The book of Wish [Oneshots]

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Mensagem por Marty em Dom Out 16, 2011 4:44 pm

Gostei de todas, mas a minha favorita foi de longe a DigiXros. Sempre imaginei um encontro entre o Tagiru e o Daisuke diferente, mas na sua perspectiva ficou bem melhor o3o. BTW, amei o novo visual do Veemon na fic. <3
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Mensagem por Convidado em Sab Out 22, 2011 12:04 pm

Again. E nem ligo se é real ou não. Apenas quero dar ponta pra algo que pode ou não vir a ocorrer no anime.




★ Whisper

Personagens: Tagiru Akashi, Gumdramon, ???
Base: Digimon Xros Wars II, continuação de DigiXros.
Tema: --
Classificação: K





O tempo continuava estranho. Parecia que ia chover. Apenas alguém notou. E este resolveu agir.
...

- Tagiru...! Por aqui...!
- Ok, Gumdramon!


A dupla de caçadores prosseguia em sua costumeira rotina de caçar digimons fortes, preparando-se antecipadamente para o que viria em breve. Eles não sabiam, mas tinham a noção de que todos os casos de digimons ocorridos no mundo real e o repentino encontro com um misterioso garoto denomidado de "Escolhido do Milagre" não foi mera coincidência. Algo estaria por trás de tudo.

E provavelmente este indivíduo seria o problema "X" da questão, e era isso mesmo que indagava Taiki Kudou e Yuu Amano. Os dois companheiros de Tagiru, estavam naquele lance de caçar digimons apenas com o intuito de investigar e proteger tanto os monstrinhos quanto os humanos. Enquanto o Akashi apenas pensava em ser um joguinho divertido e emocionante, logo ele descobrirá a verdade. E pode ser um choque e tanto a ele, por isso que o Kudou andava pensando em como guiar o mais novo e fazê-lo parar de achar que tudo era uma "diversão".

- Ele sumiu! E agora, Tagiru?!
- Estou procurando-o com o meu Xros Loader! Mas nada até agora!


Não é todo ser humano que percebe logo de começo quando algo está errado. E Tagiru não percebia ainda que ir atrás daquela criatura poderia ser um erro fatal. Ainda mais estando sozinho e com poucos recursos. Digixros só pode ser feito com apenas dois digimons, isto se não tiver mais um Xros Loader para realizar um Digixros duplo. Também não tirou da cabeça a tal luta contra o "escolhido", onde acabou de uma forma misteriosa: A luta foi interrompida. Nem ele e nem o seu oponente sabiam o que tinha acontecido, mas foi tal estrondo chamativo que os fez perder a concentração.

"Deixemos nosso amistoso para outro dia. Tenho mais o que fazer."

Essas foram as palavras do misterioso Daisuke, que logo após terminar a frase saltou no ombro de Paildramon e desapareceu num piscar de olhos, deixando Tagiru e Arresterdramon ali.

Esse flash veio na cabeça do nosso pequeno hunter, fazendo-o abaixar a guarda. Uma silhueta sorriu ao perceber este mínimo detalhe, e ordenou algo a outra, que por sua vez obedeceu ao comando. Enquanto Tagiru estava ocupado com as dúvidas que surgiam em sua cabeça, nas sombras moviam-se outras criaturas.


- Tagiru... O que estamos mesmo procurando...? - perguntou Gumdramon. Depois de tanto silêncio, precisou falar algo estúpido para ver se conseguia assegurar que o seu parceiro estava mesmo atento à caçada.

- Aquele digimon... Que apareceu naquele dia, após o tal Daisuke sair às pressas... - respondeu, sem dar conta que o pequenino já sabia disso - Podemos não ter visto sua aparência, mas... A presença é a mesma...!

- Sim. Eu sei. Só queria ver se estava ligado ou voando entre as nuvens...
- EI! - resmungou Tagiru - Estou concentrado sim!
- Certeza...?
- Sim! - insistiu, embirrado.
- Okay... - riu a dragãozinho roxo - Não precisa bufar feito touro...!

Tagiru bufava que nem um mesmo naquela hora. E isso era distração perfeita. Muito mais do que perfeita, era o momento certo de dar mais um passo...

- Excelente.
- ...
- Melhor aproveitarmos que estão de baixa guarda. Fica mais fácil de derrotá-los...
- ...
- Essa oportunidade pode ser a única agora, já que nem nos perceberam ainda.


Passou-se dois a cinco segundos. A única coisa que o Akashi viu foi o Gumdramon atirar-se contra si e derrubá-los ao chão. Nesse meio tempo, o dragão viu passar por cima deles uma rajada flamejante na cor azul. O guri deu um esporro, reclamando do empurrão e da dor que sentia por ter sido atirado contra o terreno, que era mais musgo... O local assemelhava-se a um parque de diversões, com direito à Roda-Gigante, Casa Mal-assombrada, Montanha Russa e outras atrações. Ah, também estava cheia de folhagens que cobriam alguns pontos mais verdes do ambiente.

- GUMDRAMON!
- Shhh! - este fez o sinal de silêncio - Tem alguém aqui!
- Eh?!
- Sim. Nós não estamos sozinhos!

Ao dizer "não estamos sozinhos", saltou da penumbra uma incógnita. Olhos amarelos encararam os de Tagiru e os belos olhos azul ciano de Gumdramon.

- Tagiru Akashi. - disse uma voz, que parecia vir do ombro daquele monstro desconhecido - Você estava... Procurando-nos?

- C-como sabe meu nome?! - gaguejou o menino, espantado.
- "Procurando-nos"? - exclamou Gumdramon - Então você está acompanhado?!

- Ah. Mas isso não interessa... Não é mesmo? - mal terminou a sentença e soltou um riso - Uma pena ter vindo atrás de nós. Só vai se machucar.

- Não irei... - levantou-se do chão, pergou o Xros Loader carmim do bolso - Gumdramon! Vamos!
- Certo! - sorriu confiante o draconiano.

- Que idiota... Irá se arrepender de ter cruzado nosso caminho... - respondeu. Em seguida estalou os dedos e apontou para Tagiru.
- Apollomon... Ataque-o!

- Apollomon?! - os dois ficaram incrédulos. Esse não era lá o nome daquele digimon cujo Taiki falou antes? O Apollomon que foi um dos Death Generals com quem a Xros Heart confrontou?!

Mas essas intrigas e surpresas eram tudo para dar vitória ao súbito oponente. Outra rajada de fogo azul veio em sua direção, só não os acertou... Pois algo rápido os tirou da mira. Ao aterrissar no chão, Tagiru e Gumdramon olharam melhor quem havia feito tal resgate. Se pensaram ter sido Taiki, erraram.

- O que é que vocês estão fazendo aqui?! E ainda perseguindo eles?!
- D-Daisuke...?! - o menino lembrou do nome daquele rapaz rapidamente. A voz era a mesma e, sim... Era o Motomiya.
- Saiam daqui agora. Esse assunto é meu...! - ordenou o Goggle Boy.
- Mas... Por quê?! - contestou Gumdramon - Que assunto é esse?!

O Motomiya ficou meio receioso em falar. Demonstrava estar escondendo algo. A insistência daquela dupla jovial fazia-o lembrar de quando era mais jovem, daquela idade ali mesmo. Ou quando tinha onze anos e se tornou um dos doze escolhidos.
Ele suspirou, olhou para Apollomon, cujo sua aparência era diferente (era azul, com armadura em detalhes amarelo-ouro azul e roxo), e voltou-se aos nosso heróis:

- Aconteceu algo em meu mundo... E isso me trouxe até aqui. Aquele quem está no ombro do Apollomon é o meu melhor amigo. Ele desapareceu misteriosamente, e ninguém percebeu... Com a minha exceção. Dias depois vim parar aqui, nem sei como... E eu o vi com esse digimon leão sinistro. Desde aquele dia, meu digivice transformou-se em um Xros Loader e decidi vir atrás dele. Se não quiserem se ferir, aconselho que saiam daqui e deixem isso comigo.

- Você nunca foi de dizer coisas assim. - interferiu Paildramon - Os tempos mudaram?
- Não estou afim de envolver os outros nisso! - rebateu Daisuke.
- Nem pensar! - negou Tagiru - Se você enfrentá-lo sozinho... Não vai adiantar. Ele se lembra de você?
- Não... - suspirou, essa resposta saiu em um tom desanimado - E nem consegui falar com ele.
- Então vamos tirar o Apollomon de ação! - sugeriu Gumdramon - Assim poderemos fazê-los voltarem ao normal!
- Trabalho em equipe, huh? - sorriu o Motomiya.
- Yosh! Vamos lá! - gritou Tagiru.

Os dois se aprontaram e ficaram cara-a-cara com Apollomon Whispered e com o indivíduo que estava segurando-se em seu ombro direito.
Passados minutos depois... Três digimons confrontavam com o intuito de resolver aquilo.

E ao fundo, quem sabe, algo ou alguém estava a observar aquele combate.




★Nota da autora:

Não ligo se é ou não real. Aquela imagem me deixou curiosa...... Mesmo que quase ninguém tenha percebido aquela sombra estúpida devido à qualidade da scan. E idéias podem aparecer, não podem...?
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Mensagem por Marty em Dom Out 23, 2011 1:58 am

Adorei a narrativa e o aproveitamento do Daisuke na história, é bom vêlo maduro. BTW, mesmo sabendo quem eram eles por causa das teorias, gostei muito da Fic, espero que continue. :3
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Mensagem por Convidado em Qua Out 26, 2011 3:54 pm

Escrevendo aqui pois estou sem saco pra escrever noutro lugar, wheee... Btw, Fauntleroy... Se calhar continuo a cirar oneshots assim ao decorrer de Xros Wars II.




★ Digi-halloween: Night of the Lightnimon

Personagens: Daisuke Motomiya, Miyako Inoue, Ken Ichijouji
Base: Digimon Adventure ZeroTwo [Hinode fanfic], baseado no curta Night of the Werehog
Tema: Comédia
Classificação: K




"Aaah. Hoje não tá muito escuro...?!"
"Ah. Não tenha medo... Bem... Até que está meio escuro..."
"Ouviu algo?"
"Não...?"


Duas crianças, uma garota de cabelos violetas, trajada em uma roupa de bruxa na cor vermelha (ou melhor... estava caracterizada de Arachnemon human form), e um garoto quase da sua altura, vestido com uma roupa semelhante ao do Digimon Kaiser (era apenas similar a ela, mas as cores eram mais escuras) e com o cabelo normal (e sem os óculos), andavam pelas ruas de Odaíba numa noite de 31 de Outubro do ano 2004.

- Depois de tudo que passamos no início do ano... - comentou Miyako ao Ichijouji - Até agora estou meio... Atenta a tudo.
- Sensação de que poderia aparecer algo? - indagou Ken.
- É. E ainda mais nós deixamos nossos parceiros com o Izumi-senpai e com a Carol-chan...
- Mas está tudo bem agora. - sorriu a ela - Não precisa temer.
- Sim... Mas... - o moreno colocou a mão em seu ombro, consolando-a. Miyako continou a frase - Mas fiquei numa terrível dúvida naquelas vezes...
- Já passou, Miyako-san. Já passou...

A garota olhou dentro de seus olhos, e aos poucos abriu um sorriso. Logo ela e o escolhido da Bondade riram enquanto andavam, falando de várias coisas. Até que eles passaram por um beco. Ambos pararam, pois ouviram alguma coisa vinda dali. Miyako olhou para Ken e vice-versa, e em seguida voltaram alguns passos. Encararam o escuro por minutos.

- Ken, não tem nada aqui...
- Impossível. Se você ouviu e eu também...
- Será um fantasma?!
- Você acredita nisso?!
- B-Bem... Bakemons não são digimons fantasmas...?
- Miyako-san... - suspirou.
- Bom... Vamos logo! - balbuciou ela, meio nervosa - Ou os outros vão conseguir mais doces que nós...!
- Sim... Talvez tenha sido só um gato.

Viraram-se e continuaram em frente. Um passo dado e um riso maquiavélico ecoou pelas costas deles. Agora os dois tremiam de medo, sabendo que tal "gato" poderia ser algo mais aterrorizante.

- K-Ken... Tem alguma coisa nesse beco!
- Talvez seja de algum filme... - supôs ele, olhando para os prédios ao redor.

- Oh. I see... My little children... Do you understand...? I'm here. Beware. - murmurou uma voz, falando em um perfeito inglês.

- Q-que filme de terror teria essa frase...?! - Miyako já estava praticamente agarrada no amigo.
- Talvez um novo...? - Ken tentava manter a calma. Por mais que fosse difícil.

- Nah. Vocês são muito inteligentes... Heheh... Será? Filmes de terror falam com quem está pernambulando pela rua...?! Kukukukuku - proferiu tal voz agora, porém em japonês ao nossos escolhidos.

- F-filme...?! - a Inoue ficava mais pálida a cada frase. Enquanto o rapaz mantinha-se "calmo". Agora ele conseguiu descobrir algo.
- Eu acho que estou reconhecendo essa voz... - falou alto e direcionado ao misterioso indivíduo.
- S-sabe...?!
- Sim... - acenou positivamente com a cabeça, e na sequência voltou-se para o beco - Daisuke, não adianta me enganar. Passei muito tempo com você e conheço seus truques!
- Da... Daisuke?! - ela piscou rapidamente, com um ar de confusa.

Mas não se ouviu nada mais. Outra troca de olhares. Ken chamou pelo garoto outra vez. E nada. A garota pensou que teria sido uma piração deles, e logo o Ichijouji pensou o mesmo. Então viraram-se e saíram de novo. Até que ouviram mais uma vez um barulho e pararam.
Desta vez ao se virarem, toparam com uma careta aterrorizante e um riso sinistro... E até mesmo o menino assustou-se. Miya e Ken abraçaram-se um ao outro e gritaram muitíssimo alto.

- Haha! Gotcha! - eis que sai do escuro, desligando uma lanterna que segurava...

- DAISUKE! SEU...!
- Miyako! C-Calma! - E o escolhido da Bondade segurava a mais velha.

... o serelepe escolhido, que estava caracterizado como Lighdramon (sem o elmo. A roupa assimilava ao digimon), com uma capa preta para completar o visual.

- Deviam ver a cara que vocês dois fizeram...! Foi tão hilário! - e este ria enquanto os amigos ainda tremiam devido ao susto.

- ISSO NÃO TEVE GRAÇA! - bravejaram os dois, meio chateados.

- Ahn... Vocês sabem, minha parte favorita desse dia é essa - riu inocentemente - Desculpem, não pude resistir. Com o Takeru foi tão... Boring...

- Desde quando você passou a falar tão bem inglês...? - questionou Miyako.
- Desde as férias de inverno, lembra...? - respondeu Ken antes do goggle boy - quando ele...

- Ow. Vamos logo. - interrompeu o Motomiya - A barriga tá roncando e eu nem peguei as gostosuras, só fiz as travessuras...

- Ok... Se bem que também quero alguns docinhos... - comentou Miyako.

O trio saiu pelas ruas, batendo nas portas e realizando tal ritual do Halloween. A cestinha de plástico em formato de abóbora dos três estavam cheiinhas de guloseimas em poucas horas. Mas um deles não guardava quase nada. Daisuke mal recebia um doce e já detonava a gostosura logo em seguida. Os dois restantes apenas assistiam. Miyako reclamou umas dez (ou mais) vezes das atitudes do menino... Enquanto Ken mantinha-se em silêncio. Aquilo não o incomodava, não mesmo. Até achava engraçado.

Passou mais algumas horas, e o grupo deparou-se, em uma rua misteriosa e que nunca tinham visto antes, uma casa meio estranha. Aliás... Parecia uma casa típica dos filmes de terror. O Motomiya olhou para a moradia, Miyako também, Ken imitou-os. As três crianças pararam naquela rua e não moveram um dedo sequer. Nem disseram nada, muito menos entre si.

Porém, não durou muito e alguém correu direto para a porta da casa bizarra. A Inoue e o Ichijouji ficaram meio perplexos... Mas nada surpresos com sua atitude. Estes não se moveram, e foram provocados:

- Estão com medinho, é? Haha, vocês com medo de uma casa sinistra que parece ter pipocado magicamente?! Hahahaha! A Miyako até tem justificativa... Mas você Ichijouji... Pfff... Hahahaha!

- Ah é, Motomiya?! - bufaram ambos os citados - Eu NÃO tenho medo de NADA!

Dizendo isso, o trio avançou pelo jardim supostamente vazio e com grama morta, chegando na porta de madeira velha e corroída por cupins com maçaneta enferrujada. O mais valente deles, que era o goggle boy, abriu a porta e todos espiaram para dentro da mesma. Misteriosamente começou... A chover naquela rua. Porém era somente naquela rua. Isso obrigou que eles entrassem, sem mesmo perguntarem ao dono da casa.

A entrada era...
Tadicionalmente como o de uma casa mal-assombrada. Assoalho velho que rangia ao andar, paredes de madeira antiga e cheia de irregularidades, uma escadaria do mesmo tipo de madeira, quadros de paisagens e indivíduos assustadores... Movéis velhos e empoeirados... Sem iluminação alguma, apenas a luz que vinha do exterior e da lanterna do Motomiya.
Ken fechou a porta, por ter sido o último a entrar. Os escolhidos acharam tão interessante a existência daquela casa (e daquela rua) que nem se deram conta de que estava chovendo apenas naquele pedaço, e não em toda a região de Odaíba ou até mesmo em Tóquio.

- Parece uma daquelas casas... Hohoho. - riu o serelepe menino, olhando para a mais velha do pequeno grupo.
- D-Daisuke... Não quero acreditar que estamos em uma casa mal-assombrada cheia de monstros que não são digimons...
- Miyako, Miyako, Miyako... É só uma casa... Are you afraid? Huhuhu.
- P-pára com isso! - gaguejou ela.
- Ah, como se fosse aparecer alguma coisa sobrenatural aqui... Pfft... Onde está sua coragem?

- Motomiya - interveio Ken - Não é legal ficar assustando os outros. Nem todo mundo é tão corajoso como você é...!

- Isso quer dizer que você está com medo disso também, Ken-chan? - debochou.
- Ei! Não fale assim com o Ken, ok?! - bronqueou a mocinha.
- Haha. É só uma casa. Vamos esperar a chuva passar. Só isso. Foi mal aí, não estou com a intenção de causar brigas. Ora, é halloween e eu só quero me divertir.
- Mas metade das suas "brincadeiras" no halloween são provocativas - manifestou-se o Ichijouji.
- Isso mesmo - concordou ela.

E ele nem ligou pra isso. Subiu a escadaria, e atrás vinha os dois amigos. Miyako olhou para um quadro e viu os olhos da gravura acompanharem seus movimentos. Já Ken nem prestou atenção nisso, apenas nos de Daisuke, que provavelmente poderia aprontar alguma para eles. Subiram para o segundo andar (nota: A casa tinha uns três andares.) e seguiram pelo corredor.

- Que estranho... - murmurou Miyako - Podia crer que vi os quadros nos vigiarem... Estou vendo coisas...?!
- Miyako-san...? Você está bem?
- Ah?! S-sim, Ken! Não se preocupe! Haha... - riu de uma forma desajeitada. E ainda tentando disfarçar os arrepios que sentia.
- Ahn, eu vou mais a frente... Tenho que cuidar um certo "Lighdramon" humano.
- O-ok...

Mas nem tinha como o "inocente" Daisuke fazer nada. O mesmo estava ocupado em vasculhar aquela "maravilha". Miya ficou pra trás, mas não tão perdida dos outros garotos. O trio entrou em um quarto... Onde tinha um espelho.

Daisuke passou pelo espelho. Nada aconteceu. Ken passou logo depois. Nada também.
Miyako passou depois... Olhou para o mesmo... Fixou os olhos ali e...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!

- Mas que raios...?! - Daisuke voltou correndo para lá, acompanhado de Ken.

Os dois só viram a escolhida sentada no chão e mais branca que um vampiro. E tremia mais do que antes! Petrificada pelo medo, assustou-se logo que sentiu o tocar da mão do Goggle Boy em seu ombro. Outro grito foi soltado pela Inoue, e automaticamente enfiou a cestinha na cabeça do rapaz.

- Sua maluca! - rosnou Dai - Sou eu, ok?! E eu juro que não fiz NADA de errado agora!
- Daisuke?! - finalmente ela voltou a si, e viu apenas o amigo com aquela cesta na cabeça - Ah! Desculpa! - tirou a abóbora-cesta da cabeça de Daisuke... E falou mais uns "desculpa" antes de deixar que o outro falasse.

- Miyako-san, o que aconteceu? - perguntou o moreno, enquanto o outro guri juntava os doces que a doida da Inoue derrubou no chão.
- Eu vi... Um fantasma! - disse ela, atônita.
- Miyako... Não foi um Bakemon...? - grunhiu um Daisuke ainda atordoado pelo golpe de guloseimas que recebeu na cabeça.
- Não! Não era digimon!
- Tem certeza? - desta vez Ken falou a próxima pergunta do companheiro.
- Sim! Era um fantasma mesmo! E ele... Ele...!
- Ele o quê? - disseram os rapazes em coro.
- TIROU UMA FOTO MINHA!

Silêncio~
Dai olhou pra Ken... E os dois caíram na risada. Um fantasma fotógrafo?! Onde já se viu isso?!
Miyako ficou meio enfurecida e jurou ter sido fotografada por um fantasma.

- Ah, pára Miyako... - falou o goggle boy - Como se fosse possível existirem fantasmas...
- Mas você mesmo não conversou com um através de um espelho...? - lançou ela, lembrando dos relatos dele próprio.
- Isso foi OUTRA coisa. Não foi uma assombração. - rebateu.
- Ahn... Pessoal - Ken interferiu outra vez numa discussão deles - Que tal procurarmos pelo dono ou dona desta moradia...?
- É. Era isso que eu estava fazendo... Até que uma maluca deu um grito como se tivesse visto um fantasma com cabeça de abóbora e capa preta.

- M-Mas foi isso que eu vi...!
- Miyako-san, deve ter sido sua imaginação...

Deu as costas para os amigos e continuou xeretando pela casa. Ichijouji ajudou Miyako a se levantar e eles seguiram-no.
Passou algum tempo, e eles estavam a andar pelo corredor mais uma vez.

- Tsc... Como se isso fosse uma casa mal-assombrada... - resmungava Daisuke.
- Daisuke... - Ken chamou-o - Da onde tirou aquele "fantasma com cabeça de abóbora e capa preta"?
- De um jogo... Até curtia aquela fase... - respondeu - Nem era assustadora assim...! Tinha uma música estilo halloween... E esses fantasminhas chatos viviam atrapalhando.

- D-de um jogo...?! - gaguejou Miyako - S-seria...
- Miyako, deixa de ser medrosa! - irritou-se um pouco Daisuke - Não tem nada de mais nessa casa!
- Não?!
- Não! Agora chega desse papo e vamos procurar o dono disso aqui.

- Não acha que está sendo duro demais com ela...? - falou Ichijouji, mas o garoto nem o ouviu.
- Ele tem razão... - a Inoue mudou o tom de voz. Ficou séria agora - Eu estou com medo de algo que não existe!
- Uh... Se você diz...

E ela saiu na frente, deixando Ken para trás. Este andava tranquilamente atrás dos outros escolhidos...
Até que sentiu algo cutucar seu ombro. Um arrepio correu pela sua espinha. Virou-se lentamente para trás e...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!

O grio ecoou pelo corredor. Daisuke bufou mais uma vez e voltou.

- MIYAKO, EU JÁ DISSE QUE-- Ken?! - arregalou os olhos e viu seu melhor amigo caído no chão, com as mãos na cabeça e totalmente arrepiado.

- O que foi?! - Miyako pipocou de uma sala de uma das portas daquele lugar.
- Eu vi... Algo... A-assustador. - contou um Ken trêmulo.
- O que? - perguntou Daisuke - Viu a Miyako no escuro e pensou que ela era a Arachnemon real?

É preciso dizer que Motomiya levou um tapa na cara da Miyako pelo comentário idiota?
Ok. Então foi isso mesmo que aconteceu.

- Miyako! Isso dueu!
- Que bom que doeu! Assim você para de tirar sarro dos outros!

- N-Não...! Eu vi o mar...! - respondeu o moreno.
- Ah não, TU TAMBÉM COM ESSE LANCE DE "O MARRRRRRRRRRRRRRR ESTÁ ME CHAMANDOOOOOOOO"?! - ironizou.
- O Mar das Trevas...! Ghn...!
- Ken, pensei que teu trauma tinha passado... - suspirou Dai - Sai dessa e vamos continuar, ok? Ok.
- E ele... Ele tirou uma foto minha...!
- Cara, tás pirando feito a Miyako?! Fantasmas fotógrafos?! Nossa, era mais fácil encontrar um Bakemon dançando Yatta...
- É...? - duvidaram os dois.
- Bakemons são estúpidos... Ok... Let's go, you guys.

Prosseguiu andando. Enquanto isso, os dois que ficaram pra trás passaram boa parte do tempo sendo atormentados por fantasmas.
Sim, e o Daisuke sem ter medo de absolutamente nada. Queriam o quê? Ele milagrosamente escapou das ilusões de Belial Vamdemon uma vez, enfrentou diversas coisas bizarras e que se ele contasse, maioria do pessoal não acreditaria (menos os escolhidos e duas garotas em especial)

Em um outro cômodo da casa... Existiam SIM fantasmas. Uma fantasma-garota de cabelo loiro e longo, usando um colar de pérolas... Olhos verdes... E dois pequenos fantasmas... Um de cabelos loiros e olhos cinza azulados... E um de cabelo branco e olhos verdes. O loiro usava uma gravata amarela e o outro um lenço branco no pescoço.

Esses quem aterrorizavam nossos escolhidos. A fantasminha olhava para as fotos e admirava os rostos assustados de Miyako e Ken.
Estava contente até que... Opa! Ela achou algumas fotos que não eram nada "agradáveis". Um terceiro indivíduo não se assustava. Esse só ria, fazia careta e demonstrava não ter medo ALGUM.

Ela ficou amuada com seus fotógrafos e retirou-se da salinha, indo para trás de uma cortina. Os outros dois entreolharam-se, como se podéssemos traduzir aquelas expressões para "Vou dar um jeito de fazer aquele garoto de cabelo bagunçado ficar totalmente arrepiado a ponto de colocar seus fios rebeldes em pé!"

Quanto ao tal sujeito...

- Booooooooooooooooooooooooring.......................
- Ah cara, pensei que ia ser divertido isso! tsc! Deviamos ter continuado a recolher doces e assustar criancinhas... - falava consigo mesmo.

Atrás vinha os outros dois, que agora andavam coladinhos um no outro... E de olho em tudo que estava ao seu redor.
Daisuke olhou pra trás... Achou que seria divertido... Mas pressentiu algo perto deles.

- Miyako... Ken... Sinto uma presença... - notificou aos amigos, sem virar para trás.
- Daisuke, não venha com essas suas brincadeiras! - reclamaram ambos.
- Não estou brincando - falou seriamente.
- N-não?! - Os dois engoliram a seco.

De repente, Miya e Ken sentiram algo atrás deles. Viraram-se lentamente... E viram um cavaleiro sinistro de armadura enferrujada e com olhos verdes. Berraram mais alto possível e passaram como um raio por Daisuke, e ao dobrarem o corredor... Outro cavaleiro assustador, de olhos cinza azulados. Voltaram imediatamente, passando pelo Motomiya mais uma vez. Só que estavam encurralados.

Pra completar a festa... Eles não perceberam um detalhe a mais... Só depois, quando viram a lanterna de Daisuke, que estava a ser usada pelo próprio, começar a piscar frenéticamente e... Percorrer fagulhas azuis pela mão que a segurava...?!
O cabelo do menino mudou de cor e ficou mais longo, até as costas. Seus olhos ficaram vermelhos como os de um digimon bestial e até surgiram presas em sua arcária dentária. E se não bastasse, naquela escuridão toda... Sua aparência era assustadoramente medonha.

- So... Do you want to play with me...? - provocou todos ali, desferindo um olhar medonho e que só era possível ver o brilho sinsitro que eles tinham.

Aquilo assustou mais os fantasmas do que os próprios amigos de Daisuke. As criaturas fantasmagóricas, que não sabiam daquela "forma" do goggle boy, Estes (os fantasmas) atrapalharam-se todo tentando fugir daquela aberração. Nessas tentativas, capotaram, caíram e até tiraram foto de si mesmos... Com expressões de medo daquele estranho de pompom prateado. Vazaram dali em instantes...

Daisuke, Miyako e Ken olharam entre si. Sem entender coisa alguma.

- Uh... O que foi? Aconteceu algo...?
- Daisuke... Você se transformou de novo... - notificou a Inoue.
- Eeeeh?! C-como assim, Miyako?!
- Tornou-se o Lightnimon... Mas... Como conseguiu fazer isso?! - indagou Ken.
- S-sei lá...! Vai ver que tou meio "lobisomem" hoje...
- Haha... - rio ironicamente Miyako - Não ouse nos assustar, seu engraçadinho.
- Meh... A Geijutsushi não tinha medo de mim, por mais vilânico que eu parecesse...
- Mas nós tínhamos - argumentou ela - Ok?
- Oh... Mas era caídinha por mim não era...? - desta vez o Motomiya falou no tom do Lightnimon.

Miyako corou, e o Ken ficou meio chateado com as atitudes do outro.
Enquanto eles ainda exploravam a moradia...

- Hahahahahahahaha! Hahahahahahahahahahaha!

A fantasminha ria e ria das fotos dos seus fotógrafos... Gritando feito menininhas ou chorando de medo da criatura sinistra.
E estes dois olharam para a pilha de fotos. O loiro olhou para o de cabelos brancos e... Selaram uma união para conseguir mostrar sua ferdadeira força.


- Miyako.............

A voz de Daisuke saía meio abafada, já que ele enfiava a cabeça numa almofada velha e rasgada... Enquanto estava atirado num sofá velho.

- Não. Ninguém mandou comer todos os seus doces de uma só vez.
- Por favor... Só um!
- Negativo!

- Vocês deviam parar de brigar...! - resmungou um Ichijouji pouco rabujento, enquanto lia um livro que tirou de uma estante velha. Ele queria descobrir o que tinha acontecido com seu amigo ali, e por muita sorte achou um livro que lhe chamou a atenção devido ao título. Falava justo do assunto, sobre os híbridos entre digimonianos e humanos. Talvez existisse uma explicação para o caso do Motomiya ainda conseguir transformar-se em Lightnimon.

- Miyakoooo... Por favooor...

E ele nem ligava pra isso. Daisuke estava infernizando sua amiga. Insistia. Ela negava. Continuava na insistência. E ela continuava negando.
Até que a jovem levantou-se e cedeu... uma almofada na cara dele. Aí começou uma verdadeira guerra de almofadas. Mas, não era mais uma briguinha idiota. Ambos riam enquanto um jogava uma almofada no outro. Mas a alegria passou tão rápido...

Primeiramente... O fogo da lareira, que existia naquela sala de estar assombrosa, apagou-se.
Segundo... As velas que iluminavam o local também.
Terceiro... A porta de acesso abriu-se num estrondo gigantesco e fez com que tudo tremesse ali.
Quarto... Não tem piada com esse número aqui.

- O que foi isso? - peguntou a menina.
- Un... - Daisuke olhou para um ponto da sala - Talvez foi aquela coisa gigantesca que parece com um... Leomon roxo-zumbi que tá bufando e nos encarando--
- O... O QUÊ?!

Um Mad Leomon, que é um Leomon roxo com algumas partes esqueléticas por fora de seu corpo, cheio de retalhos, aparência sinistra e sombria, avançou contra o trio. Motomiya empurrou Miyako para cima de Ken e recebeu um soco forte que o jogou contra a parede.

A sorte que, durante o percurso, conseguiu transformar-se para a forma Armor e sua armadura absorveu boa parte do impacto.
Caiu no chão, apoiando-se por um joelho. Logo deu um salto pra cima do inimigo, e começaram a lutar.

Ao fundo, Ken continuava pesquisando e... Miyako só assistindo o confronto, comendo pipoca doce (que tinha recebido de uma idosa).
E o nosso goggle boy... Levando uma senhora surra. O oponente era rápido. Era forte. E ainda... Quando Dai tentava acertá-lo, seus punhos, chutes, unhas, relâmpagos, etc., atravessavam Mad Leomon... E este também conseguia ficar invisível.

- Hey! - o gatuno chamava a atenção dos outros dois humanos - Poderiam dar uma... Ajudinha aqui?! - e ele continuava a apanhar e a lutar sem sucesso algum.

- M-mas como?! - a mocinha quis auxiliar o guerreiro - O que posso fazer?!
- Sei lá! Miyako! Você... É inteligente-- Ack! - e lá foi ele pelos ares de novo.
- Eu... Eu...

Ela correu os olhos pelo cenário, até que uma hora... Lightnimon acertou um golpe sortudo com suas garras e conseguiu arrancar a câmera que o Mad Leomon carregava em seu pescoço. a mesma caiu no chão de um jeito que acionou o botão e tirou uma foto do seu portador. A câmera era daqueles modelos que saía instantaneamente a foto, então ao perceber aquilo... A Inoue sacou o item do chão e seguiu a batalha.

E esse confronto continuava em outra ala, longe de Ken e o livro. Daisuke foi arremessado outra vez contra o chão, que caiu dolorosamente ali (sorte que a armadura protegia seu corpo). Miyako aproximou-se e atirou a câmera, que caiu alguns metros do amigo. Ele olhou para o objeto e depois para quem o jogou.

- Daaaaaaaaaaai-chan! - acenou, fez gestos que traduziam a seguinte frase: "Tire uma foto! Olhe a foto! E depois lute!".

- I see...! - riu ele, e fez o sinal de positivo com a mão esquerda (o tradicional "Jóinha").

E o o que ele fez. Tirou uma foto do local e olhou para ela. Mas ainda estava sem imagem... E naquela demora, foi arremessado contra ao ar outra vez. Insistiu naquela estratégia e... Não adiantava tanto assim. O menino vôos por quase todos os cantos da casa.

- Un... Não... Não... Também não...

E Ken ainda lia aquele livro. Bem que ele poderia pegar o D-terminal e contatar Koushiro para que enviasse seus pareceiros até lá.
Só que ele preferia ler bendito livro. Em pleno vôo, Daisuke encarou o seu melhor amigo, cruzou os braços e até grunhiu algo do tipo:

"Grande Ichijouji... LENDO UM LIVRO AO INVÉS DE AJUDAR AQUI...!"

O Mad Leomon pegou o gatuno no último lançamento e arremessou-o contra a parede de novo. Como já espancado demais o oponente, aproximou-se e pegou a câmera das mãos de Dai.... Quando ia tirar uma foto...

- DEIXA O MEU DAI-CHAN EM PAZ!

Veio uma Inoue enfurecida, armada com uma mesa de canto. A valente escolhida desceu com tudo a mesinha de madeira velha nas costas do Leomon zumbi. Este não sentiu quase nada e encarou a menina com um olhar mortífero. Miyako arrependeu-se da sua atitude e estava prestes a receber um poderoso golpe, mas a sorte foi que algo pegou o Mad Leomon pelos pés. A força descomunal que o garoto adquiriu (devido àquela forma) fez com que pudesse arremessar aquele digimon fantasmagórico para bem longe dali.

- Ninguém bate nos meus amigos! - rosnou o mascarado - Principalmente quando eles me denfendem dos outros...!
- Miyako-san... Obrigado - agradeceu-a - Se não fosse por você, sabe lá o que iria acontecer comigo.

- Serio...? - ela olhou-o.
- Bem... Sim, já que seu ataque de loucura quem fez golpear o Leomon zumbi com aquela mesa...
- Ahn... Não foi nada...! - corou.
- Vamos sair dessa casa antes que apareça algum outro digimon zumbi por aí...!
- Ok!

E o Ichijouji continuava a ler na mais profunda concentração que quase ninguém conseguiria ter enquanto rola alguma briga ao fundo, mas conhecendo o moreno tão bem quanto Miyako e Daisuke... Ken quando tá EXTREMAMENTE intrigado em algo, consegue ignorar tudo ao seu redor.

- Oi. Ken... Sai do transe de geek "Koushiro 2.0" aê.

Um toque da mão de Dai no ombro do amigo... Fez com que recebesse um livro na cara. E o Livro, com umas 200 páginas por aí e de capa dura... Ai, aquilo deve ter doído muito... Já que o derrubou sentado no chão. E sem falar que ele ainda estava detonado da batalha de minutos atrás... Ou deveríamos dizer de horas atrás?

- Ah não... Não doeu quase nada... - ironizou o Motomiya (em relação ao meu comentário).

- D-desculpe Daisuke! - falou Ken, ao perceber quem tinha encostado em seu ombro - Huh? Armor Mode...?
- Vai me dizer que não viu a treta que rolou lá atrás... - fez outra ironia o nosso goggle boy.
- Não... Estive pesquisando sobre o que aconteceu com você...
- Deixa isso pra lá! - levantou-se do chão em um salto - Vamos sair daqui logo!
- O que foi? Viu algum fantasma e agora está com medo...? - provocou Ichijouji.
- Nem. Só não estou afim de lutar contra mais digimons zumbis que conseguem ficar invisíveis e que não recebe quase dano físico algum.
- OK, ok... Deixe eu colocar esse livro no lugar e...

Um rugido assustador foi ouvido. Tanto Ken quanto Miyako olharam de cara feia pro mais novo ali. Daisuke não entendeu nada. Afinal, ele podia estar usando uma máscara... Mas jurou não ter feito tal piadinha sem graça. Até para acreditarem, removeu a máscara e ficou em silêncio. Ouviram outra vez... E não tinha sido o amigo.

- Uh... Acho que está ficando tarde... - disfarçou Ken.
- É... - idem os outros dois - Preciso voltar pra casa...
- E-eu também...

O terceiro rugido... e um "CORRE!" foi solto alto e claro pelo trio. Saíram pela porta mais rápido que um relâmpago.
No final das contas... Tinha um digimon dragão azul turquesa com asas amarelas e olhos cianos (um quarto fantasma lá) sentado na cozinha... E preparando um sanduíche.

O barulho sinistro tinha sido o estômago dessa criaturinha adorável.
Mas quem iria perder o tempo para descobrir isso...?!




★Nota da autora:

Ok. Meti links em quase todo o texto para terem idéia do que estava a imaginar. Ignorem o fato de quem não leu a Hinode ainda, já que vivo postando spoilers da mesma.

* O jogo no qual Daisuke se refere é o Sonic Heroes, cujo existe dois níveis com o tema halloween (Hang Castle e Mystic Mansion)

**Ah sim, fantasmas:

Garota = Izumi Orimoto (Digimon Frontier)
Loiro = Yuu Amano (Digimon Xros Wars II)
Garoto de cabelo branco = Ryouma Mogami (Digimon Xros Wars II)
Digimon draco = Gumdramon (Digimon Xros Wars II)


E crianças... Nunca assistam especiais de halloween que sejam cômicos. Podem influenciar em suas idéias.


Última edição por Nina Geijutsushi em Seg Nov 07, 2011 2:04 pm, editado 1 vez(es)
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The book of Wish [Oneshots] - Página 2 Empty Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Marty em Qua Out 26, 2011 6:26 pm

Gostei bastante da história, não imaginava que aquele ova poderia ficar tão bom se adaptado pra uma fic de Digimon! Btw, queria saber o que tinha naquele livro, lol.
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The book of Wish [Oneshots] - Página 2 Empty Spooky Time! O ataque do Pumpkin Master

Mensagem por Convidado em Sex Nov 04, 2011 6:00 pm

Vou por no formato da The Book of Wish... Poderiam movê-la depois de uma semana para lá? Obrigada ^^
(postei como enviei, ou seja, sem correção alguma. Na próxima semana corrijo os errinhos XP)

Btw, obrigada >///< Escrevi isso mais pra postar no LJ e no livro, pois achei que nem ia conseguir terminar a tempo pro concurso lol.




★ Spooky Time! O ataque do Pumpkin Master

Personagens: Taiki, Tagiru, Yuu, Daisuke, Ken, Takato e Takuya
Base: Crossover // Digimon twitter RPG (por causa do design deles, das relações, etc...)
Tema: Comédia/Terror
Classificação: K

Obs.: Viciada em Sonic e Digimon só pode dar numa coisa: MISTURA DE ELEMENTOS, YAY.




- Tagiru... Vamos...? Está ficando tarde! Vamos ser os últimos a chegar! E todos já terão comido os doces! E terão ido recolher mais! Tagiru! Por favor! Eu quero comer docinhos e assustar pessoas...!
- Espera aí, espera aí! Gumdramon! Estou quase passando dessa parte...!
- Tagiru... Por favor... Logo o Taiki e o Yuu vão ligar pra cá...!
- Aah! Aquele robô idiota me acertou e eu caí! Droga!

Gumdramon aproximou-se a encostou no ombro de Tagiru. O garoto olhou para trás, ignorando o videogame. Subitamente a tela piscou, fazendo com que a dupla desviasse sua atenção para a televisão. Mas nada, foi apenas um pisque. O digimon draco ignorou tal fato e voltou a insistir.

- Tagiru, vamos logo ou não sobrará nenhuma guloseima para nós! Por favor, depois você joga isso!
- Ah... Mas eu só queria... - tentou justificar o menino. Mas ele sorriu e mudou de idéia - Ok, Gumdramon! Vamos nos divertir juntos!
- Yosh! Vou pegar a abo-abodona... Abobora... Ahn...
- Abóbora - riu o Akashi.

Este levanta-se para desligar o videogame e a televisão... Quando algo acontece. Gumdramon, que tinha ido até a sala da casa do menino, ouve o grito e volta correndo. Só que quando chega lá...

- TAGIRU?! Tagiru?!

... Ele não estava mais lá.

- OH YEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! ADORO ESSE DIA! ADORO! UHUL!
- Daisuke, vai com calma. Tagiru ainda não chegou.
- Qual é, senpai! Bem... O que mais adoro no Halloween não são os doces... Heheh... Mas sim as...

O Motomiya, caracterizado de uma espécie de Lighdramon humano, porém com orelhas de lobo e uma capa preta. Aproximou lentamente de Takato, que estava vestido de mago e desenhando quietinho num canto da festa. Pegou a cesta em formato de abóbora (e vazia), colocou na cabeça e saltou por trás do Matsuda. O menino tomou um gigantesco susto que saiu correndo sem perceber que era apenas mais uma das vítimas do escolhido do Milagre.

- ... Travessuras. - completou Dai, tirando a máscara improvisada - Ow, Takato...? - olhou para o mais novo, que estava embaixo de uma mesa, tremendo de medo – Ei. Foi só uma brincadeira... N-não fica assim...!
- Tsc... E ele acha que assusta alguém? - debochou um Takuya, de vampiro, que bebia refrigerante de groselha só para parecer que estava se deliciando com sangue - Ah, ele não assusta nem uma mosca.
- Takuya... Não arranje briga com o Daisuke, por favor. - pediu um Taiki, que estava com o uniforme do time de basquete Xros Heart, porém com algumas cicatrizes feitas de lápis de maquiar. Logo ele era um jogador-zumbi.

Masaru não usava fantasia alguma. Ele era temido sem uma, pra quê então se caracterizar? Já o Yagami parecia um verdadeiro mafioso. Sabe lá onde ele quis se vestir assim, mas o terno preto caiu perfeitamente bem. As demais personagens espalhadas pelo parque da torre de Tóquio eram ou fantasmas; personagens de jogos/animes; bruxas; lobisomens; múmias; zumbis ou até fantasias inspiradas em alguns digimons, como por exemplo a roupa da Hikari, que era inspirada na Nefertimon. Tudo estava enfeitado de uma forma horripilante, com caveiras, túmulos, abóboras, cruzes, etc.
A festa estava bonita e quase todos estavam lá se divertindo. Sim, quase todos.

Pois faltavam... Tagiru e Yuu.

- Taiki-san! - correu uma voz pelo ambiente. O Kudou olhou ao longe e reconheceu a voz e a silhueta que se aproximava correndo. Quando esta parou diante dele, o loiro vestido de ninja "a lá Tsuwamon" foi revelado como Yuu Amano.
- Tagiru desapareceu! - berrou um Gumdramon, direto do Xros Loader do Amano.
- Desapareceu?! - Taiki saltou para trás, perplexo. Os que estavam próximo dele, Daisuke e Taichi, também ficaram no mesmo estado.
- Mas onde esse maluco foi?! - balbuciou o Motomiya.
- Não vamos ficar parados... - interveio o Yagami - Ele faz parte do grupo.

- Oh yeah! - seus olhos brilharam e o jovem Dai voltou-se diretamente para o azulzinho que por alguma idéia wtf estava fantasiado de seu próprio parceiro - V-mon, vamos achar o doido do Tagiru!
- E-eh?! O Tagiru?! - Vee parou de conversar com Shoutmon, Kouichi e Monodramon para ir até o parceiro.
- É. Vamos lá.
- Se você for, vai precisar de alguém que tenha intelecto... - brincou Ken, aproximando-se deles. O Ichijouji estava... Bem, com as roupas do Digimon Kaiser (logo que uma vez curado do "trauma", o moreno vestia-se assim nessa data) - E duas cabeças pensam melhor que uma.

Taiki recolheu Shoutmon e decidiu que também deveria ir. Takato e Takuya também se ofereceram. Taichi até iria, se não fosse pelo fato de uma bruxa ruiva de vestido vermelho o raptar para trás de uma moita. Então o grupo de resgate ficou por conta deles.
O General Vermelho era o líder; Yuu e Ken eram os "detetives"; Daisuke, Takato e Takuya o grupo de apóio.
Nosso time improvisado saiu da festa, dirigindo-se para os aposentos do Akashi.

Ao chegar lá, viram tudo normal. Um videogame ligado, uma tela passando a abertura de tal jogo...
E uma estranha faísca que saía da tela... Faísca?
Taiki logo pegou o Xros Loader vermelho e usou o comando do Time Shift. Eis que o cenário muda e eles vão parar na Digi-Quartz. Os demais questionam-se “Por que Tagiru estaria na Digi-Quartz?!” e o Kudou apenas analisa pacientemente a cena. Yuu e Ken começam a fazer o mesmo. E por último os três restantes.

- Ei, o que o Tagiru faria uma hora dessas na Digi-Quartz? – comentava Takato com Daisuke e Takuya.
- E ainda sem o Gumdramon... – emendou o Motomiya, meio intrigado com aquilo.
- Nah, aquele maluco pode ter fechado a passagem antes mesmo do parceiro dele entrar – debochou o Kanbara.
- Você devia procurar mais e trollar menos, Trollkuya! – rosnou Dai.
- Ta bravinho? Ih, calma... Esqueci que o maluco é teu pupilo heheh.
- Vocês poderiam... Parar de brigar? – intrometeu-se o Matsuda.
- Seria uma boa se não perdessem tempo – Taiki acabou com aquela conversa idiota, com um tom sério – Temos que trabalhar em conjunto agora, deixem as cutucadas para depois.
- Digo o mesmo – concordou o Ichijouji – Tratando-se da Digi-Quartz, pode ser que ele tenha sido capturado ou algo do tipo.
- Exatamente – acenou positivamente o Amano – Ele está sem o Gumdramon, precisamos encontrá-lo o mais rápido que pudermos!

Todos calaram e se focaram em procurar pelo novato. Passou horas e horas... Nada. Até que um vulto passou correndo para o lado de fora da casa. Takuya percebeu e chamou os outros, que logo se reuniram com o guerreiro do fogo no exterior da residência. Do lado de fora... Encontraram uma espécie de portal (?), cujo nossos heróis se aproximaram e... Foram sugados pelo mesmo.

O vórtice (AKA portal) abriu-se em uma sala com uma decoração assombrada. Papel de parede sinistro e desgastado, podendo ver a própria parede que era coberta, um piso de mármore com um tapete carmim... Estátuas, quadros horripilantes. Um candeladro enorme no centro e... Uma escadaria.
Os garotos foram jogados do alto, caindo um por cima do outro. Taiki era a “base” e o topo era o sortudo Daisuke.

- Oww... Minha cabeça dói... – grunhiu o goggle boy.
- SAIA DE CIMA DE NÓS, DAISUKE! – gritaram os outros em coro.
- Hein?! – O rapaz arrumou seus óculos e viu o resto do pessoal sendo amassado um pelo outro.

- Haha! Que cena hilária!

- DAISUKE, NÃO É HORA PRA TIRAR SARRO! – berrou um Takuya irritado.
- Mas não fui eu! – respondeu, saindo de cima de Yuu, que saiu de cima de Takato e assim por diante.
- E-então quem foi?! – perguntou o Matsuda.
- Sei lá! – Dai olhou ao redor. Aquele cenário lhe era familiar – Mystic Mansion... Impressão minha ou viemos parar no jogo?
- Que jogo? – indagaram os outros.
- Ah, um jogo que joguei em 2003 e 2004... Fazia tempo que não via essa “stage”.
- Se não foi o Daisuke quem falou aquilo – desviou o assunto nosso general vermelho – Só pode ter sido o...
- TAGIRU! – berrou Gumdramon, saindo do Xros Loader amarelo e fitando uma silhueta no final da escadaria. E este draconiano criança não pensou duas vezes e pôs se a correr atrás da sombra.

- Gumdramon! Não faça isso! – tentou alertar Daisuke – Pode ser uma armadilha!
- Volta aqui! – gritou Vee, que saiu atrás do pequeno.
- V-mon...! Oh droga! – o Motomiya saiu atrás deles. Idem ao restante.
- Vocês não deviam se separar! – bronqueou Yuu – Esse lugar é suspeito demais!
- Mas o Daisuke parece conhecê-lo melhor que nós...! – comentou o Ichijouji.
- Então seremos obrigados a seguir as ordens desse idiota? – mais uma vez o “Trollkuya” cutucou o sub-leader da máfia-- digo, dos Leaders.

Daisuke parou e encarou o Kanbara. Seus olhos pareciam até vermelhos em tal ângulo. Não, ele não ia partir pra cima do jovem, mas apenas abriu sua boca e falou poucas verdades:

- Oh sim, e por acaso você já jogou ANTES?! Eu tirei ranking “A” em todas as missões! E por três anos comemorei meu Halloween jogando por meia hora ambas as “stages” com os quatro times! Ou seja, eu sei tudo sobre este lugar! Sei o que fazem os interruptores bizarros, que as estátuas e pinturas ganham vida e há fantasmas cabeça-de-abóboras nos testando a paciência a todo custo, como esse que está atrás de vocês...!

- Fantasma...?! – Takato continuava meio assustado.
- Daisuke... – o moreno encarou-o – Não vamos cair nessa.
- Até parece que mentiria justo agora! – protestou este.

- Hah. Vocês estão fazendo barulho. Calem-se. – a misteriosa incógnita estalou os dedos. Todos ouviram.

- Aquela voz voltou... – notificou Guilmon.
- E ela parece mesmo com a do Tagiru – emendou Shoutmon.
- É ele... – confirmou Taiki.
- Pessoal... – interrompeu o Motomiya – Melhor corrermos... E não olhem para trás... *glup*
- Por quê? – falou o troll dos leaders – Tem algo aterrorizante atrás de nós?

A curiosidade falou mais alto e todos se viraram para trás. O grupo viu uma criatura gigantesca com cabeça de abóbora, capa preta e mãos flutuantes. Daisuke estranhou aquele tipo de fantasma, já que no jogo estes tinham tamanhos pequenos (e num modo chamado “Hard Mode”, eles ficavam maiores) e não possuíam mãos. O monstro atacou-os, e focou-se diretamente no Matsuda. Mas Takuya enpurrou-o, fazendo “efeito dominó” nos demais. Logo quem fora capturado foi ele próprio.

O vampiro do fogo tentou soltar-se. Mas era inútil, e nem tinha como usar a evolução Spirit para lutar em sua defesa. Este apenas gritou aos demais para que fugissem antes que fossem pegos. Os cinco subiram a escadaria, passando por uma porta e chegando a outro salão. Porém este era mais extenso, e tinha uma esfera numa elevação no final da sala, diante de quadros de monstros robóticos.

- Não toquem naquilo – ordenou o escolhido do Milagre – Ou as estátuas e os quadros criarão vida.
- Acho melhor ouvirmos esse conselho – falou o parceiro de Daisuke – Já o vi jogando isso.
- Certo... – concordaram todos.
- Aonde foi o Gumdramon? – perguntou-se Damemon.
- Continuou seguindo a sombra – disse Taiki – Será que o Tagiru está querendo nos pregar uma peça ou...
- Pode até ser, Taiki-san. Mas o Gumdramon disse ter ouvido um grito antes de ele desaparecer.
- E eu também não acho que ele faria isso, Yuu... Tagiru aprendeu a controlar seus impulsos.
- Coisa que alguém deveria – Ichijouji aproveitou e soltou uma indireta.
- Ora... Não que seja por isso... – respondeu um Daisuke sarcástico – Avisei do fantasmão, agora sou o culpado?!
- Será que o Takuya está bem...?! – Takato tentou desviar o assunto e evitar alguma discussão ali.
- Deve estar... – Shoutmon confortou-o – Precisamos encontrar logo o Tagiru e sair daqui.
- I-isso... Isso aqui está me dando arrepios... – Wormmon abraçou o ombro de Ken. O anelídeo estava tremendo de medo.
- Tsc. Qualquer coisa Daisuke-sama dará um jeito aqui. – gabou-se o Motomiya.
- Ah claro... – ironizou Ken – Isto se você não causar problemas para nós antes, não é?
- Como se EU fosse! – bufou, amuado – Joguei isso diversas vezes e sei os resultados!

- Crianças. Falem mais baixo... Quero ver o show. Mwhahahahahah!

- Tagiru, seu idiota! – irritou-se Yuu – Quer parar de brincar conosco?!
- Isso não é nada bom... Dame dame...
- Perder a calma agora não vai trazer bons resultados – murmurou o Matsuda.

- Odeio quando interrompem algo divertido... – no final da sala surgiram olhos vermelhos sanguinários. Gumdramon, que estava um pouco mais na frente, caiu sentado no chão ao ver aquele olhar maligno.

Um flash acerta o objeto redondo que flufuava sob uma roda de pedra. Tal interruptou brilha e clareia toda a sala. Quando a visão volta a tona aos nossos cinco rapazes, as estátuas e pinturas tornaram-se reais. Mas, diferente do tal jogo, não eram robôs. Eram gárgulas imensas. Elas partiram pra cima, e instantaneamente Wormmon e Damemon evoluíram. Yuu e Ken começaram a lutar juntos. O Amano disse para que eles continuassem. Taiki e Daisuke queriam protestar, mas foram empurrados por Tsuwamon para a próxima sala, cujo sua entrada estava no quadro central. A passagem fechou-se e eles só puderam prosseguir por um corredor de pedra.

No caminho, Taiki continuava sem compreender o que raios teria dado no Akashi para fazer aquilo. Mas tinha a impressão de não ser nenhuma brincadeira, talvez fosse outra razão. A mesma que intrigava o mais velho ali. Takato estava em total silêncio, apenas olhando ao redor e esperando que não houvesse mais nenhuma armadilha ou algo do tipo. E ainda: Estava preocupado com Takuya, e agora começava a ter com o loiro e com o escolhido da Bondade. Os digimons restantes também estavam quietos, mas observando cada movimento suspeito. O único que parecia estar focado demais em seguir a voz de “Tagiru” era Gumdramon.

- Então estamos sozinhos, andando num corredor fantasmagórico e... Sendo vítimas de um serial killer metido à Joker.
- N-Não me assuste, D-Dai...! Por favor...!
- Calma Takato... – olhou para trás e deu um sorriso – Não vou deixar que nenhum fantasma ou armadilha te peguem.

- Aww... Que coisa mais “cute”, como diria uma loira com manias de caçar digimons fofos...!

- Tagiru...! – gritou Gumdramon – Onde você está?!
- É ele... – confirmou Taiki – Mas... Que estranho...
- Não... Esse não é o Tagiru que eu conheço...! – vociferou o dragãozinho roxo.
- Oi. Tagiru! – chamou o Motomiya – O que há de errado contigo?!
- Não acham que deveríamos ficar quietos e apenas segui-lo? – opinou o Matsuda.
- Não estamos provocando como os outros – discordou V-mon.
- Mas mesmo assim poderia ser perigoso, guil.

- É. Podem estar me irritando... Sabiam? Acho que posso dar um fim em vocês três logo. Hohoho!

Subitamente as paredes começam a se aproximar. Essa parte não existia no jogo, e era isso mesmo que o expert naquela mansão mal-assombrada pensava. Rapidamente Daisuke sacou o D-3, usou o Digimental da Amizade e evoluiu V-mon para Lighdramon. Taiki colocou Gumdramon, Guilmon e Shoutmon em seu Xros Loader e montou no parceiro do Motomiya, idem a Takato.

Lighdramon disparou como um relâmpago, correndo a toda velocidade pelo corredor. Tudo isso para não ser esmagado, e nem deixar que seus amigos fossem também. Daisuke suou a frio quando viu as paredes se aproximando mais e mais... Porém, por sorte (e milagre) todos saíram ilesos de lá.

Vee voltou ao normal assim que chegaram numa sala esquisita e com três altares. Aquela ala era reconhecida pelo goggle boy mais velho. Era a parte final da “stage”. E geralmente vinha cheia de desafios. Cada altar era de uma respectiva cor. Isso foi passado aos outros dois companheiros.
Taiki olhou a fundo para cada um e associou à cor dos seus digivices.

- Takato, você deve ir pelo altar amarelo, já que o D-Arc é dessa cor. Daisuke, você vai pelo azul, devida essa cor do seu D-3. Eu vou no altar da direita, pois meu Xros Loader é vermelho.
- Não deveríamos nos separar aqui! – contestou o Motomiya – Esta parte era a mais chata de todas...!
- Concordo com o Daisuke... – manifestou-se Takato.
- Então vamos todos um altar por um! – sugeriu Gumdramon, via Xros Loader.

- Ora. Vão se mover ou não...? Hahah... Duvido que consigam me alcançar!

- Kouhai está me tirando pra besta, huh? – fechou o punho com força.
- Calma, Daisuke...! – Taiki e Takato perceberam o sangue de Daisuke ferver.
- Vamos lá, pessoal! – Gumdramon saltou do Xros Loader e foi diretamente para o altar da cor amarela.

Ao chegarem no altar amarelo, o fundo, que era uma espécie de água em um fundo totalmente negro, mudou diretamente para a cor amarela. O ambiente, agora iluminado por tal cor, chamou a atenção do trio (e dos quatro digimons) para o que parecia ser uma plataforma única. A ponte que ligava o altar com o central desapareceu e só tinha várias plataformas flutuando ali.
“Como iremos atravessar?” , pensaram os goggle boys. Até que Kudou deu um estalo em suas goggles e sacou o Xros Loader vermelho. Mas este nem funcionou. Daisuke tentou evoluir V-mon, mas também não houve reação alguma do aparelho azul.

Estes olharam para Takato, cujo D-arc correspondia à cor amarela. E como mentalmente o general supôs: somente o digivice da respectiva cor funcionaria ali. Taiki pediu que ele tentasse evoluir Guilmon, e Daisuke reforçou e disse que seria melhor se ele realizasse a Bio-merge, já que Dukemon poderia carregar todos eles até o outro lado.

O Matsuda não recusou a idéia. E sabia que seria o único ali a conseguir evoluir o parceiro. Sacou o digivice do bolso e fez exatamente o que lhe pediram. Agora, com Dukemon ali seria fácil passar. O cavaleiro real pegou os outros com seu escudo, usando-o como uma cesta, e saltou em cada uma das plataformas. Prosseguiu nesse ritmo até voltarem para o altar principal. E lá sugiu um... Clone negro de Dukemon (?!), emergindo do centro. Takato (dentro de Dukemon) olhou para os dois e disse que cuidaria daquilo. Taiki e Daisuke posseguiram, pois se encontrassem Tagiru depressa, poderiam parar aquiilo a tempo antes de Takuya, Yuu, Ken e Takato se ferirem ou até morrerem.

Eis que eles se dirigem para o altar azul. O cenário muda novamente, e o fundo amarelo sofre uma mutação e torna-se azulado. O ambiante ficou num azul luminoso e tranquilo. Mais uma vez estavam isolados do altar principal.

- Daisuke, agora é com você.
- Eu sei... mas... De que forma nós atravessaremos?! Que eu lembre, nessa parte do jogo aparecia fantasminhas e era preciso usar o “Homming Attack” para atravessar. V-mon pode ser azul, mas não tem essa habilidade!
- Isso é um problema... Espera... – o mais novo apontou para o “vazio” – Será que essa parte foi “alterada” pelo Tagiru?
- Talvez... – o Motomiya deu uma olhada melhor. Ao invés de fantasmas, apareciam pequenas porta-tochas dos dois lados. Tal como se fossem uma...
- Plataforma invisível! – Daisuke estalou os dedos, entendendo o que fazer – V-mon, Evolua para Fladramon e acenda essas tochas!

O plano foi bem sucedido. Fladramon acendeu as tochas. Taiki não entendeu bem de primeira, e até teve um calafrio quando o seu companheiro de equipe pôs o pé no ar (?!). Daisuke riu e tirou uma com o Kudou, dizendo que ele podia flutuar. Mas o general vermelho tinha entendido a jogada logo que Dai assoprou “plataforma invisível”. Os cinco seguiram a ponte sobrenatural e voltaram para o altar principal.

No entanto, ao chegarem lá, Daisuke deparou-se com um inimigo familiar. Ah sim, surgiu das sombras um Cherubimon maligno, o mesmo que ele e Wallace enfrentaram anos atrás. Isso significava que não conseguiriam chegar ao final sem passarem por este enorme coelho macabro. O Motomiya sacou o D-3, fez V-mon voltar à forma criança e por último usou o trunfo: O digimental do Milagre. Magnamon apareceu e emanou uma poderosa luz sagrada. A luta ficaria por conta deles e Taki, Shoutmon e Gumdramon seguiriam em frente, para o último altar.

Taiki e os dois digimons deixaram a dupla 2-top ali e foram direto para o último desafio. O lendário herói chegou ao altar e o azul virou vermelho. Porém... Diferente das outras vezes, havia uma ponte e no final dela um altar maior e com alguém no centro dele. Gumdramon recusou pensar em mais nada. Seus pensamentos estavam perturbados com tamanha preocupação com Tagiru que nem refletiu em ser ou não uma armadilha. Os outros dois não puderam conter o pequenino, e foram forçados a correr atrás dele.

- Parece que Taiki-san foi o único que restou, não é...?

A voz era sim do menino desaparecido. Taiki arregalou os olhos, sem ainda compreender o que estava acontecendo com o Akashi. Quais as razões dele fazer aquilo?!

- Tagiru! – o dragãozinho de asas amarelas aproximou-se da sombra – O que houve com você?! Não... O que você fez ao Tagiru?!

- Gumdramon! Pode ser perigoso, saia daí! – ordenou o Digimon King, mas foi ignorado pelo seu irmãozinho.
- Tagiru é nosso amigo... Não podemos lutar contra ele...! – proferiu um Taiki sério, mas disposto a evitar confrontos.

- Vocês não entendem?! – gritou Gumdramon – Ele... Ele não é o Tagiru!
- Certo... – disse o Akashi, com um sorriso sarcástico – Você não vai me atacar. Já que sou seu “amigo”, não é...? Não é, Taiki-san...?
- Tagiru! Pare com isso agora! – pediu educadamente o Kudou – Isso não é um jogo! Os outros estão em perigo!
- ELE NÃO É O TAGIRU! – insistia Gumdramon – É um digimon! O Tagiru não sorri desse jeito...!
- Mas... Não podemos lutar... – Shoutmon olhava para o seu companheiro, que tentava parar o outro sem batalhas físicas, apenas com as palavras.
- Mesmo assim não podemos atacá-lo! – recusava o outro menino.
- Se vocês não lutarem... Eu lutarei! Para salvar o Tagiru, eu lutarei contra todos...! – declarou o parceiro de Tagiru, lacrimejando um pouco.

Gumdramon ignorou os outros e partiu pra cima da silhueta derramando lágrimas. Se Taiki e o rei recusavam a confrontar com tal incógnita, ele mesmo faria aquilo. O dragão criança atirou sua cauda-martelo contra o suposto Tagiru e arriscou um golpe. Foi bloqueado por uma... Garra?!

- Gumdramon... Como ousa atacar o seu parceiro?! - Os olhos amarelos de Tagiru mudaram para um vermelho luminoso – Vai pagar por isso...! – o vulto atacou-o com as garras, jogando o pequenino para os pés da dupla Xros Heart. Taiki deu um olhar de indignação para o seu “colega” de equipe (o Tagiru, não o Shoutmon), até que percebeu alguma coisa diferente nele.

Tagiru finalmente aproximou-se e revelou sua aparência. Podes descrevê-lo com um terno semelhante ao de Astamon, só que este era um azul marino bem escuro ao invés de roxo. Suas mãos tinham garras assustadoras, e sua cabeça era uma abóbora, mas o “sorriso” dela permitia ver um pouco do seu rosto. Entre os olhos tinha uma abertura que se assemelhava ao tufo vermelho do cabelo do garoto. E nos olhos da abóbora eram apenas visíveis seus olhos vermelhos reluzentes.

- Não é o Tagiru...! – teimava o pequenino, levantando-se do chão – Ele nunca me machucaria! Nem aos outros! Nem ao Taiki! Nem ao Yuu! Nem ao Daisuke, ao Takato, ao Ken e Takuya!

- Taiki... O que faremos? – perguntou Shoutmon, olhando para o garoto.
- Não podemos lutar! Ele é o Tagiru...!
- Não é...! – rugiu o outro digimon.

- Sou sim, Gumdramon... Haha, nem me reconhece mais?! – disse Tagiru, encarando o trio – E agora, o que vão fazer? Seus amiguinhos estão presos, se não lutarem vão se dar mal... Inclusive vocês.

- Mentira...! – avançou outra vez, mas era inútil. Foi repelido por outro ataque de garras.

- Taiki... Se não arranjarmos um modo de pará-lo, ele vai destruir o Gumdramon... E matar os outros! – falou o rei dos digimons em um tom extremamente sério.
- Mas... O Tagiru...! Ghn...! – Taiki continuava a negar – Não! Não posso lutar...!

- Taiki... Tagiru está sendo controlado por um digimon...!

Uma nova voz surgiu no palco. O garoto pegou o Xros Loader e olhou para um rosto negro de olhos redondos e amarelos. Era Wisemon. A frase do digimon ecoou em sua cabeça. Mas o transe foi quebrado quando ouviu Gumdramon alegar outra vez:

- Você não é o Tagiru...! Eu... Eu irei salvá-lo de você! Pois eu estou ouvindo a voz dele! Ele quer que o salve dessa forma! E para isso preciso te derrotar primeiro, para que ele seja solto!

- Forma...?! – repetiu Taiki, processando as informações obtidas até o momento – Então um digimon está usando o Tagiru para nos atacar?!

- Exatamente. – confirmou Wisemon – Vocês precisam fazer o Tagiru recuperar o controle de si. Só assim o digimon irá aparecer...!

- Então... – Shoutmon fitou Gumdramon, e antes que este pudesse realizar outro movimento, segurou-o.
- Me solta, rei! Eu tenho que salvar o Tagiru!
- Gumdramon... – Taiki atropelou o que o Digimon King iria falar (óbvio que ia ser outro sermão de irmão pra irmãozinho) – Se lutarmos, iremos ferir o Tagiru também! Nossa única opção é pará-lo e fazê-lo tomar controle dele mesmo!
- Se resistirmos... Os outros vão...!

- ESCUTE O QUE O TAIKI ESTÁ DIZENDO! – odernou Shoutmon, com uma postura de soberano.
- Não adianta lutar, Tagiru irá sofrer os danos causados... Quer acertar um ponto fatal e matá-lo? – o dragão vermelho olhou para o pequeno draco roxo.
- N-Não... – abaixou a cabeça este.
- Então devemos evitar confrontos físicos – alertou Taiki – Eu acredito que o Tagiru possa inverter a sua situação. E os outros também acreditam nisso, e estão a salvos. Não se preocupe Gumdramon.

O sorriso de Taiki confortou-o. E misteriosamente também afetava o monstro assustador ali.
O general vermelho colou seus olhos nos do “Jack-o’Lantern” Tagiru e andou até lá. Sem medo algum, parou a dois passos antes. Estendeu a mão, como se dissesse em um simples gesto “Não quero lutar contra você. Somos amigos e sempre estarei ao seu lado”.
A criatura deu passos para trás, temendo algo. Por dentro, o Akashi tentava impulsionar o seu corpo para frente, para alcançar a mão do companheiro. Mas não estava conseguindo ainda. Havia algo que o impedia. Algo que ainda o dominava.

Por mais que ele tentasse negar, Tagiru tinha certa inveja de como o Taiki era. De como todos gostavam dele, do Yuu ser bem mais próximo, dos demais parceiros do grupo geral sempre o tratarem com respeito e levá-lo a sério. A inveja quem alimentava o digimon que impedia de se mover facilmente. E foi essa inveja que o fez ser capturado e dominado com facilidade. Escorregou feio, o deslize que nem se preocupava em evitar. Estava mais concentrado em querer ser um astro do que cuidar para que tal ciúme e inveja não se tornassem fonte de alimento de algum digimon mais cedo ou mais tarde.

Infelizmente, só agora que ele lembrava desse detalhe. Já era tarde demais para evitar aquilo.
Mas não tão tarde para assumir o erro e corrigi-lo.

- Tagiru!

A voz de Taiki entrou em seu coração. O tom que este usava era mais firme, de confiança. Taiki confiava nele, e nem ligava em ser invejado ou algo do tipo. O que mais importava ao Kudou era o seu amigo e nada mais. Nada mais. E esse sentimento consolidou seu sentimento de culpa. Logo o Akashi conseguiu mais força para lutar contra o digimon não-identificado e dar um passo a frente.

- Tagiru!

A outra era justo de seu inseparável melhor amigo Gumdramon. Aquele quem compartilhava sonhos semelhantes, como o de se tornar mais forte que Taiki e Shoutmon. E por mais que sentisse péssimo por ter o ferido antes, conseguiu perceber que este adorável monstrinho não se sentia magoado por aquilo. Sua confiança também confortou sua mente. Tagiru forçou a erguer o braço e tentar dar a mão ao outro rapaz.

- Você consegue Tagiru...! – disseram os três em conjunto.

- Tai...ki... Shout...mon... Gum...dra...mon...! – a voz dele saiu de outra forma, não mais sombria e maquiavélica, mas sim a voz energética e amigável que ele sempre teve.

- Só você pode parar isso! – disse Taiki, ainda olhando-o no fundo dos olhos – Se não parar, irá matar os outros, que vieram atrás de você para te procurar!

- Ma...tar...?! – seus arregalaram. E os mesmos voltaram a ser amarelos e inocentes que tinha.
- Por favor, Tagiru! – implorou o seu parceiro – Pare antes que aconteça algo ruim!
- Não... posso... dei...xar... que... isso... acon...te...ça...!

Por último, o Xros Loader carmim brilhou no bolso. O guri jogou seu corpo para frente e conseguiu tocar na mão de Taiki, e em seguida caiu nos braços do mesmo, exausto. No lugar ficou flutuando um pano branco, com uma cabeça de abóbora. Tagiru e Taiki olharam para a criatura e ouviram Wisemon identificá-la:

- É um Soulmon. Era ele quem estava controlando os movimentos de Tagiru e até quem transformou-o em um verdadeiro monstro.

- E-essa coisinha...?! – exclamou Gumdramon.
- Essa coisinha estava me usando feito marionete! – resmungou Tagiru. Aparentemente, a roupa que ele usava era a própria vestimenta para a festa. E sem máscara alguma.

- Se não derrotarmos essa coisa, vamos continuar presos aqui – lembrou Shoutmon – Taiki! Tagiru!
- Yosh! É hora de caçar! – Gumdramon pulou de alegria.

- Caçar esse digimon...?! – bufou Akashi.
- Quer que ele cause mais problemas...? – o olhar de Taiki não foi agradável, foi sério e como se fosse um sermão.
- Ok, ok...

Shoutmon e Gumdramon nem precisaram evoluir para isso. Apenas atacaram em conjunto o pequenino fantasma. Mas o danado era rápido e zarpou dali antes mesmo de ser pego. O bom é que a mansão desfragmentou-se e todos perceberam que era apenas ilusão gerada pelo controle do Soulmon.
Takuya, Yuu, Ken, Takato e Daisuke aparecerem ao lado dos outros dois meninos num passe de mágica.
Todos estavam bem, sem arranhões ou machucados.

- Huh?! Cadê aquele fantasma idiota que queria me esmagar?! – resmungou um Takuya ainda amuado com aquele bicho.
- As gárgulas também sumiram – notificou Ken – Eram ilusões?!
- Parece que sim... – ponderou Yuu – E o bom é que nossos ferimentos também eram ilusões de ótica.
- *phew* Ainda bem... – disseram em coro Dai e Takato – Não foi nada legal aquilo...!

- Haha... Vocês parecem assustados...! – riu Tagiru, sem perceber ainda o sufoco que o restante passou.
- Tagiru... Aconselho a não fazer esses comentários... *gota*
- Por que, Taiki-san?

- TAGIRU! – gritaram os cinco em coro, todos irritados ao extremo – NUNCA MAIS FAÇA ISSO!
- F-fazer o quê...?! – e também, parecia não se lembrar de nada.

- Eh? Ele não se lembra? – estranhou Shoutmon.
- Acho melhor que ele não saiba – preferiu o “irmão” do rei.

- Aquele Soulmon não teria pegado o Tagiru por acaso... – pensou o Kudou – Será que foi alguma coincidência ou alguém quem quis raptá-lo?

Enquanto o grupo voltava para o mundo humano, Taiki olhou para trás. Como se sentisse estar sendo observado ou algo do tipo. Porém seguiu os outros jovens, ainda recapitulando tudo que aconteceu ali.




Última edição por Nina Geijutsushi em Seg Jan 02, 2012 1:44 pm, editado 5 vez(es)
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Mensagem por Convidado em Dom Nov 06, 2011 3:14 pm

Fauntleroy escreveu: Gostei bastante da história, não imaginava que aquele ova poderia ficar tão bom se adaptado pra uma fic de Digimon! Btw, queria saber o que tinha naquele livro, lol.

spoilers:
Meio baseada na Hinode. Contém informações sobre uma "terceira raça" que existia anos atrás, quando a DW e o mundo humano eram o mesmo. Inclusive sobre como esta terceira nasceu e os seus efeitos.

Também não imaginei... Apenas tentei me inspirar nele xDDD
E não é que saiu algo legal...?

btw...
Eu deixei indícios de que faria isso em uma próxima oneshot. Mas eu menti: este trecho estará numa fanfiction, porém postarei aqui como uma oneshot.
Quis inventar essa cena, queria mesmo explorar quando estes dois se conheceram. E foi o que fiz.




★ Começo.

Personagens: Daisuke Motomiya, Miyako Inoue
Base: Antes de Digimon Adventure ZeroTwo, após os ocorridos de "Bokura no War Game"
Tema: --
Classificação: K




- Oi! Devolvam-me! Eu paguei por esse sorvete! E as minhas goggles...! Por favor!

- Ah seu menino idiota! Como ousa roubar o lugar da Takenouchi-san?! Você não joga nada! Como o time irá seguir adiante?!

Naquele dia, aconteceram coisas inevitáveis. A primeira foi o jovem Motomiya, de oito anos (isso ocorreu em 2000, após os eventos do primeiro ataque de Diablomon), querer entrar para o time de futebol após ter visto Taichi jogando. Além do mais, tinha tornado-se amigo dele e de sua irmã caçula, colega de turma de Daisuke. Seus olhinhos brilhavam, mas... Não foi aceito por ter um time completo, e nem como reserva conseguiu.

Uma ruiva, que jogava no time, viu aquele menininho... E decidiu fazer algo que ninguém esperava:
Sora Takenouchi, uma das estrelas do time ao lado do Yagami, fingiu ter torcido a perna. Mais tarde, após os treinos, ela reuniu-se com o técnico daquela época e pediu para sair do time.
Nisso, um pequenino de goggles olhou-a e estranhou tal atitude. Mas, como ninguém tinha percebido, o homem foi até Daisuke e o colocou no time. Este ficou feliz, muitíssimo feliz. E Sora, vendo aquele sorriso brilhante e contente, também sorriu. Nesse dia ele também conheceu-a melhor e... Digamons que após alguns meses ela viria a contar ao Dai que saiu do time para que ele pudesse ter uma chance.

Só que nem todos gostaram daquela atitude. Culparam-no pela saída da garota. E alguns ficaram até implicando com o coitado. Arrancaram-lhe as goggles (as que ele usava até o dia em que seriam quebradas e receberia as de Taichi como um presente do próprio) e correram pela calçada. Daisuke correu atrás deles, até parar diante de um mercado, próximo da escola.
Ali, um dos garotos o derrubou no chão e todos riram. Chamaram-no de incapaz, de fracasso, e de outras coisas. Até que...

- Ei. Licença... Que tal vocês se meterem com alguém da idade de vocês?!

Sim. O jovem futuro líder do grupo ZeroTwo era o mais novo de todo o time de futebol (agora, pois antes era um outro) em comparação aos seus outros colegas de equipe. Uma jovem, um ano mais velha que ele (e possivelmente da mesma idade que um dos três garotos ali, e mais nova que os outros dois), ouviu a confusão e deixou o balcão. Ao averiguar o que estava havendo ali, viu Daisuke sentado em frente a porta da loja e a encarar três rapazes.

Subitamente todos a olharam, e viram uma menina de lenço lilás na cabeça, usando um avental com um triângulo e um “i” minúsculo dentro deste. Ela usava óculos, tinha vestimentas em rosa desbotado e vermelho (uma espécie de “saia”), olhos cor de mel e cabelo violeta.

- Não é legal arranjar confusão na frente do mercado dos meus pais! E também não posso permitir que vocês maltratem este menino! Quanta ousadia! - encarou-os - Parem agora ou...

- Ih, é a maluca da Inoue! - disse o mais novo.
- Dizem que ela é estranha... - comentou o do meio - Melhor deixarmos esse idiota aqui mesmo.
- Deu sorte, Motomiya... - falou o último, deixando as goggles caírem no chão e dando meia volta, saidno em disparada com os outros dois cúmplices.

As goggles só não quebraram devido a “maluca” ter pego rapidamente antes que batessem na laje da calçada. Daisuke até ficou com medo, graças às informações dadas sobre a garota.

- Você está bem...? - perguntou ela, devolvendo as goggles.
- S-sim...
- Não tenha, medo... - sorriu - Não vá atrás daqueles três, eles vivem a fazer esse tipo de coisa em frente ao mercado.
- S-sério...?
- É. Bem... Meu nome é Miyako. Miyako Inoue. Miyako escreve-se como o “Kyo” de Quioto, porém lê-se “Miyako”. E você...?
- Dai... Daisuke Motomiya... - respondeu, meio tímido.

Uma rápida olhada pelo cenário e viu um pequeno borrão marrom com uma casquinha quebrada graças ao pisoteamento da mesma. Deduziu que os garotos, além de terem pego um pertence do pequenino ali, também tinham derrubado o sorvete que este tomava.

- Eles te machucaram? - o olhar dela correu pelo corpo do mais novo, com um ar de preocupação.
- Não... - negou, balançando a cabeça - Apenas me tiraram as goggles, me empurraram e estragaram meu sorvete...
- Ah! Então... - o ajudou a se levantar - Vem comigo, vou te dar outro, por conta da casa.
- J-Jura...?! - ele continuou envergonhado, e gaguejando pelo sinal.
- Aquelas garotos quem deviam ser obrigados a pagar um novo! - bufou Miyako, olhando para a esquina que os meninos pegaram - Mas, é melhor assim. Depois explico aos meus pais sobre o ocorrido.

Foi naquele dia que eles ficaram amigos. E grandes amigos. E... Bem, um implicava com o outro, mas de forma saudável. Eles riram juntos, compartilharam tristezas, alegrias...
Maluquices, videogames...




★Nota da autora:

Apenas o comentário da própria Inoue ao recordar desta cena: "Bons tempos... Bons tempos..."


Última edição por Nina Geijutsushi em Seg Nov 07, 2011 1:22 pm, editado 1 vez(es)
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The book of Wish [Oneshots] - Página 2 Empty Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Jyunirii em Dom Nov 06, 2011 3:23 pm

Juny se levanta e bate palmas. EXCELENTE!

Gostei mesmo, se tivesse estrelinhas pra favoritar, seria favoritada JÁ!
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The book of Wish [Oneshots] - Página 2 Empty Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Qua Nov 09, 2011 5:50 pm

Juny_Lee escreveu:Juny se levanta e bate palmas. EXCELENTE!

Gostei mesmo, se tivesse estrelinhas pra favoritar, seria favoritada JÁ!

Thank you >///< Tem outros trechinhos assim dentro da fic... Acho que vou postá-los aqui como oneshots~releituras (pois trata-se do que penso acontecer "fora" dos episódios e "fora" do anime/OVA...)

Essa oneshot é uma das que me sinto obrigada em re-publicar na nova versão do livro. Principalmente por ela ser uma releitura de uma das cenas que eu gosto e, com todo o respeito e sinceridade, acho que deveria ter sido dada ao Motomiya e não ao Takaishi.




★ Opostos.

Personagens: Daisuke Motomiya, Ken Ichijouji (Digimon Kaiser)
Base: DA02 (Episódio 19 -- A cena da luta entre o Takeru e o Kaiser)
Tema: drama (?)
Classificação: K




Entrou logo que conseguiu embarcar na fortaleza. Essa grande sorte veio quando a gigantesca nave passou perto do rio, saltando com o Lighdramon em uma das portas, que estava aparentemente aberta.

Logo depois de alguns minutos passados, o mais novo do grupo e Submarimon infiltraram-se, quando a base do inimigo estava submergida no oceano.

- Daisuke-san! Como...
- Shh, não fale nada! - sussurrou para Iori - Tenho a impressão que eles estão por perto. Se fomos pegos, tudo isso terá sido em vão.
- Ah... Ok - respondeu, no mesmo tom que o Motomiya.

Os dois, juntamente de seus parceiros, esgueiraram-se pelo corredor. A "casa" do imperador era sombria: Aspecto metalizado e algumas partes não possuíam uma iluminação decente, sendo que às vezes era escuro demais ou a luz não clareava direito em outros cômodos.

Enquanto corriam pelas escadas, Armadimon percebe algo. Eles voltam e vêem uma sala estranha, em um abismo de metal.

- O que é aquilo, dagyaa?
- Deve ser a sala de energia. - deduziu o Hida.
- Devemos destruí-la?
- Não, vamos dar uma olhada ao redor mais um pouco - disse Daisuke.
- Ok.
- Pessoal... Vocês não estão com frio? - comentou V-mon.
- Não... - responderam as crianças.
- Eu... Eu estou sentindo uns calafrios, dagyaa...


Prosseguiram, até chegar em outra sala.
Lá viram vários digimons engaiolados, presos em celas totalmente escuras e talvez úmidas.

Aquela visão era assustadora aos quatro. Adentraram mais na sala, e começaram a abrir as grades de metal que os prendiam naqueles cubículos. O Melhor para o trabalho era Digmon, enquanto os outros três ajudavam a colocá-las no chão, sem que fizessem barulho para revelar sua missão.

Enquanto faziam aquilo, uma tela chamou a atenção deles. Um redemoinho sinistro era mostrado pelo ecrã.

- O que é aquilo? - perguntou-se Iori.

Enquanto assistiam, a fortaleza entrava no redemoinho. Logo após, sentiram que pararam de se mover. Fitaram novamente a tela e apareceram alguns Mechanorimons mergulhando no infinito negro e sinistro.

Iori e Digmon continuaram, assim como V-mon. Mas o goggle boy ficou "hipnotizado" pela tela.

Viu os digimons metálicos serem sugados para a imensidão sombria. E também conseguia ouvir os gritos do insano "escolhido" a reclamar, chamando os Mechanorimons de "insetos", "fracassados", etc.

Sentiu seu sangue ferver. Queria ir até lá e fazer alguma coisa. Até iria, se o Digimon Kaiser não tivesse saído da fortaleza, dentro de um Mechanorimon, e descido até o fundo do redemoinho.

Lá... A cena prosseguiu de uma forma assustadora. Na tela apareceu um digimon negro sinistro, com face demoníaca. Aquele era o primeiro inimigo de Taichi & cia.
Lembrou-se imediatamente do mais velho contando, no Memorial Day, da primeira aventura que tiveram em 1999. Associou aquele monstro com Devimon, e lembrou como o Takeru reagia ao ouvir aquele nome e ao relato feito pelos outros seis veteranos.

Devimon... Aquele que Angemon lutou e se sacrificou para que as trevas não vencessem. O anjo que Patamon se transformara para proteger o pequeno Takaishi, as crianças escolhidas, e a ilha.

Podia não ter tido aquela experiência... Mas só de ouvir... Só de ver nos olhos do seu "rival no amor"... Sentia, sentia que não deveria permitir mais aquilo.

- Ele... Ele não sabe de nada! - vociferou, enquanto em sua mente lembrava das lágrimas derramadas pelo escolhido da Esperança. Lágrimas que ele fez de tudo para que ninguém visse, mas Daisuke acidentalmente as viu.

- Huh? Daisuke-san? - Iori o olhou.

- Idiota! - tirou a mochila das costas, soltando-a no ar e deixando que caísse no chão gélido - Ele não sabe... Não posso mais deixar que isso continue! Aguentei o suficiente! - enquanto dizia isso, outro flash passou pela cabeça: Agora eram os pais do moreno a chorar desesperadamente de preocupação, querendo acreditar que o filho seria encontrado e que estava bem - Eles estão sofrendo... Não só os digimons que estão sentindo dor! A sua família também está, seu idiota!

- Daisuke?! - V-mon virou-se para o parceiro, surpreso ao vê-lo daquele jeito.

O Motomiya não disse mais nada. Apenas saiu andando da sala. O mais novo gritou, perguntando o que ele iria fazer.
E a resposta, veio recebida pelo D-terminal. Ela mandava o Hida tirar todos os digimons de lá e evacuasse a base enquanto ele resolveria aquilo.

E o azulzinho... Assim que ouviu o menino de olhos verdes ler a mensagem, saiu atrás do parceiro.

Aquele tempo todo, do percurso sendo seguido pela grandiosa escadaria, passando por corredores escuros... Deu tempo para que Ichijouji completasse sua criação: Chimeramon.

E esta aberração foi lançada para fora da nave, iniciando um confronto entre Miyako, Hikari e Takeru.

Cerca de vinte minutos se passaram.

- Daisuke! Daisuke! Espera! O que você vai fazer?! - perguntava V-mon.
- Chega! Não suporto mais!
- Não... Não podemos deixar isso para depois?!
- Não... Não mais! Se ele continuar assim--

- Quanta coragem você tem... Ao andar livremente pela base do Digimon Kaiser, aquele que controla o poder das trevas.

A dupla 2-top olha para frente, e se deparam com o garoto. Sorria, a vitória contra os escolhidos já estava garantida, pois tinha em mãos um poderoso recurso.

Mas o Motomiya não sentia medo ou intimidado. Encarou-o nos olhos, com aquela brava chama que ardia dentro de seus olhos castanhos, fechou os punhos com força:

- Ichijouji... Você deveria parar com isso. Não sabe com o que está lidando. Aliás... Quem VOCÊ PENSA QUE É para desperdiçar a vida daqueles Mechanorimons daquela forma?! Quem VOCÊ PENSA QUE É para maltratar esses digimons?! Como PODE fazer essas coisas?! Como?!

Acalmou-se. Fez um breve silêncio e depois continuou:

- Não acha que eles não sofrem? Que eles não têm vida própria? Até quando vai querer ferir os digimons... E ferir também àqueles que te amam, como seus pais? Você não sente nada por eles? Não percebe o que está fazendo?

- Cale-se!

- Até quando vai bancar o imperador, Ichijouji? Quando é que você vai acordar e perceber que a Digital World é um mundo assim como o nosso, e que os digimons são os habitantes dele assim como nós habitamos o mundo humano?

- Está na hora de você refletir sobre isso... Ichijouji. - falou com muita calma agora, mas sem perder a seriedade.

O outro não se conteve. Sentiu-se totalmente ofendido. Ofendido e magoado.
Mágoas? Mágoas sobre o quê? Sobre ter deixado que o garoto dos goggles falasse aquilo na maior liberdade dentro de seus próprios domínios?!

- CALE-SE! CALE-SE! - vociferou o Kaiser - Vocês são insetos! Insetos! Insetos Insetos!

- Isso é tudo... Que tem a dizer? - não mudou a expressão facial. Continuava sério - Você não entende...? Ou está tentando se esconder da verdade...?

- CALA A BOCA!

E nessa última frase... O chicote foi lançado contra o rapaz. Este não moveu, já que não esperava aquilo, e levou o golpe. V-mon soltou um grunhido de surpreso, enquanto Daisuke nada fez. Sentiu a dor, mas ela não incomodava... Não como a dor que sentia ao relembrar dos escolhidos mais velhos falando de Devimon, das lágrimas de Takeru e dos pais do outro menino.

Já o outro... Expressou uma cara de arrependimento. Só tinha coragem de chicotar digimons... Mas agora... Agora chicoteou alguém da sua própria raça. Chicoteou o garoto com quem enfrentara no jogo de futebol, que o machucou no tornozelo e que se desculpou por aquilo! O mesmo que o fez se humilhar diante de seus pés, enganando-os com Bakemons disfarçados de seus parceiros. E que quando descobriu a verdade, saltou como um tigre enfurecido em cima dele, fazendo com que rolassem desfiladeiro abaixo.

Tudo tinha passado dos limites. Inclusive aquela chicotada.

O chicote escorregou pelo ombro de Daisuke, caindo no chão suavemente. O Motomiya passou a mão no ferimento, como se não fosse nada de mais. Massageou, e olhou depois para sua mão, via um pouco de sangue ali... Um pouquinho mesmo.

- Quando não consegue argumentar... Você apela para a violência... - comentou, voltou a olhar para Ken - Não tenho ressentimentos pelo que me fizeste antes, naquele dia do jogo de futebol... Não entenda isso como algo pessoal...

- N-Não! - gritou.
- Não? - abaixou as mãos - Isso não importa agora...
- Cale--
- CALE-SE VOCÊ! - gritou, e desferiu um soco na cara do outro, com toda sua força.

O imperador foi atirado ao chão. Aquele murro... Não, não foi um Daisuke rancoroso.
Na verdade, aquele soco foi dado como uma tentativa de colocar o outro garoto na realidade. Estava farto já. Farto de ver digimons escravizados, farto de ver as criaturinhas sendo maltratadas, de ver a tristeza na face dos pais de Ken.

Não agüentava mais. Era o basta.

- Ichijouji. - Esticou sua mão, para que ele pudesse se levantar - Minha intenção não é essa. Não te bati por raiva, mas sim... Para que você se tocasse do que está fazendo! Acorde!

Mas já era tarde. Não tinha mais como voltar atrás.
Não mais.

A base começou a tremer, um raio esverdeado perfurou o canto superior da sala. Naquele buraco, Daisuke viu Chimeramon atacando seus amigos.

E sem dizer mais nada, pegou o D-3, apontou para V-mon e o fez evoluir para Lighdramon. Montou no digimon quadrúpede e saiu às pressas dali, dando apenas um olhar sério com uma preocupação profunda em sua mente:

- Ichijouji...




★Nota da autora:

Comentários no spoiler.
Spoiler:
Bom, vocês devem se perguntar "por que a Nina acha que essa cena deveria ter sido dada ao Daisuke?"

► Bem, desde que ele descobre que o Ken é o Digimon Kaiser, notem que as atitudes do Motomiya mudam. O sentido que ele age é mais por querer acordá-lo desta estúpida idéia de que a Digital World é um jogo.

 Os pontos que mais percebo isso é justo nos episódios 20 e 21. Principalmente quando ele está montado no Pegasmon (enquanto o grupo abandonava a base), onde o Daisuke olha pra trás e você ouve ele soltar mentalmente um "Ichijouji" ou "Ken Ichijouji" na versão brazuca o.o

► Outra coisa que me faz pensar é... Se o Ken teria acordado como ele acordou no episódio 26, depois de levar o tapa do Daisuke e ouvir aquele sermão todo. Acredito que sim, ele iria se tocar disso e logo o Kaiser estaria arrependido mais cedo do que a cena em que ele perde e o pessoal diz que aquilo não é um jogo e que digimons são criaturas vivas e de carne e osso.

Talvez colocar o Takeru ali, por ser uma pessoa que SOFREU com o sacrifício do seu próprio parceiro, tenha sido uma justificativa para que o Ken continuasse como o Kaiser por mais dois episódios (alguém nota como o Daisuke fica meio apagado no episódio 19?!), do que pôr o Motomiya logo de cara dialogando e tentando fazê-lo ver a realidade.

Algo que fica BEM claro no anime, após a saga do Kaiser e depois do Ken salvar o Iori do Digimon-torre negra Thunderballmon, é que o Daisuke não guarda ressentimentos. Não guarda rancor, nem mágoas.

Lembrando disso, volto a ressaltar aquele olhar de preocupação que ele emite no episódio 21 e quando ele diz ao Ken, com o Chibimon em seu colo: "Volta pra casa, tem pessoas preocupadas com você! Volta pra casa!"

E quando ele pede que o Ichijouji peça desculpas aos digimons e ao grupo pelo que ele tinha feito, para que eles o perdoassem. O Daisuke mostra perfeitamente ali que não guardou ressentimentos do que o Ken fez aos outros, principalmente a ele (lembram? Episódio 8, Fazendo o goggle boy se humilhar...)

Portanto, se o Daisuke estivesse no lugar do Takeru naquela cena... Ele não iria dar um soco na cara do Kaiser por ódio ou mágoas, mas sim com a intenção de querer que ele percebesse tudo isso.

E creio que ele também não iria lá se atirar em cima do Ken e dar muitos e muitos socos. É desnecessário isso (tanto que o Daisuke só deu um tapa na cara do Ken e não uma porrada de socos feito o Takeru.)

Ele mostra-se por horas mais "calmo" e "compreensível" que os demais. Mais companheiro e até demonstra que suas intenções são de querer ajudar os outros, e que não liga pro que fazem a ele (e isso fica tão claro quanto a relação Ken-Daisuke. O grupo INTEIRO o trata de uma forma no início, como se ele fosse idiota e incapacitado para ser o "líder", mas no final TODOS começam a considerá-lo.)

► Para que tivesse uma 'razão' pro Daisuke sair dali e querer falar pessoalmente com o Ken, tal como o Takeru teve (ao olhar o Devimon no ecrã e se lembrar do que ele presenciou três anos atrás), usei o contexto do episódio 17, onde os veteranos contam ao trio (e à Hikari, que só entrou no grupo após o arco do Vamdemon) sobre a primeira aventura pela DW.

Aqui meti mais a imaginação e usei mais o Daisuke do filme "Hurricane Touchdown" e do CD Drama "Natsu e no Tobira".
Ver o Angemon se sacrificando deve trazer más lembranças ao Takeru, logo creio que ele poderia sentir algum receio ao se lembrar disso... Ou até derramar algumas lágrimas, mas escondê-las do grupo.

E pra ter mais fundamento, e auxiliar mais nessa atitude, inclui a cena do episódio 18, onde o Daichan, a Jun e a mãe deles assistem ao noticiário sobre o desaparecimento do Ken. Naquela cena aparece os pais do moreno chorando.

Essa mesma cena que o Daisuke lembra depois do Wormmmon morrer nas mãos do Ken. E é ela mesma que o faz berrar "VOLTA PRA CASA".


Well, espero que tenham entendido um pouco a minha forma de ver o Daisuke nesta oneshot o.o

E não... Eu não acredito que o Takeru deveria ter pego esta cena. Não mesmo XP


Última edição por Nina Geijutsushi em Qua Nov 09, 2011 5:51 pm, editado 2 vez(es)
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The book of Wish [Oneshots] - Página 2 Empty Re: The book of Wish [Oneshots]

Mensagem por Convidado em Seg Nov 21, 2011 10:08 am

Outro trecho de uma fic que postarei aqui como uma oneshot. Essa cena também foi inventada, já que estou "complementando" certas cenas de DA02 na Hinode.
Eis uma delas. Haverá outra desse tipo, quando o Taichi descobre que o Daisuke foi uma das crianças raptadas pelo Vamdemon.

Ah, o estilo de narrativa aqui é em duas formas: Uma é o próprio Daisuke a narrar e a outra é a narrativa em 3ª pessoa, para as ações e etc que ocorrem dentro deste trecho. É um flashback, portanto é assim que eu os faço... Ao estilo "anime" mesmo.




★ 3 de Agosto de 1999 ~Side D~

Personagens: Daisuke Motomiya, Jun Motomiya
Base: durante Digimon Adventure, final do arco Vamdemon.
Tema: --
Classificação: K




"Naquele dia, em 1999, minha família e eu estávamos em Odaíba."
"Tínhamos chegado em casa, depois de termos feito as compras no supermercado..."
"Jun e eu ajudávamos a guardar as compras..."
"Quando..."


- AAAAAAAAAAAAAAAH!!

Um grito é ouvido da sala, o menino, que estava em outro cômodo da casa, corre para lá e se depara com estranhas criaturas que usavam um lençol branco por cima de seus corpos – Bakemon – segurando os outros três integrantes da família Motomiya, que tentavam se soltar.

- Mamãe! Papai! Jun-neechan! – gritou o menino, incrédulo.
- D-Dai-chan!! – gritou a mãe, olhando-o como se transmitisse a ordem de sair de lá o mais rápido possível.
- Corra! Antes que eles te peguem também! – o pai reforçou a idéia do olhar da esposa.
- Não fica aí parado! Fuja! – berrou a irmã do garotinho.

"Eles foram imobilizados pelos Bakemons. E... Eu não consegui me mover."
"Estava assustado. Petrificado pelo medo... Quando me dei por conta, fui pego."


Tentou fugir, mas não dava mais. Outros Bakemons invadiram a morada e o pegaram enquanto ainda estava naquele estado.
Ao perceber que estavam segurando seu braço, gritou:

- Ei ei! Me solta! – movia os braços, tentando se soltar - M-mãe! Pai...! Neechan!! - olhava para a família, que continuava a tentar resistir em serem levados.
- Soltem-nos! – gritava Dai, quase chorando já - Deixe-nos em paz!!

"Nos levaram para o mesmo local onde estavam outras crianças e suas famílias, além de outras pessoas: Big Sight"
"Jun estava apavorada. Minha mãe tentava acalmá-la, abraçando-a."
"Meu pai estava nervoso. E quanto a mim..."
"Eu estava com medo. E muito mais, quando em seguida... Os Bakemons me separaram deles."
"..."


- Mãe! Pai! Jun-neechan! – gritava ele, enquanto os fantasmas o levavam dali - N-Não! Me solta! Me solta! – tentava se soltar, esperniando e batendo nos monstros.
- Dai-chan! N--!! – a sra. Motomiya grita, desesperada e querendo correr atrás dele, mas outros Bakemons a impediram.

...
Os digimons o levaram para uma fila, cheia de crianças. Colocaram-no lá e saíram. A fila era monitorada por outros Bakemons.
O garoto olha ao seu redor, muito mais espantado. Pensava:

- Por quê...?
- O que eles querem comigo?
- O que eles querem fazer com essas outras crianças?
- O que irá acontecer conosco?

"Fui colocado em uma fila, onde havia milhares de crianças..."
"Todas elas iam direto para o local onde estava Vamdemon e seus servos."
" ... Para que Tailmon, que estava sob custódia dele, identificasse a oitava criança, ou seja, a sua parceira..."


Aproximava-se sua vez na fila. Daisuke continuava a olhar para todos os lados, apavorado.

- Não tem como sair daqui e voltar para os meus pais? – perguntava-se mentalmente.
- Ei você aí! Ande logo! – disse um Bakemon, empurrando-o para frente de Tailmon.
- A-aah!! Não empurra! – reclamou ele, mas logo calou-se depois de ver um olhar atravessado do digimon fantasmagórico.
- Esse garoto é a criança? – Phantomon pergunta à Tailmon, colocando a foice na frente do menino.
- ...! *glup* – Daisuke fica mais apavorado ainda.
- Não... – respondeu a gata desanimadamente, negando com a cabeça.

"Depois disso, eles me empurraram para o grupo dos que já tinham passado pela identificação."
"Foi quando, depois de mais umas quatro ou cinco crianças passarem por ali..."


O vampiro de pele azul, olhos azuis e cabelo loiro lança um olhar mortal à felina, e diz:

- Tailmon... Você sabe que se mentir... Todas essas crianças morrerão.

- M-Morrer?! – Dai engole a seco, muito mais aterrorizado do que antes e trêmulo.

Um burburinho de crianças começou logo seguida de ouvirem aquela frase. O mais novo do casal Motomiya suava frio só de ter ouvido aquilo.

"Depois de algumas horas, encontrei a Jun ali, naquele mesmo grupo. E tentamos fugir dali, para encontrarmos nossos pais."

- Neechan! Neechan! – avistou-a logo depois de um casal de gêmeos, passou por eles e atirou-se em seus braços, chorando.

- Dai! V-você está bem! – disse ela, retribuindo o abraço – E-eu estive preocupada com você!

- O-onde... estão os... nossos pais? E... E... E-eu não quero morrer! Não quero...! – tremia de nervosismo.
- Calma, calma... – tentava tranqüilizá-lo – Está tudo bem, calma.
- ... Jun.

Soltou-se dela, enxugou as lágrimas com o braço e a olhou. Um olhar diferente do anterior. Um olhar quente, flamejante.
Ela percebeu aquela mudança repentina de estado. Seu corpo havia parado de tremer, suas mãos estavam fechadas, e ele apertava os punhos.

- ... Daisuke?
- Neechan, nós temos que sair daqui. – disse ele – Nós temos que encontrar nossos pais!
- M-mas... Os fantasmas...!
- Tem alguém aqui que... Aquele vampiro está procurando! E... E eu não acho que ele seja uma boa pessoa.
- O que você... Você quer fazer?! T-tá maluco?!
- Jun, temos que encontrar nossos pais, e escapar daqui! Depois podemos avisar a polícia, ou sei lá quem puder ajudar! – apertou mais os punhos.
- C-como? Como podemos sair?
- Eu não quero que ninguém morra! N-não quero! – ignorava-a.
- Daisuke! – chamou a atenção – Como que poderemos sair daqui?! Me ajuda a pensar!


“Naquele instante, Estava meio nervoso ainda. Mas sentia que queria fazer alguma coisa para nos salvar.”
“Para todos nós não morrermos, seja quem me conhecia ali ou não.”

“Parei e observei ao redor, os Bakemons que empurravam os que passavam pela Tailmon eram os mesmos que vigiavam.”
“Então...”


- Jun. Quando eles forem... Vamos fugir por trás deste grupo!
- Ahn? Você quer dizer passarmos entre esse mar de crianças?!
- Isso! Podemos escapar assim, podemos?
- Tirou isso de algum lugar, certo?
- Ahh... Do meu programa favorito hehe... *gota*
- *sigh* Impressionante sua criatividade, maninho...

Os irmãos esperaram o momento certo, e assim que os Bakemons se viraram para separar mais uma criança, Dai e Jun deram as mãos e se misturaram na multidão de crianças.

Prosseguiam por ali, até saírem do outro lado. Então saíram em disparada, escondendo-se se misturando novamente no aglomerado logo que viram um Bakemon a passar por eles.

Quando o digimon passou, retomaram a fuga, até passarem de fininho por todos eles.
No meio do caminho, uma estranha menina chamou sua atenção. Cabelos castanhos, olhos cor de mel e uma aura tão inocente e pura.

Foi por um momento, pois a Motomiya logo o despertava do transe.

- Anda logo ou eles vão nos pegar! – disse ela, puxando-o pela mão ainda.
- Aaah! T-to indo! – o menino apertou o passo.

Esconderam-se atrás de uma mesa, tinha mais uns fantasmas ali.

- Viu? Se você não tivesse demorado, nós teríamos chegado logo! – bronqueou a menina.
- D-desculpe... Eu... Eu me distraí...
- Bem... Vamos tentar de novo.
- Certo.
- Ok... – seguia os movimentos dos bakemons, até que eles foram para outro lado – Agora!

Os dois se moveram rapidamente detrás da mesa e correram, com cautela.

"De certa forma, conseguimos numa segunda tentativa. Os guardas se distraíram e seguimos para o local onde estávamos antes de nos separarem de nossos pais."
"Só que, quando chegamos lá..."
"Eles já estavam desacordados, como os demais familiares daquelas crianças e outras pessoas."





★Nota da autora:

Esse trecho também complementa a história da Geijutsushi na fic. E também uma justificativa pra ela ter o Fragmento do Desejo. Aliás, ela não é citada no relato do Motomiya, pois ele não sabia que estava estava lá também. Só depois, quando o Lightnimon (ou seja, o Daisuke) a salva dos Bakemons, cujo é um trauma dela (e anteriormente dele. Isso será explicado no próximo flashback) devido à invasão de Vamdemon, que ela conta sobre este dia, mas em seu ponto de vista. Aqui fica meio claro que a Ni viu o Dai, mas não o conhecia naquela época. Portanto ela não fazia idéia de que mais tarde viriam a se conhecer e até "tornar-se amigos".


Última edição por Nina Geijutsushi em Qui Nov 24, 2011 6:37 pm, editado 1 vez(es)
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