Digimon ainda tem chance no Brasil?

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Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qua Maio 02, 2012 8:03 am

Bom, isso é algo que eu tenho pensado um bocadinho ultimamente. Como vocês devem saber, a programação infantil da TV aberta está em crise. Programas de auditório como os da Angélica, Xuxa, Eliana, que ocupavam a manhã inteira com brincadeiras e desenhos (incluindo animes), já não existem mais. Em vez disso, temos programas de 1 hora de duração, com desenhos reprisados a anos, que ninguem mais aguenta assistir (Bob Esponja, por exemplo), e as series chatissimas da Disney e derivados (Hannah Montana e por aí vai). As emissoras já não acreditam na programação infantil, e no retorno que ela dá. Fora o preconceito que existe em relação aos animes (são violentos, não são educativos, blah blah blah...). Apesar disso, ainda temos emissoras que exibem programas infantis, com desenhos, como o SBT, mas isso está ficando cada vez mais dificil de encontrar.

Nesse contexto, vocês acreditam que ainda tem chance de uma temporada nova de Digimon fazer sucesso por aqui? A ultima temporada que chegou por aqui foi Savers, e como as temporadas anteriores, comprada pela Globo. Apesar do histórico de sucesso de Digimon na Globo, a temporada sequer foi exibida completa, e a partir daí só no DisneyXD ela pode ser vista. Visto que a programação infantil na Globo já está com os dias contados, o que vocês esperam em relação a isso? Acreditam que ainda há chance de Digimon ter um pouco do sucesso que tinha no auge? Caso Xros Wars chegue por aqui, em que emissora de TV poderia ser exibido? Em quais programas? Ou isso não rola mais?
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Henry Aric em Qua Maio 02, 2012 8:37 am

Tava vendo o post do Hiatus e esse... E preferi comentar esse antes de falar do Hiatus.

Vamos lá, sejamos realistas: O fim da Animax provou, de uma vez por todas, que Anime no Brasil não trás retorno financeiro. E Isso é algo que vemos faz muito tempo, desde que a Fox Kids se tornou Jetix e mudou uma porrada de coisas. Hoje, como DisneyXD é muito raro ver algum rastro daquilo que um dia foi a Fox Kids. Cartoon Network e Nickleandon que também passavam alguns animes, hoje nem sinal deles. (A proposito, foi pelo Cartoon, assistindo CSS que comecei a gostar de anime.) Foi provado que no Brasil Anime não dá retorno, e não só isso: Programas infantis também não tem dado retorno, porque, como o Rafa falou: Não se vê mais aqueles programas com a Angelica, Eliana e tals nas manhãs. Infelizmente, um ciclo se fechou no Brasil, e teremos que nos acostumar com isso...

Agora, você pergunta, o que isso tem a ver com Digimon no Brasil? É elementar: Animes sendo bastantes raros tanto na TV aberta como na TV fechada, além do "insucesso" de Savers (foi o que pareceu), prova que Digimon já não tem mais espaço no pais. Sem falar que, você encontra com muita facilidade fãsubs com episódios legendados, o que tem sido a grande preferencia dos Otakus, afinal, a dublagem brasileira nunca foi uma das melhores, né? Digimon não tem mais agregado mais fãs, e a maioria deles tem entre 16+ anos, tornando algo realmente sem fins lucrativos.

Vou ser sincero: Tenho esperanças de ver Xros Wars + Hunters na TV Brasileira (MEU DEUS, HUNTERS + DUBLAGEM BRASILEIRA SERÁ UM VERDADEIRO MINDFUCK!!!) mas sejamos realistas: As chances disso acontecer são bem baixas...

P.S.: Agora uma coisa interessante: Anime no Brasil não dá lucro, mas eventos de animes faturam horrores. Animes tem um potencial de lucro gigantescos, mas os empresários não conseguem enxergar isso, ou esbarram em problemas como ser mais fácil baixar um anime legendados e tals do que assistir na TV. Enfim, é um negocio com potencial, mas deve ser estudado com cautela.

P.S.2: Sobre o fato de Animes serem violentos e não educativos: Isso entra numa discussão que deveria ser feita a parte: Será mesmo que são os animes que são o problema, ou o problema é a falta de educação dos pais com/para suas crianças? É quem nem jogos de vídeo-game: São os jogos que são violentos ou a falta de controle e educação dos pais? Enfim... É um tema que daria um tópico, o qual não quero entrar em muitos detalhes.

(Se eu falei algo de errado, corrijam-me, por favor.)
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Seiryuumon em Qua Maio 02, 2012 9:24 am

Bom, primeiro que a maioria do pessoal que gosta de anime prefere ver na dublagem original.
Segundo, as emissoras tem o péssimo (e algumas vezes, necessário) hábito de fazer cortes no desenho, frustrando os telespectadores.
Terceiro, a nova geração vive de celular, iPad e computador, por isso as programações de criança tem perdido força (apesar de eu passar toda manhã livre assistindo desenhos na Band =P) pra jogos, sites de relacionamento e desenhos na dublagem original.

A tendência é cair mesmo, e termos programas chatos e/ou estendidos (como a cópia mal feita do Hoje em Dia que fizeram na globo).
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Qua Maio 02, 2012 9:42 am

Vamos por partes... primeiro, sobre a crise da programação infantil nas TV's abertas (e por que não dizer, na fechada também). Concordo que a programação infantil de hoje em dia está meio caótica, por assim dizer. Os antigos programas de auditório realmente pararam de ser exibidos (mas isso não é privilégio da programação infantil... num geral, os programas de auditório estão em crise, até mesmo com o público adulto), e os poucos programas que ainda existem hoje ou são apenas desenhos reprisados, sem apresentação nenhuma (tipo Record Kids, Band Kids e etc), ou então tem uma apresentação ínfima, com apenas os apresentadores e um texto pra lá de vergonhoso (convenhamos, perto daqueles dois babacas da TV Globinho, Yudi e Priscila até que se saem bem... eles pelo menos CONVERSAM com crianças ao telefone - ou webcam, depende da ocasião). A razão disso tudo: corte de gastos! Ou pelo menos eu acho isso... custava muito fazer um programa desses, cuidar de todas essas crianças e ainda pagar pessoas e patrocinadores que pudessem bancar as brincadeiras (e arrisco até dizer que o mesmo ocorre com os programas de auditório adultos, embora esses ainda existam um pouco porque adulto dá menos "trabalho" e não precisa de prêmio). É bem mais simples enfiar dois nego numa sala com cromakey e mandar falar umas besteiras. Até porque... são crianças, quem liga?

Ok, ÓBVIO que eu não penso assim, mas parece ser um pensamento mais do que vigente na mídia brasileira, sobretudo de uns 8 anos pra cá (não vou dizer 10 porque há 11 anos eu estava vendo Adventure no extinto Bambuluá e Pokémon no extinto Eliana e Cia, então posso dizer que isso foi a fase final de uma época em que a programação infantil era levada a sério). Criança hoje só é vista como uma consumidora em potencial, e exatamente por isso que a TV está meio que abarrotada de comerciais de brinquedos de desenhos que passam à exaustão (sério, estou CANSADA DEMAIS de Bob Esponja, Ben 10, os trocentos filmes da Barbie e do Hot Wheels, sem contar as reprises infinitas de Pica Pau [ok, desse eu não reclamo, eu gosto!] ou desenhos do tipo) ou então dedicar mais de metade do espaço para as séries Disney e Nick (como o próprio Rafa diz). No máximo, a criança é vista como um adolescente em potencial, e já são tratadas assim. O que me leva a outro ponto da conversa...

Uma outra razão pela qual eu acho que não se valoriza mais os tipos de programa infantil que foram febre nos anos 80 e 90, com toda a manhã e parte da tarde (oi Disney Club/Cruj) é que as crianças de hoje SÃO diferentes. Não sou nenhuma especialista em infância do século XXI, mas tenho uma prima de 8 anos que é como uma irmã pra mim, então meio que tenho a propriedade de dizer o quanto ela, aos 8 anos, é diferente de mim ou da minha irmã ou de qualquer outro primo e amigo meu nessa mesma idade. Aos 8 anos, minha maior fonte de diversão eram esses programas, dos quais queria participar (quanto não sonhei que minha escola fosse no extinto Passa ou Repassa) porque tinham as brincadeiras que fazíamos (seja na escola, na rua ou em casa mesmo... eu particularmente brincava mais na escola e em casa do que na rua, mas whatever). Num tempo em que jogos eletrônicos não eram tão acessíveis e interativos, e num tempo em que a TV era a principal companheira da criançada, normal que as emissoras investissem nesse tipo de público, afinal era com a TV que as crianças passavam metade do seu dia, praticamente. Ou pelo menos eu, aos 8 anos, passava.

A minha prima, aos 8 anos, passa metade do tempo dela na internet. O computador ocupou o espaço com a criançada, oferendo jogos, conteúdo interativo, informações, e até mesmo desenhos e episódios de séries (meu, minha prima nunca precisou de Disney Channel, ela assistiu Zack e Cody inteiro no computador da casa dela!). Independente de concordar ou não, é fato que a TV perdeu bastante espaço com a criançada e adolescentes, e tem que se virar nos 30 para não perder o público adulto. E creio que ainda não perdeu porque o público acima dos 30 anos NÃO tem na internet como fonte de lazer, mas daqui a alguns anos, quando a nossa própria geração (galera que está com uns vinte e poucos) chegar lá, o espaço vai se perdendo, e a TV vai ter que se inovar ainda mais. A criançada hoje já não se interessa por ver programas na TV, quem dirá desenhos. Ela tem tudo a um toque, seja por TV Digital, ou internet, ou mesmo canais fechados. Para não dizer o quanto o comportamente dessas crianças de hoje (e aí volto a citar minha prima de 8 anos) se assemelham cada vez mais aos dos adolescentes. Afinal, o conteúdo da internet e dos canais fechados valorizam mais a faixa etária da adolescência (ou quem vai me dizer que Rebeldes, Grachi, Isa TKM, Hannah Montana ou qualquer dessas coisas tem conteúdo infantil? São questões da adolescência os abordados, como beijos, paqueras, crises de identidade e tudo mais... QUANDO ABORDAM), e a criançada, já sem opção infantil, se apega nisso. Esses dias, dei a minha prima minha coleção de mais de 200 gibis da Turma da Mônica (estavam ocupando espaço no meu guarda roupa, então achei que ela pudesse gostar). Perguntem se ela leu? Ela NEM ENCOSTOU! E se você perguntar a ela quais são seus desenhos favoritos, ela vai dizer "desenho? Eu gosto de novela! Ou de filmes. Vamos ver Crepúsculo?". É o que a mídia (internet e TV) oferece a ela, poxa! E ela só tem, repito, 8 anos...

Aí vem a pergunta: ok, se a criançada de hoje não tem opção de programas a elas (e por isso aceitam e se identificam com o conteúdo de internet e do que a TV oferece aos adolescentes (sério, é difícil DEMAIS achar sites com conteúdo exclusivamente infantil), por que a TV não cria alguma coisa DECENTE? Por que então apelar para tanta coisa ruim e sem conteúdo? Se o modo antigo (que teve representantes como Beackman a me ensinar conceitos de química, biologia e física, ou então uma Eliana que, antes de sair cantando Pokémon ao lado de mulheres rebolando, me ensinava a falar inglês e me contava histórias) não funciona mais, por que não pesquisar a fundo sobre como dar conteúdo de qualidade de acordo com o jeito que a criançada de hoje se atraia e se identifique?

Simples: a TV ainda não achou esse algo "decente". O que ela fazia antes não funciona mais, e ela ainda vai investir dinheiro para ENCONTRAR alguma coisa que possa chamar a atenção? A mídia não quer saber de investimentos (e esse é o maior erro da nossa televisão, ela ainda pensa e gerencia com a mentalidade dos anos 80 e 90 - não que eu ache ruim, mas simplesmente NÃO FUNCIONA com a geração 2000), ela quer algo que dê retorno rápido, por meio de fórmulas que sempre deram certo. E o que dá retorno rápido? O público que ainda é fiel a TV. O adulto.

Por que vocês acham que a Rede Globo, hoje, ocupa somente uma hora de seu espaço na manhã com programa infantil? A cada dia que passa, o horário da manhã é preenchido com jornais e programas voltados para saúde, bem estar e coisas que o público adulto (não o jovem adulto, o adulto mesmo) quer. A Record, idem. Pessoas já não entram tão cedo no serviço, e tem celulares que pegam a TV (coisa que a criançada não pode - ou não deveria - usar enquanto está na escola), portanto elas aproveitam essa parte do dia, mais sossegada, para ver esses programas. Fátima Bernardes largou uma carreira sólida no Jornal Nacional para criar seu programa NA MANHÃ. Hoje em Dia aumentou seu tempo de duração para preencher toda esse período. Ou seja, onde fica o espaço infantil? A criançada não quer mesmo, então eles investem naquilo que ainda dá retorno, ao invés de investir e descobrir modos de atrair o público infantil 2.0/3.0 (que tem na internet uma fonte de diversão e de modo de viver, por assim dizer). Quando há programa infantil, ele serve meramente para tampar um buraco na programação (TV Globinho é uma dessas), com apresentadores ditando um roteiro que pode servir para QUALQUER ocasião, sem se referir ou comentar nada em específico dos desenhos transmitidos (isso quando tem apresentador), e claro, passando desenhos repetidos, já comprados e pagos, que, se não atraem a criançada, pelo menos chama a atenção do público mais velho que um dia assistiu esses desenhos (e por isso Pica Pau está no ar, ou Caverna do Dragão vira e mexe retorna... sempre terá uma tonta como eu que vai parar para assistir só pela simples nostalgia). Se um dia aparecer um programa não infantil que dê mais audiência... é, o infantil será sacrificado sim.

Resumo da ópera: a TV em relação à criançada serve hoje em dia para a única coisa que a internet AINDA não conseguiu ocupar, que é o espaço da publicidade e propaganda massiva, atraindo a atenção das crianças (hoje, MUITO mais consumidoras do que antigamente). A internet oferece a opção de recusar a propaganda, então a TV ainda é um forte aliado nisso. Exatamente por esse ponto, os programas infantis são interrompidos à exaustão pelos comerciais, e os desenhos e séries transmitidos são aqueles que contam com produtos no mercado que PRECISAM ser vendidos. E minha opinião: enquanto a TV não perder esse público que ainda se mantém fiel ao modo de produção "antigo", ela não vai investir em modos de produzir para essa nova geração, e a programação infantil vai ser sempre a primeira a ser sacrificada (afinal, é a geração que está mudando tudo, e que o mundo ainda está se adaptando a ela).

E depois de todo esse texto... onde fica Digimon nessa história?

Creio que o erro da Globo (a que ainda é a detentora dos direitos de Digimon, creio eu) foi não ter insistido nas sagas Tamers e Frontier, como fez com Adventure. Eu acho que Tamers até passou, mas foi pouco divulgado e com pouco respaldo na publicidade e nos produtos (vamos lá gente, Adventure teve até REVISTAS!). O que aconteceu, na prática, é que quando Savers começou a passar, o público infantil que assistia a Globo não fazia a mais REMOTA IDEIA do que era Digimon. E Digimon, hoje, não atrai a criançada brasileira. Ela está desacostumada com animes. Olhe só: quando eu vi Digimon, passava junto Pokémon, Sailor Moon (um fracasso, mas passava), Sakura Card Captors, Medabots, Shaman King (eu acho), Shinzo (é considerado anime?), um cujo nome eu não lembro (sei que passava depois de Digimon na Fox Kids), Dragon Ball Z. Sem contar os que já tinham passado, como Guerreiras Mágicas, Cavaleiros do Zodíaco, Tenchi Muyo, Yu Yu Hakusho, Fly, Dragon Ball (primeira saga), Captain Tsubasa (Super Campeões aqui no Brasil) e outras coisas provenientes do Japão. Conforme esses desenhos foram acabando, compraram-se poucos. Não sei por quê isso, já que os animes estavam dando um retorno fabuloso, mas creio que a campanha dos países americanos por "conteúdo não violento" (sério, quem enfiou na cabeça desse povo que é mais violento do que tudo que passamos aqui? De verdade? Tá, Dragon Ball tem lutas e sangue, mas convenhamos, quer coisa mais incitadora à violência do que Max Steel?) ajudou a fazer a caveira. Sei lá, algumas vezes me pergunto se todo esse preconceito aos animes (que sim, EXISTE) não é resultado de uma política que quer inserir os desenhos americanos nas grades. Porque é muito estranho que até meados de 2002 as TV's investiam ABSURDAMENTE nas animações japonesas e de repente param, e ainda soltam matérias e boatos nos programas de que desenhos japoneses fazem mal até à saúde. Quem trabalha com mídia, como eu, sabe que rola muito disso: para favorecer um tipo de programação ou tendência (o que acho que alguns no meio jornalístico chamam de agenda setting, só que aplicado ao entretenimento), convencem as emissoras a não exibirem, por contrato, certo tipo de animação e inserem boatos por aí. E é engraçado que no ano que começaram a parar de comprar e exibir animes, foi um ano regado a notícias de meninos que se mataram vendo Dragon Ball Z, por exemplo (quem lembra dessa da Sônia Abrão? Fiquei quase dois meses vendo DBZ às escondidas porque minha mãe, já não muito chegada na ideia de que eu aos 13 anos ainda via "desenho", encontrou uma justificativa que dissesse que aquilo ia me deixar louca).

Enfim... acho que Digimon, infelizmente, não tem mais muita chance no Brasil, pelo menos não na TV aberta (que depende de patrocínios, comerciais e contratos pra sobreviver). Primeiro, porque as nossas crianças já não se interessam mais nisso. Segundo, porque eu ACHO SIM que há um interesse para que elas não se interessem em Digimon e desenhos afins. Terceiro, por toda a crise que a programação infantil passa nos últimos tempos. E quarto, pelo simples fato de que todo mundo já se tocou de que, quando Digimon passa na Globo, é retalhado ao extremo. Ou seja... triste!

Mas gente, que bíblia foi essa a minha!
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qua Maio 02, 2012 9:47 am

Bom, talvez alguns não saibam, mas isso aqui pode estar diretamente relacionado ao declinio da programação infantil na TV aberta: Publicidade para crianças é proibida

Acho que vocês devem saber que a TV aberta depende de anunciantes pra manter seus programas no ar. É tão ou mais necessário quanto a audiência. E restringindo ou proibindo as propagandas veiculadas ao publico infantil, é óbvio que não existe motivo pras emissoras terem nas suas grades programas voltados a esse publico, simplesmente porque não dá retorno algum!

Sobre os retornos gerados pelos animes, as emissoras nunca viram nada além da possibilidade de alavancar a audiencia dos programas em que eram exibidos, Digimon mesmo serve de exemplo. A Globo só comprou o anime pra aumentar a audiência do programa da Angélica, que vinha perdendo com frequencia pro programa da Eliana, que passava Pokémon. Engraçado que nessa época os animes em geral davam lucros sim, tanto que existiam vários brinquedos, revistas, material disponivel. E como o HHCG disse, eventos de anime geram lucros, então o problema não são os animes, certo?

Mas o que eu entendo de tudo isso que eu expus é o seguinte: não só não vale mais a pena investir em criança hoje em dia, como as emissoras de TV tem muito mais restrições em relação a isso que no passado, o que diminui muito as chances disso acontecer. Lamentavel.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Rayana em Qua Maio 02, 2012 10:06 am

O Animax também se extinguiu aqui em terras lusas - e olhem que ele mal tinha começado., já estava a deixar de passar a anime para exibir Supernatural e seriados americanos que não interessam ao diabo (canais tipo AXN, Sony ou FOX já têm essas séries).
Acho que esse foi um problema geral da rede "Animax", e nem tanto da crise dos animes na Televisões brasileiras, pessoal.

Bom, o canal SIC aqui era aquele que mais investia em animações (podem achar que não tem relação, mas a metade da SIC pelo menos pertence à rede brasileira - é por isso que tudo o quanto é novela da Globo vem aqui parar) mas agora também não tem investido lá grande coisa - animações, só mesmo aos fins de semana de manhazinha, quando os adultos estão na cama e a criançada não gosta de desperdiçar tempo a dormir.

Leiam o post da Hikari - na minha opinião também é mais por aí. As gerações mudam, e a verdade é que a TV já não ocupa o lugar que ocupava.
As emissoras aqui têm vindo a apostar no chamado "video on demand", que deixa ao utilizador o privilégio de escolher a sua própria programação. Mas essa aparente resposta é falha, porque é muito cara, então, o pobre fica com a sua internet mais ou menos ilimitada e responde ao seus desejos de entretenimento à custas de uns poucos cliques.

A crise não é só de digimon, imo... mas praticamente de tudo o quanto seja indústria de entretenimento de qualidade.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Qua Maio 02, 2012 10:08 am

Takuya escreveu:E como o HHCG disse, eventos de anime geram lucros, então o problema não são os animes, certo?

Fato, não são. E o que comprova é que a massiva parte do público dos eventos de anime são de pessoas provenientes da "Era de Ouro" dos animes no Brasil. Apesar de hoje serem pessoas que baixam anime por internet e conhecem novos produtos pelo mesmo meio, são, em 99%, pessoas que assistiram CDZ ou qualquer outro anime dublado nas TV's abertas. E arrisco dizer, uns bons 35, 40% desse público NÃO acompanham animes atuais (tirando a exceção de alguns animes como One Piece, que são BEM LONGOS) ou procuram novos... eles vão pelo simples prazer de ir encontrar pessoas que gostam daquilo que eles viam antigamente. Ou seja, animes na TV aberta não são um PROBLEMA, eles ainda teriam público sim. É que, além de a criançada de hoje não conhecer mesmo... bem, tem mesmo todo um lance pra não passarem no ar. Mas que eles dão lucro... isso dão!
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qua Maio 02, 2012 10:25 am

Na questão de audiência, Digimon sempre foi muito bem no ibope, mas parece que a Globo evita passar animes, por causa das reclamações de pais e responsaveis (devido ao suposto nivel de violencia presente nos animes ¬¬')

Só pra ilustrar o que eu disse, Digimon chegou a marcar 21 pontos no ibope, em plena manhã (atualmente a Globo mal consegue 5 pontos ¬¬'), e Savers/DataSquad teve problemas de audiencia devido ao horário em que era exibido, podem ver mais aqui: http://batalhadoibope.com/2010/01/26/critica-e-apelo-dos-fasglobo-esquece-de-um-fenomeno/
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Jyunirii em Qua Maio 02, 2012 10:30 am

Se o texto da Hana-chan nao fosse tao grande, poderia dar quote e dizer this, mas vou comentar, ate porque eu passei minha infancia vendo progaminhas infantis ( sim, eu via bambula, progama da Eliana, Caiou, entre outros), e eu, mais que nunca, notei que a TV brasileira mudou drasticamente.

Galera que nasceu entre 95 ate 98 cresceu vendo desenhos a exaustao, em todos os canais (eu batia corrida com meu primo da minha escola ate em casa - 40mins de caminhada - somente pra ver cavaleiros na Band) e todos eles davam uma audiencia daquelas, mas se nao me falha a memoria, por volta de 2005 a Globo começou a passar uma seriezinha da disney. Ainda lembro porque fiquei virada no Jiraya porque passava uma reprise de Tamers e eles cortaram no ep 24.

E entāo... series e mais series invadiram as tvs numa velocidade impressionante. Assim como a Hana-chan tem uma priminha de 8 anos, eu tenho uma de 12, 13 anos que sabe - e viu - todas as series da disney, completas, sendo que a avó dela assinou recentemente uma tv a cabo. E, ela sabe bem mais de computador que watashi-sama aqui. E se perguntar se ela viu algum desenho, ela nao lembra de nenhum.

Como ja disseram, a tecnologia evoluiu a tal ponto em que podemos fazer compras sem precisar abandonar a cama, tendo um cartāo em casa, é possivel. E isso vive passando como reportagem na globo news, e todos os dias ha mais e mais aplicativos que 'interagem' com as crianças. Como eu tenho um android, visito sempre a play shop e me deparo com isso.

Agora sobre propagandas.... diz que é proibido, mas eles passam direto. Experimente dar uma volta no McDonalds até antes dos dia das māes e veja a promoçāo 'māe que é mãe compra mc lanche: compre um mc lanche feliz e leve dois brinquedos de promoções passadas e classicas' ( vi isso no aeroporto de cumbica, fui junto com minha tia ver um problema com as milhas dela) OU as propagandas do Ben 10 / Barbie que passa na Cartoon. Isso fora os concursos que passa direto na tv fechada incentivando as crianças - leia-se adolescente de 9 anos- a usarem a internet para participar ( o último que vi, faz umas horinhas, foi o da bratitude, na nick.)

Mas enfim, ate queria que Xros Wars (non hunters, porque vai ficar mais merda do que ela normalmente é) fosse dublada, mas pra chegar no Brasil, em geral, tem de receber o tratamento ' americano' que é aquilo que todos conhecemos - censuras, alteraçōes toscas no roteiro, bla bla bla -E chegando aqui ninguém vai parar 30 mins pra ver. Acho melhor que fique no Japão e que tenhamos acesso ao legendado. Sei que isso é incentivar a nova geraçao a se acostumar a ficar ' modernete' mas a qualidade dos progamas exibidos na tv hoje em dia, no meu ver, é lamentável.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Mimi-chaann em Qua Maio 02, 2012 10:36 am

Bem, não li todas as respostas... só avisando.

Não querendo ser pessimista, mas, sinceramente? Não. A tendência é a programação infantil seguir a linha de animações da Disney, que por aqui tornou-se uma espécie de referência para programação infantil de "sucesso". E para piorar as crianças gostam dos produtos atuais que a Disney lança. As emissoras só investem naquilo que elas acham que vai fazer sucesso. E, no momento, os animes não estão sendo vistos como "produtos de sucesso". A verdade é que os animes estão escassos no Brasil e as emissoras não possuem mais vontade de investir nas animações japonesas, e não é só os canais na TV aberta: a cartoon network, que quando éramos crianças disponibilizava um bom pedaço da programação diária pros animes, se desinteressou também (no máximo que passa é Pokémon e Dragon Ball Kai); o Animax acabou e virou um canal de filmes e seriados americanos. Por isso, se Digimon Xros Wars vier para o Brasil, será igual a Savers: não vai ter divulgação, vai estar num horário ruim e vai ter uma dublagem porca. E tudo isso afasta até os fãs.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qua Maio 02, 2012 10:46 am

Juny_Lee escreveu:
Agora sobre propagandas.... diz que é proibido, mas eles passam direto. Experimente dar uma volta no McDonalds até antes dos dia das māes e veja a promoçāo 'māe que é mãe compra mc lanche: compre um mc lanche feliz e leve dois brinquedos de promoções passadas e classicas' ( vi isso no aeroporto de cumbica, fui junto com minha tia ver um problema com as milhas dela) OU as propagandas do Ben 10 / Barbie que passa na Cartoon. Isso fora os concursos que passa direto na tv fechada incentivando as crianças - leia-se adolescente de 9 anos- a usarem a internet para participar ( o último que vi, faz umas horinhas, foi o da bratitude, na nick.)

Sobre isso das propagandas, é claro que eles pegam mais no pé das emissoras abertas, afinal são elas as maiores responsáveis por isso. Pra quem não lembra, programas infantis como os da Xuxa ou da Angélica eram cheios de propagandas, fora os produtos próprios das apresentadoras e dos desenhos que eram exibidos nos programas delas (inclusive eram acusados de incentivar o consumismo nas crianças). Agora me digam: quanto vocês acham que as emissoras faturavam com isso? Muito né? Tanto que era possível fazer programas infantis super elaborados, e comprar desenhos caros pra serem exibidos (Digimon é um exemplo, de novo).

Tirando essa lei, claro que tem o lado da internet, e dos tempos serem outros. Me parece que as emissoras estão um tanto perdidas nesse novo contexto, e não sabem como se encaixar nessa realidade.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Jyunirii em Qua Maio 02, 2012 11:25 am

Bom Rafa, verdade. Mas ainda tem uma ou outra propaganda na TV aberta.

Quanto a internet, foi como eu disse, cresceu rapido demais, conforme cresceu a tecnologia hoje a nossa disposiçāo. Mas nao vai demorar pra que começe a pipocar propaganda - mais do que ha hoje -.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Qua Maio 02, 2012 11:38 am

Acho que tem diversos jeitos de se fazer propagandas. Quer dizer, a proibição não impediu que o pessoal de Marketing e PP dessem um jeito de colocar os anúncios de alguma outra forma. É o papel deles. Não tem a ver muito, mas há alguns anos a propaganda de cigarro também foi proibida. Não aparece mais em TVs e Rádios. O que as empresas fizeram? Passaram a financiar decoração e caixas para donos de restaurantes, bares e mercados, com banners e tudo mais, como forma de manter a propaganda viva. É o que eles fazem, e acho que não foi muito diferente com as crianças. Hoje, eu não vejo mais o comercial dos brinquedos (em compensação mochilas e afins ¬¬), pelo menos não que me lembre... mas vejo o comercial de, sei lá, do filme da Barbie que OLHA, tem a boneca. Ou então o comercial da Rihappy mostrando alguns produtos selecionados. O McDonalds e outras franquias de alimentos também contribuem: repararam como de uns anos pra cá os "brindes" do McLanche Feliz são brinquedos elaborados, enquanto que no meu tempo eram os bonecos feios do próprio Mc? Passou a ser assim depois dessa proibição, eu acho, empresas pagam para terem brinquedos seus nos brindes da comida (Habib's está indo na onda com Os Vingadores, e há algum tempo até Nárnia entrou no meio, com o Mc e o Giraffa's). Sem contar prêmios que eles dão nos poucos programas que restam (oi Bom dia e Cia e sua roleta), ou mesmo algumas paradas do tipo Top Therm (que isso sim eu acho que está proibido, não?). Enfim, uma burlada aqui, outra acolá... e concordo com a Juny que aqui estamos nós, ainda vendo.

Mas concordo com o Rafa que hoje em dia é BEM mais difícil fazer um desenho bombar e fazer valer o investimento (compra dos direitos são BEM salgados) sem o respaldo da publicidade massiva e dos mil produtos que lançavam antigamente. Na época da Manchete e de CDZ, até carimbo lançaram do anime! Era tanta bugiganga que Jesus Cristo XD
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Dragon em Qua Maio 02, 2012 7:07 pm

Olha, eu vou me focar mais na questão dos animes e da forma como eles são trabalhados ok? É que o tópico está falando sobre muitas coisas diferentes e tem algumas informações que pouca gente sabe ^^

É o seguinte galera. Aqui em nosso Brasil Varonil, animes em geral foram considerados "Persona non Grata". Não é por que é Digimon, Dragon Ball ou Pokémon, qualquer animação que carrega a bandeira nipônica não é bem vinda.

Não sei se vocês sabem, mas a Globo pretende abrir um canal de TV por assinatura voltado a programação infanto-juvenil (por que não existe mais exclusividade desses dois gêneros) nos moldes do Cartoon Network e DisneyXD. O diretor de tal canal já disse com todas as palavras que animes não serão inclusos na programação, pois a grade do canal visa produções que ensinem "bons costumes", contem histórias bonitas, ensinem valores e etc para as crianças. Isso não é de agora, a Xuxa já proibia a muitos anos que animações japonesas fossem exibidas em seus programas.

Isso é culpa das crianças? Não. Eu mesmo tenho primos de 8~9 anos que são FISSURADOS em Dragon Ball. Todas as bugigangas que eu costumava ter na idade deles, eles colecionam, plus coisas que não existiam na época como DVDs, jogos e etc. Crianças se interessem por qualquer coisa que chama a atenção delas, e é nisso que a maioria das emissoras de TV erra. Os três principais pontos que decretaram esse fracasso atual que vivenciamos:

1-O novo padrão das coisas que podem ser exibidas para as crianças. Hoje os pais se preocupam em apresentar entreterimento politicamente correto para os filhos, e isso se tornou um câncer para toda a programação. Hoje em dia é inconcebível mostrar um pato levando um tiro de espingarda e o bico dele caindo da cara. É impensável mostrar um gato levando uma marretada na cabeça e "morrendo" (Sim, isso aconteceu em Tom e Jerry). E me desculpem os otakus, mas anime É SIM violento. Mas você nunca vai ver o Ben 10 se mutilando com as próprias garras por causa da depressão, nem vai ver o Phineas jogando uma banana de dinamite no Ferb. Todas as produções animadas do ocidente hoje são engessadas por esse conceito. As novas aventuras do Pica-Pau, Looney Tunes, Tom e Jerry e etc são desenhos animados que mais parecem um programa de comédia decadente apelando sempre para as mesmas situações, presos sempre aos mesmos acontecimentos. Afinal, que pai vai querer ver o filho assistindo desenho de um coelho que se veste de mulher, ou de um bando de trogloditas com cabelo tingido que resolvem tudo na porrada? E as animações japonesas que alcançam o ocidente não se enquadram nessas exigências. São histórias que lidam com a morte, solidão, preconceito, coisas pesadas demais para as inocentes mentes das crianças ocidentais. É melhor que elas se distraiam com a vida de uma garota que tenta esconder que é famosa.

2- É duro admitir isso, mas todas (TODAS) as empresas que trabalham com animes no Brasil são incompetentes, mal administradas, realizam trabalhos dignos de amadores e deixam MUITO a desejar na apresentação ao público, marketing, produtos e etc. Claro, isso não é culpa exclusiva delas. A Toei por exemplo realiza leilão de suas séries, aquele que pagar mais leva. Como as empresas "boas/profissionais" já tem um Ben 10 da vida, elas não se preocupam em gastar com séries japonesas. Tendo pago o valor combinado, a Toei lava as mãos para qualquer coisa que as distribuidoras fazem com sua obra, não dá o menor suporte. Se uma empresa precisar de, por exemplo, uma figurinha auto-colante do Shoutmon, ela vai ter que passar por um looooongo processo de licenciamento com a Toei, que muitas vezes tem que passar pelas representantes do ocidente como a Viz Media antes de chegar a empresa japonesa, num processo caro, demorado, burocrático e insatisfatório. E da mesma forma que é com a Toei, é com as outras empresas.
Agora, quando uma empresa brasileira adquire os direitos de exibição da nova temporada de Ben 10, ela adquire no mesmo pacote o licenciamento de bilhões de produtos, desde uma simples bala de hortelã até um relógio cromado que diz as horas em 5 idiomas e brilha no escuro. É por esse motivo que as empresas profissionais preferem trabalhar com Ben 10 do que com Naruto. E as amadoras simplesmente não tem competência para tomar uma atitude, por n motivos diferentes. Abre um site de vendas qualquer e digite "Ben 10", você vai se afogar em produtos. Agora digite "Naruto", e se você achar uma mochila falsificada vai ter sorte. A dificuldade que é para lançar um simples DVD com episódios de "CDZ: Lost Canvas" no Brasil deixa até Hércules com vontade de negar esse serviço.

3-A qualidade dos serviços prestados é o xeque mate da questão. Depois de passar por toooodo esse processo descrito acima, o tratamento que a série recebe é de dar pena. Os estúdios de dublagem seguem a mesma linha de raciocínio e realizam um trabalho quase voluntário em séries de anime. Nos canais infanto-juvenis e programações infantis da TV Aberta os animes ganham de presente horários ingratos, como CDZ passando 7 da manhã e Dragon Ball passando 00h:50m. Savers passou por isso, sendo exibido entre 7 e 8 da manhã. Naruto era exibido no SBT num horário que quem estuda de manhã não chegou em casa ainda e quem estuda de tarde está saindo para a escola. Quando, depois de muito esforço, conseguem licensa para comercializar algum produto, estes produtos tem uma qualidade duvidosa, como por exemplo capas de DVD que parecem ter sido feitas no paint. Outro problema é a qualidade dos próprios animes, que já deixam a desejar lá no japão, as empresas compram sem saber do que se trata, e depois de vários cortes, censuras e cagadas fica uma coisa que simplesmente não dá pra assistir.

Para coroar tudo isso temos que ter em mente que anime e mangá é um mercado de nicho no Brasil. Não dá para viver só de anime, como o animax provou, assim como não dá para viver de mangá.
Isso acontece por que os fãs antigos não se interessam pelos animes e publicações novas, pois pensam que são ruins, de baixa qualidade e que o antigo era melhor. Ao mesmo tempo que o mercado não conquista novos fãs por que o trabalho realizado não causa empatia ao público.

Assim podemos ter um panorama do que aconteceu com Savers na Globo por exemplo. Os fãs antigos de digimon não viram por que era ruim e não era adventure. Novos fãs não se interessaram por que a propaganda de 5 segundos, a dublagem mal feita e o horário de 7 da manhã não cativou o público. Assim acontece com todos os outros, em muitos outros países, num quadro que vai ficando cada vez mais dificil (pra não dizer impossível) de ser revertido. Mas olhemos pelo lado bom: Sempre vamos ter a internet.

E porra, quantos ETC num texto.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por TerriLopz em Qua Maio 02, 2012 8:27 pm

Huahaua, to com pressa e não vou ler tudo. Mas dou um THIS, no que a Hikari disse!

Acho que são 3 os pontos principais: Falta de investimento, Mudanças da Geração e também esse racismo com Animes que tem DEMAIS NESSE PAIS! E tenho como exemplo meu Pai, desde a epoca de Adventure implicava ( a ponto de me proibir de ver ) e ainda implica. PS: Sou evangélico e meu pai é Pastor... Saca a dificuldade?
A falta de investimento é nitida! Não precisamos nem comentar, temos o Classico "Caverna do Dragão" e suas crianças perdidas que assombram a minha vida desde sabe-se la quando e nunca chegam a canto nenhum! Falta um programa que tente levar isso a serio. Inclusive na escolha dos apresentadores!
Já isso de mudança de geração... Quando comentou sobre o Passa ou Repassa, me lembrei na hora! Não tinah internet, nem videogame e me divertia muuuuito com isso. Assim como nas batalhas de Pokemon imaginarias lá no ensino fundamental, ou ficando tonto imitando uma evolução de Adventure ( Patamon... Digivolve paraaaaaa... ANGEMON, fiz isso incontaveis vezes ). As crianças hoje não ligam muito pra esse tipo de brincadeira. No máximo um futebol, mas quando ficam cansados correm pro Futebol do Play2!

Agora sobre Digimon em sí... Eu tenho sim esperanças de Ver XrosWars por aqui! Mesmo que seja na TV Fechada! Inclusive, rogo que até lá, um canal faça essa transmissão direito! Quem sabe Cartoon ( Tira aquela maldição de Bakugan! Porque eu não faço mais a minima ideia do que eu to assistindo...) ou Nick!

Sobre Savers, eu me lembro bem como funcionou. A publicidade pra ela foi baixa! Acho que acharam que só por se chamar Digimon iria Detonar. Colocaram para abrir a exibição... Não me lembro direito, mas creio que era as 8:00 ou 10:00. De cara eu estranhei a temporada por ter um visu diferente, mas assisti. Mesmo odiando Masaru e seus socos... Muitos deles! Que devem ter desagradado ainda mais a mente fragil de quem acha que aquilo era violencia maior do que a que o Ben 10 ou o proprio Pica-Pau praticam ( esse ultimo é extremamente sádico, até... ). Do nada sumiu!
Tamers passava em Sabados sorteados, tive sorte de pegar uns 2 ou 3 epis!

Eles bem que poderiam tentar colocar Digimon na programação. Quem sabe não dava um UP!
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Qui Maio 03, 2012 8:37 am

Sir Dragon escreveu:Não sei se vocês sabem, mas a Globo pretende abrir um canal de TV por assinatura voltado a programação infanto-juvenil (por que não existe mais exclusividade desses dois gêneros) nos moldes do Cartoon Network e DisneyXD. O diretor de tal canal já disse com todas as palavras que animes não serão inclusos na programação, pois a grade do canal visa produções que ensinem "bons costumes", contem histórias bonitas, ensinem valores e etc para as crianças.

Sabe que essa é a coisa mais CÍNICA que eu já vi por parte da Globo e ocidentais num geral? Eu vou citar apenas Digimon... você quer coisa mais "bom costume" do que ensinar às crianças que trabalho em equipe pode salvar sua vida (literalmente) e dizer que valores como Coragem, Amizade, Amor e etc (só para citar os brasões) podem fazer a diferença em suas atitudes e no modo como você leva a sua vida, mesmo que você esteja perdido e sozinho? Quer coisa mais "bom costume" do que ensinar que mesmo uma criança sensível como o Takato pode se tornar alguém extremamente capaz de resolver seus problemas e de ajudar os outros, mesmo que na base de muita dureza? Ou mesmo que um "delinquente" como o Masaru pode encontrar alguma coisa que dê sentido na sua vida e usar toda essa "energia" para algo realmente benéfico? Quer dizer, se ISSO não é ensinar coisas boas às crianças, eu realmente NÃO SEI O QUE É ENSINAR.

Estava conversando com a Ray no twitter esses dias como nosso continente, em especial, levanta a bandeira da moral e bons costumes e cortam qualquer coisa que possam incitar à violência, sentimentos negativos ou mesmo conflitos que são normais na nossa vida adulta (infelizmente). Eu não sou totalmente contra a programas educativos ou então a realmente ensinar coisas legais à criançada, de acordo com a idade que eles tenham. Mas a questão é: de que adianta você proibir um "desenho japonês" só pela fama que eles têm, e ao mesmo tempo mostrar em plena seis horas da tarde (horário em que boa parte das pessoas começam a chegar em casa e ligam a TV) um telejornal da linha do Datena? Independente de gostar ou não, acho muito cinismo cortar uma coisa e colocar outra no ar. O acesso é o mesmo, não?

E voltando à questão dos desenhos, se traçarmos um comparativo, Ben 10 pode até não ter sangue ou então pessoas cortando cabelos para salvar a própria pele. Mas até onde vi de episódios de Ben 10: Força Alienígena, teve um episódio em que a avó da Gwen mandou ela explodir o próprio corpo para se tornar mais forte e ganhar uma força whatever O.O. Temos uma criança de 10 anos (e posteriormente 15) que pode se transformar em 10 bichos diferentes e, com alguns desses bichos, destruir o mundo inteiro. Mas ISSO não é violento. Isso é uma criança de 10 anos brincando de salvar o mundo. Nossa, defendendo bem a ideia de ensinar a criançada a ter o bom costume do bom senso e da responsabilidade (e repito, a avó manda a menina se explodir, WTF?).

Sério... qual é o fucking sentido dessa bandeira?

Acho sim legal pensarmos no conteúdo que nossa criançada está absorvendo, mas ISSO não é pensar. Isso, a meu ver, é uma moral falha, que ao invés de preparar a criança para lidar propriamente com sentimentos como solidão, raiva e até mesmo com as diferenças ou então com a morte, apenas a coloca num mundo onde tudo deve ser "bonito" e a faz rejeitar esse tipo de desconforto. E digo mais: se fôssemos pensar DIREITO, saberíamos que nem toda animação É PARA CRIANÇAS. E só para não citar animes... alguém aqui acha que Os Simpsons ou South Park ou mesmo nosso brasileiro Fudêncio foi feito para a criançada? Se houvesse um mínimo de bom senso em relação a isso, se parassem de achar que desenho = infantil, os animes seriam visto, ao menos, com um olhar mais justo.

E só para voltar a Digimon... alguém disse em algum tópico por aí (acho que no de fanfics) como este anime em particular não mostra mortes humanas (tirando, óbvio, Oikawa virando borboleta, até onde eu me lembre ¬¬). Sério, até pelo gênero que Digimon pertence... QUEM DIABOS PODE CLASSIFICAR ISSO COMO VIOLENTO? O.O
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qui Maio 03, 2012 10:40 am

Hikari no Hana escreveu:
Sério... qual é o fucking sentido dessa bandeira?

Acho sim legal pensarmos no conteúdo que nossa criançada está absorvendo, mas ISSO não é pensar. Isso, a meu ver, é uma moral falha, que ao invés de preparar a criança para lidar propriamente com sentimentos como solidão, raiva e até mesmo com as diferenças ou então com a morte, apenas a coloca num mundo onde tudo deve ser "bonito" e a faz rejeitar esse tipo de desconforto. E digo mais: se fôssemos pensar DIREITO, saberíamos que nem toda animação É PARA CRIANÇAS. E só para não citar animes... alguém aqui acha que Os Simpsons ou South Park ou mesmo nosso brasileiro Fudêncio foi feito para a criançada? Se houvesse um mínimo de bom senso em relação a isso, se parassem de achar que desenho = infantil, os animes seriam visto, ao menos, com um olhar mais justo.

E só para voltar a Digimon... alguém disse em algum tópico por aí (acho que no de fanfics) como este anime em particular não mostra mortes humanas (tirando, óbvio, Oikawa virando borboleta, até onde eu me lembre ¬¬). Sério, até pelo gênero que Digimon pertence... QUEM DIABOS PODE CLASSIFICAR ISSO COMO VIOLENTO? O.O

Olha, isso na verdade é hipocrisia. Como o Dragon disse, o entretenimento nos dias de hoje precisa se encaixar no conceito de 'politicamente correto' da sociedade, embora muitas vezes esse conceito seja completamente deturpado e fora da realidade. Inclusive, a minha mãe costumava assistir desenhos comigo, sempre que podia, e num feriado desses, enquanto passava a TV Globinho, ela parou pra prestar atenção no seriadinho que estava passando (algum enlatado da Disney ou seja la qual), e ficou abismada com a estupidez do conteudo. Sério, ela ficou surpresa com o nivel de idiotice desses programas voltados pro publico infanto-juvenil. O mais surpreendente é que muitos pais não percebem isso, o quanto esses seriados são idiotizantes, e ainda acham que seus filhos estão aprendendo muito com eles O.o (desculpa, mas se essa geração é a merda que é, grande parte da culpa são desses pais inaptos, sério). Eu não acho Digimon violento, crianças gostam de ação, sempre gostaram, e isso não é diferente agora. Seria tediante assistir algo completamente ZzzzzzZ, e é isso que as emissoras passam agora. Não é a toa que as crianças nem assistem mais TV, preferem a internet.

Sobre 'pensar no que as crianças absorvem', os pais até se preocupam com isso, mas não pensam racionalmente sobre. Simplesmente julgam sem conhecer, sequer param pra assistir com seus filhos o que eles curtem, simplesmente ouvem falar e se guiam por isso. Muito desse preconceito com animes vem disso, de pais que ouvem falar que eles estimulam a violência, que são 'satânicos', e por aí vai. E eles acreditam nisso, não procuram conhecer, tirar suas próprias conclusões. Resumindo, elas não pensam realmente nisso. Há a preocupação, mas elas preferem se guiar por algo que outros pessoas definiram como 'certo' e 'errado'.

E sim, nossa moral é falha. Basta olhar pros frutos na nossa sociedade, no comportamente dos individuos. :roll:
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Qui Maio 03, 2012 10:59 am

Takuya escreveu:O mais surpreendente é que muitos pais não percebem isso, o quanto esses seriados são idiotizantes, e ainda acham que seus filhos estão aprendendo muito com eles O.o (desculpa, mas se essa geração é a merda que é, grande parte da culpa são desses pais inaptos, sério)

O que me frustra é pensar que boa parte desses pais inaptos de hoje são pessoas que nasceram no fim da década de 70/início e meados da de 80. Duas décadas que, a meu ver, criou pessoas que teriam (se é que não têm) vergonha alheia dos pais que seus "filhos" estão se tornando. E isso me lembra uma aula de Filosofia minha da faculdade, mas não vem ao caso...

E Rafa, a hipocrisia = a atitude politicamente correta? Se for, agreed!
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qui Maio 03, 2012 11:14 am

Hikari no Hana escreveu:
O que me frustra é pensar que boa parte desses pais inaptos de hoje são pessoas que nasceram no fim da década de 70/início e meados da de 80. Duas décadas que, a meu ver, criou pessoas que teriam (se é que não têm) vergonha alheia dos pais que seus "filhos" estão se tornando. E isso me lembra uma aula de Filosofia minha da faculdade, mas não vem ao caso...

E Rafa, a hipocrisia = a atitude politicamente correta? Se for, agreed!

Parece que sim. Engraçado que os pais de agora são justamente as pessoas que viveram essa 'época de ouro', que viveram numa época de transformações na sociedade, onde o povo participava ativamente disso. Alguns ate viveram a epoca da censura, a época Collor, me espanta essas pessoas terem criado uma geração de alienados. Engraçado que Digimon e outros animes são considerados 'satânicos' e 'violentos', e ensinam coisas erradas as crianças. Mas não vejo os pais proibindo os filhos de assistir o BBB ou as séries idiotizantes da Disney (houve um tempo que a Disney era boa... sofree), ou proibindo de assistir as novelas cada vez mais cheias de sexo e violência. E quem frequenta redes sociais sabe o quanto isso influencia SIM a cabeça desses jovens... acho que a sociedade precisa rever seus valores...
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Qui Maio 03, 2012 11:50 am

EXATO. Eu AMO os filmes Disney até meados da década de 90, mas depois disso virou algo tão... bleh! E me pergunto onde foi parar o Disney Channel que criou o memorável Disney Club!(se bem que não posso reclamar de Phineas e Ferb, é um humor tão nonsense que me faz rir, mas conteúdo mesmo não tem).

Enfim.... tanta luta por uma sociedade ativa e pensante, e olha onde paramos. SE BEM que acho que é um fenômeno mundial. É a geração de hoje mesmo... muita guerra, muito medo e muito conforto devem fazer isso, anyway. Só uma pena que sacrifiquem Digimon nisso. Aprendi MUITA coisa legal nos tempos em que vi Adventure...
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por aswq em Qui Maio 03, 2012 5:49 pm

Pelo menos no caso americano, quanto menos violento o anime é pior tratamento ele recebe, mais por causa da divisão infantil/adulto...

Concordo com o Dragon nisso do pouco apoio dos japas, dá para perceber que cada vez os animes chegam mais tarde e que os japas são fraquinhos nesse processo de exportação.

A Disney apenas foi ficando cada vez mais capitalista, quanto mais vende e menos faz pensar melhor.

PS- Se bem que pro Brasil esse politicamente correto é abusivo mesmo é só você olhar pros comediantes...
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Marcy em Qui Maio 03, 2012 7:26 pm

Ainda estou lendo todos os post, mas dei uma olhada "por cima" e creio que entendi um pouco o que cada um aqui está direcionando.

Se Digimon pode vir a ser um sucesso no Brasil? Vamos fazer uma eliminatória:

Globo = sem chances.
SBT = talvez.
Record = impossível.
MTV = com certeza não.
E Paraná = há!
Rede TV! = não. A emissora já confirmou que não vai mais comprar animes e desenhos em geral.
Band = Aí temos que ver. De repente, a Band resolveu dar mais valor a alguns animes.

Se Digimon for febre no Brasil de novo em TV Aberta, aposto todas as minhas economias que a Band é que terá direito ao anime. Mas ainda assim, as chances são pequenas.


Certo, vamos fazer uma rápida comparação dos desenhos japoneses com os norte-americanos. Notem que, no Japão, os desenhos são mais "calmos", sem piadinhas sem graça a toda hora, nem muita agitação; a paisagem é mais detalhada, porém mais neutra; tem os momentos de clímax mais acentuados e bem determinado num ponto no episódio. Agora os desenhos que vemos no Ocidente é diferente: percebam que os desenhos norte-americanos a paisagem é muito colorida, tem muitos detalhes chamativos; as personagens sempre fazem graça ou, de algum jeito, são engraçados; e em alguns casos os clímax estão em toda a duração de um episódio. Claro, não é bem nessas palavras, mas se vocês notarem bem, é por aí mesmo.

As crianças japonesas são diferentes das crianças norte-americanas. Isso é inegável. A cultura japonesa é muito distinta da cultura americana. Podem perguntar isso a qualquer sociólogo ou pesquisador de comportamento humano bem informado, e ele dirá com todas as letras: as crianças orientais são educadas para serem mais pacientes, e obedecem essa norma, ficando sempre quietinhas diante dos mais velhos; enquanto as crianças ocidentais não são educadas da mesma maneira que no Oriente e, percebam, elas são mais birrentas, agitadas, implorando por tudo, não importa com quem estejam.

Há vários motivos por os animes não serem bem vistos no Brasil. Alguns dos motivos alguns aqui já comentaram, e outro motivo é esse: devido ao comportamento da criança brasileira, que prefere desenhos norte-americanos (sempre alegres e divertidos) do que os japoneses (mais "parados", sem graça). O que as emissoras brasileiras não percebem é que justamente os desenhos "sem graça" do Japão são mais bem elaborados do que os "sempre alegres e politicamente corretos" que os ocidentais produzem sem nenhum aprofundamento.

Dragon escreveu:Naruto era exibido no SBT num horário que quem estuda de manhã não chegou em casa ainda e quem estuda de tarde está saindo para a escola.
Eu arrisquei assistir um pouco desse anime no SBT, mesmo sabendo dos cortes. E caramba, eu saía do colégio correndo, chegava em casa, jogava minha pasta em algum canto, ligava a TV e tinha a sorte de ver a abertura. Me lembro que depois passou Blue Dragon nesse horário, deixando Naruto antes, o que diminuiu a audiência. Ah, e o Blue Dragon que passou no SBT foi traduzido horrivelmente em Miami, o que resultou em uma dublagem com um sotaque sem emoção, nem ênfase, como se as personagens fossem robôs programados para falarem letra por letra. Catastrófico. O anime perdeu audiência e os diretores do SBT ainda alegavam não encontrarem problema algum. Ah, vá!
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Takuya em Qui Maio 03, 2012 9:01 pm

Marcy escreveu:
Há vários motivos por os animes não serem bem vistos no Brasil. Alguns dos motivos alguns aqui já comentaram, e outro motivo é esse: devido ao comportamento da criança brasileira, que prefere desenhos norte-americanos (sempre alegres e divertidos) do que os japoneses (mais "parados", sem graça). O que as emissoras brasileiras não percebem é que justamente os desenhos "sem graça" do Japão são mais bem elaborados do que os "sempre alegres e politicamente corretos" que os ocidentais produzem sem nenhum aprofundamento.

Não concordo com isso. O que sempre vimos foi justamente o contrário. Sempre que havia animes sendo exibidos na programação, a audiência destes superava a dos desenhos americanos, tanto que as emissoras sempre os usaram como forma de alavancar a audiência (Globo virava e mexia colocava Dragon Ball ou Digimon no ar novamente, só pra dar um up na audiência da TV Globinho, depois que conseguiam isso tiravam de novo). Aliás, como alguém já comentou no topico, esse preconceito com os animes parece mais estratégia pra diminuir o hype deles, e aumentar o dos desenhos norte-americanos, que estavam super em baixa com a moda dos animes. E parece que surtiu efeito, infelizmente...

Bom, quanto as emissoras, estas não se preocupam com a qualidade do conteúdo exibido, elas se preocupam em ter audiência e retorno financeiro com ele, e atualmente, parece que as séries toscas da Disney fazem melhor esse trabalho =/
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Marcy em Qui Maio 03, 2012 10:03 pm

Takuya escreveu:
Marcy escreveu:
Há vários motivos por os animes não serem bem vistos no Brasil. Alguns dos motivos alguns aqui já comentaram, e outro motivo é esse: devido ao comportamento da criança brasileira, que prefere desenhos norte-americanos (sempre alegres e divertidos) do que os japoneses (mais "parados", sem graça). O que as emissoras brasileiras não percebem é que justamente os desenhos "sem graça" do Japão são mais bem elaborados do que os "sempre alegres e politicamente corretos" que os ocidentais produzem sem nenhum aprofundamento.

Não concordo com isso. O que sempre vimos foi justamente o contrário. Sempre que havia animes sendo exibidos na programação, a audiência destes superava a dos desenhos americanos, tanto que as emissoras sempre os usaram como forma de alavancar a audiência (Globo virava e mexia colocava Dragon Ball ou Digimon no ar novamente, só pra dar um up na audiência da TV Globinho, depois que conseguiam isso tiravam de novo). Aliás, como alguém já comentou no topico, esse preconceito com os animes parece mais estratégia pra diminuir o hype deles, e aumentar o dos desenhos norte-americanos, que estavam super em baixa com a moda dos animes. E parece que surtiu efeito, infelizmente...

Não me refiro exatamente aos desenhos ocidentais e orientais assim, estou apenas dando um exemplo a grosso modo. De fato animes são divertidos, mas em comparação aos desenhos ocidentais, percebe-se que a graça nos animes é mais "contida", digamos, mas bem pensada e não a toda hora (salvo, talvez, animes humorísticos, mas aí é outra história xD), como na maioria das animações norte-americanas. E eu li em algum lugar que as crianças ocidentais não são do tipo que assistem um desenho que não tem muita graça o tempo todo.

Uma prova? O filme "Ponyo, Uma Amizade que Veio do Mar", que não durou um mês no cinema brasileiro, é um filme de animação japonesa que, pelo o que eu ouvi, as crianças nas salas de sessão já não queriam mais assistir ao filme mais já logo no começo, porque elas não estavam achando o filme divertido, mesmo o filme tendo seus momentos de humor mais ao decorrer da trama. Com base dessa e outras animações japonesas, podemos ver o comportamento da maioria das crianças em relação aos animes de hoje.

... e sim, percebi essa de dar mais valores ao desenhos norte-americanos porque eles estavam em baixa. De fato, os animes tiveram seu ápice, mas muitas vezes eram em grande maioria crianças maiores de 10 anos quem assistiam esses animes do que os menores, que entram no quadro dos "desinteressados" por animes do qual me referi no post anterior. O horário em que os animes passavam também contribuía. Mas, mesmo assim, há vários fatores que levam a uma população deixar de assistir determinada coisa, que no caso aqui debatido, são os animes, e não necessariamente uma guerra de marketing, sendo que esse é também um motivo forte.
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Re: Digimon ainda tem chance no Brasil?

Mensagem por Hikari no Hana em Sex Maio 04, 2012 9:15 am

Marcy escreveu:... e sim, percebi essa de dar mais valores ao desenhos norte-americanos porque eles estavam em baixa. De fato, os animes tiveram seu ápice, mas muitas vezes eram em grande maioria crianças maiores de 10 anos quem assistiam esses animes do que os menores, que entram no quadro dos "desinteressados" por animes do qual me referi no post anterior. O horário em que os animes passavam também contribuía. Mas, mesmo assim, há vários fatores que levam a uma população deixar de assistir determinada coisa, que no caso aqui debatido, são os animes, e não necessariamente uma guerra de marketing, sendo que esse é também um motivo forte.

Eu não sei até que ponto concordo com o fato de crianças menores não terem interesse. As de hoje, de fato, tem uma dificuldade imensa de se concentrar, e acompanhar uma história que não seja no mínimo coloridona e engraçada DESDE o começo. Mas convenhamos, o que queríamos se hoje a criançada começa vendo TV com programas como Barney, ou Dora, a Curiosa (acho que é esse o nome)? O.O Sério, vocês já repararam como as produções infantis hoje para a faixa da primeira infância, principalmente, são COLORIDAS e REPETITIVAS? Talvez seja a forma com que se adequaram para captar a atenção da criança, inserida num mundo em constante (e frenético) movimento e que cada vez mais cedo precisa ter mil coisas a se fazer (criança de 4 anos hoje já passa metade do dia na escola, faz inglês, ballet, natação, judô, Kumon ou qualquer uma dessas variantes. E em pensar que eu só fui começar natação aos 8 e o inglês aos 14 O.O).

MAS... não sei se foi assim O TEMPO TODO. Quer dizer, na época da finada TV Manchete, quem assistia CDZ e outras coisas como Patrine, Jiban, Jiraya, Sailor Moon e toda a patota dos animes e séries japonesas, era a criançada de 3-4-5 anos. Óbvio que as de 10 adoravam, mas poxa... se eu perguntar para pessoas da minha faixa etária (21-23 anos), 90% vai afirmar que era fissurada em animes naquele tempo, e eram crianças de 3-4-5 anos. E apesar de CDZ ter as lutinhas e tudo mais, convenhamos que os primeiros episódios eram bem porres.

Aliás, nem precisa apelar aos animes pra perceber como as gerações da criançada mirim de hoje difere da nossa. Peguemos os filmes Disney. Os antigões. Acho que aqui todo mundo assistiu ao menos uma vez algum dos clássicos Branca de Neve, Bela Adormecida ou mesmo Pinóquio (eu ia citar o Fantasia, mas ele é uma coisa tão expecional na coletânea Disney e tão incrivelmente diferentão que nem vale a pena). Esses filmes, até pela tecnologia da época, apelavam para cores pastéis e, apesar de vivas, toda a obra tinha um ar meio... zen (tirando, obviamente, as cenas do climax). E a história demorava a começar... até Branca de Neve ser de fato ameaçada de morte, a gente viu a Madrasta falar com espelho, viu a Branca de Neve na sessão xaveco com o Príncipe Pateta, viu a Rainha falar com o caçador, viu o caçador ter crise existencial... ou seja, se uma criança de 4 anos hoje visse isso, na primeira canção da Branca de Neve apaixonada ela já ia dormir!

A mudança neste clima só se dá nos filmes Disney da época do "renascimento", ou seja, de A Pequena Sereia para cá (89 e década de 90). Apesar das histórias ainda demorarem a terem um início de fato (mano, até a Bela se encontrar com o Fera, eu já sabia toda a história da maldição e ainda conhecia a vila inteira da Bela), músicas, cores e personagens engraçados (como um macaco sacerdote - ou sei lá o que podemos considerar o Hafik - ou um siri atrapalhão como o Sebastião) estão desde o começo para chamar a atenção (único filme que aqui não entra é o Corcunda de Notre Dame... mas bah, ele sempre foi muito mais adulto do que queriam nos fazer acreditar). Repare que é a mesma época em que animes estouraram no Brasil, e que tinha mesmo no público menor um público fiel! Temos então duas frentes de animação: uma japonesa, mais ponderada, contida e que desenvolve enredos contínuos, lentos, graduais... e a frente americana, pós Guerra Fria, entrando na Nova Ordem Internacional, do "triunfo" do capitalismo, produção e consumo, e que começa a lançar seus Windows (95 e 98) e a produzir desenho atrás de desenho. Os americanos percebem que os menores (e mesmo os maiores) começam a vivenciar essa realidade e passam a produzir filmes e desenhos mais chamativos, com enredos que se resolvem em um episódio e que faça a criança se divertir.

Parece contraditório, não? Ao mesmo tempo em que as produções americanas atraem por serem rápidas, as japonesas atraem porque apresentam um enredo que só pode ser resolvido se você assistir TUDO!

Mas foi essa a geração brasileira dos anos 90. A que, no cinema, já presenciava essa mudança dos tempos, mas que na TV ainda assistia animações dos anos 70 e 80, que seguiam o modelo mais "zen". A década de 90 foi uma época de transição, e de uma infância realmente "dúbia".

Aí vieram os anos 2000. Década em que animes foram sendo cortados, retalhados e retirados do ar, as animações antigonas pararam de serem exibidas, e as TV's passaram a investir nos novos desenhos (a Era Bob Esponja, como diria um amigo meu). Se a geração de 90 teve dois tipos de animação que acompanhar, a criançada dos anos 2000 pegou somente o tempo em que as animações aceleradas e coloridas dominavam a TV. Pegou também a internet, os canais fechados e... blá, acabamos no que já dissemos.

Ou seja, a meu ver, houve uma transição lenta (e algumas vezes encaminhada) para que hoje a criançada ocidental (e em especial a brasileira) se acostumesse com o ritmo americano atual de animação, e que contribuiu para o desinteresse que algumas delas (os priminhos do Dragon são fodas e não contam -Q) alimentam em relação a animes. Sei lá, talvez hoje eles realmente não consigam mais acompanhar e se concentrar... mas eu realmente acho que isso foi resultado do tempo e de todas as mudanças que o mundo passou nos últimos 20 anos.

E só porque achei que podia interessar... voltando ao "politicamente correto", achei esse texto hoje no FB. Serve, no mínimo, pra dar risada :p

http://hbdia.com/top-x/4-desenhos-animados-traumatizantes-e-como-a-ciencia-os-explica/
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