Digimon Network

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Mensagem por Lawliet em Seg Nov 27, 2017 2:23 am

Capítulo 06 – Laços!


Kaoru estava encostado na porta da casa de Jijimon, com as duas mãos na nuca, enquanto Seadramon – que havia regredido para a forma de Betamon – conversava com Jijimon e os outros.
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- Pois é! Eu costumava ter um comércio aqui em File City, lá na praça do meio! – Disse Betamon, sorrindo. – Mas isso foi a tanto tempo. Lembro de estar me divertindo no lago de pesca, quando várias engrenagens negras flutuantes me perseguiram. Eu não fazia ideia de que havia passado tanto tempo.

- Sim, acho que você ficou uns três anos sob controle da engrenagem negra. – Constatou Jijimon, se lembrando de quando os Digimons de File City se dispersaram sem nenhuma explicação.

- A três anos atrás eu, Monmon e Kotemon nascemos aqui em File City. Nós fomos os últimos Digimons a nascer aqui, antes das engrenagens negras possuírem os Digimons que moravam aqui. – Bearmon falou para Kaoru, se aproximando. – Eu ainda tenho algumas lembranças antes de virar esse lugar vazio que é hoje.

- Não se preocupe, Bearmon. Eu prometo que vamos conseguir fazer cidade voltar a ser o que era antes! – Disse Kaoru e os dois fizeram um ‘’toca-aqui’’.

- Você não tinha um parceiro? – Perguntou Jijimon, que automaticamente fez Betamon fazer uma cara de emburrado logo que se lembrou do que o Digimon idoso estava falando.

- Ah, nem me lembre daquele imprestável! – Resmungou Betamon, até virando o rosto com raiva. – Aquele inútil só me atrapalhava!

- Que nada, vocês eram melhores amigos, não? – Perguntou Jijimon, sorrindo por dentro de sua barba enorme. – Você e Coelamon.

- GGGRRRRRR! – Betamon se virou e foi para a praça montar a sua barraquinha de vendas.

- Ih, alguém tá bravinho. – Disse Jijimon, dando sinal com a cabeça para Kaoru sair do caminho e logo depois entrando em sua casa.

- Eita. Vocês acham que esse Coelamon ainda está vivo? – Perguntou Hiroshi.

- Não faço a menor ideia. – Disse Erika, pensando sobre o paradeiro de Coelamon. – A gente podia tentar conversar com o Betamon sobre isso. Pode nos dar alguma pista de onde encontrar esse Digimon.

- Você não lembra dele, Bearmon? – Perguntou Kaoru.

- Não... Eu não lembrava nem do Betamon. – Respondeu Bearmon, coçando a cabeça.

- E se esse Coelamon estiver possuído por uma engrenagem negra? – Perguntou Hiroshi, com um olhar preocupado. – Quando fomos para a Tropical Jungle, o meu Digivice e o de Kaoru falharam. E se eles precisarem evoluir? Aliás, e se nem o Kotemon evoluir pra Gladimon? Estaremos fudidos!

- Eu tive uma ideia. Eu e Kaoru vamos conversar com Betamon pra descobrir mais sobre esse Coelamon. Você tenta conversar com Jijimon sobre os Digivices, afinal, foi ele que os construiu, certo?

- Na verdade, não sabemos nada sobre os Digivices também. – Respondeu Monmon, com um sorriso envergonhado. – Jiji simplesmente apareceu um dia com esses três Digivices e os guardou em uma gaveta perto do computador onde ele trabalha até o dia que vocês chegaram.

- Então é isso. Hiroshi e Monmon tentam descobrir mais sobre os Digivices e eu, Erika, Bearmon e Kotemon vamos tentar descobrir sobre Coelamon. Nos encontramos daqui a meia hora na ponte pra Tropical Jungle, beleza? – Sugeriu Kaoru. – Algo me diz que vamos ter que ir na Tropical Jungle de novo.

- Ok! – Disseram Hiroshi e Monmon.

Kaoru, Erika e seus respectivos parceiros Digimons seguiram então para a pracinha onde Betamon estava remontando seu estabelecimento. Dava pra ver que era uma vendinha bem no estilo de comércio informal de rua. Kaoru imaginou como seria File City anos atrás com uma economia forte e com muitas lojas e lugares para visitar. Era difícil imaginar File City como uma metrópole, como os Digimons que conheceram descreviam.

A pracinha ficava ao sul da casa de Jijimon. Passando da pracinha, iriam chegar na Native Florest. Erika imaginou os eventos que deviam acontecer no passado, como festivais, shows e eventos de arte. Jijimon, apesar de ser um velho carrancudo boa parte do tempo, era um amante da arte e um Digimon sensível. Era possível notar isso nos seus momentos de fraqueza, como quando ele estava lendo revistas femininas para descobrir alguma forma de trazer sua amada de volta.

Chegando na pracinha, os dois amigos e seus parceiros Digimons encontraram Betamon colocando um pequeno tapete no chão e colocando vários itens que ele mesmo produziu e doações de dos moradores restantes de File City. Betamon vendia desde roupas usadas à itens que ele havia confeccionado, pois assim como Jijimon, Betamon entendia de programação, e atrás de sua humilde lojinha estava um computador antigo ligado à uma tomada que estava no chão.

- E aí, Betamon! – Cumprimentou Bearmon. – Belezinha?

- Suavera. E aí, cumpadi? – Respondeu Betamon, e os dois fizeram um ‘’toca-aqui’’.

- Nós notamos que você ficou bem irritado quando Jijimon falou sobre esse tal de Coelamon. Você se importa de falar um pouco sobre ele? – Perguntou Erika, dando um sorriso simpático na tentativa de convencer o Digimon a dar as informações que precisavam.

Betamon claramente ficou irritado apenas por Erika citar Coelamon, mas por causa da beleza da garota e de seu sorriso, resolveu não tratá-la mal.

- Coelamon era um imprestável! Ele não me ajudava com as vendas, passava o dia relaxando numa banheira que ele sempre trazia consigo enquanto eu fazia o trabalho duro. – Disse Betamon, zangado enquanto lembrava. – Ele era meu melhor amigo. E aí, me traiu! Simplesmente decidiu se afastar de mim!

- Uau, isso é bem triste. – Disse Kotemon, simpatizando com a frustração de Betamon. – Mas como assim ele traiu você?

- Quando éramos crianças, prometemos que iríamos ser amigos para sempre! – Disse Betamon, com os olhos cheios de lágrimas, mas se contendo para não chorar. – Mas um dia ele simplesmente me abandonou para ir morar na praia...! Ele era um egoísta!

- Betamon, pode chorar se quiser. Chorar faz bem... – Disse Erika, fazendo um carinho na cabeça do Betamon.

- Que chorar o quê?! Eu sou cabra-macho! Cabra-macho não chora! – Disse Betamon, tentando impedir suas lágrimas de caírem na frente deles.

˜˜X˜˜

Enquanto isso, próximo a ponte que conectava File City à Tropical Jungle estava Ogremon e os três Goburimons.

- Aqueles três vão nos pagar! – Disse Ogremon, com uma veia saltando. – Ninguém mexe com a gangue do Ogremon e sai impune!

- É isso aí, chefe! – Disseram os Goburimons, socando o ar, cheios de raiva.

- Aqueles Digimons idiotas e seus amigos humanos imundos ainda devem estar na Tropical Jungle! Vamos destruir essa ponte para que eles nunca mais possam voltar! – Ogremon contou seu plano maligno.

- Uau! Isso é uma ótima ideia, chefe! – Disse um dos Goburimons.

- Claro que é uma ótima ideia! Eu que planejei! – Respondeu Ogremon, muito convencido. – Quando terminarmos de destruir a ponte, vamos atacar File City novamente e saquear os moradores!

- Vamos!! – Gritaram os Goburimons.

˜˜X˜˜

Hiroshi e Monmon estavam sentados no chão de madeira da casa de Jijimon em frente ao próprio Jijimon, que estava programando algo em seu computador. O garoto de cabelos esverdeados contou todo o ocorrido para o Digimon idoso, desde o confronto com a gangue de Ogremon até seus Digivices falharem na batalha contra o Seadramon na Tropical Jungle.

Jijimon ficou pensativo por alguns instantes, tudo isso sem parar de teclar em seu computador, o que deixava Hiroshi um pouco incomodado, pois ele nunca tinha certeza quando o Digimon idoso o olhava nos olhos, afinal, ele era quase completamente coberto de pelos brancos. Monmon estava nervoso pois não estava acostumado a ter esse tipo de conversa com Jijimon, que era como um pai para ele e Bearmon e Kotemon. As poucas conversas sérias que teve com Jijimon na vida foram sobre coisas bobas e básicas, típicas de uma conversa entre pai e filho.

- Hm... Eu vou ser sincero. – Disse Jijimon. – Eu acho que o Digivice tem um certo limite de uso. E esse limite se baseia no quanto de energia o Digimon tem no momento. Por exempo: Ontem Bearmon evoluiu pela primeira vez para Gryzmon tarde, e depois evoluiu de novamente de noite quando Kaoru foi acertado pelos espinhos da Togemon. Ele regrediu mais rapidamente pois não estava com a mesma energia e ímpeto que estava quando evoluiu pela primeira vez. O mesmo vale pra Monmon, que evoluiu para Hanumon quando Hiroshi estava em perigo.

- Então você está dizendo que um dos gatilhos para a evolução é nós humanos estarmos em perigo? – Perguntou Hiroshi, preocupado.

- Definitivamente sim. – Respondeu Jijimon, mesmo sabendo como o garoto se sentia sobre isso. – Sobre a energia necessária pra evoluir, eu acho isso bem relativo. Creio que o Digimon tem que estar bem alimentado e descansado para evoluir mais de uma vez no mesmo dia, por exemplo. É algo que exige muito de nós Digimons, porque mudamos toda a nossa estrutura física e química para chegarmos em outra forma. Por exemplo: Hanumon é um Digimon do tipo Adult. Existem cinco fases dos Digimon: A fase Fresh, Baby, Child, Adult, Perfect e Ultimate. Vocês estão na fase Child, mas conseguem evoluir para a fase Adult. Eu já estou na fase Ultimate, a última fase dos Digimons. Então vocês devem imaginar pelas coisas que eu passei pra chegar nessa fase.

- Uau, então você deve ser muito forte, Jiji! – Disse Monmon, admirado. – Se você já está na última fase, por que precisa de nós para lutar contra esses Digimons fortes, Jiji?

- Huhuhu... Eu sou apenas um velho, Monmon. – Respondeu Jijimon, com um sorriso triste. – Você devia saber que as fases equivalem ao ciclo da vida. E se eu estou já na última, significa que não devo viver por muito mais tempo.

Hiroshi e Monmon ficaram sem palavras. Agora muitos mais dúvidas brotaram em suas cabeças, mas não queriam fazer mais perguntas. Monmon ficou muito triste com o jeito singelo, porém triste que Jijimon explicou as fases dos Digimons. Claramente, aquilo significava que quanto mais um Digimon evolui, mais os seus dados se desgastam até eles morrerem. Hiroshi ficou pensando em Monmon. Ele não queria que seu amigo diminuísse sua expectativa de vida por causa dele. Sentiu-se culpado por ter ficado em perigo na noite passada, que serviu de gatilho para Monmon evoluir para Hanumon.

- Obrigado pela luz, Jijimon. – Hiroshi agradeceu, se levantando com Monmon. – Nós vamos trazer mais Digimons para File City!

- Muito obrigado, crianças. – Agradeceu Jijimon, com um tom feliz. – É o meu sonho.

Os dois saíram da casa de madeira de Jijimon e seguiram para a ponte onde encontrariam seus amigos. Já havia se passado quase meia hora. No caminho, eles conversaram sobre a conversa que haviam acabado de ter com Jijimon.

- Sabe, Hiroshi, eu não quero que Jiji morra nunca. – Disse Monmon, chateado. – Foi ele que nos acolheu na casa dele desde que nascemos.

Hiroshi se ajoelhou e abraçou Monmon com força.

- Não se preocupe, Monmon. Vai ficar tudo bem. Eu prometo. – Disse Hiroshi, enquanto abraçava o macaquinho verde, que deixou algumas lágrimas caírem nas costas da camisa do garoto, que nem se importou. – Enquanto eu estiver com você, pode ficar tranquilo, ok?

- OK! Obrigado, Hiroshi. – Agradeceu Monmon, limpando as lágrimas e dando a mão para seu amigo.

Os dois andaram de mãos dadas até chegarem na ponte apenas para ficarem muito frustrados. A ponte estava completamente destruída. Cerca de um minuto depois Erika, Kotemon, Kaoru e Bearmon chegaram para ter a mesma reação.

- Que merda é essa??!! – Perguntaram Kaoru e Bearmon, em coro.

- Quem foi o filho da puta que fez isso?! – Gritaram Hiroshi e Monmon.

Os dois garotos, então, notaram as múltiplas pegadas dos Goburimons, e uma pegada que só podia ser do Ogremon.

- Ogremon!!!

- Deus... Eles não tem nada melhor pra fazer? – Perguntou Erika, apertando o espaço entre seus olhos. – Puta merda...

- Como vamos chegar na Tropical Jungle agora? – Resmungou Hiroshi.

- Se encontrarmos eles de novo, vou quebrar a cara deles! – Disse Monmon, muito irritado.

Os três amigos decidiram ir para o sul de onde ficavam a ponte. Sabia-se que lá havia uma praia. Eles desceram uma pequena colina, e chegaram na praia, onde sentaram-se na areia firme e ficaram vendo as ondas do mar batendo nas rochas. Sentiam-se como se toda aquela investigação tivesse ido por água abaixo. Hiroshi e Monmon contaram para os outros o que Jijimon havia falado sobre os Digivices. Também contaram sobre as fases dos Digimons quando evoluem, mas resolveram omitir o que Jijimon dissera sobre o nível dos Digimons estar ligado com o ciclo da vida.

De repente, um Digimon cinzento saiu da água e caiu sentado entre as pernas. Ele resmugou alguma coisa e caminhou até sair da areia da praia, quando notou os humanos e seus parceiros Digimons.
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- Uau! Faz muito tempo desde que eu vi um humano pela primeira vez! – Exclamou o Digimon cinza, correndo na direção deles para apertar a mão de cada um. – Eu me chamo Coelamon!

- EEEEIIIII!! É você quem estamos procurando!! – Gritaram os seis, assustando Coelamon. – Você é amigo do Betamon, certo? Vocês tinham uma loja em File City!

- Hmph! Não me fale daquele cara! – Disse Coelamon, cruzando os braços e virando o rosto para o lado. – Aquele lugar é praticamente uma cidade fantasma. Jijimon ainda está vivo?

- Sim! – Disse Bearmon. – Nós estamos trazendo os Digimons de volta para File City. Que tal se você voltar?

- Nem fudendo, garoto! – Respondeu Coelamon. – Sou muito mais feliz caçando pra sobreviver entre a Tropical Jungle e essa praia. É uma vida dura, mas é melhor do que ter que lidar com aquele cara.

- O que aconteceu entre vocês? – Perguntou Erika. – Betamon disse que você era preguiçoso e não ajudava com as vendas.

- O QUÊ?? Eu era o maior empreendedor! Tinha muito talento para atrair a freguesia!! – Disse Coelamon, ofendido. – Teve um dia que eu cheguei no trabalho e o Betamon estava com os olhos vermelhos. Primeiro eu pensei que ele estava muito puto, porque as vezes eu me atraso, sabe, mas depois eu vi que tinha algo de muito estranho com ele. Ele tinha uma coleira preta. Quando eu perguntei o que havia acontecido, ele me disse coisas horríveis e me atacou. Aí, eu fugi e fui morar entre File City e a Tropical Jungle.

- Por que você disse que é a vida lá é difícil? – Perguntou Hiroshi.

- Porque lá é uma área dominada por um Digimon malígno. Eu não sei qual é o nome dele, mas consigo sentir a sua energia negativa influenciando os Digimons que habitam aquela área. Sei que ele tem um PicoDevimon que serve de porta-voz para ele. – Respondeu Coelamon, coçando o queixo enquanto lembrava. – Só de pensar nisso, fico com calafrios.

- A coleira que você viu no Betamon era uma engrenagem preta, que se adaptou ao pescoço dele. Nós já tiramos essas engrenagens de três Digimons que moravam em File City e foram embora para outras áreas: Agumon, Palmon e Betamon, essa manhã. – Disse Erika. – Talvez esse Digimon que domina a Tropical Jungle tenha algo a ver com essas engrenagens...

- Ah, então quer dizer que o Betamon estava sendo controlado? – Perguntou Coelamon. – Isso muda as coisas...

- Você devia voltar para File City, Coelamon. – Disse Kotemon. – Betamon claramente sente a sua falta, mas não vai admitir para ninguém a não ser você. Enfrente-o. Vamos fazer File City voltar a ser como antes.

- É, talvez seja uma boa. – Concordou Coelamon.

˜˜X˜˜

Chegando em File City, mais especificamente na pracinha onde Betamon montou suas coisas, os três amigos, Bearmon, Kotemon, Monmon e agora Coelamon chegaram. Betamon ficou muito nervoso com a presença de Coelamon.

- O que você está fazendo aqui?! – Perguntou Betamon, suando de nervoso. – Se veio procurar emprego, pode esquecer!

- Betamon, eu sei que você estava sendo controlado pela engrenagem negra. – Disse Coelamon, abraçando o amigo. – Não se preocupe, eu não odeio você, amigo... E sei que não me odeia também.

Betamon começou a chorar. Erika disfarçou uma lágrima. Bearmon e Kaoru se abraçaram também, emocionados. Hiroshi e Monmon fizeram o mesmo.

Mais tarde, na casa de Jijimon, os três amigos decidiram que seria melhor se voltassem pra casa. Seus pais deviam estar muito preocupados, e se descobrissem sobre a existência do Digital World, seus Digivices provavelmente seriam confiscados ou destruídos. Kaoru e Hiroshi voltaram para o mundo humano com seus respectivos Digimons, e Erika resolveu voltar para casa com Kotemon, algo que não fazia desde que enfrentaram o Greymon na Native Florest. Ela torcia para que Kotemon a protegesse de ter pesadelos com a voz profunda, como havia acontecido na noite passada.

To Be Continued...
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Mensagem por LANGLEY002 em Seg Nov 27, 2017 2:07 pm

Não vou dizer muito, pois estou em um daqueles dias bem... daquele jeito. Eu gostaria mesmo de dar um comentário mais completo dessa vez, mas não será possível. Enfim:

Interessante. Está finalmente provado que nessa versão de Mundo Digital, a energia dos Digimon e parceiros tem sido um limitador para alcançar a evolução. Mas agora também sabemos que o Jijimon, estando em seu último estágio evolutivo, é exatamente como um idoso e está próximo de decair como faziam os Digimon treináveis do DW1. 

Mas seria isso uma regra que se aplica a todos os Digimon? E afinal, a última fase teria por acaso o poder de prolongar a vida de um Digimon assim como faz a fase perfeita em DW1? Essa prolongação é significativa.

Penso que, uma grande exceção para essa regra seja talvez a união entre Digimon e tamer. Se um Digimon gasta muita energia para alterar a sua estrutura e composição na hora de evoluir, talvez a presença de um tamer ofereça alguma energia que permita a eles evoluírem sem desgastarem os seus dados? Afinal, eles farão isso tantas vezes, indo de child para adult que poderiam decair muito antes da perfect ou ultimate se não houver nenhuma exceção, certo?

Isso é um pouco de devaneio e viagem minha, concordo.

Mas foi bom ver que os protagonistas tiveram finalmente um fôlego entre as batalhas para reerguer a File City. Um momento para recuperarem as energias e esparecerem as cabeças antes de continuarem. Além disso, eles estão buscando informações que serão muito úteis no futuro. 

E a entrada do Coelamon também segue o DW1, já que foi pacífica. O Digimon com sua sensibilidade percebeu a presença do primeiro grande vilão da fanfic. Estaríamos perto de sua primeira aparição?
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Mensagem por Lawliet em Qua Nov 29, 2017 8:20 am

Não posso responder todas as suas dúvidas agora, mas garanto que no futuro explicarei algumas coisas com a chegada de alguns capítulos parecidos com esse, com menos ação e mais diálogo e busca de informações que podem ajudar na aventura dos protagonistas. Não é viagem sua, porém.

Pretendo introduzir o vilão em breve, mas antes serão necessárias algumas coisas para acontecer para que ele apareça.

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Mensagem por Kizna UNIT 01 em Qui Jan 18, 2018 12:03 pm

Finalmente estou terminando de ler umas fanficzinhas daqui (na verdade só a sua e do Pines, já que as outras estão há tanto tempo paradas que não me deu vontade). Terminei a sua primeiro, tem poucos capítulos e tal.

Eu não sei muito bem o que pensar do plot por enquanto, assim como não sei o que dizer sobre cada personagem. Sei que o Bearmon tem uns momentos bem engraçados, mas ainda não consigo dizer qual char eu curto mais. Nem consigo imaginar os ships ainda hihi.

Meu palpite? Eu vou acabar gostando mais da Erika. Não sei, penso isso sem tem um motivo especial em mente.

Estou bastante curiosa sobre o vilão. Mas me diz, ele é um Digimon oficial ou você o criou? É que se for um Digimon que você inventou, nem adianta a gente ficar pensando em quem ele é. Eu também achei que pudesse ser um Phantomon.
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Mensagem por Lawliet em Qui Jan 25, 2018 7:09 pm

Kizna UNIT 01 escreveu:Finalmente estou terminando de ler umas fanficzinhas daqui (na verdade só a sua e do Pines, já que as outras estão há tanto tempo paradas que não me deu vontade). Terminei a sua primeiro, tem poucos capítulos e tal.

Eu não sei muito bem o que pensar do plot por enquanto, assim como não sei o que dizer sobre cada personagem. Sei que o Bearmon tem uns momentos bem engraçados, mas ainda não consigo dizer qual char eu curto mais. Nem consigo imaginar os ships ainda hihi.

Meu palpite? Eu vou acabar gostando mais da Erika. Não sei, penso isso sem tem um motivo especial em mente.

Estou bastante curiosa sobre o vilão. Mas me diz, ele é um Digimon oficial ou você o criou? É que se for um Digimon que você inventou, nem adianta a gente ficar pensando em quem ele é. Eu também achei que pudesse ser um Phantomon.

Oi, Kizna!
Respondendo a sua dúvida: É um Digimon oficial sim. Em breve vocês saberão qual é.
A Erika também é a minha preferida no momento. O foda é que eu demoro muito pra escrever os capítulos. Ultimamente minha vida tem sido muito corrida, mas tenho certeza que essa vai ser a primeira fic que eu vou terminar (eu era conhecido como ''o empacador de fics no Digimon forever).
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Mensagem por Lawliet em Dom Jun 24, 2018 11:58 am

Só passando pra avisar que eu não morri, e que o próximo capítulo deve sair hoje a noite. 6 meses sem postar, eu sei. Shit happens, bola pra frente.
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Mensagem por Lawliet em Sex Dez 28, 2018 1:01 am

Depois de um ano sem postar capítulo novo, to aparecendo aqui com a minha cara de pau pra continuar essa história. NÃO DEIXEM O FÓREM MORRER (voz da Alcione). Esse capítulo foi escrito as 3h da madrugada (a hora que o diabo aparece).

Capítulo 07 - O Acordo.

Erika estava em um enorme campo sozinha. O céu estava absolutamente preto. Não era possível ver sequer as estrelas nem nada ao seu redor. Uma névoa passava ao seu redor, não sendo possível ter uma visão de algo distante sem a garota passar pela névoa. Quando percebeu, estava andando em um cemitério.

As lápides ao seu redor ecoavam um ruído, como se os mortos enterrados ali tivessem sido enterrados vivos e suas almas estavam vagando por ali frustradas pelo desespero que passaram em vida, a qual perderam de forma totalmente angustiante.

Ela desejou que Kotemon estivesse com ela, desejou que seus amigos estivessem com ela, desejou que sua mãe estivesse com ela. Mas não estavam. Ela estava completamente sozinha, ou pelo menos ela o que ela achava.

A garota passou por uma lápide que tinha uma estátua de um anjo deitando o rosto sobre a lápide com o nome da pessoa que havia morrido. Ela não conseguiu identificar o nome da pessoa pois o mesmo foi lapidado em runas antigas, uma escrita própria dos Digimons.

Um demônio a observava de longe, flutuando. A luz da lua ilumava seu corpo vermelho e esquelético. Quando Erika o viu de longe, sentiu seu corpo todo se arrepiar e sentiu vontade de gritar, mas algo nela não a permitiu fazer isso. Seu corpo estava paralisado, mas por sua própria vontade. Ela não mexeu um músculo pensando que o demônio não a notaria se ela não fizesse barulho. Mas ele apenas abriu suas asas de morcego e voou até onde ela estava, sentando-se em cima da estátua do anjo.
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- Olá, minha bonequinha. Estive esperando tanto por você... – Disse o demônio. – Eu sou SkullSatamon.

- Eu não sou sua boneca! – Respondeu Erika, juntando toda a sua coragem. – Esteve esperando por mim? O que um Digimon como você quer comigo?

- Quero que trabalhe para mim. As trevas no seu coração são muito compatíveis com as minhas. Eu sei que você sofre quando está em casa... – Disse SkullSatamon, sorrindo gentilmente, apesar da aparência demoníaca. – Eu sei que o seu pai trai a sua mãe e ela desconta em você a frustração de ser traída por quem ela ama tanto?

- Como você sabe disso?! – Perguntou a garota, assustada e surpresa.

- Como eu disse, eu tenho observado você a muito tempo. – Respondeu o esqueleto vermelho. – E se eu dissesse a você que você poderia viver numa outra realidade onde sua família não é disfuncional? Eu poderia lhe ajudar a reescrever o seu passado para que você viva na realidade que quiser.

- Reescrever o meu passado...? E o que eu precisaria fazer pra que você fizesse isso por mim? – Perguntou Erika.

- Quero que me ajude a matar Jijimon e destrua File City. – Disse SkullSatamon. – Faça isso e irei realizar qualquer pedido seu. Desde reconstruir a sua vida de forma que fique perfeita até matar o seu pai e as amantes dele se quiser.

- Não! Eu não quero matar Jijimon!! – Disse Erika, assustada com a proposta de SkullSatamon, mas um tanto quanto hesitante. – Por que você quer matar Jijimon?

- Ele é a causa da falência completa de File City. Jijimon era um ditador que dominava File City. Os Digimons que habitavam a cidade foram embora com medo de serem mortos e absorvidos por ele caso não seguissem as suas funções e acabaram indo para outras áreas da File Island, onde causaram guerras entre tribos de outros Digimons que já habitavam essas áreas, causando um caos generalizado na File Island. – Disse SkullSatamon com uma voz triste e sombria. – Ele criou Digimons com os dados dos Digimons que ele absorveu e chamou você e seus amigos humanos para fortalece-los e capturar os Digimons de volta para a cidade.


- Mas... Se isso for mesmo verdade, quer dizer que fomos manipulados esse tempo todo? – Perguntou a garota de cabelos pretos, muito triste. – Kotemon, Bearmon e Monmon foram criados por Jijimon para serem caçadores de Digimons fugitivos? Mas isso é horrível!

Erika se desatou a chorar, caindo de joelhos próxima a lápide da estátua do anjo. SkullSatamon a olhava com um sorriso maligno.

- Mas o quê você ganha com isso? O quê você ganha com Jijimon morto e a cidade destruída? Nós estávamos começando a reconstruí-la. – Indagou Erika.

- Eu acredito em destruição como uma forma de criação. Destruindo File City, poderei criar uma cidade onde todos serão bem vindos para trabalhar e exercer suas vidas livremente. Um lugar onde todos serão iguais. – Disse SkullSatamon, com um semblante calmo. – Junte-se a mim, bonequinha. Torne o meu sonho realidade e eu farei qualquer desejo seu. Posso te dar a vida que você sempre sonhou.

- ... Eu aceito... – Disse Erika, botando as mãos no bolso de sua calça e tirando seu Digivice, que brilhava numa voz roxa. – O quê está acontecendo?

- Vou te dar parte do meu poder... – Disse SkullSatamon, tocando no Digivice, que se tornou preto com detalhes em roxo.

SkullSatamon encostou seu cajado no Digivice de Erika, materializando uma semente preta e com espinhos. A semente foi flutuando até atravessar o peito de Erika, se alojando no seu coração. A garota começou a gritar de susto e uma dor que fazia seu corpo sentir uma dormência.

- Não sei preocupe, minha linda bonequinha... Por hora durma. Quando você acordar, você será mais forte.

Erika foi lentamente fechando seus olhos, e parecia que os ruídos que vinham das lápides haviam ficado gradualmente mais altos, como se seu corpo estivesse afundando na terra do cemitério e indo de encontro com os mortos enterrados ali. O ruído foi se transformando em vozes, e então em gemidos fantasmagóricos. Erika apenas sentia-se como se fosse entrar em uma espécie de hibernação. A dor havia cessado, e agora não sentia nada. Como se ela tivesse ido aos confins da Terra, se jogado do mais alto precipício e se deparado apenas com o vazio conforme se aproximava das profundezas.

Continua...
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Mensagem por LANGLEY002 em Sab Dez 29, 2018 10:37 am

NÃO ACREDITO ELE VOLTOU.

Talvez eu mesmo acabe como o hiatus da minha fic depois disso.

Me preparando aqui pra ler.
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Mensagem por Lawliet em Seg Jan 14, 2019 12:35 am

Prometo que não vou demorar mais 1 ano pra postar os próximos capítulos. Eu tenho tudo arquitetado na minha cabeça, só falta ter tempo de escrever tudo sem ficar uma bosta.

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