Gononi Squad Attacks!

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Gononi Squad Attacks!

Mensagem por Jyunirii em Ter Dez 18, 2012 3:36 pm

=u= cês já sabem, virei adepta do "dê fanfics de presente".
Este aqui eu escrevi pra Hinata. Ela já leu (e sobreviveu ao combo), e achei que seria lecauzinho se vocês lessem também.


A propósito, Gononi nada mais é do que " 5 - 2", que é a sala do Takato em Tamers.

Ah! Você está aí! Senta! Senta! Quero te contar uma coisa!
Essa história é uma daquelas histórias que nós, formandos do ensino médio, contamos nos fins de mangá shoujo, sabe? (É isso mesmo, Nakajima?)
Quero que você escute! Só vou me formar feliz se você escutar!

Olhe, pra que esta história acontecesse, precisamos da cerimônia de começo das aulas, dois tanabatas, um White Day, um Valentine’s, um quilo e meio de chocolate (metade envenenada pela Nakajima), as habilidades ninjas do Kenta, a linha Odaiba-Shinjuku e a câmera Tekpix do meu celular.

Vamos lá!

O ESQUADRÃO GONONI ATACA!


Devo te adiantar, nós da Quinta “dois” fomos juntos até o fim.
Digo, fim mesmo! Até o terceirão correndo da Asanuma-sensei por causa do livro de matemática que eu, o Kenta e o Takato rasgamos e jogamos pro ar que nem confete!
Caaaaara foi tão legal aquilo...
Mas, caham, voltando à história, a gente dividiu vários segredos. Tipo, a cor preferida da meia do Tokio, ou quantos cards repetidos eu tinha. Outros mais importantes, como... Sobre os 4 tamers que havia na sala, e sobre o que aconteceu com a Katou e o Leomon.
Mas tinha um que a gente não considerou como segredo. Era um problema. Isso sim.
O Problema Jurato.


No começo do primeiro ano, quando todo mundo mudou pra escola secundária da West Shinjuku, tivemos um SUPER BIG GIGANTESCA GAIA FORCE GENKIDAMA dica da Juri. É que assim... como eu posso te dizer... ahn...

- O Takato era famoso nas escolas femininas, Hirokazu. Pelo jeitinho ‘meigo’ dele.
- Isso aí Kenta.
- E aí um pá de meninas da escola que tinha perto da nossa fechou e foi pra lá. E a Juri ficou com ciú-
- XIUUUUUU HOMEM! DEIXA QUE EU CONTOOOO!


Quando a gente foi ver a lista de alunos do primeiro ano, comemoramos porque os 17 do Gononi Squad estavam juntos. Só que tinha mais pessoas, novas.
E tinha uma garota.... Creio que o nome dela era Yuri, Yura... Enfim, só sei que quando o Takato foi ver a lista, ela tava por perto.

- Vejamos.... Primeiro.... “Três” ... Legal tá todo mundo junto!
- Você que é o Takato Matsuda? - a tal tinha chegado.
- u-Uhn, sou eu sim. E você quem seria?
- Eu? Uma aluna do colégio feminino que fechou. Ouvi dizer que você era mesmo famoso... E elas tinham razão.

Meu, na boa, quando as mulheres querem seduzir, elas sabem como. PORQUE QUALQUER UMA CONSEGUE SEDUZIR COM DOIS BOOBS GIGANTES!
Mas eu não sei qual foi o feitiço macumba, ou seja lá que a Katou-san fez que ele resistiu.
Pérai, minto! Ele não tava resistindo.

- Nem me pergunto por que fiquei famoso...
- Se um dia você quiser, podemos ir...
- Ele não vai a lugar nenhum! - A Juri tinha dito.

Eu fico surpreso até hoje com a capacidade da Juri de ser fofinha. O Takato sabe, como ela é baixinha, ela de saia fica uma graça. Só lamento porque a cor do uniforme não é lá essas porcarias todas.


- Ah, então ele é algo seu, querida?
- Ele é sim!
- O quê? Seu namorado?
- Iss...

Olhei prum lado e vi a Juri toda vermelha. Olhei pro outro e o Takato vermelho, que ia se afastando a Yura de fininho. Saquei meu celular, escolhi alguns números e mandei isso aqui pra eles.

“Gononi Squad, we have a mission.”



- Eu só espero que você não nos mande de volta pra Akihabara pra procurar loja de games, Hirokazu. Ta na hora de você começar a procurar uma namorada ao invés de ficar jogando Oretachi ni Tsubasa wa nai. - a Itou me censurou.
- Se a Ruki me desse chance, até iria, mas ela não cede, pô.

Qual o melhor lugar pra Gononi Squad montar um QG? Claro, a casa do Kenta!
E foi pra lá que eu pedi que a Nakajima, a Itou, e o Tokio fossem.

- Beleza, cá estamos, qual é a missão?
- Nosso probleminha de três anos.
- Fala da cena de hoje de manhã?
- Isso Nakajima. Ta na hora de fazermos algo.
- Hirokazu, não podemos mudar o destino! - Ela disse, me mostrando as cartas de tarot - Eles vão ficar juntos, eu previ!
- Nakajima se tu soubesse o tanto de gente que previu o futuro desses dois cê ficaria pasma.

Ela me fitou.

- Mas enfim, chamei vocês porque sozinho eu não vou conseguir, e dos 14, vocês são os ninjas semideuses do grupo.
- Pra começar, alguém vai ter que dar jeito de tirar a Yura de perto. - Kenta comentou. - Não é fácil pra nenhum homem planejar com aquilo por perto.
- É o que eu diga. - Tokio complementou.
- Quanto a ela, deixe isso comigo - a Itou falou. - A Nakajima é boa de juntar os dois e largar sozinhos.
- Dá pra fazer isso no tanabata.

Nos calamos.

- Qual é, vocês nunca assistiram o Live Action de LoveCom? - a Nakajima comentou, um pouco irritada
- Me lembro vagamente deste filme.... - Tokio comentou.
- Depois vocês se dêem o trabalho de procurarem este filme, mas eu começo sugerindo o tanabata.
- Longe demais. - Kenta argumentou.
- Mas é o único evento que eu sei que se a gente chamar os dois vão e É facinho facinho se perder.

Pensamos.

- A razão é dela. Vamos armar tudo pro tanabata.
- Ta, e os outros? - Kenta perguntou, tomando chá.
- Vou pedir ajuda da Mioko. - Itou falou, depois de comer um biscoito e tomar um gole de chá - E Miki, lembra do Eisa Matsuri?
- Lembro. Aquela mul- AYAKA CÊ É UM GÊNIO!
- Eu sei disso.
- Bom, reunião encerrada por enquanto. Qualquer ideia manda mensagem. Começamos a operação Jurato amanhã mesmo.

...

- Takato-k-
- ô Feiosa, chega aew.

Uma coisa que eu me impressiono com a Ayaka: a capacidade dela de montar clubinhos.
Me lembro uma vez que o Kenta comentou comigo na quarta série que a Ayaka gostava muito do Takato. Ela até se declarou pra ele, se eu não me engano, mas ele pediu desculpas e que não sentia o mesmo por ela. Isso, meu amigão Royal Knight é cavalheiro desde pequeno. Só foi na sétima que eles começaram a conversar mais por causa da festa de aniversário da Juri (e foi aí que as suspeitas se confirmaram, mas resolvemos não meter o bedelho. É como o pessoal diz por aí: briga de marido e mulher ninguém mete a colher).
Mas voltando pra história, eu ainda me impressiono com a Ayaka. Ela surpreendentemente, em UMA noite montou um clubinho do Takato (na realidade um Jurato Club, mas vamos manter as aparências, né mesmo?) que tinha inesperados vinte, repito, VINTE MEMBROS. Adianto que foi uma visão dos deuses vinte meninas cercando a Yura. Heh sou mala mesmo, eu sei disso, não precisa me elogiar.
Não sei se você lembra, mas sabe a Mioko, do cabelo vermelho da roupa Koukou azul e branca?

- Juri-chan, ficou sabendo?
- Do quê? - Juri tinha dito enquanto punha os livros no armário.
- O pessoal fez um clube que apóia seu namoro com o Matsuda-kun.

Blac Blac Blac Blac Plafs Flaps todo o material da Juri foi ao chão e seus olhos amarelos ficaram estranhamente arregalados.

- Ta de brincadeira, né? Porque, tipo, chegamos ontem na escola, é impossível que já tenham feito um grupo e que já tenham membros.... É loucura! E logo o Takato-kun, não temos nada a ver, sabe? Ahaha....
- Até quando você vai brincar de que não sabe de nada?
- E eu não sei!

Mioko suspirou e entregou um papel pra ela.

- A gente ta se organizando pra ir no Eisa. Vem com a gente?
- Não é só em Julho este evento?
- Sim, mas a gente vai sair pra comprar logo os yukatas.
- Hm... Verei.
- O Matsuda-kun vai.

Mioko saiu correndo dando risada e desviando os sapatos de Juri.
Te juro, eu gostaria de saber o quão vermelha a Katou ficou (e logo ela que é bem branca!), mas a Mioko disse que mesmo depois nas aulas de filosofia, ela ainda tava vermelha. Strike!

...

- Eu não devia ter vindo... - Juri suspirou.

Né que elas foram mesmo comprar o yukata?
Duas semanas depois do bombardeio Shoes, Juri aceitou ir comprar um yukata novo, para ir ao Eisa.

- Só que eu não tenho a menor noção de que cor devo comprar...
- O seu antigo era roxo, não? - Mioko perguntou.
- Não, era azul-marinho. Queria mudar de cor...
- Porque não pega este amarelo? - Miki encostou uma parte do yukata na Juri - Perfeito!
- Nah, este rosa é mais bonito! - Itou fez o mesmo. - Eu acho melhor este.

Mioko disse que ela ficou olhando os tecidos até ficar olhando um vermelho vivo com umas poucas decorações em dourado e prata.

- Você quer este? - Mioko perguntou.
- Essa cor... Essa cor é a favorita do Takato.
- E depois somos nós que estamos inventando coisas... - as três disseram juntas.
- Como é?

As três saíram atrás de uma vendedora e pediram para que embalassem aquele yukata.

- Ta loko vocês, viu? - Juri suspirou e abraçou o yukata.

Horas depois recebi uma foto da Nakajima. Ela tirou uma foto da Juri vermelha e... AI QUE VONTADE DE TE MOSTRAR ISSO TAKATOOOOO!
Caham caham, voltando a história, vamos passar o tempo até uma semana antes do Eisa.
Foi numa... terça-feira.. é, numa terça que eu cheguei na casa do Kenta e a Rukinha tava lá.

- RUKINHA MEU ANJO, DÁ CÁ UMA ABRA-
- Shh, idiota. - E olhava fixamente pro computador do Kenta.
- Que foi, quer um igual? Eu te dou um se casa-
- Aqui Kitagawa. - Ela apontou pra tela. Os cabelos já mais compridos desciam por um rabo de cavalo pelas costas (já disse que eu sou doido por esta mulher?) - Aqui, aqui, aqui e no terraço, dá pra ficar um de tocaia. Aqui é a saída dos cata-ventos, que acha de soltar os dois lá?
- Ué, isso não é o mapa do Eisa? - perguntei.
- É sim, a Ruki conseguiu pegar uma cópia e andou por lá pra marcar uns pontos.
- Minha avó organiza o Eisa Matsuri, então eu pedi uma cópia do mapa e ela me deu.
- Ah ninjas... - suspirei

Fiquei observando a frieza com que ela dava as informações.

- Diz aí, Ruki, porque você ta ajudando a gente?
- Reles vontade. Não são só vocês, do Gononi, que se importam com aqueles dois. Em especial a Juri.
- Que tem ela?
- Vai ser complicado se meter na vida amorosa dela. Se vocês querem ver, vão ter que saber se esconder muito bem.
- Hm...
- Se bem que, apesar de concordar com isso lá em Abril, acho melhor os deixar contarem por si só. - Kenta comentou, limpando os óculos.
- Como é?
- Hirokazu, os dois são daquele tipo ‘conservador’. Podemos observar, mas se quisermos saber os detalhes, é deixar que eles contem por eles mesmos. - Ruki terminou a conversa.

Ela se despediu com um aceno de cabeça.
Remoí o que ela me disse a noite toda, mas estava em cima da hora demais pra arredar.
...

- Você fez seu serviço bem demais, Nakajima. Mal chegamos e eles já se perderam?
- A Juri respondeu, não chegaram ainda, ele foi buscar ela. - Nakajima respondeu, mexendo rapidamente no celular.
- Diz se não é fofo! - Itou comentou.

Todos concordaram.

- É pedir muito que eles cheguem de mãos dadas? - Kenta suspirou.

E foi aí que eu comecei a suspeitar que o Kenta fosse um mago de Tethe’alla. Isso porque assim que ele disse isso, eles chegaram DE MÃOS DADAS!

- Ae! Final- NHAAAAAAAAAAW QUE BUNITIIIIIIIN~ - comentei com meus ataques de fanboy. Os dois imediatamente coraram.
- Ah! É que estava cheio demais a entrada e não queria que a Katou-san se perdesse.
- E porque não se soltaram ainda? - A Nakajima perguntou com um sorriso malicioso.

A Juri mexeu a boca, mas sua voz não saiu.

- Ela está sem voz. - Takato disse - Tenho medo que ela se perca, e sem poder falar... já vir- q-qu-que foi?

Até o pessoal que não tinha nada a ver olhou pra nós. 15 adolescentes alucinados com cara de “só falta assumir”, um loiro vermelhíssimo e uma moça de yukata vermelho, também bem vermelha.

- OK... Vamos andar logo antes que o Eisa acabe não é mesmo, cambada? - Takato se virou e foi andando.

Se teve risinhos? Nussasinhóoora, foi o que mais teve, seguido pela frase “quero ir ao casamento!”
E ele nem sequer teve o trabalho de olhar pra trás, o que facilitou nosso trabalho. Tudo que a Nakajima fez foi estender o braço e nos olhar. “Tá bom, voltem.”

- Ué...? - Takato olhou pra trás, depois de ultrapassar a barraquinha de tiro. Fora deixado sozinho a mercê do festival.


Caham, Nakajima, você continua a história? Já que foi você que ficou de tocaia mesmo... E desculpa, preciso procurar uma coisa.
- Pode deixar.


Bem, assumindo o lugar do Hirokazu, sim, eu fiquei “na cola” deles. E foi no mínimo decepcionante, sabe? É que tipo... a história começou a ficar embaçada nesse ponto.
Bem, deixa eu te explicar. Eu queria ter pego a conversa deles, mas tava muito barulho. E quando eles chegaram ao paredão de cata-ventos, começaram a soltar fogos de artifícios.
E em nenhum momento ele soltou a mão dela. Quando os fogos começaram a brilhar lá no alto, ela puxou a camiseta dele e mexeu a boca “eu amo você, ta?”, mas ele respondeu com um grito. “Também gosto de fogos de artifícios!”.

Está confortável? Ótimo, porque agora é que vai começar o complicado.

Bem, e foi desde o Eisa que a coisa esfriou de verdade.
No dia seguinte tinha aula. E os dois sumiram... não digo bem sumiram, porque a Katou faltou e o Takato ficou no telhado da escola todo o tempo que pôde.
Eu tinha ligado pra ela no intervalo, e levemente melhor, ela respondeu, aos soluços.

- Miki... eu tava errada?
- Não, Juri! Ele não te escutou!
- Miki... será que tudo o que eu sinto é tão superficial? Tão... idiot-
- JURI ENGULA ESSAS PALAVRAS!

Ela se calou.

- Juri, se você soubesse o quanto o mundo inveja o amor de vocês, eu tenho certeza, que até as estrelas querem que vocês terminem juntos. Não amigos. Mas juntos.... Casados, sabe? Juntos, como um casal! Vocês se completam, caramba! - e eu comecei a chorar - Ele é um cabeça dura, Juri, não desista!
- Você está chorando, Miki? Por mim?
- Por vocês. Eu estou chorando porque eu não quero ver algo tão bonito destruído assim!
- Era eu que deveria chorar, Miki...
- Não, Juri. - essa parte o Takato ouviu - o que você sente, Juri, não há palavra neste mundo que descreva, e ele sabe disso. O mundo inteiro quer o mesmo que eu, não faça as minhas lágrimas serem em vão.

Aí eu tinha visto e desliguei.

- Era a Katou-san?
- Era - e limpei as minhas lágrimas.
- Ela ta melhor?
- Um pouco.
- Vou visitá-la mais tarde. Quer ir junto?
- Melhor não ir, Matsuda.
- Porque não?
- Ela ta triste.
- Foi por ontem?
- Ontem?
- É. Ela disse alguma coisa, mas por causa dos fogos não ouvi direito. E agora... ela..
- Matsuda.
- Oi.
- Você sabe o que ela disse ontem?
- Queria saber.

Respirei fundo e abri a porta da sala.

- Se você não sabe, das duas uma: ou é pro seu bem não saber ou você não a merece.

Entrei. E ele não entrou.
Se eu falei merda? Não sei. Acho que sim.

Bem, se você não se importa, vamos para o Natal, sim?
Nesse meio tempo, vou resumir, pra que você não fique perdida: eles se evitaram um pouco. Pra quem ficou o Eisa Matsuri inteiro de mãos dadas porque só queria ela ao seu lado, a relação ficou muito fria, ao ponto de até o bom dia ser algo duro.
E é natal, querida. Natal. Achei que as coisas melhorariam, e cara... me enganei.

Eu sugeri pessoalmente aos dois para passearem no dia 24.

- Miki-chan, agradeço a sua tentativa, mas eu não sei o que ele acha de mim. Então... não.
- Mas Juri...
- Desculpa. - E ela desligou o celular.
- a-Ah, koi no daimondai...

Eu tinha acabado de voltar de uma loja que fica perto da casa da Juri. Eu, morena teimosa que não desiste fácil, queria ir lá pra pedir mesmo, implorar, rastejar, fosse o que fosse.
Mas acabei encontrando o Takato no caminho.


- Ué, Matsuda.
- Ah! Nakajima-san! - e ele esboçou um sorriso sem graça.
- Tava indo pra casa da Juri?
- Não, tava voltando da casa do Tsujiai. - Ele fez um cara de quem fez arte e teve que pagar o preço depois - faltei pra jogar play e preciso da matéria...
- ...

Dei um suspiro e o convidei pra um café.

- Nakajima-san...
- Fala.
- Andei pensando naquilo que você me disse na segunda...
- Sobre sair com a Juri no Natal?
- É... e.. será que eu a convido?

Eu mexi um pouco meu café.

- Matsuda, liguei pra ela um tempinho atrás e sugeri a mesma coisa. Ela disse não porque ela não sabe o que você sente por ela.

Tomei o meu café como se nada fosse aquela notícia. Quando baixei a xícara, me dei de cara com um Takato com um riso nos lábios e lágrimas pesadas escorrendo pelo rosto.

- É.... Sério? Ahaha.... - ele riu, mas logo fez cara de choro.
- Ah meu deus o que eu diss-
- Nakajima-san...
- Matsuda me desculpa, não fiz por querer, eu sin-
- Como é que posso gostar de alguém desde a terceira série e não saber o que fazer perto dela?
- Hã?
- Saber que sou tão idiota a ponto de não a deixar saber o que eu sinto é tão.. Doloroso...
- Não diga is...

Não tive reação ao o ouvir chorando.
Por fim saquei meu celular e mandei uma mensagem pro Hirokazu. “Já chega, eles estão sofrendo demais. Hora do plano Treta.”]

...

O “plano Treta” era intervir superdiretamente no relacionamento (?) desses dois. Todos nós éramos contra de se meter diretamente, o único problema é que...

- Isso ta virando um Lovecom - Tokio disse. - e isso definitivamente não é bom.
- Ah não diga - Itou ironizou.
- Isso é sério. - falei autoritariamente - Na boa, não vou deixar que outras pessoas metam o bedelho na vida deles, e quero que eles terminem junto. Vou perguntar de novo, pra confirmar: quem vai entrar nisso?

Os 14 me olharam. A Ayaka levantou a mão.

- Tô dentro pro que der e vier.
- Também vou ajudar. - Kenta disse - entrei nessa história no Eisa e quero ver eles terminarem junto.
- Não preciso nem dizer - Hirokazu disse - Diz o que ta planejando que eu faço virar realidade.
- Você manda, Miki. - Tokio disse.
- Vou ajudar. - Mioko disse.

Os outros não concordaram.

- Tudo bem então. Mas se pedirmos a ajuda de vocês, ajudarão?

Eles concordaram nisso, e então eu os dispensei.

- Seguinte, Squad, é quase ano novo. Dia 01 eu quero ideias, fui clara? Dia 01, telhado da escola, assim que acabar as aulas.
- Você já pensou em alguma coisa, Miki? - Ayaka perguntou.
- Pensei o óbvio: Valentine e White Day.

Naquela semana, não conversamos muito. Nem mesmo com eles.

...

- Deixa eu entender: você me chama pra comprar chocolate?
- Isso aí, Juri. Não queria vir sozinha, e eu não sei cozinhar muito bem, diferente de você. Então quero que me ajude. - eu disse, olhando umas gotas de chocolate nas prateleiras do mercado.

Realmente, partimos pra “paulada aos quatro ventos”.
Tínhamos muita coisa planejada, e nosso primeiro alvo era o mais óbvio: o Valentine’s Day.
Torrei toda a queratina dos meus cabelos pra pensar em algum jeito que fizesse a Juri cozinhar por “pura vontade”. E o jeito foi oferecer um honmei e pedir ajuda pra cozinhar.

- Sei...
- Vai me ajudar ou não?
- To pens- Não, esses não, Miki! Aqueles ali, no final.
- Ao leite?
- Meio-amargo. Homens são chatos com os doces.
- Ah então você já tem experiência com isso?
- Sim, Masahiko-kun é quem me ajuda com essas coisas, sabia?
- Pensei que já tinha feito pra alguém...
- Até fiz, mas nunca os entreguei.
- Como? - disse olhando séria pra ela. - Não me diga que foi pro...

Ela só confirmou com a cabeça.

- Não brinca Juri. - suspirei - Esse ano você vai fazer?
- Pra ir pro lixo de novo? Não sei.
- Pelo menos você vai me ajudar, né?
-...
- NÉ?

E por fim a arrastei para a cozinha do apartamento que moro com minha família.

- Agora deixa derreter, Miki. - Juri me disse, enquanto fazia as flores de glacé.
- Juri, você tem certeza? Não quer fazer?
- Absoluta. Pega uma bacia, pra mexer o chocolate e moldar ele. E as forminhas também.

Fui até o armário. Quando eu peguei as formas, soltei.

- Juri, pense de novo nisso.
- Que insistência, hein? Não vou fazer e fim!
- Então você vai deixar ele pras outras?
- Hã?

Me levantei e levei as forminhas para a pia. Tirei a panela do fogão, coloquei num suporte pra manter-lo aquecido e falei, pegando um punhado com a colher e pondo no molde.

- Você sabe que o Takato vai receber vários chocolates, né? Não o deixe esperando tanto assim, Juri, porque até o mais puro amor um dia envelhece e cede para um novo. E eu não quero que o de vocês morra.

Ela me olhou com dúvida por um tempo. Ofereci uma colher pra ela, e com um sorriso ela aceitou. Juntas, fizemos um monte de chocolates estrelados com flores de glacê gelado. E me orgulho pela decoração da caixinha, porque sou boa com fitinhas de decoração.
No dia seguinte, Valentine, tivemos uma nova surpresa com ela.
No meio do pátio, pouco antes de entrarmos pra sala, ela parou ele, agarrando-o pela manga da blusa.

- e-e-Espere!
- Katou-san? Bom di-

Ela o interrompeu estendendo uma caixinha vermelha.

- É pra você! - ela disse bem alto.

Todos por perto pararam e olharam pra eles, em silêncio. Ele pegou a caixinha, pasmo, e a abriu.

- Não são... Obrigatórios... - ele disse baixo.

Ele fechou a caixinha e colocou dentro da bolsa. Deu um beijo na testa dela e disse, olhando-a nos olhos com uma voz doce.

- Muito obrigado, Katou-san.
- É pra comer eles, viu? - ela disse, apesar de rubra, com um tom maternal.
- Faço questão! - ele sorriu vermelho.

O burburinho foi inevitável. Houve vários “agora é definitivo!” “se declarem!” “Estão esperando o quê??!” “ela vai ficar linda no vestido de noiva!!”
Eu não aguentei. “FINALMENTE TÁ DANDO PÉ!” E muitos estiveram a concordar comigo.
Eles nem se deram o trabalho de brigarem comigo depois, porque o contato que tinham antes do Eisa foi restabelecido. Mission Complete!

- Ah, Hirokazu, está de volta!
- Hahaha... não foi fácil achar meu tênis de educação física, sabe...
- Me ajuda a terminar a história?
- Ta aonde?
- Indo pro White Day.
- Hm, eu termino ela sim. A Juri ta te chamando na quadra, vai lá!
- OK!

Desculpa te deixar esperando, viu? O pessoal mais novo resolveu brincar de pique-esconde com os meus tênis, mas bem.
Ai ai... White Day, Bright Sensations... - você ouve isso direto se for bater perna em Ikebukuro.

- Eu num creio que você me trouxe aqui, Takato.
- Fique calado, você também não tem de comprar o presente da Miki? Fique agradecido por esta chance!

Lá pros lados de Harajuku tem uma loja, cheia de fofuletisse feminina, que o Takato implorou pra que eu fosse junto.
E sim, aquele honmei ruim pra caramba da Nakajima teve destino a mim. Ela disse que era uma farsa, e me pediu desculpas. Mas honmei é sagrado e eu preciso compensá-la.

- eeeeh.... Takato... que vergonha de estar aqui....
- Porque?
- Será porque tô numa loja feminina com tudo quanté tipo de menina nos olhando?
- Hirokazu, relaxa. - ele disse isso olhando alguns colares. - Chama a vendedora, por favor. Já sei o que eu vou querer.
- Assim tão rápido?
- Você não queria ir embora, homem?
- Quero, mas e o presen-

Ele me estendeu um colar com um pingente de flores roxas.

- Ela vai gostar disso aqui.
- Cara... você é um gênio.
- Não diga isso.
- Vai dar o que pra Juri?
- Isso.

Ele estendeu a mão e na palma havia um anel com umas pedrinhas amarelas.

- Não ta muito cedo pra noivar não, gallant man?
- Corta essa! - Ele riu.

Acho que nunca o vi tão feliz que nem naquele dia.
Até mesmo concordou em passar na MediaLand pra ver os novos games hentais!
O único problema, minha cara, é que no dia seguinte, no White Day, a coisa ficou séria, porque nós, Gononi, nos esquecemos de uma pessoa. Yura.

No dia seguinte, na escola, Takato chegou super feliz, e deu bom dia pra todos. E todos responderam, exceto Juri.
Quando ele chegou perto dela, ela deu um tapa nele. O som foi tão forte que todos pararam e olharam pra eles.

- MENTIROSO! - ela disse convicta.

Ele olhou atônito pra ela, com a mão no rosto.

- Mas o que eu fiz?
- Você me traiu!
- Te traí? - Ele perguntou pasmo com a afirmação.
- Ainda tem a ousadia de rebater?! - ela rebateu ele, irritada - além de mentiroso é cínico também?
- Eu não te traí!
- Um monte de gente afirmou que te viu ontem em Harajuku com uma mulher!
- Como assim?
- Juri ele tava comigo ontem! - eu intervi.
- Ah, agora vai ajudar ele, Hirokazu? É isso?
- Katou-san... Mentiram pra você... - a voz dele tava embargada em uma tristeza sem fim. Dalí a pouco ele choraria.
- Ah não? E isso aqui?

Ela atirou uma foto na mesa.

- Isso não foi na hora que a vendedora chegou, Takato? - perguntei pra ele
- ... - ele não respondeu, estava trêmulo.
- Juri, isso é uma baita duma mentira, eu tava com ele ontem nessa loja!
- E o que você tava fazendo lá, então? Cantando ela? - Juri esbravejou.

Tudo que o Takato fez foi mexer no bolso e tirar uma caixinha de veludo. Curvou-se em reverência a ela, pegou a bolsa e saiu, soluçando. Ainda brava, ela pegou a caixinha e abriu com raiva, e algo caiu. Ela se abaixou pra pegar o que quer que fosse aquilo e em suas mãos o anel de ontem reluzia na sua mão. Ainda tinha um cartãozinho amarrado com barbante dourado - “Isso é muito pouco pra agradecer àqueles chocolates. Há algo mais que eu possa fazer?”.

- Ele estava numa loja feminina em Harajuku, ao meu lado, porque queria te retribuir àquele honmei. Quem quer que seja que mentiu pra você, essa pessoa conseguiu destruir em um dia o que ele levou anos pra conseguir.

Saí da sala. Quando eu virei o corredor, eu ouvi um grito longo de dor e angústia do Takato, e resolvi ir atrás dele. Quando saí pra fora da escola, entrei em desespero: Ele acabara de ser atropelado por um carro azul.

...

- Ele está bem, só aplicamos uma dose forte de sedativo para examiná-lo melhor. Ele teve alguns ossos quebrados. - foi o que a Doutora Sato tinha dito pra mim e para os pais dele.

Quando olhei na janela e vi o corpo esguio e enfaixado do meu melhor amigo, senti repulsa da Juri e comecei a chorar. Se eu soubesse que terminaria daquele jeito, eu nunca teria começado a me meter nos problemas dele. Quando eu dei a notícia no dia seguinte pro pessoal da sala, todos ficaram perplexos. Até mesmo a professora deixou uma lágrima cair. “Esperemos que ele fique bem, não é turma?”. É que ela não sabe o motivo pelo qual ele ficou no hospital. No intervalo, a Juri foi comigo até o hospital.

- Ele vai ficar bem mesmo, né?
- Hm.
- Nem sei o que dizer pra ele.
- Hm.
- Ei, você pode, pelo menos, me dar uma resposta decente?
- Juri, o que você quer que eu te diga depois de ver o desastre que aconteceu porque você o acusou de traição?
- Eu não sabia que a Yura tinha mentido pra mim, ok?
- Quem?
- Yura!
- E desde quando você é amiga daquela cobra?
- Desde o ano novo!

Respirei e passei as mãos no meu cabelo.

- Meus parabéns, Juri. De verdade.

Assim que chegamos ao hospital, pedi para ser o primeiro a entrar, pra ver se tudo estava certo. Ele ainda estava sob o efeito dos sedativos, e ficar olhando ele, ali, imóvel, era de me cortar o coração.

- Vai lá, Juri. - E deixei a porta do quarto aberta.

Ela entrou e não a fechou, sentei ali do lado da porta e fiquei escutando. Ela chorou um pouco e pediu desculpas, mas pelo silêncio, presumo que ele não acordou.
Logo ela saiu de lá. E quando ela saiu, eu voltei.

- Pode ir na frente.

Ela foi. Quando eu entrei, fechei a porta e me deparei com um Takato de olhos abertos.

- Ela já foi?
- Já, sim.

Ele se sentou.

- Foi difícil fingir estar desacordado e não chorar sabe? - ele disse aquilo com uma voz vazia.
- Mas...
- Ela falou. Foi a Yura.
- E o que você vai fazer a partir de agora?
- Não sei. Apesar de gostar muito dela, não sei se consigo ficar ao lado da Katou-san sem me lembrar disso. Vou precisar de um pouco de tempo pra reconciliar meus pensamentos.

Eu me despedi dele e saí do quarto.
E a frieza Matsuda voltou, até o verão. Acho que, depois do acidente, ele não comeu mais com ninguém. O Telhado da escola virou o seu melhor amigo.
Quanto à Yura... bem... me controlei, de verdade, pra não matá-la, mas a Ayaka levou suspensão por dar um soco nela. Por fim ela saiu da escola.
Mas bem, rodamos um pouco a fita e OLÁ VERÃO! OLÁ FÉRIAS!
Ou nem tanto assim...

- Vocês vão ao Eisa este ano? - Juri perguntou enquanto a gente estava de bobeira na hora do almoço.
- Não sei. Talvez eu vá...
- O Takato-kun vai?
- Não comentou mais nada sobre. - Tokio comentou.
- Ele tava falando que ia ver o hanabi deste ano. - completei. - normalmente dá pra ver o hanabi aqui pertinho, mas ele disse que vai ver de um prédio no sul de Shinjuku.
- Sozinho?
- Provavelmente.

Neste momento a porta da sala se abriu e ele entrou. Jogou um CD single na minha mesa e bagunçou o cabelo da Juri.

- Vai no Eisa, Takato-kun?
- Este ano não. - ele sorriu vaziamente - vai ser no meu aniversário, vou arrumar um cantinho aí na cidade e ficar sozinho mesmo.


BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉHM! Olhei pro Kenta e ele pra mim. Tínhamos a mesma idéia.
Sabe o CD Single que ele me deu? Tinha um bilhete dentro. “Não faça nada este verão, Hirokazu.”
Eu? Não fazer nada? AHTÁBOM Veremos.

...

- Descobriu? - Perguntei pro Kenta.

Três de Julho.
Toda a Gononi saiu vasculhando cada canto da cidade atrás deste homem. Desde a casa dele até os cafundó de Shibuya, nós fomos, olhando todos os lugares possíveis. Era quatro da tarde quando dei a ordem de todos paparem.

- Não. - Kenta disse pelo celular. - tentei o localizador e nada.
- Qualé, ninguém some assim!
- Espera um pouco. - ouvi um barulho de algo sólido bater de leve numa mesa e a chuva de tectectectecs começou. Ouvi um bip ou outro.
- Mas claro... porque não pensei nisso antes?
- Oi, Kenta? Que foi?
- Rastreador do ID do e-mail, eu tenho um aplicativo desses aqui!

E outra vez a chuva de tectectectecs.

- Voltem pra casa, isso aqui vai demorar.

Ele desligou. Falei pra todos irem pra casa, mas eu mesmo não fui. Perambulei pela cidade por mais uma hora até que decidi ir no Eisa.
Já passavam das sete quando um Kenta aos frangalhos chegou perto da barraquinha de takoyaki.

- Crendeus, Kenta, que acont-
- Cadê a Juri?
- Ta em cas-

Ele nem ao menos deixou eu terminar a frase, roubou uma bike que tinha ali e usou sua força level Gaia Force, que até mesmo patinou um pouco e depois levantou poeira.

- Eu hein... - E continuei a comer.

Olhe, não me encare mal, mas eu estava a ponto de desistir disso. Mas no último segundo o Kenta me liga.

- Vai ao terraço do prédio mais alto do Eisa!
- quê?
- SE MEXE HIROKAZU, VAI LOGO LÁ!
- Pra quê?
- SÓ VAI LÁ!

Lá fui eu ver. Quando eu cheguei na frente do prédio, o Kenta chegou junto com a Juri (com um yukata mal arrumado e o cabelo uma palha).

- Ainda tem freio nisso aí?
- Cala boca, tem alguém aí?
- Acabei de chegar.

Ele desceu da Bike, deixou a Juri descer, pediu a ela o celular e a deu um clipe de cabelo e mandou-a subir.
Assim que ela entrou, ele puxou a minha mão.

- Você vem comigo.

E me arrastou pro prédio ao lado.

- Kenta, quié que ta acontecendo? - eu subia ofegante a escada.
- A bateria do meu celular acabou e eu não tenho certeza, mas quando eu pesquisei pelo ID dele, ele tava naquele prédio.
- Desde de manhã?
- Isso.
- E porque você mandou a Juri lá?
- Naquelas, né? Ou vai ou racha - e ele abriu a porta do terraço.

Quando pisamos lá em cima, ele me forçou a me esconder e fez o mesmo. E aí ele puxou um aparelho que parecia um walkman.

- Que isso?
- Escuta.
- Hã?
- A Nakajima e a Itou também tem um. Elas estão no prédio da frente. - ele apontou.
- Ah...
- Agora fica quieto, quero ouvir.

Nos posicionamos pra ver o melhor possível do outro terraço e ele regulou o aparelho em um volume que deu para nós dois ouvir claramente. Ele também tirou dois binóculos do bolso (é mágica essa bagaça?) e me deu um. Mirei pro ponto em vermelho.

- Takato-kun? - ela começou.
- hm? - ele se levantou e se surpreendeu. - Como soube que eu tava aqui?
- Pelo Kenta.
- Kenta? Eu não fale-.... ah, claro.

Ele tirou do bolso o celular.

- Bem bolado isso. - ele olhou pra ela - a propósito, quem te deu este grampo?
- Isso? Kenta também.

Ele tirou o grampo.

- Hm... Bem bolado Kenta, você é um ninja semideus mesmo. Mas vocês não vão se importar se a conversa for em particular, né?
- Que merda! - Kenta xingou.

Ele arremessou o grampo bem longe, e ouvi murmúrios horríveis do Kenta. Decidi colar meus olhos naqueles binóculos.

Bem, vou descrever o que eu vi. Ele pegou uma blusa e estendeu no chão e pediu pra ela se sentar. Durante meia hora eles conversaram sem se mexer muito. Aí, ela começou a chorar e ele foi pra perto dela, tentando a acalmar. Até a abraçou, depois os rostos deles ficaram perto e...
OS FOGOS DE ARTIFÍCIO COMEÇAM A ESTOURAR E EU NÃO VEJO MAINADA! NADA! NAAAAAAAAADAAAAAAAAAAAA!
Te juro eu arremessei lá pra baixo os binóculos, e se não virou poeira, deve ter virado em vários cacos (isso se não acertou ninguém).
As meninas ligaram no meu celular, e perguntaram se eu vi alguma coisa, eu disse que não. Nem elas viram.
E no dia seguinte eu, Kenta, Nakajima e Itou estavam com as quatro caras mais rabugentas de todo o Japão.

- Bom dia...
- Bom dia um caramba, Takato. - Kenta começou a falar como se fosse um velho - você primeiro quebra minha top invenção, me deixa na curiosidade, e quando alguma coisa rola os fogos estouram TÁ DE SACANAGEM NÉ?
- Ó o show, Kenta... - Takato comentou olhando pros olhares que nosso amiguinho ninja estressado estava conseguindo!
- “Ó o show” o escambau, pode contar o que aconteceu ontem! E A-GO-RA!

Takato só bocejou.

- Não aconteceu nada de mais. Depois do hanabi eu a levei pra casa, e fiquei até bem tarde no GDMO, e agora estou com sono.
- Não foi só isso.
- Ah é!

Nós quatro se inclinamos pra frente, para ouvir alguma coisa.

- Vou a Odaiba pra ver os ensaios da nova temporada de Digimon!

Desabamos. Tipo, eu num creio que eu ouvi isso!

- Cadê a Juri pra contar isso direito? - A Nakajima esbravejou.

E a Juri entra na sala.

- Bom dia... ouvi meu nome.
- Juri, querida, o que foi que aconteceu ontem? - a Itou implorou.
- Hm... Depois do hanabi ele me levou pra casa, eu tomei um banho e dormi. Por quê?

Nos entreolhamos.

- Eles combinaram em não dizer, só pode - nós falamos em uníssono.
- A propósito Takato-kun, você vai a Odaiba hoje?
- Vou sim. Quer ir?
- Quero. Soube que a menina é uma gracinha.

E eles conversaram no maior cinismo, ignorando nossa curiosidade.
Ô, mó maldade ae, poxa, cês vão mesmo me deixar assim, curioso?

- Vocês também querem ir aos ensaios?
- Não vou poder ir, tenho médico. - Kenta disse.
- Eu vou - Nakajima disse - Ayaka, você não vai?
- Não posso, vou ter ensaio do Ballet hoje.
- Eu vou. Quero saber da nova temporada pra vender informações depois lá em Akihabara. - comentei.
- Hirokazu... - todos me censuraram, mas não liguei.

E de fato fomos.
Durante a aula, eu perdi a conta de quantas vezes eu chutei a cadeira do Takato por ele ter dormido. O engraçado é que ele já virou várias noites jogando Digimon Masters e ficava de boas acordado na aula.
E o mais engraçado é a cara de idiota feliz que ele fazia enquanto dormia.

- Ugh... Quando chegarmos em Odaiba vocês me acordam? - Ele disse, sonolento, enquanto sentava num banco, com os olhos quase fechados.
- Sim a gente te acorda, dorminhoco.

Eu suspirei. Cê num toma jeito, Matsuda.
Olhei um pouco pra janela e admirei a paisagem da cidade de Shinjuku até entrarmos no túnel.

- Shh.., Hirokazu.
- Quié, Nakajima?
- Olha. - ela falava baixinho.

Olhei. Busquei forças até no centro da terra pra não dar um grito de fanboy.
Os dois dormindo juntos, que... que... ai cara, nem tem palavra pra definir isso! Eu to falando sério! Nem aqueles moes que a gente ganha em festival de Lolita chegava aos pés da cena!
Até tirei uma foto, ó aqui! Ahahaha... liga não, sou pobre e a câmera do meu celular é uma porcaria...
Fala a verdade, tava lindo, não?
Salvei correndo esta foto porque a bateria tava morrendo.

- Tch, acabou a bateria. - reclamei baixinho.
- Meu Deus... - Nakajima suspirou.
- Que foi mulher?

Ela apontou pros dois. Eu não tinha visto, mas a mão dela tinha deslizado até a dele e estavam entrelaçadas. Num dedo dela estava o anel que ele tinha dado pra ela no White Day.

- Nakajima, falta quantas estações até Odaiba?
- Muitas.
- Nakajima - olhei tenso pra ela - véi eu quero gritar muito a loka conseguimos deu certo tava embaçado mas deu eu não sei o que aconteceu no hanabi mas dane-se ai meu TCG du céu AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH! - Eu não me aguentei.

Quem tava dormindo acordou, quem tava acordado olhou com raiva pra mim.

- Chegamos? - ele perguntou, sonolento.
- Takato seu maldito porque não contou pra nós?
- Do quê? - ele esfregou os olhos.
- DISSO! - apontei pras mãos deles.

Ele olhou.

- Bom...
- Foi ontem, né? Pode falar, foi ontem, né?
- Não...
- Não?
- Foi.... depois do... Valentine. - ele disse prevendo uma explosão vulcânica Positron Canon Brahmastra Gaia Burst minha.

Olhei super cínico pra ele. Até esbocei um sorriso.

- Eu posso te enforcar?
- Não.
- Vai, é só um pouquinho, até matar você! - eu disse super simpático.
- Desculpa amo muito minha vida.
- Porque você não contou pra nós então? - deu um tapa na cabeça dele.
- É que vocês iam fazer o maior alarde. Estávamos planejando contar nessas férias, mas já que eu vacilei... - Juri me respondeu.

Fiquei super emocionado. Muito puto, sim, mas muito emocionado.
Porque enfim, apesar de nós termos chegado ao ponto de usar o plano treta, ele conseguiu sozinho. Não pude deixar de xingá-los muito por tanto esforço por nada, mas isso não faz diferença.
Ah! E o metrô todo ficou olhando pra gente. Até a criadora Aki-sama tava lá nos elogiou.

- Se bem que demorou mais do que o Chiaki tinha previsto... - Ela riu.


Bem, é isso, acabou a história. Até hoje eles estão aí, de boa, e ambos planejam fazer faculdade.
A propósito, quando essa história chegou aos ouvidos do pessoal, começaram a chamá-la de “caminho para a felicidade”. E ela é bem conhecida, e os novatos chamam os dois de deuses. É engraçado.
Ah... preciso ir, ta tocando o sinal. Hora da cerimônia de formatura.
Espero te ver daqui um tempo viu? E eu espero que eu ganhe a minha sobrinha! Quero muito ser chamado de tio!

- Não se preocupe Hirokazu, jogando jogo hentai até hoje logo logo você vai ser chamado de tio.
- MALDADE NAKAJIMA!

Agora é sério mesmo, até. Vê se não some, ta?
Me liga depois pra irmos comer!
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Re: Gononi Squad Attacks!

Mensagem por Hinata Plusle em Ter Dez 18, 2012 8:01 pm

Quando você disse que me daria um presente, eu achei que ia ser uma coisa de quinhentas, mil palavras. Quando eu vi, isso, fiquei: "WTF!"

Bem, é desnecessário dizer que quase tive um infarto. Só achei a Yura meio "posta por nada" XD
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