Digimon Synthesis

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Mensagem por LANGLEY002 em Qui Nov 16, 2017 2:21 pm

KaiserLeomon escreveu:Se me permite a nova ousadia e atrevimento eis uma sugestão para o nivel Ultimate / Perfect de Airdramon
Spoiler:
Steamdramon Digimon Synthesis - Página 13 Vspc0x
para o nível Mega do Gigadramon e do Megadramon do Tamer do Patamon :
Spoiler:
CyberGreatdramon Digimon Synthesis - Página 13 30usef4
e uma sugestão para o nível Mega de Patamon
Spoiler:
Goldramon Digimon Synthesis - Página 13 I2nif5
que acha ?


Bem, o Airdramon e todos aqueles Gigadramon e Megadramon (que aliás, não estavam mais junto dele no último capítulo), não são parceiros dele. Apenas o Patamon. Eu já tenho uma linha evolutiva definida para o Patamon até o nível perfeito. Um detalhe é que eu o tirei da esfera dos Digimon sagrados. As evoluções dele terão mais a ver com o elemento ar que ele utiliza nos ataques da forma rookie/criança.
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Mensagem por LANGLEY002 em Sex Nov 17, 2017 9:45 am

Agora que passei na UEL e desisti de ir prestar o PAS-UEM, já fiz a prova da Unesp e só faltam as mais fáceis, vou ter um pouquinho de sossego. Espero conseguir terminar essa fanfic até o início do ano que vem. Caso eu continue nesse ritmo, não duvido que consiga. O problema são só alguns furos que eu mesmo percebi depois de reler o trabalho, mas isso fica de aprendizado.
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Mensagem por LANGLEY002 em Seg Nov 20, 2017 11:54 am

Capítulo 19: A Paz que Antecede a Tormenta.



Mas ela matou aqueles dois Digimon na nossa frente. Ela os matou sem se incomodar em fazê-lo. O pensamento perturbava Mako e a garota não se preocupou em expor isso a todos que estavam por perto. E Daniel se lembrou do que disse a Yasyamon, disse que não matavam. Mas eles tinham culpa. Ele olhava para o espelho e via a máscara dos DeathMeramon, furiosos DeathMeramon gritando palavras de ódio e batendo as correntes. Apontavam para ele, dali do espelho. Você tem culpa, eles diziam. Sem você, nós estaríamos vivos.
Mas a que preço? Twilimon era seu inimigo, de fato, mas por qual motivo pensaria que a vida dos DeathMeramon que gozavam de seu sofrimento valia mais? Não. Não poderia dizer o quanto vale uma vida, não cabia a ele julgar o valor de qualquer coisa do tipo, de qualquer coisa tão complexa quanto uma vida. Mas algo o impeliu a fazer com que Dorumon lutasse, a fazer com que o parceiro tivesse parte naquilo tudo.
Quando afundou na banheira, não sentiu apenas toda a sujeira se soltando de seu corpo, a areia que o fazia se sentir áspero, nem mesmo as feridas causadas pelas correntes, a dor e ardência de pancada, queimadura e escoriação. Quando afundou na banheira, sentiu a pressão das palavras de Mako, da voz de Yasyamon, dos DeathMeramon, dos pais, dele mesmo. E então vieram os olhos lilases da menina.
Emergiu respirando fundo.
Quando saiu do banheiro, já na camiseta cinza e a calça moletom verde-oliva, a menina francesa estava na porta. Ouvira Daiki falar sobre ela, mas Amélie não disse uma palavra durante a viagem de Trailmon até a cidade das maçãs. E por lembrar o nome de Appletown, um cheiro adocicado invadia o corredor. Os olhos multicoloridos dela acompanharam a luz morna das lanternas, fixaram-se na direção de que vinha o cheiro agradável.
– Estão servindo tortas. – Disse.
Daiki percebeu que a menina já estava. Os cabelos ainda estavam molhados pelo banho e o perfume da menina era quase tão adocicado quanto o aroma das tortas.
– Então por que não vai comer? – Depois botou a mão na boca. Temia ser grosso. Esse tipo de coisa só acontecia naturalmente.
– Não sei. – Os pés descalços giraram no chão. – A Mako parece ser uma menina legal.
– Não vai dizer que isso é ciúmes pelo Daiki? – O menino balançou a cabeça em negação. Não em negação a ela pela possibilidade de se sentir atraída por Daiki, mas em negação ao pensamento que manteve sobre Daiki nos últimos anos. – Eu pensei que ninguém se interessava por ele, e então a Masha, uma menina russa... Agora...
Ela caiu na gargalhada.
– Você parece ter muito mais ciúmes...
– Não, não é...
– Não é isso também. – Conteve-se com as mãos nos lábios. – Então o Daiki já deu uns... – Começou a imitar o barulho de um beijo ao empurrar a palma contra os lábios em bico.
Daniel deu um passo para trás.
– O que? – Franziu a sobrancelha. – Mais ou menos... Foi só...
– Mas foi. – Se encostou na parede e foi escorregando. – De qualquer forma, só estava querendo ficar sozinha.
– Não conseguiu.
– Mas eu também queria... – O chão. Mira o chão. – Esquece. Vou tentar me juntar aos outros.
Na cozinha Mako girava um pacote de doces entre os dedos. Apesar de ter vontade de abri-lo imediatamente, de comer cada um dos pedacinhos, algo a segurava. Não entendia como algo assim poderia acontecer, ser. Finn era palpável, ele existia, ele estava vivo, mas no instante seguinte ele se desmanchava.
Queria perguntar a Noriko sobre isso. Puxou o aparelho que a mulher lhe deu antes de partirem, mas parecia não haver sinal. O objeto piscava junto de algumas distorções, mas não apresentava nada. Talvez ainda mais defeituoso que seu celular.
– Talvez, ainda não esteja ligado. – Daiko a olhou de cima. Mako se assustou ou ver o menino ali atrás, o queixo bem acima de sua cabeça.
– C-como?
– Não sei. – Coçou o nariz. – Pode ser... um tipo de rede? Se essa rede está desligada, ele não funciona.
– É... – Analisava os desenhos naturais da madeira, todas aquelas formas irregulares, por vezes espiraladas. – Pode ser.
Daiki se sentou ao lado dela. Depois de uma troca de olhares, ela finalmente abriu o pacote de doces. Empurrou na direção dele.
– Quer? – Ele balançou a cabeça.
– Obrigado. – Pegou, botou na boca. Uma explosão de caramelo e chocolate.
– É bom?
– É muito bom.
– Ah, então... – O pacote caiu da mão, da boca aberta do pacote, rolaram alguns doces. – Oh... – Os dedos se arrastaram, jogou-os na boca. O açúcar a fez se arrepiar. – É mesmo bom. Nunca vi nada assim...
– No mundo todo?
– Caiu a ficha. – Encostou o rosto na mesa, debruçada. – Isso é um outro mundo.
Viu a bochecha de Mako se comprimindo. Os olhos escuros e muito grandes viajando para algum lugar desconhecido. Seu coração palpitava.
– O que foi? – Apertou os lábios. – Tá tudo bem?
– Sim. Só estou um pouco cansada.
A mão se levantou hesitante, os dedos trêmulos.
– Posso? – Se aproximava do cabelo castanho da menina.
Ela o encarou. Os olhos se abriram. As bochechas se pintaram de rosa antes de ela desviar o olhar novamente.
– Pode.
Os dedos afundaram nos fios e começaram a acaricia-la. Ela só ficou ali, quieta, sem dizer nada, os olhos ainda viajavam para longe. Daiki concluiu que não precisava que ela dissesse nada, só queria que aquele momento se estendesse.
Enquanto isso, Dorumon apontava o rosto num corredor escuro. A face iluminada de Lunamon crescia entre as orelhas pontudas do dragão. Encarava a parede do outro lado. Estavam explorando o local, explorando cada pormenor. Assim decidiram passar o tempo: numa exploração. Não poderiam sair dali, seria perigoso. Talvez mais para aqueles que os escondiam que para eles mesmos.
– Esse lugar é enorme. – Disse Dorumon.
– Isso tudo está abaixo da terra?
– Acho que não. – Tentou se lembrar dos terrenos da cidade. – A cidade tem vários níveis diferentes. Mas tenho certeza que do outro lado do hotel era uma parede inacessível.
– Então já esteve aqui? – Aconchegou o queixo na cabeça macia de Dorumon.
– Não. Não aqui no hotel. – Os olhos amarelados se levantaram para encarar a companheira de exploração. – Estive nessa cidade.
– Me diz, Dorumon... – A voz da princesa foi se arrastando. – Em que lugar da Ellada você nasceu.
– Eu...? – Começou a pensar no que dizer. Atravessaram o corredor. – Eu não sei bem.
– Teria alguma chance de...
E nesse momento alguma coisa se moveu no outro corredor que se ligava a este. Os pelos de Dorumon se eriçaram e a princesa rolou para trás num susto. As lanternas então se acenderam numa luz morna. Primeiro viram as figuras gordas e fofas com pães com gergelim nas cabeças como se fossem boinas italianas, no meio deles estava um grande lagarto amarelo.
– Burgermon! – Disse Dorumon.
– SlashAgumon! – Lunamon se recuperava da queda e batia o vestido.
– Que fazem aqui? – Perguntou o maior dos Burgermon.
– Só estávamos... explorando. – A princesa gesticulou.
– SlashAgumon disse que era o cheiro de Lunamon. – O réptil balançou a cabeça.
– E como é o cheiro de Lunamon? – A coelha o encarou de baixo.
Ele olhou confuso. Lunamon se segurou por um momento, depois deu um risinho.
– SlashAgumon não sabe como explicar o cheiro. – O Digimon balançava a cabeça.
 
 
 
 
 
Cada centímetro de seu corpo estava submetido àquela dor. Foi arrastando, esticando os braços, o quanto pode. Tentou se colocar em pé e escorregou na superfície lisa. As máquinas operavam chiando, os pistões revelavam aberturas ao soltar o vapor num assobio, as engrenagens e as cordas ringiam. Veio um cheiro forte. Viu seu reflexo verde se distorcer no vidro fino de um béquer, dos tubos de ensaio, do balão de destilação.
A boca larga se abriu. Gemeu. Fez força. Se colocou em pé. A flor no topo da cabeça vibrava e vibrava. Foi deixando toda a seiva ferver, e aos poucos, tudo o que havia em seu corpo, passou a arder como fogo e o líquido saía por seus poros se transformando numa camada espessa e âmbar. O corpo foi crescendo daquela forma, uma iluminação trouxe o traje colante e futurista, o cabelo prateado cresceu para trás de uma flor que logo foi coberta por um capacete.
Ignifatumon urrou.
Steelmon encarou da cadeira, o corpo magro girando, os olhos balançando por dentro das lentes, a boca se abrindo junto do queixo metálico. A cadeira oscilou até ficarem completamente de frente. Os pés tocaram no chão sob um som de metal se chocando e veio andando com as peças cor de ferrugem dos braços aparecendo por debaixo das mangas do jaleco. Aquele jaleco se arrastando.
– D-doutor. – Apoiou o braço na parede para se equilibrar. – A Lazulitemon, eu estive tão perto de...
A perna dele se ergueu num chute. Acertou-lhe o ombro. Pensou por um momento que poderia responder ao golpe, mas uma força, como se o corpo sofresse o efeito de um imã forte, foi puxado para a parede de trás. Saiu arrastando os pés e derrubando inúmeros aparelhos. Os cacos de vidro começavam a flutuar.
O braço direito de Steelmon se levantou. Os cacos caíram quando ele exibiu a arma acoplada ao corpo. Puxou uma corda e os anéis começaram a girar. No lado debaixo do braço, onde havia uma peça transparente, foi possível ver as engrenagens e o líquido azul luminoso que fluía pelos tubos. A ponta do canhão também girou e assim se acendeu como se feita de neon.
– Onde está a síntese 015?
– Mas... A Lazulitemon.
– Lazulitemon são importantes para o reino, dizem. São raras, dizem. Os poderes delas podem ser empregados de tantas formas, incluindo para encontrar as ruínas de Zonian. – Alcançou Ignifatumon. A mão esquerda apertava o queixo da mulher flor. – Mas só há uma síntese 015.
– Ele apresentou resistência. – Os braços se esforçavam para a impulsionar para longe da parede. – Ele se juntou aos humanos. Não poderíamos aceitar uma impureza como essa dentro da Ellada.
– Não poderíamos, não é? – Uma gargalhada brotou na garganta do cientista. A boca se abriu ao máximo, a cabeça foi ao alto. – Poderíamos aturar apenas a aberração que você se tornou ao se fundir à uma Lazulitemon, sabendo que as fusões são estritamente proibidas.
– Eu precisava de força para vencê-los.
– Para vencer a síntese 015?
– Para eliminar o que já não nos serve.
– E você decide aquilo que não serve? – Deu o tapa. – Você não tem ideia do que está acontecendo. Não tem ideia das medidas desesperadas que tomamos. Você não tem ideia que entre Lazulitemon e a síntese 015, Lazulitemon é substituível. Entre você e a síntese 015...
O gás se espalhou. A labareda engoliu a parede. Ignifatumon irrompeu acertando a face de Steelmon. Ele rodopiou por toda a sala e caiu. Ela foi caminhando com dificuldade, mas ele se ergueu. O canhão disparou, passou de raspão pelo ombro da guerreira. Parou ofegante, o corpo todo tremendo.
– Você é substituível.
Nesse momento, um menino humano entrou. O rosto de Ignifatumon se contorceu ao vê-lo ao lado de um Patamon. Um Digimon nobre, junto de um humano. Aquilo a remeteu a Lunamon. Cuspiu.
– Que tipo de sujeira é essa?
– Essa é a verdadeira ZSC. – O menino riu. – Aqueles que trabalham na sombra para manter a paz e proteger a Ellada. Aqueles que tocam onde os Cinco Dedos do Rei Guerreiro, os Cinco Generais da Ellada, não conseguiriam tocar.
Patamon se iluminou.
“Patamon evolui para... Lynmon.”
Uma criaturinha quase humana saltou dentro de largas roupas em estilo oriental chinês. As orelhas enormes que se escondiam no cabelo castanho balançaram. O som de guizos ecoou e a audição de Ignifatumon se tornou confusa. Sentia-se imersa em água. Uma espada muito maior que aquele Digimon de aparência infantil dançou.
Um corte atravessou o corpo da mulher planta. Uma ventania estourou. O teto se abriu e ela foi lançada para o alto. Não estavam na Cidadela, como pensou antes. Não sabia ao certo que lugar era aquele. Fez esforço para cair em direção ao penhasco, onde nunca a encontrariam. Desapareceu.
Lynmon pisava sobre a beirada da parede quebrada, tentava visualizar Ignifatumon. Viu apenas os cubos e partículas luminosas. Fechou os olhos.
– Está feito, não é mesmo? – O menino apertou o Digivice. Uma luz começou a brotar da ponta. Como se um construto sólido, começou a descer como uma corda. O menino balançou a estrutura brilhante. Estralou como um chicote ao bater contra o chão, se esticou e grudou no corpo diminutos de Lynmon. Apertou e puxou-o até que o seu corpo estourou e um Patamon caiu ao chão do laboratório.
O tamer foi devagar recolher o parceiro.
– Agora sumam da minha frente.
 
 
 
 
 
E as tortas estavam prontas.
As duas maçãs gigantes atravessaram o salão com suas pernas e braços robustos e nada naturais. Mako ficou encarando quando os corpos vermelhos chegaram com aquela cabeça mole e verde saindo do topo das maçãs. Tinham olhos e expressões exageradas como as minhocas de desenhos animados antigos.
“Applemon. Digimon planta do tipo data. Nível adulto.”
Foram pousando bandeja por bandeja, torta por torta. Depois vieram os Burgermon que ajudaram a cortar. Não quiseram se sentar à mesa. Saíram para sabe-se lá onde. A menina levantou o rosto. Tinha adormecido por um momento. Percebeu que não era a única, Daiki desabara com o braço em torno da garota.
Se lembrou da forma como o menino pediu para... O rosto se pintou de vermelho. Foi afastando o braço dele e pulou da cadeira no exato momento em que Daniel surgia por um arco. Se encararam, ele ergueu a sobrancelha e contorceu a boca.
– Mas que...?
Mako começou a rir. Logo aquilo se transformou numa gargalhada contagiante. Estavam ali os dois morrendo de rir enquanto Daiki mal pensava em acordar, mesmo com todo aquele cheiro doce e quente das tortas de maçã.
Dorumon e SlashAgumon vieram o mais rápido que puderam quando sentiram o cheiro se fortalecer com o abrir dos fornos. Amélie apenas se encostava no arco de entrada para a ampla cozinha, por vezes observando as costas de Daniel, por vezes buscando pelo rosto de Mako, enfim também mirando Daiki.
Suspirou e se virou para sair.
– Ei. Onde você pensa que vai? – Daniel franziu as sobrancelhas.
– Ah, cara... – A francesa tornou à cozinha. Viu as sobrancelhas de Daniel quase se encontrando.
Mako esticou o pescoço.
– Amélie... – Sussurrou apertando o comunicador de Noriko. – Será que...
Liam falava sobre uma Capitã Amélie. Só pensou a menina que seria uma pessoa mais velha. Temeu que a francesa decidisse desaparecer também. Apenas se desmanchar numa poeira brilhante e desaparecer como se nunca estivesse entre eles.
 
 
 
 
Jeannemon empurrou as portas duplas. Andou calmamente entre os pilares e bancos, estes voltados ao altar, que cercavam os tapetes. O santuário era como uma cruz, tendo quatro entradas. No centro, a construção de base redonda que sustentava a abóboda, era onde estava o altar.
Viu os SlashAngemon se virando nas pilastras. No topo do altar, estava Princedomon. Ao perceber a presença da Digimon, ele foi descendo devagar com um sorriso aparecendo por debaixo do elmo. Abriu os braços e, antes que ela pudesse impedir, a envolveu. As armaduras, em atrito, rangeram.
– Como vai, querida?
– Bem, General Princedomon. – Desvencilhou-se daquele abraço com um gosto amargo na boca. – Que faz aqui?
– Como? – A boca se esticou numa lateral. – Você vem ao santuário e pergunta a mim o motivo de estar aqui?
Os olhos dela vão se erguendo até encarar o elmo de Princedomon e, assim, encarar a si mesma, no lustro do metal prateado.
– Eu deveria poupá-lo das perguntas difíceis.
A boca do anjo se retraiu. Forçou um sorriso amarelo.
– Sempre... afiada. Afiada como sua espada, imagino. – Levantou o rosto. – Mas estou pedindo a graça dos Arcanjos.
– Os Arcanjos nunca tiveram nada conosco ou com esse mundo. – A armadura tilintou. Passou pelo corpo imóvel de Princedomon na direção do altar. – E são eles um sinal de que...
– De que estou me rebelando contra o Deus Guerreiro da Ellada? – O jogo de luz, quando Princedomou oscilou o rosto, fez com que sua face tomasse um aspecto horripilante. – Mas que besteira.
– Está colocando palavras em minha boca.
– Pois bem. Acredita que os SlashAngemon designados para a sua proteção ainda não se apresentaram no Quartel? – Gesticulavam com as mãos. Sua voz era tão calma quanto as mãos, tão macia quanto a pele de Jeannemon, porém carregavam uma zombaria no fundo. – Eu terei mesmo de contatar ao rei se continuarmos tendo faltas de SlashAngemon. – Coçou o queixo. – De qualquer forma, saberia informar o paradeiro deles?
A mão dela hesitou em encontrar o altar. O peito parecia mais apertado agora que o seu núcleo batia como se fosse estourar e espalhar os seus dados por todos os cantos do Mundo Digital. Abafou um soluço.
– Se eu sei sobre...? Não. Não sei.
– Então... – Foi se achegando. – Saberia dizer onde foi que se viram pela última vez?
– Pela última vez? – Sentiu a mão de Princedomon no ombro. Se arrepiou. – Oh... Sim. – Tirou a mão indesejada. – Nos separamos assim que adentramos a Cidadela, na estação de Trailmon.
– Entendo. Perguntarei aos Trailmon se tem conhecimento de algum evento estranho envolvendo os SlashAngemon.
– Tenha uma boa noite, Capitão Princedomon.
Se virou de repente para uma das saídas do santuário.
– Tenha uma boa noite, Jeannemon.
As portas duplas se abriram de novo. As luzes das lanternas da cidade entraram e deram uma cor dourada que perdurou relutando enquanto as portas se fechavam. Quando ouviu o estalo que indicava que as portas haviam finalmente se encontrado, Princedomon retornou ao altar. Virou as folhas do livro que havia no centro.
Olhou para cima, para a figura dos Arcanjos. Um sorriso se abriu. Os arcanjos nunca foram capazes, disse sua consciência. Manteve aquilo em mente.
– Mas nós seremos.
 
 
 
 
 
 
Amélie e Daiki foram os primeiros a se despedirem da mesa. Lunamon, é claro, decidiu que iria junto do parceiro. Já Dorumon e SlashAgumon, adormeceram por ali mesmo. Mako ficava esfregando os dedos por cima da mesa. Martelava na cabeça uma forma de começar uma conversa com Daniel.
O menino também parecia querer falar algo. Suspirava e mexia no último dos pedaços de torta que pegara para ele, muito em dúvida se realmente comeria. Os dois se entreolharam. Tornaram a visualizarem as paredes vazias. O olhar dos dois foi se encontrar de novo, um pouquinho de lado.
– Eu queria saber... – Hesitou.
– Pode falar. – Deu uma mordida na fatia de torta.
Sua mão procurou a do menino. Apertou.
– O que você está fazendo?
– Nós somos amigos, certo? – O fitou nos olhos, muito profundamente. Foi se aproximando, o rosto aceso. O menino abriu a boca resmungando sem saber o que dizer. – Não é?
– Acho que sim.
– Que bom. – Os olhos castanhos foram rolando para baixo. – Eu fiquei com medo... Daquele Twilimon.
– Ele não foi um problema. – Abandonou a torta. Coçava a nuca enquanto se voltava para Mako. – Não exatamente.
Ela inspira, solta todo o ar e levanta o rosto novamente.
– Hein? – Daniel se depara com a expressão de Mako, um misto indescritível de preocupação e determinação.
– Desculpe, mas não acho que não tenha sido um problema.
– Olha. As coisas foram bem diferentes do que eu esperava. – O rosto oscilou para o lado lentamente. Encarou Dorumon que deitava o rosto quase oculto sob a cauda enrolada. – Ele não foi o problema. Mas havia um grupo enorme de... DeathMeramon... Era como uma gangue ou... Já assistiu MadMax?
Mako deu um risinho.
– Qual deles?
– Ah. Não sei. Qualquer versão.
– Na verdade assisti aos dois.
– Bem... Nós fomos cercados por eles e... Quando eu vi a Tamer dele naquele estado... Eu mandei que o Dorumon atacasse... O líder dos DeathMeramon morreu por nossa culpa.
Os olhos dela ficaram úmidos num segundo. Pendeu em direção a Daniel e o apertou num abraço. Enterrou o rosto no ombro dele pedindo desculpas sem parar.
– Eu não sei porquê... você está pedindo desculpas.
– Você sabe. Sim, você sabe. – Os soluços começaram a ecoar pela cozinha. – Eu não queria... te fazer se sentir... culpado...
Daiki, que caiu de cima da cama quando Lunamon teve um sonho bastante vívido, se levantou e percebeu que estava com sede. Foi vagueando pelos corredores descalço. O chão era bastante frio, mas ele já estava acostumado. Assim também era em casa. Ao passar pelo arco da cozinha, um sentimento ruim de apossou de seu peito.
Olhou dali, de longe, Mako com o rosto encostado no ombro de Daniel. Suas sobrancelhas se ergueram e ele saiu da luz antes que fosse visto. Correu de volta para o quarto e fechou a porta. Talvez não houvesse chance de acontecer nada do que ele queria. A menina estivera o tempo todo tão preocupada com a situação de Daniel, que isso deveria ter sido óbvio desde a viagem de Trailmon.
Não. Desde a primeira vez que se reuniram os três. Como não conseguira perceber. Ela não era o tipo de pessoa que se entrega aos costumes e a disciplina. Ela era um espírito quente, livre, forte, que enfrentara o Mundo Digital e os guerreiros do lixo, que batera de frente com Aruraumon para defender o parceiro, que mesmo debilitada se levantara contra DarkTyrannomon, sempre com uma coragem e amor que ele nunca poderia entender.
Era bastante claro que Mako tinha muito mais em comum com Daniel.
Mako afastou a cabeça. Secou o rosto com os antebraços e tentou desamassar a camiseta do pijama. Daniel não tinha jeito de a olhar depois de toda aquela descarga sentimental. Desviava o rosto.
– Mas, ei. Você gosta dela? – Empurrou o nariz dele com o indicativo.
– Se eu gosto... dela? – Levantou uma sobrancelha. – O que? Como assim?
– Sabe, a Tamer do Twilimon. – Um sorriso insinuador tomou forma. – Sabe. Você lutou para defender essa menina, não é?
– Como eu poderia gostar dela? Quero dizer... ela... ela... eu nem conheço e...
A gargalhada foi alta. Mako quase caiu para trás ao ver o quão encabulado Daniel ficara.
– Ela deve ser bem bonita pra você ficar assim. – Suspirou depois do riso. Tirou uma lágrima que se escapava durante a crise de risadas com as costas da mão.
– Ei! Eu disse que...!
– Já sabe o nome dela?
– Eu não estou gostando do caminho dessa conversa!
– Você... saaaabe?
– Não!
 
 
 
 
 
 
Misaki ergueu o rosto. O travesseiro sob sua cabeça estava quente e molhado. Num acesso, jogou-o para fora da cama. Depois deslizou as pernas e tocou os pés no chão. Foi andando, ainda um pouco tonta pelo sono e se encostou na janela. Tinha a sensação de que alguém falava sobre ela.
Besteira.
Se voltou para a porta do quarto. Saiu e olhou para todos os lados para ter certeza de que não vinha ninguém. A regra dizia, não saia durante o dia. Saia apenas quando os Digimon do palácio repousam. Não queremos que uma humana seja vista por aqui. Não queremos colocar a Cidadela em pânico. Eles não estão preparados para entender a nossa missão.
O frio que a seguiu pelo corredor, era o frio que emanava de Twilimon. No início, aquilo fora complicado, horripilante até. Agora, contudo, era acolhedor. Sentia que aquele frio também fazia parte dela. Quando alcançou as portas da cozinha, foi tateando para não bater a cabeça contra as enormes panelas dependuradas.
Uma luz desenhou a ampla cozinha quando ela abriu uma das geladeiras. Foi olhando as prateleiras, escalando pelas grades para ver o que havia. Encontrou um pedaço de bolo embalado, provavelmente feito para um banquete do rei Ruramon com seus Cinco Generais.
Pegou o prato com o bolo, pulou para trás e, depois de colocar o objeto sobre o balcão e se sentar num banco, começou a rasgar o plástico que o embalava. Havia um chip de computador bastante grande enfiado dentro do recheio do bolo. Se impressionou que aquilo tivesse um gosto bom. Era melhor ainda por ser crocante.
Enquanto comia, viu Twilimon emergir de frente para ela.
– Estava vigiando a Jeannemon de novo?
Ele permaneceu calado.
– Não sabia que Digimon também podiam se apaixonar.
– Isso certamente não acontece. – Se inclinou sobre o balcão. – Naturalmente não temos gênero e nem a necessidade de nos reproduzir.
– Mas é bem o que parece... – Mastigou mais um pedaço.
– Jeannemon se tornou um dever.
– Um dever?
– Sim. – Aquele estranho som de respiração, como se Misaki encarasse o próprio Darth Vader, atravessou a máscara. – Os boatos dizem que ela teria ajudado um inimigo do rei a fugir.
– O mesmo que derrubou os portões do Leste?
– Sim. – A cabeça foi oscilando, como se tivesse escutado algo se aproximando. Outro suspiro, ainda mais gelado que o outro. – Desconfiam que ela tenha matado os dois SlashAngemon designados para vigiá-la.
– Por que ela faria isso?
– Eu não sei. Nenhum de nós...
Mas não terminou de falar. Apontou para a porta da cozinha e desapareceu nas sombras. As lanternas se acenderam e Patamon entrou voando e parou sobre a mesa. Misaki se assustou com a chegada dele. Logo atrás vinha o garoto de cabelos cinzentos em seu blusão cor de grafite.
Se entreolharam.
– Misaki! – O sorriso se alargou no rosto dele. Os olhos fechados com leveza.
Misaki suspirou. Abandonou o bolo e desceu do banco. Passou direto pelo menino e atravessou a porta para o corredor.
Ele se virou, um jogo assustador de sombras sobre o sorriso e os olhos cerrados.
– Eu te adoro tanto, não entendo pra que me tratar assim. – Balançou a cabeça.
– Cringe. – Sibilou.
– O que disse?
– Que você é cringe. – Continuou andando na direção do quarto. – Nem pense em chegar perto de mim.
– Oh... Como você pode? Eu que sempre sou tão adorável. – Gesticulou com as mãos. – Como pode preferir ao nosso inimigo, do que a mim? Seu parceiro.

– Dá o fora.
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Mensagem por LANGLEY002 em Seg Nov 20, 2017 12:01 pm

KaiserLeomon escreveu:Tudo bem Pines . Fico feliz em saber que você passou na UEL eu desejo sinceramente que consiga atingir todas as suas metas . E estou adorando a sua fanfic é realmente um excelente trabalho como eu não leio igual alguem publicar num fórum de Digimon faz tempo .

Bem, eu passei na primeira fase. A segunda fase são mais três provas pra mim, já que esse curso inclui a prova de habilidades específicas. A coisa é tentar melhorar a posição agora, já que essa prova da UEL deve ter sido realmente a mais difícil. Acertei bem menos que nas provas anteriores que baixei para fazer em casa.

De qualquer forma, tá ai o capítulo 19.
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Mensagem por Lawliet em Ter Nov 21, 2017 1:43 am

Mr. Pines escreveu:
(Rei Ayanami + Lain + Nia = Katou????)

A Katou realmente parece muito com a Lain, mas acho que de personalidade não tem nada a ver com a Rei ou a Lain, não posso dizer o mesmo sobre a Nia pois não assisti Tengen Toppa.

Enfim... Demorei mais finalmente vou comentar. Tive que reler a fic inteira pq me esqueci de muita coisa xD

Eu estou gostando de como a estória está evoluindo, as vezes eu vejo um erro ou outro mas é totalmente passável, digo, na minha fic eu vejo um erro de vez em quando e fico editando o capítulo DIAS depois de eu ter postado. Ou mudo uma fala, ou uma linha. Algo assim, imagino que o mesmo deva acontecer com você. De críticas eu só tenho uma, pois tem algo que realmente tem me incomodado: O espaçamento.

É muito ruim (pelo menos pra mim) ler um capítulo onde quase tudo tá muito colado. Principalmente os diálogos, me pego lendo a mesma coisa várias vezes pq não tem muito espaço entre os diálogos e as narrações. Pode tacar o enter sem medo da próxima, amigo.

De resto, espero pelo próximo capítulo. Estou ansioso, quero mais!
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Mensagem por LANGLEY002 em Ter Nov 21, 2017 9:05 am

Lawliet escreveu:
Mr. Pines escreveu:
(Rei Ayanami + Lain + Nia = Katou????)

A Katou realmente parece muito com a Lain, mas acho que de personalidade não tem nada a ver com a Rei ou a Lain, não posso dizer o mesmo sobre a Nia pois não assisti Tengen Toppa.

Enfim... Demorei mais finalmente vou comentar. Tive que reler a fic inteira pq me esqueci de muita coisa xD

Eu estou gostando de como a estória está evoluindo, as vezes eu vejo um erro ou outro mas é totalmente passável, digo, na minha fic eu vejo um erro de vez em quando e fico editando o capítulo DIAS depois de eu ter postado. Ou mudo uma fala, ou uma linha. Algo assim, imagino que o mesmo deva acontecer com você. De críticas eu só tenho uma, pois tem algo que realmente tem me incomodado: O espaçamento.

É muito ruim (pelo menos pra mim) ler um capítulo onde quase tudo tá muito colado. Principalmente os diálogos, me pego lendo a mesma coisa várias vezes pq não tem muito espaço entre os diálogos e as narrações. Pode tacar o enter sem medo da próxima, amigo.

De resto, espero pelo próximo capítulo. Estou ansioso, quero mais!

O espaçamento se perde entre meu arquivo Word e o post. Antes eu perdia tempo metendo o enter, mas seguindo que nenhum livro costuma apresentar espaçamento entre os parágrafos, eu decidi que pararia de me preocupar com isso. Ao menos onde no Word existe uma linha de separação entre uma parte e outra, ao passar para o editor do forum, fica um espaçamento bastante considerável. E esse é mais um motivo para mim deixar como está: diferenciar o que acontece de forma contínua dos cortes de cena. 

Mas, se estiver incomodando muito, vou buscar uma nova forma de fazer a separação.

Eu tive mesmo alguns problemas, como, por exemplo, a Morpheus. O nome que eu estava escrevendo era Orpheus por conta da grafia e fonética muito parecidas. Apesar de eu já ter corrigido nos capítulos seguintes, os capítulos anteriores ainda estão sem editar. Eu já fiz algumas edições por conta de alguns furos que encontrei. Já os erros de digitação e gramática podem me escapar com frequência. Seria bom se eu ainda tivesse um beta para me ajudar com essas coisas. Um que entendesse mais de gramática do que eu, preferencialmente.

E eu peço que tente ler não só os capítulos, mas meus comentários. Muitas vezes tenho explicado alguns trechos que em narrativa podem ter ficado mais confusos. Isso pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo.

E eu acho que a Katou durante a fase de depressão, lembra bastante a Rei. Quando com o D-Reaper então, é a mesma coisa de ver as aparições da Rei e da Lain. Além do mais, o escritor de Tamers é quem cuidou dos cenários de Lain. É perceptível que os traços de Tamers ficaram muito parecidos com os de Lain. Por fim, a Nia tem uma personalidade que me lembra bastante a Katou (na condição de tentar cobrir os traumas, não numa crise depressiva, embora a Nia tenha seus momentos no segundo arco de Gurren).
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