Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

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Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 6:12 pm






Nina foi salva por um misterioso digimon chamado Lightnimon. Durante a fuga, a menina acabou adormecendo. Quando acordou, encontrou o parceiro do goggle boy desaparecido – V-mon.
Unindo as informações dadas pelos parceiros de Taichi, Mimi e Jou, a garota chegou a conclusão que era Lightnimon quem os ajudou.
Este não disse absolutamente nada. Nem deixou que V-mon contasse seus planos.
A sorte deles foi que os fantasmagóricos digimons (lacaios de Ranamon), e os obrigaram a fugir de lá.

Enquanto isso, os demais escolhidos se separaram em grupos para procurar pela Geijutsushi; até que foram surpreendidos pelos fantasmas, distanciando-os dos outros.

Depois de algum tempo, Iori e Ken encontram a menina. Mas ela não diz nada a respeito do guerreiro da noite ou que encontrou V-mon.

Mas... Aqueles dois mini-times teriam de se preocupar com algo agora:

...

- Aqueles Bakemons continuam atrás da gente! – gritava uma Mimi, chorando.
- O que eu fiz pra ficar NESTE “grupo”?! – lamentava Yamato.
- Yamato-san! Taichi-san disse que não poderíamos deixar vocês três sozinhos! – relembrou a Inoue.
- Vocês não estão com seus parceiros – reforçou o irmão do Ishida – Por isso não tivemos outra escolha a não ser nos separar desta forma.

O loiro bufou, contrariado. Preferia ter ido com Iori e Ken, ou com qualquer outro grupo...

- Depressa, Holsmon! – pediu Miyako, olhando para trás e vendo os Bakemons alcançando-os.
- Miyako-san – chamou Takeru – Há Bakemons no caminho!

- Red Sun!
- Silver Blaze!


O raio vermelho lançado dos olhos de Holsmon e um esverdeado disparado pelo triângulo do elmo do corcel alado acertam os inimigos, destruindo-os e abrindo passagem.

- São muitos... – choramingou a Tachikawa – Dessa forma nossos parceiros vão ficar cansados!
- E eles não têm muita energia para evoluir pro nível perfeito... – suspirou a outra garota do grupo – Senão já poderíamos ter destruído-os.


E a cena se repetia com os outros três mini-times.

- Mega Flame!

- Isso não tá adiantando! – dizia uma Bunni nervosa – E só vamos gastar a energia do seu parceiro, Taichi-san!
- Se não abrirmos caminho, como que iremos escapar daqui?! – contrariou-a.

- Agora temos quatro desaparecidos... A Neechan, o Daisuke-san, o V-mon e o menino que é parceiro do Terriermon...

...

- São muitos! – comentou uma Hikari tensa – Será que conseguiremos escapar daqui?!
- Não posso evoluir para Angewomon ainda, mas... Por quê?! – questionava-se Nefertimon.
- Poupe suas energias, Nefertimon – aconselhou Gomamon – Não adianta atacá-los também.
- Parece que eles estavam planejando isso. – deduziu o Kido – Cessaram os ataques e esperaram que nos dividíssemos para procurar pela Nina-kun.
- Sim... – concordou Sora – Ainda bem que nos dividimos desta forma. Seria muito mais difícil se Yamato-kun, Koushiro-kun e eu ficássemos juntos e sozinhos.


Porém, os únicos que não estavam tendo esse problema eram...

- Nina-san, o que aconteceu? Você parece meio triste... – notou o Hida.
- Não foi nada... Eu... Eu pensei ter encontrado o Motomiya... Mas foi apenas um sonho.
- Ah, por isso que está assim, dagyaa...
- Queria que aquele sonho fosse realidade... *sigh*

Ficou pensativa. Relembrou daquele súbito encontro... Em seus braços sentia-se segura.
Apesar de ele ter sido rude e frio com ela de início... Algo lhe dizia que no fundo ele era um sujeito gentil e de coração mole.
Tinha um aspecto um tanto “assustador”, tais como refletia uma mensagem de “não se aproxime de mim” naqueles olhos vermelhos... Mas não conseguia sentir medo dele, e aquele olhar parecia tão diferente, tão inocente, tão bondoso.

Mas... O que era aquela sensação que sentiu enquanto ele a carregava? Aquilo que sentiu enquanto adormecia devido a sua falta de energia.
E o que a fez segurá-lo antes de se separarem? Que mensagem codificada passou naquela troca de olhares tão curta?!

E... Por que está ajudando-os sem querer se encontrar diretamente com eles?!

- Geijutsushi-san? – Ken a acordara daqueles pensamentos.
- Uh? O que foi, Ichijouji?
- Por que... Quer encontrar o Motomiya-kun tão depressa...?

- Eu fui muito... Fria e insensível com ele, tão fechada... E o julguei mal. Pensei que ele queria falar comigo por algum interesse... Assim como muitas pessoas já fizeram comigo.

- Ele... Ele não é assim, pelo menos sempre foi sincero comigo...
- Daisuke-san nunca foi interesseiro... Ao menos que eu não tenha visto.
- Espero que o encontremos logo...

Ela parou, fitou o solo. Consequentemente os dois meninos pararam também.

- Nina-san/Geijutsushi-san? – olharam-na.

- Não sei... Mas... Mas eu acho que... Depois de termos ouvido aquilo, nós começamos a enfraquecer. Antes, bem antes de aquela ave nos contar... Nós tínhamos tantas esperanças e expectativas... Mas agora... Agora estamos “mentindo”. Queremos acreditar que isso é um truque, que ele está vivo... Só que estamos em dúvidas! Em muitas dúvidas! Queremos comprovar que ela está errada, e que ele não está morto. Esse não era o nosso objetivo aqui! Não é um experimento, não estamos procurando pelo Motomiya para provar a ela, e a nós mesmos, que nosso amigo está vivo!

Fechou os punhos, com força:

- Estamos procurando por ele porque nós desejamos encontrá-lo vivo, são e salvo! Porque ele faz parte do grupo, ele é nosso “líder”! E sem ele... Sem ele as coisas parecem tão difíceis, tão tristes! Nem sei o que é essa tristeza que está em meu corpo... Mas... Mas é como se o Motomiya fosse um amigo meu de longos anos!

- Ele faz falta... – confessou Iori – Porque ele sabe como animar os outros, a animá-los e também a apóiá-los quando precisam...

- No começo ele foi, além do Wormmon, o único que acreditou em mim, que eu tinha mudado e deixado de ser o Digimon Kaiser. E ele... Sempre esteve ao meu lado... Assim como os escolhidos, agora – desabafou o moreno.

- Iori... Ken... – olhou-os – Vamos encontrar os outros, e continuarmos a fazer aquilo que estávamos fazendo assim que chegamos aqui!
- Encontrar o Daisuke-san! – completou o Hida.
- Certo. – acenou positivamente a cabeça o Ichijouji, pegando o digivice e checando o sinal do resto.

Os três sorriram. Aquele era mais um passo dado...
Para o progresso da Amizade que se formou no dia anterior (no tempo do mundo humano)

E o nascimento de outra...


#19 - Piyomon em Perigo! Sora, salve-a!




Ranamon voltou para a torre e ficou por lá, rindo enquanto seus Bakemons mantinham as crianças escolhidas separadas umas das outras, e sem dar tempo para que descansassem.

Estava em um delicioso banho de espuma... Quando ouviu as portas principais abrirem de uma forma totalmente violenta.

Saiu de lá... Enrolada numa toalha (nem precisava... Afinal, ela não tirou sua armadura mesmo...), e foi averiguar.

- RANAMON!! – pipocou atrás dela, uma sombra penosa.
- FROST-CHAN?! – virou-se, espantada – COMO É QUE VOCÊ CHEGOU AQUI?!
- NÃO INTERESSA! EU QUERO SABER ONDE ESTÃO OS PIRRALHOS!
- Estão por aí! Perdidos na floresta desta ilha.
- O que?! Você os deixou escaparem?! E depois EU que sou a burra?!
- Calma, amiguinha... – riu ironicamente – Meu plano é simples.

Tinha pegado raiva de planos graças ao digimon mascarado.
Envenenou a guerreira da água com um olhar ameaçador, passando esta informação a ela.

- Oh. É simples. Coloco os Bakemons para perseguirem até se cansarem. Quando estiverem sem energias algumas... Meus soldados mais fortes irão capturá-los.

- Ok, e se eles encontrarem uma forma de derrotar os seus poderosos esquadrões, hein? – perguntou com um sorriso sarcástico.

- Cale-se e saia JÁ DAQUI. Estava no meu precioso banho de beleza.

- Enquanto... Os nossos inimigos estão à solta?! E se eles encontrarem outros digimons que possam ajudá-los? E se aquele garoto estiver vivo?! Meus soldados disseram ter visto uma criatura com asas flamejantes voando para cá!

- Eu não posso relaxar um pouco? Ah... Quer ganhar alguns pontos com o mestre? Que tal ir atrás daquela com quem o Lance-kun se preocupava tanto, tirando a irmãzinha dele?

- Está se referindo a... Menina ruiva?

- É, ela mesma. – riu a anfíbia – Quem sabe se... Ele estiver vivo, talvez você consiga atraí-lo e eliminá-lo para que ele não possa fazer nada? Afinal, caso ele tenha sobrevivido ao ataque do mestre... Lance-kun não deve ter muita energia e força disponível para continuar vivo...

Frostmon esboçou uma satisfação.

- Acho que estamos começando a nos dar bem, Rana-chan...

---

Começava a anoitecer. As crianças, ainda separadas uma das outras, encontraram algum abrigo para se esconderem dos fantasmagóricos Bakemons.

O grupo de Taichi encontrou uma gruta, perto de um lago.
O grupo de Miyako achou um pequeno túnel debaixo das gigantescas raízes de uma arvore enorme.
E o grupo de Hikari escondeu-se em arbustos, do outro lado do lago.

Iori, Ken e Nina instalaram-se em uma clareira, arrumando o local com folhagens e galhos. Logo montaram uma cabana, com a ajuda de Wormmon e Armadimon.
Decidiram descansar ali mesmo e continuar a busca pelos outros no dia seguinte.

Quanto à dupla do misterioso Lightnimon e o parceiro do goggle boy desaparecido, V-mon...


- Você está há horas sentado aí. Não deveriamos estar atrás deles?

Suspirou, olhou para o tufo prateado sentado a beira daquele lago, em outra extremidade do mesmo.

- Lightnimon...?

Este não respondia. Apenas fitava o reflexo na água cristalina, pensativo.
Perdia-se nos pensamentos. Aquela garota... Como era parecia tão idiota e infantil antes!
Mas depois... Viu a verdadeira face dela. Como ela demonstrou gostar daquele que está sumido...

Aqueles olhos castanhos... Os fez lembrar...

- Lightnimon? – V-mon aproximou-se dele, olhou-o – Aconteceu alguma coisa? Está se sentindo bem?

- Ah... – acenou positivamente com a cabeça – Estou bem... Só... Só um pouco... Pensativo.
- Está pensando em como ajudá-los a encontrar o Daisuke também?
- Eles conseguem fazer isso sem a minha ajuda... Você quem precisa... – virou o rosto para o lado.
- Está se sentindo mal por não querer contar a Ni-chan...
- Aquela humana não precisa saber de nada. Nem dos meus propósitos aqui.
- Mas... Eu consigo ver isso em seus olhos.
- Cala a boca! Se eu fizer isso, terei de mudar meus planos.
- Por quê?
- Porque eu pensei nisto tudo bem antes, não há como incluir outro individuo neles.
- E é tão difícil assim?
- Um deslize... E tudo estará perdido, lembra? Você sabe das minhas intenções aqui.
- Mas...
- JÁ DISSE QUE NÃO É PARA CONTRARIAR MINHAS ORDENS ENQUANTO ESTIVER COMIGO! – rosnou para ele, encarando-o bem perto dos olhos vermelhos do dragãozinho.

O pequenino caiu sentado, meio assustado com aquela reação.
E o outro... Reagiu de outra forma, arrependido:

- Desculpe, V-mon... *sigh* deve ter sido ruim ter visto o seu parceiro morrer diante de seus olhos, não foi? Eu deveria ser... Mais gentil contigo, e não te tratar dessa maneira.

- E-eu que... Esqueci... Do nosso trato... – desculpou-se, meio choroso.

- Esqueça, eu quem não devia ter agido daquela forma. – levantou-se num pulo, aterrissou de pé no solo – Seja lá onde estiver seu parceiro agora, nós vamos encontrá-lo. Você, os escolhidos... E eu. – estendeu a mão para que pudesse ajudar o azulzinho a se levantar.

- Impressionante como às vezes você fala como ele... – agarrou sua mão, e o digimon mascarado puxou-o, fazendo com que ele se levantasse – E como também consegue animar os outros...

- Só não fica falando essas coisas abertamente. Guarde para si. Não quero ser comparado com ninguém, seja digimon ou humano.

- Ok, ok...


“VOLTE AQUI!”
“NÃO ADIANTA ESCAPAR, SUA AVEZINHA ROSA!”


- Ouviu isso, V-mon?
- Sim... Lightnimon.
- Então...
- Ah.

---

Uma pequena criatura move-se apressadamente pelas árvores, batendo suas asas o mais rápido que podia para voar a toda e escapar dos caninos que a seguiam.
Os Cerberumons encontraram-na assim que Piyomon foi ver se Sora estava ou não da Digital World, já que teve a impressão de ouvir sua voz.

Nisso... Atraiu a atenção dos lacaios de Ranamon. Agora fugia deles, para não ser capturada.
Suas asas já estavam doloridas, mas não poderia descansar por agora. Se parasse, seria pega e aí poderia dar adeus a sua valiosa amiga.

- S...Sora...!

- PARE AÍ! NÃO FUJA! – ordenou o cão.

- S...Sor...a! Pres...ci...so... en...con...tra-...la!


“Sora!”
“Soraaa!”

...

*beep* *beep* *beep*


O digivice vermelho começava a reagir.
Sora rapidamente olhou-o e viu um sinal.

- Piyomon! Ela... Ela precisa de mim!

Voltou-se para os companheiros. Todos tinham pegado no sono.
E ela...

“Sora!”

- Piyomon...! Eu... Eu estou ouvindo a voz dela!

Sem pensar duas vezes, a Takenouchi saiu correndo, seguindo o ponto que piscava no ecrã.

O sinal começava a ficar mais forte. A ruiva esperava encontrá-la a tempo, já que o sinal recebido pelo aparelho era um SOS. Isso só poderia significar uma coisa:
Piyomon estava em perigo.
E logo ela também correria riscos, pois Frostmon a localizou graças aos arbustos balançando tão rapidamente sem ter vento algum ali.
Deu início a uma cena que mais parecia de um filme de suspense/terror do que uma simples busca noturna por uma companheira que estava em apuros.

Takenouchi continuava adiante, sem perceber que uma criatura duas vezes maior que ela vinha atrás. Um pouco perto dali, porém nas árvores, estava o gatuno e o digimon “parceiro temporário”, que noticiaram a presença da ave maligna.
Um olhou pro outro. Lightnimon fitou a rapariga por alguns segundos e logo se atirou num arbusto bem adiante e que a moça passaria dentro alguns passos.

- L-Light--
- Fique aí! – sussurrou Lightnimon, sendo que a distância não interferia na comunicação dos dois – Não saia daí. Apenas quando eu te ordenar!
- C-certo... – acenou positivamente com a cabeça.

- Ela deve estar por perto... – Sora dizia a si mesmo, em um tom baixinho – Mas... Será que não estou arriscando demais em ter saído sem avisá-los?

Observou o sinal, mas mal reparou que havia um segundo enfraquecido. Eis que ouve alguns galhos serem quebrados (O que V-mon estava era no alto e bem forte, podendo suportar três indivíduos nele) e folhagens se movendo.

Seu coração disparou, suou a frio. Não poderia ser sua parceira... Já que o som vinha de trás dela e o ponto que piscava no digivice vermelho estava à frente e se movimentando nesta direção, quase desaparecendo do radar.

Ele cuidadosamente preparou-se, removeu a luva de sua mão direita e esperou o momento certo.

Ao dar mais alguns passos, uns sete... Algo agarrou a ruiva pela esquerda, tapando sua boca e mobilizando-a com a outra. O autor disto a puxou rapidamente para trás, voltando para o esconderijo. Atirou-a rapidamente ao chão, enquanto se apoiava em um joelho só, colocando a luva antes que ela visse sua mão.

- Quem--
- Shh! Quieta! – murmurou a ela, fazendo o sinal de silêncio – Não se mova!
- Huh?

Dentro de alguns instantes, Sora viu a silhueta de um enorme digimon pássaro passar por eles. Era aquela que tinha dito que Daisuke estava morto.
O que ela estava fazendo lá?! Será que estaria atrás de alguma coisa?

- Eu pensei ter visto aquela garota vir por aqui... – comentou consigo mesma Frostmon, enquanto voltava a vasculhar – Vamos, onde ela está?!

Distanciou de lá, até desaparecer no horizonte sombrio da selva. O digimon mascarado colocou a cabeça por cima da moita cuidadosamente, verificando se a inimiga já havia ido embora.

- Ufa... – suspirou aliviado – Ela se foi.
- Quem é você?! – interrogou a escolhida do Amor.

- Ahn? – virou-se para ela – Isso não importa agora. O que pensa que está fazendo em sair sozinha por aí, sem ter encontrado ainda a sua parceira digimon?! – bronqueou-a.

- Eu ouvi a voz dela! – contestou Sora – E eu preciso ir ajudá-la! Ela está em perigo!

- Eu sei, eu sei... – balançou a cabeça positivamente – E sorte sua que te encontrei a tempo, imagina se a Frostmon tivesse te pego? Só iria complicar mais ainda a situação de vocês.

- O que você sabe?! E como sabe que a minha parceira está em apuros?!
- Não é hora para interrogatórios, Sora-san – olhou-a seriamente – Veja o sinal de Piyomon e diga onde ela está agora.
- Como sabe meu nome?
- Chega de perguntas! Faça logo o que eu estou mandando! A não ser que queira que a Piyo-chan seja capturada e destruída.

Imediatamente mostrou o digivice do Amor a ele. Olharam em conjunto, e visualizaram a localização. Piyomon estava perto dali, movendo-se próximo do lago.
Talvez tivesse tido a idéia de voar para lá na esperança de encontrar alguma das crianças.

- Yosh... Vamos. – pegou-a pela mão, estalou os dedos e saiu puxando a Takenouchi.
- E-ei! – ela ainda não compreendeu aquilo, porém... Sentia que aquele estranho não era inimigo algum dela.

Mas... Por que ele estalou os dedos?
Óbvio, era uma mensagem codificada. Isso significava que V-mon, que ainda estava escondido no alto daquela árvore, deveria seguir os dois em total sigilo e sem levantar suspeita.

...

A parceira de Sora parou perto da beira do lado, descansando suas asas. Respirava ofegante, suava também. Aproximou-se e inclinou seu bico para tomar um pouco de água, rezando para que os Cerberumons não a encontrassem durante aqueles poucos minutos.

Foi quando apareceu uma sombra gigantesca atrás dela. Viu seu reflexo na água, virou lentamente para trás e viu olhos brilhantes e sanguinários.

- Te encontrei... Gracinha... – disse sarcasticamente o Cerberumon.
- N-Não...!

- PARE AÍ MESMO! – vociferou alguém, vindo pela margem.

As duas incógnitas chegaram lá rapidamente. Lightnimon soltou Sora e saltou em direção de Piyomon, tirando-a dali e salvando a pequena de uma poderosa patada do cão infernal.

- O que-... Quem é... Você?! – perguntou a ave rosa.
- Droga! – praguejou o guerreiro da noite, olhando para o Cerberumon – Kanzentai.
- S-sim! E ele... está atrás de mim... faz...
- Não posso vencê-lo sozinho... – soltou Piyomon “delicadamente” no chão (ou seja, a deixou cair sentada), e fez um rápido movimento, que ninguém compreendeu.

Um misterioso brilho surgiu da copa das árvores. A Takenouchi olhou para cima e viu olhos vermelhos cintilando na escuridão. Piyomon ao ver aquilo tremeu de medo, pois estava fraca e não poderia salvar a sua amiga.

- Daijoubu. – disse o digimon do cabelo prateado – Ele é um amigo meu... – “sorriu”, pegando em seguida Piyomon do chão, dando um salto mortal, aterrissando no chão perto da ruiva, pegando-a com a outra mão e, finalmente, zarpando de lá como um raio.

- NÃO DEIXE QUE ELE NOS SIGA! ACABE COM ELE, AGORA! – ordenou Lightnimon aos assustadores olhos vermelhos.

E em poucos segundos... O Cerberumon foi acertado por uma rajada flamejante, que o transformou em meros dados digitais que dissiparam pelos céus.
Sora e Piyomon viram aquilo e ficaram meio horrorizadas. Como alguém teria tanta coragem de matar um digimon daqueles?! Como era possível?!

...

Já bem longe dali, Lightnimon as colocou no chão. Desta vez as deixou sentada ali sutilmente.

- Acho que vocês conseguem encontrar os outros sozinhas, certo?
- Quem é você?! – Sora continuou a insistir naquela pergunta.
- Por que quer saber, Sora-san?
- Como sabe o meu nome?! – olhou atravessado.
- Acha que ninguém sabe? Eu sei o nome de todos vocês.
- O que... O que você quer da gente?! – interveio Piyomon, séria.
- Nada, apenas o mesmo que vocês, heheh.
- O que?! Como pode dizer isso?! Se... Se você mandou aquele estranho digimon matar o Cerberumon?!

- Oh? É por isso que vocês estão tão sérias assim comigo? – olhou para trás, percebendo que alguém conhecido tinha chegado e estava esperando-o num galho – Não tenho a mínima intenção de matar esses digimons por gosto ou por ser um vilão. Não me comparem com o Digimon Kaiser, meninas. – voltou sua atenção a elas, e “sorriu” outra vez – O inimigo de vocês não conseguiu colocar as mãos na Cidade do Princípio. Não ainda. Ela está sob proteção de um digimon em especial. E essa é a única alternativa que temos para que não os machuquem caso falhem sem suas missões.

Elas se entreolharam, depois voltaram a prestar atenção nele.

- Por isso é a única alternativa que temos para protegê-los. Ou é eles renascendo... Ou é serem destruídos por aquele maldito que está tentando convencer aos digimons que ele é a única forma deles finalmente vivem em paz e sem se preocuparem mais com as trevas ou com o medo de algum escolhido novamente tentar usar o poder sagrado para dominar a Digital World ao invés de usá-lo para a proteção dele... Isso é mentira! Se acontecer algo desse tipo outra vez, os demais escolhidos e os próprios digimons iriam impedir que mais um “Digimon Kaiser” nascesse.

- Mas... Então... – Sora intrometeu-se – Se não fizermos isso, esses digimons irão sofrer e não poderão renascer?!

- Exato, Sora-san. Não pensem que sou inimigo de vocês, mas também não somos amigos. – encarou-a, falou com um tom mais sério – Nossos objetivos são semelhantes, mas não pense que serei bonzinho se vocês vierem interferir.

- Se você tentar atacar a Sora--

- Calma, Piyo-chan... – riu baixinho – Não interesso em confrontar os protetores da Digital World. Apenas dei um aviso amistoso. Temos objetivos semelhantes, mas um não vai querer atrapalhar o outro, não é?

- Não importa! Eu irei protegê-la caso você venha a ser nosso oponente!

- Talvez sejamos... – desferiu um olhar sério a ela – Se houver algo em vosso grupo que me interesse... Ou se vocês ousarem atrapalhar meus planos.

- ... Quem é você?!

- Ah... Tenho que ir, já dei informações demais a vocês. Não posso facilitar o caminho. Acho melhor encontrarem o Taichi-san e os outros logo, antes que os cachorrinhos venham e peguem vocês duas. Até, meninas.

- Espera! – gritou Sora, mas ele já havia saltado direto para o topo das árvores, sumindo em instantes – Ah... E agora?!
- Não sei, Sora... – respondeu a pequena Piyomon.

Decidiram então seguir o sinal do digivice de Hikari e Jou, voltando cautelosamente pelo caminho.

---

- Ainda não entendi... Você está fazendo isso para que eles não te sigam?
- Não é da sua conta. Tudo deve andar desta maneira.
- Tudo...? Inclusive...
- É, e não pense em me convencer mudar de idéia, ouviu?
- Ahn...
- Vamos tirar aqueles exércitos daqui. Creio que mais algum digimon de alguma criança escolhida esteja nessa ilha.
- Certo.

E os dois prosseguiram pelos galhos.

Mas... Quais seriam os objetivos de Lightnimon?
O que ele sabe sobre os nossos heróis?!

E será que ele e os escolhidos terão algum futuro confronto?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:38 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 6:28 pm






Os escolhidos dividiram-se em quatro grupos para procurar pela Geijutsushi, que acabou se perdendo pela floresta enquanto fugiam dos Bakemons lacaios de Ranamon.
No entanto, a menina foi salva por um misterioso digimon chamado Lightnimon, que a protegeu até o momento em que eles encontraram Ken e Iori. O gatuno a deixou lá e desapareceu, enquanto ela se uniu aos dois meninos.

Mas... Os outros três grupos estavam em sérios problemas. E só conseguiram descanso ao anoitecer, quando finalmente encontraram abrigo e esconderijos para despistar os fantasmagóricos digimons.
Mesmo assim, o sinal de Piyomon chamou a atenção de Sora. E ela afastou-se de Hikari e Jou para encontrar sua parceira, já que o sinal era um SOS dela.

Porém Frostmon também foi atrás, e a Takenouchi foi salva pelo mesmo gatuno, que também a ajudou achar Piyomon antes que pudesse ser destruída.
Só que quando elas estavam sãs e salvas, o digimon revelou não ser tão amistoso assim.
E isso graças ao seu alerta:

“Nossos objetivos são semelhantes, mas não pense que serei bonzinho se vocês vierem interferir.”

Será que é provável dele se tornar um futuro oponente?!

...


- Os Bakemons devem ter ido embora já...
- Sora... Será que aquele estranho...
- Ele sabe meu nome... E disse saber o nome dos outros!
- Será que ele é um inimigo?
- Não... Ele não teria nos ajudado se fosse nosso inimigo.

- Talvez... – a Takenouchi pôs-se a pensar – Ele não queira que o descubram. Acho que esse estranho digimon mascarado está agindo secretamente contra os nossos inimigos.

- Ele disse que quer o mesmo que nós queremos...
- E o que nós queremos é... Salvar a Digital World, encontrar os nossos parceiros, o Daisuke e o parceiro do Terriermon. – completou a ruiva.
- Sim... Ele quer nos ajudar?
- Parece que sim. Mas não quer que eles descubram.
- De qualquer forma... Ele não me parece muito confiável.

Sora ficou pensativa novamente. Chegaram dentro de trinta minutos ao local onde Hikari e Jou estavam.

Mas... Ainda uma dúvida pairava em sua mente:

- Como que ele sabe meu nome e os dos outros, e até quem são nossos parceiros?!

---

- Queria saber como estão os outros... – suspirou Mimi.
- Queria saber se ela está bem... – confessou Miyako – Desde que ouvimos aquela notícia...

...
- Neechan? – Carol olhou-a – Tudo bem?
- Tudo... – murmura: Eu acho...
- Animem-se! – Taichi sorriu mais uma vez a ela e a Hikari, que também estava chocada com aquilo – Eu tenho certeza que ele está bem!
- Isso mesmo! – reforçou Agumon – Aquela dupla não desistiria tão fácil, quanto mais deixarem o inimigo matá-los!

- Hikari-chan... – Takeru colocou a mão no ombro dela – Acredite no Daisuke-kun. É a única coisa que podemos fazer por enquanto. Acreditar nele.
- Eu... Eu acredito nele, mas... Mas aquele grito e aquela sensação de...
- Hikari! – Miyako encarou-a – Ele pode ser um idiota às vezes, mas deu pra sentir que agora o Daisuke adquiriu juízo e responsabilidade! Então ele deve estar bem!

- Como podemos ter tanta certeza disso? – sussurrou a Geijutsushi.

- Não deveríamos tentar entrar em contato com ele? – perguntou Sora – Talvez assim isso aliviasse essa tensão...
- Eu já tentei fazer isso... – respondeu Iori – Até agora nenhuma resposta...
- Não vamos descartar as outras possibilidades – Ken relembrou o grupo – O D-terminal pode estar sem bateria ou está havendo algum erro que impede das nossas mensagens chegarem até lá.

- Eu... Eu não posso acreditar naquela ave... – murmurava pra si mesma a jovem de cabelos morenos acastanhados – Não posso...

- Talvez devêssemos ir o mais depressa possível para a ilha e encontrarmos logo nossos parceiros! – argumentou Yamato.
- Zudomon – Jou olhou para baixo, visualizando a nuca do seu parceiro gigante – Teria como ir um pouco mais depressa?
- Farei o possível. – respondeu.
- Aaaah, Estou ficando doloridaa!! – reclamou a Tachikawa – Quando nós iremos chegar?!
- Mimi-san... Tenha paciência, por favor... – pediu o Izumi.

- Motomiya... – suspirou, enquanto olhava para o casco de Zudomon, encolhidinha e abraçando suas pernas.
- Ni-chan... – Bunni estava no ombro de Carol, que se sentava ao lado esquerdo dela – Anime-se, por favor...

A Inoue passou a observá-la acidentalmente quando ouviu um pequeno murmuro da menina. Ela demonstrava estar no mesmo estado da Yagami, porém... Parecia ser um pouco mais “complicado”.

E a escolhida da Energia lembrou também da relação do goggle boy com a Geijutsushi.
E pôs a comparar a relação da Yagami com o mesmo.

Duas pessoas diferentes. Duas personalidades distintas uma da outra.
Mas... No fundo compartilhavam o mesmo medo, e a mesma fraqueza:

Estarem em dúvidas quanto ao que realmente aconteceu a Daisuke.

“Ela...”
“Ela é tão diferente da Hikari...”
“Mas, está preocupada com ele... Assim como a Hikari-chan.”

“Naquela vez, ela deu um sermão nele...”
“Mas fez algo que ninguém esperava que faria...”

“Por que ela é tão quieta e fechada?”
“Por que ela só fala com o Taichi-san, Carol-san e com o Iori?”


...

- Por quê...?
- Miyako-san – Takaishi acordou-a dos flashbacks – Ela deve estar bem. Nós vamos encontrá-la. Assim como iremos encontrar o Daisuke-kun e o Wallace.
- Sim... Só estou preocupada com a Nina-chan...

- Aquela garota maluca... – bufou Yamato – Espero que ela não tenha ido muito longe, e que os Bakemons não tenham a pegado.

- E nós temos mais problemas agora... Estamos separados dos outros – suspirou outra vez a escolhida da Pureza – O que vamos fazer agora?

- Esperar até o amanhecer para podermos procurar por eles. – decidiu o loiro Ishida.

- Oniisan está certo – concordou – Nossos digimons estão cansados, precisam recuperar as energias.

- Ok... Então... Boa noite! – A garota dos cabelos castanhos com mechas rosa abriu aquela sua bolsa (nota: Uma bolsa tira-colo parecida com aquela que ela usou cinco anos atrás em sua primeira aventura pela DW) e usou-a como um travesseiro.

- Mimi-san *gota* – Miya e Takeru deram um longo suspiro, enquanto o escolhido da Amizade fazia o famoso facepalm.


#20 - Ataque no acampamento! O gatuno mostra suas presas!




Do outro lado daquela área, uma intensa batalha era travada contra os exércitos de Ranamon.

Um ataque repentino de rajadas flamejantes... Soldados paralisados subitamente...
Vários digimons inimigos sendo transformados em meros dados digitais.

E tudo isso... para defender as avezinhas (Penmons, Muchomons, Falcomons, etc), insetos (tipo Wormmons, Kunemons, etc)
As tropas procuravam por Piyomon, que já estava ao lado de sua parceira, e Tentomon, cujo ninguém sabia seu paradeiro por enquanto.

- LIGHTNING NAIL!

“Zap”. Mais um Cerberumon foi paralisado. O gatuno apontava para uma área livre, indicando o caminho para os pequenos digimons de nível infantil pudessem se salvar.
Em seguida, o troglodita canino foi destruído por uma poderosa labareda vinda da penumbra das árvores.


- M-maldito! – rosnou um Cerberumon um pouco mais robusto que os outros três, que eram pequenos e baixinhos.

- Cale a boca! – devolveu na mesma grosseria o misterioso guerreiro da noite – Quem vocês pensam que são para atacarem estes pobres inocentes?!

- Morra... Em nome do meu esquadrão! – avançou, com suas poderosíssimas garras.

- Seu esquadrão vai voltar são e salvo na Cidade do Princípio. Não perca seu tempo lutando contra um digimon de intelecto superior. – estalou os dedos; e olhou pelo canto dos olhos para o cão.

De um canto saltou uma criatura gigantesca, com asas flamejantes e olhos vermelhos sangue brilhando violentamente.

- O QUE É ISSO?! – grunhiram os outros Cerberumons.
- Esse... Esse digimon é... é...!

- Ah? Ficaram com medinho agora, huh? Eu até os deixaria vivos, mas se eles descobrirem, temo que os eliminem e assim jamais poderão renascer num digitama.

Lightnimon olhou para o grupo de cachorros digimon, que aparentemente estavam assustados com aquela coisa que apareceu na frente deles.
E este riu. Riu de forma inocente, como se brincasse com aqueles digimons de nível perfeito.

- Não deveriam pensar que sou o vilão. Eu não sou um digimon mau. Por isso, sem ressentimentos, pessoal... – riu outra vez – Se eu fosse, os escolhidos já estariam a minha procura, impedindo que eu concretizasse meus planos.

- Q-Quem é você?! O que... O que... Quer...?!

- O mesmo que os escolhidos querem. – respondeu, seriamente – E para que possamos conseguir isso, por ser o único objetivo que temos em comum, preciso tirar vocês de cena.

Fitou o monstrengo gigantesco: – Chega de conversa, termine logo o que viemos fazer aqui...

- Ah. – respondeu. Apontou seus punhos para os caninos e, usando as chamas que faziam suas asas, carregou-os.

- E-Espera... Esses punhos... – notou o mais novo dos cães – Essa forma... Não pode ser... Isso é um Fladramon?!
- Correçãozinha – intrometeu-se Lightnimon – Burning Fladramon.
- Não é possível... ENTÃO VOCÊ É...

- Bye, bye. – o misterioso digimon negro de pompom prateado sumiu num piscar de olhos, enquanto o digimon gigantesco (que agora sabemos que é o Burning Fladramon) lançou seu poderoso ataque:

- KNUCKLE HEAT!

E as chamas intensas do digimon dragão transformaram-nos em meros dados.
Terminada a tarefa, o pequeno voltou-se ao seu “comparsa”:

- Não acha que foi muito descuido seu ter aparecido? Ordenei que atacasse de longe! Se descobrirem que você está comigo e que pode evoluir sem precisar do seu parceiro, irão confundi-lo comigo.

- Eu sei... Desculpe...
- Não quero desculpas, Burning Fladramon. Isso não irá mudar nada se nos pegarem.
- Certo...
- Agora vamos.

Ao dar um passo, ouviu o som das folhagens se movendo. O digimon mascarado atacou então o dragão, que voltou a forma infantil e o atirou contra um arbusto.
V-mon tentou perguntar, mas logo presenciou o “parceiro” esquivando de agulhas.

E em seguida foi surpreendido por trás por um punhal de gelo, colocado próximo de seu pescoço. Suas mãos foram meio imobilizadas e uma voz feminina cortou o silêncio:

- Então você quem destruiu o Esquadrão 2B, certo? Quanta audácia sua...

- Ah... Diferente da Frostmon... – disse ele, normalmente e sem se importar muito com uma lâmina prestes a cortar sua garganta – Você veio assim que um daqueles cachorrinhos escapou, não é?

- Quem é você e o que tem em mente? – foi direta e áspera.
- Por que quer saber? – devolveu no mesmo tom.
- Porque não posso deixar que os planos do mestre sejam arruinados por qualquer um!
- Qualquer um...?

Seus olhos brilharam. Fechou os punhos e “sorriu”. Segurou uma risada que queria dar ao ouvir tamanha arrogância da guerreira da água. De qualquer forma, não tinha como revidar, já que o punhal estava perto. Suas mãos estavam presas pelos pulsos, sendo seguradas pela mão da anfíbia. A outra colocava a arma em seu pescoço.

V-mon olhava aquilo quietinho. Queria poder evoluir e tirá-lo dali depressa, mas tinha certeza que Lightnimon ficaria bravo com ele outra vez.
Máximo que podia era observar...
E torcer para que o “companheiro” tivesse algum plano em mente.

E era isso que ele fazia. Pensava num modo de se soltar. Mas claro que aquele brilho nos misteriosos olhos avermelhados significava alguma coisa.

- Lady Ranamon... Não deveria subestimar um desconhecido. Pois... Ele pode ter certos truques na manga.

Dizendo isso, Lightnimon tirou suas mãos das luvas, agarrou a mão do punhal, desarmou-a, retirou a máscara, segurou a arma com a boca, agarrou o braço da digimon com a outra mão e a jogou por cima do ombro contra o chão. Pegou as luvas antes de elas caírem no solo e as colocou outra vez. Segurou o punhal com a mão direita, colocou a máscara novamente em seu rosto.

Tudo isso numa impressionante velocidade.

- Ghn! C-como... – Ranamon balbuciou, enquanto levantava-se do chão.
- You are too slow. – comentou, com sarcasmo.
- Ora, seu…!
- Bem, isso é só um aviso. Não pense que sou fraquinho, heheh.
- Grosso!
- O que vocês estão procurando, hm? Vamos, diga!
- Quem é você?! E como sabe que meus servos estão procurando por algo?!
- Responda minhas perguntas, e talvez eu te deixe sair ilesa.

Ela levantou-se num salto, aterrissou de pé e o encarou. Quem era aquele estranho e o que ele sabe sobre suas buscas?!

- Se eu responder – disse ela – Você terá de responder as minhas perguntas!
- Parece justo... Isto é, se você for justa.

- Estou procurando por uma ave rosa, uma Piyomon fêmea que é parceira de uma escolhida. E uma Joaninha estúpida, um Tentomon, cujo é parceiro de um garoto.

- Hmm... Ok.
- E quanto a você?! Quem és tu?! E o que pensa estar fazendo em eliminar os meus soldados?!

- Ore? Eu sou Lightnimon, o guerreiro da noite. E eu estou aqui em defesa dos digimons inocentes que vocês estão matando só para encontrarem estes digimons que pertencem ao grupo dos escolhidos!

- Nunca ouvi falar de você antes.
- Talvez por preferir o anonimato ou... Ser um gatuno habilidoso, huh?



- O que ele pensa que está fazendo?! – pensou V-mon – Ranamon não me parece ser cérebro de passarinho como a Frostmon!



- Ranamon... Posso saber qual o seu interesse naquela humana em que está junto dos escolhidos e que seus Bakemons comentavam?

- Vingança. Foi graças a aquela maldita que eu não pude pôr minhas mãos naquela orelhuda idiota que foi enviada por aquele anjo fajuto!

- Ah? Orelhuda? Eu acho que vi uma coelhinha Younenki II rosa, de olhos verdes e usando um pingente interessante...

- Eu estou de olho nela ainda! Ela não pode continuar a solta! Ela deve ser eliminada!
- O que ela tem de tão perigoso assim? – mostrou-se interessado.
- Por que te interessa?
- Tenho curiosidade...
- Se eu contar... Você terá de fazer um favorzinho a mim.
- Contanto que ponha de fora os digimons inocentes...

- Então temos um acordo. Aquela digimon é especial. Chama-se “Digimon do Desejo”, e possui o poder de conceder seu poder aos outros digimons e libertar os fragmentos dos escolhidos. Graças a essa peste três dos oito fragmentos foram ativados. Por sorte, o escolhido que possuía o fragmento da Determinação está morto. Mas o problema será maior caso aquela coelhinha idiota consiga liberar o fragmento da Bondade, Desejo, Felicidade, Esperança e Luz.

- Certo... E o que queres que eu faça?

Ela olhou direto nos olhos dele, e falou de uma forma clara:

- Mate-a.

A reação do guerreiro aparentava ser normal. Por dentro, aquilo foi algo meio inesperado. A vontade da inimiga de capturar a coelha podia ser algo previsível, mas não que ela o encarregasse de dar um fim nela.

E se falhasse? Ranamon o mataria? Agora sim...
Seus planos provavelmente teriam de incluir mais um para que pudessem prosseguir.

- Eu... Matá-la?! – exclamou.
- É. Ela é um simples digimon bebê II, você mesmo sabe disso.
- Não acho que seja preciso dar um fim nela... – discordou – Mas... Se você insiste...
- Faça isso... Ou eu te mato.
- Ok. É um bom argumento...
- Ótimo. Quando o trabalho estiver feito, procure-me e entregue aquilo que a peste rosada usa no pescoço.
- Tá... Farei o meu melhor.

Ranamon sorriu diabolicamente e desapareceu num piscar de olhos. O gatuno sabia que a expressão facial da guerreira não significava boa coisa... E também suspeitou MUITO que ela tivesse dado tais informações, uma tarefa... E sair assim do nada, deixando aquele punhal ali.

- Ela está tramando algo... Será que já descobriram tudo?

- Eh? Como assim? – falou o azulzinho.

- Evolua outra vez; e destrua isto – jogou o punhal na direção das folhagens, fazendo o mesmo movimento rápido que fez anteriormente para salvar Piyomon e a Takenouchi do Cerberumon.

A adaga foi destruída por um “slash” flamejante. Lightnimon andou até o digimon gigantesco e deu sua ordem:

- Encontre aquela coelhinha Younenki II. Teremos de fazer umas mudanças nos planos.

---

- Nenhum sinal deles... Que bom. – respirou aliviadamente o escolhido da Coragem, bisbilhotando da entrada do esconderijo, usando algumas moitas para cobrir a caverna.

- Será que eles não vão perceber? – perguntou uma Choujutsushi ainda assustada com aquilo tudo.

- Acho que não. – respondeu o Izumi – Os sinais dos Bakemons estão longe daqui. Acho que devem ter pensado que fomos para lá. Sorte que trouxe o meu portátil...

- Koushiro-san – Bunni pulou na cabeça dele – Você pelo que soube é o cabeça do grupo, não? Bem, não tem como usar seu notebook para rastrear o sinal do digivice do Daisuke-san e do Wallace-san?

- Até é possível fazer isso, mas... O sistema não é tão bom assim para identificar o usuário... Ao menos que...!

- Ao menos que...? – os restantes ficaram curiosos.

- Vai levar um tempo, e precisarei de um D-3 para verificar uma coisa. Se funcionar, talvez possamos encontrar o Daisuke-kun!

- Sério?! – exclamou o Yagami, abrindo um sorriso esperançoso.

- Mas para isso temos de nos reunir com os outros, Taichi-san.

- Não podemos usar o digivice para achar o sinal deles? – sugeriu Agumon.
- Você está muito cansado – recusou Taichi – Melhor passarmos a noite aqui.
- Ahn... Eu ainda tenho um pouco de energia...
- Não, Agumon. Não podemos te colocar em risco. Eles estavam tentando capturar você e te destruir antes, não estavam?
- Sim...
- Então não posso arriscar. Nem deixar que se arrisque.

- Taichi-san cresceu muito desde a nossa primeira aventura... – pensou o Izumi – Antigamente ele seria o primeiro a arriscar tudo... Mas depois que o Agumon evoluiu para Skull Greymon...

- Ah! Koushiro-san, Taichi-san! Não poderíamos mandar um mail a eles com o D-terminal? – disse a garota.

- Isso seria arriscado! – discordou ChibiBunnymon – Se os Bakemons ouvirem o som dos D-terminais, eles nos encontrarão rapidamente!

- Não temos escolha. – decidiu o líder do grupo – Iremos passar a noite aqui.

Concordaram, acomodaram-se no fundo da caderna e se prepararam para descansar.

---

No meio da noite, no pequeno acampamento improvisado pelos cinco...

Uma pessoa tentava dormir. Mas não conseguia.
Não tinha como. Aqueles olhos... Aquela sensação...

- Quem é você, Lightnimon? – murmurou bem baixinho. Levantou-se, saiu da tenda e sentou-se no chão, olhando para o céu estrelado da Digital World.

Aquele ar puro da noite, aquelas constelações desconhecidas por ela...
A lua a brilhar...

Jamais estivera longe de casa. Jamais estivera em uma expedição ou em um grupo.
Jamais pensara que teria contato com criaturas de outro mundo, que fossem tão parecidas com eles...

E nunca lhe passou pela cabeça que teria vontade de vir com os escolhidos atrás do Motomiya.

Mas... Ele não era tão estranho assim. Alguma coisa no fundo o fazia ser tão familiar.
Como um garoto de doze anos, que só o viu uma vez em 1999 antes de se mudarem para Odaíba, poderia ser tão familiar?!

E aquelas vezes que ele tentou falar com ela, depois dos ocorridos do ano anterior?!
Depois daquela batalha sinistra, onde os escolhidos, ela e Carol viram o goggle boy semimorto após vencerem a terrível besta demoníaca que era a fusão duma bruxa de cabelos castanhos e olhos roxos e de um monstro vil e aterrorizante?!

Tinha a ver com aquilo que a Bunni tinha dito quando a Carol teve uma visão ou algo do tipo?

- Não deveria ficar aí sozinha...

Tomou um susto e voltou pra realidade, quando olhou para trás...
Viu uma silhueta. Por um momento pensou que era...

- Motomiya?

A sombra aproximou-se e sentou ao lado dela. Não, não era o Daisuke.
Era o escolhido da Bondade, que também não conseguia dormir...

- Não conseguiu dormir também? – diferente de costume, ela tentou puxar assunto.
- É. Não consegui... Aquela Frostmon... O que ela disse não faz sentido.
- Eu sei... Eu acredito que seja mentira, que ele esteja vivo.
- Geijutsushi-san... Estou me sentindo meio incomodado com isso.
- Ahn?

Olhou-o, um pouco confusa. O moreno percebeu e pôs a explicar:

- Não teríamos acesso a DW sem que um D-3 abrisse o portal. Misteriosamente nós não conseguimos abri-lo do mundo humano, por estar fechado por dentro. Mimi-san não poderia abri-lo, já que o seu digivice é um modelo antigo. Isso só nos resta a acreditar que foi o Motomiya-kun quem o abriu para que possamos vir.

- Sim, isso é provável, mas... O que aconteceu a ele depois...? Isso pode ter acontecido depois dele ter aberto o portal...

- Não. Não aconteceu. – argumentou – Enquanto seguíamos procurando pelos parceiros dos outros escolhidos mais velhos, percebi que o meu D-3 detectava u sinal peculiar. E ele logo desaparecia. Talvez seja meio equivocado, mas pode ser o sinal do D-3 dele.

- Ou um digimon... Como aqueles Doumons...

- E as folhagens queimadas na costa... Ao menos que tenham sido causadas por algum outro digimon do tipo fogo... Mas... Onde então esse estranho teria conseguido as goggles do Daisuke?

- Espera... – Nina se tocou de quem o Ichijouji suspeitava – Não está querendo dizer que o estranho digimon que ajudou o Agumon, Palmon e Gomamon seja o...

- É só uma suspeita, Geijutsushi-san. Posso estar enganado... E ele estar perdido por aí.

A cabeça da jovem começou a processar tudo aquilo.
Lightnimon estava com o V-mon, certo?
A descrição dada pelos parceiros de Taichi, Mimi e Jou batiam com a daquele gatuno.

- Ken! Eu... Eu acho que...! – levantou-se depressa.
- O que foi?! – assustou com aquela reação dela.
- Tudo... Tudo faz sentido agora!
- Hein?!

A pedra do colar brilhou subitamente, surgiu uma seta indicando uma direção.
Sem pensar e sem dar satisfações, a Geijutsushi saiu correndo, seguindo a seta.

- G-Geijutsushi-san?! Aonde você vai?! – berrou Ken.

- PRECISO CONFERIR UMA COISA! NÃO SE PREOCUPE! – gritou de volta.

- É perigoso demais sair assim! – levantou-se depressa e a seguiu. Pegou o D-terminal do bolso e enviou uma mensagem.

Logo Iori, Armadimon e Wormmon estavam vindo atrás deles.

Talvez chegassem numa boa hora...
A um certo local...

---

A caverna estava silenciosa. Até mesmo Agumon, que tinha o costume de roncar alto, não fez ruído algum.

Camas improvisadas com folhas grandes de bananeira que pegaram das árvores próximas das redondezas, Koushiro apegado ao seu notebook (protegendo-o de qualquer coisa que pudesse quebrá-lo) dormia no canto e um pouco afastado de Taichi.
O Yagami e seu dino laranja dormiam do outro lado de Koushiro, e no oposto do portátil. Já a menina dos olhos verdes estava na outra ponta, um pouco distanciada dali caso os companheiros fossem de se mexer enquanto dormiam.

Bunni dormia encostada na barriga de Agumon, que a protegia com uma de suas patas.

...

Passos leves e cuidadosos moviam-se em direção do esconderijo do mini-grupo do escolhido da Coragem. Esgueirava-se pelas árvores, e escondia-se nos arbustos quando pressentia que alguém estava vindo.

Chegou até um enorme buraco que era oculto pela flora, árvores formando uma “parede” que dependendo do ponto que se via, a caverna era “tapada” pelos troncos.

Encostou-se de costas na parede lisa e rochosa, olhou para dentro. Não se via nada além da escuridão.

Claro, Yagami tinha pensado nisso. Quanto mais fundo estiverem naquela caverna, as chances de qualquer inimigo encontrá-los serão menores! E Agumon poderia também iluminar o ambiente e aquecê-los.

- Interessante... Pena que é um plano tão clichê e previsível... – comentou mentalmente o indivíduo.

Entrou com cautela na caverna e prosseguiu até o fundo dela. Seus olhos eram especiais. Conseguia ver naquela escuridão.

Parou alguns metros do grupo. Agora esta parte seria um pouco mais difícil. Não poderia fazer qualquer ruído ou encostar nas crianças. Se acontecesse isso, teria de enfrentar um Greymon ou até um Metal Greymon feroz.

Pé por pé aproximou-se de Agumon e da pequenina. Preparou para o que tinha vindo fazer lá. Ergueu as garras em direção do parceiro de Taichi, com elas faiscando.

Seu objetivo ali era...

E estava prestes a completar sua missão quando...

- PARE!

- Mas o quê?!

Carol acordara instantaneamente e misteriosamente. E esta saltou como um tigre feroz pra cima do desconhecido, empurrando-o contra o chão. Os dois saíram rolando para fora da caverna.

Param do lado de fora, ela tentava socá-lo, mas suas mãos eram bloqueadas pelas dos invasor.
O barulho chamou a atenção dos rapazes, e dos digimons. Estes correram para fora e viram a Choujutsushi lutando.

Aquele confronto estava prolongando-se. O indivíduo então a empurrou contra o rapaz da gigantesca cabeleira. Mas ela não desistiu e avançou outra vez, não dando tempo que os escolhidos a pegassem.

Derrubou-o no chão outra vez, os olhos dela encontraram-se com os dele.
E aí ficou claro para ela. Claro demais.

- V-você! Você...!
- Me solta, humana! Gh!
- Quem é você?! O que veio fazer aqui?! Vamos, diga!

- NEECHAN!!

Uma voz percorreu pelos cantos. Todos se voltaram para a direita e viram uma Geijutsushi atônita com o que via.

Não podia ser verdade. Desejava que não fosse verdade.
Mas era.

- ... Lightnimon?! – soltou ela, colocando as mãos na boca. Estava incrédula.

- Lightnimon?! – exclamaram os demais. Idem a Ken, Iori e seus parceiros, que chegaram a tempo de ouvir aquilo.

- Droga...! – empurrou Carol e desapareceu pelas árvores.

Enquanto os outros foram ver se a menina estava bem...
Dúvidas surgiram na cabeça da morena acastanhada.

- Lightnimon... Você... Você é nosso inimigo?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:40 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 6:56 pm






Desde que chegaram a Digital World, um misterioso digimon, denominado Lightnimon, os observava nas sombras. Este mesmo ajudou Agumon, Palmon, Gomamon, Nina, Sora e Piyomon.

Porém o mesmo também auxiliou Frostmon, dando-lhe idéias de como poderia atacar os escolhidos. E ultimamente foi encarregado por Ranamon de dar o fim na Digimon do Desejo, ChibiBunnymon.

Ken suspeitava de quem poderia ser o autor dessas ajudas. Nina apenas associou os fatos e deduziu as razões para que Lightnimon estivesse ajudando-os e estar protegendo V-mon.

Mas... Agora toda aquela idéia foi descartada quando...


- ... Lightnimon?! – soltou ela, colocando as mãos na boca. Estava incrédula.

- Lightnimon?! – exclamaram os demais. Idem a Ken, Iori e seus parceiros, que chegaram a tempo de ouvir aquilo.

- Droga...! – empurrou Carol e desapareceu pelas árvores.


... O digimon mascarado atacou sua melhor amiga.


- Lightnimon... Você... Você é nosso inimigo?! – pensou ela, olhando para a direção que o gatuno tomou.

- Choujutsushi-san, você está bem?! – perguntaram Iori e Ken, ao mesmo tempo.
- Carol-san...? – idem ao Koushiro.
- O que aconteceu aqui?! – perguntou-se o Yagami.

- Não... Eu não posso acreditar nisso! – berrou Nina, ainda confusa.

Os cinco olharam pra ela, enquanto os digimons observavam ao redor para se assegurarem que não tinha mais nenhum inimigo por perto.

- Por quê?!
- Nina-san... Você...? – Iori olhou-a, confuso.
- Ah? Não... É que... É que...
- Isso não importa agora! – falou o Ichijouji – O que aquele digimon estranho fez aqui?! – voltou-se a Carol.
- Ele tentou atacar o Taichi-san, o Agumon e a Bunni!
- Espera... Tentou me atacar?! – disseram os três citados ali.
- Sim. – acenou positivamente com a cabeça – Aquele digimon de olhos vermelhos tentou atacar-los.


Não fazia sentido algum. Como ele poderia ter atacado?! Não foi ele quem ajudou Agumon antes?! O que o levaria a fazer aquilo?!


- Eu... Eu não consigo entender... – comentou Agumon – Era o digimon que havia me ajudado!
- O mesmo que me salvou dos Bakemons...
- Nina, você está dizendo que...
- Sim, Yagami. Aquele digimon que atacou... Ele quem me salvou dos Bakemons!
- Isso não faz sentido! – exclamou o Ichijouji – Como que... Ele pode ter ajudado antes e ter os atacado agora?!
- Não sei o que ele queria com isso... Mas não podemos subestimá-lo. – falou o Izumi – Pelo jeito é um indivíduo muito esperto e cheio de truques.
- Ah. Ele é... – A Geijutsushi lembrou-se da rota de fuga, que foi divertida até.
- E se ele tiver enganado vocês? – supôs Bunni.
- Não podemos descartar essa hipótese, mas também não deveríamos julgá-lo assim sem sabermos as verdadeiras intenções dele – argumentou o Hida.
- Isso, dagyaa. Se ele ajudou o Agumon e os outros, deve haver algum propósito, dagyaa.
- Acho melhor deixarmos isso de lado e dormirmos um pouco – sugeriu Wormmon – Se houvesse uma batalha, nós já estaríamos perdidos.
- Sim, dagyaa... – concordou – Ainda estou cansado, dagyaa...
- Ok. Vamos voltar para a caverna, e faremos turnos para vigiar. – decidiu Taichi.

Os demais concordaram, mas a menina dos olhos castanhos fitou a pedra que estava gravada o brasão do Desejo.

Estranho... O brilho não desaparecera. Apontava para uma árvore. Pensou em ir ali, mas não agora.
Esperaria que os outros dormissem.

- Eu... Eu fico de vigia. – ofereceu-se.
- Neechan?! Não acha meio arriscado?
- Carol, eu sei o que estou fazendo...
- Se tiver problemas – falou Ken diretamente para ela – Não hesite em nos chamar.
- Certo. – acenou positivamente com a cabeça.

O grupo entrou e ela ficou ali sozinha.
E tinha a impressão que ele não tinha ido embora ainda.

Passou algumas horas e ela continuava sentada ali na porta.

...

- Droga... Tenho de tomar cuidado com aquela garota dos olhos verdes... – sussurrou para si mesmo.
- Lightnimon... – V-mon, que estava no solo enquanto o “parceiro” ficava empoleirado num galho robusto, murmurava – O que você quer mesmo com a Bunni?
- Você entendeu, não? – respondeu, olhando para o brilho das goggles e os olhos vermelhos do azulzinho – O que eu quero é--

- Ok, por que você tentou atacar o Yagami e os outros?! – pipocou uma Geijutsushi atrás de V-mon, se apoiou na cabeça do dragãozinho e encarou os olhos cintilantes do guerreiro.

- O que raios você está fazendo aqui?! – falou ele.
- Eu quem deveria perguntar isso, não é?! – retrucou ela.
- Ni-chan... Poderia falar mais baixo?! – pediu Vee.
- Vamos, me diga! O que te deu na cabeça?!
- Essa idiota vai estragar meus planos... – bufou Lightnimon, descendo da árvore, pegando-a pelo braço e ordenando que V-mon os seguisse.
- Ei! O que você--
- Cale a boca. Eu sei que vou me arrepender disso depois, mas se eu não fizer isso...
- O quê?!
- Não, sua humana idiota, eu não vou te matar.
- V-Vai fazer o quê então?!
- Estou sendo obrigado a te explicar. Mas se você deixar que escape, assim como você deixou escapar o meu nome... Aí sim que eu te mato.
- Eeeei! Foi um acidente! Sério!
- Lightnimon... – V-mon interveio – Ela não tem culpa! Por favor...
- E você fica na tua, ouviu?! – rosnou o “chefe”.
- S-Sim...


#21 - Encontre Tentomon!




Andaram até a margem do lago. Lá ele a soltou e encarou-a nos olhos.
Aquele mesmo olhar de antes... Olhos castanhos que se encontravam com os avermelhados.

- O que você queria fazer lá? Por que eu sinto que... Não é o que eles pensaram?
- Se você sabe qual era a minha intenção, por que então veio tirar satisfações comigo?!
- Eu queria... Queria acreditar que tudo não se passou de um mal-entendido!
- Claro que se passou!

- Ni... Lightnimon... – V-mon entrou na discussão – Vocês querem se resolver logo?

- Não se meta nisso! – disseram os dois, dando um olhar atravessado ao digimon.

- D-desculpe... *gota*

- O que você queria com eles, hein? – voltou a interrogar.
- Ranamon está interessada na ChibiBunnymon. Pronto, falei.
- Não, você não falou tudo. Por que então você tentou se apossar dela?

- Ranamon mandou o Lightnimon matá-la...

- Mandou?! – arregalou os olhos, surpresa.
- V-mon! – fuzilou ele com o olhar.
- Então... Você ia...
- Não! Não ia! – voltou-se a ela de novo – Eu não teria coragem de fazer algo assim!
- Então... O que pretendia?
- fazer o mesmo que estou fazendo com ele – apontou para o dragão criança.
- Levá-la junto com vocês?!
- Desta forma Ranamon pensaria que ela estaria fora do caminho.
- Mas ela faz parte do grupo! – contestou a garota – Assim como o V-mon também é!
- Só que se ele for encontrado pelos escolhidos...

Fez silêncio, olhou para o comparsa temporário. Em seguida olhou para Nina, e desviou novamente dos olhos dela.

- Vocês seriam eliminados logo depois dele disser que o seu parceiro está morto.
- O... O quê?!
- Por isso que ele não pode se unir a vocês ainda. Não sem ter encontrado o garoto.
- Eu não sabia... Se... Se soubesse...
- E eles também estão procurando pelos parceiros de seis escolhidos. Para darem um fim neles e evitar que Taichi, Yamato, Sora, Mimi, Koushiro e Jou possam ajudar a reverter essa situação.
- Espera... Você sabe o nome deles?!
- Claro que sei.

- Uh, acho melhor ela voltar antes que... Alguém perceba...

- Então você e o V-mon estão procurando por eles e evitando que os machuquem?! – concluiu ela.
- Isso. Só não conte a ninguém. – falou seriamente.
- Isso te faz um... Amigo nosso, não é?
- Não sei aonde você quer chegar, garota...
- Não entendo ainda por que se esconder de nós...
- Se eu me unir a vocês, as coisas não andarão nos conformes. Vocês têm de resolver isso, são os escolhidos. Os defensores da Digital World.
- Eu... Eu sinto como se já te conhecesse... – confessou – Não tenho medo de você.

- Gente... Essa conversa poderia ser um pouco mais rápida...?

- C-como?! – disse em um tom de confuso.
- Você parece ser rude, frio e anti-social. Mas no fundo... No fundo eu vejo que é um cara gentil, bondoso e amigável.
- ... Ok, ok... Chega de papo. – virou-se e saiu andando – Vamos voltar e não conte a ninguém o que eu te disse.

V-mon seguiu-o, e a menina... Abriu um sorriso e apoiou-se de novo na cabeça azulada do parceiro de Daisuke (e ele não gostou muito daquilo).

- Lightnimon... Você parece com o meu amigo desaparecido.
- Ehh?! – virou-se para ela, chocado.
- É você? – seus olhos brilhavam esperançosamente.
- ... Não. – continuou caminhando.
- Não...? – murmurou desanimadamente.
- Ni-chan... – V-mon olhou-a – Não fica assim...
- Você o viu? – perguntou.

Ele olhou-a pelo canto dos olhos. Em seguida para o chão.
Sim, o misterioso digimon mascarado parecia saber algo a respeito do Goggle Boy.

Mas... Será?

Fechou o punho com força, refletiu bem e respondeu:

- Não. Mas eu acho que você o encontrará logo. Continue procurando por ele, não se desanime... Ni-chan. – olhou-a, “sorriu”.

- Você... Acha?
- Agora podemos ir antes que seus amigos percebam que não está vigiando?! – resmungou.
- Ah... Yes, sir! – bateu continência e apressou-se, puxou Vee pelo pulso, pegou o gatuno pela mão e saiu correndo.

Ele praticamente corou. Mas como cobria seu rosto, ninguém percebeu esse detalhe.

Ao chegar lá, ela olhou-o, alegre:

- Obrigada por me dar esperanças de que ele esteja vivo. Quase deixei de acreditar. Mas se não fosse por você e pelo Ken...
- Agora vai logo antes que eu me arrependa amargamente de ter dito aquilo tudo.
- Você ainda vai levar a Bunni de nós?
- Se vocês a protegerem bem... Não precisarei fazer isso...
- Mas... Mas a Ranamon irá te matar se... – falou o azulzinho.
- E os escolhidos virão atrás de mim pensando que sou inimigo deles *sigh*
- Então...?
- Se Ranamon cruzar o nosso caminho... Eu irei destruí-la antes que faça algo a mim ou aos outros.
- Isso... Me lembrou... – falaram Ni e Vee.
- Eu não sou seu amigo, ok? Não insista nessa idéia. – respondeu, pegando V-mon pela cintura e saltando para a copa das árvores.

Agora estava claro.
Ele dizia não ser. Talvez não fosse.
Mas suas intenções eram justas e nobres.
Seria como um Robin Hood da Digital World?

A Geijutsushi voltou para a caverna e continuou a vigiar.
Só que o colar ainda brilhava. Não entendia o porquê disso.

- O que isso significa? – pensou.

---

- Sora-kun! Você está bem?!
- Sim, estou.
- Vejo que você encontrou a Piyomon...
- Ela me chamou. Desculpem por ter saído sozinha sem ter avisado...

Sora chegou ao acampamento improvisado no meio da madrugada.
O anel de Tailmon brilhou e isto fez com que eles acordassem.
E assim deram conta que a Takenouchi tinha desaparecido.

- Estivemos preocupados! – disse a Yagami.
- Desculpem-me...
- Sorte nossa que aquele estranho nos ajudou – contou Piyomon.
- Que estranho?! – disseram os quatro.
- Era um Digimon todo preto, mascarado e que tinha olhos vermelhos e cabelos prateados.
- O que?! – exclamou Gomamon – Foi ele quem ajudou a mim e a Palmon na costa!
- Foi?! – Sora e Piyomon ficaram surpresas.
- Sim. Ele nos salvou dos Black Superstarmons.
- O anel da Tailmon brilhou e logo depois você sumiu... – falou Hikari.
- Eu tive a sensação de que alguém estava atrás de você. – explicou a felina.
- Frostmon estava me procurando... – relatou a ruiva – Sorte que apareceu esse tal digimon e me puxou para um arbusto a tempo.
- E ele parece não estar sozinho... – notificou a ave rosa – O que derrotou o Cerberumon foi uma rajada de fogo.

Pausa.
Rajada de fogo?!

- Ele tem algum parceiro ou algo assim?! – exclamou Jou.
- Parece que sim... – afirmou Sora – Ele disse “Daijoubu, ele é um amigo meu.” Quando nos tirou daquele lugar.
- Mesmo assim devemos ter cuidado com ele. – sugeriu Tailmon.

A conversa cessou-se e todos decidiram descansar.
Agora todos os escolhidos estavam seguros. Pois... Os Bakemons também tinham sido exterminados.

Tudo naquele período da noite.

- Serviço feito... – disse meio ofegante – Agora... É deixar o resto com eles.
- Acha que... Podemos descansar agora? – pediu o gigantesco dragão de asas flamejantes.
- Espero que possamos... – murmurou: E que eles fiquem bem...
- Ok.
- Ikuse, Burning Fladramon.
- Yosh.

Afastaram-se dali em segundos. Apenas restaram algumas folhagens tostadas pelas chamas do “comparsa”.

---

No dia seguinte...

Uma janela iluminava um cômodo. Este era um quarto gigantesco, cheio de mobílias na cor mármore. E numa cama branca e grande... Dormia alguém.

- Ei... Acorde!

Cabelos louros, pele branca...

- Está na hora de acordar...

Um sorriso tão inocente... A criança de doze anos sonhava com algo agradável.
E estava distante daquele lugar. Distante...

- ... Wallace!

Abriu seus olhos azuis lentamente. Espreguiçou e viu dois olhinhos olhando-o.

- Wallace! Você dorme demais! Estive te chamando desde que o Sol nasceu!
- Ah? Desculpe... Lopmon.
- Então... Então, vamos fazer o que hoje?!
- Não sei... Ah, deixe-me trocar. Estarei na cozinha daqui a pouco.
- Ok!
- E quanto ao Umbra? Ele está no castelo?
- Sim... Ele quem pediu para acordá-lo.
- Ok, diga a ele que estarei na cozinha!
- Tá!

Saiu do quarto e deixou o menino ir para frente de um enorme guarda-roupa na cor mármore.

Enquanto fechava a porta branca com maçaneta de prata, os olhos do Lopmon tornaram-se vermelhos e malignos. Sorriu de uma forma sinistra e seguiu adiante, descendo a escadaria.

---

......
.....................

- WALLACE!

O grito de um Terriermon que acabara de acordar de um terrível pesadelo desperta os outros digimons e seus parceiros.

- O que foi?! – perguntou Mimi, vendo o estado de choque do pequenino.
- Eu... Eu senti algo... Ele está em perigo! Preciso... Preciso salvá-lo!
- Então... – Yamato olhou para as garotas e para Takeru – Vamos procurar pelo Taichi e pelos outros.
- Certo! – acenou positivamente Miyako, e em seguida olhou para Hawkmon – Hawkmon?
- Estou cheio de energia, Miyako-san. – deu um olhar firme a ela.
- Palmon? – perguntou a Tachikawa.
- Estou bem agora!
- Patamon? – Takeru olhou-o.
- Sim, eu tenho forças para lutar de novo!

- Vamos nessa! – gritou a Inoue, apontando para o alto.

Saíram diretamente dali, com cautela.
E seguiram o sinal dos digivices, esperando encontrar o resto do grupo depressa.


- Eh? Já começaram a se mover?
- Hm... Interessante.


...

- Ok, vamos em busca do Taichi-kun e dos outros. – disse Jou.
- Ok! – acenaram positivamente as garotas.

O grupo de Jou saiu às pressas também.
E usando os aparelhos sagrados para procurar o restante.


- Ok. Eles também resolveram agir.
- Hm...
- Hein?
- Sinal... Então há outro digimon de algum escolhido por aqui?!
- Heheh...
– desapareceu num piscar de olhos, sem que ninguém o percebesse.

Porém a felina sentiu a presença de alguém.

Hikari dirigiu-se a ela: - Algum problema, Tailmon?
- Ahn? Eu pensei ter a sensação de que alguma coisa estava se movendo pelas árvores...
- Onde?

Apontou para a copa, a escolhida da Luz olhou para lá e não viu nada.

- Vamos, não podemos ficar parados por aqui por muito tempo! – disse Gomamon – Algum inimigo pode nos surpreender!

- Ah, tem razão! Vamos, Tailmon!

Apressaram-se. Mas a gata voltou a olhar para trás, diretamente para o alto e pros galhos.

...

- Ok! Todos prontos?!
- Ahn... A Neechan ainda está dormindo, Taichi-san *gota*
- Ainda?!
- Não podemos ficar aqui até ela resolver levantar – disse o Izumi – Os Bakemons podem perceber esta caverna a qualquer momento.
- Eu tenho uma idéia! – disse Carol, sorrindo.

Aproximou-se a Geijutsushi dorminhoca. Ken, Iori, Bunni, Taichi, Koushiro e os parceiros não entenderam de primeira o que ela iria fazer.

- Neechan~♪ – falou ela, com uma voz doce e agradável.

A menina virou pro outro lado. Mas a Choujutsushi não iria desistir.
Fechou os punhos com força. Respirou fundo e disse aquilo que era “proibido”:

- Você gosta do Daisuke-kun, não é mesmo?!

O grupo AINDA não entendeu.
Logo uma moça de onze anos de olhos castanhos e cabelos morenos acastanhados levantou-se instantaneamente esbravejando belas palavras a amiga:

- CAROL, EU JÁ TE DISSE QUE EU NÃO GOSTO DO MOTOMIYA! OUVIU BEM?!

- Funcionou... – riu.
- O que?! Isso foi um truque?!

Os rapazes deram um looooooooooooooooooooongo suspiro.

- Bem... – começou o Yagami – Pelo menos ela está de pé agora.
- Pensei que ela iria gritar ou algo do tipo... *gota* – comentou Ken a Iori e Koushiro.
- Pensei o mesmo... – responderam.

Depois disso, os seis saíram.

Passando alguns minutos, o digivice de Koushiro começou a reagir.
Mais do que depressa, o grupo seguiu o sinal, sem pensar no que poderia significar.

Mas é claro... Só poderia ser o Tentomon!
E sim... Era Tentomon.

E o mesmo encontrava-se em apuros.
Sendo caçado por outro grupo de Cerberumons, que agiam do outro lado da ilha.

A joaninha atrapalhada voava entre as árvores, tentando despistar os predadores.
Mas mais adiante esperavam os ursos. Ranamon havia dado o alarme para que as tropas 2C e 2D agissem caso houvesse algum ataque dos inimigos.

E ela também já tinha noção de que o gatuno não teria eliminado a coelha.
Não seria uma tarefa fácil, então só poderia esperar algum resultado satisfatório.

Ou ela fez isso por outros motivos. Talvez soubesse as intenções dele?
Ou seria outra coisa?

Tentomon estava quase sem forças para escapar. Só que se desistisse agora, nunca mais poderia encontrar o escolhido da Sabedoria. Quanto mais viver aventuras com ele e com o grupo dos escolhidos.

Esperava que o encontrasse agora. Que milagrosamente pipocasse um Koushiro com seu digivice para que pudesse evoluir e batalhar.
Seria inútil, já que os inimigos eram de um nível superior ao de Kabuterimon, mas poderia ao menos sair dali com mais rapidez.

Parou e escondeu-se nos galhos das árvores, bem lá no fundo, camuflando-se com as folhas. Ali sentiu alguém tocar em seu ombro. Virou sua cabeça lentamente e viu uma figura preta de olhos vermelhos e um tufo prateado gigante.

- Não faça barulho, Tento-san – sussurrou.
- Quem é você? – perguntou em um tom baixo.
- Meu nome não é importante agora. – respondeu – Digamos que estejamos do mesmo lado.
- Por que devo confiar em você?
- Porque sei onde está o Koushiro-san.
- Como sabe que eu tenho um parceiro e que ele...
- Perguntas demais. Quer ou não encontrar os escolhidos?
- Sabe onde eles estão?
- Sei. Eles estão aqui, nesta ilha. Procurando por você e pela Piyomon.
- Então...

- Tentomon – falou sério – Sua única chance de sobreviver é me seguir, sem questionar minhas ordens. Estes digimons estão a sua procura para te eliminarem. Os seis digimons dos seis escolhidos veteranos estão sendo caçados para serem destruídos por completo, sem que possam voltar como Digitamas. Eu sei que não pareço nem um pouco “simpático”, mas por dentro... Você sabe que eu não sou seu inimigo. Todos vocês sabem disso.

- Você... Não me parece ser mal, por que está dizendo isso?

- Acredite ou não, nossos encontros talvez não sejam amigáveis. E quando esses encontros desagradáveis chegarem, vocês terão de ver além das aparências. E também compreender a mensagem codificada das minhas ações.

- Mensagem... codificada...?

- Vamos logo, antes que eles nos encontrem! – pegou-o pela cintura e saiu saltando pelos galhos, escapando dos cães e dos ursos.

...

- Ele não deve estar muito longe... O sinal está perto! – alertou o ruivo.
- Será que ele não está fugindo? – supôs Iori.
- Se estiver... Os digimons inimigos estarão vindo atrás dele – comentou Nina.
- Não deveriamos se pessimistas... – bronqueou Carol – O Parceiro do Koushiro-san deve estar com problemas e nós precisamos ajudá-lo!

O “beep” do digivice roxo começou a tocar mais rápido e forte. O grupo apertou o passo, tendo uma impressão que o Hida estava certo.

Na direção oposta vinha ele e o parceiro do Izumi. E atrás deles, Waru Monzaemons.
Olhou para trás e viu os “ursinhos carinhosos” indo pela mesma rota em que estavam aqueles seis e os quatro monstrinhos.

Estalou os dedos e um vulto passou por cima deles, e escondeu-se na fileira de árvores do outro lado.
O misterioso mascarado então saltou do galho e ficou no meio da trilha. Soltou a joaninha metálica e a ordenou que corresse enquanto deteria os digimaus.

Não contestou e saiu voando. Até encontrar as crianças. Um abraço forte foi dado pelo Koushiro, mas Tentomon logo soltou-se de seus braços e falou sobre o indivíduo.

Olharam-se e decidiram: Seja lá quem fosse, iriam ajudar.
Continuaram em frente, até avistarem uma silhueta.

Já o outro digimon, o que ajudara o pequeno, não gostou muito daquela atitude...

- Droga... Eu não posso deixar que eles se aproximem...

Estalou os dedos e proferiu algo ao “cúmplice”.
E este ficou meio intrigado com a ordem.

- Você está maluco?! E se eu acertar alguém?!
- Não irá... E o que foi que eu falei sobre me contestar?!
- Mas... Eles não estão por perto?
- Nem tanto! E a posição deles não permitirá que se machuquem.
- E se eu te acertar?
- Vai me dizer que tá com medinho de me ferir? Só se for burro mesmo.
- Mas...
- Onde está sua coragem? Ande logo! Eles vão ser pegos se não impedirmos a passagem!

Meio receoso, o grandão lançou uma rajada de fogo alguns metros a frente do pequeno, criando uma barreira de fogo. Isso fez com que os escolhidos parassem por ali mesmo.
Pensaram em como passar, e discutiram sobre isso, até que uma mancha preta era vista de frente pra eles.

- Vocês não devem passar por aqui – disse – Voltem imediatamente e encontrem os outros sete escolhidos.

- Quem é você?! – vociferou o Yagami.

- Não interessa. – o tom de sua voz tornou-se mais sério – SAIAM DAQUI OU EU MESMO TEREI DE DAR MOTIVOS PARA ISSO!

- Não... Não deveriamos arriscar – disse a Choujutsushi – Os digimons não parecem estar em forma para lutar contra esse inimigo.
- E não me parece estar querendo bloquear a passagem para nos atrapalhar. – argumentou Ni.

- CLARO QUE NÃO, DUH! Se quiserem que os Waru Monzaemons os capturem, eu deixo que passem.

- Waru Monzaemons?! – exclamaram.

- O tempo é precioso demais para gastarem desta forma! Andem logo, antes que eu mude de idéia!

A garota cujo tinha um colar com uma pedra brilhando reconheceu aquela “educação” toda. Sorriu sem que ninguém visse e falou:

- Vamos, vamos depressa. Foi muita sorte nossa termos sido avisados! Talvez os outros estejam em outro canto! Rápido, rápido! – empurrou Iori e Taichi, enquanto os outros iam atrás.

O Ichijouji achou muito suspeito aquilo. Uma parede de fogo... Um alerta...
Sacou o D-3 negro e fitou o visor. Viu o sinal de outros sete aparelhos piscando.
E um oitavo sinal passou despercebido pelo jovem detetive.

Assim que todos partiram, a parede de fogo apagou-se.
Revelando aquele mesmo ser que atacou a caverna.

Virou-se para a direita e deu a ordem para começarem o ataque.
E a gigante sombra emergiu do alto das folhagens e começou a bombardear pelo ar os ursos tenebrosos com suas rajadas flamejantes.

Também... Alguém os observava no topo de uma árvore.
Obviamente... A incógnita sumiu segundos depois de terminada a batalha,

Não era Ranamon nem Frostmon.
Quem seria então?






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:42 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 7:18 pm






Depois de terem encontrado Agumon, Palmon e Gomamon, o grupo dirigiu-se para uma ilha, em busca dos outros três parceiros. Um ataque de Bakemons fez com que a Geijutsushi se perdesse dos outros doze e por sorte foi salva por um digimon chamado Lightnimon.
Assim que ela encontrou Ken e Iori, o gatuno seguiu adiante em seus planos.

Porém naquela noite Sora recebeu um SOS de Piyomon e foi atrás dela.
Frostmon, que duvidava de que o goggle boy estivesse morto, ouviu Ranamon e resolveu perseguir a ruiva.
A Takenouchi recebeu a ajuda do gatuno, que sem seguida salvou Piyomon de um Cerberumon.

Mas... O digimon mascarado foi flagrado numa tentativa de raptar Bunni, algo que somente foi explicado a Nina. Os demais não sabiam de nada (e ela foi obrigada manter tudo aquilo que lhe foi explicado em total sigilo).

O mesmo continua a atuar pelas sombras. Qual será o motivo disso tudo?
Será que Sora está certa?

...

- O sinal deles está mais perto!
- Sério?
- Olhem. Estão se movendo.
- Espero que sejam eles!

O grupo Jou-Sora-Hikari seguiam os pontinhos vermelhos que eram mostrados no ecrã.
As orelhas da gata moveram-se para uma direção. E a mesma olhou para lá, com um ar de dúvida.

- O que foi? – perguntou a Yagami.
- Eu acho que ouvi alguma coisa se movendo pelos arbustos.
- O que fazemos? Vamos até lá? – perguntou Piyomon.
- Os sinais dos digivices e dos D-3s estão naquela direção. – falou a Takenouchi.
- Então é para lá que devemos ir. – ponderou o Kido.

Seguiram para a direita. Perto daquela região estava acontecendo uma batalha contra o restante do exército de Waru Monzaemons.

Os dois guerreiros que ainda agiam por trás dos panos, atacavam ferozmente o exército inimigo. Usando suas habilidades especiais, Lightnimon parava-os e em seguida Burning Fladramon os destruía com suas rajadas flamejantes.

Alguns contra-atacavam, causando ferimentos neles. A armadura rubra do dragão tinha alguns arranhões, e algumas partes da vestimenta do gatuno estavam rasgadas... E o elmo arranhado, mas agüentava aquilo e protegia seu rosto.

- Se eles estiverem longe daqui agora... Kh... Ficarei mais... Agradecido... – sussurrava para si mesmo, em posição de batalha – Não... Não posso deixar que eles...

- Lightnimon! – chamou Vee – Você está ferido demais, acho melhor nos retirarmos! São muitos!

- E deixar que eles corram atrás dos escolhidos?! Tá maluco?! Esqueceu que... Não podemos desistir agora?!

- Cabeça-dura feito o...

- CALE A BOCA! – bravejou – Isso não é nada comparado ao que já passei antes! Você não tem mais forças pra proteger aqueles que ama, Burning Fladramon?

- Ora seu...!

- Não vai querer deixar que eles façam lavagem na cabeça dos digimons, não é? Não pode deixar que o trabalho do seu parceiro tenha sido em vão! Se ele estiver vivo ou não, deve continuar a missão dele!

- Kh... D-Daisuke... – murmurou.

- Seu parceiro jamais fugiria, certo? Acha que ele deixaria os amigos dele serem mortos por estes caras?!

Os olhos do azulado sincronizaram com os do dele, e uma chama ardeu dali.
Se deixasse... O que aconteceria mesmo? Sim, não teria como perdoar aqueles que...
E não permitiria que...

Rugiu muito alto, a ponto de ecoar por toda a floresta.
As asas flamejantes ardiam intensamente agora e os punhos brilhavam, carregando todo o seu poder.
O guerreiro da noite “sorriu”, e soltando faíscas pelo seu corpo, avançou contra os inimigos.

O rugido foi ouvido ao longe por todos eles.
Takeru olhou para o alto, assim como Miyako e Terriermon.

- Alguma coisa está acontecendo...! – comentou Palmon.
- Um rugido feroz... Será algum inimigo nosso? – perguntou-se Takaishi.
- Melhor nos apresarmos. – concluiu Yamato – Pode ser muito arriscado ficarmos aqui.
- Esse rugido... – pensava a Inoue – Ele soou um tanto familiar...
- Parecia ser um digimon dragão – supôs Patamon.
- Sim. – concordou Hawkmon – Será que não é o Agumon ou...

- V-MON?! – exclamaram todos.

Arriscado seria... Ir até lá, não é?
Mas e se fosse o dragãozinho do Daisuke?
E se realmente fosse a dupla 2-top precisando de ajuda?

- Hawkmon! Evolua! – Miyako pegou o digivice e apontou para o parceiro.
- Hai!

- O que ela está pensando em fazer?! – balbuciou o Ishida.

- DIGIMENTAL UP!!

Hawkmon... Evolução Armor para...! As asas do Amor, Holsmon!


- Não se preocupem comigo – falou a garota, montando nas costas do parceiro quadrúpede – Eu os encontrarei logo.

- M-Miyako-san?! O que você vai fazer?! – exclamou Takeru.

- Se for o Daisuke... Eu irei ajudá-lo! – seus óculos brilharam com a luz do sol, e Holsmon alçou vôo, indo à alta velocidade para o foco do rugido.

- Que garota... radical... – elogiou Terriermon. Os demais se mantiveram em silêncio.

---

- As coisas andam conforme o Destino escreveu.
- Bom. Muito bom.

- É possível que o Milagre aconteça, não é?

- Claro. O Milagre é aquilo que está entrelaçado com o Destino.
- Ambos são como irmãos. O Destino escreve. O Milagre age.
- Isto é, se estes irmãos forem colocados no mesmo lado.

- E o que irá acontecer se estiverem de lados opostos?

- Talvez o caos... Se o Milagre não o salvar antes.

- Por isso... Pandora não pode ser acordada, não é?

- Exatamente.

- Por que está me contando isto tudo?

- Porque seu papel é este.
- É por isso que está aqui, não é?

- Sim... Senhor.



#22 - Holy Light: O Esplendor da escolhida da Luz!




O grupo do Yagami andava com muita calma e sem fazer barulhos que poderiam chamar a atenção dos inimigos.
Eles sabiam que tinham alguns pela região, e seria difícil lutar se aparecesse muitos, tal como os Bakemons.

Pelo caminho a Geijutsushi fitava o colar, que continuava a brilhar. Não sabia o que o fazia estar “ativado” daquele jeito. Mas só pelo seu conceito... “Desejo”...
Será que ele reagia com suas emoções? E com seu desejo puro de reencontrar o colega de classe? Ou seria outro motivo... Como o de Lightnimon finalmente se unir a eles?
Talvez fossem os desejos que mais predominavam em sua mente.

Já os outros... Ainda ficavam meio confusos. Ainda discutiam sobre o misterioso digimon negro e mascarado.

Outro que ficava em silêncio quanto a isto e só analisava, era o Ichijouji.
O moreno desde que chegaram reunia todas as pistas deixadas, tais como aparecimentos repentinos dos digimons de Taichi, Mimi e Jou depois de terem sido ajudados por este estranho;
As folhagens queimadas na Baía da Perola;
A Geijutsushi ter sido salva por este indivíduo;
E...

- O que ele quis dizer com isso, Koushiro-san? – Iori quebrou o silêncio, pondo pra fora aquela curiosidade toda.
- Mensagem Codificada... – repetiu o ruivo. Seguida respondeu – Não sei exatamente. Parece que esse Lightnimon tem algo a esconder.
- Mas quais? O que ele quer conosco?

“Mensagem codificada”
Aquela sentença estava ecoando na cabeça do escolhido da Bondade.

O mascarado queria dizer o que com isso?
Não teve a oportunidade de encontrá-lo ainda, por isso só podia supor...

Que ele poderia saber algo a respeito dos eventos que estavam ocorrendo.

- Vocês dois estão muito quietos... – falou uma Bunni, olhando por cima do ombro da Choujutsushi – O que os incomoda?

- Nada... – responderam em conjunto Ken e Nina – Só... Estava pensando e me perdi neles.

- O Sinal está um pouco mais adiante – reportou Taichi – Acho que logo iremos encontrar os outros.

E o silêncio voltou a reinar.

---

Passados vinte minutos... O campo de batalha ardia em chamas.
Ambos respiravam ofegantes, e estavam cansados. Exaustos a ponto de serem alvos fáceis agora.

- Eu disse... Que... Iríamos conseguir... – disse ele, apoiando-se em um joelho e segurando seu braço esquerdo, enquanto escorria um pouco de sangue de seus ferimentos.

- Não devia ter se esforçado tanto... – bronqueou o dragão – Quer morrer?!

- Este cara aqui já escapou da morte milhares de vezes... – gabou-se – Não vai... Não vai ser agora... Que... Que irei morrer... Num confronto estúpido... C-como esse.

- Idiota... – resmungou Vee.
- Dê um jeito nessas chamas... Antes que elas destruam a floresta...!
- Ah. Eu ia fazer isso... Agora mesmo.

Burning Fladramon apontou para as chamas, e sugou o fogo delas, recarregado suas energias. Sorte que conseguiu absorver aquilo antes mesmo que pudessem se espalhar e causar mais estragos.
Depois de consumidas, caiu de joelhos no chão e apoiou suas mãos no solo, impedindo de cair por completo.
Isso podia restaurar suas forças, mas não seus ferimentos.

- A-Aposto que... Se ele visse isso... Ficaria feliz... Heh.
- Não fale... Não fale como se o Daisuke estivesse morto! – reclamou ele.
- Ele deve estar vivo. Você... Você mesmo disse isso, certo...?
- É claro que ele está! – rugiu – Dai-chan não morreria tão facilmente!
- Estou... Começando a gostar de... Você... Vee... – desmaiou em instantes.
- Lightnimon!

Fez um pequeno esforço. Um pequeno, pois queria retirá-lo dali antes que qualquer um os flagrasse. Andou até o “parceiro”, pegou-o com seus punhos. Usou tais chamas absorvidas para criar suas asas e zarpou dali, indo para um lugar totalmente seguro.

Seus olhos fixaram o pequeno digimon misterioso, enquanto uma pequena lágrima escorria pelo canto, saindo pelos céus e sendo evaporada ao entrar em contato com suas asas flamejantes.

- Desculpe... Por não ter te impedido de fazer isso antes... – murmurou.


Passado alguns minutos, Miyako e Holsmon chegam ali. Só havia marcas de uma batalha calorosa, como folhagens chamuscadas, galhos e troncos de árvores quebrados...

E o chão com alguns pingos de sangue... Sangue?!

- Miyako-san?
- Isso... Isso no chão é sangue! – arregalou os olhos, espantada – Mas... é uma pequena quantidade...
- Acha que esse sangue é do... Daisuke-san?
- N-não sei! Pode ser, mas... Pode ser que seja algum digimon ferido...!
- Os pingos terminam aqui... Talvez tenha sido destruído...
- Ou... Sido levado para algum lugar.
- O que deveriamos fazer, Miyako-san?
- Avisar aos outros...! Dê meia volta, Holsmon!
- Certo.

Fizeram isto. Enquanto ao grupo de Mimi...

- O sinal está bem perto...
- Sim. Parece que é a Hikari-chan... – deduziu Takeru, olhando para um ponto rosa na tela do digivice branco com bordas verdes.

- Takeru-kun! – gritou a Yagami, correndo naquela direção. Sorria, pois tinha ouvido a voz do loiro e a reconheceu rapidamente. Atrás dela vieram os outros dois veteranos.

- Hikari-chan! Sora-san! Jou-senpai! – exclamou Mimi, esboçando um sorriso.
- Vocês estão bem. – Yamato ficou mais tranqüilo – Sabem onde está o Taichi e os outros?
- Ainda não – respondeu Jou – Mas... Não devem estar muito longe daqui.
- Vocês encontraram a Piyomon? – reparou Palmon.
- Sim – afirmou Sora – Graças a um misterioso digimon mascarado.
- O mesmo que nos ajudou, Palmon!– contou Gomamon.

- O mesmo?! – ficaram surpresos.

- Sim, ele não me parece um inimigo... – falou a ruiva.
- Mesmo assim, ele disse que se nós interferíssemos em seus planos, não seria tão bonzinho. – completou Piyomon.

- A Miyako-kun não estava com vocês? – reparou o escolhido da Confiança.
- Ela acha que ouviu o rugido de Agumon ou de V-mon e foi conferir – explicou Patamon.
- Como... Como assim?! – Sora ficou meio perplexa – Rugido?
- Foi o mesmo que ouvimos alguns minutos atrás? – idem a Hikari.

- Aquele rugido... – Tailmon falou em um tom sério – Parecia ser de um digimon dragão, mas pode não ser o Agumon ou o V-mon. Pode ter sido qualquer outro digimon. Mas... Tinha algo familiar. Como se fosse um grito desesperado.

- O que faria um digimon gritar desse jeito? – inocentemente o digimon laranja voador perguntou a gata.

- Não sei... Pode ser por vários motivos... Como a dor, o sofrimento... Ou a morte de algum indivíduo.

- PESSOAL!!

Todos se voltaram para algo que vinha em alta velocidade. Quando parou, fitaram a rapariga de cabelos violeta com um lenço cereja na cabeça.

- Eu segui a fonte do rugido e... Encontrei algo interessante!
- Encontrou o Daisuke-kun?! – perguntaram todos.
- Não. – acenou negativamente com a cabeça – Mas pode ser uma pista!
- Pista?!
- Sim! Venham ver!

Sem pensar muito, o recém novo grupo saiu atrás da Inoue, que guiou o caminho ainda montada em Holsmon.

Quando chegaram lá, a primeira coisa que os veteranos e os três membros do time zerotwo notaram foram...

- Sangue?!

- Seria... Seria do Daisuke-kun?! – exclamou a escolhida da Luz.

---

- Kh... Ore...

Abriu seus olhos vagamente, tudo estava fora de foco... Aos poucos começou a ver melhor onde estava. Sentou-se. Estava em cima de folhas de bananeira, protegendo seu corpo da umidade. Estava sem o elmo, com seus olhos vendados no lenço negro que usava no pescoço. Por ser um tecido fino, conseguia enxergar através dele. Sua boca também estava sem a máscara, podendo ver a sua verdadeira pele (mas como o ambiente era escuro, não se tinha muita noção da cor dela), tendo as mesmas listras que há no elmo em suas bochechas.

- Você está bem...? – disse uma voz.

- V-mon? – correu seus olhos pelo ambiente, uma pequena cabana improvisada com galhos, folhas de bananeira e cipós que amarravam bem os dois elementos.

- Você... Você me trouxe até aqui...?

- Sim... Usei o resto das minhas forças para fazer isso. Espero que não se incomode de ter desobedecido a suas ordens...

- Desobedecido...?

- Mas, não deixei que vissem seu rosto... – sorriu – Você não quer que eles descubram sua verdadeira aparência, não é mesmo? Por isso vendei teus olhos e apressei em montar esta tenda. Também tratei de procurar ervas medicinais para seus ferimentos. Acho melhor pararmos um pouco, até que estejamos novamente dispostos.

- Você me... Salvou...?

- Se eu não fizesse isso... Eu estaria cometendo um erro grave! Por enquanto... Você e eu somos parceiros... E parceiros não abandonam os outros. Ajudam um ao outro.

- Parceiros... – olhou para seu colo, suas mãos repousavam ali. Estava sem as luvas. E as costas das mesmas estavam com ataduras de cipó.

- Eu tratei de cuidar disso... Esterilizei os cipós e as folhas com as minhas chamas, para destruir as bactérias e qualquer mau elemento que pudesse te adoecer. Só que... Quando fiz isso, gastei minhas energias e não pude continuar na forma kanzentai. Talvez devêssemos nos esconder e evitar que Frostmon ou Ranamon nos encontre...

- V-mon... – sorriu para o azulzinho – Obrigado... Por tudo...
- Você é meu amigo. Não importa o que aconteça, estarei sempre do seu lado!
- Espero que eles fiquem bem... – suspirou – Sem a nossa ajuda...
- Taichi e os outros irão cuidar disso. Não se preocupe. E a Ni-chan também ficará bem.
- E... E quem disse que me importo com aquela humana encrenqueira?! – virou a cara para o lado.
- Porque vocês são meio parecidos, não são? – riu baixinho.
- P-Parecidos?! N-Não tem nada a ver!
- Você viu... Quando eles estavam atravessando o mar para virem até aqui...
- Não está querendo dizer que eu gosto de uma humana?!
- Calma...! Foi só uma brincadeira...

Ficou pensativo por alguns segundos. Olhou fixamente para um canto e refletiu.
Tentou se levantar... E com um pouco de esforço, e dando alguns grunhidos, levantou-se.

- Ahn?! V-Vai fazer o que? – perguntou o pequeno.

- Eles estão perto daqui. De acordo com a Ranamon... Os fragmentos da Esperança e da Luz não foram ativados. – foi até um canto, tirou a venda dos olhos, colocou a máscara e o elmo, e pôs o lenço novamente em seu pescoço, como antes. Vestiu as luvas e calçou os tênis (que também tinham sido retirados). Andou até um canto, ficou máximo um segundo ali e depois se dirigiu para a saída.

- O que... Está pensando em fazer a respeito disso...?!
- Falar com eles. Mas sem deixar vestígios que estamos lutando no mesmo lado.
- C-Como?!
- Não ficarei muito longe daqui... E eu me recupero rápido, sabia?
- Às vezes você parece com ele.
- Será por isso que você consegue evoluir para kanzentai sem o escolhido?
- Será?
- Voltarei dentro de uma hora. Se passar disso... Venha imediatamente me buscar.
- Huh?
- Creio que assim como eu, você também consiga se recuperar rapidamente.
- Sim... Eu me recupero mais rápido do que imaginam, mas... O que você vai querer que eu faça?
- Nada. Apenas que me dê cobertura caso eles venham atacar. Não ordeno que os ataque, apenas me tire de lá. O sucesso de nossa missão depende da minha liberdade. Se eu for capturado, tudo estará fora do controle. Entendeu?
- Sim.
- Ótimo. Ittekimasu. – Saiu da tenda, deixando o dragãozinho esperando-o.

---

- Estão longe daqui, não estão...? – perguntou Carol.
- Calma... Logo iremos reencontrá-los. – respondeu o Izumi, com um sorriso.

- O que ele quis dizer com “mensagem codificada”? – sussurrou a Geijutsushi ao Ichijouji.
- Não tenho a mínima idéia... – falou de volta, no mesmo tom que ela – Pode significar que ele está tentando nos passar alguma informação sem que os inimigos percebam.
- Como, por exemplo...?
- Ajudar os parceiros dos outros seis escolhidos. Mas ainda não compreendo a mensagem do ataque à caverna...
- Talvez seja preciso... Revisar tudo que aconteceu. Ele não me parece ser nosso oponente, e pelo visto deve ter ido atrás de alguma coisa que tenha o Yagami, o parceiro dele ou a Bunni.
- Mais provável seria... A ChibiBunnymon, pois não temos muitas informações sobre ela. Somente que veio de outra dimensão com o intuito de achar a reencarnação de Pandora.
- Sim. Provavelmente ela deveria ser o alvo dele... Mas por quê?
- Isso que estou tentando compreender...

- Estou ficando com fome, dagyaa...
- Eu também... – comentou Agumon.
- Antes de continuarmos – começou a orelhuda – Não acham que deveriamos reabastecer nossas energias?
- Quer dizer... Comer alguma coisa deliciosa, dagyaa?
- Eu sou a favor! – os olhos do dino brilharam como esmeraldas.

- A “mensagem codificada” nisso deve ser o fato de que antes a Ranamon estava atrás dela, não? – ponderou Ni, ainda cochichando com o moreno.
- Os Bakemons também tinham interesse em você, não?
- Sim. Deve ser porque eu fugi com a Bunni para que ela não fosse capturada.
- Então... Deve estar relacionado aos planos daquela digimon anfíbia.
- Só pode.

- Tem algumas frutas perto daqui. – contou Tentomon – Passei quatro dias por esta região com a Piyomon... Até que chegou Ranamon com seus exércitos e acabamos nos separando.

- Sabe onde está a Piyomon? – perguntou Taichi.
- Não faço idéia de onde ela pode estar agora.
- Logo iremos encontrá-la. Assim como os outros, e o Daisuke.
- E o Wallace-san também... – completou o Hida.

- Geijutsushi-san – voltou a falar com ela o moreno – O que você queria conferir na noite anterior?
- Ah? Uma... Uma ideiazinha idiota que me passou pela cabeça, só isso.
- Qual?
- Pensei que o Motomiya poderia estar por perto. Mas acho que o colar só brilhou por causa do perigo que eles correram...

Mas ela não estava bem certa se era exatamente isto que aconteceu com a pedra oval.
Aquilo brilhou após associar os fatos e supor que Lightnimon poderia ser o goggle boy.
Só que a realidade era outra. Ele não era o escolhido desaparecido, pois não teria sentido o garoto estar se escondendo deles e até atacando-os.

“Atacando-os”?! “Mensagem codificada”?!
Será que haveria alguma razão para o gatuno ter ido atrás da coelhinha?!

Voltou a raciocinar. Quem ela estava procurando no dia em que a orelhuda caiu dentro de seu quarto? O Motomiya.
Com quem ela passou maior parte do tempo enquanto houve tais “congelamentos”? Com o goggle boy e com V-mon.

- Será que... – pensou alto.
- Huh? Alguma idéia, Geijutsushi-san?
- N-Nada... – calou-se.

A esse ponto da conversa o escolhido da Bondade começava a suspeitar que ela soubesse de algo. Como que ela sabia o nome do tal digimon desconhecido se nem Agumon, Palmon, Gomamon e Tentomon sabiam?!

Sim. Ela sabia de algo. Mas não contava.
Por quê?

- É improvável... – suspirou ela – Muito improvável. É mais fácil acreditarmos que ele está perdido do que... – pensou.

- Geijutsushi-san... O que você sabe sobre o tal “Lightnimon”? – perguntou-se mentalmente o Ichijouji.

---

- Sim. Isso é sangue. – confirmou Jou – Mas pode ser de qualquer um.
- Foi o que pensei... – explicou Miyako – Só que não podemos descartar a possibilidade de ser do Daisuke ou do Wallace, não?

- O do Wallace...?! – o coelho branco-amarelado vidrou nos pingos avermelhados.

- Pode ser também... – comentou Mimi – Terriermon, você não disse que sentiu que o Wallace-kun estava em perigo?

- Sim... Mas... Mas não pensei que ele pudesse estar ferido ou... Estivesse em uma luta...


Um vulto misteriosamente passa por trás dos troncos. Olhos de coloração diferente fixam em duas crianças que estavam lado a lado. Eram suas presas. Dois alvos... Um casal.
O problema número um seria evitar que os demais se intrometessem. O outro era os parceiros deles.

- Isso vai ser... Mais complicado do que eu pensava... – sussurrou a si mesmo, aborrecido – Principalmente se aqueles digimons me atacarem neste estado. Posso tentar paralisá-los, mas... Talvez não os segure por muito tempo graças ao desgaste de energia daquela batalha... Kh...

Observou-os com cautela enquanto traçava mentalmente uma solução para seu objetivo ali. Não podia levantar suspeita, muito menos que fosse capturado por um dos lados (seja pelos escolhidos, seja pelas subordinadas de Umbra).
Caso acontecesse...

- Não tenho escolha... *sigh*

Moveu-se para a árvore mais próxima, subiu e apontou suas garras da mão direita para os digimons e demais escolhidos, tirando de sua mira os únicos que lhe interessavam.

Um brilho estranho chamou a atenção da felina, que alertou a todos. Indicou a localização do que poderia ser um espião e Holsmon usou o Udjat Gaze.

Percebendo o ataque, a incógnita saltou para o solo a tempo, escapando do ataque.
Praguejou baixinho, como de costume. Não viu outra chance a não ser paralisar os digimons com suas garras, ao invés de arremessar dardos paralisantes à distância.

- Tem alguém aqui. Eu sinto isso. – falou a gata.
- Também. – concordou Holsmon – as moitas se moveram depois que os anéis atingiram a árvore.

Tudo ficou quieto. O grupo trocou alguns olhares, perguntando através deles se aquilo significava que “seja lá o que fosse” teria ido embora ou deveriam ficar atentos.

Quanto ao outro ser... Este rodeou o grupo pelas sombras, aproximou-se mais deles e...
Num rápido “slash”, usou o Lightning Nail neles. Quando atacou Holsmon, o guerreiro da noite acertou um ponto que o fez voltar imediatamente para a forma Hawkmon.

Tailmon conseguiu sentir a presença do estranho, e tentou seguir seus movimentos.
Mas... Ele era muito rápido, de fato.

As crianças so se deram conta depois. E mais... Quando tentaram se mover,...

- N-não consigo me mover!
- Nem eu, Mimi-oneesama!
- O que está acontecendo aqui?! – esbravejou um Yamato nada contente.

Os parceiros também estavam naquelas condições. A Inoue olhou para a águia, e surpreendeu-se em vê-lo no nível infantil subitamente.
Só podiam ter certeza... O inimigo era ágil demais para eles. O mais provável agora era usar Fäuermon para o combate, ou Lilimon por serem os mais rápidos. Mas não tinha como, tanto Palmon quanto Hawkmon estavam fora de ação.

- Desculpem por isso – falou uma voz, do alto de uma da árvore – Mas são as medidas que resolvi tomar para sair ileso.

- Você...?! – gritou uma Piyomon, rangendo o bico.
- P-Piyomon... – Sora olhou-a – Essa é a voz daquele...!

- Eu avisei antes. – continuou – Nossos caminhos irão se colidir durante um tempo. Temos objetivos semelhantes, mas isso não nos faz amigos. E também não devo ser visto como inimigo de vocês.

- O que você quer?! – vociferou a ave rosada.

- Gostaria que a menina ali viesse até a mim. E não perguntem o que quero com ela. Também não os asseguro que, caso tentem fazer algo, eu não vá machucá-la.

- Quem? – exclamaram as garotas – Qual de nós?

- A única que minhas garras não tocaram. Uma de vocês não está presa. Talvez... Vocês saibam quem é...

- Hikari?! – a gata arregalou os olhos assim que um rápido flash do ataque de segundos atrás passou na sua cabeça: A criatura não passou por perto de sua parceira.

- Gotcha. – desceu da árvore e ficou metros afastados dali – Hikari Yagami. Venha até aqui.
- C-Como... Sabe meu nome?! – a rapariga ficou atônita.

- Ande logo...! Kh... – cambaleou um pouco. Apoiou-se no tronco da árvore para não cair no chão. Falou para si mesmo – Não... Não devia ter usado o Lightning Nail neste estado... Ghn...

- Hikari! – chamou Takeru – Não vá, pode ser uma armadilha!
- Mas... Mas se eu não for...!

- ... Eu não irei te machucar se vocês cooperarem... Kh...

- Ele está ferido? – supôs mentalmente Hikari, olhando para a silhueta.
- Hikari-chan...! Não faça isso! – pediu o Yamato.
- Pode ser perigoso! – reforçou Jou.

- Ele não vai me ferir. – foi em direção da sombra – Eu sinto isso. E... Ele está ferido, não compreendem?!

- Ferido?! A-Aquele sangue...! – falou Mimi.
- Poderia ser... Deste estranho?! – questionou-se Miyako.

Enquanto andava até lá, sua expressão facial era séria. Porém... Não passava a idéia de estar brava ou algo assim. Apenas a encarar aquilo com seriedade. Os passos eram lentos e meio receosos, com medo de estar cometendo um erro.



Por dentro... Uma menininha de oito anos sorria e resplandecia sua luz. Um lenço rosa no pescoço, camisa sem mangas amarelo bem suave, calças até os joelhos na cor rosa, descalças, apenas de meias brancas. No peito tinha a tag e um apito. Seu cabelo era mais curto e uma pequena franja cobria sua testa.

Caminhava num cenário branco, onde o piso refletia como se fosse um espelho. Andava até a própria versão mais velha, de cinco anos depois, que ainda sentia medo de continuar avançando.

A pequenina alcançou-a e tocou em seu pulso, fazendo com que a outra virasse para trás e a visse nos olhos.

- Hikari... – falou a Yagami mais nova – Não tenha medo. A Luz sempre irá espantar a escuridão, por mais que ela tente te enfraquecer. Lembre-se dos dias em que as coisas pareciam tão tristes e você as enfrentou de cabeça erguida.

- Hikari-chan...? – falou a outra, meio confusa.

- Você foi forte antes. Por favor... Não deixe que essa força enfraqueça. Essa luz... Você é a Luz dos escolhidos. Essa luz precisa brilhar mais, iluminar mais!

Fechou os olhos externamente. Internamente continuava a conversa.

- Não tenha medo. – sorriu a pequenina de 1999 – Você sabe que ele não é nosso inimigo.
- Não...?
- Ele... É nosso amigo.
- Amigo...?
- Você sabe... Hikari.
– desapareceu lentamente.

Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 He_is_not_our_enemy__hikari_by_chibiness_artist-d5e3od1

- Pensei... Que não iria demorar muito... Ack... – praguejou bem baixinho – Acho que... Devia ter esperado um pouco mais... – caiu de joelhos não chão, apoiando-se com as mãos no solo – Kh...!

A escolhida da Luz abriu os olhos, e correu até ele. Os outros apenas assistiam, podendo fazer absolutamente nada caso fosse uma cilada.

- Você está bem?! – parou diante dele, preocupada.
- E-estou... Kh... – disse, meio trêmulo – Isso passa...
- O que você quer comigo...? E... Por que atacou a gente...?
- T-tenho m-meus motivos... – levantou-se com dificuldade e olhou nos olhos dela.
- V-Você...
- Hikari Yagami. Você precisa liberar o seu poder. Sem ele, vocês jamais vencerão.
- Meu poder...?
- Você é a Luz! Se não conseguir isso... A Digital World mergulhará nas trevas daquele que está tentando convencer os digimons a aceitarem que ele é o único modo de finalmente viverem em harmonia!
- Mas... O que eu faço para...
- Kh... Isso... V-você que d-deve... saber...
- O que... Aconteceu a você?!
- Não é da sua... conta...! – virou-se e tentou sair de lá, mas a garota agarrou-o pelo pulso, tal como a Geijutsushi tinha feito anteriormente.

Logo o digivice dela começou a brilhar intensamente em uma luz rosada. E a sua portadora também.
Misteriosamente, outro brilho surgiu... Na cor azul.

“Hikari-chan?”
“Isso... Isso significa que...!”


Aquela luz percorreu o corpo do digimon, curando-o. E uma rápida imagem surgiu na mente de ambos os indivíduos.

“D-Daisuke-kun?!”
“Onde... Onde você está?!”
“Por favor...! Diga-me!”


Tentou aproximar dele... Mas foi tão rápido. Acabou no instante que as luzes enfraqueceram até sumirem por completo.
Nesse mesmo tempo... Lightnimon já havia ido. Escapou no momento de distração dela.

A Yagami não entendeu. Ela tinha visto o goggle boy em sua mente assim... Do nada?!
Teria a ver com aquelas tais habilidades “especiais” que ela herdou do seu legado como a Luz dos Escolhidos?

- Onde... Onde ele foi??
- Hikari-chan?! – olhou para trás de viu os outros, já liberados da paralisia temporária do Lightning Nail, e estavam ali perto dela.

- Ele te machucou? – perguntou o escolhido da Esperança.
- Não... Ele... Ele só... Só queria pedir que eu liberasse o poder da Luz.
- Liberar o poder da Luz?! – exclamou os outros.
- Sim... Ele disse que só venceríamos... Se eu libertasse esse poder.

- Temos que encontrar os outros, e depressa... – pediu Sora – Pode vir alguém nos atacar se ficarmos parados aqui!
- Sim... – concordou Miyako – Esse digimon é muito suspeito, não vamos confiar muito nele...
- Ele nos atacou... – Takaishi fechou o punho – E te obrigou ir até a ele... Para dizer algo tão simples assim?!

- Por favor... Perdoem-no. – implorou ela – Ele... Ele estava ferido! Talvez fizesse isso com medo que nós o atacássemos e o feríssemos mais ainda!

- Não foi um ataque crítico, foi só uma técnica que nos impossibilitou de nos movermos... – explicou Tailmon – Talvez devêssemos deixá-lo de lado por enquanto.

- Mas... E se ele nos atacar na próxima? Você mesma ouviu as palavras dele! – contestou Piyomon.

- Tailmon está certa. – Hawkmon deu seu parecer da situação – Por enquanto, vamos deixá-lo. O importante é nos reunirmos com os outros.


O grupo partiu. E alguém os observava escondido no alto de outra árvore.
Sentou-se ali, apoiando as costas no corpo dela e olhou para suas mãos.

Ficou pensativo. Murmurou alguma coisa, mas não foi possível ouvir.
Em seguida, desapareceu de lá, sem deixar vestígios.

...

“Hikari-chan...”






Última edição por Daisuke Kaizaa em Sex Set 14, 2012 10:04 pm, editado 3 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 7:37 pm






- Pensei que iria demorar mais um pouco! E... O... O que aconteceu?
- Nada. Não aconteceu nada, V-mon...

O azulzinho estranhou. Podia jurar que o “comparsa” estava ainda com as ataduras e pequenos arranhões pela sua vestimenta. Mas agora... Nada. Estava sem nenhum.
Como se nem tivesse lutado e passado dos limites.

- Como assim...? Você parece ter sido restaurado... Curado...
- Yagami. Foi ela quem fez isso. A Luz... A Luz emanada por ela foi o que me deixou assim. Mas... Mas eu tive a impressão de ter visto alguém...
- Alguém...?
- Um... Uh... Garoto. E essa jovem também o viu.

V-mon arregalou os olhos, incrédulo.

- Como ele era?! – balbuciou, demonstrando ansiedade em saber se era quem estava pensando que fosse.

- Da minha altura... Pele um pouco mais escura que a dela, que era branca... Cabelo castanho avermelhado até os ombros e bagunçados... Olhos castanhos...

- D-Daisuke! – gritou alegremente, seus olhos brilhavam esperançosos.
- Onde... Onde ele estava?! – perguntou Vee, agora falando em tom baixo.

- Não sei...! Só apareceu de repente... Quando luzes surgiram e ela... M-Me tocou...
- Quando... Quando ela te tocou?! – exclamou – Então... Ela...
- Não tenho certeza... E... Não entendi muito bem aquilo...
- Não acha que está na hora...?
- Na hora de quê?

- De unirmos a eles...! Estamos procurando pela mesma pessoa! E queremos também evitar que aquele cara domine a Digital World!

- Você ainda não entendeu, não é? Se eu fizer isso... Você entendeu quando te encontrei, não lembra? Seu parceiro deve estar vivo, em algum lugar por aí!

- Claro que ele está! Mas... Mas não quero ficar longe dele por muito tempo! Se procurarmos sozinhos... Vai demorar mais do que se nós estivéssemos em grupo!

- Não quer que ele seja morto, certo? Nem que elas usem os escolhidos como reféns para capturá-lo, não é mesmo? Então... Não podemos fazer isso!

- Isso não vai dar certo... Desde que concordei em te ajudar em troca de você me ajudar a procurar pelo Daisuke e a me proteger dos nossos inimigos... Eu te disse que uma hora isso não ia dar certo.

Nada respondeu. Apenas permaneceu em silêncio e refletindo.

- Lightnimon... A que ponto você quer chegar com isso?! Não acha que eles te confundindo ou não com o Dai-chan... Aqueles digimaus cruéis não tentarão atacá-los?

- Precisamos voltar para o continente... – falou – Gabumon não está por aqui. Lembra?
- Vai continuar com isso...? – rosnou Vee, meio chateado.

- Assim que todos os digimons dos escolhidos estiverem a salvo e com seus respectivos companheiros... Talvez possamos nos unir a eles para encontrar o “Dai-chan”.

- Você... Promete isso? – olhou-o, com aqueles gigantescos olhos vermelhos e fofos.
- N-Não me olha desse jeito...!
- Mas... Você promete?
- V-mon... Eu não preciso te responder isso. – “Sorriu”, seus olhos mudaram de cor rapidamente – Você sabe minha resposta.

---

O pequeno grupo de Hikari continuou seguindo o sinal dos digivices.
Enquanto caminhavam pela mata, a escolhida da Luz refletia sobre o que tinha acontecido minutos atrás.

- Ele não é nosso inimigo... Mas diz também que não é nosso amigo... Sabe nossos nomes... E quem são nossos parceiros, pelo que a Sora-san e a Piyomon contaram... E... Aqueles olhos... Aqueles olhos vermelhos me lembram...! Será que...!

- Hikari... – Tailmon olhou-a, meio preocupada – Está tudo bem?
- Aquele estranho... Ele... Ele poderia ser... O V-mon...?
- V-mon? – repetiu uma Miyako intrigada – Por que ele seria o V-mon?!
- Mas... Eu vi... Por alguns segundos... O Daisuke-kun!
- Viu o Daisuke?! – Yamato ficou pasmo – Onde, Hikari?!
- Quando... Eu toquei nele... Meu digivice brilhou, e meu corpo também... Depois surgiu uma outra luz... E então eu vi... O Daisuke-kun...
- Uma outra luz?! – exclamou Mimi.
- Parece que esse estranho sabe alguma coisa sobre o Daisuke... – supôs Takeru.
- Se ele sabe... Por que não nos diz? – perguntou Patamon.
- Não sei... – respondeu o loiro mais novo.

- Eu não acho que ele seja de confiança... – opinou Piyomon – ainda mais depois de ter avisado que, caso nós nos intrometêssemos em seus planos, não seria bonzinho.

- Ele nos atacou também... – comentou Sora – Mas eu acho que fez aquilo com medo de que o confundíssemos com aqueles digimons, ou com a Frostmon...

- Vamos nos apressar... – interrompeu Jou – O sinal dos digivices está perto daqui!
- Ok!
- Tá!
- Certo.

A Yagami olhou para os céus, percebendo que já devia estar pelo turno da tarde.
Passaram boa parte do tempo procurando pelo restante do grupo...

Mas... As palavras da “Hikari interior” ainda pairavam em sua cabeça:

“Não tenha medo. Você sabe que ele não é nosso inimigo.”
“Não...?”
Ele é nosso amigo.


“Ele é... Nosso amigo...? Será que ele é...!”


#23 - Estratégia!




Não muito longe dali... O grupo de Taichi seguia o sinal dos digivices. Alguns iam conversando, outros em silêncio. Carol falava com Koushiro, enquanto Iori refletia sobre o ocorrido.
O líder não se importava mais com aquilo, e só pensava em encontrar logo os outros.
Ken observava Nina, que por sua vez não desgrudava os olhos da pedra oval, que continuava a brilhar em lilás.

- Bunni... – chamou a menina – Por que... Isso aqui está brilhando?
- Uh? Está? – a pequenina olhou por cima do ombro da Choujutsushi e fitou o colar.
- É. Está. – confirmou Ken.
- Sabe por que disso? – perguntou Ni.
- Bem... Esse colar foi criado pelo fragmento do Desejo, não foi?

Acenou positivamente a cabeça. O Moreno apenas prestava atenção.
A coelha rosada voltou a explicar:

- Para isto brilhar teria que estar relacionado aos seus desejos puros. Tem algo que desejas muito?

Novamente acenou com a cabeça, sinalizando um “sim”.

- Mas... Mas são tantas coisas...! – complementou – Como... Querer encontrar o Motomiya... – pensou: E que o Lightnimon se junte a nós...!

- Então... É por isso! – concluiu – Está reagindo com este seu desejo. E pelo jeito está indicando uma direção para o mesmo... – notou.

A guria voltou a olhar pra pedra. Sim, tinha uma luz mais forte, em formato de seta que apontava para uma direção. E agia como uma bússola, já que a mesma se movia.

- Essa coisa está indicando a direção de onde está ele?! – sorriu, surpresa.
- Bem, se é isso que você quer... Está apontando para onde o Daisuke-san está.

- Hein?! – exclamaram todos, menos a portadora da “bússola”.
- Vocês ouviram... Não ouviram? – suspirou a orelhuda – Se o desejo da Ni-chan que está reagindo com o Fragmento do Desejo for este... Capaz de conseguirmos encontrá-lo.

- E... Para onde aponta? – perguntou Taichi, Carol e Ken.

Por um segundo pensou em responder, mas calou-se:

“E se isto estiver relacionado ao meu desejo de que o Lightnimon una-se a nós?!”
“Ele... Ele não gostaria disso, e muito menos que fossemos atrás dele.”


- Acho que deveriamos primeiro nos reunir com os demais – sugeriu Nina – E também devemos procurar o Gabumon e a Piyomon. Depois podemos ir atrás dele.

- Bem... Ela está certa. – concordou Koushiro – Gabumon e Piyomon estão em perigo, e quanto ao Daisuke-kun... Se os inimigos pensarem que ele está morto, não irão atrás dele. Talvez por isso que não recebemos mensagem alguma.

- Ele está tomando precauções para que não o encontrem, certo? Só nos resta encontrar estes dois digimons e ir procurá-lo!

- Boa, Daisuke... – comentou o Yagami, sorrindo. Esperava que acontecesse algo assim, ainda mais depois da “evolução” que o rapaz mais novo tivera – Melhor fazermos isso. Gabumon e Piyomon podem estar em sérios problemas agora.

- Sim... Se Santa Geria estiver sendo atacada... – falou Agumon – Nós temos de correr para lá imediatamente!
- E temos que encontrar a Piyomon aqui antes! - acrescentou Wormmon.
- Não temos tempo a perder, dagyaa!

Ken achou muito... MUITO suspeito aquela sugestão da garota.
Realmente ela devia saber de algo, mas escondia deles.

E ele ainda queria saber o que era.

---

- E então...? Já está pronto...?
- Ah. Estou recuperado já!
- Yosh... Let’s go, V-mon!

Antes de partirem, destruíram a cabana improvisada e deram fim nos destroços. Não queriam que ninguém soubesse onde estavam e para onde iriam. Depois de feito isso para despistar qualquer indivíduo que passasse por ali, apressaram e seguiram o grupo da escolhida da Luz sigilosamente.

Porém, pegaram uma rota paralela com esta. Tailmon tinha uma excelente audição, ótimos reflexos e uma capacidade razoável para detectar inimigos. Tais como se esperavam de uma digimon adulta, que cresceu a base dos mal-tratos e servindo um senhor rude e maligno como era o Vamdemon. Aprendeu naquele período de tempo a aprimorar essas habilidades, que antes eram usadas em prol do vampiro, agora são um grande trunfo para as crianças.

Lightnimon sabia disso tão bem quanto V-mon. Não se fazia idéia de como o misterioso digimon gatuno sabia dessas informações... Mas ele tinha todo cuidado para que não tivesse que confrontar um deles... Ou todos. Ai dele se acontecesse uma batalha CONTRA os escolhidos. Não teria chance alguma de vencer, principalmente por ser de nível inferior à maioria dos parceiros deles. Imagina só ter de encarar um Metal Greymon, um Atlur Kabuterimon, uma Lilimon, uma Garudamon, um Zudomon, um Fäuermon e um Drill Digmon? Sem falar em uma Nefertimon, um Pegasmon (ou Angemon) e um Stingmon para impedi-lo de escapar e salvar sua pele?!

E nem poderia contar com V-mon. Os escolhidos iriam estranhar o parceiro de Daisuke estar com uma desconhecida criatura que aparentemente não revela sua posição naquela história. Ainda mais se o azulzinho evoluir para Burning Fladramon. Começariam a crer que ELE, Lightnimon, é o tal escolhido desaparecido.

Certamente... Seus planos iriam por água baixo se uma dessas hipóteses viesse a se tornar realidade.


- Uh... Sabe onde poderia estar o Gabumon? – perguntou o dragãozinho.
- Lembro de o Agumon ter dito ‘Santa Geria’ ao Taichi-san...
- Mas... A cidade é no outro continente! Se sairmos daqui agora...
- Está querendo dizer que temos de dar um jeito dos seus amigos irem para lá, certo?
- Hm... É. Isso mesmo.
- E o que aconselha que eu faça?
- Não... Não sei...
- Heheh. Tenho uma idéia.
- Qual?
- Primeiro temos de fazer uma coisa.
- O que...?

Parou, olhou-o e explicou, com aquele ar de gênio quando tem planos mirabolantes:

- Frostmon veio para cá sozinha, certo? E o continente que se localiza a cidade de Santa Geria fica depois desta pequena ilha, uns dois ou três dias a mar, e no máximo oito horas de viagem se for pelo ar e em um digimon bem veloz e que possa levar todos os treze. Sabe por que tivemos de encontrar Piyomon antes, V-mon?

- Uh... Porque ela evolui para Garudamon é o digimon aéreo mais veloz depois do Imperialdramon?

- Exatamente. Só que não temos informações do que os aguarda no outro continente. Inclusive se há outro subordinado daquele cretino encarregado de eliminar os digimons que possam ajudar os escolhidos. Nossa única opção é encontrar Frostmon e... Fazê-la falar.

- Está querendo interrogar aquela...

- Eles não têm noção nenhuma dos meus interesses. Muito menos das minhas intenções. Está tudo bem calculado, e só haveria falhas se alguém abrisse a boca e estragasse tudo.

- Está falando da... Ni-chan?

- Nada contra ela... Se fizéssemos justo o que você queria, só por pena daquela humana, tudo isso não daria certo. E não dará se alguma criança escolhida vier atrás de mim ou quiser que me una a eles. Seria mais difícil lidar com a situação atual desta maneira. Não se preocupe V-mon... – “sorriu” – Depois de termos obtido informações, iremos fazer com que o grupo, que já devem estar reunido neste período de tempo, siga para o mesmo destino que deveremos seguir: Santa Geria.

- Não duvido que isso seja difícil, mas também não será fácil...

- A vida nunca é fácil... Lembra? – olhou para um ponto, gerou um dardo de fagulhas com suas garras da mão direita e lançou contra um arbusto no solo, de lá caiu um dos poucos Cerberumons que sobreviveram – E eles também não estão de brincadeira.

- Eu nem percebi... Que tinha um...! – falou ele, perplexo.

- Qualquer informação sobre nossas ações não podem vazar. Caso contrário... Eles vão vir atrás de você, de mim e inclusive dos seus amiguinhos. Se é que me entende...

- Sim, eu entendi... E concordo com isso. – saltou da árvore para o chão, no meio do caminho evoluiu diretamente para Burning Fladramon e destruiu o cão, fazendo do inimigo meros dados digitais que sumiram pelo ar em questão de segundos.

- Que bom. – durante aquilo, fez o mesmo movimento rápido e duvidoso de antes (quando salvaram Piyomon e quando lutaram contra um grupo de caninos digimons), pulou dali para o solo e lançou um olhar ao gigante dragão azul – Portanto esteja preparado para... Confrontar com Frostmon se for preciso.

- Eu sei. E não posso deixar que ela vença. Precisamos descobrir quem é a “Pandora”, não é?
- Ah... Isso também. Vamos, não perderemos mais tempo nisso.
- Certo.

Sumiram. Sem deixar qualquer pista.

---

- As atitudes deste tipo estão ficando mais interessantes...

- Isso se chama “amizade”, minha cara.

- Amizade... Ele bem que lembra um Lighdramon...

- E você deve ter noção de qual é o brasão estampado no peito de um Lighdramon, certo?

- ...

- Claro que sabe, não é? Afinal... As atitudes dele são relacionadas justo a este brasão.

- Como assim?

- Se você não for capaz de perceber aquelas lágrimas derrubadas após a Luz majestosa curar seus ferimentos e lhe tocar a alma... Sinceramente, não entenderá os seus sentimentos.

- Lágrimas...? Ele...

- Ninguém sabe ao certo como ele surgiu. Mas só se sabe uma coisa: Foi após Umbra ter destruído o escolhido do Milagre.

- Poderia... Ter restado algo do escolhido do Milagre e ter criado este ser...?

- Probabilidades existem. Isso ainda é um mistério. Um grande mistério.

- Como é também o simples fato dele saber muito sobre os treze escolhidos...?

- Sim. E a Felicidade que ele quer está relacionada com o Desejo de querer o bem destes treze. E dos doze digimons, e da Digimon do Desejo.

- Isso tudo... Pela... Amizade?

- Exatamente. Seria um tanto triste se o Destino brincasse com ele. Fazendo-o de sua marionete... Assim como a Pandora fosse de Umbra, e como fizeste do Lance. Espero que essa cena não se repita agora.

- Mas... O escolhido do Milagre, Daisuke Motomiya está morto! Não há como o escolhido do Destino faze-lo de brinquedo!

A incógnita calou-se. Sorriu para o outro ser e respondeu finalmente:

- Você também acha que aquele garoto morreria tão facilmente...?


---

- Os meus esquadrões foram dizimados por um digimon de fogo... Que está junto daquele tal de Lightnimon... Digimon de fogo... O que significa isso?! Que ele tem um aliado?!

Ranamon analisava atentamente tudo que ocorrera. Alguma coisa parecia não estar certa.
Alguma coisa... Alguma...

Espera... Por que um digimon cujo se assemelha a um gatuno andaria com um companheiro? Mesmo que fossem uma dupla, naquela vez que o encontrou...
Ele estava SOZINHO.

- Por que ele esconderia o companheiro...? – massageava a testa, tentando pensar numa resposta para sua dúvida – Ao menos que ele esteja querendo guardar a identidade do outro... Mas pra quê?

Andava pela pequena sala da torre em silêncio, pensativa. Alguma coisa parecia errada.
Alguma coisa... Um detalhe... Um PEQUENO detalhe...

O que exatamente o Cerberumon tinha dito naquela vez em que soou o alarme de um ataque repentino?!

- O digimon... O digimon era de fogo... E pelo que conseguiu ouvir da conversa, era um... Fladramon... Espera aí... F-Fladramon?!

Seus olhos arregalaram de medo. Sentiu um frio na espinha e seu corpo tremer.
Será que... Frostmon não estaria errada quando suspeitava de que o garoto estivesse vivo?!

- C-como... Como seria possível?! O M-Mestre disse que... Que ele tinha sido atingido em cheio pelo seu mais poderoso ataque! Isso deve ser um engano! E por que o verme azulado andaria com um desconhecido?!

Tinha mais algum detalhe. Algo AINDA não estava certo. Mesmo que o escolhido estivesse morto, não teria como o dragãozinho evoluir tão rapidamente e com o Digimental. Se fosse o caso de evolução sem um escolhido, demoraria muito mais tempo. E sua próxima forma seria normal, seria XV-mon e não Fladramon!

Isso só poderia significar uma coisa: O garoto, por algum milagre conseguiu sobreviver ao ataque de Umbra. Irônico, pois Daisuke é o escolhido do Milagre. Então tinha uma possibilidade dele escapar daquilo. Pura sorte por capricho do Milagre.

Pura sorte. Puro milagre.

- Isso não é bom...! Se for verdade... Se ele estiver vivo...! Ele deverá encontrar os escolhidos logo! M-mas... Não tem como... Ele já teria feito isso assim que eles chegassem...

Não... Ainda tinha alguma coisa de errado. Se Daisuke estivesse VIVO como temia a ave azulada, o garoto JÁ teria contatado aos amigos. E até agora não se tinha notícias do menino. Apenas a esperança de que as crianças pudessem encontrá-lo. Só isso e mais nada.

- Aquele Lightnimon sabe de alguma coisa... – concluiu – Talvez saiba onde a criança parceira do V-mon idiota está. Ou... Ou estamos preocupadas demais. Ele não teria como sobreviver àquilo.

Respirou fundo, expirou pela boca. Estavam fazendo uma tempestade num copo d’água.
Esqueceram-se que poderia ser qualquer digimon. Qualquer um. O V-mon do guri não é o único na face da Digital World. Há outros! Pode ser que um desses tem a linhagem evolutiva para Fladramon. Afinal... A evolução Armor é algo extinto. E nada impede que raras exceções possam seguir estas evoluções sem os respectivos Digimentais, que estão hoje nas mãos de seis escolhidos. Exceto os Digimentais do Milagre e do Destino, que são especiais e só podem ser utilizados em ocasiões específicas.

- Estou esquecendo disso... Preciso voltar aos meus afazeres... Tenho uma ave rosa para depenar, e uma joaninha metálica para esmagar... – riu – E a Frost-chan ainda deve estar perdendo a cabeça com essa idéia estúpida de que o pirralho está vivo.


Ah sim... Perdendo mesmo.
E não só “perdendo” como procurando pelo tal digimon mascarado.

Ela ficou sabendo de suas ações. Só não contou a Ranamon por mera rivalidade.
Sim, a ave do leste aproveitou disso para ter mais chances de derrotar os heróis e subir no conceito do mago maquiavélico.


- Maldito... Onde ele está?! – bufava, apertando o punho com força.
- APAREÇA! Eu sei que você está se escondendo por aí! – vociferou, fazendo com que sua voz ecoasse por todo o terreno. Diversas árvores mantinham-se lado a lado, formando “paredes” de um labirinto ao ar livre. As folhas das mesmas tapavam em alguns “setores”, deixando a luminosidade clarear os corredores.

- Estava te procurando... Lady Frostmon. – pairou uma voz do canto superior da direita.

- VOCÊ AÍ! NÃO ME FAÇA DE TOLA! – gritou, encarando-o com todo seu ódio.

Saltou dali e pousou na frente da criatura penosa. Com muito estilo, e um ar esnobe, voltou a falar:

- Tola? Eu acho que ainda não compreendeu bem minhas táticas...
- Foi você quem destruiu os meus soldados! Não me--
- Destruí? Ahn? Não fiz nadinha...! Juro!
- C-Como assim?! Não fez nada?!
- Claro que não... Estive na cola dos escolhidos o tempo todo, observando o melhor meio de atacá-los.
- Então... Q-quem os destruiu?!
- Olha, você não viria para cá sem uma razão... O que te trouxe aqui?
- Meus soldados restantes do esquadrão 1B reportaram ter visto um digimon com asas flamejantes deixar a baía após os escolhidos terem partido para esta ilha.

Fez um olhar de surpresa. Então retomou:

- Isso é interessante...! Parece então que o tal garoto que ouvi os escolhidos falarem está vivo, não está?!
- O QUE?! – berrou ela, incrédula.
- Como estive ocupado este tempo todo... Só posso supor que quem destruiu os seus soldados foste ele. E por que essa carinha? Parece até que viu um fantasma.
- E-Ele está...?!
- Ou... Pode ser que outra criança escolhida esteja na Digital World, além daqueles treze.
- Mas... Mas... – Frostmon travou feito um disco riscado.
- É a única coisa que sei...
- O que mais você sabe?! – encarou-o.
- O que ganho em troca se te contar? – disse com ar de interesseiro.
- O que você quer? Não teria vindo aqui sem um interesse...
- Só umas coisinhas sobre o continente onde se localiza a cidade de Santa Geria.
- Eh? Por que quer saber?
- Curiosidade... Só sei de você e Ranamon... Sabe... Um mercenário ajuda sempre em troca do que lhe é precioso. Para mim, estas informações são preciosas.
- Santa Geria, huh? Aquele continente não tem nenhum domínio. Mas acho que a Lekismon quem está encarregada de procurar pelo tal Gabumon pertencente a uma criança escolhida.

- Lekismon? – pensou – Nunca vi este digimon antes... Então são três digimons fêmeas que trabalham praquele cara...

- Ela não compartilha as mesmas informações conosco. E possui uma excelente estratégia, a ponto de ter sido a única a concluir sua missão anterior.

- Coisa que tanto você quanto a Ranamon não conseguiram, ou é só impressão minha? – debochou.
- M-Mas como se atreve...! Espera, como sabe disso?!
- Do jeito que vocês estão agindo desesperadamente... Dá pra ver isso perfeitamente.
- Certo... Mais alguma pergunta...?
- O que tem de tão interessante naquela Younenki II que anda com o grupo?
- Hein?
- Uma coelha rosa de olhos verdes e de orelhas longas, que as crianças chamam por ChibiBunnymon ou apenas por “Bunni”.
- Ah! Ela?! Ela... É o poder que ela carrega. Esta praga pode despertar o poder dos fragmentos... Mas, pelo que ouvi o mestre falando uma vez... É o colar que ela carrega. Aquilo possui toda a magia usada por um mago da época dele...

- Bingo... – pensou – Então é por isso que estão atrás dela. Não pela própria, mas sim pelo pingente...!

- Isso tem a ver com tais fragmentos citados pela Lady Ranamon? – perguntou o guerreiro, interessado.
- Sim, essa magia selada é a dos quatorze fragmentos. A mesma que reúne todos os fragmentos e faz o Milagre ocorrer... E pode até alterar o Destino.
- Oh... I see... Então por isso que ela estava atrás daquela orelhuda...
- Sim. Agora me diga o que você sabe.

Olhou para os lados, como se certificasse que não o ouviriam. Logo fez a sua parte da troca de informações:

- Os escolhidos já encontraram Piyomon e Tentomon. Heh. Parece que os soldadinhos da Ranamon são tão fracos e burros! – riu sarcasticamente.
- C-Como?! Eles já encontraram estes dois?! – exclamou totalmente surpreendida.
- Sim, sim... Digamos que estou querendo cooperar contigo e fiz um favorzinho. Já que lealdade a uma criatura tão generosa como você... Que me salvou a pele naquele dia e até ouviu meus conselhos...
- Você... Você fez alguma coisa?!
- Promete que não contará a ela, certo?
- Prometo, você está sendo justo comigo...
- Estou do seu lado, Frost-chan. Eu ajudei aqueles dois digimons... Mas é uma questão de tempo, minha cara... – “sorriu” – Afinal, é preferível pegar os escolhidos todos juntos, incluindo seus parceiros... Ou fazer o trabalho da forma mais difícil?

Ela nada respondeu, apenas refletiu sobre aquilo. Enquanto isso, os olhos vermelhos de Lightnimon a olhavam serenamente. No fundo dizia em sua mente: Keikaku doori.

Ou seja... “De acordo com o plano”.

- Mas... Eles poderão evoluir se estiverem com os escolhidos! – contestou.

- É uma questão de tempo... Basta só tirar a energia dos digimons, claro. A evolução é algo que gasta as energias, não é mesmo? – solucionou – Então o verdadeiro problema pode ser resolvido de uma forma tão simples... Faça-os evoluir para a forma Kanzentai, deixem que lutem normalmente. Quando estiverem sem forças para voltar a este nível... Aí estará a chance que querias tanto, Frost-chan.

- Você é um tanto esperto...! Mas, por que este plano falhou anteriormente?! – encarou-o.

- Porque você não soube administrar isto. – retrucou – Te dei minhas idéias, mas se não souber como manejá-las, serão um fracasso total.

- Se esse é o problema... – apontou para ele – Quero que você cuide desses detalhes.
- Ore? Quanta honra. Isso é pela minha fidelidade, huh?
- Até agora pensei que você estivesse me fazendo de palhaça, mas agora sinto que posso te dar um pouco de confiança.

- Claro... Pode confiar em mim... Então sugiro que saia daqui e vá para o próximo continente... Farei com que vossos inimigos se dirijam para lá também. Esperemos que encontrem o Gabumon e então... Pegamos todos eles, juntos.

Um sorriso maligno brotou na face dela. Finalmente poderia fazer com que a sua “amiga” anfíbia calasse e a respeitasse. Tinha tudo em mãos, e uma criatura tão viva quanto uma raposa.

- Ok. Espero que não me enganes.
- Sem problemas, não irei te enganar.
- Até o nosso próximo encontro. – abriu as asas e saiu voando pelos céus, sumindo em questão de segundos.

- Até... – sussurrou – cérebro de passarinho.

Olhou para a direita, diretamente aos olhos vermelhos e brilhantes.
Andou até ali, e deu sua próxima ordem:

- Ok. Temos o que queríamos. Agora... O próximo passo disso é levar o Yamato-san até o Gabumon.
- Sim, mas... Fará exatamente isso...? – questionou.

- Ei, ei... Você esqueceu do meu verdadeiro plano? – seus olhos mudaram de coloração mais uma vez – Meu verdadeiro objetivo é outro. E é bom atuar em ambos os lados! – riu – Dessa forma nenhum deles poderá prever minhas ações. Assim fica mais fácil para investigarmos.

- Sei... Por isso que me impressiono com essa sua mente.

- Shh, as paredes tem ouvidos. – apontou por cima do ombro discretamente para um arbusto, e murmurou – Cerberumon espião que vai estragar minha aliança com aquela ave idiota... E seguidamente de todo o meu plano.

Burning Fladramon apontava seus punhos na direção enquanto o guerreiro da noite lançava um dardo-fagulha contra o canino, paralisando-o. Depois pulou no ombro do “companheiro” azulado, saindo da linha de ataque a tempo. As chamas da rajada foram disparadas contra o Cerberumon, transformando-o em dados.

A dupla retirou-se de lá rapidamente, antes que mais alguém pudesse encontrá-los.

O tal misterioso digimon está cooperando tanto com os mocinhos quanto com os bandidos...
Qual seria as verdadeiras intenções que mencionara?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 12:51 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 7:56 pm






Após ter tido uma conversa amistosa com uma das subordinadas de Umbra, o desconhecido digimon parte em busca dos escolhidos, pensando no modo de fazê-los se dirigirem para o próximo continente e irem à cidade de Santa Geria.

Enquanto isso... Os dois grupos das crianças continuavam procurando um pelo outro.
Mas tinham algo em comum... Ambos falavam do tal gatuno.
Opiniões divididas entre ele ser ou não confiável, ser inimigo ou aliado...
Ou... Se ele saberia de alguma coisa sobre o goggle boy desaparecido.

As únicas que tinham alguma idéia das ações de Lightnimon eram Nina, Sora e Hikari.
Exatamente nesta ordem. E a que sabia de sua verdadeira intenção em ajudar os parceiros dos seis veteranos era a Geijutsushi.

Todos foram encontrados por ele. Todos foram salvos pelo mesmo indivíduo.
E inclusive ela tinha sido salva. E ele estava com V-mon para protegê-lo dos inimigos, que o deixaram vivo somente para dar a tal notícia trágica e depois eliminá-lo juntamente dos treze.

Isso intrigava três membros: Ken, Piyomon e Takeru.
Por quê?

Em relação ao Ichijouji era pelo fato das atitudes da menina. Ele sentia que Nina escondia algo a respeito do estranho que atacou Taichi, Koushiro e Carol.
Quanto à Piyomon, foi graças ao aviso “amistoso” do próprio “herói”, que soou mais como uma ameaça.
Já Takeru... Não gostou nem um pouco dele ter atacado aos seus amigos, ao seu irmão... E ter mandado que a Yagami fosse até ele, e apenas só para pedir que ela liberasse o poder da Luz. Não, não era por isso... Mas sim pelo fato de que o digimon mercenário os paralisou APENAS para isso. Não poderia ter sido direto? Ter falado normalmente com a escolhida SEM ter de atacar os demais?!

- Ele não pode ser de confiança. – cismavam os dois.
- O que ela sabe? – cismava Ken.

- O sinal está mais perto... – notificou Yamato aos outros.
- Estamos próximo deles – notificou Taichi aos demais.

- Espero que ele esteja bem... – pensou Hikari.
- ... Lightnimon... – o mesmo se dizia de Ni.


E então...
Os escolhidos se encontraram. Para a surpresa dos dois grupos...
Piyomon já estava com Sora, e Tentomon com Koushiro.

- O que?! Ele também o ajudou?! – exclamou uma Piyomon surpresa.
- Sim. – acenou positivamente Tentomon – E disse que quando nos encontrarmos das próximas vezes...

Explicaram o que tinha sido dito. Tanto Tentomon quanto Hikari.
Ah, eles também contaram sobre tais encontros com o tal digimon.

E isso confundiu a cabeça deles. Inclusive dos que ainda não tinham uma opinião formada. O líder nem se importava mais com o ataque, talvez tivesse alguma razão... Não faria tanto sentido ele ter ajudado seu parceiro e logo depois querer feri-lo.

- Então... Só falta o Gabumon... – concluiu um Yamato sério e preocupado.
- Só falta ele... – afirmou Jou – Mas parece que ele não está aqui.
- Talvez esteja em Santa Geria, como o Agumon disse. – supôs Sora.
- Melhor irmos pra lá então...? – falou uma Mimi inocentemente.
- Vai demorar pelo menos três dias se formos pelo mar. – reportou Koushiro, de olho num mapa em seu portátil.

- Até lá podem ter encontrado-o... – comentou Nina – Ao menos que ele saiba do perigo que está correndo e tenha se escondido a tempo.
- Sim... – concordou Carol – Temos que ir para lá o mais rápido possível!

- E... Eu não sei se conseguirei agüentar atravessar o mar por três dias na forma kanzentai... – falou a foquinha branca.

- Se ao menos o Motomiya-kun estivesse conosco... – começou Ken – Poderíamos ir para lá com o Imperialdramon...
- Mas ele ainda não está... – suspirou Miyako – E agora? O que iremos fazer?

- Pegar um trem? – falou Patamon, olhando por cima dar árvores.

Silêncio. Todos se voltaram ao pequenino voador:

- Trem?!


#24 - A Estação Ferroviária da ilha: Starlight!




Seguiram Patamon até uma ferrovia que ficava, ironicamente, na costa da ilha que dava para o outro continente. A reação de todas foi... Inesperada.

Ok, podiam já ter visto de TUDO antes na DW... Mas uma ferrovia?!
Não, não uma ferrovia qualquer, que tenha ponte para ligar as estações e etc...
Nem um túnel subaquático por onde passa o trem...

Mas sim... Uma linha de luz gigantesca no lugar de trilhos.
“Como raios um trem passa por ali?!” pensaram.

Não havia lógica ou sentido. Também os trens não tinham rodas.
Apenas carretéis por onde corria pela linha.

- Nunca vi algo assim... Antes... – exclamou o escolhido da Coragem.
- Já deveriamos estar acostumados... Com essas coisas – acrescentou o da Amizade.
- Será que é seguro? – perguntou o da Confiança.
- Como isso funciona? – falou o da Sabedoria, curioso como sempre foi.

Enquanto trocavam comentários, faziam-se perguntas e examinavam tal trem bizarro, uma silhueta aproximou-se e...

- BEM-VINDOS À ESTAÇÃO STARLIGHT, A FERROVIA DA PARADISE ISLAND!

- AAAAH! – gritou o grupo inteiro devido ao susto. Encararam-no – QUEM É VOCÊ?!

Pipocou ali um digimon do nível criança, fofo e adorável. Peludo, da cor alaranjada, parecia um lobinho. Era bípede, tinha cinco dedos nas mãos (ao invés de patas), olhos lilás, na testa um triângulo de cabeça pra baixo e dois pequenos nos dois lados deste. Em suas bochechas, abaixo dos olhos tinha um em cada lado, também invertido e com a ponta mais longa direcionada para seu nariz. Nos pulsos tinha braceletes, que possuía um corte no meio, dando a impressão que eram dois. E na lateral deles mais um na vertical, causando este mesmo efeito.

- Eu me chamo Hammermon! – apresentou-se – Sou o maquinário, ferreiro, comissário de bordo... Quase tudo desta estação!

- Quase? – falou Agumon – Mas o que você não faz?
- Eu só não sei cozinhar... Isso fica por conta do Burgamon.
- Esse trem vai para o outro continente, dagyaa? – Perguntou Armadimon.
- Aham! – acenou positivamente com a cabeça infinitamente – Nossos serviços levam a qualquer lugar que nossos passageiros desejarem!
- Poderia nos levar à Santa Geria?! – perguntou Palmon.
- Os embarques para Santa Geria acabaram, desculpem.

- Comissário de bordo não existe em trens... – disse a Yagami.
- Mas este trem não é um trem comum! – resmungou Hammermon.
- Este é o nosso único meio de irmos para Santa Geria? – perguntou-se Iori, fazendo um facepalm.
- Nossos passageiros nunca reclamaram antes dos nossos serviços – sentiu-se ofendido.
- N-Não fique assim! – Sora tentou confortá-lo – É que nós nunca vimos um trem assim antes... Nem mesmo cinco anos atrás...!
- Cinco anos atrás?! Espera... Vocês são os Escolhidos que salvaram a Digital World dos Mestres das Trevas, do Apocalymon, do Digimon Kaiser e do Vamdemon?!
- Sim...? – respondeu Miyako.
- A Digital World esteve segura por muito tempo! Estamos eternamente agradecidos! Por isso mesmo eu acho que posso mudar os planos de viagem do horário e ir para Santa Geria...
- Pode mesmo?! – Mimi abriu um enorme sorriso, com seus olhos brilhando. Os outros também ficaram contentes.
- Claro, claro! – acenou positivamente e sem parar – Tudo pelos defensores deste mundo!

- Se ele souber que eu era o Digimon Kaiser... Duvido que me deixe embarcar *gota* – comentou Ken aos demais e bem baixinho.
- É melhor não tocar neste assunto então... – sugeriu Carol.

- Ei você aí! – Hammermon apontou para o escolhido da Bondade – Você aí!
- Quem? Eu? – o moreno apontou para si mesmo, confuso.
- É! Você mesmo!

O grupo inteiro sentiu um arrepio ENORME.
Hammermon encarou Ken, como se suspeitasse dele.

- Você por acaso é uma menina?!
- HEIN?! – todos, com exceção de Ken, capotou com aquilo.
- M-Menina?! – a reação do Ichijouji foi tensa. Jamais o confundiram antes com uma guria.
- É... Você parece ser uma gatinha.
- E-eu... Sou um garoto... – continuava tenso. E desacreditado.
- Ah... É que seu cabelo parece de menina.
- E daí? – meteu-se a Inoue – O cabelo dele é lindo, tá? As garotas gostam de caras com cabelo comprido!
- Ah... Bom saber disso! Preciso arranjar uma namorada...
- Pode ou não nos levar à Santa Geria?! – gritou uma Nina impaciente com aquilo.
- Claro, claro! – sentiu medo da rapariga – Podemos ir agora, se quiserem...!
- Ótimo. Quanto é a passagem?
- De graça, os escolhidos não precisam pagar para isso.
- E quanto tempo irá demorar a viagem? – perguntou Yamato.
- Se sairmos agora... Podemos chegar lá pela madrugada de amanhã...
- Então vamos logo! – Taichi quis terminar aquele assunto de vez.
- Okie dokie! – bateu continência o lupino mirim – Todos a bordo!

As crianças embarcaram no primeiro vagão.
Logo atrás, um certo alguém tentava não rir por mais que quisesse...

- Que embaraçoso... – Vee deu um tapa na testa.
- Não ria... Não ria... Pff... – o gatuno simplesmente lacrimejava enquanto tentava segurar o riso.
- Vai ficar aí de bobeira e deixar o trem partir?! – reclamou o azulzinho.
- Posso rir antes? Aquilo foi tão... Hilário!
- Ria, mas não muito. *sigh* Você às vezes me lembra alguém...
- Saudades dele, huh? – riu – Não se preocupe. Eu te prometi e não vou faltar com a minha palavra.
- Ahn, Lightnimon... O trem já está saindo...
- E nós vamos pegar uma carona também – pegou-o no colo e saiu como um raio. Saltou e embarcou no último vagão.


E lá se foi o trem. Correndo pela linha luminosa. Hikari sacava a câmera fotográfica e tirava inúmeras fotos. Nina sentia-se inspirava e começou a desenhar. Carol fez o mesmo, porém a escrever. Miyako olhava pela janela, admirando a paisagem.
Os outros sentaram e passaram a conversar.

Boa parte do tempo foi gastado daquela forma. Salve pelos lanchinhos que tinha.
E das piadas, e das histórias (afinal, aquele tempo todo poderia render as histórias das primeiras aventuras de Taichi & cia., e as do grupo de Daisuke), e para se conhecerem melhor e... Várias coisas.

Claro que, eles não faziam idéia de tinha dois passageiros a mais, observando toda aquela festa. V-mon desejava poder entrar lá e se divertir, comer doces (ainda mais os chocolates!), contar piadas e etc.
Lightnimon por sua vez olhava em especial para uma pessoa. E como ela agia. E como ela parecia tão... Calada em algumas situações. Mas a viu sorrir umas duas a quatro vezes. Só que... Não era verdadeiramente um sorriso alguns deles. Era um “estou bem, não precisam se preocupar.” para que não se preocupassem.

E por que justo quando falavam “Daisuke”? Sim, ela sentia uma sensação tão estranha quando ouvia o nome do menino. Ainda estava mal pela forma que pensou dele. Pela forma com que evitava conversa com ele...

Agora... A sua maior vontade era encontrá-lo. Isso era visível no rosto dela.
Viu o Yagami se aproximar da Geijutsushi, colocar a mão em seu ombro e sorrir:

- Nina, não fica assim. Logo iremos encontrá-lo. Ânimo! Precisamos de você também. E ele também precisa que você confie nele.

Ouviu as palavras do líder do grupo. Taichi sempre soube consolar os outros, mesmo que às vezes parecesse que não tinha como. A coragem dele era passada aos demais, que começavam a se sentir melhor. E ela não seria exceção da regra.

A viu sorrir, mas desta vez... O sorriso era de alivio. Tinha um pequeno brilho esperançoso brotado. Esperança que as palavras daquela ave gélida fossem lorotas desalmadas ditas para que o grupo inteiro ficasse arrasado e confuso.

Esperança. Ah, sim! Isso que ele ainda não tinha feito. Falado com o escolhido da Esperança para que libertasse seu fragmento, o seu poder.

Só que agora não seria boa hora. Estavam TODOS reunidos ali, e se pipocasse um digimon mascarado que se veste todo de preto, com olhos vermelhos e um pompom prateado longo até as costas... Resultaria numa luta DENTRO do trem, e o jogariam pra fora.

Retirou-se da janela e sentou no chão. Suspirou e refletiu. Alguma coisa no fundo o incomodava. Só não queria dizer o que era.

- O que hou--
- Shh. – sussurrou ele – Nós não pagamos passagem. Eles irão ficar bem, vamos pro último vagão e repousar um pouco. Merecemos isso, já que conseguimos reunir Piyomon e Tentomon com seus respectivos parceiros.

Levantou-se e foi para o último vagão, que ficava depois de outros dois. Os escolhidos estavam no primeiro. O segundo e o terceiro vagos.

...
O sol se põe, a lua começa a ganhar destaque no céu. As crianças pegam no sono... Idem aos seus parceiros. Menos ela.
Outra vez não tinha conseguido dormir... E ficou admirando a janela.

- Motomiya... – murmurou, debruçando seus braços no vidro da janela.
- E... Espero que você esteja bem... – pensou, fechando os olhos por alguns momentos. Abriu-os quando o colar começou a brilhar.

O brilho lilás apontava para a porta que levava ao segundo vagão. Era onde Daisuke estava? Não.
A menina não pensou exatamente no rapaz. Sua outra preocupação ali era...
Com outro indivíduo.

Sua curiosidade a fez com que abrisse a porta. Não tinha ninguém ali.
A seta continuava a apontar para seguir adiante. Curiosa, prosseguiu.

Abriu a porta para o terceiro vagão. Estava vazio.
Mesmo assim entrou. Mesmo que estivesse escuro, a luz da lua já clareava um pouco.
E o colar insistia para que ela continuasse. A direção indicava... A última porta.

Aproximou dali e... Espiou pela janela. Para sua surpresa...
Estava vazio! Como?!

Aí que ela fez o que não se deve fazer. Abriu a porta.
Andou até o meio do quarto e último vagão. Olhou para os lados e nada.
Mas o colar cismava. Teimava com sua dona.

- Que estranho... – disse ela mentalmente – Você diz que tem alguém aqui, mas não há ninguém!

De repente... Sente algo atrás de si. Quando se vira encontra dois pares de olhos vermelhos vidrados nela. Só não gritou por causa do gatuno que tapou sua boca com sua mão antes mesmo que a garota fizesse isso. Mas levou um susto. Um grande susto.

- O que você está fazendo aqui?! – bronqueou ele – Quer que os seus amigos me encontrem e eu tenha que lutar contra eles?!

Diferente das duas últimas vezes... Conseguiu ver um pouco de seu rosto. Mas só sua boca e seu nariz... Já que rapidamente colocara o elmo assim que sentiu a presença da guria.

- Eu vim... Ver-te... – respondeu baixinho, dando um pequeno sorriso.
- Ok, já me viu, agora vá logo antes que percebam que não está lá!

- Eu estou sem sono... Os outros estão dormindo, sem preocupações alguma... Acho que até mesmo o Ishida, que estava meio nervoso e preocupado com o Gabumon, está mais calmo e descansado um pouco.

- E pelo jeito você não está, certo? – deduziu.
- Sim... Eu... Ainda estou... *sigh*
- Ainda está...?
- Preocupada com o Motomiya... – confessou.
- Percebi... Sempre que falavam o nome dele... Você ficava meio desanimada.
- É por causa daquelas histórias... Eu não sabia que estava tão errada quanto a ele...
- Como assim “errada”?

Sentou-se no banco da esquerda, abaixou a cabeça. E continuou:

- Quando me mudei em 2001, fui cursar o primário na mesma sala que ele. Pensava que o Motomiya era igual aos demais, que vieram me perguntar da onde eu vinha, como era a minha antiga escola, etc... E quando descobriram que eu desenhava, chovia pedidos. Mas... Muitas dessas pessoas não falavam tanto assim comigo. Bem, ele e eu nunca tínhamos nos falado antes... Exceto quando nos víamos. Eu sentia algo familiar nele... Só agora percebi... Nós estivemos juntos naquela mesma fila em agosto de 1999, quando Vamdemon estava atrás da oitava criança...! Mas... Não é isso... Não é isso que me incomodou...

- Não?

- Não... Em 2002 fiquei em outra turma. Com minha melhor amiga, a Carol. Aquela menina de olhos verdes e cabelo castanho claro. Passei boa parte do tempo com ela... E quase nunca o encontrava. Claro, eu tinha uma amiga bem parecida comigo, como se fossemos irmãs de alma. Em 2003 caímos na mesma turma. Ela, eu e o Motomiya. A Yagami tinha sido transferida para outra escola... Mas pelo que ouvi só mudou de turno devido ao curso de fotografia que ela ganhou pelas excelentes fotos do jornal da escola... Nesse ano... Carol e eu vimos, antes das aulas começarem, um gigantesco digimon. E mais tarde também vimos o Motomiya e um garoto de cabelos morenos até os ombros, chamado Ken, com duas criaturinhas voltando da Rainbow Bridge. O ano letivo começou e foi até normal... Vieram as férias de verão, passei bastante tempo com a Carol-neechan... E foi aí que aconteceu.

- O que aconteceu?

- A Yagami sumiu. Três semanas se passaram e o Motomiya some. E depois de quatorze dias fora de casa... Os amigos dele, Carol e eu, fomos enviados para um mundo estranho. Após aqueles eventos... Misteriosamente ele começou a falar mais comigo e com a neechan. Eu achei aquilo estranho... O que o fez querer isso?! Se apenas nos cumprimentávamos, e olhe lá... Não entendia. Não compreendia. E depois de passados dois anos?! É sério, não conseguia entender. Mas... Agora que os amigos dele falaram... E o que o Iori disse pra mim antes de uma reunião que ele organizou... O Motomiya queria ser meu amigo, queria me conhecer melhor. E eu pensava que ele era que nem os outros que estão no passado. As pessoas interesseiras que se aproveitavam dos meus dotes artísticos ou por ser uma boa aluna... Eu comecei a falar menos com as pessoas... Só por temer ser usada novamente, como uma máquina. Se eu não fazia nada que me pediam para desenhar... Desprezavam-me. Alguns nem ligavam pra isso, só pelo fato de ser quieta e sempre no meu cantinho, vinham me atormentar, me incomodar. Eu pensava que ia acontecer de novo... Que ele...!

- Ele não é assim. – interrompeu – Essa criança escolhida não é nem um pouco assim.

- Iori e Ken disseram o mesmo. A Miyako também... E os Yagami... Espera... – olhou-o – Como sabe que o Motomiya não é deste tipo de pessoa?! – interrogou-o.

- Eu sei sobre os doze escolhidos. Ele não é nem um pouco assim.

- Iori tinha dito que... Ele talvez quisesse se aproximar mais de mim por perceber este meu medo de interagir com as pessoas... E o Ken falou a mesma coisa...

- Se ele fosse deste tipo... Não seria o líder. Jamais escolheriam um líder que não tivesse boas intenções. Um líder que se preze é um sujeito que quer o bem dos demais, os une e os ajuda. E o grupo em conjunto ajuda uns aos outros, incluindo o líder. Se ele fosse uma pessoa assim, nunca o deixariam liderar. Eles falaram dos Digimentais que ele possui?

- Coragem e Amizade... E o Yagami também tinha explicado o porquê dele ter o presenteado com seus goggles... Ele disse que só daria os goggles a alguém que se importasse com os amigos. E disse que o Motomiya sempre se importou com todos eles. O Ken reforçou isso contando que ele foi o único que ficou ao lado dele depois de ter sido libertado do controle da Semente das Trevas, defendeu-o dos outros... E que quando ele tentou impedir a explosão da base, o Motomiya não deixou ir, e até deu um tapa nele com direito a um sermão depois... Terminou dizendo que foi depois deste tapa que ele e o Motomiya se tornaram grandes amigos.

- E ainda pensa o contrário dele depois disso tudo que te contaram?

- Iie. Por isso que preciso encontrá-lo e pedir desculpas por ter pensado tão errado dele. E eu espero encontrar o Motomiya logo!

- Claro que vai! – sorriu a ela – É só não desistir e fazer o que o Taichi-san disse. Você precisa confiar nele. Precisa acreditar com todas suas forças que ele está bem!

- Só uma coisa me preocupa... Por que ele ainda não se comunicou conosco?

- Aposto que ele deve ter uma boa razão para isto... Do jeito que ele é, não faria os outros ficarem preocupados com ele...

- Talvez... Ele estava sendo perseguido por uma ave de penas azuis, chamada Frostmon.

- Se ele estava sendo perseguido... Não deve ter dado notícias para que não usem vocês como isca.

- É, isso que pensamos... Que ele está vivo, mas não nos disse nada para que os nossos inimigos continuem pensando que ele está morto.

- Está se sentindo melhor agora?

- Ah! Estou sim, obrigada! E... Eu trouxe uma coisinha pra você pro Vee. – pegou a bolsa, abriu e tirou um pacotinho de chocolates que foram o lanche da tarde – Só não quero brigas. – riu. Entregou nas mãos dele.

- O-Obrigado p-pela g-gentileza... – corou.
- Eu gosto de conversar com você... Sinto-me bem, é como... Como se eu já te conhecesse...
- Acho melhor você voltar agora... Antes que eles percebam e venham te procurar...
- É, eu vou voltar para o primeiro vagão agora... – abraçou-o e em seguida por para a porta – Até alguma hora dessas... E oyasumi~

- O... Oyasumi... – continuou corado.

Ela sorriu, deu uma risadinha graciosa e saiu pela porta. Voltou para perto dos outros escolhidos e o deixou ali.
Ele mais uma vez olhou para a janela... Não para a rua, mas para seu reflexo. Ficou pensativo. Pensativo... Até sentar no banco e cair no sono. O mesmo se dizia dela.

Mas... Desta vez ambos sorriram, tendo uma boa noite de sono.








Iie (いいえ) = Não
Oyasumi (おやすみ) = Boa noite




Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 1:08 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 8:17 pm






Aquela noite foi agradável. Tão agradável que o primeiro raiar do dia despertou a menina. Os outros continuavam dormindo, tranqüilos. Pensou em ir dar bom dia ao “passageiro especial”, mas o grupo logo iria acordar e se não voltasse a tempo... Poderia dar em encrenca das grandes.

Ficou ali mesmo. Pegou o caderno pequeno que estava na bolsa e... Reparou em algo estranho dentro dela. Tirou tal objeto e reconheceu-o.

- Um D-Terminal?! – exclamou mentalmente – Quando que...

Não pensou uma vez sequer e pegou tal aparelho. Abriu-o e procurou pela lista de contatos um nome específico, selecionou-o e escreveu uma mensagem. E antes mesmo que alguém pudesse impedir, enviou-a.

Sua ansiedade em obter respostas foi o impulso para algo que veio a lembrar DEPOIS de já ter feito.

- Se... Se o Motomiya estiver mesmo vivo e se escondendo daqueles que tentaram matá-lo... Isso... Isso poderá causar em confusão!

Seus olhos arregalaram, sentiu um imenso arrepio nas costas. Um frio na barriga e...
Ouviu um cochicho em sua orelha.

- Geijutsushi-san?

Ela virou-se para trás e deu de cara com uma pessoa. Mas o susto foi tanto que a fez dar um berro a ponto de fazer todos acordarem. E num ato de defesa, meteu-lhe uma bofetada na cara. Sem antes ver QUEM era.

- O que aconteceu?! – perguntou um Taichi alarmado.
- Você está bem, Nina-san?! – perguntou Iori.
- Ken! – gritou uma Miyako assustada, abaixando-se e vendo que o garoto foi a nocaute.
- Alguém... Alguém... – ela não conseguia falar, apenas mirou o rapaz de cabelo moreno azulado no chão – Uh, eu gritei e o Ken não acordou?! E por que ele está com essa marca de tapa na cara?

- Neechan... Por acaso não se assustou com o Ichijouji-san?
- Eh? – desta vez olhou para a Carol – Bem que a voz era familiar...
- Você... Assustou-se com ele então? – deduziu Jou.
- ... Ah! Desculpe, Ken! – a menina rapidamente abaixou a cabeça, envergonhada.

Os demais apenas assistiam tal cena estúpida em total silêncio.
Bom, a culpa era dos dois. Mas foi apenas um estúpido mal-entendido.

O que fizera Ken acordar naquele silêncio todo? O barulho de um D-terminal apitando!
Pensou ser o seu, e por isso acordou para conferir. Mas não era. Aí viu a menina com um em mãos e pensou em perguntar a ela... Mas não queria acordar os outros, aí sussurrou e deu nisso.

Agora com todos acordados... O escolhido da Bondade voltou a si depois de 5 minutos nocauteado pela jovem.

- Pessoal... – chamou-os – Algum de vocês recebeu alguma mensagem...?
- Mensagem? – disse uma Mimi confusa.
- Eu acordei após ouvir o som de um D-terminal.
- D-terminal...? – Koushiro tirou o seu do bolso e checou – Não foi o meu.
- Nem o meu. – respondeu Taichi.
- O meu também não – negou Sora.
- Não recebi mensagem nova. – notificou Yamato.
- Sem mensagens novas. – negou Jou.
- Nada aqui. – checou Miyako.
- Também. – falou Takeru.
- Nada. – negou Hikari.
- O meu também. – disse Iori.

- E o de vocês? – direcionou-se para Carol e Ni.
- Nós? – entreolharam-se.
- Sim. Vocês também têm. Não têm?
- Eu achei isto na minha bolsa... – mostrou a desenhista.
- Você tem? Então eu também tenho um? – Choujutsushi abriu sua bolsa e começou a procurar, até encontrá-lo e também mostrá-lo ao grupo – Como que...
- Isso não importa agora. – interveio Ichijouji – Por favor, verifiquem se receberam uma mensagem nova.
- Ok. – disseram em conjunto, abriram e fizeram o que ele pediu – Nenhuma mensagem – responderam.

Todos acharam aquilo estranho. Se não era o terminal de nenhum dos treze ali...
Poderia significar que... Havia mais um aparelho daqueles no recinto?!

- Será que não foi sua imaginação? – supôs Wormmon.
- Eu não sei... Parecia bem real...
- Acho que deveríamos aproveitar essa viagem para relaxarmos um pouco – sugeriu Bunni – Ainda não chegamos à Santa Geria.
- O Hammermon disse que levaria quanto tempo mesmo? – uma Inoue tentou se lembrar.
- Chegaríamos pela madrugada de hoje. – disse um Ishida a olhar pela janela.
- Então... Já deveríamos ter chegado, certo? – comentou uma Tachikawa inocentemente.
- Acho que ele se referia a esta madrugada que está por vir... – supôs a Takenouchi.
- Ou não... – falou o Kido – Vejam, já estamos perto.

O grupo todo foi para a janela, quase esmagando Jou e Yamato. De longe avistaram a cidade, que estava bem diferente daquela de dois anos atrás. Agora parecia uma cidadezinha comum, com prédios não tão altos, estabelecimentos, calçadas, hotéis e... Bem, acho que já deu para ter uma noção.

O loiro mais velho sentia uma ansiedade por chegar. Não era saudade, mas sim a impressão que seu amigo Gabumon estaria em apuros. Nem era preciso dizer que quando o digivice azul da Amizade começou a reagir as suspeitas de Yamato aumentaram mais e mais. Começou a tensão.

- Gabumon... – soltou no ar, quebrando o silêncio que tinha se feito no momento que todos estavam a olhar para fora.

No vagão seguinte, uma criatura já citada anteriormente (nosso “passageiro especial”) vigiava-os da pequena janelinha da porta que ligava os vagões. Sentado à esquerda, estava V-mon, que esperava o trem chegar a Santa Geria.

O outro ouvira tudo e vira tudo que acontecera ali no primeiro vagão. Prestou atenção especialmente no escolhido da Amizade, no da Esperança, na orelhuda e na garota da noite anterior.

- Uh, já estamos chegando... – sussurrou Vee para o gatuno.
- E o sinal de Gabumon já está sendo detectado. – sussurrou de volta Lightnimon.
- A gente sai primeiro ou... Depois deles?
- Acho que... Agora. O sinal de Gabumon está perto da cidade, mas não exatamente dentro dela.
- Como que sabe? Ainda não senti muito bem a presença del--
- Viu?
- Vi. E estou sentindo que ele está... Perto daqui.
- Então vamos.

Dirigiram-se para o último vagão, abriram a porta que dava para fora, fecharam-na e saltaram na primeira árvore que apareceu pelo caminho. A linha de luz ficava acima do solo, passando diretamente por cima da floresta daquela região. Por isso, se alguém fosse louco de saltar fora, teria que ter pelo menos um pára-quedas ou um parceiro voador, ou um saltador, ou um quadrúpede.

Mas... No caso do Lightnimon... Ele tinha bons reflexos, e poderia contar com o V-mon de Daisuke caso não conseguisse o timing perfeito para descer.
E... É, foi preciso o Burning Fladramon ajuda-lo. Com isso saíram atrás do parceiro do Ishida.


#25 - O brasão da Amizade! Gabumon compreende suas ações.



O trem chegou acerca de trinta minutos na estação. Assim que saíram, o Ichijouji sentiu alguns olhares a encará-lo. Parecia que os digimons de lá sabiam quem ele tinha sido dois anos atrás. E isso o intimidava.

- Esse é... – falou um Elecmon.
- Não... Ele tinha cabelo de samambaia! – discordou um Gekomon.
- Os olhos dele parecem familiares! – comentou uma Floramon.
- Aquele nas costas dele é o mesmo Wormmon? – perguntou um Mushmon.
- Não sei...
- Será?
- Mas... Mas deveríamos fugir?

- Ei! – gritou Taichi, chamando a atenção destes pequeninos – Vocês estão com medo do Ken só por ele ter sido o Digimon Kaiser, não é?
- Então é ele?! – exclamaram, amedrontados.
- O que diabos você está fazendo?! – bronqueou Yamato – Desta forma eles não vão nos deixar ficar nesta cidade!
- Acho que você deveria dizer algo a eles – o Yagami voltou-se para o moreno, dando um olhar a ele.
- S-Sim... – engoliu a seco, pois temia que as criaturinhas não o perdoassem.

- Eu sei que não fui nem um pouco bonzinho antes, que... Que fui usado pelas Sementes das Trevas... Mas... Mas eu nunca fui daquele jeito antes... E não sou mais. Peço que... Peço que me perdoem por tudo que fiz dois anos atrás...! – reverenciou-os, ainda meio receoso das respostas dos pequenos.

- Ele não parece o mesmo de antes... – comentaram entre si.
- Não mesmo.
- O Digimon Kaiser nunca iria pedir perdão antigamente...
- Mas esse menino disse que se arrependeu do que fez...
- E ele está com os escolhidos, isso significa que ele foi para o lado da luz agora.
- É. Ele não merece ser tratado assim.
- Isso mesmo.

O grupinho olhou diretamente para Ichijouji, mas desta fez sorriram a ele.
Aquilo significava que haviam aceitado o pedido do rapaz. E isso aliviou um pouco aquelas más lembranças que teve. Ah, e também extinguiu o medo deles.

- Bom, já que isso está resolvido... Vocês viram o Gabumon? – o escolhido da Amizade desviou o assunto.

- Gabumon... – uma Floramon começou a pensar.
- Está falando do Gabumon que nos ajudou dois anos atrás? – uma voz veio do beco, fazendo com que os heróis virassem para a direita.

- Sim. – respondeu Iori – Estamos procurando pelo parceiro do Yamato-san.
- Você o viu?! – atropelou o Ishida qualquer um que quisesse falar depois do menino.

- Gabumon... Bem, houve um ataque na fronteira com outra cidade... Estavam atrás dele. Não sei quanto a isto, mas meus companheiros decidiram que seria melhor entregá-lo à Lekismon do que deixar que a cidade de Santa Geria sofresse outra vez, depois de dois anos sem caos.

- M-Mas o que?! – balbuciou o loiro enquanto Takeru tentava acalmá-lo.

- Mas eu e fui contra. Ele nos ajudou antes, e nem sabemos o que essa tal de Lekismon fará com ele. Entretanto, outro de meus companheiros saiu de Santa Geria muito tempo atrás. E fiquei sabendo pelos forasteiros que ele se uniu a outros dois digimons e criaram uma tríade. A Trinidad Leo.

- Se lembra da última vez que viu ele? – perguntou a Inoue.

- Meus companheiros o levaram para fora daqui, devem estar pela floresta... Não sei se eles têm em mente em entregá-lo ou... Desculpem, não pude fazer nada antes. O líder deles se uniu com outros Garurumons negros.

- Garurumons negros? – um Takaishi levantou uma sobrancelha – Mas... Se vocês eram os Gazimons que ajudamos dois anos atrás, por que trairiam o Gabumon?!

- Medo... Daquele que estava ao lado de Lekismon. Seus olhos eram mais escuros e sombrios que os do Digimon Kaiser... Nós todos temíamos que fossemos mortos, como alguns digimons da elite de segurança de Santa Geria.

- Temeram que... Eles destruíssem vocês? – a Hikari até entendia os sentimentos deles, e não os culpava. Diferente de Yamato, que ainda demonstrava um pouco de indignação.

- Eles foram destruídos. E seus dados tornaram-se negros e sugados por um vórtice estranho que se abriu ali. E foi este ser quem abriu tal buraco negro.

- Esse ser... – Bunni intrometeu-se – Só pode ser ele. Aquele que está atrás da Pandora. Só ele tinha magias desse tipo. Acredito que ele esteja sugando esses dados pra algum propósito. Não sei o que aconteceria se... Se um dos doze digimons dos doze escolhidos fosse sugado por isso. Os digimons também correspondem a um fragmento, assim como seus parceiros.

- Será que... O Daisuke não foi sugado por essa coisa?! – falou uma Sora meio nervosa com esta hipótese.

- Provável... – respondeu a coelha – mas não acho que tenha acontecido isso. Ele não desperdiçaria seu tempo tentando transformar o Daisuke-san e o Vee-san em dados para sugá-los...

- E o Daisuke também não deixaria ser derrotado tão fácil assim... – argumentou Taichi – Não depois de ter chegado até aqui.
- Certamente ele é teimoso, mas naquela reunião... – comentou o Hida – ele estava diferente. Ele não parecia agir mais como agia dois anos atrás. Teve postura que passava sua maturidade.

- Sim... Mas me pergunto o que aconteceu a ele... – suspirou Miyako.
- Todos nós queremos saber, Miyako-san – consolou Takeru.

A Geijutsushi também queria, mas no momento... Estava interessada em saber como estava um outro indivíduo:

- Lightnimon... – pensou, olhando para o céu – Você está bem?

---

Certamente... Estavam na trilha certa.
Mas tinha alguma coisa de errado...

- Não era aqui?
- Era, V-mon. Mas pelo jeito voltou a se mover.
- Ok. Eu vou procurá-lo.
- Hm... Não precisa.
- Hein?!
- Acho que entendi tudo. – apontou com o polegar direito para o rochedo da região onde estavam.
- Vai me dizer que...

Situavam-se em uma parte mais aberta da floresta. Poucas árvores de tamanho médio, a grama um pouso rasa, chão batido que predominava mais que o verde... Poucas leguminosas... E arbustos nas extremidades, como se fossem cercas-vivas. O guerreiro da noite fitava tal rochedo, que pertencia a uma cachoeira de alguns metros dali. Estavam atrás dela, onde tinha rochas em abundancia.

Aproximou dali e começou a tatear a parede rochosa. Procurava alguma entrada escondida, na qual tinha uma pequena impressão estar...

- Achei!
- Uma... Caverna secreta?!

... Bem ali, uns doze pés para a direita. O pequeno azulzinho ficou meio surpreso com a descoberta, para não dizer que ficou perplexo por não ter reparado em nada. Mas não teve nem tempo de comentar sobre a descoberta, pois o “chefe” já o ordenou que abrisse a “porta”. Realizou o mesmo movimento rápido e de significado desconhecido, e após isso V-mon evoluiu diretamente para Burning Fladramon.

Com suas garras fortes e poderosas, o dragão moveu a pedra indicada e destravou a caverna. Lightnimon saltou diretamente pra dentro, correu rapidamente pela trilha, usando para se guiar usou uma esfera de relâmpago para iluminar o trajeto...

E encontrou o que procurava.

- O que... Quem é você e por que...!
- Calado, sem perguntas. Se você pensa que esta caverna irá te proteger daquele cara e da tal Lekismon, pense outra vez.
- Como sabe que...!
- Eu posso ser teu guia e te levar até o Yamato-san, se desejar.
- Y-Yamato?! Ele está aqui?!
- Os treze escolhidos vieram para cumprir sua missão principal. A que você sabe muito bem.
- Treze...?
- Ah sim, há duas garotas cujo são “especiais”. E o escolhido do Milagre ainda está desaparecido.
- Espera... O Daisuke... Está...!
- Os inimigos pensam que ele está morto, mas a verdade é outra... Talvez esteja vivo sim, mas até agora ninguém tem idéia de onde ele pode estar.
- Você sabe onde está o Yamato?!
- Sei, e devemos ir depressa. Tem mais alguém na nossa cola... E acho que não é os escolhidos...

Era tarde, olhos amarelos cintilaram atrás do gatuno, fazendo com que ele percebesse uma expressão de horror na face do parceiro do Ishida. Virou-se para trás e viu presas e os tais olhos.
De fato... Era um Garurumon negro.

Do lado de fora, Vee tinha dificuldades para lidar com um ataque repentino de mais três Garurumons negros. Não podia fazer nada, pois não tinha como fazer... Eram rápidos demais, e suas chamas não davam conta, já que velocidade ganha de força... Certo?

Minutos depois, viu o “companheiro” ser arremessado contra suas costas. Sorte que não havia usado o Burning Rocket para gerar as asas flamejantes. Assim que ambos colidiram, o digimon azul voltou à forma criança... E o gatuno caiu no chão, de frente.
Só não bateu de cara no chão por ter se apoiado no solo com suas mãos. V-mon caiu de costas e logo se levantou, meio zonzo.

- O que você estava querendo fazer com ele, forasteiro? – rosnou o líder dos Garurumons pretos, um que tinha uma pequena cicatriz nos olhos, tal como um Gazimon.

- E-ei... Você não era um... Gazimon? – perguntou o dragãozinho, reparando naquele detalhe – Um dos Gazimons que ajudamos dois anos atrás?!
- Se vocês o ajudaram, o que raios ele está fazendo em nos atacar?! – balbuciou Lightnimon, indignado.
- É por causa de mim... – explicou Gabumon – Eles estão me mantendo confinado dos outros para que aquele estranho não ataque Santa Geria.
- Confinado?! Mas você não pode ficar se escondendo pra sempre! – vociferou V-mon, e de certo modo, olhou para o “cúmplice”.
- O que eu tenho a ver com isso?! – e este sentiu a indireta.

- Por que você quer levá-lo? – interrogou o Garurumon líder.

- Eu tenho minhas prioridades. – respondeu o mercenário – Se não deixar que ele venha conosco, terei de dar uma boa razão para nos deixarmos ir embora.

- Hahaha – riu, desprezando-o – E o que um digimon Aamaatai como você pode fazer?! Além do mais, estamos em maior número. Somos quatro, e você só um. Desista. Não iremos deixar que o Gabumon volte para Santa Geria. Se ele voltar, virão atrás dele. E com isso vários companheiros e amigos irão morrer, e terão seus dados convertidos a trevas e serão sugados por aquele indivíduo sombrio e que está causando caos na Digital World.

- Heh. E você pensa que irei levar isso em conta? Gabumon PRECISA estar com o Yamato-san. Portanto... Eu posso levá-lo até ele. Estando com os escolhidos, ele não irá ser destruído, muito menos a cidade!

- Pensa que não sabemos de seus planos, Lightnimon? – falou a fêmea do grupo – Nós vimos Frostmon e seus Were Garurumons vírus falando de seu planinho. É aliado deles! Como acha que poderemos confiar em você?!

- Espera... Plano?! – Gabumon olhou-o seriamente – Que plano?!
- Não é o que você está pensando... – Vee tentou explicar ao digimon besta.
- Que plano é esse?! V-mon, você está envolvido com ele?! E o que aconteceu ao Daisuke?!
- O plano de emboscar todos os escolhidos e eliminá-los após enfraquecê-los. – contou a Garurumon.
- Emboscá-los?! – Gabumon ficou mais sério ainda.

- Vocês não acham muito suspeito isso? – falou o digimon de pompom prateado, levantando-se do chão – É claro que... Os espiões estarão por perto para revelar isso... Mas, vocês podem ver completamente que minhas ações estão sendo feitas desse modo, para que possa me mover livremente e sem problemas. Minhas verdadeiras intenções só serão vistas somente se vocês analisarem bem elas, e minhas palavras. E se quiser, pode olhar no fundo dos meus olhos. Creio que alguma resposta vocês obterão de mim, talvez a verdade que está por trás de tudo isso. A única coisa que não muda é o olhar. Pode mudar tudo, menos isso. Se vocês acreditam que sou inimigo, vá em frente. Faça o que vocês querem fazer logo.

- Você... Não me parece estranho. – falou o líder dos lobos, olhando mais atentamente para ele.

- Não. Não sou... Isto é, se conseguirem ver além das aparências. O Gabumon precisa estar com os escolhidos. E eles mais cedo ou mais tarde irão encontrá-lo. E o Yamato não iria permitir que continuassem exilando-o dessa forma. Isso iria arrecadar numa batalha estúpida e insignificante. Não é possível impedir que eles ataquem a cidade, quando os treze destinados estão nela, à procura deste digimon. Você entende o que eu quero dizer codificadamente?

- Codificadamente? Está tentando... Dizer algo através de um código?

Subitamente Gabumon analisou todas as frases e as ações do misterioso digimon.
Tinha algo nele que parecia não estar muito certo, e isso o fez ver por outro lado após o mesmo disser que estava passando uma mensagem codificada.

“Vocês não acham suspeito isso”
“Minhas ações estão sendo feitas desse modo para que possa me mover livremente e sem problemas
“Minhas verdadeiras intenções só serão vistas somente se analisarem bem elas, e minhas palavras”
“Ver além das aparências”


Tinha algum sentido aquelas frases? Algum significado?
Algo do tipo “eu realmente não estou do lado deles, mas sim do dos escolhidos e para evitar que descubram tudo, estou agindo desta forma”?

Não... Era outro tipo de mensagem. Mas tinha quase o mesmo propósito.

- Deixe-me ir com ele, por favor. – pediu Gabumon, depois de refletir muito.
- Deixar?! – disseram os lupinos.
- Você não me ouviu, Gabu-san?! – falou a loba, incrédula – Ele irá te levar para uma armadilha! Você e o Yamato-san irão morrer se... Se ele conseguir o que quer!

- Não, ele não vai fazer uma coisa dessas. – contestou – Eu vejo nos olhos dele algo que me faz confiar. Ele não é inimigo. Nenhum digimon que use o brasão da Amizade pode ser nosso inimigo. Eu sinto isso. Eu sinto seu coração...! Eu sei quais são as verdadeiras intenções do Lightnimon!

- Então você entendeu tudo, Gabumon...? – o gatuno olhou-o, serenamente.
- Sim. E creio que você tenha razões para fazer isso, não te culpo. Também não posso dizer abertamente o significado que compreendi, certo?
- Exatamente. Se fizer isso... Poderá ser um risco e tanto.
- Entendo. – voltou-se aos lobos – Por favor, deixem-me ir com ele!

- Como podemos ter certeza que você, a cidade e os escolhidos ficarão bem? – perguntou o líder.

- É só você ver em seus olhos...! – respondeu – Suas verdadeiras intenções são nobres e benignas! E eu sinto... Que o brasão da Amizade reside nele também...!

- Mas... Mas o brasão da Amizade só pertence ao Yamato-san... E o digimental à...
- Ao meu parceiro que está desaparecido, Daisuke Motomiya. – completou V-mon.
- Então como que ele...!

- Não precisam ter medo e desconfiança de mim – falou Lightnimon – Apenas tenho o mesmo objetivo dos destinados. Posso ir agora antes que o inimigo surja na cidade e destrua tudo?

Acenou positivamente. O desconhecido digimon agradeceu, pegou V-mon e Gabumon, e sumiu de lá como um relâmpago.
A matilha olhou para o líder, querendo compreender sua decisão. Anteriormente eles pensaram em entregar Gabumon à Lekismon, para salvar os demais digimons. Mas as frases do pequeno os fizeram mudar de idéia:

“Por que vocês querem me entregar a eles?! Nós não éramos amigos?! Yamato, os outros e eu não os ajudaram anos atrás?! Por que nos trair, me entregando ao inimigo?! Mas eu não os culpo. Não consigo, porque vocês estão fazendo isso pelo bem de Santa Geria. Ok, mas... Saibam que se vocês estivessem no meu lugar...

Eu jamais entregaria vocês.”


E aquelas palavras os fez procurar um local seguro e longe da cidade, trancar o amigo ali e vigiar para que ninguém pudesse feri-lo.

Mas agora... O líder tinha certeza de que se Gabumon ficar com Yamato, eles serão capazes de derrotar aquilo que assombra a Digital World.

E aquilo... Ainda estava vagando por aí.
Mais exatamente... Naquele mesmo continente.

Um pouco mais longe dali, bem mais longe de Santa Geria...
Uma sombra sentava debaixo de uma árvore, em um imenso jardim vívido.

Tal ser olhava para o céu e como as nuvens andavam graciosamente pelo mesmo, desenhando formas e gravuras engraçadas.
O céu daquele mundo parecia um papel de parede com brushes de pingos brancos e azuis. E o azul do céu misturava-se com outras variantes desta cor, e com o branco das nuvens.

Era magnífico, belo, encantador.
Só que esta realidade era apenas para aquela criança.

Pois o céu verdadeiramente estava...
Negro.

- Wallace...! Você não deveria me deixar sozinho! – choramingou uma voz.
- Desculpe, Lopmon... Eu... Eu peguei no sono aqui... – sorriu para a criaturinha.
- E você sonhou com o quê...? Seu rosto mostrava um sorriso tão doce...
- Sonhei que... Nós três estávamos juntos, andando pelo campo de flores aonde íamos quando eu era pequeno... No mesmo lugar onde você desapareceu.
- Você, eu e o Umbra-san?
- Não. Nós e o Terriermon.

O coelho marrom chocolate não reagiu bem àquilo. Franziu a sobrancelha, com certo receio daquele tal sonho. Queria dizer algo, mas o menino não deixou:

- Onde será que ele está agora...?
- Terriermon...? Não lembro bem dele...
- Não se lembra?! Ele é seu irmão...! Ele e eu éramos sua família. E nós te amávamos muito, e eu te amo muito, Lopmon! E ele...
- Ele me matou, Wallace. Meu irmão me matou. Ele e aquele digimon azul daquela criança...!
- Mas o Terriermon disse que você...!
- Terriermon fez isso para ser o único parceiro. E ele também foi influenciado pelo digimon azul e por aquele parceiro dele.
- Isso é verdade...?!
- Wallace... Eu te mentiria? – olhou-o, com uma carinha chorosa – Eles me mataram só por estar infectado por um vírus... Por uma energia negra...!
- Então o que o Umbra disse...
- Os destinados querem impedir que o Umbra-san possa trazer a paz definitiva à Digital World...!

Olhou-o, o pequenino estava tremendo e chorando. Abraçou-o, como forma de consolo.
Em seguida olhou para o mesmo céu, agora pintado em vermelho-sangue, à sua vontade.

- Lopmon... Eu irei escrever o destino. Farei com que esses escolhidos não atrapalhem no equilíbrio deste mundo.
- Vai mesmo...? – enxugou suas lágrimas com seu braço, fitou o menino – Sabe como fazer isso...?
- Lux Fatum... É esse o nome que o Umbra me disse, não é?


Lopmon sorriu diabolicamente, sem que o garoto percebesse nada.


---

- Não tou gostando nem um pouquinho dessa mudança climática...
- Terriermon, você sentiu alguma coisa? – a Tachikawa olhou-o meio preocupada.
- Esse céu... Ele mudou de repente...
- Que sensação estranha é essa? – pressentiu Hikari e Ken.
- Essa energia é tão... Negra... – comentou Miyako.

- A Miyako-san agora que tem seu fragmento liberado – explicou Bunni – também consegue captar os tipos de energia que nos rondam. Não somente a Hikari-san por ser a escolhida da luz e o Ken-san por ter sido usado pelas trevas antes... Ela também pode pressentir.

- Miyako então se tornou uma... Uh... Pessoa parabólica? – perguntou Ni.
- Não é “psíquica”? – corrigiu Carol.
- Ahn... Isso, isso.
- Isso me fez lembrar do Daisuke-kun e aquele dia... – comentou Takeru com Iori.
- Confundir “telepatia” com “simpatia”... – lembrou o mais novo do grupo.

- Não estou gostando muito disso... Estou com medo que talvez isso seja obra da Lux Fatum... – a orelhuda tremeu um pouco, observando o céu se tornar vermelho.

- Lux Fatum?! – exclamaram todos.

...
Não muito longe dali, a dupla e o Gabumon também perceberam tal mudança no ambiente...

- Isso não pode significar coisa boa Vee... – reportou o gatuno.
- E... Então, o que faremos?
- Acho que está na hora de mudarmos um pouco os planos.
- O que vocês querem dizer com isso? – indagou Gabumon – Sabem por que o céu está assim?!
- Não... – falou Lightnimon – Mas tenho a leve impressão que isso é encrenca. Precisamos nos apressar! Entregar o Gabumon para o Yamato e descobrir quem é a Pandora!
- Pandora?!
- Gabu-chan, se você entende minhas ações... Preciso te pedir um favor.
- Favor...?

Olhou-o seriamente, e pediu:

"Quero que faça o Takeru Takaishi vir até a mim. Preciso falar com ele a sós."


O que seria tal Lux Fatum que a Bunni disse?
O que Gabumon descobriu sobre o misterioso mercenário digimon?!
E o que ele quer com o escolhido da Esperança?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 1:12 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 8:45 pm






Os três apressavam-se para alcançar logo os escolhidos. Pelo caminho observavam o céu, que continuava a mudar seu aspecto assustadoramente. Lightnimon olhou rapidamente para Gabumon, que devolveu o olhar.

- Então... É isso que está acontecendo, não é mesmo? – concluiu o parceiro de Yamato.
- Sim... Se você percebeu tudo. – afirmou o guerreiro.
- Eu não entendi de primeira, pois no escuro não tinha como ver direito sua aparência.
- Espero que possa guardar segredo. Por isso que confiei em você, por ser o digimon do Yamato-san.
- Resolveu contar isso a mim sem levantar suspeitas por causa do brasão, certo?
- Isso. Saiba que a verdade não pode vir à tona agora, se vier... Eles irão me encontrar.
- Eu sei disso, e pelo visto só nós e o grupo temos esperanças de encontrar o Daisuke.

- Gabumon... Então você já sabe? – perguntou V-mon.
- O brasão do Yamato é o da Amizade – explicou – e o digimental da Amizade também carrega este símbolo. E eu acredito que digimons que usam este símbolo não são meus inimigos. Além do mais... “Olhar além das aparências”... Lightnimon me lembra uma evolução Aamaatai sua.

- Gabumon, não fique falando isso abertamente. As coisas poderiam complicar e aí sim... Tudo poderia ser em vão. – chamou a atenção ele.

- Sim... Desculpem. Eu irei cooperar com sua estratégia, e manterei isso como um segredo. Inclusive do Yamato... Mas não acho que ele não vá suspeitar de nada.

- Não precisa mentir a ele. Apenas... Diga metade da verdade. Menos a que se refere a mim.

- Ok. Como quiser, Lightnimon...!

---

- Já passaram três semanas desde que começamos esta busca e até agora nada. Onde estas duas pestes se esconderam?!
- Mestra Ranamon – pipocou um Mega Seadramon na janela da torre – O esquadrão 2D reportou que os escolhidos se moveram para a estação ferroviária da ilha.
- Como?! – virou-se em sua direção – Eles foram para lá?!
- Sim, mestra. Mas... Disseram também...
- Disseram o quê? – encarou-o.
- Que... O trem saiu... P-para o outro continente!
- Eles... Saíram da ilha?! – berrou furiosamente.
- Pelo que aparenta... Sim. – reprimiu-se, amedrontado.
- Como ousam deixar que eles escapem?!
-Os espiões do esquadrão 2B desapareceram, então não tínhamos noção de onde estavam! – justificou.
- Desapareceram?!

Aquilo deu um estalo nela. Um choque, um arrepio de que alguma coisa tenha passado despercebidamente. Será que poderia... Não, não poderia. Ele estava morto. Morto e não tem como ele fazer coisas assim do além.

Mas... Teve uma suspeita. Uma pequena suspeita.

- E os que estavam observando aquele gatuno? – perguntou a ele.
- Não sabemos. Eles também não deram notícias.
- Impossível! – gritou – Como que a minha elite pode sumir assim do nada?!
- Será que não foi o mesmo autor dos ataques aos demais esquadrões 2A, 2B e 2C?
- Então aquele Lightnimon está planejando alguma coisa...
- Um soldado sobrevivente do 2B disse que ele atacou um grupo de escolhidos na tarde anterior.
- Atacou?! – piscou os olhos, incrédula – Quer dizer que ele não é aliado dos destinados?!
- Acreditamos que não, que ele tenha outras intenções e que está agindo sigilosamente, independentemente de nós ou dos escolhidos.
- Estranho isso... O que ele deve ter em mente então?

Ranamon começou a desconfiar das atitudes do mercenário. Por sorte dele, ela também estava confusa pelo fato de que ele provavelmente não pertencia a ambos os lados.

Por enquanto, seus planos estavam seguros. Sem que ninguém mais soubesse...
Além de V-mon... E Gabumon, que parece ter compreendido tudo agora.


#26 - Clash! Takeru vs. Lightnimon!




A tríade de leões moveu-se para Santa Geria, com o intuito de proteger a cidade de qualquer ataque repentino dos inimigos. Com isso, as crianças receberam ajuda extra para procurarem pelo parceiro de Yamato.

- Então vocês evoluíram para Garurumons negros, e outros de vocês para Leomons. – reparou Takeru.

- Foram longos dias. Desde que Gabumon deixou Santa Geria para ficar reunidos com os outros cinco digimons de vocês, a cidade precisava de mais proteção. Alguns ladrões invadiam aqui, e algumas vezes isso resultava em confusões. Então nós, desde que ficamos perto do digivice do Yamato-san naquela vez em que o Digimon Kaiser apoderou-se deste lugar, nós tivemos a possibilidade de evoluir para Seijukuki e Kanzentai. Usamos este poder para proteger nossos amigos, e os cidadãos. Até o dia em que surgiu este estranho... Atacando os cidadãos e o nosso grupo de Black Garurumons e Leomons... Muitos deles morreram, inclusive alguns de nosso bando...

- Que horror... – comentou uma Tachikawa tristonha.

- Nosso bando dividiu-se, restando apenas o grupo de Garurumons negros, constituídos por quatro, enquanto o grupo de Leomons sobrou apenas dois. Agora sou o único na forma adulta, desde que meu irmão evoluiu para Panjyamon.

- E o que é a Trinidad Leo? – perguntou Choujutsushi.

- De acordo com meu irmão, são um trio de digimons leoninos justiceiros. Durante sua viagem para se tornar mais forte para proteger Santa Geria, ele encontrou dois oponentes poderosos, com os quais fez amizade e então... Esta aliança formada começou a combater os inimigos... Liderados por uma criança humana.

- Uma criança humana?! – espantou-se Terriermon – Seria o...
- Não, ele não é humano. – atravessou-se Bunni – Aquela não é sua verdadeira aparência.
- Não é?! – exclamou Jou – Então qual é a verdadeira aparência dele?
- Pessoal, deveríamos estar procurando pelo Gabumon e não falando nisso! – bronqueou Ni.
- Ela tem razão. Vamos falar disso depois, primeiro precisamos achar o Gabumon antes desses caras. – reforçou Taichi.

Todos concordaram.
Continuaram a procurar pelas ruas.

...
Nas sombras surgiu ele, V-mon e o misterioso digimon mascarado. A segurança tinha sido reforçada, depois que um dos garurumons negros reportou a informação antes de exilarem Gabumon em prol do mesmo e de Santa Geria. Logo, Lightnimon era conhecido como aliado de Frostmon, uma das responsáveis pelos ataques ao vilarejo do outro continente.
Aquelas informações foram descobertas quando a matilha de Were Garurumons negros se juntou com a ave próximo dos arredores da cidade.
Então era óbvio que o guerreiro da noite não poderia aparecer em público.

Agora... Como fazer para juntar Gabumon com o Yamato... E falar com o Takeru?


- Isso não é muito bom... *sigh* Será que ela não tem um cérebro?! – resmungou – Dessa forma é óbvio que o plano não daria certo, nem mesmo se eu o tramasse!

- Lightnimon... – Gabumon olhou-o – Se é o que eu acho, está tentando pensar num modo de me devolver ao Yamato... E como falar com o Takeru sem chamar atenção, não é?

- Exato. Mas com isso tudo... Creio que minha única alternativa é afastá-los de Santa Geria. E eu tenho que resolver umas coisas com a Frostmon depois.

- O que você está pensando em fazer? – V-mon sentiu um receiozinho daquela sentença.
- Está na hora, V-mon. – voltou-se a ele – Enquanto os escolhidos terminam com o restante do exército dela, nós vamos dar o golpe final.
- Nós... Mas isso não iria estragar tudo?!
- Não. Porque ela não terá tempo de reportar a eles.
- Ela é forte...! Não acha que está se precipitando demais?!
- Você mesmo sabe que temos de fazer isso. Ela quer isso. Está sendo forçada a fazer essas coisas! – contestou.
- Mesmo assim... Ela pode acabar fugindo! E você estará na mira deles por minha causa!
- Cale-se, eu já disse pra não questionar minhas ordens! – rosnou.

- O que aconteceu com ele afinal? – comentou consigo Gabumon.
- Estou tentando entender... – disse Vee.
- Não aconteceu nada. Essas são as minhas condições para cooperarmos. – respondeu o “chefe”.
- Se eu for até eles, irão contar sobre seu plano com a Frostmon – ponderou o digimon amarelo coberto por uma pele de lobo – Talvez assim possa atrair a atenção do Takeru.
- Também irá atrair os outros... E se...! Acho que... Tive uma idéia.
- Teve? – disseram os outros dois.

...
Passado alguns minutos, um vulto rápido passou pelos becos, esgueirando-se dos guardas e aproximando-se dos escolhidos com total cautela.

A Inoue olhou para trás, como se soubesse de sua presença. Encarou um ponto, enquanto a gata também fazia o mesmo. E em seguida todos os digimons se focaram num beco escuro. As crianças humanas também, pois foi como uma corrente: cada um chamando a atenção do outro.

O nervosismo vinha junto da tensão. Mas todos ali estavam atentos. MUITÍSSIMO atentos. Talvez tão atentos para não perceberem o sinal que marcava em seus digivices.

Olhos vermelhos brilhando na sombra. Estes começaram a se aproximar da claridade, até revelar sua verdadeira forma:

- Gabumon?! – um coro de crianças surpresas, apenas uma com um sorriso no rosto e tom feliz, ecoou pelo cenário.

- Gabumon! – o Ishida avançou e deu um forte abraço no companheiro – Você está bem?! Estive preocupado, muito preocupado!
- Yamato... Eu... Eu estou bem – disse, e se soltou do abraço – Vocês estão correndo perigo!

- Perigo?! – mais uma vez disseram unidos e pasmos.

- Perigo?! – repetiu o loiro mais velho – O que aconteceu?
- Frostmon... Pretende nos emboscar! E o mais... Um digimon chamado Lightnimon está com ela.

- Lightnimon?! – exclamaram outra vez, só que agora a expressão de uns era séria, de outros era confusa.

- E mais – continuou o digimon – Ele está interessado em você! E... Creio que em mim também...
- Como assim interessado em mim?!
- Não sei... Eu ouvi pouco. E esse pouco foi o bastante para que ele me percebesse e viesse atrás de mim! Mas eu fui salvo por alguém... E essa pessoa disse para encontrar vocês e pedir que saíssemos daqui o mais breve possível!

Trocaram olhares rápidos. E puseram-se a mover imediatamente, pois não queriam que a cidade sofresse nenhum dado caso ocorresse algum confronto ou algo do tipo.

Um pouco distante dali, outros olhos vermelhos assistiam a cena.
Um destes murmurou: Keikaku doori.

Seguiram os mocinhos, sem fazer qualquer ruído. E assim que todos estivessem longe da cidade... Colocaria a segunda parte do plano em ação.

Quando estavam fora de lá... mais para o campo...
Um flash passou por eles, pegou Gabumon. Parou metros deles e os olhou.

- Heh. Vocês então já sabem, certo? – lançou um olhar sereno – Ou melhor, vocês ainda não sabem?

- Cretino! – berrou Yamato, nervoso e petrificado. Não conseguiu ver os movimentos dele.
- Solte o Gabumon! – gritou uma Piyomon juntamente do loiro.

- Que isso... Tsc tsc... Se quiserem o Gabu-san, vai depender do quanto de esperança vocês tiverem.

- Qual é a tua?! – gritou o escolhido da Coragem – Salvou o Agumon e os outros... Mas nos ataca logo depois?!
- Bem que ele avisou que nossos próximos encontros seriam nada agradáveis – relembrou Tentomon.
- Estou farto disso. Estou FARTO. – berrou um Takeru, já indo pro lado Ishida do sangue.

- Loirinho... Takeru Takaishi, escolhido da Esperança. Aquele que cinco anos atrás presenciou seu parceiro dar sua vida para proteger às sete crianças escolhidas e aos seus companheiros digimons.

- V-Você...! Como sabe disso tudo?! – interrogou-o, sério.

- Eu sei sobre vocês. – respondeu, com um tom de superioridade – Do mais velho ao mais novo, dos treze que estão aqui até ao desaparecido Daisuke Motomiya!

- O que você sabe sobre o Daisuke?! – vociferou Miyako.

- Tudo. Eu estou sendo sincero com vocês, heheh... Aliás, não me interessa vocês... Apenas uma pessoa... E não quero que vocês ousem me interromper.

- Você... É nosso inimigo mesmo! – berrou Piyomon.
- O que você quer com o Yamato?! – perguntou Sora.
- Tem algo diferente... – murmurou Ni – Não acho que ele seja nosso inimigo...

- Estranho você falar em esperança e estar atrás do escolhido da Amizade – percebeu a coelha – Você veio aqui para falar com outra pessoa, certo?

- Você é muito esperta, Digimon do Desejo... – elogiou o gatuno – No entanto... Deveriam cuidar um pouco mais a retaguarda...

- Ora seu...! – o loiro tentou se mover, mas não conseguia. Yamato e os outros não conseguiam também – Mas... Mas o que...!
- Eu não consigo me mover! – avisou Mimi – De novo!
- Nós também! – responderam os demais.


Quando passou rapidamente pelo grupo, o digimon mascarado usou o Lightning Nail neles, porém com exceções de Takeru e Nina. Os demais estavam paralisados.
Ah, Gabumon também não foi afetado.


- Eu avisei. – riu Lightnimon – Não se preocupem. Isso tem curto efeito. Mas o suficiente para fazer o que venho fazer aqui...

Apontou para o irmão caçula de Yamato.

- Takeru Takaishi. Siga-me. E não faça nada... Ou você pagará pelas conseqüências.
- Solte o Gabumon e meus amigos antes! – exigiu.
- Não. Se eu fizer isso vocês virão me atacar! E eu não vim aqui pra isso. Vocês deveriam usar mais a cabeça. Analisar mais.
- Takeru, não vá! Pode ser uma armadilha – falou o irmão mais velho.
- Não é uma armadilha. Vocês ainda não perceberam...? – suspirou – Se isso fosse uma armadilha, Frostmon já teria aparecido, não acham?

Todos ficaram pensativos. Sim, se fosse... A ave já teria surgido e pego todos eles.

- Mas... Se isso não é uma armadilha – começou o escolhido da Esperança – Então qual o seu objetivo em paralisar os outros?
- Eu tenho minhas prioridades. E não pensem que sou amiguinho de vocês. Cooperem, e o Gabu-san não irá ser ferido.
- Quem você pensa que é para fazer isso?! – encarou-o – Acha que pode mesmo ferir meus amigos e depois sair ileso?! O que você quer de nós?! Aliás, quem é você?!
- Hmpf, tô vendo que vai ficar nervosinho... Melhor resolvermos isso longe dos seus amigos... Isso é em particular.
- Então solte o Gabumon. E eu irei.
- Gabumon até que foi uma presa fácil... Hm, digamos que foi a sorte que eu o encontrei. Se estivesse ainda naquela caverna, mais cedo ou mais tarde Frostmon-sama o encontraria.
- SOLTE O GABUMON! – gritou ele.
- Como desejas, ô escolhido da Esperança – ironizou, soltou Gabumon “delicadamente” no chão. O pequenino grunhiu de dor em seguida – Desculpe, Gabumon... – sussurrou bem baixinho a ele.
- Não foi nada – respondeu do mesmo jeito.
- Não se preocupem, eu prometo que ele voltará vivo... Yamato-san e Patamon. – disse em um tom sarcástico.

O menino andou até lá, mas se virou para o irmão e pro parceiro: - Não vai acontecer nada comigo, eu irei voltar.
- Por favor... Não o machuque... – pediu a Yagami.

Afastaram-se dali, indo para trás de algumas poucas árvores que tinha por ali.
Takeru ainda se perguntava por que 'anjos' estava fazendo aquilo. Sentia seu sangue ferver. Queria que Patamon pudesse evoluir e lutar contra aquele digimon! Mas seu parceiro estava paralisado! Não havia o que fazer contra esse inimigo.

Sim, Takeru não teve um primeiro encontro amistoso com aquele indivíduo. O primeiro já o fez ficar irritado. Já este segundo... Parecia que estava a ponto de explodir, como daquela vez em que viu Ken descendo e pegando do fundo do redemoinho negro o Devimon.

Pararam um longe do outro. Como se fosse uma luta. Talvez Lightnimon, por saber tanto sobre eles (e isso ainda era outra coisa que confundia os heróis), tinha uma pequena noção que o menino iria apelar para aquele lado mais sombrio.

- Takaishi, você sabe por que seu parceiro não conseguiu evoluir para Holy Angemon até agora?
- O que você sabe a respeito disso? – foi seco com o outro.
- Não sabe, não é mesmo? Então... Isso significa que você perdeu a noção do seu significado.
- Perdi....? – fez pouco caso – Eu sei o que representa meu brasão. E é o que estou fazendo agora mesmo! Tendo esperanças em que posso encontrar o Daisuke-kun, ajudar a Digital World e tudo isso ter um final feliz!

Cruzou os braços, abaixou a cabeça: - Takeru, você percebeu suas palavras de agora? Está entendendo o que digo quando falei... “Você perdeu a noção do que significa o seu brasão”?

- Como eu perdi?! – respondeu, indignado.

- Você se diz amigo das pessoas... Mas esse seu sorriso não é nem um pouco sincero às vezes. Tentar confortar os outros é uma coisa, agora mentir para os outros e pra si mesmo é outra.

- Mentir?! O que...

- TAKAISHI! – gritou, levantou a cabeça e descruzou os braços – Se não entender isso agora, a esperança jamais irá surtir efeito em suas palavras! Jamais irá ser esperançoso como você era antes! O Takeru de antes, de oito anos, tinha muito mais esperança e pureza que você! Será que você ENTENDEU agora?!

- Pureza... Está dizendo que eu não sou mais digno de usar o brasão da Esperança?
- Certamente, garoto humano. Até que me prove o contrário.
- Bem... E então por que você está agindo sozinho e se escondendo...?
- Não mude de assunto...!
- Você não olha diretamente nos olhos dos outros por medo? O que você está escondendo?

De fato, Lightnimon nunca olhava diretamente nos olhos dos escolhidos. Nem de seus parceiros. A única exceção foi Gabumon.

- Já disse para não mudar de assunto!
- Como quer que eu acredite em você se não pode fazer isso?!
- Tenho minhas prioridades! Meus objetivos são semelhantes aos de vocês!
- Semelhantes? O que tem de semelhante em nos ajudar e nos atacar depois?!
- Você não percebeu. Você não perceberá enquanto pensar errado sobre o seu poder.
- Eu não estou pensando errado! Você atacou o meu irmão, a Sora, a Miyako, o Jou, a Mimi e os nossos parceiros! Tudo só para... Falar para a Hikari liberar o poder dela?!

- Engraçado... – encarou-o, seriamente – Como que a escolhida da Luz conseguiu compreender tudo, uma menina que não vivenciou tudo que vocês sete vivenciaram antes na DW, pode ter tanta responsabilidade e atitude que você?! E ainda se diz “veterano”?! Por que você é o único que continua a choramingar e a fingir ter mudado, Takeru?! Perder o Angemon foi doloroso a você... Não foi? Claro que foi.

- Seu...! Quem você pensa que é para falar disso abertamente?! – aproximou-se dele, pegou-o pela roupa e encarou-o no fundo dos olhos – Me diga! Quem você é!

- Esse mesmo poder que foi concedido a você pode ser usado para destruir aqueles quem você ama caso perca o controle de suas emoções... – continuou – Ou melhor, se não houver esperança, não haverá vitória para vocês. E também... Patamon poderia ser destruído de novo, e nunca mais renascer--

Aquela última frase o fez socar o digimon, arremessando-o contra o chão. O elmo caiu, mas por extrema sorte o loiro não conseguiu ver seu rosto. Pegou-o do chão e o colocou, levantou-se.

- Não fale disso... Nem ouse citar. Patamon... Patamon se sacrificou naquela vez! Não fale disso como se fosse algo si--

Takeru mal pode terminar sua frase, pois recebeu um soco igual àquele que deu no gatuno. Quando Takaishi olhou para ele, percebeu que escorria algo de sua face. Também notou que ele havia tirado a máscara que cobria sua boca, podendo ver assim sua verdadeira pele.

- Você é um IDIOTA Takeru! Um IDIOTA! Como se eu estivesse brincando com isso! Você não sabe o quão difícil é falar com você! Não sabe o quão dói ser excluído!Nos dois sentidos... Nos sentidos. Não falo do sacrifício de Patamon como se fosse uma piada! Se eu fosse citar isso ao Ken Ichijouji, ele teria pelo menos noção de que estou alertando para que não aconteça outra vez!

- Você... Você está... Chorando? - percebeu o loiro

- Acha que me sentiria bem se... Se eu fosse humano e alguém viesse falar comigo, citando algo que aconteceu ao meu parceiro e fizesse um alerta... Eu iria ignorar isso? Arriscar perder meu parceiro, meus amigos e minha própria vida?! Você tem IDÉIA do que verdadeiramente estou fazendo?! Não sabe o quão árduo é ter de agir dessa forma, para que os inimigos não percebam?! Estou arriscando minha vida com tudo isso. Eu destruí os soldados de Frostmon e Ranamon. Eu procurei pelos seus parceiros e os levei até vocês! Estou fazendo isso não com segundas intenções... Mas pelo mesmo objetivo que vocês têm!

- Por que então você... O que você...

- Isso é um fardo pesado. É algo que não deveria fazer, mas estou fazendo... E você não percebe seu erro. Não percebe e quer continuar a agir feito o sabichão. Tão imaturo quanto era o Daisuke Motomiya dois anos atrás...! E talvez... Um pouco de imaturidade que ele tenha hoje... Um pouco...

- Eu não entendo aonde você quer chegar...!

- Takeru. Seu brasão é o da Esperança. – levantou o elmo, enxugou as lágrimas no braço, e depois o colocou de volta – Justiça pelas próprias mãos não é o certo. O jeito que você age agora é errado. Isso apaga seu brilho. Seu verdadeiro poder. Você não é a verdade, e Holy Angemon não deve ser usado para esse propósito. Você não deve condenar os outros. Você não é o Unmei. Você é o escolhido da Esperança.

- Unmei...?

- Takeru. Você deve usar seu brasão pra isso. E deve alimentar as esperanças do grupo. Você age como a determinação do Motomiya. Ele transpassa sua determinação aos demais, e você deve fazer os outros acreditarem, a terem esperanças.

- Você... Seus olhos são... Familiares...

- Se você compreendeu isso... Prove para mim. Prove com suas palavras que detectou seu erro! ... E pára de desviar do assunto!

- D-Desculpe... E pelo soco também... Não consegui controlar minhas emoções... Mas... Mas agora eu consigo perceber que... Eu agi de outra forma... Porque... Eu era o mais experiente dos cinco... Não conseguia entender as razões do Taichi-san ter dito naquele dia em que entregou os goggles ao Daisuke-kun que ele seria o seu sucessor... Mas, agora compreendo... Ele tem algo que eu não tenho... É aquela determinação dele, aquela coragem, e aqueles laços de amizade que nos uniu como um verdadeiro time. Graças a isso, ele conseguiu escapar da ilusão do Belial Vamdemon. Nunca pensei que... Talvez ele se sentisse excluído no começo, pelo fato dos restantes me darem mais ouvidos pela minha experiência... Acho que deveria... Falar com ele assim que nós o encontrarmos.

- Heh... Quais são seus objetivos? – perguntou novamente.
- Nós iremos encontrar o Daisuke-kun, e salvar a Digital World desses que estão perturbando a paz!
- Esse é o verdadeiro... Takeru Takaishi que fez seu brasão brilhar cinco anos atrás. – sorriu.

Aproximou-se dele, estendeu sua mão. O rapaz agarrou-a e o mercenário puxou-o, levantando-o do chão. Nesse instante seu D-3 brilhou, com uma luz amarela. No mesmo evento teve uma espécie de flash.

Ali viu exatamente uma pessoa familiar.
Só não a identificou, pois... Cessou rápido demais...
Assim que Lightnimon soltou a mão dele, e desapareceu num piscar de olhos.

Desta vez, só sentiu que ele não era tão mal assim... E que tinha alguma mensagem dita naquela conversa toda.
E ouviu algo vindo de algum canto:

“Desculpas aceitas.”

O menino sorriu e repetiu o mesmo, sabendo que a voz era dele:

- Desculpas aceitas...

Saiu em direção dos amigos, que já estavam livres do golpe.
Passado algumas horas, o grupo começou a se mover.

O céu continuava vermelho. Nina voltou a perguntar algo que eles tinham esquecido:

- Bunni, você sabe o que está causando isso?
- Não sei... Talvez seja a Lux Fatum...
- O que é essa Lux Fatum, Bunni? – perguntou Koushiro.

Ela olhou para todos, voou das mãos de Carol e se colocou a frente do grupo:

- Como vocês todos estão juntos agora... Eu posso dizer o que é isso.
- Mas... E o Daisuke? Ele ainda não está conosco! – discordou a Inoue.
- Procurar por ele agora para explicar depois não vai dar certo! Então ouçam bem o que irei explicar!
- Ok... – decidiu o Yagami – Melhor ouvirmos, e depois contarmos ao Daisuke.

- Você está por perto, não está? – pensou a orelhuda, olhando pelo canto do olho para uma árvore – Não me enganas. Sinto sua presença mesmo que tente se esconder.


Sentaram-se no chão (obvio que alguns arranjaram alguma coisa para sentar em cima, como Carol que tirou uma mantinha da bolsa, ou a Mimi que pegou uma folha de bananeira que encontrou solta para sentar em cima).

Tudo para ouvirem a pequenina. Aliás...
Nem perceberam um ponto piscando nos digivices outra vez.






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 1:17 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 9:27 pm






- O que é essa Lux Fatum? – perguntou um Koushiro curioso.

- É algo que... Tem o mesmo significado que a Lux Miraculum... Enquanto a luz milagrosa foi dada ao Dragon Hu, e logo após sua morte para o Lance-kun, vulgo Daisuke-san agora... Pandora foi a portadora que os digimonianos pensaram ser capaz de usar a luz destinada para trazer paz para todas as raças. Era pra ser um poder usado para o bem... Porém...

- Pandora não fez isso, não é? – arriscou Taichi.

- Sim, Taichi-san. – afirmou positivamente com a cabeça – Mas não foi por escolha dela. Este indivíduo que está atrás da Pandora... Ele quem a corrompeu e a usou para fazer isso. Tudo a seu favor. Os digimonianos tentaram tirar a posse deste poder das mãos deles, mas foi em vão. E nem mesmos os deuses digimonianos conseguiram. Havia alguma coisa naquela jovem maga que a fazia corresponder com a Lux Fatum. Algo que o Dragon Hu acreditava ser a verdadeira essência dela. Uma parte que as trevas não a encostaram.

- Então... Ela foi usada assim como eu fui usado pela Semente das Trevas... – supôs o escolhido da Bondade.

- Sim. Kiseki-sama estava certo quanto a isso. Pandora foi usada. E creio que foi depois de ter recebi este poder. No entanto... O único que poderia impedir era aquele que possuía o poder sagrado... da Lux Miraculum. E foi o portador dela quem selou Pandora e as trevas bem antes. Mas o preço da batalha custou sua vida... E de seu companheiro digimoniano, Star V-mon. Eu... Eu tenho algo a revelar a vocês...

O grupo nada disse, apenas ouviu atentamente a pequena:

- Eu era a companheira digimoniana de Pandora-san! Assim como o Milagre tem dois fragmentos essenciais que um indivíduo deve possuir para nascer o terceiro... E poder usar a Lux Miraculum... O Destino deve possuir dois elementos essenciais para que possa nascer o terceiro fragmento... Totalizando quinze. Star V-mon e eu éramos conhecidos como o Digimoniano da Determinação e Digimoniana do Desejo.

- Espera... – interrompeu Sora – Digimoniano da Determinação?! Digimoniana do Desejo?!

- Sim. Dragon Hu possuía uma ardente determinação... Devido à coragem dele em seguir adiante, e em proteger aqueles a quem ama: Aqueles que tinham fortes laços de amizade com ele. Dessa chama... Conectou-se com a chama de um digimoniano conhecido por nunca desistir, nunca perder sua coragem, e nunca abandonar seus amigos. Esse era o Star V-mon, conhecido mais como “Star”.

- Um V-mon? – comentou Hikari.
- E ainda... Parceiro daquele que parecia com o Ryo-san?! – acrescentou uma Mimi incrédula.

- Pandora por outro lado... Possuía sonhos. Ela era uma jovem cheia de vida, feliz com tudo que tinha, com seus amigos, com o afeto dos que estavam ao seu redor... E possuía desejos, puros e graciosos... Uma vontade se realizar todos seus sonhos, e os dos demais. Essa conexão ligou-se a mim, que tenho essa mesma personalidade sonhadora, e que deseja ajudar os demais, para que todos possam ser felizes! Eu era Bunnymon, conhecida como “Bunni”.

- Desejo? Felicidade? – repetiram Ni e Carol.

- Mas... O Milagre também tinha dois elementos essenciais para ser gerado: Luz e Esperança. Dragon Hu tinha esperanças que algum dia tudo que digimonianos, humanos e híbridos pudessem caminhar lado a lado, como amigos. Sem discriminações, sem medo, sem ódio.
Quanto ao Destino, era preciso o Amor e a Inocência para gerar um futuro cheio de bons frutos, brotados pelas sementes dos desejos, eclodindo a felicidade nessas trilhas. Essa Inocência... Também é chamada de Pureza por vocês.

- Luz? Esperança? – disseram Hikari e Takeru.
- Amor? Pureza? – foi a vez de Sora e Mimi.

- Sim. Mas no entanto... Pandora foi para o lado das trevas, e transformou seus sonhos em pesadelos. Plantou o ódio e a impureza neles, trazendo a tristeza. Os céus daquela batalha final foram... Negros. Obscuros. Sombrios. O verdadeiro caos.
Dragon Hu era tutor de Pandora, e eles tinham idades próximas até... Lembro-me que ele sentia algum afeto por ela, como se fossem irmãos. Pandora-san esqueceu de mim, e do que tínhamos compartilhado. Nossa conexão foi cortada pela metade, mas tinha alguma coisa que ainda nos unia... Algo que deve ter sido esse último desejo da parte boa que tinha restado... E este era... De que pudesse se livrar das trevas que aquele indivíduo plantou nela.
Dragon Hu lutou contra ela, contra essa parte corrompida. E a venceu... Usando a magia que unia os fragmentos. Porém... Ele não poderia usar o quinto. Pois, este havia desaparecido com ela... Quando deixou ser levada pelas palavras deste nosso inimigo.
Eu fiquei com o Dragon-sama antes da batalha final... E foi quando recebi este pingente. Continha todos os fragmentos. E a chave para ser ativada está... No quinto fragmento.
Após isso, ele e Star partiram, me deixando sozinha. Eu residi na casa de Warlock-san em uma sala secreta, esperando o dia que a Pandora-san voltaria e usasse aquela magia.
Mas... Não aconteceu isso. Ela foi libertada, mas da forma incorreta... Mais uma vez caiu na escuridão profunda e deixou sua mente ser manipulada pelo mago das trevas. E usou suas sementes para gerar aquela discórdia que levou o fim de Gota Pura, e o fim do limitador de seus poderes... Lance-kun. Aquele que recebeu a Lux Miraculum, depois do Dragon-sama. Aquele que foi morto por Unmei, uma das vítimas dessas trevas. Um jovem que foi corrompido pela vontade de eliminar aquela quem causou dor ao seu reino, e à sua “irmã” Yaku: Yami Kuroboshi, a irmã gêmea do Lance-kun.

- Mas... Isso significa que o Daisuke é o único que pode parar a “Pandora”? – a Inoue tentou arriscar responder.

- Sim. Somente o poder da Lux Miraculum pode combater a Lux Fatum. Por isso temo que se o Daisuke-san tenha sido eliminado por este ser... Não teremos chance alguma de vencermos. Será outro caos, como aconteceu antes... Quando eliminaram o Lance-kun.

- Eu... Eu não acredito nisso! – disseram três vozes.
- Motomiya-kun não pode estar morto! – a primeira delas foi de Ken.
- Daisuke-san nunca deixaria que o matassem tão facilmente depois de tudo que ele passou! – a segunda foi Iori.
- Eu quero encontrá-lo logo. Não vou levar esta hipótese a sério! Não vou! – a terceira foi de Nina.

- Vocês não são os únicos. – respondeu o Yagami – Do modo que ele evoluiu, não é possível que tenha acontecido isso...!
- Daisuke-kun está vivo... – manifestou-se a escolhida da Luz – Eu mesma sinto isso! Ele está!
- Eu também penso assim! – completou Miyako – Ele está vivo! Eu acho que consigo pressentir sua energia... Aquela calorosa energia determinante que emana em seu corpo!

- Ah, Miyako-kun, poderia me emprestar seu D-3 depois? – pediu Koushiro – quero experimentar uma tese.
- Claro, Izumi-senpai!
- Obrigado, Miyako-kun.

O grupo todo saiu andando, menos a digimon rosada de olhos verdes. Esta olhou diretamente para a árvore:

- Você esteve o tempo todo aí, não é mesmo? Acredito que não tenha ido atrás de mim para me matar, mas sim para me proteger como o Kiseki-sama pensou que fizesse.

- V-Você... S-Sabe que eu estou aqui?!

- Kiseki-sama e eu tivemos uma pequena noção disso. Não se preocupe, Lightnimon. Eu não irei contar o que sei sobre você ou como sabe tanto sobre os destinados. Porque já compreendi suas atitudes. Posso ter forma de Younenki II, mas ainda tenho minha mente de Kyuukyokutai.

- Kyuukyokutai?! Você... já alcançou o nível extremo?!

- Muito tempo atrás. Agora se me der licença... preciso ir antes que notem que não estou lá. – saiu voando atrás do grupo.


#27 - O último confronto com Frostmon!




O grupo seguia adiante... Agora com o objetivo de procurar pelo escolhido.

Nesse período de buscas, alguns conversavam. Miyako e Nina, que antes apenas se tratavam meio que formalmente, conversavam mais. Parece que as histórias relatadas pelo grupo fizeram novos laços de amizade. Ambas tinham alguma coisa em comum: Eram bem alegres, cheias de energia e... Um pouco doidas. Mas às vezes a Inoue dava um olhar meio receoso à rapariga desenhista quando esta falava com o moço de cabelos morenos azulados. Claro, a paixão da jovem era Ken... E não dava pra mentir que sentia algum ciúme e medo de que aqueles dois ficassem juntos.

Contudo... A pequena garota de cabelos morenos acastanhados tinha outro em seus pensamentos. Por vezes ficava fora da realidade, voando em recordações. Não sabia por que, mas tinha a impressão de que queria muito encontrar o gatuno outra vez.
Outra vez... Mas da mesma forma com que ele se encontrou com ela antes.

Por um momento fitou o colar. A pedra poderia dizer onde ele estaria agora, e procurá-lo. Mas não faria aquilo, pois temia que os outros fossem atrás dela.
De fato, a Geijutsushi não ligava para tão difícil fosse falar com tal indivíduo. A forma seca, irônica, fria e um tanto temperamental a fazia lembrar a si mesma. Sim, esta jovem tem seu lado doce, mas também tem seu lado amargo. A amargura que servia como um escudo daqueles que pudessem vir a se aproveitar dela. Mas quem conseguisse superar o gosto amargo, conheceria o verdadeiro gosto dela. Uma jovem simpática, humilde e de coração mole. Aquela aparência meiga e fofa por trás de uma face calada e solitária.

O mesmo se dizia do tal digimon. Por fora era aquilo, um troglodita até. Mas por dentro... Era tão bondoso, tão prestativo... Tão amistoso! Queria tanto que o guerreiro da noite de unisse ao grupo, que pudessem até... Até... Se tornarem parceiros!

Parceiros! Tal como Miyako e Hawkmon eram! Tal como Iori e Armadimon eram!
Tal como Ken e Wormmon eram! Tal como todos os onze ali eram!

A Carol continuava a falar mais com Koushiro, e outras com Mimi. Não tinha noção de tal vontade de ficar com eles ali, pois era algo diferente! Gostava do ruivo e isso ficava bem claro! Também falava com a jovem de cabelos acastanhados e mechas rosa como se já a conhecesse faz anos! Não... Séculos!
Os olhos verdes volta e meia transitavam dos olhos negros dele para os cor-de-mel da outra. Nesses segundinhos vinha a mente tais imagens: Um moço semelhante ao escolhido da Sabedoria ao encontrar com os negros; e uma mulher semelhante à escolhida da Pureza, com o cabelo de mesma cor e trançado, ao encontrar com os cor-de-mel.

Às vezes ouvia ecoar nessas imagens: Nesshin-kun... Ai-chan...

Os outros... Bem, Taichi pensava por onde seu amigo serelepe estaria...
Enquanto ouvia Yamato reclamar dos comentários de Mimi, que reclamava de já não agüentar mais caminhar e se poderiam voltar para a cidade e descansar um pouco.
Sora falava com Piyomon, e esta com os outros digimons ali. Terriermon, que andava nas mãos da Tachikawa, permanecia em silêncio. Somente pensava no seu parceiro e no que poderiam estar fazendo com ele.
E Bunni estava no ombro de Taichi, já que Agumon nem se importava tanto assim.
O dino apenas dizia em pequenos períodos de tempo uma frase:

- Taichi... Estou com fome...
- Também estou...! – manifestou-se Gomamon.
- Todos nós estamos... – foi uma das coisas que Jou disse, enquanto tentava acalmar o louro e a Tachikawa.
- Poderíamos ter pegado alguns mantimentos na cidade antes de partirmos, dagyaa – suspirou Armadimon.
- Estávamos prestes a sofrer um ataque daquele digimon mascarado – explicou o Hida ao seu companheiro – Não lembramos disso, e nem teríamos muito tempo.
- Falando nele... – começou o escolhido da Bondade – Por que ele age dessa forma? Ele é nosso amigo ou nosso inimigo?
- Eu não tenho idéia, mas não gostei dessa atitude dele – resmungou o Ishida.
- Ele deixou claro que nos atacaria caso fosse preciso – falou a ave rosada.
- Mas também disse que éramos para vermos além das aparências e analisarmos suas ações – contestou Tentomon ingenuamente.

- Ele não é um digimon mau – discordaram Hikari e Gabumon.
- Não? – os olhares de Piyomon e Yamato focaram-se nestes dois.
- Também não acho isso... – Nina posicionou-se ao lado dos que o tachavam como bonzinho.
- Não penso assim! – Miyako estava do lado “contra” – Ele nos atacou duas vezes.
- Três. – acrescentou Carol – Primeiro veio atrás de nós, para atacar o Agumon, Taichi-san e Bunni.
- A nós atacou duas vezes, aquela em que ele disse quis falar com a Hikari, e esta em que ele queria falar com o Takeru – Patamon também fazia parte do partido “contra”.
- Ele deve ter suas razões para agir assim... – comentou o Izumi, mostrando-se neutro.

- Não sei quais razões seriam, mas deveríamos ficar atentos quanto a este estranho – ponderou Tailmon – Suas habilidades são rápidas, se ele for um inimigo... Será um oponente difícil. E pelo visto é um bom estrategista.

- Suas habilidades parecem como se fossem de um gatuno. – opinou Hawkmon – Mas acho que ele não deve ser um Kanzentai...
- Está mais para Aamaatai. – disse Wormmon – E ele lembra o Lighdramon...
- Lighdramon? – o pessoal meio que exclamou com aquilo.
- Lighdramon é uma das evoluções do V-mon, não é? – indagou Palmon.
- Sim, é a evolução Armor do V-mon com o Digimental da Amizade – confirmou o Yagami.
- Aquela vez... – lembrou-se a irmã caçula – Daisuke-kun não evoluiu com o Digimental do Milagre?
- Vocês não estão pensando que o Lightnimon é o Motomiya, não é?! – interveio Geijutsushi.
- Ué... não pode ser, neechan?
- Do jeito que ele é?! Lightnimon parece mais comigo do que com o Motomiya!

O grupo, após essa afirmativa, desviaram toda a atenção para a menina.

- O que?! Não estão pensando que eu seja o Lightnimon?! – exclamou ela, incrédula.
- E teria como? – Iori pôs-se a defendê-la – A Nina-san esteve o tempo todo conosco!
- É... É meio idiota pensar que eu seria o tal digimon, né?! – resmungou ela – Onde é que vocês estão com a cabeça?!
- Não pode ser a Geijutsushi-san – pronunciou-se Ken – Se fosse uma evolução semelhante àquela que o Motomiya-kun fez naquele confronto, ela precisaria ter o digimental, um digivice D-3 e um D-Terminal.

- E quem disse que estávamos alegando que ela é o Lightnimon?! – disse um Taichi confuso – Só estava me perguntando como que ela sabe que ele se parece com ela!
- Idem! – falou Sora.

E a resposta deles foi a mesma.

- C-como eu sei?! – ela suou a frio – Dá pra perceber isso! – mudou subitamente de expressão, tornando-se um pouco séria – Ele se esconde, age sozinho... Eu sou assim também... Ou era assim... É isso que estou dizendo!

- Não... Tem mais uma coisa que você sabe – pensou o Ichijouji.

- Ah, esse papo todo só vai resultar em pontos pro inimigo! Vamos falar dele depois que encontrarmos o Motomiya! E... Esqueci de mais alguma coisa?
- E o Wallace... – falou um Terriermon desanimado.
- E esse garoto aí também! – terminou a frase, saiu na frente dos outros.

- O que deu nela?! – um coro formado por Taichi, Carol, Miyako e Iori foi feito.
- E eu vou saber? – respondeu um Yamato ranzinza – Essa garota é maluca.

- Que estranho... – comentou consigo mesmo Ken – Quando falamos dele, ela desvia rapidamente do assunto, como se não quisesse falar a respeito disso.


O único calado que ficava de fora de toda aquela confusão era o Takaishi.
O louro caçula refletia sobre o que tinha sido dito pelo mercenário.
Mas não compreendia o que fez chorar. Talvez fosse o soco? Não.
Talvez fosse a forma com que lidou com ele? Não...

Depois lembrou vagamente... De um comentário em particular:

“Você não sabe o que é ser excluído. Nos dois sentidos... Nos dois sentidos.”

Excluído...? De que maneira?
‘Nos dois sentidos’... No sentido figurado e no literal?!

Aquilo o fez ter um estalo. Ele sabia sobre os escolhidos. Ele sabia sobre o Daisuke.
Sua forma lembrava a de Lighdramon, porém com alguns detalhes em outra coloração.
Seus olhos eram familiares... E o mais... Disse agir daquela forma para que os inimigos não percebessem de suas verdadeiras intenções.

Também lembrou de que quando a escolhida da Luz falou sobre o que tal criatura queria com ela, comentou ter visto por alguns segundos o goggle boy sumido!
E que... naquela conversa aconteceu algo semelhante. Mas não viu direito quem era.

Outra coisa que chamou sua atenção foi...

- “Você não é o Unmei.”... – pensou.

Esse nome... Foi citado pelo mago naquela batalha... E novamente pela Bunni horas atrás.

“Você não deve condenar os outros. Você não é o Unmei.”

Unmei... O nome daquele tal rapaz que matou Lance não era esse? Unmei não significava “condenação”?
Isso não seria... o contrário de seu brasão?

O mesmo nome citado por Lightnimon foi citado por Bunni.
Haveria alguma ligação nisso? Alguma pista?
Ou ele também sabia do que tinha se passado naquele outro mundo em que foram parar antes?

Estava prestes a concluir quando... Uma pessoa tocou em seu ombro.
Assustado, virou a cabeça para o rosto do autor da ação, vendo apenas olhos inocentes e um cabelo pouco grande, com uma franjinha parecida com a que tinha cinco anos atrás.

- Takeru?
- Hikari?
- Você está bem?
- Estou... Só um pouco pensativo. Não há nada com o que se preocupar.
- Ok... Qualquer coisa, nos diga. Por favor.
- Está certo.

Um pouco afastado dali, olhos vigiavam-nos. Num rápido salto passou dos mocinhos e posicionou-se uma árvore de onde teriam uma boa visualização dele.
Eis que iniciou tal plano:

- Ei, escolhidos! – gritou Lightnimon, olhando-os.

- Você de novo?! – Um Yamato enraivecido tentou avançar, mas foi segurado por Takeru e Taichi.
- O que você quer agora?! – falou uma ousada Miyako, cerrando os dentes e apontando para o digimon negro.

- Nada de mais... Só vim avisar que os lobos estão à solta, esperando para começar a grande caçada. – riu-se ironicamente. Estalando os dedos, o tal sinal que os soldados esperavam, pipocaram vários lupinos negros.

- SEU CAFAJESTE! – insultou uma Geijutsushi, mas fez aquilo para despistar. Sabia que no fundo deveria ter alguma artimanha do guerreiro, ao invés dele ser mesmo um traidor.
- O que está a fazer?! – sussurrou ela para o digimon.
- Cala a boca e não estraga meu plano! – respondeu no mesmo tom que a mocinha.

- Nina-san! Saia daí! – pediu o Hida, meio nervoso.

A garota recuou e voltou para lá. As pedras ovais brilharam e lançaram aquelas mesmas luzes nos digivices de Sora, Koushiro e Yamato.
Feito isso, surgiu nos ecrãs dos aparelhos vermelho, roxo e azul, os brasões do Amor, da Sabedoria e da Amizade.



Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Pixel_crest_of_love
Piyomon... Super evolui para...! Garudamon!
Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Pixel_crest_of_knowledge
Tentomon... Super evolui para...! Atlur Kabuterimon!
Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Pixel_crest_of_friendship
Gabumon... Super evolui para...! Were Garurumon!

Os demais fizeram seus digimons evoluírem para as formas perfeitas.
Exceto Ken, Takeru e Hikari, que evoluíram seus parceiros para Stingmon, Angemon e Nefertimon.

Mas... O que impedia dos escolhidos da Luz e da Esperança evoluírem seus companheiros para Angewomon e Holy Angemon?!

Ainda era um mistério.

O misterioso guerreiro mascarado fugiu dali, e iniciou-se a batalha.
Executaram a mesma formação de antes. Os de nível perfeito atacavam, Drill Digmon servia como defensiva e ofensiva. Stingmon protegia os escolhidos. Angemon e Nefertimon usavam ataques a distância e reforçavam a segurança dos parceiros.


Longe dali... Lightnimon saltou de galho em galho, passando como um raio pelo bosque e parando numa clareira, na frente de uma ave azul, que vocês já sabem quem é e qual o seu nome.

- Frost-chan. Tudo está indo como eu planejei. – disse ele, se gabando.
- Ótimo! Ótimo! Bravo, Lightnimon. Você é mesmo esperto! Fiz bem em aliar a você.
- Contudo... Não me referia exatamente ao nosso plano.
- Ahn?! O que... O que você disse?!

Os olhos de seu “aliado” mudaram de cor. Tornaram-se tão familiares a ave que quase ela percebeu algo. Fez o tal movimento rápido e misterioso, no qual parecia sacar algo de seu bolso e murmurar alguma frase.

Em seguida... Frostmon sentiu uma respiração em seu ombro. Olhou pelo canto do olho e viu um focinho familiar. Logo recebeu um murro no elmo dourado que a atirou contra uma árvore.
Levantou-se e viu quem estava atrás de si. AGORA SIM. Ela reparou e disse, como uma gralha:

- VOCÊ?! VOCÊ?! O PARCEIRO DO GAROTO! BURNING FLADRAMON!

- Sim... É ele. – afirmou Lightnimon, ao pé do dragão gigantesco – Adivinha? Ele é meu cúmplice.
- E você está fora de ação agora, Frost-chan – disse o gatuno com um ar sarcástico.

- O... O quê?! O que você disse?!

- Parceiro, hora de por o fim naquela luta que você mesmo me falou.
- Sim, Lightnimon – respondeu Vee seriamente.



A dupla atacou em conjunto, A ave usava suas estacas de gelo, que eram derretidas pelos punhos ardentes do dragão de armadura rubra. Já o pequeno servia de distração, era ágil e conseguia escapar dos golpes físicos de Frostmon com precisão.

- Cretino! Não acredito que me traíste! – vociferou ela, avançando contra ele. Agarrou-o com sua pata, impedindo que ele saísse.

- Terá que fazer mais que isso para me impedir! – “sorriu” maliciosamente, enquanto seus olhos tornavam-se vermelhos de novo – Inazuma Tornado!

Rodopiou três vezes: Na primeira descarregou sua eletricidade na garra da inimiga.
Na segunda fez com que essas faíscas gerassem um tornado elétrico, fazendo com que a mão paralisada de Frostmon abrisse.
Na terceira desferiu um golpe com suas garrinhas, fazendo pouco dano à ela.

- Gh! S-Seu...! Usou a livre para lançar dardos de gelo, que poucos passaram de raspão pelo espertinho.

- Isso não é nada! Hahah! – ria, como se estivesse brincando com a criatura penosa.

O “parceiro” de Lightnimon desferiu um Fire Slash nas costas da ave, fazendo-a grunhir de dor. A mesma revidou um chute no estômago de Burning Fladramon. Fazendo colidir com as árvores que cercam a clareira, quebrando-as com seu peso.

Não esperou e partiu pra cima do outro, e desferiu um arranhão contra o ladrão, quando este estava de guarda baixa. Foi surpreendido e então... “slash”, cortou-lhe...

- Lightnimon!!

- Aaaah!

...
O elmo. Repartindo-o ao meio. E o golpe o atirou contra o chão, fazendo rolar alguns metros dela. O azulado criou suas asas com o Burning Rocket e alçou vôo, pousando atrás do pequeno.

- Você está bem?! – perguntou, olhando o corte.
- E-estou... Sorte minha que isto me protegeu. – falou, levantando-se um pouco zonzo.

- Seu... Seu...! Eu vou te... E-espera... você..! Você é...!

Parte do lado esquerdo do elmo rompeu-se e caiu no solo. A outra parte continuava a cobrir sua cara. Salvo o chifre em formato de raio, que continuava ali e só com alguns arranhões.

Mas agora ficou claro quem era.
Muito claro.

- Você... Você está... vivo?!
- Hehe... – o misterioso Lightnimon tirou o resto do elmo, seus olhos voltaram ao normal – Eu sou duro na queda, Frost-chan.
- Im... IMPOSSÍVEL! – arregalou os olhos, pasma.
- Agora, Vee! – ordenou ele, apontando para a penosa.

- Knuckle Heat! – mirou os punhos para Frostmon e lançou uma rajada flamejante contra ela.

Enquanto fazia isso, tal digimon misterioso subiu nas costas de Burning Fladramon, pegou o aparelho do bolso e apontou para a inimiga:

- REFRESH! – apertou o botão do centro e uma luz avermelhada saiu dali com um aspecto flamejante e penetrou no corpo de Frostmon.

A digimon azul começou a brilhar e logo regrediu, voltando à sua forma criança.
Era uma ave azulzinha, do tamanho de Hawkmon e Piyomon. Tinha uma pena fina em sua testa, um pouco parecida com aquela que Piyomon tem na cabeça, só que sem listras e na mesma cor azulada de suas penas. No canto de seus olhos havia um triângulo cujo a parte mais pontuda ficava ao oposto dos olhos, e seguia uma linha dali terminando num redemoinho. As penas eram longas, e mais para o pescoço essas penas eram maiores e presas com um anel parecido com o que Frostmon havia num de seus pés. Tinha o mesmo colar e penas brancas no peito. Seu bico, patas e garras nas asas eram da mesma cor que as da forma perfeita.

- Cessar. – disse o “chefe”. Imediatamente o “parceiro” parou o ataque. O outro desceu de suas costas e o digimon dragão voltou à forma V-mon.
- Não deveríamos... ter destruído-a?
- Não. – respondeu. Aproximou-se da pequenina, que caiu de joelhos, apoiando-se pelas asas no chão – Você está bem?

A tão poderosa inimiga abriu os olhos. Agora era sua verdadeira cor: Amarelos.
Viu o rosto dele e exclamou:

- Por que parou? E... E como que...
- Você está fraca... Não se esforce!
- Obrigada... Por me libertar dele! – agradeceu.
- Disponha. – sorriu.
- No entanto... Se tivesse me destruído, não correria riscos de revelar sua identidade.
- Preciso te perguntar uma coisa. Algo que você não me responderia antes.
- O que?
- Quem é a Pandora?
- ... Ela é um... Um garoto. Agora... Eu não posso continuar viva. Por favor, me destrua para que possa renascer como um digitama!
- Eu... Eu não consigo fazer isso...
- Você conseguiu com os outros...!
- Eu quem fiz... – Vee entrou na conversa – Ele apenas imobilizava os inimigos.
- Está bem... Eu farei isso por minha conta. Só que, me diga como você...
- Vai levar um tempo... – disse Lightnimon – Mas tentarei resumir.

A verdadeira identidade do gatuno foi revelada!
E agora... Quem seria o tal digimon?!






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 1:20 am, editado 1 vez(es)
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Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode - Página 3 Empty Re: Digimon Adventure ZeroTwo: Hinode

Mensagem por Convidado em Ter Ago 23, 2011 10:06 pm






Lightnimon, tal digimon que não se tinha idéia de onde havia surgido e quais eram suas intenções, estava reunindo os seis digimons dos veteranos com seus respectivos parceiros. Após ter feito isso, partiu diretamente ao ataque. O alvo não era as crianças.
Era Frostmon.

Terminada luta, com uma revelação surpreendente, o mesmo respondeu a pergunta da pequena ave de nível infantil, regredida de sua forma Frostmon: Sapphmon.

- Só lamento não poder entrar em detalhes... Ainda acho que isso é um erro. Portanto preste atenção.
- Ok.

- Eu não tenho nenhuma ligação com o desaparecimento do escolhido do Milagre. Mas, tenho uma ligação com o V-mon e a Aamaatai do Digimental da Amizade. Sou aquilo que une estes dois. A amizade do digimon e de seu parceiro. Tenho a aparência semelhante ao garoto, e as habilidades do digimon. Por isso, ele consegue evoluir sem o Daisuke Motomiya. Mas, assim como ele... Eu sinto que o rapaz está vivo, em algum canto. Digamos que sou a união destes dois personificada pelo Digimental.

- Então...
- Eu pareço com o garoto, mas não sou ele. – resumiu.
- Ok... Espero então que ele esteja vivo...! – levantou-se do chão – Está na hora... De retribuir a vocês!
- Huh? O que vai fazer? – perguntou Vee.
- Preciso passar minha energia... para que possa voltar a forma digitama...! Portanto...

A ave começou a brilhar em azul, e seus raios saíram como duas estalactites que acertaram o peito dos dois digimons demais. Aquilo meio que começou agonizante, até derrubando-os de joelhos no chão.

- O... O q-que é i-isso?! – arriscou o dragãozinho perguntar, já que o “parceiro” não conseguia dizer palavra qualquer.
- Sei que parece doloroso, mas é só uma ilusão de suas mentes...! Tentem relaxar...! Isto também... irá proteger... vocês!
- P-proteger...?!
- Usarei a Aurora Light para proteger vocês...! Dos ataques de gelo negro...!

As feridas causadas naquela luta foram curadas com tal procedimento. Bizarro, pois sentiam serem perfurados por tal energia azulada. O evento durou cerca de 5 minutos, quando Sapphmon parou de brilhar e começou a se reverter em um pequeno ovo.

- A-Aquilo... foi... Kh... Horrível... – comentou o guerreiro da noite – Não... Não conseguia respirar... ghn!
- Mas... Mas era só relaxar... – falou V-mon – não conseguiu?
- Estou preocupado... com algumas coisas... Como agora... O fragmento do Ichijouji parece não ter sido ativado ainda.
- E... Como iremos prosseguir se o elmo está quebrado?
- Menor problema possível...

Levantou-se do chão, pegou as duas partes, uniu-as, colocou em cima de uma pedra e apontou o aparelho para elas, acionando o mesmo botão de antes. Emitiu uma luz, que reparou tal item quebrado, deixando-o novinho.
Colocou-o no rosto e olhou pro azulado:

- Problema resolvido. Agora vamos.
- Certo... Mas... Até quando vamos continuar com isso? – terminou com um suspiro.
- Ainda não, V-mon... Temos que investigar isso antes.
- Mas... E a promessa?
- A cumprirei. Prometi-te ajudar a encontrar o Daisuke-san, e irei cumpri-la.
- Até onde isso vai? – suspirou de novo.
- Está quase no final... Só preciso conferir uma coisa...
- Certo, certo... Mas... É só esta vez. A próxima irei procurá-lo sozinho!
- Aí eles te encontram, acabam contigo e depois fico me culpando por ter sido capaz de te deixar fazer essa idiotice...

Desapareceram dali em instantes.
Distante observavam outras figuras.

Que comentaram:

- Sinto que ele não suporta mais fazer isso...
- Claro que não – respondeu a outra – Mas continua por medo.
- Medo?
- Medo de que sua estratégia falhe e seja o fim de todos.
- É possível ele ter este medo?
- Não esqueça que tal criatura herda os sentimentos humanos do escolhido.
- Ele seria humano?
- Não.
- Ele seria um digimoniano?
- A palavra digimoniano caiu no esquecimento. Agora chamam a si mesmos por “digimon”.
- Ele seria um?
- Não.
- Então o que ele é?!
- A união dos dois. Dos sentimentos humanos e de um coração de digimon.
- Possível?
- Sim.
- Ainda existe estes tipos?
- Como na era antiga? Sim. Mas não sei é comum encontrá-los agora ou é raro este tipo.
- Lightnimon surgiu a partir disso?
- Pelo que o próprio contou, creio que sim.
- Será?
- Não deveríamos ficar só falando disso. Há mais três fragmentos precisando se manifestar.
- Mais três?
- Bondade. Desejo. Felicidade.
- Mas... estes dois últimos não...
- Aquilo foi o despertar. Não significa exatamente que eles estão ativados.
- Sério? Não sabia disso...

- Apenas espere para ver. Quando todos estiverem ativados... Será possível remover as trevas instaladas no coração desta pobre vítima... A reencarnação da Pandora. Eu acredito neles. Acredito no poder dos destinados.



#28 – “Quero ser sua Tamer!” O pedido inocente




- Eu nunca mais quero ver aquele digimon na minha frente! Se ele aparecer, eu juro que irei fazê-lo se arrepender de ter ousado cruzar o meu caminho e...

- Miyako, calma! Lembre-se do que o Tentomon disse! – interrompeu Ni.

- Mas o que ele quer dizer com isso?! – bufou a Inoue – Não dá para falar isso abertamente?!

- Eu não sei! Mas... Mas acho que ele tem alguma razão para fazer isso.


Passadas horas depois de uma luta contra os lupinos de nível perfeito, o grupo continuou sua jornada pela Digital World. Agora eles caminham por uma trilha que dava no final da floresta, movendo-se para outra região.

O caminho estava livre e sem qualquer sinal de inimigo. Também estavam cansados e precisariam parar logo, pois já estava anoitecendo.


- Que estranho... Ele parece com o Lighdramon... – comentou Taichi – Não sei se existem Lighdramons selvagens por aí, já que na nossa época nunca tínhamos visto digimons como estes, inclusive os parceiros dos novatos, mas não acham meio...?

- Eu entendo o que você quer dizer, Yagami-san. – respondeu Ken – Estou um pouco curioso quanto a este fator... Se ele fosse o Motomiya-kun...

- Por que ele faria isso? – uma Hikari terminou a frase – Por que ele se afastaria de nós? E por que está...

- Não acho que ele seja o Motomiya. – interveio a menina de cabelos negros acastanhados – Ele não me parece nem um pouco com ele. E outra: Ele disse que não é.

O grupo voltou-se para ela mais uma vez.
Como que a guria sabia daquilo? Se perguntassem, ela responderia uma mentira.
Ou não responderia. Mudaria o assunto.

Aliás, ficar falando dele e comparando-o com o Daisuke a fazia ficar maluca.
Não tinham nada em incomum! Não poderia ser!
Lightnimon era visto como inimigo por uns, e causava uma confusão na cabeça de outros.

Mas pra ela... Ele não a deixava brava, nem desencadeava nessa revolta toda que Miyako estava tendo neste exato momento, fazendo juras de que iria fazê-lo se arrepender de ter atacado ao grupo, e ao seu parceiro, e aos outros...

Só que... Uma parte em si ficava confusa. Se ele está do lado deles...
O que o motiva a atacá-los? O que o faz parecer mais um vilão do que um herói?
Se ele era mau a eles... O que o fazia ser tão bonzinho com ela?!

- Quem é você...?! – murmurou ela, ficando mais para trás do grupo.
- O que você quer...?! – continuou, segurou com força a pedra oval.
- Diga-me... A Verdade...! – o colar começou a brilhar intensamente.


O grupo nem percebeu que ela estava lá, parada no meio da trilha. Bunni ia às mãos da Yagami e refletia muito. Também ouvia tudo e todos. Diferente da garota cujo tinha o fragmento do Desejo, a orelhuda estava certa quanto ao misterioso digimon mascarado.

Hikari não compreendia, mas no fundo não sentia nenhuma aura negra no tal.
Takeru estava lembrando toda hora daquelas palavras. E também contou aos outros o que o guerreiro tinha lhe dito.
E isso fez com que Ken ficasse mais atento. “Não sabe o que é ser excluído.”, “nos dois sentidos”. Tais frases tinham alguma mensagem. Outra coisa era... As lágrimas relatadas pelo Takaishi.

Talvez ele fizesse aquilo por alguma razão, tal como Nina tinha tido?

Falando nela... Ichijouji olhou para onde deveria estar a companheira e...
Ela não estava lá. Isso o fez sentir um arrepio. Um imenso arrepio.


...
Ela continuava lá.
Esperava por obter alguma resposta. Algum esclarecimento...
Algo que desfizesse a confusão em sua mente.

A única coisa que conseguiu foi uma sombra de olhos vermelhos encarando-a.
E não era o gatuno. Era...

- Sua pestinha! Finalmente te encontrei!

Geijutsushi olhou diretamente para onde veio a tal voz e encontrou Ranamon.
A anfíbia tinha chegado ao continente, e estava a procura dos escolhidos. Foi muita sorte dela ter encontrado aquela que tinha estragado sua missão, quando ainda estavam atrás da Pandora, andando sozinha por aí.

Não tinha como fazer nada. Era tão fácil capturar uma humana assim. Nem precisaria esforço. Nem precisaria lutar. Nem precisaria...

- Afaste-se dela. Agora.

Uma segunda voz veio de sua direita. Ambas olharam para lá e viram algo assustador nas sombras. Olhos vermelhos mais aterrorizantes que os da guerreira da água. Daquela sombra surgiram dois pares de olhos, até sair dali e ficar visível pela luz do luar.

Sim, já anoitecera e o grupo estava mais longe dela agora.
Passaram-se aproximadamente uma hora e meia.

- Você...?! – exclamou Ranamon.
- Ouviu bem? – repetiu – Afaste-se dela.
- O que está fazendo aqui?! – perguntou a mocinha, olhando-o.
- O que você está fazendo aqui? – rebateu a pergunta, sério.
- Não importa, vocês dois vão pagar pelo que me fizeram! – balbuciou uma Ranamon nervosa.
- Quero ver você tentar! – desafiou-a, colocando-se a frente de Nina.

A digimá avançou contra ele, e este por sua vez esperou. No primeiro golpe desferido fisicamente pela oponente, desviou e agarrou pelo seu braço direito com uma mão, segurou-a com a livre... E finalmente atirou-a por cima de seu corpo contra o chão.

- N-Nossa...! N-Não sabia que você... – comentou a jovem, perplexa.
- Eu fazia judô. – contou – Você está bem?
- Sim, m-mas... Como você...

Pegou-a pelo braço e saiu na direção dos olhos vermelhos, que os protegeu até que encontrassem um lugar seguro.
Ranamon os seguiria, mas nem conseguiu se levantar. Não conseguia sequer mover um dedinho. E isso era muito confuso... Como um humano seria capaz se realizar um golpe daqueles e causar tanto dano assim?!
Ao menos que...

...

- Ken-chan, não deveríamos nos separar do grupo dessa forma...
- Ela ficou lá, Wormmon. Não podemos deixá-la sozinha!

Ken e Wormmon esperaram os outros pararem, montarem um pequeno acampamento, e finalmente descansarem um pouco. Durante aquela conversa toda, o moreno e seu parceiro retiraram-se sem serem percebidos e voltaram pelo caminho.

- Mas... Não seria melhor termos avisado aos outros?
- Geijutsushi-san sabe algo sobre o Lightnimon. E parece não querer nos contar.
- Acha que ela...
- Não foi bem isso que eu quis dizer...! Talvez ele esteja fazendo-a manter sigilo sobre o que sabe.
- Ah, entendi. Você acha que o Lightnimon é nosso inimigo?
- Não sei. Apenas suspeito de que...
- Ken-chan! – interrompeu-o, apontou para frente – Aquela lá...!

Os olhos do escolhido arregalaram ao vê-la.
O mesmo se diz de Wormmon.

- Ranamon?! – exclamaram, surpresos.

...
Enquanto isso...


- Obrigada por me salvar, Ken! – agradeceu Nina, meio tímida.
- Sem problemas. – respondeu – Sorte sua que te encontrei a tempo! – resmungou.
- É... Foi sorte... Mas... – parou, observou-o atentamente – Você não é o Ken...!
- Se eu aparecesse na minha verdadeira forma, Ranamon me mataria. E a você também.
- Então você é o... – piscou os olhos, meio ansiosa para obter uma confirmação.
- Bingo. – estalou os dedos, e num piscar voltou a sua forma verdadeira – Speculum Persona technique.
- Wow! – disse ela, incrédula – Consegue imitar a aparência dos outros?!
- Ehh... Não é bem uma habilidade que eu domine ainda... *gota* – colocou a mão atrás da cabeça.
- Mas... Conseguiu se passar pelo Ken!
- Sim, mas só por você e a Ranamon não o conhecerem bem. Se fosse um dos outros onze escolhidos, seria descoberto na hora.
- Entendi...
- O que você quer? Ainda não percebeu que se continuar fazendo isso--
- Quero saber quem você é! Quero entender o que está fazendo!
- Já nos apresentamos antes.
- Não... Quero saber se... Se você é nosso amigo ou nosso inimigo...!

- Nem um, nem outro. – explicou – Temos objetivos semelhantes, mas isso não significa que nossas missões são as mesmas. Não somos amigos, nem inimigos. A única coisa que temos em comum é o que nós queremos.

- Encontrar o Motomiya?

- Não, Ni-chan. Queremos Proteger a Digital World! Protegê-la destes que estão causando este caos todo!

- Eu... Eu vim para procurar pelo Motomiya.
- Só por isso?! – encarou-a por cima dos olhos.

- Se... Se o encontrarmos logo, poderemos impedir essa tal Lux Fatum! Pelo que a Bunni nos disse, somente o Motomiya pode derrotar essa coisa, pois ele tem uma tal de Lux Miraculum!

- Nina... Você está procurando por ele só por isso... Ou por ele ser seu amigo e estar preocupada?

- Bem... Eu... Inicialmente era só por preocupação. Queria apenas encontrá-lo e me certificar que ele estava bem. Assim ficaria mais tranqüila.

- Já previ essa resposta *sigh* – murmurou tão baixo que ela não poderia ouvi-lo.

- Mas... Agora... Agora quero encontrar o Motomiya e... Redimir-me com ele! Pela forma como eu o tratei, por não falar abertamente com ele... Quero ser amiga dele!

A resposta o fez olha-la um pouco surpreso: - Você... Você está procurando-o agora para fazer amizade com ele?

- Isso mesmo! – sorriu – E eu quero encontrá-lo logo!

Mostrou o colar para ele, e voltou a falar:

- Bunni me disse que se esse meu desejo puro reagir com o fragmento, posso até encontrá-lo usando essa pedra! E foi esse colar que me indicou onde você estava três vezes já!

- Então... Por que não o encontrou ainda? – perguntou.
- Porque eu queria te encontrar antes! Quero ser sua parceira!
- C-Como é?! – balbuciou, chocado.
- Queria que você fosse meu parceiro digimon! Só assim... Os outros não pensariam mal de você!
- Está maluca?! – continuou espantado – Eles... Você... Ahn... Não posso.
- Por quê?
- Não sou digimon que possa se tornar um parceiro de humanos...
- Mas...
- Eu entendo sua intenção... Mas não posso.
- Lightnimon, eu não quero que eles lutem contra você!
- H-Hein?! N-não quer...
- O grupo não acredita que você seja um digimon bom! Se cruzares o nosso caminho, temo que vocês lutem!
- Por isso que... Você quer que...
- Eu gosto de você! Por isso não quero que te firam!
- V-você gosta... D-De mim?! – corou, mas isso não foi percebido pelo fato de estar usando a máscara e o elmo.
- Sim... E... Isso... Isso me lembra... “The Beauty and the Beast.”
- O que... O que é isso? – perguntou ele, confuso.
- É um conto de fadas...

Encheu o pulmão de ar e desatou a falar:

- O conto relata a história da filha mais nova de um rico mercador, que tinha três filhas: Enquanto as filhas mais velhas gostavam de ostentar luxo, de festas e lindos vestidos, a mais nova, que todos chamavam Bela, era humilde, gentil, e generosa, gostava de leitura e tratava bem as pessoas. Um dia, o mercador perdeu toda a sua fortuna, com exceção de uma pequena casa distante da cidade. Bela aceitou a situação com dignidade, mas as duas filhas mais velhas não se conformavam em perder a fortuna e os admiradores, e descontavam suas frustrações sobre Bela, que humildemente não reclamava e ajudava seu pai como podia. Um dia, o mercador recebeu notícias de bons negócios na cidade, e resolveu partir. As duas filhas mais velhas, esperançosas em enriquecer novamente, encomendaram-lhe vestidos e futilidades, mas Bela, preocupada com o pai, pediu apenas que ele lhe trouxesse uma rosa. Quando o mercador voltava para casa, foi surpreendido por uma tempestade, e se abrigou em um castelo que avistou no caminho. O castelo era mágico, e o mercador pôde se alimentar e dormir confortavelmente, pois tudo o que precisava lhe era servido como por encanto. Ao partir, pela manhã, avistou um jardim de rosas e, lembrando do pedido de Bela, colheu uma delas para levar consigo. Foi surpreendido, porém, pelo dono, uma Fera pavorosa, que lhe impôs uma condição para viver: deveria trazer uma de suas filhas para se oferecer em seu lugar.
Ao chegar a casa, Bela, mediante a situação resolveu se oferecer para a Fera, imaginando que essa a devoraria. Ao invés de devorá-la, a Fera foi se mostrando aos poucos como um ser sensível e amável, fazendo todas as suas vontades e tratando-a como uma princesa. Apesar de achá-lo feio e pouco inteligente, Bela se apegou ao monstro que, sensibilizado a pedia constantemente em casamento, pedido que Bela gentilmente recusava. Um dia, Bela pediu que Fera a deixasse visitar sua família, pedido que a Fera, muito a contragosto, concedeu, com a promessa de ela retornar em uma semana. O monstro combinou com Bela que, para voltar, bastaria colocar seu anel sobre a mesa, e magicamente retornaria. Bela visitou alegremente sua família, mas as irmãs, ao vê-la feliz, rica e bem vestida, sentiram inveja, e a envolveram para que sua visita fosse se prolongando, na intenção de Fera ficar aborrecida com sua irmã e devorá-la. Bela foi prorrogando sua volta até ter um sonho em que via Fera morrendo. Arrependida, colocou o anel sobre a mesa e voltou imediatamente, mas encontrou Fera morrendo no jardim, pois essa não se alimentara mais, temendo que Bela não retornasse. Bela compreendeu que amava a Fera, que não podia mais viver sem ela, e confessou ao monstro sua resolução de aceitar o pedido de casamento. Mal pronunciou essas palavras, a Fera se transformou num lindo príncipe, pois seu amor colocara fim ao encanto que o condenara a viver sob a forma de uma fera até que uma donzela aceitasse se casar com ele. O príncipe casou com Bela e foram felizes para sempre.

- E é isso. – concluiu, respirando fundo.
- Lightnimon? – olhou-o, e teve uma pequena noção de que tinha dado “tilt” nele.

- O que... O que você disse? – não havia entendido uma palavra daquela narrativa toda. Além do mais, seus olhos estavam com duas espirais.

- Ah... Desculpe, desculpe! – repetiu várias vezes – Eu não queria te deixar confuso!

- D-deixa ver se entendi algo... – começou a refletir – Está associando esta nossa relação com tal conto... Dizendo que você é a Bela e eu a Fera... E que os seus amigos...

- Bem, essa parte me lembrei mais de uma outra versão, onde a população ataca o castelo para matar a Fera.

- Ah... E o que te fez pensar nisso...? – indagou, curioso.

- Você é legal comigo, mas... Só comigo. – concluiu – Enquanto ao resto do grupo... Você age diferente. Os ataca, fala com desprezo, e até os paralisa com suas garras...

- Então... V-você notou que...
- Você não tem coragem de me atacar. – respondeu – Mas por quê?
- Porque...

Não conseguiu terminar a frase, pois subitamente ele se virou para a direita e viu alguma coisa vindo naquela direção. Sem pensar duas vezes, estalou os dedos e pediu que Burning Fladramon (que esteve escondido ali, cuidando-os) tirasse a menina de lá e a levasse para onde estava os outros.
Os dois não gostaram da idéia. Não mesmo. Se fosse um inimigo poderoso, como ele os pararia?!

- Não se preocupem – confortou-os – Não vou ser suicida em enfrentar isso. Afinal... É um nível superior ao meu.
- Kanzentai? – perguntou Vee.
- Não. Seijukuki.
- Hein?! – Ni ficou confusa – Mas... Você não é...
- Eu sou do nível Aamaa Seichouki. Vee está no nível Aamaa Kanzentai.
- Eh? Pensei que a forma armor era aproximada do nível adulto...
- Anda logo! – resmungou – Tire-a daqui! Deixe-a perto dos escolhidos e volte imediatamente!
- Certo! – acenou positivamente com a cabeça o dragão, pegando Ni e levando-a pelos ares.

Virou-se diretamente para a direita, encarou e depois saiu correndo noutra direção, para despistar. Veio atrás dele... Uma matilha de Gaogamons negros. Obviamente, tropa de buscas de Lekismon.
Ter atacado Ranamon chamou a atenção. A companheira agora travava uma batalha contra Stingmon e Ken... Enquanto enviou o esquadrão 3C para procurar pela menina, pelo gatuno e pela suposta criatura de olhos vermelhos que estava com eles.

Os cães negros, que tinham uma pelugem dourada em volta do pescoço, luvas de boxe rasgadas e de onde saíam três garras afiadas, “braços” das costas na cor negra, patas traseiras com faixas brancas, olhos amarelados e presas afiadas, alcançaram-no e atacaram-no com o seu especial Dash Double Claw.

Tentou revidar, mas poucas faíscas paralisaram dois a três inimigos por vez.

Distanciados dali, Vee e Ni viram a matilha seguindo para lá. O “parceiro” pensou em deixá-la e ir ajudar Lightnimon, mas não podia arriscar que tais inimigos pegassem a jovem. Enquanto a Geijutsushi... Pegou o colar, apertou-o com suas mãos e fez um pedido. Um pedido puro, sincero e do fundo de seu coração:

“Por favor... Quero que o Lightnimon esteja bem! Proteja-o... Por favor!”

O fragmento reagiu. A pedra brilhou e um raio saiu dali, correu por todo o local e atingiu seu alvo. O corpo do guerreiro da noite foi envolvido por uma aura lilás, e em seguida modificou toda sua vestimenta.


Lightnimon...! Mode Change!

E então ela se tornou...

Lightnimon Armor Mode!

Uma armadura.






Última edição por Nina Geijutsushi em Sab Ago 27, 2011 1:22 am, editado 1 vez(es)
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