Digimon ainda tem chance no Brasil?

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Mensagem por aswq em Qui Maio 03, 2012 5:49 pm

Pelo menos no caso americano, quanto menos violento o anime é pior tratamento ele recebe, mais por causa da divisão infantil/adulto...

Concordo com o Dragon nisso do pouco apoio dos japas, dá para perceber que cada vez os animes chegam mais tarde e que os japas são fraquinhos nesse processo de exportação.

A Disney apenas foi ficando cada vez mais capitalista, quanto mais vende e menos faz pensar melhor.

PS- Se bem que pro Brasil esse politicamente correto é abusivo mesmo é só você olhar pros comediantes...
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Mensagem por Marcy em Qui Maio 03, 2012 7:26 pm

Ainda estou lendo todos os post, mas dei uma olhada "por cima" e creio que entendi um pouco o que cada um aqui está direcionando.

Se Digimon pode vir a ser um sucesso no Brasil? Vamos fazer uma eliminatória:

Globo = sem chances.
SBT = talvez.
Record = impossível.
MTV = com certeza não.
E Paraná = há!
Rede TV! = não. A emissora já confirmou que não vai mais comprar animes e desenhos em geral.
Band = Aí temos que ver. De repente, a Band resolveu dar mais valor a alguns animes.

Se Digimon for febre no Brasil de novo em TV Aberta, aposto todas as minhas economias que a Band é que terá direito ao anime. Mas ainda assim, as chances são pequenas.


Certo, vamos fazer uma rápida comparação dos desenhos japoneses com os norte-americanos. Notem que, no Japão, os desenhos são mais "calmos", sem piadinhas sem graça a toda hora, nem muita agitação; a paisagem é mais detalhada, porém mais neutra; tem os momentos de clímax mais acentuados e bem determinado num ponto no episódio. Agora os desenhos que vemos no Ocidente é diferente: percebam que os desenhos norte-americanos a paisagem é muito colorida, tem muitos detalhes chamativos; as personagens sempre fazem graça ou, de algum jeito, são engraçados; e em alguns casos os clímax estão em toda a duração de um episódio. Claro, não é bem nessas palavras, mas se vocês notarem bem, é por aí mesmo.

As crianças japonesas são diferentes das crianças norte-americanas. Isso é inegável. A cultura japonesa é muito distinta da cultura americana. Podem perguntar isso a qualquer sociólogo ou pesquisador de comportamento humano bem informado, e ele dirá com todas as letras: as crianças orientais são educadas para serem mais pacientes, e obedecem essa norma, ficando sempre quietinhas diante dos mais velhos; enquanto as crianças ocidentais não são educadas da mesma maneira que no Oriente e, percebam, elas são mais birrentas, agitadas, implorando por tudo, não importa com quem estejam.

Há vários motivos por os animes não serem bem vistos no Brasil. Alguns dos motivos alguns aqui já comentaram, e outro motivo é esse: devido ao comportamento da criança brasileira, que prefere desenhos norte-americanos (sempre alegres e divertidos) do que os japoneses (mais "parados", sem graça). O que as emissoras brasileiras não percebem é que justamente os desenhos "sem graça" do Japão são mais bem elaborados do que os "sempre alegres e politicamente corretos" que os ocidentais produzem sem nenhum aprofundamento.

Dragon escreveu:Naruto era exibido no SBT num horário que quem estuda de manhã não chegou em casa ainda e quem estuda de tarde está saindo para a escola.
Eu arrisquei assistir um pouco desse anime no SBT, mesmo sabendo dos cortes. E caramba, eu saía do colégio correndo, chegava em casa, jogava minha pasta em algum canto, ligava a TV e tinha a sorte de ver a abertura. Me lembro que depois passou Blue Dragon nesse horário, deixando Naruto antes, o que diminuiu a audiência. Ah, e o Blue Dragon que passou no SBT foi traduzido horrivelmente em Miami, o que resultou em uma dublagem com um sotaque sem emoção, nem ênfase, como se as personagens fossem robôs programados para falarem letra por letra. Catastrófico. O anime perdeu audiência e os diretores do SBT ainda alegavam não encontrarem problema algum. Ah, vá!
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Mensagem por Takuya em Qui Maio 03, 2012 9:01 pm

Marcy escreveu:
Há vários motivos por os animes não serem bem vistos no Brasil. Alguns dos motivos alguns aqui já comentaram, e outro motivo é esse: devido ao comportamento da criança brasileira, que prefere desenhos norte-americanos (sempre alegres e divertidos) do que os japoneses (mais "parados", sem graça). O que as emissoras brasileiras não percebem é que justamente os desenhos "sem graça" do Japão são mais bem elaborados do que os "sempre alegres e politicamente corretos" que os ocidentais produzem sem nenhum aprofundamento.

Não concordo com isso. O que sempre vimos foi justamente o contrário. Sempre que havia animes sendo exibidos na programação, a audiência destes superava a dos desenhos americanos, tanto que as emissoras sempre os usaram como forma de alavancar a audiência (Globo virava e mexia colocava Dragon Ball ou Digimon no ar novamente, só pra dar um up na audiência da TV Globinho, depois que conseguiam isso tiravam de novo). Aliás, como alguém já comentou no topico, esse preconceito com os animes parece mais estratégia pra diminuir o hype deles, e aumentar o dos desenhos norte-americanos, que estavam super em baixa com a moda dos animes. E parece que surtiu efeito, infelizmente...

Bom, quanto as emissoras, estas não se preocupam com a qualidade do conteúdo exibido, elas se preocupam em ter audiência e retorno financeiro com ele, e atualmente, parece que as séries toscas da Disney fazem melhor esse trabalho =/
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Mensagem por Marcy em Qui Maio 03, 2012 10:03 pm

Takuya escreveu:
Marcy escreveu:
Há vários motivos por os animes não serem bem vistos no Brasil. Alguns dos motivos alguns aqui já comentaram, e outro motivo é esse: devido ao comportamento da criança brasileira, que prefere desenhos norte-americanos (sempre alegres e divertidos) do que os japoneses (mais "parados", sem graça). O que as emissoras brasileiras não percebem é que justamente os desenhos "sem graça" do Japão são mais bem elaborados do que os "sempre alegres e politicamente corretos" que os ocidentais produzem sem nenhum aprofundamento.

Não concordo com isso. O que sempre vimos foi justamente o contrário. Sempre que havia animes sendo exibidos na programação, a audiência destes superava a dos desenhos americanos, tanto que as emissoras sempre os usaram como forma de alavancar a audiência (Globo virava e mexia colocava Dragon Ball ou Digimon no ar novamente, só pra dar um up na audiência da TV Globinho, depois que conseguiam isso tiravam de novo). Aliás, como alguém já comentou no topico, esse preconceito com os animes parece mais estratégia pra diminuir o hype deles, e aumentar o dos desenhos norte-americanos, que estavam super em baixa com a moda dos animes. E parece que surtiu efeito, infelizmente...

Não me refiro exatamente aos desenhos ocidentais e orientais assim, estou apenas dando um exemplo a grosso modo. De fato animes são divertidos, mas em comparação aos desenhos ocidentais, percebe-se que a graça nos animes é mais "contida", digamos, mas bem pensada e não a toda hora (salvo, talvez, animes humorísticos, mas aí é outra história xD), como na maioria das animações norte-americanas. E eu li em algum lugar que as crianças ocidentais não são do tipo que assistem um desenho que não tem muita graça o tempo todo.

Uma prova? O filme "Ponyo, Uma Amizade que Veio do Mar", que não durou um mês no cinema brasileiro, é um filme de animação japonesa que, pelo o que eu ouvi, as crianças nas salas de sessão já não queriam mais assistir ao filme mais já logo no começo, porque elas não estavam achando o filme divertido, mesmo o filme tendo seus momentos de humor mais ao decorrer da trama. Com base dessa e outras animações japonesas, podemos ver o comportamento da maioria das crianças em relação aos animes de hoje.

... e sim, percebi essa de dar mais valores ao desenhos norte-americanos porque eles estavam em baixa. De fato, os animes tiveram seu ápice, mas muitas vezes eram em grande maioria crianças maiores de 10 anos quem assistiam esses animes do que os menores, que entram no quadro dos "desinteressados" por animes do qual me referi no post anterior. O horário em que os animes passavam também contribuía. Mas, mesmo assim, há vários fatores que levam a uma população deixar de assistir determinada coisa, que no caso aqui debatido, são os animes, e não necessariamente uma guerra de marketing, sendo que esse é também um motivo forte.
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Mensagem por Hikari no Hana em Sex Maio 04, 2012 9:15 am

Marcy escreveu:... e sim, percebi essa de dar mais valores ao desenhos norte-americanos porque eles estavam em baixa. De fato, os animes tiveram seu ápice, mas muitas vezes eram em grande maioria crianças maiores de 10 anos quem assistiam esses animes do que os menores, que entram no quadro dos "desinteressados" por animes do qual me referi no post anterior. O horário em que os animes passavam também contribuía. Mas, mesmo assim, há vários fatores que levam a uma população deixar de assistir determinada coisa, que no caso aqui debatido, são os animes, e não necessariamente uma guerra de marketing, sendo que esse é também um motivo forte.

Eu não sei até que ponto concordo com o fato de crianças menores não terem interesse. As de hoje, de fato, tem uma dificuldade imensa de se concentrar, e acompanhar uma história que não seja no mínimo coloridona e engraçada DESDE o começo. Mas convenhamos, o que queríamos se hoje a criançada começa vendo TV com programas como Barney, ou Dora, a Curiosa (acho que é esse o nome)? O.O Sério, vocês já repararam como as produções infantis hoje para a faixa da primeira infância, principalmente, são COLORIDAS e REPETITIVAS? Talvez seja a forma com que se adequaram para captar a atenção da criança, inserida num mundo em constante (e frenético) movimento e que cada vez mais cedo precisa ter mil coisas a se fazer (criança de 4 anos hoje já passa metade do dia na escola, faz inglês, ballet, natação, judô, Kumon ou qualquer uma dessas variantes. E em pensar que eu só fui começar natação aos 8 e o inglês aos 14 O.O).

MAS... não sei se foi assim O TEMPO TODO. Quer dizer, na época da finada TV Manchete, quem assistia CDZ e outras coisas como Patrine, Jiban, Jiraya, Sailor Moon e toda a patota dos animes e séries japonesas, era a criançada de 3-4-5 anos. Óbvio que as de 10 adoravam, mas poxa... se eu perguntar para pessoas da minha faixa etária (21-23 anos), 90% vai afirmar que era fissurada em animes naquele tempo, e eram crianças de 3-4-5 anos. E apesar de CDZ ter as lutinhas e tudo mais, convenhamos que os primeiros episódios eram bem porres.

Aliás, nem precisa apelar aos animes pra perceber como as gerações da criançada mirim de hoje difere da nossa. Peguemos os filmes Disney. Os antigões. Acho que aqui todo mundo assistiu ao menos uma vez algum dos clássicos Branca de Neve, Bela Adormecida ou mesmo Pinóquio (eu ia citar o Fantasia, mas ele é uma coisa tão expecional na coletânea Disney e tão incrivelmente diferentão que nem vale a pena). Esses filmes, até pela tecnologia da época, apelavam para cores pastéis e, apesar de vivas, toda a obra tinha um ar meio... zen (tirando, obviamente, as cenas do climax). E a história demorava a começar... até Branca de Neve ser de fato ameaçada de morte, a gente viu a Madrasta falar com espelho, viu a Branca de Neve na sessão xaveco com o Príncipe Pateta, viu a Rainha falar com o caçador, viu o caçador ter crise existencial... ou seja, se uma criança de 4 anos hoje visse isso, na primeira canção da Branca de Neve apaixonada ela já ia dormir!

A mudança neste clima só se dá nos filmes Disney da época do "renascimento", ou seja, de A Pequena Sereia para cá (89 e década de 90). Apesar das histórias ainda demorarem a terem um início de fato (mano, até a Bela se encontrar com o Fera, eu já sabia toda a história da maldição e ainda conhecia a vila inteira da Bela), músicas, cores e personagens engraçados (como um macaco sacerdote - ou sei lá o que podemos considerar o Hafik - ou um siri atrapalhão como o Sebastião) estão desde o começo para chamar a atenção (único filme que aqui não entra é o Corcunda de Notre Dame... mas bah, ele sempre foi muito mais adulto do que queriam nos fazer acreditar). Repare que é a mesma época em que animes estouraram no Brasil, e que tinha mesmo no público menor um público fiel! Temos então duas frentes de animação: uma japonesa, mais ponderada, contida e que desenvolve enredos contínuos, lentos, graduais... e a frente americana, pós Guerra Fria, entrando na Nova Ordem Internacional, do "triunfo" do capitalismo, produção e consumo, e que começa a lançar seus Windows (95 e 98) e a produzir desenho atrás de desenho. Os americanos percebem que os menores (e mesmo os maiores) começam a vivenciar essa realidade e passam a produzir filmes e desenhos mais chamativos, com enredos que se resolvem em um episódio e que faça a criança se divertir.

Parece contraditório, não? Ao mesmo tempo em que as produções americanas atraem por serem rápidas, as japonesas atraem porque apresentam um enredo que só pode ser resolvido se você assistir TUDO!

Mas foi essa a geração brasileira dos anos 90. A que, no cinema, já presenciava essa mudança dos tempos, mas que na TV ainda assistia animações dos anos 70 e 80, que seguiam o modelo mais "zen". A década de 90 foi uma época de transição, e de uma infância realmente "dúbia".

Aí vieram os anos 2000. Década em que animes foram sendo cortados, retalhados e retirados do ar, as animações antigonas pararam de serem exibidas, e as TV's passaram a investir nos novos desenhos (a Era Bob Esponja, como diria um amigo meu). Se a geração de 90 teve dois tipos de animação que acompanhar, a criançada dos anos 2000 pegou somente o tempo em que as animações aceleradas e coloridas dominavam a TV. Pegou também a internet, os canais fechados e... blá, acabamos no que já dissemos.

Ou seja, a meu ver, houve uma transição lenta (e algumas vezes encaminhada) para que hoje a criançada ocidental (e em especial a brasileira) se acostumesse com o ritmo americano atual de animação, e que contribuiu para o desinteresse que algumas delas (os priminhos do Dragon são fodas e não contam -Q) alimentam em relação a animes. Sei lá, talvez hoje eles realmente não consigam mais acompanhar e se concentrar... mas eu realmente acho que isso foi resultado do tempo e de todas as mudanças que o mundo passou nos últimos 20 anos.

E só porque achei que podia interessar... voltando ao "politicamente correto", achei esse texto hoje no FB. Serve, no mínimo, pra dar risada :p

http://hbdia.com/top-x/4-desenhos-animados-traumatizantes-e-como-a-ciencia-os-explica/
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Mensagem por Marcy em Sex Maio 04, 2012 10:04 am

Isso é algo que eu estava pensando hoje de manhã no colégio. Vejam: os animes não mudaram. Tá, mudaram o modo de produção, a forma de reproduzir a animação, o storyboard, montagem e tudo mais; porém os animes não mudaram a sua essência desde a década de 1980. Resumindo grosseiramente, digamos que o que vemos nos animes hoje é quase a mesma coisa que víamos antigamente.

E as animações ocidentais não; ela seguia uma essência similiar aos animes clássicos, com questão de morte, violência, armas, bebidas, tabaco e tudo o mais. Mas encontrar uma animação infantil atual que tenha esses itens é a mesma coisa que encontrar um mamute ainda vivo!

Então, se os animes eram e ainda são assim... POR QUE A CRIANÇADA DE HOJE OS DESPREZAM? ANTIGAMENTE NÃO ERA ASSIM!

O mundo muda, as coisas mudam. Os videogames estão sendo condenados à falência como eu disse em um tópico que criei aqui, devido ao avanço tecnológico neles. E os desenhos norte-americanos estão indo à falência porque resolveram ser politicamente corretos. Acho que os pais brasileiros dão mais importância ao que sempre ocorre nos EUA, e não no Japão. Eles percebem que agora os EUA fazem esses desenhos ridículos, mas o Japão não, então... acho que pensam que os japoneses estão errados, e dão aos filhos conteúdos que as crianças estados unidenses recebem. Sei lá, essa é a minha única teoria para explicar essa questão!
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Mensagem por aswq em Sex Maio 04, 2012 10:35 am

Marcy escreveu:Então, se os animes eram e ainda são assim... POR QUE A CRIANÇADA DE HOJE OS DESPREZAM? ANTIGAMENTE NÃO ERA ASSIM!

Não posso falar sobre o Brasil mas não deve haver muita diferença.
Sempre houve mais apelação pra desenhos americanos do que os animes, publicidade, os horários, os vários canais, produtos das animações. De animes infantis não há um único canal, produtos há cada vez menos (ou cada vez menos publicidade que faz com que ninguém note neles), piores horários e trabalho não apelativo (não interessa cortes e coisas do gênero que pra uma criança isso vale 0)

Posso dar o meu exemplo, que horário e coisas do gênero mudam os gostos, eu comecei a gostar de Digimon porque eu brincava com peluches de Digimon e nem cheguei a assistir Pokémon porque o horário não era bom para mim, logo não gostava de Pokémon.
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Mensagem por Takuya em Sex Maio 04, 2012 10:38 am

Marcy escreveu:
O mundo muda, as coisas mudam. Os videogames estão sendo condenados à falência como eu disse em um tópico que criei aqui, devido ao avanço tecnológico neles. E os desenhos norte-americanos estão indo à falência porque resolveram ser politicamente corretos. Acho que os pais brasileiros dão mais importância ao que sempre ocorre nos EUA, e não no Japão. Eles percebem que agora os EUA fazem esses desenhos ridículos, mas o Japão não, então... acho que pensam que os japoneses estão errados, e dão aos filhos conteúdos que as crianças estados unidenses recebem. Sei lá, essa é a minha única teoria para explicar essa questão!

Isso é algo cultural, na verdade. Estamos acostumados a importar cultura, comportamento, entre outras coisas dos americanos. Inconscientemente, queremos ser iguais a eles. Sempre teve no Brasil aquela imagem dos EUA como uma nação todo-poderosa, rica, bem-sucedida, onde as pessoas vivem bem e são felizes. Mesmo depois dos atentados de 11 de setembro, esse pensamento continua impregnado na sociedade. Dessa forma, alguns comportamentos de lá acabam se reproduzindo aqui. Por exemplo, essa superproteção com as crianças ainda não existia por aqui em meados dos anos 90, mas nos EUA já existia, tanto que os animes naquela época eram super retalhados e modificados ao ponto de tornarem-se rídiculos. Isso começou a se reproduzir por aqui em meados dos anos 2000.

E realmente, as crianças de hoje são bem diferentes das crianças que nós fomos na década de 90. Sempre que penso a respeito, chego a conclusão que as crianças nascidas na decada de 90 foram as últimas a conhecer uma forma de infância sem tanta tecnologia, mais simples, mais lúdica. Me lembro que até 2004, 2005, internet era algo praticamente inacessível pra grande parte da população, tinha gente que nem sabia que existia. Analisando todos os fatores, me parece que estamos numa fase de declínio, não só na televisão, na programação infantil, mas uma crise de valores mesmo.
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Mensagem por Hikari no Hana em Sex Maio 04, 2012 10:49 am

Vou dar um pitaco pessoal regado à minha própria vivência: pais de hoje NÃO acompanham o que os filhos assistem (pelo menos os meus pais jamais se interessam em ver o que eu estava assistindo... ainda me pergunto como diabos foi minha mãe que me levou pro cinema pra ver o primeiro Harry Potter O.O). Por duas razões, basicamente: a primeira, pela falta de tempo mesmo. Pais não param em casa, e quando fazem isso, eles procuram fazer outras coisas que não ver TV. Para se ter uma vida razoalvemente estável hoje em dia, eles precisam trabalhar DURO, e como ainda são poucos os que atentam pro fato de que acompanhar os gostos e os hábitos televisivos do filho é importante, poucos fazem isso (há muita preocupação com o que os filhos vêem na internet, mas ainda não se pensa naquilo que os filhos assistem, mesmo a TV sendo mais antiga. Como pode? Sério?).

A outra razão é mais pessoal minha: pais tem preconceito com aquilo que os filhos assistem. Falta de paciência, se quiserem usar o termo mais bonitinho. Poucos são aqueles que aceitam parar e assistir o que o filho gosta sem ter que taxar de "besta", "imbecil" ou "gente, que coisa babaca, por que estou vendo isso?". Esse pensamento vem mesmo ANTES do pai saber o que o filho está vendo, e portanto ele não se submete a isso, porque, voltando ao item anterior, eles não tem tempo para "perder com esse tipo de coisa". Só que aí que está o "problema": você não está perdendo tempo, você está vendo o que o seu filho gosta e conhecendo aquilo a que ele tem acesso ou não. Desde quando isso é perda de tempo? Gaste meia hora do seu dia, ou uma, sente sua bunda e aguente! Você ficaria surpreso com o tanto de coisa tosca ou realmente inapropriada que seu filho está assistindo. E ficaria mais surpreso ainda quando descobrisse que aquele desenho "de retardado", aquela animação japonesa violenta, está ensinando boas coisas ao seu filho (neste último estou falando dos meus pais em especial, porque se eles tivessem se dignado a ver Digimon comigo, aposto que eles agradeceriam por eu gostar de um desenho que me ensinou tantas coisas ao invés de ficar assistindo "Fica Comigo" na MTV como minha irmã fazia. Apesar de que eu achava Fica Comigo ridicularmente engraçado)

E ainda nesse tom, tem alguns pais que até assistem, mas por considerar o conteúdo não atraente para ELE, boicota a pobre criança. Não sei se é o caso dos animes em geral (acho que os animes se encaixam no preconceito mesmo, aquilo que vem ANTES do pai acompanhar), mas também já vi casos que criticaram o desenho que a criança assistia somente porque ELES acharam chato ou que não tivesse algo que prestasse. E nesse ponto, acho que os pais de onde em dia (e não só eles) esquecem que a criança é SÓ CRIANÇA. Ela é capaz de entender sim, mas poxa, ela não é obrigada também a ter um gosto refinado e bem direcionado se ela ainda não vivenciou as coisas. Às vezes aquilo tem uma mensagem que faz sentido A ELA. Você é a pessoa que já viveu o bastante para saber se a mensagem é boa ou não. E isso não se faz apelando pra GOSTO, mas sim para BOM SENSO. É você quem deve ajudá-la nisso.

Me pego novamente de exemplo: minha prima, aos 4 anos, era LOUCA por Barney. Sério, louca mesmo. E como minha tia nunca teve lá muita paciência pro dinossauro roxo (ela sempre preferia a Pinky Dinky Doo -Q), eu que ficava assistindo com ela. Eu gostava? Não. AQUELAS MÚSICAS ME IRRITAVAM. Mas poxa, era somente porque o ritmo e o modo de ser feito não me atraíam. Mas as mensagens, no fim, eram bacanas. Meio coloridas demais, mas bacanas. Ela aprendeu uma coisinha aqui, outra ali, que foram benéficas a ela. O ritmo se adequava ao que ela queria e ao modo como ela conseguia aprender. Se não há nada de ruim no que está sendo passado, por que eu ia boicotar? Assistia mesmo, sabia do que ela falava e conseguia manter um diálogo com ela. Mesmo que eu tivesse vontade de bater a cabeça na parede cada vez que eu ouvia "Amo você, você me ama, somos uma família feliz..."

Em compensação, eu já não consigo fazer isso com ela em sua fase atual de Crepúsculo. Sério, por mais que eu tente enfiar na minha cabeça que pode ser uma fase e é normal crianças da idade dela gostarem daquilo, eu realmente NÃO VEJO NADA DE BOM QUE ELA POSSA APRENDER COM AQUELA COISA. Então eu até evito de ver com ela e falar sobre, porque senão eu vou deixar falar mais alto meu lado de "mano, como eu detesto isso!". Mas deixemos isso pra lá, não somos todos perfeitos

Enfim... acho que se os pais de hoje atentassem mais pras coisas que os seus filhos andam assistindo na TV (quando assistem), eu não acho que eles fossem gostar TANTO assim dos desenhos americanos e odiar tanto os animes. Tipo, eu tenho mesmo essa convicção.

E só pra terminar... dessa frase que o Rafa soltou:

"Isso começou a se reproduzir por aqui em meados dos anos 2000" > começou mais depois dos atentados de 2001, reparem. Porque, apesar de existir uma tendência nesse estilo nos EUA nos anos 90, ainda víamos alguma coisa que não fosse tão preocupada com o politicamente correto. Poxa, Rei Leão tinha uma MORTE. Talvez não com sangue, mas convenhamos, nem precisou. Mas após 2001, eles fizeram essa tendência ficar mais forte, até mesmo por conta de todo o sentimento de ameaça que começou a surgir, e a preocupação com violência que os futuros adultos americanos poderiam querer seguir (afinal, Bin Laden nada mais foi do que uma cria da política americana dos anos 80, era uma família relativamente respeitada no país, quem garante que a criançada não poderia se basear nele?). O Brasil herdou, em meio a tantos outros acontecimentos que aconteceram e ajudaram. Somos um reflexo da cultura americana, de toda forma...
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Mensagem por Marcy em Sex Maio 04, 2012 12:21 pm

Hikari no Hana escreveu:E só pra terminar... dessa frase que o Rafa soltou:

"Isso começou a se reproduzir por aqui em meados dos anos 2000" > começou mais depois dos atentados de 2001, reparem. Porque, apesar de existir uma tendência nesse estilo nos EUA nos anos 90, ainda víamos alguma coisa que não fosse tão preocupada com o politicamente correto. Poxa, Rei Leão tinha uma MORTE. Talvez não com sangue, mas convenhamos, nem precisou. Mas após 2001, eles fizeram essa tendência ficar mais forte, até mesmo por conta de todo o sentimento de ameaça que começou a surgir, e a preocupação com violência que os futuros adultos americanos poderiam querer seguir (afinal, Bin Laden nada mais foi do que uma cria da política americana dos anos 80, era uma família relativamente respeitada no país, quem garante que a criançada não poderia se basear nele?). O Brasil herdou, em meio a tantos outros acontecimentos que aconteceram e ajudaram. Somos um reflexo da cultura americana, de toda forma...

Sim, eu reparei. Então... para evitar que os EUA não se prejudiquem, ou melhor, não sofra atentados de pessoas do próprio país, eles estão retirando as cenas violentas de Tom & Jerry, Pica Pau, tornando tudo tão sem graça, politicamente correto e...?

..........

Isso é um absurdo. É uma forma de iludir as crianças, dizendo que o mundo não é perigoso, que é tudo seguro. É uma forma de os EUA mostrarem que não ocorrerá mais atentados e mortes, que não existe guerras e violência, para que a população no futuro não fique com medo e viva em seu mundinho de florzinhas perfumadas e animaizinhos felizes. Ridículo; os EUA é uma das nações que mais gosta de guerrear justamente porque é a maior produtora de armas do mundo (sim, notei que eles fazem guerras para os inimigos comprarem mais armas deles, pqp) e também porque possuem um alto interesse econômico pelos outros países. Todo mundo sabe que o mundo não é tão bom assim, e todo mundo saberá, e assim será até quando resolverem extinguir a internet, livros que possuem cenas de ação acentuada e jornais policiais.
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