Debates e guerras ideológicas

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Mensagem por Rayana em Dom Out 07, 2012 1:12 pm

Uma das principais razões por que gosto de participar em fóruns, prende-se com a possibilidade de argumentar e de contra-argumentar sobre determinados temas.

Não é apenas um lugar onde podemos partilhar ideias e opiniões. Mais do que isso, é um lugar que beneficia o contacto com outras ideias e outras opiniões de outras pessoas que vivem em lugares diferentes do mundo e têm pontos de vista diferentes.

Eu pessoalmente acho isto fascinante, e revela um grande potencial para o desenvolvimento do ser humano e do sentido de cidadania - porque considero que confrontar ideias é importante para ajudar a formular e a reformular as nossas opiniões - e até mesmo para ajudar e questionar sistemas de valores que pensamos que são dados inquestionáveis, mas que afinal, eventualmente, ainda podem (e devem) ser questionados, reformulados e, quem sabe, actualizados com a ajuda das novas gerações de pensadores... tudo, em busca de um conhecimento mais sólido, e uma postura de mundo mais esclarecida, mais moral também.

E no entanto, existem pequenos erros (aka enganos, deslizes) que nós cometemos quando argumentamos sobre este ou aquele aspectos, e não só em fóruns ou blogs da internet. Os erros mais comuns que eu encontro são:

- Falácias - ou seja, o uso de argumentos sem lógica e sem fundamento, mas que convencem facilmente as pessoas que não possuem estudos e não têm a capacidade de identificar os erros na estrutura de tais afirmações. Podem consultar uma lista das falácias mais frequentes aqui.

- Generalizações - ou seja, quando afirmamos que "um grupo de coisas" tem determinadas características, quando na verdade observámos que apenas alguns elementos desse conjunto as possuem. Isto é o que em Filosofia se chama de "Indução" (parte-se do particular para o geral);

- Especificações - por outras palavras, quando estamos tão concentrados a discutir um detalhe de um problema, que nos esquecemos da visão de conjunto e de outros aspectos que poderão até ajudar a esclarecê-lo; ou nos esquecemos até que o tema de debate era outra coisa, e não aquilo.


Estes foram aspectos para os quais sempre fui chamada à atenção, seja por intermédio dos meus professores de filosofia, seja nos debates espíritas que sempre fui tendo com o meu pai e outras pessoas, ou seja em ambientes online onde é comum o confronto de ideias com pessoas especializadas em determinadas áreas do saber.

Quero partilhar um texto que pode ilustrar melhor o problema das "guerras ideológicas", e que apresenta uma solução bem simples para muitos dos mal entendidos - que não passam de isso mesmo... mal entendidos.

Guerras Ideológicas

Todo conhecimento humano, toda reflexão, toda experimentação e estudos científicos, todo o progresso sistêmico que a humanidade têm conseguido, é devido à atitude de se questionar.

Questionando nossa realidade, crescemos e evoluimos em diversos campos.

Fazer uma pergunta é o primeiro passo para um entendimento superior das circunstâncias que nos cercam, pois aponta para um vácuo, um vazio de significado. Trazer significado para esse vazio é a missão da resposta.

A primeira resposta para uma pergunta nunca é perfeita.

Pode-se argumentar que uma resposta nunca, jamais será perfeita, pois com o avanço cultural a resposta anterior deixa de ser a melhor, necessitando-se de uma nova resposta, mais completa e abrangente.

Porém, o aspecto mais interessante de uma resposta não é o seu caráter finito, mas sim as perguntas que brotam da mesma.

Isso acaba gerando uma reação em cadeia em que perguntas são criadas a partir de perguntas, formando uma espiral ascendente, uma progressão de proporções geométricas, um fractal de questões.

A cada pergunta, percebe-se que:
- ou estamos generalizando, partindo para uma visão mais externa, ou seja, uma visão macro;
- ou estamos especificando, adentrando o cerne da questão, o que seria uma visão micro.

Muito cuidado ao interpretar esses termos Macro e Micro; Macro seria o equivalente a “visão geral, abrangente” e Micro similar a “visão específica, minuciosa”.

Ao estarmos em uma dessas visões, fica fácil perdermos o fio-da-meada, ou seja, a causa ou propósito inicial da busca: a primeira pergunta. Ficamos perdidos no labirinto da mente. Por isso, é sempre bom termos em mente da onde partiu todo aquele raciocínio, toda aquela argumentação, para não sairmos dos trilhos, para não perdermos nosso senso de propósito e objetivo.

Muitas vezes a busca da resposta pode levar a diversas frentes de trabalho, ou esforços de grupos diferentes, abordando a questão de ângulos diversos. Isso é muito útil pois possibilita a análise da pergunta sob diversos pontos de vista, dependendo do grupo de pesquisa.

Esse cenário é benéfico quando os grupos trabalham isoladamente, sem interferirem um no outro. Porém, não é o que sempre acontece. Muitas vezes se vê grupos, os quais procuram respostas para a mesma pergunta, digladiando-se, defendendo suas pesquisas e/ou atacando outros grupos e seus respectivos pontos de vista.

Esse tipo de atitude é bastante contra-produtiva, pois promove uma discussão inerte sobre termos que não estão na mesma “base de cálculo”. Seria o mesmo que somar duas frações com denominadores diferentes. Não é possível fazer esse cálculo sem que haja uma uniformidade dos denominadores. Da mesma forma, esse tipo de discussão deveria ser desencorajado, até mesmo ignorado em sua totalidade, pois resulta em tempo perdido, em atraso na busca para as respostas, em energia desperdiçada.

Para ilustrar melhor todo esse processo de pesquisa de uma pergunta por vários grupos, irei lançar mão de um exemplo:

Debates e guerras ideológicas Cadeira_madeira_perspectivas1

Pergunta: “O que é uma cadeira?”

Grupo 1 investiga essa pergunta pela perspectiva A.
Grupo 2 investiga essa pergunta pela perspectiva B.
Grupo 3 investiga essa pergunta pela perspectiva C.
Grupo 4 investiga essa pergunta pela perspectiva D (essa é a perspectiva pela qual vemos a figura ao lado).

Suponha que os diversos grupos de pesquisa chegaram a uma resposta, cada um com suas técnicas, seus dados investigativos e evidências reunidos ao longo das experiências. Cada grupo adquiriu uma resposta satisfatória de acordo com sua perspectiva adotada.

Respostas de cada grupo para a pergunta “O que é uma cadeira?”:

G1: é um quadrado de madeira.
G2: é uma estrutura de madeira composta por duas hastes verticais e quatro horizontais, sendo essas ligadas perpendicularmente àquelas e, ao mesmo tempo, paralelas entre si.
G3: é uma estrutura de madeira com a forma semelhante à letra ‘h’.
G4: é uma plataforma utilizada por seres humanos para se sentar, apoiando suas costas no suporte acima da plataforma. Essa plataforma é apoiada no chão por 4 hastes.

Debates e guerras ideológicas Perspectivas-cadeira-madeira1

Gostaria de apontar um fato muito curioso sobre o “comportamento” de uma boa pergunta. Como foi dito anteriormente, perguntas geram mais perguntas. Essa capacidade de armazenar em si mesma uma semente para outra entidade, diferente e ao mesmo tempo semelhante e relacionada à entidade-mãe, é uma característica proeminente dos reinos animal e vegetal: a reprodução.

Voltando para o nosso exemplo, leia as perguntas abaixo, e responda-as da forma mais direta e sincera que você puder:
1) Qual(is) é(são) a(s) resposta(s) correta(s)?
2) Qual(is) é(são) a(s) resposta(s) errada(s)?

Respondeu? Sinceramente, tranquilamente, honestamente, ordenadamente, prontamente? Muito bem :)

Muitos diriam que a resposta correta é a do Grupo 4, e que as respostas erradas são as dos Grupos 1, 2 e 3. O Grupo 4 realmente parece dar uma resposta melhor, pelo menos no quesito funcionalidade.

Entretanto, as respostas mais adequadas para ilustrar esse artigo são:
1) As respostas de todos os grupos estão corretas.
2) Nenhuma resposta é incorreta.

Sim, todas as respostas estão corretas. Todas são verdadeiras e respondem com ótima precisão a questão apresentada, considerando suas perspectivas de investigação. Cada Grupo investigou o objeto da pergunta da melhor forma que pode, e reuniu as informações que puderam coletar através da observação, de experimentos e de resultados. Todos os Grupos estão corretos.

Pode parecer que estou concluindo que sua resposta é diferente das que eu coloquei acima e, portanto, errada. Mas não, ela não é errada. Ela também é correta, de acordo com sua perspectiva. A sua perspectiva poderia ser a de que a resposta correta seria a que descrevesse a utilidade e funcionalidade, e as que se esquecessem desse fator estariam erradas. Desse ponto de vista, o que você respondeu TAMBÉM está correto, no seu próprio sistema de regras.

Perceba que estamos adicionando informações com cada perspectiva de pesquisa. Cada perspectiva não anula a outra. Cada perspectiva AJUDA a outra a descrever mais e mais o fenômeno, a pergunta que está sendo feita. Veja que não há motivo algum para se atacar os outros Grupos de Pesquisa, ou mesmo defender com unhas e dentes o seu Grupo, visto que nenhum Grupo é a única resposta para a pergunta, mas sim, uma de muitas. E a própria resposta, com o tempo, deixará de ter validade, visto que será ultrapassada ou pelo inexorável avanço cultural, como já foi dito anteriormente, ou pelo avanço interior evolutivo de cada pessoa (aumentando sua frequência vibratória – sua consciência acerca das coisas).

Já é tempo de deixar essas brigas insignificantes e esse orgulho retrógrado de lado e trabalhar em conjunto para construir um mundo em que todos se sintam parte dele. Os pontos de vista de cada pessoa são todos válidos e verdadeiros, embora pareçam distorcidos e irreais quando os analisamos. Por que parecem distorcidos? Ora, porque estamos analisando-os pela nossa perspectiva, não pela perspectiva do outro, daí a distorção.

Fonte: http://www.labirintodamente.com.br/blog/2012/10/07/guerras-ideologicas/


Este tipo de pensamento é uma grande ajuda para grande parte das discussões que vemos por aí hoje em dia.
Porém, tomem muito cuidado!! Isto é perigoso se for encarado em termos absolutos.

Este tipo de pensamento deve ser colocado ao serviço dos interesses do Homem, e não ao serviço das Ideias.

Existe uma diferença importante entre "ideologia" e "doutrina" [link]. Se lerem o texto deste link, prestem muita atenção ao parágrafo onde o autor diz que "A ideologia (...) tem pouco sentido da realidade do que é o homem, porque, na ideologia, o homem é mero meio para que se concretizem fins".

E nós sabemos que qualquer argumento onde "os fins justificam os meios" tende a ser imoral. Em teoria, pessoas como Adolf Hitler teriam "a razão" e a ciência da relatividade dar-lhe-ia legitimidade para os seus actos - e nós sabemos, graças à tragédia da 2ª GM, que as ciências exactas estão longe de ser as respostas para tudo o que existe no mundo, e que ela não é caminho para a felicidade do Homem.

E é aqui que gostaria de citar outro texto:

Relativizar não é suficiente

Em muitos textos e comentários vocês já me viram dizendo que devemos ter sempre cuidado para contextualizar o que dizemos ou o que acreditamos. Tudo o que eu, você ou qualquer outra pessoa acredita é relativo à própria experiência pessoal, e por isso constitui-se como “verdades individuais”. Entretanto, há um problema quando se pensa que somente ao relativizar, todos os problemas se resolveram magicamente. Pelo contrário, porque relativizar é só o primeiro passo.

O problema de relativizar e colocar os conceitos sempre em suspensão é destruir toda a capacidade de ação dos discursos. Imagine uma briga de casais. Se tanto o marido e a mulher possuem versões diferentes do mesmo ocorrido, quem possui a razão?
Podemos dizer que ambos, pois cada um possui um discurso movido por suas próprias motivações pessoais. Todo discurso é legítimo por ser a representação de alguma necessidade que um indivíduo ou algum grupo acredita ser legítima. Entretanto, somente isto não basta para resolver a situação. Se pararmos por aqui, nós não resolvemos o problema, ao contrário, vamos excluir a capacidade de diálogo dando a razão a todos e a solução a ninguém.

Que cada pessoa constrói sua própria concepção de mundo, particular e subjetiva, de forma que duas visões de mundo nunca são completamente iguais, acredito que já está mais do que fundamentado. Entretanto, como seres sociais, estamos colocando nossas próprias verdades individuais em constante dialética com as diferentes concepções de mundo oriundas dos mais diferentes contextos e sustentadas pelas mais distintas personalidades. Não vivemos em pequenas ilhas isoladas, mas compartilhamos sentidos com o meio social.

Voltando ao exemplo da discussão de relacionamento do casal, embora cada um deles possuam visões diferentes de uma mesma situação, eles podem procurar um entendimento comum. Com base no diálogo e a exposição dos diferentes pontos de vistas, eles poderão criar um novo ponto de vista que leve ambos a um consenso. Não que esta versão, fruto do diálogo, possa ser chamada da versão real dos fatos, pois esta nova perspectiva ainda será relativa a produção daquele casal e as necessidades dos mesmos. A ocorrência da mesma situação para um casal diferente poderia ser vista como uma situação diferente, tendo como possível consequência uma solução diferente. Mesmo acreditando que não é possível alcançar a uma versão definitiva e absoluta de uma situação, podemos nos posicionar e tomar uma decisão, ainda que por pragmatismo.

Nesse sentido, é preciso explicitar que quando defendemos uma perspectiva ou debatemos um assunto, e acabamos por dizer a palavra “verdade”, esta pode possuir um diferente significado, dependendo do contexto em que se fala. Quando eu digo, por exemplo, que não foi Colombo o primeiro europeu a chegar à Europa, mas que em verdade foi Leif Eriksson, estou me referindo a uma construção histórica que busca chegar a um entendimento objetivo de uma determinada situação. De fato, sabemos que há uma linha linear de tempo, pelo menos dentro deste Universo de nossa vivência, que nos permite dizer que algo acontece antes de outra. Isto é objetivo e passível de alcançamos um consenso através de evidências e argumentações.

Diferente é o caso de 3 pessoas que olham para uma esfera pintada como um mosaico de cores de maneira totalmente aleatória, cada um de um ponto de vista diferente, é pedido para que cada participante de nossa experiência desenhe o que está vendo. Cada um desenhará um círculo composto por diferentes cores, organizadas de maneira distinta. O problema seria, se a partir da concepção de que apenas o que ele enxerga é válido, algum deles queiram vir a dizer que o seu círculo é o único verdadeiro. Cada visão está subordinada a sua própria capacidade perceptual, não podendo afirmar que um seja mais verdadeiro que outra. Numa análise de fora da situação é possível dizermos ainda que a existência da esfera seja a Verdade, e que todos os círculos seriam o erro. Nesse caso seria conceber a própria Verdade como a existência de diferentes verdades em que nenhuma se faz mais verdadeira que outra, mas somam-se para constituir algo maior. Volta-se ao ponto inicial de que cada visão é relativa, igualmente válida, embora nenhuma delas seja capaz de eliminar o erro por si mesma. Todas estão certas, todas estão erradas.

Poderia a lógica do experimento com a esfera ser aplicada a lógica do exemplo de quem descobriu a América? Muitos defendem que sim. Para muitos historiadores, a ideia de que foi Leif Eriksson o descobridor da América carece de evidências. Há ainda pesquisadores que defendem que os chineses foram os primeiros a chegarem à América! De qualquer modo, se admitimos que exista uma cronologia, de fato, alguém realmente chegou primeiro. Que a descoberta da verdade histórica esteja perdida, uma vez que dependa de evidências que muitas vezes se perdem com o passar dos séculos, é passível de argumentação. Entretanto, não se pode usar da incapacidade de descobrir esta informação para dizer que a mesma seja subjetiva, mas que em verdade se constitui como subjetiva, e é nesse detalhe que devemos nos atentar.

Vejo que o relativismo às vezes é usado de uma forma diferente do que ele se propõe. É como o sujeito que dá um soco na cara do outro e diz que não foi isso que realmente aconteceu, mas a cabeça do outro que acertou a sua mão, porque afinal, “tudo é relativo mesmo”. Que esse texto não seja visto como um incentivo para abandonar uma perspectiva relativista, mas um esforço para trazer a mesma para o pragmatismo. Pois se ao atravessar a rua e vier um carro em sua direção, você pode questionar a existência do mesmo, supor que em diferentes pontos de observação da situação o mesmo possa sequer existir dentro de um universo fenomenológico, mas ainda assim é bom sair da frente dele.

Você pode até estar em situação diferente de um carro descontrolado que vem em sua direção (o que exige uma resposta rápida e não cabem questionamentos existenciais), mas em demais situações e práticas individuais e sociais de longo prazo, é válido sempre relembrar: Relativizar é o primeiro passo para entender uma situação. Sem relativizar, a possibilidade de cometer um equívoco é muito maior do que quando se procura ponderar o máximo de variáveis que estão envolvidas numa situação. A partir de este entendimento segue-se assim para uma ação. Sair da situação de ilusão de neutralidade oferecida pelo relativismo para tomar um posicionamento consistente.

Como pode ser percebida, essa não é uma solução fácil e simples. As escolhas podem parecer confusas e muitas vezes até contraditórias. Mas soluções para decisões que envolvem ética, direito e justiça nunca são fáceis. Na verdade, deve-se desconfiar das soluções simples e já dadas, que se apresentam prontas e fáceis. É, sem dúvida, preferível dúvida de certezas a certezas duvidosas.

Fonte: http://www.deldebbio.com.br/2012/06/25/relativizar-nao-e-suficiente/

Abro este tópico, portanto, lançando desde já um apelo para que tenham a capacidade de organizar o vosso pensamento, e que tentem pelo menos não cair tantas vezes nas armadilhas e rasteiras que as nossas mentes pregam a vocês próprios.
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Mensagem por RukasuStorm em Dom Out 07, 2012 1:45 pm

Ah, isso sim é filosofia. Não li tudo ainda (tenho que sair para votar daqui a pouco), mas vou ler. Isso sim é o que eu queria ter em minhas aulas de filosofia, porém minha universidade colocou uma professora de filosofia no meu curso (de Exatas), mas o que fazemos na aula? Recortes de cartolina, ler papeizinhos na frente da turma...

O que eu daria para aprender isso naquela aula, para os professores criarem debates reais...
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Mensagem por Seiryuumon em Dom Out 07, 2012 10:24 pm

A maioria dos cursos de filosofia não universitários tendem a apenas fazer uma leitura histórica das idéias dos autores, raramente mostrando sua aplicação na vida, e muito menos ensinando as bases do debate.

Em comunidades mais filosóficas, muitos argumentos são simplesmente jogados fora por serem claramente falaciosos.
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Mensagem por Dragon em Sex Out 12, 2012 7:18 pm

O legal é que 99% das discussões online são regidas por falácias xD PRINCIPALMENTE a do espantalho (inventar uma idéia e atribuir ao lado oposto), apelo ao ridículo (ridicularizar a idéia invés de provar que ela está errada) e argumento ad hominem (atacar o interlocutor). E todas essas nascem da falta de capacidade de argumentação xD

Falta também muito senso crítico para saber distinguir informação correta de falsa ou tendenciosa. Jesus, quantas vezes eu já vi gente defender seus argumentos em artigos da Wikipédia '-' Quer dizer que se eu editar o artigo sobre "Vacas" dizendo que elas são descendentes de pterodáctilos isso passa a se tornar uma verdade? hauahuahauha

Enfim, acho que textos assim deviam ser postados em todo fórum pra ver se a galera aprende a argumentar, talvez assim teríamos menos "Victors" causando confusão por aí.
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Mensagem por Marcy em Sex Out 12, 2012 9:51 pm

Dragon escreveu:O legal é que 99% das discussões online são regidas por falácias xD PRINCIPALMENTE a do espantalho (inventar uma idéia e atribuir ao lado oposto), apelo ao ridículo (ridicularizar a idéia invés de provar que ela está errada) e argumento ad hominem (atacar o interlocutor). E todas essas nascem da falta de capacidade de argumentação xD

Falta também muito senso crítico para saber distinguir informação correta de falsa ou tendenciosa. Jesus, quantas vezes eu já vi gente defender seus argumentos em artigos da Wikipédia '-' Quer dizer que se eu editar o artigo sobre "Vacas" dizendo que elas são descendentes de pterodáctilos isso passa a se tornar uma verdade? hauahuahauha
Fato. A maioria das pessoas de hoje nem usam uma segunda fonte e se baseiam tudo numa única ideia. Creio que para um conhecimento mais abrangente acerca de algo é necessário verificar todos os pontos de vistas e todas as hipóteses e provas apresentadas; mas muita gente é tomada por uma única fonte graças à uma habilidade incrível do ser humano: a habilidade de convencer e insistir que aquilo é a verdadeira fonte.

É por isso que sempre digo: a verdade não existe, o que existe são pontos de vista diferentes.

Edit: agora que vi a falácia da Ray lol mas aquela parte foi tão bem posicionada, mesmo tendo uma comparação meio wtf, que fica fácil não desconfiar. E além disso, nem tudo o que se aplica a Hitler precisa ser necessariamente considerado uma invalidação de argumentos.
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