Digimon Truth

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Digimon Truth - Página 5 Empty Re: Digimon Truth

Mensagem por Lukiinhas' em Dom Abr 01, 2012 11:48 am

*Splash*

É, esse capítulo ficou tipo final de novela, quando tudo se resolve, todos fica feliz e pãns... Mas faz parte da história, nem tudo são lutas, suspense e ação.
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASS ainda não acabou! *0*
Agora que até eu vim aqui comentar, faz o favor de escrever um estupendo motherfuckin' mega capítulo, com a tão esperada luta contra o final boss!!!

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*Splash*
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Mensagem por Merz em Seg Abr 02, 2012 1:37 am

Achei desnecessário inventar o tribunal para em seguida descartá-lo em algumas linhas xD

Eu temia pela forma como você iria seguir a história nesse capítulo mas acho que de certa forma ficou legal. Interessante tentar dimensionar o impacto da inserção dos Digimons na sociedade, é algo tão foda de narrar e você foi direto sem pensar duas vezes. Eu nunca arriscaria essa exposição numa fic, por exemplo, por isso ponto positivo pela coragem \o/

Aguardo o próximo!
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Mensagem por Rayana em Seg Abr 02, 2012 11:44 am

Digimon Truth - Página 5 Phoenix-Wright-Objection

NÃO FICOU MAU, eu gostei!! E também não achei chato; como disseste, até achei o capítulo necessário para estabelecer o impacto que toda a divulgação dos digimons teve. xDD Até me ri com algumas situações (agora entendi o Shoutmon futebolista LOL)!
Por instantes eu pensei até "wtf, mas vai terminar tão cedo?!" mas depois cheguei ao final e.. "AHH, QUE ALÍVIO" xDDD

Houve uma coisa que eu fiquei a magicar: quanto tempo passou? Aconteceram tantas coisas, que eu fiquei com a sensação de se ter passado pelo menos 1 ano desde o incidente do Millenniumon. Isso é curioso, porque faz pensar no que diabo a Hazard esteve a fazer até agora.

(ah, eu ri-me com a parte do tribunal. xDDDD Foi, tipo, "Digital Hazard? Isso non ecziste!!", o juiz ligou o foda-se ali aeuhaeuhaeuhaeuhae)

\o/ Samantha, ela é mesmo uma aliada, ou será queeeee........??
KEEP GOING!!!
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Mensagem por Dragon em Seg Abr 02, 2012 3:49 pm

Fonseca, HAUAHUAHAUHA "PARA COM ESSA PORRA AÊ MERMÃO! CÊ TÁ DEFECANDO PELA BOCA!" Aí num ia nem ter graça o negócio né u_Q E obrigado pela sinceridade XDDDD

Lucas, capítulo final de novela é teu rabo HAUHAUAHAUHAUAHAUHAUHA And just wait for the final boss!... *SPLASH*

Merz, então essa cena foi o meu maior problema com esse capítulo. Eu reescrevi ela algumas vezes, sendo que da primeira ficou extremamente longa e boring. Da segunda ficou cheia de termos técnicos que não fazem diferença para o leitor comum. Aí eu tentei escrever uma cena mais enxuta e direta ao ponto... Que pelo visto não deu muito certo xDD E eu pensei assim "Se eu sempre quis ver isso retratado num anime, por que não?"
Digimon Truth - Página 5 Why+not+a+Zoidberg+meme+_4a4a92373c3baf3b981b95cdf584b9f5
Mas que bom que essa parte agradou xD

Ray,eu imaginei essa segunda parte logo após o discurso da Eva como "acontecendo enquanto eu narrava", então o tempo passa ao longo da narrativa. Como são algumas mudanças básicas que deveriam acontecer de forma rápida, eu estipulei na minha cabeça que foram aproximadamente 6 meses até o julgamento, mais três até o casamento e aproximadamente 4 meses antes do timeskip de 5 anos. No total, dá um periodo de aproximadamente 6 anos se passando apenas nesse capítulo xD Agora, se você quiser todo o periodo de tempo que se passou durante a fanfic... Aí vamos ter que tirar um tempo para conversar xD O juiz era mais um fã do Dante HAUAHUAHAUHAUHA XDD
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Mensagem por dmem4e em Seg Abr 09, 2012 10:58 am

eu ando sumida daqui mas tou mt a par da fic pk: primeiro, leio e comento no msn e afins com o rafa loool e segundo pk esta fic é AWESOME e impossível não a ler ahaahuahaua
mais um capítulo win! com menos acção sim mas serve pra rematar as coisas (e descobrir mais sobre o lado sensível do dragão da américa do sul! ahauahuaha ficou win mesmo e tem pormenores que me fazem quase acreditar que tudo o que aconteceu foi real! LOL
falta um cap n é? T.T bem... desde que seja EPIC, venha ele! \o/
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Mensagem por Dragon em Seg Maio 21, 2012 2:04 pm

É isso aí galera, depois de um longo período venho aqui apresentar o último capítulo da minha fanfic. Agradeço a todos que me acompanharam até hoje, e apenas desejo que se divirtam com o desfecho da história xD Aqui está, 13 páginas de pura fanfic \õ/


Capitulo Final – O fim é uma questão de ponto de vista

Dante e Angel tinham mais uma vez sido arrastados para o meio do turbilhão do qual eles lutaram para escapar. Angel pensava no tamanho da ironia que era eles terem sido procurados exatamente no lugar onde eles tinham ido para se esconder um pouco do mundo. Mas acima de tudo, a moça imaginava por que ela tinha que ir junto em mais uma alucinante aventura.
Isso incomodava Angel. Desde o começo, ela não havia pedido por nada disso. Ela de forma alguma queria ter passado por todas as experiências que viveu durante anos de sua vida, então por que parecia que o destino continuava a arrastando para campos de guerra, situações perigosas, e outras coisas que nenhum humano se envolveria por vontade própria?

Uma frota de carros aguardava o casal na frente de casa. Carros blindados, de vidros escuros, acompanhados por batedores e seguranças. Dante não queria usar aqueles veículos, mas Samantha disse que era procedimento padrão.

-Vingadores, unidos! – Pensou Dante enquanto entrava num Hummer limusine, providenciado para proporcionar privacidade ao casal. Angel entrou logo atrás, seguida de Draco. Nenhum deles fazia a mínima ideia de para onde iriam ser levados.
-Dante, eu estou preocupada... – Disse Angel, se aconchegando no peito do marido.
-O que está te perturbando?
-Não sei... Depois de tanto tempo, eles virem nos procurar... Tenho medo que nós não estejamos no melhor de nossas formas para participar de uma operação militar, ou o que seja que eles estão planejando.
-Qual é, está dizendo que eu não sei mais fazer minha mágica? – Disse Draco, fuçando nos botões de um pequeno painel que serviam para se comunicar com o motorista, abrir os vidros, entre outras coisas.
-Cuidado com isso Draco, não sei se isso foi projetado para dedos de dragão. Angel, eu ainda não cheguei à meia idade para engordar e ficar careca, ainda sou um soldado.
-Eu sei mas... Tenho medo que o tempo tenha nos amolecido.
-Duvido muito que o seu animal de estimação tenha amolecido. Da última vez que vi ele conseguia derrubar umas árvores perto da casa apenas voando entre delas.
-Megidramon ainda tem o aperto de mão mais forte que eu experimentei – Respondeu Draco.
-Agora, se você está falando sobre aguentar a pressão de uma batalha... Eu vou estar com você o tempo todo, não tem motivo para se preocupar.
-Eu estou preocupada com você! Não quero ser uma viúva com menos de trinta anos!
-Fica tranquila, você vai ter que nos aturar até se enjoar de olhar para nossas caras feias. – Disse Draco, se divertindo enquanto ligava e desligava o sistema de iluminação do carro, fazendo sua própria festa rave móvel.
-Me prometa que não importa em que tipo de situação maluca a gente se meta, você não vai fazer nada estúpido.
-Que isso Angel, você me conhece.
-É exatamente por isso que eu tenho medo. – Dante deu um sorriso e estendeu a mão apontando para o painel cheio de botões. Draco apertou o botão que acionava o intercomunicador para falar com o motorista e o carona. Samantha sentava ao lado do motorista como uma sentinela incansável.
-Nós podemos saber exatamente para onde estamos indo? Não acho que tenho as roupas adequadas para uma visita surpresa às Bahamas.
-Nós temos uma reunião com um homem ocupado, em Washington.


–//////--


O comboio seguiu de volta para a cidade, despertando a atenção dos moradores da pequena cidade turística. Após passarem pelos arredores, seguiram para uma pista de pouso particular, onde um pequeno avião os aguardava para leva-los à capital do país. Dante dormiu a maior parte do trajeto, deixando para Angel o trabalho de cuidar da criança em corpo de lagarto. Após algumas horas de viagem o avião pousou no aeroporto Ronald Reagan de Washington, o mesmo que recebe o Air Force One e outros veículos aéreos importantes.

O comboio então seguiu para o pentágono, centro de defesa e segurança dos Estados Unidos.

-Quer dizer, esse local não é tão seguro assim, afinal já jogaram um avião em cima dele. – filosofava Dante.
-Mas será que realmente foi um avião? – Questionou Draco.
-Ainda com aquela ideia absurda de que eram pteranomons? – Disse Dante fazendo careta.
-E por que não? Eles não tinham nada a perder na época tinham?
-Você me faz imaginar um homem barbudo surfando em cima de um Digimon metálico todo o caminho do Afeganistão até aqui.
-Vocês parecem dois maníacos da conspiração, daqui a pouco vão dizer que o Ronald Macdonald era um Digimon também. – Comentou Angel.
-Sempre achei aquele cara esquisito... – Respondeu Draco, como se ele estivesse realmente cogitando a hipótese.
-Estamos chegando, comportem-se – Disse a voz feminina no intercomunicador.
-Vamos tentar não te fazer vergonha Tia Sammy – Disse Dante tentando imitar uma voz infantil.
-Eu mato todos vocês com um cortador de unha. – Respondeu Samantha.

O carro seguiu para a entrada do estacionamento subterrâneo do grande prédio que possuía o formato de um diamante. A segurança era restrita, exigindo que cada pessoa que fosse passar pelo portão se identificasse o que atrasava o processo.
Após passarem pela segurança, os carros seguiram para um enorme pátio subterrâneo onde outros carros do mesmo porte já estavam estacionados. Dezenas de câmeras de segurança seguiam cada movimento dos recém chegados, e guardas uniformizados cobriam cada centímetro quadrado.
Para ter acesso aos elevadores, o processo de identificação precisava ser retomado, dessa vez de forma mais rápida devido a menor quantidade de pessoas acompanhando os visitantes.

-Eu sei que esse é um lugar extremamente seguro e restrito, mas tudo isso não parece um pouco demais? Quer dizer, tenho que mostrar minha identidade a cada 5 passos. – Disse Angel, enquanto todos estavam no elevador.
-É necessário, a pessoa mais importante do planeta está nesse prédio. – Respondeu Samantha.
-Assim você me deixa corado. – Comentou Dante.
-Obviamente não você, estamos falando do Presidente dos EUA.

O grupo caminhou pelos corredores brancos e bem iluminados, de carpete vermelho e luxuosas luminárias no teto, até chegar a uma porta dupla de madeira maciça.
Dois seguranças se apressaram à frente, cada um deles segurando um lado da porta e os abrindo em sincronia.
As portas revelaram uma grande sala de conferências com bandeiras dos estados unidos espalhadas, um telão para exibição de conteúdo importante e uma grande mesa onde estavam sentadas figuras conhecidas e muitos rostos novos. Miguel, Andrew, alguns antigos membros da organização americana agora conhecida como DEEP, membros do conselho de segurança norte americano, entre outros, se posicionavam metodicamente ao redor da mesa que a essa altura mais parecia a távola redonda. Dentre esses um homem de terno, cabelos grisalhos e expressão serena mas confiante, se levantou para cumprimentar os recém chegados.

-Senhor Presidente – Disse Dante estendendo a mão para cumprimenta-lo
-Vamos, esqueça as formalidades rapaz, pode me chamar de Greg. Estamos entre amigos aqui não é? Eu nunca fui um político de verdade, apesar de terem tentado me transformar em um.
-É um prazer conhece-lo Se... Greg. – Disse Angel.
-Oras, o prazer é meu em conhecer pessoalmente pessoas tão ilustres! Vamos, sentem-se, temos muito o que conversar. – Era estranho estar naquela sala com tantas pessoas e escutar aquelas exatas palavras. O casal se posicionou em seus lugares, Draco escutaria tudo de dentro do Digivice.
-Senhores, esta é uma reunião crucial não apenas para a segurança da América, como também do mundo todo. Nesse momento, membros da organização terrorista Digital Hazard estão trabalhando em um atentado não apenas contra os cidadãos dos estados unidos, mas contra todas as pessoas espalhadas pelo planeta. É nosso dever como protetores da paz intervir para que esse cenário tenha o melhor desfecho possível. – Disse um homem gordo e careca com várias insígnias militares no peito, presumidamente o secretário de defesa. – Passo agora a palavra à Coronel Samantha Thompson, atual cabeça da instituição de defesa digital DEEP.
-Senhores, senhoras. – Disse Samantha, se levantando. – A organização terrorista Digital Hazard colocou em prática talvez o esquema mais desumano e cruel de sua história. Através de processos traumáticos, eles buscam transformar humanos e digimons em armas assassinas. Campos de concentração foram montados, tão avançados que fazem inveja nos mais pretenciosos nazistas, apenas por esse propósito. Nossos informantes indicam que eles planejam liberar esses humanos e digimons com mentes destruídas ao redor do globo, provocando o caos e o medo da população.
-Temos que agir imediatamente. – Disse o Presidente Gregory. Samantha circulava a sala enquanto falava, o telão exibia imagens do campo de concentração e das instalações. Humanos e digimons sendo torturados, cenas que não se viam desde a segunda guerra mundial. Era a crueldade humana florescendo novamente. – A humanidade caminha para a paz ao lado dos digimons. Até mesmo no oriente médio recebemos diariamente noticias de cessar fogo e acordos de paz. Para que um dia possamos viver no mundo em que sonhamos, temos que impedir que esses monstros ajam, ou senão será tarde demais.
-Me pergunto o que estes pendejos têm na cabeça. Estes hombres são os únicos que não procuram la paz, pero querem seguir el caminho contrário! – Disse Miguel, visivelmente abalado.
-São pessoas cegas pelo preconceito, pela irracionalidade e principalmente pelo medo. – Respondeu Andrew calmamente. – A parte irônica é eles manipularem os digimons enquanto tentam fazer com que a população sinta o mesmo que eles.
-Me pergunto quantas vidas humanas e de digimons se perderam nesses campos de concentração. – Disse a secretária de estado, em tom triste.
-Vamos nos esforçar para que mais nenhuma se perca, Senhora. – Respondeu Dante, prontamente.
-Nosso plano é simples, e nosso objetivo mais simples ainda. Precisando exterminar essas abominações, salvando o máximo de vidas que for possível. Por isso organizaremos uma ação conjunta do exército, fuzileiros, marinha e aeronáutica, a maior mobilização das formas armadas americanas desde a invasão à Normandia. – Disse Samantha, retomando seu discurso. – Com o apoio do nosso secretário de defesa, claro.
-Conte comigo Coronel. – Respondeu o homem gordo e careca.
-Espere um minuto, eu não entendo bem onde eu, Dante e Miguel nos encaixamos, nós não fazemos parte das forças armadas. – Interveio Angel. – E até onde eu me lembro, Andrew também não é um soldado americano.
-Os soldados atacarão os pontos estratégicos, os campos de concentração, as instalações e laboratórios. Mas restará o coração de toda a organização, o ponto central de toda Digital Hazard. Para esse trabalho iremos precisar de um time de agentes eficientes, corajosos, poderosos, furtivos e mortais. Os melhores dos melhores que o mundo tem a oferecer. Nossos quatro convidados especiais formarão o Time 4D’s, enquanto eu darei suporte estratégico.
-Então somos mesmo os vingadores no final das contas. – Comentou Dante, em voz baixa. Angel deu uma risada contida.
-Essa será uma missão bem complicada. – Completou Samantha.
-Não é melhor enviar soldados de verdade para uma missão tão importante? Sinto pela segurança de civis que se envolvam em algo tão arriscado. – Interferiu a secretária de estado.
-Depois do que eu já vi esses garotos fazerem, eu tenho pena é dos terroristas! – Disse o Presidente Gregory, com uma risada estrondosa, sendo acompanhado pela maioria dos presentes. Depois que o tom de seriedade voltou, a reunião continuou por algumas horas. Foram traçados os detalhes, as locações, e os horários onde cada esquadrão iria agir. Tudo deveria acontecer de forma cronometrada, como um relógio, para que o inimigo não tivesse tempo de reação.
-Senhor Presidente, senhores ministros, demais presentes, peço agora que me deem um tempo a sós com o Time 4D’s. Temos que acertar alguns detalhes menores com eles, nos encontraremos mais tarde. – O pelotão de homens e mulheres importantes saiu calmamente, comentando os pontos mais interessantes de tudo aquilo que haviam acabado de discutir.
-Existem certas coisas que não precisam ser do conhecimento de todos não é mesmo? – Disse Andrew, assim que o último deles saiu.
-Sim. A verdade é que vocês vão encarar um cenário bem diferente na central deles.
-E onde exatamente é este local? – Questionou Miguel.
-Chernobyl.
-Mas não é aquele lugar do acidente nuclear? – Disse Angel.
-É o que querem que nós pensemos. – Interfiriu Dante. – Na verdade lá existia um laboratório que pesquisava como transformar o calor gerado por digimons com poderes de fogo em energia. Não preciso dizer que deu errado.
-Vivendo e aprendendo. – Completou Angel.
-O objetivo deles nesse lugar é algo muito mais asqueroso e ambicioso. Eles querem forçar em um humano o mesmo fenômeno que aconteceu com você Angel. Eles querem criar um exército igual a você. – Disse Samantha, em tom sério. Aquelas palavras entraram em looping infinito dentro da mente de Angel, enquanto ela recordava todo o sofrimento pelo qual tinha passado. A moça imaginou a si mesma, presa a uma mesa de metal, cercada por cientistas malucos e sendo dissecada como um sapo de laboratório. Alguém estava sofrendo tudo aquilo que ela temeu durante a vida.
-Madrecita de Dios! – Soou o voz de Pablito, de dentro do recém adquirido digivice de Miguel.
-Eu... Eu... Não consigo imaginar a quantidade de sofrimento e tortura que essas pessoas podem estar enfrentando... – Disse Angel, em choque.
-É por isso que eu te chamei para essa missão, você entende melhor do que ninguém o sofrimento daquelas pessoas. Você sabe que na noite em que Dante te resgatou, você tinha sido sequestrada pela Digital Hazard. Desde aquela noite a obsessão deles por você cresceu cada vez mais, até chegar nesse ponto. Você parece ser o ponto máximo dos objetivos deles.
-Quer dizer... Eu sou a melhor forma de mostrar o perigo dos digimons para a sociedade?
-Você é humana amor, como qualquer um de nós. – Dante cortou a conversa antes que ela fosse longe demais.
-Cada um de vocês tem uma habilidade necessária para essa operação dar certo. – Samantha mudou drasticamente o rumo da conversa, para não colocar Angel ainda mais sobre stress mental. – Miguel é a raposa mais furtiva que esse país já viu.
-Não me elogie assim, Señorita.
-Dante tem o poder de fogo para dizimar as defesas deles. Andrew tem a efetividade tática que nenhum de vocês tem, e eu tenho a disciplina militar para manter vocês na linha.
-E onde eu me encaixo nesse esquema? – Disse Angel.
-Você é nossa arma secreta. Eles não vão arriscar te machucar, e Megidramon entrará com a força bruta.
-Então eu sou o Homem de Ferro, o Andrew é o Capitão América, Angel é o Hulk, Sammy é o Gavião Arqueiro e o Miguel é a Viúva Negra.
-Ei, por que yo soy la Viúva Negra?
-Por que eu não quero vocês tarando a minha mulher vestindo calça de couro apertadinha.
-Ok, vamos retornar a seriedade. Nós vamos atacar de forma direta, pela porta da frente. Dante e Andrew começarão atacando as forças de defesa principal e chamando o máximo de atenção possível para si. Enquanto vocês manobram as forças inimigas até ficarmos numa situação favorável, Miguel se infiltrará no prédio principal libertando todos os prisioneiros e eu darei suporte a Angel enquanto ela destrói tudo aquilo que sobrar das instalações. Quando terminarmos, a Digital Hazard será varrida do mapa.
-Parece com o nosso plano de revolução – Disse Angel após se recompor.
-Sim, mas desta vez não teremos os holofotes. – Corrigiu Andrew.
-A operação de vocês correrá em sigilo. Não queremos alarmar a população, eles apenas irão ficar sabendo sobre a vitória final contra a Digital Hazard. Os demais detalhes serão ajustados posteriormente, estão dispensados por agora.

–//////--

O governo providenciou acomodações para todos os convidados, reservando um prédio inteiro e esquematizando um sistema de segurança digno de uma reunião da ONU. Draco recebeu um quarto individual como todos os outros digimons envolvidos no processo, Dante e Angel ganharam uma suíte de luxo.

Tarde da noite, a moça estava sentada em um sofá de couro dentro de sua suíte, trajando apenas sua roupa íntima que usava para dormir. Sua cabeça estava apoiada sobre sua mão direita, com o cotovelo firmado sobre o encosto do sofá. Um abajur não muito potente iluminava o rosto preocupado de Angel, enquanto ela escutava os passos de seu marido vindo detrás de si.

-Não consegue dormir? – Disse ele se sentando ao seu lado e a envolvendo em seus braços.
-Apenas pensando um pouco. – Respondeu ela.
-Pensando sobre o que?
-Que a garota demônio conseguiu chegar bem longe não é mesmo?
-Imagino a cara daqueles cientistas quando te veem na TV, e lembram que queriam te usar como rato de laboratório.
-Que bom que o rato vermelho motoqueiro impediu eles não é? – Disse ela, acariciando o rosto do marido.
-Eu te conheço melhor que isso Angel, sei que tem algo mais perturbando seu sono.
-Amor... eu tenho medo do que nós vamos encontrar lá.
-Fala sobre os experimentos para tentar fazer um pseudo clone seu?
-É. O ser humano é muito cruel. Eu já experimentei muito dessa crueldade, mas hoje eu estou aqui. Aquelas pessoas... Elas não tiveram um Dante para salva-las.
-As pessoas não precisam de um Dante, Angel. Elas apenas precisam de esperança para viver mais um dia. É isso que vamos dar a elas. Não foi isso que você sentiu daquela vez? Que tudo poderia ser diferente, a partir daquele instante? Agora você está do outro lado desse confronto, não perca seu foco.
-Você tem razão. Só imagino se vamos conseguir tocar o coração daquelas pessoas.
-Você deveria se preocupar em tocar a cara das pessoas que estão cometendo essa barbaridade. Bem, não tocar, mas você entendeu.
-Entendi. – Disse ela com uma risada. – Mas isso tudo não parece um deja vu? Toda essa história de “batalha de nossas vidas”. Me pergunto quantas outras “batalhas definitivas” vamos enfrentar.
-Mais nenhuma. Estou pensando em me aposentar após essa missão.
-E aí vamos poder ficar velhos e enrugados juntos?
-Parece um bom plano pra mim. E isso que você está vestindo?
-Qual o problema? Foi você que me deu.
-Nossa, eu tenho bom gosto. – Angel gargalhou alto e beijou seu marido.

–//////--

O pano de fundo tinha sido armado para a operação final. Uma série de exercícios de guerra agendada para locais estratégicos da Europa Oriental, alegando ser uma oportunidade para colocar soldados em treinamento sob o frio rigoroso das partes altas do velho continente.
O plano de ação do Time 4D’s foi repassado algumas vezes até que todos pudessem memorizar suas funções. Cada um dos cinco membros da operação recebeu uniformes pretos com colete a prova de balas, protetores para os joelhos e cotovelos, uma versão negra do uniforme dos fuzileiros, deixando claro qual era o objetivo do grupo.
As tropas receberam ordem de partida e seguiram aos seus destinos. Os membros da equipe 4D’s iriam viajar num grande avião Hercules que faria escala na Hungria para fingir uma pausa para carregamento de donativos e remédios para missões de paz, as usuais mentiras militares. Tudo corria de acordo com o plano.

Na noite fria de uma sombria região da Ucrânia, o vento balançava as árvores enquanto um pequeno e rápido avião cruzava os céus corajosamente. A bordo dele dois homens vestidos de preto se concentrando para dar mais um grande passo, talvez grande demais para qualquer outra pessoa.

-Como se sente amigo? – Perguntou Dante a Andrew.
-Preparado, tranquilo.
-Não estou dizendo sobre agora, mas no geral.
-É estranho... Enquanto ela estava lá parecia ainda existir uma esperança, algo em que eu podia me segurar. Agora... eu apenas tento ocupar a minha mente.
-Vamos ter muita coisa para nos ocupar hoje.
-Com certeza. Ela iria querer que fosse assim.
-Senhores, estamos nos aproximando do ponto de descida. – Disse uma espécie de comissário de bordo militar, que se aproximou dos dois homens. – Recapitulando rapidamente, vocês irão saltar sobre a instalação e começar um bombardeio aéreo em toda a área para atrair as forças de defesa deles para fora. Não preciso dizer que não será nada bonito.
-Tudo certo. E onde estão nossos paraquedas? - Questionou Andrew.
-Quem disse que vocês vão usar paraquedas?
-Do jeito que eu gosto! – Exclamou Dante, excessivamente entusiasmado. Os dois soldados se posicionaram frente a porta, esperando pelo sinal. Dante parecia perdido em pensamentos.
-O que está na sua cabeça agora amigo? – Perguntou Andrew.
-Apenas me lembrando que eu prometi a alguém não fazer nada idiota. Parece que vou quebrar essa promessa mais cedo do que eu imeginava. – A porta foi aberta e os dois pularam de encontro ao vácuo. Seus corpos flutuavam no ar, suas roupas tremiam com a pressão do vento. Os dois seguiam em queda livre, rumo ao solo, e a única forma de sair dessa era algo óbvio.

Sincronizado como se tivessem ensaiado, os dois sacaram seus digivices. Um dragão verde e um dinossauro amarelo se materializaram, também em queda livre. Os dois digimons então adquiriram um brilho intenso, se transformando em Examon e Wargreymon. Draco e Lancelot seguraram seus parceiros, e começaram bombardear o solo abaixo deles com tudo o que tinham.

As forças de defesa da Digital Hazard não sabiam como reagir, os ataques caiam como uma chuva de destruição por toda parte acertando o prédio, a área ao redor, os soldados e tudo mais.
Os dois dragões continuaram descendo em alta velocidade disparando com toda força. Ao chegar a poucos metros do chão a dupla de répteis voadores interrompeu a descida causando uma onda de choque no chão. As asas de Draco produziram uma grande nuvem de poeira quando se abriram para aparar o vento, deixando os inimigos cegos e desorientados. Os ataques seguiam impiedosamente, atacando os adversários indefesos. Eram dois rolos compressores passando por cima dos alvos.

-Base central requisitando tropas de apoio, estamos sobre fogo inimigo. - Era a mensagem enviada pelo centro de inteligência e comunicação da instalação. Todas as forças destinada a proteção da base e dos cientistas já estavam lutando contra Dante e Andrew, e mesmo assim não pareciam ser suficientes.
-Impossível, todas as tropas de apoio já foram mobilizadas para outras localidades, fogo inimigo registrado em trinta outros pontos importantes. - E todas as outras unidades enviaram a mesma resposta. A DEEP estava caindo como um martelo de concreto sobre todas as instalações da Digital Hazard.

Duas sombras passaram rapidamente pela confusão como fantasmas e se dirigiram para o prédio antigo que saltava na floresta. A contrusção em si era apenas uma fachada, a real instalação era subterrânea, o exemplo perfeito de como uma prisão deve ser.
As duas intrusas se dirigiram para a porta de um elevador.

-O que está te perturbando Angel, você parece meio desconcentrada. - Perguntou Samantha.
-Só estou pensando que existem instalações subterrâneas demais na minha vida. É como se deus tivesse um prazer sádico em me mandar pra debaixo da terra.
-Deixe de besteira e abra a porta do elevador. - Megidramon se materializou e arrancou a porta do elevador com as garras. Os cabos de aço estavam se mexendo, alguém estava vindo na direção das duas mulheres. - Rosemon
-Roses Rapier! – A digimon dominatrix cortou os cabos de aço com seus espinhos em forma de espada. O elevador despencou até se espatifar no chão, com um estrondo violento.
-Vamos lá! - Ordenou Samantha enquanto se segurava em sua digimon e as duas juntas desciam pelo fosso do elevador. Angel e Megidramon foram logo depois. - Não se esqueça, nossos alvos principais são o laboratório central e o centro de inteligência. Sem isso, eles não poderão contra-atacar.
-Ok!

Das sombras da floresta, uma quinta pessoa observava pacientemente, esperando o momento certo para agir ao lado de seu digimon.

-Como siempre, não nos deixam participar de las partes más divertidas. - Comentou Miguel, com seu digimon. - Vámonos Pablito!
-Espero que los outros se lembrem que los reféns tem que ficar vivos. - Disse o pequeno digimon, antes de evoluir para Aero V-dramon. Miguel subiu nas costas de seu digimon e como um raio se infiltrou no local, seguindo direto para as celas de prisioneiros.

Do lado de fora, três tiranossauros investiam contra Draco, um vermelho um laranja e um azul. Os três atacaram ao mesmo tempo, Draco se defendeu com a lança. Os três dinossauros morderam a lança de Draco e tentaram arrancá-la.
Enquanto Draco lutava com eles, um ataque fulminante de Lancelot mandou os três voando, causando um estrondo ao atingir o chão.
Os soldados tentaram atacar os dois humanos, mas os digimons estavam atentos e protegeram seus parceiros. As balas disparadas pelas armas humanas valiam menos do que nada contra a armadura e couraça dos dois digimons, que revidaram com seus golpes de fogo, fazendo os soldados correrem desesperados.

Miguel e Pablito alcançaram rapidamente a ala dos prisioneiros, passando por cima de qualquer inimigo que se colocasse no caminho deles. Ao chegar em seus destino, os prisioneiros ficaram assustados com o digimon de Miguel. Provavelmente estavam traumatizados, sendo ameaçados todos os dias pelos cientistas. Miguel viu naquelas pessoas o medo e o desespero que a Digital Hazard queriam impor sobre todo o mundo, era uma situação de dar pena.

-Yo soy amigo!
-Яка боротьба влади Гоку?
-Це більше дев'яти тисяч!
-давайте уявимо, що це череп
-Madrecita como voy fazer ahora... - Utilizando a linguagem mundial dos gestos, Miguel mandava os prisioneiros se afastarem enquanto Pablito abria as celas na base da força bruta. Os prisioneiros aparentemente reconhecerem Miguel como um messias mexicano e passaram a segui-lo sem muito esforço. O homem e seu digimon começaram então a fazer o caminho de volta acompanhados de dezenas de homens e mulheres que a tempos não viam a luz do dia. Os soldados inimigos tentavam a todo custo impedir que eles prosseguissem, mas logo aprendiam que não eram páreo para o ataque azul que saia da boca de Pablito. O dragão azul socava qualquer digimon que se colocasse entre eles e a saída, estava determinado a não deixar nada impedir que eles completassem a missão. Os digimons de nível adulto e poucos de nível perfeito adestrados pela Digital Hazard não eram suficientes para conter a força de Pablito.

Angel e Samantha já haviam incendiado o centro de inteligência deixando a Digital Hazard completamente às cegas. Bombardeios aéreos destruiram as torres de comunicação, toda estrutura da base inimiga estava colapsando. Faltava apenas o ataque ao laboratório principal, onde cobaias humanas eram forçadamente ligadas a digimons. Uma vez que aquele local estivesse destruido, a Digital Hazard não conseguiria se erguer novamente.

As duas mulheres adentraram pelas portas de ferro para dentro da grande sala branca, com luzes ofuscantes, instrumentos metálicos espalhados por todos os lados, e corpos ensacados jaziam abandonados. Para sua surpresa, apenas um único cientista restava no local, todos os outros já haviam fugido. Quando se virou e viu as duas mulheres e seus digimons entrando na sala, o cientista pareceu se revigorar, começando a trabalhar ainda mais rápido nos equipamentos. Ao lado dele o que parecia ser uma grande cápsula de selamento, feita de metal, com altura suficiente para um homem ser colocado facilmente dentro dela.

-Ah vocês vão ver! Assim que eu terminar meu trabalho vocês vão sentir a ira dos digimons! - Disse o homem enquanto trabalhava rapidamente, com um acentuado sotaque russo.
-Ele... Está delirando? - Perguntou Angel em voz baixa.
-Você, garota maldita! Se não fosse você! Ah... como eu queria ter colocado minhas mãos em você antes, e ter te aberto como o rato de laboratório que você é! - Disse ele, sem parar de trabalhar.
-Do que você está falando? - Interveio Samantha.
-Por que você não veio a nós no momento certo, minha organização não pode mostrar ao mundo a verdadeira ameaça dos digimons! Todo trabalho de minha vida no lixo! - O homem parecia alterado, extremamente nervoso. Suas mãos tremiam, ele começava a ter dificuldade em se concentrar. Ele então parou, se virando para as duas enviadas da destruição. - Mas agora isso não é necessário! Eu, com minhas próprias mãos, criei um híbrido muito mais poderoso! Eu transformei um humano num digimon! Eu não preciso mais de você, sua imunda!

Um cordão de fúria começava a se enrolar ao redor do corpo de Angel. Aquele homem a havia ofendido profundamente, atacando justamente em seu calcanhar de Aquiles. Ele merecia ser punido, e era disso que Megidramon iria tratar em alguns instantes.

-Calma Angel. Algo me diz que nós precisamos desse homem vivo. - Disse Samantha, colocando a mão no ombro da companheira.
-Eu não tenho medo da sua serpente infernal! Eu criei um ser muito mais poderoso, um ser perfeito! - Nesse momento, um grande pedaço de metal foi arrancado e arremessado da cápsula. Um vulto voou dela indo em direção ao homem desesperado. O vulto agarrou a cabeça do cientista e torceu seu pescoço, que após um estalo caiu morto no chão.

O vulto era um homem que parecia se aproximar dos trinta, que tinha uma expressão vazia e ao mesmo tempo agonizante. Ele estava maltradado, com cicatrizes espalhadas pelo corpo, grandes olheiras, barba mal feita e cabelo desgrenhado. Vestia calça e camisa bejes que pareciam estar sujas e desbotadas, e parecia ter um número de identificação marcado a ferro quente no pescoço. Quando ele viu Angel, olhou diretamente nos olhos dela com um sorriso macabro.

-Então é você! É a você que eu devo agradecer. - Disse ele com uma voz presa, respirando fundo, soltando o ar em bufadas violentas. Angel permanecia estática. - É você que eu tenho que agradecer por transformar minha vida num inferno!
-Eu não tenho... - Tentou dizer a moça.
-Cada dia da minha vida, cada miserável dia em que estive preso nesse lugar maldito! Foi tudo para que eu me tornasse igual a você! Você não sabe as coisas pelas quais eu tive que passar! - Os olhos do homem expressavam pura ira e desgosto, o olhar de alguém que não tinha tido uma chance na vida.
-Nós estamos destruindo esse lugar. Você pode ir embora conosco agora. - Argumentou Samantha.
-COMO SE ISSO FOSSE ME SATISFAZER! - As pernas do homem começaram a crescer e tomar uma forma grotesca. Pouco a pouco essa forma foi se transformando em um digimon, e o homem permanecia ligado a ele da cintura para baixo, posicionado bem no topo da cabeça do monstro. Eles não conseguiriam sair dali facilmente.

–//////--

Do lado de fora, Andrew e Dante já haviam exterminado quase todas as tropas inimigas. Miguel encaminhava os últimos prisioneiros para um comboio militar que os escoltaria para um acampamento de refugiados. Tudo corria de acordo com o plano, faltava apenas Angel e Samantha saírem para enterrarem o local em entulhos e esquecimento. E era essa parte que preocupava Dante.

-Elas estão demorando muito. - Disse Dante, enquanto golpeava um soldado que havia ficado sem balas e tinha partido para o ataque físico.
-Elas são fortes Dante. - Respondeu Andrew, coordenando os ataques dos dois digimons dragões.
-Eu consigo sentir que algo deu errado. Está tudo calmo demais, tranquilo demais.
-Talvez tudo esteja ocorrendo bem.
-Nunca ocorre.

Nesse momento um raio de energia roxa surgiu do chão, explodindo tudo em volta e deixando uma enorme cratera no solo. Megidramon surgiu voando do buraco carregando Angel e Samantha, sendo seguido por Rosemon logo após.

-Se afastem! - Gritou Angel enquanto seu próprio digimon se afastava.
-Eu não disse. - Disse Dante sendo agarrado por Draco, enquanto ele voava para longe da cratera. Lancelot protegeu seu parceiro, bem a tempo de ver um enorme par de pernas pretas e roxas com grandes garras vermelhas emergirem do buraco e se apoiarem no solo. Nos “joelhos” da criatura existiam espadas cravadas, com alguns simbolos que flutuavam ao redor. As pernas serviram de sustentação para erguer do buraco um ser com um corpo aparentemente aracnídeo, que possuia sete pernas iguais as duas primeiras. O corpo era preto, coberto pelo que parecia ser um par de asas vermelhas que faziam um círculo ao redor do corpo principal. Na parte de baixo da criatura haviam o que pareciam ser sete olhos e uma grande boca cheia de dentes afiados. Algo que parecia ser um corpo humanóide sem braços crescia na parte de cima da criatura, e bem na testa desse corpo humanóide um corpo humano ligado pela cintura ao digimon exibia um olhar insano e psicótico.
-Mas que mierda é esta?!? - Exclamou Miguel, retornando de carona com seu digimon.
-É o que a digital hazard tanto se esforçou para criar! - Respondeu Angel. - Uma “réplica” minha!
-E o que fazemos com isso? - Perguntou Dante.
-Derrotamos ele, antes que ele nos derrote. - Respondeu Andrew. Os digimons deixaram os humanos no chão, afastados do inimigo, e partiram para o ataque. A estranha criatura era maior do que todos os cinco digimons presentes, mas apesar disso atacava com grande velocidade. Seus ataques velozes com seus braços enormes acertaram Draco, mandando o digimon voando de encontro ao chão.
-Evolua Pablito, não subestime seu adversário! - Ordenou Miguel. O digimon azul evoluiu para sua forma final, um cavaleiro dragão azul de asas roxas que se movimentava numa velocidade impressionante. - Essa coisa no és páreo para a velocidade del Ulforce V-Dramon

Lancelot atacou com sua maciça esfera de energia na direção do inimigo que cambaleou, mas se reergueu e se lançou numa investida feroz contra o dragão amarelo. Rosemon usou seu chicote de espinhos para laçar duas pernas da criatura, impedindo seu ataque, enquanto Lancelot investiu contra o “corpo” humanóide do ser. O inimigo arremessou Rosemon para longe mas não conseguiu evitar o ataque de Lancelot que acertou em cheio seu corpo. Por ética, os digimons tentavam não atacar o corpo humano preso ao digimon, por mais que a ideia parecesse tentadora.

Draco disparava contra o chão abaixo da criatura, tentando fazer ela perder o equilíbrio e se tornar um alvo, mas o digimon revidava com raios de energia roxa que saiam de sua boca, obrigando o dragão vermelho a desviar. Megidramon começou a socar com toda força o corpo da criatura, que revidou com suas grandes garras vermelhas. O dragão serpente conseguiu segurar as garras evitando o ataque, mas estava sendo pressionado contra o solo, e outros dois braços estavam prontos para atacá-lo. Pablito disparou um raio poderoso em forma de V de seu peito, que tirou o inimigo de cima do seu parceiro.

-Nós estamos nos saindo... Bem? - Perguntou Angel, tentando avaliar a luta como um todo.
-Olhe de novo – Respondeu Samantha – Apesar de nossos ataques, ele não está nem um pouco machucado.
-E o que você pretende fazer?
-Aquilo que todos nós estamos tentados a fazer desde o início – Respondeu Andrew – Atacar o humano.
-Mas isso não parece certo... - Interveio Angel.
-Nós já fizemos muitas coisas que não eram certas hoje – Respondeu Dante – Essa é uma questão de sobrevivência.
-Muito bem, concentrem seus ataques no corpo humano – Ordenou Samantha – Cuidado com os braços, não fiquem muito tempo dentro do alcance deles.

Pressentindo o perigo, a criatura se armou como uma aranha pronta para dar o bote, levantando as patas dianteiras e deixando a sua boca cheia de dentes à mostra. Os cinco digimons desviavam de inúmeros ataques enquanto avançavam contra o inimigo, que permanecia firme.

Pablito foi o primeiro que alcançou o alvo, tentando acertar o humano com a espada de luz que saia de seu pulso. O monstro deu um salto para trás numa velocidade incompatível com seu tamanho, disparando um ataque contra Pablito logo em seguida, que por pouco não conseguiu desviar. Lancelot investiu logo em seguida com suas armas em forma de garras, mas o ser estranho foi mais rápido acertando o dragão amarelo com suas patas enquanto Lancelot ainda se aproximava. O digimon se defendeu usando seu escudo, mas o inimigo não parava o ataque, golpeando repetidamente o digimon que já estava no chão, usando seu escudo para se defender o máximo que podia.

Megidramon avançou em velocidade tentando acertar por trás, mas foi acertado por um poderoso soco de uma das patas traseira do inimigo, sendo mandado ao chão. Draco e Rosemon atacaram juntos, mas a monstruosa criatura agarrou os dois digimons no ar e os esmagou um contra o outro. O braços extras eram uma enorme vantagem, e o fluxo do jogo estava começando a mudar.

-Está na hora de mudar a estratégia – Disse Draco, enquanto se recompunha.
-Como assim? - Perguntou Rosemon, caída alguns metros longe dele.
-Ele espera que a gente ataque o humano, está pronto para se defender nessa situação. Vamos atacar onde ele menos espera.
-E onde seria esse lugar? - Perguntou Lancelot, ofegante.
-Bem, vamos calar essa boca grande dele – Os outros digimons fizeram um movimento de cabeça concordando – Pablito, você é o mais rápido, contamos com você.

Os digimons passaram a seguir uma nova formação de ataque, organizada de improviso por Draco. Rosemon e Lancelot entravam e saiam da área de alcance do inimigo, chamando atenção e disparando ataques contra ele, forçando-o a se defender. Na primeira oportunidade que tiveram, Draco e Megidramon agarraram duas pernas do monstro cada um, erguendo a criatura no ar pelas quatro pernas imobilizadas.
Pablito avançou rapidamente atacando a boca da criatura com seu raio de energia disparado do V dourado em seu peito. O ataque explodiu dentro da grande boca escancarada machucando o inimigo pela primeira vez, então Draco e Megidramon o arremessaram contra o solo.

Os cinco digimon observavam enquanto aquele ser estranho se levantava de uma forma desengonçada, como se tivesse perdido o controle dos membros. Fumaça era expelida do corpo dele, e uma nuvem de poeira pairava ao redor da criatura.
Os digimon não tiveram reação quando o ser se ergueu rapidamente e lançou um violento ataque sonoro, que deixou todos atordoados. O ataque se assemelhava a um grito desesperado e angustiado, mas era tão alto e tão agudo que era impossível permanecer de pé. Mesmo os poucos humanos restantes no lugar estavam sendo afetados, e se contorciam tentando tapar os ouvidos com as mãos.

-OS HUMANOS! - O grito de Draco em meio aquele barulho parecia apenas um sussurro distante, mas os digimon entenderam o recado. Cada um dos cinco lutadores voou rapidamente para proteger seu parceiro humano.

O ataque inimigo foi impiedoso, o potente raio de energia roxa acertou todos os digimons. Os humanos foram jogandos para trás com a força do impacto, atordoados e desnorteados, como se estivessem presos em um redemoinho.

Dante juntou suas forças para se levantar. Os membros doiam, era difícil ficar em pé. Ele não conseguiu escutar nada, apenas um forte zumbido que parecia estar dentro de sua cabeça. Sua visão embaçada aos poucos começava a encontrar o foco. Tentando se localizar, o rapaz se deparou com um cenário desolador.

Seu digimon estava parado de frente para ele, ajoelhado, com sangue escorrendo de seu corpo vermelho. Suas imponentes asas que serviam como defesa tinham sido destroçadas pelo poder do ataque, Draco parecia desacordado. Ao seu lado, o outro dragão vermelho permanecia em pé, mesmo estando fumegando como uma árvore em chamas e com um braço a menos. Megidramon era orgulhoso, não se deixaria derrotar tão facilmente. No chão, Angel se contorcia e gritava de dor, apesar de Dante não conseguir escutar os gritos da esposa. Megidramon nunca tinha recebido machucados tão sérios, como Angel estava ligada diretamente a ele devia ser insuportável a sensação e a dor por ela experimentadas.

Dante correu na direção de sua esposa, para ajuda-la. Sua audição voltava aos poucos, os gritos dela agora eram um eco distante. Quando chegou ao local onde ela estava, percebeu a gravidade do que tinha acontecido ali. Lancelot estava de costas para Andrew, segurando em suas mãos os restos do que um dia haviam sido seu Brave Shield. A armadura do digimon caia em pedaços no chão levantando nuvens de poeira. Andrew tentava se levantar, sangrando, fraquejando.

Alguns metros deles, Samantha estava desacordada no chão. Ao lado dela, um pequeno ovo rosado parecia estar prestes a desaparecer. Longe deles, Dante viu outro ovo, desta vez azul. Ao lado do ovo, o corpo morto de Miguel. O corpo do mexicano havia sido atravessado pelo ataque do inimigo, e agora estava caído numa poça de sangue. Ele escutou ao longe o barulho de Andrew desmaiando, seguido de Lancelot.

-MIGUEEEEL!!! - Gritou Dante, com todo fôlego que restava em seus pulmões. Draco se recuperou e partiu numa última investida feroz contra o monstro que havia matado três de seus companheiros. Mas a velocidade do dragão machucado não foi páreo para seu oponente, que o acertou com suas grandes garras vermelhas e mandou o digimon desacordado em direção ao chão.

Dante começou a sentir sua cabeça leve, seus sentidos perdendo a força aos poucos. Enquanto sua visão ia se escurecendo, ele voltou o olhar para sua esposa, que começava a se levantar. Ele queria lutar mais, ele queria ser o último homem de pé. Mas o seu corpo não mais o respondia. Dante foi de encontro ao chão, desmaiado.

Angel se levantou apenas para ficar horrorizada com a destruição ao seu redor. A moça não conseguia nem mesmo chorar, tamanho o impacto que a cena tinha causado nela. Um grito ficou preso em sua garganta quando ela viu o corpo morto de Miguel, e um estranho sentimento de compaixão cortou seu corpo ao ver o estado de seu digimon.
Megidramon, que Angel sempre encarou como uma cruz que ela era forçada a carregar, como o seu castigo supremo, era o último a permanecer de pé. Sem um braço, ferido, sangrando, o digimon permanecia firme em seu propósito de proteger Angel. Ela havia experimentado a dor alucinante que ele suportava para defende-la.
E era isso que ele sempre havia feito, desde sua primeira aparição. Antes de Dante aparecer em sua vida, antes dela mesma aprender a se defender, o dragão-serpente cuidava dela, mesmo sendo de uma forma bruta e não convencional.
Megidramon não era a soma dos sentimentos ruins de Angel que criou vida, mas sim o instinto de sobrevivência e autodefesa da moça em sua forma mais primitiva. Uma risada alta, estrondosa, cortou os céus daquela noite sombria. Ela vinha ao mesmo tendo da grande boca do inimigo e da boca do humano, ambos falando em uníssono.

-O último homem de pé, uma mulher tão frágil! - Disse ele, com mais um risada estrondosa.
-Você... fala? - Perguntou Angel, atordoada.
-Claro! Eu apenas estava muito ocupado acabando com a raça miserável de vocês para falar alguma coisa – Respondeu ele – Mas agora que os outros vermes inúteis foram eliminados, que tal a gente ter uma conversa de mãe para filho? HAHAHAHA
-Q-quem é você? - Angel teve calafrios pensando na ideia daquela coisa ser filho dela.
-Eu esperava que você pudesse me ajudar a responder essa pergunta! Os cientistas me chamavam de Ogudomon, mas para você, quem sou eu? - Naquele instante, Angel viu ela mesma naquela criatura. Ele era aquilo que ela poderia ter sido se não tivesse tido as oportunidades certas, se tivesse feito as escolhas erradas.
-Eu tenho pena de você – Respondeu ela.
-Pena de mim? Logo você, a mulher que estava lá fora aproveitando o melhor que a vida tem a oferecer enquanto a gente estava aqui mofando nesse ninho de ratos?!? Você é o motivo da gente estar aqui, você é o motivo de eu ter me tornado o que sou! Se você tivesse morrido! Ah como eu queria poder ter te matado antes, com minhas próprias mãos!
-Eu entendo o que você sente, eu já senti o mesmo...
-Você não entende nada! Você estava muito ocupada trepando com o seu principe encantando para saber o que eu passei!
-Eu entendo a sua raiva! Sua frustração! A dor de ser arrastado para um mundo do qual você não queria fazer parte! A dor de não ter escolha, a não ser essa vida!
-Então por que eu estou aqui nesse cu de mundo e você está na vida boa?!?
-Eu não sei ok! Talvez se eu não tivesse tido as oportunidas que tive, as experiências que moldaram meu caráter, hoje eu fosse como você! E talvez se você tivesse vivido tudo que eu vivi, nossas posições estariam invertidas aqui hoje! Eu simplesmente não sei por que as coisas aconteceram dessa forma... Mas não precisa ser assim! Você não precisa ser um assassino. Nós estamos construindo um mundo novo, um mundo onde até aberrações como eu e você podem ter uma vida. Talvez essa seja a oportunidade que você precisa, de fazer a escolha certa! - O ser começou a encolher de tamanho, se desfazer da mesma forma que tinha aparecido antes. Em pouco tempo restava apenas o homem, frente a frente com Angel, olhando profundamente nos olhos da garota. Ela pôde sentir naquele olhar toda a amargura, frustração e rancor que aquele homem carregava. Eles eram completos opostos.
-COMO SE EU PRECISASSE DA SUA COMPAIXÃO! - O braço do homem se transformou no braço preto com garras vermelhas da criatura, e ele se preparou para atacar Angel. A garota fechou os olhos, esperando o golpe final.

Um barulho de lâmina atravessando o vento, o som de um corte, sangue jorrando por toda parte. Usando o braço que ainda estava inteiro, Megidramon decaptou o homem antes que ele pudesse ferir Angel, dando um fim àquela luta. A moça escondeu o rosto enquanto as lágrimas escorriam, ela não queria ver aquela cena. “Acabou” pensou ela, enquanto se ajoelhava ao lado do marido desacordado. Aquela batalha na verdade não tinha trazido nada de bom, apenas dor e morte. E para Miguel, aquela havia sido realmente a última batalha.

Dias depois, Angel disse em entrevista ao The New York Times tudo que havia acontecido naquela fátidica noite, nos mais sinceros detalhes. Ela sentia que era dever dela deixar o povo saber tudo sobre aquele lugar grotesco e sobre o homem que ela encontrou lá, que não foi classificado por ela como um louco ou um assassino, apenas como uma vítima.

Dante, Angel, Draco, Andrew, Lancelot e Samantha compareceram ao enterro de Miguel. O mexicano foi enterrado com honras militares e condecorado como herói de guerra, não que isso valesse pelo sacrifício dele. Era apenas o mínimo que se poderia fazer. O preço maior havia sido pago por ele, o homem que era apenas um amante da liberdade.
A morte de Miguel permaneceu na cabeça de Dante por muito tempo. Ele tinha ido para aquele lugar disposto a colocar sua própria vida na linha de frente, mas não tinha pensando que todos os outros estavam fazendo o mesmo. Dante só esperava que, aonde quer que estivesse, Miguel encontrasse a paz pela qual ele lutou.

–//////--

Em um escritório com paredes tomadas por estantes repletas de livros, sob uma grande mesa de madeira, uma mulher de cabelos negros estava concentrada em seu trabalho, digitando em seu computador. Ela não percebeu quando um homem entrou na sala sem fazer barulho, e se posicionou atrás dela. O homem se abaixou e a abraçou.

-Ainda não terminou isso amor? - Perguntou ele com a testa apoiada sob o ombro dela.
-Terminei agora. - Disse ela enquanto escrevia a palavra “Fim” no editor de texto.
-Ficou boa a história?
-É a nossa história Dante, não tem como não ficar boa.
-Espero que você tenha me retradado como o herói carismático que sou.
-Claro, meu motoqueiro rebelde e sensual – Disse ela com um sorriso, se virando para beijá-lo. - O título vai ser “Crônicas Digitais: O herói improvável e a besta incansável”.
-Então vai ser uma série de livros? - Perguntou ele.
-Hmm... estou pensando nisso.
-Então é melhor começarmos a viver a continuação – Disse Dante colocando as mãos ao redor da barriga de sua esposa, que estava grande e redonda – Nós cinco.

–//////--

Epílogo:

Era um dia iluminado numa floresta muito, muito distante, muito além do que qualquer homem já tinha pensado em ir. Estranhas criaturas corriam por todos os lados, lançando bolhas rosadas em todas as direções, que não pareciam fazer mais do que cócegas umas nas outras. As pequenas criaturas correram e se afastaram quando um portal se abriu bem no meio de uma clareira. De dentro do portal, voou um dragão esverdeado, com chifres vermelhos e barriga branca. Logo atrás dele, saiu um homem vestindo uma roupa de astronauta.

-Houston, temos um problema! - Escutaram pelo rádio vários homens reunidos numa grande sala cheia de computadores, um centro de comando muito longe de onde o homem estava.
-Informe o problema Major. - Disse um dos homens reúnidos ao redor dos computadores, falando em um microfone.
-Nenhum, é que eu sempre sonhei em dizer isso – Respondeu o homem do outro lado da linha.
-Sem gracinhas Major, prossiga com a sua missão.
-Roger. As leituras indicam que o ar é respirável, e que a atmosfera é propicia aos humanos.
-Sinais de perigo?
-Negativo, pouso concluído em área pacifica.
-Entendido, prossiga com os protocolos.

O homem então retirou o capacete, revelando o rosto de alguém que já estava na meia idade, com os primeiros cabelos brancos começando a aparecer. O dragão voava alegremente sobre as árvores, que balançavam suavemente na direção do vento. O homem estava deslumbrado com o que via, a visão mais espetacular que ele já tinha presenciado em toda sua vida. Um mundo novo, repleto de vida e de beleza. Ele havia rompido a última barreira que restava a sua frente.

-Conseguimos amigo – Disse o homem para si mesmo – Chegamos na sua casa.

20 de Agosto de 20XX
Dante Alighieri se torna o primeiro homem a colocar os pés no solo do Mundo Digital


Fim

É isso aí galera, foram OITO MESES de trabalho para finalizar essa fanfic (puta merda!) mas posso dizer que valeu a pena. Ao longo desse tempo passei a ter um carinho muito grande por essa história e pelos personagens. Tenho consciência que algumas partes poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas eu estou satisfeito com o trabalho que realizei. Conseguiu passar para o papel tudo aquilo que imaginei na primeira vez que comecei a imaginar essa fanfic, numa distante madrugada de Setembro do ano passado, e por isso estou feliz por ter feito uma história que pelo menos corresponde às minhas expectativas. Com certeza é a melhor história que eu já escrevi, e vou me lembrar dela por muito tempo. Bem, pelo menos até o dia em que eu escrever uma história melhor.

Quero agradecer também a Mafinha do meu kokoro, a Ray-chan e o Merz que me acompanharam desde o início, dando dicas e apoio. Muito obrigado amigos, a gente se vê na minha próxima fanfic xD
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Mensagem por aswq em Seg Maio 21, 2012 4:09 pm

Um barulho de lâmina atravessando o vento, o som de um corte, sangue jorrando por toda parte. Usando o braço que ainda estava inteiro, Megidramon decaptou o homem antes que ele pudesse ferir Angel, dando um fim àquela luta. A moça escondeu o rosto enquanto as lágrimas escorriam, ela não queria ver aquela cena. “Acabou” pensou ela, enquanto se ajoelhava ao lado do marido desacordado. Aquela batalha na verdade não tinha trazido nada de bom, apenas dor e morte. E para Miguel, aquela havia sido realmente a última batalha.

Este final era mesmo necessário?

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PS- na boa, isso me fez lembrar a morte do Aeon só que menos Troll...
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Mensagem por Merz em Seg Maio 21, 2012 4:54 pm

THIS. IS. AWESOME! Awesome!

Gostei bastante do final, parabéns xD Realmente achei que seria difícil retratar uma batalha mais difícil do que aquela que rolou em New York, mas conseguiu hahahaha ri demais com o "somos os Vingadores!" xDD

Ah, e #RIPMiguel&Pablito

Estou atolado de trabalhos, depois comento isso melhor xDDD

Congratz! Fuck yea

Ps: Ler esses finais fodas me dá muita vontade de terminar a RdP, mas quem disse que eu tenho tempo? =/
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Mensagem por ΩMickey em Ter Maio 22, 2012 11:27 am

Bom... só comentando novamente...

O Dante termina a história de um jeito que eu acho que ninguém pensou...

Sério... precisou ir a Nasa?! xD~~

E a clássica "Houston, temos um problema!" me disparou altos risos...

Eu imaginei até a musiquinha de fundo...
os bater dos tambores...aquela expectativa... a tensão no ar... e então... um mundo colorido...

Novamente, Parabéns Dante!... Digo... Dragon! xD~~

Sobre o final de outro personagem eu já comentei mais emocionalmente... e portanto chega!

Aguardando o dia em que fará uma nova Fanfic Dragon!
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Mensagem por Lukiinhas' em Ter Maio 22, 2012 6:59 pm

AEEEEEEW xD muito foda Dragão \o/ \o/
Que bom que ver os Vingadores te ajudou a terminar isso epicamente hauahuah se soubesse tinha te mandado um DVD antes Foda-se essa merda kkkk

Sempre soube que nosso amigo mexicano tinha seus dias contados, pobres imigrantes D:
E tbm achei legal ver como a Angel passou e ver o Megidramon como seu parceiro, e nao mais como uma besta from hell xD

Que venham muitas crias ruivas e possuídas para alegrar a vida destes reles mortais com mais fics!!!
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