da tarde.
Passaram boa parte do tempo procurando pelo restante do grupo...

Mas... As palavras da “Hikari interior” ainda pairavam em sua cabeça:

“Não tenha medo. Você sabe que ele não é nosso inimigo.”
“Não...?”
Ele é nosso amigo.


“Ele é... Nosso amigo...? Será que ele é...!”


#23 - Estratégia!




Não muito longe dali... O grupo de Taichi seguia o sinal dos digivices. Alguns iam conversando, outros em silêncio. Carol falava com Koushiro, enquanto Iori refletia sobre o ocorrido.
O líder não se importava mais com aquilo, e só pensava em encontrar logo os outros.
Ken observava Nina, que por sua vez não desgrudava os olhos da pedra oval, que continuava a brilhar em lilás.

- Bunni... – chamou a menina – Por que... Isso aqui está brilhando?
- Uh? Está? – a pequenina olhou por cima do ombro da Choujutsushi e fitou o colar.
- É. Está. – confirmou Ken.
- Sabe por que disso? – perguntou Ni.
- Bem... Esse colar foi criado pelo fragmento do Desejo, não foi?

Acenou positivamente a cabeça. O Moreno apenas prestava atenção.
A coelha rosada voltou a explicar:

- Para isto brilhar teria que estar relacionado aos seus desejos puros. Tem algo que desejas muito?

Novamente acenou com a cabeça, sinalizando um “sim”.

- Mas... Mas são tantas coisas...! – complementou – Como... Querer encontrar o Motomiya... – pensou: E que o Lightnimon se junte a nós...!

- Então... É por isso! – concluiu – Está reagindo com este seu desejo. E pelo jeito está indicando uma direção para o mesmo... – notou.

A guria voltou a olhar pra pedra. Sim, tinha uma luz mais forte, em formato de seta que apontava para uma direção. E agia como uma bússola, já que a mesma se movia.

- Essa coisa está indicando a direção de onde está ele?! – sorriu, surpresa.
- Bem, se é isso que você quer... Está apontando para onde o Daisuke-san está.

- Hein?! – exclamaram todos, menos a portadora da “bússola”.
- Vocês ouviram... Não ouviram? – suspirou a orelhuda – Se o desejo da Ni-chan que está reagindo com o Fragmento do Desejo for este... Capaz de conseguirmos encontrá-lo.

- E... Para onde aponta? – perguntou Taichi, Carol e Ken.

Por um segundo pensou em responder, mas calou-se:

“E se isto estiver relacionado ao meu desejo de que o Lightnimon una-se a nós?!”
“Ele... Ele não gostaria disso, e muito menos que fossemos atrás dele.”


- Acho que deveriamos primeiro nos reunir com os demais – sugeriu Nina – E também devemos procurar o Gabumon e a Piyomon. Depois podemos ir atrás dele.

- Bem... Ela está certa. – concordou Koushiro – Gabumon e Piyomon estão em perigo, e quanto ao Daisuke-kun... Se os inimigos pensarem que ele está morto, não irão atrás dele. Talvez por isso que não recebemos mensagem alguma.

- Ele está tomando precauções para que não o encontrem, certo? Só nos resta encontrar estes dois digimons e ir procurá-lo!

- Boa, Daisuke... – comentou o Yagami, sorrindo. Esperava que acontecesse algo assim, ainda mais depois da “evolução” que o rapaz mais novo tivera – Melhor fazermos isso. Gabumon e Piyomon podem estar em sérios problemas agora.

- Sim... Se Santa Geria estiver sendo atacada... – falou Agumon – Nós temos de correr para lá imediatamente!
- E temos que encontrar a Piyomon aqui antes! - acrescentou Wormmon.
- Não temos tempo a perder, dagyaa!

Ken achou muito... MUITO suspeito aquela sugestão da garota.
Realmente ela devia saber de algo, mas escondia deles.

E ele ainda queria saber o que era.

---

- E então...? Já está pronto...?
- Ah. Estou recuperado já!
- Yosh... Let’s go, V-mon!

Antes de partirem, destruíram a cabana improvisada e deram fim nos destroços. Não queriam que ninguém soubesse onde estavam e para onde iriam. Depois de feito isso para despistar qualquer indivíduo que passasse por ali, apressaram e seguiram o grupo da escolhida da Luz sigilosamente.

Porém, pegaram uma rota paralela com esta. Tailmon tinha uma excelente audição, ótimos reflexos e uma capacidade razoável para detectar inimigos. Tais como se esperavam de uma digimon adulta, que cresceu a base dos mal-tratos e servindo um senhor rude e maligno como era o Vamdemon. Aprendeu naquele período de tempo a aprimorar essas habilidades, que antes eram usadas em prol do vampiro, agora são um grande trunfo para as crianças.

Lightnimon sabia disso tão bem quanto V-mon. Não se fazia idéia de como o misterioso digimon gatuno sabia dessas informações... Mas ele tinha todo cuidado para que não tivesse que confrontar um deles... Ou todos. Ai dele se acontecesse uma batalha CONTRA os escolhidos. Não teria chance alguma de vencer, principalmente por ser de nível inferior à maioria dos parceiros deles. Imagina só ter de encarar um Metal Greymon, um Atlur Kabuterimon, uma Lilimon, uma Garudamon, um Zudomon, um Fäuermon e um Drill Digmon? Sem falar em uma Nefertimon, um Pegasmon (ou Angemon) e um Stingmon para impedi-lo de escapar e salvar sua pele?!

E nem poderia contar com V-mon. Os escolhidos iriam estranhar o parceiro de Daisuke estar com uma desconhecida criatura que aparentemente não revela sua posição naquela história. Ainda mais se o azulzinho evoluir para Burning Fladramon. Começariam a crer que ELE, Lightnimon, é o tal escolhido desaparecido.

Certamente... Seus planos iriam por água baixo se uma dessas hipóteses viesse a se tornar realidade.


- Uh... Sabe onde poderia estar o Gabumon? – perguntou o dragãozinho.
- Lembro de o Agumon ter dito ‘Santa Geria’ ao Taichi-san...
- Mas... A cidade é no outro continente! Se sairmos daqui agora...
- Está querendo dizer que temos de dar um jeito dos seus amigos irem para lá, certo?
- Hm... É. Isso mesmo.
- E o que aconselha que eu faça?
- Não... Não sei...
- Heheh. Tenho uma idéia.
- Qual?
- Primeiro temos de fazer uma coisa.
- O que...?

Parou, olhou-o e explicou, com aquele ar de gênio quando tem planos mirabolantes:

- Frostmon veio para cá sozinha, certo? E o continente que se localiza a cidade de Santa Geria fica depois desta pequena ilha, uns dois ou três dias a mar, e no máximo oito horas de viagem se for pelo ar e em um digimon bem veloz e que possa levar todos os treze. Sabe por que tivemos de encontrar Piyomon antes, V-mon?

- Uh... Porque ela evolui para Garudamon é o digimon aéreo mais veloz depois do Imperialdramon?

- Exatamente. Só que não temos informações do que os aguarda no outro continente. Inclusive se há outro subordinado daquele cretino encarregado de eliminar os digimons que possam ajudar os escolhidos. Nossa única opção é encontrar Frostmon e... Fazê-la falar.

- Está querendo interrogar aquela...

- Eles não têm noção nenhuma dos meus interesses. Muito menos das minhas intenções. Está tudo bem calculado, e só haveria falhas se alguém abrisse a boca e estragasse tudo.

- Está falando da... Ni-chan?

- Nada contra ela... Se fizéssemos justo o que você queria, só por pena daquela humana, tudo isso não daria certo. E não dará se alguma criança escolhida vier atrás de mim ou quiser que me una a eles. Seria mais difícil lidar com a situação atual desta maneira. Não se preocupe V-mon... – “sorriu” – Depois de termos obtido informações, iremos fazer com que o grupo, que já devem estar reunido neste período de tempo, siga para o mesmo destino que deveremos seguir: Santa Geria.

- Não duvido que isso seja difícil, mas também não será fácil...

- A vida nunca é fácil... Lembra? – olhou para um ponto, gerou um dardo de fagulhas com suas garras da mão direita e lançou contra um arbusto no solo, de lá caiu um dos poucos Cerberumons que sobreviveram – E eles também não estão de brincadeira.

- Eu nem percebi... Que tinha um...! – falou ele, perplexo.

- Qualquer informação sobre nossas ações não podem vazar. Caso contrário... Eles vão vir atrás de você, de mim e inclusive dos seus amiguinhos. Se é que me entende...

- Sim, eu entendi... E concordo com isso. – saltou da árvore para o chão, no meio do caminho evoluiu diretamente para Burning Fladramon e destruiu o cão, fazendo do inimigo meros dados digitais que sumiram pelo ar em questão de segundos.

- Que bom. – durante aquilo, fez o mesmo movimento rápido e duvidoso de antes (quando salvaram Piyomon e quando lutaram contra um grupo de caninos digimons), pulou dali para o solo e lançou um olhar ao gigante dragão azul – Portanto esteja preparado para... Confrontar com Frostmon se for preciso.

- Eu sei. E não posso deixar que ela vença. Precisamos descobrir quem é a “Pandora”, não é?
- Ah... Isso também. Vamos, não perderemos mais tempo nisso.
- Certo.

Sumiram. Sem deixar qualquer pista.

---

- As atitudes deste tipo estão ficando mais interessantes...

- Isso se chama “amizade”, minha cara.

- Amizade... Ele bem que lembra um Lighdramon...

- E você deve ter noção de qual é o brasão estampado no peito de um Lighdramon, certo?

- ...

- Claro que sabe, não é? Afinal... As atitudes dele são relacionadas justo a este brasão.

- Como assim?

- Se você não for capaz de perceber aquelas lágrimas derrubadas após a Luz majestosa curar seus ferimentos e lhe tocar a alma... Sinceramente, não entenderá os seus sentimentos.

- Lágrimas...? Ele...

- Ninguém sabe ao certo como ele surgiu. Mas só se sabe uma coisa: Foi após Umbra ter destruído o escolhido do Milagre.

- Poderia... Ter restado algo do escolhido do Milagre e ter criado este ser...?

- Probabilidades existem. Isso ainda é um mistério. Um grande mistério.

- Como é também o simples fato dele saber muito sobre os treze escolhidos...?

- Sim. E a Felicidade que ele quer está relacionada com o Desejo de querer o bem destes treze. E dos doze digimons, e da Digimon do Desejo.

- Isso tudo... Pela... Amizade?

- Exatamente. Seria um tanto triste se o Destino brincasse com ele. Fazendo-o de sua marionete... Assim como a Pandora fosse de Umbra, e como fizeste do Lance. Espero que essa cena não se repita agora.

- Mas... O escolhido do Milagre, Daisuke Motomiya está morto! Não há como o escolhido do Destino faze-lo de brinquedo!

A incógnita calou-se. Sorriu para o outro ser e respondeu finalmente:

- Você também acha que aquele garoto morreria tão facilmente...?


---

- Os meus esquadrões foram dizimados por um digimon de fogo... Que está junto daquele tal de Lightnimon... Digimon de fogo... O que significa isso?! Que ele tem um aliado?!

Ranamon analisava atentamente tudo que ocorrera. Alguma coisa parecia não estar certa.
Alguma coisa... Alguma...

Espera... Por que um digimon cujo se assemelha a um gatuno andaria com um companheiro? Mesmo que fossem uma dupla, naquela vez que o encontrou...
Ele estava SOZINHO.

- Por que ele esconderia o companheiro...? – massageava a testa, tentando pensar numa resposta para sua dúvida – Ao menos que ele esteja querendo guardar a identidade do outro... Mas pra quê?

Andava pela pequena sala da torre em silêncio, pensativa. Alguma coisa parecia errada.
Alguma coisa... Um detalhe... Um PEQUENO detalhe...

O que exatamente o Cerberumon tinha dito naquela vez em que soou o alarme de um ataque repentino?!

- O digimon... O digimon era de fogo... E pelo que conseguiu ouvir da conversa, era um... Fladramon... Espera aí... F-Fladramon?!

Seus olhos arregalaram de medo. Sentiu um frio na espinha e seu corpo tremer.
Será que... Frostmon não estaria errada quando suspeitava de que o garoto estivesse vivo?!

- C-como... Como seria possível?! O M-Mestre disse que... Que ele tinha sido atingido em cheio pelo seu mais poderoso ataque! Isso deve ser um engano! E por que o verme azulado andaria com um desconhecido?!

Tinha mais algum detalhe. Algo AINDA não estava certo. Mesmo que o escolhido estivesse morto, não teria como o dragãozinho evoluir tão rapidamente e com o Digimental. Se fosse o caso de evolução sem um escolhido, demoraria muito mais tempo. E sua próxima forma seria normal, seria XV-mon e não Fladramon!

Isso só poderia significar uma coisa: O garoto, por algum milagre conseguiu sobreviver ao ataque de Umbra. Irônico, pois Daisuke é o escolhido do Milagre. Então tinha uma possibilidade dele escapar daquilo. Pura sorte por capricho do Milagre.

Pura sorte. Puro milagre.

- Isso não é bom...! Se for verdade... Se ele estiver vivo...! Ele deverá encontrar os escolhidos logo! M-mas... Não tem como... Ele já teria feito isso assim que eles chegassem...

Não... Ainda tinha alguma coisa de errado. Se Daisuke estivesse VIVO como temia a ave azulada, o garoto JÁ teria contatado aos amigos. E até agora não se tinha notícias do menino. Apenas a esperança de que as crianças pudessem encontrá-lo. Só isso e mais nada.

- Aquele Lightnimon sabe de alguma coisa... – concluiu – Talvez saiba onde a criança parceira do V-mon idiota está. Ou... Ou estamos preocupadas demais. Ele não teria como sobreviver àquilo.

Respirou fundo, expirou pela boca. Estavam fazendo uma tempestade num copo d’água.
Esqueceram-se que poderia ser qualquer digimon. Qualquer um. O V-mon do guri não é o único na face da Digital World. Há outros! Pode ser que um desses tem a linhagem evolutiva para Fladramon. Afinal... A evolução Armor é algo extinto. E nada impede que raras exceções possam seguir estas evoluções sem os respectivos Digimentais, que estão hoje nas mãos de seis escolhidos. Exceto os Digimentais do Milagre e do Destino, que são especiais e só podem ser utilizados em ocasiões específicas.

- Estou esquecendo disso... Preciso voltar aos meus afazeres... Tenho uma ave rosa para depenar, e uma joaninha metálica para esmagar... – riu – E a Frost-chan ainda deve estar perdendo a cabeça com essa idéia estúpida de que o pirralho está vivo.


Ah sim... Perdendo mesmo.
E não só “perdendo” como procurando pelo tal digimon mascarado.

Ela ficou sabendo de suas ações. Só não contou a Ranamon por mera rivalidade.
Sim, a ave do leste aproveitou disso para ter mais chances de derrotar os heróis e subir no conceito do mago maquiavélico.


- Maldito... Onde ele está?! – bufava, apertando o punho com força.
- APAREÇA! Eu sei que você está se escondendo por aí! – vociferou, fazendo com que sua voz ecoasse por todo o terreno. Diversas árvores mantinham-se lado a lado, formando “paredes” de um labirinto ao ar livre. As folhas das mesmas tapavam em alguns “setores”, deixando a luminosidade clarear os corredores.

- Estava te procurando... Lady Frostmon. – pairou uma voz do canto superior da direita.

- VOCÊ AÍ! NÃO ME FAÇA DE TOLA! – gritou, encarando-o com todo seu ódio.

Saltou dali e pousou na frente da criatura penosa. Com muito estilo, e um ar esnobe, voltou a falar:

- Tola? Eu acho que ainda não compreendeu bem minhas táticas...
- Foi você quem destruiu os meus soldados! Não me--
- Destruí? Ahn? Não fiz nadinha...! Juro!
- C-Como assim?! Não fez nada?!
- Claro que não... Estive na cola dos escolhidos o tempo todo, observando o melhor meio de atacá-los.
- Então... Q-quem os destruiu?!
- Olha, você não viria para cá sem uma razão... O que te trouxe aqui?
- Meus soldados restantes do esquadrão 1B reportaram ter visto um digimon com asas flamejantes deixar a baía após os escolhidos terem partido para esta ilha.

Fez um olhar de surpresa. Então retomou:

- Isso é interessante...! Parece então que o tal garoto que ouvi os escolhidos falarem está vivo, não está?!
- O QUE?! – berrou ela, incrédula.
- Como estive ocupado este tempo todo... Só posso supor que quem destruiu os seus soldados foste ele. E por que essa carinha? Parece até que viu um fantasma.
- E-Ele está...?!
- Ou... Pode ser que outra criança escolhida esteja na Digital World, além daqueles treze.
- Mas... Mas... – Frostmon travou feito um disco riscado.
- É a única coisa que sei...
- O que mais você sabe?! – encarou-o.
- O que ganho em troca se te contar? – disse com ar de interesseiro.
- O que você quer? Não teria vindo aqui sem um interesse...
- Só umas coisinhas sobre o continente onde se localiza a cidade de Santa Geria.
- Eh? Por que quer saber?
- Curiosidade... Só sei de você e Ranamon... Sabe... Um mercenário ajuda sempre em troca do que lhe é precioso. Para mim, estas informações são preciosas.
- Santa Geria, huh? Aquele continente não tem nenhum domínio. Mas acho que a Lekismon quem está encarregada de procurar pelo tal Gabumon pertencente a uma criança escolhida.

- Lekismon? – pensou – Nunca vi este digimon antes... Então são três digimons fêmeas que trabalham praquele cara...

- Ela não compartilha as mesmas informações conosco. E possui uma excelente estratégia, a ponto de ter sido a única a concluir sua missão anterior.

- Coisa que tanto você quanto a Ranamon não conseguiram, ou é só impressão minha? – debochou.
- M-Mas como se atreve...! Espera, como sabe disso?!
- Do jeito que vocês estão agindo desesperadamente... Dá pra ver isso perfeitamente.
- Certo... Mais alguma pergunta...?
- O que tem de tão interessante naquela Younenki II que anda com o grupo?
- Hein?
- Uma coelha rosa de olhos verdes e de orelhas longas, que as crianças chamam por ChibiBunnymon ou apenas por “Bunni”.
- Ah! Ela?! Ela... É o poder que ela carrega. Esta praga pode despertar o poder dos fragmentos... Mas, pelo que ouvi o mestre falando uma vez... É o colar que ela carrega. Aquilo possui toda a magia usada por um mago da época dele...

- Bingo... – pensou – Então é por isso que estão atrás dela. Não pela própria, mas sim pelo pingente...!

- Isso tem a ver com tais fragmentos citados pela Lady Ranamon? – perguntou o guerreiro, interessado.
- Sim, essa magia selada é a dos quatorze fragmentos. A mesma que reúne todos os fragmentos e faz o Milagre ocorrer... E pode até alterar o Destino.
- Oh... I see... Então por isso que ela estava atrás daquela orelhuda...
- Sim. Agora me diga o que você sabe.

Olhou para os lados, como se certificasse que não o ouviriam. Logo fez a sua parte da troca de informações:

- Os escolhidos já encontraram Piyomon e Tentomon. Heh. Parece que os soldadinhos da Ranamon são tão fracos e burros! – riu sarcasticamente.
- C-Como?! Eles já encontraram estes dois?! – exclamou totalmente surpreendida.
- Sim, sim... Digamos que estou querendo cooperar contigo e fiz um favorzinho. Já que lealdade a uma criatura tão generosa como você... Que me salvou a pele naquele dia e até ouviu meus conselhos...
- Você... Você fez alguma coisa?!
- Promete que não contará a ela, certo?
- Prometo, você está sendo justo comigo...
- Estou do seu lado, Frost-chan. Eu ajudei aqueles dois digimons... Mas é uma questão de tempo, minha cara... – “sorriu” – Afinal, é preferível pegar os escolhidos todos juntos, incluindo seus parceiros... Ou fazer o trabalho da forma mais difícil?

Ela nada respondeu, apenas refletiu sobre aquilo. Enquanto isso, os olhos vermelhos de Lightnimon a olhavam serenamente. No fundo dizia em sua mente: Keikaku doori.

Ou seja... “De acordo com o plano”.

- Mas... Eles poderão evoluir se estiverem com os escolhidos! – contestou.

- É uma questão de tempo... Basta só tirar a energia dos digimons, claro. A evolução é algo que gasta as energias, não é mesmo? – solucionou – Então o verdadeiro problema pode ser resolvido de uma forma tão simples... Faça-os evoluir para a forma Kanzentai, deixem que lutem normalmente. Quando estiverem sem forças para voltar a este nível... Aí estará a chance que querias tanto, Frost-chan.

- Você é um tanto esperto...! Mas, por que este plano falhou anteriormente?! – encarou-o.

- Porque você não soube administrar isto. – retrucou – Te dei minhas idéias, mas se não souber como manejá-las, serão um fracasso total.

- Se esse é o problema... – apontou para ele – Quero que você cuide desses detalhes.
- Ore? Quanta honra. Isso é pela minha fidelidade, huh?
- Até agora pensei que você estivesse me fazendo de palhaça, mas agora sinto que posso te dar um pouco de confiança.

- Claro... Pode confiar em mim... Então sugiro que saia daqui e vá para o próximo continente... Farei com que vossos inimigos se dirijam para lá também. Esperemos que encontrem o Gabumon e então... Pegamos todos eles, juntos.

Um sorriso maligno brotou na face dela. Finalmente poderia fazer com que a sua “amiga” anfíbia calasse e a respeitasse. Tinha tudo em mãos, e uma criatura tão viva quanto uma raposa.

- Ok. Espero que não me enganes.
- Sem problemas, não irei te enganar.
- Até o nosso próximo encontro. – abriu as asas e saiu voando pelos céus, sumindo em questão de segundos.

- Até... – sussurrou – cérebro de passarinho.

Olhou para a direita, diretamente aos olhos vermelhos e brilhantes.
Andou até ali, e deu sua próxima ordem:

- Ok. Temos o que queríamos. Agora... O próximo passo disso é levar o Yamato-san até o Gabumon.
- Sim, mas... Fará exatamente isso...? – questionou.

- Ei, ei... Você esqueceu do meu verdadeiro plano? – seus olhos mudaram de coloração mais uma vez – Meu verdadeiro objetivo é outro. E é bom atuar em ambos os lados! – riu – Dessa forma nenhum deles poderá prever minhas ações. Assim fica mais fácil para investigarmos.

- Sei... Por isso que me impressiono com essa sua mente.

- Shh, as paredes tem ouvidos. – apontou por cima do ombro discretamente para um arbusto, e murmurou – Cerberumon espião que vai estragar minha aliança com aquela ave idiota... E seguidamente de todo o meu plano.

Burning Fladramon apontava seus punhos na direção enquanto o guerreiro da noite lançava um dardo-fagulha contra o canino, paralisando-o. Depois pulou no ombro do “companheiro” azulado, saindo da linha de ataque a tempo. As chamas da rajada foram disparadas contra o Cerberumon, transformando-o em dados.

A dupla retirou-se de lá rapidamente, antes que mais alguém pudesse encontrá-los.

O tal misterioso digimon está cooperando tanto com os mocinhos quanto com os bandidos...
Qual seria as verdadeiras intenções que mencionara?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:51 am, editado 1 vez(es)

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