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Digimon Backup: O Recomeço

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Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 9:13 pm




Temporada: Depois de Digimon Adventure 02
Personagem(ns): Yagami Taichi, Ishida Yamato, Takenouchi Sora, etc...
Classificação: K (maioria das idades)

Partes: I até ?



INTRODUÇÃO:

Aparentemente o Mundo Digital estava em Paz e os Escolhidos viviam a sua vida normal na Terra...
Numa noite de trovoada, algo estranho aconteceu... Os digivices dos Escolhidos começaram a reagir de forma bizarra... No instante a seguir, não só Odaiba e Japão, mas todo o Planeta Terra estavas às escuras, sem electricidade.
Algo estava errado e só podia ter a ver com o Mundo Digital.

O grupo tinha que agir rapidamente.

Mas as coisas não aconteceram como esperavam e ninguém esperava tal coisa...

Será que os escolhidos vão conseguir desvendar o mistério que está por detrás de toda esta catástrofe, enfrentando a Verdade e salvando os dois Mundos de uma vez, outra vez?...




Parte I



Mundo Real

18: 48

- Mãe, cheguei! – gritou Taichi, ao entrar em casa descalçando os sapatos e deixando-os à entrada.

Tai estava com a mochila ao ombro, todo suado e sujo de terra depois de mais um treino de futebol no campo molhado depois de um dia inteiro a chover.

- Ah, Taichi, ainda bem que chegaste! Vai tomar banho e não me sujes a casa toda! – respondeu a sua mãe.

- Hai! – afirmou Taichi, atirando a mochila para um canto e entrando na casa-de-banho.

Taichi tomou um banho rápido, até porque tinha pressa…

- O pai?

- O teu pai ainda não chegou. Está preso no trânsito por causa do mau tempo.

- Hoje vai dar um jogo importante na televisão agora às 19:15! Queria que ele visse também! – Taichi estava entusiasmado porque a sua equipa favorita ia jogar e porque o treinador até os deixou sair meia hora mais cedo para ninguém perder o jogo.

Tai saltou para o sofá, instalou-se e esperou até que o jogo começasse…

O jogo começou.

A sua equipa começara muitíssimo bem e começaram de imediato a atacar a baliza adversária.
Tai estava entusiasmado. Já estava a espera de uma atitude deste género por parte da sua equipa! O que não esperava nada mesmo, era o que veio a seguir…

Ouviu-se algo semelhante a um estoiro e num abrir e fechar olhos, a electricidade foi-se.

- HEI! HEI! PORRA! NEM PENSEM! EU ESTAVA A VER O JOGO! – gritou Taichi, irritado.

- Não há luz? Somos só nós? – questiou a mãe de Taichi.

Tai resolveu ir à janela para ver como estava o resto da cidade, tentando não tropeçar…

Os seus olhos não acreditavam no que viam…

Tai viu a luz a desaparecer nas casas aos grupos, até que não havia um único ponto de luz em toda a cidade.

- Não acredito… - proferiu baixinho para si.

Nesse instante, Taichi ouve a porta do quarto abrir-se e ouviu a voz de Hikari:

- Mãe, faltou a luz!

- Brilhante conclusão, Hikari! – disse sarcasticamente Taichi.

- Mãe, esqueceste-te de pagar as contas outra vez? – perguntou cautelosamente Kari.

- Claro que não! – respondeu, sentindo-se um pouco insultada.

- Bem… Se fosse assim, então toda a gente da cidade se esqueceu de pagar a conta da electricidade… - disse Taichi.

- O que queres dizer? – perguntou Hikari.

Taichi afastou a cortina para mostrar a cidade.

Nada. Estava escuro.

- Logo agora?! Eu tenho Teste de Japonês amanhã! – refilou Hikari.

- Ui! Então com a tua professora, estás feita! – gozou Tai.

Tai tinha teste de matemática no dia seguinte mas estava mais preocupado com o jogo do que com o dito teste… E segundo Tai: matemática não se estuda, é pelo raciocínio.

Enquanto a mãe dos escolhidos procurava algo que iluminasse (velas ou lanternas), Hikari perguntou a Taichi:

- Onii-chan, porque é que não telefonas ao Koushiro enquanto temos telefones? Talvez ele saiba de alguma coisa…

- Sim, boa ideia. – respondeu Taichi.

Tai foi até ao telefone de casa, e quase tropeçou pelo caminho. O problema foi ter de marcar o número às escuras. Demorou um pouco até marcar todos os dígitos, apenas apalpando os botões…

Por sorte, acertou no número à primeira e após alguns segundos de espera, foi Izzy que atendeu:

- Estou?

- Koushiro! É o Taichi. Já deves com certeza ter reparado no…

- … No apagão, sim, estou a pesquisar sobre isso no meu portátil enquanto me resta este bocadinho de bateria. – interrompeu Izzy.

- Não esperava outra coisa de ti, Izzy! – respondeu Taichi.

Tai conseguia ouvir Izzy a teclar no seu portátil através do telefone… Até que Koushiro quebrou o silêncio exclamando:

- Ah!

- Que se passa? O que descobriste? – perguntou Tai.

- Toda a cidade de Tóquio está às escuras! Não! Todo o país está às escuras!

- O quê?! Todo o Japão está às escuras? Mas isso não é normal!

Izzy pesquisou um pouco mais no seu portátil antes de dizer:

- Isto é pior do que pensava…

Tai despertara agora toda a sua atenção para o amigo…

- Austrália… China… Estados Unidos… - pausou por uns breves segundos – Toda a América, Europa?!... Todos os continentes do Mundo estão às escuras!

- O QUÊ?! – exclamou Taichi, do outro lado da linha.

- O apagão é a nível mundial!

- Um apagão mundial?! Mas como é possível?! – questionou Taichi.

Foi quando Taichi ouve Izzy enfurecer no outro lado da linha:

- AH! RAIOS! – parou por uns instantes – agora é que nunca saberemos… O meu portátil ficou sem bateria…

- Raios… Então agora como tencionas… - Taichi não teve tempo para acabar a frase. A chamada caiu.

Taichi pousou o telefone violentamente antes de dizer:

- RAIOS! Como é que as pessoas antigamente sobreviviam?!

O telefone começa a tocar novamente.

Tai atende-o apressadamente pensando ser Izzy outra vez:

- Estou?! Izzy?

- É o Matt, Taichi!

- Ah! Matt! – surpreendeu-se Tai – também deste com o apagão?

- Se dei? Eu estava a tomar banho! – refilou Matt.

Tai não conseguiu evitar soltar uma gargalhada.

- Não tem piada… - respondeu Matt, sentindo-se insultado.

Tai riu-se por mais uns segundos, antes de parar e de dizer:

- Ai… Ai… Bem, consegui falar com o Koushiro antes da chamada cair. Aparentemente, o apagão não é só em Odaiba… É em todo o Mundo…

- Todo?! – surpreendeu-se Matt.

- Não sobra uma casa…

- Mas como é possível? Algo se passa… - desconfiou Matt.

Yamato estava certo, pois o que sucedeu a seguir não fora normal.

Tai deu qause um salto para trás ao sentir algo no seu bolso das calças apitar.
Não hesitou em retirar de lá o objecto que o chamou à atenção…

Era o seu digivice. Estava muito estranho. O pequeno ecrã emitia uma luz vermelha incandescente que não parava ao som de um barulho irritantemente incomum que o aparelho emitia.

Do outro lado da linha, Tai ouviu o mesmo som.

- Yamato, o…

- Sim, o meu também… - interrompeu Matt.

Tai desviou o olhar por uns segundos e fitou a irmã. Conseguia ver a luz vermelha do digivive iluminar o rosto de Hikari. Kari aprecia igualmente confusa.

Nesse momento, Taichi recebeu outra chamada em linha: era Koushiro. Estavam agora numa chamada a três.

- Taichi! É o Izzy! Também reparaste no digivice, certo?

- Sim!...

- Izzy, é o Matt! Que raio é que se passa?! – interrompeu Matt novamente.

Izzy lembrou-se repentinamente em colocar o seu digivice na ranhura que Gennai tinha instalado no seu portátil quando eles foram para o Mundo Digital pela primeira vez.
Para sua surpresa: o seu portátil emitiu uma forte luz e recarregou totalmente. Mesmo assim, Izzy parecia confuso ao ler uma mensagem que apareceu no ecrã:

Bateria 100 % Se pretende continuar a utilizar o equipamento, ligue-o à corrente ou encerre-o.

Koushiro ignorou a mensagem e não perdeu mais tempo.
Apressou-se a descobrir a origem daquele sinal…

Não tardou a descobrir…

- Rapazes! Descobri! O sinal vem daqui de perto…

- De onde especificamente? – perguntou Tai.

Izzy demorou uns segundos a responder até que disse:

- Bem… Já imaginaram a escola à noite?

- Izzy, deixa-te de brincadeiras! – disse Matt, imapciente.

- Não! A sério! O sinal vem da nossa mesma escola!

- Estás a brincar?! – exclamou Tai.

- Porquê?... – perguntou Matt.

Taichi não hesitou em tomar posição:

- Não há tempo a perder! Vamos à escola agora!

- AGORA?! Estás louco?! Como pensas chegar lá às escuras, idiota?! – vociferou Yamato.

- Eh pá! Não me interessa! Fretem um barco, fretem um avião para lá chegar! Só quero o maior número de pessoas do nosso grupo lá dentro de meia hora!

- Nunca te vi com tanta pressa para ir para a escola, Tai. – gozou Izzy antes de continuar – Bem, não sei como havemos de fazer isso, mas tentarei! Até já!

Koushiro desligou a chamada antes de Yamato dizer, contrariado:

- Hun… Lá estarei. Até já.

Taichi desligou a chamada quando a sua irmã Kari que ouvira a conversa lhe gritou:

- Nem penses, Tai! Não sei se ouviste da primeira vez mas eu tenho teste de japonês amanhã! De japonês, Tai!

- E eu não sei se ouviste da primeira vez mas o Mundo inteiro está escuras! O Mundo inteiro, Kari! – respondeu Taichi, zangadamente.

Kari calou-se por uns segundos… Pensou que uma porcaria de um teste não era nada comparado com o que estava a acontecer. O seu irmão tinha razão.

- Certo. – rendeu-se – Vou calçar os sapatos.

______________________________________________________________________


Mundo Real

20:07


- Finalmente! – exclamou Taichi, impaciente.

Taichi, Hikari, Koushiro, Sora, Daisuke e Ken encontravam-se já à entrada da escola quando Yamato apareceu a correr… Por sorte, a tempestade havia parado e tinham a Lua como única fonte de luz…

- Estás atrasado, Yamato! – resmungou Taichi, cruzando os braços.

- Desculpa, Taichi! Mas estive que estar à espera que o avião chegasse… - respondeu Matt, sarcasticamente e sem vontade de aturar Tai.

Tai preparava-se para responder grosseiramente…

- Rapazes, não comecem! Ainda mal chegaram e já começam a discutir! – falou a voz da razão, Sora.

- Como é que chegaram, já agora? – perguntou Izzy, um pouco para “quebrar o gelo”.

- É melhor nem saberes… - respondeu Daisuke.

Taichi olhou para os seus amigos…

- Somos só nós? – suspirou – O que aconteceu ao nosso grupo?...

- Tai, o Joe tem exame amanhã a Mimi está na América como sabes… - respondeu Izzy.

- E eu teste de japonês, não é Tai? – refilou Hikari, mesmo Tai ignorando-a.

- O meu irmão também não pode vir. A mãe não o deixou. – disse Yamato.

- Não consegui falar nem com a Miyako nem com o Iori. – disse Davis.

- Pois bem, não há tempo a perder. – disse Tai, num tom firme – Izzy!

- Já estou a tratar do assunto! – respondeu, ao abrir o seu portátil e começando a pesquisar nele.

Não demorou muito até Koushiro abrir uma planta da escola e dizer:

- O sinal vem… - apontou para um ponto vermelho que piscava no ecrã do seu portátil – Daqui!

Todos se aproximaram para ver melhor…

- Sala dos computadores… - concluiu Ken.

- Porque é que não estou admirado?… - disse Tai.

Todos ignoraram Taichi…

- Bem, que esperamos? – disse Davis – Vamos!

Todos concordaram e começaram a andar…
Passaram um pátio escuro, cautelosamente, até que chegaram à porta principal…
Taichi, tentando não tropeçar, tentou abrir a porta… Como era de esperar: estava trancada…

- E agora? – perguntou Hikari.

Yamato olhou em redor… Rapidamente encontrou no pátio algo extremamente útil para aquela situação… Um ramo de árvore.

Matt pegou nele, feliz com a sorte que acabaram de ter…

- Taichi, queres fazer as honras? – disse, sorrindo e passando o pau para a mão de Tai.

- Claro… - respondeu Taichi com um ar de gozo.

Taichi aproximou-se da janela mais próxima, colocou-se em posição como quem ia bater uma bola de baseball e usou toda a sua força para partir o vidro.

Ouviu-se um estrondo, mas resultou.

- Já estou a imaginar os cabeçalhos dos jornais de amanhã: “Escola em Odaiba vandalizada”! – disse Davis, ao olhar para os estilhaços no chão.

- Vamos pessoal.

Não tardou até que todos entraram…
Percorreram os corredores da escola, apenas iluminados pela luz da Lua cheia que atravessava as janelas da escola escura e sombria…

- Isto é arrepiante… - disse Hikari.

- Pensa no positivo: mais assustador é de dia quando temos o professor de matemática a vaguear pelos corredores… – disse Yamato, no gozo.

Ninguém respondeu. Estavam mais preocupados com o que estava a acontecer…

À medida que os escolhidos se iam aproximando da sala de computadores, o sinal dos seus digivices ia aumentando cada vez mais e mais…

Até que chegaram à porta da sala dos computadores.
Taichi ofereceu-se para abrir as portas que davam acesso à sala.
Para seu espanto: estavam abertas.

Quando os escolhidos entraram, não acreditavam no que viam…

- É um portal! – exclamou Izzy, quando todos se aproximaram do único computador ligado.

O portal era algo semelhante a um enorme círculo de duas cores, preto e branco, que giravam no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, ocupando todo o ecrã do monitor.

Nesse momento, antes que alguém pudesse sequer expressar algum tipo de comentário, os digivies emitiram um barulho ensurdecedor e o ambiente que se gerava naquele espaço tornara-se caótico. Era como se tivessem no coração de um tufão: a ventania era capaz de levar alguém pelos ares.

- MAS O QUE É ISTO?! – vociferou Sora.

Os poucos que a ouviram, mal tiveram tempo para responder…

Os digivices reagiram todos um simultâneo com o portal e todos os escolhidos foram como “engolidos” por uma enorme esfera de luz que os fez desaparecer em segundos…

_________________________________________________________

Mundo Digital


- T-Taichi? – perguntou uma voz – És mesmo tu?

Tai abriu lentamente os olhos… Sentiu que tinha batido com a cabeça… E com força…

“Espera aí…”

- Agumon?! – surpreendeu-se.

Tai sentou-se, para observar o seu companheiro digimon… Mas a dor que sentia na cabeça levou a sua mão a esfregar no local onde lhe doía…
Isso fez Taichi reparar nas suas mãos…

“Luvas?!...” pensou.

- T-TAICHI?! – vociferou Yamato, tossindo a seguir ao sentir que a sua voz ficara mais aguda.

Tai desviou o olhar por uns segundos para fitar o amigo. Quase deu um salto para trás ao vê-lo:

- YA-YAMATO?! – exclamou Tai ao ver o amigo, sentado no chão como ele, olhando-o tão assustado quanto ele.

- Nós!... Nós!... – balbuciou Taichi – Nós!... ESTAMOS NOVOS!

Foi a primeira palavra que lhe veio à cabeça.

Taichi olhou para as suas roupas… Eram as mesmas quando foram para o Mundo Digital pela primeira vez. Tai não resistiu em verificar se tinha os seus óculos de piloto.

Sim. Retirou-os e olhou-os admirado…

Matt olhava espantado a sua camisola verde tropa. Levou a mão à cabeça e reconheceu o seu estiloso cabelo de há cinco anos atrás.

Aquilo era mais estranho do que um déja vu…

- Temos onze anos outra vez! – Matt tirou finalmente a conclusão.

- Dez, devo dizer… - disse Izzy ao se aproximar de Tai e Matt, com o seu portátil debaixo do braço.

Izzy tinha dez anos outra vez!

- Rapazes, alguém sabe o que se passa?... – questionou Sora, que se aproximava também, de braços cruzados, com Pyomon ao seu lado, calada.

Sora também voltara a ter onze anos, e estava demasiado calma para o gosto de Taichi e Yamato.

- Esperem! A minha irmã?! – perguntou Tai, olhando para os lados.

- Estou aqui, onii-chan

Tai olhou para trás onde foi encontrar a sua irmã aproximando-se com o seu apito pendurado no seu pescoço, balançando.

Ela tinha oito anos!

- Izzy! Que raio se está a passar?! – perguntou Matt.

Izzy sentou-se com o seu portátil no colo…
Algo lhe chamou à atenção:

- Um e-mail de Gennai! – pausou, para o ler.

Todos se aproximaram para ver também…

Izzy quase empalideceu…

- Izzy, fala! – exclamou Sora ao se aperceber do estado do companheiro.

Izzy engoliu a seco antes de continuar:

- Aparentemente… Voltámos mesmo atrás no tempo… E… Pelos vistos… Há uma razão para isso…

- Izzy! Desembucha! – exclamou Tai.

Izzy olhou para os seus amigos:

- O Gennai diz que a profecia… Ainda não fora totalmente cumprida…

- Como assim?... – perguntou Matt.

- Nós voltámos atrás no tempo exactamente para acabar o que começámos no Mundo Digital…

Ninguém pode esconder o seu espanto.

- Mas como é possível?! Derrotámos Apocalypsemon e tudo voltou ao normal! Derrotámos Malomyotismon e tudo voltou ao normal! O que pode haver ainda mais?! – exclamou Taichi.

- Sim! Pensava que tínhamos acabado com todo o Mal de vez! – finalizou Yamato.

- Esperem! – Hikari olhou em volta – O Daisuke?! E o Ken?!

- É exactamente isso que ia dizer… Segundo Gennai: o tempo congelou na Terra.
O Davis e o Ken entraram connosco no portal por terem um D-3… Mas eles não pertencem à nossa geração de escolhidos…

- Queres dizer?...

- Não tenho a certeza se eles ficaram na Terra, se eles chegaram até ao Mundo Digital ou, pior, se ficaram a meio caminho… - respondeu Izzy, voltando a olhar para o ecrã do seu portátil…

Seguiu-se um silêncio aterrador, até Tai o quebrar…

- Então… Para onde devemos ir?... O que devemos fazer?... – Taichi parecia mais confuso do que quando está a fazer um teste de química.

- O Gennai não foi muito concreto… Só sei que temos que reunir todo o grupo, escolhidos e digimons, o mais depressa possível… Acho que viemos para ficar…





NOTA:

era uma vez uma fangirl que pensava ser mt esperta em postar a fic toda de uma vez mas, claro, demorou uns bons seculos ate perceber que nao pode fazer isso... -.-'' sao 6 capitulos? boram fz double post vezes 3? =D just kidding, just kidding xDD


Última edição por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 11:37 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por Rayana em Ter Ago 23, 2011 9:46 pm

Não é preciso fazer double!! Eu comento isto tudo outra vez de boa vontade!! xDD

A ideia em si é win, e precisa de ser explorada o melhor possível! O estilo de escrita está mais relaxado do que eu me lembrava (lol, quando lemos da 1ª vez parece que a sensação é mais refrescante); tipo, mas sabendo que isto veio de uma compilação de oneshots, relevo a pressa e a falta de descrições, de boa! Outra coisa é o tom sarcástico do Yamato e do Taichi, LOL Lembra-me um bocado a versão americana, mas tranquila, neste caso acho que é no bom sentido. xD

Continua!
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 9:49 pm

Parte II




Mundo Digital

Os escolhidos encontravam-se a caminhar numa floresta densa, de vegetação característica, algo familiar, como já tinham visto antes no Mundo Digital…

Até que Matt quebra o silêncio:

- Pessoal, como tencionam chamar os restantes?

- Ah! Fácil! É só eu encontrar o… - Tai começa a remexer no bolso dos seus calções castanhos antes de continuar - … meu telescópio? – acabou, tirando de lá o seu pequeno telescópio que o acompanhou quando foi para o Mundo Digital pela primeira vez, fitando-o admirado.

Yamato surpreendeu-se, até que se lembrou:

- Então isso quer dizer… - Matt fez o mesmo que Tai - … A minha harmónica! – exclamou, olhando-a alegremente.

- Não tens a guitarra, mas tens a tua velha harmónica! – disse Tai, enquanto atirava ao ar o seu telescópio, apanhando-o em seguida.

- Rapazes, concentrem-se agora. Como vamos chamar os outros se não temos o D-Terminal? – perguntou Sora.

Koushiro sentou-se, colocou o portátil no colo e abriu-o.

- Vou mandar um e-mail para o Takeru para ele se reunir com o Joe e com a Mimi e virem para cá o mais depressa possível…

- Alto aí, Izzy! – exclamou Matt – Como é que pensas que o meu irmão consiga falar com a Mimi se ela está na América? E eu não quero que lhe aconteça o mesmo que aconteceu ao Daisuke e ao Ken que não sabemos onde estão!

- Yamato… - chamou Hikari gentilmente - … Usámos o meu D-3 para abrir o portal, mesmo tendo voltado a ser o meu digivice antigo… – Kari mostrou o seu digivice azul, igual ao do resto do grupo - … e eu cheguei ao Mundo Digital. Cinco anos mais nova, mas cheguei.

Matt fitou-a por mais uns segundos antes de se virar para Izzy e dizer:

- Izzy, deixa-me ser antes eu a falar com o Takeru…

________________________________________________________________________

Mundo Real

20:43


Takeru estava em casa, às escuras, no seu quarto, deitado na cama, irritado por não poder ir ter com o resto do grupo a Odaiba.

O seu D-3 continuava a piscar e a fazer um barulho insuportável. Takeru não percebeu o que estava a acontecer, até porque o seu irmão não foi muito claro quando falaram ao telefone. Takeru só percebeu que algo estava errado, e que quase de certeza tinha a ver com o Mundo Digital…

A sua mãe continuava a tratá-lo como um miudinho indefeso mas esquece-se de que ele já enfrentou tantos perigos como os seus amigos ou o seu irmão, e era ainda mais novo…

- AH! RAIOS!!! – gritou, enraivecido, atirando a almofada da sua cama contra a parede à sua frente.

Quase simultaneamente, o D-Terminal reage… Tinha recebido uma mensagem.

Takeru não hesitou em se levantar e dirigir-se à secretária, onde estava o D-Terminal.
Abriu, e leu o remetente da mensagem: “De: Izumi Koushiro”.

- Izzy?...

Não perdeu mais tempo e começou a ler…


De: Izumi Koushiro

Para: Takaishi Takeru


Takeru, é o Yamato. Reúne-te com o Joe e com a Mimi o mais depressa possível e venham para o Mundo Digital.


Takeru surpreendeu-se ao ler a mensagem do seu irmão… Teve que perguntar:


De: Takaishi Takeru

Para: Izumi Koushiro


Onii-san! O que aconteceu? Estão no Mundo Digital? O que se passa?...


Takeru esperou uns segundos até receber uma resposta:


De: Izumi Koushiro

Para: Takaishi Takeru


Takeru, depois explicamos tudo. Vai buscar o Joe e a Mimi e abre um portal para o Mundo Digital o mais depressa possível!


Takeru começava a achar que o irmão estava a gozar com ele! A Mimi estava na América! Como é que ele se ia encontrar com ela?


De: Takaishi Takeru

Para: Izumi Koushiro


A Mimi está na América! Como é que me posso encontrar com ela?!...


De: Izumi Koushiro

Para: Takaishi Takeru


Desenrasca-te, Onii-chan


A última mensagem não agradou a Takeru… Não o iria ajudar em nada… Percebeu que o seu irmão tinha urgência e T.K queria descobrir porque é que o seu D-3 reagia de forma tão estranha...

Espera aí… “Onii-chan”?... Será que o seu irmão se enganou a escrever?...

__________________________________________________________________________

Mundo Digital


- Yamato, tens a certeza que…

- Sim. – Matt interrompeu Tai – Tenho que confiar no meu irmão.

Matt estava sentado no chão com o portátil de Izzy no colo e com Tai ao seu lado, que estivera a par da troca de mensagens…

- Izzy, toma.

Yamato entregou o aparelho de volta ao seu dono e foi nessa altura que Koushiro reparou que o seu portátil amarelo deixara de ter algumas marcas e riscos que o tempo provocara…

- Yamato, agora que o teu irmão mais novo é mais velho do que tu, ele sabe o que faz! – disse Taichi, no gozo, levantando-se.

- Estás a gozar, mas eu já tinha pensado nisso. – respondeu Matt, de forma preocupada, levantando-se do chão como Tai.

- Agora só nos resta esperar. – disse Kari.

- Esperar? Não devemos ir ter com os outros? – perguntou Agumon.

- Os restantes digimons? Sabem onde é que eles estão? – perguntou Sora.

Agumon sorriu para a escolhida.

- Não reconhecem o sítio onde estão?

Os escolhidos começam todos a olhar em volta…

- Oh sim… Árvores e mais árvores… Sei exactamente onde estou… - disse Matt, sarcasticamente.

- Ah! Ali! – gritou Tai, apontando numa direcção.

Era uma saída da floresta…

- Ah, já me lembro! O vale! A aldeia Koromon! – exclamou Sora.

- Exacto! – confirmou Pyomon.

- Isso significa que estamos no Continente Server… - disse baixinho Izzy, levando a mão ao queixo, pensativo.

- Vimos um enorme feixe de luz aqui então eu e a Pyomon viemos ver o que era. – disse Agumon.

- A Tailmon também está com os restantes digimons nessa aldeia? – perguntou Kari, que nunca estivera ali antes.

- Sim, estão todos!

- Quero ver a reacção do Tentomon quando me vir com dez anos outra vez! – disse Koushiro, sorrindo, quando despertou para a conversa.

- E do Gabumon! – disse Yamato, sorrindo também.

- Então… O que esperamos? Vamos!

__________________________________________________________________

Mundo Real

20:43


- O quê?! Agora para o Mundo Digital?! Então é por isso que o digivice está a reagir assim?!

- Jyou, eu não sei! O meu irmão não foi muito claro, mas temos pressa! Onde estás?

Takeru falara com Joe sobre o que se estava acontecer… Pelo menos o que sabia…

- Eu estou em casa a estudar com uma lanterna…

- Esquece o estudo! Temos que ir ter com eles! E a Mimi também!

- Como? Ela está na América!

- Não sei, Joe! Tens o número dela?

- S-sim, falei com ela na semana passada.

Joe não tardou em ir à memória do telefone e ditar o número de Mimi a Takeru.

- Arigatou. Falarei agora com ela, fica atento. Sayonara.

Takeru mal deixou Joe responder o quer que seja que já tinha desligado a chamada.

Logo em seguida, marcou o número com o indicativo da América, que Joe acabara de lhe dar...
Reparou no relógio digital que tinha em cima da secretária para saber que horas eram na América naquele momento… Só depois é que se apercebeu que isso não tinha interesse nenhum numa altura como aquelas…

“Vá lá… Atende…” esperava impacientemente.

- Tachikawa Mimi…

- Mimi-chan! É o Takeru!

- Takeru?... Hello my friend! Não esperava uma chamada tua! – surprendeu-se Mimi, num tom alegre, do outro lado da linha.

- Mimi, não há tempo para conversar! Já reparaste no teu digivice?

- Ah! Ainda bem que falas nisso! Sim, já! O que é que se passa? Sabes de alguma coisa?

- É isso! O meu irmão e os outros devem estar no Mundo Digital! Há problemas e temos que nos juntar os oito!

- C-COMO? Takeru, eu estou na América! Eu não vou para o Japão tão cedo!

- Eu sei… - Takeru suspirou – Mimi, tens de vir já para cá ou então temos de arranjar outra solução…

Deu-se um momento de silêncio… Ambos pensavam… Até que Mimi disse:

- Vou tentar ir para aí… O mais depressa possível…

Takeru suspirou novamente. Mesmo que Mimi se metesse num avião agora, iria demorar horas, demasiado tempo até chegar ao Japão…

- Mimi, tenta fazer o que for preciso… Não te demores, por favor…

Ambos se despediram de forma preocupada e apressada e desligaram a chamada.
Nesse momento, no outro lado do Mundo, na América, Mimi, que estava em pé no seu quarto, pegou no seu digivice e olhou-o…

Continuava com o ecrã a emitir aquela luz vermelha incandescente e a fazer aquele barulho…

Estava chateada, irritada…

De repente, como que um flash que lhe veio à memória, lembrou-se daquela vez que todos os escolhidos de todo o Mundo se reuniram para enfrentar Malomyostismon…
Mimi não tinha um D-3 e foi na mesma para o Mundo Digital…

Será que…
Não sabe como, não sabe quando, não sabe porquê… Foi quase instintivo… Esticou o braço que agarrava o seu digivice, apontando-o para o portátil ligado, ainda com bateria, que tinha em cima da sua secretária…

- Digital Gate... OPEN!


Última edição por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 11:38 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 11:28 pm


Parte III




Mundo Digital


- Yamato?! – espantou-se Gabumon.

- Não! É o Papa! – disse Matt, ao encontrar o seu companheiro digimon – Claro que sou eu, amigo!

- Hikari, tu também?... – disse Tailmon mas nem teve tempo de acabar a frase quando Kari a abraçou. Acabou por a abraçar também.

Tentomon estava também meio confuso por ver o escolhido do conhecimento com dez anos novamente, mas rapidamente ignorou o espanto e acabaram por se abraçar também.

A alegria de voltar a ver os seus amigos era muita até que Tentomon interrompeu-a:

- Izzy, podes-me dizer o que é que vos aconteceu?

Koushiro recuou um pouco e encolheu os ombros…

- Ainda nem sabemos bem… Nós estávamos…

- HEI! HEI! Vocês aí! Humanos! Vocês não deveriam estar aqui! Só vão piorar a situação! – interrompeu uma voz aguda.

Os escolhidos e os seus digimons olharam para baixo, de onde vinha a tal voz… Era um Koromon irritado.

- Ah… Desculpa?! Como é amigo?! Nós viemos para aqui, ainda ficámos mais novos e vocês ainda vêm dizer isso?! – protestou Taichi.

- Ah! Não liguem que ele não sabe o que diz! – disse outro, desculpando o companheiro – É que… Este Mundo tem andado muito estranho ultimamente…

- “Estranho” como? – questionou Izzy, enquanto olhava para os digimons do grupo.

Os digimons estavam de cabisbaixo, sem saber muito bem o que responder…

Quase todos os Koromons começaram a falar, uns por cima de outros. O barulho era imenso e nada se percebia. Alguns escolhidos ainda tentaram acalmar os digimons nervosos mas foi Matt que levou dois dedos à boca e assobiou o mais alto possível, o que fez com que todos se calassem subitamente e olhassem para ele.

- OI! Vamos lá ter calma senão ninguém se entende!! – gritou Yamato.

- Arigatou, Yamato. – agradeceu Tai antes de continuar – Um de vocês, diga o que se está a passar…

- Tudo! Tanto o Mundo Digital como os digimons estão passados! – exclamou rapidamente um Koromon, antes que alguém começasse a falar por cima de si – Digimons pacíficos tornaram-se malvados, florestas inteiras tornaram-se áridas, oásis desapareceram de desertos…

- Ah, isso é normal, chama-se “miragem”… - disse Tai, sarcasticamente.

Kari deu uma cotovelada ao irmão para o chamar a atenção.

- Onii-chan, não brinques que isto é sério…

Taichi arrependeu-se imediatamente. Ela tinha razão.

- Vocês vieram para nos ajudar, certo? – perguntou outro Koromon.

- Eles só vêm piorar tudo!! Os humanos não devem estar no nosso Mundo!! – gritou outro digimon.

Rapidamente gerou-se outra vez confusão…

- PESSOAL! CALMA! – desta vez foi Sora que gritou, para espanto geral do resto do grupo.

Todos se calaram novamente…

- Koromons, nós viemos cá para ajudar como sempre fizemos! Prometo-vos que tudo vai voltar ao normal! – disse Tai.

Uns Koromons não ficaram convencidos, mas a maioria agradeceu, pois sabiam bem os feitos dos escolhidos no passado e depositaram confiança neles desde que salvaram a sua aldeia dos Pagumons.

Despediram-se e os escolhidos e os seus digimons puseram-se a caminho…

__________________________________________________________

Mundo Real

10:57



Takeru acordou.

Adormeceu depois de falar com Mimi ao telefone na noite passada. Depois de uma sexta-feira atribulada na escola, de todo aquele stress por causa do Mundo Digital, e de ter discutido com a sua mãe, fê-lo cair na cama e adormecer.

T.K olhou para o relógio digital que tinha em cima da sua secretária…

- Ah! PORRA! – gritou, ao aperceber-se que tinha dormido demais no meio de uma situação como aquela.

Entrou na casa de banho a correr (quase tropeçando), lavou a cara com água bem fria para acordar e voltou ao quarto com a toalha na mão, limpando a face…

Por segundos desviou o olhar da toalha… Ainda estava às escuras… Clicou no interruptor da luz mas nada… Continuava sem electricidade…

Fitou a janela do seu quarto, que estava ainda com as cortinas corridas.
Começou a raciocinar. Achou que ainda não tinha acordado completamente porque não acreditava no que parecia estar a ver. Aproximou-se da janela e afastou a cortinas, olhando lá para fora.

Era de noite… Ainda?!...

“Não pode ser! São onze da manhã!” pensou.

Takeru achou que o seu relógio estava estragado… Só podia!

“Se calhar ainda é de madrugada ou assim…” pensou.

Pousou a toalha, pegou numa lanterna que encontrou na noite anterior, e procurou algures, nas gavetas da sua secretária, algo que pudesse indicar as horas como… Um relógio de pulso…

Marcava também onze horas da manhã.

- Mas que raio se está a passar?... – disse baixinho, pensativo.

Lembrou-se subitamente de alguém…

- Mãe! – pegou na lanterna e encaminhou-se para a sala.

Começou a apontar para diversas zonas da sala mas chegou à conclusão que… A casa parecia estar vazia.

“Não acredito! Será que chegou a ir trabalhar na mesma?...” pensou, ficando em seguida preocupado.

Takeru quase deu um salto com o susto que apanhou ao ouvir baterem à porta.

- Takeru! É o Jyou!

T.K ouviu esse som abafado e imediatamente reconheceu a voz do amigo.

Não hesitou em ir abrir a porta.

- Joe?! Graças a Deus que estás aqui! Chegaste mesmo a tempo! Como vieste até aqui?

- Graças a Deus, não! Foi graças a mim! – respondeu Joe, recuperando o fôlego – Vim de bicicleta até aqui apenas com apenas uma lanterna… Amarrada ao volante!...

Joe tomou ar mais uma vez e Takeru continuou:

- Vieste até minha casa de bicicleta neste escuro?! És doido!

- Teve que ser! Os taxistas deixaram de trabalhar e… - inspirou mais uma vez – Olha lá, tentei ligar-te e tu não atendeste!

- Ah, pois… Gomenasai… Adormeci… - Takeru disse, envergonhado.

- Esquece… O que importa é que estamos aqui… Qual é o plano?

- Vou tentar abrir um portal para o Mundo Digital através do meu portátil.

- Ah, sim pois claro! Achas que isso vai resultar?

- Só saberemos se tentarmos… - Takeru respondeu num tom firme – Anda!

Ambos os escolhidos dirigiram-se ao quarto de Takeru guiados pela luz da lanterna e T.K não perdeu tempo em abrir o seu portátil e esperar uns minutos até que este ligasse completamente…

- Tive a poupar a bateria para alguma emergência. – disse, quando o portátil acabou de iniciar sessão.

- Já está! Depressa T.K! – exclamou Joe.

Takeru tirou o seu D-3 do bolso e apontou-o para o ecrã do portátil…

“Só espero que resulte…” pensou.

- Digital Gate Open!

Esperaram uns segundos e…

Nada. Nada aconteceu. Era como se Takeru não tivesse dito nada. O portal mal reagiu.

- O quê?! M-Mas como?! – exclamou Takeru, olhando para o seu D-3 e em seguida para o amigo.

Joe encolheu os ombros.

- Não olhes para mim! Sei tanto como tu!

Ficaram parados, a olhar um para o outro. Até que Takeru se lembrou:

- Jyou, tens o teu digivice?

- Claro que sim… - respondeu Joe antes de se aperceber na ideia de Takeru – Ah! Mas nem penses! Achas que vai adiantar alguma coisa?!

- Sei lá! Mas eu estou preste a desistir e esta é a minha última ideia! Se não resultar, não sei o que faremos…

Joe hesitou por um momentos… Não ia dar em nada porque os portais só abrem com os D-3s mas… Não custava tentar.

Joe imitou Takeru como à pouco: apontou o digivice ao ecrã do portátil e repetiu a frase num tom firme.

Como já tinha acontecido aos outros do grupo, uma enorme onda de luz envolveu-os e os dois rapazes voltaram ao Mundo Digital.

_________________________________________________________________

Mundo Digital


Cinco escolhidos e oito digimons vagueavam pelo deserto… Aparentemente um lugar familiar quando…

- Que som é este?

Taichi foi o primeiro a pegar no seu digivice ao reconhecer o barulho que o aparelho emitia.

- O que se passa? – perguntou Agumon.

Tai analisou o seu dispositivo por uns instantes… Sorriu ao identificar três pontos vermelhos no ecrã do seu digivice, a aproximarem-se de outros cinco que só podiam ser eles.

- Olhem para trás!

Todos se viraram e focaram um ponto no horizonte. Esperaram uns segundos até que, algures por detrás de uma duna, surgem três cabeças que só podiam ser…

- Joe! Mimi! T.K!

- Mina! Estamos aqui!!

Eram eles. Cinco anos mais novos como o resto do grupo, mas eram eles.

O que sucedeu a seguir foi óbvio. A reacção dos digimons dos escolhidos recém-chegados foi entusiástica assim como a dos restantes escolhidos.

- Onii-chan!! – gritou Takeru, novamente um rapazinho de oito anos de mochila às costas, que não hesitou em saltar para os braços do seu irmão mais velho assim que o viu.

- Takeru! Agora consigo aguentar contigo ao colo como antigamente! – disse Yamato, rindo-se ao mesmo tempo que T.K.

- Onii-chan, consegui reunir todos!

- Ah! Nunca duvidei do meu irmão nem por um segundo! – respondeu Yamato, sorrindo.

Tai não resistiu provocar Mimi por causa do seu chapéu cor-de-rosa à comboy que Mimi usou quando foi para o Mundo Digital pela primeira vez. Sora riu-se em conjunto com os amigos.
Joe (como era de esperar) ainda estava traumatizado por voltar a ser um rapaz de doze anos:

- Joe, relaxa! Até parece que isso é mau! Estamos novamente juntos! – disse Gomamon, saltando para as costas do seu companheiro humano.

Jyou ajeitou os óculos ao nariz e respirou fundo antes de continuar:

- Pessoal, isto é tudo muito bonito, mas como pensam em voltar?...

- Voltar?! – Tai não hesitou em desviar a sua atenção para o amigo – Nós viemos para aqui é porque alguma coisa está errada!

- Pois é! Mimi, como é que chegaste cá se estavas na América? – perguntou Palmon para a sua companheira.

Todos desviaram a sua atenção para a escolhida da sinceridade.

- Na verdade, nem sei! – encolheu os ombros – Só me lembro do meu digivice reagir com o meu portátil e de… O Jyou e o Takeru me acordarem aqui!

- Se soubessem o berro que ela deu quando nos viu… - disse Takeru, gozando.

- Claro! Como é que achas que eu ficava?! – respondeu Mimi, em sua defesa.

- Então… - Kari começou, interrompendo a conversa – Pensava que o portal tinha aberto com o meu D-3!

- Hai! O meu também não funcionou! Foi o Joe que abriu o portal!

- Então foi com um dos vossos digivices… - disse Izzy.

- Quem é que estava mais perto de ti quando estávamos na sala dos computadores? – perguntou Tailmon para a escolhida da luz.

- Hum… O meu irmão…

Todos olharam para Taichi…

Tai fitou o grupo um bocado atrapalhado…

- Calma! Estou inocente! Não tenho ideia como é que isto aconteceu!

Suspiraram…

- Isto deve ter sido a segundo coisa mais bizarra que já nos aconteceu… - continuou Tai.

- Qual foi a primeira? – perguntou Sora.

- Os digimons. – respondeu imediatamente Matt.

Seguiu-se um momento de silêncio…

- Então… Força… Podem começar a contar a história do princípio. – disse Joe, agora mais calmo, antes dos escolhidos recomeçarem a andar pelo deserto, explicando como tudo tinha acontecido…

-----------------------------------------------------------------------

Mundo Digital

Os escolhidos e digimons caminharam, provavelmente, algumas horas mas eles próprios perderam a noção do tempo… Até que chegaram a uma espécie de vale, num desfiladeiro…

- Ah! Sei exactamente onde estamos! – exclamou Patamon.

- Também eu! Foi aqui onde encontrámos o meu brasão! – disse T.K olhando à volta e depois apontando numa direcção - Ali à frente!

- E eu lembro-me que havia aqui uma caverna. – disse Izzy.

- Vamos!

Todos começaram a correr na direcção que Takeru apontou até que se depararam com essa caverna e… Ninguém evitou mostrar o seu espanto ao entrarem nela…

- Não acham que isto está um bocado… Vazio?... – disse Yamato.

Todos se lembravam bem daquele lugar. A enorme rocha que desapareceu assim que Takeru conseguiu o seu brasão, escondia por trás uma caverna repleta de sinais e símbolos como aqueles que Izzy já tinha descoberto numa fábrica na Ilha Arquivo. Aliás, foi aí que os escolhidos descobriram o que realmente era o Mundo Digital e o que eram os digimons…

- Mas!... Mas! Onde estão o resto dos símbolos?!

Koushiro era o que parecia mais chocado com a situação. Talvez porque foi o primeiro a ver gravidade da situação.

Havia símbolos em falta. No tecto, nas paredes, havia “buracos” por preencher. E eram em grande número…

- Izzy! Tu sabes o que se passa? – perguntou Tai.

Como era de esperar, Izzy não hesitou em recorrer ao seu portátil para ver se descobria alguma coisa.
Foi aos seus dados antigos que tinha sobre os símbolos mas pouco ou nada ajudaram…

- Izzy, então? Sabes como é que desapareceram? Ou melhor, quem é que os apagou? – perguntou Yamato.

Izzy hesitou muito antes de continuar…

- Ah… Bem… Receio que… Podemos ter sido nós…

- “Nós”?! “Nós” como?! – perguntou Agumon.

- Não foram os digimons… - Izzy suspirou - Sabem daquelas histórias que têm aparecido nas notícias e jornais de cientistas que estão a tentar descobrir o Mundo Digital e, pior, entrar nele… À força?

- Ah! Izzy! Vai gozar com a cara de outro! Queres que eu acredite que o culpado de tudo o que está acontecer neste Mundo são os humanos? – disse Tai, indignado.

- Aquele Koromon não estava assim tão enganado quanto isso… - disse Hikari, baixinho.

- Posso estar errado mas neste momento não vejo outro culpado…

- O que é que os humanos têm a ver com a profecia?

- Eu já não tenho a profecia guardada no meu portátil… Que idiota… Mas mesmo que a tivesse, não estava totalmente traduzida. O Gennai só traduziu o que era necessário para derrotarmos Venomyotismon.

Ninguém proferiu uma palavra…

- Koushiro, então… Qual é a ideia agora?

Izzy suspirou bem fundo…

- Pessoal… Receio bem que isto tornou-se algo como uma luta contra a nossa própria espécie…








NOTA:



dps da mimi-chan me esclarecer que os autores podem postar tudo de uma vez, e que entendi #failsdamaf obrigada mimi-chan ^.^'' (so gostava que as partes colaborassem cmg lol)
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 11:29 pm

Parte IV




?????
??:??



- Ichijouji, ainda estás vivo?

Ken reagiu à voz que falou com ele e acordou.

Abriu lentamente os olhos e piscou-os várias vezes, focando a imagem de um Daisuke curioso…

- Ken, diz qualquer coisa!

- Estou bem, acho…

Daisuke afastou-se um pouco e Ken sentou-se e esfregou a cabeça, apercebendo-se que uma enorme dor de
cabeça o atacava…

- O-Onde estamos?

- O génio aqui não sou eu! Diz-me tu!

Ken olhou em volta por segundos…

- Onde raio nos metemos?... – disse baixinho, olhando para o que não tinha a certeza se aquilo que via se podia ser chamado de “céu”.

Ambos os escolhidos estavam surpresos com aquele lugar: não havia absolutamente nada, o chão que pisavam e o “céu”… Brancos. Ambos brancos. A única característica que os diferenciava era o facto de por cima deles
estava o sistema binário: repleto de uns e zeros que se moviam constantemente.

- Ah raios… - o tempo de admiração do local acabou para Davis, que tentava agora ligar o D-Terminal
carregando em todos os botões e agitando-o, como se aquilo fosse funcionar – Que bela altura para ficar sem
pilhas!

Ken ignorou a piada de Daisuke e ao ver que o D-Terminal não ligava, ficou curioso acerca do D-3…

Tirou-o do bolso do olhou-o… Clicou nos poucos botões que tinha…

Nada, nem uma única reacção…

- O D-3 não reage… Isto não é nada bom…

Daisuke perdeu a paciência e atirou o D-Terminal ao chão, e esfregou a cabeça com força gritando:

- COMO?! Como é que isto aconteceu?! Como é que viemos aqui parar?! AH! – desabafou, antes de se calar
subitamente e começar a tactear nervosamente o cabelo e em seguida todos os bolsos dos calções.

- O que se passa?...

- Os goggles! Onde raio… - olhou freneticamente em volta e voltou a esfregar a cabeça com força – AH! NÃO ACREDITO! PERDI-OS!

- Davis, controla-te! Não vais ganhar nada se perderes a cabeça!

Daisuke baixou os braços desanimado, e suspirando disse:

- Se ao menos o V-mon estivesse aqui…

- Não adianta. Além disso, o que é que o V-mon poderia fazer agora?

Daisuke enfureceu:

- Cala-te, Ichijouji! Até parece que também não querias aqui o Wormmon! Queres tanto como eu o V-mon!

- Pois claro que sim, mas vês alguma maneira de os chamar? E além disso, a última coisa que era preciso agora era que nós discutíssemos… - suspirou – Estou tão confuso como tu, Daisuke… Mas de uma coisa eu tenho a certeza…

- O quê?

- Estamos feitos…

_______________________________________________________________________________________

Mundo Digital


Os escolhidos decidiram prosseguir com o seu caminho…

Naquele final de tarde a vaguear pelo deserto praticamente ninguém proferira uma palavra: uns porque estavam demasiados cansados para falar, outros porque estavam demasiado concentrados…

- Izzy, estás com um ar muito pensativo… O que se passa? – Tentomon perguntou, ao olhar para o seu
companheiro.

- “O tempo parou na Terra”… - Koushiro pensava alto, antes de dizer – Bolas… O Gennai nunca conseguiu
ser muito específico com os e-mails que envia…

- AH! – Takeru parou subitamente de andar ao ouvir o que Koushiro disse.

- O que se passa, T.K? – Patamon fitou o escolhido da esperança, preocupado.

- Izzy, disseste que “o tempo parou na Terra”?

- Ah… Hai… Era o que estava no mail que o Gennai enviou… De que é que te apercebeste?

Takeru parecia nervoso quando todo o grupo desviou as atenções para ele…

Fez a pergunta:

- Vocês vieram da Terra para o Mundo Digital… Durante a noite não foi?...

Os escolhidos envolvidos na situação dessa noite assentiram.

- É que… Quando eu e o Joe viemos para o Mundo Digital… Era de noite também…

- Foram na noite do dia seguinte?... – Koushiro perguntou, confuso – O que queres dizer?

- Não. Quando viemos era de noite, e eram umas onze da manhã…

- Ah, tens razão! Era noite cerrada! – Joe confirmou, antes de se virar para Mimi e perguntar – Mimi, que horas eram em Nova Iorque quando vieste para aqui?

Mimi levou um dedo ao queixo, pensativa…

- Não me lembro… O Takeru ligou-me… Penso que era de manhãzinha…

- Nós fomos para a escola por volta das oito da noite, no Japão. Do Japão para a América são umas dez ou onze horas de diferença… - Izzy matutava quando ficou horrorizado com a conclusão a que chegou – Metade da Terra está às escuras e a outra metade está ao Sol!

- O que queres dizer com isso, Izzy? – Tentomon perguntou.

- Izzy, traduz isso para japonês, por favor! – Taichi tinha permanecido atento a toda a conversa até agora.

- “O tempo parou”… A Terra parou de girar!

Todo o grupo pareceu chocado, enquanto Koushiro continuava:

- Segundo o Takeru: os relógios comuns continuaram a indicar as horas normalmente, mas às onze da manhã era noite cerrada, tal como quando fomos para o Mundo Digital.

- Estás a dizer que mal que entrámos no Mundo Digital, a Terra parou de girar… - Sora falou – Isso quer dizer
que para além de o Mundo inteiro estar sem electricidade, há países que ficará sempre de noite, e outros
sempre de dia?

- Exacto…

- É terrível! – Hikari mostrou-se horrorizada – O Japão está completamente às escuras!! Deve estar caótico! Os crimes, as desgraças, as pessoas sem poder fazer nada sem electricidade!… Nem quero imaginar!

- Isso significa que temos que voltar à Terra, e já!

- Oh, a sério, génio?! – Yamato resmungou impaciente – Obrigado pela conclusão mais óbvia! Mal sabemos como viemos para aqui, quanto mais voltar!

Taichi indignado pela reacção do escolhido da amizade, virou-se para Yamato e respondeu-lhe:

- Olha lá meu, o que é que te deu?! Estás para aí a falar mas eu ainda não te vi dizeres nada que facilite a
situação! – suspirou impacientemente - Que idiota chapado…

Yamato cerrou os punhos.

- A quem é que estás a chamar “idiota”?!

- Ao único estúpido deste grupo, é claro…

- ESTÁS A PEDI-LHAS, TAICHI! – Yamato vociferou e preparava-se para atacar Taichi se Gabumon, que estava
atrás, não o tivesse agarrado pela camisola verde, impedindo-o.

- Yamato! O que é que te deu?! – o digimon disse, enquanto Yamato cruzou os braços e teimou.

- Pensei que estivesse tudo bem entre vocês os dois! – Agumon falou.

- Hum. Não ligues, Agumon. Agora temos mais com que nos preocupar. Não temos tempo nem paciência para essa atitude infantil do Yamato…

Yamato olhou para ele com desprezo…

- Taichi, tu…

- Pelo amor de Deus! Têm dezasseis anos! Comportem-se como tal! – Sora vociferou.

- MAS É EXACTAMENTE ESSE O PROBLEMA! – Mimi começou a chorar – Eu tenho quinze anos! Não quero voltar a ter dez!!

- Oh, Mimi… Calma! Dentro de pouco tempo estarás de volta à Terra com quinze anos! – Palmon disse para a
escolhida, tentando acalmá-la.

Mas foi inútil, Mimi continuou a chorar…

- “Pouco tempo”?... – Joe repetiu e suspirou logo em seguida.

- Vá lá! Não desanimem! – Gomamon disse para o grupo depois de olhar para Joe abatido.

- Estamos outra vez juntos! – afirmou Pyomon, e sorriu para Sora que não pode evitar responder-lhe também
com um sorriso.

- E pensem bem: podem aproveitar para fazer qualquer coisa que não chegaram a fazer quando eram mais
novos! – Patamon falou.

Isto vez Tai despertar a sua atenção para o digimon… Mas os seus pensamentos foram interrompidos…

- AH! – Joe passou-se – EU NÃO QUERO VOLTAR A FAZER O TERCEIRO CICLO TODO! NÃO QUERO FAZER OUTRA VEZ O NONO ANO!

- RELAXA, JOE! – Matt vociferou irritado – Não vais nada voltar a fazer o nono ano! Voltamos à Terra e volta tudo ao normal!… Espero…
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 11:31 pm

Parte V

Mundo Digital

Caminhar pelo deserto sem um rumo definido não é fácil… Os escolhidos já tinham passado pela mesma situação anos atrás, mas nunca deixa de ser insuportável o calor tórrido sobre as suas cabeças e o suor de fazer colar as camisolas ao corpo…
Mas agora que a noite estava a cair, o calor começava a diminuir e o frio a chegar.


Felizmente, antes de anoitecer, para seu espanto, os escolhidos depararam-se com um bosque no meio de todo aquele areal que era o deserto.

Yamato logo reconheceu esse local. Ele, o seu irmão Takeru e os respectivos digimons estiveram naquele sítio anos atrás, logo depois da batalha de Taichi e Metalgreymon contra Etemon e de se terem separado do grupo.

Lembrou-se que atravessando a floresta, o mar ficava a poucos minutos a pé e era um bom sítio para acamparem durante a noite e se abrigarem das temperaturas gélidas de um deserto à noite.

Os escolhidos caminharam por algum tempo. Taichi ia à frente, juntamente com Agumon, quando finalmente parou e se voltou para o grupo dizendo:

- Vamos passar aqui a noite.

Mimi caiu no chão, sentando-se, gemendo, queixando-se das dores que tinha nos pés de tanto andar. Rapidamente o resto do grupo imitou-a, sentando-se no chão para descansar. Só Taichi permaneceu de pé.

- Minna, não podemos descansar ainda! A comida não cai do céu! Temos de nos dividir. Arranjar lenha para fazer uma fogueira, comida e tudo mais o que seja necessário para passarmos aqui a noite.

Gomamon não pensou duas vezes quando saltou e mergulhou nas águas do mar que corria junto deles. Quando voltou à superfície disse:

- Eu posso tratar de pescar alguma coisa!

- Certo, Gomamon! – Joe levantou-se – Eu vou contigo! Mimi, queres vir connosco?

- Ah, Joe, dói-me os pés!...

- Anda lá, Mimi! - incentivou Palmon, agarrando nas mãos de Mimi para a levantar.

Mimi resmungou mas acabou por ceder e seguiu o seu caminho, juntamente com a sua companheira digimon e o escolhido da confiança.

“Há coisas que nunca mudam…” pensou Taichi, não conseguindo evitar um sorriso e continuar em seguida:

- Quem falta? Sora, Koushirou, Takeru, Hikari… Espera aí… O Yamato?

Taichi questionava-se sobre o escolhido da amizade quando o foi encontrar já a alguns metros de distância, com Gabumon, caminhando para dentro da floresta.

- HEY! YAMA…! Olha lá! Onde raio é que vais?!

- Procurar lenha! – respondeu o loiro, sem parar de andar ou sequer olhar para trás.

Taichi bufou, impaciente.

- Tai, eu vou com ele e com a Pyomon… - disse Sora, dando meia-volta e correndo na mesma direcção que Yamato, desaparecendo por entre as árvores juntamente com a sua companheira digimon.

Taichi ficou um pouco atrapalhado, sem saber muito bem o que dizer ou fazer. Foi quando Takeru lhe deu um toque no braço, para lhe chamar a atenção…

- E nós?

- Ah… Acho que não é preciso mais nada, vocês podem ficar por aqui, acho que não há problema enquanto eu e o Izzy vamos procurar alguma coisa de útil nesta floresta. – e olhou para o ruivo que assentiu.

Hikari agarrou no braço de Takeru e disse-lhe:

- Sendo assim… Takeru, podíamos ir dar uma volta!

Assim os escolhidos mais novos afastaram-se juntamente com os seus digimons, e Taichi, Koushirou, Agumon e Tentomon começaram a procura.

______________________________________________________________________



Os escolhidos da coragem e conhecimento e seus digimons, caminhavam há pouco mais de alguns minutos… Mas os minutos pareciam horas. O silêncio era estranhamente desconfortável.

Koushirou sentiu alguém a puxar-lhe ao de leve a sua t-shirt laranja, e, ao virar-se ligeiramente para trás, o seu companheiro digimon, Tentomon, murmurou algo como “diz qualquer coisa”.

- Ah… Taichi, está tudo bem contigo? – o escolhido começou, um pouco atrapalhado.

- Sim, não disseste uma única palavra desde que começamos a andar… - Agumon continuou.

Não obteve resposta…

Koushirou resolveu insistir:

- É por causa do Yamato ou da So…

Taichi virou-se repentinamente, e olhou Koushirou respondendo:

- NÃO! Não sei, nem me interessa!

Izzy recuou um passo atrás, quase a medo daquela resposta rude de Taichi.

- Calma! Eu só perguntei se eram eles os dois, nada demais… - disse a receio.

- Não sei. Eles são namorados, não são? Quero lá saber o que eles o que eles fazem ou deixam de fazer!

- Eu não quis!... Eles só foram apanhar lenha e os digimons deles foram também… - pausou antes de fazer a pergunta – Ainda estás chateado com o Yamato?

Taichi bufou impacientemente antes de gritar:

- KOUSHIROU, NÃO! E não quero saber! Temos mais com que nos preocupar neste momento, não vês?!

Koushirou olhou para o amigo admirado.

Taichi apercebeu-se da inquietação do escolhido do conhecimento portanto acalmou-se, suspirou e disse:

- Gomen, Izzy… Estou só… Nervoso e confuso com tudo isto…

- Ah… Eu… Eu entendo, eu também estou…

Tai suspirou uma vez mais, dizendo:

- Vou dar uma volta, preciso de estar sozinho…

Mal que começou a caminhar, reparou que Agumon vinha atrás dele.

- Agumon… - virou-se para o dinossauro laranja e disse com toda a serenidade – Deixa-me sozinho agora, está bem? Fica com o Izzy e o Tentomon por um bocado...

Agumon ainda pensou em dizer alguma coisa mas, em vez disso, manteve-se calado e respeitou o pedido do escolhido.

Taichi pôs-se a andar, deixando para trás um amigo e dois digimons confusos.

________________________________________________________________________________



Entretanto, não muito longe do acampamento improvisado dos escolhidos, Takeru e Hikari encontravam-se numa situação semelhante à inicial de Taichi e Koushirou: silêncio.

Hikari estava perdida em pensamentos, Takeru questionava-se sobre o que ela eventualmente estaria a pensar enquanto os seus digimons Tailmon e Patamon estavam ocupados em subir às árvores, à procura de alguma comida.

- Hikari, estás muito calada… O que se passa?

Hikari encolheu os ombros antes de responder:

- Pergunto-me o que terá acontecido com o Daisuke e com o Ken…

- Se bem os conheço… Devem estar na Terra e o Ken está a tentar acalmar o Daisuke que está fulo por não ter vindo! – Takeru riu-se.

- Takeru, não tem piada, não tens a certeza disso…

- Gomenasai… - e parou de rir falando em seguida num tom mais sério - Não te preocupes… Eles devem estar óptimos.

Mas Hikari não parecia convencida…

- Pensa no lado positivo: ao menos vais ter uns dias de descanso do Daisuke!

- TAKERU! – Kari vociferou chateada mas depois não evitou rir dizendo – Sim, talvez tenhas razão…

Takeru sorriu enquanto Hikari se ria.

Ela ficava muito bonita quando se ria…

Mas, rapidamente, Takeru tomou um ar sério…

- Hikari, olha…

Hikari parou de sorrir e fitou o amigo com alguma preocupação…

- Que foi, Takeru? Há algum problema?...

- Não, é que… - pausou – É que… Sabes… Se calhar o que eu vou dizer é parvoíce e talvez vais-te rir na minha cara mas…

Hikari corou e disse:

- Eu também gosto de ti…

- É assim: eu sei que o Daisuke anda sempre atrás de ti e… - calou-se e olhou para ela admirado – O quê?

- Eu também gosto muito de ti… - Hikari repetiu, corando, não só pelo que acabara de dizer mas também pela maneira como o tinha dito. Parecia mesmo uma rapariga pequena a dizer que gostava de um rapaz por quem tinham uma paixoneta.

Takeru não pôde deixar de corar também.

Os dois escolhidos ficaram a olhar-se nos olhos por longos segundos. Ninguém pronunciou uma palavra. Palavras para quê?

Até que, quase instintivamente, ambos se aproximaram, fecharam os olhos e…

Beijaram-se…

A cena começou a ficar mais séria quando Takeru encostou Hikari a uma árvore que estava imediatamente atrás dela e começaram a beijar-se apaixonadamente…

- HIKARI!

Os dois escolhidos mais novos olharam assustados para a mesma direcção, de onde tinha vindo aquela voz…

- Onii-chan! – Kari disse, corando atrapalhada.

Takeru afastou-se dela e fitou o chão envergonhado.

- O que é que vocês OS DOIS estavam a fazer agarrados um ao outro?! – Taichi gritou.

- T-Tai… E-Eu peço…

- Onii-chan, não te chateies! É que!... É que foi!...

Taichi levou uma mão à cara e, impaciente, suspirou dizendo:

- Eu sei que vocês estão naquela idade dos namoros mas vá lá! Hikari, tu tens OITO anos! E eu não consigo evitar olhar para ti exactamente como a minha irmãzinha de oito anos!

Os escolhidos da luz e da esperança estavam ambos cabisbaixos, meio envergonhados.

- O mesmo para ti, Takeru. Não faço ideia de como o Yamato reagiria, mas também prefiro não descobrir…

- Onii-chan, mas porquê tanta confusão? Foi só um bei…

- Chega, Hikari! Sabes que mais? – virou a cara e sacudiu uma mão no ar como sinal de quem não dá importância - Não quero falar mais sobre isto…

Taichi deu meia volta e seguiu lentamente no sentido oposto.

- Gomen… - sussurrou Hikari.

- Não te preocupes, a culpa foi minha… - Takeru respondeu, notando de seguida - Ah… Kari… Não achaste o teu irmão… Meio estranho e frustrado?

Hikari pensou por uns segundos…

- Sim, tens razão… Desde que chegámos que ele tem andado assim… Sabe se lá porquê…

_____________________________________________________________________________



Taichi afastou-se dos dois escolhidos mais novos. Não sabia se estava irritado, ou nervoso, ou preocupado.

“Já não basta o que passa nos dois mundos, quando ainda eu e o Yamato temos que discutir, quando até a Sora anda estranha, quando ainda a Hikari e o Takeru andam aos beijos… Que raio! Agora entendo porque fomos chamados, está tudo louco…”

Taichi perdia-se nesses pensamentos quando embate em alguém que quase o fez desequilibrar e cair, seguido de um estrondo de algo a tombar…

- Mas o que é que!... – quando conseguiu equilibrar-se, olhou para a frente e exclamou – Ah! Y-Yamato!

- Boa, Taichi! Na altura errada, há hora errada!

Só quando Taichi olhou para baixo é que viu que a causa daquele som foram os troncos cortados por Gabumon que Yamato transportava, que estavam agora espalhados pelo chão.

Yamato baixou-se para apanhar novamente os troncos enquanto Gabumon o ajudava.

Taichi aproveitou para perguntar:

- Hum… A Sora? Pensei que tivesse ido contigo…

- Separámo-nos entretanto. Ela e a Pyomon devem já estar ao pé do acampamento.

Taichi não respondeu. Apenas desculpou-se e baixou-se para os ajudar.

O silêncio instalou-se naquele momento, apenas se ouvia o barulho dos troncos a chocalharem uns nos outros.

Conseguia-se sentir alguma tensão no ar, e nem Gabumon se atrevia a falar.

- Ah… Yamato… - Taichi finalmente quebrou o silêncio, hesitante e sem tirar os olhos da lenha que estava a apanhar.

- O que é que foi?!

- Não tens que me falar assim, seu baka, não sei que mal é que eu te fiz, Yamato.

O loiro manteve-se em silêncio quando Taichi levantou-se, deixando cair os troncos e explodiu:

- Olha, não sei que raio se passa contigo, mas sabes que mais? CHEGA! DEIXEM-ME SOZINHO!

Yamato levantou-se também e preparava-se para responder torto quando algo mais preocupante lhe saltou à vista.

- TAICHI! CUIDADO!!
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por dmem4e em Ter Ago 23, 2011 11:44 pm

Parte VI



Mundo Real



Não se falava de outra coisa na cidade.

Uns mais confusos que outros, já todos os cidadãos se aperceberam que ao meio-dia o Sol não brilhar intensamente no céu, é porque algo está completamente errado.

Algumas pessoas mais fiéis e corajosas ainda se aventuravam para sair à rua ou irem para o emprego. Mas a maioria manteve-se em casa, isolados na escuridão.

Dois jovens corriam o mais depressa que podiam por entre as ruas sombrias de Obaiba, praticamente às cegas, apenas auxiliados pela luz de uma pequena lanterna.

Um desses jovens era uma rapariga de longos cabelos lilases; o outro era um rapaz mais baixo de cabelo curto e olhos verdes, vestido no seu uniforme de kendô e de mala às costas com a respectiva espada.

- Como só te apercebeste disto há pouco?!

- Eu e os meus pais madrugámos quando ainda estava de noite para irmos para a arrecadação da loja arrumar tralha. – respondeu Miyako a Iori, pausando a frase para recuperar o fôlego e continuar - Só me apercebi de que algo estava errado quando reparei que já era meio-dia e ainda estava escuro como quando saímos de casa!

- Só sei que o meu avô não vai gostar de eu ter saído assim do dojo sem ter acabado o treino…

- Iori, ele também sabe que algo está errado, ele não se vai importar. Vamos até ao nosso prédio procurar o Takeru que ele deve saber mais do que nós!

Os dois escolhidos continuaram a correr durante mais alguns metros. Durante o caminho, Miyako passou a lanterna que arranjou na loja a Iori e usou o seu D-Terminal para enviar uma mensagem para o resto do grupo para tentar saber mais alguma novidade.

Alguns minutos mais tarde, chegaram ao prédio onde habitavam. Subiram as escadas a correr, visto que um elevador, sem electricidade, é algo inútil, até chegarem ao apartamento dos Takaishi.

Iori bateu à porta normalmente. A adrenalina de Miyako fez bater à porta a seguir com muito mais força e ainda chamar por Takeru em alto e bom som.

- Miyako! Tem calma! Não está ninguém em casa!

- Raios, como é possível?! – disse Miyako, irritada e pegando no seu D-terminal – E ninguém me respondeu ainda!

Depois os dois ficaram especados a olhar um para o outro por momentos sem saberem como agir. Ambos também se aperceberam do quão estranho e silencioso estava o prédio.

Até que Miyako disse:

- Vou aproveitar e ir a minha casa ver se arranjo mais algumas…

Foi nesse momento que se ouve um grito que interrompeu Miyako e atordoou o ar.

Os dois escolhidos olharam para o mesmo sítio, para o meio da escuridão, de onde a voz gritava por socorro.

- O que foi isto?!

- Alguém está em perigo! Parece ser uma mulher! Vamos, Miyako, temos que fazer alguma coisa!

Miyako parecia receosa em se aventurar pelo meio da escuridão em direcção ao perigo desconhecido, ainda por cima sem Hawkmon ao seu lado… Mas sabia que era a coisa certa a fazer:

- Vamos, então!

________________________________________________________



Mundo Digital



- Taichi! Taichi! Tai! ACORDA!

Taichi abriu os olhos repentinamente, deparando-se com a imagem de um Yamato e um Gabumon curiosos.

- Estás bem?

- Sei lá…

- Como é que te chamas?

- Como assim “como é que me chamo”? Taichi?

- Quanto é que é sete vezes sete?

- Mas para quê!... Espera, isso é Matemática?

- Pronto, ele está óptimo.

Taichi ainda ficou mais confuso quando fez um esforço para se sentar, pois só conseguiu contorcer-se e gemer com dores.

- Raios… Porque é que me sinto como se tivesse levado um muro com toda a força no estômago?

- Ah, é que o Gabumon aterrou em cima de ti…

- É bom saber… - resmungou, enquanto esfregava a barriga, tentando aliviar a dor.

Enquanto isso, Yamato levantou-se e começou a olhar em volta, tentando reconhecer o local.

Era uma floresta densa, sobre relva, o típico cenário do Mundo Digital em que os escolhidos e Gabumon já tinham estado outrora.

- O que aconteceu? – perguntou Taichi, enquanto se levantava e sacudia a sujidade da roupa.

- Foi tudo muito rápido, mas de repente vi algo estranho por baixo dos teus pés que se tornou num buraco onde caíste… - respondeu Yamato.

- Entendem agora como este Mundo anda? – começou Gabumon.

- Que coisa bizarra… - sussurrou Taichi para si – Ah, mas espera aí! Como é que tu e o Gabumon também caíram?

- Porque estávamos suficientemente perto de ti para cair e porque… Porque sim.

Taichi não insistiu mais. Yamato era por Natureza uma pessoa que não exprimia facilmente o que sentia, mas Taichi podia ter a certeza que Yamato e Gabumon estavam ali agora com ele, não porque caíram, mas porque saltaram.

O goggle-boy olhou depois em volta até que se apercebeu:

- Espera aí… O Agumon?!

Yamato e Gabumon olharam ao mesmo tempo para o escolhido da Coragem.

- Não estava connosco quando te encontrarmos, pois não? – perguntou Yamato.

Taichi tentou lembrar-se da última vez que o tinha visto… Até que um flashback lhe veio à memória:

- Não acredito nisto, eu sou tão estúpido… Ele ficou ao pé do Koushirou e do Tentomon.

- Porque raio… Porque raio é que ele haveria de ficar com eles e não contigo? – Yamato questionou mais uma vez.

Taichi caminhou calmamente em direcção a uma árvore, esticou os braços e pousou as palmas das mãos no tronco dela, olhando para o chão e respondendo frustrado:

- Porque eu sou mesmo estúpido…

Taichi não se apercebeu do passo acelerado de Yamato ao aproximar-se. Quando deu por si, Yamato já o tinha segurado pelo ombro e virando-o, agarrando-lhe pela t-shirt azul e empurrando-o com toda a força contra a árvore, de maneira a que Taichi o olhasse nos olhos, gritou:

- TAICHI, IMPORTASTE DE ACORDAR PARA A VIDA?! ANDAS ESTRANHO, ESTAMOS METIDOS NUM SARILHO E NEM SABEMOS COMO ENCONTRAR O RESTO DO GRUPO!

- Yamato, tem calma… - disse Gabumon para o seu companheiro humano, mas foi totalmente ignorado.

- NEM SEQUER SABES DO TEU PRÓPRIO COMPANHEIRO DIGIMON! E A CULPA DISTO É TODA TUA!

- Ah… E-Eu… - Taichi gaguejou.

Não conseguiu falar. Yamato tinha razão, para quê começar uma discussão.

Taichi perguntava a si mesmo se tinha aprendido alguma coisa, se tinha mudado desde há três atrás. Para quem queria espaço e gostava de se isolar, Yamato parecia agora preocupar-se mais com os outros e percebia a importância da amizade e da cooperação.

E eu? Pensava que também tinha mudado mas… Mudei mesmo?” questionou-se Taichi.

- Não acredito no que vejo, Yagami… - sussurrou Yamato.

Taichi olhou para o loiro nos olhos com um olhar de receio do que ele possa dizer ou fazer.

- Tu nem sequer me respondeste… Tu… Estás com medo de mim…

A frase doeu-lhe tanto quanto um murro no estômago.

Será mesmo? Será possível o escolhido da coragem ter… Medo?

Não de uma situação de perigo, mas do seu melhor amigo? De Yamato? O mesmo Yamato que conhece como ninguém há já tantos anos?

Yamato largou-o sem pronunciar uma única palavra.

Taichi só teve tempo para uma breve análise da expressão na cara de Yamato antes deste lhe virar as costas: parecia mais desiludido do que agressivo.

- Gabumon… Vamos. – disse Yamato calmamente.

O digimon seguiu o seu companheiro sem responder, deixando Taichi para trás.

- Ya-Yamato! Espera! – gritou Taichi, começando a correr para se aproximar de Yamato e Gabumon.

Os três caminhavam calmamente por entre a floresta. O silêncio era estranho e incomodativo.

Taichi preferiu não dizer nada, mesmo sabendo que nem Yamato nem Gabumon iriam falar.

____________________________________________________________________________

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- NÓS VAMOS MORRER AQUI!

- Daisuke?! Isso nem parece teu!

- Estou a ser realista… Não há nada aqui! Vamos morrer de sede, de fome e de aborrecimento!

Os dois escolhidos já andavam a vaguear há tempo suficiente para se cansarem e descobrirem que naquele lugar nada havia.

Daisuke estava impaciente e cada vez mais cansado, arrastando já os pés pelo o que se poderia chamar de “chão”. Pelo contrário, Ken estava mais preocupado em descobrir que sítio era aquele e como tinham ido lá parar.

- Ken, estás muito pensativo… Nem sei como consegues… - disse Daisuke, olhando para o amigo.

- Daisuke… - respondeu Ken, sem tirar os olhos do “céu” - Já reparaste nestes zeros e uns no céu e assim? Não te lembra nada?

- Ah… - Daisuke começou a pensar quando pára de repente e chega à conclusão - Hai! Lembra-me aqueles pesadelos que eu tenho com testes de matemática!

Ken suspirou impaciente. Às vezes não sabia se Daisuke estava a brincar ou se não sabia mesmo.

- Não, Daisuke… O sistema binário… Zeros e uns?... Computadores?...

- AH! HAI! Lembro-me do Koushirou falar sobre isso…

- Certo, e sabes que o Mundo Digital é todo constituídos por dados?

- Ok, mas o que tem isso a ver com este sítio?

- Estes números compõem os dados do Mundo Digital, como um código… - disse Ken, antes de se aproximar mais de Daisuke e olhá-lo com um ar sério - O que eu quero dizer, Daisuke, é que acho que nós não estamos nem no Mundo Real, nem no Mundo Digital…

Daisuke nem pestanejou quando ouviu aquelas palavras. E depois de um breve raciocínio sobre o que tinha acontecido, concluiu:

- Mas nós entrámos no portal com o resto do grupo… E se não estamos nem num sítio, nem noutro… - pausou por instantes antes de acabar - Isso quer dizer que ficámos… A meio caminho?!

- Pode dizer-se que sim… É mais ou menos isso.

Daisuke deixou-se cair, sentando-se perplexo e disse uma vez mais:

- Nós não vamos conseguir sair daqui vivos…

- Daisuke…

- Deve ser a primeira vez que eu me arrependo de ter entrado por aquele portal…

- Daisuke… - Ken insistia.

- Nós vamos morrer aqui…

Foi quando de repente se fez ecoar um som por todo aquele espaço vazio.

O impacto daquilo fez até mesmo com que Daisuke, quase se desequilibrar-se e levasse a mão à cara, tentando aliviar a dor.

- AH! KEN! PARA QUE FOI ESSE MURRO?! ESTÁS PARVO OU QUÊ?!

- Pensei em dar-te uma estalada que doía menos, mas na verdade estavas era a precisar de um desses…

Daisuke não tirou os olhos de Ken e continuou a esfregar a mão na face dorida.

Lembrou-se daquilo como um dejá vu: quando Agumon fora capturado pelo Digimon Kaiser, Taichi estava desnorteado e pessimista, pelo que um soco de Yamato fê-lo acordar.

Na altura, Daisuke achou aquela atitude de Yamato exagerada, especialmente na situação complicada em que o companheiro digimon do seu melhor amigo se encontrava.

Agora que Ken acabara de lhe fazer o mesmo… Entendeu.

O rapaz de cabelo azulado esticou o braço, oferecendo ajuda para levantar o amigo.

Daisuke aceitou e rapidamente se recompôs dizendo:

- Tens razão, Ken. – disse, apercebendo-se de que estava a ser idiota e lembrando-se do seu senpai, Taichi – Havemos de sair daqui de alguma maneira, não podemos desistir.

Ken sorriu.

- E… Raios, tu tens mais força do que aparentas ter! – disse Daisuke, voltando a levar a mão à face magoada e esfregando-a.

Desta vez Ken riu-se, mas esse momento durou pouco, pois os dois escolhidos ouviram um barulho estranho.

Mantiveram-se em silêncio por alguns momentos para escutarem melhor o barulho, mas não conseguiram identificar o que era.

- Ken… - Daisuke sussurrou – Ouviste o mesmo que eu, certo?

- Hai… - assentiu Ken, também sussurrando – Dizias tu que íamos morrer de aborrecimento... Bem… Acho que não estamos sozinhos…

_______________________________________________________________________________



Mundo Digital



- Vamos pela esquerda! – disse Taichi enquanto apontava para o caminho à sua esquerda.

- Porquê?! Porque é que temos que ir pela esquerda e não vamos antes pela direita?! – disse Yamato.

O trio tinha chegado a uma bifurcação separada pelas árvores da floresta, no qual dava origem a dois caminhos bem distintos.

- E porque é que temos que ir pela direita e não vamos antes pela esquerda?!

- IMPORTAM-SE DE NÃO COMEÇAR OUTRA VEZ E DECIDIR?! – gritou Gabumon, impaciente.

Os dois escolhidos olharam espantados para Gabumon. Ninguém esperava uma reacção destas vindo de um digimon tão sereno como Gabumon.

O digimon soltou uma risadinha nervosa e seguidamente disse:

- Gomen! Esqueçam! – disse, envergonhadamente.

O loiro cruzou os braços e suspirando disse:

- Está bem, vamos pela esquerda…

Taichi sorriu pela vitória, e nem Yamato nem Gabumon falaram mais alguma palavra.

Andaram alguns metros por entre a floresta. Tudo parecia calmo. “Calmo” no sentido de não haver sinais de outros digimons.

Foi então que Gabumon parou subitamente…

- Ah! Yamato! – exclamou o digimon de focinho no ar e ouvidos atentos – Consigo ouvir… Acho que é o mar!

- Mar? Aqui? Talvez seja um rio. – disse Yamato.

- Vamos, então! – exclamou Taichi.

Mais alguns passos acelerados, cortaram caminho por entre arvoredo de troncos brancos e arbustos até que se depararam com a beira de um rio de águas minimamente calmas e cristalinas.

- É mesmo! – exclamou alegremente Taichi – Espero que seja de água doce, estou cheio de sede!

Taichi correu em direcção à margem do rio como uma criança que ele sempre fora. Yamato às vezes perguntava a si próprio se aquela costela de criança do Yagami alguma vez desapareceria, mas essa agora era a menor das suas preocupações.

Enquanto Taichi se debruçava para as calmas águas do rio para molhar a cara e matar a sede, Yamato permaneceu bem afastado, junto da floresta e do seu companheiro digimon.

- Hum… Yamato? Tenho a sensação que…

- … Hai, é o mesmo sítio… - concluiu Yamato, interrompendo Gabumon.

Ao contrário de muitos outros, aquele local ficara igual. E de tantos lugares que existiam naquele Mundo, porquê logo aquele?

- Yamato… Achas que foi… Coincidência? Termos vindo parar logo a este sítio? – questiono Gabumon.

O loiro não respondeu. A sua mente era invadida por velhas e tenebrosas memórias de há anos atrás…

Aquele era exactamente o mesmo sítio em que Yamato se sentira mais frustrado do que nunca, o mesmo em que decidira que as coisas mudariam, o mesmo em que descobriu o seu verdadeiro rival…

- O que estão a fazer aí especados? Venham experimentar a água, está óptima!

Taichi…” pensou.

A última coisa que ele queria fazer era aproximar-se daquelas águas.

Recordava a raiva que sentia naquela altura por aquele a quem hoje chama “melhor amigo”. Na altura estava cego de fúria, e ainda hoje se recordava de vez em quando que já tentou mesmo matar o seu melhor amigo. E ainda hoje se sentia constrangido com aquela memória.

Gabumon uma vez dissera que a culpa não fora dele, que Jureimon era o culpado de ele se sentir assim, mas Yamato nunca aceitara isso. Sempre se sentiu culpado cada vez que se recordava do reflexo de Taichi naquelas águas que fez com que crescesse nele um ódio incontrolável.

- Eu sei que o Gabumon não gosta muito de água, mas então e tu Yamato? Desde quando é que tens medo de água? – insistiu Taichi, gritando do fundo.

“Medo da água” Yamato não tinha, mas do que aquelas águas podiam reflectir, talvez.

Quase que automaticamente, Yamato caminhou em direcção de Taichi, acompanhado por Gabumon.

Quando se aproximou o suficiente, olhou cautelosamente e recoso para o rio. Sim, viu o seu reflexo na água, o de Gabumon e, claro, o de Taichi, agachado à beira do rio, olhando para Yamato. Parecia tudo normal.

- Yamato, morreu alguém e eu não sei? – disse Taichi.

- Hum… Não, não é isso… É só que… - pausou – É só que este sítio traz-me… Recordações.

- Como assim? – perguntou Taichi.

Yamato lembrara-se que nunca tinha contado a ninguém o porquê de de repente ter querido enfrentar Taichi, só Gabumon o sabia. E hoje perguntavasse o que teria acontecido se aquele confronto não tivesse sido interrompido.

E se contasse a Taichi o que tinha acontecido ali? Ele reagiria bem? Ele o chamaria de idiota ingénuo por ter acreditado numa árvore falante? Ele ficaria com vontade de o matar? A verdade é que não fazia a mínima ideia o que Taichi diria se lhe contasse, mesmo conhecendo-o há anos.

Só havia uma maneira de descobrir:

- Sabes, Taichi… É que foi aqui que eu e o Gabumon nos isolámos do grupo, na altura quando lutávamos contra os Dark Masters, e foi aqui que percebi e decidi…

- YAMATO! TAICHI! BAIXEM-SE!

Gabumon num sobressalto atirou Yamato e Taichi para o chão no preciso momento em que uma bola de fogo passava por cima deles.

- M-Mas, q-que foi isto?! – balbuciou Taichi.

Gabumon levantou um pouco a cabeça e olhou para trás e reconheceu o digimon:

- É um Tyrannomon!

Os dois escolhidos também se lembraram do digimon das suas aventuras no passado.

- Yamato, o que fazemos?! – perguntou Gabumon, virando-se para trás para olhar para o seu companheiro.

- Yamato… - começou Taichi – Lembraste que o Greymon conseguiu derrotar um desses no passado? Provavelmente o Garurumon também!

Yamato tirou os olhos do goggle-boy e olhou relutante para o seu companheiro digimon.

Gabumon parecia confiante e conseguiu transmitir essa confiança ao loiro que não hesitou mais em tirar o seu digivice do bolso que possibilitou Gabumon evoluir:

- Gabumon shinka… Garurumon!





NOTA:

tava dificil mas... ORA BEM! FIC TODA POSTADA MAIS ESTE ULTIMO CAPITULO NUNCA POSTADO ANTES EM LADO NENHUM LOL! Postei os capítulos todos ate ao mais recente, não fiz alterações nenhumas nem nos nomes (visto que agr comecei a escrever apenas os nomes japoneses, n sei pk lol) Sei que sou o maior slow motion a postar capítulos, i’m sorry, mas nem sempre consigo ter tempo ou ideias pra desenvolver como deve acontecer a maioria dos fanfiction writers n e? xD

ja agr... @Ray mt obrigada pelo comment! ^.^ e bom saber que os leitores da DD que seguiam a minha fic tb continuam a seguir agr! xD sim, you're right! n tenho mt paciencia pra descriçoes mas realmente fazem falta e tenho q arranjar a paciencia ahahah obrigada!

E ok, pra quem não sabe pk carga d’agua me lembrei do cenário do ep. 44 de adventure, e por e um dos meus episódios favoritos da temporada senão mesmo o meu favorito xD dai eu já me ter perguntado o que aconteceria se o yamato la voltasse… ainda mais com o taichi, irónico.

E pronto! E tudo! Peço desculpa por qualquer erro gramatical e assim mas sempre escapam alguns ^.^’’

Enjoy! xD
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por Convidado em Qua Ago 24, 2011 2:10 am

POST RÁPIDO PQ FLOODEI COM MINHA FIC E... PROMETI POSTAR DEPOIS AQUI.

Finalmente EU LI.
E... Bom, antes fiquei "WTF DAISUKE VAI TER 7 ANINHOS" *happy* Mas aí... WTF, ele foi parar no "limbo digital!" weird... fiz o mesmo na minha fic o_o

Estou gostando. Esse último me fez rir xDDD Só vou comentar essa parte aqui pq não quero ser pega no PC DX

Daisuke a fazer drama e o Ken a dar um murro... EPIC WIN! Adorei xDDD
Principalmente o "VOCÊ É MAIS FORTE DO QUE APARENTA!" haueiaheiuaheiuha

Gostei *-* Vou acompanhar D<
E DAISUKE SAI DO LIMBO DIGITAL ;A;

Also, quero ver a briga do Garurumon também D< (finalmente alguma luta e_e )

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Re: Digimon Backup: O Recomeço

Mensagem por Rayana em Qua Ago 24, 2011 7:39 am

Caramba, afinal há mais alguém no Limbo? o_O Quero ver o Daisuke e o Ken sair dessa (ia ser divirtidíssimo um Daisuke e um Ken pequenos com as 8 crianças escolhidas xDD). Este é então o lugar onde para onde Apocalymon atirou os escolhidos no final de Adventure! Makes sense. xDD

Ok, e como raio é que o Gabumon aterou em cima do taichi?!auheuaehaeuih WIN!
Sobre a caverna onde a Dupla yin/yang se enfiou, achei bastante curioso. No anime, só o território do Piedmon fazia as pessoas mergulharem nos "pesadelos" dos corações deles, e foi por causa da escuridão dos próprios pensamentos que o Yamato e a Sora foram "atirados" para dentro de uma caverna.

Mas aqui adicionaste água, e curiosamente não consigo deixar no Oceano Negro. o_O E quem foi que abriu a caverna; o Taichi ou o Yamato? Apesar da "alegria" do Taichi ser comum, nestas circunstâncias, pode ser uma forma de ocultar os medos... sei lá. O Yamato também agiu como um parvo; o Taichi tem culpa de todos estarem minorcas porquê? Porque não é bruxo, e não sabia há 5 anos que faltava uma parte da profecia? É mesmo louro... E o Taichi é parvo que baste pra engolir. >.> Mas é por isso que gostamos deste dois! (LOL)

GO ON!!! *w*
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Re: Digimon Backup: O Recomeço

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